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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Representações sobre dengue, seu vetor e ações de controle por moradores do município de São Sebastião, litoral Norte do Estado de São Paulo, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study sought to identify people's knowledge on dengue and its vector biology, aimed at promoting a communications channel between technical and lay reasoning in order to foster community involvement in dengue and dengue vector control activities. A survey was conducted in an Aedes aegypti-infested area with dengue transmission in São Sebastião on the northern coast of São Paulo State, Brazil. One hundred interviews were held, with five open questions on topics related to dengue and vector control. Collective Subject Discourse methodology was used in the analysis. People were not able to properly identify the kinds of accumulated water sources that serve as breeding places for mosquitoes and were unaware of the egg phase in vector development. There was inadequate awareness of vector biology and a need for greater government-community integration. Educational activities should incorporate the study results as insight for improving the social efficiency and efficacy of joint actions to fight dengue and control the mosquito vector.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGO</b>    ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b><a name="top"></a>Representa&ccedil;&otilde;es    sobre dengue, seu vetor e a&ccedil;&otilde;es de controle por moradores do munic&iacute;pio    de S&atilde;o Sebasti&atilde;o, litoral Norte do Estado de S&atilde;o Paulo,    Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Social representations    concerning dengue, dengue vectors, and control activities among residents of    S&atilde;o Sebasti&atilde;o on the northern coast of S&atilde;o Paulo State,    Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Ana Maria Cavalcanti    Lef&egrave;vre<sup>I</sup>; Andressa Francisca Ribeiro<sup>II</sup>; Gisela    Rita de Alvarenga Monteiro Marques<sup>II</sup>; L&iacute;gia Leandro Nunes    Serpa<sup>II</sup>; Fernando Lef&egrave;vre<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Instituto    de Pesquisa do Discurso do Sujeito Coletivo, S&atilde;o Paulo, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Superintend&ecirc;ncia de Controle de Endemias, S&atilde;o Paulo,    Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade de S&atilde;o    Paulo, S&atilde;o Paulo, Brasil</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a href="#back">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Buscou-se, neste    trabalho, identificar conhecimentos da popula&ccedil;&atilde;o sobre a dengue    e biologia do vetor, a fim de propiciar, atrav&eacute;s desse conhecimento,    o di&aacute;logo entre a l&oacute;gica t&eacute;cnica e a leiga, para conseguir    avan&ccedil;os concretos na participa&ccedil;&atilde;o e no controle social    da dengue e do vetor. Foi realizada pesquisa em &aacute;rea infestada pelo Aedes    aegypti, com transmiss&atilde;o de dengue, no Munic&iacute;pio de S&atilde;o    Sebasti&atilde;o, litoral norte do Estado de S&atilde;o Paulo, Brasil. Foram    feitas cem entrevistas, com cinco quest&otilde;es abertas, abordando aspectos    de interesse para o tema do controle da dengue e do vetor. Utilizou-se, para    an&aacute;lise, a t&eacute;cnica do Discurso do Sujeito Coletivo (DSC). Os discursos    revelam que a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; conseguindo discriminar    adequadamente o tipo ou modalidade de cole&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua mais    apropriada para a cria&ccedil;&atilde;o do mosquito e que desconhece a fase    de ovo no desenvolvimento do vetor. Observou-se consci&ecirc;ncia inadequada    da rela&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios elementos da biologia do vetor, bem    como da necess&aacute;ria integra&ccedil;&atilde;o entre poder p&uacute;blico    e a popula&ccedil;&atilde;o. Sugere-se que as atividades educativas adotem resultados    desta pesquisa como insumo, visando ao incremento da efici&ecirc;ncia e efic&aacute;cia    social das a&ccedil;&otilde;es participativas de combate ao dengue e controle    do vetor.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dengue; Promo&ccedil;&atilde;o    da Sa&uacute;de; Controle de Vetores</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This study sought    to identify people's knowledge on dengue and its vector biology, aimed at promoting    a communications channel between technical and lay reasoning in order to foster    community involvement in dengue and dengue vector control activities. A survey    was conducted in an Aedes aegypti-infested area with dengue transmission in    S&atilde;o Sebasti&atilde;o on the northern coast of S&atilde;o Paulo State,    Brazil. One hundred interviews were held, with five open questions on topics    related to dengue and vector control. Collective Subject Discourse methodology    was used in the analysis. People were not able to properly identify the kinds    of accumulated water sources that serve as breeding places for mosquitoes and    were unaware of the egg phase in vector development. There was inadequate awareness    of vector biology and a need for greater government-community integration. Educational    activities should incorporate the study results as insight for improving the    social efficiency and efficacy of joint actions to fight dengue and control    the mosquito vector.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dengue; Health    Promotion; Vector Control</font></p> <hr noshade size="1">     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>    <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>INTRODU&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A sociedade moderna tem convivido com processos crescentes e concomitantes de urbaniza&ccedil;&atilde;o acelerada, polui&ccedil;&atilde;o, degrada&ccedil;&atilde;o ambiental, defici&ecirc;ncias de infra-estrutura, saneamento e educa&ccedil;&atilde;o. Todos esses fatores podem contribuir para o surgimento de doen&ccedil;as transmitidas por vetores que geram conseq&uuml;&ecirc;ncias indesej&aacute;veis para a qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o <sup>1</sup>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entre as doen&ccedil;as vetoradas, a dengue merece aten&ccedil;&atilde;o porque, mesmo na forma cl&aacute;ssica, gera transtornos f&iacute;sicos para a popula&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de grandes gastos de recursos financeiros na tentativa de controle. Quanto &agrave; forma grave, h&aacute; o risco e a ocorr&ecirc;ncia de &oacute;bitos, gerando altos custos para o setor de sa&uacute;de <sup>2</sup>. Por sua vez, em sa&uacute;de p&uacute;blica, pouco ou quase nada se consegue sem a participa&ccedil;&atilde;o de todos, e essa participa&ccedil;&atilde;o no caso da dengue refere-se &agrave; incorpora&ccedil;&atilde;o do conhecimento sobre a doen&ccedil;a n&atilde;o somente pela popula&ccedil;&atilde;o em geral, mas tamb&eacute;m pelos diversos setores da sociedade respons&aacute;veis pela produ&ccedil;&atilde;o de descart&aacute;veis que podem tornar-se criadouros do mosquito <sup>3</sup>. Por isso, toda a sociedade deve ser engajada no controle da dengue, n&atilde;o somente o servi&ccedil;o p&uacute;blico.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Atualmente podem ser notadas mudan&ccedil;as na conduta das ind&uacute;strias em geral por meio da implementa&ccedil;&atilde;o da ISO 14000, incentivo &agrave; pol&iacute;tica dos tr&ecirc;s "R" (reduzir, reutilizar e reciclar) e implementa&ccedil;&atilde;o de atividades educativas para popula&ccedil;&otilde;es que residem pr&oacute;ximo a essas ind&uacute;strias. No entanto, a consci&ecirc;ncia preventiva e a incorpora&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos ocorrer&atilde;o somente a partir do momento em que as pessoas, voluntariamente e com plena compreens&atilde;o, aceitarem, em face de seus contextos de vida, os objetivos do programa.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para entender o processo pelo qual as pessoas constroem o conhecimento e d&atilde;o significado &agrave; preven&ccedil;&atilde;o da dengue, partimos do entendimento de que a vida cotidiana apresenta-se como uma realidade interpretada pelos homens, para os quais &eacute; subjetivamente dotada de sentido apenas na medida em que forma um mundo coerente <sup>4</sup>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudos realizados por Chiaravalloti Neto et al. <sup>5</sup> e Chiaravalloti et al. <sup>6</sup> demonstraram que, isoladamente, os conhecimentos sobre a dengue e os vetores foram incorporados pela popula&ccedil;&atilde;o, mas n&atilde;o corresponderam necessariamente a uma mudan&ccedil;a de h&aacute;bitos e conseq&uuml;entemente a uma redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de criadouros a ponto de evitar a transmiss&atilde;o da dengue.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Possivelmente isso se deva &agrave; natureza formal e "externa" desse conhecimento adquirido, bem como a seu car&aacute;ter fragment&aacute;rio ou precariamente organizado, o que configura o conflito comunicativo que Lef&egrave;vre &amp; Lef&egrave;vre <sup>7</sup> postulam entre a l&oacute;gica sanit&aacute;ria e a l&oacute;gica do senso comum.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">S&atilde;o Sebasti&atilde;o, munic&iacute;pio do Estado de S&atilde;o Paulo, localizado pr&oacute;ximo a outros centros urbanos maiores que foram infestados anteriormente, teve seu primeiro registro da presen&ccedil;a de <i>Aedes aegypti</i> em 1996. Embora alvo sistem&aacute;tico de atividades de vigil&acirc;ncia e controle, o munic&iacute;pio apresentou infesta&ccedil;&atilde;o domiciliar a partir do ano 2000. Em um estudo epidemiol&oacute;gico realizado na cidade <sup>8</sup>, p&ocirc;de-se identificar que houve notifica&ccedil;&otilde;es de casos aut&oacute;ctones da doen&ccedil;a a partir de 2001, estendendo-se at&eacute; 2004, com circula&ccedil;&atilde;o simult&acirc;nea de tr&ecirc;s sorotipos virais (DEN-1, 2 e 3). Tal perfil epidemiol&oacute;gico pode favorecer a ocorr&ecirc;ncia de casos de dengue hemorr&aacute;gica.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">H&aacute; muitos anos, o componente educativo tem sido incorporado ao Programa de Controle de <i>Aedes aegypti</i>, na regi&atilde;o do litoral norte do Estado de S&atilde;o Paulo, entretanto, at&eacute; o momento, parece n&atilde;o ter provocado mudan&ccedil;as no comportamento da popula&ccedil;&atilde;o, considerando-se a freq&uuml;&ecirc;ncia de criadouros positivos em &aacute;rea infestada. De acordo com Ardu&iacute;no &amp; Kita <sup>9</sup>, em S&atilde;o Sebasti&atilde;o, do total dos recipientes que foram encontrados com larvas de <i>Ae. aegypti</i>, 55% destes poderiam ter sido eliminados pela coleta seletiva de lixo dispon&iacute;vel no munic&iacute;pio.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tais dados apontam    para a necessidade de se estudar a problem&aacute;tica educativa a fim de identificar,    com mais precis&atilde;o e detalhe, o conhecimento da popula&ccedil;&atilde;o,    seus eventuais lapsos, seu grau de organicidade, com vistas ao enfrentamento    da defasagem entre a informa&ccedil;&atilde;o e a pr&aacute;tica, o que poder&aacute;    contribuir para o incremento da desej&aacute;vel e necess&aacute;ria participa&ccedil;&atilde;o    popular no controle do vetor no local de estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Metodologia</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><u>Regi&atilde;o    de estudo</u></b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Localizado no litoral    norte do Estado de S&atilde;o Paulo, o Munic&iacute;pio de S&atilde;o Sebasti&atilde;o    situa-se entre as coordenadas latitude Sul 23º21'20" e longitude Oeste 45º21'00",    a 220Km da capital paulista. Sua superf&iacute;cie territorial &eacute; de 520Km<sup>2</sup>,    sendo aproximadamente 300Km<sup>2</sup> cobertos por Mata Atl&acirc;ntica. Segundo    o censo demogr&aacute;fico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica    (<a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">http://www.ibge.gov.br</a>,    acessado em 03/Jan/2006), a popula&ccedil;&atilde;o estimada no ano de 2005,    nesse munic&iacute;pio, &eacute; de 73.167 habitantes. Atualmente, sua &aacute;rea    urbana extrapola os limites das plan&iacute;cies, invadindo as montanhas costeiras.    Esse processo intenso e desordenado de ocupa&ccedil;&atilde;o, exercido pelo    crescimento da popula&ccedil;&atilde;o urbana e, principalmente, da flutuante,    colabora para o agravo da presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de saneamento    b&aacute;sico como: abastecimento de &aacute;gua, rede coletora de esgoto, limpeza    urbana e coleta de lixo.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><u>Planejamento    da amostragem</u></b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Adotou-se amostragem por conglomerados em dois est&aacute;gios: quarteir&otilde;es e depois edifica&ccedil;&otilde;es. Foi selecionada uma &aacute;rea considerada de antiga infesta&ccedil;&atilde;o por <i>Ae. aegypti</i> e com transmiss&atilde;o de dengue nos &uacute;ltimos cinco anos, que atualmente apresenta 502 quadras e 17.535 im&oacute;veis <sup>10</sup>. Tal regi&atilde;o re&uacute;ne os bairros que fazem limite com o Munic&iacute;pio de Caraguatatuba, estendendo-se at&eacute; o bairro de Bareque&ccedil;aba. A popula&ccedil;&atilde;o dessa &aacute;rea representa aproximadamente 60% da popula&ccedil;&atilde;o total do munic&iacute;pio, sendo 50% de resid&ecirc;ncias fixas, 35% de im&oacute;veis de veraneio e o restante de im&oacute;veis comerciais <sup>10</sup>. O tamanho da amostra foi de cem im&oacute;veis a serem pesquisados; a partir da&iacute; determinou-se o n&uacute;mero de quarteir&otilde;es que compuseram a amostra. A escolha das quadras foi realizada segundo m&eacute;todo de amostragem sistem&aacute;tica, que consistiu em definir primeiramente a quadra inicial por meio da tabela de n&uacute;meros aleat&oacute;rios e as demais, somando-se um intervalo amostral. Esse procedimento est&aacute; baseado no plano de amostragem utilizado na avalia&ccedil;&atilde;o de densidade larv&aacute;ria (&iacute;ndice de Breteau)  do Programa de Controle de Dengue e Febre Amarela <sup>11</sup>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os domic&iacute;lios nos quais se deram as entrevistas foram definidos por meio de sorteio num&eacute;rico. Para tanto, considerou-se o n&uacute;mero de im&oacute;veis por quadra, informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel em virtude das atividades de controle de dengue realizadas pelo munic&iacute;pio. Para a localiza&ccedil;&atilde;o exata do im&oacute;vel no quarteir&atilde;o, o n&uacute;mero do im&oacute;vel sorteado era localizado ap&oacute;s o posicionamento do entrevistador na esquina mais ao norte da quadra amostrada. Em seguida, ele iniciava a contagem das casas em sentido hor&aacute;rio at&eacute; atingir o n&uacute;mero sorteado. Quando havia recusa de entrevista ou aus&ecirc;ncia do morador, considerava-se o im&oacute;vel seguinte.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b><u>A entrevista    e caracter&iacute;sticas da popula&ccedil;&atilde;o</u></b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Definiu-se como crit&eacute;rio importante entrevistar indiv&iacute;duos maiores de 21 anos e com resid&ecirc;ncia fixa no im&oacute;vel por se caracterizarem respons&aacute;veis por este.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Antes do in&iacute;cio da entrevista, realizava-se a leitura do <i>Termo de Consentimento Livre e Esclarecido</i> para o entendimento dos objetivos da pesquisa e a assinatura dos entrevistados. Em seguida, os depoimentos eram gravados em fita magn&eacute;tica. As entrevistas continham cinco quest&otilde;es abertas que abordavam aspectos de interesse da pesquisa. Por tratar-se de trabalho com seres humanos utilizando-se de seus discursos, o <i>Termo de Consentimento Livre e Esclarecido</i> foi submetido e aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade de Taubat&eacute;.</font></p>  <b><u><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Discurso do  sujeito coletivo: princ&iacute;pios da metodologia</font></u></b>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A teoria da Representa&ccedil;&atilde;o Social pode ser esquematicamente definida como o conhecimento associado &agrave; vida cotidiana das pessoas, que &eacute; elaborado em sociedade e que tem por fun&ccedil;&atilde;o servir de instrumento para que os atores sociais possam interpretar, pensar e agir sobre a realidade. Tal conhecimento &eacute; estruturado tanto individualmente quanto socialmente e transmitido desde o nascimento, incorporando valores, motiva&ccedil;&otilde;es e normas de nosso ambiente social <sup>12</sup>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tendo como fundamento    a teoria da Representa&ccedil;&atilde;o Social e seus pressupostos sociol&oacute;gicos,    a proposta do Discurso do Sujeito Coletivo <sup>13,14</sup>, associada a seu    programa de computador, o QualiQuantiSoft (Instituto de Pesquisas do Discurso    do Sujeito Coletivo; <a href="http://www.ipdsc.com.br" target="_blank">http://www.ipdsc.com.br</a>,    acessado em Nov/2005), consiste basicamente em uma t&eacute;cnica quali-quantitativa    de an&aacute;lise do material verbal coletado de respostas a quest&otilde;es    abertas, em pesquisas sociais emp&iacute;ricas, extraindo-se de cada um dos    depoimentos as id&eacute;ias centrais e ancoragens e as suas correspondentes    express&otilde;es-chave. Com as id&eacute;ias centrais/ancoragens e express&otilde;es-chave    semelhantes, comp&otilde;e-se um ou v&aacute;rios discursos-s&iacute;ntese,    redigidos na primeira pessoa do singular, que s&atilde;o os Discursos do Sujeito    Coletivo (DSC).</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As express&otilde;es-chave s&atilde;o trechos do discurso que devem ser destacados do material verbal de cada depoimento, pois revelam a ess&ecirc;ncia do conte&uacute;do do discurso.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A id&eacute;ia central &eacute; um nome ou express&atilde;o ling&uuml;&iacute;stica que descreve, de maneira mais sint&eacute;tica e precisa poss&iacute;vel, o sentido de cada um dos discursos analisados e de cada conjunto homog&ecirc;neo de express&otilde;es-chave, que vai dar origem ao DSC. Algumas express&otilde;es-chave remetem n&atilde;o apenas a uma id&eacute;ia central correspondente, mas tamb&eacute;m, e explicitamente, a uma afirma&ccedil;&atilde;o que denominamos ancoragem, que &eacute; a express&atilde;o de uma dada teoria ou ideologia que o autor do discurso professa e que est&aacute; embutida no seu discurso como se fosse uma afirma&ccedil;&atilde;o qualquer. Na metodologia do DSC, considera-se que existem ancoragens apenas quando est&atilde;o presentes, no material verbal, marcas discursivas expl&iacute;citas dessas afirma&ccedil;&otilde;es gen&eacute;ricas.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda de acordo    com essa metodologia, as dimens&otilde;es qualitativa e quantitativa est&atilde;o    intimamente associadas, na medida em que cada DSC &#150; entidade discursiva/qualitativa    &#150; &eacute; composto com a contribui&ccedil;&atilde;o do material das express&otilde;es-chave    de distintos depoimentos, o que confere &#150; quantitativamente &#150; um peso    espec&iacute;fico para cada DSC, revelando diferentes graus de compartilhamento    de uma id&eacute;ia pela popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>RESULTADOS E DISCUSS&Atilde;O</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/csp/v23n7/22t1.gif">Tabela    1</a> contempla o perfil dos entrevistados. Os participantes desta pesquisa    eram moradores de 13 bairros do munic&iacute;pio em quest&atilde;o. Por meio    do m&eacute;todo de amostragem, 49% dos indiv&iacute;duos estavam localizados    na regi&atilde;o Sul da &aacute;rea trabalhada, que, coincidentemente, registrou    elevadas incid&ecirc;ncias de dengue entre os anos de 2000 a 2004. Durante o    processo epid&ecirc;mico, observou-se que a &aacute;rea acometida apresentava    maior freq&uuml;&ecirc;ncia de casos porque possu&iacute;a como caracter&iacute;sticas    a elevada densidade populacional, intenso fluxo tur&iacute;stico e comercial,    al&eacute;m de serem &aacute;reas cont&iacute;guas <sup>8</sup>.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, observa-se que em sua maioria os entrevistados eram mulheres (69%). A faixa et&aacute;ria predominante (56%) foi de 21 a 40 anos de idade, com 29 indiv&iacute;duos entre 41 a 60 anos e 15 com 60 anos ou mais.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A distribui&ccedil;&atilde;o da escolaridade revelou que 64% da popula&ccedil;&atilde;o abordada apresentou forma&ccedil;&atilde;o escolar acima do primeiro grau completo. Entre os 36% restantes destaca-se que apenas dois indiv&iacute;duos n&atilde;o tinham qualquer instru&ccedil;&atilde;o.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados quali-quantitativos do DSC ser&atilde;o mostrados por quest&atilde;o enunciada, com as respectivas id&eacute;ias centrais e a propor&ccedil;&atilde;o obtida para cada uma delas. Apenas o DSC da id&eacute;ia central mais freq&uuml;ente, portanto, a mais compartilhada, ser&aacute; aqui apresentado. No entanto, os coment&aacute;rios referem-se a todos os discursos encontrados.</font></p>  <u><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Representa&ccedil;&otilde;es  sociais sobre a  gravidade da doen&ccedil;a</b></font></u>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na <a href="/img/revistas/csp/v23n7/22t2.gif">Tabela    2</a>, est&atilde;o as id&eacute;ias centrais referentes &agrave; pergunta 1    ("<i>Voc&ecirc; j&aacute; ouviu falar em dengue? &Eacute; uma doen&ccedil;a    perigosa ou n&atilde;o?</i>").</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&#149; DSC da    id&eacute;ia central A</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"<i>&Eacute; perigosa! Nossa, judia muito! &Eacute; perigosa porque causa doen&ccedil;as. Essa doen&ccedil;a, o dengue, eu sei que &eacute; uma doen&ccedil;a perigosa. Se n&atilde;o cuidar a tempo pode levar &agrave; morte. Segundo o que fiquei sabendo, em vista do que tem sido divulgado na not&iacute;cia e na televis&atilde;o, em vista do que a gente conhece, eu ouvi que pode at&eacute; matar, se a pessoa pegar a dengue ela pode at&eacute; morrer; diz que chega at&eacute; matar se n&atilde;o levar a tempo pra medicar, se n&atilde;o for diagnosticado no primeiro momento. As pessoas, elas est&atilde;o cientes, mas s&oacute; que mesmo assim abusam um pouco</i>".</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&#149; Coment&aacute;rios</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Levando-se em conta as v&aacute;rias id&eacute;ias encontradas sobre este subtema, observa-se que h&aacute; uma percep&ccedil;&atilde;o graduada do perigo causado pela doen&ccedil;a. Segundo os entrevistados, o perigo m&aacute;ximo &eacute; a morte, imediatamente abaixo do qual vem o perigo da dor e depois o preju&iacute;zo causado com os dias de inatividade, al&eacute;m do fato de a dengue ser vista como mais perigosa para crian&ccedil;as e idosos.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Salienta-se que 17,05% das respostas relacionam o perigo representado pela dengue a uma experi&ecirc;ncia pr&oacute;xima: afinal trata-se de munic&iacute;pio com casos aut&oacute;ctones da doen&ccedil;a nos &uacute;ltimos anos <sup>8</sup>. Em 13% das respostas, revelam-se id&eacute;ias de que &eacute; preciso fazer alguma coisa.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Excluindo-se um n&uacute;mero muito pequeno de respostas (2,31%) que referem n&atilde;o saber  se a doen&ccedil;a &eacute; perigosa, observa-se que a popula&ccedil;&atilde;o estudada apresenta um grau de informa&ccedil;&atilde;o bastante amplo sobre a enfermidade e sua  gravidade.</font></p>  <u><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Representa&ccedil;&otilde;es  sociais sobre a  biologia do vetor</b></font></u>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As id&eacute;ias    centrais referentes &agrave; pergunta 2 ("<i>Voc&ecirc; sabe como o mosquito    da dengue se cria?</i>") s&atilde;o apresentadas na <a href="/img/revistas/csp/v23n7/22t3.gif">Tabela    3</a>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&#149; DSC da    id&eacute;ia central A</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"<i>Eu ou&ccedil;o dizer que &eacute; nas &aacute;guas. Atrav&eacute;s de &aacute;gua parada, do ac&uacute;mulo de &aacute;gua nos pneus, garrafas, o ac&uacute;mulo de &aacute;gua parada da chuva ou da lavagem do quintal faz com que prolifere o mosquito do dengue. Dizem que &eacute; uns bichinho pretinho, n&eacute;? Assim eu ouvi falar, eu mesmo n&atilde;o cheguei a ver. O mosquito eles cria em &aacute;gua parada. Eles avisa muito pra n&atilde;o deixar &aacute;gua parada, sempre usar areia nos pratinhos do vaso, pra tomar cuidado. Ele cria em garrafas aberta, em pl&aacute;stico, em lata, porque enche de &aacute;gua; em vaso de flor, com aqueles pratinho embaixo, se deixar sem colocar uma areia ela vai criando o mosquito; nos pneu com &aacute;gua de chuva, e sacolas de pl&aacute;stico tamb&eacute;m. Tem v&aacute;rias coisas que fica jogada espalhada no quintal e junta, vai ficando ali a&iacute; chove e aquela &aacute;gua vai juntando os mosquito do dengue</i>".</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&#149; Coment&aacute;rios</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os discursos obtidos nesta quest&atilde;o parecem revelar uma s&eacute;rie de problemas com as informa&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; "cria&ccedil;&atilde;o" do mosquito. A &aacute;gua limpa, suja, acumulada, empo&ccedil;ada ou de chuva parece, para a popula&ccedil;&atilde;o estudada, estar associada &agrave; cria&ccedil;&atilde;o do mosquito, o que revela que a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; conseguindo discriminar adequadamente que tipo ou modalidade de cole&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua seria o mais apropriado para a cria&ccedil;&atilde;o do mosquito, como nos mostram as id&eacute;ias centrais A, B ou D.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro aspecto importante &eacute; o problema da larva e do ovo. Dentre as respostas, 13,21% dos pesquisados revelam desconhecimento expl&iacute;cito da fase de ovo no desenvolvimento do mosquito, como nos mostra a id&eacute;ia central C. &Eacute; de se supor que poucos estejam a par da ader&ecirc;ncia do ovo &agrave; parede dos recipientes e conseq&uuml;entemente do transporte passivo do ovo. Observa-se, portanto, que &eacute; quase inexistente a percep&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos recipientes potenciais, ou seja, aqueles que por ocasi&atilde;o da vistoria n&atilde;o apresentam &aacute;gua, mas que podem ret&ecirc;-la a qualquer momento.</font></p>  <b><u><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Representa&ccedil;&otilde;es  sociais sobre os servi&ccedil;os de sa&uacute;de e fatores que impedem o controle  do vetor</font></u></b>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/csp/v23n7/22t4.gif">Tabela    4</a> mostra as id&eacute;ias centrais sobre a pergunta 3("<i>A SUCEN e a prefeitura    municipal est&atilde;o tentando h&aacute; alguns anos controlar a dengue. Na    sua opini&atilde;o, eles est&atilde;o conseguindo fazer isso ou n&atilde;o?    (</i>...) <i>Por qu&ecirc;?</i>").</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&#149; DSC da    id&eacute;ia central A</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"<i>Ah, provavelmente est&atilde;o, porque sen&atilde;o o &iacute;ndice de mosquitos e de doen&ccedil;as estaria bem alastrado, n&eacute;? Pelo menos no meu bairro eu acho que sim, pra c&aacute; eu nunca vi casos. Ent&atilde;o quer dizer que tinha uma fiscaliza&ccedil;&atilde;o grande aqui. E eles andam sempre aqui e n&atilde;o t&ecirc;m mais encontrado os mosquitos, n&eacute;? Quando surgiu a epidemia de dengue, voc&ecirc; via muita gente falar que tava com dengue, que pegou dengue, e hoje, s&atilde;o poucas as pessoas que falam que teve dengue nos &uacute;ltimos dias ou que est&aacute; com dengue. Os dados de dengue deu bem menos, porque teve uma &eacute;poca que deu bastante resultado aqui. S. Sebasti&atilde;o, Caragu&aacute;, n&eacute;? Agora, os casos que aparecia &eacute; porque vinha de fora, mas aqui era controlado. O ano retrasado aqui teve muita gente que pegou, e muita gente mesmo! Do ano passado pra c&aacute;, a gente n&atilde;o escutou falar que algu&eacute;m teve dengue por aqui. Ent&atilde;o acredito que tenha combatido, porque eu n&atilde;o tenho not&iacute;cia de pessoa internada com dengue recentemente. Pelo menos n&atilde;o est&aacute; sendo divulgado nada, eu n&atilde;o soube mais de casos de dengue atualmente</i>".</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&#149; DSC da    id&eacute;ia central B</b></font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"<i>Acho que sim, porque eu sempre vejo pessoas passando e dando informa&ccedil;&otilde;es. A minha neta estuda, t&aacute; pequenininha ainda, t&aacute; na creche. Algumas pessoas foram fazer uma entrevista na creche pra perguntar pras crian&ccedil;a como &eacute; que &eacute; em casa. E eles responderam que os pais e os av&oacute;s cuidam bem dos vasos de planta, n&atilde;o deixam &aacute;gua. A equipe respons&aacute;vel pelo combate a dengue tem visitado as casas, dando as instru&ccedil;&otilde;es de como evitar a prolifera&ccedil;&atilde;o do mosquito, as t&eacute;cnicas desde colocar cloro nos ralos e n&atilde;o deixar &aacute;gua parada. Eu tenho visto alguns carros com fuma&ccedil;a, os profissionais passando, controlando, entregando pozinho, remedinhos que fazem o controle da dengue. Aqui por exemplo, sempre tem passado a rapaziadinha coletando o lixo, olha a piscina, olha se tem &aacute;gua parada e at&eacute; perturba um pouquinho. &Aacute;s vezes vem em hor&aacute;rio que a gente ta almo&ccedil;ando, porque n&atilde;o tem hor&aacute;rio pra vir. Alguns entram na resid&ecirc;ncia e olham o quintal para ver se tem alguma &aacute;gua parada em alguma coisa, alerta sobre as coisas que gera a dengue, gera o mosquito, eles est&atilde;o sendo bem cuidadosos. Esse ano j&aacute; passou uma por&ccedil;&atilde;o de pessoas aqui em casa pra ver como &eacute; que est&aacute; o quintal. A minha casa gra&ccedil;as a Deus est&aacute; tudo bem. Eles est&atilde;o visitando quase toda semana. De vez em quando eu at&eacute; indico algumas casa, mostro casa que n&atilde;o tem tapagem na caixa d'&aacute;gua, casa que fica fechada muito tempo e isso a gente tem medo, por que de l&aacute; vem pra nossa casa. Tem gente que n&atilde;o abre a porta, n&atilde;o deixa a pessoa entrar, isso &eacute; fato. Tem que conscientizar que n&atilde;o podemos deixar a doen&ccedil;a proliferar. Assim como a gente n&atilde;o quer que aconte&ccedil;a com a gente, n&atilde;o vai querer com as outras pessoas. Ent&atilde;o a gente procura atender as pessoas da melhor maneira quando eles vem nos visitar. Eu estou satisfeita com o trabalho deles e se n&atilde;o tivesse esse trabalho seria bem pior, viu? Eles est&atilde;o fazendo um bom trabalho na minha opini&atilde;o</i>".</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&#149; Coment&aacute;rios</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A realiza&ccedil;&atilde;o de trabalho t&eacute;cnico de controle e de trabalho educativo junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o; a diminui&ccedil;&atilde;o vis&iacute;vel do n&uacute;mero de doentes e de mosquitos, bem como o trabalho integrado entre os &oacute;rg&atilde;os respons&aacute;veis pelo controle do vetor e entre a a&ccedil;&atilde;o do setor p&uacute;blico e a a&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o, constituem os principais crit&eacute;rios usados pela popula&ccedil;&atilde;o para avaliar, positiva ou negativamente, a a&ccedil;&atilde;o dos poderes p&uacute;blicos no que toca ao controle da dengue no munic&iacute;pio de estudo.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar de a maioria (61%) avaliar positivamente essa a&ccedil;&atilde;o, temos 26% da popula&ccedil;&atilde;o que a avalia negativamente; 10% avaliam com reservas (por motivos variados) e 4% n&atilde;o sabem dizer se est&aacute; ou n&atilde;o havendo controle da doen&ccedil;a.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De qualquer modo, parece importante os poderes p&uacute;blicos manterem um sistema permanente de informa&ccedil;&otilde;es sobre o andamento da situa&ccedil;&atilde;o, a fim de induzir a participa&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o nas a&ccedil;&otilde;es de controle.</font></p>  <u><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Representa&ccedil;&otilde;es  sociais da popula&ccedil;&atilde;o sobre  a rela&ccedil;&atilde;o entre dengue e o lixo dom&eacute;stico</b></font></u>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na <a href="/img/revistas/csp/v23n7/22t5.gif">Tabela    5</a> s&atilde;o listadas as id&eacute;ias centrais sobre a pergunta 4 ("<i>Na    sua opini&atilde;o, a dengue tem alguma coisa a ver com o lixo? Fale um pouco    sobre isso</i>").</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&#149; DSC da    id&eacute;ia central A</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"<i>Tem, sem d&uacute;vida! Principalmente aqui, que chove bastante, a&iacute; os lixos ficam todos abertos e os cachorro rasga. Onde fica lixo jogado &eacute; que de um jeito ou de outro fica um ac&uacute;mulo de &aacute;gua, o mosquito bota a larva, a&iacute; j&aacute; era. Os pr&oacute;prios moradores jogam o lixo na beira da vala; se vem chuva, vai ficar empo&ccedil;ando &aacute;gua at&eacute; no saquinho e ningu&eacute;m vai vir cuidar disso a&iacute;. Se voc&ecirc; deixar vasilha, alguma garrafa aberta ou qualquer coisa, vai dar dengue. Porque a &aacute;gua fica parada ali. Onde h&aacute; sujeira voc&ecirc; pode encontrar &aacute;gua e ele vai se reproduzir. Se voc&ecirc; n&atilde;o separa latas, vasilhas que possam ficar com &aacute;gua, o mosquito vai procriar, inclusive o problema desses carac&oacute;is que tem aparecido &eacute; mais ainda, porque, na verdade, se voc&ecirc; mata, acaba ficando a casca, e eu j&aacute; vi v&aacute;rias vezes ela cheia de &aacute;gua. Ent&atilde;o provavelmente ela vai ajudar pra proliferar a dengue. Terreno baldio que fica aquelas vasilha de refrigerante, pneu, essas coisas assim que junta &aacute;gua, isso vira um criadouro. Ent&atilde;o tudo depende de quem cuida do lixo, de quem p&otilde;e o lixo na lixeira. O lixo jogado no mato vai juntar &aacute;gua que &eacute; onde vai causar, n&eacute;? Trazer os mosquitos, eles v&atilde;o p&ocirc;r mais ovinhos e v&atilde;o ter mais dengue. Se o coletador demora de 2 a 3 dias pra coletar lixo, da&iacute; pode dar problema. Ao contr&aacute;rio, se o caminh&atilde;o de lixo passa cotidianamente eu penso que n&atilde;o</i>".</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&#149; Coment&aacute;rios</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nota-se que a grande maioria dos entrevistados (78%) estabelece uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre lixo e dengue. Observa-se expressiva presen&ccedil;a nos discursos de uma associa&ccedil;&atilde;o positiva do lixo com a doen&ccedil;a no que diz respeito ao recipiente, ou seja, o criadouro do mosquito. Tais dados sugerem a exist&ecirc;ncia de conhecimento entre a doen&ccedil;a e o saneamento do meio.</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Santos <sup>15</sup> relatou que os recipientes provenientes do lixo dom&eacute;stico normalmente apresentam menor tamanho, possibilitando, por um lado, r&aacute;pido ac&uacute;mulo de &aacute;gua de chuva e, por outro lado, r&aacute;pida evapora&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua acumulada, o que pode aumentar o risco de contrair outras doen&ccedil;as al&eacute;m da dengue.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados do presente estudo indicam a necessidade de demonstrar para a popula&ccedil;&atilde;o a import&acirc;ncia do acondicionamento do lixo, pois, quando inadequado ou ausente, pode favorecer a ocorr&ecirc;ncia de dengue.</font></p>  <b><u><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Representa&ccedil;&otilde;es  sociais da popula&ccedil;&atilde;o sobre a participa&ccedil;&atilde;o popular  e responsabilidade no controle do mosquito da dengue</font></u></b>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As id&eacute;ias    centrais referentes &agrave; pergunta 5 ("<i>Voc&ecirc; acha que a popula&ccedil;&atilde;o    poderia colaborar mais no controle da dengue?</i>") s&atilde;o apresentadas    na <a href="/img/revistas/csp/v23n7/22t6.gif">Tabela 6</a>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&#149; DSC da    id&eacute;ia central A</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">"<i>Com certeza, tampando as caixas d'&aacute;gua, fazendo suas limpeza de quintal. Poderiam colaborar muito mais, tanto na popula&ccedil;&atilde;o daqui, quando da cidade, como os turistas, n&eacute;? Que tem casa aqui e deixa fechada, podia deixar com algum respons&aacute;vel. Muitas casas a gente v&ecirc; que eles deixam a casa trancada e simplesmente saem, v&atilde;o para as suas cidades. Eles n&atilde;o t&atilde;o nem a&iacute;: &oacute; tudo esses terreno a&iacute;, voc&ecirc; pode ver, t&aacute; tudo cheio de &aacute;gua, po&ccedil;as de &aacute;gua, entra e repara: eles n&atilde;o t&atilde;o nem ligando, se a dengue n&atilde;o pega eles n&atilde;o tem problema nenhum. Eles n&atilde;o se preocupam com isso, e a gente que se ferra. Acho que n&atilde;o &eacute; s&oacute; informa&ccedil;&atilde;o, viu? Enquanto as pessoas n&atilde;o sentirem na pele o problema, ficam achando que n&atilde;o vai acontecer com ele, acontece com o vizinho, mas comigo n&atilde;o acontece, n&eacute;? Eu acho que as pessoas t&ecirc;m que se chocar mais com a situa&ccedil;&atilde;o. Com certeza t&ecirc;m fam&iacute;lias que cuidam muito bem desse lado, e existem fam&iacute;lias que n&atilde;o est&atilde;o nem a&iacute; pra isso. Isso a gente v&ecirc; no nosso dia-a-dia. Existem vizinhos que cuidam muito bem e outros deixam tudo aberto e &eacute; a&iacute; &eacute; onde se d&aacute; o foco da doen&ccedil;a, &agrave;s vezes do nosso lado, n&eacute;? Eles dizem: &eacute; da prefeitura? Que se dane! Eu acho que a popula&ccedil;&atilde;o &eacute; muito sossegada, muito tranq&uuml;ila, sabe? Tipo assim: tem um caso de dengue na fam&iacute;lia, a&iacute; a pessoa come&ccedil;a a se preocupar. S&oacute; que se n&atilde;o acontece na fam&iacute;lia, eles n&atilde;o se preocupam! Entendeu? A popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se ajuda n&eacute;? Eu j&aacute; vi casos de pessoas que tiveram mais de duas vezes a dengue, em casa ela tem muita quantidade de planta, e que mesmo assim ela n&atilde;o tomou conhecimento da gravidade da doen&ccedil;a. Ent&atilde;o ela teve a doen&ccedil;a e ela n&atilde;o conseguiu administrar isso dentro da casa dela, acho que n&atilde;o conscientizou; n&atilde;o adianta eu cuidar e o vizinho n&atilde;o cuidar, porque o mosquito que se criar ali na casa dele pode atingir a minha tamb&eacute;m. Se todos fizessem como eu fa&ccedil;o, eu acho que n&atilde;o existia a dengue porque ela n&atilde;o tinha como criar</i>.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>O brasileiro no geral &eacute; muito mal educado: joga o lixo, a&iacute; joga l&aacute; uma vasilhinha, que choveu e encheu de &aacute;gua: a&iacute; j&aacute; &eacute; um lugarzinho pra ele ta colocando os ovinhos dele. Ent&atilde;o se cada um fizesse sua parte essas coisa n&atilde;o estaria acontecendo. Eu j&aacute; fa&ccedil;o. Porque eu j&aacute; passei por isso e eu sei como &eacute; que &eacute;: fica um pouco de medo, n&eacute;?</i>".</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>&#149; Coment&aacute;rios</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Pode-se observar que o DSC mais freq&uuml;ente, ou seja, o mais compartilhado entre os entrevistados &eacute; aquele segundo o qual a popula&ccedil;&atilde;o poderia colaborar mais no controle da dengue e do vetor, mas que n&atilde;o o faz porque "n&atilde;o est&aacute; nem a&iacute;". A falta de colabora&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m aparece em outros discursos.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A contradi&ccedil;&atilde;o    entre discurso e pr&aacute;ticas oficiais, tal como revelada pelo anteriormente    citado estudo conduzido por Chiaravalloti et al. <sup>6</sup>, pode estar provocando    o desinteresse da comunidade no trabalho preventivo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Da an&aacute;lise qualitativa e quantitativa dos discursos presentes na pesquisa em tela, algumas grandes linhas de an&aacute;lise podem ser desenvolvidas.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O <i>conhecimento</i> sobre os v&aacute;rios aspectos da dengue revelado pelos entrevistados, como &eacute; caracter&iacute;stico das representa&ccedil;&otilde;es sociais sobre temas t&eacute;cnicos ou cient&iacute;ficos <sup>16</sup>, revela-se:</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">a) <i>incompleto</i> e <i>&agrave;s vezes equivocado</i>, notadamente, como se assinalou, no que toca &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre &aacute;gua limpa e doen&ccedil;a, que colide com a representa&ccedil;&atilde;o social cl&aacute;ssica, segundo a qual a doen&ccedil;a tem a ver com "sujo" e sa&uacute;de com "limpo"; nota-se ainda que a doen&ccedil;a &eacute; vista como perigosa, mas quase n&atilde;o h&aacute; qualquer men&ccedil;&atilde;o ao risco eminente de uma epidemia; uma id&eacute;ia equivocada ainda presente &eacute; a do lixo, em si, como criadouro da doen&ccedil;a; h&aacute; tamb&eacute;m alto desconhecimento da fase ovo do desenvolvimento do vetor;</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">b) <i>fragmentado</i>, com baixo grau de integra&ccedil;&atilde;o entre as partes: identifica-se que a dengue tem a ver com recipientes, &aacute;gua, mosquitos, larvas, ovos, v&iacute;rus, lixo, trabalho integrado entre poder p&uacute;blico e popula&ccedil;&atilde;o, mas &eacute; fraca ou quase nula a consci&ecirc;ncia da adequada rela&ccedil;&atilde;o entre esses elementos.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As <i>atitudes</i><b>,</b> por seu turno, revelam algum grau de <i>descren&ccedil;a</i> na participa&ccedil;&atilde;o popular, atribu&iacute;da a uma tend&ecirc;ncia at&aacute;vica desta popula&ccedil;&atilde;o ao relaxamento.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto aos <i>comportamentos</i>, revelam com freq&uuml;&ecirc;ncia <i>ader&ecirc;ncia</i>, muitas vezes externa, formal, "bem comportada" ("<i>na minha casa eu fa&ccedil;o as coisas direitinho, &eacute; tudo bem limpinho e organizado</i>"), &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es ou diretivas emanadas do poder p&uacute;blico.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sugere-se, portanto, da parte dos poderes p&uacute;blicos, a&ccedil;&otilde;es eficientes e eficazes de IEC, ou seja, &eacute; preciso Informar, Educar e Comunicar:</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">a) Informar: colocando a popula&ccedil;&atilde;o permanentemente a par, com dados claramente compreens&iacute;veis, da evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a no pa&iacute;s, no estado e particularmente no local, para, mediante a informa&ccedil;&atilde;o, induzir a participa&ccedil;&atilde;o;</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">b) Educar: buscando, sobretudo, esclarecer a  popula&ccedil;&atilde;o sobre o relacionamento das partes  do fen&ocirc;meno dengue como enfermidade transmiss&iacute;vel;</font></p>      ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">c) Comunicar: buscando o relacionamento entre o ator t&eacute;cnico e o cidad&atilde;o pelo estabelecimento do contato pela via do di&aacute;logo pedag&oacute;gico interativo, com os uso de t&eacute;cnicas, instrumentos e linguagens adequadas para que a dengue possa fazer sentido n&atilde;o na teoria (l&oacute;gica sanit&aacute;ria) nas no cotidiano (l&oacute;gica do senso comum) da vida das popula&ccedil;&otilde;es v&iacute;timas reais e potenciais da doen&ccedil;a, de um ponto de vista cr&iacute;tico.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com efeito, como assinalam Vasconcelos &amp; Brito <sup>17</sup> (p. 149) analisando o pensamento de Paulo Freire, "<i>&eacute;, na pedagogia cr&iacute;tica, o desafio a ser alcan&ccedil;ado o de aceitar que o subjetivismo est&aacute; mais presente e interage de forma intensa e equilibrada com o mundo objetivo. Trabalhar esse evento, levando os alunos (ou a popula&ccedil;&atilde;o, grifo nosso) aproveitarem ao m&aacute;ximo sua capacidade pessoal para lidar com o realismo do cotidiano, parece ser uma maneira de prepar&aacute;-lo para aceitar o que n&atilde;o pode ser mudado e para mudar o que o deve ser</i>".</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A import&acirc;ncia de pesquisas do tipo da presente, que informem aos gestores o que pensa a popula&ccedil;&atilde;o, aumenta as chances de que as a&ccedil;&otilde;es a serem realizadas pelo poder p&uacute;blico tenham maior precis&atilde;o e impacto.</font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recomenda-se, por    isso, o uso do conte&uacute;do dos DSC em mensagens que fa&ccedil;am parte de    um plano geral e descentralizado de IEC destinado a provocar mudan&ccedil;as    na situa&ccedil;&atilde;o do controle da dengue/vetor no Munic&iacute;pio de    S&atilde;o Sebasti&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">G. R. A. M. Marques    e L. L. N. Serpa participaram da reda&ccedil;&atilde;o do projeto de pesquisa,    coleta dos dados em campo, digita&ccedil;&atilde;o parcial dos dados de campo    e interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados para reda&ccedil;&atilde;o final    do artigo. A. F. Ribeiro participou da reda&ccedil;&atilde;o parcial do projeto    de pesquisa, coleta dos dados em campo, digita&ccedil;&atilde;o parcial dos    dados de campo para digita&ccedil;&atilde;o total em <i>software</i> espec&iacute;fico    de Discurso do Sujeiro Coletivo (DSC) interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados    para reda&ccedil;&atilde;o final para publica&ccedil;&atilde;o. A. M. C. Lef&egrave;vre    e F. Lef&egrave;vre contribu&iacute;ram para a elabora&ccedil;&atilde;o do projeto    de pesquisa, treinamento de pessoal na metodologia de DSC, a execu&ccedil;&atilde;o    do projeto (coleta de dados, alimenta&ccedil;&atilde;o de dados no <i>software</i>,    an&aacute;lise de dados, produ&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o    de resultados) e reda&ccedil;&atilde;o do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>      <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Forattini OP. Ecologia, epidemiologia e sociedade. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas/Edusp; 1992.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860565&pid=S0102-311X200700070002200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Chiaravalloti Neto F. Epidemiologia da dengue nas regi&otilde;es de S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto e Ara&ccedil;atuba, S&atilde;o Paulo, 1990 a 1996 &#91;Tese de Doutorado&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo; 1999.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860566&pid=S0102-311X200700070002200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Lef&egrave;vre F, Lef&egrave;vre AM, Scandar SAS, Yassumaro S. Representa&ccedil;&otilde;es sociais sobre rela&ccedil;&otilde;es entre vasos de plantas e o vetor da dengue. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica 2004; 38:405-14.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860567&pid=S0102-311X200700070002200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Berger P, Luckmann T. Os fundamentos do conhecimento na vida cotidiana. In: Berger P, Luckmann T, organizadores. A constru&ccedil;&atilde;o social da realidade. Petr&oacute;polis: Editora Vozes; 1985. p. 35-68.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860568&pid=S0102-311X200700070002200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Chiaravalloti Neto F, Moraes MS, Fernandes MA. Avalia&ccedil;&atilde;o dos resultados de atividades de incentivo &agrave; participa&ccedil;&atilde;o da comunidade no controle da dengue em um bairro perif&eacute;rico no Munic&iacute;pio de S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto, S&atilde;o Paulo, e da rela&ccedil;&atilde;o entre conhecimento e pr&aacute;ticas desta popula&ccedil;&atilde;o. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 1998; 14 Suppl 2:S101-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860569&pid=S0102-311X200700070002200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Chiaravalloti VB, Morais MS, Chiaravalloti Neto F, Conversani DT, Fiorin AM, Barbosa AAC, et al. Avalia&ccedil;&atilde;o sobre a ades&atilde;o &agrave;s pr&aacute;ticas preventivas do dengue: o caso de Catanduva, S&atilde;o Paulo, Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2002; 18:1321-9.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860570&pid=S0102-311X200700070002200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Lef&egrave;vre F, Lef&egrave;vre AMC. Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de: a nega&ccedil;&atilde;o da nega&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: Vieira e Lent; 2005.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860571&pid=S0102-311X200700070002200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Ribeiro AF, Marques GRAM, Voltolini JC,  Condino LMF. Associa&ccedil;&atilde;o entre incid&ecirc;ncia de  dengue e vari&aacute;veis clim&aacute;ticas. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica 2006; 40:671-6.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860572&pid=S0102-311X200700070002200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Ardu&iacute;no MB, Kita AT. Reciclagem de res&iacute;duos s&oacute;lidos e criadouros de vetores de dengue em S&atilde;o Sebasti&atilde;o, litoral norte paulista. In: 1º Congresso Interamericano de Sa&uacute;de Ambiental. Porto Alegre: Associa&ccedil;&atilde;o Interamericana de Engenharia Sanit&aacute;ria/Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Engenharia Sanit&aacute;ria; 2004. p. 55.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860573&pid=S0102-311X200700070002200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Servi&ccedil;o Regional de Taubat&eacute;, Superintend&ecirc;ncia de Controle de Endemias, Secretaria da Sa&uacute;de do Estado de S&atilde;o Paulo. Relat&oacute;rio t&eacute;cnico de Programa de Controle de Vetores de Dengue e Febre Amarela. Taubat&eacute;: Servi&ccedil;o Regional de Taubat&eacute;, Superintend&ecirc;ncia de Controle de Endemias, Secretaria da Sa&uacute;de do Estado de S&atilde;o Paulo; 2004.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860574&pid=S0102-311X200700070002200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Superintend&ecirc;ncia    de Controle de Endemias, Secretaria da Sa&uacute;de do Estado de S&atilde;o    Paulo. Manual de vigil&acirc;ncia entomol&oacute;gica de <i>Aedes aegypti</i>.    S&atilde;o Paulo: Superintend&ecirc;ncia de Controle de Endemias, Secretaria    da Sa&uacute;de do Estado de S&atilde;o Paulo; 1997.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860575&pid=S0102-311X200700070002200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Alexandre M. Representa&ccedil;&atilde;o social: uma genealogia do conceito. Comum 2004; 10:122-38.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860576&pid=S0102-311X200700070002200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Lefevre F, Lefevre AMC. O discurso do sujeito coletivo: um novo enfoque em pesquisa qualitativa (desdobramentos). Caxias do Sul: Educs; 2003.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860577&pid=S0102-311X200700070002200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Lefevre F, Lefevre AMC. Depoimentos e discursos: uma proposta de an&aacute;lise em pesquisa social.  Bras&iacute;lia: Editora L&iacute;ber Livro; 2005.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860578&pid=S0102-311X200700070002200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Souza-Santos R. Fatores relacionados &agrave; ocorr&ecirc;ncia de formas imaturas de <i>Aedes aegypti</i> na Ilha do  Governador, Rio de Janeiro, Brasil. Rev Soc Bras Med Trop 1999; 32:373-82.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860579&pid=S0102-311X200700070002200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Moscovici S. Das representa&ccedil;&otilde;es coletivas &agrave;s representa&ccedil;&otilde;es sociais. In: Jodelet D, organizador. As representa&ccedil;&otilde;es sociais. Rio de Janeiro: Eduerj; 2001. p. 45-66.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860580&pid=S0102-311X200700070002200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Vasconcelos    MLMC, Brito RHP. Conceitos de educa&ccedil;&atilde;o em Paulo Freire. Petr&oacute;polis:    Editora Vozes; 2006.</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=860581&pid=S0102-311X200700070002200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><a name="back"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/csp/v23n7/seta.gif" border="0"></a>    <b>Correspond&ecirc;ncia</b>    <br>   A. M. C. Lef&egrave;vre    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Instituto de Pesquisa do Discurso do Sujeito Coletivo    <br>   Rua Cristiano Viana 937    <br>   S&atilde;o Paulo, SP 05411-001, Brasil    <br>   <a href="mailto:ana@ipdsc.com.br"> ana@ipdsc.com.br</a></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Recebido em 07/Mar/2006    <br>   Vers&atilde;o    final reapresentada em 18/Dez/2006    <br>   Aprovado    em 16/Jan/2007</font></p>       ]]></body><back>
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