<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0102-311X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cad. Saúde Pública]]></abbrev-journal-title>
<issn>0102-311X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0102-311X2005000500023</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0102-311X2005000500023</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Determinantes e padrões de utilização da bicicleta e acidentes de trânsito sofridos por ciclistas trabalhadores da cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Determinants and patterns of bicycle use and traffic accidents among bicycling workers in Pelotas, Rio Grande do Sul, Brazil]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bacchieri]]></surname>
<given-names><![CDATA[Giancarlo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gigante]]></surname>
<given-names><![CDATA[Denise Petrucci]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Assunção]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria Cecília]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Pelotas Centro de Pesquisas Epidemiológicas ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Pelotas ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Pelotas Centro Federal de Educação Tecnológica de Pelotas ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Pelotas ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Pelotas Faculdade de Nutrição ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Pelotas ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2005</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2005</year>
</pub-date>
<volume>21</volume>
<numero>5</numero>
<fpage>1499</fpage>
<lpage>1508</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-311X2005000500023&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0102-311X2005000500023&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0102-311X2005000500023&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Um estudo transversal de base-populacional foi realizado em Pelotas, sul do Brasil, objetivando pesquisar os determinantes e padrões de utilização da bicicleta como modo de transporte para o trabalho. Foram também descritos os acidentes ocorridos nos últimos 12 meses no deslocamento de ida e volta para o trabalho e a utilização de equipamentos de segurança na bicicleta. A amostra incluiu 1.705 trabalhadores com 15 anos ou mais de idade, residentes na zona urbana, que utilizavam modos de transporte para o trabalho. Análises bruta e ajustada foram realizadas por meio de regressão de Poisson, considerando o efeito do delineamento. A prevalência de utilização da bicicleta foi de 17,2% (IC95%: 15,4-19,0). Trabalhadores homens, com baixa escolaridade e nível econômico mais baixo apresentaram as maiores prevalências. Menos de 1,0% das bicicletas possuía os equipamentos de segurança exigidos pelo Código de Trânsito Brasileiro e 15,0% não tinham freios. Aproximadamente 6,0% desses trabalhadores sofreram acidentes de trânsito com lesões corporais nos últimos 12 meses. Concluímos que trabalhadores que utilizam bicicleta como modo de transporte são prioritários para intervenções preventivas relacionadas a acidentes de trânsito.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[A population-based cross-sectional study was conducted in Pelotas, southern Brazil, focusing on the determinants and patterns of bicycle use as a mode of commuting by workers. Accidents during commuting and use of safety equipment were also studied. The sample included 1,705 workers (> 15 years of age) living in the urban area of Pelotas and using various modes of transportation during commuting. Crude and adjusted analyses were performed using Poisson regression, taking the design effect into account. Prevalence of bicycle use was 17.2% (95%CI: 15.4%-19.0%). Male workers and those with low schooling and low income presented higher prevalence. Less than 1.0% of the bicycles featured the safety equipment required by the Brazilian Traffic Code, and 15.0% did not even have brakes. Nearly 6.0% of workers who commuted by bicycle had suffered accidents resulting in injuries during the previous 12 months. The authors conclude that bicycling workers are a priority for interventions aimed at reducing traffic accidents.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Acidentes de Trânsito]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Trabalhadores]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Ciclismo]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Traffic Accidents]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Workers]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Bicycling]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="RIGHT"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGO    </b>ARTICLE</font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top10"></a>Determinantes    e padr&otilde;es de utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta e acidentes de tr&acirc;nsito    sofridos por ciclistas trabalhadores da cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul,    Brasil</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Determinants    and patterns of bicycle use and traffic accidents among bicycling workers in    Pelotas, Rio Grande do Sul, Brazil</b></font></p>      <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Giancarlo Bacchieri<sup>I,    II</sup>; Denise Petrucci Gigante<sup>I, II, III</sup>; Maria Cec&iacute;lia    Assun&ccedil;&atilde;o<sup>I, III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Centro    de Pesquisas Epidemiol&oacute;gicas, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas,    Brasil    <br>   <sup>II</sup>Centro Federal de Educa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica de    Pelotas, Pelotas, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Faculdade de Nutri&ccedil;&atilde;o, Universidade Federal de Pelotas,    Pelotas, Brasil</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back10">Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um estudo transversal    de base-populacional foi realizado em Pelotas, sul do Brasil, objetivando pesquisar    os determinantes e padr&otilde;es de utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta como    modo de transporte para o trabalho. Foram tamb&eacute;m descritos os acidentes    ocorridos nos &uacute;ltimos 12 meses no deslocamento de ida e volta para o    trabalho e a utiliza&ccedil;&atilde;o de equipamentos de seguran&ccedil;a na    bicicleta. A amostra incluiu 1.705 trabalhadores com 15 anos ou mais de idade,    residentes na zona urbana, que utilizavam modos de transporte para o trabalho.    An&aacute;lises bruta e ajustada foram realizadas por meio de regress&atilde;o    de Poisson, considerando o efeito do delineamento. A preval&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o    da bicicleta foi de 17,2% (IC95%: 15,4-19,0). Trabalhadores homens, com baixa    escolaridade e n&iacute;vel econ&ocirc;mico mais baixo apresentaram as maiores    preval&ecirc;ncias. Menos de 1,0% das bicicletas possu&iacute;a os equipamentos    de seguran&ccedil;a exigidos pelo C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito Brasileiro    e 15,0% n&atilde;o tinham freios. Aproximadamente 6,0% desses trabalhadores    sofreram acidentes de tr&acirc;nsito com les&otilde;es corporais nos &uacute;ltimos    12 meses. Conclu&iacute;mos que trabalhadores que utilizam bicicleta como modo    de transporte s&atilde;o priorit&aacute;rios para interven&ccedil;&otilde;es    preventivas relacionadas a acidentes de tr&acirc;nsito.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Acidentes de Tr&acirc;nsito;    Trabalhadores; Ciclismo</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A population-based    cross-sectional study was conducted in Pelotas, southern Brazil, focusing on    the determinants and patterns of bicycle use as a mode of commuting by workers.    Accidents during commuting and use of safety equipment were also studied. The    sample included 1,705 workers (<u>&gt;</u> 15 years of age) living in the urban    area of Pelotas and using various modes of transportation during commuting.    Crude and adjusted analyses were performed using Poisson regression, taking    the design effect into account. Prevalence of bicycle use was 17.2% (95%CI:    15.4%-19.0%). Male workers and those with low schooling and low income presented    higher prevalence. Less than 1.0% of the bicycles featured the safety equipment    required by the Brazilian Traffic Code, and 15.0% did not even have brakes.    Nearly 6.0% of workers who commuted by bicycle had suffered accidents resulting    in injuries during the previous 12 months. The authors conclude that bicycling    workers are a priority for interventions aimed at reducing traffic accidents.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Traffic Accidents;    Workers; Bicycling</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desde o s&eacute;culo    XIX, a bicicleta tem sido um modo de transporte eficiente e popular entre v&aacute;rios    povos do mundo. Por seu baixo custo de aquisi&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o,    a bicicleta pode ser considerada como o modo de transporte urbano mais barato,    sendo acess&iacute;vel a praticamente todas as camadas sociais. Sua utiliza&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o polui o meio ambiente, preserva os espa&ccedil;os p&uacute;blicos    e n&atilde;o provoca os inc&ocirc;modos que caracterizam a utiliza&ccedil;&atilde;o    dos ve&iacute;culos motorizados em &aacute;reas urbanas <sup>1</sup>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta como modo de transporte urbano no mundo &eacute; bastante vari&aacute;vel. Pa&iacute;ses do norte da Europa, como a Dinamarca e a Holanda, apresentam altos n&iacute;veis de utiliza&ccedil;&atilde;o, cerca de 20,0 e 30,0%, respectivamente <sup>2</sup>. Na China, apesar da redu&ccedil;&atilde;o devido &agrave;s mudan&ccedil;as pol&iacute;ticas e econ&ocirc;micas ocorridas no pa&iacute;s no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 90, a bicicleta ainda &eacute; o principal modo de transporte, sendo respons&aacute;vel por 40,0% dos deslocamentos urbanos <sup>3</sup>. Nos Estados Unidos e Canad&aacute;, menos de 1,0% desses deslocamentos s&atilde;o realizados de bicicleta <sup>2</sup>, mas tem-se observado um aumento na sua utiliza&ccedil;&atilde;o nas d&eacute;cadas de 80 e 90 <sup>4</sup>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Com aproximadamente 48 milh&otilde;es de bicicletas, existem, no Brasil, poucos estudos relacionados &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o dessas como modo de transporte ou mesmo como atividade de lazer.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em 2001, a Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes (GEIPOT) <sup>5</sup> realizou um levantamento sobre a import&acirc;ncia da utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta como modo de transporte em sessenta munic&iacute;pios brasileiros, intitulado <i>Planejamento Ciclovi&aacute;rio: Diagn&oacute;stico Nacional</i>. Esses dados revelam que quase dois ter&ccedil;os da frota de bicicletas s&atilde;o utilizados como modo de transporte da classe oper&aacute;ria.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os benef&iacute;cios para a sa&uacute;de devido &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o regular da bicicleta, tanto nos deslocamentos utilit&aacute;rios quanto no lazer, s&atilde;o ineg&aacute;veis. Estudo realizado na Dinamarca mostrou que a utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta como modo de transporte reduz o risco de mortalidade por doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas <sup>6</sup>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Movimentos para    incentivar o uso da bicicleta, principalmente nos deslocamentos para o trabalho,    est&atilde;o surgindo em v&aacute;rias partes do mundo. O <i>Dia Mundial Sem    Carro</i>, iniciado na Fran&ccedil;a em 1998 e hoje organizado pela Uni&atilde;o    Europ&eacute;ia, &eacute; realizado em v&aacute;rias cidades do mundo, incluindo    cidades brasileiras (European Mobility Week. <a href="http://www.22september.org" target="_blank">http://www.22september.org</a>,    acessado em 04/Ago/2004).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O programa americano    <i>Healthy People 2010</i> (Office of Disease Prevention and Health Promotion.    <a href="http://www.healthpeople.gov" target="_blank">http://www.healthpeople.gov</a>,    acessado em 05/Abr/2004), apoiado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da    Sa&uacute;de (OMS), tem por meta reduzir a inatividade f&iacute;sica e conseq&uuml;entemente    as morbi-mortalidades por doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas. Uma das    principais formas de alcan&ccedil;ar a meta proposta &eacute; incentivar os    trabalhadores a utilizarem modos de transporte alternativos (caminhada ou bicicleta)    em seus deslocamentos para o trabalho.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em contraponto ao saud&aacute;vel uso da bicicleta como modo de transporte, atividade esportiva ou de lazer, acidentes de tr&acirc;nsito envolvendo ciclistas s&atilde;o freq&uuml;entes em v&aacute;rios pa&iacute;ses, causando mortes e incapacidades, principalmente em crian&ccedil;as e adultos jovens <sup>7,8,9,10</sup>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> No Brasil, estudos relacionados a acidentes de tr&acirc;nsito apontam para a exist&ecirc;ncia de sub-registro nos dados, os quais subestimam o n&uacute;mero de v&iacute;timas. Em Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, Barros et al. <sup>11</sup>, comparando informa&ccedil;&otilde;es de boletins de ocorr&ecirc;ncia e atendimentos no pronto-socorro durante dois anos, encontraram 33,0% de sub-registros relativos aos acidentes com les&atilde;o corporal envolvendo ciclistas. Em Londrina, Paran&aacute;, a cobertura de registro policial para acidentes de bicicleta foi de 8,0%, enquanto que para acidentes de carro, essa propor&ccedil;&atilde;o foi de 72,0% <sup>12</sup>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> As caracter&iacute;sticas clim&aacute;ticas e topogr&aacute;ficas de Pelotas, bem como as dist&acirc;ncias entre o centro da cidade e os bairros propiciam uma grande utiliza&ccedil;&atilde;o desse modo de transporte. Tais caracter&iacute;sticas, somadas a uma infra-estrutura ciclovi&aacute;ria insuficiente (aproximadamente 10km de ciclovias) e &agrave; baixa conscientiza&ccedil;&atilde;o de motoristas de ve&iacute;culos automotores para a presen&ccedil;a de ciclistas em via p&uacute;blica <sup>5</sup>, contribuem para o n&uacute;mero consider&aacute;vel de acidentes de tr&acirc;nsito envolvendo ciclistas.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Dados fornecidos pela Secretaria Municipal de Transporte e Tr&acirc;nsito (SMTT) <sup>13</sup> indicam que, no ano de 2003, ocorreram 2.582 acidentes de tr&acirc;nsito em Pelotas, resultando em 706 pessoas com les&otilde;es corporais e 44 mortos. Os ciclistas representaram 16,0% dos feridos (112) e 33,0% dos mortos (14). Igualmente alta, a taxa de letalidade foi superior a 11,0%. Esses n&uacute;meros s&atilde;o superiores aos encontrados em outros estudos brasileiros que se referem a acidentes com ciclistas. Em Belo Horizonte, Minas Gerais, Gon&ccedil;alves et al. <sup>10</sup>, utilizando dados de ocorr&ecirc;ncias policiais, mostraram uma taxa de letalidade de 2,0%, enquanto Scalassara et al. <sup>14</sup>, utilizando declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bitos e boletins de ocorr&ecirc;ncia, apresentou uma taxa de mortalidade proporcional de 18,0% para os ciclistas da cidade de Maring&aacute;, Paran&aacute;. Em Londrina, Andrade &amp; Mello-Jorge <sup>12</sup> encontraram uma taxa de mortalidade proporcional e taxa de letalidade de, respectivamente, 9,0% e 1,0%. Barros et al. <sup>11</sup>, estudando acidentes de tr&acirc;nsito com v&iacute;timas, entre os anos de 1997 e 1999, na cidade de Pelotas, demonstraram taxas de mortalidade proporcional e letalidade na ordem de 18,0% e 5,0%, respectivamente. Ambos os estudos utilizaram boletins de ocorr&ecirc;ncia e fichas de atendimento hospitalar.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Este estudo apresenta    os determinantes e os padr&otilde;es de utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta    entre os trabalhadores de Pelotas que a usam como modo de transporte, e descreve    os acidentes sofridos nos &uacute;ltimos 12 meses por esses trabalhadores, no    trajeto do domic&iacute;lio para o trabalho e vice-versa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O delineamento    do estudo foi transversal de base-populacional, realizado na zona urbana do    Munic&iacute;pio de Pelotas. Situada no extremo sul do Brasil, Pelotas &eacute;    uma cidade de porte m&eacute;dio com aproximadamente 320 mil habitantes, sendo    93,2% desses moradores da zona urbana (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    <i>Censo Demogr&aacute;fico 2000</i>. <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">http://www.ibge.gov.br</a>,    acessado em 25/Ago/2003).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O processo de amostragem, realizado em m&uacute;ltiplos est&aacute;gios, utilizou os setores censit&aacute;rios do <i>Censo Demogr&aacute;fico de 2000</i> do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) como unidade prim&aacute;ria amostral. Foram sorteados 144 dos 409 setores de Pelotas, estratificados em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; renda m&eacute;dia do respons&aacute;vel pelo domic&iacute;lio. Todos os domic&iacute;lios de cada um dos 144 setores foram classificados quanto ao <i>status</i> de ocupa&ccedil;&atilde;o (resid&ecirc;ncia, com&eacute;rcio ou desabitado). Ap&oacute;s a listagem dos domic&iacute;lios eleg&iacute;veis (exclus&atilde;o dos desabitados e puramente comerciais), foram sorteados, sistematicamente, dez em cada setor, sendo que em setores onde se observou maior ou menor n&uacute;mero desses em rela&ccedil;&atilde;o ao <i>Censo Demogr&aacute;fico de 2000</i>, foram adicionados ou subtra&iacute;dos domic&iacute;lios, proporcionalmente &agrave; diferen&ccedil;a observada. Indiv&iacute;duos com 15 anos ou mais de idade, que trabalhavam fora do domic&iacute;lio e que, portanto, utilizavam modos de transporte, foram inclu&iacute;dos na amostra.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Transcreve-se literalmente a quest&atilde;o utilizada no instrumento de pesquisa deste estudo:</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">a) "<i>O(a) senhor(a) trabalha fora?".</i> Foram considerados trabalhadores todos os indiv&iacute;duos que referiram estar trabalhando no momento da entrevista, independentemente do tipo de trabalho e da remunera&ccedil;&atilde;o recebida.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O uso da bicicleta foi definido como modo de transporte referido pelo trabalhador para deslocar-se ao seu local de trabalho.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O acidente de bicicleta foi definido como acidente acontecido nos &uacute;ltimos 12 meses, durante o trajeto domic&iacute;lio/trabalho/domic&iacute;lio, em que houve les&atilde;o corporal referida pelo entrevistado.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Transcrevem-se literalmente as quest&otilde;es utilizadas:</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">a) <i>"Qual o meio de transporte o(a) senhor(a) usa para ir e voltar do trabalho?"</i></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">b) <i>"Desde &#91;m&ecirc;s&#93; do ano passado, o(a) senhor(a) sofreu algum acidente de bicicleta no caminho de casa para o trabalho ou na volta para casa, em que se machucou?"</i></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Al&eacute;m dos aspectos citados anteriormente, tamb&eacute;m se estudou os determinantes e os padr&otilde;es de utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta como modo de transporte no deslocamento para o trabalho e os acidentes sofridos, nos &uacute;ltimos 12 meses, nesse trajeto.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Solicitou-se aos entrevistados que utilizavam bicicleta como modo de transporte permiss&atilde;o para que essa fosse examinada e, assim, anotados os equipamentos de seguran&ccedil;a utilizados. Foi questionado diretamente ao entrevistado sobre a utiliza&ccedil;&atilde;o de faroletes dianteiros e traseiros, visto que esses s&atilde;o comumente retirados das bicicletas, devido ao receio de furto.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> As vari&aacute;veis independentes foram sexo, idade (anos completos), cor da pele (categorizado em branco e n&atilde;o-branco), escolaridade (anos completos de estudo) e n&iacute;vel econ&ocirc;mico (medido atrav&eacute;s da classifica&ccedil;&atilde;o da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Empresas de Pesquisa (ANEP) <sup>15</sup>, dividido em n&iacute;veis na an&aacute;lise descritiva e em quintis nas an&aacute;lises bruta e ajustada). As vari&aacute;veis independentes relacionadas &agrave; bicicleta foram: freq&uuml;&ecirc;ncia de uso (n&uacute;mero de dias da semana e tempo de utiliza&ccedil;&atilde;o por dia), turno de uso (uso da bicicleta &agrave; noite), condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas (uso em dias de chuva, calor e frio), equipamentos de seguran&ccedil;a obrigat&oacute;rios (campainha; espelho retrovisor; refletores dianteiro, traseiro, laterais e de pedais) e n&atilde;o obrigat&oacute;rios (freios, lanternas dianteira e traseira). Quanto aos acidentes, as vari&aacute;veis foram: n&uacute;mero de acidentes sofridos no &uacute;ltimo ano, gravidade do acidente (referido pelo ciclista) e dias de falta ao trabalho em decorr&ecirc;ncia do acidente.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Para o c&aacute;lculo do tamanho da amostra foi estimada uma preval&ecirc;ncia de 10,0% para utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta, com erro aceit&aacute;vel de dois pontos percentuais. Para isso seria necess&aacute;rio entrevistar 950 pessoas, j&aacute; calculados 10,0% para perdas e recusas. Para investigar a associa&ccedil;&atilde;o entre o desfecho e as vari&aacute;veis independentes, 1.218 pessoas seriam necess&aacute;rias, inclu&iacute;dos 10,0% para perdas e 15,0% para controle de fatores de confus&atilde;o. Para os c&aacute;lculos de precis&atilde;o foram utilizados n&iacute;vel de confian&ccedil;a de 95% e poder de 80,0% para detectar riscos relativos iguais ou maiores do que 2,0. A amostra total incluiu 1.705 indiv&iacute;duos, devido ao fato de este estudo fazer parte de uma pesquisa maior, relacionada &agrave; sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, incluindo outros desfechos que requereram amostras maiores.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A coleta dos dados foi realizada no per&iacute;odo de setembro a dezembro de 2003, para a qual foram contratadas e treinadas entrevistadoras com idade igual ou superior a 18 anos e ensino m&eacute;dio de escolaridade. O instrumento de pesquisa utilizado foi um question&aacute;rio individual pr&eacute;-testado, composto de uma parte espec&iacute;fica relativa ao estudo e outra que incluiu vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e s&oacute;cio-econ&ocirc;micas. Indiv&iacute;duos que se recusaram a participar da pesquisa ou que n&atilde;o se encontravam no domic&iacute;lio no momento da primeira visita, foram procurados, pelo menos, mais tr&ecirc;s vezes. A &uacute;ltima tentativa foi realizada pelo supervisor do trabalho de campo.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Com a inten&ccedil;&atilde;o de verificar a veracidade da entrevista e a correta aplica&ccedil;&atilde;o do instrumento de pesquisa, foi realizado o controle de qualidade pelos supervisores do trabalho de campo, sendo utilizado um question&aacute;rio reduzido aplicado a 10,0% da amostra, selecionada aleatoriamente. Para compara&ccedil;&atilde;o dos resultados obtidos nesses question&aacute;rios utilizou-se o &iacute;ndice kappa.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A an&aacute;lise descritiva foi realizada com o objetivo de apresentar a amostra em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e s&oacute;cio-econ&ocirc;micas, padr&otilde;es de utiliza&ccedil;&atilde;o e equipamentos de seguran&ccedil;a da bicicleta, bem como aos acidentes ocorridos no &uacute;ltimo ano. Associa&ccedil;&otilde;es entre a utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta e vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e s&oacute;cio-econ&ocirc;micas foram investigadas por meio de raz&otilde;es de preval&ecirc;ncia. A an&aacute;lise ajustada baseou-se no modelo conceitual proposto, no qual vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e s&oacute;cio-econ&ocirc;micas apresentaram-se no mesmo n&iacute;vel. Em ambas as an&aacute;lises (bruta e ajustada) foi utilizada a regress&atilde;o de Poisson devido a mesma estimar diretamente as raz&otilde;es de preval&ecirc;ncia, facilitando a interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados <sup>16</sup>. Igualmente, foi considerado o efeito de delineamento do estudo por meio do conjunto de comandos <i>svy,</i> espec&iacute;fico para a an&aacute;lise de inqu&eacute;ritos baseados em amostras complexas. As an&aacute;lises foram realizadas utilizando-se o Programa Estat&iacute;stico Stata 8.0. A entrada dos dados, duplamente digitados e com checagem autom&aacute;tica de consist&ecirc;ncia e amplitude, bem como o c&aacute;lculo do tamanho da amostra, foram feitos com o aux&iacute;lio do programa Epi Info 6.0.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Este estudo foi    aprovado pela Comiss&atilde;o de &Eacute;tica e Pesquisa da Universidade Federal    de Pelotas. Seus objetivos e o compromisso de confidencialidade das informa&ccedil;&otilde;es    foram explicitados e a entrevista foi realizada somente ap&oacute;s o consentimento    verbal do entrevistado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nos 1.530 domic&iacute;lios    visitados foram encontradas 3.709 pessoas com 15 anos ou mais de idade. Dessas,    3.542 foram entrevistadas, tendo ocorrido 3,4% de perdas e recusas. Dos entrevistados,    48,1% (1.705) trabalhavam fora do domic&iacute;lio e constitu&iacute;ram a popula&ccedil;&atilde;o    em estudo. O efeito de delineamento foi de 2,6 e o &iacute;ndice kappa, relacionado    ao controle de qualidade do estudo para quest&atilde;o relacionada &agrave;    utiliza&ccedil;&atilde;o de modos de transporte, foi de 0,88.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A <a href="#tab1">Tabela    1</a> descreve a amostra estudada, na qual observa-se que mais da metade era    do sexo masculino, cerca de 70,0% apresentavam idades entre 25 e 54 anos e aproximadamente    80,0% tinham a cor da pele branca. Cerca de um ter&ccedil;o encontrava-se no    n&iacute;vel econ&ocirc;mico intermedi&aacute;rio e quase metade da amostra    possu&iacute;a nove anos ou mais de escolaridade.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/csp/v21n5/23t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A preval&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta na popula&ccedil;&atilde;o de trabalhadores estudada foi de 17,2% (IC95%: 15,4-19,0). O modo de transporte mais utilizado foi o &ocirc;nibus (32,1%), seguido dos modos a p&eacute; (21,7%), autom&oacute;vel (21,4%), bicicleta, motocicleta (6,0%) e outros modos (1,6%). Entre os homens a bicicleta foi o modo de transporte mais utilizado (27,1%), seguido do autom&oacute;vel (24,2%) e do &ocirc;nibus (19,9%), enquanto que a maioria das mulheres utilizou o &ocirc;nibus (48,8%) e o modo a p&eacute; (27,5%).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Como mostra a    <a href="/img/revistas/csp/v21n5/23t2.gif">Tabela 2</a>, enquanto 27,1% dos homens relataram    utilizar a bicicleta como modo de transporte nas viagens para o trabalho, entre    as mulheres essa propor&ccedil;&atilde;o foi de 4,1%. Esses resultados foram    semelhantes quando ajustados para as demais vari&aacute;veis. N&atilde;o houve    diferen&ccedil;a nas preval&ecirc;ncias de uso da bicicleta em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; idade.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A vari&aacute;vel cor da pele, que na an&aacute;lise bruta mostrou-se significativamente associada &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta, quando ajustada para fatores s&oacute;cio-econ&ocirc;micos n&atilde;o se manteve estatisticamente significativa.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Ainda na <a href="/img/revistas/csp/v21n5/23t2.gif">Tabela    2</a>, observa-se que o n&iacute;vel econ&ocirc;mico foi inversamente proporcional    &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta, tanto na an&aacute;lise bruta    como na ajustada. Esses resultados mostraram que os trabalhadores do menor quintil    econ&ocirc;mico apresentaram cerca de 15 vezes mais chances para o uso desse    modo de transporte, quando comparados aos de n&iacute;veis mais elevados (5º    quintil).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Igualmente ao n&iacute;vel econ&ocirc;mico, a escolaridade mostrou associa&ccedil;&atilde;o linear, inversamente proporcional, com o desfecho. Este estudo demonstrou, al&eacute;m da alta preval&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o entre trabalhadores com baixa escolaridade (33,9%), uma probabilidade aproximadamente cinco vezes maior de esses utilizarem a bicicleta, em compara&ccedil;&atilde;o a trabalhadores com escolaridade igual ou superior a nove anos de estudo.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o    aos padr&otilde;es de utiliza&ccedil;&atilde;o (<a href="#tab3">Tabela 3</a>),    87,0% dos trabalhadores que utilizavam a bicicleta o faziam por, pelo menos,    cinco dias na semana. A vari&aacute;vel tempo de utiliza&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria,    apresentou mediana de 40 minutos/dia e m&eacute;dia de 57 minutos/dia. Mais    de dois ter&ccedil;os utilizavam a bicicleta nas viagens para o trabalho por    um per&iacute;odo superior a 30 minutos/dia.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/csp/v21n5/23t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> As preval&ecirc;ncias de utiliza&ccedil;&atilde;o, relacionadas &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas, demonstraram que a grande maioria dos trabalhadores a utilizava mesmo em condi&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis. Setenta e um por cento a utilizavam em dias de chuva, 99,0% em dias de muito calor e 95,0% em dias muito frios. Quase 80,0% dos entrevistados utilizavam a bicicleta durante a noite, em viagens para o trabalho.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em rela&ccedil;&atilde;o    aos equipamentos de seguran&ccedil;a exigidos pelo C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito    Brasileiro (CTB) <sup>17</sup>, apenas 0,3% das bicicletas observadas os apresentava    em sua totalidade, enquanto 14,0% n&atilde;o apresentavam quaisquer desses equipamentos.    A maioria delas (55,0%) possu&iacute;a apenas um dos equipamentos exigidos.    Em 15,0% das bicicletas n&atilde;o havia freios funcionando e o refletor instalado    nos pedais foi o equipamento de seguran&ccedil;a obrigat&oacute;rio mais utilizado.    As preval&ecirc;ncias de utiliza&ccedil;&atilde;o desses equipamentos s&atilde;o    mostradas na <a href="/img/revistas/csp/v21n5/23f1.gif">Figura 1</a>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A preval&ecirc;ncia    de acidentes, no &uacute;ltimo ano, com trabalhadores que utilizavam a bicicleta    como modo de transporte para o trabalho foi de 5,5% (IC95%: 2,8-8,1). Como mostra    a <a href="#tab4">Tabela 4</a>, 15 ciclistas (94,0%) acidentaram-se uma vez    no per&iacute;odo estudado. Quanto &agrave; gravidade do acidente, 12 ciclistas    (75,0%) tiveram arranh&otilde;es e escoria&ccedil;&otilde;es, enquanto 4 (25,0%)    apresentaram les&otilde;es mais graves. Devido aos ferimentos sofridos, 3 desses    trabalhadores (19,0%) faltaram ao trabalho por, pelo menos, um dia.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csp/v21n5/23t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Dados n&atilde;o apresentados nas tabelas indicam que 14 ciclistas (cerca de 90,0%) que se acidentaram utilizavam a bicicleta por, pelo menos, cinco dias na semana e 11 (mais de dois ter&ccedil;os) a utilizavam por mais de 30 minutos por dia. Dos acidentados, 13 (81,0%) relataram utilizar a bicicleta &agrave; noite.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Das 16 bicicletas    utilizadas por trabalhadores que se acidentaram, 12 (75,0%) possu&iacute;am    apenas um equipamento de seguran&ccedil;a exigido pelo CTB, enquanto 4 (25,0%)    n&atilde;o possu&iacute;am quaisquer desses equipamentos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A preval&ecirc;ncia    de utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta em Pelotas pode ser comparada a preval&ecirc;ncias    de cidades europ&eacute;ias <sup>2</sup>. Entretanto, a utiliza&ccedil;&atilde;o    exclusiva como modo de transporte para o trabalho &eacute; muito rara na maioria    dessas cidades. No Brasil, a inexist&ecirc;ncia de estudos de base-populacional    relacionados a esse tema, dificulta a compara&ccedil;&atilde;o com cidades brasileiras.    Considerando a metodologia utilizada e o percentual de perdas e recusas, este    estudo &eacute; representativo da popula&ccedil;&atilde;o trabalhadora com 15    anos ou mais de idade, residente na zona urbana dessa cidade. Extrapolando os    resultados da preval&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta encontrada    para essa popula&ccedil;&atilde;o, este estudo pode afirmar que existem na cidade    de Pelotas, aproximadamente, 18 mil trabalhadores que utilizam esse modo de    transporte em seus deslocamentos di&aacute;rios para o trabalho.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, a diferen&ccedil;a de utiliza&ccedil;&atilde;o entre homens e mulheres apontada nesta pesquisa coincide com outros estudos que indicam um maior uso da bicicleta por parte dos homens <sup>18</sup>, principalmente quando a utiliza&ccedil;&atilde;o &eacute; referida para deslocamentos ao trabalho <sup>19</sup>. Na China, onde a bicicleta &eacute; largamente utilizada como modo de transporte, essa diferen&ccedil;a n&atilde;o &eacute; observada <sup>20</sup>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa et&aacute;ria, este estudo mostrou que trabalhadores de todas as idades utilizam a bicicleta, assim como os ciclistas europeus <sup>21</sup>, principalmente da Holanda e Dinamarca <sup>4</sup> e ciclistas chineses <sup>20</sup>, diferentemente dos ciclistas norte-americanos, onde adultos jovens s&atilde;o os principais usu&aacute;rios <sup>19,21</sup>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Este estudo n&atilde;o encontrou associa&ccedil;&atilde;o significativa entre cor da pele e utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta como modo de transporte para o trabalho. Resultado similar foi observado em estudo norte-americano onde as preval&ecirc;ncias de utiliza&ccedil;&atilde;o foram semelhantes entre minorias &eacute;tnicas <sup>22</sup>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Sexo, n&iacute;vel econ&ocirc;mico e escolaridade, devido &agrave; for&ccedil;a de associa&ccedil;&atilde;o e o efeito dose-resposta, podem ser considerados os principais determinantes da utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta entre os trabalhadores de Pelotas. V&aacute;rias pesquisas indicam a renda como fator preponderante para a escolha da bicicleta, em se tratando de deslocamentos para o trabalho <sup>4,19,23,24,25</sup>. Trabalhadores de n&iacute;veis sociais mais baixos v&ecirc;em na bicicleta uma forma de economia frente aos custos de aquisi&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o de um autom&oacute;vel ou mesmo em rela&ccedil;&atilde;o ao transporte coletivo.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Quanto aos padr&otilde;es de utiliza&ccedil;&atilde;o, resultados relacionados aos dias na semana de utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta coincidem com outros estudos. Em Ara&ccedil;atuba, S&atilde;o Paulo, Brasil, 86,0% dos ciclistas que utilizam a bicicleta para ir ao trabalho o fazem por, pelo menos, cinco dias na semana <sup>25</sup>, enquanto que a maioria dos ciclistas de Shangai usa a bicicleta por, ao menos, seis dias <sup>20</sup>. A m&eacute;dia de 57 minutos de deslocamento di&aacute;rio para ir e voltar do trabalho, encontrada no presente estudo, foi superior &agrave;s m&eacute;dias entre 20 e 30 minutos encontradas nas cidades chinesas de Taijin <sup>26</sup> e Boading <sup>27</sup>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Um ponto importante a ser considerado &eacute; o benef&iacute;cio para a sa&uacute;de que esses trabalhadores t&ecirc;m em virtude do seu grau elevado de atividade f&iacute;sica decorrente do uso regular da bicicleta. Estudos mostram que indiv&iacute;duos que praticam, pelo menos, trinta minutos di&aacute;rios de atividade f&iacute;sica moderada (na qual se inclui o ciclismo) por, pelo menos, cinco dias na semana, t&ecirc;m menor risco de doen&ccedil;a coronariana, hipertens&atilde;o arterial, diabetes tipo 2, alguns tipos de c&acirc;ncer, depress&atilde;o, osteoporose, entre outras doen&ccedil;as <sup>28,29</sup>. Dos 293 ciclistas inclu&iacute;dos neste estudo, 74,0% atingiram tal recomenda&ccedil;&atilde;o, tendo, portanto, benef&iacute;cios significativos para a sa&uacute;de.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> As altas preval&ecirc;ncias de utiliza&ccedil;&atilde;o da bicicleta para ir ao trabalho em dias de muito frio, muito calor ou dias de chuva obtidas neste estudo, refor&ccedil;am as conclus&otilde;es de pesquisas realizadas na Su&eacute;cia <sup>30</sup> e no Brasil <sup>25</sup> que afirmam que viagens utilit&aacute;rias s&atilde;o realizadas mesmo em condi&ccedil;&otilde;es meteorol&oacute;gicas desfavor&aacute;veis. Entretanto, a diminui&ccedil;&atilde;o do uso em dias de chuva est&aacute; de acordo com um estudo feito na Austr&aacute;lia <sup>31</sup> que afirma ser esse fator meteorol&oacute;gico o mais importante na decis&atilde;o de utilizar esse modo de transporte.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Segundo Rodgers <sup>8</sup>, o uso da bicicleta ap&oacute;s anoitecer est&aacute; associado com maiores riscos de acidentes fatais. Williams &amp; Boyd <sup>32</sup> afirmam que a utiliza&ccedil;&atilde;o de refletores e faroletes na bicicleta, com a inten&ccedil;&atilde;o de fazer o ciclista mais vis&iacute;vel &agrave; noite, pode prevenir muitos acidentes. Grande parte dos trabalhadores entrevistados neste estudo utilizava a bicicleta no per&iacute;odo noturno devido ao fato de que, em determinados meses do ano a ida para o trabalho ocorre antes do amanhecer e o retorno para casa ap&oacute;s o anoitecer. Essa acentuada utiliza&ccedil;&atilde;o &agrave; noite, somada &agrave; baixa preval&ecirc;ncia de uso de refletores e faroletes, s&atilde;o fatores que podem ter influenciado na grande ocorr&ecirc;ncia de acidentes observada nesta pesquisa.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Apesar de n&atilde;o ter sido encontrado nenhum estudo no Brasil que fa&ccedil;a refer&ecirc;ncia &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de equipamentos de seguran&ccedil;a da bicicleta, os dados aqui apresentados merecem aten&ccedil;&atilde;o especial, pois identificam problemas e podem apontar algumas medidas para diminuir o elevado n&uacute;mero de acidentes envolvendo ciclistas. A baixa preval&ecirc;ncia encontrada no uso dos equipamentos obrigat&oacute;rios pelo C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito Brasileiro corroboram com o mencionado no relat&oacute;rio do GEIPOT <sup>5</sup>, que faz refer&ecirc;ncia ao baixo n&iacute;vel de conhecimento da popula&ccedil;&atilde;o de Pelotas quanto &agrave;s normas desse c&oacute;digo. Outro ponto a ser discutido em rela&ccedil;&atilde;o ao baixo uso de equipamentos de seguran&ccedil;a &eacute; o fato da grande maioria dos ciclistas de Pelotas pertencer a classes menos favorecidas e, conseq&uuml;entemente, com menos acesso a informa&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; seguran&ccedil;a no tr&acirc;nsito, al&eacute;m de n&atilde;o possuir renda suficiente para equipar ou mesmo manter sua bicicleta em boas condi&ccedil;&otilde;es. Esses aspectos talvez possam explicar a falta de freios em 15,0% das bicicletas examinadas, que n&atilde;o &eacute; considerado equipamento de seguran&ccedil;a obrigat&oacute;rio pelo CTB.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; descri&ccedil;&atilde;o dos acidentes, este estudo identificou ciclistas que se acidentaram nos &uacute;ltimos 12 meses e continuaram a utilizar a bicicleta como principal modo de transporte. Ciclistas que sofreram algum acidente grave e ficaram incapacitados de utiliz&aacute;-la n&atilde;o foram captados pelo estudo, bem como, obviamente, os que faleceram em decorr&ecirc;ncia do acidente. Entretanto, esse resultado n&atilde;o deve ser visto como um vi&eacute;s devido &agrave; baixa probabilidade de ocorr&ecirc;ncia dos casos descritos anteriormente na fra&ccedil;&atilde;o amostral estudada. O per&iacute;odo recordat&oacute;rio de at&eacute; 12 meses utilizado neste estudo, talvez possa ter levado a um vi&eacute;s de informa&ccedil;&atilde;o (mem&oacute;ria) subestimando o n&uacute;mero de acidentes leves ocorridos pr&oacute;ximo ao limiar desse per&iacute;odo.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A preval&ecirc;ncia de 5,5% de ciclistas acidentados nos &uacute;ltimos 12 meses demonstra o risco a que est&aacute; exposto o trabalhador que utiliza a bicicleta nos deslocamentos para o trabalho. Novamente extrapolando os dados para a popula&ccedil;&atilde;o trabalhadora com 15 anos ou mais de idade, este estudo aponta a ocorr&ecirc;ncia de, aproximadamente, mil acidentes com les&atilde;o corporal no espa&ccedil;o de tempo de 12 meses. Esses valores s&atilde;o muito superiores aos dados estat&iacute;sticos de acidentes envolvendo ciclistas de Pelotas. Cabe lembrar que o n&uacute;mero de acidentes mencionado acima &eacute; relativo apenas aos deslocamentos de ida e vinda do trabalho para casa.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em rela&ccedil;&atilde;o a esses acidentes, observou-se que a maioria dos ciclistas sofreu ferimentos leves (arranh&otilde;es e escoria&ccedil;&otilde;es) e n&atilde;o necessitou faltar ao trabalho em decorr&ecirc;ncia dos ferimentos. Os acidentes mais graves (fratura e batida forte) obrigaram os trabalhadores ao absente&iacute;smo. Cabe ressaltar se o n&atilde;o faltar ao trabalho foi decorrente da pequena gravidade do ferimento ou se esses trabalhadores compareceram ao trabalho mesmo com o desconforto causado pelo trauma sofrido. Muitos deles pertencem a classes menos privilegiadas, trabalhando por conta pr&oacute;pria ou no trabalho informal, sem direito a garantias trabalhistas. A falta ao trabalho comprometeria a renda familiar e geraria s&eacute;rios problemas sociais.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em conclus&atilde;o,    considerando o grande n&uacute;mero de trabalhadores de Pelotas que utilizam    a bicicleta como modo de transporte e as caracter&iacute;sticas s&oacute;cio-econ&ocirc;micas    dessa popula&ccedil;&atilde;o; considerando ainda a elevada ocorr&ecirc;ncia    de acidentes de transporte terrestre e a baixa preval&ecirc;ncia de utiliza&ccedil;&atilde;o    de equipamentos de seguran&ccedil;a nas bicicletas desses trabalhadores, este    estudo sugere a necessidade de interven&ccedil;&otilde;es que garantam a seguran&ccedil;a    deles no deslocamento para o trabalho. Fazem-se tamb&eacute;m necess&aacute;rios    estudos relacionados ao comportamento no tr&acirc;nsito, de ciclistas e de outros    usu&aacute;rios de vias p&uacute;blicas. A constru&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os    exclusivos &agrave; circula&ccedil;&atilde;o de bicicletas, a dissemina&ccedil;&atilde;o    de conhecimento relativo aos direitos e deveres desses cidad&atilde;os frente    &agrave;s leis de tr&acirc;nsito e uma maior fiscaliza&ccedil;&atilde;o para    garantir o cumprimento do CTB seriam medidas que, em curto e m&eacute;dio prazo,    com certeza, reduziriam o n&uacute;mero de acidentes envolvendo ciclistas e,    conseq&uuml;entemente, o n&uacute;mero de acidentes de transporte terrestre.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">G. Bacchieri participou    de todas as fases de produ&ccedil;&atilde;o do artigo, desde o planejamento    at&eacute; a coleta e an&aacute;lise dos dados e reda&ccedil;&atilde;o. D. P.    Gigante contribuiu no planejamento, na an&aacute;lise dos dados, na interpreta&ccedil;&atilde;o    dos achados e na revis&atilde;o cr&iacute;tica do manuscrito. M. C. Assun&ccedil;&atilde;o    participou do planejamento, auxiliou na fase de an&aacute;lise dos dados e na    revis&atilde;o cr&iacute;tica do artigo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Federal Highway    Administration. Measures to overcome impediments to bicycling and walking: case    study n. 4. Washington DC: Federal Highway Administration, US Department Transportation;    1993.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713303&pid=S0102-311X200500050002300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. International    Bicycle Fund. Bicycle statistics usage, production, sales, import, export. <a href="http://www.ibike.org/statistics.htm" target="_blank">http://www.ibike.org/statistics.htm</a>    (acessado em 25/Jun/ 2003).</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713304&pid=S0102-311X200500050002300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Transportes P&uacute;blicos. Chineses reduzem o uso da bicicleta nas cidades. Informativo ANTP 2001; mai:82.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713305&pid=S0102-311X200500050002300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Pucher J, Komanof C, Schimek P. Bicycling renaissance in North America? Recent trends and alternative policies to promote bicycling. Transportation Research Part A 1999; 33:625-54.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713306&pid=S0102-311X200500050002300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes. Planejamento ciclovi&aacute;rio: diagn&oacute;stico nacional. Bras&iacute;lia: Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes; 2001.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713307&pid=S0102-311X200500050002300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Andersen LB, Schnohr P, Schroll M, Hein HO. All-cause mortality associated with physical activity during leisure time, work, sports, and cycling to work. Archives of Internal Medicine 2000; 160: 1621-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713308&pid=S0102-311X200500050002300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Li GH, Baker SP. Injuries to bicyclists in Wuhan, People's Republic of China. Am J Public Health 1997; 87:1049-52.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713309&pid=S0102-311X200500050002300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Rodgers GB. Bicyclist deaths and fatality risk patterns. Accident Analysis and Prevention 1995; 27:215-23.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713310&pid=S0102-311X200500050002300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Dennerlein JT, Meeker JD. Occupational injuries among Boston bicycle messengers. American Journal of Industrial Medicine 2002; 42:519-25.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713311&pid=S0102-311X200500050002300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Gon&ccedil;alves RM, Petroianu A, Junior JR. Caracter&iacute;sticas das pessoas envolvidas em acidentes com ve&iacute;culos de duas rodas. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica 1997; 31:436-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713312&pid=S0102-311X200500050002300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Barros AJ, Amaral RL, Oliveira MS, Lima SC, Gon&ccedil;alves EV. Acidentes de tr&acirc;nsito com v&iacute;timas: sub-registro, caracteriza&ccedil;&atilde;o e letalidade. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2003; 19:979-86.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713313&pid=S0102-311X200500050002300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Andrade SM, Mello-Jorge MHP. Acidentes de transporte terrestre em cidade da regi&atilde;o sul do Brasil: avalia&ccedil;&atilde;o da cobertura e qualidade dos dados. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2001; 17:1449-56.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713314&pid=S0102-311X200500050002300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Secretaria Municipal de Transportes e Tr&acirc;nsito. Relat&oacute;rio de totais de ocorr&ecirc;ncias. Pelotas: Secretaria Municipal de Transportes e Tr&acirc;nsito; 2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713315&pid=S0102-311X200500050002300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Scalassara MB, De Souza RK, Soares D. Caracter&iacute;sticas da mortalidade por acidentes de tr&acirc;nsito em localidade da Regi&atilde;o Sul do Brasil. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica 1998; 32:125-32.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713316&pid=S0102-311X200500050002300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Empresas de Pesquisa. Crit&eacute;rios de classifica&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica do Brasil. S&atilde;o Paulo: Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Empresas de Pesquisa; 2002.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713317&pid=S0102-311X200500050002300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Hirakata VN. Alternativas de an&aacute;lise para um desfecho bin&aacute;rio em estudos transversais e longitudinais &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Pelotas: Universidade Federal de Pelotas; 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713318&pid=S0102-311X200500050002300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Sobrinho JA, Barbosa MM, Mukai NSN. C&oacute;digo de tr&acirc;nsito brasileiro anotado e legisla&ccedil;&atilde;o complementar em vigor. S&atilde;o Paulo: Editora M&eacute;todo; 2002.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713319&pid=S0102-311X200500050002300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Osberg JS, Stiles SC, Asare OK. Bicycle safety behavior in Paris and Boston. Accid Anal Prev 1998; 30:679-87.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713320&pid=S0102-311X200500050002300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Federal Highway Administration. Reasons why bicycling and walking are and are not being used more extensively as travel modes: case study nº 1. Washington DC: Federal Highway Administration, US Department Transportation; 1992.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713321&pid=S0102-311X200500050002300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Tanaboriboon Y, Ying G. Characteistics of bicycle users in Shangai, China. Transportation Research Record 1993; 1396:22-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713322&pid=S0102-311X200500050002300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Pucher J, Dijkstra L. Making walker and cycling safer: lessons from Europe. Transportation Quarterly 2000; 54:25-50.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713323&pid=S0102-311X200500050002300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Baltes MR. Factors influencing nondiscretionary work trips by bicycle determined from 1990 US Census Metropolitan Statistical Area Data. Transportation Research Record 1996; 1538:96-101.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713324&pid=S0102-311X200500050002300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23. Dill J, Carr T. Bicycle commuting and facilities in major U.S. cities: if you build them, commuters will use them &#150; another look. In: Transportation Research Board &#150; Annual Meeting &#91;CD-ROM&#93;. Portland: Portland State University; 2003.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713325&pid=S0102-311X200500050002300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24. Ort&uacute;zar JD, Iacobelli A, Valeze C. Estimating demand for cycleway networks. Transportation Research Parte A: Policy and Practice 1999; 34:353-73.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713326&pid=S0102-311X200500050002300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25. Pezzuto CC. Fatores que influenciam o uso da bicicleta &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. S&atilde;o Carlos: Universidade Federal de S&atilde;o Carlos; 2002.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713327&pid=S0102-311X200500050002300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26. Hu G, Pekkarinen H, Hanninen O, Yu ZJ, Tian HG, Guo ZY, Nissinen A. Physical activity during leisure and commuting in Tianjin, China. Bull World Health Org 2002; 80:933-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713328&pid=S0102-311X200500050002300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27. Kubota H, Kidokoro T. Analysis of bicycle-dependent transport systems in China: case study in a medium-size city. Transportation Research Record 1994; 1441:11-5.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713329&pid=S0102-311X200500050002300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">28. Pate RR, Pratt M, Blair SN, Haskell WL, Macera CA, Bouchard C, et al. Physical activity and public health. A recommendation from the Centers for Disease Control and Prevention and the American College of Sports Medicine. JAMA 1995; 273: 402-7.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713330&pid=S0102-311X200500050002300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">29. Bauman AE. Updating the evidence that physical activity is good for health: an epidemiological review 2000-2003. J Sci Med Sport 2004; 7:6-19.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713331&pid=S0102-311X200500050002300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">30. Hanson S, Hanson P. Evaluating the impact of weather on bicycle use. Transportation Research Record 1977; 629:43-8.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713332&pid=S0102-311X200500050002300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">31. Nankervis M. The effect of weather and climate on bicycle commuting. Transportation Research Part A: Policy and Practice 1999; 33:417-31.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713333&pid=S0102-311X200500050002300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">32. Williams J, Boyd H. Howard boyd on: in training England's Cyclist (interview of Howard Boyd). Bicycle Forum 1982; 8:24-31.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=713334&pid=S0102-311X200500050002300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>      <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back10"></a><a href="#top10"><img src="/img/revistas/csp/v21n5/seta.gif" border="0"></a>    <b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</b><b>    <br>   </b>G. Bacchieri    <br>   Centro Federal    de Educa&ccedil;&atilde;o Tecnol&oacute;gica de Pelotas    <br>   Pra&ccedil;a 20 de Setembro 455    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Pelotas, RS 96015-360, Brasil    <br>   </font><a href="mailto:gibac@hotmail.com"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">gibac@hotmail.com</font></a></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em 23/Nov/2004    <br>   Aprovado    em 18/Abr/2005</font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Federal Highway Administration</collab>
<source><![CDATA[Measures to overcome impediments to bicycling and walking: case study n. 4]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington DC ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Federal Highway Administration, US Department Transportation]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>International Bicycle Fund</collab>
<source><![CDATA[Bicycle statistics usage, production, sales, import, export]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Associação Nacional de Transportes Públicos</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Chineses reduzem o uso da bicicleta nas cidades]]></article-title>
<source><![CDATA[Informativo ANTP]]></source>
<year>2001</year>
<volume>mai</volume>
<page-range>82</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pucher]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Komanof]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schimek]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Bicycling renaissance in North America? Recent trends and alternative policies to promote bicycling]]></article-title>
<source><![CDATA[Transportation Research Part A]]></source>
<year>1999</year>
<volume>33</volume>
<page-range>625-54</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes</collab>
<source><![CDATA[Planejamento cicloviário: diagnóstico nacional]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Empresa Brasileira de Planejamento de Transportes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andersen]]></surname>
<given-names><![CDATA[LB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schnohr]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Schroll]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hein]]></surname>
<given-names><![CDATA[HO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[All-cause mortality associated with physical activity during leisure time, work, sports, and cycling to work]]></article-title>
<source><![CDATA[Archives of Internal Medicine]]></source>
<year>2000</year>
<volume>160</volume>
<page-range>1621-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Li]]></surname>
<given-names><![CDATA[GH]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baker]]></surname>
<given-names><![CDATA[SP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Injuries to bicyclists in Wuhan, People's Republic of China]]></article-title>
<source><![CDATA[Am J Public Health]]></source>
<year>1997</year>
<volume>87</volume>
<page-range>1049-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodgers]]></surname>
<given-names><![CDATA[GB]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bicyclist deaths and fatality risk patterns]]></article-title>
<source><![CDATA[Accident Analysis and Prevention]]></source>
<year>1995</year>
<volume>27</volume>
<page-range>215-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dennerlein]]></surname>
<given-names><![CDATA[JT]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Meeker]]></surname>
<given-names><![CDATA[JD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Occupational injuries among Boston bicycle messengers]]></article-title>
<source><![CDATA[American Journal of Industrial Medicine]]></source>
<year>2002</year>
<volume>42</volume>
<page-range>519-25</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[RM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Petroianu]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Junior]]></surname>
<given-names><![CDATA[JR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Características das pessoas envolvidas em acidentes com veículos de duas rodas]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Saúde Pública]]></source>
<year>1997</year>
<volume>31</volume>
<page-range>436-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[AJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Amaral]]></surname>
<given-names><![CDATA[RL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[MS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[SC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[EV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Acidentes de trânsito com vítimas: sub-registro, caracterização e letalidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>2003</year>
<volume>19</volume>
<page-range>979-86</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[SM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mello-Jorge]]></surname>
<given-names><![CDATA[MHP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Acidentes de transporte terrestre em cidade da região sul do Brasil: avaliação da cobertura e qualidade dos dados]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>2001</year>
<volume>17</volume>
<page-range>1449-56</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito</collab>
<source><![CDATA[Relatório de totais de ocorrências]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Pelotas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Secretaria Municipal de Transportes e Trânsito]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Scalassara]]></surname>
<given-names><![CDATA[MB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[De Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[RK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Soares]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Características da mortalidade por acidentes de trânsito em localidade da Região Sul do Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Saúde Pública]]></source>
<year>1998</year>
<volume>32</volume>
<page-range>125-32</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Associação Nacional de Empresas de Pesquisa</collab>
<source><![CDATA[Critérios de classificação econômica do Brasil]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Associação Nacional de Empresas de Pesquisa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hirakata]]></surname>
<given-names><![CDATA[VN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Alternativas de análise para um desfecho binário em estudos transversais e longitudinais [Dissertação de Mestrado]]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Pelotas ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Federal de Pelotas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sobrinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barbosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[MM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mukai]]></surname>
<given-names><![CDATA[NSN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Código de trânsito brasileiro anotado e legislação complementar em vigor]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Método]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Osberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Stiles]]></surname>
<given-names><![CDATA[SC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Asare]]></surname>
<given-names><![CDATA[OK]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bicycle safety behavior in Paris and Boston]]></article-title>
<source><![CDATA[Accid Anal Prev]]></source>
<year>1998</year>
<volume>30</volume>
<page-range>679-87</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Federal Highway Administration</collab>
<source><![CDATA[Reasons why bicycling and walking are and are not being used more extensively as travel modes: case study nº 1]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[Washington DC ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Federal Highway Administration, US Department Transportation]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Tanaboriboon]]></surname>
<given-names><![CDATA[Y]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ying]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Characteistics of bicycle users in Shangai, China]]></article-title>
<source><![CDATA[Transportation Research Record]]></source>
<year>1993</year>
<volume>1396</volume>
<page-range>22-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pucher]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dijkstra]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Making walker and cycling safer: lessons from Europe]]></article-title>
<source><![CDATA[Transportation Quarterly]]></source>
<year>2000</year>
<volume>54</volume>
<page-range>25-50</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Baltes]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Factors influencing nondiscretionary work trips by bicycle determined from 1990 US Census Metropolitan Statistical Area Data]]></article-title>
<source><![CDATA[Transportation Research Record]]></source>
<year>1996</year>
<page-range>96-101</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dill]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carr]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Bicycle commuting and facilities in major U.S. cities: if you build them, commuters will use them: another look]]></article-title>
<source><![CDATA[Transportation Research Board - Annual Meeting]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Portland ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Portland State University]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ortúzar]]></surname>
<given-names><![CDATA[JD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Iacobelli]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Valeze]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Estimating demand for cycleway networks]]></article-title>
<source><![CDATA[Transportation Research Parte A: Policy and Practice]]></source>
<year>1999</year>
<volume>34</volume>
<page-range>353-73</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pezzuto]]></surname>
<given-names><![CDATA[CC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Fatores que influenciam o uso da bicicleta [Dissertação de Mestrado]]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Carlos ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Federal de São Carlos]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hu]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pekkarinen]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hanninen]]></surname>
<given-names><![CDATA[O]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yu]]></surname>
<given-names><![CDATA[ZJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tian]]></surname>
<given-names><![CDATA[HG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guo]]></surname>
<given-names><![CDATA[ZY]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nissinen]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physical activity during leisure and commuting in Tianjin, China]]></article-title>
<source><![CDATA[Bull World Health Org]]></source>
<year>2002</year>
<volume>80</volume>
<page-range>933-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Kubota]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kidokoro]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Analysis of bicycle-dependent transport systems in China: case study in a medium-size city]]></article-title>
<source><![CDATA[Transportation Research Record]]></source>
<year>1994</year>
<volume>1441</volume>
<page-range>11-5</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pate]]></surname>
<given-names><![CDATA[RR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pratt]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blair]]></surname>
<given-names><![CDATA[SN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Haskell]]></surname>
<given-names><![CDATA[WL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Macera]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bouchard]]></surname>
<given-names><![CDATA[C,]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physical activity and public health: A recommendation from the Centers for Disease Control and Prevention and the American College of Sports Medicine]]></article-title>
<source><![CDATA[JAMA]]></source>
<year>1995</year>
<volume>273</volume>
<page-range>402-7</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bauman]]></surname>
<given-names><![CDATA[AE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Updating the evidence that physical activity is good for health: an epidemiological review 2000-2003]]></article-title>
<source><![CDATA[J Sci Med Sport]]></source>
<year>2004</year>
<volume>7</volume>
<page-range>6-19</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hanson]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hanson]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluating the impact of weather on bicycle use]]></article-title>
<source><![CDATA[Transportation Research Record]]></source>
<year>1977</year>
<volume>629</volume>
<page-range>43-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B31">
<label>31</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nankervis]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The effect of weather and climate on bicycle commuting]]></article-title>
<source><![CDATA[Transportation Research Part A: Policy and Practice]]></source>
<year>1999</year>
<volume>33</volume>
<page-range>417-31</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B32">
<label>32</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Williams]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Boyd]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Howard boyd on: in training England's Cyclist (interview of Howard Boyd)]]></article-title>
<source><![CDATA[Bicycle Forum]]></source>
<year>1982</year>
<volume>8</volume>
<page-range>24-31</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
