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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Usos e influência da avaliação em saúde em dois estudos sobre o Programa Nacional de Controle da Dengue]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Evaluation aims to provide information, promote improvement in programs, and determine the merit and value of the object of evaluation. However, the challenge for evaluators is not only to promote, but also to document the usefulness of studies. Given this challenge, the article aimed to systematize the uses and influence of the process and findings in two evaluations on Brazilian National Dengue Fever Control Program, for decision-making by the respective public health administrators and professionals. Based on a theoretical analytical model, an exploratory study was performed with documental analysis for identification of events and registrations in the evaluations and their circulation in terms of possible uses and influence, from 2007 to 2010. Favorable factors for the use of evaluations were the mode of production of contextual knowledge and definition of evaluations with a focus on utility. The results, indicating greater instrumental use and immediate process and collective use may indicate the studies' pertinence to stakeholders and their usefulness to program management at different levels in the health system.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação em Saúde]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b> ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Usos e   influ&ecirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de em dois estudos sobre o Programa Nacional de     Controle da Dengue</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Uses   and influence of health evaluation in two studies   on the Brazilian National Dengue Fever     Control Program</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Ana Cl&aacute;udia   Figueir&oacute;<sup>I</sup>; Zulmira Hartz<sup>II</sup>; Isabella   Samico<sup>I</sup>; Eduarda   Angela Pessoa Cesse<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Instituto de Medicina Integral Prof. Fernando Figueira,   Recife, Brasil<br />   <sup>II</sup>Instituto de Higiene e Medicina Tropical, Universidade   Nova de Lisboa, Lisboa, Portugal<br />   <sup>III</sup>Centro de Pesquisas Aggeu Magalhaes, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo   Cruz, Recife, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Prover informa&ccedil;&otilde;es, promover melhoria dos programas e   determinar o m&eacute;rito e o valor do avaliando s&atilde;o os prop&oacute;sitos da avalia&ccedil;&atilde;o.   Porem, o desafio para os avaliadores n&atilde;o &eacute; apenas promover, mas documentar a   utilidade dos estudos. Face ao desafio, o artigo objetivou sistematizar os usos   e influ&ecirc;ncia do processo e resultados de duas avalia&ccedil;&otilde;es sobre o Programa   Nacional de Controle da Dengue, para tomada de decis&atilde;o de gestores e   profissionais envolvidos. Com base em um modelo te&oacute;rico de an&aacute;lise, realizou-se   um estudo explorat&oacute;rio com a an&aacute;lise documental para identifica&ccedil;&atilde;o dos eventos   e inscri&ccedil;&otilde;es das avalia&ccedil;&otilde;es e sua circula&ccedil;&atilde;o quanto aos poss&iacute;veis usos e   influ&ecirc;ncia, entre 2007-2010. Observou-se que o modo de produ&ccedil;&atilde;o de conhecimento   contextual e a defini&ccedil;&atilde;o das avalia&ccedil;&otilde;es com foco na utilidade mostraram-se   favor&aacute;veis &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o das avalia&ccedil;&otilde;es. Os resultados indicando maior uso   instrumental, influ&ecirc;ncia imediata, do processo e coletiva, podem indicar a   pertin&ecirc;ncia dos estudos para os interessados e sua utilidade na gest&atilde;o do   programa, em diferentes n&iacute;veis do sistema de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Avalia&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de; Dengue; Planos e Programas de Sa&uacute;de</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Evaluation   aims to provide information, promote improvement in programs, and determine the   merit and value of the object of evaluation. However, the challenge for   evaluators is not only to promote, but also to document the usefulness of   studies. Given this challenge, the article aimed to systematize the uses and   influence of the process and findings in two evaluations on Brazilian National   Dengue Fever Control Program, for decision-making by the respective public   health administrators and professionals. Based on a theoretical analytical   model, an exploratory study was performed with documental analysis for   identification of events and registrations in the evaluations and their   circulation in terms of possible uses and influence, from 2007 to 2010.   Favorable factors for the use of evaluations were the mode of production of   contextual knowledge and definition of evaluations with a focus on utility. The   results, indicating greater instrumental use and immediate process and   collective use may indicate the studies' pertinence to stakeholders and their   usefulness to program management at different levels in the health system.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Health   Evaluation; Dengue; Health Programs and Plans</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Reconhece-se de longa data que uma das raz&otilde;es   centrais para condu&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&otilde;es &eacute; contribuir para orientar pol&iacute;ticas e   melhorar o desempenho dos programas<sup>1</sup>. Prover informa&ccedil;&otilde;es aos   tomadores de decis&atilde;o, promover a melhoria dos programas e determinar o m&eacute;rito e   o valor do objeto avaliado s&atilde;o considerados os principais prop&oacute;sitos dos   estudos de avalia&ccedil;&atilde;o para avaliadores profissionais<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Interesses, valores e motiva&ccedil;&otilde;es envolvidos nos usos   das pesquisas avaliativas nas pol&iacute;ticas t&ecirc;m sido intensamente debatidos. A   suposi&ccedil;&atilde;o inicial de que evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas conseguidas por meio de   pesquisas rigorosamente conduzidas seriam naturalmente utilizadas pelos   tomadores de decis&atilde;o, num modelo linear ligando aquelas &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o de   a&ccedil;&otilde;es de qualidade, cedeu lugar ao entendimento da complexidade dos aspectos   implicados nas decis&otilde;es pol&iacute;ticas, cujos estudos avaliativos correspondem   apenas a um dos elementos na tomada de decis&otilde;es<sup>1,3,4,5</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os modos como os estudos avaliativos podem ser   utilizados e influenciar gestores e demais envolvidos nas interven&ccedil;&otilde;es, t&ecirc;m   sido descritos por v&aacute;rios autores e podem ser sintetizados quanto: aos usos da   avalia&ccedil;&atilde;o &#150; instrumental (para orientar a pol&iacute;tica e a pr&aacute;tica), conceitual   (para gerar novas ideias ou conceitos que sejam &uacute;teis para prover de sentido o   cen&aacute;rio pol&iacute;tico), e pol&iacute;tico (ou simb&oacute;lico &#150; para justificar prefer&ecirc;ncias e   a&ccedil;&otilde;es preexistentes)<sup>6</sup>; aos tipos de influ&ecirc;ncia &#150; fonte (processo ou   resultado), inten&ccedil;&atilde;o (prevista ou inesperada) e tempo (imediato, por ciclos ou   de longo prazo)<sup>7</sup>; e n&iacute;veis de influ&ecirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o &#150; individual   (aquisi&ccedil;&atilde;o ou aprimoramento de atitudes, habilidades e condutas   pelos envolvidos na avalia&ccedil;&atilde;o), interpessoal (persuas&atilde;o de pares,   reconhecimento ou aprimoramento de lideran&ccedil;as, mudan&ccedil;a de opini&atilde;o dos   envolvidos e de normas na organiza&ccedil;&atilde;o), e coletivo (incorpora&ccedil;&atilde;o da cultura e   dos achados das avalia&otilde;es na agenda pol&iacute;tica da organiza&ccedil;&atilde;o)<sup>8,9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre os aspectos envolvidos na utiliza&ccedil;&atilde;o das   avalia&ccedil;&otilde;es, identificam-se os modos de produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento: disciplinar,   prevalente no meio acad&ecirc;mico, no qual o conhecimento cient&iacute;fico &eacute; produzido   dentro das fronteiras disciplinares e tendo o sistema da revis&atilde;o de pares como   garantia para a qualidade da investiga&ccedil;&atilde;o e pr&eacute;-requisito para sua   dissemina&ccedil;&atilde;o; e contextual, enfatizando os resultados pr&aacute;ticos do conhecimento   para a solu&ccedil;&atilde;o de problemas cr&iacute;ticos, o que corresponde a aumentar a sua   contextualiza&ccedil;&atilde;o<sup>10,11</sup>. Refere-se, ainda, &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o com foco na   utilidade, com o envolvimento dos interessados (<i>stakeholders</i>), gerando mudan&ccedil;as de pensamento,   comportamento e program&aacute;ticas ou organizacionais nas pr&aacute;ticas e cultura, como   resultado da aprendizagem durante o processo avaliativo<sup>12,13</sup>. Acredita-se que adotar o pressuposto de foco na utilidade requer a   necess&aacute;ria coer&ecirc;ncia entre os prop&oacute;sitos e procedimentos da avalia&ccedil;&atilde;o<sup>14,15,16</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para que as avalia&ccedil;&otilde;es respondam &agrave;s demandas dos   tomadores de decis&atilde;o e contribuam para a aprendizagem organizacional,   necessita-se uma aproxima&ccedil;&atilde;o entre os formuladores e gestores de pol&iacute;ticas e   programas, que v&ecirc;m atuando no mundo real, e os pesquisadores sociais, entre   estes os avaliadores, voltados para reflex&atilde;o te&oacute;rica e a valida&ccedil;&atilde;o dos seus   estudos entre pares<sup>1,3,17,18,19</sup>. Conciliar esses diferentes mundos   &eacute; um dos desafios atuais dos avaliadores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A aproxima&ccedil;&atilde;o de mundos aparentemente distantes   realiza-se por meio de uma atua&ccedil;&atilde;o em rede, compreendida como sendo constitu&iacute;da   por atuantes de natureza, interesses e rela&ccedil;&otilde;es distintas. Em rede processa-se   a circula&ccedil;&atilde;o dos eventos e inscri&ccedil;&otilde;es das avalia&ccedil;&otilde;es, geradores de   consequ&ecirc;ncias para o desenvolvimento do programa. Esse movimento fundamenta o   princ&iacute;pio da teoria da tradu&ccedil;&atilde;o<sup>20</sup>, que poder&aacute; facilitar uma melhor   compreens&atilde;o dos elementos, elos e pontes entre esses dois mundos, em sua   din&acirc;mica m&uacute;tua e cont&iacute;nua<sup>21,22</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o objetivo de contribuir para compreens&atilde;o sobre   se e como os estudos t&ecirc;m sido utilizados e o que poderia favorecer a maior   utiliza&ccedil;&atilde;o pelos tomadores de decis&atilde;o e demais envolvidos nas interven&ccedil;&otilde;es   avaliadas, o artigo busca documentar os usos e influ&ecirc;ncia de duas avalia&ccedil;&otilde;es   sobre o Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD), com base na   identifica&ccedil;&atilde;o dos eventos e inscri&ccedil;&otilde;es das avalia&ccedil;&otilde;es e suas consequ&ecirc;ncias no   desenvolvimento do programa. Os estudos avaliativos considerados neste artigo   foram norteados pelo interesse em favorecer a sua utiliza&ccedil;&atilde;o, apoiando-se na   premissa de que o valor de uma avalia&ccedil;&atilde;o est&aacute; na rela&ccedil;&atilde;o direta da sua   utilidade para a melhoria da pr&aacute;tica cotidiana dos programas, com ganhos para   os resultados pretendidos<sup>23,24</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trata-se de uma investiga&ccedil;&atilde;o de natureza   explorat&oacute;ria do tipo estudo de caso, tomando como caso o processo de avalia&ccedil;&atilde;o   do PNCD, desenvolvido no per&iacute;odo de 2007-2010, constando de dois estudos   avaliativos. Ambos est&atilde;o sumarizados a seguir: (i) Estudo 1: an&aacute;lise da l&oacute;gica   de interven&ccedil;&atilde;o do PNCD<sup>25</sup>. Buscou verificar a plausibilidade das   rela&ccedil;&otilde;es causais entre os objetivos pretendidos para o programa e a adequa&ccedil;&atilde;o e   sufici&ecirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es propostas para alcan&ccedil;ar tais resultados<sup>26</sup>.     A coer&ecirc;ncia l&oacute;gica do PNCD quanto aos objetivos do programa e as estrat&eacute;gias   orientadas para atingir os resultados pretendidos foi analisada comparando-o   com a Estrat&eacute;gia de Gest&atilde;o Integrada-Dengue (EGI-Dengue), da Organiza&ccedil;&atilde;o   Pan-Americana da Sa&uacute;de (OPAS), tomado como modelo padr&atilde;o<sup>27</sup>. Como   resultado observou-se que, apesar da converg&ecirc;ncia de pressupostos, objetivos e   conte&uacute;do entre o PNCD e a EGI-Dengue, verificou-se fragilidade na implementa&ccedil;&atilde;o   do PNCD no &acirc;mbito municipal, em sua integralidade e gest&atilde;o. Recomendou-se a   atualiza&ccedil;&atilde;o do modelo te&oacute;rico-l&oacute;gico nos diferentes n&iacute;veis de gest&atilde;o frente ao   pequeno alcance dos objetivos gerais e espec&iacute;ficos do programa; (ii) Estudo 2:   &oacute;bito por dengue como evento sentinela para avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade da   assist&ecirc;ncia: estudo de caso em dois munic&iacute;pios da Regi&atilde;o Nordeste, Brasil, 2008<sup>28</sup>. A redu&ccedil;&atilde;o do &oacute;bito por dengue a menos de 1% constitui um dos   objetivos finais do PNCD, cujos resultados mostram-se dif&iacute;ceis de alcan&ccedil;ar. Compreender   os aspectos envolvidos no Componente 3 do PNCD (Assist&ecirc;ncia ao paciente,   referentes &agrave; estrutura, processo, acesso e qualidade t&eacute;cnico-cient&iacute;fica da   assist&ecirc;ncia prestada), diretamente relacionado ao alcance de um dos resultados   esperados para o programa, motivou a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo avaliativo. A an&aacute;lise   de implanta&ccedil;&atilde;o empreendida objetivou avaliar a influ&ecirc;ncia do grau de   implanta&ccedil;&atilde;o do componente sobre o efeito esperado, o &oacute;bito por dengue. Os   resultados do trabalho foram sendo apresentados aos gestores e demais   envolvidos com o programa nos tr&ecirc;s n&iacute;veis de gest&atilde;o na medida em que iam sendo   analisados, o que permitiu uma covalida&ccedil;&atilde;o dos achados. Apontou-se que os   &oacute;bitos por dengue analisados deveram-se, sobretudo, &agrave; insuficiente observa&ccedil;&atilde;o   dos protocolos de manejo cl&iacute;nico da doen&ccedil;a nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de avaliados, com   inadequa&ccedil;&atilde;o no diagn&oacute;stico da doen&ccedil;a e na identifica&ccedil;&atilde;o dos sinais de   agravamento, na condu&ccedil;&atilde;o do tratamento e na refer&ecirc;ncia dos casos. O necess&aacute;rio   monitoramento dos casos graves e a investiga&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica dos &oacute;bitos por   dengue foram recomendados pelo estudo (procedimentos n&atilde;o realizados pelos   servi&ccedil;os avaliados), a fim de identificar e atuar prontamente sobre problemas   na qualidade da assist&ecirc;ncia, evitando desfechos indesej&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para discutir como tornar uma avalia&ccedil;&atilde;o &uacute;til e   apreciar se tem sido utilizada, o presente artigo adotou e adaptou o modelo   proposto por Hartz et al.<sup>22</sup> (<a href="/img/revistas/csp/v28n11/a09fig01.jpg">Figura 1</a>), que configura o debate em   quatro eixos com base nas contribui&ccedil;&otilde;es dos autores analisados: modos de   produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento; modelos de uso da avalia&ccedil;&atilde;o; avalia&ccedil;&atilde;o com foco na   utilidade; e tipos e n&iacute;veis de influ&ecirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o. Ao modelo proposto   acrescentou-se o diagrama de circula&ccedil;&atilde;o de fatos cient&iacute;ficos<sup>20</sup>, com   o prop&oacute;sito de mapear e associar os eventos e incri&ccedil;&otilde;es das avalia&ccedil;&otilde;es, aos   eixos acima referidos, tomados como categorias de an&aacute;lise.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Eventos s&atilde;o acontecimentos capazes de   provocar mudan&ccedil;as em um sistema de programa<sup>20,29</sup>. S&atilde;o   referidos como qualquer experimento ou a&ccedil;&atilde;o com consequ&ecirc;ncia para a   historicidade da   interven&ccedil;&atilde;o, significando n&atilde;o apenas a passagem do tempo, mas o fato de algo   ter sido transformado. Eles n&atilde;o evoluem linearmente, mas produzem   novas transla&ccedil;&otilde;es quando outros interesses, necessidades, limites,   conhecimentos se apresentam<sup>20</sup>. Para o prop&oacute;sito do artigo, foram denominados eventos da avalia&ccedil;&atilde;o   situa&ccedil;&otilde;es que suscitaram decis&otilde;es no &acirc;mbito do PNCD, em qualquer dos n&iacute;veis de   gest&atilde;o do programa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A circula&ccedil;&atilde;o dos eventos da avalia&ccedil;&atilde;o   produzem inscri&ccedil;&otilde;es, compreendidas como toda forma em que os produtos do   conhecimento s&atilde;o materializados, seja num documento, num registro, num signo,   num tra&ccedil;o, permitindo sua mobilidade e portanto novas transla&ccedil;&otilde;es e   articula&ccedil;&otilde;es, por&eacute;m mantendo as suas caracter&iacute;sticas<sup>20,30</sup>. S&atilde;o   esses registros que circulam entre os atores envolvidos, em movimento que   requer a mobiliza&ccedil;&atilde;o dos fatos pertinentes e relevantes para cada grupo; o   interesse dos atores e de outros poss&iacute;veis usu&aacute;rios; a forma&ccedil;&atilde;o de alian&ccedil;as   endere&ccedil;adas &agrave; busca de consensos e aliados para as proposi&ccedil;&otilde;es de interesse dos   grupos; e a express&atilde;o dos consensos em decis&otilde;es e normatiza&ccedil;&otilde;es coletivas, de   natureza institucional<sup>20</sup>. Nesse sentido, os registros   do processo avaliativo, materializados em qualquer formato que permita sua   circula&ccedil;&atilde;o (relat&oacute;rios, artigos cient&iacute;ficos, normatiza&ccedil;&otilde;es, decis&otilde;es de   gestores, material did&aacute;tico), foram definidos como inscri&ccedil;&otilde;es dos   estudos de avalia&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como pesquisa qualitativa, para coleta   de dados considerou-se documentos e registros relacionados tanto ao processo de   trabalho, referente &agrave;s etapas de elabora&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o dos estudos   avaliativos, quanto aos resultados dos estudos. Os seguintes documentos foram   analisados: relat&oacute;rios dos estudos avaliativos, atas de reuni&atilde;o e encontros   entre equipe de avalia&ccedil;&atilde;o e de coordena&ccedil;&atilde;o do programa nos tr&ecirc;s n&iacute;veis de   gest&atilde;o, relat&oacute;rios de semin&aacute;rio de apresenta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o dos resultados das   avalia&ccedil;&otilde;es, atividades e produ&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e cient&iacute;fica no &acirc;mbito do PNCD. Como   quest&atilde;o norteadora para identifica&ccedil;&atilde;o dos eventos e inscri&ccedil;&otilde;es da avalia&ccedil;&atilde;o na   an&aacute;lise documental considerou-se toda refer&ecirc;ncia &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o dos estudos   avaliativos no desenvolvimento do programa. Tomou-se como unidade de an&aacute;lise a   coordena&ccedil;&atilde;o do PNCD nos tr&ecirc;s &acirc;mbitos de gest&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS),   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretarias Estadual e Municipal de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O presente trabalho &eacute; parte integrante do projeto de   pesquisa denominado <i>Avalia&ccedil;&atilde;o da     Qualidade da Assist&ecirc;ncia Prestada aos Pacientes de Dengue nos Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de</i>,   que foi submetido ao Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do Instituto de Medicina   Integral Prof. Fernando Figueira (IMIP), com o n&uacute;mero 646 e aprovado em 6 de   dezembro de 2007.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em uma primeira an&aacute;lise, identificou-se os eventos   e as inscri&ccedil;&otilde;es produzidas no processo de avalia&ccedil;&atilde;o, de acordo com o per&iacute;odo de   ocorr&ecirc;ncia, descritos na <a href="/img/revistas/csp/v28n11/a09tab01.jpg">Tabela 1</a>. Os eventos e inscri&ccedil;&otilde;es concentraram-se nos   dois primeiros anos do per&iacute;odo. Observou-se que algumas inscri&ccedil;&otilde;es, embora   referidas a um evento espec&iacute;fico, se expressam em um momento posterior ao   evento; outras vezes, uma inscri&ccedil;&atilde;o registrada num momento n&atilde;o est&aacute; referida ao   evento identificado na mesma &eacute;poca e sim ao processo mais geral da avalia&ccedil;&atilde;o do   programa. O evento Defini&ccedil;&atilde;o da realiza&ccedil;&atilde;o do Estudo 1, com a participa&ccedil;&atilde;o dos   envolvidos no programa, acontecido em 2007, por exemplo, possui uma inscri&ccedil;&atilde;o a   ele relacionada mas registrada em outro momento do processo avaliativo, em 2008   (participa&ccedil;&atilde;o dos avaliadores no 5º Curso Internacional de   Dengue, apresentando resultados parciais).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Identificou-se o 1º Semin&aacute;rio Internacional de Avalia&ccedil;&atilde;o do PNCD (SIA-PNCD) como evento e   n&atilde;o como inscri&ccedil;&atilde;o tal qual os outros SIA-PNCD, por tratar-se da primeira reuni&atilde;o com a presen&ccedil;a de atores dos v&aacute;rios   grupos de envolvidos com o programa e com o tema da avalia&ccedil;&atilde;o, bem como as   recomenda&ccedil;&otilde;es geradas na ocasi&atilde;o, entre elas a realiza&ccedil;&atilde;o do Estudo 2.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O evento Defini&ccedil;&atilde;o da   realiza&ccedil;&atilde;o do Estudo 2, com participa&ccedil;&atilde;o dos envolvidos no programa, acumulou v&aacute;rias inscri&ccedil;&otilde;es ao longo do per&iacute;odo, al&eacute;m de   produzir outros eventos. N&atilde;o apenas por ter gerado maior n&uacute;mero de registros,   mas principalmente pela import&acirc;ncia das consequ&ecirc;ncias para o programa, confere   ao evento uma maior express&atilde;o entre os demais. O Estudo 2 produziu   consequ&ecirc;ncias para gest&atilde;o e atividades do programa nos tr&ecirc;s n&iacute;veis do sistema,   bem como para os servi&ccedil;os de sa&uacute;de, como pode ser verificado pelas inscri&ccedil;&otilde;es   produzidas. Al&eacute;m de aspectos mais cient&iacute;ficos, como a valida&ccedil;&atilde;o do instrumento   de investiga&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos por dengue, influenciou decis&otilde;es gerenciais como o   investimento na atualiza&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de e a normativa quanto &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o   dos &oacute;bitos por dengue, medida at&eacute; ent&atilde;o n&atilde;o praticada pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.   Os &oacute;bitos por dengue passam a ser considerados como evento sentinela capaz de   identificar os eventuais problemas relacionados ao manejo cl&iacute;nico dos casos de   dengue, visando a evitar novas ocorr&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na segunda etapa da an&aacute;lise dos dados, os eventos e   inscri&ccedil;&otilde;es foram relacionados a tr&ecirc;s dos quatro eixos denominados como pilares   dos usos e influ&ecirc;ncia da avalia&ccedil;&atilde;o, apresentados na <a href="/img/revistas/csp/v28n11/a09tab02.jpg">Tabela 2</a>. O eixo denominado   modo de produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento n&atilde;o aparece descrito no quadro pois, por   decis&atilde;o da equipe de avalia&ccedil;&atilde;o em conjunto com os mandat&aacute;rios dos estudos,   definiu-se pela abordagem contextual no desenvolvimento do processo avaliativo,   assumindo que as quest&otilde;es, foco e procedimentos da avalia&ccedil;&atilde;o seriam pertinentes   &agrave;s demandas dos envolvidos com o PNCD.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O mesmo poderia ser dito sobre o eixo foco na   utilidade, por&eacute;m neste caso foi importante identificar se os eventos e   inscri&ccedil;&otilde;es apresentaram concord&acirc;ncia quanto &agrave; inten&ccedil;&atilde;o em favorecer a   utiliza&ccedil;&atilde;o das avalia&ccedil;&otilde;es nas decis&otilde;es sobre o programa. Observa-se a partir   dos eventos e inscri&ccedil;&otilde;es listados que os procedimentos dos     estudos, considerando a perspectiva dos usu&aacute;rios e suas necessidades desde o   momento inicial at&eacute; a finaliza&ccedil;&atilde;o do processo de avalia&ccedil;&atilde;o, foram coerentes com   o prop&oacute;sito inicial. Postula-se que essa coer&ecirc;ncia considere a correspond&ecirc;ncia   entre os prop&oacute;sitos e procedimentos metodol&oacute;gicos adotados<sup>14,15,16</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ressalta-se a maior ocorr&ecirc;ncia de eventos e   inscri&ccedil;&otilde;es nas categorias de uso instrumental da avalia&ccedil;&atilde;o e da influ&ecirc;ncia no   tempo imediato e fonte processual, indicando correspond&ecirc;ncia entre a abordagem   com foco na utilidade e o favorecimento da utiliza&ccedil;&atilde;o dos estudos durante o   decorrer do processo de trabalho. Chama aten&ccedil;&atilde;o, ainda, os eventos de natureza   coletiva, indicando o interesse institucional em adotar institucionalmente   produtos e recomenda&ccedil;&otilde;es gerados pelas avalia&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Espera-se do   processo avaliativo que ele contribua para um cont&iacute;nuo crescimento e melhoria   das pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas, a partir tanto dos procedimentos quanto dos   resultados das avalia&ccedil;&otilde;es. Esse empreendimento requer integra&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o   &agrave;s atividades institucionais, fazendo parte dos elementos organizacionais, da   cultura, das lideran&ccedil;as, dos sistemas e estruturas, e dos canais de   comunica&ccedil;&atilde;o. Necessita-se, assim, o alinhamento de valores, atitudes e   percep&ccedil;&otilde;es entre os atores envolvidos, avaliadores e tomadores de decis&atilde;o para   que apoiem e encorajem a aprendizagem organizacional<sup>31,32</sup>. A li&ccedil;&atilde;o   a ser aprendida, sugerida por Thoenig<sup>33</sup> (p. 57), &eacute; relativamente   otimista: "<i>n&atilde;o s&atilde;o especialistas ou sistemas sofisticados que contam... as barreiras     para a avalia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o tanto profissionais, t&eacute;cnicas ou intelectuais, mas     sim, pragm&aacute;ticas</i>". O que nos leva a   supor que s&atilde;o os mecanismos organizacionais e a atitude dos avaliadores, mais   do que os aspectos t&eacute;cnicos envolvidos na realiza&ccedil;&atilde;o dos estudos, os respons&aacute;veis   pelos limites e possibilidades para promo&ccedil;&atilde;o dos usos da avalia&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao revisitar o modelo te&oacute;rico proposto por Hartz et   al.<sup>22</sup>, adaptado para an&aacute;lise realizada neste trabalho,   identificou-se que a ado&ccedil;&atilde;o da abordagem contextual como modo de produ&ccedil;&atilde;o do   conhecimento e do foco na utilidade, definida para o processo de avalia&ccedil;&atilde;o do   PNCD, buscou atender a esse desafio: traduzir as necessidades program&aacute;ticas em   procedimentos v&aacute;lidos e orientados para a aprendizagem dos envolvidos com o   programa e a avalia&ccedil;&atilde;o. A participa&ccedil;&atilde;o ativa dos interessados,   buscando a pertin&ecirc;ncia das quest&otilde;es e dos procedimentos metodol&oacute;gicos,   mostrou-se favor&aacute;vel &agrave; utilidade da avalia&ccedil;&atilde;o, conforme apontado na literatura<sup>12,13,14,15,16,34,35</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Envolver os interessados na   interven&ccedil;&atilde;o e no tema da avalia&ccedil;&atilde;o em todo o processo de trabalho favoreceu a   circula&ccedil;&atilde;o dos eventos e inscri&ccedil;&otilde;es na rede de atuantes movimentada pelos   estudos. Essa atua&ccedil;&atilde;o em rede permitiu mobilizar instrumentos (conhecimentos   t&eacute;cnicos, procedimentos metodol&oacute;gicos), alinhar interesses e valores, motivar   outras redes (servi&ccedil;os de sa&uacute;de, organismos internacionais e institui&ccedil;&otilde;es de   pesquisa), legitimar o processo avaliativo (semin&aacute;rios e encontros), em busca   da realiza&ccedil;&atilde;o de um projeto comum<sup>36</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A utiliza&ccedil;&atilde;o dos achados produzidos no   decorrer do processo de trabalho ou dos resultados dos estudos pelos diferentes   n&iacute;veis de gest&atilde;o do PNCD n&atilde;o foi uma atitude passiva. Tal como apontado na   literatura, buscou-se o entrela&ccedil;amento do processo da avalia&ccedil;&atilde;o com os   procedimentos organizacionais, o que demandou uma amplia&ccedil;&atilde;o do papel dos   avaliadores envolvidos, procurando operar como facilitadores da aprendizagem<sup>2,14,37</sup>.   Por&eacute;m, tal como colocado por Preskill &amp; Caracelli<sup>2</sup>,   caberia indagar se as organiza&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m interesse em expandir o papel dos   avaliadores e se os avaliadores estariam preparados para esse desafio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Encarar esse desafio foi o prop&oacute;sito do processo de   avalia&ccedil;&atilde;o apresentado, experimentando-se um comprometimento m&uacute;tuo   com um ativo processo de participa&ccedil;&atilde;o e de aprendizagem. Numa proposta de   avalia&ccedil;&atilde;o participativa espera-se que os processos e produtos da atividade   avaliativa permeiem a pr&aacute;tica das organiza&ccedil;&otilde;es, favorecendo uma mudan&ccedil;a   institucional, social e pol&iacute;tica que envolve uma a&ccedil;&atilde;o conjunta de compreens&atilde;o,   an&aacute;lises e atribui&ccedil;&atilde;o de novos significados &agrave;s rotinas<sup>38</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vale ressaltar, entretanto, que, ainda que a ades&atilde;o   a algum modelo possa minimizar os obst&aacute;culos &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o, os   avaliadores veem-se limitados por conting&ecirc;ncias ambientais de processos rivais   ou condi&ccedil;&otilde;es inibidoras<sup>4,8</sup>. No processo apresentado isso pode ser   vivenciado como limites encontrados pelo estudo, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s quest&otilde;es ligadas   &agrave;s intera&ccedil;&otilde;es dos atores, com distintas <i>expertises,</i> forma&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas e culturas pol&iacute;ticas, confrontando experi&ecirc;ncia e informa&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica, e o processo de comunica&ccedil;&atilde;o em contextos pol&iacute;ticos e   organizacionais, o que refor&ccedil;a a compet&ecirc;ncia necess&aacute;ria para criar interesses e   estabelecer elos<sup>18</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A observa&ccedil;&atilde;o da vitalidade do processo avaliativo   empreendido e a compreens&atilde;o dos aspectos envolvidos na utiliza&ccedil;&atilde;o dos estudos,   foram facilitadas com o recurso &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de um modelo te&oacute;rico que permitiu   identificar e descrever os fatos da avalia&ccedil;&atilde;o (eventos e inscri&ccedil;&otilde;es) e sua   participa&ccedil;&atilde;o nas decis&otilde;es program&aacute;ticas e organizacionais ao longo do per&iacute;odo   analisado. O envolvimento ativo de gestores, coordenadores de programas,   profissionais, organiza&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os de sa&uacute;de, juntamente com avaliadores   atuando como facilitadores dos processos de aprendizagem, mostrou-se adequado   aos prop&oacute;sitos iniciais do estudo: favorecer a utiliza&ccedil;&atilde;o da avalia&ccedil;&atilde;o.   Contribuiu, ainda, para responder a uma d&uacute;vida que persegue avaliadores e   usu&aacute;rios da avalia&ccedil;&atilde;o: vale a pena o investimento na avalia&ccedil;&atilde;o de programas de   sa&uacute;de, considerando os recursos sempre insuficientes e a prioridade para a implementa&ccedil;&atilde;o   das a&ccedil;&otilde;es program&aacute;ticas?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A resposta a essa d&uacute;vida, ao fim do processo   vivenciado, &eacute; positiva. Na perspectiva aqui apresentada, tratando-se de   problemas de sa&uacute;de urgentes e complexos, justificaria investir em avalia&ccedil;&otilde;es na   medida em que se privilegie a participa&ccedil;&atilde;o dos interessados, a negocia&ccedil;&atilde;o das   quest&otilde;es pertinentes, dos processos de trabalho, e a discuss&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o   cont&iacute;nua dos achados das avalia&ccedil;&otilde;es com os envolvidos. Isso demandar&aacute; a   presen&ccedil;a de um avaliador que evolui do seu papel de um "intruso imparcial" para   "coinvestigador" no programa, atuando como facilitador, solucionador de   problemas, educador, t&eacute;cnico e amigo cr&iacute;tico<sup>39</sup>. Numa vis&atilde;o   construtivista da avalia&ccedil;&atilde;o, servindo a fins educacionais nos quais o &ecirc;xito &eacute;   julgado pela aprendizagem auferida, defende-se a ideia de que a discuss&atilde;o seja   substitu&iacute;da pelo di&aacute;logo, significando conversa&ccedil;&atilde;o, comunica&ccedil;&atilde;o valiosa e   construtiva, que coloca os avaliadores e respons&aacute;veis pelos programas como   coaprendizes e correspons&aacute;veis por seus usos<sup>40</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A. C. Figueir&oacute; trabalhou na concep&ccedil;&atilde;o,   delineamento, an&aacute;lise, interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados e reda&ccedil;&atilde;o do artigo.     Z. Hartz colaborou na concep&ccedil;&atilde;o, delineamento, reda&ccedil;&atilde;o final e revis&atilde;o cr&iacute;tica.   I. Samico colaborou na concep&ccedil;&atilde;o, reda&ccedil;&atilde;o final e revis&atilde;o cr&iacute;tica. E. A. P.   Cesse colaborou na reda&ccedil;&atilde;o final e revis&atilde;o cr&iacute;tica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Weiss CH. Where politics and   evaluation research meet. Am J Eval 1993; 14:93-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161185&pid=S0102-311X201200110000900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Preskill H, Caracelli V. Current   and developing conceptions of use: evaluation use tig survey results. Am J Eval   1997; 18:209-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161187&pid=S0102-311X201200110000900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Braga C, Albuquerque MFPM, Morais HM. A produ&ccedil;&atilde;o   do conhecimento cient&iacute;fico e as pol&iacute;ticas de sa&uacute;de p&uacute;blica: reflex&otilde;es a partir   da ocorr&ecirc;ncia da filariose na cidade do Recife, Pernambuco, Brasil. Cad Sa&uacute;de   P&uacute;blica 2004; 20:351-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161189&pid=S0102-311X201200110000900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Weiss CH. The interface between   evaluation and public policy. Evaluation 1999; 5:468-86.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161191&pid=S0102-311X201200110000900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Champagne F. The use of cientific   evidence and knowledge by managers. Groupe de Recherche Interdisciplinaire en   Sant&eacute;, N99-01. <a href="http://www.gris.umontreal.ca/rapportpdf/N99-01.pdf" target="_blank">http://www.gris.umontreal.ca/rapportpdf/N99-01.pdf</a> (acessado em 12/Jan/2010).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161193&pid=S0102-311X201200110000900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Weiss CH, Murphy-Graham E,   Birkeland S. An alternative route to policy influence: how evaluations affect   D.A.R.E. Am J Eval 2005; 26:12-30.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161195&pid=S0102-311X201200110000900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Kirkhart KE. Reconceptualizing   evaluation use: an integrated theory of influence. New Directions for   Evaluation 2000; 88:5-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161197&pid=S0102-311X201200110000900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Mark MM, Henry GT. The mechanisms   and outcomes of evaluation influence. Evaluation 2004; 10:35-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161199&pid=S0102-311X201200110000900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Henry GT, Mark MM. Beyond USE:   understanding evaluation's influence on attitudes and actions. Am J Eval 2003;   24:293-314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161201&pid=S0102-311X201200110000900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Denis JL, Lehoux P, Champagne F. A   knowledge utilization perspective on fine-tuning dissemination and   contextualizing knowledge. In: Lemieux-Charles L, Champagne F, editors. Using   knowledge and evidence in health care: multidisciplinary perspectives. Toronto:   University of Toronto Press; 2004. p. 1-40.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161203&pid=S0102-311X201200110000900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Boaz A, Hayden C. Pro-active   evaluators: enabling research to be useful, usable and used. Evaluation 2002;   8:440-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161205&pid=S0102-311X201200110000900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Patton MQ. The challenges of   making evaluation useful. Ensaio: Avalia&ccedil;&atilde;o e Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas em Educa&ccedil;&atilde;o   2005; 13:67-78.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161207&pid=S0102-311X201200110000900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Patton MQ. Evaluate development,   develop evaluation: a pathway to Africa's future seven misconceptions and   lessons learned. <a href="http://www.pnud.ne/rense/AfrEA%202007/AfrEA2007_Pl%E9ni%E8res/Presentation_MQP.pdf" target="_blank">http://www.pnud.ne/rense/AfrEA%202007/AfrEA2007_Pl%E9ni%E8res/Presentation_MQP.pdf</a> (acessado em 07/Nov/2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161209&pid=S0102-311X201200110000900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Patton MQ. Utilization-focused   evaluation: the new century text. 3<sup>rd</sup> Ed. Thousand Oaks: Sage   Publications; 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161211&pid=S0102-311X201200110000900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Mark MM, Henry GT, Julnes G.   Evaluation: an integrated framework for understanding, guiding, and improving   policies and programs. San Francisco: Jossey-Bass; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161213&pid=S0102-311X201200110000900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Alkin MC. Evaluation roots:   tracing theorists' views and influences. Thousand Oaks: Sage Publications;   2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161215&pid=S0102-311X201200110000900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Pouvourville G. Public health   research: between science and action? Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 1999; 15:889-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161217&pid=S0102-311X201200110000900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Trostle J, Bronfman M, Langer A.   How do researchers influence decision makers? Case studies of Mexican policies.   Health Policy Plann 1999; 14:103-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161219&pid=S0102-311X201200110000900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Garcia RC. Subs&iacute;dios para organizar avalia&ccedil;&otilde;es da   a&ccedil;&atilde;o governamental. Bras&iacute;lia: Instituto de Pesquisa Econ&ocirc;mica Aplicada; 2001.   (Texto para Discuss&atilde;o, 776).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161221&pid=S0102-311X201200110000900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Latour B. A esperan&ccedil;a de pandora. S&atilde;o Paulo: EDUSC;   2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161223&pid=S0102-311X201200110000900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Hartz ZMA, Contandriopoulos AP. Do qu&ecirc; ao pra qu&ecirc;   da meta-avalia&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. In: Hartz ZMA, Vieira-da-Silva LM, Felisberto E,   organizadores. Meta-avalia&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica em Sa&uacute;de: teoria e pr&aacute;tica. Rio   de Janeiro: Editora Fiocruz; 2008. p. 27-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161225&pid=S0102-311X201200110000900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Hartz ZMA, Denis JL, Moreira E,   Matida A. From knowledge to action: challenges and opportunities for increasing   the use of evaluation in health promotion policies and practices. In: McQueen   DV, Potvin L, editors. Health promotion evaluation practices in the Americas:   values and research. New York: Springer; 2008. p. 101-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161227&pid=S0102-311X201200110000900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Weiss CH. Have we learned anything   new about the use of evaluation? Am J Eval 1998; 19:21-33.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161229&pid=S0102-311X201200110000900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Feinstein O. Use of evaluations   and evaluations of their use. Evaluation 2002; 8:433-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161231&pid=S0102-311X201200110000900024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Figueir&oacute; AC, S&oacute;ter AP, Braga C,   Hartz ZMA, Samico I. An&aacute;lise da l&oacute;gica de interven&ccedil;&atilde;o do Programa Nacional de   Controle da Dengue. Rev Bras Sa&uacute;de Matern Infant 2010; 10 Suppl 1:93-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161233&pid=S0102-311X201200110000900025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Champagne F, Brousselle A, Hartz Z, Contandriopoulos AP. La   mod&eacute;lisation des interventions. In: Brousselle A, Champagne F, Contandriopoulos   AP, Hartz Z, editors. Concepts et m&eacute;thodes d'&eacute;valuation des interventions.   Montreal: Les Presses de l'Universit&eacute; de Montr&eacute;al; 2009. p. 57-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161235&pid=S0102-311X201200110000900026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da   Sa&uacute;de. Dengue. Documento T&eacute;cnico, 44. <a href="http://www.paho.org/spanish/gov/cd/cd44-14-s.pdf" target="_blank">http://www.paho.org/spanish/gov/cd/cd44-14-s.pdf</a> (acessado em 14/Dez/2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161237&pid=S0102-311X201200110000900027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Figueir&oacute; AC, Hartz ZMA, Brito CAA, Samico I,   Siqueira Filha NT, Cazarin G, et al. &Oacute;bito por dengue como evento sentinela   para avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade da assist&ecirc;ncia: estudo de caso em dois munic&iacute;pios   da Regi&atilde;o Nordeste, Brasil, 2008. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2011; 27:2373-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161239&pid=S0102-311X201200110000900028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Felisberto E, Freese E, Alves CKA, Bezerra LCA,   Samico I. An&aacute;lise da sustentabilidade de uma pol&iacute;tica de avalia&ccedil;&atilde;o: o caso da   aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica no Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2010; 26:1079-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161241&pid=S0102-311X201200110000900029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Kropf SP, Ferreira LO. A pr&aacute;tica da ci&ecirc;ncia: uma   etnografia no laborat&oacute;rio. Hist Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de-Manguinhos; 1998; 4:597-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161243&pid=S0102-311X201200110000900030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Preskill H, Torres RT. Building   capacity for organizational learning through evaluative inquiry. Evaluation   1999; 5:42-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161245&pid=S0102-311X201200110000900031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Torres RT, Preskill H. Evaluation   and organizational learning: past, present, and future. Am J Eval 2001;   22:387-95.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161247&pid=S0102-311X201200110000900032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. Thoenig JC. Avalia&ccedil;&atilde;o como conhecimento utiliz&aacute;vel   para reformas de gest&atilde;o p&uacute;blica. Revista do Servi&ccedil;o P&uacute;blico 2000; 51:55-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161249&pid=S0102-311X201200110000900033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">34. Cousins JB, Leithwood KA. Current   empirical research on evaluation utilization. Review of Educational Research   1986; 56:331-64.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161251&pid=S0102-311X201200110000900034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35. Johnson K, Greenseid LO, Toal SA,   King JA, Lawrenz F, Volkov B. Research on evaluation use: a review of the   empirical literature from 1986 to 2005. Am J Eval 2009; 30:377-410.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161253&pid=S0102-311X201200110000900035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36. Callon M, Latour B. Les paradoxes de   la modernit&eacute;. Comment concevoir les innovations? Cl&eacute;s pour l'analyse   sociotechnicque. Prospective et Sant&eacute; 1986; 36:13-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161255&pid=S0102-311X201200110000900036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">37. Shulha LM, Cousins JB. Evaluation   use: theory, research, and practice since 1986. Eval Pract 1997, 8:195-208.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161257&pid=S0102-311X201200110000900037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">38. Russell S, Williams R. Social   shaping of technology: frameworks, findings and implications for policy. In:   S&oslash;rensen K, Williams R, editors. Shaping technology, guiding policy.   Cheltenham: Edward Elgar; 2002. p. 37-131.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161259&pid=S0102-311X201200110000900038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">39. Caracelli VJ. Evaluation use at   the threshold of the twenty-first century. New Directions for Evaluation 2000;   88:99-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161261&pid=S0102-311X201200110000900039&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">40. Rossman GB, Rallis SF. Critical   inquiry and use as action. New Directions for Evaluation 2000; 88:    55-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161263&pid=S0102-311X201200110000900040&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="end"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/csp/v28n11/seta.jpg" border="0"></a> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Correspond&ecirc;ncia</b><br />   A. C.   Figueir&oacute;<br />   Instituto de   Medicina Integral Prof. Fernando Figueira.<br />   Rua dos   Coelhos 300, Recife, PE 50070-550, Brasil.</font>    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a href="mailto:anaclaudiafigueiro@gmail.com">anaclaudiafigueiro@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 10/Jan/2012<br />   Vers&atilde;o final reapresentada em 03/Jul/2012<br />   Aprovado em 07/Ago/2012</font></p>      ]]></body><back>
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