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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A educação em saúde na relação usuário-trabalhador no cotidiano de equipes de saúde da família]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Estadual de Londrina Centro de Ciências da Saúde Departamento de Saúde Coletiva]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The scope of this research was to analyze how the practice of health education occurs in the informal user-worker relationship, and the strategies used for its implementation in routine primary care. It is a qualitative study conducted with two Family Health teams and the data was collected through observation and semi-structured interviews and assessed using discourse analysis. Health education in the informality of professional-user relations occurs in everyday conversations and guidance, and permeates the various issues involving the needs of users. Workers present educational strategies that occur in a non-structured manner, some of which portray a differentiated way of implementing educational practice, though most of these are restricted to the transfer of information, in which employees seek to transfer/inform reinforcing their attitude of imposition and control of know-how they consider to be right. It is necessary to rethink and enhance health education as labor technology, which reveals different processes for action in health, reorienting the practice into meaningful learning, which promotes change among users, workers, and in the current healthcare model.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Educação em saúde]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>TEMAS    LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>A educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de na rela&ccedil;&atilde;o usu&aacute;rio-trabalhador no cotidiano de equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Health education in the user-worker relationship in the the daily routine of family health teams</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Elisangela Pinafo<sup>I</sup>;    Elisabete de F&aacute;tima Polo de Almeida Nunes<sup>II</sup>; Alberto Dur&aacute;n    Gonz&aacute;lez<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Setor    Enfermagem, Centro de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas, Universidade Estadual    do Norte do Paran&aacute;. Rodovia BR 369Km 54,Vila Maria. 86360-000 Bandeirantes    PR. <a href="mailto:elisangelapinafo@yahoo.com.br">elisangelapinafo@yahoo.com.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Departamento    de Sa&uacute;de Coletiva, Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Universidade    Estadual de Londrina</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O objetivo desta    pesquisa foi analisar como ocorre a pr&aacute;tica da educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de em momentos informais da rela&ccedil;&atilde;o usu&aacute;rio-trabalhador,    e as estrat&eacute;gias utilizadas para a sua concretiza&ccedil;&atilde;o no    cotidiano da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica. Trata-se de um estudo qualitativo,    realizado com duas equipes de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, sendo os dados    coletados por meio de observa&ccedil;&atilde;o e de entrevistas semiestruturadas    e avaliados segundo an&aacute;lise de discurso. A educa&ccedil;&atilde;o em    sa&uacute;de realizada na informalidade das rela&ccedil;&otilde;es profissional-usu&aacute;rio    ocorre nas conversas e nas orienta&ccedil;&otilde;es do cotidiano, e permeiam    os variados temas que envolvem as necessidades dos usu&aacute;rios. Os trabalhadores    apresentam estrat&eacute;gias educativas que se d&atilde;o de forma n&atilde;o    estruturada, algumas retratam um modo diferenciado de realizar a pr&aacute;tica    educativa, por&eacute;m a maioria destas prende-se ao repasse de informa&ccedil;&otilde;es,    no qual o trabalhador procura transferir/informar, refor&ccedil;ando sua atitude    de controle e imposi&ccedil;&atilde;o de um saber que julga ser o certo. Torna-se    necess&aacute;rio ser repensada e valorizada a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de    como uma tecnologia de trabalho, que revela diferentes processos de agir em    sa&uacute;de, reorientando esta pr&aacute;tica em uma aprendizagem significativa,    e que promova mudan&ccedil;a para os usu&aacute;rios, trabalhadores, e para    o modelo de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de vigente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>      Educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, Sa&uacute;de da fam&iacute;lia, Recursos    humanos em sa&uacute;de</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The scope of this    research was to analyze how the practice of health education occurs in the informal    user-worker relationship, and the strategies used for its implementation in    routine primary care. It is a qualitative study conducted with two Family Health    teams and the data was collected through observation and semi-structured interviews    and assessed using discourse analysis. Health education in the informality of    professional-user relations occurs in everyday conversations and guidance, and    permeates the various issues involving the needs of users. Workers present educational    strategies that occur in a non-structured manner, some of which portray a differentiated    way of implementing educational practice, though most of these are restricted    to the transfer of information, in which employees seek to transfer/inform reinforcing    their attitude of imposition and control of know-how they consider to be right.    It is necessary to rethink and enhance health education as labor technology,    which reveals different processes for action in health, reorienting the practice    into meaningful learning, which promotes change among users, workers, and in    the current healthcare model.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key words:</b>      Health education, Family health, Human resources in health</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de e suas pr&aacute;ticas desenvolveram-se    de forma significativa nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, e possuem um espa&ccedil;o    priorit&aacute;rio nas a&ccedil;&otilde;es cotidianas dos servi&ccedil;os de    sa&uacute;de, principalmente na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica devido &agrave;    sua &ecirc;nfase em a&ccedil;&otilde;es preventivas e de promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de se distingue da preven&ccedil;&atilde;o,    no entanto s&atilde;o complementares ao processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a    e o conte&uacute;do te&oacute;rico entre estes dois campos se diferencia com    mais precis&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s respectivas pr&aacute;ticas<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O enfoque da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de &eacute; mais amplo e    abrangente, busca verificar, enfrentar e transformar os macrodeterminantes do    processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a em dire&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.    A preven&ccedil;&atilde;o visa que o indiv&iacute;duo fique isento das doen&ccedil;as<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na pr&aacute;tica educativa, as a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de procuram intervir nas condi&ccedil;&otilde;es de vida das pessoas,    para que estas sejam dignas e adequadas, auxiliando no processo de tomada de    decis&atilde;o em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade de vida e &agrave;    sa&uacute;de. J&aacute; as a&ccedil;&otilde;es educativas de cunho preventivo,    orientam as a&ccedil;&otilde;es de detec&ccedil;&atilde;o, controle e enfraquecimento    dos fatores de risco, tendo como foco a&ccedil;&otilde;es que distanciam ou    evitem a doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Independentemente do tema abordado durante a pr&aacute;tica educativa, o processo    de promo&ccedil;&atilde;o-preven&ccedil;&atilde;o-cura-reabilita&ccedil;&atilde;o    &eacute; um processo pedag&oacute;gico que precisa ser explorado no cotidiano    do trabalho em sa&uacute;de, no sentido de que nesta intera&ccedil;&atilde;o    educativa tanto o profissional de sa&uacute;de quanto o usu&aacute;rio aprendem    e ensinam<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pr&aacute;tica educativa &eacute; indissoci&aacute;vel da a&ccedil;&atilde;o    laboral do trabalhador, com vistas a promover mudan&ccedil;as tanto para os    usu&aacute;rios quanto para o profissional e para o processo de trabalho em    sa&uacute;de, acreditando no seu potencial em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;    transforma&ccedil;&atilde;o do modelo de sa&uacute;de vigente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alves e Nunes<sup>4</sup> sinalizam que o cotidiano do trabalho em sa&uacute;de    &eacute; reconhecido pelos profissionais como uma situa&ccedil;&atilde;o oportuna    para a pr&aacute;tica da educa&ccedil;&atilde;o, e que toda a&ccedil;&atilde;o    &eacute; provida de uma a&ccedil;&atilde;o educativa, estando presente em todo    contato entre o profissional de sa&uacute;de e o usu&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estes momentos de encontros em que a pr&aacute;tica educativa acontece s&atilde;o    potenciais, que podem mudar efetivamente a forma e os resultados do trabalho    em sa&uacute;de, transformando pacientes em cidad&atilde;os, copart&iacute;cipes    do processo de constru&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alves<sup>5</sup> destaca que as pr&aacute;ticas educativas podem ser desenvolvidas    nos espa&ccedil;os convencionais dos servi&ccedil;os, sendo denominadas como    pr&aacute;ticas educativas formais, como exemplo a realiza&ccedil;&atilde;o    de grupos e palestras educativas, bem como nas a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    cotidianas, denominadas informais, como nos momentos de encontro entre o usu&aacute;rio    e o trabalhador de sa&uacute;de, na realiza&ccedil;&atilde;o de orienta&ccedil;&otilde;es    ou numa conversa informal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desta forma, surgem as seguintes quest&otilde;es: como a educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de acontece na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica? Como a sua    pr&aacute;tica se revela no cotidiano da produ&ccedil;&atilde;o do cuidado?</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Analisar a pr&aacute;tica da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de na aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica nos permite conhecer como os profissionais operacionalizam o seu    conhecimento enquanto instrumento de trabalho, possibilitando nos revelar sua    forma de agir na produ&ccedil;&atilde;o do cuidado com base no processo educativo    em sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste sentido, este trabalho teve como objetivo analisar como ocorre a pr&aacute;tica    da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de em momentos informais da rela&ccedil;&atilde;o    usu&aacute;rio-trabalhador na realidade vivenciada pela equipe de Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia (SF), e as estrat&eacute;gias utilizadas para a sua concretiza&ccedil;&atilde;o    no cotidiano da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Percurso metodol&oacute;gico</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este artigo &eacute; parte de uma disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado que    teve como prop&oacute;sito compreender a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de    no cotidiano da equipe de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trata-se de uma pesquisa qualitativa que foi realizada em um munic&iacute;pio    de pequeno porte situado no norte do Paran&aacute;. A popula&ccedil;&atilde;o    estudada compreendeu os profissionais de sa&uacute;de de duas equipes de SF,    que trabalhavam em diferentes unidades de sa&uacute;de, com &aacute;reas de    abrang&ecirc;ncia distintas, sendo uma delas da &aacute;rea rural do munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Todos os profissionais das duas equipes foram entrevistados e suas pr&aacute;ticas    foram observadas, totalizando 14 trabalhadores. Dentre as categorias profissionais    dos participantes est&atilde;o: enfermeiras, auxiliares de enfermagem, m&eacute;dicos    e agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Primeiramente, foi realizada a observa&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas    educativas no cotidiano de trabalho da equipe de SF, que consistiu no acompanhamento    de atividades desenvolvidas pelos profissionais. A observa&ccedil;&atilde;o    foi realizada pela pesquisadora no ambiente de trabalho de cada equipe e ocorreu    em dias e per&iacute;odos alternados durante tr&ecirc;s meses, de abril a junho    de 2009. Quanto &agrave; observa&ccedil;&atilde;o, foram analisadas as atividades    educativas realizadas pelos profissionais da equipe de SF &agrave;s situa&ccedil;&otilde;es    apresentadas em seu cotidiano. Utilizou-se um di&aacute;rio de campo (DC) que    auxiliou posteriormente na produ&ccedil;&atilde;o de um relat&oacute;rio minucioso    das observa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Logo ap&oacute;s a fase de observa&ccedil;&atilde;o, foram realizadas entrevistas    com os profissionais de sa&uacute;de (m&ecirc;s de julho/2009), sendo que as    mesmas foram gravadas e posteriormente transcritas. A entrevista foi conduzida    a partir de um roteiro que continha, na primeira parte, os dados de identifica&ccedil;&atilde;o    e a experi&ecirc;ncia profissional com educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de,    e na segunda parte, aspectos que contemplaram o desenvolvimento da educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de no cotidiano da equipe de SF.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados foram analisados segundo a metodologia de an&aacute;lise de discurso,    tendo como embasamento te&oacute;rico o referencial de Spink<sup>7</sup> que    possui como foco central o construcionismo social, mostrando ser um caminho    para entender a produ&ccedil;&atilde;o de sentidos no cotidiano.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para an&aacute;lise do corpus da pesquisa foi constru&iacute;do um mapa de    associa&ccedil;&atilde;o de ideias para a organiza&ccedil;&atilde;o dos dados    coletados na observa&ccedil;&atilde;o e na entrevista, possibilitando assim    a categoriza&ccedil;&atilde;o das respostas a partir dos n&uacute;cleos de sentido.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os profissionais entrevistados foram identificados em seus depoimentos por    meio de letras iniciais da sua profiss&atilde;o e por n&uacute;meros (E1, M2,    AE3, A4...), como forma de garantir o anonimato dos entrevistados. As falas    ser&atilde;o apresentadas fazendo parte do texto, em it&aacute;lico, seguida    da indica&ccedil;&atilde;o do profissional que a pontuou.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os princ&iacute;pios &eacute;ticos que nortearam esta pesquisa est&atilde;o    contemplados na resolu&ccedil;&atilde;o 196/96, que regulamenta a pesquisa envolvendo    seres humanos<sup>8</sup>, e esta foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &eacute;tica    em Pesquisa da Universidade Estadual de Londrina (UEL) no Paran&aacute;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Da an&aacute;lise do material colhido emergiram as seguintes categorias de    an&aacute;lise: A pr&aacute;tica informal da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de    na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e Estrat&eacute;gias educativas informais    utilizadas pela equipe de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia em suas a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados e    discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o    dos sujeitos da pesquisa</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao total foram 14 os participantes do estudo, pertencentes a distintas categorias    profissionais, sendo duas enfermeiras, dois m&eacute;dicos, quatro auxiliares    de enfermagem e seis agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de. Oito    profissionais trabalhavam na UBS da &aacute;rea urbana, seis na da &aacute;rea    rural, sendo 13 do sexo feminino. A faixa et&aacute;ria variou de 22 a 48 anos.    Cinco profissionais apresentaram forma&ccedil;&atilde;o Superior e, os demais,    Ensino M&eacute;dio Completo com curso profissionalizante. Todos os entrevistados    eram concursados em emprego p&uacute;blico para atua&ccedil;&atilde;o na Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os profissionais    entrevistados disseram ter experi&ecirc;ncia anterior no campo da educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de, e esta foi adquirida na atua&ccedil;&atilde;o na Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia ao desenvolverem atividades em grupos e palestras educativas.    As enfermeiras foram as profissionais que pontuaram desenvolver atividades    educativas frequentemente, al&eacute;m de apresentarem experi&ecirc;ncia na    doc&ecirc;ncia, uma na &aacute;rea de enfermagem e outra na capacita&ccedil;&atilde;o    para ACS. Um dos m&eacute;dicos referiu ter ministrado aulas para p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    em curso de Enfermagem Obst&eacute;trica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>A pr&aacute;tica    da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de em    momentos informais da rela&ccedil;&atilde;o usu&aacute;rio-trabalhador</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de desenvolvida na informalidade das    rela&ccedil;&otilde;es entre o profissional e o usu&aacute;rio &eacute; realizada    por todos os profissionais da equipe de SF. &Eacute; uma atividade individual    (E2), que ocorre de maneira n&atilde;o organizada nem programada (M1), tanto    dentro da unidade de sa&uacute;de quanto fora, como nas visitas domiciliares    (E1), no atendimento da demanda espont&acirc;nea e da demanda programada. Observou-se    que s&atilde;o feitas de diferentes maneiras conforme o cen&aacute;rio local,    ocorrendo de forma inerente ao processo de trabalho: desde &#91;o momento de&#93; uma    pr&eacute;-consulta, de saber qual &eacute; a queixa do paciente, na p&oacute;s-consulta,    na entrega de medicamentos, orienta&ccedil;&otilde;es para exames, em tudo (E1).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esta forma de condu&ccedil;&atilde;o das atividades educativas foi observada    em v&aacute;rios outros estudos realizados na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica,    que citaram os diversos espa&ccedil;os e a variedade de tipos de atendimento    como palco favor&aacute;vel a estas pr&aacute;ticas<sup>9-11</sup>. Na presente    pesquisa, o cotidiano da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de mostrou-se    espa&ccedil;o de a&ccedil;&atilde;o educativa pelo significado que esta atividade    traz para o cuidado em sa&uacute;de realizado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este cotidiano &eacute; reconhecido pelos profissionais como uma situa&ccedil;&atilde;o    oportuna para a pr&aacute;tica da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, no    qual o mundo do trabalho constitui-se num amplo espa&ccedil;o de saberes e modos    de produ&ccedil;&atilde;o do cuidado, que se materializam em tecnologias    de trabalhos utilizadas para produzir sa&uacute;de<sup>2,12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A finalidade de    qualquer a&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de &eacute; produzir o ato de cuidar<sup>13</sup>.    No presente estudo, o profissional percebeu que toda a&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de    reflete em uma conduta educativa, pois em todo cuidado realizado deve haver    um educar aplicado: <i><b>tudo tem que ser devidamente esclarecido, educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de al&eacute;m de cuidar &eacute; estar educando para aquilo que    voc&ecirc; est&aacute; aplicando</b></i> (E2).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De acordo com o    observado e segundo a percep&ccedil;&atilde;o dos profissionais entrevistados,    a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de tamb&eacute;m ocorre de maneira informal    nos momentos de encontro e de intera&ccedil;&atilde;o entre o usu&aacute;rio    e o profissional de sa&uacute;de (DC p.32): <i><b>na verdade, todo dia &eacute;    praticada a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de no contato com os pacientes</b></i>    (A4). O profissional sente que as pr&aacute;ticas educativas concretizam-se    numa forma de a&ccedil;&atilde;o imediata, vivida pelos sujeitos que dela participam.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A presente pesquisa nos mostrou que por meio destas rela&ccedil;&otilde;es    e intera&ccedil;&otilde;es entre trabalhadores e usu&aacute;rios, ambos se colocaram    na posi&ccedil;&atilde;o de atores/sujeitos com suas subjetividades, produzindo    as atividades educativas nos encontros cotidianos, no di&aacute;logo e v&iacute;nculos    constru&iacute;dos conforme sua vis&atilde;o de mundo, de sociedade e de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Existe uma intencionalidade    no processo educativo, mesmo em sua pr&aacute;tica informal, pois o profissional    procura na conversa cotidiana um meio de comunica&ccedil;&atilde;o que busque    a constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento: <i><b>a partir do momento que voc&ecirc;    est&aacute; conversando com algu&eacute;m, mesmo um di&aacute;logo informal,    de uma forma ou de outra voc&ecirc; est&aacute; fazendo educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de</b></i> (E2). Desta forma, a conversa &eacute; tida como um    meio de trabalhar a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, tendo sua a&ccedil;&atilde;o    educativa permeada pela linguagem falada e/ou pelos gestos e demonstra&ccedil;&otilde;es    (AE2) que o trabalhador faz ao buscar a compreens&atilde;o do usu&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Praticar a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de por meio das conversas do    cotidiano, parte exatamente de orienta&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o realizadas    (E2). As orienta&ccedil;&otilde;es s&atilde;o consideradas uma pr&aacute;tica,    na qual se valoriza o espa&ccedil;o das rela&ccedil;&otilde;es e do di&aacute;logo    entre usu&aacute;rio e trabalhador no contexto da aten&ccedil;&atilde;o prestada,    tornando-se uma maneira predominante e corriqueira de se educar/informar o paciente    (A5).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A conversa como pr&aacute;tica discursiva &eacute; compreendida como linguagem    em a&ccedil;&atilde;o, em que o discurso &eacute; tomado como a&ccedil;&atilde;o,    pois &eacute; t&atilde;o produtor de realidade quanto qualquer a&ccedil;&atilde;o    concreta<sup>7</sup>. A qual pode ser vista por meio de todo ato que produza    um resultado ao paciente, desde a realiza&ccedil;&atilde;o de um procedimento    que por meio de uma t&eacute;cnica proporciona seu bem estar, bem como uma pr&aacute;tica    educativa que colabora com a conscientiza&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio    na condu&ccedil;&atilde;o de suas necessidades. Desta forma, a conversa/orienta&ccedil;&atilde;o    faz-se produtora de uma realidade em a&ccedil;&atilde;o, ou seja, torna-se uma    realidade educativa no trabalho vivo em ato.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Durante o atendimento ao paciente, a conversa &eacute; algo extremamente rico    e importante no campo da comunica&ccedil;&atilde;o na vida cotidiana, vinculando    a educa&ccedil;&atilde;o aos processos de produ&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de.    Estas conversas permeiam as mais variadas esferas de intera&ccedil;&atilde;o    social, e dificilmente pensa-se nas peculiaridades que possam estar presentes    nessa forma de comunica&ccedil;&atilde;o<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, a rela&ccedil;&atilde;o    que se estabelece entre trabalhador e usu&aacute;rio &eacute; uma rela&ccedil;&atilde;o    hier&aacute;rquica de passar a informa&ccedil;&atilde;o, controlar, como demonstrado    na seguinte fala: <b><i>ele chega e vai verificar a press&atilde;o, ent&atilde;o    a gente pergunta se j&aacute; tomou o rem&eacute;dio e vai orientar porque a    Press&atilde;o Arterial</i> (PA) <i>dele est&aacute; alta, porque ele tem que    usar a medica&ccedil;&atilde;o, porque n&atilde;o esta melhorando a press&atilde;o    com a medica&ccedil;&atilde;o</i></b> (AE2). A concep&ccedil;&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o    presente nas orienta&ccedil;&otilde;es observadas ocorre de forma vertical e    autorit&aacute;ria, como acontece com as pr&aacute;ticas de sa&uacute;de centradas    no modelo m&eacute;dico hegem&ocirc;nico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O mesmo resultado foi observado no estudo de Pereira e Servo<sup>9</sup>,    na qual a pr&aacute;tica educativa estava envolta pela concep&ccedil;&atilde;o    de educa&ccedil;&atilde;o tradicional ou sanit&aacute;ria, entendida como uma    atividade de transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es. Assim, o profissional    de sa&uacute;de explica ao usu&aacute;rio h&aacute;bitos e comportamentos saud&aacute;veis,    cabendo ao mesmo a responsabilidade de mudar e adotar um novo estilo de vida,    como se estas mudan&ccedil;as dependessem somente de uma decis&atilde;o individual,    sem considerar o contexto social, econ&ocirc;mico em que vive.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As pr&aacute;ticas educativas realizadas nos momentos informais ocorrem tanto    por iniciativa do profissional quanto do usu&aacute;rio, dependendo da necessidade    de compreens&atilde;o dos fen&ocirc;menos que ocorrem &agrave; sua volta, partindo    muitas vezes das inquieta&ccedil;&otilde;es do profissional ou de d&uacute;vidas    dos usu&aacute;rios, ou seja, se d&aacute; durante as conversas estimuladas    por perguntas e respostas do cotidiano (DC).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Spink<sup>7</sup> as intera&ccedil;&otilde;es comunicacionais que    trazem sentido s&atilde;o iniciadas atrav&eacute;s de perguntas e respostas    do cotidiano, e o que as define &eacute; o posicionamento e as manifesta&ccedil;&otilde;es    dos sujeitos envolvidos. Semelhante ao encontrado no estudo de Vaz et al.<sup>14</sup>,    na presente pesquisa p&ocirc;de-se verificar que as indaga&ccedil;&otilde;es,    os questionamentos, as perguntas e as respostas das conversas do cotidiano s&atilde;o    um meio de iniciar uma pr&aacute;tica educativa, que procura indagar sobre as    necessidades que envolvem o significado do processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a    por parte do usu&aacute;rio e que muitas vezes &eacute; percebida pelo trabalhador.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estas pr&aacute;ticas s&atilde;o desenvolvidas de acordo com o ritmo de trabalho    do profissional e da demanda da UBS, podendo acontecer com uma maior disponibilidade    de tempo como num dia tranquilo para o atendimento, como tamb&eacute;m pode    ficar limitada como num dia tumultuado (AE3). N&atilde;o se pode deixar de considerar    que esta pr&aacute;tica depende muito da vontade e de querer fazer a educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de (M1). A decis&atilde;o de realizar esta pr&aacute;tica &eacute;    intr&iacute;nseca a cada sujeito e tem que se considerar que toda atividade    recebe influ&ecirc;ncias do mundo circundante como o tempo de atendimento, espa&ccedil;o    laboral, concep&ccedil;&otilde;es/percep&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de,    educa&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m da influ&ecirc;ncia que outros atores envolvidos    exercem direta ou indiretamente na qualidade da a&ccedil;&atilde;o realizada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mas, a medida que o profissional observa a progressiva import&acirc;ncia conferida    &agrave; sua pr&aacute;tica e os frutos produzidos por ela, percebe a import&acirc;ncia    desta para si mesmo. Isto pode tornar-se um motivo de est&iacute;mulo e incentivo    quando os sentidos trazidos pela pr&aacute;tica educativa s&atilde;o positivos.    Deste modo, verifica-se que a vontade de fazer a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de    parte das representa&ccedil;&otilde;es e significados que esta a&ccedil;&atilde;o    traz para o trabalhador. Nestes termos, pode-se pensar que um trabalhador consciente    da import&acirc;ncia da pr&aacute;tica educativa &eacute; estimulado para desenvolv&ecirc;-la,    j&aacute; o trabalhador que n&atilde;o reconhece a import&acirc;ncia e o significado    desta, pode n&atilde;o ter vontade de realiz&aacute;-la<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra forma de realizar a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de na informalidade    das a&ccedil;&otilde;es consiste na sua pr&aacute;tica durante as visitas domiciliares,    que no PSF &eacute; vista como tecnologia de intera&ccedil;&atilde;o no cuidado    e instrumento de interven&ccedil;&atilde;o, inser&ccedil;&atilde;o e de conhecimento    da realidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o<sup>15,16</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os profissionais da equipe de SF referem-se ao domic&iacute;lio como um local    prop&iacute;cio para a abordagem educativa de toda a fam&iacute;lia (AE4): se    a pessoa idosa mora sozinha a gente procura conversar com ela, mas se mora com    familiar a gente procura estar conversando com os familiares tamb&eacute;m (A2).    Acompanhando a visita domiciliar de um ACS, este refere que as explica&ccedil;&otilde;es    sobre os cuidados com os idosos ficam mais claras quando realizada no domic&iacute;lio,    tornando mais f&aacute;cil a sugest&atilde;o de adapta&ccedil;&otilde;es dos    m&oacute;veis e tapetes poss&iacute;veis de serem realizadas (DC). Segundo observa&ccedil;&otilde;es    realizadas, estar pr&oacute;ximo do ambiente familiar e da din&acirc;mica de    suas rela&ccedil;&otilde;es, faz com que o profissional esteja em contato com    as necessidades dos usu&aacute;rios para, assim, tentar ajud&aacute;-lo a encontrar    o melhor caminho para a condu&ccedil;&atilde;o de seus problemas, al&eacute;m    das a&ccedil;&otilde;es educativas se tornarem condizentes com a realidade vivenciada    pelos usu&aacute;rios.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A visita domiciliar    &eacute; feita em sua maioria pelo ACS, sendo que os outros profissionais da    equipe pouco executam esta atividade. Para o ACS a visita domiciliar &eacute;    importante principalmente tratando-se de sua fun&ccedil;&atilde;o: &eacute;    mais na visita que eu fa&ccedil;o as orienta&ccedil;&otilde;es (A4). No entanto,    a educa&ccedil;&atilde;o realizada nos domic&iacute;lios, tamb&eacute;m como    na maioria das vezes, possui limita&ccedil;&otilde;es restringindo-se    &agrave; transmiss&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o, controle e na vigil&acirc;ncia    em sa&uacute;de com limitada resolubilidade: .<i>.<b>.eu sempre pergunto se    teve casos de diarr&eacute;ia, de v&ocirc;mito. Eu passo informa&ccedil;&atilde;o    se a pessoa fez o preventivo, a respeito de medicamentos, hipertensos e diab&eacute;ticos    se eles est&atilde;o controlando, se eles tomam esses medicamentos corretamente,    se verificam a press&atilde;o. Passo informa&ccedil;&atilde;o a respeito de    doen&ccedil;as como &eacute; feito nas campanhas como a de hansen&iacute;ase,    de tuberculose, oriento em caso de aparecimento de manchas ou de tosse</b></i>    (A6).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No que tange as reflex&otilde;es sobre a visita domiciliar, esta atividade    &eacute; uma maneira de se contrapor ao modelo hegem&ocirc;nico de sa&uacute;de,    pois disp&otilde;e de condi&ccedil;&otilde;es prop&iacute;cias para mudan&ccedil;as<sup>17</sup>.    No entanto, o que se observa &eacute; que muitas vezes ainda continua sendo    m&eacute;dico centrada, voltada para a queixa biol&oacute;gica, com o enfoque    de educa&ccedil;&atilde;o pela transmiss&atilde;o/informa&ccedil;&atilde;o,    no modelo curativista. H&aacute; uma expectativa por parte da popula&ccedil;&atilde;o    de que o profissional de sa&uacute;de solucione os seus problemas, e isto leva    o trabalhador a adotar esta conduta por entender que desta forma, informando,    estar&aacute; ajudando o usu&aacute;rio nas necessidades apresentadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O profissional tamb&eacute;m reconhece a amplitude dos problemas trazidos    pelo usu&aacute;rio: a gente procura saber qual &eacute; o problema deles, s&oacute;    que a gente n&atilde;o s&oacute; enfrenta problemas da sa&uacute;de, a gente    encontra desabafos e outros problemas (A2).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De maneira geral, a equipe de enfermagem encontra-se constantemente em contato    com a popula&ccedil;&atilde;o, tanto dentro da UBS quanto nas visitas domiciliares,    sendo os profissionais respons&aacute;veis pelo andamento da unidade e os mais    demandados pela popula&ccedil;&atilde;o que solicitam os seus servi&ccedil;os,    suas orienta&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Identificou-se    no trabalho m&eacute;dico que a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de &eacute;    realizada prioritariamente durante o atendimento ao usu&aacute;rio nas consultas    m&eacute;dicas, tendo como foco educativo a patologia do usu&aacute;rio: .<i>.<b>.a    gente nas consultas, tenta explicar o que ele t&ecirc;m, o que n&oacute;s vamos    fazer, quais s&atilde;o os exames necess&aacute;rios e quando confirmado o diagn&oacute;stico,    o tratamento e o porqu&ecirc; daquele tratamento</b></i> (M2).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De maneira geral,    pode-se perceber em toda equipe de SF, que suas a&ccedil;&otilde;es educativas    realizadas nos momentos informais foram permeadas por v&aacute;rios fatores    que limitaram e determinaram a forma de condu&ccedil;&atilde;o das mesmas. Dentre    estes fatores pode-se citar o tempo, no qual a exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o    deste foi determinante na maneira de se realizar a pr&aacute;tica educativa,    ora como transmissiva/controladora, ora como possibilidade de se criar uma atmosfera    potencializadora de indiv&iacute;duos reflexivos e aut&ocirc;nomos, como tamb&eacute;m    os fatores intr&iacute;nsecos de cada profissional/sujeito, suas concep&ccedil;&otilde;es    e percep&ccedil;&otilde;es sobre educa&ccedil;&atilde;o foram determinantes    na postura e atitudes de educar em sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Estrat&eacute;gias    educativas informais utilizadas    pela equipe de Sa&uacute;de da    Fam&iacute;lia em suas a&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os profissionais da equipe de SF sentem a necessidade de desenvolver estrat&eacute;gias    educativas e formas de abordagem para conseguir prender a aten&ccedil;&atilde;o    (AE3) do usu&aacute;rio, almejando o seu entendimento e compreens&atilde;o da    import&acirc;ncia do tema discutido. No entanto, estas estrat&eacute;gias s&atilde;o    realizadas, muitas vezes, de forma n&atilde;o estruturada, segundo suas experi&ecirc;ncias    pr&eacute;vias, sua vis&atilde;o de mundo e de sociedade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para isto o trabalhador    diz que precisa falar diversas vezes (AE4) com o usu&aacute;rio, demonstrando    a necessidade de estar sempre relembrando, falando, por que algumas coisas ele    vai absorver (E2), al&eacute;m de ressaltar a import&acirc;ncia de sua insist&ecirc;ncia    e persist&ecirc;ncia na tarefa de educar: ..<b>.<i>quando voc&ecirc; para pra    explicar ele te escuta s&oacute; que voc&ecirc; tem que bater sempre na mesma    tecla, insistir, n&atilde;o &eacute; uma sementinha que voc&ecirc; planta e    funciona, tem que ficar regando, cobrando, cuidando se n&atilde;o, n&atilde;o    vai pra frente</i></b> (M1).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O profissional reconhece que o usu&aacute;rio presta aten&ccedil;&atilde;o    no que ele apresenta. No entanto, percebe-se uma aus&ecirc;ncia de escuta por    parte do trabalhador, que insiste numa postura de repeti&ccedil;&atilde;o como    estrat&eacute;gia de comunica&ccedil;&atilde;o, na tentativa de domesticar e    treinar, n&atilde;o valorizando o encontro com o usu&aacute;rio como uma oportunidade    de aprendizado. Al&eacute;m disso, apresenta um discurso ambivalente que v&ecirc;    a educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de como uma a&ccedil;&atilde;o que precisa    ser mantida, cuidada, por&eacute;m refor&ccedil;a o car&aacute;ter de repeti&ccedil;&atilde;o    e cobran&ccedil;a para que o paciente fa&ccedil;a o que o trabalhador concebe    como correto, n&atilde;o como um momento de di&aacute;logo, de negocia&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A integralidade das a&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de se d&aacute; pelo    compromisso dos profissionais de escutar atenta e cuidadosamente os usu&aacute;rios    para assim identificar suas necessidades de sa&uacute;de, para isso o di&aacute;logo    deve se tornar uma comunica&ccedil;&atilde;o de ida e volta, sem bloqueios<sup>10,18</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em sua pr&aacute;tica,    os profissionais tamb&eacute;m deram sinais de desenvolverem estrat&eacute;gias    de cobran&ccedil;a, instigando um certo "policiamento" ou controle das atitudes    dos indiv&iacute;duos: <i><b>eu olho carteirinha de vacina&ccedil;&atilde;o    porque tem m&atilde;es que deixam as vacinas atrasadas, ent&atilde;o tem que    pegar no p&eacute;, tem que orientar e cobrar</b></i> (A6). O presente    discurso reflete uma vis&atilde;o educativa pautada no controle, cobran&ccedil;a    do usu&aacute;rio, na transmiss&atilde;o e repeti&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o.    Pode-se inferir que esta postura encontra-se associada &agrave; forma&ccedil;&atilde;o    deste profissional, que reproduz sua viv&ecirc;ncia educativa, pois se verificou    durante o per&iacute;odo de observa&ccedil;&atilde;o o compromisso das equipes    com os usu&aacute;rios, preocupando-se em transmitir orienta&ccedil;&otilde;es    que julgavam necess&aacute;rias para a comunidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudo realizado em Cajuri-MG, descreveu esta atitude dos ACS como de "pol&iacute;cia    sanit&aacute;ria", que segundo Gomes et al.<sup>19</sup> esta abordagem puramente    biol&oacute;gica n&atilde;o consegue preparar os profissionais para lidarem    com toda a complexidade do processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a-adoecimento,    gerando inseguran&ccedil;a e atitudes incoerentes com o funcionamento do atual    sistema de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O car&aacute;ter normatizador e autorit&aacute;rio desta cobran&ccedil;a demonstra    uma rela&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica entre o profissional e o usu&aacute;rio,    sinalizando uma concep&ccedil;&atilde;o banc&aacute;ria onde o profissional    &eacute; o sujeito do processo e o usu&aacute;rio um simples objeto<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os trabalhadores    tamb&eacute;m demonstraram utilizar estrat&eacute;gias coercitivas para convencer    o usu&aacute;rio a realizar o que, segundo suas concep&ccedil;&otilde;es, era    a melhor conduta: <i><b>na campanha de vacina, tem muito idoso que n&atilde;o    quer tomar a vacina, da&iacute; a gente fala que se eles n&atilde;o tomarem    a vacina, o governo vai tirar a aposentadoria, e eles acreditam e tomam</b></i>    (AE2). Esta postura aponta para uma atitude de n&atilde;o reconhecimento da    autonomia do usu&aacute;rio em decidir o que &eacute; melhor para si, n&atilde;o    o considerando respons&aacute;vel por suas decis&otilde;es, e tampouco contribui    para ampliar o di&aacute;logo entre trabalhador/usu&aacute;rio e ampliar a capacidade    de an&aacute;lise dos sujeitos. Agindo desta forma, o profissional pode perder    a credibilidade em seu trabalho e suas a&ccedil;&otilde;es educativas n&atilde;o    serem bem aceitas pela popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesta postura "coercitiva" demonstrada pela atitude de alguns profissionais,    verifica-se que o trabalhador n&atilde;o favorece a autonomia dos sujeitos em    decidir sobre sua sa&uacute;de, assim a educa&ccedil;&atilde;o segue um modelo    que produz indiv&iacute;duos que n&atilde;o s&atilde;o cr&iacute;ticos e que    podem ser manipulados por outro<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, os trabalhadores reconhecem que a cobran&ccedil;a deve existir    em dose adequada, pois se chegarem somente impondo sua vis&atilde;o ao usu&aacute;rio,    o profissional perde a credibilidade de seu trabalho educativo: porque &eacute;    dif&iacute;cil voc&ecirc; chegar cobrando, eu quero isso, &eacute; assim que    tem que ser, eles n&atilde;o aceitam (A4).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Durante a pr&aacute;tica educativa, o trabalhador demonstrou ter um cuidado    maior com o grau de instru&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio, pois os profissionais    de sa&uacute;de trabalham com pessoas de variadas escolaridades, desde analfabetos    &agrave; especialistas, desta forma, o trabalhador procura utilizar uma linguagem    simples, acess&iacute;vel e de f&aacute;cil compreens&atilde;o (M2), por considerar    que para o usu&aacute;rio entender, voc&ecirc; tem que falar a l&iacute;ngua    deles (A4). Referem utilizar termos populares (AE4), exemplos (E1), e partem    da realidade do usu&aacute;rio (A3). Ao observar o atendimento realizado por    uma auxiliar de enfermagem durante a verifica&ccedil;&atilde;o da PA, e entrega    de medicamento a um paciente hipertenso, a auxiliar utilizou vocabul&aacute;rio    que faz parte do repert&oacute;rio da popula&ccedil;&atilde;o explicando de    maneira a facilitar a compreens&atilde;o do paciente, deixando-o &agrave; vontade,    al&eacute;m de certificar o seu entendimento em rela&ccedil;&atilde;o ao assunto    discutido (DC).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No processo comunicativo, o profissional precisa levar em conta o contexto    de sua ocorr&ecirc;ncia, caso contr&aacute;rio, seu sentido pode ser prejudicado,    afetando a compreens&atilde;o do usu&aacute;rio. A forma de abordagem utilizando    uma linguagem simples &eacute; realizada pela maioria dos trabalhadores. Entretanto,    no processo educativo dos profissionais de n&iacute;vel superior, como m&eacute;dicos    e enfermeiros, estes utilizam tamb&eacute;m uma linguagem cient&iacute;fica    para a explica&ccedil;&atilde;o dos diagn&oacute;sticos ou problemas de sa&uacute;de,    mas em seguida, foi observado que procuram falar a mesma coisa de uma maneira    simples para melhor compreens&atilde;o do usu&aacute;rio. No entanto, por mais    que o trabalhador avance em dire&ccedil;&atilde;o a uma abordagem que reconhe&ccedil;a    o contexto da pr&aacute;tica educativa ainda continua posicionando-se como detentor    do saber, respons&aacute;vel pela transmiss&atilde;o desta informa&ccedil;&atilde;o    que &eacute; sua e n&atilde;o do outro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra estrat&eacute;gia foi a abordagem do usu&aacute;rio de forma descontra&iacute;da    (AE2), desenvolvida na conversa cotidiana no qual o profissional aproveita para    refor&ccedil;ar as orienta&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas e mais importantes    (A5), sem apresentar um linguajar excessivamente t&eacute;cnico. Para Freire<sup>21</sup>    "educar exige alegria e esperan&ccedil;a", e que os momentos de alegria s&atilde;o    tidos como oportunos para uma maior apreens&atilde;o dos conte&uacute;dos aplicados    na pr&aacute;tica educativa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tendo em vista    as estrat&eacute;gias utilizadas de forma intuitiva na pr&aacute;tica educativa    dos profissionais estudados, pode-se perceber que quando a equipe contorna os    diversos obst&aacute;culos apresentados, os temas abordados permeiam o universo    do trabalho da AB e focam a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, preven&ccedil;&atilde;o    de agravos, cura de enfermidades e reabilita&ccedil;&atilde;o do paciente, por&eacute;m    ainda existe um destaque maior para as pr&aacute;ticas cujos temas est&atilde;o    voltados para as patologias. Nota-se que quanto maior a expertise t&eacute;cnica    do profissional, maior o direcionamento para os temas ligados a patologias com    car&aacute;ter prescritivo, pouco informativo e verticalizado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Tecendo algumas    considera&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tendo em vista a amplitude e a complexidade da educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de    realizada na rela&ccedil;&atilde;o profissional-usu&aacute;rio, esta &eacute;    produzida a partir do agir cotidiano, que reflete a produ&ccedil;&atilde;o de    sentidos trazida pelas rela&ccedil;&otilde;es das pr&aacute;ticas de cuidado,    na qual as estrat&eacute;gias educativas utilizadas se d&atilde;o de forma n&atilde;o    estruturada, mas com intencionalidade, retratam um modo diferenciado de realizar    a pr&aacute;tica educativa, por&eacute;m a maioria prende-se ao repasse de informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O discurso dos trabalhadores mostrou-se, de certa forma, mais avan&ccedil;ado    que as pr&aacute;ticas educativas, no entanto, n&atilde;o se pode deixar de    considerar que este trabalhador reproduz o modelo de educa&ccedil;&atilde;o    que lhe foi ensinado, al&eacute;m do processo de trabalho em sa&uacute;de fortalecer    esta postura quando valoriza mais a pr&aacute;tica curativa, voltada ao atendimento    &agrave; demanda do que &agrave;s pr&aacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mediante o conhecimento dos trabalhadores e de suas pr&aacute;ticas no cotidiano    das equipes de SF, a produ&ccedil;&atilde;o de saberes e pr&aacute;ticas no    SUS devem ir ao encontro da integralidade no atendimento ao usu&aacute;rio,    contrapondo-se ao modelo hegem&ocirc;nico com olhar fragment&aacute;rio e reducionista.    Deve-se, portanto, considerar o usu&aacute;rio em sua totalidade como sujeito    biopsicossocial, com autonomia em suas escolhas e copart&iacute;cipe da constru&ccedil;&atilde;o    da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vale lembrar a necessidade de maior investimento na educa&ccedil;&atilde;o    permanente dos trabalhadores de sa&uacute;de como instrumento prop&iacute;cio    para mudan&ccedil;as, implementa&ccedil;&otilde;es e refor&ccedil;o das a&ccedil;&otilde;es    educativas realizadas nos momentos de intera&ccedil;&atilde;o usu&aacute;rio-trabalhador    e em seus discursos durante o atendimento em sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de deve ser repensada e valorizada como uma tecnologia de trabalho,    que revela diferentes processos de agir em sa&uacute;de, reorientando esta pr&aacute;tica,    tomando como princ&iacute;pios os preceitos do SUS e uma aprendizagem significativa,    para que promova mudan&ccedil;a na vida dos usu&aacute;rios e dos trabalhadores,    assim como na realidade do modelo de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de    vigente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">E Pinafo, EFPA    Nunes e AD Gonz&aacute;lez participaram igualmente de todas as etapas de elabora&ccedil;&atilde;o    do artigo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Gazzinelli FM,    Gazzineli A, Reis DC, Penna CMM. Educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: conhecimentos,    representa&ccedil;&otilde;es sociais e experi&ecirc;ncias da doen&ccedil;a.    <i><b>Cad Saude Publica</b></i> 2005; 21(1):200-206.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611952&pid=S1413-8123201200070002100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Buss PM. Uma    introdu&ccedil;&atilde;o ao conceito de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.    In: Czeresnia D, organizador. <i><b>Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de</b></i>:    conceitos, reflex&otilde;es, tend&ecirc;ncias. 2ª. ed. rev. ampl. Rio de Janeiro:    Fiocruz; 2009. p. 19-42.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611954&pid=S1413-8123201200070002100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Albuquerque    PC, Stotz EM. A educa&ccedil;&atilde;o popular na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica    &agrave; sa&uacute;de no munic&iacute;pio: em busca da integralidade. <i><b>Interface    - Comun. Sa&uacute;de Educ</b></i> 2004; 8(15):259-274.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611956&pid=S1413-8123201200070002100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Alves VS, Nunes    MO. Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de na aten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica    ao paciente com hipertens&atilde;o arterial no Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia.    <i><b>Interface - Comun. Sa&uacute;de Educ</b></i> 2006; 10(19):131-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611958&pid=S1413-8123201200070002100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Alves VS. Um    modelo de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de para o Programa Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia: pela integralidade da aten&ccedil;&atilde;o e reorienta&ccedil;&atilde;o    do modelo assistencial. <i><b>Interface - Comun. Sa&uacute;de Educ</b></i> 2005;    9(16):39-52.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611960&pid=S1413-8123201200070002100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Pinafo E. <i><b>Educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de</b></i>: o cotidiano da equipe de sa&uacute;de da fam&iacute;lia    &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;. Londrina: Universidade Estadual de Londrina;    2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611962&pid=S1413-8123201200070002100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Spink MJ, organizadora.    <i><b>Pr&aacute;ticas discursivas e produ&ccedil;&atilde;o de sentidos no cotidiano</b></i>:    aproxima&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas e metodol&oacute;gicas. 3ª ed. S&atilde;o    Paulo: Cortez; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611964&pid=S1413-8123201200070002100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Brasil. Resolu&ccedil;&atilde;o    nº 196/96 de 10 de outubro de 1996. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras    de pesquisas envolvendo seres humanos. <i><b>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</b></i>    1996; 10 out.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611966&pid=S1413-8123201200070002100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Pereira APCM,    Servo MLS. A enfermeira e a Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de: estudo de    uma realidade local. <i><b>Rev Baiana Sa&uacute;de P&uacute;blica</b></i> 2006;    30(1):7-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611968&pid=S1413-8123201200070002100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Sales FMS.    A&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de para preven&ccedil;&atilde;o    e controle da dengue: um estudo em Icara&iacute;, Caucaia, Cear&aacute;. <i><b>Cien    Saude Colet</b></i> 2008; 13(1):175-184.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611970&pid=S1413-8123201200070002100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Silva CC, Silva    ATMC, Lonsing A. A integra&ccedil;&atilde;o e articula&ccedil;&atilde;o entre    as a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e de educa&ccedil;&atilde;o no programa    de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia - PSF. <i><b>Rev Eletr&ocirc;nica Enferm</b></i>    2006; 8(1):70-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611972&pid=S1413-8123201200070002100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Merhy EE, Franco    TB. <i><b>Mapas anal&iacute;ticos</b></i>: um olhar sobre a organiza&ccedil;&atilde;o    e seus processos de trabalho. &#91;site na Internet&#93;. &#91;acessado 2010    jan 21&#93;; &#91;cerca de 22 p.&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.uff.br/saudecoletiva/professores/merhy/indexados-07.pdf" target="_blank">http://www.uff.br/saudecoletiva/professores/merhy/indexados-07.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611974&pid=S1413-8123201200070002100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Merhy EE, Miranda    J&uacute;nior H, Rimoli J, Franco TB, Bueno WS. <i><b>O trabalho em sa&uacute;de</b></i>:    olhando e experienciando o SUS no cotidiano. 3ª ed. S&atilde;o Paulo:    Hucitec; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611975&pid=S1413-8123201200070002100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Vaz MRC, Sena    J, Marins SR, Rubira LT, Santos LR, Cabreira GO, Couto ZFS. Educa&ccedil;&atilde;o    e produ&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de: um estudo da enfermagem de sa&uacute;de    coletiva no extremo sul do Brasil. <i><b>Texto Contexto Enferm</b></i> 2003;    12(1):59-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611977&pid=S1413-8123201200070002100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Giacomozzi    CM, Lacerda MR. A pr&aacute;tica da assist&ecirc;ncia domiciliar dos profissionais    da estrat&eacute;gia de sa&uacute;de da fam&iacute;lia. <i><b>Texto Contexto    Enferm</b></i> 2006; 15(4):645-653.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611979&pid=S1413-8123201200070002100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Lopes WO, Saupe    R, Massaroli A. Visita domiciliar: tecnologia para o cuidado, o ensino e a pesquisa.    <i><b>Ci&ecirc;nc Cuid Sa&uacute;de</b></i> 2008; 7(2):241-247.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611981&pid=S1413-8123201200070002100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Albuquerque    ABB, Bosi MLM. Visita domiciliar no &acirc;mbito da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia: percep&ccedil;&otilde;es de usu&aacute;rios no Munic&iacute;pio    de Fortaleza, Cear&aacute;, Brasil. <i><b>Cad Saude Publica</b></i> 2009; 25(5):1103-1112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611983&pid=S1413-8123201200070002100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Cec&iacute;lio    LCO. As necessidades de sa&uacute;de como conceito estruturante na luta pela    integralidade e equidade na aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. In: Pinheiro    R, Mattos RA, organizadores. <i><b>Os sentidos da integralidade na aten&ccedil;&atilde;o    e no cuidado &agrave; sa&uacute;de</b></i>. Rio de Janeiro: IMS Abrasco; 2001.    p. 113-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611985&pid=S1413-8123201200070002100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Gomes KO, Cotta    RMM, Cherchiglia ML, Mitre SM, Batista RS. A pr&aacute;xis do agente comunit&aacute;rio    de sa&uacute;de no contexto do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia: reflex&otilde;es    estrat&eacute;gicas. <i><b>Sa&uacute;de Soc</b></i> 2009; 18(4):744-755.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611987&pid=S1413-8123201200070002100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Freire P. <i><b>Pedagogia    do Oprimido</b></i>. 47ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611989&pid=S1413-8123201200070002100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Freire P. <i><b>Pedagogia    da autonomia</b></i>: saberes necess&aacute;rios &agrave; pr&aacute;tica    educativa. S&atilde;o Paulo: Paz e Terra; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1611991&pid=S1413-8123201200070002100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo apresentado    em 31/03/2011    <br>   Aprovado em 09/04/2011    <br>   Vers&atilde;o final apresentada em 16/09/2011</font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Gazzinelli]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Educação em saúde: conhecimentos, representações sociais e experiências da doença]]></article-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Uma introdução ao conceito de promoção da saúde]]></article-title>
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<source><![CDATA[Promoção da saúde: conceitos, reflexões, tendências]]></source>
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