<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0102-311X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cad. Saúde Pública]]></abbrev-journal-title>
<issn>0102-311X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0102-311X2012001100010</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0102-311X2012001100010</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Assistência pré-natal nos serviços públicos e privados de saúde: estudo transversal de base populacional em Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Prenatal care in public and private health services: a population-based survey in Rio Grande, Rio Grande do Sul State, Brazil]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cesar]]></surname>
<given-names><![CDATA[Juraci A.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sutil]]></surname>
<given-names><![CDATA[Andréa T.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Gabriela B. dos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[Carolina F.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mendoza-Sassi]]></surname>
<given-names><![CDATA[Raúl A.]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Rio Grande ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Pelotas  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Pelotas ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>28</volume>
<numero>11</numero>
<fpage>2106</fpage>
<lpage>2114</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-311X2012001100010&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0102-311X2012001100010&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0102-311X2012001100010&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Este estudo teve por objetivo avaliar a assistência recebida durante o pré-natal nos setores público e privado em Rio Grande, Rio Grande do Sul, Brasil. Aplicou-se questionário padronizado a todas as mães residentes nesse município, cujos filhos nasceram nas duas únicas maternidades locais entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2010. Os locais de consultas avaliados no setor público foram as unidades básicas de saúde (UBS) com e sem Estratégia Saúde da Família (ESF) e os ambulatórios; no setor privado foram as clínicas de convênio e os consultórios particulares. Utilizou-se o teste qui-quadrado para comparar proporções. A taxa de respondentes foi de 97,2% (2.395 em 2.464). Dentre as 23 variáveis e indicadores avaliados nesses locais, sete mostraram nítida vantagem para mães que consultaram na ESF e seis para mães atendidas em clínica de convênio e consultório particular. Quatro variáveis mostraram cobertura praticamente universal nos cinco locais estudados. A assistência pré-natal mostrou melhor cobertura para gestantes atendidas no setor privado. Gestantes atendidas na ESF apresentaram cobertura semelhante àquela observada no setor privado.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to evaluate public and private prenatal care for women in Rio Grande, Rio Grande do Sul State, Brazil. Women who gave birth at the two local maternity hospitals from January 1 to December 31, 2010, answered a standardized questionnaire. The interview sites in the public sector were primary health care units with and without the Family Health Strategy (FHS) and outpatient clinics; the private sector included clinics operated by health plans and private physicians' offices. The chi-square test was used to compare proportions. The response rate was 97.2% (2,395 out of 2,464). Among the 23 target variables and indicators, seven showed a clear advantage for mothers who had received prenatal care under the FHS and six for health plan clinics and private offices. Four variables showed virtually universal coverage at all five study sites. Prenatal care showed better coverage for pregnant women treated in the private sector. Pregnant women treated under the FHS showed similar coverage to that in the private sector.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cuidado Pré-Natal]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Avaliação de Serviços de Saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Cobertura de Serviços de Saúde]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Prenatal Care]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Health Services Evaluation]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Health Services Coverage]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b> ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Assist&ecirc;ncia   pr&eacute;-natal nos servi&ccedil;os p&uacute;blicos e privados de sa&uacute;de: estudo transversal de     base populacional em Rio Grande,     Rio Grande do Sul, Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Prenatal   care in public and private health services: a population-based survey in Rio   Grande, Rio Grande do Sul State, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Juraci A.   Cesar<sup>I,II</sup>; Andr&eacute;a T.   Sutil<sup>I</sup>; Gabriela B.   dos Santos<sup>I</sup>; Carolina F.   Cunha<sup>I</sup>; Ra&uacute;l A.   Mendoza-Sassi<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Divis&atilde;o de Popula&ccedil;&atilde;o &amp; Sa&uacute;de, Universidade Federal do   Rio Grande, Rio Grande, Brasil<br />   <sup>II</sup>Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Epidemiologia, Universidade   Federal de Pelotas, Pelotas, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo teve por objetivo avaliar a assist&ecirc;ncia   recebida durante o pr&eacute;-natal nos setores p&uacute;blico e privado em Rio Grande, Rio   Grande do Sul, Brasil. Aplicou-se question&aacute;rio padronizado a todas as m&atilde;es   residentes nesse munic&iacute;pio, cujos filhos nasceram nas duas &uacute;nicas maternidades   locais entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2010. Os   locais de consultas avaliados no setor p&uacute;blico foram as unidades b&aacute;sicas de   sa&uacute;de (UBS) com e sem Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF) e os ambulat&oacute;rios; no   setor privado foram as cl&iacute;nicas de conv&ecirc;nio e os consult&oacute;rios particulares.   Utilizou-se o teste qui-quadrado para comparar propor&ccedil;&otilde;es. A taxa de   respondentes foi de 97,2% (2.395 em 2.464). Dentre as 23 vari&aacute;veis e   indicadores avaliados nesses locais, sete mostraram n&iacute;tida vantagem para m&atilde;es   que consultaram na ESF e seis para m&atilde;es atendidas em cl&iacute;nica de conv&ecirc;nio e   consult&oacute;rio particular. Quatro vari&aacute;veis mostraram cobertura praticamente   universal nos     cinco locais estudados. A assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal mostrou melhor cobertura para   gestantes atendidas no setor privado. Gestantes atendidas na ESF apresentaram   cobertura semelhante &agrave;quela observada no setor privado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cuidado Pr&eacute;-Natal; Avalia&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de; Cobertura   de Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This study   aimed to evaluate public and private prenatal care for women in Rio Grande, Rio   Grande do Sul State, Brazil. Women who gave birth at the two local maternity   hospitals from January 1 to December 31, 2010, answered a standardized   questionnaire. The interview sites in the public sector were primary health   care units with and without the Family Health Strategy (FHS) and outpatient   clinics; the private sector included clinics operated by health plans and private   physicians' offices. The chi-square test was used to compare proportions. The   response rate was 97.2% (2,395 out of 2,464). Among the 23 target variables and   indicators, seven showed a clear advantage for mothers who had received   prenatal care under the FHS and six for health plan clinics and private   offices. Four variables showed virtually universal coverage at all five study   sites. Prenatal care showed better coverage for pregnant women treated in the   private sector. Pregnant women treated under the FHS showed similar coverage to   that in the private sector. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Prenatal Care;   Health Services Evaluation; Health Services Coverage</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A oferta de pr&eacute;-natal adequado reduz a   morbimortalidade materno-infantil<sup>1</sup>. O n&uacute;mero de consultas de   pr&eacute;-natal est&aacute; diretamente associado ao melhor resultado gestacional, e isto se   expressa em termos de melhor crescimento intrauterino, maior peso ao nascer,   menor ocorr&ecirc;ncia de prematuridade, de mortalidade neonatal e de adoecimento e   morte entre m&atilde;es<sup>2,3,4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nas &uacute;ltimas duas d&eacute;cadas, houve, por parte do setor   p&uacute;blico brasileiro, importante investimento na assist&ecirc;ncia b&aacute;sica em sa&uacute;de. Em   1994, o Governo Federal lan&ccedil;ou o Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, atual Estrat&eacute;gia   Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF), com o objetivo de reorientar o modelo assistencial por   meio da oferta de cuidados nas unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de (UBS). Atualmente, s&atilde;o   cerca de 30 mil equipes multiprofissionais presentes em aproximadamente 5,2 mil   munic&iacute;pios brasileiros. Isso levou a um substancial aumento da cobertura da assist&ecirc;ncia   pr&eacute;-natal, sobretudo nas &aacute;reas mais carentes<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No ano 2000, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de instituiu o   Programa de Humaniza&ccedil;&atilde;o no Pr&eacute;-natal e Nascimento (PHPN). Um dos principais   objetivos dessa iniciativa foi assegurar acesso, melhorar a cobertura e a   qualidade do pr&eacute;-natal oferecido, al&eacute;m de preparar as unidades de sa&uacute;de para   receber de forma acolhedora a gestante, seus familiares e o rec&eacute;m-nascido<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal no Brasil vem melhorando   substancialmente<sup>6</sup>. V&aacute;rios procedimentos cl&iacute;nicos e exames   laboratoriais aproximam-se da universaliza&ccedil;&atilde;o. Isso tem sido observado em   diferentes localidades e em diferentes regi&otilde;es do pa&iacute;s<sup>7,8,9,10</sup>. Apesar   disso, n&atilde;o s&atilde;o poucas as publica&ccedil;&otilde;es a assegurar que o pr&eacute;-natal realizado no   setor privado &eacute; melhor que aquele oferecido no setor p&uacute;blico<sup>3,11,12</sup>.   Essa melhoria implica maior cobertura para os diversos indicadores da   assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal entre gestantes atendidas no setor p&uacute;blico em rela&ccedil;&atilde;o   &agrave;quelas atendidas no setor privado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este artigo teve por objetivo estimar a cobertura   para diversos exames laboratoriais, procedimentos cl&iacute;nicos e orienta&ccedil;&otilde;es   recebidas durante o pr&eacute;-natal, entre gestantes atendidas em UBS com e sem ESF,   ambulat&oacute;rios p&uacute;blicos e cl&iacute;nicas de conv&ecirc;nio, e consult&oacute;rios particulares em   Rio Grande, munic&iacute;pio de porte m&eacute;dio localizado no extremo sul do Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Munic&iacute;pio de Rio Grande possui cerca de 200 mil   habitantes, &eacute; litor&acirc;neo, est&aacute; localizado a 300km de Porto Alegre (capital do   Estado do Rio Grande do Sul) e a 250km da divisa com o Uruguai, e a atividade   portu&aacute;ria &eacute;, atualmente, sua principal fonte de renda. Em 2010, possu&iacute;a 197 mil   habitantes, taxa de alfabetiza&ccedil;&atilde;o de 95,4%, expectativa de vida ao nascer de 69   anos, coeficiente de mortalidade infantil de 11,4/1.000 e, neste ano, n&atilde;o houve   um &uacute;nico &oacute;bito materno no munic&iacute;pio. O produto interno bruto <i>per capita</i> era de R$ 32 mil e,   dentre os 496 munic&iacute;pios ga&uacute;chos, ocupava a 10<u>ª</u> posi&ccedil;&atilde;o no   quesito &iacute;ndice de desenvolvimento socioecon&ocirc;mico e a 435<u>ª</u> em   termos de indicadores de sa&uacute;de (Funda&ccedil;&atilde;o de Economia e Estat&iacute;stica Siegfried   Emanuel Heuser. Resumo estat&iacute;stico RS. <a href="http://www.fee.tche.br/sitefee/pt/content/resumo/pg_municipios_detalhe.php?municipio=Rio+Grande" target="_blank">http://www.fee.tche.br/sitefee/pt/content/resumo/pg_municipios_detalhe.php?municipio=Rio+Grande</a>,   acessado em 22/Jun/2012).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados   apresentados neste trabalho fazem parte do estudo <i>Perinatal_2010,</i> conduzido neste munic&iacute;pio. Este estudo incluiu   todos os nascimentos com peso igual ou superior a 500 gramas ou pelo menos 20   semanas de idade gestacional, ocorridos nas maternidades da Santa Casa de   Miseric&oacute;rdia e no Hospital Universit&aacute;rio da Universidade Federal do Rio Grande     (HU-FURG), entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2010. Al&eacute;m   disso, suas m&atilde;es deveriam residir em &aacute;rea rural ou urbana do munic&iacute;pio. O   delineamento utilizado foi do tipo transversal (seccional ou de preval&ecirc;ncia)   com as m&atilde;es sendo entrevistadas na maternidade por ocasi&atilde;o do parto<sup>13</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todas as informa&ccedil;&otilde;es foram coletadas por meio de   question&aacute;rio &uacute;nico pr&eacute;-codificado, com a quase totalidade das perguntas   fechadas e aplicado &agrave; m&atilde;e em at&eacute; 24 horas ap&oacute;s o parto. Esse question&aacute;rio   buscou informa&ccedil;&otilde;es sobre o local de resid&ecirc;ncia da fam&iacute;lia, caracter&iacute;sticas   demogr&aacute;ficas, ocupa&ccedil;&atilde;o, hist&oacute;ria reprodutiva e h&aacute;bitos de vida das m&atilde;es; n&iacute;vel   socioecon&ocirc;mico, posse de eletrodom&eacute;sticos e condi&ccedil;&otilde;es de habita&ccedil;&atilde;o e saneamento   de suas fam&iacute;lias, al&eacute;m de caracter&iacute;sticas do trabalho do pai; assist&ecirc;ncia   recebida durante a gesta&ccedil;&atilde;o e o parto, acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os   preventivos e curativos em sa&uacute;de, e imuniza&ccedil;&atilde;o antitet&acirc;nica. A idade   gestacional do rec&eacute;m-nascido foi obtida a partir da data da &uacute;ltima menstrua&ccedil;&atilde;o   (DUM) anotada no cart&atilde;o da gestante, ou referida pela m&atilde;e e por   ultrassonografia realizada entre a 6<u>ª</u> e a 20<u>ª</u> semanas de gesta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em cada um dos locais de realiza&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-natal   perguntou-se &agrave; m&atilde;e o nome do m&eacute;dico que a atendeu na maioria das consultas. No   caso das UBS, com base em lista fornecida pela Secretaria Municipal de Sa&uacute;de   verificava-se se aquele profissional pertencia de fato a ESF. Em caso de   d&uacute;vida, contactava-se a coordena&ccedil;&atilde;o do programa. Se a gestante realizou   consulta de pr&eacute;-natal em mais de um local, foi computado como local de   realiza&ccedil;&atilde;o aquele em que ela realizou o maior n&uacute;mero de consultas. No caso de   ter feito o mesmo n&uacute;mero de consultas em diferentes locais, definiu-se como   local de realiza&ccedil;&atilde;o aquele em que ela concluiu o maior n&uacute;mero de consultas no   primeiro trimestre de gravidez, depois no segundo e, por &uacute;ltimo, no terceiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A adequa&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-natal foi avaliada segundo   crit&eacute;rios propostos por Takeda<sup>14</sup> e Silveira et al.<sup>15</sup>.   Takeda<sup>14</sup> combina o n&uacute;mero total de consultas com o momento de   ingresso ao pr&eacute;-natal e tr&ecirc;s categorias s&atilde;o estabelecidas: "adequado", para   seis ou mais consultas de pr&eacute;-natal antes de cinco meses de gesta&ccedil;&atilde;o;   "inadequado", menos de tr&ecirc;s consultas e se estas ocorrem ap&oacute;s o s&eacute;timo m&ecirc;s de   gesta&ccedil;&atilde;o; e "intermedi&aacute;rio", que engloba as demais situa&ccedil;&otilde;es. Silveira et al.<sup>15</sup> consideram o pr&eacute;-natal como "adequado" se forem realizadas seis ou mais   consultas e se o in&iacute;cio aconteceu antes do quinto m&ecirc;s de gesta&ccedil;&atilde;o, mais a realiza&ccedil;&atilde;o   de pelo menos dois exames qualitativos de urina, hemoglobina e VDRL;   "inadequado" para tr&ecirc;s consultas com in&iacute;cio ap&oacute;s o s&eacute;timo m&ecirc;s de gesta&ccedil;&atilde;o, sem   a realiza&ccedil;&atilde;o de qualquer um dos exames citados; e "intermedi&aacute;rio" para as   demais situa&ccedil;&otilde;es. Nos dois crit&eacute;rios, dados n&atilde;o lembrados pelas gestantes foram   classificados na categoria "ignorado".</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tr&ecirc;s   entrevistadoras graduadas na &aacute;rea de ci&ecirc;ncias humanas foram contratadas para   realizar essas entrevistas. O treinamento das entrevistadoras consistiu de   leitura do question&aacute;rio e do manual de instru&ccedil;&otilde;es e de simula&ccedil;&atilde;o de   entrevistas. O estudo piloto foi realizado na primeira quinzena de dezembro de   2009 nos mesmos locais onde foi, posteriormente, realizada a coleta de dados.   Essas entrevistadoras permaneceram por ocasi&atilde;o da coleta de dados em regime de   rod&iacute;zio mensal nas duas maternidades. M&atilde;es residentes no Munic&iacute;pio de Rio   Grande foram convidadas a participar do estudo, ocasi&atilde;o em que assinavam o   Termo de Consentimento autorizando a realiza&ccedil;&atilde;o da entrevista. Uma c&oacute;pia desse   termo ficava de posse de cada uma delas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os question&aacute;rios aplicados foram codificados pelas   pr&oacute;prias entrevistadoras ao final de cada dia de trabalho e entregues na sede   do projeto, onde todos foram revisados. Em seguida, utilizando-se o programa   Epidata 3.1 (Epidata Association, Odense, Dinamarca), esses question&aacute;rios foram   digitados e corrigidos para valores inconsistentes. A an&aacute;lise dos dados, que   constou da compara&ccedil;&atilde;o de propor&ccedil;&otilde;es pelo teste qui-quadrado, foi realizada   utilizando-se o Stata 11.2 (Stata Corp., College Station, Estados Unidos).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O controle de qualidade constou de repeti&ccedil;&atilde;o de   cerca de 5% das entrevistas, sendo estas realizadas, na maioria das vezes, por   telefone. O protocolo de pesquisa foi submetido e aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica   em Pesquisa na &Aacute;rea da Sa&uacute;de (CEPAS) da FURG. Al&eacute;m disso, garantiu-se &agrave; m&atilde;e   confidencialidade dos dados coletados, a participa&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria e a   possibilidade de deixar o estudo a qualquer momento, sem necessidade de   justificativa. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre as 2.464 gestantes residentes no Munic&iacute;pio   de Rio Grande que tiveram filhos em 2010, 2.395 (97,2%) foram inclu&iacute;das neste   trabalho. Para as outras 69, 51 n&atilde;o foram encontradas e 18 recusaram-se a   participar do estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/csp/v28n11/a10tab01.jpg">Tabela 1</a> mostra que as parturientes que realizaram   consultas de pr&eacute;-natal no setor p&uacute;blico eram, em m&eacute;dia, tr&ecirc;s anos mais novas,   apresentavam maior propor&ccedil;&atilde;o de cor da pele parda e preta, viviam em menor   propor&ccedil;&atilde;o com companheiro, possu&iacute;am, em media, tr&ecirc;s anos a menos de   escolaridade e cerca de metade da renda daquelas que realizaram o pr&eacute;-natal no   setor privado. Por fim, duas em cada tr&ecirc;s delas tiveram a primeira gravidez na   adolesc&ecirc;ncia, contra menos de um ter&ccedil;o daquelas atendidas no setor privado. A   taxa de ocorr&ecirc;ncia de aborto foi a mesma nos dois grupos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na <a href="/img/revistas/csp/v28n11/a10tab02.jpg">Tabela 2</a> &eacute; poss&iacute;vel verificar vantagem   sistem&aacute;tica para gestantes atendidas no setor privado para a realiza&ccedil;&atilde;o de seis   ou mais consultas de pr&eacute;-natal, trimestre de in&iacute;cio do pr&eacute;-natal, efetiva&ccedil;&atilde;o de   exames laboratoriais e cl&iacute;nicos, orienta&ccedil;&atilde;o sobre o uso de medicamentos e   pr&aacute;tica de exerc&iacute;cio f&iacute;sico durante a gesta&ccedil;&atilde;o, realiza&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-natal com o   mesmo m&eacute;dico e adequa&ccedil;&atilde;o do pr&eacute;-natal. Gestantes atendidas no setor p&uacute;blico   mostraram vantagem significativa no que diz respeito &agrave; cobertura para vacina&ccedil;&atilde;o   antitet&acirc;nica e suplementa&ccedil;&atilde;o com sulfato ferroso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/csp/v28n11/a10tab03.jpg">Tabela 3</a> mostra a preval&ecirc;ncia de realiza&ccedil;&atilde;o de   cada um dos procedimentos cl&iacute;nicos, exames laboratoriais e orienta&ccedil;&otilde;es   recebidas durante as consultas de pr&eacute;-natal de acordo com os cinco locais de   consulta avaliados. Dentre os 23 indicadores considerados, sete deles   apresentaram maior cobertura nos locais de atua&ccedil;&atilde;o da ESF, seis em cl&iacute;nica de   conv&ecirc;nio e seis em consult&oacute;rio particular. Quatro dos indicadores avaliados   (verifica&ccedil;&atilde;o do peso, da press&atilde;o arterial, altura uterina e data da &uacute;ltima menstrua&ccedil;&atilde;o)   mostraram cobertura praticamente universal em todos os locais de consulta   estudados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gestantes atendidas no setor p&uacute;blico estiveram em   desvantagem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;quelas atendidas no setor privado no que diz respeito a   caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas, socioecon&ocirc;micas, reprodutivas e de cobertura para   a quase totalidade dos indicadores da assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal avaliados. Em   rela&ccedil;&atilde;o ao local de consulta, verificou-se que o maior n&uacute;mero de indicadores   com melhor cobertura ocorreu para gestantes atendidas na ESF, seguidas de perto   por aquelas atendidas em cl&iacute;nicas de conv&ecirc;nio e consult&oacute;rio particular. Quatro   indicadores apresentaram cobertura praticamente universal em todos os locais   estudados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao interpretar esses dados h&aacute; que se ter em mente   que se trata de uma avalia&ccedil;&atilde;o quantitativa, que considerou apenas a preval&ecirc;ncia   de realiza&ccedil;&atilde;o de um determinado procedimento cl&iacute;nico, exame laboratorial ou   orienta&ccedil;&atilde;o recebida durante a consulta de pr&eacute;-natal. N&atilde;o se teve acesso, por   exemplo, ao tipo de orienta&ccedil;&atilde;o dada sobre amamenta&ccedil;&atilde;o ou uso de medicamentos.   Tamb&eacute;m n&atilde;o se avaliou se um determinado procedimento cl&iacute;nico foi adequadamente   realizado ou n&atilde;o. Al&eacute;m disso, cerca de 30% das m&atilde;es atendidas no setor p&uacute;blico   e 25% no setor privado n&atilde;o realizaram pr&eacute;-natal com o mesmo profissional, e o   estudo n&atilde;o investigou estas mudan&ccedil;as     dentro de um mesmo setor nem entre setores. Pelo menos localmente, n&atilde;o se tem   conhecimento de qualquer ocorr&ecirc;ncia que justificasse mudan&ccedil;a de gestantes, de   forma sistem&aacute;tica, de um setor para outro. Ao que parece, isso ocorreu ao   acaso. Por fim, as compara&ccedil;&otilde;es aqui realizadas est&atilde;o baseadas somente no relato   das m&atilde;es. Isso porque 49% n&atilde;o possu&iacute;am carteira da gestante no momento do parto   e, al&eacute;m disso, para boa parte das que tinham a carteira, in&uacute;meras informa&ccedil;&otilde;es   n&atilde;o haviam sido preenchidas. Se esse poss&iacute;vel vi&eacute;s de recordat&oacute;rio ocorreu, &eacute;   razo&aacute;vel pensar que tenha afetado igualmente todas as gestantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o encontramos nenhum artigo que tratasse de   compara&ccedil;&atilde;o semelhante a que apresentamos neste trabalho. Os que mais se   aproximam dos resultados aqui mostrados comparam a cobertura de pr&eacute;-natal entre   os setores p&uacute;blico e privado, mostrando n&iacute;tida vantagem para as gestantes   atendidas no setor privado<sup>11,12</sup>. As &uacute;nicas exce&ccedil;&otilde;es observadas   nessas compara&ccedil;&otilde;es dizem respeito &agrave; vacina&ccedil;&atilde;o antitet&acirc;nica e suplementa&ccedil;&atilde;o com   sulfato ferroso que apresentam, em geral, maior cobertura no setor p&uacute;blico. No   caso da vacina antitet&acirc;nica, sua oferta &eacute; quase uma exclusividade do sistema   p&uacute;blico de sa&uacute;de, enquanto a suplementa&ccedil;&atilde;o com sulfato ferroso parece   restringir-se &agrave;s gestantes pobres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s coberturas para os diversos   indicadores da assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal, &eacute; poss&iacute;vel garantir que, tanto no setor   p&uacute;blico quanto no setor privado, eles v&ecirc;m melhorando sensivelmente nos &uacute;ltimos   anos na localidade estudada. Entre 2007 e 2010, a propor&ccedil;&atilde;o de m&atilde;es   riograndinas que completou seis ou mais consultas de pr&eacute;-natal passou de 72%   para 80%, o inicio do pr&eacute;-natal ainda no primeiro trimestre de gravidez passou   de 74% para 78%, enquanto a palpa&ccedil;&atilde;o das mamas e o exame ginecol&oacute;gico passaram   de 45% para 56%, e de 56% para 66%, respectivamente. Quanto a exames   laboratoriais, nesse mesmo per&iacute;odo, HIV e VDRL passaram de 95% para 98%, e de   94% para 97%, respectivamente<sup>16</sup>. Em munic&iacute;pios pobres das regi&otilde;es   Norte e Nordeste do Brasil, entre 2002 e 2005, a realiza&ccedil;&atilde;o de seis ou mais   consultas de pr&eacute;-natal aumentou de 42% para 52% e a imuniza&ccedil;&atilde;o contra t&eacute;tano   neonatal de 54% para 77%. Este mesmo estudo mostra que a avalia&ccedil;&atilde;o da altura   uterina passou de 54% para 77%, enquanto a realiza&ccedil;&atilde;o de teste para HIV e   s&iacute;filis duplicou, de 8% para 16%. A realiza&ccedil;&atilde;o de ultrassonografia p&eacute;lvica   aumentou de 44% para 64%<sup>6</sup>. Em Juiz de Fora (Minas Gerais), entre   2002 e 2004, o n&uacute;mero m&eacute;dio de consultas de pr&eacute;-natal passou de 6,4 para 7,2, a   idade gestacional na primeira consulta de 18 para 16 semanas, tipagem sangu&iacute;nea   de 78% para 84%, medida de peso durante a consulta de 75% para 83%, enquanto a   verifica&ccedil;&atilde;o da altura uterina passou de 73% para 81%. Isso fez com que a taxa   de pr&eacute;-natal adequado aumentasse de 37% para 65%<sup>9</sup>. Em Pelotas,   munic&iacute;pio vizinho com caracter&iacute;sticas semelhantes &agrave;s de Rio Grande, entre 1982   e 2004, a propor&ccedil;&atilde;o de mulheres que n&atilde;o realizaram uma &uacute;nica consulta de   pr&eacute;-natal caiu de 5% para 2%, o n&uacute;mero m&eacute;dio de consultas por gestante passou   de 6,7 para 8,1, enquanto que a propor&ccedil;&atilde;o daquelas que iniciavam o pr&eacute;-natal a   partir do 5º m&ecirc;s de gesta&ccedil;&atilde;o caiu de 15% para 7%<sup>17</sup>.   Todas as diferen&ccedil;as mencionadas foram estatisticamente significativas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O que chama a aten&ccedil;&atilde;o neste estudo &eacute; o fato de o   pr&eacute;-natal oferecido pela ESF, uma das modalidades do setor p&uacute;blico, portanto do   Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), apresentar v&aacute;rios indicadores de cobertura   melhores do que o seu correspondente no setor privado. N&atilde;o encontramos isso   descrito na literatura para um munic&iacute;pio de porte m&eacute;dio, portanto, com um   n&uacute;mero expressivo de gestantes, como &eacute; o caso de Rio Grande. E n&atilde;o s&atilde;o   indicadores menos relevantes (sorologia para s&iacute;filis, anti-HIV, citopatol&oacute;gico   para colo uterino, suplementa&ccedil;&atilde;o com sulfato ferroso e vacina&ccedil;&atilde;o antitet&acirc;nica).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">An&aacute;lises realizadas em n&iacute;vel de munic&iacute;pio mostram de   forma bastante evidente que a ESF teve efeito positivo sobre a redu&ccedil;&atilde;o da   mortalidade infantil em diferentes regi&otilde;es do pa&iacute;s<sup>18</sup>. Essa redu&ccedil;&atilde;o   pode ser atribu&iacute;da ao aumento da cobertura da assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal e &agrave;   promo&ccedil;&atilde;o do manejo adequado de doen&ccedil;as comuns na inf&acirc;ncia, ambos promovidos por   essa estrat&eacute;gia<sup>6</sup>. Vale destacar, nessa mesma dire&ccedil;&atilde;o, que a ESF por   defini&ccedil;&atilde;o prioriza localidades com maior potencial de impacto, que s&atilde;o os munic&iacute;pios   pobres e as &aacute;reas pobres de munic&iacute;pios maiores, como &eacute; o caso de Rio Grande.   Nesse munic&iacute;pio, em pouco menos de dez anos, a ESF passou a cobrir cerca de 30%   da popula&ccedil;&atilde;o, o que representa cerca de metade da popula&ccedil;&atilde;o mais pobre do munic&iacute;pio.   Considerando que este estudo incluiu praticamente todas as gestantes que   tiveram filho ao longo de um ano no munic&iacute;pio e que a taxa de fecundidade entre   os pobres &eacute; maior, &eacute; licito pensar que a maior cobertura observada para   diversos indicadores da assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal alcance n&iacute;veis at&eacute; ent&atilde;o   experimentados somente por usu&aacute;rias do setor privado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses resultados s&atilde;o interessantes ao SUS, mas   carecem de consist&ecirc;ncia. H&aacute; necessidade de realiza&ccedil;&atilde;o de estudos semelhantes a   este em outras localidades, a fim de verificar se a cobertura aqui observada   n&atilde;o foi um achado isolado. Por fim, ao ESF cabe consolidar o n&iacute;vel &oacute;timo de   cobertura alcan&ccedil;ado para alguns indicadores, aumentar a cobertura para os   demais, melhorar a qualidade dos servi&ccedil;os oferecidos e vencer o desafio de   reduzir as desigualdades socioecon&ocirc;micas na mortalidade infantil, ainda   bastante evidente em nosso pa&iacute;s<sup>6</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">J. A. Cesar delineou o estudo, preparou o   question&aacute;rio, supervisionou o trabalho de campo, a entrada e foi respons&aacute;vel   pela an&aacute;lise de dados e reda&ccedil;&atilde;o final do artigo. A. T. Sutil auxiliou na   prepara&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dos dados, revis&atilde;o da bibliografia e reda&ccedil;&atilde;o final do   artigo. G. B. Santos colaborou na prepara&ccedil;&atilde;o do banco de dados e reda&ccedil;&atilde;o final   do artigo. C. F. Cunha contribuiu na entrada e an&aacute;lise de dados e na reda&ccedil;&atilde;o   final do artigo. R. A. Mendoza-Sassi participou da defini&ccedil;&atilde;o do delineamento,   an&aacute;lise de dados e reda&ccedil;&atilde;o final do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Agrave; Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Rio Grande e &agrave;   dire&ccedil;&atilde;o do Hospital Universit&aacute;rio da Universidade Federal do Rio Grande   (HU-FURG) e da Associa&ccedil;&atilde;o de Caridade Santa Casa do Rio Grande (ACSCRG) e ao   Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (Edital Universal   CNPq/2009).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Victora CG, Cesar JA. Sa&uacute;de materno-infantil no   Brasil: padr&otilde;es de morbidade e poss&iacute;veis interven&ccedil;&otilde;es. In: Rouquayrol MZ,   Almeida-Filho NM, organizadores. Epidemiologia e sa&uacute;de. 6<u>ª</u> Ed. Rio de Janeiro: Editora Medsi; 2003. p. 415-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161373&pid=S0102-311X201200110001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Barros FC, Victora CG,   Matijasevich A, Santos IS, Horta BL, Silveira MF, et al. Preterm births, low   birth weight, and intrauterine growth restriction in three birth cohorts in   Southern Brazil: 1982, 1993 and 2004. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2008; 24 Suppl   3:S390-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161375&pid=S0102-311X201200110001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Ribeiro ER, Guimar&atilde;es AM, Bettiol   H, Lima DD, Almeida ML, Souza L, et al. Risk factors for inadequate prenatal   care use in the metropolitan area of Aracaju, Northeast Brazil. BMC Pregnancy   Childbirth 2009; 9:31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161377&pid=S0102-311X201200110001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. &Aacute;rea T&eacute;cnica da Mulher, Secretaria de Pol&iacute;ticas de   Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Programa de Humaniza&ccedil;&atilde;o no Pr&eacute;-natal e Nascimento.   Rev Bras Sa&uacute;de Matern Infant 2002; 2:69-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161379&pid=S0102-311X201200110001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, Secretaria de   Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e sa&uacute;de da fam&iacute;lia. <a href="http://dab.saude.gov.br/atencaobasica.php" target="_blank">http://dab.saude.gov.br/atencaobasica.php</a> (acessado em 22/Jun/2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161381&pid=S0102-311X201200110001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Victora CG, Aquino EML, Leal MC,   Monteiro CA, Barros FC, Szwarcwald CL. Maternal and child health in Brazil:   progress and challenges. Lancet 2011; 377:1863-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161383&pid=S0102-311X201200110001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Nascimento LFC. Perfil de gestantes atendidas nos   per&iacute;odos pr&eacute;-natal e perinatal: estudo comparativo entre os servi&ccedil;os p&uacute;blico e   privado em Guaratinguet&aacute;, S&atilde;o Paulo. Rev Bras Sa&uacute;de Matern Infant 2003;   3:187-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161385&pid=S0102-311X201200110001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Domingues RMSM, Hartz ZMA, Dias MAB, Leal MC.   Avalia&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia pr&eacute;-natal na rede SUS do Munic&iacute;pio do Rio   de Janeiro, Brasil. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2012; 28:425-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161387&pid=S0102-311X201200110001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Chrestani MAD, Santos IS, Cesar JA, Winckler LS,   Gon&ccedil;alves TS, Neumann NA. Assist&ecirc;ncia &agrave; gesta&ccedil;&atilde;o e ao parto: resultados de dois   estudos transversais em &aacute;reas pobres das regi&otilde;es Norte e Nordeste do Brasil.   Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2008; 24:1609-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161389&pid=S0102-311X201200110001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Coutinho T, Monteiro MFG, Sayd JD,   Teixeira MTB, Coutinho CM, Coutinho LM. Monitoring the prenatal care process   among users of the Unified Health Care System in a city of the Brazilian   Southeast. Rev Bras Ginecol Obstet 2010; 32:563-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161391&pid=S0102-311X201200110001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Coimbra L, Figueiredo FP, Silva   AAM, Barbieri MA, Bettiol H, Caldas AJM, et al. Inadequate utilization of   prenatal care in two Brazilian birth cohorts. Braz J Med Biol Res 2007;   40:1195-202.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161393&pid=S0102-311X201200110001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Cesar JA, Mano PS, Carlotto K, Gonzalez-Chica DA,   Mendoza-Sassi RA. P&uacute;blico versus privado: avaliando a assist&ecirc;ncia &agrave; gesta&ccedil;&atilde;o e ao   parto no extremo sul do Brasil. Rev Bras Sa&uacute;de Matern Infant 2011; 11:257-63.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161395&pid=S0102-311X201200110001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Silva IS. Cancer epidemiology:   principles and methods. Lyon: World Health Organization/International Agency   for Research on Cancer; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161397&pid=S0102-311X201200110001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Takeda S. Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade do pr&eacute;-natal:   programa para gestantes em unidade de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de   Mestrado&#93;. Pelotas: Universidade Federal de Pelotas; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161399&pid=S0102-311X201200110001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Silveira DS, Santos IS, Dias-da-Costa JS. Aten&ccedil;&atilde;o   pr&eacute;-natal na rede b&aacute;sica: uma avalia&ccedil;&atilde;o da estrutura e do processo. Cad Sa&uacute;de   P&uacute;blica 2001; 17:131-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161401&pid=S0102-311X201200110001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Cesar JA, Mendoza-Sassi RA. Avaliando a assist&ecirc;ncia   &agrave; gesta&ccedil;&atilde;o e ao parto no Munic&iacute;pio de Rio Grande, RS: relat&oacute;rio de pesquisa.   Rio Grande: Divis&atilde;o de Popula&ccedil;&atilde;o &amp; Sa&uacute;de, Universidade Federal do Rio   Grande; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161403&pid=S0102-311X201200110001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Cesar JA, Matijasevich A, Santos   IS, Barros AJD, Dias-da-Costa JS, Barros FC, et al. The use of maternal and   child health services in three population-based cohorts in Southern Brazil,   1982-2004. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2008; 24 Suppl 3:S427-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161405&pid=S0102-311X201200110001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Macinko J, Guanais FC, Souza MFM.   Evaluation of the impact of the Family Health Program on infant mortality in   Brazil, 1990-2002. J Epidemiol Community Health 2006; 60:13-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161407&pid=S0102-311X201200110001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="end"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/csp/v28n11/seta.jpg" border="0"></a> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Correspond&ecirc;ncia</b><br />   J. A. Cesar<br />   Divis&atilde;o de   Popula&ccedil;&atilde;o &amp; Sa&uacute;de, Universidade Federal do Rio Grande.<br />   Rua General   Os&oacute;rio s/n,     Rio Grande, RS <br />   96201-900,   Brasil.<br />   <a href="mailto:juraci.cesar@gmail.com">juraci.cesar@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 13/Fev/2012<br />   Vers&atilde;o final reapresentada em 12/Jul/2012<br />   Aprovado em 07/Ago/2012</font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Victora]]></surname>
<given-names><![CDATA[CG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cesar]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Saúde materno-infantil no Brasil: padrões de morbidade e possíveis intervenções]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Rouquayrol]]></surname>
<given-names><![CDATA[MZ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida-Filho]]></surname>
<given-names><![CDATA[NM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Epidemiologia e saúde.6ª Ed]]></source>
<year>2003</year>
<page-range>415-67</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Medsi]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[FC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Victora]]></surname>
<given-names><![CDATA[CG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matijasevich]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[IS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Horta]]></surname>
<given-names><![CDATA[BL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[MF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Preterm births, low birth weight, and intrauterine growth restriction in three birth cohorts in Southern Brazil: 1982, 1993 and 2004]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>2008</year>
<volume>24</volume>
<numero>^s3</numero>
<issue>^s3</issue>
<supplement>3</supplement>
<page-range>S390-8</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[ER]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guimarães]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bettiol]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[DD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Almeida]]></surname>
<given-names><![CDATA[ML]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Risk factors for inadequate prenatal care use in the metropolitan area of Aracaju, Northeast Brazil]]></article-title>
<source><![CDATA[BMC Pregnancy Childbirth]]></source>
<year>2009</year>
<volume>9</volume>
<page-range>31</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<collab>Área Técnica da Mulher.Secretaria de Políticas de Saúde.Ministério da Saúde</collab>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Bras Saúde Matern Infant]]></source>
<year>2002</year>
<volume>2</volume>
<page-range>69-71</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Ministério da Saúde^dDepartamento de Atenção Básica, Secretaria de Atenção à Saúde</collab>
<source><![CDATA[Atenção básica e saúde da família]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Victora]]></surname>
<given-names><![CDATA[CG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aquino]]></surname>
<given-names><![CDATA[EML]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[FC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Szwarcwald]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Maternal and child health in Brazil: progress and challenges]]></article-title>
<source><![CDATA[Lancet]]></source>
<year>2011</year>
<volume>377</volume>
<page-range>1863-76</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nascimento]]></surname>
<given-names><![CDATA[LFC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfil de gestantes atendidas nos períodos pré-natal e perinatal: estudo comparativo entre os serviços público e privado em Guaratinguetá, São Paulo]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Bras Saúde Matern Infant]]></source>
<year>2003</year>
<volume>3</volume>
<page-range>187-94</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Domingues]]></surname>
<given-names><![CDATA[RMSM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hartz]]></surname>
<given-names><![CDATA[ZMA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dias]]></surname>
<given-names><![CDATA[MAB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação da adequação da assistência pré-natal na rede SUS do Município do Rio de Janeiro, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>2012</year>
<volume>28</volume>
<page-range>425-37</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chrestani]]></surname>
<given-names><![CDATA[MAD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[IS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cesar]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Winckler]]></surname>
<given-names><![CDATA[LS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonçalves]]></surname>
<given-names><![CDATA[TS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neumann]]></surname>
<given-names><![CDATA[NA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Assistência à gestação e ao parto: resultados de dois estudos transversais em áreas pobres das regiões Norte e Nordeste do Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>2008</year>
<volume>24</volume>
<page-range>1609-18</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coutinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[MFG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sayd]]></surname>
<given-names><![CDATA[JD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[MTB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coutinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[CM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Coutinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[LM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Monitoring the prenatal care process among users of the Unified Health Care System in a city of the Brazilian Southeast]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Bras Ginecol Obstet]]></source>
<year>2010</year>
<volume>32</volume>
<page-range>563-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coimbra]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Figueiredo]]></surname>
<given-names><![CDATA[FP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[AAM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barbieri]]></surname>
<given-names><![CDATA[MA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bettiol]]></surname>
<given-names><![CDATA[H]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Caldas]]></surname>
<given-names><![CDATA[AJM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Inadequate utilization of prenatal care in two Brazilian birth cohorts]]></article-title>
<source><![CDATA[Braz J Med Biol Res]]></source>
<year>2007</year>
<volume>40</volume>
<page-range>1195-202</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cesar]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mano]]></surname>
<given-names><![CDATA[PS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carlotto]]></surname>
<given-names><![CDATA[K]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonzalez-Chica]]></surname>
<given-names><![CDATA[DA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mendoza-Sassi]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Público versus privado: avaliando a assistência à gestação e ao parto no extremo sul do Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Bras Saúde Matern Infant]]></source>
<year>2011</year>
<volume>11</volume>
<page-range>257-63</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[IS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Cancer epidemiology: principles and methods]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lyon ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Health Organization/International Agency for Research on Cancer]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Takeda]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação da qualidade do pré-natal: programa para gestantes em unidade de atenção à saúde]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[DS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[IS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dias-da-Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atenção pré-natal na rede básica: uma avaliação da estrutura e do processo]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>2001</year>
<volume>17</volume>
<page-range>131-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cesar]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mendoza-Sassi]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliando a assistência à gestação e ao parto no Município de Rio Grande, RS: relatório de pesquisa]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio Grande ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Divisão de População & Saúde, Universidade Federal do Rio Grande]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cesar]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matijasevich]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[IS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[AJD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dias-da-Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[JS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barros]]></surname>
<given-names><![CDATA[FC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The use of maternal and child health services in three population-based cohorts in Southern Brazil, 1982-2004]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>2008</year>
<volume>24</volume>
<numero>^s3</numero>
<issue>^s3</issue>
<supplement>3</supplement>
<page-range>S427-36</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Macinko]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Guanais]]></surname>
<given-names><![CDATA[FC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[MFM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of the impact of the Family Health Program on infant mortality in Brazil, 1990-2002]]></article-title>
<source><![CDATA[J Epidemiol Community Health]]></source>
<year>2006</year>
<volume>60</volume>
<page-range>13-9</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
