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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aborto induzido: uma comparação entre mulheres casadas e solteiras residentes na cidade de São Paulo em 2008]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The scope of this study was to evaluate the association between having had an induced abortion and marital status (being single or legally married) in women residing in the city of São Paulo. This analysis is derived from a broader population survey on abortion conducted in 2008. In this study we focus on the subset of 389 single and legally married women between 15 and 49 years of age. Logistic regression models were used to evaluate the association between induced abortion and being single or married, monitoring age, education, income, number of live births, contraceptive use and acceptance of the practice of abortion. Being single was the only characteristic associated with having had an induced abortion, in other words, when faced with a pregnancy single women were four times more likely to have an abortion than married women (OR=3.9; p=0.009).]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Aborto induzido]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Regressão logística]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ARTIGO    </b> ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Aborto    induzido: uma compara&ccedil;&atilde;o entre mulheres casadas e solteiras residentes    na cidade de S&atilde;o Paulo em 2008</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Induced abortion:    a comparison between married and single women residing in the city of S&atilde;o    Paulo in 2008</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Rebeca de Souza    e Silva; Solange Andreoni</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Disciplina de    Bioestat&iacute;stica, Departamento de Medicina Preventiva, Universidade Federal    de S&atilde;o Paulo. Rua Borges Lagoa 1341, Vila Clementino. 04038-034 S&atilde;o    Paulo SP. <a href="mailto:rebecaprev@globo.com">rebecaprev@globo.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo deste    estudo foi verificar a associa&ccedil;&atilde;o entre ter realizado algum aborto    provocado e estado civil (ser solteira ou legalmente casada) em mulheres residentes    no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo. A presente an&aacute;lise &eacute;    derivada de um inqu&eacute;rito populacional maior sobre aborto realizado em    2008. Aqui enfocamos o subgrupo de 389 mulheres entre 15 e 49 anos, solteiras    ou casadas legalmente. Recorreu-se &agrave; an&aacute;lise de regress&atilde;o    log&iacute;stica para avaliar a associa&ccedil;&atilde;o entre ter realizado    aborto ou n&atilde;o e estado conjugal, controlando-se por idade, escolaridade,    renda, n&uacute;mero de nascidos vivos, uso de m&eacute;todos contraceptivos    e aceita&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica do aborto. Ser solteira foi a &uacute;nica    caracter&iacute;stica associada &agrave; recorr&ecirc;ncia ao aborto provocado;    isto &eacute;, diante de uma gravidez as solteiras t&ecirc;m quatro vezes mais    chances de aborto do que as casadas (OR=3,9; p=0,009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    Aborto induzido, Estado civil, Regress&atilde;o log&iacute;stica</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The scope of this    study was to evaluate the association between having had an induced abortion    and marital status (being single or legally married) in women residing in the    city of S&atilde;o Paulo. This analysis is derived from a broader population    survey on abortion conducted in 2008. In this study we focus on the subset of    389 single and legally married women between 15 and 49 years of age. Logistic    regression models were used to evaluate the association between induced abortion    and being single or married, monitoring age, education, income, number of live    births, contraceptive use and acceptance of the practice of abortion. Being    single was the only characteristic associated with having had an induced abortion,    in other words, when faced with a pregnancy single women were four times more    likely to have an abortion than married women (OR=3.9; p=0.009).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>    Induced abortion, Marital status, Logistic regression</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O aborto &eacute;    um tema que vem ganhando amplo destaque nesses &uacute;ltimos vinte anos, de    tal sorte que h&aacute;, atualmente, uma abund&acirc;ncia de fontes bibliogr&aacute;ficas    sobre o tema. Este fato, em si, constitui um forte ind&iacute;cio da sua import&acirc;ncia    para a &aacute;rea de sa&uacute;de - sobretudo &agrave; de sa&uacute;de p&uacute;blica,    em especial a relativa &agrave; sa&uacute;de sexual e reprodutiva. Mais que    isso, como bem enfatizam Hardy et al<sup>1</sup>, o aborto &eacute; um assunto    debatido mundialmente, uma vez que suas motiva&ccedil;&otilde;es e consequ&ecirc;ncias    afetam, sob diversos aspectos - psicol&oacute;gicos, familiares, sociais ou    econ&ocirc;micos, por exemplo - o cotidiano das mulheres e/ou casais que optam    por tal pr&aacute;tica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entende-se por    aborto a interrup&ccedil;&atilde;o da gravidez, que tanto pode advir de complica&ccedil;&otilde;es    na gesta&ccedil;&atilde;o quanto ser provocada. Segundo Rezende<sup>2</sup>,    alguns obstetras delimitam esse termo para os epis&oacute;dios que ocorrem at&eacute;    a 22ª semana da gravidez. Ap&oacute;s esse per&iacute;odo gestacional, a interrup&ccedil;&atilde;o    &eacute; considerada como sendo parto prematuro e no caso de &oacute;bito do    feto tem-se um natimorto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No &acirc;mbito    do Brasil, a grande maioria das publica&ccedil;&otilde;es sobre este tema &eacute;    constitu&iacute;da de ensaios, artigos de opini&atilde;o e pe&ccedil;as argumentativas.    Em m&eacute;dia, para cada estudo baseado em evid&ecirc;ncias de pesquisas emp&iacute;ricas    h&aacute; cinco sem evid&ecirc;ncias, sendo que aquelas que as possuem s&atilde;o    majoritariamente relativas ao campo da Sa&uacute;de P&uacute;blica<sup>3</sup>.    Como para o campo do saber do conhecimento sobre o perfil das mulheres que optam    pelo aborto provocado revela-se indispens&aacute;vel para preven&ccedil;&atilde;o    dessa pr&aacute;tica e/ou dos riscos dela decorrentes, apenas as pesquisas domiciliares,    de cunho epidemiol&oacute;gico, desenvolvidas junto a grupos populacionais que    forne&ccedil;am o norte buscado, pois permitem a avalia&ccedil;&atilde;o dos    fatores associados &agrave; referida pr&aacute;tica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar da abundante    bibliografia sobre o tema, os poucos estudos epidemiol&oacute;gicos existentes    n&atilde;o permitem tra&ccedil;ar de forma inequ&iacute;voca um perfil das mulheres    que recorrem a tal pr&aacute;tica, quer seja pela dificuldade de se obter informa&ccedil;&otilde;es    fidedignas sobre esse evento, que por ser ilegal e condenado moralmente leva    a omiss&otilde;es volunt&aacute;rias e/ou err&ocirc;neas, certamente diferenciada    em cada contexto estudado, quer pela falta de uniformidade entre as "medidas"    e/ou condu&ccedil;&atilde;o das an&aacute;lises estat&iacute;sticas empregadas    pelos autores.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o obstante,    os resultados mais confi&aacute;veis sobre aborto no Brasil comprovam a tese    de que sua ilegalidade traz consequ&ecirc;ncias negativas para a sa&uacute;de    das mulheres, pouco co&iacute;be esta pr&aacute;tica e perpetua a desigualdade    social, uma vez que os riscos impostos pela tal ilegalidade s&atilde;o vividos,    sobretudo, pelas mulheres menos escolarizadas, geralmente as mais pobres, e    pelas que n&atilde;o t&ecirc;m acesso aos recursos m&eacute;dicos para o aborto    seguro<sup>4-6</sup>. Assim sendo, o status legal do aborto junto com a pol&iacute;tica    p&uacute;blica de sa&uacute;de vigente numa determinada localidade determinar&atilde;o    os tipos de oferta de servi&ccedil;os dispon&iacute;veis, incluindo-se o aconselhamento    e a distribui&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos contraceptivos, bem como o    impacto da dessa pr&aacute;tica para a sa&uacute;de das mulheres que a ela recorrem<sup>6</sup>.    Quanto mais restritiva &eacute; a legisla&ccedil;&atilde;o sobre aborto, mais    graves e frequentes s&atilde;o os problemas de sa&uacute;de p&uacute;blica decorrentes    dessa pr&aacute;tica, a ponto de o aborto provocado constituir-se em uma das    principais causas de morbimortalidade materna, sen&atilde;o a principal como    &eacute; bem o caso da maioria dos pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de<sup>6</sup>, nestas circunst&acirc;ncias de ilegalidade,    o aborto provocado p&otilde;e em perigo a vida da mulher, em decorr&ecirc;ncia    das condi&ccedil;&otilde;es de risco em que s&atilde;o praticados. Ou seja,    &eacute; pertinente argumentar que uma legisla&ccedil;&atilde;o restritiva acaba    gerando discrimina&ccedil;&atilde;o e injusti&ccedil;a social contra as mulheres,    uma vez que s&oacute; aquelas que carecem de recursos financeiros ficam privadas    de um atendimento m&eacute;dico adequado, diferentemente das que t&ecirc;m os    meios suficientes para pagar um aborto seguro ou viajar para os pa&iacute;ses    onde &eacute; legal<sup>7,8</sup>. Mais que isso, propicia o fortalecimento    de um "mercado clandestino" de servi&ccedil;os, de sorte a favorecer a prolifera&ccedil;&atilde;o    dos de alto risco<sup>7,9-12</sup>. Dificulta, ainda, a obten&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&atilde;o fidedigna sobre a pr&aacute;tica do aborto, o que    ocasiona uma subestima&ccedil;&atilde;o da magnitude do induzido em geral -    ou pela omiss&atilde;o deliberada da sua provoca&ccedil;&atilde;o, ou pela por    omiss&atilde;o err&ocirc;nea, referindo-a como espont&acirc;nea; al&eacute;m    de afetar a precis&atilde;o e a veracidade de informa&ccedil;&otilde;es sobre    aspectos espec&iacute;ficos relacionados com esta pr&aacute;tica, tais como    as raz&otilde;es e o mecanismo utilizado para interromper a gravidez, as consequ&ecirc;ncias    decorrentes de tal pr&aacute;tica, entre muitos outros<sup>13,14</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim sendo, a    investiga&ccedil;&atilde;o do aborto nessa situa&ccedil;&atilde;o de ilegalidade    requer cuidados metodol&oacute;gicos espec&iacute;ficos, com implica&ccedil;&otilde;es    &eacute;ticas no manejo do tema<sup>15</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No cen&aacute;rio    mundial, segundo dados do Center for Reproductive Law and Policy<sup>16</sup>,    40,5% da popula&ccedil;&atilde;o mundial vive em 54 pa&iacute;ses que permitem    o abortamento sem restri&ccedil;&otilde;es; 20,7% da popula&ccedil;&atilde;o    mundial vivem em 14 pa&iacute;ses que permitem o aborto com base em raz&otilde;es    sociais e econ&ocirc;micas; outros 12,8% vivem em 55 pa&iacute;ses que permitem    o abortamento quando necess&aacute;rio para a sa&uacute;de da gestante, e apenas    os 26% restantes vivem em 72 pa&iacute;ses que pro&iacute;bem o abortamento    ou o permitem apenas em casos de risco a vida da gestante. O Brasil enquadra-se,    portanto, entre a minoria de legisla&ccedil;&atilde;o mais restritiva - conforme    os artigos 124 a 128 do C&oacute;digo Penal Brasileiro<sup>17</sup>, a penalidade    para as mulheres que se submetem a um aborto de forma ilegal varia de 1 a 10    anos de pris&atilde;o, com pena duplicada para aqueles que o praticaram ou o    auxiliaram. No pa&iacute;s, o aborto s&oacute; &eacute; permitido se for o &uacute;ltimo    recurso para salvar a vida da m&atilde;e ou se a gravidez resultar de um estupro.    &Eacute; bem verdade que h&aacute; jurisprud&ecirc;ncia para o caso de fetos    anencef&aacute;lico, mas esta &eacute; implementada somente por poucos m&eacute;dicos    mais engajados na luta pela legaliza&ccedil;&atilde;o. Como n&atilde;o poderia    deixar de ser, entretanto, Adesse et al.<sup>18</sup>, numa pesquisa sobre a    magnitude do aborto no Brasil, confirmam que sua tipifica&ccedil;&atilde;o como    um delito em si n&atilde;o desestimula as mulheres a se submeterem ao mesmo,    pelo contr&aacute;rio, as incentiva &agrave; pr&aacute;tica de risco. Mostra,    ainda, que existem diferen&ccedil;as socioecon&ocirc;micas, culturais e regionais    diante da mesma ilegalidade. Mulheres com melhores condi&ccedil;&otilde;es financeiras,    geralmente nos grandes centros urbanos, t&ecirc;m acesso aos m&eacute;todos    e cl&iacute;nicas ilegais com melhores condi&ccedil;&otilde;es de higiene e    cuidado. J&aacute; as mais carentes, consideradas a grande maioria da popula&ccedil;&atilde;o    feminina brasileira, recorrem aos m&eacute;todos mais perigosos, com pouca precau&ccedil;&atilde;o,    resultando num alto &iacute;ndice de agravos &agrave; sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estado civil,    segundo Silva e Vieira<sup>19</sup> se mostrou o &uacute;nico fator respons&aacute;vel    para uma maior preval&ecirc;ncia de abortos provocados na Cidade de S&atilde;o    Paulo em 1993. Mais precisamente, o contraste entre as mulheres casadas legalmente    e as solteiras revelou que nenhuma das outras caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas    investigadas mostrou-se associada &agrave; provoca&ccedil;&atilde;o de um aborto.    Contudo, entre as casadas legalmente a preval&ecirc;ncia de aborto provocado    foi dez vezes menos que a observada entre as solteiras.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">V&aacute;rias s&atilde;o    as hip&oacute;teses que podem ser aventadas para explicar tal resultado, entre    elas a de que as mulheres casadas al&eacute;m possu&iacute;rem um maior leque    de alternativas contraceptivas, inclusive a esteriliza&ccedil;&atilde;o, &eacute;    mais f&aacute;cil, a dois, se optar pela continuidade de uma gesta&ccedil;&atilde;o,    mesmo que esta n&atilde;o tenha sido desejada/planejada. Em contrapartida, as    mulheres solteiras, al&eacute;m de mais expostas a uma gravidez inoportuna -    tanto pelo car&aacute;ter inst&aacute;vel das rela&ccedil;&otilde;es afetivas,    quanto pela menor disponibilidade de m&eacute;todos contraceptivos adequados    - t&ecirc;m maior dificuldade em fazer a op&ccedil;&atilde;o de continuidade    da gesta&ccedil;&atilde;o e, consequentemente, optam em maior medida pelo aborto    provocado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contudo, independentemente    das justificativas que se possa aventar para explicar o referido desencontro,    o fato &eacute; que a dimens&atilde;o dessa discrep&acirc;ncia nos obriga a    refletir com seriedade sobre o papel do estado civil na op&ccedil;&atilde;o    pelo aborto provocado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste sentido,    a partir de dados recentes, coletados na mesma regi&atilde;o geogr&aacute;fica    analisada por Silva e Vieira<sup>19</sup> com 15 anos de anterioridade, o objetivo    do presente trabalho &eacute; o de comparar a ocorr&ecirc;ncia de aborto provocado    entre mulheres casadas no civil ou religioso com a de mulheres solteiras - com    ou sem companheiro sexual - , residentes na cidade de S&atilde;o Paulo, no &uacute;ltimo    trimestre de 2008.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Material e M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trata-se de um    estudo transversal no qual foram entrevistadas, por sorteio aleat&oacute;rio,    cerca de 1200 mulheres de 15 a 59 anos de idade Para tanto, partindo de mapas    obtidos na Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), foram sorteadas    120 ruas da Cidade de S&atilde;o Paulo, em cada uma destas foram visitados 10    domic&iacute;lios e em cada um foi sorteada uma mulher na idade de interesse.    Todas as informa&ccedil;&otilde;es foram obtidas mediante entrevista face a    face e por pesquisadoras treinadas. A saber, Silva e Vieira<sup>19</sup> utilizaram    estrat&eacute;gia amostral equivalente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para o presente    artigo, entretanto, o foco de interesse &eacute; analisar apenas as mulheres    em idade f&eacute;rtil (entre 15 e 49 anos de idade) que estavam casadas - no    civil e/ou religioso, ou solteiras - com ou sem parceiro sexual - no momento    da entrevista (544), mais precisamente, as 389 que declararam alguma gesta&ccedil;&atilde;o.    Isso permite, portanto, uma compara&ccedil;&atilde;o direta com os achados de    1993.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m de    estado conjugal, outras informa&ccedil;&otilde;es foram coletadas e reagrupadas    para a an&aacute;lise AM apre&ccedil;o da seguinte forma: idade por grupo quinquenal;    exercer ou n&atilde;o alguma atividade remunerada; renda familiar mensal categorizada    em 8 n&iacute;veis al&eacute;m da n&atilde;o resposta; escolaridade categorizada    em 5 n&iacute;veis; tipo de m&eacute;todo contraceptivo atual, p&iacute;lula    ou DIU, esteriliza&ccedil;&atilde;o, outros menos eficazes que a p&iacute;lula    ou DIU e nenhum m&eacute;todo; aceitar ou n&atilde;o a provoca&ccedil;&atilde;o    de um aborto em alguns quesitos pontuais - pergunta que admitia respostas m&uacute;ltiplas    e partia do questionamento sobre as situa&ccedil;&otilde;es em que a entrevistada    consideraria aceit&aacute;vel a provoca&ccedil;&atilde;o de um aborto e tinha    como alternativas os motivos previstos por lei (risco iminente de morte da m&atilde;e    e estupro) e alternativas como a mulher ser solteira ou n&atilde;o se ter condi&ccedil;&otilde;es    financeiras de criar o filho, entre outras - categorizada em n&atilde;o aceita    em qualquer situa&ccedil;&atilde;o, aceita em situa&ccedil;&otilde;es restritas    - pelos motivos previstos em lei, risco de vida do feto ou em alguma outra situa&ccedil;&atilde;o    extrema - e aceita sempre, qualquer que seja o motivo da mulher; e n&uacute;mero    de nascidos vivos em 5 categorias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste ponto, vale    ressaltar, que foi imposs&iacute;vel se trabalhar com a vari&aacute;vel n&uacute;mero    desejado de filhos, a qual se destacou na compara&ccedil;&atilde;o dos perfis    de mulheres solteiras e casadas no trabalho publicado anteriormente<sup>19</sup>.    Por ocasi&atilde;o do pr&eacute;-teste, a maioria das respostas &agrave; pergunta    "quantos filhos voc&ecirc; considera ideal se ter nos dias atuais?" era muito    evasiva. Por exemplo: ainda n&atilde;o pensei no assunto, n&atilde;o estou preocupada    com filhos e sim com a rela&ccedil;&atilde;o com meu companheiro, vai depender    do meu momento de vida, vai depender do apoio de meu companheiro ou agora j&aacute;    n&atilde;o me preocupo mais com isso.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Num primeiro momento    s&atilde;o apresentadas as caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas das 389    mulheres alvo deste estudo e as poss&iacute;veis diferen&ccedil;as estat&iacute;sticas    existentes entre casadas e solteiras quanto &agrave;s outras caracter&iacute;sticas    sociodemogr&aacute;ficas s&atilde;o avaliadas pelo teste generalizado de Fisher.    Para os dois grupos de mulheres - casadas e solteiras - &eacute; avaliado, ainda,    por meio da an&aacute;lise de vari&acirc;ncia, se h&aacute; diferen&ccedil;as    entre as m&eacute;dias de idade e no n&uacute;mero de nascimentos vivos no momento    da entrevista.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por outra parte,    para a an&aacute;lise de regress&atilde;o log&iacute;stica, a vari&aacute;vel    resposta adotada &eacute; ter ou n&atilde;o declarado algum aborto provocado    (1 sim e 0 n&atilde;o), e as independentes supracitadas s&atilde;o dicotomizadas    em: renda mensal familiar abaixo de 2 sal&aacute;rios m&iacute;nimos (SM) e    acima de 2 SM; escolaridade at&eacute; o n&iacute;vel fundamental II ou acima    disso; usar ou n&atilde;o algum m&eacute;todo contraceptivo; aceitar a pr&aacute;tica    do aborto em qualquer situa&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o; e ser casada ou    solteira. Para a idade e o n&uacute;mero de nascidos vivos foram utilizados    os valores originais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram consideradas    como significativas para o modelo final as vari&aacute;veis que apresentassem    p&lt;0,05. As an&aacute;lises estat&iacute;sticas foram realizadas utilizando    o programa SPSS, version 15.0.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A primeira constata&ccedil;&atilde;o    &eacute; a de que houve uma subestima&ccedil;&atilde;o de mulheres dos dois    primeiros grupos quinquenais de idade - 15 a 19 anos e 20 a 24 anos. Com efeito,    entre as 544 mulheres casadas e solteiras entrevistadas inicialmente, com idades    entre 15 e 49 anos completos, os dois primeiros grupos et&aacute;rios juntos    agregaram somente 10,2% das mulheres entrevistadas ao inv&eacute;s dos esperados    13% em cada grupo et&aacute;rio. Os dados da FSEADE<sup>20</sup> indicam que    a propor&ccedil;&atilde;o de mulheres em idade f&eacute;rtil &eacute; distribu&iacute;da    quase uniformemente entre os 7 grupos quinquenais de idade, mais precisamente,    h&aacute; entre 12 e 14% de mulheres em cada faixa et&aacute;ria. Como nestas,    geralmente ainda n&atilde;o est&atilde;o casadas, isso pode levar a uma subestima&ccedil;&atilde;o    de solteiras, mas no caso espec&iacute;fico daquelas com gesta&ccedil;&atilde;o,    possivelmente, haver&aacute; uma pequena perda de aborto provocado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na <a href="#t1">Tabela    1</a> s&atilde;o apresentadas as caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas    das 389 mulheres com gesta&ccedil;&atilde;o, alvo deste estudo e as poss&iacute;veis    diferen&ccedil;as existentes entre solteiras e casadas. Observa-se, por exemplo,    que n&atilde;o h&aacute; diferen&ccedil;a estat&iacute;stica entre elas ao se    contrastar o estado civil - casadas (320) e solteiras (69) - com respeito &agrave;    idade no momento da entrevista (p=0,100) e, tampouco com respeito &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o    do aborto (p=0,326). Contudo, existe comportamento diferencial por estado civil    nos quesitos atividade remunerada, renda mensal e escolaridade. Uma maior propor&ccedil;&atilde;o    de solteiras exerce tarefas remuneradas (p&lt;0,001), contudo as solteiras possuem    renda familiar menor (p=0,001) havendo uma maior concentra&ccedil;&atilde;o    de solteiras com renda abaixo de R$ 726,26 (aproximadamente 1,5 sal&aacute;rios    m&iacute;nimos); e, tamb&eacute;m, s&atilde;o menos escolarizadas (p=0,037)    com uma menor propor&ccedil;&atilde;o superando o ensino fundamental. Com respeito    ao uso de m&eacute;todos contraceptivos no momento da entrevista, observa-se    na <a href="#t1">Tabela 1</a> que a diferen&ccedil;a estat&iacute;stica no comportamento    de solteiras e casadas &eacute; lim&iacute;trofe (p=0,055). Observa-se que a    propor&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o usu&aacute;rias de contraceptivos, por    exemplo, &eacute; muito similar entre casadas e solteiras - cerca de 27%. Dentre    as solteiras, possivelmente, existe uma parcela de mulheres que n&atilde;o possuem    vida sexual ativa. Dentre as casadas, em contrapartida, &eacute; prov&aacute;vel    que haja um grupo que esteja buscando uma gesta&ccedil;&atilde;o. Contudo, entre    as solteiras h&aacute; um predom&iacute;nio de usu&aacute;rias de m&eacute;todos    contraceptivos menos eficazes - apontando para o car&aacute;ter inst&aacute;vel    de eventuais rela&ccedil;&otilde;es sexuais - e entre as mulheres casadas uma    alta propor&ccedil;&atilde;o de esteriliza&ccedil;&otilde;es, cerca de 22%,    indicando que pelo menos um quinto das mulheres casadas com alguma gesta&ccedil;&atilde;o    j&aacute; atingiram a fecundidade desejada. Por fim, com respeito ao n&uacute;mero    de nascimentos vivos, 15,9% das mulheres solteiras com alguma gesta&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o possu&iacute;a filhos contra apenas 3,1% das mulheres casadas (<a href="#t1">Tabela    1</a>).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n7/11t01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As solteiras possuem    em m&eacute;dia 1,77 filhos com desvio padr&atilde;o de 1,57 filhos contra os    2,17 filhos com desvio padr&atilde;o de 1,25 filhos das casadas (<a href="#t2">Tabela    2</a>). Para os efeitos dos padr&otilde;es de fecundidade atual, entretanto,    essa diferen&ccedil;a n&atilde;o chama a aten&ccedil;&atilde;o. A <a href="#t2">Tabela    2</a> revela que embora a idade das mulheres com alguma gesta&ccedil;&atilde;o    no momento da entrevista n&atilde;o difira estatisticamente entre as solteiras    e as casadas, todas possuem em m&eacute;dia 37 anos de idade, as solteiras possuem    uma m&eacute;dia de filhos nascidos vivos inferior &agrave; anotada entre as    casadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n7/11t02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Que explica&ccedil;&atilde;o    poder&iacute;amos encontrar para a similaridade com respeito &agrave; idade    no momento da entrevista concomitantemente a uma discrep&acirc;ncia no n&uacute;mero    de nascidos vivos? A primeira &eacute; a de que o car&aacute;ter inst&aacute;vel    das rela&ccedil;&otilde;es afetivas das solteiras as levaria a usar menos frequentemente    m&eacute;todos contraceptivos eficazes e, por conseguinte, as colocaria em maior    escala diante de uma gravidez n&atilde;o desejada ou n&atilde;o planejada. A    segunda, que tamb&eacute;m corrobora com aquela hip&oacute;tese, &eacute; que    disporiam de menos acesso e/ou menos informa&ccedil;&atilde;o sobre m&eacute;todos    contraceptivos. Vem de encontro a esse argumento o fato de a <a href="#t1">Tabela    1</a> revelar a exist&ecirc;ncia de comportamento diferencial por estado civil    nos quesitos atividade remunerada, renda mensal e escolaridade. Uma maior propor&ccedil;&atilde;o    de solteiras exerce tarefas remuneradas, mas possui renda familiar menor e s&atilde;o    menos escolarizadas. Esse achado refor&ccedil;a a hip&oacute;tese de maior dificuldade    de acesso ou menor conhecimento sobre os m&eacute;todos contraceptivos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estar ou n&atilde;o    casada foi fortemente associado &agrave; maternidade, j&aacute; que 16% das    mulheres solteiras com alguma gesta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o possuem filhos    contra 3,1% das casadas. N&atilde;o h&aacute; motivos para se suspeitar que    solteiras tenham maior probabilidade de uma perda natural. Isso pode indicar    dificuldades ao se deparar com uma gesta&ccedil;&atilde;o na aus&ecirc;ncia    de um companheiro fixo, j&aacute; que as solteiras com gesta&ccedil;&atilde;o    tiveram renda familiar mais baixa. A ocorr&ecirc;ncia de gesta&ccedil;&otilde;es    entre as mulheres solteiras estaria, portanto, associada a uma baixa renda mensal?    Provavelmente n&atilde;o. O que deve estar associado &agrave; baixa renda de    mulheres solteiras &eacute; a forma de resolu&ccedil;&atilde;o da gesta&ccedil;&atilde;o.    Refor&ccedil;a esse argumento, o fato apontado acima de que n&atilde;o h&aacute;    diferen&ccedil;a entre a m&eacute;dia de idades de solteiras e casadas. Ou seja,    outra constata&ccedil;&atilde;o de uma sub-representa&ccedil;&atilde;o de mulheres    jovens e solteiras.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobressai, portanto,    o primeiro ind&iacute;cio de que as mulheres solteiras podem recorrer em maior    medida que as casadas ao aborto provocado. E, no m&iacute;nimo, nos coloca diante    da seguinte quest&atilde;o: Enquanto pesquisadores da &aacute;rea de sa&uacute;de    p&uacute;blica, quem devemos privilegiar na aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de    sexual e reprodutiva, as mulheres casadas ou as solteiras? Dito de outra forma,    as categorias de mulheres que apontam um maior montante de aborto ou aquelas    mais propensas a abortar?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dado esse perfil    das mulheres casadas e solteiras, na <a href="#t3">Tabela 3</a> apresenta-se    o modelo inicial de regress&atilde;o log&iacute;stica utilizado para descrever    as caracter&iacute;sticas dessas mulheres quanto a j&aacute; ter tido algum    aborto induzido. Na <a href="#t3">Tabela 3</a> observa-se que a &uacute;nica    vari&aacute;vel que tem associa&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica com a presen&ccedil;a    de aborto(s) provocado(s): &eacute; ser solteira, com um OR=4,26 (p=0,011).</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n7/11t03.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desta feita, na    <a href="#t4">Tabela 4</a> apresenta-se o modelo reduzido de regress&atilde;o    log&iacute;stica. Observa-se que, coerentemente, o valor da raz&atilde;o de    chances das solteiras - OR=3,90 (p=0,009) - n&atilde;o sofre altera&ccedil;&atilde;o.    Em suma, a pr&aacute;tica de aborto provocado entre as solteiras &eacute; o    qu&aacute;druplo da observada entre casadas. Essa discrep&acirc;ncia, embora    elevada, est&aacute; bem aqu&eacute;m do observado por Silva e Vieira<sup>19</sup>.    Refor&ccedil;ando, uma vez mais, a hip&oacute;tese de subestima&ccedil;&atilde;o    de abortos provocados atrelados &agrave;s jovens e solteiras. A propor&ccedil;&atilde;o    de mulheres com aborto provocado &eacute; de 2,8% entre as casadas e de 10,1%    entre as solteiras (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n7/11t04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Conclus&otilde;es    e Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora a grande    limita&ccedil;&atilde;o desse estudo seja a subrepresentatividade de mulheres    jovens, provavelmente solteiras e com um n&uacute;mero de filhos bem reduzido,    sen&atilde;o nulo, como aponta os achados de pesquisas anteriores<sup>21-24</sup>,    com consequente subnotifica&ccedil;&atilde;o de abortos provocados, os achados    aqui obtidos nos obrigam a refletir com seriedade sobre o papel do aborto provocado    num cen&aacute;rio de baixa fecundidade e recursos contraceptivos ainda bem    limitados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por outro lado,    o fato de n&atilde;o conseguirmos localizar as mulheres mais jovens em casa,    mesmo realizando as entrevistas no per&iacute;odo noturno e nos finais de semana,    pode ser um indicativo de que essas mulheres jovens morem s&oacute;. Provavelmente    n&atilde;o t&ecirc;m filhos, e ou passam a maior parte de seus tempo fora de    casa - estudando, trabalhando, buscando trabalho ou que por medidas de seguran&ccedil;a,    n&atilde;o quiseram que se soubesse da presen&ccedil;a delas na casa e optaram    por n&atilde;o atender a porta.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Refor&ccedil;a    o argumento de que as solteiras n&atilde;o localizadas vivam sozinhas a rea&ccedil;&atilde;o    mostrada no questionamento sobre "quantos filhos voc&ecirc; considera ideal    nos dias de hoje?" Ele revela, se examinado com cautela, que a maternidade n&atilde;o    parece mais ser um tema priorit&aacute;rio ou indispens&aacute;vel na condu&ccedil;&atilde;o    da vida da mulher moderna. Hoje em dia, ao que tudo indica, uma parcela substantiva    das mulheres est&aacute; se realizando em outros terrenos que n&atilde;o unicamente    o da maternidade e, via de regra, postergam a maternidade e priorizam o trabalho    e os estudos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em trabalho realizado    por Silva e Fusco<sup>25</sup> entre adolescentes residentes numa favela ficou    evidenciado que mesmo entre as jovens de baixa renda, estudar, conseguir um    bom trabalho e poder comprar a casa pr&oacute;pria eram muito mais importantes    do que casar ou ter filhos. N&atilde;o obstante, o casamento ainda era visto,    por aqueles jovens, como o caminho mais acertado para se construir uma fam&iacute;lia    e criar os filhos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mesmo considerando    o elevado n&uacute;mero de mulheres chefes de fam&iacute;lia<sup>26</sup> e    um n&uacute;mero expressivo que criam seus filhos sem a ajuda do pai da crian&ccedil;a,    parece muito sugestivo que a presen&ccedil;a de um companheiro fixo favore&ccedil;a    um nascimento. Quer mediante o devido planejamento de uma gravidez ou pela maior    facilidade de se levar a termo uma gesta&ccedil;&atilde;o n&atilde;o planejada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse cen&aacute;rio,    n&atilde;o &eacute; de surpreender que a propor&ccedil;&atilde;o de mulheres    solteiras com abortos provocados tenha se revelado quatro vezes superior ao    de mulheres casadas legalmente. Ao contr&aacute;rio, Silva e Vieira<sup>19</sup>    encontrara uma discrep&acirc;ncia muito mais acentuada, pois em 1993 as solteiras    procavam o d&eacute;cuplo de aborto que as mulheres casadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Essa atenua&ccedil;&atilde;o    da discrepancia entre casadas e solteiras por um lado pode ser justificado pela    acentuada redu&ccedil;&atilde;o da fecundidade ocorrida na regi&atilde;o nos    &uacute;ltimos 15 anos<sup>27</sup>; por outro lado, pode estar revelando que    as mulheres solteiras est&atilde;o logrando maiores &ecirc;xitos em previnir    uma gravidez n&atilde;o planejada, reflexo, certamente, dos programas de sa&uacute;de    reprodutiva que v&ecirc;m sendo implementados e que possibilitam a obten&ccedil;&atilde;o    gratuita ou a pre&ccedil;o reduzido de contraceptivos, sobretudo a p&iacute;lula    e o condom<sup>15</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O que surpreende,    de alguma forma, &eacute; o fato de o estado conjugal ser o &uacute;nico fator    a explicar a recorr&ecirc;ncia ao aborto. Em 1993, Silva e Vieira<sup>19</sup>    constataram que o n&uacute;mero reduzido de nascimentos vivos e a idade precoce    da mulher - ter entre 15 e 19 anos - tamb&eacute;m eram fatores decisivos para    a provoca&ccedil;&atilde;o de um aborto. Ressalte-se, contudo, que as referidas    autoras n&atilde;o lan&ccedil;aram m&atilde;o de uma an&aacute;lise multivariada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao que tudo indica,    portanto, a idade da mulher n&atilde;o mais se revela em fator preponderante    para a recorr&ecirc;ncia ao aborto provocado, possivelmente em decorr&ecirc;ncia    da posterga&ccedil;&atilde;o do casamento. Com efeito, Carneiro<sup>21</sup>    constatou, por exemplo, que as mulheres sem nascidos vivos s&atilde;o as que    mais recorrem ao aborto provocado independentemente de suas idades. O reduzido    n&uacute;mero de nascidos vivos, ao contr&aacute;rio, tem persistentemente se    associado a uma maior recorr&ecirc;ncia ao aborto provocado, sobretudo pelo    fato de a primeira gravidez ocorrer de forma mais inesperada e da precocidade    da idade em que se inicia a vida sexual<sup>21-24,28</sup>. &Eacute; poss&iacute;vel,    contudo, que a perda de mulheres jovens com uma &uacute;nica gesta&ccedil;&atilde;o    terminada em aborto justifique o fato de esse fator n&atilde;o ter se mostrado    isignificante.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Seja como for,    seria ingenuidade supor que o aborto provocado deixar&aacute; de ter papel de    destaque entre as mulheres que engravidam inesperadamente. Nossos achados, revelam    que essa situa&ccedil;&atilde;o &eacute; mais prop&iacute;cia entre as mulheres    solteiras e, talvez, sem filhos nascidos vivos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Diniz<sup>4</sup>,    ao contr&aacute;rio do senso comum, muitas mulheres que provocam aborto s&atilde;o    casadas ou vivem em uni&atilde;o est&aacute;vel, geralmente t&ecirc;m v&aacute;rios    filhos e podem usar o aborto como meio de limitar o tamanho da fam&iacute;lia    ou espa&ccedil;ar nascimentos, quando acontece falha do m&eacute;todo contraceptivo    em uso ou pela falta de acesso a m&eacute;todos contraceptivos seguros<sup>7</sup>.    Obviamente, essa situa&ccedil;&atilde;o reflete sobretudo &agrave;s das camadas    mais pobres, por se constitu&iacute;rem na grande maioria da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse sentido,    recentemente, Diniz e Medeiros<sup>29</sup>, em pesquisa realizada nas regi&otilde;es    urbanas do Brasil, apontou ser as mulheres menos escolarizadas - muito provavelmente,    as mais pobres - as que mais recorrem ao aborto provocado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O padr&atilde;o    de fecundidade baixa vem se consolidando na Capital paulista desde meados de    1985<sup>27</sup>. Pode-se aventar a hip&oacute;tese, pautando-se na crescente    participa&ccedil;&atilde;o feminina no mercado de trabalho e na busca de identidade    das mesmas, que n&atilde;o tardar&aacute; em que esse perfil se torne realidade    nacional. Se por um lado, a inser&ccedil;&atilde;o feminina nas altas esferas    do poder - ger&ecirc;ncia, chefia, minist&eacute;rio, entre outros - facilitar&aacute;    a incorpora&ccedil;&atilde;o e o uso de m&eacute;todos contraceptivos eficazes    em suas rotinas; por outro, o reduzido leque de possibilidades contraceptivas    aliado aos danosos efeitos colaterais dos poucos m&eacute;todos existentes acabar&aacute;    por elevar a probabilidade de as mulheres solteiras provocarem um aborto. Ademais,    dentro de uma rela&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel &eacute; mais prov&aacute;vel    a 'programa&ccedil;&atilde;o' de uma gesta&ccedil;&atilde;o e quase que, seguramente,    nessa situa&ccedil;&atilde;o uma gravidez &eacute; mais desej&aacute;vel.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao nosso ver, portanto,    ser&atilde;o as mulheres solteiras as maiores candidatas a provocar um aborto    at&eacute; que as alternativas contraceptivas sejam mais numerosas e mais in&oacute;cuas.    Certamente, as que lan&ccedil;arem m&atilde;o de t&eacute;cnicas seguras e buscarem    um profissional qualificado estar&atilde;o menos expostas &agrave;s sequelas    decorrentes do referido procedimento. N&atilde;o obstante, essa solu&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o est&aacute; no alcance financeiro de muitas mulheres. Com efeito,    num panorama como o brasileiro, onde o aborto provocado &eacute; criminalizado    - &agrave; exce&ccedil;&atilde;o do terap&ecirc;utico, permitido como &uacute;ltimo    recurso para salvar a vida da m&atilde;e e do resultante de estupro - em que    as cl&iacute;nicas clandestinas cobram um pre&ccedil;o exorbitante, uma grande    parcela das mulheres se submete a procedimentos pouco confi&aacute;veis em termos    de higiene ou mesmo opta pela autoprovoca&ccedil;&atilde;o do aborto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; bem verdade    que o uso do misoprostol contribui enormemente para a redu&ccedil;&atilde;o    das sequelas p&oacute;s-aborto. Contudo, a falta de informa&ccedil;&atilde;o    adequada sobre seu correto uso, sobretudo entre as mulheres de baixa classe    social, leva a que esse medicamento n&atilde;o atinja plenamente seus benef&iacute;cios.    Em suma, as mulheres solteiras recorrem proporcionalmente mais a um aborto provocado,    mas, a nosso ver, esta peculiaridade tender&aacute; a ser cada menos acentuada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Contudo, as mais    pobres, com menor escolaridade e maior dificuldade de acesso &agrave;s benesses    do mundo moderno, continuar&atilde;o pagando um alto pre&ccedil;o - que pode    ser suas pr&oacute;prias vidas - pela op&ccedil;&atilde;o de provocar um aborto.    Esse impasse s&oacute; ser&aacute; resolvido se o acesso aos servi&ccedil;os    de qualidade for equitativo e, para tanto, h&aacute; que se legalizar o aborto    no pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">RS Silva e S Andreoni    participaram igualmente de todas as etapas de elabora&ccedil;&atilde;o do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Hardy E, Costa    RG, Rodrigues T, Moraes TM. Caracter&iacute;sticas atuais associadas &agrave;    hist&oacute;ria de aborto provocado. <i><b>Rev Saude Publica</b></i> 1994; 28(1):82-85.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609822&pid=S1413-8123201200070001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Rezende M. <i><b>Obstetr&iacute;cia    Fundamental</b></i>. 11&deg; Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609824&pid=S1413-8123201200070001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (MS). Secretaria de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Insumos Estrat&eacute;gicos.    Departamento de Ci&ecirc;ncia e tecnologia. <i><b>Aborto e Sa&uacute;de P&uacute;blica</b></i>:    20 anos de Pesquisas no Brasil. Bras&iacute;lia: MS; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609826&pid=S1413-8123201200070001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Diniz M. Aborto    e Sa&uacute;de P&uacute;blica no Brasil. <i><b>Cad Saude Publica</b></i> 2007;    23(9):1992-1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609828&pid=S1413-8123201200070001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Llovet JJ, Ramos    S. El estudio del aborto inducido en America Latina: Un balance parcial y algunas    propuestas a futuro &#91;Study of induced abortion in Latin America: A partial    evaluation and some proposals for the future&#93;. In: Stern C, Figueroa JG,    editors. <i><b>Sexualidad y salud reproductiva</b></i>: Avances y retos para    la investigacion &#91;Sexuality and reproductive health: Advances and challenges    for research&#93;. Mexico: El Colegio de Mexico; 2001. p. 285-322.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609830&pid=S1413-8123201200070001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS). <i><b>Abortamento seguro</b></i>: orienta&ccedil;&atilde;o    t&eacute;cnica e de pol&iacute;ticas para os sistemas de sa&uacute;de. Genebra:    OMS; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609832&pid=S1413-8123201200070001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Casas Becerra    L. <i><b>Mujeres procesadas por aborto</b></i>. Santiago de Chile: Foro Abierto    de Salud y Derechos Reproductivos 106; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609834&pid=S1413-8123201200070001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Centro de derechos    reproductivos. <i><b>Encarcerladas</b></i>: leyes contra el aborto en Chile.    Un an&aacute;lisis desde los derechos humanos. Nova Iorque: Centro de derechos    reproductivos; 1998. p. 113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609836&pid=S1413-8123201200070001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Kulczycki A.    De eso no se habla: aceptando el aborto en M&eacute;xico. <i><b>Estudios demograficos    y urbanos</b></i> 2003; 18(2):353-386.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609838&pid=S1413-8123201200070001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Center for    Reproductive Law and Policy. <i><b>Making Abortion Safe, Legal and Accessible</b></i>:    A Tool Kit for Action. Nova Iorque: Center for Reproductive Law and Policy;    2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609840&pid=S1413-8123201200070001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Pine RN. Achieving    public health objectives through family planning services. <i><b>Reproductive    Health Matters</b></i> 1993; 1(2):77-83.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609842&pid=S1413-8123201200070001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Guzm&aacute;n    V. La equidad de g&eacute;nero como tema de debate y de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.    In: Largo E. <i><b>Genero en el Estado</b></i> - Estado del Genero. Chile: Ediciones    de las Mujeres n&deg; 27, Isis Internacional; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609844&pid=S1413-8123201200070001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Guillaume A,    Molmy W. <i><b>Abortion in Africa</b></i>. A review of literature from the 1990's    to the present day. Les Num&eacute;riques du CEPED (french &amp; english), Paris:    CEPED; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609846&pid=S1413-8123201200070001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Blayo C. Mourir    d'avortement. Facteurs politiques et sociaux. 1998 - Morbidit&eacute;, mortalit&eacute;:    probl&egrave;mes de mesure, facteurs d'&eacute;volution, essai de prospective.    In: Colloque International de Sinaia, 1996, Paris; PUF. p. 318-326.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609848&pid=S1413-8123201200070001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Menezes G,    Aquino EML. Pesquisa sobre o aborto no Brasil: avan&ccedil;os e desafios para    o campo da sa&uacute;de coletiva. <i><b>Cad Saude Publica</b></i> 2009; 25(Supl.    2):s193-s204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609850&pid=S1413-8123201200070001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Center for    Reproductive Law and Policy (CRLP). <i><b>Abortion</b></i>. Reproductive Rights    2000: Moving Forward. Nova Iorque: CRLP; 2000. p. 25-31.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609852&pid=S1413-8123201200070001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Brasil. <i><b>C&oacute;digo    Penal</b></i>: Decreto lei n. 1.004, de 21 de outubro de 1969. 4ª ed. S&atilde;o    Paulo: Saraiva; 1971.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609854&pid=S1413-8123201200070001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Adesse L, Monteiro    MFG, Levin J. Abortamento, um grave problema de sa&uacute;de p&uacute;blica    e de justi&ccedil;a social.<i><b>Revista Radis - Comunica&ccedil;&atilde;o em    Sa&uacute;de</b></i> 2008; 66:10-15. &#91;acessado 2009 abr 11&#93;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.ensp.fiocruz.br/radis/sites/default/files/radis_66.pdf" target="_blank">http://www.ensp.fiocruz.br/radis/sites/default/files/radis_66.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609856&pid=S1413-8123201200070001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Silva RS, Vieira    EM. Aborto provocado: sua dimens&atilde;o e caracter&iacute;sticas entre mulheres    solteiras e casadas da cidade de S&atilde;o Paulo, Brasil. <i><b>Cad Saude Publica</b></i>    2009; 25(1):179-187.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609857&pid=S1413-8123201200070001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Funda&ccedil;&atilde;o    Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados (FSEADE). Secretaria de Economia    e Planejamento. <i><b>Perfil Municipal de S&atilde;o Paulo, 2009</b></i>. &#91;acessado    2012 jun 2&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.seade.gov.br/produtos/perfil/perfil.php" target="_blank">http://www.seade.gov.br/produtos/perfil/perfil.php</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609859&pid=S1413-8123201200070001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Carneiro MCMO.    <i><b>Preval&ecirc;ncia e caracter&iacute;sticas das mulheres com hist&oacute;rico    de aborto</b></i> - Vila mariana, 2006 &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;.    S&atilde;o Paulo: Universidade Federal de S&atilde;o Paulo; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609860&pid=S1413-8123201200070001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Silva RS. <i><b>Aborto    provocado</b></i>: sua incid&ecirc;ncia e caracter&iacute;sticas. Um estudo    com mulheres em idade f&eacute;rtil (15 a 49 anos), residentes no subdistrito    de Cidade de S&atilde;o Paulo &#91;tese&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade    de S&atilde;o Paulo; 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609862&pid=S1413-8123201200070001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23. Santos EBC.    <i><b>Aborto induzido</b></i>: ocorr&ecirc;ncia e caracter&iacute;sticas no    antigo sub-distrito de Vila Madalena, S&atilde;o Paulo, Brasil -2000 &#91;tese&#93;.    S&atilde;o Paulo: Universidade Federal de S&atilde;o Paulo, Escola Paulista    de Medicina; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609864&pid=S1413-8123201200070001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24. Maldonado MTM.    <i><b>Fatores associados ao aborto provocado em mulheres em idade f&eacute;rtil    com hist&oacute;rico de gesta&ccedil;&atilde;o</b></i> - S&atilde;o Paulo &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;.    S&atilde;o Paulo: Universidade Federal de S&atilde;o Paulo; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609866&pid=S1413-8123201200070001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25. Silva RS, Fusco    C. Aborto provocado: uma realidade ilegal. In: Miranda-Ribeiro P, Sim&atilde;o    AB, organizadores. <i><b>Qualificando os n&uacute;meros</b></i>: estudos sobre    sa&uacute;de sexual e reprodutiva no Brasil. Demografia em Debate V. 2; 2008.    p. 185-204.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609868&pid=S1413-8123201200070001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26. Instituto Brasileiro    de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE). Censo Demogr&aacute;fico 2010. <i><b>Primeiros    Resultados do Censo 2010</b></i>. Rio de Janeiro: IBGE; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609870&pid=S1413-8123201200070001100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27. Yasaki LM.    An&aacute;lise da Fecundidade no Estado de S&atilde;o Paulo SP. <i><b>S&atilde;o    Paulo perspect</b></i> 2008; 22(1):48-65.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609872&pid=S1413-8123201200070001100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">28. Santos TF.    <i><b>Preval&ecirc;ncia e caracter&iacute;sticas de mulheres com aborto provocado    na favela M&eacute;xico 70</b></i>, S&atilde;o Vicente - SP &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;.    S&atilde;o Paulo: Universidade Federal de S&atilde;o Paulo; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609874&pid=S1413-8123201200070001100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">29. Diniz D, Medeiros    M. Aborto no Brasil: uma pesquisa domiciliar com t&eacute;cnica de urna. <i><b>Cien    Saude Colet</b></i> 2010; 15(Supl. 1):959-966.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1609876&pid=S1413-8123201200070001100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo apresentado    em 14/03/2012    <br>   Aprovado em 25/03/2012    ]]></body>
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