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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Vigil&acirc;ncia    &agrave; sa&uacute;de bucal: a constru&ccedil;&atilde;o de um modelo integrado</b>    </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Paulo S&aacute;vio    Angeiras de Goes<sup>I</sup>; Nilcema Figueiredo<sup>II</sup>; Gilberto Alfredo    Pucca J&uacute;nior<sup>III</sup>; Lenildo de Moura<sup>IV</sup></b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Departamento    de Odontologia Cl&iacute;nica e Preventiva, Universidade Federal de Pernambuco,    Recife, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Medicina Social, Universidade Federal de Pernambuco,    Recife, Brasil    <br>   <sup>III</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de Bucal, Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia, Brasil    <br>   <sup>IV</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as Cr&ocirc;nicas e N&atilde;o    Transmiss&iacute;veis, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar de o Brasil    possuir tradi&ccedil;&atilde;o na realiza&ccedil;&atilde;o de levantamentos    epidemiol&oacute;gicos nacionais representados pelos levantamentos de sa&uacute;de    bucal em 1986, 1996 e 2003; o pa&iacute;s n&atilde;o possu&iacute;a at&eacute;    2006 uma a&ccedil;&atilde;o estruturadora do componente da vigil&acirc;ncia    &agrave; sa&uacute;de bucal, como parte integrante tanto da Pol&iacute;tica    Nacional de Sa&uacute;de Bucal (PNSB), quanto da pol&iacute;tica de vigil&acirc;ncia    &agrave; sa&uacute;de do pr&oacute;prio Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste contexto,    &eacute; um imperativo constituir um marco te&oacute;rico com base no campo    das vigil&acirc;ncias e estabelecer as interfaces para construir um modelo de    vigil&acirc;ncia &agrave; sa&uacute;de bucal integrada &agrave; pol&iacute;tica    vigente de vigil&acirc;ncia &agrave; sa&uacute;de. Pela natureza eminentemente    cr&ocirc;nica das doen&ccedil;as focadas, este modelo deve buscar uma integra&ccedil;&atilde;o    de v&aacute;rios eixos. O primeiro &eacute; a ado&ccedil;&atilde;o de um modelo    de vigil&acirc;ncia de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, consequentemente, do ponto    de vista da sa&uacute;de bucal. Para tal h&aacute; a necessidade de incorpora&ccedil;&atilde;o    de novas formas de medir n&atilde;o apenas as les&otilde;es/sequelas do ponto    de vista f&iacute;sico, mas o impacto que elas produzem na qualidade de vida    das pessoas. Esse novo modelo dever&aacute; focar ainda a abordagem dos fatores    de risco comuns, os quais s&atilde;o as principais informa&ccedil;&otilde;es    necess&aacute;rias aos pa&iacute;ses, regi&otilde;es e autoridades locais de    sa&uacute;de para o planejamento de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e    de preven&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria. Al&eacute;m disso, essa abordagem    deve ser considerada para a constru&ccedil;&atilde;o de um futuro sistema de    informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O modelo de vigil&acirc;ncia    da sa&uacute;de para as doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas (DANT) prev&ecirc;: (a)    mapear o crescimento e analisar seus determinantes sociais, econ&ocirc;micos,    comportamentais e pol&iacute;ticos para subsidiar pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias    de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de; (b) reduzir o n&iacute;vel de exposi&ccedil;&atilde;o    de indiv&iacute;duos e popula&ccedil;&otilde;es aos fatores de risco mais comuns;    (c) fortalecer o sistema de sa&uacute;de para o controle dos pacientes; (d)    fortalecer redes e parcerias locais, regionais, nacionais e internacionais na    &aacute;rea.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em dezembro de    2006, foi institu&iacute;do pela Portaria SAS/MS nº. 939/2006, o comit&ecirc;    nacional com v&aacute;rias prerrogativas, dentre as quais podemos destacar no    seu Art. 4: Assessorar a &Aacute;rea T&eacute;cnica de Sa&uacute;de Bucal _    DAB/SAS/MS no estabelecimento de diretrizes e defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias    de atua&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea de vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de    Bucal, tendo em conta as caracter&iacute;sticas epidemiol&oacute;gicas e de    organiza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os das esferas federal, estadual e    municipal de sa&uacute;de; Propor crit&eacute;rios para valida&ccedil;&atilde;o    dos dados dos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es do SUS, bem como estrat&eacute;gias    para institucionaliza&ccedil;&atilde;o do monitoramento e vigil&acirc;ncia em    sa&uacute;de bucal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por conta da relev&acirc;ncia    das DANT na defini&ccedil;&atilde;o do perfil epidemiol&oacute;gico da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, por interm&eacute;dio da Secretaria    de Vigil&acirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de, vem desenvolvendo v&aacute;rias parcerias    entre institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas, de pesquisa, estados e munic&iacute;pios,    para desenvolver inqu&eacute;ritos gerais para monitoramento de fatores de riscos    e de prote&ccedil;&atilde;o, agravos e condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de.    Alguns desses inqu&eacute;ritos j&aacute; trazem quest&otilde;es relacionadas    &agrave; sa&uacute;de bucal, entre eles se destacam o VIGITEL, VIVA e o PeNSE;    al&eacute;m do inqu&eacute;rito espec&iacute;fico sobre as condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o brasileira SB-2010, que ser&atilde;o    abordados neste <i>Suplemento</i>, sendo importante que a atual iniciativa de    estruturar o componente de vigil&acirc;ncia &agrave; sa&uacute;de bucal da PNSB    seja consolidada com a capilariza&ccedil;&atilde;o dessa a&ccedil;&atilde;o    para os n&iacute;veis estadual e municipal.</font></p>      ]]></body>
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