Hábitos alimentares das gestantes brasileiras:revisão integrativa da literatura

Eating habits of pregnant Brazilian women: an integrative review of the literature

Caroline de Barros Gomes Letícia Garcia Vasconcelos Renata Maria Galvão de Campos Cintra Luiza Cristina Godim Domingues Dias Maria Antonieta de Barros Leite Carvalhaes Sobre os autores

Resumo

Os hábitos alimentares das mulheres grávidas são influenciados por diversos fatores, sendo essencial conhecê-los para poder realizar intervenções nutricionais na atenção pré-natal. O objetivo desta revisão integrativa foi analisar a produção bibliográfica sobre hábitos alimentares de gestantes brasileiras. Foram buscados artigos na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PubMed, Scopus, Web of Science e na Scientific Eletronic Library Online (SciELO) utilizando os seguintes descritores: “Gestantes” OR “Grávidas” AND “Hábitos Alimentares” e os termos “Pregnant women” AND “Food habits” AND “Brazil” para busca em inglês. Após a adoção dos critérios de inclusão e exclusão foram analisados 18 estudos. Alguns estudos contemplaram populações específicas como adolescentes ou gestantes não obesas. O instrumento mais utilizado para investigação do consumo alimentar de gestantes foi o Questionário de Frequência Alimentar. A maioria mostrou que a dieta das gestantes precisa de melhorias, especialmente pelo baixo consumo de frutas, verduras e hortaliças, elevado consumo de açúcares, doces e gorduras. A maioria dos estudos concluiu e reforçou a importância e a necessidade da educação nutricional pelos profissionais atuantes no pré-natal. Mais estudos são necessários para compreensão mais acurada destes hábitos alimentares.

Palavra-chave
Gestantes; Hábitos alimentares; Nutrição pré-natal

Abstract

The eating habits of pregnant women are influenced by several factors, and it is essential to understand them in order to establish nutritional interventions in prenatal care. The objective of this integrative review was to analyze the bibliographic production on the eating habits of pregnant Brazilian women. A search was conducted in the Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), PubMed, Scopus, Web of Science and Scientific Electronic Library Online databases (SciELO) using the following key words: “Gestantes” or “Grávidas” and “Hábitos Alimentares” in Portuguese, and “Pregnant women” and “Eating habits” and “Brazil” in English. After the adoption of inclusion and exclusion criteria, 18 studies were analyzed. Some studies targeted specific populations such as adolescents or non-obese pregnant women. The Food Frequency Questionnaire was the instrument most often used to investigate food consumption among pregnant women. The majority of the studies revealed that the diet of pregnant women needs improvement, especially due to the low consumption of fruit, greens and vegetables, and the high consumption of sugar, sweets and fats. Most studies concluded and reinforced the importance and need for nutritional education by prenatal professionals. More studies are needed to better understand these eating habits.

Keywords
Pregnant women; Eating habits; Prenatal Nutrition

Introdução

Os hábitos alimentares envolvem práticas, crenças, comportamentos, tabus, ou seja, relacionam-se aos aspectos antropológicos, culturais, socioeconômicos e psicológicos que envolvem o ambiente de cada indivíduo11. Toral N, Slater B. Abordagem do modelo transteórico no comportamento alimentar. Cien Saude Colet 2007; 12(6):1641-1650.,22. Freitas MCS, Pena PGL, Fontes GAV, Silva DO. Hábitos Alimentares e os Sentidos do Comer. In: Diez-Garcia RW, Cervato-Mancuso AM, organizadores. Mudanças Alimentares e Educação Nutricional. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2011. p. 412.. O comportamento alimentar, por sua vez, se compreende nas atitudes relacionadas a estas práticas alimentares (contempladas nos hábitos alimentares), conjuntamente a atributos socioculturais envolvidos com o alimento ou com o ato de se alimentar33. Diez-Garcia RW. A comida, a dieta, o gosto: mudanças na cultura alimentar urbana. São Paulo: Universidade de São Paulo; 1999.. Reforçando a importância de se conhecer os hábitos alimentares e não apenas a ingestão de nutrientes específicos, como realizado por muitos anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) vem, desde o final da década de noventa do século passado, preconizando que as recomendações alimentares para populações sejam baseadas em alimentos44. World Health Organization (WHO). Obesity - preventing and managing the global epidemic: report of a WHO consultation. Geneva: WHO; 1998..

Durante a gestação, além das alterações fisiológicas que podem refletir nas escolhas alimentares55. Saunders C. Ajustes fisiológicos da gestação. In: Nutrição em Obstetrícia e Pediatria. 2a ed. Guanabara Koogan; 2009. p. 89-102., a mulher está sujeita a novos aspectos, saberes ou crenças, sejam eles familiares, culturais, biomédicos ou de outra fonte, mas que são incluídos no comportamento, escolhas e hábitos alimentares66. Baião MR, Deslandes SF. Alimentação na gestação e puerpério. Rev Nutr 2006; 19(2):245-253.. Ou seja, pode-se pressupor hábitos alimentares com algumas diferenças quando as mulheres estão gestantes, comparadas quando não o estão.

A pertinência de estudar os hábitos alimentares de gestantes decorre do fato da alimentação ter repercussões sobre a saúde da mãe e da criança que está sendo gerada77. Barger MK. Maternal nutrition and perinatal outcomes. J Midwifery Women’s Heal 2010; 55(6):502-511.

8. Picciano MF. Pregnancy and lactation: physiological adjustments, nutritional requirements and the role of dietary supplements. J Nutr 2003; 133(6):1997S-2002S.

9. Institute of Medicine (IOM) and National Research Council (NRC). Weight Gain During Pregnancy: Reexamining the Guidelines. Washington: The National Academies Press; 2009.
-1010. Procter SB, Campbell CG. Position of the academy of nutrition and dietetics: Nutrition and lifestyle for a healthy pregnancy outcome. J Acad Nutr Diet 2014; 114(7):1099-1103.. Deste modo, o monitoramento nutricional pode ser visto como fator positivo na prevenção da morbidade e da mortalidade das gestantes, com melhora dos desfechos na saúde materno-infantil e no pós-parto, promovendo um bom prognóstico nos primeiros anos de vida na saúde da criança e para a mulher, na promoção de sua saúde99. Institute of Medicine (IOM) and National Research Council (NRC). Weight Gain During Pregnancy: Reexamining the Guidelines. Washington: The National Academies Press; 2009.,1111. World Health Organization (WHO). Global Strategy on Diet, Physical Activity and Health. Geneva: WHO Library Cataloguing-in-Publication Data; 2004..

Neste sentido, a dieta das gestantes deve ser constituída por alimentos variados, utilizando como referência as recomendações dos guias alimentares, considerando os hábitos alimentares individuais, buscando alcançar as necessidades energéticas e nutricionais e seu bem estar1212. Brasil. Ministério da Saúde (MS). Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: MS; 2012.. Jacka et al.1313. Jacka FN, Pasco JA, Mykletun A, Williams LJ, Nicholson GC, Kotowicz MA, Berk M. Diet quality in bipolar disorder in a population-based sample of women. J Affect Disord 2011; 129(1-3):332-337. observaram que mulheres que mantiveram durante a gestação um padrão alimentar denominado “saudável” (composto por legumes, saladas, frutas, cereais, peixe, vinho e carne não processada) se mostraram menos susceptíveis a altos níveis de ansiedade em comparação com aquelas que consumiam o padrão de dieta denominado ocidental (caracterizado por carne processada, carboidratos e alimentos industrializados à base de óleo vegetal). Os resultados de um estudo de coorte com gestantes norueguesas sugerem que um padrão dietético caracterizado pela alta ingestão de bebidas açucaradas, de carne processada e lanches ricos em sódio implica na saúde materna, nesse caso, aumentando o risco de desenvolver pré-eclâmpsia, enquanto que uma dieta com alta ingestão de alimentos e óleos de origem vegetal diminui este risco1414. Brantsaeter AL, Haugen M, Samuelsen SO, Torjusen H, Trogstad L, Alexander J, Magnus P, Meltzer HM. A dietary pattern characterized by high intake of vegetables, fruits, and vegetable oils is associated with reduced risk of preeclampsia in nulliparous pregnant Norwegian women. J Nutr 2009; 139(6):1162-1168..

No Brasil, a assistência pré-natal tem como uma de suas ações relacionada aos hábitos alimentares o acompanhamento e o monitoramento do ganho de peso no período gestacional e o oferecimento de orientações nutricionais direcionadas às mulheres do início da gravidez até o final da amamentação1212. Brasil. Ministério da Saúde (MS). Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: MS; 2012..

Deste modo, conhecer os hábitos alimentares de gestantes mostra-se importante para direcionar as orientações no pré-natal, sendo estratégia para melhora nos resultados de saúde materno-infantil. O presente estudo objetivou analisar a produção bibliográfica sobre hábitos alimentares de gestantes brasileiras.

Métodos

Realizou-se uma revisão integrativa da literatura tendo como questão norteadora: “Quais são os hábitos alimentares das gestantes brasileiras?” Buscaram-se artigos que tratavam de hábitos alimentares de modo amplo, sem especificar o consumo de um único alimento e/ou nutrientes específicos. A busca foi realizada no mês de dezembro de 2016, na Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e nas bases de dados: PubMed, Scopus, Web of Science e na Scientific Eletronic Library Online (SciELO). Não houve restrição do período de publicação.

Foram levantados artigos publicados em português ou inglês. A busca foi realizada utilizando as seguintes palavras-chave: Gestantes OR Grávidas AND Hábitos Alimentares, sendo esses descritores indexados no sistema de Descritores em Ciência da Saúde (DeCS). Para artigos publicados em inglês e nas bases de dados estrangeiras os termos utilizados foram: Pregnant women AND Food habits AND Brazil.

Inicialmente, foram lidos todos os títulos e selecionados os potenciais trabalhos a serem incluídos. Na sequência, estes trabalhos selecionados tiveram seus resumos avaliados, sendo excluídos os duplicados e aqueles que não correspondiam ao tema. Os estudos selecionados até essa etapa foram então lidos na íntegra e avaliados quanto à correspondência à questão norteadora. Listas de referência dos trabalhos selecionados foram consultadas e aquelas que se mostraram dentro da questão norteadora também foram incluídas na revisão. As teses e as dissertações tiveram seus artigos originais também buscados e, quando disponíveis, incluídos, optando-se pela inclusão apenas de trabalhos neste formato.

A extração dos dados foi realizada com os seguintes itens: nome da pesquisa, autores, ano de publicação, tipo de publicação, detalhamento metodológico: delineamento, tipo e tamanho de amostra, critérios de inclusão e exclusão e características da amostra estudada, ferramenta utilizada para estudar os hábitos alimentares, intervenção estudada – quando pertinente, resultados, recomendações/conclusões. Os artigos foram avaliados quanto à clareza do relato, utilizando-se as diretrizes do STROBE1515. Malta M, Cardoso LO, Bastos FI, Magnanini MMF, Silva CMFP Da. Iniciativa STROBE: subsídios para a comunicação de estudos observacionais. Rev Saude Publica 2010; 44(3):559-565. para os estudos observacionais, e quanto à qualidade metodológica do estudo, em especial à adequação da amostra e delineamento aos objetivos descritos.

Resultados

A busca inicial em todas as bases de dados totalizou 176 artigos. Após a leitura dos resumos e identificação de duplicidade nas próprias bases foram excluídos 113 artigos. A leitura dos resumos excluiu mais 21 artigos pela não correspondência com a questão norteadora, sendo que 22 foram para a etapa de leitura na íntegra. Um artigo foi incluído por estar nas referências bibliográficas de um dos estudos e responder a questão norteadora. Foram excluídos mais cinco artigos pela não correspondência ao tema. Nesta etapa os artigos foram analisados quanto à qualidade, não sendo realizada qualquer exclusão, uma vez que foi considerado que nenhum deles apresentava problemas que pudessem comprometer os resultados apresentados. Neste sentido, 18 artigos foram incluídos nesta revisão (Figura 1). No Quadro 1 estão detalhados os dezoito estudos incluídos quanto ao ano e local de realização, tamanho e características da amostra, desenho do estudo e objetivos.

Figura 1
Fluxograma de artigos selecionados para revisão.

Quadro 1
Caracterização dos estudos quanto a local de realização, amostra e perfil das gestantes, desenho e objetivos.

Quanto ao desenho dos estudos incluídos, a maioria (oito) tem desenho transversal1616. Gomes CB, Malta MB, Martiniano ACA, Di Bonifácio LP, Carvalhaes MABL. Eating habits of pregnant and non-pregnant women: Are there differences? Rev Bras Ginecol e Obstet 2015; 37(7):325-332.

17. Teixeira CSS, Cabral ACV. Avaliação nutricional de gestantes sob acompanhamento em serviços de pré-natal distintos: a região metropolitana e o ambiente rural. Rev Bras Ginecol e Obs 2016; 38(1):27-34.

18. Belarmino GO, Moura ERF, Oliveira NC, Freitas GL. Risco nutricional entre gestantes adolescentes. Acta Paul Enferm 2009; 22(2):169-175.

19. Moimaz SAS, Zina LG, Serra FAP, Garbin CAS, Saliba NA. Análise da Dieta e Condição de Saúde Bucal em Pacientes Gestantes. Pesqui Bras Odontopediatria Clin Integr 2010; 10(3):357-363.

20. Silva MG, Câmara JT, Vinaud MC, Castro AM. Epidemiological factors associated with seropositivity for toxoplasmosis in pregnant women from Gurupi, State of Tocantins, Brazil. Rev Soc Bras Med Trop 2014; 47(4):469-475.

21. Sato APS, Fujimori E, Szarfarc SC, Borges ALV, Tsunechiro MA. Consumo alimentar e ingestão de ferro de gestantes e mulheres em idade reprodutiva. Rev Lat Am Enfermagem 2010; 18(2):113-121.

22. Sroka S, Bartelheimer N, Winter A, Heukelbach J, Ariza L, Ribeiro H, Oliveira FA, Queiroz AJ, Alencar C Jr, Liesenfeld O. Prevalence and Risk Factors of Toxoplasmosis among Pregnant Women in Fortaleza, Northeastern Brazil. Am J Trop Med Hyg 2010; 83(3):528-533.
-2323. Cotta R, Reis R, Rodrigues J, Campos A, Costa G, Sant’Ana L, Castro FAF. Aspectos relacionados aos hábitos e práticas alimentares de gestantes e mães de crianças menores de dois anos de idade: o programa saúde da família em pauta. O Mundo da Saúde 2009; 33(3):294-302., um deles consiste em um ensaio teórico66. Baião MR, Deslandes SF. Alimentação na gestação e puerpério. Rev Nutr 2006; 19(2):245-253., cinco são estudos de coorte2424. Hoffmann JF, Angélica M, Nunes A, Giselle S, Ozcariz I, Buss C. Dietary patterns during pregnancy and the association with sociodemographic characteristics among women attending general practices in southern Brazil: the ECCAGe Study Padrões alimentares na gestação e associação com características sociodemográficas em. Cad Saude Publica 2013; 29(5):970-980.

25. Melere C, Hoffmann JF, Nunes MAA, Drehmer M, Buss C, Ozcariz SGI, Soares RM, Manzolli PP, Duncan BB, Camey SA. Índice de Alimentação Saudável Para Gestantes: Adaptação Para Uso Em Gestantes Brasileiras. Rev Saude Publica 2013; 47(1):20-28.

26. Eshriqui I, Vilela AAF, Rebelo F, Farias DR, Castro MBT, Kac G. Gestational dietary patterns are not associated with blood pressure changes during pregnancy and early postpartum in a Brazilian prospective cohort. Eur J Nutr 2016 Feb 20; 55(1):21-32.

27. Santana JM, Queiroz VAO, Monteiro Brito S, Santos DB, Assis AMO. Food consumption patterns during pregnancy: a longitudinal study in a region of the North East of Brazil. Nutr Hosp 2015; 32(1):130-138.
-2828. Coelho NLP, Cunha DB, Esteves APP, Lacerda EMA, Theme Filha MM. Dietary patterns in pregnancy and birth weight. Rev Saude Publica 2015; 49(62):1-10., dois são estudos que não deixaram claro o tipo de delineamento, mas a partir da leitura depreende-se que também são estudos transversais, sendo um deles com dupla abordagem, quanti e qualitativa2929. Sousa E, Farias M, Silva E, Silva F, Barreto V, Fontes W. Eating habits: knowledge of pregnant teenagers assisted in primary care. Rev Pesqui Cuid Fundam Online 2013; 5(4):661-670.,3030. Reticena KO, Mendonça FF. Perfil alimentar de gestantes aendidas em um hospital da região noroeste do Paraná. UNOPAR 2012; 14(2):99-104. e outro que pode ser classificado como metodológico3131. Zuccoloto DCC, Bertola MR, Isobe MT, Sartorelli DS. Reprodutibilidade de questões acerca da percepção do ambiente alimentar e acerca do consumo de frutas e hortaliças entre gestantes. Rev Nutr 2013; 26(6):727-735..

Quanto ao tamanho amostral, os estudos mostraram variação entre eles, podendo dividi-los em amostras com menos de 50 gestantes1818. Belarmino GO, Moura ERF, Oliveira NC, Freitas GL. Risco nutricional entre gestantes adolescentes. Acta Paul Enferm 2009; 22(2):169-175.,2121. Sato APS, Fujimori E, Szarfarc SC, Borges ALV, Tsunechiro MA. Consumo alimentar e ingestão de ferro de gestantes e mulheres em idade reprodutiva. Rev Lat Am Enfermagem 2010; 18(2):113-121.,2323. Cotta R, Reis R, Rodrigues J, Campos A, Costa G, Sant’Ana L, Castro FAF. Aspectos relacionados aos hábitos e práticas alimentares de gestantes e mães de crianças menores de dois anos de idade: o programa saúde da família em pauta. O Mundo da Saúde 2009; 33(3):294-302.,2929. Sousa E, Farias M, Silva E, Silva F, Barreto V, Fontes W. Eating habits: knowledge of pregnant teenagers assisted in primary care. Rev Pesqui Cuid Fundam Online 2013; 5(4):661-670.,3131. Zuccoloto DCC, Bertola MR, Isobe MT, Sartorelli DS. Reprodutibilidade de questões acerca da percepção do ambiente alimentar e acerca do consumo de frutas e hortaliças entre gestantes. Rev Nutr 2013; 26(6):727-735.,3232. Melo NSFO, Ronchi R, Mendes CS, Mazza VA. Hábitos alimentares e de higiene oral influenciando a saúde bucal da gestante. Cogitare Enferm 2007; 12(2):189-197., com até 3001616. Gomes CB, Malta MB, Martiniano ACA, Di Bonifácio LP, Carvalhaes MABL. Eating habits of pregnant and non-pregnant women: Are there differences? Rev Bras Ginecol e Obstet 2015; 37(7):325-332.,1717. Teixeira CSS, Cabral ACV. Avaliação nutricional de gestantes sob acompanhamento em serviços de pré-natal distintos: a região metropolitana e o ambiente rural. Rev Bras Ginecol e Obs 2016; 38(1):27-34.,1919. Moimaz SAS, Zina LG, Serra FAP, Garbin CAS, Saliba NA. Análise da Dieta e Condição de Saúde Bucal em Pacientes Gestantes. Pesqui Bras Odontopediatria Clin Integr 2010; 10(3):357-363.,2626. Eshriqui I, Vilela AAF, Rebelo F, Farias DR, Castro MBT, Kac G. Gestational dietary patterns are not associated with blood pressure changes during pregnancy and early postpartum in a Brazilian prospective cohort. Eur J Nutr 2016 Feb 20; 55(1):21-32.,2727. Santana JM, Queiroz VAO, Monteiro Brito S, Santos DB, Assis AMO. Food consumption patterns during pregnancy: a longitudinal study in a region of the North East of Brazil. Nutr Hosp 2015; 32(1):130-138.,3030. Reticena KO, Mendonça FF. Perfil alimentar de gestantes aendidas em um hospital da região noroeste do Paraná. UNOPAR 2012; 14(2):99-104. e com um número amostral maior que 3002020. Silva MG, Câmara JT, Vinaud MC, Castro AM. Epidemiological factors associated with seropositivity for toxoplasmosis in pregnant women from Gurupi, State of Tocantins, Brazil. Rev Soc Bras Med Trop 2014; 47(4):469-475.,2222. Sroka S, Bartelheimer N, Winter A, Heukelbach J, Ariza L, Ribeiro H, Oliveira FA, Queiroz AJ, Alencar C Jr, Liesenfeld O. Prevalence and Risk Factors of Toxoplasmosis among Pregnant Women in Fortaleza, Northeastern Brazil. Am J Trop Med Hyg 2010; 83(3):528-533.,2424. Hoffmann JF, Angélica M, Nunes A, Giselle S, Ozcariz I, Buss C. Dietary patterns during pregnancy and the association with sociodemographic characteristics among women attending general practices in southern Brazil: the ECCAGe Study Padrões alimentares na gestação e associação com características sociodemográficas em. Cad Saude Publica 2013; 29(5):970-980.,2525. Melere C, Hoffmann JF, Nunes MAA, Drehmer M, Buss C, Ozcariz SGI, Soares RM, Manzolli PP, Duncan BB, Camey SA. Índice de Alimentação Saudável Para Gestantes: Adaptação Para Uso Em Gestantes Brasileiras. Rev Saude Publica 2013; 47(1):20-28.,2828. Coelho NLP, Cunha DB, Esteves APP, Lacerda EMA, Theme Filha MM. Dietary patterns in pregnancy and birth weight. Rev Saude Publica 2015; 49(62):1-10..

Considerando as características das amostras estudadas, dois artigos envolveram apenas gestantes adolescentes, um deles da cidade de Fortaleza-CE, outro de Cajazeiras-PB1818. Belarmino GO, Moura ERF, Oliveira NC, Freitas GL. Risco nutricional entre gestantes adolescentes. Acta Paul Enferm 2009; 22(2):169-175.,2929. Sousa E, Farias M, Silva E, Silva F, Barreto V, Fontes W. Eating habits: knowledge of pregnant teenagers assisted in primary care. Rev Pesqui Cuid Fundam Online 2013; 5(4):661-670.. A maior parte dos estudos envolveu apenas mulheres adultas1616. Gomes CB, Malta MB, Martiniano ACA, Di Bonifácio LP, Carvalhaes MABL. Eating habits of pregnant and non-pregnant women: Are there differences? Rev Bras Ginecol e Obstet 2015; 37(7):325-332.,1717. Teixeira CSS, Cabral ACV. Avaliação nutricional de gestantes sob acompanhamento em serviços de pré-natal distintos: a região metropolitana e o ambiente rural. Rev Bras Ginecol e Obs 2016; 38(1):27-34.,2121. Sato APS, Fujimori E, Szarfarc SC, Borges ALV, Tsunechiro MA. Consumo alimentar e ingestão de ferro de gestantes e mulheres em idade reprodutiva. Rev Lat Am Enfermagem 2010; 18(2):113-121.,2222. Sroka S, Bartelheimer N, Winter A, Heukelbach J, Ariza L, Ribeiro H, Oliveira FA, Queiroz AJ, Alencar C Jr, Liesenfeld O. Prevalence and Risk Factors of Toxoplasmosis among Pregnant Women in Fortaleza, Northeastern Brazil. Am J Trop Med Hyg 2010; 83(3):528-533.,2626. Eshriqui I, Vilela AAF, Rebelo F, Farias DR, Castro MBT, Kac G. Gestational dietary patterns are not associated with blood pressure changes during pregnancy and early postpartum in a Brazilian prospective cohort. Eur J Nutr 2016 Feb 20; 55(1):21-32.,2727. Santana JM, Queiroz VAO, Monteiro Brito S, Santos DB, Assis AMO. Food consumption patterns during pregnancy: a longitudinal study in a region of the North East of Brazil. Nutr Hosp 2015; 32(1):130-138.,3131. Zuccoloto DCC, Bertola MR, Isobe MT, Sartorelli DS. Reprodutibilidade de questões acerca da percepção do ambiente alimentar e acerca do consumo de frutas e hortaliças entre gestantes. Rev Nutr 2013; 26(6):727-735.,3232. Melo NSFO, Ronchi R, Mendes CS, Mazza VA. Hábitos alimentares e de higiene oral influenciando a saúde bucal da gestante. Cogitare Enferm 2007; 12(2):189-197., enquanto outros não apresentaram critério de idade para inclusão das participantes1919. Moimaz SAS, Zina LG, Serra FAP, Garbin CAS, Saliba NA. Análise da Dieta e Condição de Saúde Bucal em Pacientes Gestantes. Pesqui Bras Odontopediatria Clin Integr 2010; 10(3):357-363.,2020. Silva MG, Câmara JT, Vinaud MC, Castro AM. Epidemiological factors associated with seropositivity for toxoplasmosis in pregnant women from Gurupi, State of Tocantins, Brazil. Rev Soc Bras Med Trop 2014; 47(4):469-475.,2323. Cotta R, Reis R, Rodrigues J, Campos A, Costa G, Sant’Ana L, Castro FAF. Aspectos relacionados aos hábitos e práticas alimentares de gestantes e mães de crianças menores de dois anos de idade: o programa saúde da família em pauta. O Mundo da Saúde 2009; 33(3):294-302.

24. Hoffmann JF, Angélica M, Nunes A, Giselle S, Ozcariz I, Buss C. Dietary patterns during pregnancy and the association with sociodemographic characteristics among women attending general practices in southern Brazil: the ECCAGe Study Padrões alimentares na gestação e associação com características sociodemográficas em. Cad Saude Publica 2013; 29(5):970-980.
-2525. Melere C, Hoffmann JF, Nunes MAA, Drehmer M, Buss C, Ozcariz SGI, Soares RM, Manzolli PP, Duncan BB, Camey SA. Índice de Alimentação Saudável Para Gestantes: Adaptação Para Uso Em Gestantes Brasileiras. Rev Saude Publica 2013; 47(1):20-28.,2828. Coelho NLP, Cunha DB, Esteves APP, Lacerda EMA, Theme Filha MM. Dietary patterns in pregnancy and birth weight. Rev Saude Publica 2015; 49(62):1-10.,3030. Reticena KO, Mendonça FF. Perfil alimentar de gestantes aendidas em um hospital da região noroeste do Paraná. UNOPAR 2012; 14(2):99-104.. Com uma caracterização da amostra mais específica, um estudo selecionou apenas gestantes obesas3131. Zuccoloto DCC, Bertola MR, Isobe MT, Sartorelli DS. Reprodutibilidade de questões acerca da percepção do ambiente alimentar e acerca do consumo de frutas e hortaliças entre gestantes. Rev Nutr 2013; 26(6):727-735..

Quanto aos objetivos, quatro estudos tiveram enfoque diferenciado dos demais, sendo que dois buscaram analisar os hábitos alimentares das gestantes sob a ótica da saúde bucal1919. Moimaz SAS, Zina LG, Serra FAP, Garbin CAS, Saliba NA. Análise da Dieta e Condição de Saúde Bucal em Pacientes Gestantes. Pesqui Bras Odontopediatria Clin Integr 2010; 10(3):357-363.,3232. Melo NSFO, Ronchi R, Mendes CS, Mazza VA. Hábitos alimentares e de higiene oral influenciando a saúde bucal da gestante. Cogitare Enferm 2007; 12(2):189-197. e dois buscaram fatores associados à toxoplasmose2020. Silva MG, Câmara JT, Vinaud MC, Castro AM. Epidemiological factors associated with seropositivity for toxoplasmosis in pregnant women from Gurupi, State of Tocantins, Brazil. Rev Soc Bras Med Trop 2014; 47(4):469-475.,2222. Sroka S, Bartelheimer N, Winter A, Heukelbach J, Ariza L, Ribeiro H, Oliveira FA, Queiroz AJ, Alencar C Jr, Liesenfeld O. Prevalence and Risk Factors of Toxoplasmosis among Pregnant Women in Fortaleza, Northeastern Brazil. Am J Trop Med Hyg 2010; 83(3):528-533.; os demais visaram conhecer o perfil alimentar ou padrões alimentares de gestantes1616. Gomes CB, Malta MB, Martiniano ACA, Di Bonifácio LP, Carvalhaes MABL. Eating habits of pregnant and non-pregnant women: Are there differences? Rev Bras Ginecol e Obstet 2015; 37(7):325-332.

17. Teixeira CSS, Cabral ACV. Avaliação nutricional de gestantes sob acompanhamento em serviços de pré-natal distintos: a região metropolitana e o ambiente rural. Rev Bras Ginecol e Obs 2016; 38(1):27-34.
-1818. Belarmino GO, Moura ERF, Oliveira NC, Freitas GL. Risco nutricional entre gestantes adolescentes. Acta Paul Enferm 2009; 22(2):169-175.,2121. Sato APS, Fujimori E, Szarfarc SC, Borges ALV, Tsunechiro MA. Consumo alimentar e ingestão de ferro de gestantes e mulheres em idade reprodutiva. Rev Lat Am Enfermagem 2010; 18(2):113-121.,2323. Cotta R, Reis R, Rodrigues J, Campos A, Costa G, Sant’Ana L, Castro FAF. Aspectos relacionados aos hábitos e práticas alimentares de gestantes e mães de crianças menores de dois anos de idade: o programa saúde da família em pauta. O Mundo da Saúde 2009; 33(3):294-302.

24. Hoffmann JF, Angélica M, Nunes A, Giselle S, Ozcariz I, Buss C. Dietary patterns during pregnancy and the association with sociodemographic characteristics among women attending general practices in southern Brazil: the ECCAGe Study Padrões alimentares na gestação e associação com características sociodemográficas em. Cad Saude Publica 2013; 29(5):970-980.

25. Melere C, Hoffmann JF, Nunes MAA, Drehmer M, Buss C, Ozcariz SGI, Soares RM, Manzolli PP, Duncan BB, Camey SA. Índice de Alimentação Saudável Para Gestantes: Adaptação Para Uso Em Gestantes Brasileiras. Rev Saude Publica 2013; 47(1):20-28.

26. Eshriqui I, Vilela AAF, Rebelo F, Farias DR, Castro MBT, Kac G. Gestational dietary patterns are not associated with blood pressure changes during pregnancy and early postpartum in a Brazilian prospective cohort. Eur J Nutr 2016 Feb 20; 55(1):21-32.

27. Santana JM, Queiroz VAO, Monteiro Brito S, Santos DB, Assis AMO. Food consumption patterns during pregnancy: a longitudinal study in a region of the North East of Brazil. Nutr Hosp 2015; 32(1):130-138.

28. Coelho NLP, Cunha DB, Esteves APP, Lacerda EMA, Theme Filha MM. Dietary patterns in pregnancy and birth weight. Rev Saude Publica 2015; 49(62):1-10.

29. Sousa E, Farias M, Silva E, Silva F, Barreto V, Fontes W. Eating habits: knowledge of pregnant teenagers assisted in primary care. Rev Pesqui Cuid Fundam Online 2013; 5(4):661-670.
-3030. Reticena KO, Mendonça FF. Perfil alimentar de gestantes aendidas em um hospital da região noroeste do Paraná. UNOPAR 2012; 14(2):99-104.. Zuccolotto et al.3131. Zuccoloto DCC, Bertola MR, Isobe MT, Sartorelli DS. Reprodutibilidade de questões acerca da percepção do ambiente alimentar e acerca do consumo de frutas e hortaliças entre gestantes. Rev Nutr 2013; 26(6):727-735. buscaram validar um questionário sob o enfoque do ambiente alimentar em que a gestante estava inserida.

As amostras estudadas foram principalmente selecionadas em serviços de saúde. Foram incluídas gestantes atendidas por um específico serviço de saúde1717. Teixeira CSS, Cabral ACV. Avaliação nutricional de gestantes sob acompanhamento em serviços de pré-natal distintos: a região metropolitana e o ambiente rural. Rev Bras Ginecol e Obs 2016; 38(1):27-34.,2121. Sato APS, Fujimori E, Szarfarc SC, Borges ALV, Tsunechiro MA. Consumo alimentar e ingestão de ferro de gestantes e mulheres em idade reprodutiva. Rev Lat Am Enfermagem 2010; 18(2):113-121.,2323. Cotta R, Reis R, Rodrigues J, Campos A, Costa G, Sant’Ana L, Castro FAF. Aspectos relacionados aos hábitos e práticas alimentares de gestantes e mães de crianças menores de dois anos de idade: o programa saúde da família em pauta. O Mundo da Saúde 2009; 33(3):294-302.,2626. Eshriqui I, Vilela AAF, Rebelo F, Farias DR, Castro MBT, Kac G. Gestational dietary patterns are not associated with blood pressure changes during pregnancy and early postpartum in a Brazilian prospective cohort. Eur J Nutr 2016 Feb 20; 55(1):21-32.

27. Santana JM, Queiroz VAO, Monteiro Brito S, Santos DB, Assis AMO. Food consumption patterns during pregnancy: a longitudinal study in a region of the North East of Brazil. Nutr Hosp 2015; 32(1):130-138.
-2828. Coelho NLP, Cunha DB, Esteves APP, Lacerda EMA, Theme Filha MM. Dietary patterns in pregnancy and birth weight. Rev Saude Publica 2015; 49(62):1-10.,3131. Zuccoloto DCC, Bertola MR, Isobe MT, Sartorelli DS. Reprodutibilidade de questões acerca da percepção do ambiente alimentar e acerca do consumo de frutas e hortaliças entre gestantes. Rev Nutr 2013; 26(6):727-735.,3232. Melo NSFO, Ronchi R, Mendes CS, Mazza VA. Hábitos alimentares e de higiene oral influenciando a saúde bucal da gestante. Cogitare Enferm 2007; 12(2):189-197., representativas das assistidas pela rede de atenção primária à saúde de municípios1616. Gomes CB, Malta MB, Martiniano ACA, Di Bonifácio LP, Carvalhaes MABL. Eating habits of pregnant and non-pregnant women: Are there differences? Rev Bras Ginecol e Obstet 2015; 37(7):325-332.,2020. Silva MG, Câmara JT, Vinaud MC, Castro AM. Epidemiological factors associated with seropositivity for toxoplasmosis in pregnant women from Gurupi, State of Tocantins, Brazil. Rev Soc Bras Med Trop 2014; 47(4):469-475.,2424. Hoffmann JF, Angélica M, Nunes A, Giselle S, Ozcariz I, Buss C. Dietary patterns during pregnancy and the association with sociodemographic characteristics among women attending general practices in southern Brazil: the ECCAGe Study Padrões alimentares na gestação e associação com características sociodemográficas em. Cad Saude Publica 2013; 29(5):970-980.,2525. Melere C, Hoffmann JF, Nunes MAA, Drehmer M, Buss C, Ozcariz SGI, Soares RM, Manzolli PP, Duncan BB, Camey SA. Índice de Alimentação Saudável Para Gestantes: Adaptação Para Uso Em Gestantes Brasileiras. Rev Saude Publica 2013; 47(1):20-28., atendidas por instituições vinculadas a universidades1818. Belarmino GO, Moura ERF, Oliveira NC, Freitas GL. Risco nutricional entre gestantes adolescentes. Acta Paul Enferm 2009; 22(2):169-175.,1919. Moimaz SAS, Zina LG, Serra FAP, Garbin CAS, Saliba NA. Análise da Dieta e Condição de Saúde Bucal em Pacientes Gestantes. Pesqui Bras Odontopediatria Clin Integr 2010; 10(3):357-363. e mulheres entrevistadas em maternidades após o parto2222. Sroka S, Bartelheimer N, Winter A, Heukelbach J, Ariza L, Ribeiro H, Oliveira FA, Queiroz AJ, Alencar C Jr, Liesenfeld O. Prevalence and Risk Factors of Toxoplasmosis among Pregnant Women in Fortaleza, Northeastern Brazil. Am J Trop Med Hyg 2010; 83(3):528-533.,3030. Reticena KO, Mendonça FF. Perfil alimentar de gestantes aendidas em um hospital da região noroeste do Paraná. UNOPAR 2012; 14(2):99-104..

O Quadro 2 apresenta os métodos utilizados em cada estudo, com os respectivos resultados principais. Para a investigação dos hábitos alimentares, o instrumento mais utilizado foi o Questionário de Frequência Alimentar (QFA)1717. Teixeira CSS, Cabral ACV. Avaliação nutricional de gestantes sob acompanhamento em serviços de pré-natal distintos: a região metropolitana e o ambiente rural. Rev Bras Ginecol e Obs 2016; 38(1):27-34.,2323. Cotta R, Reis R, Rodrigues J, Campos A, Costa G, Sant’Ana L, Castro FAF. Aspectos relacionados aos hábitos e práticas alimentares de gestantes e mães de crianças menores de dois anos de idade: o programa saúde da família em pauta. O Mundo da Saúde 2009; 33(3):294-302.

24. Hoffmann JF, Angélica M, Nunes A, Giselle S, Ozcariz I, Buss C. Dietary patterns during pregnancy and the association with sociodemographic characteristics among women attending general practices in southern Brazil: the ECCAGe Study Padrões alimentares na gestação e associação com características sociodemográficas em. Cad Saude Publica 2013; 29(5):970-980.

25. Melere C, Hoffmann JF, Nunes MAA, Drehmer M, Buss C, Ozcariz SGI, Soares RM, Manzolli PP, Duncan BB, Camey SA. Índice de Alimentação Saudável Para Gestantes: Adaptação Para Uso Em Gestantes Brasileiras. Rev Saude Publica 2013; 47(1):20-28.

26. Eshriqui I, Vilela AAF, Rebelo F, Farias DR, Castro MBT, Kac G. Gestational dietary patterns are not associated with blood pressure changes during pregnancy and early postpartum in a Brazilian prospective cohort. Eur J Nutr 2016 Feb 20; 55(1):21-32.

27. Santana JM, Queiroz VAO, Monteiro Brito S, Santos DB, Assis AMO. Food consumption patterns during pregnancy: a longitudinal study in a region of the North East of Brazil. Nutr Hosp 2015; 32(1):130-138.
-2828. Coelho NLP, Cunha DB, Esteves APP, Lacerda EMA, Theme Filha MM. Dietary patterns in pregnancy and birth weight. Rev Saude Publica 2015; 49(62):1-10.,3030. Reticena KO, Mendonça FF. Perfil alimentar de gestantes aendidas em um hospital da região noroeste do Paraná. UNOPAR 2012; 14(2):99-104., seguido da técnica de alimentação diária habitual, com o uso de recordatório alimentar de 24h1818. Belarmino GO, Moura ERF, Oliveira NC, Freitas GL. Risco nutricional entre gestantes adolescentes. Acta Paul Enferm 2009; 22(2):169-175.,2121. Sato APS, Fujimori E, Szarfarc SC, Borges ALV, Tsunechiro MA. Consumo alimentar e ingestão de ferro de gestantes e mulheres em idade reprodutiva. Rev Lat Am Enfermagem 2010; 18(2):113-121., Diário Alimentar1919. Moimaz SAS, Zina LG, Serra FAP, Garbin CAS, Saliba NA. Análise da Dieta e Condição de Saúde Bucal em Pacientes Gestantes. Pesqui Bras Odontopediatria Clin Integr 2010; 10(3):357-363., questionário semiestruturado2020. Silva MG, Câmara JT, Vinaud MC, Castro AM. Epidemiological factors associated with seropositivity for toxoplasmosis in pregnant women from Gurupi, State of Tocantins, Brazil. Rev Soc Bras Med Trop 2014; 47(4):469-475.,2222. Sroka S, Bartelheimer N, Winter A, Heukelbach J, Ariza L, Ribeiro H, Oliveira FA, Queiroz AJ, Alencar C Jr, Liesenfeld O. Prevalence and Risk Factors of Toxoplasmosis among Pregnant Women in Fortaleza, Northeastern Brazil. Am J Trop Med Hyg 2010; 83(3):528-533.,2929. Sousa E, Farias M, Silva E, Silva F, Barreto V, Fontes W. Eating habits: knowledge of pregnant teenagers assisted in primary care. Rev Pesqui Cuid Fundam Online 2013; 5(4):661-670.,3131. Zuccoloto DCC, Bertola MR, Isobe MT, Sartorelli DS. Reprodutibilidade de questões acerca da percepção do ambiente alimentar e acerca do consumo de frutas e hortaliças entre gestantes. Rev Nutr 2013; 26(6):727-735.,3232. Melo NSFO, Ronchi R, Mendes CS, Mazza VA. Hábitos alimentares e de higiene oral influenciando a saúde bucal da gestante. Cogitare Enferm 2007; 12(2):189-197. e questionário adaptado do inquérito Vigitel1616. Gomes CB, Malta MB, Martiniano ACA, Di Bonifácio LP, Carvalhaes MABL. Eating habits of pregnant and non-pregnant women: Are there differences? Rev Bras Ginecol e Obstet 2015; 37(7):325-332..

Quadro 2
Métodos utilizados e resultados encontrados nos estudos incluídos.

Ambos estudos com adolescentes concluíram recomendando a necessidade de promoções de hábitos alimentares mais adequados durante a atenção pré-natal desta população. Os principais desvios alimentares encontrados no estudo do Ceará foram o baixo consumo de frutas e vegetais, o elevado consumo de gorduras, óleos e doces; além deste fato, metade das gestantes estudadas estavam fora da faixa de peso adequado, seja no baixo peso (27,5%) ou sobrepeso (22,5%)1818. Belarmino GO, Moura ERF, Oliveira NC, Freitas GL. Risco nutricional entre gestantes adolescentes. Acta Paul Enferm 2009; 22(2):169-175.. Já no estudo realizado na Paraíba, a avaliação qualitativa possibilitou a percepção da alta ingestão de alimentos prontos para o consumo, como pizzas e sanduíches2929. Sousa E, Farias M, Silva E, Silva F, Barreto V, Fontes W. Eating habits: knowledge of pregnant teenagers assisted in primary care. Rev Pesqui Cuid Fundam Online 2013; 5(4):661-670..

Relacionado à higiene bucal, Melo et al.3232. Melo NSFO, Ronchi R, Mendes CS, Mazza VA. Hábitos alimentares e de higiene oral influenciando a saúde bucal da gestante. Cogitare Enferm 2007; 12(2):189-197. identificaram que todas as gestantes utilizavam o açúcar para adoçar os alimentos e que mais da metade (53%) apresentavam uma alta frequência diária de ingestão do mesmo. Moimaz et al.1919. Moimaz SAS, Zina LG, Serra FAP, Garbin CAS, Saliba NA. Análise da Dieta e Condição de Saúde Bucal em Pacientes Gestantes. Pesqui Bras Odontopediatria Clin Integr 2010; 10(3):357-363. também verificaram através de um registro da dieta que 68,8% das gestantes apresentavam dieta cariogênica, com uma elevada frequência de consumo de carboidratos fermentáveis, os quais eram geralmente consumidos entre as principais refeições.

Aos fatores relacionados aos hábitos alimentares associados ao risco de toxoplasmose na gestação, no estudo realizado no Tocantins a ingestão de carne, o uso da tábua de corte para o processamento de vegetais sem lavar após manipulação de carne, consumo de leite in natura e a ingestão frequente hortaliças se associou com a soropositividade para essa doença. Os autores constataram ainda que 98,1% das gestantes consumiam carne vermelha; 22,5% ingeriam carne malpassada; 69,8% lavavam faca e tábua de corte com água e sabão após manipular carne; 80,6% consumiam fruta frequentemente; 76,9% consumiam hortaliças frequentemente; 54,8% ingeriam leite cru; 61,1% consumiam queijo fresco; 61,1% não consumiam linguiça crua. Destaca-se que a categorização da frequência de consumo não fica clara no texto2020. Silva MG, Câmara JT, Vinaud MC, Castro AM. Epidemiological factors associated with seropositivity for toxoplasmosis in pregnant women from Gurupi, State of Tocantins, Brazil. Rev Soc Bras Med Trop 2014; 47(4):469-475..

No estudo de Sroka et al.2222. Sroka S, Bartelheimer N, Winter A, Heukelbach J, Ariza L, Ribeiro H, Oliveira FA, Queiroz AJ, Alencar C Jr, Liesenfeld O. Prevalence and Risk Factors of Toxoplasmosis among Pregnant Women in Fortaleza, Northeastern Brazil. Am J Trop Med Hyg 2010; 83(3):528-533., realizado em Fortaleza, foram associados à infecção por T. gondii o consumo de “dindin” (gelo, costumeiramente feito em casa, com algum sabor; em outras localidades conhecido como “geladinho”, “gelinho”, “sacolé”), de frango mais de duas vezes por semana e de hortaliças lavadas com água não filtrada ou fervida. Quanto aos hábitos em geral, a maioria (96,1%) das gestantes consumia frango, 52,8% mais de duas vezes por semana e 1,6% consumiam carne de frango crua ou mal passada; 69,9% não consumiam carne de porco; 84,4% provavam carne enquanto cozinhavam; 65,7% consumiam leite em pó e 64,1% consumiam leite mais do que duas vezes por semana; 77,9% consumiam queijo e 22,8% mais do que duas vezes por semana; 65,2% consumiam “dindin” e 32,5% o consumiam mais de duas vezes na semana; 78% consumiam hortaliças cruas e 50,2% consumiam hortaliças mais de duas vezes na semana; 63,4% lavavam vegetais com água não filtrada ou fervida; 79,6% bebiam água filtrada ou fervida.

Em um estudo de coorte, Eshriqui et al.2626. Eshriqui I, Vilela AAF, Rebelo F, Farias DR, Castro MBT, Kac G. Gestational dietary patterns are not associated with blood pressure changes during pregnancy and early postpartum in a Brazilian prospective cohort. Eur J Nutr 2016 Feb 20; 55(1):21-32. encontraram três padrões alimentares em gestantes cariocas: Saudável (caracterizado pelo consumo de leite, lácteos, fruta, suco de fruta, vegetais verdes e legumes, peixe, bolo, biscoitos e bolachas e chá); o padrão Comum-brasileiro (arroz, feijão, temperos naturais, ovos, pães e gorduras) e padrão Processado (carnes, doces e açúcares, massas, raízes e tubérculos, fast foods e lanches, embutidos e refrigerantes). Também buscando identificar padrões alimentares, Santana et al.2727. Santana JM, Queiroz VAO, Monteiro Brito S, Santos DB, Assis AMO. Food consumption patterns during pregnancy: a longitudinal study in a region of the North East of Brazil. Nutr Hosp 2015; 32(1):130-138. observaram, em gestantes baianas, no primeiro trimestre gestacional, quatro padrões alimentares (Alimentos processados e Preparados; Consciente; Misto; Nutriente) e também quatro padrões no terceiro trimestre (Processado preparado; Tradicional; Lanchonete e Calórico). Vegetais, frutas, leite e derivados e lanches fritos apresentaram maiores escores no primeiro trimestre; carnes curadas/industrializadas, carnes e ovos apresentaram maiores escores no terceiro trimestre.

Em outro estudo com gestantes do Rio de Janeiro, Coelho et al.2828. Coelho NLP, Cunha DB, Esteves APP, Lacerda EMA, Theme Filha MM. Dietary patterns in pregnancy and birth weight. Rev Saude Publica 2015; 49(62):1-10. identificaram quatro padrões alimentares: padrão Prudente (leite, iogurte, queijo, frutas e suco natural, biscoito sem recheio e carne de frango/boi/peixe/fígado); padrão Tradicional (feijão, arroz, vegetais, pães, manteiga/margarina e açúcar); padrão Ocidental (batata/aipim/inhame, macarrão, farinha/farofa/angu, pizza/hamburguer/pastel, refrigerante/refresco e carne de porco/salsicha/linguiça/ovo); padrão Lanche (biscoito recheado, biscoito tipo salgadinhos, chocolate e achocolatado). Por análise de cluster, Hoffmann et al.2424. Hoffmann JF, Angélica M, Nunes A, Giselle S, Ozcariz I, Buss C. Dietary patterns during pregnancy and the association with sociodemographic characteristics among women attending general practices in southern Brazil: the ECCAGe Study Padrões alimentares na gestação e associação com características sociodemográficas em. Cad Saude Publica 2013; 29(5):970-980. identificaram três padrões alimentares entre gestantes do Rio Grande do Sul: Restrito (bolachas, leite integral, iogurte, salgadinhos e aperitivos, refrigerantes, suco natural, chocolate em pó e sorvete); Variado (grãos, cereais e tubérculos, pães bolos e biscoitos, frutas e vegetais, queijo, pizza, maionese, produto de pastelaria, doces e chocolates e sobremesas) e Comum brasileiro (arroz, feijão, massa , pão francês, carnes e ovos, margarina, café e açúcar). Pelo teste de qui-quadrado, observou-se uma associação dos padrões alimentares com algumas variáveis sociodemográficas: padrão restrito associado com gestantes mais jovens, que não moram com o companheiro e só estudam; padrão variado com mulheres mais velhas que moram com o companheiro, trabalham e têm níveis de escolaridade e renda mais altos; padrão comum-brasileiro com mulheres que não trabalham nem estudam e possuem níveis de renda e escolaridade mais baixos.

Apesar de ser um estudo de avaliação de reprodutibilidade de questionário, o estudo de Zuccolotto et al.3131. Zuccoloto DCC, Bertola MR, Isobe MT, Sartorelli DS. Reprodutibilidade de questões acerca da percepção do ambiente alimentar e acerca do consumo de frutas e hortaliças entre gestantes. Rev Nutr 2013; 26(6):727-735. também contribuiu para o conhecimento de hábitos alimentares entre gestantes. Considerando as duas entrevistas realizadas no estudo, a maior parte das gestantes referiu que costumavam fazer as refeições fora de casa “às vezes”, variando, principalmente, entre casa de amigos e parentes, restaurantes, lanchonete, padaria, bares, pastelaria ou carrinho de lanches. Em relação ao local de aquisição de alimentos, a maioria das gestantes referiu que “sempre” as realizava em supermercados, varejão ou feira livre e lojas de conveniência ou padarias. A maior parte das gestantes informou que o local de aquisição de frutas, verduras e legumes (FVL) ficava perto da residência sendo escolhido por este motivo ou pela proximidade do trabalho; quanto a variedade e qualidade de FVL adquirida neste local, a maioria os considerou “muito bom” e “bom”, sendo o preço considerado “mais ou menos”.

Apenas dois artigos não encontraram desvios das recomendações alimentares na alimentação das gestantes investigadas1717. Teixeira CSS, Cabral ACV. Avaliação nutricional de gestantes sob acompanhamento em serviços de pré-natal distintos: a região metropolitana e o ambiente rural. Rev Bras Ginecol e Obs 2016; 38(1):27-34.,3030. Reticena KO, Mendonça FF. Perfil alimentar de gestantes aendidas em um hospital da região noroeste do Paraná. UNOPAR 2012; 14(2):99-104., os demais trouxeram resultados que implicam em melhorias na alimentação como um todo2525. Melere C, Hoffmann JF, Nunes MAA, Drehmer M, Buss C, Ozcariz SGI, Soares RM, Manzolli PP, Duncan BB, Camey SA. Índice de Alimentação Saudável Para Gestantes: Adaptação Para Uso Em Gestantes Brasileiras. Rev Saude Publica 2013; 47(1):20-28.,2929. Sousa E, Farias M, Silva E, Silva F, Barreto V, Fontes W. Eating habits: knowledge of pregnant teenagers assisted in primary care. Rev Pesqui Cuid Fundam Online 2013; 5(4):661-670., ou em pontos específicos, como no baixo consumo de água2323. Cotta R, Reis R, Rodrigues J, Campos A, Costa G, Sant’Ana L, Castro FAF. Aspectos relacionados aos hábitos e práticas alimentares de gestantes e mães de crianças menores de dois anos de idade: o programa saúde da família em pauta. O Mundo da Saúde 2009; 33(3):294-302., na troca de refeição por lanches1616. Gomes CB, Malta MB, Martiniano ACA, Di Bonifácio LP, Carvalhaes MABL. Eating habits of pregnant and non-pregnant women: Are there differences? Rev Bras Ginecol e Obstet 2015; 37(7):325-332. ou no alto consumo de gordura, açúcar, massas, carnes, alimentos processados1818. Belarmino GO, Moura ERF, Oliveira NC, Freitas GL. Risco nutricional entre gestantes adolescentes. Acta Paul Enferm 2009; 22(2):169-175.,1919. Moimaz SAS, Zina LG, Serra FAP, Garbin CAS, Saliba NA. Análise da Dieta e Condição de Saúde Bucal em Pacientes Gestantes. Pesqui Bras Odontopediatria Clin Integr 2010; 10(3):357-363.,3232. Melo NSFO, Ronchi R, Mendes CS, Mazza VA. Hábitos alimentares e de higiene oral influenciando a saúde bucal da gestante. Cogitare Enferm 2007; 12(2):189-197..

Neste sentido, uma recomendação bastante abordada foi a importância e a relevância das ações de educação alimentar e nutricional na atenção pré-natal, com o envolvimento de diferentes profissionais1616. Gomes CB, Malta MB, Martiniano ACA, Di Bonifácio LP, Carvalhaes MABL. Eating habits of pregnant and non-pregnant women: Are there differences? Rev Bras Ginecol e Obstet 2015; 37(7):325-332.,2222. Sroka S, Bartelheimer N, Winter A, Heukelbach J, Ariza L, Ribeiro H, Oliveira FA, Queiroz AJ, Alencar C Jr, Liesenfeld O. Prevalence and Risk Factors of Toxoplasmosis among Pregnant Women in Fortaleza, Northeastern Brazil. Am J Trop Med Hyg 2010; 83(3):528-533.

23. Cotta R, Reis R, Rodrigues J, Campos A, Costa G, Sant’Ana L, Castro FAF. Aspectos relacionados aos hábitos e práticas alimentares de gestantes e mães de crianças menores de dois anos de idade: o programa saúde da família em pauta. O Mundo da Saúde 2009; 33(3):294-302.

24. Hoffmann JF, Angélica M, Nunes A, Giselle S, Ozcariz I, Buss C. Dietary patterns during pregnancy and the association with sociodemographic characteristics among women attending general practices in southern Brazil: the ECCAGe Study Padrões alimentares na gestação e associação com características sociodemográficas em. Cad Saude Publica 2013; 29(5):970-980.
-2525. Melere C, Hoffmann JF, Nunes MAA, Drehmer M, Buss C, Ozcariz SGI, Soares RM, Manzolli PP, Duncan BB, Camey SA. Índice de Alimentação Saudável Para Gestantes: Adaptação Para Uso Em Gestantes Brasileiras. Rev Saude Publica 2013; 47(1):20-28.,2727. Santana JM, Queiroz VAO, Monteiro Brito S, Santos DB, Assis AMO. Food consumption patterns during pregnancy: a longitudinal study in a region of the North East of Brazil. Nutr Hosp 2015; 32(1):130-138.

28. Coelho NLP, Cunha DB, Esteves APP, Lacerda EMA, Theme Filha MM. Dietary patterns in pregnancy and birth weight. Rev Saude Publica 2015; 49(62):1-10.

29. Sousa E, Farias M, Silva E, Silva F, Barreto V, Fontes W. Eating habits: knowledge of pregnant teenagers assisted in primary care. Rev Pesqui Cuid Fundam Online 2013; 5(4):661-670.
-3030. Reticena KO, Mendonça FF. Perfil alimentar de gestantes aendidas em um hospital da região noroeste do Paraná. UNOPAR 2012; 14(2):99-104.,3232. Melo NSFO, Ronchi R, Mendes CS, Mazza VA. Hábitos alimentares e de higiene oral influenciando a saúde bucal da gestante. Cogitare Enferm 2007; 12(2):189-197..

E, por fim, um artigo incluído é um ensaio teórico que expõe sobre a dinâmica da dimensão sociocultural e as relações sociais nas práticas alimentares de gestantes e puérperas, apontando a necessidade de abordagem por uma ótica multiprofissional bem qualificada66. Baião MR, Deslandes SF. Alimentação na gestação e puerpério. Rev Nutr 2006; 19(2):245-253..

Discussão

Dentre os estudos incluídos nesta revisão, foi notável a heterogeneidade dos resultados e também da natureza das investigações. Em resumo, a grande maioria dos estudos encontrou hábitos alimentares diferentes daqueles recomendados pelos guias atuais brasileiros1212. Brasil. Ministério da Saúde (MS). Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: MS; 2012.,3333. Brasil. Ministério da Saúde (MS). Guia alimentar para a população brasileira. Brasília: MS; 2014.. O seguimento das orientações nutricionais destes guias é de extrema importância, uma vez que já é consenso que uma mulher com comportamentos saudáveis nos períodos pré-gestacional e durante a gestação possui uma maior chance de ter uma criança saudável3434. CDC C for DC and P. Birth Defects 2015. [cited 2015 Jun 28]. Available from: http://www.cdc.gov/ncbddd/birthdefects/index.html
http://www.cdc.gov/ncbddd/birthdefects/i...
. Especificamente quanto ao período gestacional, este é um momento marcado por mudanças fisiológicas, psicológicas, nutricionais e particularidades culturais, como mostrado no ensaio teórico realizado por Baião e Deslandes66. Baião MR, Deslandes SF. Alimentação na gestação e puerpério. Rev Nutr 2006; 19(2):245-253., que apresentam uma reflexão sobre como os hábitos socioculturais e as relações socais podem interferir na prática alimentar de gestantes, destacando a necessidade de se abordar questões relacionadas a alimentação na gestação por uma visão interdisciplinar que reconheça e respeite, além das necessidades nutricionais, o contexto social e emocional.

Dois dos estudos aqui incluídos envolveram apenas gestantes adolescentes, ambos são de cidades da região nordeste, e encontraram resultados que divergem das recomendações nutricionais, como o baixo consumo de frutas e vegetais e o elevado de alimentos prontos para consumo1818. Belarmino GO, Moura ERF, Oliveira NC, Freitas GL. Risco nutricional entre gestantes adolescentes. Acta Paul Enferm 2009; 22(2):169-175.,2929. Sousa E, Farias M, Silva E, Silva F, Barreto V, Fontes W. Eating habits: knowledge of pregnant teenagers assisted in primary care. Rev Pesqui Cuid Fundam Online 2013; 5(4):661-670.. Outro estudo, envolvendo mas não se restringindo a adolescentes, encontrou resultados que se assemelham a estes: gestantes mais novas, que não vivem com companheiro e só estudam, associadas ao padrão denominado Restrito (bolachas, leite integral, iogurte, salgadinhos e aperitivos, refrigerantes, suco natural, chocolate em pó e sorvete)2424. Hoffmann JF, Angélica M, Nunes A, Giselle S, Ozcariz I, Buss C. Dietary patterns during pregnancy and the association with sociodemographic characteristics among women attending general practices in southern Brazil: the ECCAGe Study Padrões alimentares na gestação e associação com características sociodemográficas em. Cad Saude Publica 2013; 29(5):970-980..

Uma vez que os hábitos alimentares compreendem diferentes aspectos, inclusive o psicológico, este pode ser o caminho para o entendimento desta faixa etária de gestantes como destaque para práticas alimentares não recomendadas. Estudo qualitativo realizado com vinte gestantes adolescentes, dos cinco estratos de renda, de Curitiba-PR, revelou que, mesmo naquelas gestações que haviam sido planejadas, houve um grande impacto no contexto de vida, com sentimento de arrependimento3535. Taborda JA, Silva FC, Ulbricht L, Neves EB. Consequências da gravidez na adolescência para as meninas considerando-se as diferenças socioeconômicas entre elas. Cad Saúde Coletiva 2014; 22(1):16-24..

Deste modo, a carga emocional pode ter influência nas práticas alimentares, assim como o hábito alimentar adolescente (de características semelhantes) pode não ter sofrido modificações, mesmo que estas sejam costumeiras quando se descobre uma gestação. Mais estudos quanti e qualitativos com esta população podem auxiliar no entendimento desta questão e direcionar para um pré-natal diferenciado, como sugerido pelo estudo2929. Sousa E, Farias M, Silva E, Silva F, Barreto V, Fontes W. Eating habits: knowledge of pregnant teenagers assisted in primary care. Rev Pesqui Cuid Fundam Online 2013; 5(4):661-670., porém que também seja eficaz.

Diferente dos desfechos de saúde materno-infantil comumente investigados (como peso ao nascer, ganho de peso materno, tipo de parto, morbimortalidade), dois estudos aqui incluídos apontaram uma possível influência dos hábitos alimentares materno no aparecimento de cáries durante a gestação1919. Moimaz SAS, Zina LG, Serra FAP, Garbin CAS, Saliba NA. Análise da Dieta e Condição de Saúde Bucal em Pacientes Gestantes. Pesqui Bras Odontopediatria Clin Integr 2010; 10(3):357-363.,3232. Melo NSFO, Ronchi R, Mendes CS, Mazza VA. Hábitos alimentares e de higiene oral influenciando a saúde bucal da gestante. Cogitare Enferm 2007; 12(2):189-197.. Estes estudos assinalam para a relevância de investigações da saúde da mulher gestante, especialmente aquelas que podem influenciar sua saúde futura e não apenas aqueles relacionados com a sobrevivência e a saúde do bebê.

Outros dois estudos também trazem um enfoque diferenciado que é a investigação de fatores relacionados a infecção por toxoplasmose2020. Silva MG, Câmara JT, Vinaud MC, Castro AM. Epidemiological factors associated with seropositivity for toxoplasmosis in pregnant women from Gurupi, State of Tocantins, Brazil. Rev Soc Bras Med Trop 2014; 47(4):469-475.,2222. Sroka S, Bartelheimer N, Winter A, Heukelbach J, Ariza L, Ribeiro H, Oliveira FA, Queiroz AJ, Alencar C Jr, Liesenfeld O. Prevalence and Risk Factors of Toxoplasmosis among Pregnant Women in Fortaleza, Northeastern Brazil. Am J Trop Med Hyg 2010; 83(3):528-533.. Apesar deste enfoque, ambos contribuíram para o conhecimento de hábitos alimentares não relatados em outros estudos, como a prevalência de ingestão de carne vermelha e a higienização de hortaliças. Além deste fato, mostraram-se fatores que se relacionaram a esta infecção extremamente relevante, especialmente durante a gestação.

Foram neste sentido também as contribuições de estudo que objetivava avaliação da reprodutibilidade de questionário3131. Zuccoloto DCC, Bertola MR, Isobe MT, Sartorelli DS. Reprodutibilidade de questões acerca da percepção do ambiente alimentar e acerca do consumo de frutas e hortaliças entre gestantes. Rev Nutr 2013; 26(6):727-735.. O achado de maior destaque pode ser visto no sentido da importância de locais próximos à residência ou ao trabalho para aquisição de FVL.

Para conhecer os hábitos alimentares das gestantes, os estudos utilizaram diferentes questionários. A maioria dos estudos utilizados nesta revisão, como já citado, aplicaram QFA e algumas diferentes formas de registro dietético, como recordatórios alimentar de 24 horas ou diário alimentar, sendo estes os instrumentos relatados na literatura como mais utilizados para este tipo de levantamento3636. Kant AK. Dietary patterns and health outcomes. J Am Diet Assoc 2004; 104(4):615-635.. Entretanto, é preciso considerar que ambos apresentam vantagens e desvantagens: o QFA estima a ingestão habitual, não altera o padrão de consumo, classifica os indivíduos em categorias de consumo, elimina as variações de consumo do dia a dia, além de ter um baixo custo, contudo, por outro lado, depende da memória do entrevistado, dos hábitos alimentares passados, das habilidades cognitivas, não estimando o consumo absoluto; os registros dietéticos, especialmente o recordatório de 24h, é de rápida aplicação, não altera a ingestão alimentar, pode ser utilizado em qualquer faixa etária e em analfabetos, além de ter um baixo custo, porém, depende da memória do entrevistado, da capacidade do entrevistador em estabelecer uma comunicação boa com o entrevistado, além da ingestão relatada poder ser atípica3737. Fisberg RM, Marchioni DML, Colucci ACA. Avaliação do consumo alimentar e da ingestão de nutrientes na prática clínica. Arq Bras Endocrinol Metabol 2009; 53(5):617-624..

Na população gestante, um trabalho de revisão indica a utilização do recordatório alimentar de 24 horas como o instrumento mais adequado para a avaliação do consumo alimentar3838. Bertin RL, Parisenti J, Di Pietro PF, Vasconcelos FDAG. Métodos de avaliação do consumo alimentar de gestantes: uma revisão. Rev Bras Saúde Matern Infant 2006; 6(4):383-390.. Estudo recente, que buscava a validação de um QFA para a população gestante, concluiu este ser o instrumento adequado para avaliação de consumo de grupos alimentares durante a gestação3939. Barbieri P, Crivellenti LC, Nishimura RY, Sartorelli DS. Validation of a food frequency questionnaire to assess food group intake by pregnant women. J Hum Nutr Diet 2015; 28(s1):38-44.. Entretanto, como previamente apontado, os hábitos alimentares não se restringem ao consumo alimentar e sim os englobam22. Freitas MCS, Pena PGL, Fontes GAV, Silva DO. Hábitos Alimentares e os Sentidos do Comer. In: Diez-Garcia RW, Cervato-Mancuso AM, organizadores. Mudanças Alimentares e Educação Nutricional. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2011. p. 412., o que permite que outros instrumentos sejam utilizados e aqui encontrados, como questionários semiestruturados2323. Cotta R, Reis R, Rodrigues J, Campos A, Costa G, Sant’Ana L, Castro FAF. Aspectos relacionados aos hábitos e práticas alimentares de gestantes e mães de crianças menores de dois anos de idade: o programa saúde da família em pauta. O Mundo da Saúde 2009; 33(3):294-302.,2929. Sousa E, Farias M, Silva E, Silva F, Barreto V, Fontes W. Eating habits: knowledge of pregnant teenagers assisted in primary care. Rev Pesqui Cuid Fundam Online 2013; 5(4):661-670., questões utilizadas em inquéritos nacionais da mesma finalidade1616. Gomes CB, Malta MB, Martiniano ACA, Di Bonifácio LP, Carvalhaes MABL. Eating habits of pregnant and non-pregnant women: Are there differences? Rev Bras Ginecol e Obstet 2015; 37(7):325-332. ou questionários elaborados pelos próprios autores1717. Teixeira CSS, Cabral ACV. Avaliação nutricional de gestantes sob acompanhamento em serviços de pré-natal distintos: a região metropolitana e o ambiente rural. Rev Bras Ginecol e Obs 2016; 38(1):27-34.. Tais instrumentos podem ser até mais sensíveis que os comumente utilizados e sua utilização deve ser considerada e melhor investigada.

Quanto às formas de investigação e análise, quatro dos estudos incluídos utilizaram padrões alimentares como método2424. Hoffmann JF, Angélica M, Nunes A, Giselle S, Ozcariz I, Buss C. Dietary patterns during pregnancy and the association with sociodemographic characteristics among women attending general practices in southern Brazil: the ECCAGe Study Padrões alimentares na gestação e associação com características sociodemográficas em. Cad Saude Publica 2013; 29(5):970-980.,2626. Eshriqui I, Vilela AAF, Rebelo F, Farias DR, Castro MBT, Kac G. Gestational dietary patterns are not associated with blood pressure changes during pregnancy and early postpartum in a Brazilian prospective cohort. Eur J Nutr 2016 Feb 20; 55(1):21-32.

27. Santana JM, Queiroz VAO, Monteiro Brito S, Santos DB, Assis AMO. Food consumption patterns during pregnancy: a longitudinal study in a region of the North East of Brazil. Nutr Hosp 2015; 32(1):130-138.
-2828. Coelho NLP, Cunha DB, Esteves APP, Lacerda EMA, Theme Filha MM. Dietary patterns in pregnancy and birth weight. Rev Saude Publica 2015; 49(62):1-10., abordagem metodológica que acaba por refletir os hábitos alimentares da população estudada, claramente exemplificado pela comum nomenclatura de um dos padrões em “Tradicional” ou correlatos. Este fato é apoiado na investigação de padrões alimentares em outros países ou regiões. Em estudo com gestantes dinamarquesas, por exemplo, o padrão alimentar Tradicional era composto por batatas cozidas, produtos de peixe, molho de peixe, carne magra, margarina, pudim de arroz, leite semi ou desnatado e legumes cozidos4040. Englund-Ögge L, Brantsæter AL, Sengpiel V, Haugen M, Birgisdottir BE, Myhre R, Meltzer HM, Jacobsson B. Maternal dietary patterns and preterm delivery: results from large prospective cohort study. BMJ Br Med 2014; 348(g1446):1-18., diferente dos tradicionais aqui encontrados, caracterizados principalmente pela presença do arroz e feijão. Deste modo, esta abordagem metodológica pode ser considerada em futuros estudos com o objetivo de conhecer hábitos alimentes de gestantes ou qualquer outra população de interesse.

Referente aos desvios alimentares, apenas dois estudos não encontraram resultados divergentes das recomendações1717. Teixeira CSS, Cabral ACV. Avaliação nutricional de gestantes sob acompanhamento em serviços de pré-natal distintos: a região metropolitana e o ambiente rural. Rev Bras Ginecol e Obs 2016; 38(1):27-34.,3030. Reticena KO, Mendonça FF. Perfil alimentar de gestantes aendidas em um hospital da região noroeste do Paraná. UNOPAR 2012; 14(2):99-104.. Tais resultados podem ser consequência de diferentes movimentos: mudança de hábitos alimentares que comumente ocorrem durante a gestação e, geralmente, no sentido de melhorias4141. Baião MR. Representações sociais sobre alimentação e práticas alimentares de gestantes e puérperas. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz; 2007. ou da aplicação dos questionários por profissionais da saúde, especialmente nutricionistas, fato que pode influenciar os indivíduos nas respostas, este último apontado inclusive em um dos estudos1717. Teixeira CSS, Cabral ACV. Avaliação nutricional de gestantes sob acompanhamento em serviços de pré-natal distintos: a região metropolitana e o ambiente rural. Rev Bras Ginecol e Obs 2016; 38(1):27-34..

Por outro lado, a maioria dos estudos apontou desvios alimentares, ainda que distintos entre si, quanto ao consumo de alimentos ou grupos de alimentos específicos. Especificamente quanto às recomendações alimentares, desde o final da década de noventa, a Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que estas sejam baseadas em alimentos e não em nutrientes44. World Health Organization (WHO). Obesity - preventing and managing the global epidemic: report of a WHO consultation. Geneva: WHO; 1998.. Deste modo, os resultados aqui encontrados mostram-se como uma importante fonte de informações para o direcionamento de ações de cunho nutricional para serem aplicadas no pré-natal brasileiro.

Inclusive, foi neste sentido que grande parte dos estudos concluiu e apontou direcionamentos: necessidade de ações de educação alimentar e nutricional para esta população, com envolvimento de diferentes profissionais. De acordo com Baião4141. Baião MR. Representações sociais sobre alimentação e práticas alimentares de gestantes e puérperas. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz; 2007., em sua tese de doutorado sobre representações sociais e práticas alimentares de gestantes e puérperas, a assistência pré-natal é um serviço diferenciado e complexo, em que a partir do trabalho em equipe é possível realizar diagnósticos e realmente desenvolver ações que visem o bem estar da mulher, apontando a efetividade das ações neste procedimento.

Entretanto, a literatura sobre a efetividade da orientação e educação nutricional da atenção pré-natal é escassa e insuficiente para apontar caminhos seguros para tais intervenções. Um modelo testado recentemente, no interior do estado de São Paulo, propôs um modelo de intervenção indireto, no qual os profissionais que já atuam na atenção primária recebem uma capacitação para a promoção de alimentação saudável e atividade física na gestação. Os resultados se mostraram positivos quanto à aplicação do conhecimento recebido com as pacientes4242. Malta MB, Carvalhaes MABL, Takito MY, Tonete VLP, Barros AJD, Parada CMGL, Benício MH. Educational intervention regarding diet and physical activity for pregnant women: changes in knowledge and practices among health professionals. BMC Pregnancy Childbirth 2016; 16(1):175..

Portanto, este e outros modelos de intervenção precisam ser propostos e testados em diferentes contextos para que tais recomendações, frequentes em estudos que investigam alimentação e nutrição, possam ser efetivamente implantadas. O conhecimento de hábitos alimentares e de vida no contexto onde se pretenda atuar e a incorporação de aspectos comportamentais nos questionários podem ser ferramentas importantes para o direcionamento e o sucesso de tais intervenções, assim como a realização de estudos com amostras representativas e/ou maiores da população, permitindo estudos de associação e o conhecimento dos determinantes de tais hábitos.

Considerando o objetivo desta revisão integrativa, não foram adotados instrumentos específicos para avaliação da qualidade dos estudos, uma vez que estes apresentavam diferentes objetivos, características metodológicas e delineamento4343. Whittemore R, Knafl K. The integrative review: update methodology. J Adv Nurs 2005; 5(52):546-553.. Entretanto, como já reportado, a qualidade foi avaliada e todos os artigos selecionados apresentaram rigor metodológico e relevância para serem mantidos nesta revisão.

Destaca-se ainda que os estudos aqui incluídos foram realizados com populações distintas e com objetivo principal, muitas vezes, diferente da investigação do hábito alimentar. Portanto, para conhecer e compreender com mais clareza os hábitos alimentares das gestantes brasileiras, se mostram necessários estudos com este enfoque específico, com amostra que contemple diferentes estados, municípios e contextos, representativa da população gestante do país e, preferencialmente, utilizando mesmo instrumento de avaliação e forma de análise dos dados.

Considerações finais

Diante da literatura científica encontrada a partir desta revisão integrativa, não foi possível concluir de maneira única quais são os hábitos alimentares das gestantes brasileiras. São necessários mais estudos em diferentes contextos, populações e localidades, sendo sugerida uma pesquisa nacional sobre o tema, uma vez que estes fatores estão intrinsecamente relacionados aos hábitos destas futuras mães, os quais se relacionam aos desfechos de saúde materno-infantil. Mas, desde já, destaca-se também a importância e a necessidade de ações de educação alimentar e nutricional no pré-natal brasileiro, realizadas por profissionais de saúde capacitados para tal atividade, uma vez que a maioria dos estudos, mesmo que não tivessem este como objetivo principal, apontaram desvios nos hábitos alimentares das gestantes investigadas.

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Datas de Publicação

  • Publicação nesta coleção
    27 Jun 2019
  • Data do Fascículo
    Jun 2019

Histórico

  • Recebido
    23 Jun 2017
  • Revisado
    02 Set 2017
  • Aceito
    04 Set 2017
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