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Revista Brasileira de Epidemiologia

Print version ISSN 1415-790X

Rev. bras. epidemiol. vol.7 n.2 São Paulo Jun. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2004000200002 

SESSÃO ESPECIAL

 

VI Congresso Brasileiro de Epidemiologia
"Um Olhar sobre a Cidade"

Recife, PE
19 a 23 de junho de 2004

 

Promoção
Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – Abrasco

Realização
Comissão de Epidemiologia /Abrasco
Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães/FIOCRUZ
Governo do Estado de Pernambuco
Instituto Materno Infantil de Pernambuco
Prefeitura de Olinda
Prefeitura do Recife
Universidade de Pernambuco
Universidade Federal de Pernambuco

Apoio
Ministério da Saúde
Programa Fome Zero
Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA
Agência Nacional de Saúde - ANS
Organização Panamericana de Saúde - OPAS
Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ
Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura - UNESCO
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Ensino Superior - CAPES
Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro - FAPERJ
Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo - FAPESP

 

 

Quatorze anos, de Carlos Gomes a Manuel Bandeira

 

Campinas (1990) e Recife (2004), sedes do primeiro e do sexto congressos de epidemiologia da Abrasco, marcam uma trajetória que nos enche de justificado orgulho. Nestes quatorze anos não caminhamos em linha reta: o Congresso subiu, por Belo Horizonte, até Salvador mas enviesou pelo Rio de Janeiro e por Curitiba antes de chegar à "Estação Recife", como prefere chamá-la a Presidente do VI Congresso, Ana Bernarda Ludermir. No período produziram-se dois Planos Diretores para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil (o II e o III). No meio do percurso (1998), criou-se a Revista Brasileira de Epidemiologia que publicou na íntegra o III Plano no seu número 3(1-3) em dezembro de 2000.

Conhecida definição operacional de disciplina científica consolidada (ou "madura") aponta alguns elementos essenciais. Um objeto, um discurso e um método, nos campos teórico e epistêmico; um elenco de cursos de graduação, especialização e pós graduação, no campo do reconhecimento acadêmico, da consolidação e da preservação de seu ideário; uma Associação Científica (Abrasco, em nosso caso) que edite uma revista e promova um congresso regular, no campo da divulgação de sua produção e da abertura de canais de debate.

Neste ano de 2004 assistimos à dupla consolidação, da Revista e dos Congressos. A Revista está "em dia" desde que assumiu uma freqüência trimestral, em seu volume 6, no ano passado. Publica este número 7(2) no mês que figura em sua portada, junho, e o disponibiliza durante o VI Congresso, às margens do Capibaribe. Este VI Congresso é a comprovação da vitalidade e regularidade da ação da Comissão de Epidemiologia da Abrasco e do acerto nas escolhas dos responsáveis pelas sucessivas realizações, sempre Sócios Institucionais da Abrasco.

No IV Congresso, no Rio de Janeiro, no ano de sua fundação, a Revista Brasileira de Epidemiologia passou a exercer o papel que lhe cabe na mencionada definição operacional. Considerou o Congresso importante fonte de trabalhos originais e contribuiu na sua divulgação, atingindo o público de leitores interessados nos rumos da epidemiologia brasileira e que não puderam comparecer. Publicou uma série de importantes contribuições apresentadas no EpiRio, especialmente as conferências magnas. Sem desmerecer as demais, acolheu texto original e inédito de Richard Doll, um dos ícones da Epidemiologia mundial do século XX, que revisa as principais contribuições da Epidemiologia "nos últimos 50 anos".

No V Congresso, em Curitiba, um número especial da Revista publicou os resumos dos trabalhos apresentados e, em um Suplemento editado em dezembro de 2002, a íntegra de algumas das contribuições em Conferências e Mesas Redondas. Uma solicitação especial, dirigida em forma de apelo aos participantes do Congresso, fez aumentar substancialmente o fluxo dos trabalhos enviados para apreciação pelo sistema de fluxo contínuo, submetido à revisão por pares. Foi, sem dúvida, esta resposta dos membros da "comunidade epidemiológica brasileira" que permitiu à Revista colocar-se "em dia", recolhendo a produção relevante da área no Brasil.

Neste VI Congresso, o número de trabalhos encaminhados superou todas as expectativas mais otimistas. A Diretoria da Abrasco, a Comissão de Epidemiologia, as Comissões Organizadora e Científica do VI Congresso, associaram-se ao Corpo Editorial da RBE para analisar a melhor solução para o problema das dimensões exageradas que um número especial impresso viria a ter, tornando-o pouco manuseável. Decidimos que esse Número Especial apareceria apenas em "versão eletrônica", num cd-rom distribuído aos participantes do Congresso e, posteriormente, disponibilizado no "site" da Abrasco/RBE e em outras bases eletrônicas de acesso público. Desta forma está garantida a possibilidade de citação bibliográfica como publicação dos resumos "em periódico científico", remetendo ao cd-rom e aos demais mecanismos de acesso eletrônico.

No presente número regular da RBE, lançado durante o VI Congresso, os Editores relacionam de maneira sucinta os principais fatos de cada um dos cinco congressos anteriores. Resgatando discursos, que traduzem idéias circulantes nos diversos momentos, reproduzimos as Apresentações inseridas nos Programas e/ou nos Anais dos quatro primeiros congressos. Republicamos, também, a Apresentação do Número Especial da RBE, que inclui os resumos dos trabalhos apresentados no V Congresso, em Curitiba. Não por acaso, todos os signatários, Presidentes do respectivo congresso, são membros do Conselho de Editores da Revista Brasileira de Epidemiologia: Marilisa Berti de Azevedo Barros, I Congresso, "Epidemiologia e desigualdade social: os desafios do final do século", setembro de 1990, Campinas; Maria Fernanda Furtado de Lima e Costa, II Congresso, "Qualidade de vida: compromisso histórico da Epidemiologia", julho de 1992, Belo Horizonte; Maurício Lima Barreto, III Congresso (Epid 95), "Epidemiologia na busca da eqüidade em Saúde", abril de 1995, Salvador; Sérgio Koifman, IV Congresso (Epirio 98), "Epidemiologia em perspectiva: novos tempos, pessoas e lugares", agosto de 1998, Rio de Janeiro; Moisés Goldbaum, V Congresso (Epi 2002), "A Epidemiologia na Promoção da Saúde", março de 2002, Curitiba.

De autoria da Presidente do VI Congresso, Ana Bernarda Ludermir, republicamos o Editorial Especial do número 7(1) de março de 2004 da RBE e transcrevemos a Apresentação do Livro de Programa do Congresso de Recife, "Bem-vindos ao Recife: brasileiros como a casa do meu avô".

Análises parciais sobre os seis congressos encontram-se nessas Apresentações e nos Boletins da Abrasco editados imediatamente após a sua realização. Em particular, os Anais do II Congresso ("Qualidade de vida compromisso da epidemiologia", organizadores Maria Fernanda Lima e Costa, Rômulo Paes de Souza. Belo Horizonte: COOPMED Editora, ABRASCO, 1994) contém um capítulo que avalia os trabalhos apresentados nos dois primeiros congressos. De autoria de M.S.L. Souza et al, esse capítulo foi resumido no Boletim da Abrasco nº 47, de julho/ setembro de 1992. Também o Boletim Especial da Abrasco nº 57, de julho de 1995, publica avaliação, feita por entrevistas, do Epid 95, traçando um perfil do "participante típico do evento", além das opiniões sobre o conteúdo, a organização e os cursos oferecidos no Congresso.

Não poderíamos deixar sem registro o número de trabalhos apresentados em cada versão dos congressos, que nos dá uma idéia do porte dos Congressos. Esses números, em alguns casos sua partição por origem, geográfica ou institucional, dos autores, linha temática e metodológica , merecem um tratamento mais formal. É um desafio que lançamos à comunidade de epidemiologistas brasileiros.

Também é de rigor atribuir os devidos créditos aos presidentes da Abrasco, em cujo período foram realizados os Congressos. José da Silva Guedes (I, Campinas); Arlindo Fábio Gómez de Sousa (II, Belo Horizonte); Maria Cecília de Souza Minayo (III, Salvador); Rita Barradas Barata (IV, Rio de Janeiro); José Carvalho de Noronha (V, Curitiba); Moisés Goldbaum (VI, Recife). A eles e, especialmente, aos Secretários Executivos e seus Adjuntos devem ser creditados os méritos principais pela concretização dos congressos. Aos primeiros é destinada a missão dos contatos "políticos" que asseguram as fontes de recursos, um indicador do prestígio da Abrasco e seus congressos. Porém é aos Secretários Executivos que se deve o trabalho insano de carpintaria dos congressos; são eles quem, de fato, fazem os congressos "acontecer". Encerramos esta brevíssima nota manifestando nossa gratidão a esses guerreiros intrépidos: os históricos Paulo Marchiori Buss, Péricles Silveira da Costa e João Carlos Canossa Mendes; os atuais, Álvaro Hideyoshi Matida e Mônia Mariani. Recebam nossa homenagem e compartilhem-na com a notável equipe de apoio da Secretaria Executiva.

No caso da RBE, também é obrigatório reconhecer o mérito do Conselho de Editores, em particular dos Editores Associados pelo papel central que desempenham no processo de revisão por pares. E a estes, pela maneira sempre atenciosa com que têm colaborado para o sucesso da RBE. Não podemos deixar de agradecer aos Editores convidados para a realização de números especiais e a todos os que, mesmo sem créditos na contra capa, têm exercido a função de Editor Associado. Também o apoio da RBE, exercido por uma secretaria Executiva própria, merece destaque: a responsável por sua implantação, Maria Luiza Hernandes, e as atuais Marina França Lopes e Rita de Andréa Gomes; além dos revisores de idioma (português e inglês) e normalizadores e dos responsáveis pela editoração.

Com toda certeza, ao rendermos essas homenagens, falamos em nome da epidemiologia brasileira.

Desejamos um bom VI Congresso a todos.

 

José da Rocha Carvalheiro
Editor

 


 

I Congresso, setembro de 1990, Campinas

"Epidemiologia e desigualdade social: os desafios do final do século"

 

A publicação dos Anais do 1º Congresso Brasileiro de Epidemiologia pretende representar, para a memória de seus participantes, o registro de importantes momentos do evento, onde foram apresentadas contribuições consideradas significativas. Esta publicação tem também a incumbência de divulgar, para além dos que puderam participar do Congresso, o conhecimento dos trabalhos e idéias ali apresentados e debatidos.

O expressivo número de participantes do Congresso (1500 aproximadamente) confirmou a expectativa e o interesse existente no país pela área da Epidemiologia; a participação de 788 congressistas nos 15 Cursos oferecidos, superando o número de vagas inicialmente proposto pelos coordenadores, revelou o potencial de demanda para os mais variados temas: dos conceituais, teóricos e metodológicos aos técnicos e aplicados a serviços de saúde.

Nos dois dias de atividade pré-Congresso, paralelamente ao acontecer dos cursos, profissionais da área analisaram e debateram questões estruturais e conjunturais da prática epidemiológica concentrando-se em cinco Oficinas de Trabalho: O Ensino da Epidemiologia, Sistemas de Informação em Saúde, Vigilância Epidemiológica, Reformulação do Sistema face à municipalização dos serviços de saúde, Análise de Programas de Controle de Doenças e Apreciação Crítica do Uso da Estatística na Epidemiologia. Os relatórios destas Oficinas de trabalho estão incluídos nos Anais, apresentando um sumário dos temas discutidos, que tiveram por subsídio documentos previamente elaborados pelos participantes. O resultado produzido nos work-shops não se limita, porém, ao âmbito destes anais. Os trabalhos apresentados na Oficina Sistemas de Informação em Saúde, por exemplo, estão sendo organizados para brevemente serem publicados em livro.

As Conferências, cujos textos estão aqui publicados na íntegra, representam reflexões, análises e revisões históricas originais, frutos da vivência dos conferencistas na área da saúde, em particular na Epidemiologia. O Dr. Cesar Vieira (OPAS), em sua conferência sobre A Saúde no Desenvolvimento, analisa as condições sanitárias das populações dos países latino-americanos face à conjuntura de crise, tendo por referência as relações entre saúde e desenvolvimento sócio-econômico. Um quadro sobre a situação de saúde da população brasileira é resgatado com sensibilidade e clareza na conferência do Dr. Sebastião Loureiro (UFBa), Brasil – Desigualdade Social, Doença e Morte. A terceira Conferência, O Desenvolvimento da Epidemiologia na América Latina, proferida pelo professor Arturo Romero (Univ. Medellin-Colômbia), traz uma memorável sistematização e revisão sobre a história da Epidemiologia no continente americano. O Profº Guilherme Rodrigues da Silva (DMP/USP) por sua vez, na Conferência Avaliação e Perspectivas da Epidemiologia no Brasil, traça retrospectiva do desenvolvimento da disciplina, tecendo considerações sobre as possibilidades atuais e futuras da área. A conferência de abertura do Congresso, do Dr. José da Silva Guedes (ABRASCO), busca situar o evento no panorama do desenvolvimento da Epidemiologia no país.

Os Anais trazem também todos os textos que foram apresentados nas Mesas-Redondas. Três mesas, de caráter mais geral, incluem contribuições de grande interesse para os profissionais de saúde e de Epidemiologia e estão voltadas aos temas A Questão Demográfica e a Transição Epidemiológica, Caos e Crise: a saúde no fim do século e A Pobreza e a Saúde. Os trabalhos debatidos nas outras três mesas-redondas – Avanços Metodológicos na Epidemiologia, Novas Perspectivas Temáticas para a Epidemiologia e Caminhos Teóricos para a Ciência Epidemiológica – desenham uma perspectiva sobre os avanços e impasses da Epidemiologia, vista de diferentes ângulos. O conjunto dos textos apresentados nas mesas-redondas constituem uma produção densa e valiosa para os profissionais interessados na área.

Dos 386 trabalhos apresentados nas Comunicações Coordenadas ou em Posters, cujos resumos foram publicados no Programa do Congresso, os Anais trazem o título, nome e endereço do autor principal para facilitar o intercâmbio entre os pesquisadores.

Uma palavra ainda é necessária sobre o 1º Congresso e o papel da Abrasco. É indiscutível que a realização do 1º Congresso de Epidemiologia só poderia ocorrer como resultado do crescimento que a área vem tendo no país: aprimoramento de seus recursos humanos, consolidação de grupos de pesquisa, maior intercâmbio entre pesquisadores e estruturação de cursos de pós-graduação sensu lato e sensu stricto. Para a realização do Congresso, e mesmo para o crescimento da área, teve papel inconteste o trabalho aglutinador da Abrasco, desenvolvido ao longo dos anos através de reuniões e seminários da área de Saúde Coletiva ou contemplando especificamente a Epidemiologia, chegando à elaboração do Plano Diretor para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil, em 1989, em Itaparica (BA), no Seminário Estratégias para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil. Desta forma, os esforços desenvolvidos pelas várias diretorias da Abrasco e de suas Comissões de Epidemiologia estão inscritos na história desse Congresso. Além de agências e instituições que têm dado suporte aos eventos da área no decorrer dos anos (Ministério da Saúde, FINEP, CNPq, entre outras), a OPAS tem destacado sua presença pelo apoio decisivo aplicado às promoções da área, parceira de longa data nos esforços empreendidos e que culminaram com a realização deste Congresso.

Assim, como o Congresso parecer ter se constituído num marco, num privilegiado momento do desenvolvimento da área no Brasil, a qualidade das contribuições contidas nestes Anais certamente os tornarão referência constante para trabalhos futuros.

Cumprida a 1ª etapa, realizado com sucesso o 1º Congresso Brasileiro de Epidemiologia, é preciso esforço continuado do conjunto dos profissionais da área para que se consiga manter a periodicidade do evento; assim, será possível consolidar os avanços da Epidemiologia, ampliar as conquistas teóricas, metodológicas e técnicas da área, amalgamadas na prática de compromisso com as realidades sociais mais amplas do país e, em particular, as referentes aos serviços de saúde.

 

Marilisa Berti de A. Barros
Coordenadora do 1º Congresso
Brasileiro de Epidemiologia

 


 

II Congresso, julho de 1992, Belo Horizonte

"Qualidade de vida: compromisso histórico da Epidemiologia"

 

A Comissão Organizadora tem o prazer de recebê-lo para participar do II CONGRESSO BRASILEIRO DE EPIDEMIOLOGIA. O Congresso, realizado em Campinas em 1990, demonstrou, por um lado, o crescimento da Epidemiologia no Brasil e, por outro, grande demanda por conhecimento e troca de experiências na área. A realização do II Congresso busca responder a esta demanda.

Neste evento pretende-se a discussão da qualidade de vida a partir da perspectiva epidemiológica, num ano importante, quando estão sendo debatidas questões relativas ao meio ambiente com a realização da Rio 92, e num momento particularmente grave, quando o país se encontra imerso em uma profunda crise econômica, social e política.

O evento será realizado em duas etapas: o pré-Congresso, nos dois primeiros dias, com Oficinas de trabalho e Cursos, e o Congresso nos três dias seguintes, com Conferências, Palestras, Mesas-redondas, Comunicações Coordenadas e apresentação de Posters.

Os organizadores buscaram enfatizar os aspectos metodológicos da moderna investigação epidemiológica, aspectos conceituais e epistemológicos, temas relevantes no quadro sanitário do país e questões relacionadas ao uso da Epidemiologia em serviços de Saúde. Além disso, pela seriedade do momento nacional, refletida na escolha da temática central não podíamos deixar de enfatizar as questões político-sociais que perpassam a área.

Os temas-livres, apresentados em sessões de Comunicações Coordenadas ou em Posters, constituem um aspecto privilegiado do Congresso. A vitalidade da Epidemiologia no país pode ser aferida pela quantidade e qualidade de trabalhos selecionados pela Comissão Científica: 528 trabalhos foram selecionados, 147 para apresentação em sessões de Comunicações Coodenadas e 381 para apresentação na forma de Posters.

A realização deste evento representa a consolidação da periodicidade dos Congressos de Epidemiologia e espera-se que o esforço conjunto dos participantes contribua para o desenvolvimento de Epidemiologia e reafirme seu compromisso histórico com a qualidade de vida da população brasileira.

Esta publicação foi montada de forma a facilitar o acesso dos participantes às atividades e trabalhos de seu interesse. Compõe-se de três blocos: o primeiro com o Programa, segundo com os Resumos dos trabalhos e o terceiro com o índice de Autores.

O Programa divide-se em três partes: (1) informações sobre as atividades desenvolvidas durante o Pré-Congresso, na Faculdade de Medicina. Estas atividades são ordenadas por temas, seus coordenadores e instituições de origem e salas onde serão realizadas; (2) a sessão de abertura do Congresso; e (3) atividades científicas e eventos paralelos que terão lugar no Centro de Convenções MINASCENTRO. Todas serão apresentadas por dia, horário de início e tipo (por temas, coordenadores/moderadores e auditórios onde serão realizadas). No final, haverá um quadro-resumo das Comunicações Coordenadas simultâneas, por anfiteatro, dia e horário para facilitar a visualização.

O segundo bloco contém os Resumos classificados por área temática. Com as categorias usadas pela comissão Científica durante a seleção dos trabalhos.Esta sistemática de organização dos resumos, embora facilite o acesso aos textos, não permite as duplas ou múltiplas entradas, o que poderia melhor orientar o leitor.

No terceiro bloco aparece um índice de autores que pode apresentar duplicidade de nome, sobretudo devido à dificuldade de identificação correta entre nomes abreviados e completos dos autores.

 

Maria Ferndanda F. Lima e Costa
Presidente do II Congresso
Brasileiro de Epidemiologia

 


 

III Congresso, abril de 1995, Salvador

"Epidemiologia na busca da eqüidade em Saúde"

 

Temos a imensa satisfação de apresentar os resumos dos trabalhos científicos submetidos aos congressos de Epidemiologia na Bahia.Conforme poderá o leitor prontamente verificar, trata-se de um panorama impressionante da vitalidade da produção científica deste campo disciplinar.

Ao lado da Genética e da Imunologia, que se propõe a desbravar a fronteira biomolecular, a Epidemiologia contemporânea, ampliando cada vez mais o seu interesse pelos aspectos sociais e ambientais dos fenômenos da saúde-enfermidade, sem dúvida mostra-se uma das mais dinâmicas no âmbito da saúde neste final de século. Alguns dos mais importantes especialistas nos seus respectivos temas foram convidados a expor os avanços do conhecimento epidemiológico nos últimos anos, possibilitando a organização de 4 conferências, 6 mesas-redondas, 32 painéis e 48 palestras.A contribuição deste seleto grupo de convidados resultou em 175 trabalhos (invited papers), dos quais logramos compilar nesta coletânea a quase totalidade dos resumos.

Entretanto, o objetivo principal de um encontro da magnitude e natureza dos Congressos de Epidemilologia na Bahia não será certamente a exibição de uma elite científica competente e sim a oportunidade do intercâmbio frutífero e respeitoso entre epidemiologistas e sanitaristas (e outros profissionais) dos vários países aqui representados. Desta forma, abre-se um espaço privilegiado para a riqueza de perspectivas que caracteriza os praticantes desta jovem ciência que é a Epidemiologia, sejam eles investigadores talentosos (tão jovens quanto a sua ciência) ou pesquisadores estabelecidos, sejam gestores de serviços de saúde ou interessados e entusiasmados usuários das tecnologias epidemiológicas. Neste sentido, a extraordinária resposta à convocatória inicial dos congressos, que fez aportar à Comissão Científica mais de 1.700 trabalhos, revela muito bem o dinamismo mencionado. Com um testemunho desta diversidade conceitual e metodológica, a presente coletânea compreende 356 resumos a serem apresentados como exposições orais, agrupados em 89 sessões de Comunicações Coordenadas, e 1.145 resumos de posters, agrupados em 24 secções, todas organizadas de acordo com afinidades temáticas.

O leitor imediatamente perceberá o imenso esforço de catalogação, classificação, organização e coordenação exigido para a produção desta coletânea de Resumos, que totaliza o expressivo número final de 1.676 trabalhos científicos. Esperemos que tal esforço resulte frutífero, na medida em que este volume poderá servir como fonte de referência e consulta no que diz respeito à pluralidade e riqueza da notável produção científica recente da ciência epidemiológica nos países ibéricos e latino-americanos.

 

Maurício Lima Barreto
Presidente do III Congresso
Brasileiro de Epidemiologia

 


 

IV Congresso (EpiRio), agosto de 1998, Rio de Janeiro

"Epidemiologia em perspectiva: novos tempos, pessoas e lugares"

 

A publicação dos resumos de trabalhos - Comunicações Coordenadas e Posters - incluídos neste volume é resultado de uma longa trajetória de esforços. Desde a simples escolha de um objeto de estudo, as decisões sobre a metodologia mais apropriada de análise, sua execução, interpretação dos resultados, redação do resumo e sua submissão à Comissão Científica, transcorreu um longo período de tempo cercado de intensa atividade de vários colegas envolvidos direta e indiretamente com a execução das contribuições apresentadas.

A esta etapa se seguiu outra igualmente complexa, envolvendo diversos colegas que na condição de membros da Comissão Científica, participaram das múltiplas leituras de cada resumo, tomando decisões difíceis mas necessárias , sobretudo quanto à indicação daqueles considerados fora de área, e portanto não selecionados para apresentação no Congresso.

O resultado deste longo processo caracterizado pelos esforços de todos que submeteram seus trabalhos - e da Comissão Científica que analisou em base a critérios de criatividade, inovação, pertinência científica, estímulo a novos núcleos emergentes e representatividade regional – está materializado na seleção de 315 trabalhos a serem apresentados em comunicações coordenadas e 1175 como posters. Somando estes às contribuições apresentadas nos 57 painéis, 14 palestras, 6 mesas-redondas, 6 conferências e 6 oficinas de trabalho, teremos um número superior a 1700 trabalhos a serem divulgados à comunidade científica.

Sendo este um dos principais eventos na área da saúde coletiva no Brasil, é ele assim também o fruto da intensa atividade de natureza coletiva de nossos colegas, representando uma ampla vitrine das práticas epidemiológicas e em áreas correlatas em desenvolvimento no país, bem como uma amostra importante daquela executada em diversos outros países, sobretudo na América Latina. Atividades de investigação acadêmica e em serviços de saúde, experiências no campo do ensino e da avaliação de programas, relatos abordando tanto experiências locais como de desenvolvimento teórico em nossos campos de conhecimento, estão aqui apresentados, realçando uma significativa produção contemporânea.

Desta maneira, é com satisfação que apresentamos a nossa comunidade este livro de resumos de EPIRIO 98, resultado de esforços de todos os colegas que contribuíram para tornar nosso Congresso não apenas uma realidade, mas também motivo de orgulho para toda a comunidade de epidemiologia no País.

Desejando a todos um ótimo Congresso em nossa querida cidade do Rio de Janeiro.

 

Sérgio Koifman
Presidente do EpiRio

 


 

V Congresso, março de 2002, Curitiba

"A Epidemiologia na Promoção da Saúde"

 

A Comissão Organizadora do V CONGRESSO BRASILEIRO DE EPIDEMIOLOGIA e os editores da REVISTA BRASILEIRA DE EPIDEMIOLOGIA tem a satisfação de apresentar este número especial da revista que se constitui no LIVRO DE RESUMOS do Congresso.

A apreciação dos trabalhos inscritos reafirma, uma vez mais, a excelência e amplitude alcançada pela epidemiologia brasileira e latino americana, que ganharam impulso notável nos últimos anos, e se consolidaram definitivamente no campo das Ciências em Saúde.

À semelhança dos últimos congressos da ABRASCO, a seleção dos trabalhos e a sua disposição nas diversas seções (palestras, painéis, comunicações coordenadas e pôsteres), nesta quinta versão do Congresso, obedeceu aos critérios de mérito científico, relevância social e desenvolvimento regional identificados nos resumos enviados e que se originaram dos pesquisadores radicados nas instituições de todas as regiões do país e de países da América Latina. A partir dos próprios trabalhos e seguindo tradição já estabelecida na área, a Comissão Científica organizou, na modalidade de apresentação oral, a maior parte das palestras, dos painéis e a totalidade das comunicações coordenadas.

A diversidade e amplitude dos temas trabalhados evidenciam que a comunidade da Saúde Coletiva está atenta e presente na abordagem da ampla gama de problemas que marcam hoje a saúde de nossas populações. Cobrindo aspectos referentes aos ensino de epidemiologia, passando pelas questões teóricas, conceituais e de métodos e técnicas, os trabalhos abordam, igualmente, os assuntos relativos à diversidade nosológica atual, contemplando os diferentes grupos populacionais, observando-se que, entre outros, pela primeira vez, registra-se uma seção dedicada, exclusivamente, a tratar da saúde de populações indígenas.

Cabem alguns reparos sobre o processo de seleção dos trabalhos. Por razões várias, a recepção dos resumos junto à promotora de eventos contratada não permitiu a identificação, em parte dos resumos enviados, da opção quanto à área temática e à modalidade de apresentação feita pelos autores, o que dificultou a precisa localização dos trabalhos e o respeito à opção dos pesquisadores. De outro lado, a recepção dos trabalhos acusou falhas que fizeram com que alguns deles não tenham sido recebidos ou não o foram de modo adequado; isto provocou transtornos na classificação, seleção e registro dos mesmos. Estes fatos podem ter gerado equívocos no tratamento dos trabalhos e, nesta circunstância, a Comissão espera a compreensão da comunidade e deixa aqui registradas as suas excusas.

Certos de que este esforço significa a ampliação e aprofundamento do frutífero diálogo estabelecido na comunidade, desejamos que os Congressistas possam desfrutar, produtiva e prazeirosamente, deste momento de intercâmbio técnico-científico e aproveitamos para estimulá-los a que, tão logo seja possível, estejam transformando o conteúdo de seus resumos em artigos a serem submetidos à nossa REVISTA BRASILEIRA DE EPIDEMIOLOGIA.

 

José da Rocha Carvalheiro
Editor

Moisés Goldbaum
Presidente do V Congresso Brasileiro de Epidemiologia

 


 

VI Congresso Brasileiro de Epidemiologia

 

Ana Bernarda Ludermir

Presidente do VI Congresso Brasileiro de Epidemiologia; Professora Adjunta Departamento de Medicina Social - CCS - UFPE; Av. Prof. Moraes Rego, s/n - Cidade Universitária; 50670-901 Recife/PE; ana_bernarda@uol.com.br

 

Com o lema "Um Olhar sobre a Cidade", o VI Congresso Brasileiro de Epidemiologia será realizado no Recife, no período de 19 a 23 de junho de 2004, no Centro de Convenções. Nos dias 19 e 20, acontecerá o pré-congresso com cerca de 23 cursos e 11 oficinas concomitantes. Nos três dias seguintes, ocorrerá o congresso propriamente dito, com conferências, painéis, mesas-redondas e comunicações coordenadas. O Congresso abrigará também a 6a Reunião Científica da América Latina e Caribe da IEA.

A temática do evento abordará fundamentalmente três subtemas:

• A Epidemiologia e a Cidade;
• A Cidade Fragmentada: Inclusão, Segregação e Exclusão Social;
• Cidade e Qualidade de Vida

Embora a relação entre a epidemiologia e a cidade ocupe lugar de destaque no evento, toda riqueza dos objetos de investigação ou de trabalho dos profissionais deverá ser contemplada. Outros pressupostos que estão guiando a organização do congresso são a diversidade geográfica, buscando uma maior representatividade da produção científica das diversas regiões / estados brasileiros; o equilíbrio entre demanda espontânea e a indução, incluindo a solicitação a grupos de pesquisa a produção de trabalhos sobre a temática específica; a multi, inter e transdisciplinaridade, favorecendo o diálogo da epidemiologia com outras ciências e práticas na abordagem da temática central do Congresso; além da integração ensino, pesquisa e serviço, contemplando-se todos os aspectos do processo de trabalho epidemiológico.

Além de constituir o lema do VI Congresso Brasileiro de Epidemiologia, "Um Olhar sobre a Cidade" representa uma homenagem póstuma a Dom Hélder Câmara (1909 – 1999), arcebispo emérito de Olinda e Recife, voz destemida que denunciou ao mundo a repressão do regime militar brasileiro, exemplo destacado na luta pela liberdade, paz e justiça social e contra a miséria e a opressão. Na época da censura, aqui no Brasil, sua voz só era ouvida ou dentro das Igrejas ou em seu programa radiofônico "Um Olhar sobre a Cidade", veiculado pela Rádio Olinda, além disso é título de um de seus livros, publicados pela Civilização Brasileira. A riqueza de suas metáforas servia para reforçar a esperança de que "quanto mais negra a noite, mais carrega em si a madrugada".

O VI Congresso Brasileiro de Epidemiologia pretende enfocar a cidade na perspectiva epidemiológica. A cidade, por sua natureza, constitui um objeto que sempre atraiu olhares disciplinares, interdisciplinares e transdisciplinares.

O objeto da epidemiologia, doentes em populações, assume uma configuração especial na cidade e por isso induz a produção de novas explicações sobre o processo saúde-doença, subsidiando gestores e gerentes de serviços a formularem políticas e ações sobre a realidade, no sentido de solucionar os problemas.

Mais de três mil e oitocentos trabalhos foram inscritos, mas a participação no congresso não está condicionada à apresentação de trabalhos.

Não só os epidemiologistas e sanitaristas se sentirão honrados com a sua participação no VI Congresso Brasileiro de Epidemiologia, mas todos os recifenses , pois o Recife é multicultural, acolhendo, desde sua origem, portugueses, índios, negros, holandeses, judeus, ingleses, franceses... O médico e geógrafo Josué de Castro comparava Recife a Amsterdã e Veneza, considerando-a uma cidade anfíbia, "aparecendo numa perspectiva aérea, com seus diferentes bairros flutuando esquecidos à flor das águas". O poeta Carlos Pena Filho vislumbrava o Recife como uma cidade "metade roubada ao mar / metade à imaginação". O Recife das pontes, necessidade das interligações e comunicações, é poesia pura: Manuel Bandeira e João Cabral de Melo Neto.

Acreditando como Carlos Pena Filho que "é do sonho dos homens que uma cidade se inventa", a Comissão Organizadora do VI Congresso Brasileiro de Epidemiologia propõe através do olhar epidemiológico sonhar com um novo modelo de cidade, mais saudável, mais justa. A "Terra sem Males" dos guaranis e tupinambás, o "Quilombo dos Palmares" dos negros, "A República" de Platão, "A Cidade do Sol" de Campanella, a "Utopia" de Thomas Morus ... o que há de semelhante entre essas utopias? Nelas deseja-se alcançar um Bem: a saúde. Neste início de milênio, o que mais será possível inventar? Com a palavra, inclusive, os epidemiologistas que se reunirão no Recife, em junho de 2004.

 


 

Apresentação

Bem-vindos ao Recife: brasileiros como a casa do meu avô

 

Em 1694 era publicado em Lisboa o Tratado Único da Constituição Pestilencial de Pernambuco, considerado pelo Prof. Guilherme Rodrigues da Silva como a nossa primeira obra de epidemiologia. Escrito por João Ferreira da Rosa, tinha como objetivo estudar a `epidemia de males', precisamente a febre amarela urbana, que na segunda metade do século XVII, segundo Gilberto Freyre, " ameaçou de destruir a civilização do açúcar no Nordeste do Brasil".

Passados mais de três séculos, profissionais da área de saúde coletiva, especialmente os epidemiologistas, se reúnem no Recife, no período de 19 a 23 de junho de 2004, durante o VI Congresso Brasileiro de Epidemiologia, promovido pela Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva - Abrasco, para discutir sobre os "velhos" e os "novos" males que assolam o Brasil e o Mundo.

Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Rio (RJ), Salvador (BA), Curitiba (PR). Treze anos se passaram. Confluência de pesquisadores, professores, alunos e técnicos de serviços de saúde, espaço experimental para misturas, interseções e complexas sínteses: teoria e método; explicação e compreensão; quantitativo e qualitativo; singular, particular e universal; cotidiano e universalidade; clínica e epidemiologia; caos e organização; micro e macro; social e biológico; causa eficiente e causa estrutural; vigilância e cidadania; genes e fatores de risco; os congressos de epidemiologia representam uma das mais importantes iniciativas da comunidade científica brasileira. Contemplam as diversas tendências de pensamento e debatem os recentes avanços teórico-metodológicos dessa ciência.

Entre os dias 26 e 29 de abril de 1994, era realizado, em Olinda, o seminário "Rumos da Epidemiologia Brasileira: reunião nacional de avaliação e perspectivas", promovido pela Comissão de Epidemiologia da Abrasco. Nesse mesmo ano, entre os dias 19 a 23 de junho, quase 4 mil pessoas participaram do IV Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, realizado no Recife, promovido pela Abrasco, Núcleo de Estudos em Saúde Coletiva - CPqAM-FIOCRUZ e Governo de Pernambuco.

Esses dois eventos, realizados com grande sucesso, nas cidades-irmãs deixaram marcas que se traduziram em documentos como o II Plano Diretor para o Desenvolvimento da Epidemiologia no Brasil (1995-1999).

Depois de dez anos, a Estação Recife é novamente visitada durante o VI Congresso Brasileiro de Epidemiologia e a 6a Reunião Científica da América Latina e Caribe da IEA. Os números superaram o esperado: mais de 3.800 trabalhos foram inscritos e avaliados por 215 especialistas, mobilizados no país inteiro. Em mesas-redondas, sessões de comunicações coordenadas e painéis, palestras, colóquios e conferências serão debatidos temas atuais da área epidemiológica. Por outro lado, o objeto epidemiológico também foi registrado em textos impressos (pôsteres) ou em imagens ( vídeos e pela primeira vez em ensaios fotográficos).

Os epidemiologistas incidiram seu olhar sobre um cenário singular - a Cidade para perscrutar as desigualdades e iniqüidades no processo de adoecimento e morte. A cidade cartografada assinala o lugar dos incluídos e dos excluídos do desenvolvimento.

Esperamos que esses olhares também deixem marcas, como nos eventos anteriores: novas pontes, novas revelações, novas tecnologias.

Finalmente, desejamos a todos congressistas que experimentem o mesmo sentimento dos poetas Manuel Bandeira: "Recife brasileiro como a casa de meu avô" ou João Cabral de Melo Neto, falando pelo rio Capibaribe: "A gente da cidade / que há no avesso do Recife / tem em mim um amigo, / seu companheiro mais íntimo".

Um forte abraço pernambucano e um bom congresso.

 

Ana Bernarda Ludermir
Presidente do VI Congresso
Brasileiro de Epidemiologia