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Ciência & Saúde Coletiva

Print version ISSN 1413-8123

Ciênc. saúde coletiva vol.16 n.5 Rio de Janeiro May. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232011000500026 

ARTIGO ARTICLE

 

Prevalência e fatores associados à obesidade em mulheres usuárias de serviços de pronto-atendimento do Sistema Único de Saúde no sul do Brasil

 

The prevalence and factors associated with obesity in women attended at First Aid Units of the Unified Health System in southern Brazil

 

 

Maria Inês da RosaI; Flora de Moraes Lino da SilvaI; Simone Batisti GiroldiI;Giorgia Nunes AntunesI; Eliana Márcia WendlandII

ILaboratório de Epidemiologia, Universidade do Extremo Sul Catarinense. Av. Universitária 1105, Bairro Universitário. 88806-000 Criciúma SC mir@unesc.net
IIPrograma de Pós-Graduação em Epidemiologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

 

 


RESUMO

A obesidade é uma das principais epidemias modernas, sendo importante problema de saúde pública e estando associado a um aumento de doenças crônicas. O objetivo deste estudo é investigar a prevalência de sobrepeso e obesidade e seus fatores associados em mulheres de 20 a 59 anos, usuárias de serviços de pronto atendimento do Sistema Único de Saúde. Realizou-se entrevista padronizada e foram tomadas as medidas antropométricas em 440 mulheres. O modelo de Poisson foi usado para avaliar a associação entre obesidade e características selecionadas. A prevalência de sobrepeso e obesidade (64,3%) e de obesidade central (44,1%) em usuárias de serviços de pronto atendimento é maior do que a encontrada na população geral e está associada a um aumento do número de agravos à saúde. Atividade física insuficiente (RP=1,44; IC 95% 1,24-1,66), história de três ou mais gestações (RP=1,45; IC 95% 1,05-2,00), idade maior que 50 anos (RP=1,34; IC 95% 1,00-1,82) e obesidade central estão associadas a uma prevalência maior de obesidade. A implantação de políticas de saúde voltadas para a prevenção da obesidade certamente terá um impacto importante na prevenção primária de doenças crônicas na população feminina.

Palavras-chave: Epidemiologia, Obesidade, Saúde da mulher, Serviços de saúde


ABSTRACT

Obesity is currently one of the major epidemics, representing an important public health problem that is associated with an increase in chronic disease. The scope of this study is to investigate the prevalence of excess weight and obesity and associated factors in 20 to 59-year-old women attended at First Aid Units of the Unified Health System. Standardized interviews and anthropometric measurements were conducted with 440 women. Factors associated with the presence of excess weight/obesity were investigated using the Poisson model with robust variance. The prevalence of excess weight and obesity (64.3%) as well as central obesity (44.1%) in women attended at First Aid Units is higher than that in the population in general and is associated with an increased incidence of health problems. Insufficient physical activity (PR=1.44; 95% CI 1.24-1.66), a history of three pregnancies or more (PR=1.45; 95% CI 1.05-2.00), age above 50 (PR=1.34; 95% CI 1.00-1.82) and central obesity (PR=1.92; 95% CI 1.64-2.25) are associated with a higher prevalence of obesity. The implementation of public health polices focused on the prevention of obesity would undoubtedly have a major impact on primary prevention of chronic diseases in the female population.

Key words: Epidemiology, Obesity, Women's health, Health services


 

 

Introdução

O sobrepeso e a obesidade emergiram como epidemia nos países desenvolvidos no começo dos anos 801, sendo fatores de risco importantes para várias doenças crônicas como doença coronariana, diabetes tipo 2 e alguns tipos de câncer2,3, todos levando a um aumento da mortalidade geral4. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o número de obesos chegue a 300 milhões em 2025, ou 5,4% da população mundial1. No Brasil, estima-se que 40% dos indivíduos adultos estejam acima do seu peso ideal (sobrepeso), e que 8,9% dos homens e 13,1% das mulheres sejam obesos5. A prevalência de obesidade e sobrepeso é maior nas mulheres (43%) do que nos homens (34%), totalizando aproximadamente cinco milhões de adultos obesos na região Sul6.

A obesidade tem sido associada a efeitos adversos à saúde das mulheres a curto e longo prazos. Mulheres obesas apresentam diminuição da capacidade reprodutiva e aumento do risco de desfechos adversos na gestação7,8. No entanto, vários fatores do ciclo reprodutivo podem ser considerados como fatores de risco para obesidade9,10, condição crônica que leva ao desenvolvimento de diabetes e doença cardiovascular1.

As decisões clínicas, as políticas públicas de saúde, a educação e a prevenção em saúde são direcionadas, em grande parte, pela prevalência dos desfechos na população geral. Entretanto, sabe-se que as taxas atuais de prevalência de sobrepeso e obesidade evidenciam uma disparidade de risco segundo o gênero e a classe social11. Porém, não está claro se as características reprodutivas da população feminina influenciam essas taxas de prevalência. O objetivo deste estudo é determinar a prevalência e as características da vida reprodutiva associadas ao sobrepeso e obesidade em mulheres de 20 a 59 anos usuárias de serviços de pronto atendimento do Sistema Único de Saúde (SUS) de Criciúma (Santa Catarina).

 

Material e métodos

Mulheres usuárias do Sistema Único de Saúde de Criciúma (Santa Catarina) foram arroladas de maneira consecutiva, nos serviços de Pronto Atendimento 24 horas, entre agosto de 2006 e julho de 2007. As pacientes foram recrutadas nos dois postos de saúde 24 horas responsáveis pelo pronto atendimento do município. A demanda mensal de atendimentos de urgência nesses postos é de aproximadamente 4.500 pessoas, sendo a maioria mulheres: 1.628 no bairro Boa Vista e 2.048 no bairro Próspera. As mulheres foram arroladas de maneira aleatória, em dias e turnos alternados, incluindo sábados e domingos, para garantir uma amostra representativa das usuárias, independentemente do horário de atendimento, e possibilitar a inclusão de mulheres que trabalham durante o dia. Foram excluídas gestantes e mulheres com consultas previamente agendadas, pois essas mulheres pertencem ao bairro do pronto atendimento, evitando-se assim que a amostragem fosse inflada com indivíduos residentes no bairro.

Todas as participantes responderam a um questionário padronizado, para a avaliação de fatores socioeconômicos e reprodutivos associa­dos à obesidade, e foram submetidas à aferição de medidas antropométricas de maneira padronizada.

O nível de atividade física foi investigado usando-se o instrumento IPAQ (Questionário Internacional de Atividade Física), sendo as pacientes classificadas em muito ativas, ativas e insuficientemente ativas12,13.

Foi aferido o peso em balança de escala mecânica da marca Filizola com capacidade para 150 kg e precisão de 100 g, sem sapatos e vestindo roupas leves. A estatura foi medida com as mulheres de costas para a fita métrica, com os pés paralelos, os tornozelos juntos, os braços soltos e a cabeça ereta. A circunferência da cintura foi medida ao redor da cintura natural ou da menor curvatura localizada entre a crista ilíaca e as costelas. As medidas foram aferidas em duplicata.

O estado nutricional foi definido com base no índice de massa corporal (IMC) e classificado de acordo com a Organização Mundial da Saúde em peso normal (IMC entre 18,5 e 24,9 kg/m2), sobrepeso (IMC entre 25 e 29,9 kg/m2) e obesidade (IMC > 30 kg/m2)1. A obesidade central foi definida como sendo um valor de cintura mínima maior ou igual a 88 cm, que determina alto risco para comorbidades e síndrome metabólica em mulheres1.

Análises descritivas foram realizadas para descrever o perfil da população estudada e a frequência das categorias nas variáveis independentes. Ajustamos modelos multivariados de regressão de Poisson com variância robusta14 para calcular razões de prevalência, com intervalos de 95% de confiança, incluindo individualmente cada variável independente, a partir de associações bivariadas. Todos os valores reportados são bilaterais, e a significância estatística foi definida a priori como sendo de 0,05. A análise dos dados foi realizada no programa SAS versão 8.2. As participantes assinaram um termo de consentimento em participar do estudo após serem informadas sobre a natureza dele. O protocolo do estudo foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Extremo Sul Catarinense.

 

Resultados

O estudo incluiu 440 mulheres de 20 a 59 anos. As características das mulheres estudadas podem ser observadas na Tabela 1. A média de idade das mulheres entrevistadas foi 42 ± 12 anos e cerca de 34,0% referiram ser fumantes ou ex-fumantes. Em geral, a escolaridade foi baixa, com somente 28% das mulheres com dez ou mais anos de estudo; a grande maioria da população estudada apresentava uma renda média (53,6%) de até três salários mínimos.

 

 

A prevalência de sobrepeso e obesidade foi de 30,2% e 34,1%, respectivamente, aumentando de acordo com a faixa etária (Gráfico 1); 44% das mulheres apresentavam obesidade central, cuja prevalência aumenta com a idade. A diferença de prevalência entre o grupo etário mais jovem em relação ao de maior idade é de cerca de 50% (Gráfico 1). O índice de massa corporal aumenta linearmente com a idade (R2=0,14; p<0,001). Como existe forte correlação entre IMC e circunferência da cintura (Spearman r=0,89; p<0,001), investigamos como é a associação entre IMC e idade de acordo com a presença de obesidade central. A associação entre IMC e idade somente existe em mulheres com circunferência da cintura menor que 88 cm (R2=0,11; p<0,001), não existindo em mulheres com circunferência da cintura maior ou igual a 88 cm (R2=0,01; p=0,18).

A proporção de sobrepeso e obesidade é maior em mulheres com maior paridade e usuárias de anticoncepção hormonal, e em mulheres na menopausa (Tabela 2). A paridade também está linearmente associada ao aumento da circunferência da cintura (R2=0,14; p<0,001). O tempo transcorrido desde o último parto, o uso de método anticoncepcional e o uso de terapia de reposição hormonal não foram associados a diferenças de prevalência de sobrepeso e obesidade (Tabela 2).

Cerca de 60% (265) das mulheres referiram apresentar algum agravo à saúde, sendo que 139 apresentavam mais de um agravo concomitante (Tabela 1). Hipertensão (36,4%), diabetes (18,4%) e depressão (13,6%) foram as doenças referidas com mais frequência. Mulheres com sobrepeso ou obesidade apresentavam prevalências maiores de agravos à saúde quando comparadas a mulheres com IMC normal (Teste de qui-quadrado <0,001 para ambos) (Gráfico 2).

 

 

A Tabela 3 apresenta os modelos multivariados finais para sobrepeso/obesidade, avaliados pelo IMC e para obesidade central, avaliada pela circunferência da cintura. No modelo ajustado, a chance de termos prevalências maiores para cada dez anos de idade, apesar de ter sua magnitude diminuída, permaneceu cerca de 30% maior (RP 1,34; 95% IC 1,00-1,82) (Tabela 3). Obesidade central (RP 1,92; 95% IC 1,64-2,25) e atividade física insuficiente (RP 1,44; 95% IC 1,24-1,66) também apresentaram uma diminuição do efeito no modelo ajustado, mas permaneceram sendo importantes fatores preditores da prevalência de obesidade (Tabela 3). Mulheres com renda média igual ou superior a sete salários mínimos apresentam uma prevalência inversamente associada com a prevalência de sobrepeso e obesidade somente nas análises brutas (RP 0,49; 95% IC 0,29-0,84), efeito que não permaneceu no modelo ajustado (Tabela 3). Mulheres com idade superior a 50 anos e com atividade física insuficiente apresentam uma chance maior de apresentar obesidade central. A paridade não foi associada à obesidade central, no modelo ajustado (RP 1,13; 95% IC 0,80-1,58). O aumento em uma unidade do índice de massa corporal aumenta o risco de obesidade central em 13% (RP 1,13; 95% IC 1,11-1,16). A renda está inversamente associada à prevalência de obesidade central (Tabela 3). No entanto, no modelo ajustado, esse efeito só foi estatisticamente significativo para mulheres com renda média de um a três salários mínimos, quando comparadas às mulheres com renda média inferior a um salário mínimo (RP 0,52; 95% IC 0,32-0,82). Estar em menopausa representa uma RP de 1,65 (95% IC 1,45-1,89). Quando o modelo de regressão foi ajustado para categorias de idade, renda, atividade física e presença de obesidade central, mulheres em menopausa não mais apresentam RPs maiores que as mulheres em pré-menopausa (RP 1,02; 95% IC 0,88-1,20).

 

Discussão

No presente estudo, observou-se que mais de 60% das mulheres adultas que utilizam unidades de pronto atendimento do Sistema Único de Saúde apresentam algum grau de sobrepeso ou obesidade e que 44% apresentam obesidade central. Pacientes obesas são hiper-representadas em unidades de pronto atendimento. Esta hiper-representação está associada com o autorrelato de existência de um ou mais agravos à saúde. Idade, renda e atividade física estão associadas à maior prevalência de obesidade global e central. A maioria dos fatores reprodutivos estudados não está associada à obesidade; no entanto, a probabilidade de prevalência de sobrepeso e obesidade é maior em mulheres com três ou mais filhos.

Este é o primeiro estudo brasileiro que avalia a prevalência de obesidade em mulheres usuárias de serviços de pronto atendimento do Sistema Único de Saúde do Brasil. A coleta dos dados foi feita de maneira aleatória durante um ano, para evitar que a mostra fosse inflada com pacientes com doenças mais prevalentes em certas épocas do ano, assim como em horários diversificados, para evitar que mulheres que trabalham fora de casa ficassem de fora da coleta.

Observou-se que a prevalência de obesidade (34,1%) foi maior que a observada na população geral de mulheres do Brasil (13,1%) e de Santa Catarina (10,4%)5. Teichmann et al.15 e Gigante et al.16 encontraram uma prevalência de obesidade de 18% e 23,4%, respectivamente, em mulheres da mesma faixa etária de outro estado da Região Sul do Brasil. As prevalências maiores encontradas na população estudada podem dever-se ao fato de a amostra conter uma proporção maior de mulheres com idade mais elevada, que sabidamente apresentam maiores risco de obesidade16. Diferenças nas características das populações estudadas também podem explicar as diferenças nas prevalências. Cerca de 32,0% das mulheres americanas são obesas, e 36,8% das mulheres de 49 a 59 anos17. Mulheres de origem mexicana que vivem nos Estados Unidos apresentam prevalências ainda maiores de obesidade: 43%18. A obesidade está associada a um aumento do risco de doenças crônicas3, podendo explicar a maior procura por atendimento em serviços de pronto atendimento por mulheres com sobrepeso e obesidade. Estes achados são semelhantes a estudos realizados nos serviços de atenção primária dos Estados Unidos19.

Quando estudada a estratificação por idade, notamos um incremento da prevalência de obesidade com a idade, semelhante ao encontrado na populção feminina geral, de mesma faixa etária, no sul do Brasil15,16. A associação inversa entre o número de salários mínimos e a prevalência de obesidade apresentada nas análises brutas, que não se manteve após os ajustes, pode ser um indício da mudança nas tendências de prevalência da obesidade, com prevalências em populações com menor renda, como sugerido por Monteiro et al.11.

Existe uma relação inversa entre obesidade e atividade física. Estes achados concordam com os achados de Singh et al.20 [20 é outra referência; corrigir], que demonstrou que hábitos sedentários estão fortemente associados à obesidade em mulheres da Índia20. Mudanças nos hábitos de vida, com redução da atividade física e desenvolvimento de um estilo de vida sedentário, tem sido apontadas como fatores importantes para o desenvolvimento de obesidade1,20.

A associação entre paridade e obesidade tem sido controversa. Nossos achados corroboram os achados de Koch et al.21, os quais mostraram forte associação entre paridade e obesidade nas análises brutas, que apresentou uma visível diminuição de efeito nas análises multivariadas e não mais foi relacionada com obesidade central21. Outros estudos encontraram uma forte associação entre obesidade (medida pelo IMC) e paridade15,22 e mesmo obesidade central23.

A obesidade está associada a um aumento do risco de doenças crônicas3, podendo explicar a maior procura por atendimento em serviços de pronto atendimento por mulheres com sobrepeso e obesidade. Estes achados são semelhantes a estudos realizados nos serviços de atenção primária dos Estados Unidos19.

 

Conclusão

A prevalência de obesidade em unidades de pronto atendimento do Sistema Único de Saúde é maior do que na população geral. Esta prevalência está associada a uma prevalência aumentada de agravos à saúde nessa população. Estratégias de prevenção e tratamento da obesidade devem ser priorizadas na atenção à saúde da mulher, visando à melhoria da saúde global dessas mulheres e diminuindo, assim, a demanda por serviços de pronto atendimento.Colaboradores

MI Rosa participou da elaboração do projeto, supervisionou a coleta, foi responsável pelo gerenciamento dos dados e participou da análise estatística e da redação do artigo; FML Silva participou da elaboração do projeto, coleta de dados e redação preliminar do artigo; SB Giroldi e GN Antunes participaram da coleta dos dados; EM Wendland participou do delineamento do estudo e da análise estatística e foi responsável pela redação final do artigo.

 

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Artigo apresentado em 28/09/2008
Aprovado em 17/04/2009
Versão final apresentada em 20/05/2009