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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Adaptação transcultural Portugal-Brasil do Inventário de Burnout de Maslach para estudantes]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Maslach Burnout Inventory - Student Survey: Portugal-Brazil cross-cultural adaptation]]></article-title>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Adaptación transcultural Portugal-Brasil del Inventario de Burnout de Maslach para estudiantes]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Estadual Paulista Faculdade de Odontologia de Araraquara Departamento de Odontologia Social]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: To perform a cross-cultural adaptation of the Portuguese version of the Maslach Burnout Inventory for students (MBI-SS), and investigate its reliability, validity and cross-cultural invariance. METHODS: The face validity involved the participation of a multidisciplinary team. Content validity was performed. The Portuguese version was completed in 2009, on the internet, by 958 Brazilian and 556 Portuguese university students from the urban area. Confirmatory factor analysis was carried out using as fit indices: the &#967;2/df, the Comparative Fit Index (CFI), the Goodness of Fit Index (GFI) and the Root Mean Square Error of Approximation (RMSEA). To verify the stability of the factor solution according to the original English version, cross-validation was performed in 2/3 of the total sample and replicated in the remaining 1/3. Convergent validity was estimated by the average variance extracted and composite reliability. The discriminant validity was assessed, and the internal consistency was estimated by the Cronbach's alpha coefficient. Concurrent validity was estimated by the correlational analysis of the mean scores of the Portuguese version and the Copenhagen Burnout Inventory, and the divergent validity was compared to the Beck Depression Inventory. The invariance of the model between the Brazilian and the Portuguese samples was assessed. RESULTS: The three-factor model of Exhaustion, Disengagement and Efficacy showed good fit (c 2/df = 8.498, CFI = 0.916, GFI = 0.902, RMSEA = 0.086). The factor structure was stable (&#955;:&#967;2dif = 11.383, p = 0.50; Cov: &#967;2dif = 6.479, p = 0.372; Residues: &#967;2dif = 21.514, p = 0.121). Adequate convergent validity (VEM = 0.45;0.64, CC = 0.82;0.88), discriminant (&#961;2 = 0.06;0.33) and internal consistency (&#945; = 0.83;0.88) were observed. The concurrent validity of the Portuguese version with the Copenhagen Inventory was adequate (r = 0.21, 0.74). The assessment of the divergent validity was impaired by the approach of the theoretical concept of the dimensions Exhaustion and Disengagement of the Portuguese version with the Beck Depression Inventory. Invariance of the instrument between the Brazilian and Portuguese samples was not observed (&#955;:&#967;2dif = 84.768, p<0.001; Cov: &#967;2dif = 129.206, p < 0.001; Residues: &#967;2dif = 518.760, p < 0.001). CONCLUSIONS: The Portuguese version of the Maslach Burnout Inventory for students showed adequate reliability and validity, but its factor structure was not invariant between the countries, indicating the absence of cross-cultural stability.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="es"><p><![CDATA[OBJETIVO: Realizar la adaptación transcultural de la versión en portugués del Inventario de Burnout de Maslach para estudiantes e investigar su confiabilidad, validez e invariancia transcultural. MÉTODOS: La validación del método involucró participación de equipo multidisciplinario. Se realizó validación de contenido. La versión en portugués fue completada en 2009, por internet, por 958 estudiantes universitarios brasileños y 556 portugueses de la zona urbana. Se realizó análisis factorial confirmatorio utilizándose como índices de ajuste el &#967;2/df, el comparative fit index (CFI), goodness of fit index (GFI) y el root mean square error of approximation (RMSEA). Para verificación de la estabilidad de la solución factorial conforme a la versión original inglesa, se realizó validación cruzada en 2/3 de la muestra total y replicada en 1/3 restante. La validez convergente fue estimada por la varianza extraída promedio y confiabilidad compuesta. Se evaluó la validez discriminante, y la consistencia interna fue estimada por el coeficiente alfa de Cronbach. La validez concurrente fue estimada por análisis correlacional de los escores promedios del Inventario de Burnout de Copenhagen y de la versión en portugués, la divergente fue comparada con la Escala de Depresión de Beck. Se evaluó la invariancia del modelo entre la muestra brasileña y la portuguesa. RESULTADOS: El modelo tri-factorial de Agotamiento, Incredulidad y Eficacia presentó ajuste adecuado (&#967;2/df = 8,498; CFI = 0,916; GFI = 0,902; RMSEA = 0,086). La estructura factorial fue estable (&#955;:&#967;2dif = 11,383, p = 0,50; Cov: &#967;2dif = 6,479, p = 0,372; Resíduos: &#967;2dif = 21,514, p = 0,121). Se observó adecuada validez convergente (VEM = 0,45;0,64, CC = 0,82;0,88), discriminante (&#961;2 = 0,06;0,33) y consistencia interna (&#945; = 0,83;0,88). La validez concurrente de la versión en portugués con el Inventario de Copenhagen fue adecuada (r = 0,21;074). La evaluación de la validez divergente del instrumento fue perjudicada por la aproximación del concepto teórico de las dimensiones Agotamiento e Incredulidad de la versión en portugués con la Escala de Beck. No se observó invariancia del instrumento entre las muestras brasileñas y portuguesas (&#955;:&#967;2dif = 84,768, p < 0,001; Cov: &#967;2dif = 129,206, p < 0,001; Resíduos: &#967;2dif = 518,760, p < 0,001). CONCLUSIONES: la versión en portugués del Inventario de Burnout de Maslach para estudiantes presentó adecuada confiabilidad y validez, pero su estructura factorial no fue invariante entre los países, señalando ausencia de estabilidad transcultural.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGOS    ORIGINAIS</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Adapta&ccedil;&atilde;o    transcultural Portugal-Brasil do Invent&aacute;rio de <i>Burnout</i> de Maslach para    estudantes</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Adaptaci&oacute;n  transcultural Portugal-Brasil del Inventario de Burnout de Maslach para estudiantes</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Juliana Alvares    Duarte Bonini Campos<sup>I</sup>; Jo&atilde;o Maroco<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Departamento    de Odontologia Social. Faculdade de Odontologia de Araraquara. Universidade    Estadual Paulista. Araraquara, SP, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Unidade de Investiga&ccedil;&atilde;o de Psicologia e Sa&uacute;de.    Instituto Superior de Psicologia Aplicada. Lisboa, Portugal</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia    | Correspondence</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO:</b>    Realizar a adapta&ccedil;&atilde;o transcultural da vers&atilde;o em portugu&ecirc;s    do Invent&aacute;rio de <i>Burnout</i> de Maslach para estudantes e investigar    sua confiabilidade, validade e invari&acirc;ncia transcultural.    <br>   <b>M&Eacute;TODOS:</b> A valida&ccedil;&atilde;o de face envolveu participa&ccedil;&atilde;o    de equipe multidisciplinar. Foi realizada valida&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do.    A vers&atilde;o em portugu&ecirc;s foi preenchida em 2009, pela internet, por    958 estudantes universit&aacute;rios brasileiros e 556 portugueses da zona urbana.    Realizou-se an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria utilizando-se como    &iacute;ndices de ajustamento o </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>/<i><sub>df</sub></i>,    o <i>comparative fit index</i> (CFI), <i>goodness of fit index</i> (GFI) e o <i>root    mean square error of approximation</i> (RMSEA). Para verifica&ccedil;&atilde;o    da estabilidade da solu&ccedil;&atilde;o fatorial conforme a vers&atilde;o original    em ingl&ecirc;s, realizou-se valida&ccedil;&atilde;o cruzada em 2/3 da amostra    total e replicada no 1/3 restante. A validade convergente foi estimada pela    vari&acirc;ncia extra&iacute;da m&eacute;dia e confiabilidade composta. Avaliou-se    a validade discriminante e a consist&ecirc;ncia interna foi estimada pelo coeficiente    alfa de Cronbach. A validade concorrente foi estimada por an&aacute;lise correlacional    da vers&atilde;o em portugu&ecirc;s e dos escores m&eacute;dios do Invent&aacute;rio    de <i>Burnout</i> de Copenhague; a divergente foi comparada &agrave; Escala    de Depress&atilde;o de Beck. Foi avaliada a invari&acirc;ncia do modelo entre    a amostra brasileira e a portuguesa.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> O modelo trifatorial de Exaust&atilde;o, Descren&ccedil;a    e Efic&aacute;cia apresentou ajustamento adequado (</font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>/<i><sub>df</sub></i>    = 8,498; CFI = 0,916; GFI = 0,902; RMSEA = 0,086). A estrutura fatorial foi    est&aacute;vel (&#955;: </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup><i><sub>dif</sub></i>    = 11,383, p = 0,50; Cov: </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup><i><sub>dif</sub></i>    = 6,479, p = 0,372; Res&iacute;duos: </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup><i><sub>dif</sub></i>    = 21,514, p = 0,121). Observou-se adequada validade convergente (VEM = 0,45;0,64,    CC = 0,82;0,88), discriminante (&#961;<sup>2</sup> = 0,06;0,33) e consist&ecirc;ncia    interna (</font><font size="2">&#945;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    = 0,83;0,88). A validade concorrente da vers&atilde;o em portugu&ecirc;s com    o Invent&aacute;rio de Copenhague foi adequada (r = 0,21;0,74). A avalia&ccedil;&atilde;o    da validade divergente do instrumento foi prejudicada pela aproxima&ccedil;&atilde;o    do conceito te&oacute;rico das dimens&otilde;es Exaust&atilde;o e Descren&ccedil;a    da vers&atilde;o em portugu&ecirc;s com a Escala de Beck. N&atilde;o se observou    invari&acirc;ncia do instrumento entre as amostras brasileiras e portuguesas    (&#955;:</font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup><i><sub>dif</sub></i>    = 84,768, p &lt; 0,001; Cov: </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup><i><sub>dif</sub></i>    = 129,206, p &lt; 0,001; Res&iacute;duos: </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup><i><sub>dif</sub></i>    = 518,760, p &lt; 0,001).    <br>   <b>CONCLUS&Otilde;ES:</b> A vers&atilde;o em portugu&ecirc;s do Invent&aacute;rio    de <i>Burnout</i> de Maslach para estudantes apresentou adequada confiabilidade e validade,    mas sua estrutura fatorial n&atilde;o foi invariante entre os pa&iacute;ses,    apontando aus&ecirc;ncia de estabilidade transcultural.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Descritores:    </b> Burnout; Estudantes. Adulto Jovem. Psicometria. Reprodutibilidade dos Testes.    Estudos de Valida&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMEN</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>OBJETIVO:</b>    Realizar la adaptaci&oacute;n transcultural de la versi&oacute;n en portugu&eacute;s    del Inventario de Burnout de Maslach para estudiantes e investigar su confiabilidad,    validez e invariancia transcultural.    <br>   <b>M&Eacute;TODOS:</b> La validaci&oacute;n del m&eacute;todo involucr&oacute;    participaci&oacute;n de equipo multidisciplinario. Se realiz&oacute; validaci&oacute;n    de contenido. La versi&oacute;n en portugu&eacute;s fue completada en 2009,    por internet, por 958 estudiantes universitarios brasile&ntilde;os y 556 portugueses    de la zona urbana. Se realiz&oacute; an&aacute;lisis factorial confirmatorio    utiliz&aacute;ndose como &iacute;ndices de ajuste el </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>/<i><sub>df</sub></i>,    el comparative fit index (CFI), goodness of fit index (GFI) y el root mean square    error of approximation (RMSEA). Para verificaci&oacute;n de la estabilidad de    la soluci&oacute;n factorial conforme a la versi&oacute;n original inglesa,    se realiz&oacute; validaci&oacute;n cruzada en 2/3 de la muestra total y replicada    en 1/3 restante. La validez convergente fue estimada por la varianza extra&iacute;da    promedio y confiabilidad compuesta. Se evalu&oacute; la validez discriminante,    y la consistencia interna fue estimada por el coeficiente alfa de Cronbach.    La validez concurrente fue estimada por an&aacute;lisis correlacional de los    escores promedios del Inventario de Burnout de Copenhagen y de la versi&oacute;n    en portugu&eacute;s, la divergente fue comparada con la Escala de Depresi&oacute;n    de Beck. Se evalu&oacute; la invariancia del modelo entre la muestra brasile&ntilde;a    y la portuguesa.    <br>   <b>RESULTADOS:</b> El modelo tri-factorial de Agotamiento, Incredulidad y Eficacia    present&oacute; ajuste adecuado (</font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>/<i><sub>df</sub></i>    = 8,498; CFI = 0,916; GFI = 0,902; RMSEA = 0,086). La estructura factorial fue    estable (&#955;:</font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup><i><sub>dif</sub></i>    = 11,383, p = 0,50; Cov: </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup><i><sub>dif</sub></i>    = 6,479, p = 0,372; Res&iacute;duos: </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup><i><sub>dif</sub></i>    = 21,514, p = 0,121). Se observ&oacute; adecuada validez convergente (VEM =    0,45;0,64, CC = 0,82;0,88), discriminante (&#961;<sup>2</sup> = 0,06;0,33) y    consistencia interna (</font><font size="2">&#945;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    = 0,83;0,88). La validez concurrente de la versi&oacute;n en portugu&eacute;s    con el Inventario de Copenhagen fue adecuada (r = 0,21;074). La evaluaci&oacute;n    de la validez divergente del instrumento fue perjudicada por la aproximaci&oacute;n    del concepto te&oacute;rico de las dimensiones Agotamiento e Incredulidad de    la versi&oacute;n en portugu&eacute;s con la Escala de Beck. No se observ&oacute;    invariancia del instrumento entre las muestras brasile&ntilde;as y portuguesas    (&#955;:</font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup><i><sub>dif</sub></i>    = 84,768, p &lt; 0,001; Cov: </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup><i><sub>dif</sub></i>    = 129,206, p &lt; 0,001; Res&iacute;duos: </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup><i><sub>dif</sub></i>    = 518,760, p &lt; 0,001).    <br>   <b>CONCLUSIONES:</b> la versi&oacute;n en portugu&eacute;s del Inventario de    Burnout de Maslach para estudiantes present&oacute; adecuada confiabilidad y    validez, pero su estructura factorial no fue invariante entre los pa&iacute;ses,    se&ntilde;alando ausencia de estabilidad transcultural.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Descriptores:</b>    Burnout; Estudiantes. Adulto Joven. Psicometria. Reproductibilidad de las Pruebas.    Estudios de Validaci&oacute;n.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O termo <i>burnout</i>    no contexto da psicologia &eacute; referido como uma s&iacute;ndrome multifatorial    constitu&iacute;da por exaust&atilde;o emocional, desumaniza&ccedil;&atilde;o    e reduzida realiza&ccedil;&atilde;o pessoal relacionada ao trabalho.<sup>20</sup>    Atualmente, a s&iacute;ndrome de <i>burnout</i> &eacute; considerada uma quest&atilde;o    de sa&uacute;de p&uacute;blica devido &agrave;s repercuss&otilde;es na sa&uacute;de    f&iacute;sica e mental de seus portadores, al&eacute;m das implica&ccedil;&otilde;es    socioecon&ocirc;micas decorrentes dessa condi&ccedil;&atilde;o.<sup>27,28</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os primeiros trabalhos    sobre <i>burnout</i> referiam-se exclusivamente a profiss&otilde;es do tipo    assistencialista com grande contato humano. Hoje em dia, a investiga&ccedil;&atilde;o    estende-se a todos os grupos ocupacionais, incluindo estudantes.<sup>16,21,24</sup>    Embora os estudantes n&atilde;o sejam formalmente considerados trabalhadores,    de acordo com Schaufeli &amp; Taris<sup>25</sup> (2005) e Hu &amp; Schaufeli<sup>10</sup>    (2009), o n&uacute;cleo central de suas atividades, na perspectiva psicol&oacute;gica,    pode ser considerado como trabalho, uma vez que eles est&atilde;o envolvidos    em uma estrutura organizacional com atividades obrigat&oacute;rias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para avaliar a    s&iacute;ndrome de <i>burnout</i>, o instrumento de medida mais utilizado &eacute;    o Invent&aacute;rio de Burnout de Maslach (MBI),<sup>20</sup> composto por tr&ecirc;s    dimens&otilde;es. Pode ser encontrado em quatro vers&otilde;es distintas, segundo    o grupo ocupacional: MBI - <i>Human Services Survey</i>, MBI - <i>Educators    Survey</i>, MBI - <i>General Survey</i> e MBI - <i>Student Survey</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar de alguns    autores<sup>5,14</sup> questionarem as caracter&iacute;sticas m&eacute;tricas    do MBI, suas propriedades psicom&eacute;tricas t&ecirc;m sido amplamente testadas    e aprovadas em diversos contextos ocupacionais. O MBI-SS apresentou adequada    confiabilidade e validade na Holanda, Espanha, Portugal<sup>19,24</sup> e na    China,<sup>10</sup> mas sua validade fatorial ainda n&atilde;o foi adequadamente    estabelecida em estudantes brasileiros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A necessidade de    utiliza&ccedil;&atilde;o de uma vers&atilde;o transculturamente adequada do    Invent&aacute;rio de Burnout de Maslach para estudantes, o acordo ortogr&aacute;fico    entre os pa&iacute;ses de l&iacute;ngua oficial portuguesa<a name="topa"></a><a href="#backa">ª</a>    e a inexist&ecirc;ncia de estudos que avaliem a validade transcultural do MBI    - SS em amostra brasileira e portuguesa justificam a realiza&ccedil;&atilde;o    de estudo de valida&ccedil;&atilde;o desse instrumento. Assim, o objetivo deste    trabalho foi realizar a adapta&ccedil;&atilde;o transcultural para o portugu&ecirc;s    do Invent&aacute;rio de Burnout de Maslach - para estudantes (MBI-SS) e investigar    sua confiabilidade, validade e invari&acirc;ncia entre Brasil e Portugal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&Eacute;TODOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Participaram estudantes    de ensino superior, volunt&aacute;rios, matriculados em institui&ccedil;&otilde;es    brasileiras e portuguesas em 2009. O convite para participa&ccedil;&atilde;o    a cada institui&ccedil;&atilde;o foi realizado pelos pesquisadores pessoalmente    ou via e-mail encaminhado &agrave; dire&ccedil;&atilde;o das escolas. As informa&ccedil;&otilde;es    para contato das institui&ccedil;&otilde;es foram adquiridas em consulta &agrave;    p&aacute;gina do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Cultura no Brasil    e do Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia em Portugal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O c&aacute;lculo    de tamanho amostral foi realizado com f&oacute;rmulas padr&atilde;o para dimensionamento    de amostras em an&aacute;lise de modelos estruturais.<sup>12</sup> Foram considerados    os graus de liberdade do modelo, a de 5% e um poder de pelo menos 80%, tendo-se    obtido uma estimativa da dimens&atilde;o da amostra de 177 sujeitos. Entretanto,    dado que o objetivo do trabalho foi estudar as qualidades psicom&eacute;tricas    do MBI-SS para a popula&ccedil;&atilde;o estudantil de Portugal e Brasil, a    amostra deve ser suficientemente grande para captar de forma conveniente a variabilidade    populacional. Por esse motivo, optou-se por trabalhar com uma amostra representativa    da popula&ccedil;&atilde;o muito superior &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es    usuais para realiza&ccedil;&atilde;o dos testes estat&iacute;sticos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os crit&eacute;rios    de inclus&atilde;o foram: ser estudante de ensino superior, ter 18 anos ou mais    de idade, concordar em participar da pesquisa e preencher todos os itens componentes    do MBI-SS.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para caracteriza&ccedil;&atilde;o    da amostra foram levantadas informa&ccedil;&otilde;es sociodemogr&aacute;ficas    como sexo, idade, &aacute;rea do curso de gradua&ccedil;&atilde;o, tipo de institui&ccedil;&atilde;o,    turno das aulas, moradia, financiamento dos estudos, uso de medica&ccedil;&atilde;o    devido aos estudos e pensamento em desistir do curso.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O MBI-SS foi proposto    por Schaufeli et al<sup>24</sup> (2002) na l&iacute;ngua inglesa e a validade    da sua estrutura trifatorial foi aferida em amostras de estudantes de tr&ecirc;s    pa&iacute;ses europeus.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A vers&atilde;o    em portugu&ecirc;s do MBI-SS utilizada foi elaborada por Carlotto et al<sup>4</sup>    (2006) com uma pequena adapta&ccedil;&atilde;o para que ficasse em conson&acirc;ncia    com o novo acordo ortogr&aacute;fico fixado entre os pa&iacute;ses de l&iacute;ngua    portuguesa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As equival&ecirc;ncias    idiom&aacute;tica, sem&acirc;ntica, cultural e conceitual do instrumento foram    verificadas por equipe multidisciplinar das &aacute;reas de psicologia e l&iacute;ngua    portuguesa, com oito integrantes. Ap&oacute;s consenso, a vers&atilde;o do MBI-SS    foi pr&eacute;-testada em um grupo de 20 estudantes para estimar o &iacute;ndice    de incompreens&atilde;o de cada quest&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para verificar    a essencialidade de cada item do instrumento, 13 profissionais da &aacute;rea    de psicologia (ju&iacute;zes) analisaram cada item e os classificaram em "essencial",    "&uacute;til, mas n&atilde;o essencial" e "n&atilde;o necess&aacute;rio" e posteriormente    foi calculada a raz&atilde;o de validade de conte&uacute;do (RVC). Para decis&atilde;o    da signific&acirc;ncia de cada item utilizou-se a proposta de Laewshe15 (1975),    com n&iacute;vel de 5% de signific&acirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Invent&aacute;rio    de Burnout de Copenhague para estudantes (CBI-S)<sup>3</sup> foi utilizado para    estimativa da validade concorrente e a Escala de Beck para Depress&atilde;o    (BDI), para a validade divergente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um s&iacute;tio    na internet foi criado para abrigar o question&aacute;rio sociodemogr&aacute;fico    e o MBI-SS na vers&atilde;o em portugu&ecirc;s. Os question&aacute;rios ficaram    dispon&iacute;veis online para preenchimento durante sete meses (maio - novembro).    Cada p&aacute;gina da internet abrigou um instrumento de modo que o respondente    poderia visualizar todos os itens simultaneamente. Foram permitidas n&atilde;o    respostas aos itens. Essa metodologia de preenchimento dos instrumentos (online)    foi alvo de avalia&ccedil;&atilde;o em estudo anterior.<sup>3</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Inicialmente, avaliou-se    a sensibilidade psicom&eacute;trica por meio das medidas de tend&ecirc;ncia    central e de forma. Itens com assimetria (Sk) superior a 3 e achatamento (ku)    superior a 7, em valores absolutos, foram considerados como apresentando problemas    de sensibilidade.<sup>13</sup></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para verificar    a adequa&ccedil;&atilde;o dos dados obtidos na vers&atilde;o em portugu&ecirc;s    do MBI-SS &agrave; estrutura trifatorial proposta por Schaufeli et al<sup>24</sup>    (2002) realizou-se an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria. Foram utilizados    como &iacute;ndices de qualidade do ajustamento o </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>/<i><sub>df</sub></i>    (raz&atilde;o qui-quadrado e graus de liberdade), CFI (<i>confirmatory fit index</i>),    GFI (goodness of fit index) e RMSEA (<i>root mean square error of approximation</i>).    O ajustamento do modelo foi considerado adequado para valores </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>/<i><sub>df</sub></i>    inferiores a 5, CFI e GFI superiores a 0,9 e de RMSEA inferiores a 0,10.<sup>2,17</sup>    Utilizou-se o programa AMOS<sup>&#174;</sup> 18.0 (IBM SPSS Inc, Chicago, IL)    para realizar a an&aacute;lise fatorial confirmat&oacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para verificar    a estabilidade da solu&ccedil;&atilde;o fatorial obtida, realizou-se valida&ccedil;&atilde;o    cruzada do modelo para comparar os &iacute;ndices observados na amostra com    outra amostra independente advinda da mesma popula&ccedil;&atilde;o.<sup>9</sup>    Assim, a amostra global foi subdividida em tr&ecirc;s partes iguais, com duas    partes denominadas "amostra de teste" e uma "amostra de valida&ccedil;&atilde;o".    O teste de invari&acirc;ncia foi realizado impondo-se restri&ccedil;&otilde;es    de igualdade aos pesos fatoriais dos dois grupos. A estat&iacute;stica de teste    foi a da diferen&ccedil;a entre o </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>    do modelo com pesos fatoriais fixos e o do modelo com pesos iguais. Quando a    hip&oacute;tese da invari&acirc;ncia fatorial foi aceita, realizou-se a an&aacute;lise    da invari&acirc;ncia dos fatores espec&iacute;ficos (covari&acirc;ncias, res&iacute;duos).<sup>11</sup>    Esse procedimento tamb&eacute;m foi realizado para verificar a estabilidade    transcultural da solu&ccedil;&atilde;o fatorial obtida, comparando-se os &iacute;ndices    observados na amostra brasileira com os da amostra portuguesa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A validade convergente    foi estimada pela vari&acirc;ncia extra&iacute;da m&eacute;dia (VEM) e pela    confiabilidade composta (CC).<sup>7,17</sup> De acordo com Hair et al9 (2005)    valores de <i>VEM<sub>j</sub></i> </font><font  size="2">&#8805;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    0,5 e <i>CC<sub>j</sub></i> </font><font  size="2">&#8805;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    0,7 indicam validade convergente e confiabilidade de construto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A validade discriminante    foi calculada segundo Fornell &amp; Larcker<sup>7</sup> (1981) e Maroco<sup>17</sup>    (2010): para dois fatores <i>i</i> e <i>j</i>, se <i>VEM<sub>i</sub></i> e <i>VEM<sub>j</sub></i>    </font><font  size="2">&#8805;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    &#961;<i>ij</i><sub>2</sub> (&#961;<i>ij</i><sub>2</sub>: quadrado da correla&ccedil;&atilde;o    entre os fatores <i>i</i> e <i>j</i>) existe evid&ecirc;ncia de validade discriminante.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A validade relacionada    com crit&eacute;rio foi avaliada por meio da validade concorrente e divergente,    utilizando-se correla&ccedil;&atilde;o de Pearson. Para a primeira, correlacionou-se    a m&eacute;dia dos escores obtidos em cada dimens&atilde;o do MBI-SS com aquela    obtida em cada dimens&atilde;o do CBI-S, e para a validade divergente, com a    m&eacute;dia dos escores obtidos com a BDI.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A consist&ecirc;ncia    interna foi avaliada com o coeficiente alfa de Cronbach (</font><font  size="2">&#945;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">)    padronizado para cada dimens&atilde;o do MBI-SS.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este estudo integra    uma pesquisa mais ampla aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa    em Seres Humanos da Universidade Luterana do Brasil, Canoas/RS (protocolo: 2010-188H).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>RESULTADOS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No pr&eacute;-teste    observou-se que nenhum item apresentou &iacute;ndice de incompreens&atilde;o    </font><font  size="2">&#8805;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    0,20. A estimativa da RVC pode ser observada na <a href="#t1">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/rsp/v46n5/08t01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na opini&atilde;o    dos ju&iacute;zes apenas oito itens componentes do MBI-SS s&atilde;o essenciais    para investiga&ccedil;&atilde;o da s&iacute;ndrome de <i>Burnout</i> em estudantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No total, os instrumentos    foram preenchidos por 1.052 estudantes brasileiros e 612 portugueses. Entretanto,    apenas 958 estudantes brasileiros (taxa de resposta: TR = 91,1%) e 556 portugueses    (TR = 90,9%) preencheram todos os itens do MBI e foram inclu&iacute;dos no estudo.    As perdas amostrais ocorreram de forma aleat&oacute;ria e portanto n&atilde;o    interferiram nas caracter&iacute;sticas da amostra efetivamente estudada. A    m&eacute;dia de idade dos brasileiros foi de 23,1 (dp = 5,1) anos e dos portugueses,    23,8 (dp = 7,6) anos (<a href="/img/revistas/rsp/v46n5/08t02.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todos os itens    apresentaram valores de assimetria e curtose pr&oacute;ximos dos valores da    distribui&ccedil;&atilde;o normal (Sk = 0, Ku = 0) tanto na amostra portuguesa    quanto na brasileira. Apenas o item 6 mostrou-se ligeiramente leptoc&uacute;rtico    na amostra portuguesa, por&eacute;m sem comprometimento da sensibilidade psicom&eacute;trica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A an&aacute;lise    fatorial confirmat&oacute;ria apontou para um ajustamento adequado (</font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>/<i><sub>df</sub></i>    = 8,498; CFI = 0,916; GFI = 0,902; RMSEA = 0,086) do MBI-SS e todos os itens    apresentaram pesos fatoriais maiores que 0,50. Observou-se ainda correla&ccedil;&atilde;o    de moderada a forte entre as escalas (r = 0,31-0,64).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o    em simult&acirc;neo nas duas amostras (teste e valida&ccedil;&atilde;o) revelou    bons &iacute;ndices de ajustamento (</font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>/<i><sub>df</sub></i>    = 5,325; CFI = 0,923; GFI = 0,904; RMSEA = 0,053). O ajustamento do modelo fatorial,    as covari&acirc;ncias entre fatores e os res&iacute;duos das amostras de valida&ccedil;&atilde;o    e de teste revelaram a inexist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as significativas    entre elas (&#955;:</font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>(12)<i><sub>dif</sub></i>    = 11,383, p = 0,496; Cov: </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>(6)<i><sub>dif</sub></i>    = 6,479, p = 0,372; Res&iacute;duos: </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>(15)<i><sub>dif</sub></i>    = 21,514, p = 0,121). Essas observa&ccedil;&otilde;es apontam invari&acirc;ncia    do modelo nas duas amostras independentes, confirmando a estabilidade da estrutura    fatorial.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Atesta-se a adequada    validade convergente (Exaust&atilde;o: VEM = 0,606, CC = 0,823; Descren&ccedil;a:    VEM = 0,644, CC = 0,876; Efic&aacute;cia Profissional: VEM = 0,450, CC = 0,828)    e discriminante (Exaust&atilde;o: &#961;<sup>2</sup> = 0,06-0,33; Descren&ccedil;a:    &#961;<sup>2</sup> = 0,15-0,33; Efic&aacute;cia Profissional: &#961;<sup>2</sup>    = 0,06-0,15) do MBI-SS. A validade convergente esteve prejudicada apenas para    a dimens&atilde;o Efic&aacute;cia Profissional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A consist&ecirc;ncia    interna foi excelente para todas as dimens&otilde;es do CBI-S (</font><font size="2">&#945;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sub>Ex</sub>    = 0,884; </font><font size="2">&#945;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sub>Desc</sub>    = 0,868; </font><font size="2">&#945;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sub>Ef.Prof.</sub>    = 0,827).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nota-se forte correla&ccedil;&atilde;o    entre as dimens&otilde;es BP e BRE do CBI-S com a dimens&atilde;o Exaust&atilde;o    do MBI-SS, moderada entre BP, BRE e BRP com a dimens&atilde;o Descren&ccedil;a    do MBI-SS apontando para adequada validade concorrente do MBI-SS. Por outro    lado, a correla&ccedil;&atilde;o moderada verificada entre as dimens&otilde;es    Exaust&atilde;o e Descren&ccedil;a do MBI-SS com o BDI denota que existe aproxima&ccedil;&atilde;o    entre os construtos te&oacute;ricos dos instrumentos, o que dificulta a avalia&ccedil;&atilde;o    quanto &agrave; validade divergente da escala (<a href="/img/revistas/rsp/v46n5/08t03.jpg">Tabela    3</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os &iacute;ndices    de ajustamento na avalia&ccedil;&atilde;o em simult&acirc;neo das amostras brasileira    e portuguesa foram adequados (</font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>/df    = 7,820; CFI: = 0,881; GFI = 0,882; RMSEA = 0,067). Entretanto, n&atilde;o se    observou invari&acirc;ncia dos modelos (&#955;:</font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>(12)dif    = 84,768, p &lt; 0,001; Cov: </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>(18)<i><sub>dif</sub></i>    = 129,206, p &lt; 0,001; Res&iacute;duos: </font><font size="2">&#967;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>2</sup>(33)<i><sub>dif</sub></i>    = 518,760, p &lt; 0,001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os valores apresentados    na <a href="/img/revistas/rsp/v46n5/08f01.jpg">Figura</a> s&atilde;o as estimativas estandardizadas    da covari&acirc;ncia entre fatores, pesos fatoriais e vari&acirc;ncia explicada    de cada item, respectivamente. N&atilde;o h&aacute; equival&ecirc;ncia transcultural    entre os pa&iacute;ses. Entretanto, chama a aten&ccedil;&atilde;o a proximidade    dos valores dos pesos fatoriais dos itens e das correla&ccedil;&otilde;es entre    as escalas do MBI-SS nas diferentes amostras. A diferen&ccedil;a significativa    entre os pesos fatoriais nos dois pa&iacute;ses ocorreu apenas em tr&ecirc;s    itens (it2, it9 e it14).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este estudo examinou    as propriedades psicom&eacute;tricas da vers&atilde;o em portugu&ecirc;s do    MBI-SS, confirmou a estabilidade da estrutura tridimensional do instrumento    em amostras independentes e atestou a import&acirc;ncia das tr&ecirc;s dimens&otilde;es    na defini&ccedil;&atilde;o do construto <i>burnout</i>. Esse processo de an&aacute;lise    &eacute; condi&ccedil;&atilde;o &iacute;mpar para coleta de dados com confiabilidade    e validade adequadas e deve ser realizado previamente &agrave; execu&ccedil;&atilde;o    de qualquer estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A validade convergente    e discriminante do MBI-SS foi adequada, com exce&ccedil;&atilde;o da vari&acirc;ncia    extra&iacute;da m&eacute;dia, que foi prejudicada para a dimens&atilde;o Efic&aacute;cia    Profissional. Tal fato pode ter ocorrido devido &agrave; correla&ccedil;&atilde;o    entre o item 14 e as dimens&otilde;es Exaust&atilde;o e Descren&ccedil;a, apontada    pelos &iacute;ndices de modifica&ccedil;&atilde;o. Assim, Maroco et al<sup>19</sup>    (2008) e Maroco &amp; Tecedeiro<sup>18</sup> (2009), em seus trabalhos, optaram    pela remo&ccedil;&atilde;o desse item. Por&eacute;m, apesar dessa correla&ccedil;&atilde;o,    optamos por manter o item no MBI-SS, uma vez que este apresentou peso fatorial    adequado na amostra portuguesa e bom na brasileira, tendo o ajustamento do modelo    sido adequado em ambas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A excelente consist&ecirc;ncia    interna observada nas dimens&otilde;es do MBI parece ser consenso na literatura,    &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do trabalho de Poghosyan et al<sup>22</sup> (2009).    Esses autores encontraram um valor de </font><font size="2">&#945;</font><font face= "verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">    = 0,36 para a dimens&atilde;o realiza&ccedil;&atilde;o profissional em uma amostra    de enfermeiros (n = 388) na Arm&ecirc;nia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A correla&ccedil;&atilde;o    moderada encontrada entre as dimens&otilde;es Exaust&atilde;o e Descren&ccedil;a    MBI-SS e o BDI (<a href="/img/revistas/rsp/v46n5/08t03.jpg">Tabela 3</a>) pode denotar aproxima&ccedil;&atilde;o    dessas escalas com a depress&atilde;o. Contudo, <i>burnout</i> e depress&atilde;o    s&atilde;o conceitos distintos. A metan&aacute;lise conduzida por Glass &amp;    McKnight<sup>8</sup> (1996) alerta que, apesar de os dois construtos apresentarem    uma vari&acirc;ncia compartilhada de aproximadamente 20%, isso n&atilde;o significa    isomorfismo entre os conceitos. Foram encontradas correla&ccedil;&otilde;es    mais fortes e significativas entre as dimens&otilde;es Exaust&atilde;o e Descren&ccedil;a    do que com Efic&aacute;cia Profissional (<a href="/img/revistas/rsp/v46n5/08f01.jpg">Figura</a>),    o que, geralmente, &eacute; relatado nos estudos que utilizaram o MBI em suas    diferentes vers&otilde;es.<sup>6,22,23,26</sup> Esse fato pode ser atribu&iacute;do    &agrave; configura&ccedil;&atilde;o original do instrumento, que apresenta respostas    invertidas nessa dimens&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais.    Para testar essa suposi&ccedil;&atilde;o, Bres&oacute; et al<sup>1</sup> (2007)    inverteram os itens da proposta original, de modo que a dimens&atilde;o foi    denominada inefic&aacute;cia profissional e passou a apresentar itens no mesmo    sentido das demais dimens&otilde;es. Comparada &agrave; escala original, a inefic&aacute;cia    esteve positiva e mais fortemente correlacionada com as outras dimens&otilde;es    do instrumento. Esse tipo de comportamento pode ser atribu&iacute;do &agrave;    cria&ccedil;&atilde;o de um padr&atilde;o de resposta no qual os participantes    podem ter marcado as respostas sem perceber que naquele item a escala estava    invertida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A rejei&ccedil;&atilde;o    da invari&acirc;ncia fatorial do MBI-SS entre Portugal e Brasil pode ser atribu&iacute;da    &agrave;s diferen&ccedil;as entre as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas    das amostras (<a href="/img/revistas/rsp/v46n5/08t02.jpg">Tabela 2</a>). Por outro lado, o &uacute;nico    trabalho encontrado na literatura que estudou a invari&acirc;ncia transcultural    do MBI-SS foi o de Schaufeli et al<sup>24</sup> (2002), que atribuem a aus&ecirc;ncia    de invari&acirc;ncia ao rigor do m&eacute;todo estat&iacute;stico utilizado    (an&aacute;lise multigrupos: teste da diferen&ccedil;a de qui-quadrado). Apesar    de os pesos fatoriais diferirem entre os pa&iacute;ses, o ajustamento tridimensional    do MBI-SS foi adequado em todos os modelos. Esse padr&atilde;o parece ser constantemente    verificado tamb&eacute;m nos estudos transculturais que utilizaram outras vers&otilde;es    do MBI.<sup>1,6,22,23,26</sup> Destaca-se que a diferen&ccedil;a entre os pesos    fatoriais obtidos para Brasil e Portugal foi significativa apenas para tr&ecirc;s    itens. De acordo com Poghosyan et al<sup>22</sup> (2009), essa &eacute; uma    situa&ccedil;&atilde;o normal, uma vez que n&atilde;o seria real&iacute;stico    esperar que os pesos fatoriais fossem id&ecirc;nticos nos dois grupos. Deve-se    ressaltar ainda que dois desses tr&ecirc;s itens foram apontados pelos especialistas    como n&atilde;o essenciais para medir <i>burnout</i> em estudantes (<a href="#t1">Tabela    1</a>). &Eacute; poss&iacute;vel que essas varia&ccedil;&otilde;es possam ser    atribu&iacute;das &agrave;s diferen&ccedil;as culturais entre os pa&iacute;ses.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados apresentados    devem ser analisados considerando-se algumas limita&ccedil;&otilde;es do estudo,    como: 1) o corte transversal e correlacional, que inviabiliza estabelecer rela&ccedil;&otilde;es    de causa e efeito; 2) o fato de a amostra ser composta por volunt&aacute;rios;    e 3) de a amostra n&atilde;o possuir caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas    semelhantes nos dois pa&iacute;ses. Entretanto, essas limita&ccedil;&otilde;es    s&atilde;o encontradas na maior parte dos estudos transnacionais dispon&iacute;veis    na literatura.<sup>6,22,23,26</sup> Apesar dessas limita&ccedil;&otilde;es,    os resultados atestam a confiabilidade e a validade da vers&atilde;o em portugu&ecirc;s    do MBI-SS, disponibilizando, assim, um instrumento para rastreamento da s&iacute;ndrome    de <i>burnout</i> em estudantes. Apesar de sua estrutura fatorial n&atilde;o    ter sido invariante entre as amostras brasileira e portuguesa, o ajustamento    do modelo trifatorial foi adequado para ambas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Agradecimentos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Agrave; Funda&ccedil;&atilde;o    de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo, pelo aux&iacute;lio    &agrave; pesquisa e bolsa concedidos (processos: 2010/15062-3 e 2010/l09295-5).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Agrave; Prof.    Dra. Mary Sandra Carlotto da Universidade Luterana do Brasil, pelo fornecimento    da vers&atilde;o em portugu&ecirc;s do Brasil do MBI-SS e pela contribui&ccedil;&atilde;o    para o estudo de valida&ccedil;&atilde;o do CBI-S, que foi utilizado neste estudo    na valida&ccedil;&atilde;o concorrente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Breso E, Salanova    M, Schaufeli W. In search of the "Third Dimension" of burnout: Efficacy or Inefficacy?    <i>Appl Psychol.</i> 2007;56(3):460-78. DOI:10.1111/j.1464-0597.2007.00290.x</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314139&pid=S0034-8910201200050000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Byrne BM. Structural    equation modeling with Amos: basic concepts, applications and programming. New    Jersey: Lawrence Erlbaum Associates; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314140&pid=S0034-8910201200050000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Campos JADB,    Zucoloto ML, Bonaf&eacute; FSS, Jordani PC, Maroco J. Reliability and validity    of self reported burnout in college students: A cross randomized comparison    of pencil-and-paper vs. online administration. <i>Comput Human Behav.</i> 2011;27(5):1875-83.    DOI:10.1016/j.chb.2011.04.011</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314142&pid=S0034-8910201200050000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Carlotto MS,    C&acirc;mara SG. Caracter&iacute;sticas psicom&eacute;tricas do Malasch Burnout    Inventory - Student Survey (MBI-SS) em estudantes universit&aacute;rios brasileiros.    <i>Psico-USF</i>. 2006;11(2):167-73. DOI:10.1590/S1413-82712006000200005</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314143&pid=S0034-8910201200050000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Demerouti E,    Bakker AB, Nachreiner F, Schaufeli WB. The job demands-resources model of burnout.    <i>J Appl Psychol.</i> 2001;86(3):499-512. DOI:10.1037/0021-9010.86.3.499</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314144&pid=S0034-8910201200050000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Enzmann D, Schaufeli    W, Girault Nl, Bennett L, Miller D, Ross M. The validity of the Maslach Burnout    Inventory in three national samples. Health workers and AIDS: Research, intervention    and current issues in burnout and response. Amsterdam: Harwood Academic Publishers;    1995. p.131-50.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314145&pid=S0034-8910201200050000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Fornell C, Larcker    DF. Evaluating Structural Equation Models with Unobservable Variables and Measurement    Error. <i>J Marketing Res.</i> 1981;18(1):39-50. DOI:10.2307/3151312</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314147&pid=S0034-8910201200050000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Glass DC, McKnight    JD. Perceived control, depressive symptomatology, and professional burnout:    A review of the evidence. <i>Psychol Health</i>. 1996;11(1):23-48. DOI:10.1080/08870449608401975</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314148&pid=S0034-8910201200050000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Hair JF, Black    WC, Babin B, Anderson RE, Tatham RL. Multivariate data analysis. 6.ed. New Jersey:    Prentice Hall; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314149&pid=S0034-8910201200050000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Hu Q, Schaufeli    WB. The factorial validity of the Maslach Burnout Inventory - student survey    in China. <i>Psychol Rep.</i> 2009;105:394-408. DOI:10.2466/pr0.105.2.394-408</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314151&pid=S0034-8910201200050000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Kaplan D. Structural    equation modeling: foundations and extensions. Thousand Oaks: Sage Publications;    2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314152&pid=S0034-8910201200050000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Kim KH. The    relation among fit indexes, power and sample size in structural equation modeling.    <i>Struct Equ Modeling.</i> 2005;12(3):368-90. DOI:10.1207/s15328007sem1203_2</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314154&pid=S0034-8910201200050000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Kline RB. Principles    and practice of structural equation modeling. New York: The Guilford Press;    1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314155&pid=S0034-8910201200050000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Kristensen    TS, Borritz M, Villadsen E, Christensen KB. The Copenhagen Burnout Inventory:    A new tool for the assessment of burnout. <i>Work Stress.</i> 2005;19(3):192-207.    DOI:10.1080/02678370500297720</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314157&pid=S0034-8910201200050000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Laewshe CH.    A quantitative approach to content validity. <i>Pers Psychol.</i> 1975;28(4):563-75.    DOI:10.1111/j.1744-6570.1975.tb01393.x</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314158&pid=S0034-8910201200050000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Leiter MP,    Schaufeli WB. Consistency of the burnout construct across occupations. <i>Anxiety    Stress Coping.</i> 1996;9(3):229-43. DOI:10.1080/10615809608249404</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314159&pid=S0034-8910201200050000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Maroco J. An&aacute;lise    de equa&ccedil;&otilde;es estruturais: Fundamentos te&oacute;ricos, software    e aplica&ccedil;&otilde;es. Lisboa: Report Number; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314160&pid=S0034-8910201200050000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Maroco J, Tecedeiro    M. Invent&aacute;rio de Burnout de Maslach para estudantes portugueses. <i>Psicol    Saude Doen&ccedil;as</i>. 2009;10(2):227-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314162&pid=S0034-8910201200050000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Maroco J, Tecedeiro    M, Martins P, Meireles A. Estrutura fatorial de segunda ordem da Escala de Burnout    de Malasch para estudantes numa amostra portuguesa. <i>Anal Psicol.</i> 2008;4(26):639-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314164&pid=S0034-8910201200050000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Maslach C,    Jackson SE. The Measurement of Experienced Burnout. <i>J Occup Behav.</i> 1981;2(2):99-113.    DOI:10.1002/job.4030020205</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314166&pid=S0034-8910201200050000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Maslach C,    Schaufeli WB, Leiter MP. Job burnout. <i>Annu Rev Psychol.</i> 2001;52:397-422.    DOI:10.1146/annurev.psych.52.1.397</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314167&pid=S0034-8910201200050000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Poghosyan L,    Aiken LH, Sloane DM. Factor structure of the Maslach Burnout Inventory: an analysis    of data from large scale cross-sectional surveys of nurses from eight countries.    <i>Int J Nurs Stud.</i> 2009;46(7):894-902. DOI:10.1016/j.ijnurstu.2009.03.004</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314168&pid=S0034-8910201200050000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23. Schaufeli WB,    Janczur B. Burnout among nurses: a Polish-Dutch comparison. <i>J Cross Cult    Psychol.</i> 1994;25(1):95-113. DOI:10.1177/0022022194251006</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314169&pid=S0034-8910201200050000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24. Schaufeli WB,    Martinez IM, Pinto AM, Salanova M, Bakker AB. Burnout and engagement in university    students: a cross-national study. <i>J Cross Cult Psychol.</i> 2002;33(5):464-81.    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Schutte N,    Toppinen S, Kalimo R, Schaufeli W. The factorial validity of the Maslach Burnout    Inventory: general survey (MBI-GS) across occupational groups and nations. <i>J    Occup Organ Psych.</i> 2000;73(1):53-66. DOI:10.1348/096317900166877</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=3314172&pid=S0034-8910201200050000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27. Vieira I. Conceito(s)    de burnout: quest&otilde;es atuais da pesquisa e a contribui&ccedil;&atilde;o    da cl&iacute;nica. <i>Rev Bras Saude Ocup.</i> 2010;35(122):269-76. 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