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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Padrões de aleitamento materno exclusivo e internação por diarréia entre 1999 e 2008 em capitais brasileiras]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The prevalence of breastfeeding has increased over the past two decades in Brazil, as a result of public breastfeeding policies. The scope of this paper is to analyze the correlation between the increase in the prevalence of breastfeeding and hospitalization rates due to diarrhea. It is an epidemiological ecological study, based on secondary data from Brazilian Capital Cities and the Federal District. The prevalence of breastfeeding, the number of live births, and cases of hospitalization due to diarrhea were compared for the years 1999 and 2008 and the Spearman non-parametric test was used to correlate the variables. During the period, 1,329,618 children under one year of age in 1999 and 2008 were studied. The increase in the prevalence of exclusive breastfeeding among children under 4 months old had a negative correlation with hospitalization rates due to diarrhea (Rho=-0.483, p=0.014). This correlation was stronger for girls (Rho=-0.521, p=0.008) than for boys (Rho=-0.476, p=0.016). The increase in the prevalence of breastfeeding between 1999 and 2008 appears to be correlated to a reduction in hospitalization rates due to diarrhea over the same period, corroborating the importance of public policies to protect, support and promote breastfeeding.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>TEMAS    LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Padr&otilde;es de aleitamento materno exclusivo e interna&ccedil;&atilde;o por diarr&eacute;ia entre 1999 e 2008 em capitais brasileiras</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Exclusive breastfeeding and diarrhea hospitalization patterns between 1999 and 2008 in Brazilian State Capitals</b></font></p>    <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Cristiano Siqueira    Boccolini<sup>I</sup>; Patricia de Moraes Mello Boccolini<sup>II</sup>; M&aacute;rcia    Lazaro de Carvalho<sup>III</sup>; Maria In&ecirc;s Couto de Oliveira<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Escola    Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz.    Rua Leopoldo Bulh&otilde;es, 1480/806, Manguinhos. 21041210 Rio de Janeiro RJ.    <a href="mailto:cristianoboccolini@gmail.com">cristianoboccolini@gmail.com</a>    <br>   <sup>II</sup>Instituto de Estudos em Sa&uacute;de Coletiva, Universidade    Federal do Rio de Janeiro    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Departamento de Epidemiologia e M&eacute;todos Quantitativos em    Sa&uacute;de, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o    Oswaldo Cruz    <br>   <sup>IV</sup>Departamento de Epidemiologia e Bioestat&iacute;stica, Instituto    de Sa&uacute;de da Comunidade, Universidade Federal Fluminense</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A preval&ecirc;ncia    do aleitamento materno tem aumentado nas duas &uacute;ltimas d&eacute;cadas    como resultado das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de incentivo a esta pr&aacute;tica.    Trata-se de estudo epidemiol&oacute;gico ecol&oacute;gico, com base em dados    secund&aacute;rios das Capitais Brasileiras e Distrito Federal. As preval&ecirc;ncias    de aleitamento materno, a popula&ccedil;&atilde;o de nascidos vivos e os casos    de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar por diarreias foram comparados entre    os anos de 1999 e 2008. Foi utilizado o teste n&atilde;o-param&eacute;trico    de Spearman para correlacionar as vari&aacute;veis. Foram estudados 1.329.618    nascidos vivos no per&iacute;odo. O aumento da preval&ecirc;ncia de aleitamento    materno exclusivo em crian&ccedil;as com menos de 4 meses de vida teve correla&ccedil;&atilde;o    negativa com as taxas de interna&ccedil;&atilde;o por diarreias (r = -0,483,    p = 0,014), sendo essa correla&ccedil;&atilde;o mais forte para meninas (r =    -0,521, p = 0,016) que para os meninos (r = -0,476, p = 0,008). O aumento da    preval&ecirc;ncia de aleitamento materno exclusivo entre 1999 e 2008 parece    estar correlacionado com a diminui&ccedil;&atilde;o das taxas de interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar por diarreias no mesmo per&iacute;odo, corroborando a import&acirc;ncia    das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o    e apoio do aleitamento materno.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>      Sa&uacute;de materno-infantil, Aleitamento materno, Lactente, Hospitaliza&ccedil;&atilde;o,    Diarreia infantil, Nascidos vivos</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> The prevalence    of breastfeeding has increased over the past two decades in Brazil, as a result    of public breastfeeding policies. The scope of this paper is to analyze the    correlation between the increase in the prevalence of breastfeeding and hospitalization    rates due to diarrhea. It is an epidemiological ecological study, based on secondary    data from Brazilian Capital Cities and the Federal District. The prevalence    of breastfeeding, the number of live births, and cases of hospitalization due    to diarrhea were compared for the years 1999 and 2008 and the Spearman non-parametric    test was used to correlate the variables. During the period, 1,329,618 children    under one year of age in 1999 and 2008 were studied. The increase in the prevalence    of exclusive breastfeeding among children under 4 months old had a negative    correlation with hospitalization rates due to diarrhea (Rho=-0.483, p=0.014).    This correlation was stronger for girls (Rho=-0.521, p=0.008) than for boys    (Rho=-0.476, p=0.016). The increase in the prevalence of breastfeeding between    1999 and 2008 appears to be correlated to a reduction in hospitalization rates    due to diarrhea over the same period, corroborating the importance of public    policies to protect, support and promote breastfeeding.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key words:</b>      Maternal and child health, Breastfeeding, Breastfed infants, Hospitalization,    Infantile diarrhea, Live births</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">At&eacute; dois ter&ccedil;os das mortes infantis evit&aacute;veis podem ser    atribu&iacute;das &agrave;s diarreias<sup>1</sup>, as quais podem ser respons&aacute;veis    por cerca de quatro milh&otilde;es de mortes por ano nos pa&iacute;ses em desenvolvimento<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apesar da incid&ecirc;ncia da hospitaliza&ccedil;&atilde;o por doen&ccedil;as    diarreicas apresentar tend&ecirc;ncia a diminui&ccedil;&atilde;o<sup>3,4</sup>,    a morbidade destas corresponde a segunda causa de interna&ccedil;&otilde;es    em crian&ccedil;as com menos de um ano no Estado do Rio de Janeiro<sup>5</sup>,    e o aleitamento materno exclusivo pode reduzir em 53% a incid&ecirc;ncia dessas    hospitaliza&ccedil;&otilde;es<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por outro lado, na &uacute;ltima d&eacute;cada verificou-se o aumento da preval&ecirc;ncia    de aleitamento materno exclusivo em menores de quatro meses de 35,5% (1999)    para 51,2% (2008) nas capitais brasileiras e no Distrito Federal<sup>7</sup>,    o que pode ter contribu&iacute;do para a redu&ccedil;&atilde;o da morbimortalidade    infantil<sup>1,8-10</sup> e para a diminui&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia    de doen&ccedil;as diarreicas<sup>11-13</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil no Brasil de 1980 se deu sem    mudan&ccedil;as significantes de renda familiar, mas o sistema de sa&uacute;de    brasileiro passou a adotar pol&iacute;ticas importantes de aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de infantil, incluindo a promo&ccedil;&atilde;o do aleitamento    materno. Essa tend&ecirc;ncia prosseguiu nas d&eacute;cadas seguintes, principalmente    devido aos fen&ocirc;menos de aumento da urbaniza&ccedil;&atilde;o e de redu&ccedil;&atilde;o    da fertilidade e a expans&atilde;o das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de p&uacute;blica<sup>14</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O principal mecanismo fisiol&oacute;gico para a redu&ccedil;&atilde;o da morbimortalidade    conferido pelo leite materno s&atilde;o seus compostos imunol&oacute;gicos<sup>15,16</sup>,    como a IgA-secret&oacute;ria<sup>17,18</sup> e os oligossacar&iacute;deos<sup>19,20</sup>    que se adaptam &agrave;s necessidades de cada crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este estudo teve como objetivo verificar se o incremento na preval&ecirc;ncia    do aleitamento materno observado nas capitais brasileiras e no Distrito Federal    entre 1999 e 2008 esteve correlacionado com a redu&ccedil;&atilde;o das taxas    de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar por diarreias entre as crian&ccedil;as    com menos de um ano de vida no per&iacute;odo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trata-se de estudo epidemiol&oacute;gico ecol&oacute;gico, cuja popula&ccedil;&atilde;o    estudada foi a de crian&ccedil;as menores de um ano residentes nas capitais    brasileiras e Distrito Federal nos anos de 1999 e 2008 cujos dados secund&aacute;rios    foram agregados por munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A popula&ccedil;&atilde;o de nascidos vivos em 1999 e 2008 foi obtida do Sistema    de Nascidos Vivos do Datasus<sup>21</sup>, por capital federal e Distrito Federal,    por local de resid&ecirc;ncia, e foi utilizada como uma estimativa aproximada    das crian&ccedil;as com menos de um ano de vida para os referentes anos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os casos de interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares em crian&ccedil;as com menos de um ano de vida (por local de resid&ecirc;ncia)    por doen&ccedil;as diarreicas e gastroenterites infecciosas de origem presum&iacute;vel    em 1999 e em 2008 foram obtidos do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares    (SIH) de acordo com a Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Doen&ccedil;as    (CID-10), em crian&ccedil;as com menos de um ano de vida (por local de resid&ecirc;ncia).    Tendo como menor n&iacute;vel de agrega&ccedil;&atilde;o o indiv&iacute;duo,    sem a possibilidade de identifica&ccedil;&atilde;o do sujeito<sup>21</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As taxas de interna&ccedil;&atilde;o por doen&ccedil;a diarreica foram padronizadas    por 1000 crian&ccedil;as residentes com menos de um ano de vida, tendo como    base as popula&ccedil;&otilde;es obtidas do Datasus. Al&eacute;m disso, as taxas    de interna&ccedil;&atilde;o por diarreia foram calculadas tendo como par&acirc;metro    o total de interna&ccedil;&otilde;es. As raz&otilde;es de taxa de interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar por sexo foram obtidas ao se dividir a taxa de interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar dos meninos pela taxa das meninas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As informa&ccedil;&otilde;es referentes ao aleitamento materno exclusivo entre    crian&ccedil;as com menos de quatro meses de vida e entre crian&ccedil;as com    nove a doze meses de vida foram obtidas da "II Pesquisa de Preval&ecirc;ncia    de Aleitamento Materno nas capitais Brasileiras e Distrito Federal" publicada    em 2009 e com informa&ccedil;&otilde;es sobre a preval&ecirc;ncia de aleitamento    materno em 1999 e 2008. Foram utilizadas as m&eacute;dias pontuais da preval&ecirc;ncia    de aleitamento materno exclusivo e da preval&ecirc;ncia de aleitamento materno    em crian&ccedil;as com nove a doze meses incompletos de vida em cada cidade    referentes &agrave; 1999 e 2008<sup>7</sup>. Al&eacute;m disso, foi calculada    a diferen&ccedil;a de preval&ecirc;ncia entre os dois anos, subtraindo a preval&ecirc;ncia    de 2008 da preval&ecirc;ncia de 1999.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A capital do Acre    (Rio Branco) n&atilde;o foi inclu&iacute;da por n&atilde;o possuir informa&ccedil;&otilde;es    sobre o desfecho em 2008<sup>21</sup>, e a cidade do Rio de Janeiro foi exclu&iacute;da    da an&aacute;lise por n&atilde;o ter realizado o inqu&eacute;rito do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de em 1999<sup>7</sup>. Al&eacute;m disso, somente havia dados    sobre aleitamento materno em crian&ccedil;as de nove a doze meses de vida para    os anos de 1999 e 2008 em 18 das 27 capitais brasileiras e Distrito Federal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foi realizada an&aacute;lise univariada com o teste n&atilde;o param&eacute;trico    de Wilcoxon para avaliar se houve altera&ccedil;&otilde;es estatisticamente    significativas das taxas de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar e das raz&otilde;es    de taxas entre os anos de 1999 e 2008.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em seguida foi estimado o coeficiente de correla&ccedil;&atilde;o de Spearman    entre as diferen&ccedil;as de preval&ecirc;ncia de aleitamento materno ocorridas    entre 1999 e 2008 e as diferen&ccedil;as de taxa de interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar ocorrida no mesmo per&iacute;odo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pr&oacute;xima    etapa da an&aacute;lise consistiu em classificar cada cidade em <i>tercis</i>    de aumento das preval&ecirc;ncias de aleitamento materno exclusivo em crian&ccedil;as    com menos de quatro meses de vida entre 1999 e 2008: o primeiro <i><b>tercil</b></i>    foi composto pelas cidades em que se observaram os menores aumentos das preval&ecirc;ncias    (<b><i>tercil</i></b> de refer&ecirc;ncia), e o terceiro <i><b>tercil</b></i>    composto pelas cidades com maiores aumentos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A redu&ccedil;&atilde;o absoluta da taxa de hospitaliza&ccedil;&otilde;es    por diarreia foi calculada subtraindo-se as taxas de 2008 das taxas de 1999,    para, em seguida, serem calculadas as redu&ccedil;&otilde;es percentuais das    taxas, tendo como numeradores as redu&ccedil;&otilde;es absolutas das taxas    entre 1999 e 2008, e como denominadores as taxas de 1999.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As raz&otilde;es    de redu&ccedil;&atilde;o percentual das taxas de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares    por diarreias de cada tercil foram calculadas ao se dividir as redu&ccedil;&otilde;es    percentuais das taxas de hospitaliza&ccedil;&otilde;es por diarreia do segundo    e terceiro tercil pelo primeiro tercil. Para a compara&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica    do segundo e terceiro <i>tercis</i> com o primeiro <i><b>tercil</b></i> utilizou-se    teste n&atilde;o param&eacute;trico de Kruskal-Wallis.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em todas as etapas do estudo foi utilizado para a an&aacute;lise estat&iacute;stica    o programa R-Project (vers&atilde;o 2.9.2)<sup>22</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por se tratar de um estudo que utiliza bases de dados secund&aacute;rios,    em acordo com a Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96 o presente estudo n&atilde;o    foi submetido &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de &Eacute;tica    para avalia&ccedil;&atilde;o quanto aos riscos a seres humanos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram estudados    1.329.618 nascidos vivos com menos de um ano de vida nos anos de 1999 e 2008    em 25 capitais brasileiras e Distrito Federal. Em rela&ccedil;&atilde;o ao total    de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares registradas no SIH em 1999, o percentual    de interna&ccedil;&otilde;es por diarreia diminuiu pela metade, representando    2,67% do total de interna&ccedil;&otilde;es em 2008 (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n7/25t01.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As taxas de interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares por diarreia tamb&eacute;m reduziram significativamente entre 1999    e 2008, sendo que a redu&ccedil;&atilde;o da taxa de interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares por diarreia parece ter sido maior para os meninos que para as    meninas (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n7/25t02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os meninos s&atilde;o    internados por diarreias numa taxa um quarto maior que as meninas, e essa diferen&ccedil;a    manteve-se relativamente constante entre 1999 e 2008. J&aacute; em rela&ccedil;&atilde;o    ao total de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares, parece haver uma propor&ccedil;&atilde;o    equivalente entre meninos e meninas (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n7/25t03.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O aumento da preval&ecirc;ncia    de aleitamento materno exclusivo entre crian&ccedil;as com menos de quatro meses    de vida teve correla&ccedil;&atilde;o moderada com a redu&ccedil;&atilde;o das    interna&ccedil;&otilde;es por diarreias, em ambos os sexos (<a href="#t4">Tabela    4</a>).</font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n7/25t04.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; a preval&ecirc;ncia    do aleitamento materno entre crian&ccedil;as com 9 a 12 meses de vida est&aacute;    fracamente associada, e marginalmente significante, &agrave; redu&ccedil;&atilde;o    das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares por diarreia, sendo essa correla&ccedil;&atilde;o    mais forte entre as meninas (<a href="#t4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando os    <i>tercis</i> de aumento da preval&ecirc;ncia de aleitamento materno exclusivo,    as cidades do primeiro tercil apresentaram taxas de hospitaliza&ccedil;&atilde;o    por diarreia em 1999 e 2008 inferiores as encontradas no segundo e terceiro    <i>tercis.</i> No entanto, tanto as redu&ccedil;&otilde;es absolutas quanto    as redu&ccedil;&otilde;es percentuais das taxas de interna&ccedil;&atilde;o    foram maiores para o segundo e terceiro <i>tercis</i> que para o primeiro: o    terceiro <i>tercil</i> experimentou uma redu&ccedil;&atilde;o percentual duas    vezes maior nas taxas de interna&ccedil;&atilde;o que o primeiro, sendo essa    redu&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa (<a href="#t5">Tabela 5</a>).</font></p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n7/25t05.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As taxas de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar por diarreia diminu&iacute;ram    quase pela metade entre 1999 e 2008, reduzindo, tamb&eacute;m pela metade, sua    participa&ccedil;&atilde;o no total de interna&ccedil;&otilde;es ocorridas.    O total de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares, contudo, sofreu pequenas    varia&ccedil;&otilde;es no per&iacute;odo estudado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os objetivos deste estudo foram alcan&ccedil;ados, pois verificou-se que o    aumento da preval&ecirc;ncia de crian&ccedil;as com menos de quatro meses de    vida amamentadas exclusivamente esteve associado &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o    das taxas de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar por diarreias entre crian&ccedil;as    com menos de um ano de vida entre 1999 e 2008. O aleitamento materno exclusivo    esteve mais fortemente associado &agrave; redu&ccedil;&atilde;o das hospitaliza&ccedil;&otilde;es    por diarreias entre as meninas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As capitais que obtiveram maiores aumentos de preval&ecirc;ncia de aleitamento    materno exclusivo entre crian&ccedil;as com menos de quatro meses de vida, reduziram    cerca de duas vezes mais seus percentuais de taxas de interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar por diarreia do que as capitais com menores aumentos da preval&ecirc;ncia    de aleitamento materno exclusivo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por outro lado, o aumento das preval&ecirc;ncias de aleitamento materno entre    crian&ccedil;as com 9 a 12 meses de vida parece ter influenciado menos as taxas    de hospitaliza&ccedil;&atilde;o por diarreias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As diarreias podem ser respons&aacute;veis por 35% a 86% das mortes infantis    evit&aacute;veis, sendo que o aleitamento materno pode ser respons&aacute;vel    pela redu&ccedil;&atilde;o de 9,3% do Coeficiente de Mortalidade Infantil<sup>1</sup>.    Um estudo realizado em Minas Gerais identificou uma queda de 50% da mortalidade    por diarreias em 15 anos de s&eacute;rie hist&oacute;rica, mas as diarreias,    as pneumonias e a desnutri&ccedil;&atilde;o permaneciam respons&aacute;veis    por 16,5% das mortes ao final do per&iacute;odo<sup>23</sup>, evidenciando que    as diarreias permanecem sendo um importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A redu&ccedil;&atilde;o das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares observadas    nesse estudo por diarreia tamb&eacute;m foi observada em outros estudos brasileiros<sup>3,4</sup>.    Ben&iacute;cio e Monteiro<sup>4</sup>, num inqu&eacute;rito conduzido na Cidade    de S&atilde;o Paulo em 1984/85 e 1995/96, verificaram que a incid&ecirc;ncia    anual de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares reduziu de 2,21 para 0,79 interna&ccedil;&otilde;es    por 100 crian&ccedil;as por ano.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Numa s&eacute;rie de estudos de coorte realizados em Pelotas/RS, Matijasevich    et al.<sup>3</sup> verificaram uma redu&ccedil;&atilde;o estatisticamente significante    das hospitaliza&ccedil;&otilde;es por diarreia (em rela&ccedil;&atilde;o ao    total de interna&ccedil;&otilde;es) de 6,5% em 1982, para 3,2 em 1993 e 1% em    2004.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este estudo observou uma pequena, mas estatisticamente significativa, modifica&ccedil;&atilde;o    do percentual do total de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares. J&aacute;    no estudo de Matijasevich et al.<sup>3</sup> observou-se que o total de interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares n&atilde;o variou em 23 anos de acompanhamento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma meta-an&aacute;lise de cinco estudos de pa&iacute;ses em desenvolvimento    conduzida pela OMS<sup>10</sup> identificou que nos primeiros seis meses de    vida, o aleitamento materno pode reduzir a mortalidade por diarreias (pooled    OR = 6,1; IC95% = 4,1-9,0). Esse efeito protetor reduz, mas permanece importante,    para crian&ccedil;as entre seis e onze meses (pooled OR = 1,9; IC95% = 1,2-3,1).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O aleitamento materno exclusivo parece reduzir, tamb&eacute;m, as hospitaliza&ccedil;&otilde;es    por doen&ccedil;as diarreicas. Resultados com a mesma dire&ccedil;&atilde;o    de associa&ccedil;&atilde;o foram encontrados em estudos observacionais<sup>6,11,12</sup>    e ecol&oacute;gicos<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma coorte brit&acirc;nica com 15.890 crian&ccedil;as identificou que o aleitamento    materno exclusivo e o aleitamento materno podem reduzir em 53% e 31% a incid&ecirc;ncia    de hospitaliza&ccedil;&otilde;es por diarreia (respectivamente) em crian&ccedil;as    com menos de oito meses de vida<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um estudo do tipo caso-controle conduzido nas Filipinas identificou chance    10,5 vezes maior de hospitaliza&ccedil;&atilde;o por diarreias entre crian&ccedil;as    n&atilde;o amamentadas, comparadas as amamentadas exclusivamente<sup>11</sup>.    A mesma chance foi observada num estudo multic&ecirc;ntrico da OMS conduzido    em cinco pa&iacute;ses em desenvolvimento (OR = 10,5) com 9424 crian&ccedil;as.    Por&eacute;m, as popula&ccedil;&otilde;es comparadas foram crian&ccedil;as predominantemente    amamentadas com as crian&ccedil;as n&atilde;o amamentadas<sup>24</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Num inqu&eacute;rito conduzido na cidade de Feira de Santana/BA, Vieira et    al.<sup>12</sup> verificaram que as crian&ccedil;as que n&atilde;o eram amamentadas    ao seio exclusivamente tinham chance 82% maior de ocorr&ecirc;ncia de diarreia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudo ecol&oacute;gico conduzido por Boccolini e Boccolini<sup>13</sup> verificou    que a preval&ecirc;ncia de aleitamento materno exclusivo pode reduzir em 25%    as taxas de interna&ccedil;&atilde;o por doen&ccedil;as diarreicas de uma popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O leite humano pode contribuir para a redu&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia    e severidade das doen&ccedil;as diarreicas devido aos seus diversos componentes    imunol&oacute;gicos<sup>15</sup> que se adaptam para atender &agrave;s necessidades    espec&iacute;ficas de cada crian&ccedil;a<sup>16</sup>, como os oligossacar&iacute;dios    que favorecem o crescimento de biffidobact&eacute;rias no intestino<sup>19</sup>,    impedindo a fixa&ccedil;&atilde;o de agentes patog&ecirc;nicos na mucosa intestinal<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um importante componente encontrado no leite humano para impedir infec&ccedil;&otilde;es    na mucosa intestinal, como as gastroenterites, &eacute; a prote&iacute;na IgA-secret&oacute;ria<sup>17</sup>,    uma vez que ela recobre todo o trato gastrointestinal da crian&ccedil;a alimentada    com leite materno<sup>18</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A correla&ccedil;&atilde;o entre a preval&ecirc;ncia de aleitamento materno    em crian&ccedil;as com menos de um ano de vida e as hospitaliza&ccedil;&otilde;es    por diarreias foi fraca. Isso pode ter ocorrido pelo n&uacute;mero reduzido    de cidades avaliadas nos anos de 1999 e 2008 (n = 18) e pelo fato do aleitamento    materno com alimenta&ccedil;&atilde;o complementar ter um efeito protetor de    menor magnitude que o do aleitamento materno exclusivo<sup>6,10</sup>. Contudo,    esse efeito foi marginalmente significativo (p &lt; 0,20).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A taxa de interna&ccedil;&atilde;o na popula&ccedil;&atilde;o masculina foi    maior que na popula&ccedil;&atilde;o feminina, como o encontrado em outro estudo<sup>5</sup>.    Como o aleitamento materno foi mais prevalente entre as meninas na pesquisa    do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<sup>7</sup>, as mesmas podem ter menores    taxas de interna&ccedil;&atilde;o por estarem mais protegidas de infec&ccedil;&otilde;es    intestinais, conferida pelos componentes imunol&oacute;gicos dessa alimenta&ccedil;&atilde;o<sup>15-20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma raz&atilde;o de taxa maior para os meninos tamb&eacute;m foi encontrada    em outros estudos que observaram interna&ccedil;&otilde;es por doen&ccedil;as    respirat&oacute;rias<sup>25,26</sup>, sendo que em uma coorte foi constatado    que o efeito do aleitamento materno na redu&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as    respirat&oacute;rias &eacute; maior entre as meninas que entre os meninos<sup>26</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">N&atilde;o ficou esclarecida a rela&ccedil;&atilde;o entre amamenta&ccedil;&atilde;o    e g&ecirc;nero, e o porqu&ecirc; dos meninos adoecerem mais do que as meninas:    por um lado os meninos tendem a ter mais problemas de sa&uacute;de na inf&acirc;ncia,    a permanecer mais tempo hospitalizados e a apresentar uma propor&ccedil;&atilde;o    maior de prematuridade do que as meninas<sup>27</sup>. Por outro lado, as meninas    amamentam por mais tempo no Brasil<sup>7</sup>. Vale a pena ressaltar que a    an&aacute;lise por sexo &eacute; importante porque al&eacute;m de enriquecer    a descri&ccedil;&atilde;o dos dados, permite que se levante pistas para pensar    em motivos pelos quais diferen&ccedil;as por sexo desde t&atilde;o tenra idade,    pare&ccedil;am influenciar a ocorr&ecirc;ncia de outros desfechos, como interna&ccedil;&atilde;o,    amamenta&ccedil;&atilde;o e mortalidade infantil. &Eacute; importante o desenvolvimento    futuro de estudos qualitativos e quantitativos para esclarecimento das quest&otilde;es    de g&ecirc;nero relacionadas aos padr&otilde;es alimentares e de adoecimento    na inf&acirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outra limita&ccedil;&atilde;o deste estudo &eacute; a n&atilde;o disponibilidade,    at&eacute; a data de publica&ccedil;&atilde;o deste artigo, de dados secund&aacute;rios    sobre a evolu&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias    e econ&ocirc;micas do per&iacute;odo estudado, pois parte da redu&ccedil;&atilde;o    observada neste estudo pode ser devido &agrave; melhor cobertura da rede de    distribui&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua e do aumento do poder aquisitivo da    popula&ccedil;&atilde;o<sup>4</sup>. Um estudo ecol&oacute;gico verificou que    a propor&ccedil;&atilde;o de pessoas com rede de abastecimento de &aacute;gua    e a propor&ccedil;&atilde;o de pessoas alfabetizadas em Capitais Brasileiras    tamb&eacute;m influenciam na taxa m&eacute;dia de interna&ccedil;&atilde;o Hospitalar<sup>13</sup>.    Victora et al.<sup>14</sup> relacionam a melhoria dos padr&otilde;es estruturais    e sociais brasileiros &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; interessante observar que o presente estudo, mesmo utilizando uma    base de dados secund&aacute;ria sujeita a diversos vieses e que n&atilde;o consiga    contemplar todos os fatores de risco para as doen&ccedil;as diarreicas<sup>13</sup>,    teve resultados semelhantes a diversos estudos observacionais, como: a relativa    manuten&ccedil;&atilde;o do total das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares    <sup>3</sup>; a redu&ccedil;&atilde;o das interna&ccedil;&otilde;es por diarreia<sup>3,4</sup>;    uma raz&atilde;o de taxa de interna&ccedil;&otilde;es maior para os meninos<sup>25,26</sup>;    e o efeito do aleitamento materno exclusivo na redu&ccedil;&atilde;o de hospitaliza&ccedil;&otilde;es    por diarreias<sup>6,11,12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Isso ressalta uma quest&atilde;o importante: a utiliza&ccedil;&atilde;o de    uma base de dados secund&aacute;ria, com ferramentas estat&iacute;sticas e epidemiol&oacute;gicas    adequadas, pode gerar infer&ecirc;ncias consistentes, e de uma forma pouco custosa,    dos efeitos que as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas adotadas no pa&iacute;s    podem ter sobre a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Enfim, pode-se concluir que as cidades que conseguiram melhorar os padr&otilde;es    de aleitamento materno tiveram menores taxas de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar    por diarreias na popula&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as com menos de um    ano de vida, refor&ccedil;ando a import&acirc;ncia das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    de promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e apoio ao aleitamento materno    para o fortalecimento do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de e para a promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">CS Boccolini, PMM Boccolini, ML Carvalho e MIC Oliveira participaram igualmente    de todas as etapas de elabora&ccedil;&atilde;o do artigo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Escuder MML,    Ven&acirc;ncio SI, Pereira JCR. Estimativa de impacto da amamenta&ccedil;&atilde;o    sobre a mortalidade infantil. <i><b>Rev Saude Publica</b></i> 2003; 37(3):319-325.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612637&pid=S1413-8123201200070002500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. World Health    Organization (WHO). Medical education: teaching medical students about diarrhoeal    diseases. Geneva: WHO; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612639&pid=S1413-8123201200070002500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Matijasevich    A, Cesar JA, Santos IS, Barros AJD, Dode MASO, Barros FC, Victora CG. Interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares durante a inf&acirc;ncia em tr&ecirc;s estudos de base populacional    no Sul do Brasil: tend&ecirc;ncias e diferenciais. <i><b>Cad Saude Publica</b></i>    2008; 24(Supl. 3):S437-S443.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612641&pid=S1413-8123201200070002500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Benicio MHD'A,    Monteiro CA. Tend&ecirc;ncia secular da doen&ccedil;a diarreica na inf&acirc;ncia    na cidade de S&atilde;o Paulo (1984-1996). <i><b>Rev Saude Publica</b></i> 2000;    34(6 Supl.):83-90.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612643&pid=S1413-8123201200070002500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Bittencourt    SA, Leal MC, Santos MO. Hospitaliza&ccedil;&otilde;es por diarr&eacute;ia infecciosa    no Estado do Rio de Janeiro. <i><b>Cad Saude Publica</b></i> 2002; 18(3):747-754.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612645&pid=S1413-8123201200070002500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Quigley MA,    Kelly YJ, Sacker A. Breastfeeding and hospitalization for diarrheal and respiratory    infection in the United Kingdom Millennium Cohort Study. <i><b>Pediatrics</b></i>    2007; 119(4):837-842.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612647&pid=S1413-8123201200070002500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (MS). Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de.    Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas e Estrat&eacute;gicas. <b>   <i>II Pesquisa de Preval&ecirc;ncia de Aleitamento Materno nas Capitais Brasileiras    e Distrito Federal</i></b>. Bras&iacute;lia: MS; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612649&pid=S1413-8123201200070002500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Kramer MS, Kakuma    R. World Health Organization: The optimal duration of breastfeeding - a systematic    review. Geneva: WHO; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612651&pid=S1413-8123201200070002500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Kramer MS, Kakuma    R. The optimal duration of exclusive breastfeeding: a systematic review. <i><b>Adv    Exp Med Biol</b></i> 2004; 554:63-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612653&pid=S1413-8123201200070002500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. World Health    Organization. Effect of breastfeeding on infant and child mortality due to infectious    diseases in less developed countries: a pooled analysis. WHO Collaborative Study    Team on the Role of Breastfeeding on the Prevention of Infant Mortality. <i><b>Lancet</b></i>    2000; 355(9202):451-455.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612655&pid=S1413-8123201200070002500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Hengstermann    S, Mantaring JB 3rd, Sobel HL, Borja VE, Basilio J, Iellamo AD, Nyunt-U S. Formula    feeding is associated with increased hospital admissions due to infections among    infants younger than 6 months in Manila, Philippines. <i><b>J Hum Lact</b></i>    2010; 26(1):19-25.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612657&pid=S1413-8123201200070002500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Vieira GO,    Silva LR, Vieira TO. Alimenta&ccedil;&atilde;o infantil e morbidade por diarr&eacute;ia.    <i><b>J Pediat</b></i> 2003; 79(5):449-454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612659&pid=S1413-8123201200070002500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Boccolini CS,    Boccolini PMM. Rela&ccedil;&atilde;o entre aleitamento materno e interna&ccedil;&otilde;es    por doen&ccedil;as diarreicas nas crian&ccedil;as com menos de um ano de vida    nas Capitais Brasileiras e Distrito Federal, 2008. <i><b>Epidemiol. Serv. Sa&uacute;de</b></i>    2011; 20(1):19-26.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612661&pid=S1413-8123201200070002500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Victora CG,    Aquino EM, do Carmo Leal M, Monteiro CA, Barros FC, Szwarcwald CL. Maternal    and child health in Brazil: progress and challenges. <i><b>Lancet</b></i> 2011;    377(9780):1863-1876.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612663&pid=S1413-8123201200070002500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Paramasivam    K, Michie C, Opara E, Jewell AP. Human breast milk immunology: a review. <i><b>Int    J Fertility Women's Med</b></i> 2006; 51(5):208-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612665&pid=S1413-8123201200070002500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Goldman AS,    Garza C, Nichols BL, Goldblum RM. Immunologic factors in human milk during the    first year of lactation. <i><b>J Pediatrics</b></i> 1982; 100(4):563-567.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612667&pid=S1413-8123201200070002500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Cruz JR, Gil    L, Cano F, Caceres P, Pareja G. Breast milk anti-Escherichia coli heat-labile    toxin IgA antibodies protect against toxin-induced infantile diarrhea. <i><b>Acta    Paediatrica Scandinavica</b></i> 1988; 77(5):658-662.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612669&pid=S1413-8123201200070002500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Davidson LA,    Bo L. Persistence of human milk proteins in the breast-fed infant. <i><b>Acta    Pediatrica</b></i> 1987; 76(5):733-740.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612671&pid=S1413-8123201200070002500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Newburg DS.    Neonatal protection by an innate immune system of human milk consisting of oligosaccharides    and glycans. <i><b>J Anim Sci</b></i> 2009; 87(Supl. 13):26-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612673&pid=S1413-8123201200070002500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Morrow AL,    Ruiz-Palacios GM, Jiang X, Newburg DS. Human-Milk glycans that inhibit pathogen    binding protect breast-feeding infants against infectious diarrhea. <i><b>J    Nutr</b></i>. 2005; 135(5):1304-1307.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612675&pid=S1413-8123201200070002500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. <i><b>Informa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de</b></i> &#91;acessado    2011 abr 1&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.datasus.gov.br" target="_blank">http://www.datasus.gov.br</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612677&pid=S1413-8123201200070002500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. The R Foundation    for Statistical Computing. &#91;p&aacute;gina na Internet&#93;. &#91;acessado    2010 jan 5&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.r-project.org" target="_blank">http://www.r-project.org</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612678&pid=S1413-8123201200070002500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23. Caldeira AP,    Fran&ccedil;a E, Perp&eacute;tuo IHO, Goulart EMA. Evolu&ccedil;&atilde;o da    mortalidade infantil por causas evit&aacute;veis, Belo Horizonte, 1984-1998.    <i><b>Rev Saude Publica</b></i> 2005; 39(1):67-74.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612679&pid=S1413-8123201200070002500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24. Bahl R, Frost    C, Kirkwood BR, Edmond K, Martines J, Bhandari N, Arthur P. Infant feeding patterns    and risks of death and hospitalization in the first half of infancy: multicentre    cohort study. <i><b>Bull World Health Organ</b></i> 2005; 83(6):418-426.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612681&pid=S1413-8123201200070002500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25. Macedo SEC,    Menezes AMB, Albernaz E, Post P, Knorst M. Fatores de risco para interna&ccedil;&atilde;o    por doen&ccedil;a respirat&oacute;ria aguda em crian&ccedil;as at&eacute; um    ano de idade. <b><i>Rev Saude Publica</i></b> 2007; 41(3):351-358.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612683&pid=S1413-8123201200070002500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26. Klein MI, Bergel    E, Gibbons L, Coviello S, Bauer G, Benitez A, Serra ME, Delgado MF, Melendi    GA, Rodr&iacute;guez S, Kleeberger SR, Polack FP. Differential gender response    to respiratory infections and to the protective effect of breast milk in preterm    infants. <i><b>Pediatrics</b></i> 2008; 121(6):1510-1516.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612685&pid=S1413-8123201200070002500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27. Gissler M,    J&auml;rvelin MR, Louhiala P, Hemminki E. Boys have more health problems in    childhood than girls: follow-up of the 1987 Finnish birth cohort. <i><b>Acta    Paediatr</b></i> 1999; 88(3):310-314.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1612687&pid=S1413-8123201200070002500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo apresentado    em 07/04/2011    <br>   Aprovado    em 07/08/2011    <br>   Vers&atilde;o    final apresentada em 21/10/2011</font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Escuder]]></surname>
<given-names><![CDATA[MML]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Venâncio]]></surname>
<given-names><![CDATA[SI]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[JCR.]]></given-names>
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</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estimativa de impacto da amamentação sobre a mortalidade infantil]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Saude Publica]]></source>
<year>2003</year>
<volume>37</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
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