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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Descentralização e regionalização: dinâmica e condicionantes da implantação do Pacto pela Saúde no Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Decentralization and regionalization represent constitutional guidelines for the organization of the Unified Health System, which in the last 20 years has required the adoption of mechanisms to coordinate and accommodate federative tensions in Brazil's healthcare sector. This paper analyzes the national implementation of the Health Pact between 2006 and 2010 involving a strategy that reconfigures intergovernmental relations in the sector. The study involved the analysis of documents, official data and interviews with federal, state and municipal managers in the Brazilian states. The content of the national proposal is initially discussed, including its implications for health policy. The different rhythms and degrees of implementation of the Health Pact are then reviewed, with respect to adherence by states and municipalities and the formation of Regional Management Boards. Lastly, the conditioning factors for the multiplicity of experiences observed in the country are identified and the challenges facing progress toward a decentralized and regionalized health system in Brazil are discussed.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>TEMAS    LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Descentraliza&ccedil;&atilde;o    e regionaliza&ccedil;&atilde;o: din&acirc;mica e condicionantes da implanta&ccedil;&atilde;o    do Pacto pela Sa&uacute;de no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Decentralization    and regionalization: dynamics and conditioning factors for the implementation    of the Health Pact in Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Luciana Dias    de Lima<sup>I</sup>; L&uacute;cia F. N. de Queiroz<sup>II</sup>; Cristiani Vieira    Machado<sup>I</sup>; Ana Luiza d'&Aacute;vila Viana<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Departamento    de Administra&ccedil;&atilde;o e Planejamento em Sa&uacute;de, Escola Nacional    de Sa&uacute;de P&uacute;blica Sergio Arouca, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo    Cruz. Rua Leopoldo Bulh&otilde;es 1480/Pr&eacute;dio da ENSP/sala 715, Manguinhos.    21041-210 Rio de Janeiro RJ. <a href="mailto:luciana@ensp.fiocruz.br">luciana@ensp.fiocruz.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Secretaria de Ci&ecirc;ncia,    Tecnologia e Insumos Estrat&eacute;gicos, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Departamento de Medicina Preventiva, Faculdade de Medicina, Universidade    de S&atilde;o Paulo</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A descentraliza&ccedil;&atilde;o    e a regionaliza&ccedil;&atilde;o representam diretrizes constitucionais de organiza&ccedil;&atilde;o    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de que exigiram, nos &uacute;ltimos vinte    anos, a ado&ccedil;&atilde;o de mecanismos de coordena&ccedil;&atilde;o e acomoda&ccedil;&atilde;o    das tens&otilde;es federativas em sa&uacute;de no Brasil. O artigo analisa a    implanta&ccedil;&atilde;o nacional do Pacto pela Sa&uacute;de, estrat&eacute;gia    que reconfigura as rela&ccedil;&otilde;es intergovernamentais no setor, de 2006    a 2010. A pesquisa envolveu an&aacute;lise de documentos, de dados oficiais    e realiza&ccedil;&atilde;o de entrevistas com dirigentes federais, estaduais    e municipais nos estados brasileiros. Inicialmente discorre-se sobre o conte&uacute;do    da proposta nacional e seus desdobramentos para a pol&iacute;tica de sa&uacute;de.    A seguir, analisam-se os diferentes ritmos e graus de implanta&ccedil;&atilde;o    do Pacto pela Sa&uacute;de, no que concerne &agrave; ades&atilde;o dos estados    e munic&iacute;pios e &agrave; conforma&ccedil;&atilde;o de Colegiados de Gest&atilde;o    Regional. Por fim, sistematizam-se os fatores condicionantes da multiplicidade    das experi&ecirc;ncias observadas no pa&iacute;s e discutem-se os desafios para    o avan&ccedil;o da descentraliza&ccedil;&atilde;o e da regionaliza&ccedil;&atilde;o    no sistema de sa&uacute;de brasileiro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>      Descentraliza&ccedil;&atilde;o, Regionaliza&ccedil;&atilde;o, Pol&iacute;tica    de sa&uacute;de, Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, Federalismo, Pacto pela    sa&uacute;de</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Decentralization    and regionalization represent constitutional guidelines for the organization    of the Unified Health System, which in the last 20 years has required the adoption    of mechanisms to coordinate and accommodate federative tensions in Brazil's    healthcare sector. This paper analyzes the national implementation of the Health    Pact between 2006 and 2010 involving a strategy that reconfigures intergovernmental    relations in the sector. The study involved the analysis of documents, official    data and interviews with federal, state and municipal managers in the Brazilian    states. The content of the national proposal is initially discussed, including    its implications for health policy. The different rhythms and degrees of implementation    of the Health Pact are then reviewed, with respect to adherence by states and    municipalities and the formation of Regional Management Boards. Lastly, the    conditioning factors for the multiplicity of experiences observed in the country    are identified and the challenges facing progress toward a decentralized and    regionalized health system in Brazil are discussed.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Keywords:</b>      Decentralization, Regional health planning, Health policy, Unified Health System,    Federalism, Health pact</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Constitui&ccedil;&atilde;o    Federal de 1988<sup>1</sup> e a Lei Org&acirc;nica da Sa&uacute;de de 1990<sup>2</sup>    estabelecem a descentraliza&ccedil;&atilde;o e a regionaliza&ccedil;&atilde;o    como princ&iacute;pios norteadores dos processos de organiza&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tico-territorial do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A descentraliza&ccedil;&atilde;o    redefine responsabilidades entre os entes governamentais e refor&ccedil;a a    import&acirc;ncia dos executivos subnacionais na condu&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica    de sa&uacute;de. Ela envolve a transfer&ecirc;ncia de poder decis&oacute;rio,    da gest&atilde;o de prestadores e de recursos financeiros, antes concentrados    na esfera federal para estados e, principalmente, para os munic&iacute;pios.    Informado por matrizes ideol&oacute;gicas e experi&ecirc;ncias diversas<sup>3,4</sup>,    o fortalecimento desses governos se justifica como forma de promover a democratiza&ccedil;&atilde;o,    melhorar a efici&ecirc;ncia e os mecanismos de <i><b>accountability</b></i>    nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, respeitando o desenho federativo e atendendo    aos interesses territoriais da na&ccedil;&atilde;o<sup>5</sup>. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Entretanto, frente    &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica de servi&ccedil;os de    maior complexidade, &agrave;s diferen&ccedil;as de porte populacional e condi&ccedil;&otilde;es    pol&iacute;tico-institucionais dos entes federativos no Brasil, h&aacute; necessidade    de conforma&ccedil;&atilde;o de arranjos regionalizados de aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de que n&atilde;o se restringem aos seus limites administrativos,    sendo a interdepend&ecirc;ncia entre os governos bastante significativa<sup>6,7</sup>.    Admitindo m&uacute;ltiplos part&iacute;cipes, a regionaliza&ccedil;&atilde;o    na sa&uacute;de &eacute; um processo pol&iacute;tico, condicionado pelas rela&ccedil;&otilde;es    estabelecidas entre diferentes atores sociais (governos, organiza&ccedil;&otilde;es,    cidad&atilde;os) no espa&ccedil;o geogr&aacute;fico<sup>8,9</sup>. Inclui, ainda,    o desenvolvimento de estrat&eacute;gias e instrumentos de planejamento, integra&ccedil;&atilde;o,    gest&atilde;o, regula&ccedil;&atilde;o e financiamento de uma rede de a&ccedil;&otilde;es    e servi&ccedil;os no territ&oacute;rio. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Por outro lado,    ressaltam-se as especificidades da implanta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas em contextos federativos. Sob regimes democr&aacute;ticos, o    desenho institucional das federa&ccedil;&otilde;es garante a reparti&ccedil;&atilde;o    do poder do Estado, de modo que diferentes esferas de governo possam participar    do processo pol&iacute;tico e defender seus direitos origin&aacute;rios<sup>10</sup>.    Nesses casos, a implanta&ccedil;&atilde;o de sistemas nacionais e universais    como o SUS sup&otilde;e o entendimento entre autoridades pol&iacute;ticas dotadas    de v&aacute;rios tipos de poder e legitimidade, que agregam e empregam recursos    diversos. Observam-se rela&ccedil;&otilde;es de coopera&ccedil;&atilde;o e competi&ccedil;&atilde;o,    vetos e decis&otilde;es conjuntas entre atores com projetos pol&iacute;ticos    frequentemente divergentes<sup>11</sup>. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Estudos sugerem    que a pol&iacute;tica de sa&uacute;de brasileira desenvolveu mecanismos pr&oacute;prios    de indu&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o<sup>12-14</sup>, permitindo    a acomoda&ccedil;&atilde;o das tens&otilde;es federativas nos processos de descentraliza&ccedil;&atilde;o    e regionaliza&ccedil;&atilde;o do SUS. A regula&ccedil;&atilde;o desses processos    foi realizada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, por meio da normatiza&ccedil;&atilde;o,    consubstanciada pela edi&ccedil;&atilde;o anual de dezenas de portarias, em    geral, associadas a mecanismos financeiros<sup>15</sup>. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De car&aacute;ter    transit&oacute;rio, estas normas foram sendo complementadas e sucessivamente    substitu&iacute;das, apresentando diferen&ccedil;as, mas tamb&eacute;m elementos    de continuidade entre si<sup>16,17</sup>, sendo marcadas por intenso debate    envolvendo as tr&ecirc;s esferas de governo e o Conselho Nacional de Sa&uacute;de.    Nos anos 90, foram publicadas quatro Normas Operacionais B&aacute;sicas (NOB)    e, em 2001, a Norma Operacional da Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de (NOAS,    reformulada em nova vers&atilde;o em 2002). A partir de 2006, foi institu&iacute;do    o Pacto pela Sa&uacute;de, conformado pelo Pacto de Gest&atilde;o, Pacto pela    Vida e Pacto em Defesa do SUS<sup>18,19</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No plano nacional,    os contextos hist&oacute;ricos e pol&iacute;tico-institucionais relacionados    &agrave; formula&ccedil;&atilde;o e &agrave; implementa&ccedil;&atilde;o das    pol&iacute;ticas federais desenhadas ao longo dos anos 90 e 2000 tensionam e    atualizam procedimentos em vigor e permitem identificar diferentes ciclos da    descentraliza&ccedil;&atilde;o no SUS, com menor ou maior &ecirc;nfase na regionaliza&ccedil;&atilde;o<sup>8</sup>.    Mas &eacute; preciso reconhecer a complexidade e a diversidade desses fen&ocirc;menos    no Brasil. As m&uacute;ltiplas realidades territoriais existentes e a import&acirc;ncia    adquirida pelas inst&acirc;ncias estaduais e municipais na condu&ccedil;&atilde;o    da pol&iacute;tica de sa&uacute;de, influenciam os processos de descentraliza&ccedil;&atilde;o    e regionaliza&ccedil;&atilde;o do SUS nos estados brasileiros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Partindo desses    pressupostos, a presente investiga&ccedil;&atilde;o tem como objeto de    an&aacute;lise a implanta&ccedil;&atilde;o do Pacto pela Sa&uacute;de no    per&iacute;odo de 2006 a 2010, considerando os diferentes ritmos e graus de    ades&atilde;o dos governos subnacionais ao Pacto e a influ&ecirc;ncia de    contextos espec&iacute;ficos nestes processos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Inicialmente,    discorre-se sobre a formula&ccedil;&atilde;o e o conte&uacute;do da proposta,    destacando-se seus desdobramentos para as rela&ccedil;&otilde;es entre os governos    nos processos de organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-territorial do SUS.    Em seguida, apresentam-se a metodologia do estudo e seus resultados em dois    eixos principais. Em um primeiro eixo, enfatiza-se a din&acirc;mica da implanta&ccedil;&atilde;o    do Pacto, no que se refere &agrave; ado&ccedil;&atilde;o pelos governos estaduais    e municipais das estrat&eacute;gias e instrumentos preconizados pela pol&iacute;tica    federal; em um segundo, sistematizam-se alguns fatores condicionantes destes    processos, identificados a partir de fontes prim&aacute;rias de pesquisa, que    ajudam na configura&ccedil;&atilde;o dos contextos e na compreens&atilde;o da    multiplicidade das experi&ecirc;ncias investigadas. Nas conclus&otilde;es, &agrave;    luz dos resultados e da discuss&atilde;o anterior, destacam-se alguns limites    e desafios para o avan&ccedil;o da descentraliza&ccedil;&atilde;o e da regionaliza&ccedil;&atilde;o    do SUS evocados pelo Pacto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>O Pacto pela    Sa&uacute;de</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O debate que culminou    na publica&ccedil;&atilde;o das diretrizes do Pacto pela Sa&uacute;de em 2006    foi desencadeado a partir de 2003 com a entrada de novos dirigentes no Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, que identificaram a necessidade de mudan&ccedil;as nas formas    de relacionamento estabelecidas entre as esferas de governo na pol&iacute;tica    de sa&uacute;de. Havia, &agrave; &eacute;poca, uma forte cr&iacute;tica ao modelo    de condu&ccedil;&atilde;o federal da descentraliza&ccedil;&atilde;o no SUS no    per&iacute;odo anterior (1998-2002) que, devido &agrave; intensa normatiza&ccedil;&atilde;o    atrelada aos incentivos financeiros, teriam gerado, entre outros fatores, a    burocratiza&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es intergovernamentais    e uma fragmenta&ccedil;&atilde;o acentuada dos mecanismos de transfer&ecirc;ncia    de recursos federais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Assim, durante    a primeira gest&atilde;o ministerial da sa&uacute;de no governo Lula (2003 a    meados de 2005), a discuss&atilde;o sobre a descentraliza&ccedil;&atilde;o teve    como foco a necessidade de substitui&ccedil;&atilde;o dos processos e instrumentos    adotados para a habilita&ccedil;&atilde;o dos estados e municipios por novas    pr&aacute;ticas, que induzissem a a&ccedil;&atilde;o coordenada e cooperativa    entre os tr&ecirc;s gestores do SUS. Dentre os desafios mais relevantes, destacavam-se:    a necessidade de ado&ccedil;&atilde;o de crit&eacute;rios de reparti&ccedil;&atilde;o    mais justa entre as unidades federadas e de formula&ccedil;&atilde;o de modalidades    inovadoras para as transfer&ecirc;ncias dos recursos financeiros; a formula&ccedil;&atilde;o    de metas e objetivos sanit&aacute;rios para a regula&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de oferecidas pelo SUS; a formula&ccedil;&atilde;o    de estrat&eacute;gias para a organiza&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o regional    do sistema; e a defini&ccedil;&atilde;o de uma proposta de organiza&ccedil;&atilde;o    das redes de aten&ccedil;&atilde;o, tendo a aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria    como ordenadora.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ap&oacute;s amplas    discuss&otilde;es, o documento contendo as diretrizes do Pacto pela Sa&uacute;de    2006 - Consolida&ccedil;&atilde;o do SUS foi aprovado na Comiss&atilde;o Intergestores    Tripartite e no Conselho Nacional de Sa&uacute;de e consolidado por meio de    duas portarias ministeriais, incluindo tr&ecirc;s dimens&otilde;es: pela Vida,    em Defesa do SUS e de Gest&atilde;o<sup>18,19</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apresentado como    uma inova&ccedil;&atilde;o capaz de fortalecer a gest&atilde;o descentralizada    do sistema, o Pacto prop&otilde;e a redefini&ccedil;&atilde;o das responsabilidades    coletivas dos tr&ecirc;s entes gestores e a pactua&ccedil;&atilde;o de prioridades,    objetivos e metas a serem atingidos no &acirc;mbito setorial. Posteriormente,    v&aacute;rios documentos s&atilde;o publicados com o objetivo de detalhar algumas    propostas e instrumentos operacionais do Pacto pela Sa&uacute;de, bem como de    fornecer orienta&ccedil;&otilde;es para a negocia&ccedil;&atilde;o intergovernamental    e a implanta&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias e pol&iacute;ticas em &aacute;reas    espec&iacute;ficas. As proposi&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    assumem a fei&ccedil;&atilde;o de compromissos pactuados reunidos em quatorze    Cadernos da s&eacute;rie Pactos pela Sa&uacute;de publicados at&eacute; dezembro    de 2010.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Pacto pela Vida    corresponde &agrave; defini&ccedil;&atilde;o de prioridades, que se traduzem    em objetivos e metas de melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    da popula&ccedil;&atilde;o, a serem acordadas pelas tr&ecirc;s esferas de governo.    J&aacute; o Pacto em Defesa do SUS, indica a necessidade de um movimento pol&iacute;tico    mais amplo, explicitando algumas iniciativas e a&ccedil;&otilde;es para a garantia    dos princ&iacute;pios e diretrizes da reforma sanit&aacute;ria, que transcendam    os limites setoriais e aumentem a base de apoio &agrave; pol&iacute;tica de    sa&uacute;de nos governos e na sociedade. Por sua vez, o Pacto de Gest&atilde;o,    estabelece diretrizes para o aprimoramento da gest&atilde;o do SUS em oito aspectos:    descentraliza&ccedil;&atilde;o, regionaliza&ccedil;&atilde;o, financiamento,    planejamento, Programa&ccedil;&atilde;o Pactuada e Integrada (PPI), regula&ccedil;&atilde;o,    participa&ccedil;&atilde;o e controle social, gest&atilde;o do trabalho e educa&ccedil;&atilde;o    na sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Pacto pela Sa&uacute;de    diferencia-se dos instrumentos anteriormente adotados no &acirc;mbito do SUS    por propor a formaliza&ccedil;&atilde;o de acordos intergovernamentais em diversos    &acirc;mbitos da gest&atilde;o e aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de.    A ades&atilde;o ao Pacto &eacute; feita por meio do preenchimento e assinatura    de Termos de Compromisso de Gest&atilde;o (TCG) pelos gestores, que devem ser    aprovados e homologados nas respectivas Comiss&otilde;es Intergestores em &acirc;mbito    estadual e nacional, substituindo os antigos processos de habilita&ccedil;&atilde;o    &agrave;s Normas Operacionais do SUS. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os Termos compreendem    atribui&ccedil;&otilde;es e responsabilidades sanit&aacute;rias, objetivos e    metas de melhoria associados a um conjunto de indicadores voltados para o monitoramento    e avalia&ccedil;&atilde;o do Pacto de Gest&atilde;o e pela Vida. H&aacute; um    modelo especifico para cada ente federativo - munic&iacute;pio, estado, Distrito    Federal e Uni&atilde;o - justificado pelas diferentes responsabilidades previstas    para cada um deles, estando organizados em sete eixos priorit&aacute;rios: i)    responsabilidades gerais de gest&atilde;o do SUS; ii) responsabilidades sobre    a regionaliza&ccedil;&atilde;o; iii) responsabilidades sobre o planejamento    e a programa&ccedil;&atilde;o; iv) responsabilidades da regula&ccedil;&atilde;o,    controle, avalia&ccedil;&atilde;o e auditoria; v) responsabilidades sobre a    participa&ccedil;&atilde;o e controle social; vi) responsabilidades sobre a    gest&atilde;o do trabalho; e, vii) responsabilidades na educa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> O mecanismo de    ades&atilde;o ao Pacto reconfigura as rela&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de com os estados e munic&iacute;pios, at&eacute; ent&atilde;o    institu&iacute;das por meio de requisitos formais associados a incentivos financeiros.    Sob o aspecto da transfer&ecirc;ncia de responsabilidades e recursos federais,    n&atilde;o altera de imediato o volume de recursos repassados pela Uni&atilde;o    para o custeio do SUS, nem amplia a autonomia no gasto descentralizado destes    recursos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> De fato, as mudan&ccedil;as    no que se refere aos mecanismos de financiamento envolvem a unifica&ccedil;&atilde;o    das centenas de repasses realizados anteriormente, por meio da cria&ccedil;&atilde;o    de cinco grandes blocos para transfer&ecirc;ncia de recursos federais vinculados    ao SUS: (1) aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica; (2) aten&ccedil;&atilde;o de    m&eacute;dia e alta complexidade ambulatorial e hospitalar; (3) vigil&acirc;ncia    em sa&uacute;de; (4) assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica; (5) gest&atilde;o    do SUS. Posteriormente, foi criado um sexto bloco referente aos investimentos.    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em que pese a    redu&ccedil;&atilde;o do parcelamento e da fragmenta&ccedil;&atilde;o das transfer&ecirc;ncias,    &eacute; preciso considerar que os dispositivos que regem a distribui&ccedil;&atilde;o    de grande parte dos recursos permanecem inalterados. Cada bloco &eacute; constitu&iacute;do    por componentes que agregam antigos e novos incentivos financeiros federais,    e que, por sua vez, seguem crit&eacute;rios e condicionantes para transfer&ecirc;ncia    e usos definidos em portarias espec&iacute;ficas. Assim, mesmo que tenha havido    o prop&oacute;sito de alterar a capacidade de gest&atilde;o or&ccedil;ament&aacute;ria    dos governos municipais e estaduais<sup>20</sup>, os repasses permaneceram sendo    efetivados mediante sua certifica&ccedil;&atilde;o ao referido programa e a    implementa&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es a que se destinam, mantendo    o car&aacute;ter indut&oacute;rio das transfer&ecirc;ncias federais do SUS e    o poder regulat&oacute;rio do Minist&eacute;rio no contexto do Pacto pela Sa&uacute;de.    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> No que concerne    &agrave; regionaliza&ccedil;&atilde;o, destaca-se o resgate de seu conte&uacute;do    pol&iacute;tico, ao admitir que a organiza&ccedil;&atilde;o do sistema de sa&uacute;de    deva levar em conta a diversidade dos elementos que caracterizam e distinguem    o territ&oacute;rio brasileiro e buscar a complementaridade entre as regi&otilde;es<sup>21</sup>,    enfatizando a import&acirc;ncia da condu&ccedil;&atilde;o e da adapta&ccedil;&atilde;o    estadual e restringindo as determina&ccedil;&otilde;es federais nesse processo.    Prop&otilde;e-se, ainda, a implanta&ccedil;&atilde;o de inst&acirc;ncias colegiadas    de gest&atilde;o permanente dos espa&ccedil;os regionais definidos nos Planos    Diretores de Regionaliza&ccedil;&atilde;o: os Colegiados de Gest&atilde;o Regional    (CGR). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Formados por representa&ccedil;&atilde;o    do estado (do n&iacute;vel central ou das estruturas de representa&ccedil;&atilde;o    regional das Secretarias de Estado de Sa&uacute;de) e do conjunto de munic&iacute;pios    em regi&otilde;es espec&iacute;ficas<sup>22</sup>, esses Colegiados constituem    canais de negocia&ccedil;&atilde;o e decis&atilde;o intergovernamental, com    regras pr&oacute;prias e funcionamento est&aacute;vel, que visam fortalecer    a governan&ccedil;a regional do SUS<sup>9</sup>. Enquanto inst&acirc;ncias privilegiadas    para identifica&ccedil;&atilde;o de problemas, defini&ccedil;&atilde;o de prioridades    e solu&ccedil;&otilde;es para organiza&ccedil;&atilde;o da rede assistencial,    podem favorecer a constitui&ccedil;&atilde;o de objetivos compartilhados e o    estabelecimento de uma l&oacute;gica voltada para as necessidades regionais    de sa&uacute;de na provis&atilde;o dos servi&ccedil;os (vis&atilde;o regional).    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em s&iacute;ntese,    o Pacto pela Sa&uacute;de representa uma inflex&atilde;o nas rela&ccedil;&otilde;es    federativas por enfatizar a necessidade de articula&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es    e coopera&ccedil;&atilde;o intergovernamental em v&aacute;rios &acirc;mbitos    da pol&iacute;tica de sa&uacute;de e tentar ampliar as fun&ccedil;&otilde;es    dos entes subnacionais na condu&ccedil;&atilde;o do processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o    e regionaliza&ccedil;&atilde;o no SUS. Mantidos o poder regulat&oacute;rio e    de indu&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas nacionais por meio das transfer&ecirc;ncias    federais, os distintos ritmos e graus de implanta&ccedil;&atilde;o do Pacto    pela Sa&uacute;de refletem, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, o modo de condu&ccedil;&atilde;o    da pol&iacute;tica de sa&uacute;de em &acirc;mbito estadual, bem como a diversidade    de amadurecimento das rela&ccedil;&otilde;es federativas em cada um dos estados    brasileiros.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O estudo se apoiou    no referencial de an&aacute;lise de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que tem    como objeto o conte&uacute;do e o curso da a&ccedil;&atilde;o proposta por um    ator ou grupo de atores, seus determinantes, suas finalidades, seus processos    e suas consequ&ecirc;ncias<sup>23,24</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A an&aacute;lise    tamb&eacute;m incorporou as contribui&ccedil;&otilde;es do institucionalismo    hist&oacute;rico<sup>25,26</sup>, tendo em vista o prop&oacute;sito de identifica&ccedil;&atilde;o    e sistematiza&ccedil;&atilde;o dos fatores condicionantes do processo de implanta&ccedil;&atilde;o    do Pacto pela Sa&uacute;de. Valorizou-se nesse sentido a no&ccedil;&atilde;o    de depend&ecirc;ncia de trajet&oacute;ria (<i><b>path-dependence</b></i>), relacionada    &agrave; id&eacute;ia de que acontecimentos do passado podem dar vaz&atilde;o    a uma cadeia de determina&ccedil;&otilde;es que influenciam as decis&otilde;es    pol&iacute;ticas no presente<sup>27</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram considerados    dois eixos de an&aacute;lise interligados: a caracteriza&ccedil;&atilde;o da    din&acirc;mica de implanta&ccedil;&atilde;o do Pacto no conjunto do pa&iacute;s;    a identifica&ccedil;&atilde;o dos condicionantes da ades&atilde;o ao Pacto nos    estados brasileiros, considerando os contextos pol&iacute;ticos, econ&ocirc;micos    e sociais espec&iacute;ficos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para realiza&ccedil;&atilde;o    da pesquisa emp&iacute;rica adotaram-se fontes prim&aacute;rias e secund&aacute;rias,    bem como m&eacute;todos quantitativos e qualitativos para processamento das    informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um amplo conjunto    de dados foi obtido junto &agrave; Secretaria Executiva da Comiss&atilde;o Intergestores    Tripartite e do Departamento de Apoio a Gest&atilde;o Descentralizada do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. As informa&ccedil;&otilde;es foram consolidadas para o per&iacute;odo    de 2006 a setembro de 2010 (&uacute;ltima informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;vel)    e agregadas de modo a permitir a compreens&atilde;o da din&acirc;mica (ritmos    e graus) de implanta&ccedil;&atilde;o do Pacto nas distintas regi&otilde;es    e estados brasileiros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Foram analisados,    ainda, documentos produzidos nesse per&iacute;odo, entre outros, atas das reuni&otilde;es    da Comiss&atilde;o Intergestores Tripartite e das Comiss&otilde;es Intergestores    Bipartites estaduais, relat&oacute;rios, planos e normativas do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de e das Secretarias de Estado de Sa&uacute;de, bem como as portarias    que regulamentam as diretrizes do Pacto pela Sa&uacute;de. Tamb&eacute;m foram    realizadas 70 entrevistas semiestruturadas com dirigentes federais, estaduais    e membros dos conselhos de Secret&aacute;rios Municipais de Sa&uacute;de. O    cotejamento dessas diferentes fontes (documentos e entrevistas) &agrave; luz    do referencial te&oacute;rico numa perspectiva cr&iacute;tico-reflexiva<sup>28,29</sup>,    permitiram a identifica&ccedil;&atilde;o de condicionantes que conformam contextos    espec&iacute;ficos e influenciam a implanta&ccedil;&atilde;o do Pacto pela sa&uacute;de    em &acirc;mbito estadual.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa foi    aprovada pelos Comit&ecirc;s de &Eacute;tica das organiza&ccedil;&otilde;es    acad&ecirc;micas envolvidas. Todos os entrevistados assinaram um Termo de Consentimento    Livre e Esclarecido, cujo conte&uacute;do assegurava-lhes o direito de recusa    de participa&ccedil;&atilde;o e de sigilo das informa&ccedil;&otilde;es fornecidas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Din&acirc;mica    de implanta&ccedil;&atilde;o do Pacto pela Sa&uacute;de nos estados brasileiros</b>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A ades&atilde;o    dos governos estaduais ao Pacto ocorreu de modo gradual no per&iacute;odo compreendido    entre 2006 e 2010. Assim, em 2006, apenas o Tocantins formalizou sua ades&atilde;o;    em 2007, quatorze estados e, em 2008, nove estados. Os estados do Piau&iacute;    e Amazonas foram os &uacute;ltimos a aderir ao Pacto e tiveram seus processos    aprovados pela Comiss&atilde;o Intergestores Tripartite em 2009 e 2010, respectivamente.    Desse modo, em quatro anos, todos os estados formalizaram acordos intergovernamentais    no &acirc;mbito do SUS. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A exemplo do que    ocorreu com os estados, os acordos formalizados pelos municipios tamb&eacute;m    apresentaram ritmos diversos. No periodo compreendido entre 2006 a setembro    de 2010, foram homologados na Comiss&atilde;o Intergestores Tripartite 3.789    ades&otilde;es ao Pacto, que representam 68,1% do total de municipios existentes    no pa&iacute;s. A maioria das homologa&ccedil;&otilde;es se concentrou no ano    de 2008 (66,2%); em 2009, ano em que varias administra&ccedil;&otilde;es municipais    passaram por mudan&ccedil;as de governo em fun&ccedil;&atilde;o dos resultados    eleitorais, houve decr&eacute;scimo nas ades&otilde;es municipais (8,5%), seguido    de uma retomada em 2010 (18,5%). Contudo, dados os milhares de municipios existentes    no pa&iacute;s, o ritmo de ades&atilde;o municipal ao Pacto n&atilde;o pode    ser comparado ao dos estados no mesmo per&iacute;odo. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Esses acordos    t&ecirc;m obedecido &agrave;s din&acirc;micas loco-regionais e ocorrido de modo    mais ou menos articulado e complementar &agrave;s ades&otilde;es estaduais.    Embora haja uma elevada dispers&atilde;o geogr&aacute;fica dos munic&iacute;pios    que aderiram ao Pacto, a observa&ccedil;&atilde;o da <a href="#f1">Figura 1</a>    permite constatar que nas regi&otilde;es do centro-sul do pa&iacute;s este processo    ocorreu de forma mais intensa, concentrando o maior numero de estados com percentual    de ades&atilde;o municipal superior a 70%.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n7/30f01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os dados possibilitam    a agrega&ccedil;&atilde;o dos estados brasileiros em quatro grupos, segundo    a situa&ccedil;&atilde;o de ades&atilde;o municipal ao Pacto em setembro de    2010:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Grupo 1: Estados    com baixo percentual de ades&atilde;o muncipal (abaixo de 50%): Acre, Amazonas,    Amap&aacute;, Bahia, Pernambuco, Piau&iacute;, Rio de Janeiro, Rio Grande do    Sul, Sergipe e Tocantins. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Grupo 2: Estados    com percentuais m&eacute;dios de ades&atilde;o municipal (entre 50% e 70%):    Maranh&atilde;o, Para&iacute;ba e Roraima. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Grupo 3: Estados    com alto percentual ades&atilde;o municipal (acima de 70% at&eacute; 99%): Alagoas,    Esp&iacute;rito Santo, Goi&aacute;s, Minas Gerais, Mato Grosso, Par&aacute;,    Rond&ocirc;nia, Santa Catarina e S&atilde;o Paulo. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Grupo 4: Estados    com ades&atilde;o total dos munic&iacute;pios (100%): Cear&aacute;, Mato Grosso    do Sul, Paran&aacute; e Rio Grande do Norte. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Destaque-se que    o estado do Mato Grosso do Sul, na regi&atilde;o Centro-Oeste, foi o &uacute;nico    a associar, no momento da sua ades&atilde;o em 2007, 100% dos municipios. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A <a href="/img/revistas/csc/v17n7/30t01.jpg">Tabela    1</a> informa sobre a dinamicidade dos processos de ades&atilde;o municipal    em cada estado, evidenciando uma tend&ecirc;ncia geral &agrave; eleva&ccedil;&atilde;o    entre os anos de 2007 a 2010. Assim, se em 2007, 24 estados apresentavam um    percentual de ades&atilde;o municipal inferior a 50%, em 2008 houve decr&eacute;scimo    para 17 estados nesta condi&ccedil;&atilde;o, em 2009, para 15 estados, e, em    setembro de 2010, para 10 estados. Cabe ainda destacar que, no per&iacute;odo    de 2006 a 2010, dos 26 estados, 19 alteraram positivamente a situa&ccedil;&atilde;o    do percentual de ades&atilde;o municipal, sendo que quatro estados apresentam    atualmente 100% de ades&atilde;o municipal.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">J&aacute; o <a href="/img/revistas/csc/v17n7/30q01.jpg">Quadro    1</a> oferece alguns elementos para a an&aacute;lise das rela&ccedil;&otilde;es    existentes entre as ades&otilde;es estaduais precoces (2006 a 2008) e tardias    (ap&oacute;s 2009) com o percentual de ades&atilde;o municipal registrados nos    estados at&eacute; setembro de 2010, classificando-os em baixo, m&eacute;dio    ou alto. Observa-se que n&atilde;o h&aacute; casos que combinem percentual de    ades&atilde;o municipal alto ou m&eacute;dio com processos de ades&atilde;o    estadual tardia, fato que sugere a relev&acirc;ncia do papel indutor e coordenador    do gestor estadual na implanta&ccedil;&atilde;o do Pacto.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Por outro lado,    h&aacute; estados que adotaram um ritmo aparentemente mais lento nos processos    de ades&atilde;o estadual e municipal. Alguns desses estados optaram por atualizar    os recortes regionais vigentes em seus Planos Diretores de Regionaliza&ccedil;&atilde;o,    bem como por aprofundar as negocia&ccedil;&otilde;es intergovernamentais no    &acirc;mbito dos Colegiados de Gest&atilde;o Regional, de modo a favorecer a    ades&atilde;o conjunta dos munic&iacute;pios ao Pacto em regi&otilde;es espec&iacute;ficas,    indicando uma preocupa&ccedil;&atilde;o em qualificar o processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o    da gest&atilde;o. S&atilde;o condu&ccedil;&otilde;es que revelam as expectativas    dos gestores em rela&ccedil;&atilde;o ao fortalecimento dos processos de regionaliza&ccedil;&atilde;o,    num contexto de implanta&ccedil;&atilde;o ou reconfigura&ccedil;&atilde;o de    inst&acirc;ncias de pactua&ccedil;&atilde;o regional. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os Colegiados    de Gest&atilde;o Regional v&ecirc;m sendo institu&iacute;dos gradativamente    no Brasil como inst&acirc;ncias de planejamento, pactua&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o    intergovernamental da sa&uacute;de nos espa&ccedil;os regionais, assumindo car&aacute;ter    complementar &agrave;s Comiss&otilde;es Intergestores j&aacute; existentes no    SUS.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A exemplo do que    se verifica em rela&ccedil;&atilde;o aos processos de ades&atilde;o estadual    e municipal ao Pacto, a implanta&ccedil;&atilde;o dos Colegiados teve seu inicio    no ano de 2006 e tem obedecido a ritmos diversos, cuja determina&ccedil;&atilde;o    se relaciona &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es especificas da gest&atilde;o    e da organiza&ccedil;&atilde;o do SUS em cada estado. Entre 2006 e setembro    de 2010, foram implantados 417 Colegiados de Gest&atilde;o Regional no pa&iacute;s,    que abrangem 5.332 munic&iacute;pios em 24 estados, dado que Roraima e Maranh&atilde;o    n&atilde;o institu&iacute;ram Colegiados (<a href="#f2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n7/30f02.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Embora obedecendo    a din&acirc;micas diversas, contata-se que, em 2007, houve maior associa&ccedil;&atilde;o    entre os processos de ades&atilde;o estadual ao Pacto, expans&atilde;o das ades&otilde;es    municipais e implanta&ccedil;&atilde;o dos Colegiados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os Colegiados    mant&ecirc;m correla&ccedil;&atilde;o com processos de regionaliza&ccedil;&atilde;o    previamente existentes, sendo influenciados pela pr&aacute;tica de revis&atilde;o    e atualiza&ccedil;&atilde;o do desenho regional adotado no &acirc;mbito    estadual. Em alguns estados, essa atualiza&ccedil;&atilde;o considerou os conte&uacute;dos    das propostas contempladas no Plano Estadual de Sa&uacute;de, o que indica um    esfor&ccedil;o de alinhamento pr&eacute;vio entre instrumentos de planejamento    que orientam as decis&otilde;es gestoras no contexto do SUS.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Por outro lado,    h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es nas quais os estados definiram seus Colegiados    de Gest&atilde;o Regional ap&oacute;s 2007, sem que tenha havido uma precedente    revis&atilde;o dos planos de regionaliza&ccedil;&atilde;o. Em muitos casos,    os processos de constitui&ccedil;&atilde;o dos Colegiados e o debate nestas    inst&acirc;ncias n&atilde;o foram suficientes para nortear a ades&atilde;o articulada    entre os governos ao Pacto. Por vezes as dificuldades evidenciadas por estas    inst&acirc;ncias para se constituirem como f&oacute;runs permanentes de negocia&ccedil;&atilde;o    intergovernamental devem-se &agrave; falta de sua correspond&ecirc;ncia com    regi&otilde;es reconhecidas e acordadas pelo conjunto de gestores do SUS nestes    estados. Tal situa&ccedil;&atilde;o dificulta a consolida&ccedil;&atilde;o de    uma cultura de debate e negocia&ccedil;&atilde;o e fragiliza a governan&ccedil;a    regional na sa&uacute;de. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Condicionantes    estaduais da implanta&ccedil;&atilde;o do Pacto pela Sa&uacute;de</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As informa&ccedil;&otilde;es    referentes &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o do Pacto pela Sa&uacute;de nos    estados sugere a multiplicidade das experi&ecirc;ncias de descentraliza&ccedil;&atilde;o    e regionaliza&ccedil;&atilde;o em curso no pa&iacute;s. Isso porque, dado o    importante papel adquirido pelas inst&acirc;ncias subnacionais (estados e munic&iacute;pios)    na condu&ccedil;&atilde;o desses processos, v&aacute;rios s&atilde;o os modelos    adotados para lidar com a diversidade de contextos e lugares existentes. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Al&eacute;m disso,    diversos s&atilde;o os fatores e a natureza dos fen&ocirc;menos que condicionam    e particularizam as experi&ecirc;ncias estaduais, influenciando os ritmos e    os graus de ades&atilde;o ao Pacto pela Sa&uacute;de e a implanta&ccedil;&atilde;o    dos Colegiados de Gest&atilde;o Regional. A pesquisa permitiu a identifica&ccedil;&atilde;o    e a agrega&ccedil;&atilde;o destes fatores em tr&ecirc;s dimens&otilde;es sistematizadas    no <a href="/img/revistas/csc/v17n7/30q02.jpg">Quadro 2</a>. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A an&aacute;lise    conjunta destes fatores nas tr&ecirc;s dimens&otilde;es propostas configura    os contextos de implanta&ccedil;&atilde;o do Pacto nos estados. Assim, fatores    de natureza hist&oacute;rico-estrutural, ligados &agrave; hist&oacute;ria de    conforma&ccedil;&atilde;o dos estados, &agrave;s din&acirc;micas socioecon&ocirc;micas    e &agrave;s caracter&iacute;sticas dos sistemas de sa&uacute;de (complexidade,    perfil e distribui&ccedil;&atilde;o da oferta de servi&ccedil;os) foram determinantes    para os avan&ccedil;os e as dificuldades enfrentados no processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o    e de regionaliza&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m se identificaram aspectos de    ordem pol&iacute;tico-institucional, entre os quais se destacaram: o legado    de implanta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas pr&eacute;vias que enfatizam    a descentraliza&ccedil;&atilde;o e a regionaliza&ccedil;&atilde;o; o aprendizado    institucional acumulado pelas inst&acirc;ncias colegiadas do SUS (entre elas    a Comiss&atilde;o Intergestores Bipartites e os Conselhos de Representa&ccedil;&atilde;o    dos Secret&aacute;rios Municipais de Sa&uacute;de) e pelos governos estaduais    e municipais nos diversos campos e fun&ccedil;&otilde;es gestoras da sa&uacute;de    (principalmente no que se refere &agrave;s fun&ccedil;&otilde;es de planejamento    e regula&ccedil;&atilde;o); a exist&ecirc;ncia de uma cultura de negocia&ccedil;&atilde;o    intergovernamental; a qualifica&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e pol&iacute;tica    da burocracia governamental, e; os modos mais ou menos democr&aacute;ticos de    opera&ccedil;&atilde;o e condu&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de    nos estados. Da mesma forma, fatores conjunturais, particularmente aqueles relacionados    &agrave; a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, como o perfil e a trajet&oacute;ria    dos atores pol&iacute;ticos, a din&acirc;mica das rela&ccedil;&otilde;es intergovernamentais    e a prioridade do Pacto na agenda governamental, repercutiram no processo decis&oacute;rio    e nas escolhas realizadas. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alguns estados    brasileiros, por exemplo, foram conformados ainda no per&iacute;odo colonial    e apresentam processos muito antigos de descentraliza&ccedil;&atilde;o e regionaliza&ccedil;&atilde;o    na sa&uacute;de, iniciados na primeira metade do s&eacute;culo passado, incluindo    a conforma&ccedil;&atilde;o de estruturas de representa&ccedil;&atilde;o regional    das Secretarias de Sa&uacute;de (tais como Minas Gerais, Rio Grande do Sul,    S&atilde;o Paulo, Bahia e Pernambuco). Outros foram formados mais recentemente,    sendo sua identidade estadual ou regional ainda muito incipiente. Neste caso,    ressaltam-se: o Rio de Janeiro, que se constituiu em 1975 por meio da fus&atilde;o    entre o estado da Guanabara (antigo Distrito Federal) e o estado do Rio de Janeiro;    o Tocantins; e os antigos territ&oacute;rios brasileiros transformados em estados    (Amap&aacute;, Roraima e Rond&ocirc;nia).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m disso,    tamb&eacute;m atuaram como elementos decisivos na implanta&ccedil;&atilde;o    do Pacto pela Sa&uacute;de, a experi&ecirc;ncia acumulada no planejamento governamental,    as formas de organiza&ccedil;&atilde;o e a cultura de negocia&ccedil;&atilde;o    intergovernamental adquiridas pelas secretarias estaduais e municipais de sa&uacute;de    e inst&acirc;ncias colegiadas no estado, a experi&ecirc;ncia com estrat&eacute;gias    de formaliza&ccedil;&atilde;o de parcerias (por exemplo, cons&oacute;rcios de    sa&uacute;de e contratos de gest&atilde;o). Nessa situa&ccedil;&atilde;o, encontram-se    os estados do Cear&aacute;, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paran&aacute;    e S&atilde;o Paulo. Cabe destacar que, em alguns estados, a implanta&ccedil;&atilde;o    do Pacto foi potencializada pela articula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas    governamentais que, ao contemplarem a descentraliza&ccedil;&atilde;o de estruturas    e processos como linha estruturante da a&ccedil;&atilde;o do governo estadual,    ampliaram o alcance das proposi&ccedil;&otilde;es do setor sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Algumas dificuldades    de constitui&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os de representa&ccedil;&atilde;o    regional nos estados decorrem do fato de que, muitas vezes, a integra&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de obedece a l&oacute;gicas territoriais que    extrapolam suas fronteiras (munic&iacute;pios cujos territ&oacute;rios se relacionam    com outros estados). H&aacute; tamb&eacute;m situa&ccedil;&otilde;es de inger&ecirc;ncia    do poder pol&iacute;tico eleitoral (os chamado bols&otilde;es eleitorais de    determinados pol&iacute;ticos) em certas regi&otilde;es e pesadas heran&ccedil;as    centralizadoras em alguns estados da federa&ccedil;&atilde;o (como refletem    as experi&ecirc;ncias dos estados do Nordeste). </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Outras raz&otilde;es    que tensionam a consolida&ccedil;&atilde;o desses espa&ccedil;os vinculam-se    &agrave; concentra&ccedil;&atilde;o de recursos e tecnologias em algumas regi&otilde;es    (principalmente, &aacute;reas metropolitanas ou sede de capitais em sua maioria    situadas no litoral), &agrave;s din&acirc;micas pr&oacute;prias de alguns territ&oacute;rios    (caso dos estados da regi&atilde;o Norte) e &agrave;s desigualdades socioecon&ocirc;micas    das regi&otilde;es. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Al&eacute;m disso,    a atua&ccedil;&atilde;o de interlocutores com forte representatividade pol&iacute;tico-institucional,    na negocia&ccedil;&atilde;o e na media&ccedil;&atilde;o de conflitos, se constituiu    como fator distintivo entre os estados nos processos de implanta&ccedil;&atilde;o    do Pacto pela Sa&uacute;de. Essa atua&ccedil;&atilde;o foi identificada tanto    entre os gestores municipais, quando agem de forma organizada e participativa,    quanto no &acirc;mbito das secretarias estaduais de sa&uacute;de, pela sua capacidade    de di&aacute;logo, coordena&ccedil;&atilde;o e condu&ccedil;&atilde;o dos processos.    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> A presen&ccedil;a    de atores p&uacute;blicos com legitimidade e poder pol&iacute;tico necess&aacute;rios    para a supera&ccedil;&atilde;o de conflitos - comuns em momentos de renova&ccedil;&atilde;o    de pr&aacute;ticas gestoras - quando associados, no &acirc;mbito institucional,    &agrave; exist&ecirc;ncia de equipes t&eacute;cnicas qualificadas, foi decisiva    em alguns casos para a ado&ccedil;&atilde;o de novas experi&ecirc;ncias de planejamento    e gest&atilde;o em sa&uacute;de (como sugere a experi&ecirc;ncia de Sergipe).    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Por outro lado,    identificaram-se situa&ccedil;&otilde;es nas quais a ades&atilde;o estadual    bem como os processos que a ela se relacionam, como as ades&otilde;es municipais    e a implanta&ccedil;&atilde;o dos Colegiados de Gest&atilde;o Regional, foram    conduzidas de modo burocr&aacute;tico e cartorial, sem que tenha havido a necess&aacute;ria    disposi&ccedil;&atilde;o para o debate por parte dos gestores, resultando em    baixa ou nenhuma repercuss&atilde;o nas praticas institucionais vigentes. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em s&iacute;ntese,    a implementa&ccedil;&atilde;o do Pacto pela Sa&uacute;de se associou, em cada    estado, aos processos de descentraliza&ccedil;&atilde;o e regionaliza&ccedil;&atilde;o    anteriores, ao desenvolvimento das capacidades de negocia&ccedil;&atilde;o loco-regionais    e ao grau de articula&ccedil;&atilde;o existente entre os representantes do    Conselho de Representa&ccedil;&atilde;o das Secretarias Municipais de Sa&uacute;de    e da Secretaria Estadual de Sa&uacute;de, no sentido de gerar consensos sobre    a divis&atilde;o de responsabilidades gestoras e os desenhos regionais adotados    em cada estado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nas duas &uacute;ltimas    d&eacute;cadas, observam-se sucessivos aprimoramentos das rela&ccedil;&otilde;es    intergovernamentais na implementa&ccedil;&atilde;o do SUS. O Pacto pela Sa&uacute;de    representa um movimento de inflex&atilde;o nos mecanismos de coordena&ccedil;&atilde;o    federativa na pol&iacute;tica de sa&uacute;de brasileira, com valoriza&ccedil;&atilde;o    das esferas estaduais e municipais e a cria&ccedil;&atilde;o de novas inst&acirc;ncias    regionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No entanto, a pesquisa    realizada sugere a perman&ecirc;ncia de alguns desafios, sendo as estrat&eacute;gias    e instrumentos propostos no &acirc;mbito do Pacto insuficientes <i><b>per se</b></i>    para prover os avan&ccedil;os necess&aacute;rios &agrave; condu&ccedil;&atilde;o    da descentraliza&ccedil;&atilde;o e da regionaliza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de    nos estados brasileiros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em primeiro lugar,    n&atilde;o est&atilde;o claras as rela&ccedil;&otilde;es entre os processos    de regionaliza&ccedil;&atilde;o e a assinatura dos Termos de Compromisso de    Gest&atilde;o, que formalizam os acordos intergovernamentais no Pacto. As informa&ccedil;&otilde;es    consolidadas neste estudo permitem constatar que, nas bases atuais, a ades&atilde;o    dos governos subnacionais ao Pacto pode ocorrer sem que a regionaliza&ccedil;&atilde;o    seja de fato fortalecida e sem que esta represente qualquer avan&ccedil;o para    a descentraliza&ccedil;&atilde;o do sistema em &acirc;mbito estadual. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Os Colegiados    de Gest&atilde;o Regional, em processo de implanta&ccedil;&atilde;o, apresentam    funcionamento irregular e incipiente em muitas regi&otilde;es e, em geral, n&atilde;o    possuem estrutura e recursos suficientes que permitam o desenvolvimento de parcerias    e a resolu&ccedil;&atilde;o de conflitos federativos. Al&eacute;m disso, h&aacute;    a necessidade de assegurar a implanta&ccedil;&atilde;o de novos fluxos e de    modalidades de relacionamento entre tais colegiados e as comiss&otilde;es intergestores    nos estados, no sentido de superar dificuldades que possam existir no exerc&iacute;cio    descentralizado do poder de negocia&ccedil;&atilde;o e de decis&atilde;o. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Em segundo lugar,    tal como j&aacute; sugerido em outros estudos<sup>32</sup>, permanece o risco    de desarticula&ccedil;&atilde;o entre os processos de planejamento e de pactua&ccedil;&atilde;o    intergovernamental em curso nos estados, devido &agrave; pouca valoriza&ccedil;&atilde;o    dos instrumentos e recursos relativos ao planejamento regional no bojo da proposta.    Tentativas recentes de articula&ccedil;&atilde;o entre as estrat&eacute;gias    de pactua&ccedil;&atilde;o intergovernamental e a elabora&ccedil;&atilde;o dos    instrumentos de planejamento setoriais (os Planos de Sa&uacute;de, a Programa&ccedil;&atilde;o    Anual de Sa&uacute;de e o Relat&oacute;rio Anual de Gest&atilde;o) visam minorar    este problema<sup>33</sup>. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em terceiro lugar,    cabe mencionar a fragilidade do modelo de interven&ccedil;&atilde;o federal    embutido na proposta do Pacto. A rela&ccedil;&atilde;o entre a celebra&ccedil;&atilde;o    dos pactos e o papel federal nesse processo poderia ser aprimorada, com maior    valoriza&ccedil;&atilde;o do planejamento nacional, que n&atilde;o se restringe    &agrave; coordena&ccedil;&atilde;o de um processo "de base local e ascendente",    visto que existem atributos pr&oacute;prios do planejamento em cada &acirc;mbito    territorial. </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> As experi&ecirc;ncias    revelam que falta avan&ccedil;ar na configura&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias    e instrumentos de planejamento, regula&ccedil;&atilde;o e financiamento que    possam apoiar a conforma&ccedil;&atilde;o de sistemas p&uacute;blicos de sa&uacute;de    regionais em diferentes recortes territoriais (nos espa&ccedil;os definidos    pelos Colegiados de Gest&atilde;o Regional, nas regi&otilde;es de fronteira,    &aacute;reas metropolitanas, reservas ind&iacute;genas e &aacute;reas de prote&ccedil;&atilde;o    ambiental, entre outras). Tamb&eacute;m &eacute; preciso desenvolver mecanismos    que favore&ccedil;am a participa&ccedil;&atilde;o de uma ampla gama de atores    e o estabelecimento de rela&ccedil;&otilde;es coordenadas e cooperativas entre    governos, organiza&ccedil;&otilde;es e cidad&atilde;os nos espa&ccedil;os regionais.    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> Por outro lado,    problemas de ordem estrutural como as desigualdades territoriais dificilmente    podem ser resolvidos somente pela a&ccedil;&atilde;o articulada dos estados    e munic&iacute;pios, sem uma efetiva atua&ccedil;&atilde;o do governo federal.    As m&uacute;ltiplas realidades regionais exigem o fortalecimento da l&oacute;gica    territorial no processo de planejamento e formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas    de sa&uacute;de, bem como um esfor&ccedil;o financeiro adicional da Uni&atilde;o    e dos estados, de modo a permitir uma diversifica&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas    e investimentos que relacionem as necessidades de sa&uacute;de &agrave;s din&acirc;micas    territoriais espec&iacute;ficas. As pol&iacute;ticas setoriais, particularmente    a descentraliza&ccedil;&atilde;o e a regionaliza&ccedil;&atilde;o, s&oacute;    poder&atilde;o ter viabilidade se articuladas a pol&iacute;ticas de desenvolvimento    regional de m&eacute;dio e longo prazo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LD Lima, LFN Queiroz,    CV Machado e ALD Viana foram respons&aacute;veis pela concep&ccedil;&atilde;o,    desenvolvimento, an&aacute;lise das informa&ccedil;&otilde;es, reda&ccedil;&atilde;o    e revis&atilde;o do artigo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa contou    com recursos do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, em parceria com a Organiza&ccedil;&atilde;o    Panamericana de Sa&uacute;de; do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico    e Tecnol&oacute;gico (CNPq); da Funda&ccedil;&atilde;o Carlos Chagas de Amparo    &agrave; Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e do PAPES/Funda&ccedil;&atilde;o    Oswaldo Cruz. Agradecemos &agrave;s equipes do Departamento de Apoio a Gest&atilde;o    Descentralizada do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e da Secretaria T&eacute;cnica    da Comiss&atilde;o Intergestores Tripartite pelo fornecimento de informa&ccedil;&otilde;es.    </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Brasil. <i><b>Constitui&ccedil;&atilde;o    da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil:</b> </i>  promulgada em 5 de outubro    de 1988. Bras&iacute;lia: Senado Federal; 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613587&pid=S1413-8123201200070003000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> 2. Brasil. Lei    nº. 8.080, de 19 de setembro de 1990. <i><b>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</b></i>    1990; 20 set.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613589&pid=S1413-8123201200070003000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> 3. Melo AC. Crise    federativa, guerra fiscal e "hobbesianismo municipal": efeitos perversos da    descentraliza&ccedil;&atilde;o? <i><b>S&atilde;o Paulo Perspec</b></i> 1996;    10(3):11-20.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613591&pid=S1413-8123201200070003000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> 4. Ribeiro PT.    A descentraliza&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o governamental no Brasil    dos anos noventa: desafios do ambiente pol&iacute;tico-institucional. <i><b>Cien    Saude Colet</b></i> 2009; 13(3):819-828.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613593&pid=S1413-8123201200070003000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> 5. Affonso R,    Silva PLB, organizadores. <i><b>A federa&ccedil;&atilde;o em perspectiva:</b> </i>     ensaios seleccionados. S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Fundap; 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613595&pid=S1413-8123201200070003000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Mendes EV. <i><b>Uma    Agenda para a Sa&uacute;de</b></i>. S&atilde;o Paulo: Editora Hucitec; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613597&pid=S1413-8123201200070003000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> 7. Campos GWS.    Efeitos paradoxais da descentraliza&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de do Brasil. In: Fleury S, organizadora. <i><b>Democracia, descentraliza&ccedil;&atilde;o    e desenvolvimento:</b> </i>  Brasil e Espanha. Rio de Janeiro: FGV; 2006. p. 417-442.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613599&pid=S1413-8123201200070003000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> 8. Viana ALD,    Iba&ntilde;ez N, Elias PEM, Lima LD, Albuquerque M, Iozzi FL. Novas perspectivas    para a regionaliza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. <i><b>S&atilde;o Paulo    Perspec</b></i> 2008; 22(1): 92-106.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613601&pid=S1413-8123201200070003000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"> 9. Viana ALD,    Lima LD, Ferreira MP. Condicionantes estruturais da regionaliza&ccedil;&atilde;o    na sa&uacute;de: tipologia dos Colegiados de Gest&atilde;o Regional. <i><b>Cien    Saude Colet</b></i> 2010; 15(5):2317-2326.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613603&pid=S1413-8123201200070003000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Lijphart A.    <i><b>Modelos de democracia: desempenho e padr&otilde;es de governo em 36 pa&iacute;ses</b></i>.    Rio de Janeiro: Civiliza&ccedil;&atilde;o Brasileira; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613605&pid=S1413-8123201200070003000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Pierson P,    Leibfried S. The dynamics of social policy integration. In: Leibfried S, Pierson    P, editors. <i><b>European social policy:</b> </i>  between fragmentation and    integration. Washington: The Brookings Institution; 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613607&pid=S1413-8123201200070003000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Arretche M.    Federalismo e rela&ccedil;&otilde;es intergovernamentais no Brasil: a reforma    de programas sociais. <i><b>Dados</b></i> 2002; 45(3):431-458.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613609&pid=S1413-8123201200070003000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Abrucio FL.    A coordena&ccedil;&atilde;o federativa no Brasil: a experi&ecirc;ncia do per&iacute;odo    FHC e os desafios do governo Lula. <i><b>Rev Sociol Polit</b></i> 2005; 24:41-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613611&pid=S1413-8123201200070003000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Viana ALD,    Machado CV. Descentraliza&ccedil;&atilde;o e coordena&ccedil;&atilde;o federativa:    a experi&ecirc;ncia brasileira na sa&uacute;de. <i><b>Cien Saude Colet</b></i>    2009; 14(3):807-817.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613613&pid=S1413-8123201200070003000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Machado CV.    O modelo de interven&ccedil;&atilde;o do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de nos    anos 90. <i><b>Cad Saude Publica</b></i> 2007; 23(9):2113-2126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613615&pid=S1413-8123201200070003000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Levcovitz E,    Lima LD, Machado CV. Pol&iacute;tica de sa&uacute;de nos anos 90: rela&ccedil;&otilde;es    intergovernamentais e papel das normas operacionais b&aacute;sicas. <i><b>Cien    Saude Colet</b></i> 2001; 6(2):269-291.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613617&pid=S1413-8123201200070003000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Viana ALD,    Lima LD, Oliveira RG. Descentraliza&ccedil;&atilde;o e federalismo: a pol&iacute;tica    de sa&uacute;de em novo contexto - li&ccedil;&otilde;es do caso brasileiro.    <i><b>Cien Saude Colet</b></i> 2002; 7(3):493-507.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613619&pid=S1413-8123201200070003000017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Brasil. Portaria    GM/MS n.399, de 22 de fevereiro de 2006. <i><b>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</b></i>    2006; 23 fev.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613621&pid=S1413-8123201200070003000018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Brasil. Portaria    GM/MS n.699, de 30 de mar&ccedil;o de 2006. <i><b>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</b></i>    2006; 03 abr.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613623&pid=S1413-8123201200070003000019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Brasil. Portaria    GM/MS n. 204, de 29 de janeiro de 2007. <i><b>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</b></i>    2007; 31 jan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613625&pid=S1413-8123201200070003000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. <i><b>Regionaliza&ccedil;&atilde;o solid&aacute;ria e cooperativa</b></i>:    orienta&ccedil;&otilde;es para sua implementa&ccedil;&atilde;o no SUS. Bras&iacute;lia:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2006. (S&eacute;rie Pactos pela Sa&uacute;de,    v. 3)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613627&pid=S1413-8123201200070003000021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. <i><b>Colegiado de Gest&atilde;o Regional na regi&atilde;o    de sa&uacute;de intra-estadual</b></i>: orienta&ccedil;&otilde;es para    organiza&ccedil;&atilde;o e funcionamento. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de; 2009. (S&eacute;rie Pactos pela Sa&uacute;de, v. 10)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613628&pid=S1413-8123201200070003000022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23. Souza C. Pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas: uma revis&atilde;o da literatura. <i><b>Sociologias</b></i>    2006; 8(16):20-45.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613629&pid=S1413-8123201200070003000023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24. Ham C, Hill    M. <i><b>The Policy Process in the Modern Capitalist State</b></i>. Hertfordshire:    Haverster Wheatsheaf; 1993.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613631&pid=S1413-8123201200070003000024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25. Thelen K, Steinmo    S, editors. <i><b>Structuring Politics. Historical Institucionalism in Comparative    Analysis</b></i>. Cambridge: Cambridge University Press; 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613633&pid=S1413-8123201200070003000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26. Hall P, Taylor    RCR. As tr&ecirc;s vers&otilde;es do neo-institucionalismo. <b><i>Lua Nova</i></b>    2003; 58:193-223.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613635&pid=S1413-8123201200070003000026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27. Pierson P. <b>   <i>Politics in time</i></b>. Princeton: Princeton University Press; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613637&pid=S1413-8123201200070003000027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">28. Deslandes SF,    Gomes R. A pesquisa qualitativa nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de: notas te&oacute;ricas.    In: Bosi MLM, Mercado FJ, organizadores. <i><b>Pesquisa qualitativa de servi&ccedil;os    de sa&uacute;de</b></i>. Rio de Janeiro: Editora Vozes; 2004. p. 99-120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613639&pid=S1413-8123201200070003000028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">29. Minayo MCS.    <i><b>O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em sa&uacute;de</b></i>.    S&atilde;o Paulo: Editora Hucitec; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613641&pid=S1413-8123201200070003000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">30. Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Secretaria T&eacute;cnica da Comiss&atilde;o Intergestores    Tripartite. Bras&iacute;lia: MS; 2010 &#91;Dados n&atilde;o publicados&#93;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1613643&pid=S1413-8123201200070003000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->.</font></p>     ]]></body>
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