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Revista Brasileira de Epidemiologia

Print version ISSN 1415-790X

Rev. bras. epidemiol. vol.4 n.1 São Paulo Apr. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2001000100001 

Editorial

 

 

José da Rocha Carvalheiro

 

 

Com este número iniciamos a publicação do volume 4 da Revista Brasileira de Epidemiologia, após a conquista importante de sua inclusão na base LILACS de revistas científicas. O fluxo de trabalhos enviados pelos autores faz-nos crer que em futuro próximo estaremos em fase com o período de referência, editando os dois números restantes deste volume. No próximo número iniciaremos a nova sistemática de publicação dos Sumários Estendidos em meio eletrônico, mantendo na revista impressa apenas o Abstract.

O presente número divulga a experiência de um dos grupos de Medicina social mais produtivos do país num campo de grande atualidade temática e importância operacional: mortalidade infantil pré-escolar e materna no Brasil. A metodologia empregada combina procedimentos que permitem estimar coeficientes para a mortalidade infantil e materna, corrigindo sub- registro e erros de classificação. A abordagem das intervenções é realizada com a competência já esperada em vista da produção anterior do Centro de Pesquisas Epidemiológicas da Universidade Federal de Pelotas.

O tema abordado tem valor não apenas no sentido de ser uma importante contribuição ao avanço do conhecimento. No âmbito internacional, todas as tentativas de estabelecer prioridades na pesquisa em saúde para o desenvolvimento, seja qual for a metodologia de eleição de prioridades empregada, apontam sempre para essas questões como essenciais numa agenda de ações e de temas de pesquisa.

No Brasil, a recente proposta de uma Agenda para o SUS estabelece como primeiro eixo a "Redução da mortalidade infantil e materna" e inclui em seu quadro de objetivos e metas: reduzir a mortalidade infantil e a mortalidade materna, reduzir a taxa de cesáreas, ampliar o número de consultas no pré-natal, reduzir os agravos nutricionais da infância e monitorar a qualidade da água.

Apenas à guisa de comparação, a Agenda de saúde dos E.U. A., Healthy People 2010, no item correspondente, coloca como meta "melhorar a saúde e o bem estar de mulheres, crianças e suas famílias".

Evidentemente, para cumprir com os desígnios da proposta de Agenda para o SUS necessitamos, cada vez mais, de trabalhos da natureza e qualidade do que a Revista Brasileira de Epidemiologia ora coloca à disposição de seus leitores, da comunidade científica, dos gestores do SUS e da população em geral.

O Editor