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Ciência & Saúde Coletiva

Print version ISSN 1413-8123

Ciênc. saúde coletiva vol.15 n.3 Rio de Janeiro May. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232010000300009 

ARTIGO

 

Caracterização das internações de dependentes químicos em Unidade de Internação Psiquiátrica do Hospital Geral

 

Characterization of admission of chemical-dependents in a Psychiatric Admission Unit of the General Hospital

 

 

Fernando Sérgio Pereira de SousaI; Eliany Nazaré OliveiraII

ICentro de Atenção Psicossocial de Sobral, Ceará. Rua Dr. Guarany 1138, Centro. 62100-000 Sobral CE. fernando_sergio_1@hotmail.com
IICurso de Enfermagem, Universidade Estadual Vale do Acaraú

 

 


RESUMO

A Unidade de Internação Psiquiátrica do Hospital Geral (UIPHG) é uma proposta articulada ao movimento da reforma psiquiátrica. O objetivo deste estudo foi avaliar os determinantes das internações de dependentes químicos na UIPHG Dr. Estevam, em Sobral (CE). Este estudo foi do tipo documental com abordagem quantitativa, envolvendo 203 clientes que foram internados na UIPHG no período de outubro de 2005 a abril de 2006. Os dados foram coletados por meio de um roteiro adaptado a partir do documento usado no momento da internação. Observou-se predomínio de pacientes do sexo masculino (95,1%), com idade entre 30 e 40 anos (62,5%) e solteiros (59,1%). Em 76,3% dos casos, o diagnóstico da internação foi síndrome de abstinência do álcool. Após alta hospitalar, 70% desses clientes foram encaminhados ao CAPS-AD. Esses resultados demonstram quão imprescindíveis são os serviços de saúde mental que enfoquem a problemática do alcoolismo.

Palavras-chave: Dependência química, Internação psiquiátrica, Hospital Geral


ABSTRACT

The Psychiatric Admission Unit of the General Hospital (UIPHG) is integrated to the psychiatric reform movement. The aim of this study was to evaluate chemical-dependent's admission causes at the UIPHG Dr. Estevam in the city of Sobral, Ceará State. It was a documental study with a quantitative approach involving 203 patients who were admitted at the UIPGH Dr. Estevam from October 2005 to April 2006. Data were collected from a document filled during admission process in the hospital. 95.1% of the sample was represented by men, age range of 30-40 years (62.5%) and single (59.1%). The alcohol withdrawal syndrome was the main admission cause (76.3%). After leaving the hospital, 70% of the sample was conducted to aftercare at CAPS-AD. These results provide preliminary evidence for the need of mental health services emphasizing alcohol dependence problem.

Key words: Chemical dependence, Psychiatric admission, General Hospital


 

 

Introdução

A Unidade de Internação Psiquiátrica em Hospital Geral (UIPHG) representa uma proposta assistencial que se articula ao movimento da reforma psiquiátrica. Este vem propondo alternativas aos hospitais psiquiátricos tradicionais, buscando evitar as internações prolongadas, o hospitalismo, a perda de identidade, de vínculos sociais e de cidadania. A idéia-mestra é oferecer um leque de alternativas que substituam o asilo psiquiátrico, permitindo que as pessoas com transtornos mentais permaneçam o maior tempo possível em suas comunidades de origem1.

O uso indevido de drogas tem sido tratado, na atualidade, como questão de ordem internacional, objeto de mobilização organizada das nações em todo o mundo. Seus efeitos negativos tornam instáveis as estruturas sociais, ameaçam valores políticos, econômicos, humanos e culturais dos estados e sociedades e infligem considerável prejuízo aos países, contribuindo para o crescimento dos gastos com tratamento médico e internação hospitalar, além do aumento dos índices de acidentes de trabalho, de acidentes de trânsito, de violência urbana e de mortes prematuras e, ainda, para a queda de produtividade dos trabalhadores. Afeta homens e mulheres, de todos os grupos raciais e étnicos, pobres e ricos, jovens, adultos e idosos, pessoas com ou sem instrução, profissionais especializados ou sem qualificação. Atinge inclusive, bebês recém-nascidos que herdam doenças e/ou a dependência química de suas mães toxicômanas2.

No que se refere a internações, o uso do álcool foi o principal causador de internações por transtorno mental no país entre 1988 e 1999, respondendo por 90% dessas, segundo levantamento do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID/UNIFESP). A pesquisa também revelou, no mesmo período, um aumento de 4,7% para 15,5% na proporção das internações provocadas pela dependência de outras drogas. No período, as internações por uso de cocaína passaram de 0,8% para 4,6%. Nos dois primeiros anos do trabalho, 1988 e 1989, a maconha era a droga mais consumida depois do álcool³.

No Brasil, o álcool é responsável por 85% das internações decorrentes do uso de substâncias psicoativas, 20% das internações em clínica geral e 50% das internações masculinas psiquiátricas4.

É importante ressaltar que, na cidade de Sobral (CE), não há registros oficiais da Secretaria de Saúde dos casos de dependência química, nem de quais os tipos de drogas que estão sendo utilizados. O que se observa empiricamente é um grande índice de alcoolismo nas comunidades e nas emergências dos hospitais gerais.

Neste contexto, ocorreu recentemente em Sobral, município localizado na Região Norte do Estado do Ceará, uma convergência de esforços governamentais para a implantação de uma rede de atenção à saúde mental que congregasse os diversos equipamentos de saúde existentes no município, em todos os níveis de assistência preconizados5.

A Rede de Atenção Integral à Saúde Mental de Sobral atualmente é estruturada da seguinte forma: Equipes da Estratégia Saúde da Família (ESF), ambulatório de psiquiatria no Centro de Especialidades Médicas (CEM), Unidade de Internação Psiquiátrica do Hospital Geral (UIPHG), Serviço Residencial Terapêutico (SRT), Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e mais recentemente o Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e outras Drogas (CAPS-AD).

Após a implantação dessa nova rede, a atenção à saúde mental em Sobral renasce para promover a saúde e resgatar a cidadania dos portadores de transtornos mentais.

A UIPHG foi criada com o objetivo de garantir uma retaguarda para a urgência psiquiátrica, observação e internação de pessoas com transtorno mental em estado de grave crise psíquica, provenientes do município de Sobral, bem como de todas as cidades da Região Norte do Estado do Ceará aqui referenciadas.

O CAPS-AD foi implantado em setembro de 2002 com o objetivo de atender à demanda específica da dependência química, não só em nível especializado de tratamento, mas também em nível primário de saúde, prevenção, estudo e pesquisa.

Além do ônus social, a dependência química também traz elevados custos financeiros para a sociedade. Segundo o Ministério da Saúde, os gastos com internações psiquiátricas associadas ao abuso de substâncias psicoativas ultrapassaram os valores de R$ 310 milhões no triênio de 1995-1996-1997, representando uma das cinco primeiras causas de internação hospitalar no país6.

Diante deste quadro em que se encontra o uso e abuso de substâncias psicoativas, com as suas consequências orgânicas, psicológicas e sociais, a UIPHG torna-se um serviço de fundamental importância para o município de Sobral. Atuando não somente no campo do tratamento e reabilitação, mas também em nível primário de saúde, na atenção, prevenção e educação da população acerca da problemática da dependência química, coloca-se em consonância com a Normatização dos Serviços de Atenção a Transtorno por Uso e Abuso de Substâncias Psicoativas do Ministério da Saúde6.

O objeto de estudo mostra-se relevante e original por serem poucas as experiências desta prática de cuidado aos usuários de drogas em UIPHG no Brasil. Sendo assim, pesquisas com esta temática são limitadas.

Com a realização deste estudo, estaremos contribuindo para a construção de uma prática profissional voltada para a realidade identificada, ampliando assim as discussões sobre essa problemática, favorecendo uma prática que valoriza e fortalece a abordagem multidisciplinar e interdisciplinar, consolidando uma rede de serviços de atenção à saúde mental, notadamente aqueles relativos ao uso e/ou abuso de drogas.

O objetivo deste trabalho foi avaliar os aspectos sociodemográficos e os determinantes clínicos das internações de pessoas com transtornos mentais associados ao uso de substâncias na Unidade de Internação Psiquiátrica do Hospital Geral do Hospital Dr. Estevam no Município de Sobral (CE).

 

Metodologia

Este estudo foi do tipo documental com abordagem quantitativa. Os dados foram coletados a partir dos prontuários de 203 clientes acometidos de transtornos mentais associados ao uso de substâncias com registro de internamento na Unidade de Internação Psiquiátrica do Hospital Geral (UIPHG) do Hospital Dr. Estevam no período de outubro de 2005 a abril de 2006. A UIPHG, localizada no Centro da cidade de Sobral (CE), dispõe de dezessete leitos em enfermaria de psiquiatria e um número variável de leitos na enfermaria de clínica médica - onde, na maioria das vezes, são internados os pacientes com transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas. Estes leitos são previstos para curta permanência dos usuários, sendo indicados como último recurso para pessoas em crise, cujo atendimento na própria residência ou no serviço ambulatorial não seja possível.

O instrumento usado para a coleta de dados foi construído a partir do laudo utilizado na rotina hospitalar no momento do pedido de internação. O mesmo contemplou as seguintes variáveis: identificação (nome, sexo, data de nascimento, estado civil e procedência) ; dados da internação (data de admissão e de alta, principais sinais e sintomas clínicos que motivaram a internação, condições que justificaram a internação, diagnóstico inicial no ato da internação, profissional responsável pelo laudo de internação, se ocorreu reinternação durante o período em estudo e o tipo de encaminhamento após a alta hospitalar).

Tivemos várias perdas na coleta de dados dos prontuários, haja vista que havia muitas falhas no preenchimento dos prontuários, como a falta de algumas informações, existência de registros preenchidos de forma ilegível e incoerências nos dados. No total, verificamos 250 prontuários; destes, foram efetivamente contemplados 203 prontuários que continham todas as informações necessárias para realização do estudo.

A pesquisa seguiu os preceitos éticos que regulam a pesquisa com seres humanos (Resolução nº 196/96), uma vez que a coleta de dados teve início após pronunciamento favorável da direção da UIPHG Dr. Estevam Ponte, feito via ofício e após o parecer favorável do Comitê de Ética da Universidade Estadual Vale do Acaraú, sendo aprovado com o Certificado de Apresentação para Apreciação Ética - CAAE (0551.0.000.039 - 06). Firmou-se também compromisso de que as informações seriam utilizadas única e exclusivamente para fins acadêmicocientíficos previstos neste estudo.

A organização e o processamento dos dados foram realizados pelo programa Epi-Info (versão 6.04.), seguido de análise quantitativa das questões presentes no instrumento usado para a coleta dos dados.

 

Análise e discussão dos resultados

Considerando-se as características sociodemográficas dos clientes, observou-se que 95,1% deles eram do sexo masculino, na faixa etária entre 30 a 49 anos (62,5%) e sem vínculos conjugais (59,1%). Neste contexto, estudos sobre prevalência e incidência do uso de drogas, embora com divergências nos padrões de consumo entre os países, costumam relatar que o sexo masculino se destaca como o maior consumidor7.

Com relação à faixa etária, observou-se grande incidência de internações na fase adulta. A idade usual da busca de tratamento para dependência química se dá por volta dos quarenta anos, quando o indivíduo apresenta graves problemas de saúde decorrentes do uso abusivo de álcool8.

Resultado semelhante ao desta pesquisa acha-se em Silva et al.9, cujos estudos apontam que dois terços dos pacientes internados em hospitais psiquiátricos da cidade do Rio de Janeiro eram solteiros e não tinham ou nunca tiveram uma relação conjugal estável.

Com relação à origem dos clientes assistidos na UIPHG Dr. Estevam, 73,4 % provinham da cidade de Sobral. Os demais 26,6 % vinham de municípios circunvizinhos, sendo que destes 18,5% eram do município de Forquilha.

Quanto às características específicas da internação, observou-se que o período das internações variou entre quatro e quinze dias. Este achado reflete a preocupação em não se manter o cliente internado por longos períodos, contrastando com a prática dos antigos hospitais psiquiátricos. Como discutido na III Conferência Nacional de Saúde Mental, deve-se rever o critério de tempo de internação e garantir, por meio de supervisões institucionais e fiscalizações, que ele seja o mais breve possível, considerando a conduta psiquiátrica e avaliação realizada pela equipe multiprofissional que acompanha a pessoa assistida10.

Com relação à reinternação, observou-se que apenas 29 clientes (14,3%) recorreram a essa prática no período avaliado. Atualmente, acreditase que o ponto-chave para a redução das reinternações seja a disponibilidade de serviços extramurais (ambulatórios, hospitais-dia, oficinas protegidas, etc.) que realizam de forma eficiente a farmacoterapia, a psicoterapia, a orientação, a terapia ocupacional e a reabilitação social1.

A Tabela 1 ilustra os principais sinais e sintomas que motivaram a busca por internação na UIPHG Dr. Estevam, sendo observado em 60,6% dos clientes agitação psicomotora, agressividade, tremores, insônia, alucinações audiovisuais, delírios e sudorese.

Os sinais e sintomas de abstinência dependem do tipo de substância usada e aparecem algumas horas ou dias depois que a mesma foi consumida pela primeira vez. No caso dos dependentes de álcool, por exemplo, a abstinência pode ocasionar desde um simples tremor nas mãos a náuseas, vômitos e até um quadro de abstinência mais grave denominado delirium tremens, caracterizado pela presença de confusão mental, tremores intensos, agitação, hiperatividade autonômica, alterações da cognição e do ciclo sonovigilância, podendo evoluir para o óbito11.

A Tabela 2 apresenta a proporção de hipóteses diagnósticas levantadas de acordo com a 10ª Edição da Classificação Internacional de Doenças - CID 10 da OMS. O diagnóstico mais frequente foi o de transtorno por uso de substâncias psicoativas, especificamente síndrome de abstinência alcoólica (76,3%) (CID-10 F- 10.3).

No presente estudo, observou-se que o álcool é a droga mais consumida pelos clientes. No Brasil, o alcoolismo constitui-se em um grave problema de saúde pública, uma vez que, de acordo com o Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas (CEBRID), essa condição atinge 5 a 10% da população adulta brasileira12.

Com relação às condições que justificaram essas internações, na Tabela 3, observa-se que 55,7% dos clientes necessitavam de tratamento clínico em virtude de complicações associadas à síndrome de abstinência ao álcool (55,7%), 12,3% apresentavam o risco de complicações e 9,4% necessitavam de tratamento psiquiátrico (9,4%).

A partir desses resultados, percebe-se que a principal justificativa para a internação foi o surgimento de complicações clínicas ocasionadas pelo uso abusivo do álcool, sendo a maior parte dessas internações na enfermaria de clínica médica. De acordo com Laranjeira13, as complicações clínicas proporcionam um critério da gravidade da dependência e, quando detectadas no início, podem ser tratadas e promover recuperação completa. Além disso, a existência das referidas complicações pode estimular alguns pacientes a buscar a abstinência, aceitando ficar em tratamento.

Considerando-se os profissionais médicos responsáveis por essas internações, 75,4% eram clínicos e 24,6%, psiquiatras. Como discutido na III Conferência Nacional de Saúde Mental, devese exigir que os municípios implementem o controle de emissão de laudos para internações psiquiátricas por qualquer profissional médico8. Vale salientar que, durante o período de internação, os clientes contam com atendimento clínico sistematizado e diário da psiquiatria, em regime individual e grupal, evolução diária e cuidados gerais da equipe de enfermagem, além do acompanhamento de psicólogos e terapeutas ocupacionais14.

Quanto ao tipo de encaminhamento após a alta hospitalar, 70% dos clientes foram encaminhados para o CAPS-AD da cidade de Sobral (CE), enquanto que em 14,3% deles não foi possível localizar qualquer encaminhamento. Embora este fato possa se dever a um cuidado menos sistemático na unidade com os prontuários de pacientes não elegíveis para o tratamento no CAPS-AD, esse achado demanda cuidados.

 

Conclusões

O desenvolvimento deste estudo buscou intensificar a discussão em relação aos determinantes das internações de dependentes químicos nas unidades de internação psiquiátrica no Hospital Geral. Como as pesquisas que envolvam esses aspectos são mínimas, podemos considerar que foi um desafio o seu desenvolvimento.

Diante dos dados apresentados, iremos expor algumas considerações dentro dos limites que os resultados da amostra permitem concluir, pois ressaltamos que não é a nossa pretensão esgotar toda a discussão que delineia o objeto em pauta.

Podemos perceber que houve um número significativo de internações determinadas pelo o uso/abuso do álcool, algo que nos chama a atenção, pois trata-se de uma droga considerada de uso natural, sendo comum o seu consumo no ambiente domiciliar, em festividades ou mesmo em ambientes públicos, sendo a sociedade permissiva ao estimular o consumo da mesma por meio da propaganda, não considerando a dependência de álcool como uma doença grave, mesmo observando que o seu consumo traz claras consequências.

Diante desse problema, vemos a necessidade de haver uma maior intervenção por parte das políticas públicas na dependência química, não só nas drogas ditas ilícitas, mais principalmente em relação ao álcool, que por ser uma droga lícita, está sendo consumida de forma excessiva e se tornando uma droga perigosa, pois traz consigo várias complicações clínicas, psicológicas, familiares e sociais.

Neste estudo, detectamos uma pequena parcela desta problemática. Porém, sabemos que, na realidade, o álcool é a substância que mais leva seus usuários à doença e à morte, sendo a que mais causa mortes passíveis de prevenção no mundo. Desse modo, não se trata de absorver, minimizar ou condenar esta ou aquela substância. Todas trazem prejuízos e perigos potenciais que devem ser sempre considerados, independentemente de serem lícitas ou ilícitas.

Podemos afirmar então que os serviços de saúde mental que possuem como características o tratamento e a reabilitação de dependentes químicos são imprescindíveis no nosso meio. Neste cenário, devemos destacar a reforma psiquiátrica, movimento que tem orientado as políticas de saúde mental com intuito de qualificar e humanizar os cuidados nesse setor.

O estudo possibilitou um importante conhecimento do processo de internação de dependentes químicos na UIPHG, podendo-se com isso apontar estratégias de trabalho mais condizentes com a realidade e políticas mais eficazes na prevenção ao uso abusivo de substâncias psicoativas, bem como na assistência aos dependentes químicos do município.

 

Colaboradores

FSP Souza e EN de Oliveira participaram igualmente de todas as etapas da elaboração do artigo.

 

Referências

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Artigo apresentado em 05/07/2008
Aprovado em 14/08/2007
Versão final apresentada em 04/12/2007