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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Consolidação de diretrizes internacionais de manejo de populações caninas em áreas urbanas e proposta de indicadores para seu gerenciamento]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this study is to propose a generic program for the management of urban canine populations with suggestion of performance indicators. The following international guidelines on canine population management were revised and consolidated: World Health Organization, World Organisation for Animal Health, World Society for the Protection of Animals, International Companion Animal Management Coalition, and the Food and Agriculture Organization. Management programs should cover: situation diagnosis, including estimates of population size; social participation with involvement of various sectors in the planning and execution of strategies; educational actions to promote humane values, animal welfare, community health, and responsible ownership (through purchase or adoption); environmental and waste management to eliminate sources of food and shelter; registration and identification of animals; animal health care, reproductive control; prevention and control of zoonoses; control of animal commerce; management of animal behavior and adequate solutions for abandoned animals; and laws regulating responsible ownership, prevention of abandonment and zoonoses. To monitor these actions, four groups of indicators are suggested: animal population indicators, human/animal interaction indicators, public service indicators, and zoonosis indicators. The management of stray canine populations requires political, sanitary, ethologic, ecologic, and humanitarian strategies that are socially acceptable and environmentally sustainable. Such measures must also include the control of zoonoses such as rabies and leishmaniasis, considering the concept of "one health," which benefits both the animals and people in the community.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>INFORME ESPECIAL</b> SPECIAL REPORT</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b><a name="enda"></a>Consolida&ccedil;&atilde;o de diretrizes internacionais de manejo de popula&ccedil;&otilde;es caninas em &aacute;reas urbanas e proposta de indicadores para seu gerenciamento </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Consolidation of international guidelines for the management of canine populations in urban areas and proposal of performance indicators </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Rita de Cassia Maria Garcia<sup>I,</sup><a href="#end"><sup>*</sup></a>; N&eacute;stor Calder&oacute;n<sup>I</sup>; Fernando Ferreira<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Instituto T&eacute;cnico de Educa&ccedil;&atilde;o e Controle Animal (ITEC), Cotia (SP), Brasil    <br> <sup>II</sup>Universidade de S&atilde;o Paulo, Faculdade de Medicina Veterin&aacute;ria e Zootecnia, S&atilde;o Paulo (SP). Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> O objetivo desse trabalho &eacute; propor um programa gen&eacute;rico de manejo populacional de c&atilde;es em &aacute;reas urbanas com indicadores para seu gerenciamento. Foram revisadas e consolidadas as diretrizes internacionais dispon&iacute;veis para o manejo populacional de c&atilde;es: Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial para a Sa&uacute;de Animal, <i>World Society for the Protection of Animals, International Companion Animal Management Coalition</i> e Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Agricultura. Os programas de manejo populacional de c&atilde;es devem contemplar: diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o, incluindo estimativa populacional; participa&ccedil;&atilde;o social com envolvimento dos diferentes setores no planejamento e na execu&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias; a&ccedil;&otilde;es educativas para promover os valores humanos, o bem-estar animal, a sa&uacute;de das comunidades e a aquisi&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel (compra ou ado&ccedil;&atilde;o); manejo ambiental e de res&iacute;duos para diminuir a fonte de alimento e abrigo; registro e identifica&ccedil;&atilde;o dos animais; cuidados da sa&uacute;de animal, controle reprodutivo dos c&atilde;es; preven&ccedil;&atilde;o e controle de zoonoses; controle do com&eacute;rcio de animais; manejo etol&oacute;gico e destino adequado dos animais abandonados; e legisla&ccedil;&atilde;o pertinente &agrave; guarda respons&aacute;vel, &agrave; preven&ccedil;&atilde;o ao abandono e &agrave; preven&ccedil;&atilde;o das zoonoses. Para monitorar as a&ccedil;&otilde;es, devem-se utilizar quatro grupos de indicadores: relativos &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es animais, &agrave;s intera&ccedil;&otilde;es humano/animal, aos servi&ccedil;os p&uacute;blicos e &agrave;s zoonoses transmitidas por esses animais. Concluiu-se que o manejo populacional dos c&atilde;es de rua exige estrat&eacute;gias pol&iacute;ticas, sanit&aacute;rias, etol&oacute;gicas, ecol&oacute;gicas e humanit&aacute;rias que sejam socialmente aceitas e ambientalmente sustent&aacute;veis. Tamb&eacute;m deve integrar o controle das zoonoses como raiva e leishmaniose, inserindo-se no conceito de "uma s&oacute; sa&uacute;de", que beneficia tanto os animais quanto as pessoas das comunidades. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:</b> C&atilde;es; zoonoses; animais; bem-estar do animal; vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The objective of this study is to propose a generic program for the management of urban canine populations with suggestion of performance indicators. The following international guidelines on canine population management were revised and consolidated: World Health Organization, World Organisation for Animal Health, World Society for the Protection of Animals, International Companion Animal Management Coalition, and the Food and Agriculture Organization. Management programs should cover: situation diagnosis, including estimates of population size; social participation with involvement of various sectors in the planning and execution of strategies; educational actions to promote humane values, animal welfare, community health, and responsible ownership (through purchase or adoption); environmental and waste management to eliminate sources of food and shelter; registration and identification of animals; animal health care, reproductive control; prevention and control of zoonoses; control of animal commerce; management of animal behavior and adequate solutions for abandoned animals; and laws regulating responsible ownership, prevention of abandonment and zoonoses. To monitor these actions, four groups of indicators are suggested: animal population indicators, human/animal interaction indicators, public service indicators, and zoonosis indicators. The management of stray canine populations requires political, sanitary, ethologic, ecologic, and humanitarian strategies that are socially acceptable and environmentally sustainable. Such measures must also include the control of zoonoses such as rabies and leishmaniasis, considering the concept of "one health," which benefits both the animals and people in the community. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> <b>Key words: </b>Dogs; zoonoses; animals; animal welfare; epidemiological surveillance. </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O abandono de c&atilde;es &eacute; um importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica (1, 2) e de bem-estar animal (3, 4), com causas m&uacute;ltiplas relacionadas a fatores religiosos, culturais e socioecon&oacute;micos. Al&eacute;m disso, aspectos demogr&aacute;ficos, ecol&oacute;gicos e biol&oacute;gicos e o grau de desenvolvimento dos pa&iacute;ses tamb&eacute;m t&ecirc;m impacto na gravidade e tratamento dessa quest&atilde;o (5-7). Juntamente com esses fatores, as demandas sociais, legais, financeiras e &eacute;ticas influenciam as estrat&eacute;gias utilizadas pelos governos para o manejo das popula&ccedil;&otilde;es de c&atilde;es abandonados (2, 8). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir da d&eacute;cada de 1970, v&aacute;rios pa&iacute;ses implantaram programas para o manejo populacional de c&atilde;es. Tais programas normalmente envolvem controle reprodutivo, legisla&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o para a conscientiza&ccedil;&atilde;o da guarda respons&aacute;vel e registro e identifica&ccedil;&atilde;o dos animais. Na Am&eacute;rica Latina, onde a maioria dos pa&iacute;ses, inclusive o Brasil, n&atilde;o possui uma pol&iacute;tica nacional para o manejo populacional de c&atilde;es, muitas cidades, estados ou prov&iacute;ncias j&aacute; a estabeleceram (2). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Inicialmente, as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para o manejo populacional canino eram consideradas como sin&ocirc;nimo da atua&ccedil;&atilde;o em raiva e inclu&iacute;am a captura e a elimina&ccedil;&atilde;o de animais de rua (9). Entretanto, a partir de 1984, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) passou a se posicionar sobre o tema. Nesse ano, foram reconhecidos quatro m&eacute;todos pr&aacute;ticos para o manejo populacional canino: restri&ccedil;&atilde;o de movimentos, captura e remo&ccedil;&atilde;o e controle do habitat (controle das fontes de alimento e abrigo) e da reprodu&ccedil;&atilde;o (10). Em 1990, a OMS publicou o primeiro guia de orienta&ccedil;&atilde;o para o manejo populacional canino, acrescentando estrat&eacute;gias para registro e identifica&ccedil;&atilde;o dos c&atilde;es e gatos e para educa&ccedil;&atilde;o e envolvimento da comunidade (6), posteriormente inclu&iacute;das no 8º Relat&oacute;rio do Comit&ecirc; de Especialistas em Raiva (11). Na d&eacute;cada de 1990 tamb&eacute;m teve in&iacute;cio o movimento <i>No Kill,</i> pela n&atilde;o elimina&ccedil;&atilde;o de animais sadios abandonados. Esse movimento se estendeu a in&uacute;meros pa&iacute;ses, estados e cidades das Am&eacute;ricas, demandando a utiliza&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias &eacute;ticas e ambientalmente sustent&aacute;veis, al&eacute;m de socialmente aceitas. No Brasil, o movimento &eacute; representado pela proibi&ccedil;&atilde;o legal da elimina&ccedil;&atilde;o de animais aparentemente saud&aacute;veis em alguns estados e cidades (2). Outro documento mais recente da OMS sobre o assunto (12) reconhece a import&acirc;ncia dos programas de controle reprodutivo para os animais abandonados, com a finalidade de diminuir a renova&ccedil;&atilde;o populacional e o n&uacute;mero de animais suscet&iacute;veis para a raiva, sendo um marco no reconhecimento da import&acirc;ncia de estabelecer estrat&eacute;gias para o manejo de animais comunit&aacute;rios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2007, a organiza&ccedil;&atilde;o<i> International Companion Animal Management Coalition </i>(ICAM) produziu um guia que, al&eacute;m de incluir estrat&eacute;gias de cuidados, orienta sobre a sustentabilidade dos programas de manejo de animais comunit&aacute;rios por meio do desenvolvimento da responsabilidade social local, monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o constantes (13). Segundo a OMS (5), quando as a&ccedil;&otilde;es para o manejo das popula&ccedil;&otilde;es animais s&atilde;o controladas pelo sistema de participa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, aumenta a consci&ecirc;ncia e o senso da guarda respons&aacute;vel na comunidade, o que contribui para a constru&ccedil;&atilde;o de uma comunidade mais estruturada para prover cuidados de sa&uacute;de aos animais e evitar o abandono. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2009, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial para Sa&uacute;de Animal (OIE) indicou as seguintes medidas para o manejo populacional canino: educa&ccedil;&atilde;o e legisla&ccedil;&atilde;o para a guarda respons&aacute;vel, registro e identifica&ccedil;&atilde;o dos animais, controle reprodutivo, recolhimento e manejo de c&atilde;es de rua capturados, controle das fontes de alimento e abrigo, restri&ccedil;&atilde;o do movimento, educa&ccedil;&atilde;o para a redu&ccedil;&atilde;o dos ataques e mordeduras e eutan&aacute;sia (4). Apontou ainda elementos para serem monitorados, como o tamanho populacional, a preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as e o n&iacute;vel de guarda respons&aacute;vel. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2010, a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Agricultura (FAO) (14) realizou uma consulta eletr&ocirc;nica para revisar o estado do conhecimento sobre o manejo populacional canino. Essa consulta identificou fatores relacionados com a persist&ecirc;ncia de animais nas ruas, como a falta de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, de manejo ambiental, de identifica&ccedil;&atilde;o de animais com guardi&otilde;es, de cuidados e de conscientiza&ccedil;&atilde;o sobre a guarda respons&aacute;vel, e a elevada taxa de sobreviv&ecirc;ncia de animais de rua. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entretanto, a aus&ecirc;ncia de uma avalia&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica das estrat&eacute;gias utilizadas torna os programas vulner&aacute;veis e impossibilita a retroalimenta&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es, a avalia&ccedil;&atilde;o do impacto e a melhoria dos mesmos. O delineamento de um programa gen&eacute;rico de manejo populacional de c&atilde;es em &aacute;reas urbanas seria extremamente &uacute;til para auxiliar os governos na escolha das estrat&eacute;gias aplic&aacute;veis a sua realidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este trabalho teve como objetivo propor um programa gen&eacute;rico de manejo populacional de c&atilde;es em &aacute;reas urbanas e sugerir indicadores para seu gerenciamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com base na revis&atilde;o das estrat&eacute;gias indicadas para o manejo populacional de c&atilde;es em documentos da OMS, OIE,  <i>World Society for the Protection of Animals </i>(WSPA), ICAM, FAO e Instituto T&eacute;cnico de Educa&ccedil;&atilde;o e Controle Animal (ITEC), propusemos um programa gen&eacute;rico de manejo populacional canino em &aacute;reas urbanas, incluindo indicadores para a sua avalia&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESULTADOS </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com bases nos documentos existentes, &eacute; poss&iacute;vel definir "programa para o manejo populacional" como um conjunto de estrat&eacute;gias desenvolvidas para prevenir a falta de controle e o abandono animal e promover a guarda respons&aacute;vel, estruturadas sob a &oacute;tica da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da comunidade, do bem-estar humano e animal e do equil&iacute;brio ambiental (2). Os objetivos desse tipo de programa s&atilde;o: evitar a presen&ccedil;a de animais soltos em vias p&uacute;blicas, com ou sem guardi&otilde;es; aumentar o n&iacute;vel dos cuidados para com os animais (guarda respons&aacute;vel); diminuir as taxas de abandono, natalidade, morbidade, mortalidade e de renova&ccedil;&atilde;o das popula&ccedil;&otilde;es animais; prevenir agravos e controlar zoonoses; promover a participa&ccedil;&atilde;o social e o empoderamento de indiv&iacute;duos e comunidades; encontrar um destino adequado, humanit&aacute;rio e &eacute;tico para os animais de rua, seja abandonados ou com guardi&atilde;o, tendo em vista o bem-estar dos animais, o controle de zoonoses e a sa&uacute;de das pessoas da comunidade e dos trabalhadores que desenvolvem essas atividades. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma abordagem hol&iacute;stica do manejo populacional canino deve incluir interven&ccedil;&otilde;es preventivas e curativas que respondam &agrave;s necessidades locais utilizando os recursos dispon&iacute;veis, pois nenhum modelo servir&aacute; para todas as situa&ccedil;&otilde;es e demandas (2, 8). Tais interven&ccedil;&otilde;es devem ser constantemente avaliadas e manter-se sustent&aacute;veis por longos per&iacute;odos, com pol&iacute;ticas de expans&atilde;o para outras regi&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As estrat&eacute;gias devem contemplar ao mesmo tempo o cen&aacute;rio das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas nacionais para o manejo populacional canino e a implementa&ccedil;&atilde;o em n&iacute;vel local pelas municipalidades. Devem ser inclu&iacute;dos: diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o, incluindo estimativa populacional; participa&ccedil;&atilde;o social com envolvimento dos diferentes setores no planejamento e na execu&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias; a&ccedil;&otilde;es educativas para promover os valores humanos, os conceitos de bem-estar animal, a sa&uacute;de das comunidades e a aquisi&ccedil;&atilde;o respons&aacute;vel (compra ou ado&ccedil;&atilde;o); manejo ambiental e dos res&iacute;duos para diminuir a fonte de alimento e abrigo; registro e identifica&ccedil;&atilde;o dos animais; cuidados da sa&uacute;de e bem-estar animal; preven&ccedil;&atilde;o e controle de zoonoses transmitidas pelos c&atilde;es; controle do com&eacute;rcio de animais; manejo etol&oacute;gico e destino adequado dos animais abandonados; e legisla&ccedil;&atilde;o pertinente &agrave; guarda respons&aacute;vel, &agrave; preven&ccedil;&atilde;o ao abandono e &agrave; preven&ccedil;&atilde;o das zoonoses. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o envolve a coleta de dados sobre a popula&ccedil;&atilde;o animal (din&acirc;mica populacional), a epidemiologia do abandono e as atitudes e comportamentos humanos para com os animais. Para a estrat&eacute;gia educativa, &eacute; fundamental um diagn&oacute;stico inicial com o objetivo de entender a percep&ccedil;&atilde;o da comunidade em rela&ccedil;&atilde;o aos animais de companhia e dimensionar o conhecimento das pessoas sobre guarda respons&aacute;vel. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O planejamento das a&ccedil;&otilde;es educativas para o fortalecimento do v&iacute;nculo entre comunidades, fam&iacute;lias e indiv&iacute;duos e os animais de estima&ccedil;&atilde;o inclui diferentes n&iacute;veis de guarda respons&aacute;vel. O n&iacute;vel b&aacute;sico se relaciona aos cuidados m&iacute;nimos que devem ser oferecidos aos animais, com base na legisla&ccedil;&atilde;o existente referente &agrave; guarda respons&aacute;vel e ao controle animal: prover alimento, &aacute;gua, abrigo e tratamento de doen&ccedil;as e outras inj&uacute;rias. O n&iacute;vel intermedi&aacute;rio inclui os cuidados relacionados no n&iacute;vel b&aacute;sico acrescidos dos cuidados de preven&ccedil;&atilde;o &agrave;s doen&ccedil;as e aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s necessidades comportamentais e naturais do animal. Finalmente, o n&iacute;vel &oacute;timo de guarda respons&aacute;vel engloba os cuidados com todos os aspectos que promovam o bemestar dos animais, incluindo o enriquecimento ambiental, as solu&ccedil;&otilde;es para problemas comportamentais, a educa&ccedil;&atilde;o e a obedi&ecirc;ncia (2). As a&ccedil;&otilde;es educativas e de esclarecimento tamb&eacute;m se estendem aos m&eacute;dicos veterin&aacute;rios e criadores de animais, e incluem a capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais que trabalham com manejo animal em locais p&uacute;blicos (abrigos, centros de controle de zoonoses, institutos de sa&uacute;de animal, canis) e privados (abrigos, cl&iacute;nicas veterin&aacute;rias). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O registro e a identifica&ccedil;&atilde;o devem ser obrigat&oacute;rios para animais com guardi&otilde;es e para os da comunidade, com cadastro &uacute;nico centralizado, acess&iacute;vel pelos diferentes setores envolvidos direta ou indiretamente (poder p&uacute;blico, organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais, cl&iacute;nicas veterin&aacute;rias, empresas da &aacute;rea, etc.). O registro e a identifica&ccedil;&atilde;o permanentes tamb&eacute;m devem ser obrigat&oacute;rios para todos os animais registrados em clubes de ra&ccedil;as e para os comercializados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o aos cuidados de sa&uacute;de, deve haver estrat&eacute;gias para auxiliar a pr&aacute;tica dos cuidados para com os animais de estima&ccedil;&atilde;o e para diminuir a morbidade e a mortalidade de animais com guardi&otilde;es e de animais comunit&aacute;rios, por meio da oferta de servi&ccedil;os p&uacute;blicos para aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica &agrave; sa&uacute;de, controle reprodutivo, vacina&ccedil;&atilde;o contra a raiva e doen&ccedil;as esp&eacute;cie-espec&iacute;ficas dos animais castrados e atendimento para dist&uacute;rbios comportamentais, entre outros. Para o manejo de animais abandonados e n&atilde;o desejados pela comunidade, devem-se planejar a&ccedil;&otilde;es para a pr&aacute;tica dos 3Rs: recolhimento seletivo; recupera&ccedil;&atilde;o/reabilita&ccedil;&atilde;o e reintrodu&ccedil;&atilde;o na sociedade (ado&ccedil;&atilde;o) (15), realizando a eutan&aacute;sia quando necess&aacute;rio. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Indicadores </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em rela&ccedil;&atilde;o aos indicadores para o gerenciamento do programa, esta proposta os divide em quatro grupos: relativos &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es animais, &agrave;s intera&ccedil;&otilde;es humano/animal, aos servi&ccedil;os p&uacute;blicos e &agrave;s zoonoses transmitidas por esses animais. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os indicadores relativos &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es animais s&atilde;o: taxas de natalidade, de mortalidade e de mortalidade em menores de 4 meses; taxas de reprodu&ccedil;&atilde;o e de fecundidade; idade m&eacute;dia dos animais, porcentagem de animais jovens; n&uacute;mero de animais segundo a esp&eacute;cie e o sexo; expectativa de vida; n&uacute;mero de animais comunit&aacute;rios; n&uacute;mero de animais e ninhadas abandonados; n&uacute;mero de animais soltos em vias p&uacute;blicas com guardi&otilde;es; n&uacute;mero de animais com propriet&aacute;rio; propor&ccedil;&atilde;o macho/f&ecirc;mea; cobertura de esteriliza&ccedil;&atilde;o; cobertura de vacina&ccedil;&atilde;o contra a raiva. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">S&atilde;o indicadores relativos &agrave; intera&ccedil;&atilde;o humano/animal: raz&atilde;o habitantes/animal; raz&atilde;o animal/domic&iacute;lio; n&uacute;mero de domic&iacute;lios com animais; n&iacute;vel de guarda respons&aacute;vel. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os indicadores relativos aos servi&ccedil;os p&uacute;blicos incluem o n&uacute;mero de cad&aacute;veres recolhidos de locais p&uacute;blicos; n&uacute;mero de animais recolhidos e seu destino (ado&ccedil;&atilde;o, doa&ccedil;&atilde;o, eutan&aacute;sia, manuten&ccedil;&atilde;o); n&uacute;mero de ataques a humanos, sua motiva&ccedil;&atilde;o e consequ&ecirc;ncias; n&uacute;mero de animais n&atilde;o mais desejados pelas fam&iacute;lias e seu destino (abandono, doa&ccedil;&atilde;o, eutan&aacute;sia); n&uacute;mero de castra&ccedil;&otilde;es; n&uacute;mero de animais registrados e identificados; n&uacute;mero de animais vacinados contra a raiva; n&uacute;mero de animais vacinados contra doen&ccedil;as esp&eacute;cie-espec&iacute;ficas; n&uacute;mero de locais de com&eacute;rcio fiscalizados; n&uacute;mero de crian&ccedil;as em idade escolar que receberam informa&ccedil;&otilde;es sobre guarda respons&aacute;vel; n&uacute;mero de reclama&ccedil;&otilde;es de animais soltos em vias p&uacute;blicas; n&uacute;mero de atendimentos aos animais (avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica/atendimento b&aacute;sico p&uacute;blico). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os indicadores relativos &agrave;s principais zoonoses transmitidas pelos c&atilde;es compreendem a coleta de dados sobre a preval&ecirc;ncia e a incid&ecirc;ncia das mesmas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>DISCUSS&Atilde;O </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A associa&ccedil;&atilde;o entre os seres humanos e os c&atilde;es n&atilde;o &eacute; isenta de riscos. A biologia canina, seu alto potencial reprodutivo, a falta de conhecimento dos respons&aacute;veis pelos animais sobre suas necessidades f&iacute;sicas, psicol&oacute;gicas e comportamentais, o manejo inadequado, a cultura local, as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&oacute;micas da comunidade, as caracter&iacute;sticas familiares e a falta de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas efetivas para o equil&iacute;brio populacional contribuem significativamente para os riscos que os animais podem representar. Esses riscos incluem mais de 100 doen&ccedil;as transmitidas por c&atilde;es (1), preju&iacute;zos ambientais (16), acidentes de tr&acirc;nsito (17) e agress&otilde;es a seres humanos (18), entre outros. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A din&acirc;mica populacional canina, seu manejo e as medidas sanit&aacute;rias que s&atilde;o aplicadas para prevenir e controlar as zoonoses est&atilde;o relacionadas ao grau de desenvolvimento dos pa&iacute;ses e, nesses, aos n&iacute;veis de urbaniza&ccedil;&atilde;o e estratifica&ccedil;&atilde;o social e fatores culturais. Devido &agrave; sua depend&ecirc;ncia, a popula&ccedil;&atilde;o de animais de estima&ccedil;&atilde;o est&aacute; condicionada pela popula&ccedil;&atilde;o humana, sendo afetada de forma direta ou indireta pelos mesmos determinantes que afetam a popula&ccedil;&atilde;o humana (7). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para lidar com essa situa&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o necess&aacute;rias estrat&eacute;gias diversas e complementares, com abordagem que facilite a capacita&ccedil;&atilde;o da comunidade e objetive as mudan&ccedil;as na situa&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos. O desenvolvimento de estrat&eacute;gias de trabalho participativas e intersetoriais &eacute; de fundamental import&acirc;ncia para a promo&ccedil;&atilde;o da responsabilidade social da comunidade pelo controle das popula&ccedil;&otilde;es animais (19, 20). Para tanto, &eacute; necess&aacute;rio o amparo da legisla&ccedil;&atilde;o para essa crescente demanda das sociedades (21). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O abandono de c&atilde;es afeta de forma negativa a sa&uacute;de, tanto animal como humana. Considerando a necessidade de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para prevenir cada um dos fatores desencadeantes desse agravo, a sua vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica &eacute; imprescind&iacute;vel, devendo auxiliar na compreens&atilde;o dos fatores que influenciam a sua distribui&ccedil;&atilde;o, avaliar magnitudes e monitorar as tend&ecirc;ncias, identificar os grupos de risco e o processo de dissemina&ccedil;&atilde;o, indicar as medidas a serem adotadas para a sua preven&ccedil;&atilde;o, avaliar o impacto e adequa&ccedil;&atilde;o dessas medidas de interven&ccedil;&atilde;o. A vigil&acirc;ncia ao abandono deve fazer parte do programa de manejo populacional canino, auxiliando na defini&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias necess&aacute;rias, segundo as caracter&iacute;sticas e tend&ecirc;ncias de cada regi&atilde;o, e na retroalimenta&ccedil;&atilde;o para adequa&ccedil;&atilde;o ou implementa&ccedil;&atilde;o das estrat&eacute;gias. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A proposta de defini&ccedil;&atilde;o de um programa de manejo populacional canino e do conjunto de indicadores para o seu gerenciamento tem como objetivo principal auxiliar no processo decis&oacute;rio dos governos para a escolha, implanta&ccedil;&atilde;o e monitoramento das estrat&eacute;gias neces</font><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">s&aacute;rias em cada regi&atilde;o, diante das suas necessidades e recursos locais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Atualmente, diversos governos possuem estrat&eacute;gias implantadas para o manejo populacional canino, por&eacute;m sem monitoramento para retroalimentar o sistema, avaliar o impacto das estrat&eacute;gias e, tamb&eacute;m, justificar os investimentos realizados nessa &aacute;rea. Com o objetivo de proteger a sa&uacute;de coletiva, prevenir os problemas relacionados com o bem-estar dos animais abandonados e ter maior impacto como resultado das estrat&eacute;gias, os pa&iacute;ses devem ter uma pol&iacute;tica nacional, com medidas preventivas, curativas e legislativas para o manejo populacional canino, que seja, por&eacute;m, adequada para implementa&ccedil;&atilde;o pelas municipalidades e comunidades, com respeito &agrave;s demandas locais, recursos dispon&iacute;veis, caracter&iacute;sticas sociais e culturais e caracter&iacute;sticas da din&acirc;mica populacional. A amplitude das estrat&eacute;gias, isto &eacute;, o seu alcance e distribui&ccedil;&atilde;o regionais, e a sustentabilidade das estrat&eacute;gias s&atilde;o fatores fundamentais para a obten&ccedil;&atilde;o de resultados efetivos no manejo populacional canino. O manejo populacional dos c&atilde;es de rua exige estrat&eacute;gias pol&iacute;ticas, sanit&aacute;rias, etol&oacute;gicas, ecol&oacute;gicas e humanit&aacute;rias que sejam socialmente aceitas e ambientalmente sustent&aacute;veis para promover a participa&ccedil;&atilde;o social e integrar o controle das zoonoses, como a raiva e leishmaniose - ou seja, estrat&eacute;gias inseridas no conceito de "uma s&oacute; sa&uacute;de" (22), que beneficia tanto os animais quanto as pessoas das comunidades. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A proposta de programa de manejo populacional de c&atilde;es em &aacute;reas urbanas apresentada neste artigo, com sugest&atilde;o de indicadores para o seu gerenciamento, pode auxiliar os governos nas diferentes esferas de discuss&atilde;o, defini&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias efetivas para o manejo desses animais, com monitoramento e retroalimenta&ccedil;&atilde;o constante de a&ccedil;&otilde;es integradas &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>REFER&Ecirc;NCIAS </b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 1. Acha PN, Szyfres B. Zoonoses and communicable diseases common to man and animals. Washington D.C.: Pan American Health Organization; 1980.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585849&pid=S1020-4989201200080000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 2. Garcia RCM. Estudo da din&acirc;mica populacional canina e felina e avalia&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es para o equil&iacute;brio dessas popula&ccedil;&otilde;es em &aacute;rea da cidade de S&atilde;o Paulo, SP, Brasil &#91;tese de doutorado&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585851&pid=S1020-4989201200080000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 3. Thornton GW. The welfare of excess animals: status and needs. J Am Vet Med Assoc. 1992:200(5):660-2.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585853&pid=S1020-4989201200080000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 4. World Organization for Animal Health. Stray dog population control. Em: Terrestrial Animal Health Code. Paris: OIE; 2010. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://web.oie.int/eng/normes/mcode/a_summry.htm" target="_blank">http://web.oie.int/eng/normes/mcode/a_summry.htm</a>. Acessado em agosto de 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585855&pid=S1020-4989201200080000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. World Health Organization.	 Report of WHO Consultation on dog ecology studies related to rabies control. Genebra: WHO, 1988. (WHO/Rab.Res/88.25).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585857&pid=S1020-4989201200080000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. World	 Health Organization, World Society for the Protection of Animals. Guidelines for dog population management. Genebra: WHO; WSPA; 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585859&pid=S1020-4989201200080000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 7. Organizaci&oacute;n de las Naciones Unidas para la Agricultura e la Alimentaci&oacute;n, Organizaci&oacute;n Mundial de la Salud, Oficina Internacional de Epizootias. Conferencia electr&oacute;nica de FAO/OMS/OIE en salud publica veterinaria y control de zoonosis en pa&iacute;ses en desarrollo. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.fao.org/docrep/006/Y4962T/y4962t05.htm" target="_blank">http://www.fao.org/docrep/006/Y4962T/y4962t05.htm</a>. Acessado em agosto de 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585861&pid=S1020-4989201200080000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 8. Ferreira F. Efeito da esteriliza&ccedil;&atilde;o no controle de popula&ccedil;&otilde;es de c&atilde;es &#91;tese de livre doc&ecirc;ncia&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585863&pid=S1020-4989201200080000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 9. Food and Agriculture Organization of the United Nations. Electronic consultation on dog population management options with special emphasis on animal welfare and health. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.fao.org/ag/againfo/themes/animal-welfare/dogpopulation-blog/en/" target="_blank">http://www.fao.org/ag/againfo/themes/animal-welfare/dogpopulation-blog/en/</a>. Acessado em mar&ccedil;o de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585865&pid=S1020-4989201200080000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. World Health Organization.	 Expert Committee on Rabies: sixth report. Genebra: WHO; 1973. (WHO Technical Report Series 523).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585867&pid=S1020-4989201200080000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. World Health Organization. Expert Committee on Rabies: seventh report. Genebra: WHO; 1984. (WHO Technical Report Series 709). </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. World Health Organization. Expert Committee on Rabies: eighth report. Genebra: WHO; 1992. (WHO Technical Report Series 824).    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585870&pid=S1020-4989201200080000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 13. World Health Organization. WHO Expert Consultation on Rabies. First Report. Genebra: World Health Organization; 2005. (WHO Technical Report Series 931). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/rabies/trs931_%2006_05.pdf" target="_blank">http://www.who.int/rabies/trs931_%2006_05.pdf</a>. Acessado em agosto de 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585872&pid=S1020-4989201200080000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"> 14. International Companion Animal Management Coalition. Humane dog population management guidance. Londres: ICAM; 2007. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.rabiesblueprint.com/IMG/pdf/Link71_DogPopManagement_ICAM.pdf" target="_blank">http://www.rabiesblueprint.com/IMG/pdf/Link71_DogPopManagement_ICAM.pdf</a>. Acessado em agosto de 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585874&pid=S1020-4989201200080000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Instituto T&eacute;cnico de Educa&ccedil;&atilde;o e Controle Animal. Apostila. Curso de Forma&ccedil;&atilde;o de Oficiais de Controle Animal. Curitiba: 2012;20-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585876&pid=S1020-4989201200080000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Cleaveland S,	 Appel MGJ, Chamers WSK, Chillingworth C, Kaare M, Dye C. Serological and demographic evidence for domestic dogs as a source of canine distemper virus infection for Serengeti wildlife. Vet Microbiol. 2000:15(72):217-27.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585878&pid=S1020-4989201200080000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Espanha,	 Ministerio del Interior, Direcci&oacute;n General de Tr&aacute;fico, Observatorio Nacional de seguridad Vial. Accidentes producidos por la presencia de animales en la calzada. Madri: 2004. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dgt.es/was6/portal/contenidos/documentos/seguridad_vial/estudios_informes/est_info_segVial039.pdf" target="_blank">http://www.dgt.es/was6/portal/contenidos/documentos/seguridad_vial/estudios_informes/est_info_segVial039.pdf</a>. Acessado em 11 de dezembro de 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585880&pid=S1020-4989201200080000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Garcia	 RCM, Vasconcellos AS, Sakamoto SM, Lopez A. An&aacute;lise de tratamento antir&aacute;bico humano p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o em regi&atilde;o da Grande S&atilde;o Paulo, Brasil. Rev Saude Publica. 1999;33(3):295-301.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585882&pid=S1020-4989201200080000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Pan	 American Health Organization, World Society for the Protection of Animals. Recomendaciones. Em: Reuni&oacute;n Latinoamericana de expertos en tenencia responsable de mascotas y control de poblaciones. Rio de Janeiro: PAHO, WSPA; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585884&pid=S1020-4989201200080000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Bortoloti R, D'Agostino RG. A&ccedil;&otilde;es pelo controle reprodutivo e posso respons&aacute;vel de animais dom&eacute;sticos &agrave; luz do conceito de metaconting&ecirc;ncia. ReBAC. 2007:3(1):235-49.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585886&pid=S1020-4989201200080000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Santana LR, Oliveira TP. Guarda respons&aacute;vel e dignidade dos animais. Salvador: Relat&oacute;rio do Minist&eacute;rio P&uacute;blico; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585888&pid=S1020-4989201200080000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. World Health Organization.	 Integrated control of neglected zoonotic diseases in Africa: applying the "one health" concept. Report of a joint WHO/EU/ILRI/FAO/OIE/AU meeting. 13-15 Novembro, ILRI Headquarters, Nairobi, Qu&ecirc;nia, 2007. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://whqlibdoc.who.int/hq/2008/WHO_HTM_ NTD_NZD_2008.1_eng.pdf" target="_blank">http://whqlibdoc.who.int/hq/2008/WHO_HTM_ NTD_NZD_2008.1_eng.pdf</a>. Acessado em 22 de outubro de 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=2585890&pid=S1020-4989201200080000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Manuscrito recebido em 1 de setembro de 2011.    <br> Aceito em vers&atilde;o revisada em 10 de junho de 2012. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><a name="end"></a><a href="#enda">*</a> Correspond&ecirc;ncia: Rita de Cassia Maria Garcia,<a href="mailto:itecbr@gmail.com"> itecbr@gmail.com</a></font></p>      ]]></body><back>
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