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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mortalidade por suicídio em pessoas com 60 anos ou mais nos municípios brasileiros no período de 1996 a 2007]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The scope of this article was to assess the nationwide scale of suicides among the elderly. An overview of suicides in Brazilian municipalities was conducted to identify municipalities with the highest incidence of suicide. Data from the Mortality Information System (SIM/MS) were used for the period from 1996 to 2007, using the events with codes X60 through X84 and Y87.0 of the 10th review of the International Classification of Diseases (CID-10). The rates were standardized according to the criteria of the WHO. It was discovered that 3,039 Brazilian municipalities have records of suicide cases of people aged 60 and more in at least one of the triennia analyzed (54.6% of all the municipalities). A total of 29.3% of those municipalities were in the Southern Region, 29.6% in the Southeast and 27.5% in the Northeast. The State of Rio Grande do Sul has the highest percentage of municipalities with suicide cases in the four triennia (27.3%), followed by the States of São Paulo (17.4%) and Santa Catarina (9.1%). Between the first and the final triennium, it was observed that there was a reduction in 32 of the 51 municipalities with higher rates. The mean ratio of male/female deaths was 2.8 male deaths for every female death. The main method used is hanging, strangulation and suffocation among both men (58.2%) and women (49.8%).]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Suicídio]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b>    ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Mortalidade    por suic&iacute;dio em pessoas com 60 anos ou mais nos munic&iacute;pios brasileiros    no per&iacute;odo de 1996 a 2007</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Suicide mortality    in people aged 60 and over in Brazilian municipalities between 1996 and 2007</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Liana Wernersbach    Pinto; Simone Gon&ccedil;alves de Assis; Thiago de Oliveira Pires</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Centro Latino-Americano    de Estudos de Viol&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Jorge Careli, Escola Nacional de    Sa&uacute;de P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz. Avenida Brasil    4036/700, Manguinhos. 21040-361 Rio de Janeiro, RJ. <a href="mailto:lianawp@fiocruz.br">lianawp@fiocruz.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este trabalho teve    como objetivo conhecer a magnitude do suic&iacute;dio em idosos em n&iacute;vel    nacional. Foi feita uma descri&ccedil;&atilde;o da mortalidade por suic&iacute;dio    nos munic&iacute;pios brasileiros, visando estabelecer aqueles de maior frequ&ecirc;ncia    do evento. Empregou-se dados do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o sobre Mortalidade    (SIM/MS) para o per&iacute;odo de 1996 a 2007 (tri&ecirc;nios), sendo utilizados    os eventos com c&oacute;digos X60 a X84 e Y87.0 da 10ª revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o    Internacional de Doen&ccedil;as (CID-10). As taxas foram padronizadas segundo    crit&eacute;rios da OMS. Verificou-se que 3.039 munic&iacute;pios brasileiros    t&ecirc;m registros de casos de suic&iacute;dio de pessoas com 60 anos ou mais    em pelo menos um dos tri&ecirc;nios analisados (54,6% do total de munic&iacute;pios).    Um total de 29,3% de munic&iacute;pios se localiza na regi&atilde;o Sul, 29,6%,    na regi&atilde;o Sudeste e 27,5% na regi&atilde;o Nordeste. O Rio Grande do    Sul concentra o maior percentual de munic&iacute;pios com casos nos quatro tri&ecirc;nios    (27,3%), sendo seguido pelos estados de S&atilde;o Paulo (17,4%) e Santa Catarina    (9,1%). Quanto &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o temporal, observou-se redu&ccedil;&atilde;o    das taxas do tri&ecirc;nio inicial para o tri&ecirc;nio final em 32 dos 51 munic&iacute;pios    com taxas mais elevadas em todo o per&iacute;odo de an&aacute;lise. A raz&atilde;o    m&eacute;dia de &oacute;bitos homem/mulher foi de 2,8 mortes masculinas para    cada morte feminina. O principal meio empregado &eacute; o enforcamento, estrangulamento    e sufoca&ccedil;&atilde;o tanto entre homens (58,2%) quanto entre mulheres (49,8%).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    Suic&iacute;dio, Idosos, Mortalidade</font></p> <hr noshade size="1">     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The scope of this    article was to assess the nationwide scale of suicides among the elderly. An    overview of suicides in Brazilian municipalities was conducted to identify municipalities    with the highest incidence of suicide. Data from the Mortality Information System    (SIM/MS) were used for the period from 1996 to 2007, using the events with codes    X60 through X84 and Y87.0 of the 10th review of the International Classification    of Diseases (CID-10). The rates were standardized according to the criteria    of the WHO. It was discovered that 3,039 Brazilian municipalities have records    of suicide cases of people aged 60 and more in at least one of the triennia    analyzed (54.6% of all the municipalities). A total of 29.3% of those municipalities    were in the Southern Region, 29.6% in the Southeast and 27.5% in the Northeast.    The State of Rio Grande do Sul has the highest percentage of municipalities    with suicide cases in the four triennia (27.3%), followed by the States of S&atilde;o    Paulo (17.4%) and Santa Catarina (9.1%). Between the first and the final triennium,    it was observed that there was a reduction in 32 of the 51 municipalities with    higher rates. The mean ratio of male/female deaths was 2.8 male deaths for every    female death. The main method used is hanging, strangulation and suffocation    among both men (58.2%) and women (49.8%).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key words:</b>    Suicide, The elderly, Mortality</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS) cerca de um milh&atilde;o de pessoas morrem a    cada ano em decorr&ecirc;ncia de suic&iacute;dio, o que equivale a uma pessoa    a cada 40 segundos, ou uma taxa de 16 mortes por 100 mil habitantes. Em sua    g&ecirc;nese est&atilde;o envolvidos fatores psicol&oacute;gicos, sociais, biol&oacute;gicos,    culturais e ambientais<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">S&atilde;o consideradas    popula&ccedil;&otilde;es de risco para o suic&iacute;dio: homens jovens (15-49    anos); idosos, especialmente homens; pessoas com doen&ccedil;as mentais; pessoas    com hist&oacute;ria de abuso de &aacute;lcool e drogas; e detentos<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O suic&iacute;dio    &eacute; um fen&ocirc;meno complexo, de causas m&uacute;ltiplas, cuja ocorr&ecirc;ncia    n&atilde;o pode ser atribu&iacute;da a uma &uacute;nica caracter&iacute;stica    ou evento estressor<sup>3</sup>. V&aacute;rios estudos buscaram identificar    os fatores de risco e de prote&ccedil;&atilde;o para esse ato<sup>4,5</sup>.    A an&aacute;lise desses estudos mostra que as causas variam dependendo do sexo    e da faixa et&aacute;ria analisada. Para a popula&ccedil;&atilde;o idosa s&atilde;o    apontados como fatores de risco a redu&ccedil;&atilde;o do apoio social e o    isolamento, o luto, o abuso de &aacute;lcool, a perda da independ&ecirc;ncia,    a depress&atilde;o e a exist&ecirc;ncia de doen&ccedil;as<sup>3</sup>. Segundo    Conwell et al.<sup>5</sup>, os fatores de risco associados &agrave; popula&ccedil;&atilde;o    idosa tamb&eacute;m dependem da faixa et&aacute;ria. Assim, os associados aos    indiv&iacute;duos na faixa dos 60 anos diferem daqueles na dos 85 anos<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outro aspecto importante    sobre o suic&iacute;dio de idosos se refere &agrave; rela&ccedil;&atilde;o entre    tentativas e &oacute;bitos consumados. Enquanto em outras faixas et&aacute;rias    essa rela&ccedil;&atilde;o fica na faixa de 100 a 200 tentativas para uma morte    consumada, nos idosos ela &eacute; de 2 a 3 tentativas para um &oacute;bito    consumado. Assim, a presen&ccedil;a pr&eacute;via de tentativa &eacute; um importante    fator preditivo para o suic&iacute;dio em idosos<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os requisitos para    que um &oacute;bito seja classificado como suic&iacute;dio variam entre os pa&iacute;ses.    H&aacute; na&ccedil;&otilde;es que exigem evid&ecirc;ncias externas da inten&ccedil;&atilde;o    de cometer tal ato (como, por exemplo, um bilhete) e h&aacute; aquelas em que    &eacute; feito um julgamento para verifica&ccedil;&atilde;o das inten&ccedil;&otilde;es.    O suic&iacute;dio &eacute; considerado ilegal na &Iacute;ndia. Contudo, na maioria    dos pa&iacute;ses o veredito de que um &oacute;bito se tratou de um suic&iacute;dio    cabe &agrave; pol&iacute;cia e aos m&eacute;dicos, acontecendo no &acirc;mbito    privado. As diferen&ccedil;as entre os pa&iacute;ses na forma de interpretar    que um &oacute;bito se tratou de um suic&iacute;dio (e tamb&eacute;m quanto    &agrave; forma como &eacute; registrado) fazem com que as estat&iacute;sticas    por esta causa sejam consideravelmente subestimadas<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudo recente    da OMS classificou 106 pa&iacute;ses quanto &agrave; completude, cobertura e    qualidade das informa&ccedil;&otilde;es das estat&iacute;sticas vitais. O Brasil    foi classificado em m&eacute;dia qualidade junto com pa&iacute;ses como B&eacute;lgica,    &Aacute;ustria, Uruguai, It&aacute;lia, Holanda, entre outros. Diferen&ccedil;as    regionais existentes nos pa&iacute;ses s&atilde;o pouco abordadas na literatura    cient&iacute;fica<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, v&aacute;rios    estudos apontam para a presen&ccedil;a de problemas tanto em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; quantidade quanto &agrave; qualidade dos registros de &oacute;bitos    obtidos das bases de dados nacionais de informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de<sup>7,8</sup>.    &Eacute; poss&iacute;vel suspeitar que o suic&iacute;dio, em fun&ccedil;&atilde;o    de todos os fatores (tais como quest&otilde;es de ordem religiosa e financeira    - n&atilde;o recebimento de seguro de vida) a ele relacionados, possui taxa    de subnotifica&ccedil;&atilde;o ainda mais elevada que as associadas a outras    causas externas. Segundo Mello-Jorge et al.<sup>8</sup>, 67,2% das mortes por    causas mal definidas se encontram na faixa et&aacute;ria de 60 anos ou mais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os meios de perpetra&ccedil;&atilde;o    do suic&iacute;dio mais comumente utilizados em in&uacute;meros pa&iacute;ses    s&atilde;o o enforcamento, o estrangulamento e a sufoca&ccedil;&atilde;o. Em    alguns pa&iacute;ses h&aacute; predom&iacute;nio do uso de armas de fogo (Estados    Unidos) e intoxica&ccedil;&otilde;es por pesticidas (China). Homens tendem a    utilizar meios mais agressivos<sup>1</sup>. Estudos mostram que os idosos tendem    a usar m&eacute;todos mais violentos e letais como o enforcamento e a morte    por uso de arma de fogo (este &uacute;ltimo especialmente entre homens), em    diferentes contextos culturais<sup>4,9,10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; fundamental    ampliar os estudos sobre a tem&aacute;tica do suic&iacute;dio em idosos no Brasil    de forma a verificar quais os munic&iacute;pios brasileiros t&ecirc;m maior    ocorr&ecirc;ncia do fen&ocirc;meno e quais os grupos mais vulner&aacute;veis,    de forma que a&ccedil;&otilde;es concretas possam ser planejadas e implementadas    tendo esses indiv&iacute;duos como alvos. Outro ponto que refor&ccedil;a a import&acirc;ncia    de se investigar os suic&iacute;dios na popula&ccedil;&atilde;o acima de 60    anos se deve ao fato deste grupo et&aacute;rio estar crescendo no mundo e tamb&eacute;m    no Brasil<sup>4,5,11</sup>, fazendo com que as estat&iacute;sticas atuais, j&aacute;    consideradas altas, possam atingir patamares ainda mais elevados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O presente trabalho    teve como objetivo conhecer a magnitude do problema do suic&iacute;dio em idosos    em n&iacute;vel nacional. Para tanto foi feita uma descri&ccedil;&atilde;o da    mortalidade por suic&iacute;dio nos munic&iacute;pios brasileiros, visando identificar    aqueles de maior frequ&ecirc;ncia do evento.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Materiais e    M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O presente estudo    faz parte de um projeto intitulado "&Eacute; poss&iacute;vel prevenir a antecipa&ccedil;&atilde;o    do fim? Suic&iacute;dio de idosos no Brasil e possibilidades de atua&ccedil;&atilde;o    do setor sa&uacute;de", o qual tem como meta aprofundar o conhecimento sobre    suic&iacute;dio em pessoas idosas no pa&iacute;s, um problema s&eacute;rio de    sa&uacute;de p&uacute;blica que n&atilde;o tem estudos referenciais na literatura    nacional. A pesquisa foi aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa    da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica/Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo    Cruz.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trata-se de um    estudo descritivo da mortalidade por suic&iacute;dio em pessoas com 60 anos    ou mais nos munic&iacute;pios brasileiros no per&iacute;odo de 1996 a 2007.    Para tanto foram empregados dados do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o sobre    Mortalidade (SIM), Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de/Departamento de An&aacute;lise    e Tabula&ccedil;&atilde;o de Dados do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (DATASUS)    no per&iacute;odo de 1996 a 2007. Utilizou-se a 10ª revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o    Internacional de Doen&ccedil;as, sendo empregados os eventos com c&oacute;digos    X60 a X84 e Y87.0, a saber: "les&otilde;es autoprovocadas voluntariamente" e    "sequelas de les&otilde;es autoprovocadas intencionalmente". Os dados foram    agregados e analisados em quatro tri&ecirc;nios (1996-98, 1999-01, 2002-04 e    2005-07).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No c&aacute;lculo    das taxas de mortalidade foram considerados como numerador a quantidade de &oacute;bitos    por suic&iacute;dio ocorridos no tri&ecirc;nio e como denominador a estimativa    populacional fornecida pela Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia    e Estat&iacute;stica (IBGE) para o ano do meio do tri&ecirc;nio (anos de 1997,    2000, 2003 e 2006). Foram calculadas as taxas da mortalidade por suic&iacute;dio    segundo o sexo. As taxas foram padronizadas segundo padr&atilde;o da OMS, sendo    utilizado um programa desenvolvido em linguagem FORTRAN<sup>12</sup>. O coeficiente    de mortalidade proporcional segundo meio empregado (categoria do CID-10) tamb&eacute;m    foi calculado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Al&eacute;m das    taxas padronizadas, s&atilde;o apresentadas nas tabelas: a) a diferen&ccedil;a    percentual entre os anos de fim e in&iacute;cio da an&aacute;lise (@@&#8710;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">%);    b) a qualidade das estat&iacute;sticas vitais, aferida por meio do c&aacute;lculo    da propor&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos por eventos cuja inten&ccedil;&atilde;o    &eacute; indeterminada. Tal propor&ccedil;&atilde;o teve como numerador os &oacute;bitos    por suic&iacute;dio classificados pela CID-10 nos c&oacute;digos Y10 a Y34 (informa&ccedil;&atilde;o    dispon&iacute;vel insuficiente para distinguir entre acidente, les&atilde;o    autoinfligida ou agress&atilde;o) ocorridos em cada um dos per&iacute;odos;    como denominador utilizou-se o total de &oacute;bitos por causas externas no    mesmo per&iacute;odo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em fun&ccedil;&atilde;o    da impossibilidade de apresenta&ccedil;&atilde;o no artigo das taxas para todos    os munic&iacute;pios brasileiros, optou-se por selecionar aqueles com taxas    acima de 10/100 mil habitantes durante todo o per&iacute;odo analisado para    a caracteriza&ccedil;&atilde;o de sua distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica.    A an&aacute;lise dos dados se deu por meio de frequ&ecirc;ncias absolutas e    relativas. Tamb&eacute;m foi feito o c&aacute;lculo da diferen&ccedil;a entre    as taxas do primeiro e do &uacute;ltimo tri&ecirc;nio para os munic&iacute;pios    selecionados (&#8710;</font><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">%).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na constru&ccedil;&atilde;o    do banco de dados e na realiza&ccedil;&atilde;o das an&aacute;lises foram empregados    os programas EXCEL e SPSS 19.0. Na constru&ccedil;&atilde;o do mapa cloropl&eacute;tico    empregou-se o programa TabWin 3.6b.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No per&iacute;odo    de 1996 a 2007 ocorreram 91.009 &oacute;bitos por suic&iacute;dio em pessoas    com 10 anos ou mais de idade no pa&iacute;s: em m&eacute;dia 7.584 pessoas tiraram    suas vidas anualmente. Deste total, 14,2% (12.913 &oacute;bitos) ocorreram em    pessoas com 60 anos ou mais (com m&eacute;dia anual de 1.076 idosos). De maneira    geral, a mortalidade masculina por suic&iacute;dio supera a feminina tanto quando    se considera a popula&ccedil;&atilde;o acima de 10 anos (79,2% contra 20,8%),    tanto quando se foca naqueles com 60 anos ou mais (82,2% contra 17,8%).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Verificou-se que    3.039 munic&iacute;pios brasileiros t&ecirc;m registros de casos de suic&iacute;dio    de pessoas com 60 anos ou mais em pelo menos um dos tri&ecirc;nios analisados    (54,6% do total de munic&iacute;pios). Dentre os que registraram &oacute;bitos    de idosos, 48,1% t&ecirc;m casos registrados em apenas um tri&ecirc;nio, 26,0%    t&ecirc;m casos em dois tri&ecirc;nios, 14,0% em tr&ecirc;s tri&ecirc;nios e    11,9% (362 munic&iacute;pios) nos quatro tri&ecirc;nios do estudo. Observa-se    que 29,3% dos munic&iacute;pios com casos no per&iacute;odo de 1996 a 2007 se    localizam na regi&atilde;o Sul, 29,6%, na regi&atilde;o Sudeste e 27,5% na regi&atilde;o    Nordeste.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o    aos munic&iacute;pios nos quais foram registrados &oacute;bitos por suic&iacute;dio    em pessoas com 60 anos ou mais nos quatro tri&ecirc;nios de an&aacute;lise (N=362),    44,5% pertencem a regi&atilde;o Sul, 30,7% a regi&atilde;o Sudeste, 13,3% a    regi&atilde;o Nordeste e 9,1% a regi&atilde;o Centro-oeste. O Norte perfaz apenas    2,5% dos munic&iacute;pios com casos nos quatro tri&ecirc;nios. Em termos de    unidade da federa&ccedil;&atilde;o, o Rio Grande do Sul concentra o maior percentual    de munic&iacute;pios com casos nos quatro tri&ecirc;nios (27,3%), sendo seguido    pelos estados de S&atilde;o Paulo (17,4%) e Santa Catarina (9,1%).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Apenas considerando    o &uacute;ltimo tri&ecirc;nio de estudo (2005-07) pode-se verificar que 29,8%    (1.659) munic&iacute;pios brasileiros apresentaram casos de suic&iacute;dio    em pessoas com 60 anos ou mais. Destes, 30,1%, 28,9% e 28,5% se encontram, respectivamente,    nas regi&otilde;es Sul, Sudeste e Nordeste do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A distribui&ccedil;&atilde;o    das taxas de suic&iacute;dio em pessoas com 60 anos ou mais pelas regi&otilde;es    e unidades da federa&ccedil;&atilde;o no tri&ecirc;nio 2005-2007 &eacute; apresentada    na <a href="#f1">Figura 1</a>. Observa-se, da figura, como s&atilde;o escassos    os munic&iacute;pios com &oacute;bitos por suic&iacute;dio no grupo estudado    na regi&atilde;o Norte do pa&iacute;s.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n8/07f01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As regi&otilde;es    Sudeste e Sul se destacam pela maior quantidade de munic&iacute;pios que apresentam    casos de suic&iacute;dio em idosos no tri&ecirc;nio 2005-2007, como ilustrado    na <a href="#f1">Figura 1</a>. Pode-se observar ainda a quantidade nitidamente    superior de munic&iacute;pios no estado do Rio Grande do Sul com taxas classificadas    no &uacute;ltimo intervalo da distribui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Verificou-se que    2.527 munic&iacute;pios n&atilde;o apresentaram casos entre 1996 e 2007. As    regi&otilde;es Norte, Nordeste e Sudeste apresentaram, respectivamente, 67,7%,    53,5% e 46,0% de seus munic&iacute;pios sem casos no per&iacute;odo. Na regi&atilde;o    Centro-Oeste 42,5% dos munic&iacute;pios n&atilde;o apresentaram &oacute;bitos    no per&iacute;odo. Na regi&atilde;o Sul encontrou-se o menor percentual de munic&iacute;pios    sem casos, 25,1%. A distribui&ccedil;&atilde;o segundo unidade da federa&ccedil;&atilde;o    &eacute; apresentada na <a href="#t1">Tabela 1</a>. Nela pode-se observar que    Amap&aacute;, Amazonas, Acre, Maranh&atilde;o, Tocantins, Roraima, Para&iacute;ba    e Par&aacute; s&atilde;o os estados com maior percentual de munic&iacute;pios    sem casos. Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Pernambuco    e Santa Catarina, por sua vez, foram os estados onde se encontrou os menores    percentuais de munic&iacute;pios sem casos no per&iacute;odo de 1996 a 2007.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n8/07t01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dos 362 munic&iacute;pios    com registro de casos de suic&iacute;dio nos quatro tri&ecirc;nios verificou-se    que 299 deles (82,6%) apresentaram taxas acima de 10/100 mil habitantes durante    todo o per&iacute;odo de an&aacute;lise (1996-2007). Na <a href="/img/revistas/csc/v17n8/07t02.jpg">Tabela    2</a> podem ser observadas as taxas para 51 munic&iacute;pios selecionados dentre    aqueles com taxas acima de 10 &oacute;bitos/100 mil habitantes. Foram listados    os munic&iacute;pios com 24 ou mais casos no per&iacute;odo de an&aacute;lise    (para tentar contornar o problema do efeito da pequena popula&ccedil;&atilde;o    nas taxas).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observa-se na <a href="/img/revistas/csc/v17n8/07t02.jpg">Tabela    2</a> que 24 (47,1%) munic&iacute;pios com elevadas taxas de suic&iacute;dios    entre 1996-2007 se localizam no estado do Rio Grande do Sul. S&atilde;o Paulo    aparece na lista com dez munic&iacute;pios com taxas acima de 10/100 mil nos    quatro tri&ecirc;nios e n&uacute;mero de &oacute;bitos maior ou igual a 24.    Rio de Janeiro e Santa Catarina possuem tr&ecirc;s munic&iacute;pios na lista.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda nesta tabela    se verifica que 19 munic&iacute;pios apresentaram, ao final do per&iacute;odo,    aumento da taxa em rela&ccedil;&atilde;o ao tri&ecirc;nio de 1996-98 e 32 apresentaram    redu&ccedil;&atilde;o da taxa em rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro tri&ecirc;nio    de an&aacute;lise. No que se refere ao percentual m&eacute;dio de &oacute;bitos    por eventos cuja inten&ccedil;&atilde;o &eacute; indeterminada, constatou-se    varia&ccedil;&atilde;o entre 1,1 e 19,7%, com m&eacute;dia de 7,6% e desvio    padr&atilde;o de 4,0%. Observou-se percentual abaixo de 10% em 39 dos 51 munic&iacute;pios    listados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No tri&ecirc;nio    1996-98, dos 51 munic&iacute;pios apresentados na <a href="/img/revistas/csc/v17n8/07t02.jpg">Tabela    2</a>, 15 apresentaram percentual de &oacute;bitos classificados como les&otilde;es    ignoradas acima de 10%. Em 2005-07, apesar de tamb&eacute;m 15 munic&iacute;pios    terem apresentado percentual acima de 10%, nenhum dos valores superou os 20%    (fato que ocorreu no primeiro tri&ecirc;nio analisado). No &uacute;ltimo tri&ecirc;nio    em apenas tr&ecirc;s munic&iacute;pios o percentual de ignorados foi acima de    15%, contra nove munic&iacute;pios no primeiro.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda sobre os    &oacute;bitos classificados como les&otilde;es ignoradas, pode-se verificar    que no tri&ecirc;nio 1996-98 22,6% dos munic&iacute;pios brasileiros tiveram    percentual considerado como adequado (abaixo de 10%). Em 31,6% dos munic&iacute;pios,    os valores no tri&ecirc;nio superaram os 10% (inadequado) e a informa&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o estava dispon&iacute;vel para 45,9% dos munic&iacute;pios. J&aacute;    no tri&ecirc;nio 2005-2007, verificou-se que o percentual de munic&iacute;pios    classificados como adequados (les&otilde;es ignoradas abaixo de 10%) subiu para    31%. O percentual dos inadequados caiu para 26,6% e em 42,5% dos munic&iacute;pios    o dado n&atilde;o estava dispon&iacute;vel.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na <a href="/img/revistas/csc/v17n8/07t03.jpg">Tabela    3</a> s&atilde;o apresentadas inicialmente as taxas em dois tri&ecirc;nios para    idosos do sexo masculino em 40 munic&iacute;pios selecionados (maiores taxas    no per&iacute;odo 2005-07 e 12 ou mais &oacute;bitos no per&iacute;odo). Tamb&eacute;m    para os homens observa-se que a maioria dos munic&iacute;pios listados pertence    ao estado do Rio Grande do sul (75%). Vale ressaltar que a tabela n&atilde;o    apresenta (por uma quest&atilde;o de espa&ccedil;o) todos os munic&iacute;pios    que atingiram o crit&eacute;rio de sele&ccedil;&atilde;o mencionado para o sexo    masculino. Na verdade, 123 munic&iacute;pios apresentaram taxas acima de 10/100    mil nos quatro tri&ecirc;nios e 12 ou mais casos no per&iacute;odo. Considerando    a totalidade de munic&iacute;pios que satisfazem aos crit&eacute;rios mencionados,    a distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica n&atilde;o sofre modifica&ccedil;&otilde;es,    e o estado do Rio Grande do Sul persiste no topo do ranking com 35,8% dos munic&iacute;pios    da lista, sendo seguido por S&atilde;o Paulo (21,1%), Santa Catarina (9,8%)    e Paran&aacute; (8,9%). Quanto &agrave; qualidade da informa&ccedil;&atilde;o    dos &oacute;bitos de idosos do sexo masculino (Y10-Y34), 29 munic&iacute;pios    apresentaram percentuais abaixo de 10%.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda na <a href="/img/revistas/csc/v17n8/07t03.jpg">Tabela    3</a> s&atilde;o apresentadas as taxas de suic&iacute;dio para mulheres com    60 anos ou mais em munic&iacute;pios selecionados (todos aqueles que no per&iacute;odo    de an&aacute;lise apresentaram taxas acima de 10/100 mil nos quatro tri&ecirc;nios).    N&atilde;o foi preciso fazer tamb&eacute;m a sele&ccedil;&atilde;o em fun&ccedil;&atilde;o    do n&uacute;mero de &oacute;bitos, pois apenas 13 munic&iacute;pios se encaixaram    no primeiro crit&eacute;rio estabelecido. Nove munic&iacute;pios (69,2%) encontram-se    no Rio Grande do Sul. Apenas tr&ecirc;s munic&iacute;pios (Pelotas - 21 &oacute;bitos,    Teresina - 15 &oacute;bitos e Ven&acirc;ncio Aires - 10 &oacute;bitos) apresentaram    10 ou mais &oacute;bitos no per&iacute;odo 1996-2007. Apenas um munic&iacute;pio    apresentou percentual de &oacute;bitos por eventos cuja inten&ccedil;&atilde;o    &eacute; indeterminada (Y10-Y34) acima de 10%.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto ao meio    empregado (<a href="/img/revistas/csc/v17n8/07t04.jpg">Tabela 4</a>), pode-se observar que 56,7%    dos &oacute;bitos por suic&iacute;dio ocorridos no per&iacute;odo de 1996 a    2007 foram enquadrados na categoria X70 (Les&atilde;o autoprovocada intencionalmente    por enforcamento, estrangulamento e sufoca&ccedil;&atilde;o), 13,0% na categoria    X74 (Les&atilde;o autoprovocada intencionalmente por disparo de outra arma de    fogo e de arma de fogo n&atilde;o especificada) e 4,8% na X84 (Les&atilde;o    autoprovocada por meios n&atilde;o especificados). Estas foram as categorias    de maior ocorr&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quando se analisa    o meio empregado segundo o sexo do indiv&iacute;duo, o enforcamento ainda persiste    como principal meio empregado tanto por homens (58,2%) quanto por mulheres (49,8%),    sendo seguido, no caso da popula&ccedil;&atilde;o masculina, por les&atilde;o    autoprovocada por disparo de outra arma de fogo (14,9%; X74) e na feminina,    por les&atilde;o autoprovocada por fuma&ccedil;a e fogo (8,8%; X76). O terceiro    meio mais utilizado por homens foi autointoxica&ccedil;&atilde;o por ingest&atilde;o    de pesticidas (4,8%; X68). Para as mulheres, a precipita&ccedil;&atilde;o de    lugar elevado ocupou o terceiro lugar (<a href="/img/revistas/csc/v17n8/07t04.jpg">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na avalia&ccedil;&atilde;o    da raz&atilde;o entre o n&uacute;mero de &oacute;bitos masculinos e femininos    obteve-se m&eacute;dia de 2,8 mortes masculinas para cada morte feminina. No    entanto, em 25% dos munic&iacute;pios os casos o n&uacute;mero de mortes masculinas    para cada morte feminina aumenta para quatro. H&aacute; um pequeno percentual    de localidades onde esta rela&ccedil;&atilde;o atinge n&iacute;veis superiores    a 6:1.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A proposta deste    texto foi realizar uma descri&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos por suic&iacute;dio    em pessoas com 60 anos ou mais nos munic&iacute;pios brasileiros no per&iacute;odo    de 1996 a 2007. Verificou-se que mais da metade dos munic&iacute;pios brasileiros    apresentou &oacute;bito de idosos por suic&iacute;dio em pelo menos um dos tri&ecirc;nios    de an&aacute;lise, com destaque para a regi&atilde;o Sul e, especificamente,    para o estado do Rio Grande do Sul. Esses dados permitem perceber a relev&acirc;ncia    do problema no pa&iacute;s e a desigual distribui&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    existente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Brasil ocupa    a 73&#186; posi&ccedil;&atilde;o mundial no ranking de ocorr&ecirc;ncia de suic&iacute;dio,    com taxas consideradas baixas, embora no limiar do n&iacute;vel m&eacute;dio<sup>1,13</sup>.    Este fato pode estar relacionado ao ainda prec&aacute;rio estudo da tem&aacute;tica<sup>14</sup>,    &agrave; subnotifica&ccedil;&atilde;o sabidamente existente e &agrave;s quest&otilde;es    hist&oacute;ricas, culturais e econ&ocirc;micas que est&atilde;o na base do    perfil epidemiol&oacute;gico existente no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O quadro de precariedade    de publica&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas sobre o tema come&ccedil;a a    se modificar com o surgimento de trabalhos especialmente voltados para grupos    espec&iacute;ficos como: pessoas que ingerem voluntariamente agrot&oacute;xicos    na regi&atilde;o Centro-Oeste do pa&iacute;s<sup>15</sup>; popula&ccedil;&otilde;es    com elevado percentual de descendentes europeus, especialmente localizados no    Sul e Sudeste<sup>16-18</sup> e popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas<sup>19</sup>.    H&aacute; ainda estudos epidemiol&oacute;gicos tradicionais realizados em diferentes    cidades brasileiras que apresentam a distribui&ccedil;&atilde;o por sexo, idade,    meio utilizado para o suic&iacute;dio, dentre outras vari&aacute;veis<sup>20-22</sup>.    Todo este material, entretanto, aborda faixa et&aacute;ria ampla, reiterando-se    a escassez de pesquisas sobre sua ocorr&ecirc;ncia em idosos. Ressalta-se ainda    o crescente n&uacute;mero de artigos sobre o tema, em geral, a partir dos anos    2000, embora o foco principal ainda seja a descri&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio    segundo vari&aacute;veis epidemiol&oacute;gicas tradicionais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute;, portanto,    fundamental conhecer a distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica e temporal    dos &oacute;bitos por suic&iacute;dio nos munic&iacute;pios brasileiros e tentar    correlacionar este conhecimento ao contexto no qual se inserem. Este conhecimento    permitiria direcionar de forma mais apropriada as a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o,    visto que o rastreamento de toda a popula&ccedil;&atilde;o idosa &eacute; invi&aacute;vel    e n&atilde;o indicado em fun&ccedil;&atilde;o do baixo n&uacute;mero de casos<sup>4</sup>.    O rastreamento poderia ser apropriado para grupos espec&iacute;ficos, baseado    no conhecimento dos fatores predisponentes<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados da    raz&atilde;o homem/mulher mostraram predomin&acirc;ncia dos &oacute;bitos masculinos,    a qual, para 25% dos munic&iacute;pios, chega a 4:1, achado este em conson&acirc;ncia    com a literatura<sup>4</sup>. Szanto et al.<sup>23</sup> informam que os suic&iacute;dios    masculinos s&atilde;o de duas a quatro vezes mais frequentes que os femininos    na vida adulta e que estes atingem a raz&atilde;o de 8-12:1 por volta dos 75    anos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Verificou-se que    enforcamento, estrangulamento e sufoca&ccedil;&atilde;o foram predominantemente    utilizados como meios para se matar. Tamb&eacute;m se destaca a utiliza&ccedil;&atilde;o    de arma de fogo. A n&atilde;o disponibilidade dos meios &eacute; considerada    fator importante para a redu&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos, a exemplo das    pol&iacute;ticas de desarmamento da popula&ccedil;&atilde;o. Neste sentido,    prevenir o acesso a meios que facilitem os enforcamentos (e seus correlatos)    representa um desafio para a sa&uacute;de p&uacute;blica, devido &agrave; sua    disponibilidade imediata<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A ampla varia&ccedil;&atilde;o    das taxas de suic&iacute;dios entre idosos nos dois extremos temporais 1996/1998    e 2005/2007 - ora com acr&eacute;scimo e outra com decr&eacute;scimo - ficou    evidente nos dados apresentados para os munic&iacute;pios brasileiros com altas    taxas do fen&ocirc;meno. Tal riqueza de cen&aacute;rio aponta para a necessidade    de melhor conhecer os diferentes determinantes sociais existentes nos munic&iacute;pios    e regi&otilde;es que possam influenciar a ocorr&ecirc;ncia de suic&iacute;dios    de idosos no pa&iacute;s. Vale lembrar que a varia&ccedil;&atilde;o temporal    investigada neste artigo precisaria ser melhor explorada em estudos de an&aacute;lise    temporal, visando compreender melhor a realidade existente nos munic&iacute;pios    em que o suic&iacute;dio entre idosos se mostra mais incidente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A presen&ccedil;a    de significativo percentual de eventos com intencionalidade desconhecida causa    preocupa&ccedil;&atilde;o, sugerindo subnotifica&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos    por suic&iacute;dio entre idosos. Conforme Laurenti et al.<sup>24</sup>, a despeito    do decl&iacute;nio no percentual de &oacute;bitos por causas mal definidas no    pa&iacute;s (de 20% para 13%)<sup>25</sup>, o Brasil ainda n&atilde;o se inclui    entre os pa&iacute;ses com alta qualidade de informa&ccedil;&atilde;o sobre    mortalidade pois a cobertura dos dados ainda &eacute; incompleta e a propor&ccedil;&atilde;o    de "causas mal definidas" &eacute; elevada. Estudo realizado na comunidade europeia    demonstra a dificuldade encontrada por muitos pa&iacute;ses desse bloco econ&ocirc;mico    na investiga&ccedil;&atilde;o de suic&iacute;dios: apesar das taxas decrescentes    observadas em v&aacute;rias na&ccedil;&otilde;es, a validade dos dados &eacute;    muito incerta, os procedimentos de registros s&atilde;o muito variados e os    mecanismos de preven&ccedil;&atilde;o s&atilde;o fr&aacute;geis<sup>26</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O suic&iacute;dio    &eacute; um evento que pode ser prevenido e v&aacute;rios de seus fatores de    risco podem ser modificados como a presen&ccedil;a de doen&ccedil;a f&iacute;sica    e mental. O tratamento da depress&atilde;o &eacute; fundamental para a preven&ccedil;&atilde;o    do suic&iacute;dio. Exerc&iacute;cio e modifica&ccedil;&atilde;o de estilo de    vida tamb&eacute;m parecem ser importantes. A melhora do contato social, do    suporte e da integra&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria tamb&eacute;m parecem    ser efetivos. Linhas telef&ocirc;nicas de aux&iacute;lio se mostraram importantes    na redu&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio em idosos<sup>4</sup>. Na medida    em que for reconhecido como um problema que incide sobretudo na popula&ccedil;&atilde;o    idosa, e no interior dela aos mais velhos, cuidados espec&iacute;ficos podem    e devem ser realizados, por meio do aprofundamento para esse grupo das orienta&ccedil;&otilde;es    oferecidas pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial<sup>27</sup> da Sa&uacute;de    e pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<sup>28</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">LW Pinto, SG Assis    e TO Pires participaram igualmente de todas as etapas de elabora&ccedil;&atilde;o    do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. World Health    Oragnization (WHO). <i>World Report on Violence and Health</i>. Gen&egrave;ve:    WHO; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1635950&pid=S1413-8123201200080000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. World Health    Organization (WHO), International Association for Suicide Prevention. <i>Preventing    suicide in jails and prisons</i>. Geneve: WHO; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1635952&pid=S1413-8123201200080000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Hawton K, Van    Heeringer K. Suicide. <i>The Lancet</i> 2009; 373(9672):1372-1381.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1635954&pid=S1413-8123201200080000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. O'Connell H,    Chin AV, Cunningham C, Lawlor BA. Recent developments: Suicide in older people.    <i>BMJ</i> 2004; 329(7471):895-899.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1635956&pid=S1413-8123201200080000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Conwell Y, Dubertein    PR, Caine ED. 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Counting the dead and what they died from:    an assessment of the global status of cause of death data. <i>Bulletin of WHO</i>    2005; 83(3):371-377.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1635960&pid=S1413-8123201200080000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Campos-Silva    T, Oliveira RC, Abreu DMX. An&aacute;lise da qualidade das informa&ccedil;&otilde;es    sobre a mortalidade por causas externas em Minas Gerais, 1997 a 2005. <i>Cad    Saude Colet</i> 2010; 18(3):371-379.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1635962&pid=S1413-8123201200080000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Mello-Jorge    MHP, Laurenti R, Lima-Costa MF, Gotlieb SLD, Chiavenatto Filho ADP. A mortalidade    de idosos no Brasil: a quest&atilde;o das causas mal definidas. <i>Epidemiol.    Serv. 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New York: McGraw-Hill Science/Engineering/Math;    2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1635972&pid=S1413-8123201200080000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Minayo MCS,    Pinto LW, Assis SG, Cacalcante FG; Mangas RMN. 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Uso de agrot&oacute;xicos e suic&iacute;dios no Estado do Mato    Grosso do Sul, Brasil. <i>Cad Saude Publica</i> 2005; 21(2):598-605.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1635978&pid=S1413-8123201200080000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Vaina GN, Zenkner    FM, Sakae TM, Escober BT. Preval&ecirc;ncia de suic&iacute;dio no Sul do Brasil,    2001-2005. <i>J Bras Psiquiatr</i> 2008; 57(1):38-43.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1635980&pid=S1413-8123201200080000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Schmitt R,    Lang MG, Quervedo J, Colombo T. Perfil epidemiol&oacute;gico do suic&iacute;dio    no extremo oeste do estado de Santa Catarina, Brasil. <i>Rev Psiquiatr RS</i>    2008; 30(2):115-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1635982&pid=S1413-8123201200080000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Macente LB,    Santos EG, Zandonade E. Tentativas de suic&iacute;dio e suic&iacute;dio em munic&iacute;pio    de cultura pomerana no interior do Estado do Esp&iacute;rito Santo. <i>J Bras    Psiquiatr</i> 2009; 58(4):238-244.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1635984&pid=S1413-8123201200080000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Oliveira CS,    Lotufo FN. 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Caracteriza&ccedil;&atilde;o    dos casos de suic&iacute;dio em uma capital do Nordeste Brasileiro. <i>Rev Bras    Enferm</i> 2007; 60(4):377-381.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1635990&pid=S1413-8123201200080000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Batista MN,    Borges A. 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