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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Alimentos orgânicos e saúde humana: estudo sobre as controvérsias]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The study of controversies is a methodological tool that generates knowledge about the social and political dimensions of science. This approach can be used to understand and explore the topic of organic foods. The present study aimed to analyze the controversies regarding the status of organic foods. We carried out a review of studies published since 1990 in three websites: International Foundation for Organic Agriculture, Soil Association, and Food and Agriculture Organization. The following controversies were identified: 1) effects on human health of the presence of chemical contaminants in organic foods; 2) the quality of organic foods as compared to conventionally grown foods; and 3) price of organic foods. Based on this review, it is possible to conclude that, even though organic foods stand out for their low toxicity, higher durability, and nutritional content of some items, more comparative studies are required to confirm the nutritional superiority of organic foods and to solve the controversies. The discussion must be contextualized within a broad spectrum of health promotion, in which organic farming appears associated with the support for small farming, biodiversity, and local sustainable development, so as to increase offer and demand for organic products at fair prices for individual and institutional consumers.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>OPINI&Oacute;N Y AN&Aacute;LISIS</b> OPINION AND ANALYSIS </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="enda"></a><b>Alimentos org&acirc;nicos e sa&uacute;de humana: estudo sobre as controv&eacute;rsias </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Organic foods and human health: a study of controversies</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Anete Ara&uacute;jo de Sousa<sup>I,</sup><a href="#end"><sup>*</sup></a>; Elaine de Azevedo<sup>II</sup>; Elinete Eliete de Lima<sup>I</sup>; Ana Paula Ferreira da Silva<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Nutri&ccedil;&atilde;o, N&uacute;cleo de Pesquisa de Nutri&ccedil;&atilde;o em Produ&ccedil;&atilde;o de Refei&ccedil;&otilde;es (NUPPRE), Florian&oacute;polis (SC), Brasil    <br>   <sup>II</sup>Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Dourados (MG), Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SINOPSE</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo das controv&eacute;rsias &eacute; uma ferramenta metodol&oacute;gica para o conhecimento das dimens&otilde;es sociais e pol&iacute;ticas da ci&ecirc;ncia. O tema dos alimentos org&acirc;nicos pode ser compreendido e explorado a partir dessa abordagem. O objetivo deste artigo foi analisar as controv&eacute;rsias referentes ao status do alimento org&acirc;nico. A pesquisa foi realizada com base em refer&ecirc;ncias a partir de 1990, citadas nos sites da <i>International Foundation for Organic Agriculture, da Soil Association e da Food and Agriculture Organization</i>. Foram identificadas controv&eacute;rsias acerca 1) das repercuss&otilde;es sobre a sa&uacute;de humana da exist&ecirc;ncia de contaminantes qu&iacute;micos nos alimentos org&acirc;nicos; 2) da qualidade dos alimentos org&acirc;nicos em compara&ccedil;&atilde;o aos convencionais; e 3) da tem&aacute;tica referente ao pre&ccedil;o dos alimentos org&acirc;nicos. O artigo conclui que, embora os alimentos org&acirc;nicos se destaquem por sua baixa toxicidade, maior durabilidade e teor de alguns nutrientes em alguns alimentos, mais estudos comparativos devem ser realizados para comprovar a superioridade do seu valor nutricional e para que as controv&eacute;rsias se dissolvam. E preciso contextualizar a discuss&atilde;o em um amplo espectro de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, no qual a produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica aparece vinculada ao fomento ao pequeno agricultor, &agrave; biodiversidade e ao desenvolvimento local sustent&aacute;vel, de modo a garantir o aumento da demanda e da oferta de produtos org&acirc;nicos a pre&ccedil;os justos para consumidores individuais e institucionais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> alimentos org&acirc;nicos; contaminantes qu&iacute;micos em alimentos; ecologia da nutri&ccedil;&atilde;o; qualidade dos alimentos; sa&uacute;de ambiental. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>SYNOPSIS</b></font></p>       <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The study of controversies is a methodological tool that generates knowledge about the social and political dimensions of science. This approach can be used to understand and explore the topic of organic foods. The present study aimed to analyze the controversies regarding the status of organic foods. We carried out a review of studies published since 1990 in three websites: International Foundation for Organic Agriculture, Soil Association, and Food and Agriculture Organization. The following controversies were identified: 1) effects on human health of the presence of chemical contaminants in organic foods; 2) the quality of organic foods as compared to conventionally grown foods; and 3) price of organic foods. Based on this review, it is possible to conclude that, even though organic foods stand out for their low toxicity, higher durability, and nutritional content of some items, more comparative studies are required to confirm the nutritional superiority of organic foods and to solve the controversies. The discussion must be contextualized within a broad spectrum of health promotion, in which organic farming appears associated with the support for small farming, biodiversity, and local sustainable development, so as to increase offer and demand for organic products at fair prices for individual and institutional consumers.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:</b> food, organic; food pollutants, chemical; nutrition ecology; food quality; environmental health.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo das controv&eacute;rsias &eacute; uma ferramenta metodol&oacute;gica para o conhecimento das dimens&otilde;es sociais e pol&iacute;ticas da ci&ecirc;ncia. Nesse campo, &eacute; poss&iacute;vel aprender sobre as din&acirc;micas da produ&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e tecnol&oacute;gica em suas rela&ccedil;&otilde;es com a sociedade (1). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A an&aacute;lise de pesquisas na &aacute;rea de alimenta&ccedil;&atilde;o e nutri&ccedil;&atilde;o revela evid&ecirc;ncias contradit&oacute;rias acerca da seguran&ccedil;a e da efic&aacute;cia de pr&aacute;ticas de uso dos alimentos, nutrientes ou suplementos. A cada dia surgem novos estudos que questionam os anteriores. Algumas pesquisas, descritas a seguir e analisadas por Azevedo (2), ilustram essas contradi&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O consumo de ovos, por exemplo, foi restrito para prevenir riscos de doen&ccedil;a cardiovascular. Evid&ecirc;ncias cient&iacute;ficas posteriores indicaram, por&eacute;m, uma associa&ccedil;&atilde;o fraca entre a restri&ccedil;&atilde;o de ovos e a redu&ccedil;&atilde;o dos riscos de doen&ccedil;a cardiovascular e derrame (3, 4). O consumo de caf&eacute; tamb&eacute;m j&aacute; foi relacionado &agrave; etiologia da hipertens&atilde;o. No entanto, outro estudo apontou que, embora o consumo de caf&eacute; esteja associado a pequenas altera&ccedil;&otilde;es na press&atilde;o sangu&iacute;nea, ele n&atilde;o tem um papel central no aparecimento da hipertens&atilde;o (5). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tamb&eacute;m serve de exemplo o caso da dieta rica em vegetais, frutas e gr&atilde;os, preconizada pelos m&eacute;dicos e nutricionistas para o controle de doen&ccedil;as cardiovasculares. Um estudo com mais de 48 000 mulheres n&atilde;o reduziu significativamente o risco de tais doen&ccedil;as nessa popula&ccedil;&atilde;o (6). Foi demonstrado ainda que nem todas as gorduras s&atilde;o nocivas e que existem tamb&eacute;m "gorduras boas". As nozes, antes consideradas prejudiciais por seu alto conte&uacute;do de gordura, s&atilde;o atualmente relacionadas &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as card&iacute;acas. O consumo de chocolate, j&aacute; associado &agrave; obesidade, pode fazer bem &agrave; sa&uacute;de. Finalmente, pesquisadores apontam que subst&acirc;ncias chamadas flavonoides, encontradas no cacau, podem diminuir o colesterol (7). A abordagem dessas controv&eacute;rsias cient&iacute;ficas pode auxiliar na compreens&atilde;o do tema dos alimentos org&acirc;nicos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os alimentos org&acirc;nicos s&atilde;o definidos como aqueles alimentos<i> in natura</i> ou processados que s&atilde;o oriundos de um sistema org&acirc;nico de produ&ccedil;&atilde;o agropecu&aacute;ria e industrial. A produ&ccedil;&atilde;o de alimentos org&acirc;nicos &eacute; baseada em t&eacute;cnicas que dispensam o uso de insumos como pesticidas sint&eacute;ticos, fertilizantes qu&iacute;micos, medicamentos veterin&aacute;rios, organismos geneticamente modificados, conservantes, aditivos e irradia&ccedil;&atilde;o. A &ecirc;nfase da produ&ccedil;&atilde;o est&aacute; direcionada ao uso de pr&aacute;ticas de gest&atilde;o e manejo do solo que levam em conta as condi&ccedil;&otilde;es regionais e a necessidade de adaptar localmente os sistemas de produ&ccedil;&atilde;o (8). &Eacute; importante destacar que, mesmo que a produ&ccedil;&atilde;o dos alimentos org&acirc;nicos n&atilde;o utilize esses insumos, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel garantir a aus&ecirc;ncia total de res&iacute;duos de contaminantes qu&iacute;micos, por problemas relacionados &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o ambiental com produtos persistentes e tamb&eacute;m por deriva&ccedil;&atilde;o e proximidade de propriedades convencionais (9). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As restri&ccedil;&otilde;es quanto aos diferentes contaminantes se devem aos diversos (e controversos) estudos que apresentam efeitos de algumas dessas subst&acirc;ncias na sa&uacute;de humana. Outra quest&atilde;o diz respeito ao decl&iacute;nio da qualidade do solo e da quantidade de nutrientes, especialmente micronutrientes, em muitos alimentos provenientes dos m&eacute;todos convencionais de plantio, irriga&ccedil;&atilde;o e uso intensivo de agrot&oacute;xicos e fertilizantes (10, 11). Tamb&eacute;m h&aacute; controv&eacute;rsia quanto ao valor nutricional e ao pre&ccedil;o de venda dos alimentos org&acirc;nicos em compara&ccedil;&atilde;o aos alimentos produzidos convencionalmente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O objetivo do presente artigo foi analisar as controv&eacute;rsias referentes ao<i> status</i> do alimento org&acirc;nico. Foram abordadas as repercuss&otilde;es sobre a sa&uacute;de humana da exist&ecirc;ncia de contaminantes qu&iacute;micos nesses alimentos, a qualidade dos alimentos org&acirc;nicos em compara&ccedil;&atilde;o com os convencionais e a tem&aacute;tica referente ao pre&ccedil;o dos alimentos org&acirc;nicos. A pesquisa baseou-se em refer&ecirc;ncias a partir de 1990, citadas nos sites<i> International Foundation pr Organic Agriculture </i>(<a href="http://www.ifoam.org" target="_blank">http://www.ifoam.org</a>/),<i> Soil Association</i> (<a href="http://www.soilassociation.org/" target="_blank">http://www.soilassociation.org/</a>) e<i> Food and Agriculture Organization</i> (<a href="http://www.fao.org" target="_blank">www.fao.org</a>). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONTAMINANTES QU&Iacute;MICOS E A SA&Uacute;DE HUMANA </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o h&aacute; informa&ccedil;&otilde;es suficientes e seguras sobre </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">o poder cumulativo, o efeito combinado, a mutabilidade (capacidade de sofrer mudan&ccedil;as em seu n&iacute;vel de toxicidade ap&oacute;s a ingest&atilde;o) e as possibilidades de intera&ccedil;&atilde;o no organismo humano de muitos contaminantes utilizados no sistema agroalimentar (12). Portanto, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel estabelecer inter-rela&ccedil;&otilde;es precisas e imediatas entre as consequ&ecirc;ncias do consumo dessas subst&acirc;ncias em longo prazo e as diferentes enfermidades. Al&eacute;m disso, essas subst&acirc;ncias s&atilde;o, muitas vezes, ofertadas em doses acima das recomendadas e sem controle adequado por parte dos sistemas de vigil&acirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A maioria dos pa&iacute;ses adota sistemas de avalia&ccedil;&atilde;o para estimar, cientificamente, o risco potencial para a sa&uacute;de humana da presen&ccedil;a de subst&acirc;ncias qu&iacute;micas em alimentos. As abordagens de gest&atilde;o de risco variam dependendo da origem do produto qu&iacute;mico: adicionado intencionalmente ao alimento ou resultado da contamina&ccedil;&atilde;o acidental. Para a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para Agricultura e Alimenta&ccedil;&atilde;o (FAO) e a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), a avalia&ccedil;&atilde;o da exposi&ccedil;&atilde;o deveria ser ampliada de forma a considerar as diferen&ccedil;as nos h&aacute;bitos alimentares entre os pa&iacute;ses. Essas organiza&ccedil;&otilde;es recomendam ainda que os pa&iacute;ses realizem an&aacute;lises baseadas no estudo da dieta total (EDT) para avaliar a exposi&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o em geral e de grupos vulner&aacute;veis, como as crian&ccedil;as, a contaminantes qu&iacute;micos. O m&eacute;todo EDT estima a ingest&atilde;o diet&eacute;tica de elementos qu&iacute;micos e de nutrientes atrav&eacute;s de an&aacute;lises diretas em amostras de alimentos preparados que reflitam os h&aacute;bitos diet&eacute;ticos m&eacute;dios de grupos populacionais (13,14). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Azevedo e Rigon (15) abordam diferentes estudos que apresentam efeitos dos agrot&oacute;xicos sobre a sa&uacute;de humana, tais como imunodepress&atilde;o, mal de Parkinson, depress&atilde;o e outras desordens neurol&oacute;gicas, aborto e problemas cong&ecirc;nitos, alguns tipos de c&acirc;ncer (especialmente os horm&ocirc;nio-depend entes), infertilidade, m&aacute; forma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita, sintomas respirat&oacute;rios e esterilidade em adultos. As autoras tamb&eacute;m compilam estudos que sinalizam manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas (rinite, urtic&aacute;ria, angioedema, asma e alergias) provocadas pelos aditivos qu&iacute;micos sint&eacute;ticos, em particular pelos corantes artificiais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos citados por Powlson al. (16) mostram uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre nitrato e linfornas n&atilde;o Hodgkin, c&acirc;ncer de bexiga, ov&aacute;rio, &uacute;tero e colo retal e um tipo de anemia em beb&ecirc;s, a metaemoglobinemia. Entretanto, esses autores relatam efeitos ben&eacute;ficos dos nitratos em gastrenterites e doen&ccedil;as cardiovasculares. Tais controv&eacute;rsias sugerem a necessidade de mais estudos que esclare&ccedil;am a real dimens&atilde;o de cada subst&acirc;ncia sobre a sa&uacute;de humana. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As repercuss&otilde;es acima mencionadas s&atilde;o quantitativamente modestas diante do n&uacute;mero de subst&acirc;ncias usadas no sistema agroalimentar convencional. Os efeitos de outros contaminantes precisam ser mais bem delineados; tamb&eacute;m s&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos que avaliem os efeitos das tecnologias sobre a sa&uacute;de humana, entre eles a irradia&ccedil;&atilde;o de alimentos, a transgenia e a nanotecnologia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Destaca-se a complexidade de se analisar contaminantes qu&iacute;micos nos alimentos e a dificuldade de relacionar tais subst&acirc;ncias &agrave; etiologia de enfermidades. Por isso, as legisla&ccedil;&otilde;es de alimentos org&acirc;nicos consideram que, diante de um poss&iacute;vel perigo &agrave; sa&uacute;de, a subst&acirc;ncia ou a tecnologia deve ser evitada, respeitando-se o princ&iacute;pio da precau&ccedil;&atilde;o (17), que tem sido tomado como refer&ecirc;ncia em muitas discuss&otilde;es que envolvem riscos. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ALIMENTOS ORG&Acirc;NICOS FRENTE A ALIMENTOS CONVENCIONAIS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na literatura cient&iacute;fica, algumas pesquisas avaliaram os benef&iacute;cios do consumo de alimentos org&acirc;nicos para a sa&uacute;de humana. Tais estudos alegam que uma dieta org&acirc;nica pode diminuir a exposi&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as aos pesticidas (18,19) e apresentar efeito positivo no quesito fertilidade, uma vez que muitos pesticidas s&atilde;o disruptores end&oacute;crinos (uma dieta isenta dessa classe de agrot&oacute;xicos pode ter um efeito sobre a fertilidade masculina) (20, 21). No entanto, como mencionado anteriormente, &eacute; dif&iacute;cil estabelecer rela&ccedil;&otilde;es, pois os estudos populacionais que compararam a sa&uacute;de das pessoas que consomem habitualmente alimentos org&acirc;nicos com a sa&uacute;de daquelas que consomem alimentos convencionais apresentaram grande n&uacute;mero de vari&aacute;veis n&atilde;o controladas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave;s compara&ccedil;&otilde;es sobre valor nutricional, muitos fatores e vari&aacute;veis devem ser considerados nas pesquisas, tais como o tempo de produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica, o restabelecimento da vida do solo, o tipo de sistema org&acirc;nico utilizado, a variabilidade dos fatores externos (luz solar, temperatura, chuva), o armazenamento e o transporte, que influenciam diretamente o conte&uacute;do de nutrientes nas plantas (22). O desempenho de sistemas produtivos org&acirc;nicos e convencionais deve ser estudado na propriedade de origem (23), onde o grau de controle dos fatores externos supramencionados &eacute; menor do que nos laborat&oacute;rios. Assim, &eacute; poss&iacute;vel perceber a dificuldade de planejar estudos efetivos, cujos resultados possam ser sistematizados e comparados aos de diferentes pesquisas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os resultados dos estudos que compararam os alimentos org&acirc;nicos e os convencionais foram sintetizados em duas grandes revis&otilde;es realizadas em 2009. Um delas se posiciona claramente contra a superioridade dos org&acirc;nicos em termos nutricionais (24); a outra &eacute; mais favor&aacute;vel (25), mas ainda assim sinaliza controv&eacute;rsias no campo de estudo. Pesquisadores da <i>Food Standards Agency</i> (FSA), do Reino Unido, afirmam n&atilde;o haver evid&ecirc;ncias de benef&iacute;cios para a sa&uacute;de no consumo dos alimentos org&acirc;nicos comparados aos convencionais em rela&ccedil;&atilde;o ao valor nutricional. Por isso, atestam que tais alimentos n&atilde;o s&atilde;o de relev&acirc;ncia para a sa&uacute;de p&uacute;blica (24). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por outro lado, a<i> Agence Fran&ccedil;oise de S&eacute;curit&eacute; Sanitaire des Aliments</i> (AFSSA) realizou uma avalia&ccedil;&atilde;o de estudos sobre qualidade nutricional dos alimentos org&acirc;nicos comparados aos convencionais e encontrou resultados opostos: maior teor de mat&eacute;ria seca em tub&eacute;rculos, ra&iacute;zes e folhas; maior teor de ferro e magn&eacute;sio em vegetais como batata, couve, cenoura, beterraba, alho-por&oacute;, alface, cebola, aipo e tomate; mais vitamina C na batata, alho-por&oacute;, couve e aipo; maiores quantidades de betacaroteno no tomate, cenoura e leite org&acirc;nicos; maiores quantidades de fitoqu&iacute;micos na ma&ccedil;&atilde;, p&ecirc;ssego, pera, laranja, cebola, tomate, batata, piment&atilde;o, &oacute;leo de oliva (compostos fen&oacute;licos), vinho (resveratrol) e tomate (&aacute;cido salic&iacute;lico) (25). O estudo franc&ecirc;s destaca ainda o maior teor de &aacute;cidos graxos poli-insaturados no leite, ovos e carnes org&acirc;nicas, uma vez que a dieta &agrave; base de pasto e a cria&ccedil;&atilde;o livre preconizada no manejo animal org&acirc;nico t&ecirc;m como resultado carne e leite com menores teores de gordura saturada (25). Ambas as revis&otilde;es confirmam o teor aumentado de nitratos em alimentos de origem convencional. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto aos aspectos sensoriais, embora faltem evid&ecirc;ncias conclusivas, h&aacute; indica&ccedil;&otilde;es de que os alimentos org&acirc;nicos sejam mais saborosos (26). Contudo, a an&aacute;lise dos aspectos sensoriais de qualidade &eacute; complexa, uma vez que &eacute; subjetiva a caracter&iacute;stica de um alimento que determina a aceitabilidade do consumidor (9). Outro aspecto importante relaciona-se &agrave; durabilidade, uma vez que a aduba&ccedil;&atilde;o &agrave; base de nitrog&ecirc;nio utilizada na agricultura convencional promove um aumento no teor de &aacute;gua dos vegetais, tornando tais alimentos mais perec&iacute;veis (22). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A utiliza&ccedil;&atilde;o de dejetos de animais pelo sistema org&acirc;nico na horticultura levanta suspeitas sobre sua qualidade microbiol&oacute;gica e parasit&aacute;ria. Entretanto, seguindo-se boas pr&aacute;ticas agr&iacute;colas que minimizem os riscos de contamina&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica, n&atilde;o h&aacute; evid&ecirc;ncias de que os org&acirc;nicos sejam mais suscet&iacute;veis &agrave; contamina&ccedil;&atilde;o microbiol&oacute;gica quando comparados aos sistemas convencionais (26). Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s micotoxinas (toxinas produzidas por fungos), a FAO (9) ressalta n&atilde;o haver comprova&ccedil;&atilde;o de que os alimentos org&acirc;nicos sejam mais contaminados. A revis&atilde;o da AFSSA (25) destaca que &eacute; semelhante o teor de micotoxinas nos cereais org&acirc;nicos e nos convencionais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto ao pre&ccedil;o dos alimentos org&acirc;nicos, Azevedo (22) destaca as variantes envolvidas no processo produtivo dos alimentos. De forma simplificada, alega-se que o valor agregado, que pode variar de 20 at&eacute; 100% mais para os produtos org&acirc;nicos em rela&ccedil;&atilde;o aos de origem convencional, tem como uma das causas a lei da oferta e da procura. Frente &agrave; baixa demanda, quando comparado ao alimento convencional, o produto org&acirc;nico ainda n&atilde;o &eacute; competitivo no grande mercado. Entretanto, outros aspectos relativos &agrave; comercializa&ccedil;&atilde;o precisam ser analisados no sentido de impulsionar a comercializa&ccedil;&atilde;o dos org&acirc;nicos, j&aacute; que o pre&ccedil;o dificulta a acessibilidade. &Eacute; preciso, entre outros, entender o confronto entre o grande circuito de comercializa&ccedil;&atilde;o (o de supermercados) e os circuitos curtos (de feiras e venda direta). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O grande circuito imp&otilde;e ao agricultor barreiras como a padroniza&ccedil;&atilde;o e a incorpora&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os aos produtos (uso de embalagens pl&aacute;sticas ou isopor), contratos regulares de entrega (nem sempre poss&iacute;veis em fun&ccedil;&atilde;o da sazonalidade dos alimentos<i> in natura)</i> e a n&atilde;o remunera&ccedil;&atilde;o do produto n&atilde;o comercializado, entre outras. Al&eacute;m disso, faz uso de margens altas para o aumento da lucratividade, o que dificulta a venda e elitiza o consumo de alimentos org&acirc;nicos. Por outro lado, o supermercado permite que uma fatia de consumidores urbanos descubra o produto org&acirc;nico, tornando-o mais conhecido e acess&iacute;vel. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A venda direta e as feiras s&atilde;o propostas eficazes para o fortalecimento de associa&ccedil;&otilde;es de agricultores org&acirc;nicos. Por&eacute;m, h&aacute; dificuldades, como a dist&acirc;ncia dos centros consumidores, as condi&ccedil;&otilde;es das estradas e a exig&ecirc;ncia tanto de habilidade para o com&eacute;rcio quanto de tempo dispon&iacute;vel do agricultor para a venda. Destaca-se que esse circuito &eacute; voltado para um consumidor j&aacute; sensibilizado para o consumo e a compra de alimentos org&acirc;nicos de produ&ccedil;&atilde;o local, havendo alguma dificuldade de ampliar o n&uacute;mero de envolvidos. Por outro lado, as vendas diretas promovem um estreitamento com os consumidores, fidelizando-os cada vez mais &agrave; proposta da agricultura org&acirc;nica e sustent&aacute;vel. Al&eacute;m disso, a aus&ecirc;ncia de intermedia&ccedil;&atilde;o permite uma maior apropria&ccedil;&atilde;o, pelos agricultores, dos resultados de seu trabalho, em termos de renda. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A produ&ccedil;&atilde;o org&acirc;nica exige maior envolvimento de m&atilde;o de obra. Ao adquirir esse tipo de alimento, o consumidor passa a contribuir para o fortalecimento e a viabilidade da agricultura familiar. Essa &eacute; uma contribui&ccedil;&atilde;o social do consumidor socioambientalmente consciente: ao buscar produtos org&acirc;nicos, ele assume um papel decisivo nesse contexto de transi&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O alimento &eacute; uma mercadoria que o consumidor exige que tenha pre&ccedil;o baixo e alta qualidade - e o pre&ccedil;o baixo de um alimento ou refei&ccedil;&atilde;o raramente leva em conta o custo ambiental, os gastos energ&eacute;ticos para sua produ&ccedil;&atilde;o, os impactos na sa&uacute;de humana, no bem-estar animal e na qualidade de vida dos que produzem tais alimentos. Ao adquirir o alimento org&acirc;nico, o consumidor contribui para a promo&ccedil;&atilde;o da sua sa&uacute;de, para a qualidade de vida das futuras gera&ccedil;&otilde;es e para a preserva&ccedil;&atilde;o dos ecossistemas naturais. Nesse contexto, a pergunta que deve ser feita &eacute;: qual o real valor de um alimento com pre&ccedil;o baixo, mas que promove a polui&ccedil;&atilde;o ambiental, a perda da biodiversidade, a exclus&atilde;o social e que contribui para o aumento das doen&ccedil;as? </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>CONSIDERA&Ccedil;&Otilde;ES FINAIS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base nos estudos analisados, conclu&iacute;mos que, embora os alimentos org&acirc;nicos se destaquem por sua baixa toxicidade, maior durabilidade e maior teor de alguns nutrientes em alguns alimentos, mais estudos comparativos devem ser realizados para comprovar essa superioridade e determinar se existem vantagens em termos de valor nutricional para que as controv&eacute;rsias se dissolvam. Por outro lado, &eacute; preciso considerar um contexto de sa&uacute;de ampliado, que n&atilde;o se resuma a uma an&aacute;lise do valor nutricional desses alimentos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sem desconsiderar o foco do artigo e as controv&eacute;rsias analisadas, destaca-se que, ao optar por alimentos org&acirc;nicos, o consumidor est&aacute; ingerindo menos subst&acirc;ncias t&oacute;xicas e apoiando um processo de transi&ccedil;&atilde;o ecol&oacute;gica que visa &agrave; desintoxica&ccedil;&atilde;o gradual dos alimentos, do solo e das &aacute;guas, promovendo a sa&uacute;de ambiental. Portanto, o amplo espectro de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de ao qual o sistema org&acirc;nico aparece vinculado, especialmente o fomento ao pequeno agricultor, &agrave; biodiversidade e ao desenvolvimento local sustent&aacute;vel, &eacute; um apelo para que esse tipo de produ&ccedil;&atilde;o seja estimulado e subsidiado mundialmente, de modo a garantir o aumento da sua demanda e da oferta com pre&ccedil;os justos para consumidores individuais e institucionais. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Pinch Y, Leunberger C. Studying scientific controversy from the STS perspective. 2006. Department of Science &amp; Technology Studies, Cornell University. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://ionesco.sciences-po.fr/com/moodledata/3/Pinch_Leuenberger_Controversies.pdf" target="_blank">http://ionesco.sciences-po.fr/com/moodledata/3/Pinch_Leuenberger_Controversies.pdf</a> Acessado em 5 de novembro de 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581138&pid=S1020-4989201200060001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Azevedo E. Riscos e controv&eacute;rsias no processo de constru&ccedil;&atilde;o do conceito de alimento saud&aacute;vel: o caso da soja &#91;tese&#93;. Florian&oacute;polis: Universidade Federal de Santa Catarina; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581140&pid=S1020-4989201200060001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Hu FB, Stampfer MJ, Rimm EB, Manson JE, Ascherio A, Colditz GA, et al. A prospective study of egg consumption and risk of cardiovascular disease in men and women. JAMA. 1999;281(15):1387-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581142&pid=S1020-4989201200060001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Dawber TR, Nikcerson RJ, Brand FN, Pool J. Eggs, serum cholesterol, and coronary heart disease. Am J Clinical Nutr. 1982;36(4):617-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581144&pid=S1020-4989201200060001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Klag MJ, Wang NY, Meoni LA, Brancati FL, Cooper LA, Liang KY, et al. Coffee intake and risk of hypertension: The Johns Hopkins Precursors Study. Arch Intern Med. 2002;162(6):657-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581146&pid=S1020-4989201200060001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Howard B, Van Horn L, Hsia J, Manson JE, Stefanick ML, Wassertheil-Smoller S, et al. Low-fat dietary pattern and risk of cardiovascular disease: the Women's Health Initiative Randomized Controlled Dietary Modification Trial. JAMA. 2006;295(6):655-66.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581148&pid=S1020-4989201200060001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Hu F, Stampher M, Manson J, Rimm EB, Colditz GA, Rosner BA, et al. Frequent nut consumption and risk of coronary heart disease in women: prospective cohort study. BMJ. 1998; 317(7169):1341-5 </font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581150&pid=S1020-4989201200060001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Food and Agriculture Organization, FAO Inter-Departmental Working Group on Organic Agriculture. Organic agriculture. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.fao.org/organicag/oa-faq/oa-faq1/es/" target="_blank">http://www.fao.org/organicag/oa-faq/oa-faq1/es/</a> Acessado em 8 de mar&ccedil;o de 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581151&pid=S1020-4989201200060001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Food and Agriculture Organization. Influence de L'Agriculture Biologique sur L'Innocuit&eacute; et la Qualit&eacute; des Aliments. Vingt-Deuxi&egrave;me Conf&eacute;rence R&eacute;gionale de la FAO pour L'Europe; 2000 Jul 24-28; Porto, Portugal. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.fao.org/docrep/meeting/X4983F.htm" target="_blank">http://www.fao.org/docrep/meeting/X4983F.htm</a> Acessado em 5 de maio de 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581153&pid=S1020-4989201200060001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Davis D, Epp MD, Riordan HD. Changes in USDA food composition data for 43 garden crops, 1950 to 1999. J Am Coll Nutr. 2004;23(6):669-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581155&pid=S1020-4989201200060001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. White PJ, Broadley MR. Historical variation in the mineral composition of edible horticultural products. J Hortic Sci Biotech. 2005;80(6):660-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581157&pid=S1020-4989201200060001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Roe F. Some aspects of food toxicology: a personal view. Em: Miller K. Toxicological aspects of food. Londres: Elsevier; 1997.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581159&pid=S1020-4989201200060001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Organizaci&oacute;n de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentaci&oacute;n. Conferencia Paneuropea de FAO/OMS sobre Inocuidad y Calidad Alimentaria; 2002 Feb 25-28; Budapeste, Hungria. Dispon&iacute;vel em: <a href="ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/meeting/004/x6865s.pdf" target="_blank">ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/meeting/004/x6865s.pdf</a> Acessado em 15 de mar&ccedil;o de 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581161&pid=S1020-4989201200060001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Food and Drug Administration. Total Diet Study. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.fda.gov/Food/FoodSafety/FoodContaminantsAdulteration/TotalDiet Study/default.htm" target="_blank">http://www.fda.gov/Food/FoodSafety/FoodContaminantsAdulteration/TotalDiet Study/default.htm</a> Acessado em 23 de mar&ccedil;o de 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581163&pid=S1020-4989201200060001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Azevedo E, Rigon SA. Sistema alimentar com base no conceito de sustentabilidade. Em: Taddei JA, Lang RMF, Longo- Silva G, Toloni MHA, eds. Nutri&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de p&uacute;blica. S&atilde;o Paulo: Rubio; 2010. Pp. 543-60.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581165&pid=S1020-4989201200060001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Powlson DS, Addiscott TM, Benjamin N, Cassman KG, Kok TM, Grinsven H, et al. When does nitrate become a risk for humans? J Environ Qual. 2008;37:291-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581167&pid=S1020-4989201200060001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Wynne B. Uncertainty and environmental learning: reconceiving science and policy in the preventive paradigm. Glob Environ Change. 1992;2(2):111-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581169&pid=S1020-4989201200060001000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Curl CL, Fenske RA, Elgethun K. Organophosphorus pesticide exposure of urban and suburban pre-school children with organic and conventional diets. Environ Health Perspect. 2003;111(3):377-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581171&pid=S1020-4989201200060001000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Lu C, Toepel K, Irish R, Fenske RA, Barr DB, Bravo R. Organic diets significantly lower children's dietary exposure to organophosphorus pesticides. Environ Health Perspect. 2006;114(2):260-3.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581173&pid=S1020-4989201200060001000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Abell A, Ernst E, Bonde JP. High sperm density among members of organic farmers' association. Lancet. 1994;343(8911):1498.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581175&pid=S1020-4989201200060001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Jensen TK, Giwercman A, Carlsen E, Scheike T, Skakkebaek NE. Semen quality among members of organic food associations in Zealand, Denmark. Lancet. 1996;347(9018):1844.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581177&pid=S1020-4989201200060001000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Azevedo E. Alimentos org&acirc;nicos: ampliando conceitos de sa&uacute;de humana, social e ambiental. Tubar&atilde;o: Unisul; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581179&pid=S1020-4989201200060001000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Benbrook CM, Zin Zhao X, Y&aacute;&ntilde;ez J, Davies N, Preston A. New evidence confirms the nutritional superiority of plant-based organic foods. Boulder: The Organic Centre; 2008. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.organiccenter.org/reportfiles/5367_Nutrient_Content_SSR_FINAL_V2.pdf" target="_blank">http://www.organiccenter.org/reportfiles/5367_Nutrient_Content_SSR_FINAL_V2.pdf</a> Acessado em 8 de mar&ccedil;o de 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581181&pid=S1020-4989201200060001000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Dangour AD, Dodhia SK, Hayter A, Allen E, Lock K, Uauy R. Nutritional quality of organic foods: a systemic review. Am J Clin Nutr. 2009;90(3):680-5.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581183&pid=S1020-4989201200060001000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Lairon D. Nutritional quality and safety of organic food. A review. Agron Sustain Dev. 2009;30(1):33-41.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581185&pid=S1020-4989201200060001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Bourn D, Prescott J. A comparison of the nutritional value, sensory qualities, and food safety of organically and conventionally produced foods. Crit Rev Food Sci Nutr. 2002;42(1):1-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2581187&pid=S1020-4989201200060001000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Manuscrito recebido em 20 de julho de 2011.    <br>   Aceito em vers&atilde;o revisada em 3 de abril de 2012. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <a name="end"></a><a href="#enda">*</a> Correspond&ecirc;ncia: <a href="mailto:anete@ccs.ufsc.br">anete@ccs.ufsc.br</a> (Anete Ara&uacute;jo de Sousa).</font></p>      ]]></body><back>
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