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<journal-title><![CDATA[Revista de Saúde Pública]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0034-89102012005000028</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Indicadores de desempenho e decisão sobre terceirização em rede pública de laboratórios]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Performance indicators and decision making for outsourcing public health laboratory services]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Indicadores de desempeño y decisión sobre tercerización en red pública de laboratorios]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Fundação Oswaldo Cruz Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca ]]></institution>
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<institution><![CDATA[,Fiocruz Instituto de Pesquisa Clínica Evandro Chagas Laboratório de Epidemiologia Clínica]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To develop performance indicators for outsourcing clinical laboratory services, based on information systems and public administrative records. METHODS: In the municipality of Rio de Janeiro, Southern Brazil, the public health laboratory network comprised 33 laboratories with automated equipment (but no integrated information system), 90 primary care units (where sample collection was performed) and 983 employees. Information records were obtained from the administrative records of the Budget Information System for Public Health and the Outpatient and Hospital Information System of the Unified Health System. Performance indicators (production, productivity, usage and costs) were generated from data collected routinely from 2006 to 2008. The variations in production, costs and unit prices for tests were analyzed by Laspeyres and Paasche indices, which specifically measure laboratory activity, and by the Consumer Price Index from the Brazilian Institute of Geography and Statistics. RESULTS: A total of 10,359,111 tests were performed in 2008 (10.6% increase over 2006), and the test/employee ratio grew by 8.6%. The costs of supplies, wages and providers increased by 2.3%, 45.4% and 18.3%, respectively. The laboratory tests per visit and hospitalizations increased by 10% and 20%, respectively. The direct costs totaled R$ 63.2 million in 2008, representing an increase of 22.2% in current values during the period analyzed. The direct costs deflated by the Brazilian National Consumer Price Index (9.5% for the period) showed an 11.6% increase in production volumes. The activity-specific volume index, which considers changes in the mix of tests, showed increases of 18.5% in the test price and 3.1% in the production volume. CONCLUSIONS: The performance indicators, particularly the specific indices for volume and price of activity, constitute a baseline of performance potential for monitoring private laboratories and contractors. The economic performance indicators demonstrated the need for network information system integration prior to an outsourcing decision.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[OBJETIVO: Elaborar indicadores de desempeño y tercerización en red de laboratorios clínicos, basados en sistemas de informaciones y registros administrativos públicos. MÉTODOS: La red tenía 33 laboratorios con equipos automatizados pero sin informatización, 90 puestos de colecta y 983 funcionarios, en el municipio de Rio de Janeiro, Sureste de Brasil. Se obtuvo las informaciones de registros administrativos del Sistema de Informaciones de Presupuestos Públicos para la Salud y del Sistema de Informaciones de Ambulatorios y Hospitales del Sistema Único de Salud. Los indicadores, de 2006 a 2008, se refieren a la producción, productividad, utilización y costos, elaborados con datos colectados como rutina. Las variaciones de la producción, costos y precios unitarios de las pruebas en el período se analizaron por índices de Laspeyres y de Paasche, específicos para medir la actividad de los laboratorios y por el Índice de Precios al Consumidor Amplio del Instituto Brasileño de Geografía y Estadística. RESULTADOS: La producción fue de 10.359.111 pruebas en 2008 (aumentó en 10,6% con relación a 2006) y la relación pruebas/funcionario creció 8,6%. Los gastos con insumos, salarios y prestamista por convenio aumentaron, respectivamente 2,3%, 45,4% y 18,3%. Las pruebas laboratoriales por consulta e internación crecieron 10% y 20%. Los costos directos totalizaron R$ 63,2 millones en 2008, con aumento de 22,2% en valores actualizados en el período. Los costos directos disminuidos por el dice de Precios al Consumidor Amplio (9,5% para el período) muestran aumento del volumen de la producción de 11,6%. El índice de volumen específico para la actividad, que considera las variaciones de la mezcla de pruebas, mostró aumento de 18,5% en el precio unitario de la prueba y de 3,1% en el volumen de la producción. CONCLUSIONES: Los indicadores, en especial los índices específicos de volumen y precios de la actividad, constituyen una línea de base de desempeño potencial para acompañar laboratorios propios y tercerizados. Los indicadores económicos de desempeño elaborados muestran la necesidad de informatización de la red, antecediendo la decisión de tercerización.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Indicadores de Serviços]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Laboratórios, organização & administração]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Automação Laboratorial]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Custos e Análise de Custo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Tomada de Decisões Gerenciais]]></kwd>
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<kwd lng="es"><![CDATA[Toma de Decisiones en la Organización]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Indicadores  de desempenho e decis&atilde;o sobre terceiriza&ccedil;&atilde;o em rede p&uacute;blica  de laborat&oacute;rios</b></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Indicadores  de desempe&ntilde;o y decisi&oacute;n sobre tercerizaci&oacute;n en red p&uacute;blica  de laboratorios</b></font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Maria  Angelica Borges dos Santos<sup>I</sup>; Ricardo Montes de Moraes<sup>II</sup>;  Sonia Regina Lambert Passos<sup>III</sup></b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>N&uacute;cleo  de Tecnologia e Log&iacute;stica em Sa&uacute;de. Escola Nacional de Sa&uacute;de  P&uacute;blica Sergio Arouca. Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (Fiocruz). Rio  de Janeiro, RJ, Brasil    <br> <sup>II</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o de Contas Nacionais.  Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Rio de Janeiro, RJ, Brasil    <br>  <sup>III</sup>Laborat&oacute;rio de Epidemiologia Cl&iacute;nica. Instituto de  Pesquisa Cl&iacute;nica Evandro Chagas. Fiocruz. Rio de Janeiro, RJ, Brasil</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia  | Correspondence</a></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p><hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO:</b>  Elaborar indicadores de desempenho e terceiriza&ccedil;&atilde;o em rede de laborat&oacute;rios  cl&iacute;nicos, baseados em sistemas de informa&ccedil;&otilde;es e registros  administrativos p&uacute;blicos.    <br> <b>M&Eacute;TODOS:</b> A rede tinha 33 laborat&oacute;rios  com equipamentos automatizados, mas sem informatiza&ccedil;&atilde;o, 90 postos  de coleta e 983 funcion&aacute;rios, no munic&iacute;pio de Rio de Janeiro, RJ.  As informa&ccedil;&otilde;es foram obtidas de registros administrativos do Sistema  de Informa&ccedil;&otilde;es de Or&ccedil;amentos P&uacute;blicos para a Sa&uacute;de  e do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Ambulatoriais e Hospitalares do Sistema  &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Os indicadores (produ&ccedil;&atilde;o, produtividade,  utiliza&ccedil;&atilde;o e custos) foram elaborados com dados colhidos como rotina  de 2006 a 2008. As varia&ccedil;&otilde;es da produ&ccedil;&atilde;o, custos e  pre&ccedil;os unit&aacute;rios dos testes no per&iacute;odo foram analisadas por  &iacute;ndices de Laspeyres e de Paasche, espec&iacute;ficos para medir a atividade  dos laborat&oacute;rios, e pelo &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor Amplo  do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    <br> <b>RESULTADOS:</b>  A produ&ccedil;&atilde;o foi de 10.359.111 testes em 2008 (aumento de 10,6% em  rela&ccedil;&atilde;o a 2006) e a rela&ccedil;&atilde;o testes/funcion&aacute;rio  cresceu 8,6%. As despesas com insumos, sal&aacute;rios e prestador conveniado  aumentaram, respectivamente 2,3%, 45,4% e 18,3%. Os testes laboratoriais por consulta  e interna&ccedil;&atilde;o cresceram 10% e 20%. Os custos diretos totalizaram  R$ 63,2 milh&otilde;es em 2008, com aumento de 22,2% em valores correntes no per&iacute;odo.  Os custos diretos deflacionados pelo &Iacute;ndice de Pre&ccedil;os ao Consumidor  Amplo (9,5% para o per&iacute;odo) mostram aumento do volume da produ&ccedil;&atilde;o  de 11,6%. O &iacute;ndice de volume espec&iacute;fico para a atividade, que considera  as varia&ccedil;&otilde;es do mix de testes, mostrou aumento de 18,5% no pre&ccedil;o  unit&aacute;rio do teste e de 3,1% no volume da produ&ccedil;&atilde;o.    <br> <b>CONCLUS&Otilde;ES:</b>  Os indicadores, em especial os &iacute;ndices espec&iacute;ficos de volume e pre&ccedil;os  da atividade, constituem uma linha de base de desempenho potencial para acompanhar  laborat&oacute;rios pr&oacute;prios e terceirizados. Os indicadores de desempenho  econ&ocirc;micos elaborados mostram a necessidade de informatiza&ccedil;&atilde;o  da rede, antecedendo a decis&atilde;o de terceiriza&ccedil;&atilde;o.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Descritores:  </b> Indicadores de Servi&ccedil;os. Laborat&oacute;rios, organiza&ccedil;&atilde;o  &amp; administra&ccedil;&atilde;o. Automa&ccedil;&atilde;o Laboratorial. Servi&ccedil;os  Terceirizados. Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o em Laborat&oacute;rio Cl&iacute;nico,  utiliza&ccedil;&atilde;o. Custos e An&aacute;lise de Custo. Tomada de Decis&otilde;es  Gerenciais.</font></p><hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMEN</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO:</b>  Elaborar indicadores de desempe&ntilde;o y tercerizaci&oacute;n en red de laboratorios  cl&iacute;nicos, basados en sistemas de informaciones y registros administrativos  p&uacute;blicos.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> <b>M&Eacute;TODOS:</b> La red ten&iacute;a 33 laboratorios  con equipos automatizados pero sin informatizaci&oacute;n, 90 puestos de colecta  y 983 funcionarios, en el municipio de Rio de Janeiro, Sureste de Brasil. Se obtuvo  las informaciones de registros administrativos del Sistema de Informaciones de  Presupuestos P&uacute;blicos para la Salud y del Sistema de Informaciones de Ambulatorios  y Hospitales del Sistema &Uacute;nico de Salud. Los indicadores, de 2006 a 2008,  se refieren a la producci&oacute;n, productividad, utilizaci&oacute;n y costos,  elaborados con datos colectados como rutina. Las variaciones de la producci&oacute;n,  costos y precios unitarios de las pruebas en el per&iacute;odo se analizaron por  &iacute;ndices de Laspeyres y de Paasche, espec&iacute;ficos para medir la actividad  de los laboratorios y por el &Iacute;ndice de Precios al Consumidor Amplio del  Instituto Brasile&ntilde;o de Geograf&iacute;a y Estad&iacute;stica.    <br> <b>RESULTADOS:</b>  La producci&oacute;n fue de 10.359.111 pruebas en 2008 (aument&oacute; en 10,6%  con relaci&oacute;n a 2006) y la relaci&oacute;n pruebas/funcionario creci&oacute;  8,6%. Los gastos con insumos, salarios y prestamista por convenio aumentaron,  respectivamente 2,3%, 45,4% y 18,3%. Las pruebas laboratoriales por consulta e  internaci&oacute;n crecieron 10% y 20%. Los costos directos totalizaron R$ 63,2  millones en 2008, con aumento de 22,2% en valores actualizados en el per&iacute;odo.  Los costos directos disminuidos por el dice de Precios al Consumidor Amplio (9,5%  para el per&iacute;odo) muestran aumento del volumen de la producci&oacute;n de  11,6%. El &iacute;ndice de volumen espec&iacute;fico para la actividad, que considera  las variaciones de la mezcla de pruebas, mostr&oacute; aumento de 18,5% en el  precio unitario de la prueba y de 3,1% en el volumen de la producci&oacute;n.    <br>  <b>CONCLUSIONES:</b> Los indicadores, en especial los &iacute;ndices espec&iacute;ficos  de volumen y precios de la actividad, constituyen una l&iacute;nea de base de  desempe&ntilde;o potencial para acompa&ntilde;ar laboratorios propios y tercerizados.  Los indicadores econ&oacute;micos de desempe&ntilde;o elaborados muestran la necesidad  de informatizaci&oacute;n de la red, antecediendo la decisi&oacute;n de tercerizaci&oacute;n.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Descriptores:  </b> Indicadores de Servicios. Laboratorios, organizaci&oacute;n &amp; administraci&oacute;n.  Automatizaci&oacute;n de Laboratorios. Servicios Externos. Sistemas de Informaci&oacute;n  en Laboratorio Cl&iacute;nico, utilizaci&oacute;n. Costos y An&aacute;lisis de&nbsp;Costo.  Toma de Decisiones en la Organizaci&oacute;n.</font></p><hr size="1" noshade>      <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  &aacute;rea de an&aacute;lises cl&iacute;nicas, como a de apoio diagn&oacute;stico  em geral, vem ganhando destaque nos cuidados de sa&uacute;de e como atividade  econ&ocirc;mica. Consulta &agrave;s bases do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es  Ambulatoriais do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SIA/SUS) mostra que procedimentos  de diagn&oacute;stico em laborat&oacute;rios cl&iacute;nicos foram respons&aacute;veis  em 2009 por R$ 1,8 bilh&atilde;o em gastos federais pelo SUS, sendo pouco mais  de R$ 1,0 bilh&atilde;o destinados a laborat&oacute;rios p&uacute;blicos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em  fun&ccedil;&atilde;o da necessidade constante de investimento e atualiza&ccedil;&atilde;o  tecnol&oacute;gica, &eacute; preciso aprimorar a opera&ccedil;&atilde;o, comprovar  qualidade e efici&ecirc;ncia,<sup>9</sup> reduzir custos e otimizar a produ&ccedil;&atilde;o  para garantir lucratividade nas empresas e sustentabilidade no setor p&uacute;blico.<sup>4</sup>  A escala de produ&ccedil;&atilde;o de testes<a name="topa"></a><a href="#backa">ª</a> &eacute; virtualmente  um pr&eacute;-requisito de viabilidade econ&ocirc;mica. Assim, o panorama &eacute;  de crescente competi&ccedil;&atilde;o e concentra&ccedil;&atilde;o empresarial,<sup>6</sup>  com press&atilde;o por terceiriza&ccedil;&atilde;o desse segmento na &aacute;rea  privada e, mais recentemente, no SUS.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  avalia&ccedil;&atilde;o da produtividade, defini&ccedil;&otilde;es sobre or&ccedil;amento  e incorpora&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica,<sup>4</sup> bem como decis&otilde;es  sobre terceirizar - manter ou n&atilde;o servi&ccedil;os pr&oacute;prios - demandam,  cada vez mais, o uso de indicadores de desempenho.<sup>21</sup> A aus&ecirc;ncia  de informa&ccedil;&otilde;es sobre custos, volume e qualidade dos servi&ccedil;os  compromete decis&otilde;es gerenciais e dificulta o acompanhamento dos contratos,  aumentando os custos de terceiriza&ccedil;&otilde;es.<sup>2</sup></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto,  apesar do uso crescente de indicadores por laborat&oacute;rios privados,<a name="topb"></a><a href="#backb"><sup>b</sup></a>  poucos laborat&oacute;rios no Brasil fazem uso regular de indicadores econ&ocirc;mico-financeiros.<sup>15</sup>  Em laborat&oacute;rios p&uacute;blicos, o monitoramento das atividades tende a  resumir-se ao tradicional acompanhamento da quantidade de testes produzidos<sup>1</sup>  e ao controle interno e avalia&ccedil;&atilde;o externa com foco nos processos  anal&iacute;ticos laboratoriais, que s&atilde;o mais bem assimilados pelos profissionais.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es para elaborar indicadores  consome recursos organizacionais e &eacute; especialmente onerosa em laborat&oacute;rios  p&uacute;blicos, nos quais &eacute; frequente n&atilde;o existirem sistemas informatizados  laboratoriais. Assim, &eacute; desej&aacute;vel desenvolver abordagens para confeccionar  indicadores econ&ocirc;mico-financeiros com informa&ccedil;&otilde;es j&aacute;  existentes, sem necessidade de mudan&ccedil;as na forma de registro de informa&ccedil;&otilde;es  praticada.<sup>14</sup></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este  trabalho descreve indicadores de desempenho<sup>5,19,21</sup> elaborados para  acompanhar as atividades de uma rede municipal n&atilde;o informatizada de laborat&oacute;rios  cl&iacute;nicos, que podem tamb&eacute;m ser &uacute;teis para analisar e monitorar  propostas de terceiriza&ccedil;&atilde;o. Os indicadores utilizam informa&ccedil;&otilde;es  de registros administrativos municipais, do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es  de Or&ccedil;amentos P&uacute;blicos para a Sa&uacute;de (SIOPS), do SIA/SUS e  do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares do SUS (SIH/SUS).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  disponibilidade de informa&ccedil;&otilde;es detalhadas sobre despesas com pessoal,  insumos e servi&ccedil;os de terceiros (<i>inputs</i>) e sobre volume produzido  - entendido como quantidade e <i>mix</i> de testes (<i>outputs</i>) - permite  elaborar &iacute;ndices de pre&ccedil;os e volume espec&iacute;ficos para a atividade.<sup>22</sup>  Esses &iacute;ndices propiciam an&aacute;lises econ&ocirc;mico-financeiras mais  adequadas do que as tradicionalmente obtidas pela defla&ccedil;&atilde;o dos custos  por um &iacute;ndice de pre&ccedil;os geral da economia.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Iacute;ndices  de volume e pre&ccedil;os espec&iacute;ficos s&atilde;o usados para acompanhar  varia&ccedil;&otilde;es das atividades econ&ocirc;micas no Sistema de Contas Nacionais,<sup>22</sup>  contratos de terceiriza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de na  Nova Zel&acirc;ndia<sup>2</sup> e a produtividade do sistema de sa&uacute;de ingl&ecirc;s  - que dispunha, em 2003-4, de &iacute;ndices espec&iacute;ficos para 2.061 atividades  de sa&uacute;de.<sup>5</sup> O <i>Bureau of Economic Analyses</i>, dos Estados  Unidos, tamb&eacute;m estudou a implementa&ccedil;&atilde;o desse tipo de indicador.<sup>3</sup></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  utiliza&ccedil;&atilde;o de indicadores para avaliar organiza&ccedil;&otilde;es  de sa&uacute;de p&uacute;blicas brasileiras &eacute; pequena e h&aacute; crescente  tend&ecirc;ncia &agrave; terceiriza&ccedil;&atilde;o de laborat&oacute;rios de  an&aacute;lises cl&iacute;nicas do SUS, frequentemente desacompanhada de propostas  de avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho, seja da rede p&uacute;blica, seja dos  laborat&oacute;rios terceirizados. Assim, o objetivo do presente estudo &eacute;  elaborar indicadores de desempenho da rede de laborat&oacute;rios, visando discutir  a import&acirc;ncia do uso de &iacute;ndices espec&iacute;ficos, al&eacute;m das  implica&ccedil;&otilde;es da terceiriza&ccedil;&atilde;o e de outras estrat&eacute;gias  gerenciais.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&Eacute;TODOS</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este  estudo consiste em uma avalia&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o para gest&atilde;o  e decis&atilde;o.<sup>16</sup> A rede de laborat&oacute;rios de an&aacute;lises  cl&iacute;nicas avaliada &eacute; uma das maiores redes p&uacute;blicas de laborat&oacute;rios  de an&aacute;lises cl&iacute;nicas do Brasil e a segunda maior produtora municipal  de testes de patologia cl&iacute;nica. Compreende 33 laborat&oacute;rios (21 hospitalares  e 12 ambulatoriais) e 90 postos de coleta, respons&aacute;veis por metade da produ&ccedil;&atilde;o  ambulatorial em patologia cl&iacute;nica do SUS no munic&iacute;pio, e realiza  170 tipos de testes laboratoriais em oito especialidades principais (hematologia,  bioqu&iacute;mica, microbiologia, imunologia, horm&ocirc;nios, marcadores tumorais,  urina, gasometria). A rede disp&otilde;e de equipamentos anal&iacute;ticos automatizados  compat&iacute;veis com o porte de cada laborat&oacute;rio, mas n&atilde;o de um  sistema informatizado laboratorial.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram  elaborados para o per&iacute;odo de 2006 a 2008: (a) indicadores de produ&ccedil;&atilde;o,  que expressam caracter&iacute;sticas quantitativas e qualitativas dos produtos  gerados <i>(outputs);</i> (b) indicadores de produtividade do trabalho, que expressam  a efici&ecirc;ncia da atividade laboral;<sup>21</sup> (c) indicadores de utiliza&ccedil;&atilde;o,  que expressam tend&ecirc;ncias de consumo dos produtos; (d) indicadores de custos  e pre&ccedil;os, que captam a mobiliza&ccedil;&atilde;o de recursos financeiros  para viabilizar a atividade produtiva <i>(inputs);</i> e (e) &iacute;ndices compostos  de volume e pre&ccedil;os espec&iacute;ficos para a atividade. A defini&ccedil;&atilde;o,  forma de c&aacute;lculo e origem dos dados s&atilde;o as seguintes:</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Indicadores  de produ&ccedil;&atilde;o</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Testes  produzidos - total.</i> Quantidade total de testes em pacientes internados, de  emerg&ecirc;ncia e ambulatoriais. Os dados foram obtidos a partir de relat&oacute;rios  sobre quantidade de testes por tipo de teste, encaminhados pelos laborat&oacute;rios  integrantes da rede ao &oacute;rg&atilde;o central.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Testes  produzidos - ambulatorial</i>. Quantidade de "Procedimentos apresentados" para  o grupo 11 (Patologia Cl&iacute;nica) no SIA/SUS pelas unidades municipais de  sa&uacute;de. N&atilde;o s&atilde;o computadas perdas, testes para calibra&ccedil;&otilde;es  rotineiras dos equipamentos e repeti&ccedil;&otilde;es de testes.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Testes  produzidos - hospitalar.</i> &Eacute; a diferen&ccedil;a entre o total de testes  produzidos e os testes ambulatoriais.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Indicadores  de produtividade</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Funcion&aacute;rios  lotados em An&aacute;lises Cl&iacute;nicas</i>: total de funcion&aacute;rios de  qualquer categoria funcional lotados nos laborat&oacute;rios de an&aacute;lises  cl&iacute;nicas. Informa&ccedil;&atilde;o obtida da Coordena&ccedil;&atilde;o  de Recursos Humanos da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de (SMS).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Teste  por funcion&aacute;rio/ano</i>: raz&atilde;o entre o total de testes e a quantidade  de pessoal lotado na rede de laborat&oacute;rios.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Teste/hora  de trabalho paga</i>: divis&atilde;o do indicador teste por funcion&aacute;rio/ano  pela m&eacute;dia de horas de trabalho pagas anualmente por funcion&aacute;rio  (1.644 horas/ano).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Indicadores  de utiliza&ccedil;&atilde;o</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Rela&ccedil;&atilde;o  testes/consulta:</i> indica as tend&ecirc;ncias da demanda por testes laboratoriais  nas consultas realizadas pelas unidades assistenciais solicitantes. Obtida pela  divis&atilde;o do "Total de procedimentos" (testes) apresentados do grupo 11 (Patologia  Cl&iacute;nica) anualmente pelo total de consultas realizado pelas unidades municipais.  As consultas foram obtidas a partir do total de procedimentos apresentados do  Grupo 2 (A&ccedil;&otilde;es M&eacute;dicas B&aacute;sicas) somado a procedimentos  selecionados de consulta (0701202 a 0703101) do Grupo 7 (Procedimentos Especializados  de Profissionais M&eacute;dicos e outros Profissionais de n&iacute;vel superior  e m&eacute;dio) do SIA/SUS.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Rela&ccedil;&atilde;o  testes/interna&ccedil;&atilde;o SUS:</i> indica a utiliza&ccedil;&atilde;o de  testes durante interna&ccedil;&otilde;es. &Eacute; obtida subtraindo-se, para  cada ano analisado, a quantidade de Testes-ambulatorial da quantidade de Testes-total.  O total anual de interna&ccedil;&otilde;es em unidades municipais foi obtido no  SIH/SUS.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Indicadores  de custo</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Despesas  com pessoal:</i> remunera&ccedil;&atilde;o e encargos com todos os funcion&aacute;rios  lotados na rede de laborat&oacute;rios de an&aacute;lises cl&iacute;nicas da SMS.  Obtida pela raz&atilde;o entre a "Despesa liquidada" anual da "Administra&ccedil;&atilde;o  direta-sa&uacute;de" para a rubrica "Pessoal e encargos. Aplica&ccedil;&atilde;o  direta" do SIOPS e o total de pessoal da SMS, multiplicado pelo pessoal lotado  em An&aacute;lises Cl&iacute;nicas para os anos de refer&ecirc;ncia (dados fornecidos  pela Coordenadoria de Recursos Humanos da SMS). Consideram-se despesas liquidadas  aquelas que se encontram no segundo est&aacute;gio da execu&ccedil;&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria  p&uacute;blica, em que foi reconhecida a presta&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o  ou o fornecimento do bem.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Despesas  com insumos:</i> cess&atilde;o de equipamento por comodato e <i>kits</i> para  a realiza&ccedil;&atilde;o de testes. Obtida como os "Valores liquidados" para  "Materiais e produtos biol&oacute;gicos e laboratoriais", coletados no sistema  de acompanhamento de gastos da Prefeitura para 2006, e, a partir de 2007, como  "Despesas liquidadas" da "Administra&ccedil;&atilde;o direta-sa&uacute;de" para  "Material laboratorial", no SIOPS.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Despesa  com prestador contratado:</i> valor pago ao prestador conveniado para realizar  testes n&atilde;o realizados na rede. Corresponde ao "Valor Pago" ao prestador,  constante no SIA/SUS e coletado na p&aacute;gina da Secretaria Estadual de Sa&uacute;de.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Custo  direto:</i> soma dos indicadores de despesas com pessoal, despesas com insumos  e despesas com prestador contratado.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Pre&ccedil;o  unit&aacute;rio do teste em valores correntes:</i> custo direto dividido pelo  total de testes. N&atilde;o considera varia&ccedil;&otilde;es do <i>mix</i> de  testes.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Valor  SUS por teste:</i> valor m&eacute;dio pago pelo SUS federal por teste efetuado.  Divide-se o valor apresentado pela quantidade apresentada para o Grupo 11. Patologia  Clinica do SIA/SUS (at&eacute; 2007).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&Iacute;ndices  compostos para a atividade</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>&Iacute;ndice  de volume</i></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As  varia&ccedil;&otilde;es de volume permitem acompanhar o crescimento da produ&ccedil;&atilde;o  levando em considera&ccedil;&atilde;o as mudan&ccedil;as na quantidade e especialidade  dos testes produzidos (<i>mix</i> de testes).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  &iacute;ndices de volume foram calculados como &iacute;ndices de Laspeyres,<sup>22</sup>  a partir dos dados de produ&ccedil;&atilde;o desagregados pelas especialidades  (<a href="#t1">Tabela 1</a>) e da participa&ccedil;&atilde;o percentual de cada  especialidade nos custos de produ&ccedil;&atilde;o (<a href="#t2">Tabela 2</a>)  para os anos estudados. Considerou-se que as despesas com pessoal e as despesas  com servi&ccedil;os de terceiros (prestador contratado), que comp&otilde;em as  outras parcelas do custo direto total, tivessem uma distribui&ccedil;&atilde;o  entre especialidades id&ecirc;ntica &agrave; das despesas com insumos.<sup>5</sup></font></p>    <p><a name="t1"></a></p>    <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><img src="/img/revistas/rsp/v46n3/3067t01.jpg"></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><a name="t2"></a></p>    <p>&nbsp;</p>    <p align="center"><img src="/img/revistas/rsp/v46n3/3067t02.jpg"></p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  &iacute;ndice de Laspeyres &eacute; uma m&eacute;dia aritm&eacute;tica ponderada,  nesse caso pelas especialidades dos testes, que usa como pesos os pre&ccedil;os  (custos) de per&iacute;odos anteriores. A varia&ccedil;&atilde;o de volume (L<sub>q</sub>)  no ano t, portanto, mostra o crescimento do ano t-1 ao ano t e usa os pre&ccedil;os  (p) do ano t-1 como pesos.</font></p>    <p align="center"><img src="/img/revistas/rsp/v46n3/3067x01.jpg"></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>&Iacute;ndice  de pre&ccedil;os</i></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  &iacute;ndices de pre&ccedil;os captam as varia&ccedil;&otilde;es de pre&ccedil;os  (custos) n&atilde;o decorrentes da varia&ccedil;&atilde;o do volume. Foram calculados  como &iacute;ndices de Paasche.<sup>5,22</sup> O &iacute;ndice de pre&ccedil;os  (P<sub>p</sub>) no ano t &eacute; calculado pela raz&atilde;o entre a varia&ccedil;&atilde;o  de valor, que no caso deste estudo equivale aos custos, e a varia&ccedil;&atilde;o  de volume.</font></p>    <p align="center"><img src="/img/revistas/rsp/v46n3/3067x02.jpg"></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As  an&aacute;lises realizadas inclu&iacute;ram:</font></p>    <blockquote>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">(a)  Varia&ccedil;&otilde;es da produtividade laboral e da participa&ccedil;&atilde;o  dos tr&ecirc;s itens de despesa - pessoal, insumos e prestador conveniado - nos  custos totais entre 2006 e 2008 (<a href="/img/revistas/rsp/v46n3/3067t03.jpg">Tabela 3</a>).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">(b)  Custos da produ&ccedil;&atilde;o e pre&ccedil;os unit&aacute;rios do teste com  base em 2006 e varia&ccedil;&otilde;es acumuladas para o per&iacute;odo de 2006  a 2008, deflacionadas pelo &iacute;ndice de pre&ccedil;os ao consumidor amplo  do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IPCA/IBGE) e pelo &iacute;ndice  de pre&ccedil;o espec&iacute;fico da atividade calculado no estudo (<a href="/img/revistas/rsp/v46n3/3067t04.jpg">Tabela  4</a>).</font></p></blockquote>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entre  2006 e 2008, a quantidade de testes produzida aumentou 10,6%. As maiores varia&ccedil;&otilde;es  na produ&ccedil;&atilde;o de testes ocorreram nas especialidades microbiologia,  hematologia e marcadores tumorais, enquanto as menores ocorreram nas especialidades  gasometria, imunologia e outros (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora  constituam, em m&eacute;dia, um d&eacute;cimo da produ&ccedil;&atilde;o do per&iacute;odo,  os testes de imunologia corresponderam a mais de um ter&ccedil;o das despesas  com insumos. A bioqu&iacute;mica, com pouco menos de 60% dos testes (<a href="#t1">Tabela  1</a>), foi respons&aacute;vel por 14% a 16% do total das despesas com insumos  (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Isso determina os distintos pesos dessas especialidades  no volume (<i>mix</i>) de testes.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  <a href="/img/revistas/rsp/v46n3/3067t03.jpg">Tabela 3</a> mostra aumento no custo total da rede  de an&aacute;lises cl&iacute;nicas em valores correntes de 22,2% entre 2006 e  2008. Apesar do aumento de 7,8% na quantidade de testes em 2007 comparativamente  a 2006 (<a href="/img/revistas/rsp/v46n3/3067t03.jpg">Tabelas 3</a> e <a href="/img/revistas/rsp/v46n3/3067t04.jpg">4</a>),  observam-se quedas na produ&ccedil;&atilde;o para especialidades com maior peso  em termos de custo (imunologia, horm&ocirc;nios, gasometria e marcadores tumorais)  que se refletem na varia&ccedil;&atilde;o negativa (-2,3%) de volume (quantidade  ponderada pela participa&ccedil;&atilde;o dos diferentes tipos de testes nos custos)  nesse ano (<a href="/img/revistas/rsp/v46n3/3067t04.jpg">Tabelas 4</a>).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  indicadores de utiliza&ccedil;&atilde;o mostram, entre 2006 e 2007, aumento de  10% na demanda ambulatorial de testes por consulta e de pouco mais de 20% na quantidade  de testes por interna&ccedil;&atilde;o. Em 2008, ocorreram altera&ccedil;&otilde;es  na codifica&ccedil;&atilde;o de procedimentos do Datasus que inviabilizaram compara&ccedil;&otilde;es  para esse ano. O custo unit&aacute;rio do teste em valores correntes ficou entre  41,4% (2006) e 33,8% (em 2007) acima do valor SUS para os anos estudados (<a href="/img/revistas/rsp/v46n3/3067t03.jpg">Tabela  3</a>).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Houve  aumento na rela&ccedil;&atilde;o testes/funcion&aacute;rio por ano (produtividade)  entre 2006 e 2007, seguido de queda em 2008. Ainda assim houve um aumento de 8,6%  na produtividade do trabalho entre 2006 e 2008. A produtividade laboral anual  m&aacute;xima no per&iacute;odo foi de 10.797 testes por funcion&aacute;rio, em  2007, e variou entre 5,8 e 6,6 testes por hora paga no per&iacute;odo (<a href="/img/revistas/rsp/v46n3/3067t03.jpg">Tabela  3</a>).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As  despesas com pessoal aumentaram sua participa&ccedil;&atilde;o nos custos da rede.  Enquanto os insumos tiveram uma varia&ccedil;&atilde;o em valores correntes de  2,3%, as despesas com pessoal cresceram 45,4%. Em 2006, despesas com pessoal perfaziam  45,6% do custo direto total e, em 2008, 54,2% desse custo (<a href="/img/revistas/rsp/v46n3/3067t03.jpg">Tabela  3</a>).</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  defla&ccedil;&atilde;o dos custos da produ&ccedil;&atilde;o pelo IPCA para descontar  o efeito da infla&ccedil;&atilde;o assume a varia&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia  de 9,5% nos pre&ccedil;os ao consumidor para o per&iacute;odo. Sua aplica&ccedil;&atilde;o  para analisar os custos do laborat&oacute;rio indicou aumento do volume da produ&ccedil;&atilde;o  de 11,6% no per&iacute;odo. Os &iacute;ndices especificamente calculados para  medir a atividade da rede de laborat&oacute;rios considerando a varia&ccedil;&atilde;o  de pre&ccedil;os e volume (<i>mix</i> de testes) efetivamente ocorrida mostram  um aumento de 18,5% dos pre&ccedil;os unit&aacute;rios dos testes e de 3,1% no  volume da produ&ccedil;&atilde;o (<a href="/img/revistas/rsp/v46n3/3067t04.jpg">Tabela 4</a>).</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este  estudo mostrou a viabilidade de acompanhar uma rede p&uacute;blica de grande porte  n&atilde;o informatizada de laborat&oacute;rios com indicadores de desempenho.  A utiliza&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es de registros administrativos  e SIOPS<sup>20,25</sup> e de indicadores de pre&ccedil;os e volume espec&iacute;ficos  para acompanhar atividades de sa&uacute;de ainda &eacute; pouco comum no Brasil.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  quantidade de testes produzidos e a capacidade instalada da rede de laborat&oacute;rios  equiparam-se &agrave;s de alguns grandes laborat&oacute;rios privados nacionais,  mas s&atilde;o oferecidos apenas 10% dos tipos de testes dispon&iacute;veis no  mercado. O custo direto correspondeu a 2,9% das despesas pr&oacute;prias com sa&uacute;de  do munic&iacute;pio registradas no SIOPS para 2008, percentual inferior aos gastos  nessa &aacute;rea citados na literatura.<sup>7</sup></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  questionamento da produtividade e da efici&ecirc;ncia do setor p&uacute;blico  tem sido argumento muito usado para ampliar as terceiriza&ccedil;&otilde;es.<sup>11</sup>  A produtividade do trabalho de 5,8 a 6,6 testes por hora paga na rede de laborat&oacute;rios  avaliada &eacute; similar &agrave;s produtividades apresentadas em estudos<a name="topb"></a><sup><a href="#backb">b</a>,<a name="topc"></a><a href="#backc">c</a></sup>  nacionais (5 a 14 testes por hora paga) e internacionais.<sup>8,17,23</sup> A  produtividade da rede municipal avaliada &eacute; ainda mais relevante quando  se considera a inexist&ecirc;ncia de sistema informatizado laboratorial e a reconhecida  influ&ecirc;ncia da informatiza&ccedil;&atilde;o e da automa&ccedil;&atilde;o  sobre a produtividade.<sup>18,26</sup></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  produtividade varia entre os setores laboratoriais de recep&ccedil;&atilde;o,  coleta e an&aacute;lises e, em fun&ccedil;&atilde;o da automa&ccedil;&atilde;o  dos processos anal&iacute;ticos, tende a ser cada vez maior nesse setor. Cussiol<a href="#backb"><sup>b</sup></a>  (2009) registrou, em um laborat&oacute;rio hospitalar privado, uma produtividade  cerca de 3,5 vezes maior para o setor de an&aacute;lises do que para os demais.  A implanta&ccedil;&atilde;o de um sistema informatizado laboratorial dobrou a  produtividade, que atingiu 11.845 testes/ano.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No  trabalho de Valenstein et al<sup>23</sup> (2003), que acompanhou 255 laborat&oacute;rios  hospitalares e n&atilde;o hospitalares americanos, a produtividade variou entre  9,3 e 14,6 testes por hora paga. No estudo de Salas Garcia et al<sup>17</sup>  (2008), que consideraram exclusivamente o trabalho anal&iacute;tico, os testes  por hora paga variaram de 18,8 a 34,8.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m  do grau de automa&ccedil;&atilde;o e informatiza&ccedil;&atilde;o, a an&aacute;lise  da produtividade laboral precisa considerar a complexidade e os regimes de funcionamento  (urg&ecirc;ncia ou rotina), de abastecimento de insumos e de or&ccedil;amento.<sup>23</sup>  Especificamente no setor p&uacute;blico, a produtividade laboral pode n&atilde;o  medir o desempenho comparativamente &agrave; demanda n&atilde;o racionada<sup>-21</sup>  se for limitada, por exemplo, pela disponibilidade de insumos.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  estabilidade das despesas com insumos frequentemente reflete restri&ccedil;&otilde;es  or&ccedil;ament&aacute;rias ou morosidade nos processo de aquisi&ccedil;&atilde;o,  que atuam como fatores limitantes da produtividade. O ajuste adequado entre disponibilidade  de insumos, for&ccedil;a de trabalho e a capacidade instalada aumenta a efici&ecirc;ncia.  Organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas costumam ter baixa flexibilidade para  alter&aacute;-los e esse fato &eacute; ressaltado pelos proponentes da terceiriza&ccedil;&atilde;o  de servi&ccedil;os p&uacute;blicos.<sup>11</sup></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O  aumento das despesas com insumos em valores correntes (2,5%) foi inferior ao aumento  de volume da produ&ccedil;&atilde;o (3,1%), sugerindo ganhos de efic&ecirc;ncia  no processo de aquisi&ccedil;&atilde;o. O aumento do custo direto do laborat&oacute;rio  e do pre&ccedil;o unit&aacute;rio do teste deveu-se principalmente &agrave;s despesas  com pessoal, cujos aumentos salariais foram at&iacute;picos e bem superiores &agrave;s  m&eacute;dias da economia para o per&iacute;odo.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  detec&ccedil;&atilde;o das influ&ecirc;ncias de mudan&ccedil;as do volume da produ&ccedil;&atilde;o,  em especial as varia&ccedil;&otilde;es do <i>mix</i> de testes, sobre os custos  nos laborat&oacute;rios &eacute; um desafio permanente.<sup>4,13</sup> France  et al<sup>7</sup> (2003) propuseram acrescentar ao acompanhamento da quantidade  de testes produzida o indicador "percentual de testes especializados". Entretanto,  essa estrat&eacute;gia n&atilde;o fornece &iacute;ndices que viabilizem comparar  varia&ccedil;&otilde;es do volume ao longo do tempo ou correla&ccedil;&otilde;es  com custos.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma  das novidades deste trabalho &eacute; utilizar indicadores de volume e pre&ccedil;os  espec&iacute;ficos que viabilizem compara&ccedil;&otilde;es no tempo. Como a maioria  das an&aacute;lises de custos &eacute; realizada apenas a partir de informa&ccedil;&otilde;es  sobre valores totais para per&iacute;odos sucessivos, sem contar com informa&ccedil;&otilde;es  desagregadas para volume da produ&ccedil;&atilde;o, an&aacute;lises de custos  tradicionalmente recorrem &agrave; defla&ccedil;&atilde;o dos custos totais por  um &iacute;ndice geral de pre&ccedil;os da economia - como o IPCA-IBGE ou o &Iacute;ndice  Geral de Pre&ccedil;os.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto,  quando dispomos de informa&ccedil;&otilde;es detalhadas sobre pre&ccedil;os de  <i>inputs</i> e volume de produ&ccedil;&atilde;o (<i>outputs</i>) para uma atividade,  &eacute; poss&iacute;vel elaborar &iacute;ndices de pre&ccedil;os e volume espec&iacute;ficos,  que devem ser preferidos porque levam em conta as mudan&ccedil;as do <i>mix</i>  de produtos.<sup>5</sup> An&aacute;lises que utilizam indicadores de pre&ccedil;os  gerais da economia e indicadores espec&iacute;ficos para a atividade podem levar  a conclus&otilde;es bastante distintas. Isso vem estimulando v&aacute;rios pa&iacute;ses  a refinar indicadores de pre&ccedil;os e volumes para contemplar especificamente  um n&uacute;mero crescente de atividades na sa&uacute;de.<sup>5</sup></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A  varia&ccedil;&atilde;o do pre&ccedil;o unit&aacute;rio do teste medida a pre&ccedil;os  correntes ou usando o IPCA subestimou a eleva&ccedil;&atilde;o dos pre&ccedil;os.  A defla&ccedil;&atilde;o pelo IPCA superestimou o aumento do volume de produ&ccedil;&atilde;o  ao assumir um aumento de pre&ccedil;os equivalente ao da economia e n&atilde;o  captar a redu&ccedil;&atilde;o relativa da complexidade do <i>mix</i> de produtos  no per&iacute;odo.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Houve  eleva&ccedil;&atilde;o das taxas de teste/consulta e teste/interna&ccedil;&atilde;o  entre 2006 e 2007. Isso sugere, por um lado, maior capacidade de absor&ccedil;&atilde;o  da demanda pela rede de laborat&oacute;rios e, por outro, crescimento da solicita&ccedil;&atilde;o  de testes. Indicadores de utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o, cujo impacto  potencial sobre custos &eacute; ressaltado na literatura,<sup>24</sup> s&atilde;o  importantes para planejar a oferta de testes e gerenciar a utiliza&ccedil;&atilde;o  de testes.<sup>12</sup> Crescem em import&acirc;ncia nas terceiriza&ccedil;&otilde;es,  onde o requisito de escala para garantir a viabilidade empresarial pode ser um  poderoso incentivo para pressionar a amplia&ccedil;&atilde;o da utiliza&ccedil;&atilde;o.<sup>11</sup></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Fatores  adicionais a considerar nas decis&otilde;es sobre terceiriza&ccedil;&atilde;o  nesse caso seriam: a significativa escala e o escopo reduzido de produ&ccedil;&atilde;o  de testes, que favorecem uma opera&ccedil;&atilde;o eficiente e poderiam respaldar  uma op&ccedil;&atilde;o por investir na rede pr&oacute;pria;<a name="topa"></a><a href="#backa">ª</a>  o conhecimento j&aacute; acumulado pela &aacute;rea t&eacute;cnica, que seria  provavelmente perdido com a terceiriza&ccedil;&atilde;o;<sup>11</sup> e o fato  de existirem no setor quase mil funcion&aacute;rios, que em sua maioria n&atilde;o  poderiam ser deslocados de setor, sob pena de desvio de fun&ccedil;&atilde;o.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As  diferen&ccedil;as no <i>mix</i> de testes e as v&aacute;rias defini&ccedil;&otilde;es  de custo e formas de calcular custos - que podem incluir ou n&atilde;o deprecia&ccedil;&atilde;o  e custos indiretos - inviabilizam compara&ccedil;&otilde;es dos resultados deste  trabalho com os de outros estudos.<sup>8,9,10</sup></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os  custos indiretos, que n&atilde;o foram inclu&iacute;dos na avalia&ccedil;&atilde;o  dessa rede de laborat&oacute;rios, perfaziam, em 2010, em torno de 20% dos custos  totais em um grande grupo empresarial atuando no pa&iacute;s.<a href="#backc"><sup>c</sup></a>  Nos contratos de terceiriza&ccedil;&atilde;o que v&ecirc;m sendo adotados para  an&aacute;lises cl&iacute;nicas pelo SUS, &eacute; frequente o prestador de servi&ccedil;os  ocupar instala&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. Com isso, os custos indiretos  permanecem sob responsabilidade do gestor p&uacute;blico, o que refor&ccedil;a  a op&ccedil;&atilde;o pelo uso do custo direto assumida neste trabalho.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Limita&ccedil;&otilde;es  inerentes ao conjunto de indicadores propostos incluem n&atilde;o dispormos de  uma s&eacute;rie de dados longa o suficiente para analisar tend&ecirc;ncias e  o fato de os indicadores analisados serem focados em atividades e aproveitamento  de recursos.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um  sistema mais robusto de medi&ccedil;&atilde;o de desempenho incluiria indicadores  que permitissem acompanhar a qualidade de processos pr&eacute;-anal&iacute;ticos  e p&oacute;s-anal&iacute;ticos,<sup>19</sup> al&eacute;m de outras medidas com  impactos nos desfechos de sa&uacute;de dos pacientes, como tempo de retorno de  resultados, adequa&ccedil;&atilde;o das solicita&ccedil;&otilde;es de testes<sup>24</sup>  e satisfa&ccedil;&atilde;o da clientela.<sup>19</sup> A discuss&atilde;o internacional  sobre formas de medir volume e desempenho na sa&uacute;de p&uacute;blica vem come&ccedil;ando  a incorporar pondera&ccedil;&otilde;es para qualidade e desfecho a esses indicadores.<sup>5,21</sup></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em  conclus&atilde;o, o desempenho e a escala de produ&ccedil;&atilde;o atual da rede  de laborat&oacute;rios n&atilde;o recomendam uma decis&atilde;o imediata pela  terceiriza&ccedil;&atilde;o. Ainda que tenha ocorrido um aumento de pre&ccedil;os  superior ao da economia na an&aacute;lise com &iacute;ndices de pre&ccedil;os  e volume espec&iacute;ficos, esses aumentos foram fortemente baseados em aumentos  salariais bem acima da m&eacute;dia da economia - e n&atilde;o habituais no servi&ccedil;o  p&uacute;blico municipal. O custo unit&aacute;rio m&eacute;dio do exame permaneceu  pr&oacute;ximo a valores praticados no SUS, havendo motivos para supor que possam  ser reduzidos com a informatiza&ccedil;&atilde;o e outras medidas de racionaliza&ccedil;&atilde;o  gerencial.</font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na  eventualidade de terceiriza&ccedil;&atilde;o, os indicadores fornecem uma linha  de base sobre custo e desempenho que pode ser &uacute;til para formular e acompanhar  o contrato. Seria relevante monitorar varia&ccedil;&otilde;es do <i>mix</i> de  testes e a evolu&ccedil;&atilde;o dos custos usando &iacute;ndices de volume e  pre&ccedil;os semelhantes aos deste trabalho, principalmente em contratos com  or&ccedil;amentos globais, para otimizar os custos da administra&ccedil;&atilde;o  p&uacute;blica.</font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Idealmente,  deveriam ser estabelecidos programas de <i>benchmarking</i><sup>8</sup> para indicadores  econ&ocirc;mico-financeiros entre laborat&oacute;rios p&uacute;blicos visando  sedimentar uma cultura de avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho e custos na administra&ccedil;&atilde;o  p&uacute;blica e viabilizar decis&otilde;es gerenciais crescentemente baseadas  em evid&ecirc;ncias.</font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1.  Antunes CMF, Chiari CA, Lucena BNC. Laborat&oacute;rios de an&aacute;lises e patologia  cl&iacute;nica em Belo Horizonte, MG (Brasil): classifica&ccedil;&atilde;o quanto  ao atendimento e exames realizados. <i>Rev Saude Publica.</i> 1985;19(1):79-87.  DOI:10.1590/S0034-89101985000100009</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313886&pid=S0034-8910201200030000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2.  Ashton T, Cumming J, McLean J. Contracting for health services in a public health  system: the New Zealand experience. <i>Health Policy</i>. 2004;69(1):21-31. DOI:10.1016/j.healthpol.2003.11.004</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313887&pid=S0034-8910201200030000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3.  Aizcorbe A, Nestoriak N. Changing mix of medical care services: stylized facts  and implications for price indexes. <i>J Health Econ</i>. 2011;30(3):568-74. DOI:10.1016/j.jhealeco.2011.04.002</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313888&pid=S0034-8910201200030000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4.  Caballe Martin, I. La necesidad de asignar costes en el laboratorio clinico. <i>Quim  Clin</i>. 2004;23(6):423-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313889&pid=S0034-8910201200030000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5.  Castelli A, Dawson D, Gravelle H, Jacobs R, Kind P, Loveridge P, et al. A new  approach to measuring health system output and productivity. <i>Natl Inst Econ  Rev</i>. 2007;200(1):105-17. DOI:10.1177/0027950107080395</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313891&pid=S0034-8910201200030000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6.  Cavalcanti RLS. Globaliza&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea de sa&uacute;de: os  processos de aquisi&ccedil;&atilde;o e fus&atilde;o dos laborat&oacute;rios de  an&aacute;lises cl&iacute;nicas e sua implanta&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro:  Qualitymark; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313892&pid=S0034-8910201200030000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7.  France NC, Francis GAJ, Laurence SR. The costs of New Zealand pathology. <i>Health  Policy</i>. 2003:64(2):131-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313894&pid=S0034-8910201200030000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8.  France NC, Francis GAJ. Cross-laboratory benchmarking in pathology: scientific  management or the art of compromise. <i>Benchmarking Int J</i>. 2005;12(6):523-38.  DOI:10.1108/14635770510628663</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313896&pid=S0034-8910201200030000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9.  Galloway M, Nadin L. Benchmarking and the laboratory. <i>J Clin Pathol</i>. 2001;54(8):590-7.  DOI:10.1136/jcp.54.8.590</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313897&pid=S0034-8910201200030000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10.  Grzybicki DM, Raab SS. Measuring health care performance: identification and standardization  of laboratory quality indicators. <i>Am J Clin Pathol</i>. 2006:126(Suppl 1):S48-52.  DOI:10.1309/A68D7YJB2LMLBPJJ</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313898&pid=S0034-8910201200030000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11.  Jensen PH, Stonecash RE. Incentives and the efficiency of public sector-outsourcing  contracts. <i>J Econ Surv</i>. 2005;19(5):767-87. DOI:10.1111/j.0950-0804.2005.00267.x</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313899&pid=S0034-8910201200030000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12.  Kim JY, Dzik WH, Dighe AS, Lewandrovski KB. Utilization management in a large  urban academic medical center: a ten year experience. <i>Am J Clin Pathol</i>.  2011;135(1):8-18. DOI:10.1309/AJCP4GS7KSBDBACF</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313900&pid=S0034-8910201200030000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13.  Mayer M. Laboratory cost control and financial management software. <i>Clin Chim  Acta</i>. 1998;270(1):55-64. DOI:10.1016/S0009-8981(97)00235-0</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313901&pid=S0034-8910201200030000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14.  Luque CA, Cruz HN, Amaral CM, Bender S, Santos PM. O processo or&ccedil;ament&aacute;rio  e a apura&ccedil;&atilde;o de custos de produtos e servi&ccedil;os no setor p&uacute;blico  no Brasil. <i>Rev Serv Publico</i>. 2008;59(3):309-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313902&pid=S0034-8910201200030000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15.  Mungol KCU, Ferraz MB. Sistema de informa&ccedil;&atilde;o como ferramenta de  c&aacute;lculo e gest&atilde;o de custos em laborat&oacute;rios de an&aacute;lises  cl&iacute;nicas. <i>J Bras Patol Med Lab</i>. 2006;42(2):95-102. DOI:10.1590/S1676-24442006000200006</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313904&pid=S0034-8910201200030000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16.  Novaes HMD. Avalia&ccedil;&atilde;o de programas, servi&ccedil;os e tecnologias  em sa&uacute;de. <i>Rev Saude Publica</i>. 2000;34(5):547-9. DOI:10.1590/S0034-89102000000500018</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313905&pid=S0034-8910201200030000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17.  Salas Garcia A, Villaplana Perez C, Calder&oacute;n Ruiz A, Gimeno Bosch C, Perez  Jove J, Sevillano Herrada C, et al. Benchmarking and clinical quality management  indicators in three clinical laboratories. <i>Accred Qual Assur</i>. 2008;13(3):123-32.  DOI:10.1007/s00769-008-0365-y</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313906&pid=S0034-8910201200030000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18.  Sarkozi L, Simson E, Ramanathan L. The effects of total laboratory automation  on the management of a clinical chemistry laboratory: retrospective analysis of  36 years. <i>Clin Chim Acta</i>. 2003;329(1-2):89-94. DOI:10.1016/S0009-8981(03)00020-2</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313907&pid=S0034-8910201200030000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19.  Shahangian S, Snyder SR. Laboratory medicine quality indicators. <i>Am J Clin  Pathol</i>. 2009;131(3):418-31. DOI:10.1309/AJCPJF8JI4ZLDQUE</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313908&pid=S0034-8910201200030000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20.  Silva KSB, Bezerra AFB, Souza IMC, Gon&ccedil;alves RF. Conhecimento e uso do  Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Or&ccedil;amentos P&uacute;blicos em  Sa&uacute;de (SIOPS) pelos gestores municipais, Pernambuco, Brasil. <i>Cad Saude  Publica</i>. 2010;26(2):373-82. DOI:10.1590/S0102-311X2010000200016</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313909&pid=S0034-8910201200030000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21.  Stevens PA, Stokes L, O'Mahony M. Metrics, targets and performance. <i>Natl Inst  Econ Rev</i>. 2006;197(1):80-92. DOI:10.1177/0027950106070037</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313910&pid=S0034-8910201200030000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22.  United Nations. System of National Accounts 2008. New York; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313911&pid=S0034-8910201200030000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23.  Valenstein PN, Wang E, O'Donohue T. Productivity of Veterans Health Administration  Laboratories: a College of American Pathologists Laboratory Management Index Program  (LMIP) study. <i>Arch Pathol Lab Med</i>. 2003;127(12):1557-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313913&pid=S0034-8910201200030000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>    <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24.  Van Walraven C, Naylor CD. Do we know what inappropriate laboratory utilization  is? A systematic review of laboratory clinical audits. <i>JAMA</i>. 1998;280(6):550-8.  DOI:10.1001/jama.280.6.550</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313915&pid=S0034-8910201200030000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25.  Vidor AC, Fisher PD, Bordin R. Utiliza&ccedil;&atilde;o dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o  em sa&uacute;de em munic&iacute;pios ga&uacute;chos de pequeno porte. <i>Rev Saude  Publica</i>. 2011;45(1):24-30. DOI:10.1590/S0034-89102011000100003</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313916&pid=S0034-8910201200030000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26.  Workman RD, Lewis MJ, Hill BT. Enhancing the financial performance of a health  system laboratory network using an information system. <i>Am J Clin Pathol</i>.  2000;114(1):9-15. DOI:10.1309/UQRF-AVN9-5V0Y-DTNK</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3313917&pid=S0034-8910201200030000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rsp/v46n3/seta.jpg" border="0"></a>  <b> Correspond&ecirc;ncia | Correspondence:    <br> </b> Maria Angelica Borges dos  Santos    <br> Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> S&eacute;rgio Arouca    <br>  Av. Brasil 4036 - Sala 902    <br> Manguinhos    <br> 21040-210 Rio de Janeiro, RJ, Brasil    <br>  E-mail: <a href="mailto:angelicabsantos@ensp.fiocruz.br">angelicabsantos@ensp.fiocruz.br</a></font></p>    <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido:  7/2/2011    <br> Aprovado: 7/12/2011    <br> Passos SRL foi apoiada pela Funda&ccedil;&atilde;o  Carlos Chagas Filho de Amparo &agrave; Pesquisa (Faperj - Processo n&#186; E26/101-511/2010;  bolsa Jovem Cientista do Nosso Estado). </font></p>    <p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>    ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo  baseado na tese de doutorado de Santos MAB apresentada &agrave; Escola Nacional  de Sa&uacute;de P&uacute;blica Sergio Arouca em 2012.    <br> Os autores declaram  n&atilde;o haver conflitos de interesses.    <br> <a name="backa"></a><a href="#topa">a</a> Gon&ccedil;alves  R, Barros PP. Economies of scale and scope in the provision of diagnostic techniques  and therapeutic services in Portuguese hospitals. Porto: Faculdade de Economia  e Gest&atilde;o da Universidade Cat&oacute;lica Portuguesa; 2009. (Documentos  de Trabalho em Economia, 4).    <br> <a name="backb"></a><a href="#topb">b</a> Cussiol AK. O impacto da  tecnologia da informa&ccedil;&atilde;o sobre os indicadores de desempenho, qualidade  e econ&ocirc;micos de um laborat&oacute;rio cl&iacute;nico de m&eacute;dio porte  &#91;disserta&ccedil;&atilde;o de mestrado&#93;. Campinas: Faculdade de Ci&ecirc;ncias  M&eacute;dicas da UNICAMP; 2009.    <br> <a name="backc"></a><a href="#topc">c</a>  Diagn&oacute;sticos da Am&eacute;rica S.A. Dados econ&ocirc;mico-financeiros &#91;press  release&#93;. Resultado do segundo trimestre de 2010. &#91;citado 2011 jan 2&#93;.  Dispon&iacute;vel em: <a href="http://siteempresas.bovespa.com.br/consbov/ExibeTodosDocumentosCVM.asp?CNPJ=61.486.650/0001-83&amp;CCVM=19623&amp;TipoDoc=C&amp;QtLinks=10" target="_blank">http://siteempresas.bovespa.com.br/consbov/ExibeTodosDocumentosCVM.asp?CNPJ=61.486.650/0001-83&amp;CCVM=19623&amp;TipoDoc=C&amp;QtLinks=10</a></font></p>      ]]></body><back>
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