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Ciência & Saúde Coletiva

Print version ISSN 1413-8123

Ciênc. saúde coletiva vol.16 n.3 Rio de Janeiro Mar. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232011000300012 

ARTIGO ARTICLE

 

Avaliação de apoio social em estudos brasileiros: aspectos conceituais e instrumentos

 

Social support assessment in Brazilian studies: conceptual aspects and measures

 

 

Tonantzin Ribeiro Gonçalves; Josiane Pawlowski; Denise Ruschel Bandeira; Cesar Augusto Piccinini

Departamento de Psicologia, Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Rua Ramiro Barcelos 2600, Santana. 90035-003 Porto Alegre RS. tonanrib@yahoo.com.br

 

 


RESUMO

Este estudo investigou como o apoio social tem sido avaliado em estudos brasileiros. Foi realizado um levantamento das publicações científicas de 1987 a 2007, nos indexadores Indexpsi, Pepsic, SciELO e Lilacs, usando as palavras-chave apoio social, suporte social, rede social. Foram encontrados 59 estudos que contemplavam a avaliação de apoio social em amostras brasileiras. Os resultados apontaram um crescimento nos últimos anos no número de estudos brasileiros que incluem a avaliação do apoio social, com a predominância do uso de técnicas de entrevistas para investigar, em especial, o apoio recebido e o apoio percebido. Contudo, o construto foi utilizado, algumas vezes, sem uma fundamentação teórica sólida e associado a vários outros conceitos sem uma articulação clara. Fica também evidente a escassez de instrumentos fidedignos, válidos e padronizados para a realidade brasileira, apesar dos diversos instrumentos já utilizados e que são revisados no presente estudo.

Palavras-chave: Apoio social, Avaliação psicológica, Rede social


ABSTRACT

This study investigated the different ways of evaluating the social support in Brazilian studies. A surveying of scientific Brazilian publications from 1987 to 2007 was done in the Indexpsi, Pepsic, SciELO and Lilacs databases according to keywords social support and social network. Fifty-five studies included some type of assessing social support in Brazilian samples. The results indicated a rise in the number of studies about social support assessment in the last years using interviews to investigate received and perceived support, predominantly. However, the construction was applied without theoretical basis and was associated with many other concepts, sometimes without an appropriate articulation. Besides, there were evidences of lacking reliable, valid and standardized instruments to Brazilian population by considering the instruments currently used and revised by this study.

Key words: Social support, Psychological assessment, Social network


 

 

Introdução

O apoio social parece ter um amplo impacto em muitos aspectos da vida das pessoas. Em especial, a avaliação do indivíduo sobre o apoio recebido tem sido relacionada a diversos desfechos positivos na saúde física e mental, influenciando a maneira de perceber situações estressantes, o bem-estar emocional e psicológico e até a longevidade dos indivíduos1-4. O apoio social, juntamente com a autoestima, o senso de controle e o domínio sobre a própria vida, compõe os recursos sociais e individuais de enfrentamento nos quais as pessoas baseiam suas respostas a situações estressantes5. Assim, o apoio social se constitui em uma das dimensões cruciais na teoria do estresse em conjunto com as características dos estressores, as estratégias de enfrentamento e a avaliação subjetiva da situação6. No presente estudo, o termo apoio social será utilizado para representar genericamente diversos outros termos que aparecem nas publicações, tais como rede de apoio e suporte social, dentre outros. Desta maneira, será utilizada outra terminologia apenas quando os autores se referiram a termos específicos.

Existem diversas definições para o conceito de apoio social que enfatizam diferentes aspectos das relações interpessoais. De modo geral, ele é definido como envolvendo qualquer informação, falada ou não, e/ou assistência material e proteção oferecida por outras pessoas e/ou grupos com os quais se têm contatos sistemáticos e que resultam em efeitos emocionais e/ou comportamentos positivos7-9. Alguns autores também incluem nesta ideia o componente da reciprocidade na relação de apoio, ou seja, que este implica necessariamente uma troca na qual são beneficiados tanto aquele que recebe quanto o que oferece o apoio7,9. Embora os autores concordem que o conceito de apoio social é multifacetado, há falta de consenso quanto à sua definição conceitual e operacional1,5,7,10-12. Por exemplo, a avaliação do apoio social pode, por vezes, incluir pontos como a qualidade e a disponibilidade de apoio, a percepção subjetiva sobre o apoio, os tipos de apoio e a perspectiva de quem o recebe ou ainda, mais raramente, a perspectiva do próprio provedor. Assim, a falta de especificidade na definição conceitual e nas técnicas de avaliação tem implicações importantes, já que as distintas dimensões do construto enfatizadas pelos autores parecem influenciar de modo diferente o enfrentamento de situações de estresse10.

De modo geral, podem-se perceber três tendências principais na definição de apoio social. A primeira perspectiva defende que o apoio estaria inserido em uma "hierarquia conceitual" na qual o conceito principal seria de "relações sociais", embora efetivamente a nomenclatura mais utilizada seja "apoio" e "rede social"1,11. Para Due et al.11, o apoio social seria uma faceta funcional das relações interpessoais, juntamente com o senso de integração e as tensões sociais ou relações conflitantes. Desta perspectiva, evidencia-se um ponto de vista sistêmico do apoio social, que utiliza a concepção de sistemas sociais, considerando de forma ampla os tipos de contexto, os atores envolvidos nas interações de apoio e as funções que assumem para os indivíduos. Portanto, nessa visão, o apoio social diz respeito a aspectos mais qualitativos das relações sociais.

Essas relações também são constituídas por elementos estruturais como o número e o tipo dos relacionamentos, sua duração, frequência, diversidade, densidade e reciprocidade. Assim, esses elementos constituem os aspectos quantitativos e/ou estruturais das relações sociais, em que o termo "redes sociais" encontra maior correspondência. Conforme Due et al.11, a confusão reside no fato de que o apoio social e a rede social são, muitas vezes, considerados conceitos gerais e não facetas relativas às características funcionais e estruturais, respectivamente, das relações. Mesmo assim, ainda parece ser difícil uma clara delimitação entre esses conceitos, existindo uma grande variedade de termos para referi-los.

Na segunda e na terceira abordagens, é utilizada uma hierarquia conceitual similar à de Due et al.11, colocando, contudo, o apoio social ou as redes sociais como conceitos principais. Para os autores que entendem o apoio social como um conceito central, este seria veiculado ou antecedido por aspectos estruturais como as redes e relações sociais, a integração e o clima social8,13. Com base em revisões teóricas e de termos, alguns pesquisadores8,13 destacam as principais dimensões do apoio social, que envolveria apoio emocional, instrumental, informacional e cognitivo. O apoio emocional relaciona-se à percepção de ser cuidado, apoiado e valorizado por alguém afetivamente disponível. O apoio instrumental ou material refere-se à assistência prática e direta na realização de atividades concretas ou resolução de problemas. O apoio informacional relaciona-se com a obtenção de informações e conselhos úteis para lidar com situações ou resolver problemas. Por fim, o apoio cognitivo auxilia na autoafirmação e refere-se a uma postura ativa de incentivo, escuta e reforço positivo dado por alguém.

Além disso, é importante destacar a percepção do indivíduo sobre o apoio que objetivamente recebe7. O apoio percebido seria influenciado pelo significado que o apoio assume para a pessoa em uma dada situação, pela satisfação ou não com esse auxílio e pelo tipo e qualidade do relacionamento que a pessoa mantém com o provedor. Dessa forma, o apoio percebido relaciona-se com as características de personalidade e modos de enfrentamento da pessoa, bem como com eventos de vida que podem afetar a habilidade de requerer e aceitar o apoio e, potencialmente, de que este apoio seja efetivo.

Em relação à avaliação subjetiva do apoio, destaca-se a emergência das concepções "sociocognitiva" e de "estresse e coping" a respeito do apoio social e de como este atua sobre a saúde das pessoas3. A visão sociocognitiva entende que a avaliação subjetiva do apoio interfere de modo decisivo no impacto que o apoio recebido pode ter, e tem reunido sólidas evidências empíricas da primazia da percepção do apoio. Já a abordagem de estresse e coping, ao contrário, sugere que a relação entre apoio recebido e percebido deve ser alta, em particular quando as necessidades de apoio correspondem ao tipo de suporte provido, sendo bastante relacionado à qualidade dessa provisão. No entanto, poucos estudos atestaram que a alteração nos níveis de apoio modifica a percepção do apoio3.

Para Hupcey7, o apoio social é um meta-constructo que une três conceitos: redes de apoio, comportamentos de apoio e avaliação subjetiva do apoio. Conforme o autor, na maior parte das pesquisas, o conceito operacional de apoio social é limitado às percepções de quem recebe o apoio, sem serem incluídos outros aspectos, tais como satisfação com o apoio, reciprocidade e interações da rede de apoio, necessidade real de apoio da pessoa, interações negativas, além de características e percepções dos provedores do auxílio. Nessa visão, o apoio social seria um fenômeno interpessoal e, portanto, deveria ser avaliado a partir de diferentes modelos, incluindo a perspectiva tanto de provedores quanto de recebedores. Ainda é indicada a análise longitudinal do apoio, o que ajudaria a entender melhor o processo e a dinâmica do apoio social, além do modo como ele atua sobre a saúde dos indivíduos5,7,13.

Por fim, há a concepção que enfatiza o conceito de redes sociais e coloca o apoio social como um aspecto funcional das relações, de modo semelhante ao descrito na primeira posição. O conceito de "redes sociais", mais comumente utilizado nas ciências sociais e na antropologia, refere-se à noção de que a sociedade é constituída por redes de relações interpessoais ou intergrupais que podem ser mapeadas e classificadas no seu número, intensidade, qualidade e efeitos14. Segundo estes autores, a ideia de redes sociais permite entender a sociedade como constituída por redes de relações interdependentes que exercem uma influência na saúde das pessoas. Já Sluzki15 destaca que as redes sociais possuem características que podem ser explicadas em termos de estrutura, funcionalidade ou pelos atributos das relações mais íntimas até as ampliadas.

Seguindo a tendência de multiplicidade de posições conceituais sobre apoio social, existem diversas técnicas de mensuração descritas na literatura internacional. As escalas, os inventários e mapas de apoio social contemplam diferentes elementos das relações sociais e refletem distintas abordagens teóricas. De acordo com Barrera10, o conceito e a avaliação do apoio social podem ser divididos em três categorias: (1) o modelo que enfoca a rede social, a integração do indivíduo a um grupo e as inter-relações entre eles; (2) o modelo do apoio recebido que avalia o que a pessoa atualmente recebe e relata ter recebido; e (3) o modelo do apoio percebido que avalia o apoio que a pessoa acredita estar disponível se precisar. Rees et al.16, por sua vez, ainda recomendam que a avaliação de apoio social deva ser adaptada ao contexto situacional em que se aplica, ou seja, deve conter itens e formatos que contemplem aspectos específicos da população-alvo.

No Brasil existem poucos instrumentos de avaliação de apoio social, sejam os adaptados para o país, sejam os criados especificamente para nossa realidade. Os instrumentos existentes nem sempre atendem aos parâmetros psicométricos reconhecidos. Isso indica a importância de se fazer uma avaliação sistemática sobre como o apoio social tem sido mensurado pelos pesquisadores brasileiros. Considerando isso, o presente estudo buscou investigar como o apoio social tem sido avaliado em estudos brasileiros indexados em meio eletrônico. Em particular, buscou-se: (1) caracterizar os instrumentos de avaliação de apoio social, mencionados nas principais bases de dados; e (2) classificar as diferentes técnicas de avaliação conforme as abordagens teóricas explicitadas.

 

Método

Utilizando a ferramenta de busca da Biblioteca Virtual de Saúde (BVS) (www.bvspsi.org.br), foi realizado um levantamento de todas as publicações científicas brasileiras nos últimos vinte anos (01 de janeiro de 1987 a 17 de dezembro de 2007) que continham as seguintes palavras-chave: "apoio social", "suporte social", "rede social". Outros termos como "rede de apoio" e "rede de suporte" ainda foram testados na busca; no entanto, não foram recuperados registros. As bases de dados revisadas foram Indexpsi, Pepsic, SciELO e Lilacs, todas integrantes da BVS. A partir deste levantamento, foram selecionados todos os resumos que envolviam especificamente "avaliação de apoio social" e que haviam sido realizados com amostras brasileiras, sendo excluídas aquelas referências repetidas entre as bases de dados. Num segundo momento, foram buscados todos os estudos na íntegra.

A Tabela 1 apresenta a frequência de publicações recuperadas através da busca que incluiu artigos, dissertações e teses. Entre os 460 estudos localizados, 230 (50%) compreendiam amostras brasileiras, sendo que os demais envolviam amostras de outros países, especialmente latino-americanos. Do total de publicações brasileiras, foram excluídos 86 estudos que não abordavam a avaliação do apoio social, investigando o assunto e/ou temas relacionados através de revisões, ensaios teóricos e relatos sobre intervenções e programas de reabilitação. Além disso, não foram computadas 43 referências a publicações que não possuíam resumo e 42 que se repetiam entre as bases de dados. Assim, para fins do presente estudo, foram considerados apenas os 59 estudos brasileiros que contemplavam a avaliação de apoio social. As referências completas de todos os estudos revisados encontram-se destacadas com asterisco (*) na lista de referências. Os textos completos de 55 destes estudos foram lidos e examinados integralmente para a presente análise. Os quatro estudos17-20 cujo texto completo não foi possível acessar foram analisados de acordo com as informações do resumo.

 

 

Dentre os 59 estudos, a maioria das publicações envolvendo avaliação de apoio social ocorreu nos últimos anos, com destaque para o ano de 2002 (N=6) e para os anos de 2005 (N=10) e 2006 (N=13). O tipo de população desses estudos em sua maioria consistiu de adultos homens e mulheres (47%) e idosos (18%). Incluídos na amostra de homens e mulheres e referentes ao total da população, 20% dos participantes eram portadores de alguma patologia crônica, sendo que quase a metade dessa amostra era composta exclusivamente por mulheres. Em relação aos demais tipos de população dos estudos, vários envolviam gestantes ou mães (13%), família e paciente (8%), adolescentes (7%), comunidade (3%) e usuários de centros de atenção psicossocial (3%).

Análise de conteúdo21 foi utilizada para análise do material disponível, visando caracterizar as técnicas e os instrumentos utilizados, bem como as perspectivas teóricas explicitadas pelos autores. A análise se fundamentou em alguns marcadores conceituais definidos na literatura, com destaque para a classificação de Barrera10 sobre as dimensões do apoio social e para as definições conceituais de relações sociais, rede social e apoio social.

 

Resultados e discussão

A análise de conteúdo realizada permitiu examinar os diferentes termos e as formas de avaliação do apoio social utilizados nos estudos brasileiros analisados. A partir disso, foram descritas as diferentes dimensões investigadas e as definições conceituais que embasaram tais técnicas.

A maior parte dos estudos brasileiros que avaliavam o apoio social, além dos termos "apoio social", "rede social" e "suporte social", que foram utilizados para a busca, também utilizou outros para se referir a estes conceitos, tais como "rede social de apoio", "rede de apoio social", "rede de suporte social", "rede de apoio social e afetivo", "rede de relações", "suporte familiar", "suporte psicossocial", "suporte social de apoio", "apoio familiar" e "apoio psicológico". Muitos estudos ainda utilizaram descritores que se relacionavam a estes construtos, buscando defini-los, tais como: "relacionamento social", "relações interpessoais", "laços sociais", "participação social" e "empoderamento" ou empowerment. Para fins de exposição, utilizou-se neste artigo o termo apoio social, destacando que este representa genericamente os diversos termos usados nos estudos.

De modo geral, os estudos analisados na presente pesquisa foram unânimes em destacar a importância das relações sociais, da rede social e/ou do apoio social para a saúde física e mental das pessoas, considerando estes aspectos como fatores protetivos e promotores de saúde, auxiliando no enfrentamento de situações específicas como doenças crônicas ou agudas, estresse, crise desenvolvimental e vulnerabilidade social ou física. Vários desses estudos exploraram as hipóteses sobre como o apoio social atuaria na saúde das pessoas, destacando as teorias do efeito buffer22 e do efeito principal5. A teoria do efeito buffer defende a ideia de que o apoio modera o impacto de eventos estressantes, enquanto a teoria do efeito principal considera que o apoio exerce efeitos diretos e indiretos sobre a saúde dos indivíduos, reforçando o senso de controle sobre a própria vida.

Os estudos que abordavam a avaliação de apoio social relataram diferentes instrumentos e técnicas para avaliar esse conceito, sendo que muitos deles apresentavam mais de um modo de avaliá-lo num mesmo estudo. Desta forma, 51% (30) dos estudos brasileiros utilizaram entrevistas para avaliar o apoio social, 34% (20) fizeram uso de escalas ou inventários, 17% (10) realizaram observações e 10% (6) aplicaram questionários. Além disso, quatro estudos (7%) avaliaram o apoio social utilizando a construção de mapa das relações (7%) e três empregaram grupos focais (5%). Quanto às dimensões do apoio social que foram avaliadas nos estudos, estas foram classificadas em quatro formas distintas com base em Barrera10: apoio recebido (o que a pessoa atualmente relata estar recebendo ou já ter recebido), apoio percebido (apoio que a pessoa acredita estar disponível se precisar) e rede social (a integração do indivíduo a um grupo e as inter-relações entre eles). Para fins de análise, no presente estudo foi incluída a categoria denominada "provedor"7 para contemplar aqueles estudos que avaliaram a perspectiva do provedor do apoio social sobre a situação de auxílio e sobre a relação com o recebedor.

A Tabela 2 apresenta a porcentagem e as frequências de cada um dos instrumentos e/ou técnicas utilizadas e as dimensões de apoio social que foram avaliadas. Como pode ser visto, a maior parte dos estudos avaliou o apoio recebido (39%) ou o apoio percebido (36%), enquanto um número menor enfocou a rede social (23%) e ainda um número reduzido avaliou a perspectiva do provedor (3%). A tabela mostra ainda que as entrevistas, as escalas e os inventários buscaram avaliar, em sua maioria, as dimensões de apoio recebido e apoio percebido. Poucos estudos usaram a construção de mapas de relações e o grupo focal como instrumentos de avaliação, independentemente da dimensão do apoio social investigada.

 

 

Para fins de maior detalhamento e clareza, são relacionadas as características das dez escalas e/ou inventários utilizados por vinte estudos brasileiros e, a seguir, apresenta-se, de modo conjunto, os resultados relativos aos outros tipos de instrumentos. A Tabela 3 mostra a lista de escalas ou inventários e a descrição de suas características. Como pode ser visto, a grande maioria usou a "Escala de Apoio Social do Estudo Pró-Saúde" (45%), seguida pelo "Questionário de Apoio Social de Saranson" (15%), pela "Escala de Suporte Social para Pessoas Vivendo com HIV/Aids" (10%), e pela "Medida de rede social do Estudo Pró-Saúde" (10%). Os demais estudos se distribuíram entre várias escalas com apenas uma ocorrência de utilização, tais como "WHOQOL-100", "Escala de Apoio Social Bille-Brahe", "Escala de Percepção de Suporte Social", "Questionário de Apoio Social de Norbeck", "Escala de Suporte Social de Krause e Markides" e a "Escala de Suporte Social e Estresse na Infância e Adolescência do Davis Longitudinal Study on Aging". É importante assinalar que alguns autores apresentam detalhes sobre fidedignidade e validade dos instrumentos originais e das adaptações realizadas para o Brasil, enquanto outros não trazem qualquer informação ou trazem apenas informações parciais. A maioria desses instrumentos foi apenas traduzida e adaptada ao português, enquanto alguns trazem relatos breves de estudos que não avalizam sua qualidade para utilização na população brasileira. Nesse sentido, é necessária a realização de estudos sistemáticos que estabeleçam a fidedignidade e a validade desses instrumentos (i.e., conteúdo, critério e construto), assim como normatização e padronização para que esses instrumentos possam ser considerados adequados para uso no Brasil. A realização de vários estudos que demonstrem evidências psicométricas de validade de um instrumento contribui para o seu aprimoramento e a demonstração de sua legitimidade23-25.

A Tabela 4 descreve outros tipos de instrumentos de avaliação de apoio social nos estudos brasileiros revisados, tais como entrevistas, questionários, observação participante, grupo focal e mapa. As questões que norteavam esses instrumentos tinham como objetivo apreender percepções e opiniões a respeito da rede social, do apoio social recebido e/ou da satisfação com ele. Em sua maioria, utilizaram análise de conteúdo qualitativa para levantar esses aspectos; em alguns deles também foi usada a análise quantitativa. Os participantes eram questionados sobre como se davam as suas relações interpessoais, e cada estudo enfocava aspectos específicos relacionados ao objeto de sua investigação (por exemplo: na situação de uma doença crônica). Esses estudos também apresentaram grande heterogeneidade no que diz respeito a existência, origem, quantidade, intensidade, direcionalidade e/ou reciprocidade do apoio social. Em particular, os estudos que avaliaram o apoio social através de um instrumento gráfico, em formato de mapa, buscaram identificar a estrutura e a funcionalidade das redes de apoio, o universo de relacionamentos interpessoais e conhecer a composição e as funções de cada um dos membros envolvidos. Em relação à predominância do uso de entrevistas, é possível pensar que esse tipo de material de investigação compensa a carência de instrumentos padronizados para a realidade brasileira que incluam as várias dimensões do apoio social e contemplem as dificuldades de populações com baixa escolaridade e com problemas para compreender e responder adequadamente a instrumentos de medida mais objetivos.

A Tabela 5 apresenta uma classificação da definição conceitual sobre apoio social utilizada nos estudos revisados. Buscou-se examinar a congruência entre a concepção conceitual e a forma de avaliação implementada pelos autores. Foi possível identificar uma definição conceitual clara em 32 dos estudos revisados. Estes estudos enfocaram um conceito específico, buscando defini-lo teoricamente, situando o apoio social neste contexto e, em alguns casos, justificando a escolha do instrumento de avaliação. Para fins de clareza, optou-se por utilizar, na descrição desses achados, somente os termos apoio social, rede social e relações sociais com vistas a contemplar as diferentes perspectivas teóricas apontadas pela revisão da literatura. A escolha destes termos se deve ao fato de serem os mais comumente utilizados pelos autores. Nestes estudos, foram constatadas as três tendências de definição teórica do conceito de apoio social descritas na introdução do presente texto: aquela que considera as relações sociais como elemento central, a que privilegia o apoio social e, por fim, a concepção que enfoca a rede social como conceito principal. Contudo, devido à diversidade de abordagens teóricas dos estudos, não foi possível classificá-los apenas nessas três tendências, como se pode observar na Tabela 5. Os demais 27 estudos, independentemente do conceito principal utilizado (i.e., relações sociais, rede social ou apoio social), consideraram o apoio social apenas quanto ao seu impacto positivo para a saúde de um grupo específico de pessoas, sem aprofundar sua definição conceitual e a adequação do instrumento aplicado para mensurá-lo.

Assim, seis estudos descreveram as relações sociais como o principal construto sob investigação, indicando uma clara hierarquia conceitual em que o apoio social representaria a dimensão funcional, enquanto a rede social representaria a dimensão estrutural dessas relações. Quatro desses estudos incluíam avaliações de aspectos tanto de rede (por exemplo: número de pessoas, frequência de contato, grau de proximidade e tipo de relacionamento) quanto de apoio social (tais como satisfação com o apoio) e/ou forma de apoio (instrumental, emocional, informativo). Já os dois estudos restantes avaliavam somente aspectos do apoio recebido. Apesar de considerarem as relações sociais na compreensão da influência do apoio social na saúde, outros sete estudos priorizaram a avaliação de aspectos funcionais do auxílio recebido e/ou da percepção do apoio. Da mesma forma, mesmo reconhecendo as relações sociais como conceito base, um estudo destacou a rede social, investigando elementos estruturais através do instrumento escolhido.

A Tabela 5 mostra ainda a definição do construto de rede social feita por dez estudos, indicando o apoio social como a faceta funcional das redes, ou seja, uma dimensão intrinsecamente relacionada à rede social, sem referência ao conceito de relações sociais ou a outro pressuposto similar. Todos esses estudos buscaram avaliar aspectos da estrutura da rede social do indivíduo e sua integração nessa rede, tendo cinco deles também incluído medidas do apoio recebido ou do apoio percebido. Ainda em oito estudos o apoio social foi considerado o construto principal sob investigação, sem referência a outros conceitos e/ou à relação entre eles. Quanto aos elementos do apoio avaliados, esses estudos classificaram duas subcategorias. Na primeira, foram encontrados seis estudos que centraram seu interesse no apoio social, definindo e avaliando, em termos operacionais, as suas funções (dentre outras, auxílio material/instrumental, emocional/afetivo, informativo e satisfação com o apoio). Nesta categoria, um estudo avaliou, além do apoio recebido, a proximidade com os provedores do apoio, elemento característico da integração da pessoa à rede social. Por fim, dois estudos incluíram, em suas definições e técnicas de avaliação, tanto aspectos funcionais quanto estruturais do apoio social, conforme foram especificados anteriormente. No entanto, ambos os estudos não descreveram qualquer forma de avaliação de aspectos estruturais, detendo-se apenas na mensuração do apoio recebido e/ou percebido.

Como se pôde constatar, na maior parte dos 32 estudos em que foi possível identificar uma elaboração conceitual que envolvia o apoio social verificou-se adequação entre os aspectos teóricos desenvolvidos e os elementos avaliados pelos instrumentos escolhidos. Um dos estudos ainda incluiu medidas adicionais não contempladas pela base conceitual trabalhada26. No entanto, em outros casos, constatou-se a falta de medidas específicas relacionadas ao modelo conceitual adotado27-29. É importante destacar também que nenhum dos estudos que contemplaram uma das facetas do conceito como central avaliou a perspectiva do provedor do apoio.

 

Considerações finais

Os resultados do presente estudo apontam um crescimento recente no número de estudos brasileiros que avaliam o apoio social, abarcando diversas áreas de aplicação, em especial em situações de doença, crise desenvolvimental e vulnerabilidade física e/ou social. Isto demonstra a importância do apoio social nesses contextos, revelando-se prioritário para promoção à saúde. Contudo, as análises também demonstraram a escassez de instrumentos fidedignos, válidos e padronizados para a realidade brasileira.

Este estudo indicou, além disso, que os aspectos conceituais do apoio social ainda precisam ser mais bem elucidados, haja vista a proliferação de termos relacionados e a presença de mais de uma definição para um mesmo conceito. Os diversos termos e tendências teóricas utilizadas na definição operacional do conceito algumas vezes não são congruentes com o instrumento de avaliação utilizado. Enfatiza-se ainda que aproximadamente a metade dos estudos revisados não apresentava a base conceitual do apoio social, tampouco referências quanto às implicações disto para a avaliação que estava sendo proposta. Esses problemas são especialmente importantes no que diz respeito ao uso de instrumentos padronizados, tendo em vista que a ausência de definição conceitual mais precisa implica uma baixa validade das medidas utilizadas. Desse modo, sugere-se que, na realização de estudos de fidedignidade e validade desses instrumentos para a realidade brasileira, os pesquisadores atentem para os aspectos teóricos do conceito, especialmente considerando a complexidade e a dinâmica envolvida nas relações sociais em que o apoio social se dá.

Nesse sentido, é importante que o instrumento utilizado corresponda aos objetivos preconizados pelo estudo. Antunes e Fontaine30 defendem a ideia de que para cada tipo de investigação é necessário levar em conta o alcance dos instrumentos para avaliar o apoio social. Por exemplo, em um estudo epidemiológico, elas recomendam que os instrumentos de avaliação enfoquem a amplitude dos recursos de apoio social ou as percepções gerais sobre ele. Já estudos sobre fatores de estresse poderiam usar instrumentos que especificam o tipo de apoio percebido ou recebido (emocional, instrumental ou informativo) e as fontes desses recursos.

Por fim, as autoras destacam que, em situações de avaliação clínica, os instrumentos deveriam verificar a existência ou não de uma orientação negativa do paciente ante a busca e o fato de receber o apoio, bem como sobre a presença de uma rede de apoio. Nesses casos, pode-se recorrer principalmente à entrevista ou ao questionário, focalizados nos aspectos específicos do apoio social avaliados antes, durante e depois da intervenção.

Quanto aos resultados do presente estudo, é preciso considerar também suas limitações. Em alguns estudos, os elementos teóricos e a descrição dos instrumentos não foram suficientemente explorados pelos autores, o que impediu uma análise mais acurada destes aspectos. Em outros casos, as análises foram dificultadas em razão da utilização de vários termos, de forma intercambiável, para se referir a conceitos muitas vezes semelhantes.

De modo geral, este estudo demonstrou a importância crescente do apoio social na literatura, evidenciando, no entanto, a necessidade de articulação entre aspectos teóricos e as técnicas de avaliação do apoio social, assim como dos conceitos a ele relacionados. Isso permitiria a construção de um modelo de avaliação mais eficiente e adaptado ao contexto em investigação. Considerando a diversidade de áreas de aplicação, sugere-se a realização de pesquisas que apresentem fundamentação teórica apropriada e específica à elaboração de instrumentos padronizados brasileiros que avaliem o apoio social tanto em situações gerais como específicas, incluindo as diferentes dimensões do construto. Enfim, espera-se que este estudo contribua para a implementação de avanços teóricos e de métodos de investigação que auxiliem na compreensão de como o apoio social atua na vida das pessoas, assim como no planejamento de intervenções visando à promoção de saúde e qualidade de vida.

 

Colaboradores

TR Gonçalves, J Pawlowski, DR Bandeira e CA Piccinini participaram igualmente de todas as etapas da elaboração do artigo.

 

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Artigo apresentado em 18/11/2008
Aprovado em 15/07/2009
Versão final apresentada em 21/07/2009