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Revista Brasileira de Epidemiologia

Print version ISSN 1415-790X

Rev. bras. epidemiol. vol.11 n.1 São Paulo Mar. 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S1415-790X2008000100013 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Perfil epidemiológico das intoxicações alimentares notificadas no Centro de Atendimento Toxicológico de Campina Grande, Paraíba

 

Epidemiological profile of food intoxication reported by the Poisoning Information Center of Campina Grande, Paraíba

 

 

Cristiane Falcão de Almeida; Emmanuele de Souza Araújo; Yette da Cruz Soares; Rafael Loureiro das Chagas Diniz; Sayonara Maria Lia Fook; Karlete Vânia Mendes Vieira

Centro de Atendimento Toxicológico de Campina Grande (CEATOX); Curso de Farmácia da Universidade Estadual da Paraíba, Campina Grande, PB

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVOS: Descrever as características sociodemográficas relacionadas às intoxicações alimentares notificadas pelo Centro de Atendimento Toxicológico de Campina Grande (CEATOX – CG), PB, em 2005.
MATERIAL E MÉTODO: Trata-se de um estudo transversal, retrospectivo com abordagem quantitativa. Os dados foram obtidos das Fichas de Notificação do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas). As variáveis coletadas foram: gênero, faixa etária, zona de residência do paciente, sazonalidade, ocupação, grau de instrução, alimento responsável pela intoxicação e evolução (cura/óbito).
RESULTADOS: Foram registrados 162 casos de intoxicação por alimentos, de um total de 1.443 ocorrências de intoxicações e acidentes com plantas tóxicas e animais peçonhentos durante o ano de 2005. Observou-se que o gênero feminino foi o de maior percentual encontrado, com 56,2%. A faixa etária entre 20 – 29 anos foi a mais prevalente, assim como a grande maioria dos pacientes notificados residia na zona urbana, representando 95,7% (155) do total de casos de intoxicação alimentar (162). Com relação ao grau de instrução e ocupação 59,9% e 44,4% dos casos, respectivamente, não foram identificados. Os alimentos identificados nas intoxicações foram as carnes (11,0%). Nenhum óbito foi registrado no período estudado.
CONCLUSÃO: Conclui-se que as intoxicações por alimentos registradas no Ceatox-CG representam 11,2% dos casos atendidos e notificados neste Centro, ocupando o terceiro lugar em relação aos outros agentes tóxicos. O sistema de notificação utilizado pelo Centro, apesar de possuir um grande volume de informações, não é preenchido devidamente, faltando aspectos importantes na análise final dos dados.

Palavras-chave: Intoxicação. Alimento. Notificação.


ABSTRACT

OBJECTIVES: This work aimed to identify socio-demographic aspects related to food intoxications reported by the Poisoning Information Center of Campina Grande (CEATOX – CG), PB, in 2005.
METHODS: Retrospective study with a quantitative approach. Data were collected from the Sinitox (National of Toxic-Pharmacologic Information System) Reporting Forms. Features collected were: gender, age, residence zone of patient, period of the year, occupation, schooling, intoxicating food, and outcome (cure/death).
RESULTS: Of the 1,443 intoxications and accidents with toxic plants and poisonous animals reported during the year of 2005, 162 were food intoxications. We observed that females were the most frequently intoxi-cated, with 56.2%. The 20-29 year-old-group was the most prevalent, and a great part of patients lived in the urban area, accounting for 95.7% (155) of all food intoxications (162). According to schooling and occupation, 59.9% and 44.4% of the cases, respectively, could not be identified. The most prevalent food in intoxications was meat (11.0%). No death was reported during the study period.
CONCLUSION: Food intoxications registered at the Ceatox-CG account for 11.2% of the cases seen and reported in this Center, ranking third in relation to other toxic agents. Although the reporting system used by the Center has a large volume of information, it is not filled out properly, and, therefore, important aspects for the final analysis of data are missing.

Keywords: Intoxication. Food. Reporting.


 

 

Introdução

Nas diversas etapas pelas quais passam os alimentos em sua elaboração, bem como após este processo, no momento da armazenagem, preparo e consumo, esses produtos podem sofrer os mais diversos tipos de contaminação1-3. Tais contaminações podem levar aintoxicações alimentares que atingem milhões de pessoas em todo o mundo anualmente3, e podem ser consideradas uma das mais significativas causas de morbimortalidade em países desenvolvidos e em desenvolvimento4.

Estima-se que nos Estados Unidos ocorram cerca de 6,5 milhões de casos de infecções e 9.000 óbitos em conseqüência das enfermidades transmitidas por alimentos a cada ano5. Já no Brasil, de acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), de 1999 a 2002, ocorreram 25.281 óbitos por Doenças Transmitidas por Alimentos, com uma média de 6.320 óbitos/ano6.

Os alimentos são passíveis de sofrem contaminação por diferentes agentes etiológicos, podendo levar a doenças acarretadas pela ação de microrganismos patogênicos ou suas toxinas7. Entre os mais comuns contaminantes estão os fungos, em especial dos gêneros Aspergillus, Fusarium e Penicillium, que produzem metabólitos tóxicos (micotoxinas) que induzem micotoxicoses1 em animais e pessoas1. Além dos fungos, outros microrganismos podem provocar intoxicações alimentares, gerando toxiinfecções, tais como Staphylococcus aurens, espécies não hospedeiro-especifíco do gênero Salmonella, S. enteritidis, S. infantis 8 e S. braenderup9. No entanto, as infecções bacterianas são responsáveis pela maioria dos casos de intoxicações alimentares10.

Os fungos e as toxinas são encontrados preferencialmente em produtos contendo açúcares, tais como o milho e o amendoim11; já a Salmonella enteritidis está presente em aves e produtos derivados, como os ovos12,13. Os Staphylococcus aureus, por sua vez, foram encontrados em um estudo realizado por Hoffmam14, em todos os produtos de confeitaria estudados, como doces e salgados.

A problemática das intoxicações alimentares apresenta um amplo espectro de malefícios gerados por um microrganismo infectante, causando desde uma simples indisposição ou urticária, no caso de intoxicação aguda, até o possível desenvolvimento de câncer e nefropatias, no caso de intoxicações crônicas. Como exemplo pode-se citar a ingestão de alimentos contaminados por algumas cepas de Aspergillus sp., podendo ocasionar o desenvolvimento de alguns tipos de câncer15.

Levantamento prévio realizado no Centro de Atendimento Toxicológico (CEATOX) em Campina Grande, Paraíba, demonstrou elevada prevalência de intoxicações por alimentos, apresentando-se como a terceira causa de intoxicações no município e em 80 cidades circunvizinhas16.

Diante destas considerações, este trabalho objetivou identificar e avaliar aspectos sociodemográficos relacionados às Intoxicações Alimentares registradas no CEATOX – Campina Grande/ PB durante o ano de 2005.

 

Material e Métodos

Trata-se de um estudo descritivo, retrospectivo, com abordagem quantitativa no qual foram analisadas características sociodemográficas de todos os casos de intoxicações alimentares atendidas e notificadas pelo CEATOX de Campina Grande-PB, durante todo o ano de 2005. Este Centro está localizado nas dependências do Hospital Regional de Urgência e Emergência (HRUE) desta cidade. Os dados foram obtidos através das Fichas de Notificação do Sinitox (Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas). As variáveis avaliadas foram: gênero, faixa etária, zona de ocorrência, sazonalidade, ocupação, grau de instrução e alimento responsável pela intoxicação.

A faixa etária foi tomada tendo por base os parâmetros do SINITOX (< 1, 1-4, 5-9, 10-14, 15-19, 20-29, 30-39, 40-49, 50-59, 60-69, 70-79 e e•80). Entretanto, como tais faixas etárias limitam este trabalho a comparações com outros que também as tenham usado, adotou-se assim outra delimitação de faixa etária que é utilizada pelo Ministério da Saúde, disponível no site www.datasus.gov.br., que estabelece as seguintes faixas etárias: até 14, 15-19, 20-24, 25-29, 30-34, 35-39, 40-44 e > 45 anos. Desta forma, foi feita uma adaptação destes dois parâmetros de faixas etárias.

A tabulação dos dados foi realizada utilizando-se o programa Microsoft Excel v.2.0. Esta pesquisa foi registrada no Comitê de Ética da Universidade da Estadual da Paraíba sob o número 0249.0.133.000-06 (Certificado de Apresentação para Apreciação Ética-CAAE) e foi devidamente aprovada.

 

Resultados

No período de janeiro a dezembro de 2005, foram atendidos e notificados 1.443 casos com diagnóstico de intoxicação, acidentes com animais peçonhentos e plantas tóxicas no CEATOX - Campina Grande-PB (Tabela 1). Dentre estes casos, 162 casos (11,2%) foram por intoxicação alimentar.

A Tabela 2 mostra a caracterização dos casos de intoxicações alimentares atendidas e notificadas no CEATOX, segundo as variáveis socioeconômicas e demográficas. De acordo com os dados, as intoxicações alimentares foram mais prevalentes no gênero feminino (56,2%), do que no masculino (43,8%). Com relação à faixa etária, a que apresentou maior prevalência foi entre 20-29 anos, contribuindo com 22,2%. O grau de instrução na maioria dos casos não foi identificado, perfazendo um total de 97 casos (59,9%). Ainda na Tabela 2, observa-se que a zona urbana é a que apresenta o maior número de notificações, com uma prevalência extremamente superior à da zona rural, com percentagens de 95,7% (155 casos) e 4,3% (7 casos), respectivamente. Com relação a ocupação os estudantes com 37 casos (22,8%) foram os mais prevalentes, seguido por ignorados, 22 casos (13,6%) e do lar ,19 casos (11,0%). Em outras ocupações, com 72 casos houve um grande número de ocorrência, porém nenhuma ultrapassou a de estudante.

Analisando-se a freqüência de casos de intoxicação alimentar de acordo com o mês de notificação, verificou-se que a maior prevalência ocorreu no sexo feminino nos meses de janeiro e junho, 25 casos (15,4%) e 24 casos (14,8%), respectivamente (Figura 1).

Através da Figura 2, nota-se que as carnes, vermelha ou de ave, foram as classes de alimentos que mais causaram intoxicações alimentares dentre os agentes identificados, com um percentual de 11,0%.

 

Discussão

As intoxicações alimentares são eventos que ocorrem com pouca freqüência, em relação a outros agentes tóxicos. Nos casos de diagnostico clínico de intoxicação alimentar, os sinais e sintomas são inespecíficos e comuns a outras enfermidades. Em muitos casos, o agente não é identificado por falta de diagnóstico laboratorial.

Para caracterizar melhor a intoxicação por alimentos, três pontos devem ser observados: presença de manifestações clínicas em mais de um indivíduo exposto ao alimento suspeito; investigação epidemiológica; e o diagnóstico laboratorial que identifique o agente etiológico.

Observou-se nesta pesquisa um maior percentual de intoxicações no sexo feminino. Este dado está em conformidade com as notificações da Rede Nacional de Centros de Assistência e Informação Toxicológica – Renaciat e publicados pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas – Sinitox (2006), para as regiões Sul e Sudeste, em que a prevalência foi superior para o gênero feminino17. Nenhum caso de óbito foi observado.

A faixa etária que mostrou o maior número de ocorrência foi entre 20-29 anos (22,2%), apresentando um valor bastante aproximado da média anual dos dados notificados pela Renaciat em 2003 e publicados no anuário estatístico do SINITOX (2006), que apresentou, para aquela faixa etária, uma prevalência de 19,4%17. Por outro lado, de acordo com a definição da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) que considera a adolescência o período que vai dos 10 a 19 anos, percebe-se que, somando-se os casos delimitados nessa faixa etária àqueles ocorridos com indivíduos de até 14 anos, ou seja, crianças e "pré-adolescentes" obtém-se um valor de 35,8% do total das intoxicações alimentares.

Foram observados 97 casos para a variável grau de instrução, o que demonstra um elevado percentual (59,9%) (Tabela 2). A ausência desta informação é provavelmente um fato que deve ser avaliado pelo Centro no momento da notificação dos casos.

O maior número de casos registrados foi observado na zona urbana e isto se deve ao fato de que apenas uma pequena parte dos indivíduos acometidos por esse tipo de intoxicação procura atendimento médico18. Pode-se considerar que esse resultado talvez esteja ligado ao fato de que as populações rurais fazem grande uso de plantas medicinais, o que pode reter a procura de serviços de saúde por parte desse grupo de pessoas.

Os meses de janeiro e junho apresentaram, para o sexo feminino, a maior freqüência de casos atendidos e notificados. Este resultado pode ser explicado pelo fato de que os meses de janeiro e junho são períodos de férias para grande parte da população, ou seja, época em que as crianças e os adultos permanecem mais tempo em casa ou em atividades recreativas. Além disso, o mês de janeiro corresponde a época do ano em que a temperatura média registrada favorece a multiplicação microbiana nos alimentos, potencializa a atividade enzimática das proteínas e a degradação dos alimentos.

Em estudo sobre surtos diarréicos ocorridos em São Paulo, observou-se que a maior prevalência também foi verificada no mês de janeiro, confirmando a sazonalidade da ocorrência de tais intoxicações em meses mais quentes e chuvosos19.

Especificamente para Campina Grande, o mês de junho pode ter tido sua percentagem aumentada por ser um período de comemorações juninas, em que diversos pratos à base de milho são elaborados, sendo este grão um espécime fácil de sofrer contaminação15.

Dos 162 casos analisados neste estudo, a grande maioria estava associada ao consumo de carnes, vermelhas ou de aves. Tal valor pode ser elevado se for considerada a relevante presença deste alimento na classe Salgadinhos/Sanduíches, o que tornaria as carnes responsáveis, direta ou indiretamente, por 18,0% das intoxicações estudadas.

Os alimentos que necessitam, via de regra, de muita manipulação em seu preparo e que são mantidos em temperaturas elevadas, apresentam maior risco de sofrerem contaminação, em especial por Staphilococus aureus, que contaminam facilmente carnes e massas20. Na verdade, diversos agentes, tais como: espécies ou sorovares não hospedeiro- específicos do gênero Salmonela, Shigella dysenteriae, Bacillus. cereus, Vibrio parahaemolyticus, Clostridium perfringens, Staphylococus aureus, Yersinia enterocolítica e Escherichia coli, que podem contaminar ovos e carnes; leite, peru, salada e atum; arroz frito, carne, galinha, molhos, creme de baunilha; mariscos, legumes; carne, peru, galinha; presunto, porco, conservas, cremes; chocolate, leite cru, porco e saladas, respectivamente, o que torna estes alimentos suscetíveis de causar distúrbios alimentares, como as intoxicações, o que é um fato preocupante, uma vez que um quinto da população mundial alimenta-se de carne21.

Apesar de ser ter encontrado um percentual de apenas 7,0% para as intoxicações alimentares causadas pela ingestão de maionese, pode-se acreditar que este percentual é apenas aproximado, uma vez que esse tipo de produto é bastante utilizado, a exemplo da população paulistana, que em 2001 consumia em média 10,5 toneladas/dia de maionese, molhos e temperos18.

A freqüência com que ocorre intoxicação por alimentos, em relação a outros agentes (Tabela 1), no CEATOX-CG, alerta para que este tipo de intoxicação tenha diagnóstico laboratorial, uma vez que em 60 casos (37,0%), o agente tóxico não foi sequer hipoteticamente identificado e é necessário que o diagnóstico laboratorial seja realizado em todos os casos com história de suspeita de intoxicação alimentar. Todavia, o diagnóstico clínico em alguns casos pode não ser específico, uma vez que os sinais e sintomas deste tipo de intoxicação são inespecíficos e comuns a outros quadros de intoxicações causadas por outros agentes tóxicos.

Pode-se inferir através dos resultados que medidas sanitárias e de higiene, além de processamento adequado dos alimentos devem ser permanentemente renovadas. Primar pela qualidade sanitária desses produtos é de responsabilidade das instituições governamentais. Assim como a estabilidade e a qualidade microbiológica dos alimentos e bebidas são de interesse da saúde pública, já que interferem diretamente na qualidade de vida da população, da mesma forma que a ineficácia destas duas engrenagens onera os gastos com a saúde.

Por outro lado, a escassa coleta de dados epidemiológicos e falta de investigação laboratorial contribuem com falta de informações sobre este tipo de intoxicação.

 

Referências

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Correspondência:
Sayonara Maria Lia Fook
Rua José de Alencar, 825, Prata
Campina Grande, PB, CEP 58108-561
E-mail: sayonarafook@yahoo.com.br

Recebido em: 05/02/07
Versão final reapresentada em: 30/11/07
Aprovado em: 19/12/07

 

 

O projeto que deu origem ao artigo foi avaliado e aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade Estadual da Paraíba e registrado no Sistema Nacional de Informação sobre Ética em Pesquisa (Sisnep) com o CAAE-0249.0.133.000-06.