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Ciência & Saúde Coletiva

Print version ISSN 1413-8123

Ciênc. saúde coletiva vol.15  suppl.1 Rio de Janeiro Jun. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232010000700049 

ARTIGO ARTICLE

 

A influência da rede social da nutriz no aleitamento materno: o papel estratégico dos familiares e dos profissionais de saúde

 

The influence of the social net of lactating mothers in the breastfeeding: the strategic role of the relatives and professionals of health

 

 

Emanuele Souza MarquesI; Rosângela Minardi Mitre CottaI; Kelly Alves MagalhãesI; Luciana Ferreira da Rocha Sant'AnaI; Andréia Patrícia GomesII; Rodrigo Siqueira-BatistaII

IDepartamento de Nutrição e Saúde, Universidade Federal de Viçosa. Avenida Peter Henry Rolfs s/n, Campus Universitário. 36570-000 Viçosa MG. emanuelesm@gmail.com
IIDepartamento de Medicina e Enfermagem, Universidade Federal de Viçosa

 

 


RESUMO

Objetivou-se levantar e categorizar trabalhos científicos sobre a influência da rede social da lactante no contexto da amamentação. Para isto, realizou-se uma revisão bibliográfica nas principais bases de dados em saúde (MEDLINE, LILACS, SciELO), utilizando como palavras chaves os descritores: aleitamento materno, desmame e família (e suas versões em inglês e espanhol). Foram consultados também livros, teses, dissertações, publicações em órgãos internacionais e nacionais (OMS, UNICEF, Ministério da Saúde). Pode-se observar que os atores que compõem a rede social da nutriz são capazes de exercer interferência na decisão de amamentar, através de diferentes âmbitos, tais como o incentivo/apoio à iniciativa; o repasse de conhecimentos e valores culturais; a tradição familiar e o cultivo do desinteresse/desestímulo e da pressão exercida sobre a lactante em relação à forma de alimentar a criança. Destarte, pode-se inferir sobre a necessidade de implementação de novas práticas de saúde no que tange à forma de cuidado a este grupo populacional. Vale ressaltar a importância de que os profissionais se capacitem para uma escuta sensível sobre o significado da lactação desde o olhar da nutriz. Por fim, destaca-se o papel importante da rede social da lactante, principalmente a família, para o sucesso da amamentação.

Palavras-chave: Aleitamento materno, Desmame, Família, Nutriz


ABSTRACT

The objective was to raise and classify scientific works on the influence of the social net of lactating mothers in the context of the breastfeeding. A bibliographical review was done in the main databases (MEDLINE, LILACS, SciELO), using as keywords: breastfeeding, weaning and family (and their versions in English and Spanish). Books, thesis, dissertations, and publications in international and national institutions were consulted (WHO, UNICEF, Ministry of Health). It could be observed that the actors that compose the social net of the lactating mothers can interfere in the decision of breastfeeding, through different extents, such as the encouragement/support to the initiative; reviewing the knowledge and cultural values; family tradition; and the cultivation of the indifference/discourage and the pressure exercised on the lactating mothers in relation to the form of feeding the child. In this way, it can infer on the need of the implementation of new health practices regarding to the care of this group. It is worth to highlight, the importance of the professionals to be qualified for the sensitive listening on the meaning of the nursing under the glance of the lactating mothers . Finally, it stands out the importance role of the social net of the lactating mothers, especially the family, for a successful breastfeeding.

Key words: Breastfeeding, Weaning, Family, Lactating mothers


 

 

Introdução

Questões referentes à promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno têm sido objeto de estudo de diferentes autores nos últimos anos, devido aos benefícios que a amamentação traz não só ao bebê, mas também à mãe, à família e ao Estado1-4.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)5, o aleitamento materno é considerado exclusivo, quando a "criança estiver recebendo apenas o leite proveniente de sua mãe ou de bancos de leite humano, e nenhum outro líquido ou sólido com exceção de vitaminas, minerais e medicamentos". A duração da amamentação exclusiva deve se estender até o sexto mês de vida da criança6. Após este período, recomenda-se que a lactação deva ser realizada juntamente com a alimentação complementar até os dois anos de idade6.

No entanto, apesar de conhecidas as vantagens da lactação, a prevalência de aleitamento exclusivo, no Brasil, aos 30, 120 e 180 dias de vida da criança, era de 47,0%, 18,0 e 8,0%, respectivamente - dados da Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras e no Distrito Federal de 1999 -, estando aquém do recomendado pela OMS7.

As principais razões relatadas pelas mães para a complementação precoce, isto é, a introdução de outros alimentos que não o leite humano na alimentação da criança antes dos quatro meses de vida, estão relacionadas com a insegurança materna frente a sua capacidade de alimentar seu filho, a atribuição de responsabilidade à mãe quanto aos cuidados com a criança, bem como a influência de terceiros - por meio de orientações, conselhos, pressão exercida sobre a lactante, dentre outros1,8,9.

Destaca-se que a amamentação não é uma prática meramente instintiva, mas é um ato fortemente influenciado pela vivência da mãe-nutriz em sociedade, isto é, o contexto sociocultural se sobrepõe aos determinantes biológicos3. Sob esta perspectiva, Sanicola, citado por Souza10, afirma que o conhecimento da rede social na qual o indivíduo - neste caso a nutriz - e seus familiares estão inseridos permite compreender a dinâmica de suas relações, sendo estas fontes de reflexão e objetos de estabelecimento de ações de intervenção mais eficazes.

Segundo Soares, citado por Souza10, rede social é o "conjunto de relações que determinam as características da pessoa, tais como hábitos, costumes, crenças e valores". Esta rede, somada à maior vulnerabilidade da mulher às influências múltiplas, devido à maternidade e ao processo de lactação, exerce forte interferência na decisão da mãe de amamentar ou não11.

Dentre as maiores influências no aleitamento materno estão as experiências anteriores e o estado emocional da nutriz, bem como a família (principalmente o pai e a avó) e os profissionais de saúde, tanto como transmissores de mitos e crenças, quanto como fonte de incentivo/apoio11-14.

Assim, a lactação é influenciada por diferentes condições e processos, como mostrado no Diagrama 1.

 

 

Com base nestas considerações, o objetivo do presente artigo é levantar e categorizar trabalhos científicos sobre a influência da rede social da lactante no contexto da amamentação, por meio de uma revisão bibliográfica nas principais bases de dados em saúde.

 

A família na rede social da nutriz

A família, na concepção tradicional, é composta de pais e filhos. Em um sentido mais abrangente, ela inclui também parentes e/ou indivíduos que residem próximos (tios, cunhados, amigos, etc.) - o que, hoje, denomina-se de família extensiva15.

Reiterando esta noção ampliada de família, de acordo com Bourdieu16, a família congrega vários indivíduos ligados pelo "sangue", por laços afetivos (casamento, filiação, adoção) e que residem no mesmo domicílio, sendo esta dotada de vontade, capaz de pensar, de sentir, de agir, apoiada em um conjunto de pressupostos referentes à forma correta de viver em família e em sociedade. Aprofundando a discussão, Barreira e Machado11 definem família como "a primeira e mais importante unidade grupal na qual o indivíduo está inserido e é a partir dela que serão delineadas as características gerais do comportamento do indivíduo".

A abrangência da inserção social da família é também motivo de questionamento, como para Sarti17, ao mencionar que cada família constrói sua própria história, ou seu próprio mito, entendido como uma formulação discursiva em que se expressam o significado e a explicação da realidade vivida, com base nos elementos objetiva e subjetivamente acessíveis aos indivíduos na cultura em que vivem. Os mitos familiares expressos nas histórias contadas, cumprem a função de imprimir a marca da família, herança a ser perpetuada. De modo análogo, Poli e Zagonel12 afirmam que cada família tem uma história de vida, que vai se construindo e se perpetuando durante o tempo, constituindo a base dos ensinamentos, crenças e valores repassados aos membros da família.

A família é constituída por comensais - aqueles que comem juntos18, os quais constroem os referenciais relativos à alimentação desde muito cedo, no contato com os membros da família e da sociedade, sendo considerada uma prática social. Ela varia de acordo com a idade, estado de saúde e situação social19. Deste modo, em relação à alimentação da criança, a família atua transmitindo conhecimentos sobre a melhor forma de alimentar o bebê, repertório teórico-prático específico para cada família de acordo com sua história e experiência de vida19.

Um dos significativos modos pelos quais a família interfere na alimentação do bebê é apoiando ou não a nutriz na decisão de amamentar, pois a maneira com que a família define quais e quem são suas prioridades, bem como sua forma de olhar e valorizar a mulher e a criança, pode exercer influência positiva (ajuda) ou negativa (impedimento) neste processo13,14,16,17,19,20.

 

O papel do pai no aleitamento materno

O pai pode exercer grande influência, positiva ou negativa, tanto na maternidade, quanto na lactação.

As relações - e tensões - paternidade e lactação podem ser origem de novos conflitos entre marido e mulher, facilitando a emergência de problemas antigos mal resolvidos, devido ao sentimento de carência de afeto por parte da companheira - sentida pelo homem -, bem como o sentimento de ciúme, competição, rivalidade dele para com o filho; de outro modo, é também fator de aproximação do casal21.

Segundo Susin22, durante a lactação, alguns homens identificam sua esposa como sua mãe, o que pode interferir na relação sexual. Além disso, as modificações corporais decorrentes da gravidez podem levar à diminuição do interesse sexual ou mesmo o afastamento do casal. Ainda, após o nascimento da criança, o marido deixa de ver o corpo da mulher como seu somente - a presença do leite materno serve de "sinal" que o seio de sua mulher agora pertence ao seu filho.

Destarte, algumas dificuldades maternas durante o aleitamento materno podem estar relacionadas, direta ou indiretamente, com o pai da criança, principalmente quando ele apresenta um sentimento de repulsa frente à amamentação22.

O Quadro 1 apresenta comentários sobre diversos estudos que observaram a participação do pai no processo de lactação, bem como suas consequências.

Ao analisar o Quadro 1, observa-se que (1) a participação do pai em programas de incentivo à lactação - ombro a ombro com a companheira, (2) o apoio e (3) a aprovação do mesmo ao aleitamento materno influenciaram positivamente na decisão da nutriz de amamentar. Neste sentido, faz-se necessário que os programas de incentivo à amamentação insiram o pai nas atividades educativas e de orientação e que os profissionais de saúde escutem e esclareçam seus anseios e dúvidas, fazendo com que este pai se torne um incentivador e um ponto de apoio da nutriz durante a lactação, exercendo assim uma influência positiva neste processo. Com efeito, consoante o demonstrado por Faleiros et al.23, é de suma importância informar os pais das vantagens da lactação e de seu verdadeiro significado, sendo que esse processo educativo deve se iniciar na infância e na adolescência, auxiliando o sucesso e a manutenção do aleitamento materno.

Ressalta-se a importância de se estreitar os laços entre pai-filho, permitindo, assim, que o pai perceba a fragilidade e a necessidade de cuidados que seu filho inspira - fato este que justifica a dedicação materna - de modo a reduzir os sentimentos de exclusão, ciúme e competitividade que muitas vezes o pai sente perante seu filho22.

 

O papel das avós no aleitamento materno

A influência de uma figura feminina, e que tenha a prerrogativa de já ter sido mãe, é percebida pela nutriz de forma significativa, devido à experiência que aquela possui em relação à maternidade e ao aleitamento materno, tendo vivido as mesmas dificuldades, medos e anseios dessa fase11. De fato, segundo Primo e Caetano32, a filha toma a mãe como exemplo a ser seguido, copiado e transformado: "já que minha avó amamentou e minha mãe também, consequentemente, eu irei fazê-lo".

Dentro deste contexto, as avós (maternas e paternas) trazem consigo conhecimentos e experiências adquiridas durante sua vivência - amamentação de seus filhos -, ou mesmo adquiridas através da transmissão de valores - mitos, crenças, tabus - de geração em geração33.

Durante a lactação, algumas mães, muitas vezes, se mostram inseguras quanto aos cuidados com o bebê, apresentando dificuldades para solucionar pequenos problemas, e é justamente neste ponto que a presença de uma figura feminina - principalmente da avó, torna-se imprescindível para esta mãe22. Destarte, a participação da avó nos cuidados da criança durante o aleitamento materno pode interferir, incentivando ou desestimulando esta prática33.

A participação das avós e sua interferência no processo de lactação têm sido descritas por vários autores, como mostra o Quadro 2.

Analisando o Quadro 2, pode-se concluir que o comportamento materno frente à amamentação é fortemente influenciado pela figura da avó (materna e paterna), considerada a fonte mais importante de informações sobre a lactação, fato que se torna mais relevante quando consideramos que, durante o aleitamento materno, as mães encontram-se mais vulneráveis a pressões e aos conselhos/orientações de terceiros.

Portanto, a tentativa de compreender como a avó se comporta diante deste processo, seus mitos, tabus e experiências pode auxiliar o profissional de saúde a entender a "bagagem" materna, suas concepções e interferir de maneira a desmistificar e/ou esclarecer essa mãe sobre este ato, permitindo assim uma maior adesão e manejo dessa prática.

 

O papel dos profissionais de saúde no aleitamento materno

O contato e o apoio à nutriz durante o aleitamento materno por familiares, amigos e vizinhos é de suma importância; entretanto, além desses atores, outros partícipes também exercem um papel fundamental para o sucesso da lactação: os profissionais de saúde.

O profissional de saúde acredita que a visão das mulheres sobre o amamentar é construída em experiências de amamentação vivenciadas por ela própria ou captadas em seu contato social com outras mulheres, bem como aquelas experiências que fazem parte do repertório familiar, que o profissional interpreta como potencialmente positivas ou negativas13.

Porém, da mesma forma que a nutriz constrói seu conceito de aleitamento materno através do seu contexto sociocultural, os profissionais de saúde também constroem sua assistência à lactante baseando-se nos significados que atribuem ao aleitamento materno13. O elemento mais forte na construção desse atendimento à nutriz é a crença da amamentação como um ato biológico e natural - negligenciando os aspectos sociais desta prática13,34.

É importante ressaltar que o profissional de saúde deve apoiar e incentivar a lactante a por em prática o aleitamento materno, preparando-a psicologicamente, informando-a sobre a fisiologia da lactação, seus benefícios, como cuidar das mamas, o posicionamento dela e do bebê durante a amamentação, sendo que este preparo deve ser iniciado durante o pré-natal8.

Outros modos pelos quais o profissional de saúde pode auxiliar a nutriz incluem: (1) a ênfase ao conceito de que toda mulher pode amamentar e que seu leite é o alimento ideal para a criança (quantitativa e qualitativamente); (2) o elogio acerca dos cuidados dela com o bebê, quando estes estão corretos; (3) a reiteração de que as dúvidas - quando, por exemplo, não se souber que atitude tomar - poderão ser compartilhadas em um diálogo franco e (4) a disponibilidade à ajuda quando ocorrerem problemas, encorajando a nutriz a insistir na prática8,35. Com efeito, vários estudos avaliam a importância do profissional de saúde durante a prática de lactação, conforme mostra o Quadro 3.

Diante do exposto, quando o profissional de saúde, considera a "bagagem cultural" materna como uma influência importante na decisão de amamentar e no manejo dessa prática, ele se dispõe a partilhar seu saber com a família e formar uma rede social que dê apoio e suporte à mãe-nutriz para superar os obstáculos e vivenciar de forma plena o aleitamento materno13.

Destaca-se a importância da atenção à nutriz pautada no acolhimento e na formação de vínculo entre profissionais de saúde e lactantes, de maneira a conhecer o contexto socioeconômico-cultural no quais estas estão inseridas, ampliando, assim, a compreensão dos profissionais de saúde sobre a experiência da amamentação e seus determinantes, possibilitando uma intervenção mais eficaz - que incentive, apóie e promova o aleitamento materno48.

 

Considerações finais

A amamentação é um ato permeado de mitos, crenças e valores repassados de geração em geração, fortemente influenciado pelo contexto histórico em que está inserida a nutriz, bem como pela sua rede social.

A rede social da nutriz pode exercer interferência na decisão de amamentar, através de díspares determinantes, tais como: (1) o incentivo/apoio; (2) o repasse de conhecimentos e valores culturais obtidos pela observação, experiência de vida e tradição familiar; (3) o desinteresse/desestímulo e a pressão à lactante em relação à forma de alimentar a criança e (4) a orientação quanto à fisiologia e benefícios da amamentação; e ao cuidado com o bebê através do diálogo, do compartilhamento de angústias e dúvidas.

Ressalta-se que, a partir da revisão bibliográfica realizada, observou-se uma escassez de estudos abordando a influência de outros atores no aleitamento materno, tais como elementos da família extensiva (tios, primos, agregados, amigos, etc.) e da comunidade em que as mães-nutrizes vivem (líderes comunitários, benzedeiras, pastores, etc.), o que limita a identificação dos indivíduos que compõem a rede social, além da sua real influência na prática da amamentação.

É importante destacar que a participação da nutriz juntamente com um membro de sua rede social nas atividades educativas (palestras, cursos, reuniões de grupo) que abordem o tema aleitamento materno é fundamental para o sucesso desta prática, pois permite ao profissional de saúde esclarecer dúvidas e compreender a visão de cada um desses atores sobre a amamentação, possibilitando a promoção, proteção e apoio à lactação com maior eficiência.

 

Colaboradores

ES Marques realizou a revisão bibliográfica e atuou na redação do artigo. RMM Cotta supervisionou a execução do artigo e auxiliou na redação do artigo. KA Magalhães, LFR Sant'Ana, AP Gomes e R Siqueira-Batista auxiliaram na redação do artigo.

 

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Artigo apresentado em 23/10/2007
Aprovado em 30/06/2008
Versão final apresentada em 06/08/2008