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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estado nutricional de crianças índias do Alto Xingu em 1980 e 1992 e evolução pondero-estatural entre o primeiro e o quarto anos de vida]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nutritional status of indigenous children from the Alto Xingu in 1980 and 1992 and follow-up of weight and height from the first through the fourth years of life]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study focused on the under-five population of the Alto Xingu region in Brazil, with the following objectives: (1) to evaluate height and weight increment from the first through the fourth years of life and (2) to compare nutritional status in 1980 and 1992. Height and weight increases were evaluated in 81 children. Weight and height were measured in 264 children evaluated in 1980 and in 172 in 1992 (< 10 years of age). Median Z-scores in the first and fourth years of life, respectively, showed: (1) a decrease in weight-for-age, (-0.12 in the first year and -0.51 in the fourth year of life; p = 0.002); (2) a decrease in weight-for-height (+1.31 and +0.08; p < 0.001); (3) an increase in height-for-age (-1.50 and -0.94; p < 0.001). Median Z-scores in 1980 and 1992 showed: (1) no change in weight-for-age (-0.61 in 1980 and -0.62 in 1992; p = 0.90); (2) no change in weight-for-height (+0.27 and +0.34; p = 0.10); and (3) a decrease in height-for-age (-1.04 and -1.22; p = 0.02). Height-for-age increased and weight-for-height decreased between the first and fourth years of life. A decrease in height-for-age was observed from 1980 to 1992, demonstrating the importance of nutritional surveillance among the population of the Alto Xingu.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Nutrição da Criança]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="RIGHT"><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">ARTIGO    </font></b><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="4">Estado    nutricional de crian&ccedil;as &iacute;ndias do Alto Xingu em 1980 e 1992 e    evolu&ccedil;&atilde;o pondero-estatural entre o primeiro e o quarto anos de    vida</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="3">Nutritional    status of indigenous children from the Alto Xingu in 1980 and 1992 and follow-up    of weight and height from the first through the fourth years of life</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Mauro    Batista de Morais<sup>I</sup>; Ulysses Fagundes Neto<sup>I</sup>; &Acirc;ngela    Peixoto de Mattos<sup>II</sup>; Roberto Geraldo Baruzzi<sup>III</sup></font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Departamento    de Pediatria, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de S&atilde;o    Paulo. Rua Botucatu 598, S&atilde;o Paulo, SP 04023-062, Brasil    <br>   </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2"><sup>II</sup>Departamento    de Pediatria, Faculdade de Medicina, Universidade Federal da Bahia. Av. Reitor    Miguel Calmon s/n, Salvador, BA 40110-100, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2"><sup>III</sup>Departamento    de Medicina Preventiva, Escola Paulista de Medicina, Universidade Federal de    S&atilde;o Paulo. Rua Pedro de Toledo 675, S&atilde;o Paulo, SP 04039-031, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back10">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">RESUMO</font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Os objetivos    deste estudo realizado com a popula&ccedil;&atilde;o infantil do Alto Xingu    foram: (1) analisar a evolu&ccedil;&atilde;o do peso e da estatura entre o primeiro    e o quarto anos de vida, (2) comparar o estado nutricional em 1980 e 1992. Avaliaram-se    o peso e a estatura de: (1) 81 crian&ccedil;as no primeiro e no quarto ano de    vida; (2) 264 crian&ccedil;as avaliadas em 1980 e de 172 em 1992 (idade &lt;    10 anos). As medianas dos escores Z das 81 crian&ccedil;as examinadas no primeiro    e no quarto ano de vida revelaram: (1) diminui&ccedil;&atilde;o do peso para    a idade (-0,12 no primeiro ano e -0,51 no quarto ano de vida; p = 0,002); (2)    diminui&ccedil;&atilde;o do peso para a estatura (+1,31 e +0,08; p &lt; 0,001);    (3) aumento da estatura para a idade (-1,50 e -0,94, p &lt; 0,001). Entre 1980    e 1992, observou-se: (1) manuten&ccedil;&atilde;o do peso para a idade (-0,61    em 1980 e -0,62 em 1992; p = 0,90); (2) manuten&ccedil;&atilde;o do peso para    a estatura, (+0,27 e +0,34; p = 0,10); e (3) redu&ccedil;&atilde;o da estatura    para a idade (-1,04 e -1,22; p = 0,02). Entre o primeiro e quarto ano de vida    observou-se redu&ccedil;&atilde;o do d&eacute;ficit de estatura para a idade    e do excesso de peso para a estatura. Entre 1980 e 1992, observou-se diminui&ccedil;&atilde;o    da estatura para idade, indicando a necessidade de monitoriza&ccedil;&atilde;o    do estado nutricional desta comunidade.</font></p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Palavras-chave:</font></b><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">    Nutri&ccedil;&atilde;o da Crian&ccedil;a; Antropometria; Sa&uacute;de da Crian&ccedil;a;    &Iacute;ndios Sul-Americanos</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">ABSTRACT</font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">This study    focused on the under-five population of the Alto Xingu region in Brazil, with    the following objectives: (1) to evaluate height and weight increment from the    first through the fourth years of life and (2) to compare nutritional status    in 1980 and 1992. Height and weight increases were evaluated in 81 children.    Weight and height were measured in 264 children evaluated in 1980 and in 172    in 1992 (&lt; 10 years of age). Median Z-scores in the first and fourth years    of life, respectively, showed: (1) a decrease in weight-for-age, (-0.12 in the    first year and -0.51 in the fourth year of life; p = 0.002); (2) a decrease    in weight-for-height (+1.31 and +0.08; p &lt; 0.001); (3) an increase in height-for-age    (-1.50 and -0.94; p &lt; 0.001). Median Z-scores in 1980 and 1992 showed: (1)    no change in weight-for-age (-0.61 in 1980 and -0.62 in 1992; p = 0.90); (2)    no change in weight-for-height (+0.27 and +0.34; p = 0.10); and (3) a decrease    in height-for-age (-1.04 and -1.22; p = 0.02). Height-for-age increased and    weight-for-height decreased between the first and fourth years of life. A decrease    in height-for-age was observed from 1980 to 1992, demonstrating the importance    of nutritional surveillance among the population of the Alto Xingu.</font></p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Key words:</font></b><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">    Child Nutrition; Anthropometry; Child Welfare; South American Indians</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">O estado    nutricional de crian&ccedil;as de grupos ind&iacute;genas brasileiros foi avaliado    em alguns estudos publicados ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas (Alves    et al., 2002; Black et al., 1977; Fagundes Neto et al., 1981; Gugelmin et al.    2001; Martins &amp; Menezes, 1994; Mattos et al., 1999; Morais et al., 1990;    Santos &amp; Coimbra Jr., 1991). Nos estudos nos quais peso e estatura foram    relacionados com a idade, observou-se ocorr&ecirc;ncia de d&eacute;ficit da    estatura para a idade em propor&ccedil;&atilde;o expressiva das crian&ccedil;as    estudadas e adequa&ccedil;&atilde;o do peso para a estatura (Alves et al., 2002;    Gugelmin et al., 2001; Martins &amp; Menezes, 1994; Mattos et al., 1999; Santos    &amp; Coimbra Jr., 1991). Este padr&atilde;o antropom&eacute;trico pode ter    duas explica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o excludentes: (1) d&eacute;ficit de    estatura como conseq&uuml;&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o pregressa    (Waterlow, 1972), respons&aacute;vel por comprometimento irrevers&iacute;vel    do crescimento; e/ou (2) d&eacute;ficit de estatura refletindo o potencial gen&eacute;tico    destes grupos populacionais que, mesmo sem terem apresentado desnutri&ccedil;&atilde;o    no passado, ser&atilde;o constitu&iacute;dos por adultos com estatura m&eacute;dia    inferior &agrave; dos povos dos pa&iacute;ses do mundo ocidental contempor&acirc;neo.    Deve-se ressaltar que nos estudos de Fagundes Neto et al. (1981), Morais et    al. (1990), Santos &amp; Coimbra Jr. (1991), Martins &amp; Menezes (1994), Alves    et al. (2002), Mattos et al. (1999) e Gugelmin et al. (2001) com grupos ind&iacute;genas    do Brasil, praticamente a totalidade das crian&ccedil;as avaliadas, independentemente    da faixa et&aacute;ria, n&atilde;o apresentava d&eacute;ficit de peso para a    estatura.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">A validade    de se empregar as tabelas de refer&ecirc;ncia de peso e estatura do NCHS (National    Center for Health Statistics), adotada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial    da Sa&uacute;de (OMS) desde 1977 (Waterlow et al., 1977) como refer&ecirc;ncia    internacional, na avalia&ccedil;&atilde;o do crescimento e do estado nutricional    de crian&ccedil;as &iacute;ndias brasileiras tem sido por vezes discutida (Gugelmin    et al., 2001; Santos, 1993), mostrando a import&acirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o    de estudos, em nosso pa&iacute;s, voltados &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o    do estado nutricional e crescimento de crian&ccedil;as &iacute;ndias (Campos    Jr., 2001).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Entre 1974    e 1980 (Fagundes Neto et al., 1981; Morais et al., 1990) e em 1992 (Mattos et    al., 1999) foram realizados inqu&eacute;ritos sobre o estado nutricional de    crian&ccedil;as &iacute;ndias do Alto Xingu. No presente artigo s&atilde;o analisadas    informa&ccedil;&otilde;es n&atilde;o abordadas nas publica&ccedil;&otilde;es    anteriores (Fagundes Neto et al., 1981; Mattos et al., 1999; Morais et al.,    1990). Os objetivos deste estudo foram: (1) analisar a evolu&ccedil;&atilde;o    do peso e da estatura das crian&ccedil;as &iacute;ndias do Alto Xingu entre    o primeiro e o quarto ano de vida; (2) comparar o estado nutricional de crian&ccedil;as    &iacute;ndias do Alto Xingu avaliadas em 1980 e 1992, utilizando &iacute;ndices    antropom&eacute;tricos dependentes da idade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2"><u>Casu&iacute;stica:    inqu&eacute;ritos do estado nutricional de crian&ccedil;as do Alto Xingu</u></font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">De 1974    a 1980, realizaram-se inqu&eacute;ritos nutricionais anuais (Fagundes Neto et    al., 1981; Morais et al., 1990). No primeiro ano, foram inclu&iacute;das crian&ccedil;as    com idade estimada menor do que cinco anos. A cada ano subseq&uuml;ente, at&eacute;    1980, procurou-se reexaminar as crian&ccedil;as avaliadas no(s) ano(s) anterior(es)    e incluir no estudo tanto as nascidas no transcorrer dos doze meses precedentes,    bem como as ausentes em etapas anteriores. Assim, entre 1974 e 1980, cada crian&ccedil;a    foi examinada no m&iacute;nimo uma vez e no m&aacute;ximo sete. O trabalho de    campo foi realizado sempre no m&ecirc;s de julho e em todos os anos procurou-se    estudar o maior n&uacute;mero poss&iacute;vel de crian&ccedil;as. Para as crian&ccedil;as    nascidas a partir de 1974, contou-se com o registro da data de nascimento, ou    quando faltava esta informa&ccedil;&atilde;o, era relativamente f&aacute;cil    avaliar a idade com reduzida margem de erro. Das 94 crian&ccedil;as inclu&iacute;das    no primeiro ano de idade entre 1974 e 1977, 81 (86,2%) foram reexaminadas no    quarto ano de vida. De acordo com informa&ccedil;&otilde;es do cadastro m&eacute;dico    da popula&ccedil;&atilde;o, uma das crian&ccedil;as foi a &oacute;bito no primeiro    ano de vida, enquanto as demais n&atilde;o foram examinadas no quarto ano de    vida por n&atilde;o estarem presentes no momento da realiza&ccedil;&atilde;o    do trabalho de campo. Das 81 crian&ccedil;as estudadas no primeiro e no quarto    anos de vida, 67 foram avaliadas no segundo ano e 66 no terceiro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Na avalia&ccedil;&atilde;o    realizada em 1980, examinaram-se 264 crian&ccedil;as, sendo 28 (10,6%) com idade    inferior a 1 ano, 117 (44,3%) com idade entre 1 e 5 anos incompletos e 117 (44,3%)com    idade estimada entre 5 e 10 anos. Em setembro de 1992, em novo inqu&eacute;rito    nutricional, avaliaram-se 172 crian&ccedil;as: 25 (14,5%) com idade inferior    a um ano, 78 (45,3%) com idade entre 1 e 5 anos incompletos e 69 (40,1%) com    idade entre 5 e 10 anos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Em suma,    a compara&ccedil;&atilde;o do estado nutricional entre 1980 e 1992, das crian&ccedil;as    &iacute;ndias do Alto Xingu com idade menor do que dez anos, baseou-se em &iacute;ndices    antropom&eacute;tricos dependentes da idade aplicados para 264 crian&ccedil;as    examinadas em 1980 e 172 examinadas em 1992.</font></p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2"><u>Parque    Ind&iacute;gena do Xingu e tribos do Alto Xingu</u></font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">O Parque    Ind&iacute;gena do Xingu (PIX) foi criado em 1961, quando a venda indiscriminada    de terras da regi&atilde;o central do Brasil, no pa&iacute;s e exterior, colocava    em risco territ&oacute;rios habitados por tribos ind&iacute;genas desde tempos    imemor&aacute;veis. Suas principais finalidades: (1) preserva&ccedil;&atilde;o    f&iacute;sica e cultural das tribos que ali viviam; (2) acolher tribos de outras    &aacute;reas geogr&aacute;ficas amea&ccedil;adas de extin&ccedil;&atilde;o por    choques com as frentes invasoras; (3) preserva&ccedil;&atilde;o da fauna e da    flora (Baruzzi et al., 1990).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">O PIX ocupa    uma &aacute;rea de 32.000km<sup>2</sup>, ao norte do Estado de Mato Grosso,    que se estende ao longo da calha do Rio Xingu, desde a regi&atilde;o de seus    formadores, ao sul, denominada Alto Xingu, at&eacute; a cachoeira de von Martius,    ao norte, no limite entre os Estados de Mato Grosso e Par&aacute; (Baruzzi et    al., 1990).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">A regi&atilde;o    do Alto Xingu &eacute; habitada por dez tribos ind&iacute;genas que apresentam    padr&otilde;es culturais muito semelhantes, denominado de cultura do Alto Xingu    ou do Uluri (pequeno cinto pubiano usado pelas mulheres). A acentuada similaridade    cultural deve ser resultado da longa ocupa&ccedil;&atilde;o de uma mesma &aacute;rea    geogr&aacute;fica e da freq&uuml;&ecirc;ncia de casamentos intertribais. S&atilde;o    as seguintes as tribo do Alto Xingu, segundo o tronco ou fam&iacute;lia ling&uuml;&iacute;stica:    Aru&aacute;k (Mehin&aacute;ku, Yawalapit&iacute; e Waur&aacute;), Karib (Kalap&aacute;lo,    Kuik&uacute;ru, Matip&uacute;, e Nahukw&aacute;), Tupi (Awet&iacute; e Kamayur&aacute;)    al&eacute;m dos &iacute;ndios Trum&aacute;i, de l&iacute;ngua isolada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">A alimenta&ccedil;&atilde;o    dos &iacute;ndios do Alto Xingu &eacute; constitu&iacute;da basicamente de mandioca    e peixe. Outros alimentos s&atilde;o consumidos com menor regularidade, tais    como banana, milho, batata doce e amendoim. Em certas &eacute;pocas do ano,    o piqui, fruto &oacute;leoginoso rico em vitamina A, e ovos e carne de tracaj&aacute;    (Fagundes Neto et al., 1981; Morais et al., 1990) s&atilde;o bastante consumidos    pela popula&ccedil;&atilde;o. Por tabus alimentares, os &iacute;ndios n&atilde;o    consomem a carne de ca&ccedil;a, com exce&ccedil;&atilde;o para algumas esp&eacute;cies    de macacos e aves de grande porte, como o mutum e ja&oacute;. O aleitamento    materno se estende at&eacute; os dois ou tr&ecirc;s anos da crian&ccedil;a.    No primeiro semestre de vida, parte das crian&ccedil;as recebe tamb&eacute;m    mingau de mandioca. J&aacute; no segundo semestre s&atilde;o introduzidos o    beiju de mandioca e o peixe (Mattos et al., 1999).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">A partir    de 1965, a Universidade Federal de S&atilde;o Paulo/Escola Paulista de Medicina    desenvolve um programa de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de dos &iacute;ndios    do PIX, coordenado pelo Departamento de Medicina Preventiva (Baruzzi et al.,    1990). Concomitantemente &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e imuniza&ccedil;&atilde;o,    desenvolvem-se projetos de pesquisa, entre os quais se inserem inqu&eacute;ritos    nutricionais. A ado&ccedil;&atilde;o de uma ficha m&eacute;dica individual desde    os prim&oacute;rdios do programa permite a identifica&ccedil;&atilde;o pessoal    por fam&iacute;lia e etnia, o registro das vacinas aplicadas e das ocorr&ecirc;ncias    cl&iacute;nicas (Baruzzi et al., 1990).</font></p>     <p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2"><u>M&eacute;todo</u></font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Mensuraram-se    o peso e a estatura de acordo com as recomenda&ccedil;&otilde;es de Jelliffe    (1968) para os estudos comunit&aacute;rios de avalia&ccedil;&atilde;o nutricional.    O peso foi aferido com as crian&ccedil;as despidas. Utilizaram-se balan&ccedil;as    da marca Filizola, mec&acirc;nica entre 1974 e 1980 e microeletr&ocirc;nica    em 1992. A estatura dos menores de dois anos foi medida com o aux&iacute;lio    de antrop&ocirc;metro de madeira, estando a crian&ccedil;a em dec&uacute;bito    dorsal sobre uma superf&iacute;cie retil&iacute;nea. As crian&ccedil;as com    mais de dois anos foram medidas em p&eacute;, sendo utilizada fita m&eacute;trica    inel&aacute;stica aderida &agrave; uma superf&iacute;cie vertical de 1974 a    1980 e em 1992 foi utilizada uma fita da marca Stanley. A balan&ccedil;a microeletr&ocirc;nica    e a fita inel&aacute;stica Stanley eram id&ecirc;nticas &agrave;s utilizadas    no levantamento nacional do estado nutricional realizado pelo Instituto Nacional    de Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o (INAN, 1990) no final    da d&eacute;cada de 1980.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2"><u>&Iacute;ndices    antropom&eacute;tricos e an&aacute;lise estat&iacute;stica</u></font></b></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">A partir    das medidas do peso e estatura calcularam-se os escores Z de peso-idade, peso-estatura    e estatura-idade com o emprego do programa Epi Info vers&atilde;o 6.2, com base    nos valores de refer&ecirc;ncia da tabela do NCHS (WHO, 1983). Como limite de    corte para caracteriza&ccedil;&atilde;o de desnutri&ccedil;&atilde;o, de acordo    com os escores Z, foi adotado o valor de -2,0 desvios-padr&atilde;o conforme    recomendado pela OMS (WHO, 1995). A an&aacute;lise estat&iacute;stica foi realizada    com o emprego do programa Sigma Stat. Os testes estat&iacute;sticos utilizados    est&atilde;o especificados na apresenta&ccedil;&atilde;o dos resultados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Na <a href="#tab1">Tabela    1</a>, apresentam-se a m&eacute;dia da idade e os escores Z do peso para a idade,    peso para a estatura e estatura para a idade na avalia&ccedil;&atilde;o pareada    entre o primeiro e o quarto ano de vida de 81 crian&ccedil;as &iacute;ndias    inclu&iacute;das no estudo no primeiro ano de vida entre 1974 e 1977. Observou-se    diminui&ccedil;&atilde;o estatisticamente significante na mediana dos escores    Z do peso para a idade e do peso para a estatura. Quanto ao escore Z da estatura    para a idade, observou-se redu&ccedil;&atilde;o estatisticamente significante    no d&eacute;ficit de estatura, em rela&ccedil;&atilde;o aos valores de refer&ecirc;ncia    do NCHS. Ainda na <a href="#tab1">Tabela 1</a>, podem-se ver, tamb&eacute;m,    as medianas e percentis 25 e 75 dos escores Z de peso-idade, peso-estatura e    estatura-idade, obtidos no segundo (n = 67) e terceiro ano de vida (n = 66).</font></p>     <p align="center"><a name="tab1"></a></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csp/v19n2/15420t1.gif"></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Nas <a href="/img/revistas/csp/v19n2/15420f1.gif">Figuras    1</a>, <a href="/img/revistas/csp/v19n2/15420f2.gif">2</a> e <a href="/img/revistas/csp/v19n2/15420f3.gif">3</a>    pode-se observar a distribui&ccedil;&atilde;o dos escores Z do peso para a idade,    peso para a estatura e estatura para a idade, nos anos de 1980 e 1992, em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o normal esperada para cada um dos indicadores.    A an&aacute;lise visual destas tr&ecirc;s figuras mostra que as curvas de distribui&ccedil;&atilde;o    dos escores Z em 1980 e 1992 s&atilde;o praticamente superpostas. Por sua vez,    na an&aacute;lise estat&iacute;stica dos dados correspondentes a estes gr&aacute;ficos,    com o emprego do teste de Mann-Whitney, observaram-se os seguintes valores para    a mediana (percentis 25 e 75, apresentados entre colchetes) dos escores Z obtidos    em 1980 (n = 264) e em 1992 (n = 172) e o valor do p na compara&ccedil;&atilde;o    entre os dois anos: peso-idade, -0,61 [-1,09; +0,03] em 1980 e -0,62 [-1,22;    +0,11] em 1992 (p = 0,90); peso-estatura, +0,27 [-0,17 e +0,72] em 1980 e +0,34    [-0,13; +0,91] em 1992 (p = 0,10); e estatura-idade, -1,04 [-1,54; -0,56] em    1980 e -1,22 [-1,89; -0,67] em 1992 (p = 0,02). Considerando a diferen&ccedil;a    estat&iacute;stica observada para o indicador estatura-idade, na <a href="#tab2">Tabela    2</a> s&atilde;o apresentadas as propor&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as    com escore Z inferior a -2,0 desvios-padr&atilde;o de estatura para a idade,    nos anos de 1980 e 1992, de acordo com a faixa et&aacute;ria. Observou-se aumento    estatisticamente significante na propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as    com d&eacute;ficit de estatura para a idade, entre os anos de 1980 e 1992, na    faixa et&aacute;ria entre 12 e 60 meses. No que se refere &agrave; compara&ccedil;&atilde;o    na propor&ccedil;&atilde;o de d&eacute;ficit de estatura para idade, nas outras    faixas de idade, n&atilde;o se observou diferen&ccedil;a estatisticamente significante.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><a name="tab2"></a></p>     <p align="center">&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csp/v19n2/15420t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Em linhas    gerais, a avalia&ccedil;&atilde;o antropom&eacute;trica das crian&ccedil;as    do Alto Xingu foi concordante com outros estudos realizados em comunidades ind&iacute;genas    brasileiras (Alves et al., 2002; Gugelmin et al., 2001; Martins &amp; Menezes,    1994; Santos &amp; Coimbra Jr., 1991), ou seja, presen&ccedil;a de d&eacute;ficit    de estatura para a idade e adequa&ccedil;&atilde;o do peso para a estatura,    sem a caracteriza&ccedil;&atilde;o de desnutri&ccedil;&atilde;o aguda ou atual    (Santos, 1993), em rela&ccedil;&atilde;o ao padr&atilde;o antropom&eacute;trico    de crian&ccedil;as do mundo ocidental de pa&iacute;s desenvolvido (Waterlow    et al., 1977).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">No Alto    Xingu, demonstrou-se que, no primeiro ano de vida, as crian&ccedil;as apresentavam    peso acima do esperado para estatura e d&eacute;ficit da estatura para a idade    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; refer&ecirc;ncia do NCHS (Mattos et al., 1999).    Desta maneira, a inexist&ecirc;ncia de d&eacute;ficit de peso no primeiro ano    de vida, quando j&aacute; se observa d&eacute;ficit de estatura, indica que    o &uacute;ltimo n&atilde;o pode ser considerado conseq&uuml;&ecirc;ncia de desnutri&ccedil;&atilde;o    pregressa ("<i>stunting</i>") (Waterlow, 1972). Este aspecto leva a especula&ccedil;&atilde;o    de que o d&eacute;ficit de estatura no primeiro ano de vida possa estar relacionado    com as caracter&iacute;sticas gen&eacute;ticas da popula&ccedil;&atilde;o, expressando-se    desde o primeiro ano e contrariando o axioma de que as diferen&ccedil;as no    potencial gen&eacute;tico para o crescimento tornam-se evidentes apenas ap&oacute;s    o quarto ano de vida (Sigulem et al., 2000). Uma an&aacute;lise mais profunda    deste aspecto, ou seja, do d&eacute;ficit de estatura para a idade no primeiro    ano de vida, provavelmente n&atilde;o associado com desnutri&ccedil;&atilde;o    prim&aacute;ria, foi realizada com o estudo da evolu&ccedil;&atilde;o do peso    e da estatura das crian&ccedil;as &iacute;ndias entre o primeiro e o quarto    ano de vida. Caso as crian&ccedil;as sofressem de desnutri&ccedil;&atilde;o    cr&ocirc;nica, a expectativa seria de diminui&ccedil;&atilde;o progressiva dos    &iacute;ndices dependentes do peso e, tamb&eacute;m, aumento do d&eacute;ficit    de estatura para a idade em fun&ccedil;&atilde;o da cronicidade do processo.    Pode-se observar, nos resultados da <a href="#tab1">Tabela 1</a>, redu&ccedil;&atilde;o    estatisticamente significante no d&eacute;ficit de estatura para idade, mostrando    indiretamente que as crian&ccedil;as n&atilde;o apresentaram desnutri&ccedil;&atilde;o    cr&ocirc;nica entre o primeiro e o quarto ano de vida, o que resultaria no aumento    do d&eacute;ficit de estatura para a idade, ao contr&aacute;rio dos resultados    obtidos. Esta interpreta&ccedil;&atilde;o contrasta com a opini&atilde;o de    Santos (1993), que, revendo a literatura sobre o crescimento f&iacute;sico e    o estado nutricional de popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas brasileiras,    assinala que, apesar da proporcionalidade corporal demonstrada pela adequa&ccedil;&atilde;o    do peso para a estatura, o d&eacute;ficit de estatura constituiria evid&ecirc;ncia    de altas freq&uuml;&ecirc;ncias de desnutri&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica-prot&eacute;ica    cr&ocirc;nica ou pregressa. Deve-se salientar, tamb&eacute;m, que no quarto    ano de vida a mediana do escores Z da estatura para a idade permaneceu, em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; tabela do NCHS, com desvio para a esquerda, sendo a mediana do escore    Z igual a -0,94. Vale lembrar que a estatura m&eacute;dia dos adultos do sexo    masculino (161,0cm) e feminino (151,8cm) do Alto Xingu (Franco, 1981) &eacute;    inferior aos valores m&eacute;dios de estatura da tabela do NCHS para os 18    anos de vida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Nossos resultados    mostraram, tamb&eacute;m, diminui&ccedil;&atilde;o estatisticamente significante    na an&aacute;lise pareada dos escores Z do peso para a idade e do peso para    a estatura. Este aspecto j&aacute; havia sido observado em estudo anterior (Morais    et al., 1990) no qual a elevada propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as no    primeiro ano de vida com adequa&ccedil;&atilde;o percentual do peso para a estatura    entre 110% e 120% (26,2%; 51/195) e maior do que 120% (37,4%; 73/195) no primeiro    ano de vida despertou a preocupa&ccedil;&atilde;o de que esta tend&ecirc;ncia    de excesso de peso poderia persistir durante a inf&acirc;ncia (Morais et al.,    1990). No entanto, durante o acompanhamento destes lactentes em anos subseq&uuml;entes,    observou-se redu&ccedil;&atilde;o na propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as    com aumento da adequa&ccedil;&atilde;o percentual do peso para a estatura (Morais    et al., 1990), que no presente estudo, foi caracterizada pela diminui&ccedil;&atilde;o    na mediana do escores Z do peso para a estatura de +1,31 no primeiro ano para    +0,08 no quarto ano de vida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">A caracteriza&ccedil;&atilde;o    de d&eacute;ficit de estatura para a idade n&atilde;o associado, ao que tudo    indica, com desnutri&ccedil;&atilde;o no primeiro ano de vida, parcialmente    revers&iacute;vel entre o primeiro e quarto ano de vida e o excesso de peso    para a estatura no primeiro ano de vida sugerem que a tabela do NCHS n&atilde;o    seria plenamente adequada para avaliar o estado nutricional das crian&ccedil;as    &iacute;ndias do Alto Xingu. &Eacute; poss&iacute;vel que esta observa&ccedil;&atilde;o    possa ser v&aacute;lida tamb&eacute;m para outros povos ind&iacute;genas, conforme    assinalado por Santos (1993) e Gugelmin et al. (2001). Por sua vez, seria muito    dif&iacute;cil elaborar valores de refer&ecirc;ncia espec&iacute;ficos para    crian&ccedil;as &iacute;ndias, dado que existe grande dispers&atilde;o dos povos    ind&iacute;genas no territ&oacute;rio nacional em comunidades muitas vezes de    dif&iacute;cil acesso, em geral, com n&uacute;mero reduzido de habitantes, al&eacute;m    da acentuada diversidade s&oacute;cio-cultural. Deve-se lembrar, ainda, que    os valores de refer&ecirc;ncia s&atilde;o medidas que fornecem uma linha de    base para comparar diferentes grupos populacionais, ou o mesmo grupo em diferentes    momentos, n&atilde;o tendo implica&ccedil;&otilde;es obrigat&oacute;rias com    o complexo e insol&uacute;vel conceito de "normalidade".</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Observando-se    as <a href="/img/revistas/csp/v19n2/15420f1.gif">Figuras 1</a>, <a href="/img/revistas/csp/v19n2/15420f2.gif">2</a>    e <a href="/img/revistas/csp/v19n2/15420f3.gif">3</a>, pode-se constatar que n&atilde;o ocorreu    mudan&ccedil;a expressiva nos indicadores antropom&eacute;tricos do peso para    a idade, peso para a estatura e estatura para a idade no per&iacute;odo entre    1980 e 1992, ou seja, n&atilde;o se observou altera&ccedil;&atilde;o na condi&ccedil;&atilde;o    nutricional das crian&ccedil;as &iacute;ndias do Alto Xingu. A compara&ccedil;&atilde;o    das curvas de distribui&ccedil;&atilde;o dos escores Z do peso para a idade,    peso para a estatura e estatura para a idade, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    curva de refer&ecirc;ncia mostra que as distribui&ccedil;&otilde;es do peso    para a idade s&atilde;o muito semelhantes &agrave; refer&ecirc;ncia, ao passo    que as curvas do peso para a estatura se deslocam para a direita. Por sua vez,    as distribui&ccedil;&otilde;es da estatura para a idade desviam-se para a esquerda    da refer&ecirc;ncia tanto em 1980 como em 1992. No que se refere aos valores    dos escores Z da estatura para a idade nas crian&ccedil;as &iacute;ndias do    Alto Xingu, observou-se que a mediana diminui de -1,04 em 1980 para -1,22 em    1992, sendo esta diferen&ccedil;a estatisticamente significante. De acordo com    a <a href="#tab2">Tabela 2</a>, a propor&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as    com escore Z inferior a -2,0 desvios-padr&atilde;o, em 1992 em rela&ccedil;&atilde;o    a 1980, foi estatisticamente superior na faixa et&aacute;ria entre 1 e 5 anos.    Deve-se ressaltar que, nas faixas et&aacute;rias inferior a 1 ano e entre 5    e 10 anos, n&atilde;o se caracterizou aumento significante na propor&ccedil;&atilde;o    de crian&ccedil;as com estatura para idade abaixo de -2,0 desvios-padr&atilde;o.    Para a faixa et&aacute;ria entre 1 e 5 anos, a diferen&ccedil;a entre as medianas    de aproximadamente 0,20 desvios-padr&atilde;o (cerca de 2-3 cent&iacute;metros    segundo a tabela do NCHS) demonstra a elevada capacidade do teste de Mann-Whitney    na identifica&ccedil;&atilde;o de pequenas oscila&ccedil;&otilde;es nos par&acirc;metros    antropom&eacute;tricos, mesmo em uma comunidade com pequeno n&uacute;mero de    habitantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Quando se    avalia um mesmo grupo populacional em duas &eacute;pocas distantes, pode-se    observar varia&ccedil;&atilde;o na estatura como reflexo da tend&ecirc;ncia    secular deste par&acirc;metro antropom&eacute;trico. Aumento da estatura associado    &agrave; tend&ecirc;ncia secular vem sendo observada em v&aacute;rias popula&ccedil;&otilde;es    do mundo, inclusive no Brasil (Kac, 1998; Monteiro et al., 1994). Observou-se    aqui, redu&ccedil;&atilde;o no escore Z da estatura para idade no per&iacute;odo    entre 1980 e 1992, ao contr&aacute;rio do observado na popula&ccedil;&atilde;o    brasileira e nas crian&ccedil;as &iacute;ndias Apache da Am&eacute;rica no Norte    entre 1968 e 1988 (Hauck et al., 1992). Pode-se interpretar a diminui&ccedil;&atilde;o    ou a aus&ecirc;ncia de varia&ccedil;&atilde;o secular da estatura de duas maneiras:    (1) deteriora&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es s&oacute;cio-econ&ocirc;mico-culturais    de um grupo populacional resultante de condi&ccedil;&atilde;o ambiental inapropriada    para o crescimento; ou (2) o grupo populacional em observa&ccedil;&atilde;o    est&aacute; vivendo em condi&ccedil;&otilde;es ideais e no passado j&aacute;    expressou com total plenitude seu potencial gen&eacute;tico para o crescimento    (Kac, 1999). Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, podem estar ocorrendo    mudan&ccedil;as no padr&atilde;o de vida dos &iacute;ndios do Alto Xingu e,    neste contexto, a diminui&ccedil;&atilde;o da estatura para a idade, mesmo limitada    &agrave; faixa et&aacute;ria entre 1 e 5 anos, pode ser um sinal de alerta,    indicando prov&aacute;vel piora nas condi&ccedil;&otilde;es ambientais no Alto    Xingu. &Eacute; intrigante e sem explica&ccedil;&atilde;o a caracteriza&ccedil;&atilde;o    de diminui&ccedil;&atilde;o da estatura para a idade exclusivamente na faixa    et&aacute;ria entre 1 e 5 anos. Em conclus&atilde;o, nas crian&ccedil;as &iacute;ndias    do Alto Xingu avaliadas na d&eacute;cada de 1970, observou-se redu&ccedil;&atilde;o    do d&eacute;ficit de estatura para a idade e do excesso de peso entre o primeiro    e o quarto ano de vida. Por sua vez, entre 1980 e 1992, ocorreu diminui&ccedil;&atilde;o    da estatura para idade, indicando a import&acirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o    de novos inqu&eacute;ritos nutricionais com as crian&ccedil;as &iacute;ndias    do Alto Xingu.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">ALVES, G.    M. S.; MORAIS, M. B. &amp; FAGUNDES NETO, U., 2002. Estado nutricional e teste    do hidrog&ecirc;nio no ar expirado com lactose e lactulose em crian&ccedil;as    ind&iacute;genas terenas. <i>Jornal de Pediatria</i>, 78:113-119.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543874&pid=S0102-311X200300020002100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">BARUZZI,    R. G.; RODRIGUES, D. A.; WURKER, E.; AZEVEDO, R. A. &amp; MENDON&Ccedil;A, S.    B. M., 1990. <i>Proposta para um Programa de Sa&uacute;de. Atividades da Escola    Paulista de Medicina em Colabora&ccedil;&atilde;o com a Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional do &Igrave;ndio</i>. S&atilde;o Paulo: Escola Paulista de Medicina.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543875&pid=S0102-311X200300020002100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">BLACK, F.    L.; HIERHOLZER, W. J.; BLACK, D. P.; LAMM, S. H. &amp; LUCAS, L., 1977. Nutritional    status of Brazilian Kayapo Indians. <i>Human Biology Council</i>, 49:139-153.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543876&pid=S0102-311X200300020002100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">CAMPOS Jr.,    D., 2001. O crescimento de crian&ccedil;as ind&iacute;genas. <i>Jornal de Pediatria</i>,    77:4-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543877&pid=S0102-311X200300020002100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">FAGUNDES    NETO, U.; BARUZZI, R. G.; WEHBA, J.; SILVESTRINI, W. S.; MORAIS, M. B. &amp;    CAINELLI, M., 1981. Observations of the Alto Xingu Indians (central Brazil)    with special reference to nutritional evaluation in children. <i>American Journal    of Clinical Nutrition</i>, 34:2229-2235.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543878&pid=S0102-311X200300020002100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">FRANCO,    L., 1981. <i>Aspectos Metab&oacute;licos da Popula&ccedil;&atilde;o Ind&iacute;gena    do Alto Xing&uacute; (Brasil Central)</i>. Tese de Doutorado, S&atilde;o Paulo:    Escola Paulista de Medicina.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543879&pid=S0102-311X200300020002100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">GUGELMIN,    S. A.; SANTOS, R. V. &amp; LEITE, M. S., 2001. Crescimento f&iacute;sico de    crian&ccedil;as ind&iacute;genas xavantes de 5 a 10 de idade em Mato Grosso.    <i>Jornal de Pediatria</i>, 77:17-22.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543880&pid=S0102-311X200300020002100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">HAUCK, F.    R.; GALLAHER, M. M.; YANG-OSHIDA, M. &amp; SERDULA, M. K., 1992. Trends in anthropometric    measurements among Mescalero Apache Indian preschool children: 1968 through    1988. <i>American Journal of Diseases of Children</i>, 146:1194-1198.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543881&pid=S0102-311X200300020002100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">INAN (Instituto    Nacional da Alimenta&ccedil;&atilde;o e Nutri&ccedil;&atilde;o), 1990. <i>Pesquisa    Nacional sobre Sa&uacute;de e Nutri&ccedil;&atilde;o (Resultados Preliminares)</i>.    Bras&iacute;lia: INAN.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543882&pid=S0102-311X200300020002100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">JELLIFFE,    D. B., 1968. <i>Evaluaci&oacute;n del Estado Nutricional de la Comunidad</i>.    Geneva: Organizaci&oacute;n Mundial de la Salud.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543883&pid=S0102-311X200300020002100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">KAC, G.,    1998. Tend&ecirc;ncia secular da estatura em recrutas da Marinha do Brasil nascidos    entre 1940 e 1965. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 14:565-573.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543884&pid=S0102-311X200300020002100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">KAC, G.,    1999. Tend&ecirc;ncia secular em estatura: Uma revis&atilde;o da literatura.    <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>, 15:451-461.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543885&pid=S0102-311X200300020002100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">MARTINS,    S. J. &amp; MENEZES, R. C., 1994. Evolu&ccedil;&atilde;o do estado nutricional    de crian&ccedil;as menores de 5 anos em aldeias ind&iacute;genas da Tribo Parakana,    na Amaz&ocirc;nia Oriental Brasileira (1989-1991). <i>Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica</i>, 28:1-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543886&pid=S0102-311X200300020002100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">MATTOS,    A.; MORAIS, M. B.; RODRIGUES, D. A. &amp; BARUZZI, R. G., 1999. Nutritional    status and dietary habits of Indian children from Alto Xingu (Central Brazil)    according to age. <i>Journal of the American College of Nutrition</i>, 18:88-94.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543887&pid=S0102-311X200300020002100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">MONTEIRO,    C. A.; BENICIO, M. H. &amp; GOUVEIA, N. C., 1994. Secular growth trends in Brazil    over three decades. <i>Annals of Human Biology</i>, 21:381-390.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543888&pid=S0102-311X200300020002100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">MORAIS,    M. B.; FAGUNDES NETO, U.; BARUZZI, R. G.; PRADO, M. C.; WEHBA, J. &amp; SILVESTRINI,    W. S., 1990. Estado nutricional de crian&ccedil;as &iacute;ndias do Alto Xingu    e avalia&ccedil;&atilde;o do uso do per&iacute;metro braquial no diagn&oacute;stico    da desnutri&ccedil;&atilde;o prot&eacute;ico-cal&oacute;rica. <i>Revista Paulista    de Medicina</i>, 108:245-251.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543889&pid=S0102-311X200300020002100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">SANTOS,    R. V., 1993. Crescimento f&iacute;sico e estado nutricional de popula&ccedil;&otilde;es    ind&iacute;genas brasileiras. <i>Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica</i>,    9:46-57.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543890&pid=S0102-311X200300020002100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">SANTOS,    R. V. &amp; COIMBRA Jr., C. E., 1991. Socioeconomic transition and physical    growth of Tupi-Monde Amerindian children of the Aripuana Park, Brazilian Amazon.    <i>Human Biology</i>, 63:795-819.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543891&pid=S0102-311X200300020002100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">SIGULEM,    D. M.; DEVINCENZI, U. M. &amp; LESSA, A. C., 2000. Diagn&oacute;stico do estado    nutricional da crian&ccedil;a e do adolescente. <i>Jornal de Pediatria</i>,    76:S275-S284.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543892&pid=S0102-311X200300020002100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">WATERLOW,    J. C., 1972. Classification and definition of protein-calorie malnutrition.    <i>BMJ</i>, 3:566-569.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543893&pid=S0102-311X200300020002100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">WATERLOW,    J. C.; BUZINA, R.; KELLER, W.; LANE, J. M.; NICHAMAN, M. Z. &amp; TANNER, J.    M., 1977. The presentation and use of height and weight data for comparing the    nutritional status of groups of children under the age of 10 years. <i>Bulletin    of the World Health Organization</i>, 55:489-498.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543894&pid=S0102-311X200300020002100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">WHO (World    Health Organization), 1983. <i>Measuring Change in Nutritional Status: Guidelines    for Assessing the Nutritional Impact of Supplementary Feeding Programs for Vulnerable    Groups</i>. Geneva: WHO.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543895&pid=S0102-311X200300020002100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">WHO (World    Health Organization), 1995. <i>Physical Status: The Use and Interpretation of    Anthropometry</i>. WHO Technical Report Series 854. Geneva: WHO.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=543896&pid=S0102-311X200300020002100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><a name="back10"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia    <br>   </b></font><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Mauro    Batista de Morais</font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2"><a href="mailto:mbmorais.dped@epm.br">mbmorais.dped@epm.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Ulysses    Fagundes Neto    <br>   </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2"><a href="mailto:ulyneto@osite.com.br">ulyneto@osite.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">&Acirc;ngela    Peixoto de Mattos</font>    <br>   <font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2"><a href="mailto:matossap@ufba.br">matossap@ufba.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Roberto    Geraldo Baruzzi    <br>   </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2"><a href="mailto:baruzzi@medprev.epm.br">baruzzi@medprev.epm.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Recebido    em 18 de abril de 2002    <br>   </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Vers&atilde;o    final reapresentada em 16 de outubro de 2002    <br>   </font><font face="Verdana, Arial, Helvetica-Normal, sans-serif" size="2">Aprovado    em 13 de dezembro de 2002</font></p>     ]]></body>
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