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Ciência & Saúde Coletiva

Print version ISSN 1413-8123

Ciênc. saúde coletiva vol.17 n.4 Rio de Janeiro Apr. 2012

http://dx.doi.org/10.1590/S1413-81232012000400028 

TEMAS LIVRES FREE THEMES

 

Motivos e prevalência de insatisfação com a imagem corporal em adolescentes

 

Reasons and prevalence of body image dissatisfaction in adolescents

 

 

Edio Luiz PetroskiI; Andreia PelegriniI; Maria Fátima GlanerII

INúcleo de Pesquisa em Cineantropometria e Desempenho Humano, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, Centro de Desportos, Universidade Federal de Santa Catarina. Rua Pascoal Simone 358, Coqueiros. 88080-350 Florianopolis SC. petroski@cds.ufsc.br
IIDepartamento de Educação Física, Centro de Educação Física e Desportos, Universidade Estadual de Londrina

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Verificar os motivos e a prevalência de insatisfação com a imagem corporal (IC) em adolescentes. Métodos: Participaram do estudo 641 adolescentes de 11 a 17 anos. A imagem corporal foi autoavaliada através da escala de nove silhuetas corporais. Resultados: A prevalência de insatisfação com a IC foi de 60,4% (masculino = 54,5%, feminino = 65,7%; p < 0,05). Os rapazes (26,4%) apresentaram maior desejo em aumentar o tamanho da silhueta corporal, enquanto as moças (52,4%) desejavam diminuir. Prevalência mais elevada de insatisfação com a IC foi encontrada nos adolescentes urbanos. Os motivos indicados pelos adolescentes para a insatisfação foram similares entre os sexos (p = 0,156). Quando ao domicílio, a estética foi o motivo indicado pelos adolescentes urbanos e a autoestima pelos adolescentes rurais. Foi encontrada associação entre a percepção da imagem corporal e os motivos de insatisfação. Conclusões: A estética, a autoestima e a saúde são os motivos que mais influenciam a insatisfação com a IC. Mais da metade dos adolescentes está insatisfeita com sua silhueta corporal. Neste sentido, intervenções por profissionais e serviços de saúde são necessárias nessa fase da vida, para prevenir possíveis problemas futuros de distúrbios alimentares (anorexia, bulimia e vigorexia).

Palavras-chave: Estética, Imagem corporal, Autoestima


ABSTRACT

OBJECTIVE: To investigate the prevalence of body image (BI) dissatisfaction in adolescents. The study enrolled 641 adolescents aged 11 to 17 from the town of Saudades, Santa Catarina, Brazil. The prevalence of BI dissatisfaction was 60.4% (males = 54.5%, females = 65.7%; p < 0.05). Boys were more likely to wish to increase the size of their body silhouette (26.4%) while girls wished to reduce theirs (52.4%). Adolescents from urban areas manifested greater prevalence of BI dissatisfaction and were more likely to want to reduce their body silhouette. The reasons given by these adolescents for why they were dissatisfied with their body images were similar for both sexes (p = 0.156). When analyzed by neighborhood the urban adolescents said that their dissatisfaction was esthetic, whereas the rural adolescents said it was based on self-esteem. An association was detected between perceived BI and the reasons for dissatisfaction. Conclusions: Esthetics, self-esteem and health were the most common reasons for BI dissatisfaction among these adolescents. More than half of them were dissatisfied with their body silhouettes. Therefore, there is a need for interventions by health services and professionals in this age range in order to avoid possible future problems with eating disorders (anorexia, bulimia and vigorexia).

Key words: Esthetics, Body image, Self esteem


 

 

Introdução

A imagem corporal pode ser conceituada como uma construção multidimensional1, que representa como os indivíduos pensam, sentem e se comportam a respeito de seus atributos físicos2. Ela pode ser vista como a relação entre o corpo de uma pessoa e os processos cognitivos como crenças, valores e atitudes individuais.

A adolescência é caracterizada por transformações biológicas, físicas, psicológicas e sociais3. Atrelado a esse contexto, pesquisas têm revelado elevada prevalência de insatisfação com a imagem corporal em adolescentes, sendo mais acentuada no sexo feminino4-7.

As sociedades contemporâneas, principalmente as ocidentais, vêm apresentando uma preocupação excessiva com os padrões de beleza, nas quais há uma verdadeira "divinização" do corpo belo8, além de uma busca incessante pela magreza exagerada9. Isto tem contribuído para o aumento da insatisfação com a imagem corporal, acometendo negativamente alguns aspectos da vida dos indivíduos, principalmente no que tange ao comportamento alimentar, psicossocial, físico e cognitivo e à autoestima9,10. Com o objetivo de alcançar uma efetiva satisfação com a imagem corporal, correspondente aos ideais estéticos da "cultura", é cada vez mais evidente que as pessoas estão recorrendo a dietas, ao exercício físico exagerado, ao uso de diuréticos, laxantes, entre outros recursos. Consequentemente, surgem transtornos alimentares, como a anorexia e a bulimia nervosa11.

Percebe-se uma gama de estudos4-7,12-15 sobre a percepção da imagem corporal em adolescentes, os quais investigaram a prevalência de insatisfação corporal e a associação com indicadores antropométricos. Todavia, não foram encontrados estudos que verificassem os motivos que levam à insatisfação corporal. Para tanto, o objetivo do presente estudo foi verificar os motivos e a prevalência de insatisfação com a imagem corporal em adolescentes.

 

Método

O estudo sobre motivos e prevalência de insatisfação com a imagem corporal em adolescentes foi desenvolvido a partir de um estudo transversal denominado "Interação entre variáveis que podem influenciar no acúmulo de gordura corporal e no perfil lipídico de pais e filhos", aprovado por um comitê de ética institucional, e foi realizado em uma amostra representativa de adolescentes, domiciliados nas áreas urbana e rural, do município de Saudades (SC), localizado no extremo Oeste do estado de Santa Catarina, região Sul do Brasil.

O município de Saudades é predominantemente formado por descendentes de Alemães e também, em menor número, por Russos, Italianos e outros16. Caracteriza-se por ser um município de pequeno porte, com estimativa17 de 8.880 habitantes, para o ano 2008. O seu Índice de Desenvolvimento Humano18 é 0,82, sendo classificado como alto. Em 2008, o Índice de Desenvolvimento da Educação foi o 18º no estado16.

A população do estudo foi composta por 1.381 adolescentes, com idade de 10 a 17 anos17, matriculados em escolas públicas. Não há escolas privadas em Saudades. Foi selecionada, intencionalmente, a única escola que atende alunos da 5ª série do ensino fundamental até o último ano do ensino médio, localizada na sede do município. Outra, localizada na área rural, que atende alunos do ensino fundamental. Os alunos, da respectiva faixa etária envolvida no estudo, foram convidados em sala de aula e por meio de uma "carta convite" que levaram aos pais ou responsáveis legais.

Foram calculados vários tamanhos de amostra, pois este estudo faz parte de uma pesquisa mais ampla, com diferentes desfechos em saúde. Para a presente análise, a amostra escolhida foi aquela selecionada para o estudo sobre prevalência insatisfação com a imagem corporal. Adotou-se uma prevalência para o desfecho de 64%7, intervalo de confiança 95% (IC95%), erro estimado de cinco pontos percentuais, efeito do delineamento de 1,6 e acréscimo de 30% como possível índice de perda. Assim, estimou-se que seria necessário coletar informações de 586 adolescentes. Em virtude das características do processo de amostragem que envolveu todos os indivíduos pertencentes aos conglomerados (escolas), participaram da amostra 708 adolescentes.

As informações da percepção da imagem corporal foram obtidas com a utilização da escala de nove silhuetas corporais proposta por Stunkard et al.19. O conjunto de silhuetas era mostrado aos adolescentes, os quais respondiam a duas perguntas: Qual a silhueta que melhor representa a sua aparência corporal atual (real)? Qual é a silhueta corporal que você gostaria de ter (ideal)? Quando a variação entre a silhueta real e a ideal era igual a zero, os adolescentes eram classificados como satisfeitos; e se diferente de zero, insatisfeitos. Caso a diferença fosse positiva (real - ideal), era uma insatisfação pelo desejo de reduzir a silhueta e, quando negativa, uma insatisfação pelo desejo de aumentar. Em caso de insatisfação, os adolescentes responderam a mais uma pergunta: Qual o principal motivo da insatisfação? As respostas obtidas foram categorizadas nos seguintes motivos: estética, saúde, melhora nas atividades diárias, autoestima, opinião familiar e desejo de ser forte fisicamente. Devido ao baixo número de adolescentes que responderam melhora nas atividades diárias (n = 12), opinião familiar (n = 3) e desejo de ser forte fisicamente (n = 4), estes foram categorizados em outros motivos.

Nas comparações entre duas proporções, foi aplicado o teste de significância para diferenças entre proporções. Para verificar as possíveis diferenças de frequência entre as variáveis, utilizou-se o teste qui-quadrado. O nível de significância adotado foi p < 0,05.

 

Resultados

Foram excluídos da amostra os adolescentes com idade superior a 17 anos (n = 48). Considerou-se como perda amostral os adolescentes que não responderam os questionários sobre percepção da imagem corporal (n = 23) e/ou os motivos de insatisfação corporal (n = 2). Desta forma, a amostra final foi composta por 641 adolescentes (303 rapazes e 338 moças), sendo 368 domiciliados na área urbana e 273 na área rural, com idades de 11 a 17 anos.

A média de idade decimal dos adolescentes envolvidos no estudo foi de 14,3 anos (±1,9). A prevalência de insatisfação com a imagem corporal foi de 60,4%. A Figura 1 apresenta a distribuição dos adolescentes de acordo com a percepção da imagem corporal. As moças (65,7%) apresentaram maior insatisfação corporal que os rapazes (54,5%; p < 0,05 - Figura 1A). Quando a insatisfação foi dicotomizada em deseja aumentar e deseja reduzir o tamanho da silhueta corporal (Figura 1B), diferenças (p < 0,05) entre os sexos foram verificadas. Enquanto os rapazes desejavam aumentar o tamanho da silhueta corporal (26,4%), as moças desejavam reduzir (52,4%).

A Figura 2 apresenta os resultados referentes à percepção da imagem corporal por área de domicílio. Verificou-se maior prevalência (p < 0,05) de insatisfação com a imagem corporal nos adolescentes domiciliados na área urbana (65,2%), em relação àqueles da área rural (53,5% - Figura 2A). Quando a percepção da imagem corporal foi dicotomizada (deseja aumentar e deseja reduzir - Figura 2B), observou-se que os adolescentes da área urbana (44,7%) apresentaram maior desejo em reduzir o tamanho da silhueta corporal que os da área rural (35,9%).

Os motivos indicados pelos adolescentes para a insatisfação com a imagem corporal foram similares entre os sexos (p = 0,156). Apesar de não ter sido encontrada diferença, percebe-se que a estética (masculino = 45,9%, feminino = 52,4%) e a autoestima (masculino = 45,9%, feminino = 39,9%) são os motivos (Figura 3A) que mais influenciam na distorção da imagem corporal em adolescentes. Em relação à área de domicílio (Figura 3B), observou-se que a estética (53,7%) influencia a distorção da imagem corporal nos adolescentes urbanos, enquanto a autoestima (50,9%) aparece como o motivo que mais distorce a imagem corporal nos adolescentes rurais.

Foi encontrada associação entre a percepção da imagem corporal e motivos de insatisfação. Verificou-se que a estética (96,8%), a saúde (95,5%) e outros (100%) são os motivos que mais influenciam a insatisfação com a imagem corporal em adolescentes (Figura 4A). Quando a insatisfação foi dicotomizada em "deseja aumentar" e "deseja reduzir" o tamanho da silhueta corporal, observou-se que os principais motivos indicados pelos adolescentes que desejam aumentar o tamanho da silhueta corporal foram: melhora nas atividades diárias, opinião familiar e o desejo de ser forte fisicamente (44,8%) e estética (32,0%). Por outro lado, os motivos apontados pelos adolescentes que desejam reduzir o tamanho da silhueta corporal foram, na ordem decrescente, autoestima (88,7%), saúde (86,4%), estética (64,9%) e outros (55,2%) (Figura 4B).

 

Discussão

A prevalência de insatisfação com a imagem corporal foi de 60,4%. Prevalências similares aos do presente estudo foram encontradas em dois municípios do Rio Grande do Sul7; superiores em Porto Alegre (RS)6 e Três de Maio (RS)4 e inferiores em Florianópolis (SC)20. Em pesquisa realizada em três municípios do Oeste catarinense, inclusive Saudades (SC), e um do Norte Gaúcho15, os resultados revelaram que 63,4% dos adolescentes domiciliados na área rural e urbana estavam insatisfeitos com a imagem corporal.

Observou-se maior prevalência de insatisfação com a imagem corporal nas moças (65,7%), quando comparada aos rapazes (54,5%). Possivelmente, essa maior insatisfação com a imagem corporal entre as adolescentes decorre da pressão exercida pela mídia e pela sociedade, que impõe, cada vez mais, padrões de beleza caracterizados pela magreza excessiva21. Investigações demonstram que em adolescentes, principalmente do sexo feminino, a insatisfação com a imagem corporal está diretamente relacionada ao desenvolvimento de problemas e distúrbios alimentares22,23. Contrastando com estes achados, recente pesquisa conduzida em adolescentes domiciliados na área urbana e rural, revelou semelhança na insatisfação com a imagem corporal entre os sexos15.

Enquanto os rapazes desejam aumentar (26,4%), as moças desejam diminuir (52,4%) o tamanho da silhueta corporal. Esses resultados corroboram os estudos nacionais6,7,15. Estudo realizado em Três de Maio (RS), somente com moças (10-17 anos), revelou que 71,7% e 13,3% das adolescentes desejavam reduzir e aumentar a silhueta corporal, respectivamente4. Recente pesquisa conduzida em crianças e adolescentes da cidade de Florianópolis (SC) revelou que as moças desejam corpos mais magros e os rapazes desejam corpos mais fortes14.

Maior prevalência de insatisfação com a imagem corporal foi verificada nos adolescentes urbanos quando comparados aos rurais. Além disso, os indivíduos domiciliados na área urbana apresentaram maior desejo em reduzir o tamanho da silhueta corporal. Resultados semelhantes foram encontrados em pesquisa realizada com escolares de dois municípios do Rio Grande do Sul7. Os achados encontrados por Petroski et al.15 revelaram semelhança na prevalência de insatisfação com a imagem corporal entre as áreas de domicílio (urbana = 62,8%, rural = 64,2%). De modo geral, o descontentamento com a imagem corporal está presente mesmo nos adolescentes das áreas rurais.

Foi encontrada associação entre a percepção da imagem corporal com os motivos. A estética e a saúde foram os motivos que mais influenciaram na insatisfação com a imagem corporal em adolescentes. Ao ser verificada a insatisfação com a imagem corporal em adolescentes de Florianópolis (SC) observou-se que 5,6% das adolescentes indicaram motivos de ordem estética para a insatisfação com a imagem corporal20. Em pesquisa de natureza quanti-qualitativa conduzida em adolescentes de Vitória (ES), observou-se a importância dada à estética, como principal motivo pelo desejo de mudanças24.

Os dados do presente estudo apontaram que enquanto nos adolescentes urbanos a estética foi o maior motivo de insatisfação com a imagem corporal, nos rurais, a autoestima apareceu como o motivo de maior influência na distorção da imagem corporal. Assis et al.25 ao investigarem o autoconceito e a autoestima de estudantes de São Gonçalo (RJ), revelaram que os adolescentes estão satisfeitos com o seu corpo, pois revelaram autoconceito positivo e autoestima elevada. Por um lado, percebe-se que os adolescentes com autoestima elevada acreditam na sua competência, valor e em si mesmos; por outro lado, aqueles com baixa autoestima sentem-se inferiorizados, desvalorizam-se e sentem-se inseguros.

A preocupação com o corpo, no que se refere à estética, é popularizada e banalizada através dos meios de comunicação. A globalização também traz modelos de outros países e regiões, que muitas vezes não condizem com as características morfológicas de determinada etnia e grupo de adolescentes26. Além disso, a imagem corporal exerce influência na autoestima dos adolescentes, sendo que eles colocam mais importância em sua aparência que os adultos. Estas observações demonstram que a aparência é um aspecto altamente saliente na formação da identidade dos adolescentes27.

As principais limitações desse estudo são: delineamento transversal, ou seja, estima as relações entre as variáveis em apenas um único momento e não permite identificar as relações de causa e efeito; método de avaliação da imagem corporal, que provém informação limitada por ser bidimensional, o que não permite a representação do indivíduo como um todo, distribuição da massa de gordura subcutânea e aspectos antropométricos importantes na formação da imagem corporal28. Entretanto, destaca-se que este é o primeiro estudo brasileiro a investigar os motivos da prevalência de insatisfação com a imagem corporal em adolescentes.

 

Conclusão

De acordo com os achados do presente estudo, conclui-se que a estética, a autoestima e a saúde são os motivos que mais influenciam a insatisfação com a imagem corporal em adolescentes. Mais da metade dos adolescentes está insatisfeita com sua silhueta corporal. Neste sentido, intervenções por profissionais e serviços de saúde são necessárias nessa fase da vida, evitando possíveis problemas futuros de distúrbios alimentares (anorexia, bulimia e vigorexia).

 

Colaboradores

EL Petroski, A Pelegrini e MF Glaner participaram igualmente de todas as etapas de elaboração do artigo.

 

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Apresentado em 17/03/2010
Aprovado em 29/04/2010
Versão final apresentada em 21/06/2010