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Ciência & Saúde Coletiva

Print version ISSN 1413-8123

Ciênc. saúde coletiva vol.16 n.10 Rio de Janeiro Oct. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232011001100033 

TEMAS LIVRES FREE THEMES

 

Prevalência da dor orofacial e seu impacto no desempenho diário em trabalhadores das indústrias têxteis do município de Laguna, SC

 

Prevalence of orofacial pain and its impact on the oral health-related quality of life of textile industries workers of Laguna, SC, Brazil

 

 

Josimari Telino de LacerdaI; Juliana Demétrio RibeiroII; Dayane Machado RibeiroIII; Jefferson TraebertII

IDepartamento de Saúde Pública, Universidade Federal de Santa Catarina. Campus universitário, Trindade. 88040-900 Florianópolis SC. jtelino@gmail.com
IIGrupo de Pesquisa em Saúde Bucal Coletiva, Universidade do Sul de Santa Catarina
IIIDepartamento de Estomatologia, Universidade Federal de Santa Catarina

 

 


RESUMO

Foram examinadas as tendências em saúde da população idosa brasileira utilizando-se dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (1998-2008). O estudo incluiu uma amostra probabilística de 105.254 pessoas com > 60 anos de idade. A média da idade foi de 69 anos e 56% eram mulheres. Houve um aumento gradativo da boa autoavaliação da saúde (39,3%, 43,5% e 45,0% em 1998, 2003 e 2008, respectivamente) e uma diminuição na prevalência de artrite, doença do coração e depressão autorreferidas. A prevalência da hipertensão (43.9%, 48.8% e 53.3%, respectivamente) e do diabetes autorreferidos (10.3%, 13.0% e 16.1% respectivamente) aumentou acentuadamente. A prevalência da incapacidade para realizar atividades da vida diária (alimentar-se, tomar banho ou ir ao banheiro) permaneceu estável (6.5%, 6.4% e 6.9%, respectivamente). A realização de três ou mais consultas médicas nos 12 meses precedentes aumentou 21% entre 1998 e 2008. As hospitalizações diminuíram 10% no mesmo período. Essas tendências foram independentes do sexo e da idade. Os resultados mostram melhora em algumas dimensões da saúde dos idosos, mas não em todas. As mudanças no uso de serviços de saúde ocorreram como esperado em decorrência da expansão das atividades de atenção primária no Brasil.

Palavras-chave: Envelhecimento, Idoso, Inquérito de saúde, Multi-dimensional, Tendências


ABSTRACT

The aim of this study was to establish the prevalence of orofacial pain and its impact on the daily performance of workers in the textile industry in the municipality of Laguna, Brazil. A cross-sectional study involving all workers (n= 267) of the five textile industries of the municipality in 2004 was conducted. Data were obtained through the questionnaire proposed by Locker and Gruska to measure the Oral Impact on Daily Performance (OIDP) indicator. Socio-demographic data such as gender, age, level of schooling, income, job function and absenteeism due to orofacial pain was collected. Data were descriptively analyzed and the prevalence ratios, confidence intervals and unconditional multiple logistic regression were calculated. The prevalence of orofacial pain was 32.2% and the oral impact on daily performance was 28.5%. The regression model indicated that orofacial pain was the only variable statistically associated with the oral impact on daily performance, increasing its prevalence by more than 22 times, compared to those without orofacial pain. It was concluded that the prevalence of orofacial pain was high among workers, representing a decisive factor on the oral impact on daily performance.

Key words: Oral health, Orofacial pain, Quality of life, Epidemiological surveys, Workers


 

 

Introdução

A prevalência das condições dolorosas é alta e crescente. A maior longevidade dos indivíduos decorrente de novos hábitos de vida e do prolongamento da sobrevida de pacientes com afecções clínicas são alguns dos aspectos apontados como responsáveis pelo aumento dos registros de dor, em especial a dor crônica1.

A dor exerce um importante impacto na qualidade de vida dos indivíduos, devido ao sofrimento e às limitações causadas no cotidiano. Acarreta, por conseguinte, um dramático efeito para a sociedade no elevado custo do tratamento e no custo das horas perdidas no processo produtivo2.

A dor orofacial tem importância significativa na atenção odontológica. Qualquer sintoma doloroso relacionado à face, à boca e às estruturas adjacentes recebe a denominação Dor Orofacial. Compreende a região abaixo da linha orbitomeatal, acima do pescoço e anterior às orelhas. Os tipos mais prevalentes de dor orofacial são dor de dente e dor na região da articulação têmporo-mandibular2-4.

Em uma revisão sistemática, Macfarlane et al.5 concluíram que a diversidade de metodologias utilizadas dificulta a comparação de dados de prevalência de dor orofacial. Apesar das dificuldades, constatou-se um crescente número de estudos na área, com a identificação de importantes percentuais de dor orofacial entre adolescentes, adultos e idosos. Idade e gênero revelaram-se as variáveis mais comumente associadas à dor orofacial.

Todavia, pouco se sabe a respeito da prevalência da dor orofacial e seu impacto no cotidiano de trabalhadores no Brasil. Recente estudo envolvendo população de trabalhadores de limpeza urbana de Porto Alegre, RS, observou um alto percentual (73,6%) se referindo a interferência em atividades diárias, gerada por problemas odontológicos. O desconforto e a dor foram o primeiro e o terceiro sintomas que mais geraram interferência, respectivamente6.

O agravamento das condições de saúde bucal e, paralelamente, o aumento da prevalência das dores de origem odontológica na população adulta são consequência da exclusão histórica e sistemática desse grupo populacional dos serviços públicos, que centraram atenção à população escolar, gestantes e bebês, privilegiando a atenção individual e curativa7. Em recente levantamento nacional sobre as condições de saúde bucal observou-se que 33,7% da população entre 15 e 74 anos de idade relatou ter sentido dor, sendo que destes, cerca de 9% afirmou ter sentido muita dor, nos seis meses anteriores à pesquisa8.

O objetivo desse estudo foi conhecer a prevalência da dor orofacial e seu impacto no desempenho diário em trabalhadores das indústrias têxteis do município de Laguna, SC.

 

Métodos

Estudo observacional de delineamento transversal que envolveu todos os trabalhadores (n=267) das cinco indústrias têxteis do município de Laguna em 2004.

Laguna localiza-se no litoral sul do Estado de Santa Catarina, a 118 km de Florianópolis. Possui 47 mil habitantes, em sua maioria descendentes de açorianos. Tem como principal atividade econômica a pesca, porém o turismo, o comércio e as pequenas empresas contribuem fortemente para o incremento da economia local.

Os dados sobre dor orofacial foram obtidos pelo questionário proposto por Locker e Gruska9. Apresenta seis questões sobre o tipo, o local e a intensidade da dor nos últimos seis meses. O IODD (Impacto Oral no Desempenho Diário)10 no Brasil11 foi utilizado para analisar o impacto oral no desempenho diário. O instrumento é baseado em quatro questões aplicadas a oito atividades cotidianas: comer, falar, limpar os dentes e a boca, sorrir, dormir, manter o estado emocional normal, desempenho no trabalho e contato com outras pessoas. A primeira questão está dividida em dois eixos: ocorrência nos últimos seis meses e frequência do impacto. A ocorrência é registrada como sim ou não e a frequência é medida por escores que indicam o tempo de duração do impacto nos casos de longa duração e nos casos de períodos curtos. A segunda questão mensura a percepção da severidade do impacto através de escores de 0 a 5. As questões seguintes referem-se aos aspectos clínicos responsáveis pelo impacto na percepção dos indivíduos. São indicados o sintoma principal e a condição bucal específica geradora do sintoma. O impacto em cada atividade resulta da multiplicação da frequência e da severidade.

Em questionário próprio foram coletados os dados socioeconômicos: sexo e idade, grau de escolaridade, renda mensal e informações sobre o trabalho: turno, função e ausência ao trabalho em decorrência da dor. Aos que relataram dor no último semestre, buscou-se saber as medidas de alívio da dor adotadas. Foram realizados exames intrabucais para coletar informações sobre o número e o tipo de dentes presentes.

A pesquisadora passou por um processo de treinamento, realizado em três etapas. A primeira etapa constituiu-se do estudo do instrumento de coleta e dos indicadores IODD e o questionário de dor orofacial. Na segunda etapa os índices e critérios foram fixados por intermédio de exercícios. A calibração propriamente dita foi realizada na terceira etapa, através de aplicação da entrevista e do exame bucal em 10 indivíduos adultos, comparado a um examinador padrão e mensurado pelo teste de concordância simples. Foi analisado grau de dificuldade na formulação das perguntas e compreensão do(a) entre­vistado(a), seguido de pequenos ajustes no instrumento. Obteve-se o percen­tual de 80% de concordância na aplicação do instrumento e de 98% no exame bucal.

Um estudo piloto realizado com 20 trabalhadores das indústrias têxteis de um município vizinho analisou a metodologia proposta. Os resultados mostraram que a metodologia era aplicável na situação local.

A coleta dos dados foi feita nas dependências das indústrias, no horário de folga dos trabalhadores. Esse procedimento foi previamente autorizado e agendado com as empresas e trabalhadores. Espátula de madeira e todos os equipamentos de proteção individual auxiliaram o exame bucal. Os indivíduos foram examinados na posição sentada, com luz ambiente.

Os dados coletados foram digitados e analisados no programa SPSS 13.0. A análise estatística teve início com a distribuição de frequência das variáveis estudadas. Na análise univariada foi usado o teste Qui-quadrado de Pearson e calculadas as razões de prevalência (RP) a partir das razões de chance (Odds Ratio - OR) com seus respectivos intervalos de confiança de acordo com recomendações de Schiaffino et al.12. A análise múltipla utilizou o modelo de regressão logística não condicional pelo método stepwise13 tendo como variável dependente o IODD dicotomizado entre os que não relataram impacto (IODD=0) e aqueles que relataram impacto (IODD>0). Para composição do modelo múltiplo foram incluídas todas as variáveis cujo valor de p<0,20 na análise univariada, sendo mantidas no modelo final as que obtiveram um nível de significância p<0,05. As variáveis de ajuste, sexo, escolaridade e renda mensal, foram incluídas e mantidas no modelo, independente de seu nível de significância.

O projeto de pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade do Sul de Santa Catarina. As direções das indústrias receberam um Termo de Esclarecimento por escrito para que autorizassem a realização do estudo e do uso de suas dependências como local da coleta de dados. Foi obtida autorização prévia individual, por intermédio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido devidamente assinado.

 

Resultados

Todos os 267 trabalhadores concordaram em participar do estudo. Do total de entrevistados, 80,5% era do sexo feminino, 65,2% era casado e a mediana da idade igual a 34 anos. A maioria trabalhava no setor de corte e costura (71,9%), ganhava menos de dois salários mínimos (86,9%) e tinha cursado oito ou mais anos de estudo (54,3%).

A prevalência de dor orofacial foi de 32,2%. Na análise dos tipos de dor orofacial experimentados pelo grupo nos últimos seis meses, observou-se que a dor de dente foi a mais frequente (25,5%) e a única a apresentar relato de alta intensidade. Em todos os demais tipos de dor investigados, a intensidade foi majoritariamente classificada como leve (Tabela 1).

Na análise do absenteísmo devido à dor orofacial, observou-se que 11,6% dos trabalhadores com queixa de dor no último semestre precisou faltar ao trabalho. Destes 40% faltaram um turno de trabalho, correspondendo a 4 horas e 40% faltaram dois turnos, ou seja 8 horas, os demais faltaram menos de um turno. No total foram 66 horas de trabalho perdidos no último semestre por causa da dor orofacial, o que representa no conjunto 0,25 hora perdida por trabalhador no semestre.

Quanto às medidas de tratamento e alívio da dor, 50,0% dos trabalhadores que apresentaram dor orofacial nada fez para o alívio, 21% procurou o dentista, 11,6% se automedicaram e 17,4% associaram procura ao dentista e medicação.

A prevalência do impacto oral no desempenho diário foi de 28,5%. Cinco atividades foram citadas pelos trabalhadores como afetadas por problemas orais, sendo mais prevalente as atividades comer e apreciar a comida (25,1%) e higienizar os dentes e a boca (6,4%). Verificou-se que a maioria dos impactos odontológicos apresentava frequência moderada (moda= 3) e baixa severidade (moda= 1), exceto a atividade manter contato com as pessoas, que em sua maioria referiu alta severidade (Tabela 2). A Tabela 3 apresenta os sintomas e as causas específicas responsáveis pelo impacto no desempenho diário. Dentre as causas específicas, a dor de dente foi a mais frequente no desempenho de comer (67,1%), limpar os dentes e a boca (76,5%) e dormir (100,0%).

O relato de impacto no desempenho diário mostrou associação estatisticamente significativa com maior renda (p = 0,016), maior escolaridade (p = 0,010), ocupação no setor corte/costura (p=0,005) e presença de dor orofacial no último semestre (p<0,001) (Tabela 4). A Tabela 5 apresenta os resultados do modelo de regressão logística múltipla não condicional, indicando as variáveis associadas ao impacto no desempenho diário independente das demais características analisadas. Observou-se que dor orofacial foi a única variável estatisticamente associada com o IODD [RP=22,76 (IC95% 11,55-44,82)] (p<0,001). Aqueles que relataram dor orofacial apresentaram mais de 22 vezes a chance de relatar impacto no desempenho diário em relação aos demais, independente das outras variáveis estudadas.

 

Discussão

Os dados apresentados têm validade interna, não podendo representar informações dos trabalhadores das indústrias têxteis de outras localidades, nem tampouco da população adulta do município. No entanto, apontam para aspectos importantes no contexto do universo em que se insere.

A prevalência da dor orofacial foi superior à encontrada em outros estudos. Na Alemanha registrou-se uma prevalência de 10% na população adulta14, enquanto na Austrália e na Inglaterra, as prevalências foram de 23% e 26%, respectivamente2. Todavia, outros estudos encontraram prevalências superiores: 43,2% em uma população industrial na Malásia15, 42,7% na Flórida-EUA16 e 40,0% no Reino Unido17. No Brasil, em um estudo de base populacional envolvendo a população adulta da cidade de Chapecó, SC foi encontrada uma prevalência de 21,4%18. Uma investigação com trabalhadores da indústria metal-mecânica no município de Xanxerê, SC encontrou uma prevalência de 66,1%19. Tais variações podem ser atribuídas aos aspectos de percepção individual da dor e a variações na faixa etária. Independente da variação dos valores de prevalência, os tipos de dor mais frequentes foram as de origem dentária e as localizadas na região da articulação temporomandibular, tanto nesse estudo quanto em diversos outros relatados na literatura16,18-22.

A prevalência de absenteísmo em função da dor orofacial (11,6%) encontrada é ligeiramente superior àquela entre trabalhadores da indústria metal-mecânica em outro município catarinense (9,3%)19. Por outro lado, a metade dos trabalhadores que relataram dor orofacial não fez nada para seu alívio. Este aspecto pode ser explicado pela baixa severidade do sintoma, que na sua maioria foi classificado como leve e moderado, bem como o fato de a falta ao trabalho acarretar em baixa na produção resultando ao final do mês em menor remuneração, uma vez que esta é em sua maioria por produtividade.

A prevalência de impacto no desempenho diá­rio dos trabalhadores foi de 28,5%, inferior aos valores encontrados na literatura revisada. Tsakos et al.23 relataram uma prevalência de 39,1% na Grécia. No Reino Unido, 51% de uma população entrevistada relatou impacto oral no desempenho diário17, e na Tailândia o valor encontrado foi 53,8%24. Importante considerar as diferentes crenças, culturas e idades das populações estudadas, o que implica em percepções diferentes quanto à saúde oral. No Brasil, estudo sobre impacto oral no desempenho diário de uma população trabalhadora observou alto percentual de relato (73,6%) de interferência gerada por problemas odontológicos. Desconforto e dor foram o primeiro e o terceiro sintomas que mais geraram interferência, respectivamente6.

A atividade mais citada no presente estudo como afetada, foi comer corroborando outros achados, tanto no Brasil6 quanto na Grécia23. O sintoma mais prevalente relacionado à atividade de comer foi dor seguido de desconforto, tendo como causa específica a dor de dente, a falta de dente e a prótese com defeito. A dor também foi o sintoma mais prevalente para as atividades de limpar os dentes e a boca e dormir, sendo a dor de dente a causa específica principal. A falta de dentes e próteses com defeitos geraram insatisfação com a aparência e por consequência, limitou o contato com outras pessoas. Estes achados têm sequência lógica no sentido de suas consequências e inter-relações, elevando a chance daqueles que sofreram dor orofacial, em mais de 22 vezes de relatar impacto no desempenho diário, se comparados àqueles sem relato de dor, independente dos outros aspectos estudados.

Os dados encontrados no presente trabalho indicam que a dor orofacial interfere significativamente no desempenho diário dos trabalhadores. Assim, a dor orofacial deve ser fator primário para atenção odontológica, devendo ser orientadora dos critérios de priorização nos serviços públicos de saúde. Esta informação prescinde de exames clínicos e pode ser facilmente coletada por Agentes Comunitários de Saúde em suas visitas mensais nos domicílios.

Recomenda-se a realização de novos estudos para melhor detalhamento das associações entre dor orofacial e o impacto no desempenho diário dos indivíduos, na busca de confirmá-la enquanto problema de saúde pública e orientadora do planejamento e programação dos serviços odontológicos.

Pode-se concluir que a prevalência de dor orofacial entre os trabalhadores das indústrias têxteis de Laguna, SC foi de 32,2% sendo considerado fator preditivo do impacto oral no desempenho diário.

 

Colaboradores

JT Lacerda, JD Ribeiro, DM Ribeiro e J Traebert participaram igualmente de todas as etapas da elaboração do artigo.

 

Referências

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Artigo apresentado em 25/03/2008
Aprovado em 13/05/2009
Versão final apresentada em 31/05/2009