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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Médicos, advogados e indústria farmacêutica na judicialização da saúde em Minas Gerais, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Doctors, lawyers and pharmaceutical industry on health lawsuits in Minas Gerais, Southeastern Brazil]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Médicos, abogados e industria farmacéutica en la judicialización de la salud en Minas Gerais, Sudeste de Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To describe the relationship between the prescribing doctor, lawyer and pharmaceutical industry in lawsuits against the state. METHODS: Retrospective descriptive study based on data from administrative files, relating to lawsuits involving medicine demands, in the state of Minas Gerais, Southeastern Brazil, from October 1999 to October 2009. RESULTS: A total of 2,412 lawsuits were analyzed with 2,880 medicine requests, including 18 different drugs, 12 of them provided through Pharmaceutical Policies of the Brazilian National Health System (SUS). The most frequent medicines requested included were adalimumab, etanercept, infliximab, insulin glargine and tiotropium bromide. The main diseases were rheumatoid arthritis, ankylosing spondylitis, diabetes mellitus, and chronic obstructive pulmonary disease. Private lawyers and doctors were predominant. The results revealed the association between doctors and law offices on drug requests. Among the lawsuits filed by the office A, 43.6% had a single prescriber to adalimumab, while 29 doctors were responsible for 40.2% of the same drug prescriptions. A single doctor was responsible for 16.5% of the adalimumab prescriptions, being requested through lawsuits filed by a single private law office in 44.8% of legal proceedings. CONCLUSIONS: A greater representation of doctors and lawyers from the private sector can hinder equity in health. The results revealed the association between doctors and law offices on drug requests. This is an indication that justice and medical practice have been used, at certain times, to serve the interests of the pharmaceutical industry.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[OBJETIVO: Describir las relaciones entre médico prescriptor, abogado e industria farmacéutica en acciones judiciales contra el Estado. MÉTODOS: Estudio descriptivo retrospectivo con base en las informaciones de los expedientes administrativos de los procesos judiciales con demandas por medicamentos contra el Estado de Minas Gerais, Sudeste de Brasil, movidos entre octubre de 1999 y octubre de 2009. Las variables estudiadas fueron: sexo, edad y enfermedad de los beneficiarios de las acciones, origen de la atención médica (público o privado), médico prescriptor, tipo de representación jurídica y medicamento solicitado. Se realizó análisis descriptivo de las variables con la distribución de frecuencias. RESULTADOS: Los medicamentos más solicitados fueron adalimumabe, etanercepte, infliximabe e insulina glargina. Las principales enfermedades de los beneficiarios fueron artritis reumatoide, espondilitis anquilosante, diabetes mellitus y enfermedades pulmonares obstructivas crónicas. Hubo predominio de representación por abogados particulares y atención por médicos del sector privado. Entre las acciones representadas por la oficina A, 43,6% tuvieron un único médico prescriptor para el adalimumabe, y 29 médicos fueron responsables por 40,2% de los pedidos del mismo fármaco. Sólo un médico fue responsable por 16,5% de las prescripciones de adalimumabe, solicitado por sólo una oficina particular de abogacía, en 44,8% de los pedidos. CONCLUSIONES: La mayor representatividad de médicos del sector privado y abogados particulares pudo traer perjuicio a la equidad. Los datos sugieren asociación entre médicos y oficinas de abogacía en las solicitudes de medicamentos. Este escenario es un indicio de que la justicia y la medicina han sido utilizadas para atender a los intereses de la industria farmacéutica.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS    ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>M&eacute;dicos,    advogados e ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica na judicializa&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de em Minas Gerais, Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;dicos,    abogados e industria farmac&eacute;utica en la judicializaci&oacute;n de la  salud en Minas Gerais, Sudeste de Brasil.</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Orozimbo Henriques    Campos Neto<sup>I</sup>; Francisco de Assis Acurcio<sup>II</sup>; Marina Amaral    de &Aacute;vila Machado<sup>I</sup>; Felipe Ferr&eacute;<sup>III</sup>; Fernanda    Loureiro Vasconcelos Barbosa<sup>IV</sup>; Mari&acirc;ngela Leal Cherchiglia<sup>V</sup>;    Eli Iola Gurgel Andrade<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Programa    P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica. Faculdade    de Medicina. Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Farm&aacute;cia Social. Faculdade de Farm&aacute;cia.    Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Bioinform&aacute;tica.    Instituto de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas. Universidade Federal de Minas    Gerais. Belo Horizonte, MG, Brasil    <br>   <sup>IV</sup>Bolsista da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa    do Estado de Minas Gerais. Grupo de Pesquisa em Economia da Sa&uacute;de. Universidade    Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG, Brasil    <br>   <sup>V</sup>Departamento de Medicina Preventiva e Social. Faculdade de Medicina.    Universidade Federal de Minas Gerais. Belo Horizonte, MG, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia    | Correspondence</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO:</b>    Descrever as rela&ccedil;&otilde;es entre m&eacute;dico prescritor, advogado    e ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica em a&ccedil;&otilde;es judiciais contra    o Estado.    <br>   <b>M&Eacute;TODOS: </b> Estudo descritivo retrospectivo com base nas informa&ccedil;&otilde;es    dos expedientes administrativos dos processos judiciais com demandas por medicamentos    contra o Estado de Minas Gerais movidos entre outubro de 1999 e outubro de 2009.    As vari&aacute;veis estudadas foram: sexo, idade e doen&ccedil;a dos benefici&aacute;rios    das a&ccedil;&otilde;es, origem do atendimento m&eacute;dico (p&uacute;blico    ou privado), m&eacute;dico prescritor, tipo de representa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica    e medicamento solicitado. Foi realizada an&aacute;lise descritiva das vari&aacute;veis    com a distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncias.    <br>   <b>RESULTADOS: </b> Foram analisadas 2.412 a&ccedil;&otilde;es judiciais referentes    a 2.880 medicamentos solicitados, com 18 f&aacute;rmacos diferentes. Entre esses,    12 s&atilde;o fornecidos pelas pol&iacute;ticas de assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). Os medicamentos mais solicitados    foram adalimumabe, etanercepte, infliximabe e insulina glargina. As principais    doen&ccedil;as dos benefici&aacute;rios foram artrite reumat&oacute;ide, espondilite    anquilosante, diabetes mellitus e doen&ccedil;as pulmonares obstrutivas cr&ocirc;nicas.    Houve predom&iacute;nio de representa&ccedil;&atilde;o por advogados particulares    e atendimento por m&eacute;dicos do setor privado. Entre as a&ccedil;&otilde;es    representadas pelo escrit&oacute;rio A, 43,6% tiveram um &uacute;nico m&eacute;dico    prescritor para o adalimumabe e 29 m&eacute;dicos foram respons&aacute;veis    por 40,2% dos pedidos do mesmo f&aacute;rmaco. Apenas um m&eacute;dico foi respons&aacute;vel    por 16,5% das prescri&ccedil;&otilde;es de adalimumabe, solicitado por apenas    um escrit&oacute;rio particular de advocacia, em 44,8% dos pedidos.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <b>CONCLUS&Otilde;ES: </b> A maior representatividade de m&eacute;dicos do setor    privado e advogados particulares pode trazer preju&iacute;zo &agrave; equidade.    Os dados sugerem associa&ccedil;&atilde;o entre m&eacute;dicos e escrit&oacute;rios    de advocacia nas solicita&ccedil;&otilde;es dos medicamentos. Esse quadro &eacute;    um ind&iacute;cio de que a Justi&ccedil;a e a medicina t&ecirc;m sido utilizadas    para atender aos interesses da ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Descritores:    </b> M&eacute;dicos. Advogados. Ind&uacute;stria Farmac&ecirc;utica. Rela&ccedil;&otilde;es    Interprofissionais. Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica. Decis&otilde;es Judiciais.    Equidade no Acesso. Direito Sanit&aacute;rio.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMEN</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO:</b>    Describir las relaciones entre m&eacute;dico prescriptor, abogado e industria    farmac&eacute;utica en acciones judiciales contra el Estado.    <br>   <b>M&Eacute;TODOS: </b> Estudio descriptivo retrospectivo con base en las informaciones    de los expedientes administrativos de los procesos judiciales con demandas por    medicamentos contra el Estado de Minas Gerais, Sudeste de Brasil, movidos entre    octubre de 1999 y octubre de 2009. Las variables estudiadas fueron: sexo, edad    y enfermedad de los beneficiarios de las acciones, origen de la atenci&oacute;n    m&eacute;dica (p&uacute;blico o privado), m&eacute;dico prescriptor, tipo de    representaci&oacute;n jur&iacute;dica y medicamento solicitado. Se realiz&oacute;    an&aacute;lisis descriptivo de las variables con la distribuci&oacute;n de frecuencias.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> Los medicamentos m&aacute;s solicitados fueron adalimumabe,    etanercepte, infliximabe e insulina glargina. Las principales enfermedades de    los beneficiarios fueron artritis reumatoide, espondilitis anquilosante, diabetes    mellitus y enfermedades pulmonares obstructivas cr&oacute;nicas. Hubo predominio    de representaci&oacute;n por abogados particulares y atenci&oacute;n por m&eacute;dicos    del sector privado. Entre las acciones representadas por la oficina A, 43,6%    tuvieron un &uacute;nico m&eacute;dico prescriptor para el adalimumabe, y 29    m&eacute;dicos fueron responsables por 40,2% de los pedidos del mismo f&aacute;rmaco.    S&oacute;lo un m&eacute;dico fue responsable por 16,5% de las prescripciones    de adalimumabe, solicitado por s&oacute;lo una oficina particular de abogac&iacute;a,    en 44,8% de los pedidos.    <br>   <b>CONCLUSIONES: </b> La mayor representatividad de m&eacute;dicos del sector    privado y abogados particulares pudo traer perjuicio a la equidad. Los datos    sugieren asociaci&oacute;n entre m&eacute;dicos y oficinas de abogac&iacute;a    en las solicitudes de medicamentos. Este escenario es un indicio de que la justicia    y la medicina han sido utilizadas para atender a los intereses de la industria    farmac&eacute;utica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Descriptores:</b>    M&eacute;dicos. Abogados. Industria Farmac&eacute;utica. Relaciones Interprofesionales.    Servicios Farmac&eacute;uticos. Decisiones Judiciales. Equidad en el Acceso.    Derecho Sanitario</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Novos medicamentos    s&atilde;o frequentemente lan&ccedil;ados no mercado com pre&ccedil;os superiores    &agrave;s farmacoterapias existentes sem agregar benef&iacute;cios terap&ecirc;uticos    aos pacientes. Segundo Vidotti et al<sup>12</sup> (2008), dos 109 medicamentos    registrados na Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa)    no Brasil entre 2000 e 2004, aproximadamente 40% n&atilde;o apresentavam inova&ccedil;&atilde;o    em rela&ccedil;&atilde;o aos medicamentos dispon&iacute;veis, segundo classifica&ccedil;&atilde;o    do Food and Drug Administration (FDA). Nenhum deles estava inclu&iacute;do na    Rela&ccedil;&atilde;o Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), portanto    n&atilde;o satisfaziam &agrave;s necessidades priorit&aacute;rias de sa&uacute;de    da popula&ccedil;&atilde;o, conforme defini&ccedil;&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de (OMS). Menos de 10% eram indicados para condi&ccedil;&otilde;es    consideradas estrat&eacute;gicas pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS),    como diabetes, tuberculose e hipertens&atilde;o, e nenhum medicamento foi lan&ccedil;ado    para hansen&iacute;ase.<a name="topa"></a><sup>13,<a href="#backa">a</a></sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os altos custos    dos novos medicamentos impactam a Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica (AF)    no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), na medida em que os processos    judiciais movidos pelos pacientes obrigam o fornecimento gratuito sob a reivindica&ccedil;&atilde;o    do direito constitucional &agrave; sa&uacute;de. O Poder Judici&aacute;rio contribui    para introduzir no mercado medicamentos n&atilde;o padronizados pelo SUS ou    pertencentes ao Componente Especializado da AF (medicamentos de alto custo)    para condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de n&atilde;o regidas por diretrizes    ou protocolos. Por outro lado, pedidos de medicamentos pertencentes a outros    programas de AF do SUS s&atilde;o motivados por falhas no abastecimento, como    aquisi&ccedil;&otilde;es em quantidade inadequada ou com programa&ccedil;&atilde;o    de entrega n&atilde;o respeitada.<sup>5,7,9,10,14</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudos realizados    em S&atilde;o Paulo e Minas Gerais em 2006 mostraram concentra&ccedil;&atilde;o    de pedidos judiciais de adalimumabe e etanercepte (na &eacute;poca n&atilde;o    incorporados ao SUS) em grupo reduzido de prescritores e advogados. Esses resultados    sugerem rela&ccedil;&otilde;es inapropriadas entre esses profissionais e os    laborat&oacute;rios farmac&ecirc;uticos, descaracterizando a garantia do direito    &agrave; sa&uacute;de como motiva&ccedil;&atilde;o priorit&aacute;ria dos processos.<sup>6</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O presente estudo    tem como objetivo descrever as rela&ccedil;&otilde;es entre prescritor, advogado    e ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica nas a&ccedil;&otilde;es judiciais impetradas    contra o Estado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudo descritivo    retrospectivo com base nos dados constantes dos expedientes administrativos    referentes aos processos judiciais por medicamentos em Minas Gerais movidos    entre outubro de 1999 e outubro de 2009.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A coleta de dados    foi realizada na Secretaria de Estado de Sa&uacute;de de Minas Gerais (SES-MG)    entre fevereiro e novembro de 2009 por pesquisadores do Grupo de Pesquisa em    Economia da Sa&uacute;de (GPES/UFMG). Um formul&aacute;rio previamente testado    foi aplicado aos expedientes administrativos de processos judiciais conclu&iacute;dos    ou em curso. As informa&ccedil;&otilde;es obtidas foram armazenadas em banco    de dados utilizando-se o Microsoft Office Access 2007<sup>&#174;</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As vari&aacute;veis    analisadas foram: benefici&aacute;rio (sexo, idade, munic&iacute;pio de resid&ecirc;ncia),    representante judicial (advogado, promotor, defensor p&uacute;blico), atendimento    (m&eacute;dico prescritor, especialidade m&eacute;dica, origem do atendimento,    estabelecimento de sa&uacute;de, diagn&oacute;stico conforme Classifica&ccedil;&atilde;o    Internacional de Doen&ccedil;as - CID-10), medicamento (f&aacute;rmaco conforme    classifica&ccedil;&atilde;o do Anatomical Therapeutic Chemical - ATC) e laborat&oacute;rio    fabricante. O c&aacute;lculo da idade do benefici&aacute;rio foi realizado com    base nas datas da peti&ccedil;&atilde;o inicial e de nascimento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir das 6.112    a&ccedil;&otilde;es judiciais impetradas, foram selecionados os processos de    requisi&ccedil;&atilde;o de medicamentos que apresentavam princ&iacute;pios    ativos solicitados em mais de 100 processos, perfazendo 18 itens (47,1% dos    processos). Esses princ&iacute;pios ativos foram descritos conforme subst&acirc;ncia    qu&iacute;mica (n&iacute;vel 5 da ATC) e agrupados em suas diferentes apresenta&ccedil;&otilde;es.    Optou-se por trabalhar com as a&ccedil;&otilde;es individuais, ou seja, que    contemplassem apenas um benefici&aacute;rio e que envolvessem apenas um escrit&oacute;rio    de advocacia, um m&eacute;dico prescritor e um pedido de medicamento. A percep&ccedil;&atilde;o    sobre quais profissionais realizaram o atendimento e a representa&ccedil;&atilde;o    judicial n&atilde;o era poss&iacute;vel nas a&ccedil;&otilde;es com mais de    um benefici&aacute;rio. Assim, foram inclu&iacute;dos na an&aacute;lise medicamentos    cujos princ&iacute;pios ativos foram solicitados em menos de 100 processos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As rela&ccedil;&otilde;es    entre m&eacute;dicos, advogados e a ind&uacute;stria foram estabelecidas por    cruzamento entre "nome do m&eacute;dico", "escrit&oacute;rio de advocacia",    "princ&iacute;pio ativo do medicamento" e " laborat&oacute;rio fabricante".    Para a an&aacute;lise, foram considerados como escrit&oacute;rios de advocacia    as defensorias p&uacute;blicas da Uni&atilde;o e do Estado, assist&ecirc;ncias    jur&iacute;dicas dos munic&iacute;pios, n&uacute;cleos de assist&ecirc;ncia    judici&aacute;ria das faculdades de Direito e os pr&oacute;prios escrit&oacute;rios    de advocacia particulares. Na descri&ccedil;&atilde;o dos resultados, essas    diferen&ccedil;as s&atilde;o indicadas. Tamb&eacute;m foram associados aos m&eacute;dicos    suas especialidades e o tipo de atendimento (pelo SUS ou no setor privado),    identificado a partir da prescri&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica registrada no    banco de dados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">An&aacute;lise    descritiva dos dados foi conduzida com a apresenta&ccedil;&atilde;o em tabelas    da distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncias (relativas e absolutas) das    vari&aacute;veis selecionadas. Os softwares utilizados foram MySQL 5.1.41 para    gerenciamento do banco de dados e Microsof Office Excel 2007<sup>&#174;</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os aspectos &eacute;ticos    e a confidencialidade do estudo foram garantidos. Este estudo &eacute; parte    integrante do projeto "Impacto das a&ccedil;&otilde;es judiciais na pol&iacute;tica    nacional de assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica: gest&atilde;o da cl&iacute;nica    e medicaliza&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a", da Universidade de Minas Gerais,<a name="topb"></a><a href="#backb"><sup>b</sup></a>    com aprova&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade    Federal de Minas Gerais (COEP) (Parecer n&deg; ETIC 292/08).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As 6.112 a&ccedil;&otilde;es    judiciais contemplaram 10.078 pedidos de medicamentos, incluindo 802 f&aacute;rmacos    diferentes. Ao aplicar os crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o, foram analisadas    2.412 a&ccedil;&otilde;es, perfazendo 2.880 medicamentos com 18 f&aacute;rmacos    diferentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A maioria dos benefici&aacute;rios    era do sexo feminino, com discreto predom&iacute;nio dos benefici&aacute;rios    com mais de 40 anos (<a href="/img/revistas/rsp/v46n5/04t01.jpg">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dentre as doen&ccedil;as    e medicamentos mais frequentes destacaram-se artrite reumat&oacute;ide e espondilite    anquilosante (adalimumabe, etanercepte e infliximabe), diabetes <i>mellitus</i>    (insulina glargina) e outras doen&ccedil;as pulmonares obstrutivas cr&ocirc;nicas    (brometo de tiotr&oacute;pio) (<a href="/img/revistas/rsp/v46n5/04t01.jpg">Tabelas 1</a> e <a href="/img/revistas/rsp/v46n5/04t02.jpg">2</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Predominaram representa&ccedil;&otilde;es    jur&iacute;dicas por advogados particulares e atendimento por m&eacute;dicos    do sistema privado (<a href="/img/revistas/rsp/v46n5/04t01.jpg">Tabela 1</a>). No entanto, houve    pedidos da Defensoria P&uacute;blica do Estado de Minas Gerais (DPMG) para os    18 medicamentos em estudo. Nas a&ccedil;&otilde;es que envolviam quatro desses    medicamentos (brometo de tiotr&oacute;pio, clopidogrel, losartana e sinvastatina),    a maior representa&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica foi da DPMG. Foram 152 as    a&ccedil;&otilde;es da DPMG para esses quatro medicamentos, o equivalente a    33,6% das a&ccedil;&otilde;es da DPMG e 6,3% de todas as a&ccedil;&otilde;es    selecionadas no presente estudo (<a href="/img/revistas/rsp/v46n5/04t02.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As especialidades    m&eacute;dicas que estiveram mais presentes nas a&ccedil;&otilde;es judiciais    foram: reumatologia (17,9%), endocrinologia (6,2%), cardiologia (5,4%), psiquiatria    (4,5%), pneumologia (3,6%) e oncologia (2,5%).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Houve concentra&ccedil;&atilde;o    de m&eacute;dicos e advogados nos pedidos dos medicamentos mais demandados (<a href="/img/revistas/rsp/v46n5/04t02.jpg">Tabela    2</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os quatro escrit&oacute;rios    de advocacia respons&aacute;veis pelo maior n&uacute;mero de a&ccedil;&otilde;es    contemplaram 687 pedidos (61,8%): DPMG com 359 solicita&ccedil;&otilde;es; escrit&oacute;rio    A, 165; escrit&oacute;rio B, 87; escrit&oacute;rio C, 76. Houve concentra&ccedil;&atilde;o    de pedidos por um ou dois medicamentos para os tr&ecirc;s escrit&oacute;rios.    O escrit&oacute;rio A teve 160 pedidos de adalimumabe, o B, 59 de etanercepte    e o C, 28 de adalimumabe e 36 de etanercepte. Os tr&ecirc;s m&eacute;dicos com    maior n&uacute;mero de prescri&ccedil;&otilde;es contemplaram 126 pedidos (10,9%).    O m&eacute;dico X com 76, o m&eacute;dico Y, 25 e o m&eacute;dico Z, 25. Assim    como os resultados encontrados para os escrit&oacute;rios, os medicamentos que    mais apareceram foram adalimumabe e etanercepte. O M&eacute;dico X fez 59 prescri&ccedil;&otilde;es    de adalimumabe e 17 de etanercepte; o m&eacute;dico Y, 21 e 2; o m&eacute;dico    Z, nove e 15, respectivamente. Os tr&ecirc;s m&eacute;dicos eram reumatologistas,    atuavam no setor privado e prescreveram medicamentos para artrite reumat&oacute;ide.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observou-se rela&ccedil;&atilde;o    entre m&eacute;dicos e escrit&oacute;rios de advocacia nas solicita&ccedil;&otilde;es    dos medicamentos. Entre as a&ccedil;&otilde;es representadas pelo escrit&oacute;rio    A, 43,6% tiveram o m&eacute;dico X como prescritor para o adalimumabe (laborat&oacute;rio    Abbott) e 29 m&eacute;dicos foram respons&aacute;veis por 40,2% dos pedidos    do mesmo f&aacute;rmaco. O m&eacute;dico X tamb&eacute;m foi o principal prescritor    das a&ccedil;&otilde;es que envolveram o f&aacute;rmaco etanercepte, as quais    foram representadas pelos escrit&oacute;rios B e C. No escrit&oacute;rio B,    o m&eacute;dico X est&aacute; envolvido em 9,0% das a&ccedil;&otilde;es e, no    escrit&oacute;rio C, em 12,3% das a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Doze dos medicamentos    contemplados nas a&ccedil;&otilde;es judiciais s&atilde;o fornecidos pelas Pol&iacute;ticas    de Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica do SUS, incluindo insulina glargina    e sildenafila 20 mg, padronizados em Minas Gerais para diabetes <i>mellitus</i>    tipo I e hipertens&atilde;o arterial pulmonar em 2005 e 2009, respectivamente.    O f&aacute;rmaco sildenafila faz parte do Componente Especializado da Assist&ecirc;ncia    Farmac&ecirc;utica desde mar&ccedil;o de 2010. Na &eacute;poca do estudo, encontrava-se    padronizado apenas em Minas Gerais. Alguns medicamentos n&atilde;o estavam padronizados    &agrave; &eacute;poca das a&ccedil;&otilde;es, o que motivou a judicializa&ccedil;&atilde;o.    H&aacute; casos de medicamentos que constavam em listas oficiais na &eacute;poca    das a&ccedil;&otilde;es, mas que tiveram seu acesso dificultado em decorr&ecirc;ncia    de falhas na Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica por desabastecimento ou log&iacute;stica,    problemas que levaram &agrave; busca pelo Judici&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Benefici&aacute;rios    de zero a 19 anos e de 40 a 59 predominaram. O diabetes <i>mellitus</i> tipo    1 pode estar associado predominantemente &agrave; primeira faixa et&aacute;ria;    artrite reumat&oacute;ide e doen&ccedil;as pulmonares obstrutivas, &agrave;    segunda.<sup>3</sup> As informa&ccedil;&otilde;es referentes &agrave; idade    apresentam limita&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel, pelo fato de a data    de nascimento ou a data da peti&ccedil;&atilde;o inicial n&atilde;o terem sido    informadas em 61,5% dos casos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observou-se nas    a&ccedil;&otilde;es rela&ccedil;&atilde;o dos medicamentos mais demandados com    os diagn&oacute;sticos e as principais especialidades m&eacute;dicas. Isso mostra    coer&ecirc;ncia de prescri&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o necessariamente racionalidade,    pois muitos medicamentos n&atilde;o s&atilde;o primeira linha de tratamento,    como &eacute; o caso do anticorpo monoclonal (adalimumabe) e do inibidor de    TNF-</font><font  size="2">&#945;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    de membrana celular (etanercepte), ambos para artrite reumatoide.<a name="topc"></a><a href="#backc"><sup>c</sup></a>    Atualmente existem cinco classes de medicamentos: analg&eacute;sicos, antiinflamat&oacute;rios    n&atilde;o-ester&oacute;ides, corticoster&oacute;ides, medicamentos modificadores    do curso da doen&ccedil;a e agentes anticitocinas, denominados anticorpos monoclonais.    Essas classes t&ecirc;m f&aacute;rmacos disponibilizados pelo SUS, seja pelo    ente municipal ou estadual. A n&atilde;o utiliza&ccedil;&atilde;o de uma sequ&ecirc;ncia    terap&ecirc;utica definida em protocolo pode configurar-se como irracionalidade    em termos farmacol&oacute;gicos e econ&ocirc;micos, visto que adalimumabe e    etanercepte s&atilde;o medicamentos de custo elevado. Mas a terapia pode variar    de acordo com caracter&iacute;sticas individuais dos pacientes e a resposta    a regimes pr&eacute;vios de tratamento. Assim, na impossibilidade de o paciente    utilizar a primeira ou a segunda linha de tratamento, ap&oacute;s serem testadas    as alternativas farmacol&oacute;gicas dispon&iacute;veis, poderia haver indica&ccedil;&atilde;o    de uso desses medicamentos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Messeder et al<sup>9</sup>    (2005) mostraram que houve aumento na solicita&ccedil;&atilde;o dos medicamentos    mesalazina, riluzol, peginterferona, sevelamer, levodopa + benserasida, rivastigmina,    sinvastatina e infliximabe no Estado do Rio de Janeiro em 2001. Esses medicamentos    foram incorporados ao Programa de Medicamentos de Dispensa&ccedil;&atilde;o    Excepcional (atual Componente Especializado da AF) no final de 2002. De forma    semelhante, pode-se observar crescimento das a&ccedil;&otilde;es por adalimumabe    em Minas Gerais, com destaque para 2006, ano em que foi incorporado ao Programa    de Medicamentos de Dispensa&ccedil;&atilde;o Excepcional. O aumento na demanda    por esses novos f&aacute;rmacos pode refletir a atua&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria    farmac&ecirc;utica para que sejam padronizados no SUS. Por outro lado, pode    ser a resposta a uma demanda de sa&uacute;de n&atilde;o atendida.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">M&eacute;dicos    do setor privado predominaram entre os respons&aacute;veis pelas prescri&ccedil;&otilde;es    que levaram &agrave; judicializa&ccedil;&atilde;o dos medicamentos em Minas    Gerais, o que tamb&eacute;m foi encontrado em Santa Catarina, mas contrasta    com o observado no Estado do Rio de Janeiro e no munic&iacute;pio de S&atilde;o    Paulo, onde houve maior presen&ccedil;a de m&eacute;dicos do SUS.<sup>9,10,11,13</sup>    Chieffi &amp; Barata<sup>5</sup> (2009) observaram frequ&ecirc;ncias semelhantes    para residentes do munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo: 48,0% de atendimentos    no SUS e 47,0% na rede particular.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; predom&iacute;nio    na representa&ccedil;&atilde;o judicial por advogados particulares em Minas    Gerais, situa&ccedil;&atilde;o observada em diferentes locais do Pa&iacute;s.<sup>5,8,10,13</sup>    No entanto, a Defensoria P&uacute;blica do Estado foi respons&aacute;vel pela    maioria dos processos para quatro dos 18 medicamentos mais demandados, o que    se assemelha aos achados de Messeder et al (2005) e Sant'ana (2011).<a name="topd"></a><sup>9,11,<a href="#backd">d</a></sup>    Houve baixa frequ&ecirc;ncia de processos representados por n&uacute;cleos de    assist&ecirc;ncia jur&iacute;dica gratuita, vinculados a faculdades de direito.    Essa tend&ecirc;ncia, tamb&eacute;m observada em outros estudos, indica que    pessoas com menor poder aquisitivo n&atilde;o acessaram com grande frequ&ecirc;ncia    a via judicial para receber medicamentos. Isso provavelmente decorre da baixa    oferta deste tipo de assist&ecirc;ncia, o que tamb&eacute;m acontece nas Defensorias    P&uacute;blicas, onde formam-se filas de atendimento que desestimulam a procura    daqueles que necessitam de servi&ccedil;o gratuito.<sup>8-10</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As a&ccedil;&otilde;es    representam desvio de volume substancial de recursos para o cumprimento das    liminares judiciais, em detrimento de outras a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os    de sa&uacute;de que o Estado disponibiliza. Informa&ccedil;&otilde;es divulgadas    pela Secretaria de Estado de Sa&uacute;de de Minas Gerais (SES-MG) mostram inusitado    aumento de mais de 28.333,0% nos gastos com demandas judiciais por medicamentos    de 2002 (R$ 164.325,00) a junho de 2011 (R$ 46.362.563,00). Para readequar o    or&ccedil;amento frente a essa nova situa&ccedil;&atilde;o, outros projetos    direcionados &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica s&atilde;o postergados.<sup>1</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pequeno n&uacute;mero    de advogados e m&eacute;dicos estava associado a grande n&uacute;mero de processos,    como se observa de modo mais acentuado, mas n&atilde;o exclusivamente, em rela&ccedil;&atilde;o    ao adalimumabe, em Minas Gerais. Chieffi &amp; Barata<sup>6</sup> (2010) mostraram    que 1,0% dos advogados representaram 35,0% das a&ccedil;&otilde;es em S&atilde;o    Paulo, um m&eacute;dico prescreveu erlotinibe em 66,0% dos processos desse medicamento    e um advogado representou 82,0% das a&ccedil;&otilde;es de bevacizumabe.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados sugerem    rela&ccedil;&atilde;o entre o escrit&oacute;rio de advocacia A e o m&eacute;dico    X, o que pode indicar uma "parceria" entre esses profissionais e o laborat&oacute;rio    fabricante do medicamento adalimumabe. Um &uacute;nico m&eacute;dico do escrit&oacute;rio    A foi respons&aacute;vel por cerca de 44,0% das prescri&ccedil;&otilde;es em    117 a&ccedil;&otilde;es judiciais; 34 m&eacute;dicos estiveram relacionados    ao restante dos pedidos. N&atilde;o se identificou rela&ccedil;&atilde;o clara    entre esses atores para os escrit&oacute;rios B e C, visto que os pedidos de    medicamentos se distribu&iacute;ram por n&uacute;mero maior de m&eacute;dicos.    Esses resultados confirmam os achados de Chieffi &amp; Barata<sup>6</sup> (2010),    ao indicar maior concentra&ccedil;&atilde;o de profissionais m&eacute;dicos    e advogados na judicializa&ccedil;&atilde;o de medicamentos novos e mais caros    (<a href="/img/revistas/rsp/v46n5/04t02.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No processo de    implementa&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica de Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica    &eacute; necess&aacute;rio perceber se interesses diversos aos da popula&ccedil;&atilde;o,    que necessita e tem direito a uma assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica de qualidade,    permeiam a rela&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria farmac&ecirc;utica com    os profissionais de sa&uacute;de, cujas atividades deveriam ser pautadas pela    &eacute;tica e pelo bem-estar de seus pacientes. Esses interesses escusos s&atilde;o    denunciados na literatura e est&atilde;o relacionados com a comercializa&ccedil;&atilde;o    de medicamentos de alto custo, inacess&iacute;veis a expressiva parcela da popula&ccedil;&atilde;o.<sup>2,6,8</sup>    Carvalho<sup>4</sup> (2005) aponta que o campo jur&iacute;dico &eacute; uma    das novas vias descobertas pelas ind&uacute;strias para que esses profissionais    atuem em seu favor, com argumento de defesa do direito universal &agrave; sa&uacute;de    e dos novos medicamentos e procedimentos m&eacute;dicos. As novas tecnologias,    muitas vezes, s&atilde;o consumidas pela press&atilde;o do direito constitucional    e do apelo emocional ao Sistema Judici&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este estudo tem    como limita&ccedil;&atilde;o a obten&ccedil;&atilde;o de dados incompletos ou    inconsistentes a partir de fonte secund&aacute;ria de car&aacute;ter administrativo,    cujo prop&oacute;sito original n&atilde;o &eacute; o de investiga&ccedil;&atilde;o.    Tal fato pode prejudicar a extrapola&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, apesar    de essa an&aacute;lise da rela&ccedil;&atilde;o entre m&eacute;dicos, advogados    e medicamentos n&atilde;o permitir que se explore em toda a sua complexidade    o papel das a&ccedil;&otilde;es judiciais como estrat&eacute;gia de introdu&ccedil;&atilde;o    de novos medicamentos no SUS, os dados apresentados mostram a grande concentra&ccedil;&atilde;o    da distribui&ccedil;&atilde;o dos processos em poucos m&eacute;dicos e escrit&oacute;rios    de advocacia. Esse fato pode ser um ind&iacute;cio de que a Justi&ccedil;a e    a medicina t&ecirc;m sido utilizadas para atender aos interesses da ind&uacute;stria    farmac&ecirc;utica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A maior representatividade    de m&eacute;dicos do setor privado e advogados particulares pode trazer preju&iacute;zo    &agrave; equidade, pois grande parte dos pacientes que t&ecirc;m acesso ao Sistema    Judici&aacute;rio e, consequentemente, a medicamentos financiados pelo SUS,    paga por servi&ccedil;os m&eacute;dicos e advocat&iacute;cios. A obten&ccedil;&atilde;o    de medicamentos por via judicial pode privilegiar cidad&atilde;os que t&ecirc;m    mais recursos financeiros para pagar advogados, ou maior acesso &agrave; informa&ccedil;&atilde;o,    em detrimento daqueles que n&atilde;o t&ecirc;m tal possibilidade por quest&otilde;es    socioecon&ocirc;micas.<a name="tope"></a><sup>14,<a href="#backe">e</a></sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar disso, as    consequ&ecirc;ncias da atua&ccedil;&atilde;o do Judici&aacute;rio n&atilde;o    devem ser vistas apenas nessa perspectiva. Existem vazios assistenciais e dificuldades    no acesso &agrave;s pol&iacute;ticas de sa&uacute;de p&uacute;blica que ganham    maior visibilidade com as a&ccedil;&otilde;es judiciais, geram o debate necess&aacute;rio    e propiciam o alcance de solu&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"> <b>REFERENCES</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Almeida A. Rem&eacute;dio    amargo para a sa&uacute;de. <i>Estado de Minas</i>, Belo Horizonte, 2011 jul    14; Pol&iacute;tica:6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3317394&pid=S0034-8910201200050000400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Angell M. A    verdade sobre os laborat&oacute;rios farmac&ecirc;uticos. Rio de Janeiro: Record;    2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3317396&pid=S0034-8910201200050000400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. B&eacute;rtolo    MB, Brenol CV, Schainberg CG, Neubarth F, Lima FAC, Laurindo IM, et al. Atualiza&ccedil;&atilde;o    do consenso brasileiro no diagn&oacute;stico e tratamento da artrite reumat&oacute;ide.    <i>Rev Bras Reumatol</i>. 2007;47(3):151-9. DOI:10.1590/S0482-50042007000300003</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3317398&pid=S0034-8910201200050000400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Carvalho G.    Sa&uacute;de: o tudo para todos que sonhamos e o tudo que nos impingem os que    lucram com ela. <i>Saude em Debate</i>. 2005;29(69):99-104.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3317399&pid=S0034-8910201200050000400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Chieffi AL,    Barata RCB. Judicializa&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica p&uacute;blica de    assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica e equidade. <i>Cad Saude Publica</i>. 2009;25(8):1839-49.    DOI:10.1590/S0102-311X2009000800020</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3317401&pid=S0034-8910201200050000400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Chieffi AL,    Barata RB. A&ccedil;&otilde;es judiciais: estrat&eacute;gia da ind&uacute;stria    farmac&ecirc;utica para introdu&ccedil;&atilde;o de novos medicamentos. <i>Rev    Saude Publica</i>. 2010;44(3):421-9. DOI:10.1590/S0034-89102010000300005</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3317402&pid=S0034-8910201200050000400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Machado MAA,    Acurcio FA, Brand&atilde;o CMR, Faleiros DR, Guerra Jr AA, Cherchiglia ML, et    al. Judicializa&ccedil;&atilde;o do acesso a medicamentos no Estado de Minas    Gerais, Brasil. <i>Rev Saude Publica</i>. 2011;45(3):590-8. DOI:10.1590/S0034-89102011005000015</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3317403&pid=S0034-8910201200050000400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Marques SB,    Dallari SG. Garantia do direito social &agrave; assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica    no Estado de S&atilde;o Paulo. <i>Rev Saude Publica</i>. 2007;41(1):101-7. 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DOI:10.1590/S0102-311X2005000200019</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3317405&pid=S0034-8910201200050000400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Pereira JR,    Santos RI, Nascimento Jr JM, Schenkel EP. An&aacute;lise das demandas judiciais    para o fornecimento de medicamentos pela Secretaria de Estado da Sa&uacute;de    de Santa Catarina nos anos de 2003 e 2004. <i>Cienc Saude Coletiva</i>. 2007;15(Supl    3):3551-60. 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DOI:10.1590/S1020-49892011000200010</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3317407&pid=S0034-8910201200050000400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Vidotti CCF,    Castro LLC, Calil SS. New drugs in Brazil: do they meet Brazilian public health    needs? <i>Rev Panam Salud Publica</i>. 2008;24(1):36-45. DOI:10.1590/S1020-49892008000700005</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3317408&pid=S0034-8910201200050000400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Vieira FS,    Zucchi P. Distor&ccedil;&otilde;es causadas pelas a&ccedil;&otilde;es judiciais    &agrave; pol&iacute;tica de medicamentos no Brasil. <i>Rev Saude Publica</i>.    2007;41(2):214-22. DOI:10.1590/S0034-89102007000200007</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3317409&pid=S0034-8910201200050000400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Vieira FS.    A&ccedil;&otilde;es judiciais e direito &agrave; sa&uacute;de: reflex&atilde;o    sobre a observ&acirc;ncia aos princ&iacute;pios do SUS. <i>Rev Saude Publica</i>.    2008;42(2):365-9. DOI:10.1590/S0034-89102008005000010</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3317410&pid=S0034-8910201200050000400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/rsp/v46n5/seta.jpg" border="0"></a>    <b> Correspond&ecirc;ncia | Correspondence:</b>     <br>   Orozimbo Henriques Campos Neto    <br>   Rua Flor de Fogo, 65, bloco 7, apto. 703 - Liberdade    <br>   31270-217 Belo Horizonte, MG, Brasil    <br>   E-mail: <a href="mailto:zimboneto@yahoo.com.br">zimboneto@yahoo.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido: 30/9/2011    <br>   Aprovado: 1/4/2012</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trabalho financiado    pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico (Processo nº 551495/2007-3).    Os autores declaram n&atilde;o haver conflitos de interesse.    <br>   <a name="backa"></a><a href="#topa">a</a> Organizaci&oacute;n Mundial de la    Salud. Selecci&oacute;n de medicamentos esenciales. Ginebra; 2002. (Perspectivas    pol&iacute;ticas de la OMS sobre medicamentos, 4). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://whqlibdoc.who.int/hq/2002/WHO_EDM_2002.2_spa.pdf" target="_blank">http://whqlibdoc.who.int/hq/2002/WHO_EDM_2002.2_spa.pdf</a>    <br>   <a name="backb"></a><a href="#topb">b</a> Projeto realizado pelo Grupo de Pesquisa    em Economia da Sa&uacute;de da Faculdade de Medicina da Universidade de Minas    Gerais e financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico    e Tecnol&oacute;gico (CNPq).    <br>   <a name="backc"></a><a href="#topc">c</a> Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (BR), Secretaria de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Insumos Estrat&eacute;gicos.    Portaria SCTIE nº 66 de 6 de novembro de 2006. Aprova o protocolo cl&iacute;nico    e diretrizes terap&ecirc;uticas - artrite reumat&oacute;ide. Bras&iacute;lia    (DF); 2006 &#91;citado 2011 jul 14&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/pcdt_artrite_reumatoide_2006.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/pcdt_artrite_reumatoide_2006.pdf</a>    <br>   <sup><a name="backd"></a><a href="#topd">d</a></sup> Romero LC. Judicializa&ccedil;&atilde;o    das pol&iacute;ticas de assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica: o caso do Distrito    Federal. Bras&iacute;lia (DF): Consultoria Legislativa do Senado Federal; 2008.    (Texto para discuss&atilde;o, 41). &#91;citado 2011 ago 2&#93;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.senado.gov.br/conteg/textos-discussao.htm" target="_blank">http://www.senado.gov.br/conteg/textos-discussao.htm</a>    <br>   <a name="backe"></a><a href="#tope">e</a> Gandini JAD, Barione SF, Souza AE.    A judicializa&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; sa&uacute;de: a obten&ccedil;&atilde;o    de atendimento m&eacute;dico, medicamentos e insumos terap&ecirc;uticos por    via judicial: crit&eacute;rios e experi&ecirc;ncias. S&atilde;o Paulo: Academia    Brasileira de Direito; 2008. &#91;citado 2011 jul 25&#93;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.abdir.com.br/doutrina/ver.asp?art_id=1451&categoria%20=Sanit%E1rio">http://www.abdir.com.br/doutrina/ver.asp?art_id=1451&amp;categoria=Sanit&aacute;rio</a></font></p>      ]]></body><back>
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