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Ciência & Saúde Coletiva

Print version ISSN 1413-8123

Ciênc. saúde coletiva vol.15  suppl.1 Rio de Janeiro Jun. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232010000700038 

ARTIGO ARTICLE

 

Uso de terapias complementares por mães em seus filhos: estudo em um hospital universitário

 

Use of complementary therapies by mothers in their children: study at an university hospital

 

 

Luiza Borges GentilI; Ana Carolina Couto RoblesII; Suely GrossemanII

IPrograma de Saúde da Família, Prefeitura Municipal de Santo Amaro da Imperatriz. Praça Governador Ivo Silveira 306, Centro. 88140-000 Santo Amaro da Imperatriz SC. luizagentil@gmail.com
IIUniversidade Federal de Santa Catarina

 

 


RESUMO

O objetivo deste estudo é avaliar a utilização de terapias complementares (TC) por mães em seus filhos. Trata-se de um estudo transversal, descritivo. Foram entrevistadas 202 mães de crianças assistidas em um hospital universitário. As variáveis analisadas foram: uso de terapias complementares/motivos para tal, tipos de terapias utilizadas, sua finalidade, seus efeitos, revelação ao médico/motivos para tal e reação do médico. A prevalência de uso de terapias complementares foi 87,6%. De 177 mães que utilizavam TC, muitas mencionaram mais de um tipo, sendo: chás (72,8%), benzimento (41%), simpatias (12,9%), remédios/xaropes caseiros (8,4%), oração/promessa (7,4%), homeopatia (4,0%), tratamento espiritual/parapsicológico (4,0%), mistura de substâncias desconhecidas/garrafada (3%), massagem (2%) e reiki/florais (1,5%). As ervas mais utilizadas foram erva-doce (16,7%), camomila (14,8%) e hortelã (10,9%); 57,6% das mães não informaram o uso ao médico. Dos 499 tratamentos empregados, houve percepção de melhora em 429 (86%) e relato de dois casos de efeitos adversos. A prevalência do uso de terapias complementares foi alta, sendo os chás a terapia mais utilizada e erva-doce, camomila e hortelã as ervas mais usadas. Houve percepção de melhora na maioria das terapias usadas.

Palavras-chave: Terapias complementares, Pediatria, Educação médica, Terapias alternativas, Mães


ABSTRACT

The objective of this article is to evaluate the use of complementary therapies by mothers in their children. A cross-sectional and descriptive study with 202 mothers of children that attended an University Hospital were interviewed. The variables analyzed were: use of complementary therapies/reasons, therapies used its purpose, effects, doctor's revelation/reasons and doctor's reaction. The prevalence of complementary therapies use was of 87.6%. Among the 177 mothers that used complementary therapies, many mentioned more than one kind, as follow: teas (72.8%), blessings (41%), sympathies (12.9%), homemade remedies/syrups (8.4%), prayer/promises (7.4%), homeopathy (4.0%), spiritual/parapsychological treatment (4.0%), mixture of unknown substances/"garrafada" (bottled) (3%), massage (2%) and reiki/floral (1.5%). The most used herbs were anise (16.7%), chamomile (14.8%) and mint (10.9%); 57.6% of the mothers did not inform its use to the doctor. Out of 499 treatments employed, there was a perception of improvement in 429 (86%) and 2 reports of adverse effects. The prevalence of complementary therapies utilization was high, being teas the most utilized therapy and anise, chamomile and mint the most used herbs. There was perception of improvement in most of the used therapies.

Key words: Complementary therapies, Pediatrics, Education, Medical, Alternative therapies, Mothers


 

 

Introdução

As terapias complementares (TC), também conhecidas como terapias alternativas, integrativas ou não convencionais, constituem, segundo Barnes et al.1, um grupo de terapias e produtos que não são considerados como parte da medicina alopática e englobam diversas práticas de atenção à saúde, tais como acupuntura, homeopatia, medicina ayurvédica, naturopatia, medicina fitoterápica, terapias baseadas em dietas, quiropraxia, massagem, meditação, hipnose, yoga, orações e cura pela fé, terapia de cura por reiki, entre outras.

Muitas destas terapias são práticas antigas que foram redescobertas e não deveriam ser colocadas em oposição à medicina alopática, mas sim, em uma dimensão que as incluísse2.

Estudos apontam frequência de uso das TC em crianças variando de 1,8% a 66%, sendo encontradas prevalências mais baixas nos Estados Unidos3-6 e no Canadá7,8, e mais altas no Reino Unido9, Dinamarca10, Austrália11 e Brasil12.

Na literatura, entre os motivos encontrados para uso de TC, estão complementação da medicina convencional, orientação médica, curiosidade em relação às TC, falta de dinheiro para aquisição da terapia convencional1, indicação de conhecidos, medo de efeitos colaterais provocados pela medicina convencional, presença de doença crônica, insatisfação com a medicina convencional5, abordagem holística e relacionamento médico-paciente baseado em apoio e confiança1,8,13.

Apesar de sua ampla utilização, nem sempre os responsáveis pelas crianças revelam ao médico o uso de TC3-12.

Levando-se em consideração esse contexto, este estudo teve como objetivo avaliar, no hospital universitário (HU) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a utilização de terapias complementares, por mães, em seus filhos, na perspectiva de construir conhecimentos sobre o tema, visando contribuir para a educação e a prática médica.

 

Metodologia

Estudo quanti e qualitativo, transversal, descritivo, com eixo temporal contemporâneo.

Os sujeitos do estudo foram 202 mães, cujos filhos estavam sendo assistidos, entre os dias 27 de julho e 25 de agosto de 2006, na emergência, enfermaria ou no ambulatório de pediatria do HU/UFSC. A seleção da amostra foi por conveniência, com mães que estavam presentes no período matutino ou vespertino, totalizando 202 mães, estando 107 no ambulatório (53%), 85 na emergência (42%) e 10 na enfermaria (5%).

A coleta de dados foi feita por entrevista, guiada por questionário com perguntas abertas e fechadas. As variáveis analisadas foram dados de identificação das mães (idade, profissão, número de filhos e sua idade) e dados relativos à utilização de TC (uso ou não e motivos para tal, tipos de terapias utilizadas, sua finalidade, seus efeitos, revelação ou não ao médico, motivos para tal e reação do médico).

O banco de dados foi construído no programa Epidata e a análise feita através do programa Epi 6, sendo esta descritiva e com medidas de tendência central, quando pertinentes. Para comparar variáveis contínuas, foi utilizado o teste t-Student, sendo considerado 0,05 como nível de significância para a hipótese nula.

As questões abertas foram categorizadas e alguns termos utilizados pelas mães são apresentados como descritos por elas.

O projeto deste estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFSC (271/06).

 

Resultados

A média da idade das entrevistadas foi 30,8 [desvio padrão (DP) = 7,9] e o número de filhos variou de 1 a 9, sendo a mediana 2 e a moda 2.

Entre as 202 entrevistadas, 177 (87,6%) referiram a utilização de TC, sendo a média da idade das mães que as utilizaram 30,9 (DP=8,1) e a das que nunca as utilizaram 29,5 (DP= 6,3), não havendo diferença estatisticamente significativa entre elas (p >0,05).

O motivo mais citado para utilização de TC foi a influência de pessoas próximas, como pode ser observado na Tabela 1.

 

 

As mães que não fizeram uso de TC alegaram não ter sido necessário (28%), não ter fé nestas terapias (24%), não aceitação de chá pela criança (16%), não confiar em quem não é médico para tratamento do filho (12%), não ter interesse (8%), estar a criança em aleitamento materno exclusivo (8%), acreditar que as TC podem causar outro problema (4%).

Entre as 177 mães que utilizavam TC, muitas mencionaram usar mais de um tipo, sendo os chás utilizados por 72,8% delas, o benzimento (por benzedeiras) por 41%, as simpatias por 12,9%, remédios/xaropes caseiros por 8,4%, oração/promessa por 7,4%, homeopatia por 4,0%, tratamento espiritual/parapsicológico por 4,0%, mistura de substâncias desconhecidas (garrafada) por 3%, massagem por 2% e reiki/florais por 1,5%.

Em chás e remédios/xaropes caseiros, as ervas mais utilizadas foram erva-doce (16,7%), camomila (14,8%) e hortelã (10,9%). Na Tabela 2, constam as ervas e outras substâncias utilizadas e suas finalidades.

 

 

Na Tabela 3, estão descritos os efeitos dos 499 tratamentos realizados com TC. A maioria das mães relatou melhora dos sintomas em seus filhos com a terapia utilizada. Entre as duas mães que relataram piora, uma referiu agravamento dos sintomas respiratórios do quadro de asma de seu filho com o uso de chá de eucalipto e uma referiu dermatite de contato por moeda colocada como simpatia, para tratar hérnia umbilical de seu filho.

A utilização de TC não foi revelada ao médico por 57,6% mães, sendo revelada por 40,7% (1,7% não se lembravam). As orações (18,8%), os tratamentos espírita e parapsicológico (37,5%), as simpatias (38,5%) e a procura por benzedeiras (35,4%) foram pouco informados ao médico, enquanto os xaropes (64,7%), as massagens (75%), a homeopatia (55,6%) e o reiki e os florais (75%), geralmente, o foram.

As razões citadas pelas mães para não revelar ao médico foram o profissional não ter perguntado (46,1%), "não ver necessidade de informá-lo" (23,5%), não ter retornado ao médico após uso de TC (16,7%) e acreditar que o médico não aprovaria a terapia (13,7%).

Na percepção das mães, a aprovação foi a reação mais frequente dos médicos ao serem informados sobre o uso de TC (47,2%), seguida pela indiferença (38,9%); 11,1% dos profissionais recomendaram a suspensão do uso e 2,8%, o cuidado na utilização.

 

Discussão

A prevalência de mães que utilizaram TC em seus filhos neste estudo foi maior que a encontrada em estudos nacionais e internacionais. Nos Estados Unidos, Davis e Darden4 encontraram a prevalência de 1,8% de uso de TC entre a população pediátrica americana não institucionalizada; Sawni et al.6, a de 15% em pacientes abaixo de dezoito anos que procuravam a emergência de um hospital infantil de Detroit, Sawni-Sikand et al.5, a de 12 % em consultas pediátricas na atenção primária em Detroit e Sibinga et al.3, a de 21% em crianças que faziam consulta de puericultura ou por doença aguda na atenção primária em Washington.

No Canadá, Losier et al.7 encontraram a prevalência de 13% na emergência de um hospital terciário em Ottawa e Spigelblatt et al.8, a de 11% hospital universitário de Montreal. No Reino Unido, Crawford et al.9 encontraram a prevalência de 41% de uso de TC no ano anterior ao estudo, em crianças e adolescentes que consultavam ou estavam internados no hospital universitário do país de Gales. Na Dinamarca, Madsen et al.10 encontraram prevalência de 53% nos que procuravam qualquer setor da pediatria de um hospital de Odense. Na Austrália, Cincotta et al.11, em estudo com crianças atendidas no Hospital de Melbourne, encontraram prevalência de 51% de uso de TC no ano anterior; entretanto, no estudo em população geral de Smith e Eckert14 em Adelaide esta foi de 18,4%. No Brasil, Alves e Silva12, investigando em centros de saúde de São Paulo o uso de ervas em menores de cinco anos, constataram a prevalência de 66%.

As diferentes prevalências dos estudos poderiam ser explicadas por fatores culturais, por diferenças no método (origem da amostra, técnica de coleta de dados, variáveis consideradas, entre outras) e por fatores relacionados aos entrevistados como o medo de revelar o uso de TC7,8,12.

No Brasil, o uso de TC está relacionado às diferentes raízes culturais das populações que aqui residiam. Durante os três primeiros séculos da colonização, os colonizadores recorriam às formas de cura trazidas da Europa ou àquelas utilizadas por pessoas de etnias diversas, com as quais mantiveram contato. Os missionários jesuítas aproveitaram muito da medicina indígena (a primeira aqui existente), sendo a eles imputada a iniciativa de intercâmbio entre os universos da medicina. Com a chegada dos escravos africanos, a sociedade também aderiu a certas práticas de cura relacionadas à magia15.

Neste estudo, os motivos mais frequentemente alegados para utilização de TC também foram encontrados em outros estudos e foram indicação de pessoas próximas, ter fé na terapia, experiência anterior positiva com TC, necessidade de fazer alguma coisa para ajudar o filho, auxiliar a terapia convencional, evitar terapias agressivas, insatisfação com o tratamento convencional, dificuldades financeiras para compra de medicamentos, recomendação médica, testar a terapia e morar longe de centro médico. Losier et al.7, Spigelblatt et al.8 e Yatsugafu16 citam também a atenção mais personalizada e holística e o medo de efeitos colaterais dos medicamentos.

Os motivos referidos para a não utilização de TC neste trabalho vão ao encontro daqueles encontrados em outros estudos: falta de confiança na terapia e em tratamentos que não sejam realizados por médicos, medo do desconhecido e medo de efeitos colaterais4,16.

No atual estudo, as TC mais utilizadas foram chás (72,78%), procura por benzedeiras (46,89%) e realização de simpatias (12,87%).

O uso de ervas, principalmente na forma de chá (72,78%), foi maior do que o encontrado por Kumanan et al.17 em menores de dezoito anos atendidos em clínica de naturopatia no Canadá (14,9%), por Cincotta et al.11 (10%) e Crawford et al.9 (17%). Chen et al.18 encontraram 85,9% de uso de ervas entre os usuários de medicina tradicional chinesa no Taiwan.

Neste estudo, os chás de camomila, erva-cidreira e funcho foram utilizados para tratar cólicas. Segundo Rogovik e Goldman19, o chá destas três ervas associado à verbena e alcaçuz é efetivo no tratamento de cólicas do lactente.

As ervas mais utilizadas para confecção de chás e remédios/xaropes caseiros foram a erva-doce, a camomila e o hortelã (10,91%), as quais também foram as mais citadas no estudo de Alves e Silva12.

A procura por benzedeiras também foi encontrada no estudo de Yatsugafu16.

A utilização de simpatias, orações e promessas também foram citadas em outras pesquisas13,16,20. Queiroz e Canesqui20, em pesquisa com 889 adultos de Campinas (Brasil), constataram que 31% utilizavam simpatias para tratar a si mesmos e/ou a seus filhos. Richardson13 encontrou 80,5% de uso de "práticas espirituais" entre 453 pacientes ambulatoriais nos Estados Unidos, sendo 91% delas concomitantes ao tratamento alopático.

O uso desses recursos geralmente está ligado à crença de que a causa da doença tem fundo religioso ou espiritual e, na opinião de Sloan et al.21, ainda que não existam evidências consistentes de associação entre religião, espiritualidade e saúde, ninguém deveria objetar-se a apoiar a fé religiosa de seu paciente.

A homeopatia foi pouco citada neste estudo (3,96%), indo ao encontro dos dados encontrados por Kumanan et al.17 (3,7%), Crawford et al.9 (4%) e Cincotta et al.11 (5%).

A garrafada (mistura com substâncias desconhecidas) foi referida nos trabalhos de Lehmkuhl22, para alívio dos sintomas de quimio-terapia ou cura do câncer em adultos, e de Yatsugafu16, com diversas finalidades, no tratamento de crianças.

As massagens, pouco relatadas neste e em outros estudos7,9-11, têm alta prevalência de uso (quase 100% nos neonatos) em países orientais23, com exceção de Taiwan, onde apenas 3,1% das pessoas que utilizavam medicina tradicional chinesa referiram seu uso em estudo de Chen et al.18.

Quanto aos efeitos dos tratamentos realizados com TC, enquanto neste estudo houve percepção de melhora por 86% mães, semelhante à encontrada por Clement et al.24 em Trinidad, ilha localizada nas Índias Ocidentais ao norte da Venezuela (86,8%), e maior que a constatada por Spigelblatt et al.8 (59%) no Canadá.

Tsao e Zeltzer25 afirmam que diversas TC são promissoras no tratamento da dor em pacientes pediátricos, entre elas a acupuntura, biofeedback, ervas, massagem, homeopatia e hipnose.

Apesar dos benefícios, é fundamental que o riscos das TC sejam conhecidos pela população e por quem as indica, antes de sua utilização. Vários autores têm feito estudos e revisões sistemáticas26-29 sobre o tema. Os riscos das ervas incluem o potencial para sensibilização de numerosos remédios à base de ervas, podendo levar à dermatite de contato e, mais raramente, a sintomas clínicos mediados pela Ig-E; a possibilidade de vários preparos à base de ervas causarem toxicidade hepática, renal e/ou cardíaca, além de interagirem com outras drogas ou ervas; o potencial de algumas ervas para carcinogênese.

Quanto à revelação ao médico, 40,68% das mães deste estudo informaram o uso de TC em seus filhos, número próximo ao encontrado por Sibinga et al.3 nos Estados Unidos (36%), por Cincotta et al.11 na Austrália (37%), por Crawford et al.9 no Reino Unido (44%) e por Jean e Cyr30 em crianças atendidas em ambulatório geral no Canadá (44%) e mais baixo do que o encontrado por Spigelblatt et al.8 no Canadá e Madsen et al.10 na Dinamarca (50%) e por Sawni-Sikand et al.5 nos Estados Unidos (66%).

Levando em consideração a alta prevalência do uso de TC por mães em seus filhos constatada neste estudo e a pouca revelação ao médicos, seria importante que os médicos questionassem mais os responsáveis por pacientes pediátricos quanto a seu uso e que tivessem maior conhecimento sobre suas possibilidades e limitações para poderem julgar a adequação ou não das TC utilizadas.

 

Colaboradores

LB Gentil, Robles ACC e Grosseman S participaram igualmente de todas as etapas da elaboração do artigo.

 

Referências

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Artigo apresentado em 13/07/2007
Aprovado em 14/12/2007