<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>0102-311X</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Cad. Saúde Pública]]></abbrev-journal-title>
<issn>0102-311X</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca, Fundação Oswaldo Cruz]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S0102-311X2012001100011</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S0102-311X2012001100011</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Distúrbio de voz e estresse no trabalho docente: um estudo caso-controle]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Voice disorders related to job stress in teaching: a case-control study]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Giannini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Susana Pimentel Pinto]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Latorre]]></surname>
<given-names><![CDATA[Maria do Rosário Dias de Oliveira]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[Leslie Piccolotto]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade de São Paulo Faculdade de Saúde Pública ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[São Paulo ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Pontifícia Universidade Católica de São Paulo  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[São Paulo ]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>11</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>28</volume>
<numero>11</numero>
<fpage>2115</fpage>
<lpage>2124</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0102-311X2012001100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0102-311X2012001100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S0102-311X2012001100011&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Determinar a associação entre distúrbio de voz e estresse no trabalho em professoras da rede municipal de São Paulo, Brasil é o objetivo deste estudo caso-controle, realizado com professoras com (n = 165) e sem (n = 105) distúrbio vocal. Foram utilizados os questionários Condição de Produção Vocal e Job Stress Scale. Os grupos são comparáveis nas variáveis de controle, diferenciando-se apenas quanto aos sintomas vocais. Houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos em relação ao estresse no trabalho na condição de alta exigência (OR = 2,1; IC95%: 1,1-3,9), que representa alta demanda associada a baixo controle do trabalho. Concluindo que a condição de alto desgaste associada ao grupo com distúrbio de voz, neste estudo, é a que apresenta maior risco de adoecimento físico e psíquico ao trabalhador. Ao perder a voz, o professor perde a possibilidade de manter-se em sua função, perde sua identidade profissional, o que coloca, em risco, a sua carreira como educador.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This case-control study aimed to test the association between voice disorders and job stress among public schoolteachers in São Paulo, Brazil. The groups consisted of teachers with (n = 165) and without (n = 105) voice-related complaints. Both groups answered the questionnaires Conditions of Vocal Production and Job Stress Scale. Analysis of cases and controls showed comparable samples, differing only by vocal symptoms. There was a statistically significant difference between cases and controls in relation to job stress involving high strain (OR = 2.1; 95%CI: 1.1-3.9), which places high demands combined with low job control. High strain in cases in this study represents the highest risk of physical and mental disorders for teachers. Loss of voice prevents teachers from continuing in their professional role, eliminates their professional identity, and jeopardizes their career.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Distúrbios da Voz]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Docentes]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Saúde do Trabalhador]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Voice Disorders]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Faculty]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Ocupational Health]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b> ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Dist&uacute;rbio   de voz e estresse no trabalho docente: um estudo caso-controle</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Voice   disorders related to job stress in teaching:     a case-control study </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Susana   Pimentel Pinto Giannini<sup>I,II</sup>; Maria do   Ros&aacute;rio Dias de Oliveira Latorre<sup>I</sup>; Leslie   Piccolotto Ferreira<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade de S&atilde;o Paulo,   S&atilde;o Paulo, Brasil<br />   <sup>II</sup>Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo,   Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#end">Correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Determinar a associa&ccedil;&atilde;o entre dist&uacute;rbio de voz e estresse   no trabalho em professoras da rede municipal de S&atilde;o Paulo, Brasil &eacute; o objetivo   deste estudo caso-controle, realizado com professoras com (n = 165) e sem (n =   105) dist&uacute;rbio vocal. Foram utilizados os question&aacute;rios Condi&ccedil;&atilde;o de Produ&ccedil;&atilde;o Vocal e Job Stress Scale.   Os grupos s&atilde;o compar&aacute;veis nas vari&aacute;veis de controle, diferenciando-se apenas   quanto aos sintomas vocais. Houve diferen&ccedil;a estatisticamente significativa   entre os grupos em rela&ccedil;&atilde;o ao estresse no trabalho na condi&ccedil;&atilde;o de alta   exig&ecirc;ncia (OR = 2,1; IC95%: 1,1-3,9), que representa alta demanda associada a   baixo controle do trabalho. Concluindo que a condi&ccedil;&atilde;o de alto desgaste   associada ao grupo com dist&uacute;rbio de voz, neste estudo, &eacute; a que apresenta maior   risco de adoecimento f&iacute;sico e ps&iacute;quico ao trabalhador. Ao perder a voz, o   professor perde a possibilidade de manter-se em sua fun&ccedil;&atilde;o, perde sua   identidade profissional, o que coloca, em risco, a sua carreira como educador.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dist&uacute;rbios da Voz; Docentes; Sa&uacute;de do Trabalhador</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This   case-control study aimed to test the association between voice disorders and   job stress among public schoolteachers in S&atilde;o Paulo, Brazil. The groups   consisted of teachers with (n = 165) and without (n = 105) voice-related   complaints. Both groups answered the questionnaires Conditions of Vocal   Production and Job Stress Scale. Analysis of cases and controls showed   comparable samples, differing only by vocal symptoms. There was a statistically   significant difference between cases and controls in relation to job stress   involving high strain (OR = 2.1; 95%CI: 1.1-3.9), which places high demands   combined with low job control. High strain in cases in this study represents   the highest risk of physical and mental disorders for teachers. Loss of voice   prevents teachers from continuing in their professional role, eliminates their   professional identity, and jeopardizes their career.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Voice   Disorders; Faculty; Ocupational Health</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O desenvolvimento do dist&uacute;rbio vocal decorrente do   uso profissional da voz tem se mostrado, cada vez mais, associado ao trabalho   docente e levado os professores a situa&ccedil;&otilde;es de afastamento e incapacidade para   o desempenho de suas fun&ccedil;&otilde;es, o que implica custos financeiros e sociais<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos indicam consistente associa&ccedil;&atilde;o entre o ambiente   escolar e a ocorr&ecirc;ncia do dist&uacute;rbio de voz entre os educadores, especialmente   em escolas infantis e fundamentais<sup>2</sup>. Ru&iacute;do excessivo, limpeza   insatisfat&oacute;ria, ilumina&ccedil;&atilde;o e tamanho da sala inapropriados, entre outros, s&atilde;o   fatores associados ao dist&uacute;rbio de voz do professor<sup>3,4,5,6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Caracter&iacute;sticas pessoais, como h&aacute;bito de falar muito   ou gritar, e aspectos biol&oacute;gicos, como a presen&ccedil;a de alergia ou refluxo   faringolar&iacute;ngeo, associados &agrave;s caracter&iacute;sticas ambientais impr&oacute;prias da escola   favorecem, mas n&atilde;o s&atilde;o causas suficientes para a ocorr&ecirc;ncia do dist&uacute;rbio de   voz. Aspectos do ambiente f&iacute;sico, qu&iacute;mico e biol&oacute;gico afetam psiquicamente o   trabalhador, principalmente se intensificados por tempo de exposi&ccedil;&atilde;o ou ritmo   da organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho<sup>7</sup>. Assim, o trabalho em ambiente ruidoso,   com temperatura elevada ou em contato com subst&acirc;ncias qu&iacute;micas irritativas   demanda maior esfor&ccedil;o para concentra&ccedil;&atilde;o de aten&ccedil;&atilde;o e, portanto, quanto maior a   jornada, maior o desgaste. A intensifica&ccedil;&atilde;o de esfor&ccedil;os como forma de lidar com   a sobrecarga no trabalho pode ser de ordem f&iacute;sica, cognitiva ou afetiva<sup>7</sup>.   H&aacute; de se considerar, portanto, os aspectos que t&ecirc;m origem nas formas de   organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho docente, referentes ao conte&uacute;do e &agrave; divis&atilde;o do trabalho   e &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es interpessoais<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como vari&aacute;veis indicadoras de estresse associadas ao   dist&uacute;rbio de voz de professores, pesquisas indicam experi&ecirc;ncias de viol&ecirc;ncia na   escola, dificuldades de relacionamento no trabalho, baixa autonomia, pouca   possibilidade de criatividade nas atividades, falta de tempo para corre&ccedil;&atilde;o de   tarefas e provas, al&eacute;m das m&aacute;s condi&ccedil;&otilde;es de trabalho em geral e das mudan&ccedil;as   pol&iacute;tico-educacionais constantes<sup>9</sup>. Tais caracter&iacute;sticas do trabalho   docente podem favorecer o adoecimento f&iacute;sico ou ps&iacute;quico do professor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, ainda que estudos apontem essa   associa&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel estabelecer rela&ccedil;&atilde;o causal entre o adoecimento vocal   e o trabalho docente, porque, assim como outras doen&ccedil;as funcionais   contempor&acirc;neas, o dist&uacute;rbio de voz tem, por caracter&iacute;stica, a causalidade   difusa e complexa, n&atilde;o objetiva e linear.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerando o desafio de avaliar os efeitos do   trabalho na sa&uacute;de desses trabalhadores e das diversas propostas te&oacute;ricas e   metodol&oacute;gicas elaboradas na perspectiva de apresentar modelos para estudar a   dimens&atilde;o do adoecimento relacionado ao trabalho<sup>10</sup>, o presente   estudo utiliza o modelo demanda-controle<sup>11</sup>, que tem foco no modo de   organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho e busca identificar a forma como o trabalhador vivencia   seu contexto de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo deste estudo &eacute; determinar a associa&ccedil;&atilde;o entre o dist&uacute;rbio de voz e o   estresse no trabalho docente entre professoras da rede municipal de S&atilde;o Paulo,   Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo caso-controle foi realizado com   professoras do ensino infantil, fundamental e m&eacute;dio da rede de educa&ccedil;&atilde;o do   Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo. Foram exclu&iacute;das professoras que apresentaram altera&ccedil;&otilde;es   em pregas vocais n&atilde;o associadas ao uso da voz e que estavam afastadas da sala   de aula por licen&ccedil;a m&eacute;dica ou readapta&ccedil;&atilde;o de fun&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sele&ccedil;&atilde;o de participantes constou de duas etapas.   Da primeira etapa, participaram todas as professoras que compareceram ao Setor   de Fonoaudiologia do Hospital do Servidor P&uacute;blico Municipal de S&atilde;o Paulo com   queixa de altera&ccedil;&atilde;o vocal no per&iacute;odo de julho/2007 a maio/2009. As educadoras   foram submetidas &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o vocal, laringosc&oacute;pica e responderam a   question&aacute;rios. Na segunda etapa, as pesquisadoras foram &agrave;s escolas das   professoras participantes do estudo e sortearam professoras sem queixa de voz   que estavam em atividade em sala de aula. Essas educadoras selecionadas foram   submetidas aos mesmos procedimentos da etapa anterior, e, caso alguma   professora apresentasse dist&uacute;rbio de voz, era classificada no grupo de caso;   caso a professora fosse classificada sem dist&uacute;rbio de voz, era alocada no grupo   de controle.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para avalia&ccedil;&atilde;o de voz, as coletas de amostra de fala   foram realizadas por fonoaudi&oacute;logas, sempre no mesmo dia da semana, &agrave;s   sextas-feiras, no in&iacute;cio da manh&atilde;, a fim de garantir descanso vocal m&iacute;nimo   (noturno). O registro foi realizado diretamente em computador port&aacute;til, com uso   de microfone de cabe&ccedil;a. Optou-se pela an&aacute;lise perceptivo-auditiva, por ser um   procedimento soberano na avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade vocal, e pela escala GRBASI (<i>Grade, Roughness, Breathiness, Asteny,     Strain, Instability</i>)<sup>12,13</sup>, por ser um instrumento de uso   internacional e de alto grau de confiabilidade. A avalia&ccedil;&atilde;o das vozes foi   realizada por an&aacute;lise simult&acirc;nea de tr&ecirc;s ju&iacute;zas, fonoaudi&oacute;logas especialistas e   com experi&ecirc;ncia na &aacute;rea. As ju&iacute;zas n&atilde;o participaram da coleta de amostra de   fala e n&atilde;o tinham conhecimento da identifica&ccedil;&atilde;o dos sujeitos. A voz foi   classificada em com altera&ccedil;&atilde;o, quando a altera&ccedil;&atilde;o foi julgada moderada (grau 2)   ou intensa (grau 3), e sem altera&ccedil;&atilde;o, quando normal (grau 0) ou leve (grau 1).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Todas as avalia&ccedil;&otilde;es otorrinolaringol&oacute;gicas foram efetuadas pelo mesmo   m&eacute;dico, otorrinolaringologista e foniatra com experi&ecirc;ncia cl&iacute;nica em   laringologia, sempre &agrave;s sextas-feiras, ap&oacute;s a coleta de amostra de fala. Foi   realizada videolaringoscopia com laringosc&oacute;pio r&iacute;gido e flex&iacute;vel sob anestesia   local (<i>spray</i> de   lidoca&iacute;na), quando necess&aacute;ria. O protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o incluiu aspectos   otorrinolaringol&oacute;gicos gerais e lar&iacute;ngeos espec&iacute;ficos. Os sujeitos foram   classificados em com altera&ccedil;&atilde;o, na presen&ccedil;a de les&atilde;o, altera&ccedil;&atilde;o irritativa,   estrutural ou de coapta&ccedil;&atilde;o de pregas vocais, ou sem altera&ccedil;&atilde;o, na aus&ecirc;ncia de   qualquer les&atilde;o ou altera&ccedil;&atilde;o vis&iacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No presente estudo, a defini&ccedil;&atilde;o de caso foi baseada   nos resultados das avalia&ccedil;&otilde;es vocal e laringosc&oacute;pica. Como caso, foram   classificadas as professoras que apresentaram altera&ccedil;&atilde;o na avalia&ccedil;&atilde;o vocal   (GRBASI 2 ou 3) e presen&ccedil;a de les&atilde;o ou altera&ccedil;&atilde;o irritativa, estrutural ou de   coapta&ccedil;&atilde;o de pregas vocais em avalia&ccedil;&atilde;o otorrinolaringol&oacute;gica   perceptivo-visual. Como controle, foram consideradas as participantes com   aus&ecirc;ncia ou altera&ccedil;&atilde;o leve de qualidade vocal na avalia&ccedil;&atilde;o perceptivo-auditiva   (GRBASI 0 e 1), bem como aus&ecirc;ncia de altera&ccedil;&atilde;o na avalia&ccedil;&atilde;o   otorrinolaringol&oacute;gica. Foram exclu&iacute;das da amostra todas as professoras que   apresentaram altera&ccedil;&atilde;o em apenas uma das avalia&ccedil;&otilde;es, com o objetivo de compor   grupos bem distintos pela doen&ccedil;a em quest&atilde;o, ainda que as mesmas tenham sido   consideradas casos de dist&uacute;rbio de voz do ponto de vista cl&iacute;nico e acolhidas   para tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No c&aacute;lculo do tamanho da amostra, foi assumido erro   tipo I de 5%, poder de teste de 80%, frequ&ecirc;ncia esperada m&aacute;xima de exposi&ccedil;&atilde;o   entre os controles de 40%, valor m&iacute;nimo de <i>odds     ratio</i> (OR) de 2,5 e estimou-se que seriam necess&aacute;rios 85 casos e 85   controles.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram utilizados dois question&aacute;rios: (1) <i>Condi&ccedil;&atilde;o de Produ&ccedil;&atilde;o Vocal &#150; Professor</i> (CPV-P), instrumento utilizado em diversas pesquisas no Brasil, &eacute; adequado para caracterizar as   condi&ccedil;&otilde;es de ambiente escolar e perfil vocal de professores. Neste estudo, as   respostas forneceram os dados das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas, de estilo de   vida, de ocupa&ccedil;&atilde;o e de ambiente e organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho docente<sup>14</sup>;   (2) <i>Job Stress Scale</i> (JSS), instrumento que avalia as dimens&otilde;es de demanda, controle e apoio no trabalho   referentes &agrave;s fontes de estresse no ambiente psicossocial do trabalho e o   desgaste resultante de sua intera&ccedil;&atilde;o. Tem origem nos estudos de Karasek<sup>15</sup> sobre a repercuss&atilde;o do estresse proveniente da organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho na   sa&uacute;de. Foi utilizada a vers&atilde;o resumida adaptada para o portugu&ecirc;s<sup>11</sup>,   com 17 quest&otilde;es em tr&ecirc;s dimens&otilde;es: demanda, controle e apoio. Demanda &eacute;   qualquer tipo de press&atilde;o de natureza ps&iacute;quica para realiza&ccedil;&atilde;o de um trabalho,   que pode ser tanto quantitativa, como press&atilde;o de velocidade e tempo, como   qualitativa, referente &agrave; execu&ccedil;&atilde;o de tarefas contradit&oacute;rias, por exemplo.   Controle &eacute; a possibilidade que o trabalhador tem de utilizar as habilidades   intelectuais para realizar seu trabalho e a autoridade que possui para tomar   decis&otilde;es. A terceira dimens&atilde;o refere-se ao apoio social no ambiente de   trabalho, sendo que a falta dessa intera&ccedil;&atilde;o social pode gerar consequ&ecirc;ncias   negativas &agrave; sa&uacute;de do trabalhador<sup>11</sup>. Neste estudo, a an&aacute;lise foi   realizada considerando os quadrantes resultantes das intera&ccedil;&otilde;es entre as   dimens&otilde;es, a saber: alto controle e baixa demanda (baixa exig&ecirc;ncia), alto   controle e alta demanda (trabalho ativo), alto controle e baixa demanda   (trabalho passivo) e baixo controle e alta demanda (alto desgaste). As   condi&ccedil;&otilde;es de baixo desgaste e de trabalho ativo s&atilde;o consideradas ideal e boa,   respectivamente, uma vez que favorecem a criatividade e podem motivar o   desenvolvimento de novos comportamentos. As condi&ccedil;&otilde;es de trabalho passivo e   alto desgaste s&atilde;o as mais nocivas, sendo que a segunda, alto desgaste, &eacute; a que   apresenta maiores riscos de exig&ecirc;ncia psicol&oacute;gica e adoecimento ps&iacute;quico ao   trabalhador<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A vari&aacute;vel dependente foi a presen&ccedil;a de dist&uacute;rbio de   voz (sim = caso; n&atilde;o = controle); a vari&aacute;vel independente de interesse foi o   estresse no trabalho. Como vari&aacute;veis independentes de controle, foram   consideradas as caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas (idade, estado civil,   escolaridade), de estilo de vida (tabagismo, etilismo), da fun&ccedil;&atilde;o docente   (tempo de profiss&atilde;o, v&iacute;nculo como professora, horas/aulas por semana), do   ambiente (presen&ccedil;a de ru&iacute;do, de eco, de poeira, de umidade, temperatura   agrad&aacute;vel, adequa&ccedil;&atilde;o da ac&uacute;stica, do tamanho da sala, da ilumina&ccedil;&atilde;o, da limpeza   da escola e dos banheiros, utiliza&ccedil;&atilde;o de produtos qu&iacute;micos irritativos na   limpeza) e da organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho (se o ambiente &eacute; calmo, se h&aacute; supervis&atilde;o   constante, se o ritmo &eacute; estressante, se h&aacute; tempo para realizar todas as   atividades na escola, se h&aacute; local de descanso, se h&aacute; facilidade para sair da   sala, se tem satisfa&ccedil;&atilde;o na fun&ccedil;&atilde;o, se h&aacute; comprometimento dos funcion&aacute;rios com a   manuten&ccedil;&atilde;o da escola, se o trabalho &eacute; mon&oacute;tono, se o trabalho &eacute; repetitivo, se   h&aacute; estresse no trabalho, se h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia e com qual frequ&ecirc;ncia:   depreda&ccedil;&atilde;o, roubo de objetos pessoais, amea&ccedil;a ao professor, necessidade de   interven&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;cia, manifesta&ccedil;&atilde;o de racismo, indisciplina, briga, agress&atilde;o,   insulto, viol&ecirc;ncia &agrave; porta da escola, viol&ecirc;ncia contra funcion&aacute;rios, problemas   com drogas e picha&ccedil;&atilde;o).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na an&aacute;lise estat&iacute;stica, avaliou-se, inicialmente, a   consist&ecirc;ncia interna do JSS por meio do c&aacute;lculo do coeficiente alfa de   Cronbach. A seguir, foram realizadas as an&aacute;lises descritiva e de associa&ccedil;&atilde;o com   a vari&aacute;vel de interesse para compara&ccedil;&atilde;o dos grupos de caso e de controle pelo   teste de associa&ccedil;&atilde;o pelo qui-quadrado, com corre&ccedil;&atilde;o de Yates. Foram estimados   modelos de regress&atilde;o log&iacute;stica para calcular a raz&atilde;o de chances (OR) bruta e   ajustada, com respectivos intervalos de 95% de confian&ccedil;a (IC95%), para avaliar   os riscos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vari&aacute;vel independente de interesse. A avalia&ccedil;&atilde;o do   ajuste da an&aacute;lise de regress&atilde;o log&iacute;stica foi feita pelo teste de   Hosmer-Lemeshow.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisa foi aprovada pelos Comit&ecirc;s de &Eacute;tica em   Pesquisa da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade de S&atilde;o Paulo (USP &#150; nº.   173/07) e do Hospital do Servidor P&uacute;blico Municipal (nº. 101/07). Todas as   participantes receberam esclarecimentos e concordaram em participar do estudo   ao assinar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Este estudo contou com   o apoio financeiro da Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o Paulo (FAPESP).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram realizadas 354 avalia&ccedil;&otilde;es; e, ao final, o   grupo de caso contou com 167 sujeitos, e o grupo de controle, com 105. A   an&aacute;lise dos grupos revela que as amostras s&atilde;o compar&aacute;veis, uma vez que n&atilde;o h&aacute;   diferen&ccedil;a estatisticamente significativa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas   sociodemogr&aacute;ficas e de estilo de vida, conforme se observa na <a href="/img/revistas/csp/v28n11/a11tab01.jpg">Tabela 1</a>. Como a   idade mostrou valor de p &lt; 0,10, foi selecionada como vari&aacute;vel de controle   na an&aacute;lise de regress&atilde;o log&iacute;stica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tamb&eacute;m n&atilde;o se observa diferen&ccedil;a estat&iacute;stica entre os   grupos de caso e de controle na caracteriza&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es do ambiente   (<a href="/img/revistas/csp/v28n11/a11tab02.jpg">Tabela 2</a>) e da organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho (<a href="/img/revistas/csp/v28n11/a11tab03.jpg">Tabela 3</a>), situa&ccedil;&atilde;o esperada uma vez   que os grupos eram selecionados nos mesmos locais de trabalho A &uacute;nica vari&aacute;vel   que apresenta diferen&ccedil;a estat&iacute;stica &eacute; ac&uacute;stica insatisfat&oacute;ria (p = 0,010),   tamb&eacute;m adicionada na an&aacute;lise de regress&atilde;o log&iacute;stica para ajuste.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o aos sintomas vocais e sensa&ccedil;&otilde;es   laringofar&iacute;ngeas, os grupos se diferenciam, visto que todos os sintomas avaliados   t&ecirc;m associa&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa na distin&ccedil;&atilde;o dos grupos. No grupo   de caso, h&aacute; maior presen&ccedil;a de rouquid&atilde;o (93,4% casos; 51% controles;     p &lt; 0,001), de epis&oacute;dios de perda de voz (57,6% casos; 20,4% controles; p   &lt; 0,001), de cansa&ccedil;o ao falar (86,7% casos; 50,0% controles; p &lt; 0,001) e   de esfor&ccedil;o ao falar (86,1% casos; 52,4% controles; p &lt; 0,001), situa&ccedil;&atilde;o   esperada uma vez que os grupos foram compostos para se diferenciar pela doen&ccedil;a   em quest&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A <a href="/img/revistas/csp/v28n11/a11tab04.jpg">Tabela 4</a> apresenta a an&aacute;lise de associa&ccedil;&atilde;o das   dimens&otilde;es do estresse no trabalho (JSS) com os grupos de caso e de controle e o   modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica, ajustado por idade e ac&uacute;stica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo caso-controle avaliou a associa&ccedil;&atilde;o   entre a presen&ccedil;a de dist&uacute;rbio de voz em professoras da rede municipal de ensino   de S&atilde;o Paulo e o estresse no trabalho docente. Foi encontrada diferen&ccedil;a   estatisticamente significativa entre o grupo de caso e de controle na condi&ccedil;&atilde;o   de alto desgaste (OR = 2,1; IC95%: 1,1-3,9). A categoria de alto desgaste representa   alta demanda associada a baixo controle do trabalho, situa&ccedil;&atilde;o na qual se   encontra a maioria das rea&ccedil;&otilde;es adversas das exig&ecirc;ncias psicol&oacute;gicas, tais como   fadiga, ansiedade, depress&atilde;o e doen&ccedil;a f&iacute;sica<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Toda situa&ccedil;&atilde;o em que h&aacute; baixo controle do trabalho   pode produzir algum efeito na sa&uacute;de advindo de perda de habilidade e   desinteresse. A rela&ccedil;&atilde;o entre grande demanda e baixo controle, entretanto, gera   alto desgaste e &eacute; a mais nociva ao trabalhador<sup>16</sup>. O trabalho em   alta exig&ecirc;ncia produz situa&ccedil;&otilde;es de maior repercuss&atilde;o negativa sobre a sa&uacute;de   ps&iacute;quica<sup>10</sup>, estando estatisticamente associado &agrave; insatisfa&ccedil;&atilde;o no   trabalho, ao estresse psicol&oacute;gico, ou <i>Burnout, </i>s&iacute;ndrome descrita como aquela na qual o trabalhador perde o sentido   de sua rela&ccedil;&atilde;o com o trabalho de forma que qualquer esfor&ccedil;o lhe parece in&uacute;til<sup>17</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o foram   encontrados, na literatura consultada, estudos que utilizem o JSS associado ao   dist&uacute;rbio de voz do professor. Estudo realizado na Bahia<sup>18</sup> utilizou   a escala <i>Job Content Questionnaire</i> (JCQ, vers&atilde;o ampliada, com 49 quest&otilde;es, da qual a JSS se originou), por&eacute;m,   nenhum dos termos avaliados permaneceu no modelo final obtido para os dois   desfechos estudados (rouquid&atilde;o e calos nas cordas vocais). Outro estudo<sup>19</sup> utilizou a JCQ ao analisar os fatores psicossociais do trabalho docente e encontrou   associa&ccedil;&atilde;o do dist&uacute;rbio de voz ao trabalho em alta exig&ecirc;ncia, caracterizado por   alta demanda e baixo controle, resultado coincidente com o deste estudo. Tamb&eacute;m   com a JCQ, estudo<sup>20</sup> avaliou a associa&ccedil;&atilde;o entre controle sobre o   trabalho, demandas psicol&oacute;gicas e ocorr&ecirc;ncia de dist&uacute;rbios ps&iacute;quicos menores   entre professores do ensino fundamental e concluiu que as preval&ecirc;ncias de   dist&uacute;rbios ps&iacute;quicos menores foram mais elevadas em professores com trabalho em   alta exig&ecirc;ncia, caracterizado por alta demanda e baixo controle (RP = 1,74;   IC95%: 1,44-2,10), e naqueles em trabalho ativo, com alta demanda e alto   controle (RP = 1,35; IC95%: 1,13-1,61), quando comparadas &agrave;s preval&ecirc;ncias dos   professores em trabalho de baixa exig&ecirc;ncia (baixa demanda e alto controle).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Como aumento de demanda, destacam-se as recentes   reformas nos sistemas de ensino que buscaram ampliar o atendimento educacional,   estendendo-o aos que n&atilde;o t&ecirc;m acesso e aos que n&atilde;o puderam manter-se na escola<sup>9</sup>.   Tais reformas geraram uma transforma&ccedil;&atilde;o nos aspectos f&iacute;sicos e organizacionais   dos sistemas educativos, acompanhada pela ado&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios de efic&aacute;cia,   produtividade e excel&ecirc;ncia. Essa situa&ccedil;&atilde;o provoca maior demanda de atendimento,   com amplia&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero de matr&iacute;culas, maior n&uacute;mero de turmas e de alunos por   sala de aula, e configura uma intensifica&ccedil;&atilde;o tanto em termos qualitativos,   caracterizados pelas transforma&ccedil;&otilde;es da atividade sob press&atilde;o temporal, quanto   em termos quantitativos, relacionados ao aumento do volume de tarefas<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao mesmo tempo em que aumentam a press&atilde;o e o volume   da tarefa, o professor perde, progressivamente, o controle sobre as atividades   docentes, m&uacute;ltiplas e complexas dentro da sala de aula, com simultaneidade de   eventos, imprevisibilidade e imediatismo<sup>21</sup>. &Eacute; comum ao professor   executar outras tarefas, como atender ao aluno individualmente, controlar a   turma e preencher instrumentos e formul&aacute;rios, enquanto leciona, sobreposi&ccedil;&atilde;o   essa de tarefas que explica o cansa&ccedil;o f&iacute;sico, vocal e mental do docente<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O modelo de avalia&ccedil;&atilde;o do estresse no trabalho   adotado prediz que o trabalho na condi&ccedil;&atilde;o de alto desgaste pode conduzir ao   decl&iacute;nio na atividade global do indiv&iacute;duo e &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da capacidade de produzir   solu&ccedil;&otilde;es para as atividades e problemas enfrentados<sup>11</sup>. Trabalhar   sob press&atilde;o desfavorece o desenvolvimento de estrat&eacute;gias de autoprote&ccedil;&atilde;o &agrave;   sa&uacute;de, como a busca de melhor postura corporal ou proje&ccedil;&atilde;o vocal, e resulta na   ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias com hipersolicita&ccedil;&atilde;o do corpo e consequente fadiga f&iacute;sica   e mental<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A somat&oacute;ria de exig&ecirc;ncias leva a um aumento de   esfor&ccedil;os que ultrapassa os limiares adequados &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de do   trabalhador. Frente ao ac&uacute;mulo de trabalho, o trabalhador busca, em seu   repert&oacute;rio, novos recursos para enfrentar a situa&ccedil;&atilde;o que se apresenta<sup>7</sup>.   Essa autoexig&ecirc;ncia acarreta esfor&ccedil;o no sentido de controlar e n&atilde;o demonstrar   cansa&ccedil;o, irrita&ccedil;&atilde;o, raiva. Quanto maior o cansa&ccedil;o, menor a participa&ccedil;&atilde;o social   e em atividades de lazer, o que contribui para que o quadro se agrave continuamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A &ecirc;nfase nas habilidades e compet&ecirc;ncias individuais   do docente e suas repercuss&otilde;es sobre os projetos educacionais encobrem as   condi&ccedil;&otilde;es de trabalho existentes: "<i>o     mal-estar docente pode ser explicado pela presen&ccedil;a de obst&aacute;culos relacionados     ao volume de trabalho e &agrave; precariedade das condi&ccedil;&otilde;es existentes, mas tamb&eacute;m &agrave;s     altas demandas no trabalho, incluindo as demandas emocionais, junto a uma     expectativa social de excel&ecirc;ncia, cujo limite &eacute; exigir do professor uma atua&ccedil;&atilde;o     capaz de reverter a situa&ccedil;&atilde;o na qual se encontra</i>"<sup>22</sup> (p.   5).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa din&acirc;mica de for&ccedil;as contr&aacute;rias conduz os   professores ao adoecimento e, muitas vezes, &agrave; impossibilidade de manter-se na   fun&ccedil;&atilde;o docente. A decep&ccedil;&atilde;o com a realidade encontrada &eacute; causa primeira da   frustra&ccedil;&atilde;o com o trabalho docente<sup>17,23,24</sup>. Ao abandonar a imagem   idealizada e subordinar-se ao trabalho proposto, o professor elimina, em &uacute;ltima   inst&acirc;ncia, o pr&oacute;prio sentido do seu trabalho<sup>25</sup>. Ao perder a voz, o   professor perde a possibilidade de manter-se em sua fun&ccedil;&atilde;o, perde sua   identidade profissional, o que coloca, em risco, a sua carreira e a sua   sobreviv&ecirc;ncia como educador<sup>26</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><u>Considera&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas e limites do estudo</u></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Optou-se por esse delineamento por ser um tipo de   estudo apropriado para estimar a magnitude da associa&ccedil;&atilde;o entre exposi&ccedil;&atilde;o e   doen&ccedil;a e por ser eficiente para avaliar agravos relacionados ao trabalho. A   principal dificuldade metodol&oacute;gica, neste estudo, foi conceituar caso<sup>27</sup>,   defini&ccedil;&atilde;o de crucial import&acirc;ncia em estudos caso-controle. A vari&aacute;vel   dependente &#150; dist&uacute;rbio de voz &#150; &eacute; uma manifesta&ccedil;&atilde;o din&acirc;mica e funcional, o que   impossibilita uma defini&ccedil;&atilde;o dicot&ocirc;mica entre doen&ccedil;a e n&atilde;o doen&ccedil;a<sup>28</sup>.   N&atilde;o h&aacute; consenso sobre o procedimento de avalia&ccedil;&atilde;o padr&atilde;o-ouro para essa   defini&ccedil;&atilde;o. No presente estudo, optou-se por definir caso pela presen&ccedil;a de   sintoma vocal atual associada &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o perceptivo-auditiva da voz, realizada   por fonoaudi&oacute;logo, e &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o perceptivo-visual das pregas vocais, realizada   por m&eacute;dico otorrinolaringologista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Da mesma forma, a sele&ccedil;&atilde;o de sujeitos para compor os   grupos de caso e de controle mostrou-se complexa. Para reduzir poss&iacute;vel vi&eacute;s de   sele&ccedil;&atilde;o, optou-se por compor o grupo de controle por professoras que lecionavam   nas mesmas escolas, garantindo m&aacute;xima semelhan&ccedil;a com o grupo de caso, com mesma   probabilidade de exposi&ccedil;&atilde;o aos fatores de risco f&iacute;sicos, qu&iacute;micos e biol&oacute;gicos   do ambiente de trabalho escolar.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Considerar, como crit&eacute;rio de exclus&atilde;o, o afastamento   da sala de aula por licen&ccedil;a m&eacute;dica ou readapta&ccedil;&atilde;o funcional por qualquer agravo   de sa&uacute;de pode ter favorecido o vi&eacute;s do trabalhador sadio. Entretanto, a   manuten&ccedil;&atilde;o dessa parcela da popula&ccedil;&atilde;o causaria distor&ccedil;&otilde;es nas an&aacute;lises de   compara&ccedil;&atilde;o dos grupos, uma vez que a necessidade de uso vocal &eacute; distinta e   variada nessas ocupa&ccedil;&otilde;es. Optou-se, ainda, por n&atilde;o considerar crit&eacute;rio de   exclus&atilde;o o fato de as professoras terem recebido orienta&ccedil;&atilde;o ou tratamento, uma   vez que seria imposs&iacute;vel garantir a aus&ecirc;ncia de qualquer informa&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via,   especialmente pela vig&ecirc;ncia do Programa de Sa&uacute;de Vocal nas escolas da   Prefeitura do Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo<sup>29</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Finalmente, considera-se que o delineamento de   caso-controle n&atilde;o permite estabelecer rela&ccedil;&atilde;o causal entre a exposi&ccedil;&atilde;o e o   efeito na sa&uacute;de, entretanto, o estudo avan&ccedil;a ao confirmar a associa&ccedil;&atilde;o dos   aspectos de estresse no trabalho docente ao dist&uacute;rbio de voz.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este estudo caso-controle confirmou a associa&ccedil;&atilde;o   entre dist&uacute;rbio de voz em professoras da rede municipal de ensino de S&atilde;o Paulo   e estresse no trabalho docente. Foi encontrada diferen&ccedil;a estatisticamente   significativa entre os grupos de caso e de controle em rela&ccedil;&atilde;o ao estresse no   trabalho na condi&ccedil;&atilde;o de alta exig&ecirc;ncia (OR = 2,1; IC95%: 1,1-3,9), que   representa alta demanda associada a baixo controle do trabalho, situa&ccedil;&atilde;o com   maior risco de presen&ccedil;a de rea&ccedil;&otilde;es adversas &agrave; sa&uacute;de f&iacute;sica e mental dos trabalhadores.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S. P. P. Giannini, M. R. D. O. Latorre e L. P.   Ferreira contribu&iacute;ram na concep&ccedil;&atilde;o do projeto, na an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos   dados, na reda&ccedil;&atilde;o do artigo, na revis&atilde;o cr&iacute;tica relevante do conte&uacute;do   intelectual e na aprova&ccedil;&atilde;o final da vers&atilde;o a ser publicada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Williams NR. Occupational groups   at risk of voice disorders: a review of the literature. Occup Med (Lond) 2003;   53:456-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161505&pid=S0102-311X201200110001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Vilkman E. Occupational safety and   health aspects of voice and speech professions. Folia Phoniatr Logop 2004;   56:220-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161507&pid=S0102-311X201200110001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Ferreira LP, Giannini SPP, Figueira S, Silva EE,   Karmann DF, Thom&eacute;-de-Souza TM. Condi&ccedil;&otilde;es de produ&ccedil;&atilde;o vocal de professores da   rede do Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo. Dist&uacute;rb Comun 2003; 14:275-308.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161509&pid=S0102-311X201200110001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Roy N, Merrill RM, Thibeault S,   Gray S, Smith EM. Voice disorders in teachers and the general population:   effects on work performance, attendance, and future career choices. J Speech   Lang Hear Res 2004; 44:542-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161511&pid=S0102-311X201200110001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Preciado J, P&eacute;rez C, Calzada M,   Preciado P. Incidencia y prevalencia de los trastornos de la voz en el personal   docente de La Rioja. Acta Otorrinolaringol Esp 2005; 56:202-10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161513&pid=S0102-311X201200110001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Jardim R, Barreto SM, Assun&ccedil;&atilde;o AA. Condi&ccedil;&otilde;es de   trabalho, qualidade de vida e disfonia entre docentes. Cad Sa&uacute;de P&uacute;blica 2007;   23:2439-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161515&pid=S0102-311X201200110001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Seligmann-Silva E. Sa&uacute;de mental e   automa&ccedil;&atilde;o: a prop&oacute;sito de um estudo de caso no setor ferrovi&aacute;rio. Mental health   and automation: remarks on a case study in the railroad industry. Cad Sa&uacute;de   P&uacute;blica 1997; 13 Suppl 2:95-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161517&pid=S0102-311X201200110001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Dejours C. A loucura do trabalho: estudo da   psicopatologia do trabalho. 5<u>ª</u> Ed. S&atilde;o Paulo: Cortez   Editora/Obor&eacute;; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161519&pid=S0102-311X201200110001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Assun&ccedil;&atilde;o AA, Oliveira DA. Intensifica&ccedil;&atilde;o do   trabalho e sa&uacute;de dos professores. Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade 2009; 30:349-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161521&pid=S0102-311X201200110001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Ara&uacute;jo TM, Gra&ccedil;a CC, Ara&uacute;jo E. Estresse ocupacional   e sa&uacute;de: contribui&ccedil;&otilde;es do modelo demanda-controle. Ci&ecirc;nc Sa&uacute;de Coletiva 2003;   8:991-1003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161523&pid=S0102-311X201200110001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Alves MGM, Chor D, Faerstein E, Lopes CS, Werneck   GL. Vers&atilde;o resumida da "Job Stress Scale": adapta&ccedil;&atilde;o para o portugu&ecirc;s. Rev   Sa&uacute;de P&uacute;blica 2004; 38:164-71.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161525&pid=S0102-311X201200110001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Hirano M. Clinical examination of   voice. New York: Springer-Verlag; 1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161527&pid=S0102-311X201200110001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Dejonckere P, Remacle M,   Freznel-Elbaz E. Reliability and relevance of differentiated perceptual   evaluation of pathological voice quality. In: Clemente MP, editor. Voice   update. Amsterdam: Elsevier; 1996. p. 321-4.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161529&pid=S0102-311X201200110001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Ferreira LP, Giannini SPP, Latorre MRDO, Zenari MS.   Dist&uacute;rbio da voz relacionado ao trabalho: proposta de um instrumento para   avalia&ccedil;&atilde;o de professores. Dist&uacute;rb Comun 2007; 19:127-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161531&pid=S0102-311X201200110001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Karasek RA. Job demand, job   decision latitude and mental strain: implications for job redesign. Adm Sci Q   1979; 24:285-308.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161533&pid=S0102-311X201200110001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Fischer FM, Oliveira DC, Nagai R,   Teixeira LR, Lombardi Jr. M, Latorre MRDO, et al. Job control, job demands and   health among adolescent workers. Rev Sa&uacute;de P&uacute;blica 2005; 39:245-53.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161535&pid=S0102-311X201200110001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Codo W, Menezes IV. Burnout: sofrimento ps&iacute;quico   dos trabalhadores em educa&ccedil;&atilde;o. Cadernos de Sa&uacute;de do Trabalho 2000; 12:29-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161537&pid=S0102-311X201200110001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Ara&uacute;jo TM, Reis EJFB, Carvalho FM, Porto LA, Reis   IC, Andrade JM. Fatores associados a altera&ccedil;&otilde;es vocais em professoras. Cad   Sa&uacute;de P&uacute;blica 2008; 24:1229-38.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161539&pid=S0102-311X201200110001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Thom&eacute; CR. A voz do professor: rela&ccedil;&atilde;o entre   dist&uacute;rbio vocal e fatores psicossociais do trabalho &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;.   S&atilde;o Paulo: Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161541&pid=S0102-311X201200110001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Reis EJFB, Ara&uacute;jo, TM, Carvalho FM, Barbalho L,   Silva MO. Doc&ecirc;ncia e exaust&atilde;o emocional. Educa&ccedil;&atilde;o &amp; Sociedade 2006;   27:251-75.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161543&pid=S0102-311X201200110001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Mizukami MGN. Doc&ecirc;ncia, trajet&oacute;rias pessoais e   desenvolvimento profissional. In: Reali AMMR, Mizukami MGN, organizadores.   Forma&ccedil;&atilde;o de professores. S&atilde;o Carlos: EDUFSCar; 1996. p. 59-91.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161545&pid=S0102-311X201200110001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Assun&ccedil;&atilde;o AA. Sa&uacute;de e mal-estar   do(a) trabalha-dor(a) docente. In: Anales del VII Seminario Redestrado &#150; Nuevas   Regulaciones en Am&eacute;rica Latina. Buenos Aires: Agencia Nacional de Promoci&oacute;n   Cient&iacute;fica y Tecnolog&iacute;a; 2008. p. 1-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161547&pid=S0102-311X201200110001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Esteve JM. O mal-estar docente. Lisboa: Escher/Fim   de S&eacute;culo; 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161549&pid=S0102-311X201200110001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. N&oacute;voa A. A rela&ccedil;&atilde;o escola-sociedade: novas   respostas para um velho problema. In: Serbino RV, Ribeiro R, Barbosa RLL,   Gebran RA, organizadores. Forma&ccedil;&atilde;o de professores. S&atilde;o Paulo: Universidade   Estadual Paulista J&uacute;lio de Mesquita Filho; 1998. p. 19-39.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161551&pid=S0102-311X201200110001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Giannini SPP, Passos MC. Hist&oacute;rias que fazem   sentidos: as determina&ccedil;&otilde;es das altera&ccedil;&otilde;es vocais do professor. Dist&uacute;rb Comun   2006; 18:245-57.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161553&pid=S0102-311X201200110001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Rodrigues S, Azevedo R, Behlau M. Considera&ccedil;&otilde;es   sobre a voz falada. In: Marchesan IQ, Zorzi JLE, Gomes, LCD, organizadores.   T&oacute;picos em fonoaudiologia. S&atilde;o Paulo: Lovise; 1996. p. 701-11.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161555&pid=S0102-311X201200110001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Jardim R, Barreto SM, Assun&ccedil;&atilde;o AA.   Voice disorder: case definition and prevalence in teachers. Rev Bras Epidemiol   2007; 10:625-36.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161557&pid=S0102-311X201200110001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Giannini SPP, Ferreira LP, Latorre MRDO. Dist&uacute;rbio   de voz: como definir caso em estudos epidemiol&oacute;gicos? In: Anais do 19º   Congresso Brasileiro e 8º Congresso Internacional de   Fonoaudiologia. <a href="http://www.sbfa.org.br/portal/anais2011/trabalhos_select.php?tt=Busca&id_artigo=1166" target="_blank">http://www.sbfa.org.br/portal/anais2011/trabalhos_select.php?tt=Busca&amp;id_artigo=1166</a> (acessado em 09/Jul/2012).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161559&pid=S0102-311X201200110001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Souza TMT. Sa&uacute;de vocal no ingresso de professores   na Prefeitura Municipal de S&atilde;o Paulo: um programa de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e   vigil&acirc;ncia. In: Anais do 16º Congresso Brasileiro de   Fonoaudiologia. <a href="http://www.sbfa.org.br/portal/anais2008/anais_select.php?op=buscaresultado&cid=374&tid=1" target="_blank">http://www.sbfa.org.br/portal/anais2008/anais_select.php?op=buscaresultado&amp;cid=374&amp;tid=1</a> (acessado em 21/Dez/2009).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1161561&pid=S0102-311X201200110001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="end"></a><a href="#top"><img src="/img/revistas/csp/v28n11/seta.jpg" border="0"></a> <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Correspond&ecirc;ncia</b><br />   S. P. P.   Giannini<br />   Pontif&iacute;cia   Universidade Cat&oacute;lica de S&atilde;o Paulo.<br />   Av. Nhandu   334, S&atilde;o Paulo, SP 04059-000, Brasil<br />   <a href="mailto:ppgiannini@uol.com.br">ppgiannini@uol.com.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Recebido em 02/Mar/2012<br />   Vers&atilde;o final reapresentada em 09/Jul/2012<br />   Aprovado em 07/Ago/2012</font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Williams]]></surname>
<given-names><![CDATA[NR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Occupational groups at risk of voice disorders: a review of the literature]]></article-title>
<source><![CDATA[Occup Med (Lond)]]></source>
<year>2003</year>
<volume>53</volume>
<page-range>456-60</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vilkman]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Occupational safety and health aspects of voice and speech professions]]></article-title>
<source><![CDATA[Folia Phoniatr Logop]]></source>
<year>2004</year>
<volume>56</volume>
<page-range>220-53</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[LP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Giannini]]></surname>
<given-names><![CDATA[SPP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Figueira]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[EE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Karmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[DF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thomé-de-Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[TM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Condições de produção vocal de professores da rede do Município de São Paulo]]></article-title>
<source><![CDATA[Distúrb Comun]]></source>
<year>2003</year>
<volume>14</volume>
<page-range>275-308</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Roy]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Merrill]]></surname>
<given-names><![CDATA[RM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Thibeault]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gray]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Smith]]></surname>
<given-names><![CDATA[EM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Voice disorders in teachers and the general population: effects on work performance, attendance, and future career choices]]></article-title>
<source><![CDATA[J Speech Lang Hear Res]]></source>
<year>2004</year>
<volume>44</volume>
<page-range>542-52</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Preciado]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pérez]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Calzada]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Preciado]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="es"><![CDATA[Incidencia y prevalencia de los trastornos de la voz en el personal docente de La Rioja]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Otorrinolaringol Esp]]></source>
<year>2005</year>
<volume>56</volume>
<page-range>202-10</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jardim]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barreto]]></surname>
<given-names><![CDATA[SM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Assunção]]></surname>
<given-names><![CDATA[AA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Condições de trabalho, qualidade de vida e disfonia entre docentes]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>2007</year>
<volume>23</volume>
<page-range>2439-61</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Seligmann-Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Saúde mental e automação: a propósito de um estudo de caso no setor ferroviário. Mental health and automation: remarks on a case study in the railroad industry]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>1997</year>
<volume>13</volume>
<numero>^s2</numero>
<issue>^s2</issue>
<supplement>2</supplement>
<page-range>95-109</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dejours]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A loucura do trabalho: estudo da psicopatologia do trabalho. 5ª Ed]]></source>
<year>2000</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cortez Editora/Oboré]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Assunção]]></surname>
<given-names><![CDATA[AA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[DA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Intensificação do trabalho e saúde dos professores]]></article-title>
<source><![CDATA[Educação & Sociedade]]></source>
<year>2009</year>
<volume>30</volume>
<page-range>349-72</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[TM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Graça]]></surname>
<given-names><![CDATA[CC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estresse ocupacional e saúde: contribuições do modelo demanda-controle]]></article-title>
<source><![CDATA[Ciênc Saúde Coletiva]]></source>
<year>2003</year>
<volume>8</volume>
<page-range>991-1003</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Alves]]></surname>
<given-names><![CDATA[MGM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Chor]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Faerstein]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
<given-names><![CDATA[CS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Werneck]]></surname>
<given-names><![CDATA[GL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Versão resumida da "Job Stress Scale": adaptação para o português]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Saúde Pública]]></source>
<year>2004</year>
<volume>38</volume>
<page-range>164-71</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hirano]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Clinical examination of voice]]></source>
<year>1981</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Springer-Verlag]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dejonckere]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Remacle]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Freznel-Elbaz]]></surname>
<given-names><![CDATA[E]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Reliability and relevance of differentiated perceptual evaluation of pathological voice quality]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Clemente]]></surname>
<given-names><![CDATA[MP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Voice update]]></source>
<year>1996</year>
<page-range>321-4</page-range><publisher-loc><![CDATA[Amsterdam ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Elsevier]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[LP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Giannini]]></surname>
<given-names><![CDATA[SPP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Latorre]]></surname>
<given-names><![CDATA[MRDO]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zenari]]></surname>
<given-names><![CDATA[MS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Distúrbio da voz relacionado ao trabalho: proposta de um instrumento para avaliação de professores]]></article-title>
<source><![CDATA[Distúrb Comun]]></source>
<year>2007</year>
<volume>19</volume>
<page-range>127-37</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Karasek]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Job demand, job decision latitude and mental strain: implications for job redesign]]></article-title>
<source><![CDATA[Adm Sci Q]]></source>
<year>1979</year>
<volume>24</volume>
<page-range>285-308</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fischer]]></surname>
<given-names><![CDATA[FM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[DC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nagai]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teixeira]]></surname>
<given-names><![CDATA[LR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lombardi Jr.]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Latorre]]></surname>
<given-names><![CDATA[MRDO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Job control, job demands and health among adolescent workers]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Saúde Pública]]></source>
<year>2005</year>
<volume>39</volume>
<page-range>245-53</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Codo]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Menezes]]></surname>
<given-names><![CDATA[IV]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Burnout: sofrimento psíquico dos trabalhadores em educação]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Saúde do Trabalho]]></source>
<year>2000</year>
<volume>12</volume>
<page-range>29-34</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
<given-names><![CDATA[TM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reis]]></surname>
<given-names><![CDATA[EJFB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[FM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Porto]]></surname>
<given-names><![CDATA[LA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reis]]></surname>
<given-names><![CDATA[IC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores associados a alterações vocais em professoras]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saúde Pública]]></source>
<year>2008</year>
<volume>24</volume>
<page-range>1229-38</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Thomé]]></surname>
<given-names><![CDATA[CR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A voz do professor: relação entre distúrbio vocal e fatores psicossociais do trabalho]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Reis]]></surname>
<given-names><![CDATA[EJFB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Araújo]]></surname>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[TM]]></surname>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[FM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barbalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[MO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Docência e exaustão emocional]]></article-title>
<source><![CDATA[Educação & Sociedade]]></source>
<year>2006</year>
<volume>27</volume>
<page-range>251-75</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mizukami]]></surname>
<given-names><![CDATA[MGN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Docência, trajetórias pessoais e desenvolvimento profissional]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Reali]]></surname>
<given-names><![CDATA[AMMR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mizukami]]></surname>
<given-names><![CDATA[MGN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Formação de professores]]></source>
<year>1996</year>
<page-range>59-91</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Carlos ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[EDUFSCar]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Assunção]]></surname>
<given-names><![CDATA[AA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Saúde e mal-estar do(a) trabalha-dor(a) docente]]></article-title>
<source><![CDATA[Anales del VII Seminario Redestrado - Nuevas Regulaciones en América Latina]]></source>
<year>2008</year>
<page-range>1-20</page-range><publisher-loc><![CDATA[Buenos Aires ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Agencia Nacional de Promoción Científica y Tecnología]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Esteve]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O mal-estar docente]]></source>
<year>1992</year>
<publisher-loc><![CDATA[Lisboa ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Escher/Fim de Século]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Nóvoa]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A relação escola-sociedade: novas respostas para um velho problema]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Serbino]]></surname>
<given-names><![CDATA[RV]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barbosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[RLL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gebran]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Formação de professores]]></source>
<year>1998</year>
<page-range>19-39</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Giannini]]></surname>
<given-names><![CDATA[SPP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Passos]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Histórias que fazem sentidos: as determinações das alterações vocais do professor]]></article-title>
<source><![CDATA[Distúrb Comun]]></source>
<year>2006</year>
<volume>18</volume>
<page-range>245-57</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Azevedo]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Behlau]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Considerações sobre a voz falada]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Marchesan]]></surname>
<given-names><![CDATA[IQ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zorzi]]></surname>
<given-names><![CDATA[JLE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[LCD]]></surname>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tópicos em fonoaudiologia]]></source>
<year>1996</year>
<page-range>701-11</page-range><publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lovise]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jardim]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Barreto]]></surname>
<given-names><![CDATA[SM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Assunção]]></surname>
<given-names><![CDATA[AA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Voice disorder: case definition and prevalence in teachers]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Bras Epidemiol]]></source>
<year>2007</year>
<volume>10</volume>
<page-range>625-36</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Giannini]]></surname>
<given-names><![CDATA[SPP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ferreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[LP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Latorre]]></surname>
<given-names><![CDATA[MRDO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Distúrbio de voz: como definir caso em estudos epidemiológicos?]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<conf-name><![CDATA[198 Congresso BrasileiroCongresso Internacional de Fonoaudiologia]]></conf-name>
<conf-loc> </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="confpro">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[TMT]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Saúde vocal no ingresso de professores na Prefeitura Municipal de São Paulo: um programa de promoção da saúde e vigilância]]></article-title>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<conf-name><![CDATA[16 Congresso Brasileiro de Fonoaudiologia]]></conf-name>
<conf-loc> </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
