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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Programa de Prevenção ao Suicídio: estudo de caso em um município do sul do Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This article focuses on the theme of suicide prevention based on analysis of a work in progress. A case study of the Program for Promotion of Life and Suicide Prevention of Candelária in the State of Rio Grande do Sul was conducted. It is a Brazilian municipality that has high suicide mortality rates in the general population and among the elderly. The scope of this paper is to present a experience that has proved successful and is based on a local initiative. The data presented here result from participant observation, interviews with the team carrying out the work, discussion groups and document analysis. The following categories were used: line of care, management and evaluation process. The results of intervention show that suicide rates declined from 5 deaths per year (21/100,000 inhabitants) between 1996 and 2000 to 3.6 deaths per year (12/100,000 inhabitants) between 2007 and 2009. The study establishes a dialogue with the experiences of others locations and provides contributions to prevention programs that can be set up in Brazil.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b>    ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Programa    de Preven&ccedil;&atilde;o ao Suic&iacute;dio: estudo de caso em um munic&iacute;pio    do sul do Brasil</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Suicide Prevention    Program: case study in a municipality in the south of Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Marta Conte<sup>I</sup>;    Stela Nazareth Meneghel<sup>II</sup>; Aline Gewehr Trindade<sup>III</sup>; Roger    Flores Ceccon<sup>IV</sup>; Lilian Zielke Hesler<sup>V</sup>; Claudia Weyne    Cruz<sup>I</sup>; Regina Soares<sup>VI</sup>; Sanderlei Pereira<sup>VII</sup>;    Irani Jesus<sup>VIII</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Escola    de Sa&uacute;de P&uacute;blica do RS. Av. Ipiranga 6311. 90610-001 Porto Alegre    RS. <a href="mailto:martacte@terra.com.br">martacte@terra.com.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Escola de Enfermagem, Universidade Federal do Rio Grande do Sul    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Centro de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial, Secretaria Municipal    de Sa&uacute;de de Candel&aacute;ria (RS)    <br>   <sup>IV</sup>Curso T&eacute;cnico de Enfermagem e Radiologia, Universidade de    Cruz Alta (RS)    <br>   <sup>V</sup>Grupo de Estudos em Sa&uacute;de Coletiva, Escola de Enfermagem,    Universidade Federal do Rio Grande do Sul    <br>   <sup>VI</sup>Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, Secretaria    Municipal de Sa&uacute;de de Candel&aacute;ria (RS)    <br>   <sup>VII</sup>Programa de Preven&ccedil;&atilde;o ao Suic&iacute;dio, Empresa    de Assist&ecirc;ncia T&eacute;cnica e Extens&atilde;o Rural    <br>   <sup>VIII</sup>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este artigo est&aacute;    focado no tema da preven&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio a partir da an&aacute;lise    de um trabalho em desenvolvimento. Foi realizado um estudo de caso do Programa    de Promo&ccedil;&atilde;o &agrave; Vida e Preven&ccedil;&atilde;o ao Suic&iacute;dio    de Candel&aacute;ria (RS), um munic&iacute;pio brasileiro que apresenta altos    coeficientes de mortalidade por suic&iacute;dio na popula&ccedil;&atilde;o geral    e de idosos. O objetivo deste texto &eacute; analisar uma experi&ecirc;ncia    que vem obtendo &ecirc;xito e tem a base numa iniciativa local. Os dados aqui    apresentados resultam de observa&ccedil;&atilde;o participante, de entrevistas    com a equipe que conduz o trabalho, dos grupos de discuss&atilde;o e da an&aacute;lise    documental. Foram utilizadas as seguintes categorias: linha de cuidado, gest&atilde;o    e processo avaliativo. Os resultados da interven&ccedil;&atilde;o mostram que    as taxas de suic&iacute;dio decresceram de 5 &oacute;bitos/ano (21/100 mil habitantes)    no per&iacute;odo 1996-2000 para 3,6 &oacute;bitos/ano (12/100 mil) em 2007-2009.    O estudo estabelece um di&aacute;logo com experi&ecirc;ncias de outros locais    e traz contribui&ccedil;&otilde;es para programas de preven&ccedil;&atilde;o    que possam ser organizados no pa&iacute;s.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras chave:</b>     Suic&iacute;dio, Programas de preven&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio,    Redes</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">This article focuses    on the theme of suicide prevention based on analysis of a work in progress.    A case study of the Program for Promotion of Life and Suicide Prevention of    Candel&aacute;ria in the State of Rio Grande do Sul was conducted. It is a Brazilian    municipality that has high suicide mortality rates in the general population    and among the elderly. The scope of this paper is to present a experience that    has proved successful and is based on a local initiative. The data presented    here result from participant observation, interviews with the team carrying    out the work, discussion groups and document analysis. The following categories    were used: line of care, management and evaluation process. The results of intervention    show that suicide rates declined from 5 deaths per year (21/100,000 inhabitants)    between 1996 and 2000 to 3.6 deaths per year (12/100,000 inhabitants) between    2007 and 2009. The study establishes a dialogue with the experiences of others    locations and provides contributions to prevention programs that can be set    up in Brazil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key words:</b>    Suicide, Suicide prevention programs, Networks</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O suic&iacute;dio    &eacute; um fato social<sup>1</sup>, de repercuss&otilde;es subjetivas e se    caracteriza como um importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica<sup>2</sup>.    Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de<sup>3</sup>, as    taxas de suic&iacute;dio aumentaram 60% nos &uacute;ltimos 45 anos e representam    a 13ª causa mundial de morte da popula&ccedil;&atilde;o geral.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, os coeficientes    de mortalidade s&atilde;o tr&ecirc;s a quatro vezes maiores entre pessoas do    sexo masculino e atualmente encontram-se em n&iacute;veis de 4 a 5 &oacute;bitos    para cada 100 mil habitantes<sup>4,5</sup>. Os maiores coeficientes de suic&iacute;dio    est&atilde;o nos estados do sul do Brasil<sup>6</sup> e, recentemente, aumentaram    na regi&atilde;o Centro-Oeste<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O suic&iacute;dio    &eacute; definido como uma viol&ecirc;ncia autoinfligida e um ato decidido,    iniciado e levado at&eacute; o fim por uma pessoa com total conhecimento ou    expectativa de um resultado fatal<sup>3</sup>. Configura uma situa&ccedil;&atilde;o    complexa, com m&uacute;ltiplos fatores associados, que mudam de acordo com a    cultura, o momento hist&oacute;rico e o grupo social, sendo considerado um tema    <i>tabu</i> em muitas sociedades<sup>6</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Programas e interven&ccedil;&otilde;es    com o objetivo de prevenir o agravo v&ecirc;m sendo propostos nos &uacute;ltimos    anos e essas a&ccedil;&otilde;es incluem a melhoria da qualidade de vida dos    grupos mais atingidos e a elimina&ccedil;&atilde;o do estigma em torno do tema.    O desafio da preven&ccedil;&atilde;o consiste em identificar pessoas em situa&ccedil;&atilde;o    de vulnerabilidade, entender as circunst&acirc;ncias que influenciam seu comportamento    suicida e estruturar interven&ccedil;&otilde;es eficazes<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, em 2006,    o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de apresentou a Estrat&eacute;gia Nacional    para Preven&ccedil;&atilde;o do Suic&iacute;dio, com o intuito de diminuir os    &oacute;bitos e as tentativas, os danos associados e o impacto na fam&iacute;lia.    Nesse mesmo ano, foi lan&ccedil;ado o Manual de Preven&ccedil;&atilde;o do Suic&iacute;dio    para Profissionais das Equipes de Sa&uacute;de Mental, com o objetivo de detectar    precocemente condi&ccedil;&otilde;es associadas ao fen&ocirc;meno e realizar    medidas de preven&ccedil;&atilde;o<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A preven&ccedil;&atilde;o    do suic&iacute;dio pode ser classificada em termos universais, seletivos e espec&iacute;ficos.    A preven&ccedil;&atilde;o chamada universal visa a reduzir a incid&ecirc;ncia    de novos casos atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es educativas; a seletiva    concentra-se em grupos expostos a situa&ccedil;&otilde;es de risco; enquanto    a espec&iacute;fica dirige-se a indiv&iacute;duos que manifestam desejo ou idea&ccedil;&atilde;o    suicida<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">In&uacute;meras    a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o foram efetivadas em diversos    pa&iacute;ses do mundo na &uacute;ltima d&eacute;cada, muitas das quais por    meio de rastreamento de situa&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade e de a&ccedil;&otilde;es    educativas<sup>11</sup>. H&aacute; evid&ecirc;ncias de resultados exitosos de    programas de preven&ccedil;&atilde;o em pa&iacute;ses europeus, nos Estados    Unidos e no Jap&atilde;o, os quais diminuiram significativamente as mortes por    suic&iacute;dio<sup>12-14</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de, nos anos 2000, lan&ccedil;ou recomenda&ccedil;&otilde;es    para preven&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio, que compreendem o est&iacute;mulo    &agrave; pesquisa, medidas para reduzir o acesso aos meios letais, melhoria    dos servi&ccedil;os de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, reabilita&ccedil;&atilde;o    de pessoas com comportamento suicida e reconhecimento precoce de sofrimento    mental. Al&eacute;m dessas, foi ressaltada a import&acirc;ncia do desarmamento    e do controle da posse de armas de fogo, de barreiras em locais que possam induzir    a queda, de detoxifica&ccedil;&atilde;o da emiss&atilde;o do g&aacute;s dom&eacute;stico    e de limita&ccedil;&atilde;o do acesso a subst&acirc;ncias t&oacute;xicas<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Programas de preven&ccedil;&atilde;o    comunit&aacute;rios que acolhem usu&aacute;rios atendidos por equipes interdisciplinares    t&ecirc;m obtido resultados satisfat&oacute;rios. No Brasil, a proposta de aten&ccedil;&atilde;o    integral e o atendimento de usu&aacute;rios em linhas de cuidado constituem    um dos cen&aacute;rios para a organiza&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas    de aten&ccedil;&atilde;o ao suic&iacute;dio, tendo em vista a integralidade    e a a&ccedil;&atilde;o intersetorial<sup>15</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ainda que existam    a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia no Brasil,    n&atilde;o foram encontradas refer&ecirc;ncias espec&iacute;ficas de programas    de preven&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio, embora possam estar sendo gestadas    a&ccedil;&otilde;es locais ainda n&atilde;o suficientemente avaliadas e divulgadas.    Nesse sentido, considerou-se oportuno descrever a experi&ecirc;ncia de um programa    de preven&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio no municipio de Candel&aacute;ria,    Rio Grande do Sul/Brasil, a fim de incentivar um di&aacute;logo com outras iniciativas    e contribuir para a an&aacute;lise de dispositivos estrat&eacute;gicos para    enfrentar esse agravo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Percurso metodol&oacute;gico</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O Programa de Promo&ccedil;&atilde;o    &agrave; Vida e Preven&ccedil;&atilde;o ao Suic&iacute;dio (PPS) de Candel&aacute;ria    (RS) foi organizado com a finalidade de enfrentar uma situa&ccedil;&atilde;o    hist&oacute;rica de altos coeficientes de mortalidade por suic&iacute;dio, tanto    na popula&ccedil;&atilde;o total quanto na popula&ccedil;&atilde;o idosa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O programa conhecido    como "Vida Sim" iniciou em 2009, a partir de uma proposta formulada pela Secretaria    Municipal de Sa&uacute;de e pela Empresa de Assist&ecirc;ncia T&eacute;cnica    e Extens&atilde;o Rural (Emater) com a colabora&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios    parceiros institucionais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este &eacute; um    estudo de caso, m&eacute;todo que permite abordar em profundidade um fen&ocirc;meno    singular, neste caso um programa de preven&ccedil;&atilde;o ao suic&iacute;dio    e explor&aacute;-lo em sua complexidade<sup>16</sup>. As proposi&ccedil;&otilde;es    te&oacute;ricas que levaram ao estudo de caso est&atilde;o relacionadas ao campo    de conhecimento da sa&uacute;de coletiva assumindo como diretrizes, a integralidade    e a intersetorialidade. Tais diretrizes nortearam a formula&ccedil;&atilde;o    das quest&otilde;es da pesquisa, deram forma ao plano de coleta de dados, &agrave;    organiza&ccedil;&atilde;o das dimens&otilde;es anal&iacute;ticas e &agrave;s    interpreta&ccedil;&otilde;es que surgiram ao longo do estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No percurso metodol&oacute;gico    foram utilizadas diferentes estrat&eacute;gias de investiga&ccedil;&atilde;o.    A conversa com os gestores do programa, a observa&ccedil;&atilde;o participante    e o grupo de discuss&atilde;o constitu&iacute;ram fontes prim&aacute;rias, al&eacute;m    da an&aacute;lise de documentos e m&iacute;dias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A observa&ccedil;&atilde;o    participante ocorreu em visitas ao munic&iacute;pio durante a realiza&ccedil;&atilde;o    da pesquisa: "&Eacute; poss&iacute;vel prevenir a antecipa&ccedil;&atilde;o    do fim? Suic&iacute;dio de Idosos no Brasil e possibilidades de Atua&ccedil;&atilde;o    do Setor Sa&uacute;de", da qual este estudo faz parte<sup>17</sup>. A visita    constitui um momento informal quando ocorreu um di&aacute;logo com a equipe    e observa&ccedil;&atilde;o do "programa em ato", permitindo identific&aacute;-lo    como uma experi&ecirc;ncia exitosa, importante de ser analisada e divulgada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O grupo de discuss&atilde;o    foi escolhido n&atilde;o somente para coletar dados, mas tamb&eacute;m para    potencializar a compreens&atilde;o do PPS na sua integralidade, al&eacute;m    de ser um espa&ccedil;o para entendimento das motiva&ccedil;&otilde;es, percep&ccedil;&otilde;es    e envolvimento dos atores com a proposta<sup>18,19</sup>. O instrumento que    norteou a discuss&atilde;o foi um roteiro semiestruturado que incluiu os seguintes    t&oacute;picos: organiza&ccedil;&atilde;o do programa, linha de cuidado, itiner&aacute;rios,    a&ccedil;&otilde;es em rede, relato de casos. No entanto, tais conversas ultrapassaram    a lista de quest&otilde;es, pois no decorrer da discuss&atilde;o foram tocados    temas transversais e a equipe fez uma avalia&ccedil;&atilde;o do seu processo    e de seus resultados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um tema problematizado    pela equipe do programa &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o entre suic&iacute;dio    e uso de agrot&oacute;xicos, j&aacute; que muitos dos suicidas na regi&atilde;o    s&atilde;o fumicultores, por&eacute;m o delineamento desse estudo n&atilde;o    est&aacute; direcionado para pesquisar esta associa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa buscou    romper com o dualismo entre pesquisadores e pesquisados, possibilitando um espa&ccedil;o    democr&aacute;tico no qual cada participante trouxe sua contribui&ccedil;&atilde;o<sup>20</sup>.    O grupo pautou-se pelo entendimento de que o dado qualitativo n&atilde;o pr&eacute;-existe    ao encontro de pesquisa, mas &eacute; produzido no percurso da investiga&ccedil;&atilde;o    atrav&eacute;s de uma escuta implicada e &eacute;tica. Esses espa&ccedil;os    de fala permitem que os trabalhadores/profissionais, ao refletirem sobre suas    pr&aacute;ticas, transformem os saberes cotidianos em conhecimento<sup>21</sup>.    A investiga&ccedil;&atilde;o possibilitou que os participantes se interrogassem    sobre o rumo do processo em curso, o sentido e a relev&acirc;ncia de algumas    situa&ccedil;&otilde;es-chave<sup>22</sup>. Isso auxiliou a sistematiza&ccedil;&atilde;o    das dimens&otilde;es anal&iacute;ticas que surgiram ap&oacute;s a leitura flutuante    dos di&aacute;logos do grupo de discuss&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A produ&ccedil;&atilde;o    dos dados compreendeu um momento de gera&ccedil;&atilde;o e outro de valida&ccedil;&atilde;o    com a equipe do PPS, atrav&eacute;s de rodadas de discuss&atilde;o coletiva,    em que se pensou a proposta em seu dinamismo e plasticidade. Os dados quantitativos    inclu&iacute;ram a avalia&ccedil;&atilde;o dos indicadores de mortalidade antes    e depois da implementa&ccedil;&atilde;o do PPS e o acompanhamento dos usu&aacute;rios    no programa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Rompendo tabus    e falando da morte: o in&iacute;cio do programa</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O PPS teve in&iacute;cio    com o encontro de um grupo de profissionais e trabalhadores do munic&iacute;pio    de Candel&aacute;ria e de outras tr&ecirc;s localidades, debru&ccedil;ados sobre    a quest&atilde;o do suic&iacute;dio e seu impacto na realidade local. Eles faziam    parte de um projeto intermunicipal (sa&uacute;de mental, aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica e Emater) que j&aacute; estudava o suic&iacute;dio e o grupo serviu    como espa&ccedil;o que propiciou a an&aacute;lise de indicadores epidemiol&oacute;gicos    e a constru&ccedil;&atilde;o de um manual para preven&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O grupo se deparou    com a precariedade da rede para atender pessoas em risco de suic&iacute;dio    e com a resist&ecirc;ncia dos gestores dos servi&ccedil;os para acolher a demanda    atendida em urg&ecirc;ncias:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Enfermeira:    Em 2008, quando trabalh&aacute;vamos no grupo que antecedeu &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o    do programa, fizemos uma aut&oacute;psia psicol&oacute;gica em uma fam&iacute;lia    e encontramos uma mo&ccedil;a com idea&ccedil;&atilde;o e plano para o suic&iacute;dio.    Combinamos com ela que seria atendida no servi&ccedil;o de sa&uacute;de, mas    esse atendimento n&atilde;o aconteceu.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>T&eacute;cnico:    Ela j&aacute; havia tentado &#91;o suic&iacute;dio&#93; tr&ecirc;s vezes.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Psic&oacute;loga:    A gente ent&atilde;o argumentou com o servi&ccedil;o que precisava ter atendimento    sem agendamento pr&eacute;vio porque &eacute; uma situa&ccedil;&atilde;o de    urg&ecirc;ncia.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Frente &agrave;    constata&ccedil;&atilde;o das elevadas preval&ecirc;ncias de suic&iacute;dio    na regi&atilde;o e falta de fluxos espec&iacute;ficos para o atendimento de    situa&ccedil;&otilde;es de risco, esses profissionais assumiram o desafio de    organizar um programa de preven&ccedil;&atilde;o ao suic&iacute;dio. Vejamos    o que dizem sobre a an&aacute;lise situacional que fizeram:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Enfermeira:    O primeiro passo foi fazer o levantamento dos dados, uma s&eacute;rie hist&oacute;rica    do suic&iacute;dio nos &uacute;ltimos anos. Levantamos essa demanda e para nossa    decep&ccedil;&atilde;o, os servi&ccedil;os de sa&uacute;de n&atilde;o revelavam    nada das hist&oacute;rias dos pacientes.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Psic&oacute;loga:    S&oacute; os sintomas cl&iacute;nicos.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Enfermeira:    Consultas cl&iacute;nicas, cefal&eacute;ias, nada de evolu&ccedil;&atilde;o    m&eacute;dica.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Psic&oacute;loga:    Mas 60% dos pacientes tinha ido ao posto para consulta m&eacute;dica 30 dias    antes do ato, com queixas de ang&uacute;stia, dor no peito e taquicardia.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Enfermeira:    Isso foi muito angustiante enquanto profissional de sa&uacute;de. A gente ouvia    este paciente? N&oacute;s ficamos frustrados como profissionais de sa&uacute;de    e a grande fonte de dados foi o Boletim de Ocorr&ecirc;ncia, que tinha a cena    do suicido.</i> &#91;E vimos que&#93; <i>eles</i> &#91;os policiais&#93; <i>ouviam    o que os profissionais de sa&uacute;de n&atilde;o ouviam.</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Esse achado foi    surpreendente para esse pequeno grupo. Constatou-se que os operadores da seguran&ccedil;a    p&uacute;blica registravam a hist&oacute;ria do agravo de modo mais completo    que os profissionais de sa&uacute;de. Enquanto estes &uacute;ltimos anotavam    as hist&oacute;rias cl&iacute;nicas, n&atilde;o as relacionavam a sinais e sintomas    de comportamento suicida, evidenciando-se uma dificuldade dos servi&ccedil;os    para compreender o problema. Esse alheamento do setor era corroborado pelo fato    de que 60% dos pacientes que haviam se suicidado tinham comparecido &agrave;    Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de sem que a situa&ccedil;&atilde;o de risco    tivesse sido identificada. Essa constata&ccedil;&atilde;o alertou o grupo que    se formava que deveria criar uma abordagem interdisciplinar para a preven&ccedil;&atilde;o    do suic&iacute;dio e atuar na organiza&ccedil;&atilde;o da rede de aten&ccedil;&atilde;o    do munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A primeira a&ccedil;&atilde;o    estrat&eacute;gica do PPS teve a finalidade de desmistificar o tema da morte    por suic&iacute;dio e, com isto, abrir possibilidades de falar sobre o assunto.    A equipe constatou que apesar da elevada preval&ecirc;ncia de suic&iacute;dio    na regi&atilde;o, ele continuava a se manter como um assunto <i>tabu,</i> do    qual se falava em surdina. Por outro lado, em muitas fam&iacute;lias o suic&iacute;dio    estava sendo naturalizado e tratado como um fato corriqueiro, enquanto em outras,    os sobreviventes eram estigmatizados e sofriam discrimina&ccedil;&atilde;o.    Tais constata&ccedil;&otilde;es motivaram a equipe a colocar o assunto em discuss&atilde;o:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Psic&oacute;loga:    Ent&atilde;o come&ccedil;amos a falar de suic&iacute;dio para todo mundo, na    Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, no hospital!</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Enfermeira:    Antes o assunto era velado, nenhum m&eacute;dico falava em suic&iacute;dio,    ent&atilde;o a gente come&ccedil;ou a fazer esta desmistifica&ccedil;&atilde;o.    Capacitar os m&eacute;dicos e os outros profissionais para identificar pessoas    em risco. Acho que esta foi a grande vit&oacute;ria que conseguimos em pouco    tempo.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Come&ccedil;ou    assim o PPS de Candel&aacute;ria - um munic&iacute;pio com 30 mil habitantes,    metade vivendo em regi&atilde;o rural - centralizado no Centro de Aten&ccedil;&atilde;o    Psicossocial (CAPS) e priorizando o atendimento para todas as tentativas de    suic&iacute;dio. O CAPS de Candel&aacute;ria atualmente opera com uma equipe    composta por dois psiquiatras, dois psic&oacute;logos, um assistente social,    dois monitores, uma enfermeira, um t&eacute;cnico de enfermagem, uma recepcionista,    um auxiliar de servi&ccedil;os gerais e atende das 8 &agrave;s 17 horas. Os    usu&aacute;rios encaminhados por tentativa de suic&iacute;dio s&atilde;o acolhidos    e, dependendo da avalia&ccedil;&atilde;o, atendidos no mesmo dia:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Monitora do    CAPS: O acolhimento &eacute; r&aacute;pido e flex&iacute;vel, na d&uacute;vida    o profissional chama um colega, ou consulta algu&eacute;m do hospital. Aqui    a rede trabalha bem.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A cria&ccedil;&atilde;o    do PPS implicou na capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais que atuam na    rede para acolhimento e encaminhamento dos pacientes e em acordos com a equipe    para priorizar o atendimento a esses casos e permitir a inclus&atilde;o das    pessoas em situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade, com prioridade sobre a    demanda:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Psic&oacute;loga:    A gente pensou em capacitar todo o mundo e ensinar o que tem que se fazer, para    que servi&ccedil;os mandem os casos. Todas as tentativas de suic&iacute;dio    s&atilde;o enviadas para o CAPS e atendidas como urg&ecirc;ncia.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessa maneira,    o grupo gestor do PPS, ao instaurar o acesso irrestrito ao acolhimento em sa&uacute;de    mental, demonstrou estar alinhado ao entendimento da sa&uacute;de mental coletiva    como um processo que permite construir sujeitos sociais engajados na transforma&ccedil;&atilde;o    social, buscando substituir as pr&aacute;ticas tradicionais por outras que viabilizem    projetos de vida<sup>23</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Acolher e vincular:    a linha de cuidado</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao analisar o programa    de Candel&aacute;ria &eacute; poss&iacute;vel defini-lo como uma experi&ecirc;ncia    de sa&uacute;de p&uacute;blica, oriunda de uma articula&ccedil;&atilde;o intersetorial    que contempla a&ccedil;&otilde;es educativas, de preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de. A preven&ccedil;&atilde;o seletiva atua com os grupos    de maior vulnerabilidade social mesmo na aus&ecirc;ncia de comportamentos suicidas,    e a preven&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica &eacute; voltada &agrave;s pessoas    que j&aacute; fizeram tentativas de se matar ou t&ecirc;m idea&ccedil;&atilde;o    suicida<sup>10</sup>. As a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o individual    compreendem o atendimento &agrave; pessoa em situa&ccedil;&atilde;o de crise,    a identifica&ccedil;&atilde;o e o acompanhamento das situa&ccedil;&otilde;es    de risco, incluindo-se a idea&ccedil;&atilde;o e as tentativas e a inclus&atilde;o    e a responsabiliza&ccedil;&atilde;o de familiares. No &acirc;mbito coletivo,    o PPS busca mudar a vis&atilde;o preconceituosa sobre o suic&iacute;dio, promovendo    uma discuss&atilde;o ampla e aberta para gerar a&ccedil;&otilde;es e pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O programa foi    estruturado na &oacute;tica de linha de cuidado que consiste na disponibiliza&ccedil;&atilde;o    de fluxos assistenciais seguros e garantidos ao usu&aacute;rio<sup>24</sup>,    para atender a suas necessidades de sa&uacute;de e promover aten&ccedil;&atilde;o    integral, estabelecendo v&iacute;nculo e responsabiliza&ccedil;&atilde;o. A    linha desenha o itiner&aacute;rio que o usu&aacute;rio faz dentro de uma rede    incluindo segmentos n&atilde;o necessariamente inseridos no sistema de sa&uacute;de,    como entidades comunit&aacute;rias, de assist&ecirc;ncia social e de desenvolvimento    da popula&ccedil;&atilde;o rural.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para construir    a linha de cuidado do programa, foi preciso que os respons&aacute;veis pelos    servi&ccedil;os de sa&uacute;de pactuassem os fluxos e reorganizassem o processo    de trabalho a fim de diminuir as barreiras de acesso dos usu&aacute;rios. Esse    trabalho envolveu as equipes de Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia    (ESF), os trabalhadores das Unidades B&aacute;sicas de Sa&uacute;de (UBS), do    Centro de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial (CAPS) e do hospital local. Al&eacute;m    dos profissionais da rede de servi&ccedil;os de sa&uacute;de, participaram da    linha de cuidado os t&eacute;cnicos da Emater que desenvolvem um trabalho para    a melhoria da qualidade de vida das fam&iacute;lias rurais, os socorristas do    Servi&ccedil;o de Atendimento M&oacute;vel de Urg&ecirc;ncia (Samu), os bombeiros    e os policiais, j&aacute; que s&atilde;o os primeiros a atender &agrave;s v&iacute;timas    de suic&iacute;dio consumado.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A segunda a&ccedil;&atilde;o    estrat&eacute;gica do programa deu &ecirc;nfase &agrave; capacita&ccedil;&atilde;o    dos profissionais da sa&uacute;de para que ficassem atentos &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o    de risco e &agrave;s diferen&ccedil;as conceituais e de abordagem referentes    &agrave; idea&ccedil;&atilde;o, ao plano ou &agrave; tentativa de suic&iacute;dio.    Est&aacute; demonstrado<sup>9,25</sup> que as pessoas que tentam suic&iacute;dio    devem constituir um dos grupos priorit&aacute;rios para serem acompanhados em    programas de preven&ccedil;&atilde;o, havendo impacto favor&aacute;vel nos indicadores    quando h&aacute; efic&aacute;cia na identifica&ccedil;&atilde;o e cuidado com    as pessoas que os comp&otilde;em. Ap&oacute;s a sensibiliza&ccedil;&atilde;o    das equipes para identifica&ccedil;&atilde;o e encaminhamento dos indiv&iacute;duos    em situa&ccedil;&atilde;o de risco, a pessoa com idea&ccedil;&atilde;o suicida    passou a ser acolhida nos servi&ccedil;os de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica,    e para isso, tornou-se fundamental a atua&ccedil;&atilde;o dos agentes comunit&aacute;rios.    As pessoas com idea&ccedil;&atilde;o s&atilde;o encaminhadas para atendimento    nas UBS ou ESF por esses agentes, enquanto as tentativas s&atilde;o orientadas    para o CAPS. A equipe organizou os fluxos de atendimento, priorizando a aten&ccedil;&atilde;o    a esse grupo:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Psic&oacute;loga:    N&oacute;s paramos as equipes para falar de suic&iacute;dio e fizemos isso com    todo mundo, no hospital, com os agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de,    explicamos a diferen&ccedil;a entre idea&ccedil;&atilde;o e tentativa, e quem    deve ser encaminhado para o CAPS ou para a UBS.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O programa estendeu    o atendimento aos sobreviventes e, para tanto, foi feita busca ativa das fam&iacute;lias    que tiveram perdas fatais antes da implanta&ccedil;&atilde;o do programa. A    Emater, como institui&ccedil;&atilde;o parceira, realiza a divulga&ccedil;&atilde;o    no meio rural e tem responsabilidade na realiza&ccedil;&atilde;o dos grupos    de promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de. Atualmente o programa possui    v&aacute;rias portas de entrada e estrat&eacute;gias de cuidado como informa    um dos membros do grupo gestor:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Psic&oacute;loga:    Agora toda a tentativa que chega pela Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia,    pelo hospital, pelo servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia, pela brigada militar,    enfim, por qualquer um dos servi&ccedil;os, &eacute; encaminhada para o CAPS.    Chegando ao CAPS, fazemos acolhimento e decidimos o plano terap&ecirc;utico    individual para cada caso. Temos um prontu&aacute;rio diferente para tentativa    de suic&iacute;dio, s&atilde;o pacientes que a gente liga periodicamente, fala    com a fam&iacute;lia e pergunta se est&aacute; tudo bem.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A linha de cuidado    &eacute; flex&iacute;vel e n&atilde;o funciona apenas por protocolos estabelecidos    de refer&ecirc;ncia e contrarrefer&ecirc;ncia, mas tamb&eacute;m pela organiza&ccedil;&atilde;o    de itiner&aacute;rios, a fim de que seja facilitado o acesso do usu&aacute;rio    aos servi&ccedil;os. Essa abordagem visa &agrave; constru&ccedil;&atilde;o e    ao fortalecimento das redes sociais de vizinhos e familiares, especialmente    nos casos em que o usu&aacute;rio mora no meio rural e em regi&otilde;es de    dif&iacute;cil acesso. O familiar &eacute; orientado a lidar com situa&ccedil;&otilde;es    de risco. Recomenda-se a ele que n&atilde;o deixe a pessoa sozinha num per&iacute;odo    inicial de tratamento, que acompanhe o uso da medica&ccedil;&atilde;o e que    restrinja o acesso a armas e a materiais t&oacute;xicos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Psic&oacute;loga:    Nas visitas domiciliares, vamos eu e o psiquiatra e demora uma manh&atilde;    inteira quando a pessoa mora longe. Ent&atilde;o a gente monta uma rede social    para os vizinhos ficarem de prontid&atilde;o e a fam&iacute;lia atenta. Se observarem    algumas situa&ccedil;&otilde;es que indicamos, nos chamam</i>. <i>Muitas vezes,    eles n&atilde;o t&ecirc;m telefone, ent&atilde;o avisam o agente que liga para    o CAPS. O agente comunit&aacute;rio traz o retorno e acompanha a medica&ccedil;&atilde;o.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A integralidade    na linha acontece por meio do Plano Terap&ecirc;utico Individual (PTI) considerado    um conjunto de atos assistenciais pensados para resolver determinado problema    de sa&uacute;de do indiv&iacute;duo, com base na avalia&ccedil;&atilde;o de    risco cl&iacute;nico, social, econ&ocirc;mico, ambiental e afetivo. O plano    terap&ecirc;utico possibilita ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de operar centrado    nas necessidades dos indiv&iacute;duos e n&atilde;o mais na oferta de servi&ccedil;os<sup>26</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O PTI &eacute;    elaborado para cada usu&aacute;rio ao ingressar no CAPS e abrange grupos terap&ecirc;uticos,    atendimento individual, familiar e oficinas de pintura, m&uacute;sica, culin&aacute;ria    e artesanato. Al&eacute;m disso, s&atilde;o ofertadas atividades na comunidade,    ainda que no momento inicial do tratamento, as pessoas dificilmente aceitem    participar delas, j&aacute; que est&atilde;o aprisionadas na id&eacute;ia da    morte como &uacute;nica sa&iacute;da para sua situa&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m,    observa-se que ap&oacute;s alguns meses de tratamento, os usu&aacute;rios do    programa come&ccedil;am a se interessar pelas oficinas terap&ecirc;uticas, o    que na vis&atilde;o da equipe representa um marco, um avan&ccedil;o importante    na constru&ccedil;&atilde;o de um projeto de vida. O tempo de cada um nessa    elabora&ccedil;&atilde;o &eacute; subjetivo e o programa respeita esse processo:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Psic&oacute;loga:    Toda a quinta feira a gente re&uacute;ne a equipe no CAPS para decidir o plano    terap&ecirc;utico individual das pessoas que chegaram durante a semana. A gente    se re&uacute;ne e v&ecirc;, chegou tal caso de suic&iacute;dio, quem vai ficar    atendendo quem, se o paciente vai usar medica&ccedil;&atilde;o, em suma, o que    vai ser feito.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A concep&ccedil;&atilde;o    que fundamenta o cuidado e a formula&ccedil;&atilde;o do plano terap&ecirc;utico    envolve a compreens&atilde;o da singularidade de cada caso, o trabalho com a    fam&iacute;lia, o acesso do paciente aos servi&ccedil;os e aos medicamentos    (se for o caso), a possibilidade de inser&ccedil;&atilde;o nas unidades de Aten&ccedil;&atilde;o    B&aacute;sica, a escuta da rede social, o trabalho em equipe com corresponsabilidade,    o acompanhamento constante de situa&ccedil;&otilde;es de risco e a import&acirc;ncia    do sigilo e da &eacute;tica:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Psic&oacute;loga:    A gente trabalha com plano terap&ecirc;utico individual, ent&atilde;o cada caso    &eacute; um caso e atende-se &agrave; singularidade de cada um. Por exemplo,    n&atilde;o tem como eu colocar semanalmente em terapia um paciente que mora    em local de dif&iacute;cil acesso e que n&atilde;o tem &ocirc;nibus todo dia.    Nesses casos &eacute; preciso pensar em outras modalidades</i> &#91;de atua&ccedil;&atilde;o&#93;.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em s&iacute;ntese,    para organizar as linhas de cuidado &eacute; preciso desenvolver a capacidade    de interlocu&ccedil;&atilde;o e negocia&ccedil;&atilde;o, com implica&ccedil;&atilde;o    de todos os atores em um acordo assistencial que garanta a disponibilidade de    recursos e a oferta de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e secund&aacute;ria;    os fluxos centrados no indiv&iacute;duo, facilitando o seu <i>caminhar na rede</i>;    os instrumentos que garantam uma refer&ecirc;ncia segura aos diversos n&iacute;veis    de complexidade e a responsabilidade da equipe da UBS em desenvolver o projeto    terap&ecirc;utico que ser&aacute; executado na linha do cuidado<sup>24</sup>.    A constru&ccedil;&atilde;o da linha de cuidado intersetorial mudou as pr&aacute;ticas    de acolhimento e a hist&oacute;ria cl&iacute;nica passou a conter perguntas    sobre problemas de sono, pensamentos de morte e uso de agrot&oacute;xicos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O programa aproveitou    os recursos que j&aacute; existiam e utilizou prioritariamente os profissionais    que j&aacute; estavam na rede para rearranjar a&ccedil;&otilde;es dos servi&ccedil;os    atrav&eacute;s da repactua&ccedil;&atilde;o dos processos de trabalho, da articula&ccedil;&atilde;o    de redes e do envolvimento com a comunidade. Ressalta-se que a equipe gestora    do PPS construiu v&iacute;nculos de confian&ccedil;a, solidariedade, esp&iacute;rito    de equipe, colabora&ccedil;&atilde;o m&uacute;tua e trabalho em rede, fundamentais    para que as linhas de cuidado funcionem e d&ecirc; espa&ccedil;o &agrave; criatividade    e a reinven&ccedil;&otilde;es poss&iacute;veis tendo em vista as necessidades,    as possibilidades e os desejos das pessoas a quem atende.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>A integralidade    e a gest&atilde;o do trabalho no PPS</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A proposta para    a aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; sa&uacute;de come&ccedil;a pela reorganiza&ccedil;&atilde;o    dos processos de trabalho na rede b&aacute;sica e soma-se a outras a&ccedil;&otilde;es    assistenciais, seguindo uma complexa trama de atos, procedimentos, fluxos, rotinas,    saberes, num processo dial&eacute;tico de complementa&ccedil;&atilde;o, mas    tamb&eacute;m de disputa, compondo o que se entende por cuidado em sa&uacute;de<sup>27</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O acesso &eacute;    um importante indicador para definir o grau de facilidade ou dificuldade com    que as pessoas obt&ecirc;m servi&ccedil;os de sa&uacute;de; reflete as caracter&iacute;sticas    do sistema de sa&uacute;de e &eacute; influenciado por fatores individuais,    pelo perfil de necessidades em sa&uacute;de e pelos valores e prefer&ecirc;ncias    das pessoas<sup>28</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Uma dimens&atilde;o    valorizada pelo PPS refere-se &agrave; acessibilidade das a&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de, viabilizadas pelo fortalecimento da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica,    j&aacute; que a reinser&ccedil;&atilde;o social acontece a partir do CAPS e    est&aacute; centrada no sujeito e na comunidade. A acessibilidade implica em    proporcionar o acesso a todos os recursos de que o usu&aacute;rio necessita,    desde visitas domiciliares at&eacute; a interna&ccedil;&atilde;o hospitalar<sup>26</sup>.    Em Candel&aacute;ria, h&aacute; a expectativa de resolver a dificuldade de acesso    da popula&ccedil;&atilde;o rural com a contrata&ccedil;&atilde;o de agentes    comunit&aacute;rios de sa&uacute;de para chegar a 100% de cobertura na ESF.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A educa&ccedil;&atilde;o    permanente &eacute; uma das ferramentas de gest&atilde;o e acompanhamento do    processo de trabalho. Educa&ccedil;&atilde;o permanente &eacute; pensada como    um processo educativo que coloca o trabalho em sa&uacute;de em an&aacute;lise    e possibilita construir espa&ccedil;os coletivos para a reflex&atilde;o e a    avalia&ccedil;&atilde;o de sentido dos atos produzidos no cotidiano<sup>29</sup>.    A qualifica&ccedil;&atilde;o dos profissionais, em perspectiva integrada entre    ensino e trabalho, est&aacute; incorporada no cotidiano dos servi&ccedil;os:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Enfermeira:    A gente faz educa&ccedil;&atilde;o permanente e todas as unidades de sa&uacute;de    fecham um turno na semana para fazer reuni&atilde;o de equipe que inclui a discuss&atilde;o    de casos, a organiza&ccedil;&atilde;o do modelo de trabalho e a avalia&ccedil;&atilde;o.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A educa&ccedil;&atilde;o    permanente acontece ao mesmo tempo em que o programa vai sendo implementado    e incluiu o planejamento compartilhado dos fluxos, a proposta de "portas abertas"    para o atendimento no CAPS, a elabora&ccedil;&atilde;o dos planos terap&ecirc;uticos    individuais, a supervis&atilde;o cont&iacute;nua, o fortalecimento da rede e    das a&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias e intersetoriais.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O programa amplia    o debate para n&atilde;o reduzir o suic&iacute;dio a uma quest&atilde;o somente    individual e pens&aacute;-lo, tamb&eacute;m, enquanto problema social que necessita    solu&ccedil;&otilde;es coletivas e comunit&aacute;rias.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>O processo de    avalia&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o    de um programa &eacute; entendida como um julgamento que pode variar da formula&ccedil;&atilde;o    de um ju&iacute;zo de valor dicot&ocirc;mico qualitativo ou quantitativo at&eacute;    uma an&aacute;lise que envolva o fen&ocirc;meno na sua totalidade<sup>30</sup>.    A concep&ccedil;&atilde;o ampliada de avalia&ccedil;&atilde;o busca superar    a falsa oposi&ccedil;&atilde;o entre abordagens qualitativas <i>versus</i> quantitativas,    priorizando a constru&ccedil;&atilde;o do objeto e a mobiliza&ccedil;&atilde;o    de todas as t&eacute;cnicas poss&iacute;veis para analis&aacute;-lo<sup>31</sup>.    Na medida do poss&iacute;vel, a avalia&ccedil;&atilde;o deve envolver todos    os atores que participam do programa e buscar a corre&ccedil;&atilde;o de rumos    e o aprimoramento da a&ccedil;&atilde;o<sup>32,33</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o    compreende um amplo leque de atividades, que incluem desde um julgamento subjetivo    de uma pr&aacute;tica social, do tipo "fomos bem?", "deu resultados?", "estamos    satisfeitos?", at&eacute; a chamada pesquisa avaliativa<sup>34,35</sup> que    combina m&eacute;todos, teorias e t&eacute;cnicas de modo mais objetivo<sup>32,33</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A avalia&ccedil;&atilde;o    do PPS partiu do entendimento de que os processos avaliativos de pr&aacute;ticas    sociais s&atilde;o parte integrante na consolida&ccedil;&atilde;o das propostas.    E neste artigo, faz-se um esfor&ccedil;o de problematizar o processo valorativo    realizado pelos pr&oacute;prios atores envolvidos no PPS.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Avaliar um programa    de enfrentamento ao suic&iacute;dio n&atilde;o &eacute; uma tarefa simples,    &agrave; medida que a mensura&ccedil;&atilde;o de resultados produzidos por    interven&ccedil;&otilde;es sociais, principalmente quando se trata de situa&ccedil;&otilde;es    multicausais, como &eacute; o caso, constitui um procedimento complexo. A equipe    do programa realiza avalia&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua utilizando elementos    produzidos nas discuss&otilde;es de caso, nas reuni&otilde;es de trabalho e    nas pr&oacute;prias conversas informais entre os componentes:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Enfermeira:    Nos tr&ecirc;s nos encontramos mensalmente para discutir o que est&aacute; funcionando,    como os grupos est&atilde;o indo, o que tem que mudar.</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Psic&oacute;loga:    Quando o paciente retorna para a ESF, ele pode apresentar sintomas graves, ent&atilde;o    a coordenadora da ESF telefona e pergunta o que achamos.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na aprecia&ccedil;&atilde;o    da equipe do PPS, uma de suas a&ccedil;&otilde;es que produziu maior impacto    foi a organiza&ccedil;&atilde;o da rede intersetorial:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Psic&oacute;loga:    O legal que a gente fez foi organizar a rede, na realidade, foi s&oacute; isso    que a gente fez. E n&atilde;o &eacute; um programa que tem grandes custos. S&atilde;o    os folders, os cartazes que estamos fazendo e era isso, porque a m&atilde;o    de obra &eacute; da secretaria</i> &#91;Secretaria Municipal de Sa&uacute;de&#93;    <i>e os m&eacute;dicos s&atilde;o os de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia e do    CAPS, enquanto a Emater trabalha com os grupos como j&aacute; fazia antes do    programa.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A equipe considera    um indicador importante, o aumento nos encaminhamentos de pessoas com hist&oacute;ria    de tentativa de suic&iacute;dio, captadas nos diferentes n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de. A m&eacute;dia mensal de atendimento &agrave;s pessoas    em tal situa&ccedil;&atilde;o aumentou como resultado da busca ativa e atualmente    o CAPS oferece consulta a um total de 800 pessoas ao m&ecirc;s, incluindo-se    a&iacute; o acompanhamento de 100 que entraram no programa ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o    das atividades j&aacute; citadas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Outros indicadores    avaliados pela equipe s&atilde;o: a satisfa&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios,    a resolubilidade da aten&ccedil;&atilde;o, o monitoramento da retirada de medicamentos    na Farm&aacute;cia Municipal para averiguar se as pessoas est&atilde;o fazendo    uso dos f&aacute;rmacos e a ades&atilde;o aos atendimentos no CAPS. Em posse    de tais informa&ccedil;&otilde;es, s&atilde;o programadas visitas domiciliares    ou o contato com familiares, para se revisar o plano terap&ecirc;utico individual.    A busca ativa n&atilde;o ocorre de forma impositiva, mas se configura como uma    nova op&ccedil;&atilde;o que o usu&aacute;rio e sua fam&iacute;lia t&ecirc;m    de inser&ccedil;&atilde;o na linha de cuidado. A an&aacute;lise dos indicadores    revelou que os casos de suic&iacute;dio que n&atilde;o foram evitados nos dois    &uacute;ltimos anos s&atilde;o de pessoas que n&atilde;o tiveram acesso &agrave;    rede de sa&uacute;de:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Psic&oacute;loga:    Todos os pacientes que entraram</i> &#91;no programa&#93; <i>por tentativa nesse    &uacute;ltimo ano e meio, todos eles est&atilde;o bem, v&aacute;rios deles j&aacute;    est&atilde;o de volta &agrave; sua unidade, j&aacute; voltaram a trabalhar.    A gente v&ecirc; nas consultas que eles est&atilde;o bem, ningu&eacute;m mais    fala em sintomas depressivos. Ent&atilde;o, quer dizer que tu organizando a    rede e oferecendo um tratamento adequado, com isso vai evitar a morte.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Lembrando um caso    exemplar, <i>um caso que deu certo</i>, comentou a coordenadora:</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><i>Psic&oacute;loga:    Lembrei da m&atilde;e de um paciente nosso que achou o filho pendurado numa    forca. Ele j&aacute; tinha tido tentativas anteriormente, mas a fam&iacute;lia    achava que ele era dependente qu&iacute;mico e que ele n&atilde;o ia se suicidar.    A m&atilde;e contou que o filho ia trabalhar na marcenaria ao fundo da casa    e ela foi deitar depois do meio dia, mas n&atilde;o conseguia dormir, ent&atilde;o    levantou e foi procurar o rapaz. Ele estava pendurado em uma corda na sacada    e ela chamou a brigada que ligou para gente. Levamos o rapaz para o hospital.    Ele foi atendido e ent&atilde;o come&ccedil;ou a se tratar no CAPS, j&aacute;    faz um ano, hoje ele est&aacute; muito bem parou com a depend&ecirc;ncia qu&iacute;mica    e semanalmente m&atilde;e e filho v&atilde;o aos grupos do CAPS. E, assim como    esse, temos muitos outros casos.</i></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o    ao impacto do programa, mensurado por meio de indicadores quantitativos, foi    poss&iacute;vel evidenciar que, desde a implementa&ccedil;&atilde;o do PPS,    n&atilde;o houve casos de suic&iacute;dio entre pessoas atendidas com tentativa    pr&eacute;via. Trata-se de um indicador de efic&aacute;cia e de efetividade    do programa, j&aacute; que o risco de suic&iacute;dio &eacute; maior nesse grupo.    Nos quatro casos de suic&iacute;dio ocorridos entre 2009 e 2010, as pessoas    n&atilde;o foram atendidas pelo CAPS e viviam em regi&atilde;o rural, de dif&iacute;cil    acesso e em territ&oacute;rio sem cobertura da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo o depoimento    da equipe, outro dado que merece destaque &eacute; a redu&ccedil;&atilde;o na    frequ&ecirc;ncia absoluta de suic&iacute;dios. Em termos de coeficientes de    mortalidade por suic&iacute;dio em Candel&aacute;ria<sup>36</sup> observa-se    que os casos e coeficientes em tr&ecirc;s per&iacute;odos distintos mostram    uma m&eacute;dia de 5,4 &oacute;bitos/ano representando 18,6 &oacute;bitos/100    mil habitantes em 1996-2000. No per&iacute;odo seguinte (2001-2006) houve um    aumento significativo passando a 6,5 &oacute;bitos/ano (21,4 &oacute;bitos/100    mil habitantes). No per&iacute;odo 2007-2009 ocorreu redu&ccedil;&atilde;o para    aproximadamente metade, uma m&eacute;dia de 3,6 casos/ano representando um coeficiente    de 12/100 mil habitantes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O PPS de Candel&aacute;ria    representa um programa inovador para a preven&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio,    tanto em termos da originalidade e relev&acirc;ncia da proposta quanto em termos    do impacto na mortalidade pelo agravo. Mesmo assim, os profissionais do PPS    consideram importante ampliar a participa&ccedil;&atilde;o de outros segmentos    da comunidade para dar sustenta&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica ao programa.    Isso pode evitar que o modelo t&eacute;cnico-assistencial vigente, pautado no    fortalecimento da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e na constru&ccedil;&atilde;o    da rede intersetorial retroceda para uma perspectiva pautada no modelo biom&eacute;dico.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s fragilidades na gest&atilde;o do programa, observa-se que pode ocorrer    uma sobrecarga de trabalho dos profissionais do CAPS, tendo em vista o aumento    da demanda de pessoas em risco. Esse fato poderia ser minimizado com amplia&ccedil;&atilde;o    do encaminhamento dos casos mais leves para a rede b&aacute;sica, contanto que    os profissionais sejam capacitados e sensibilizados para acolher e detectar    os problemas. O fortalecimento da rede permitir&aacute; a identifica&ccedil;&atilde;o    precoce e o acolhimento de situa&ccedil;&otilde;es de crise, antes que as mesmas    se transformem em tentativas de suic&iacute;dio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entre as potencialidades    do PPS, destaca-se o compromisso do atual gestor de sa&uacute;de com o apoio    pol&iacute;tico-institucional ao projeto e a ado&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o    democr&aacute;tica no trabalho da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de. Ressalta-se    a import&acirc;ncia do processo de avalia&ccedil;&atilde;o participativa atualmente    em vig&ecirc;ncia, que valoriza o protagonismo dos atores envolvidos no trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Finalmente, cita-se    a participa&ccedil;&atilde;o da equipe gestora em outras redes de discuss&atilde;o    intermunicipais e interestaduais, no controle social, em pesquisas que focam    outras possibilidades causais, como os agrot&oacute;xicos e a doen&ccedil;a    da folha verde do tabaco, a abertura para o novo e a disponibilidade de coopera&ccedil;&atilde;o    com outros coletivos objetivando realizar a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de e &agrave; vida.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">M Conte, SN Meneghel,    AG Trindade, RF Ceccon, LZ Hesler, CW Cruz, R Soares, S Pereira e I Jesus participaram    igualmente de todas as etapas de elabora&ccedil;&atilde;o do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. Durkheim E.    <i>O Suic&iacute;dio.</i> 3&#186; ed. Lisboa, Portugal: Editorial Presen&ccedil;a;    1982.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637124&pid=S1413-8123201200080001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Haqqi S. Suicide    and Domestic Violence: Could There Be a Correlation? <i>Medscape J Med</i> 2008;    10(12): 287.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637126&pid=S1413-8123201200080001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de (OMS). <i>Relat&oacute;rio Mundial sobre Viol&ecirc;ncia    e Sa&uacute;de</i>: Sum&aacute;rio. Gen&egrave;ve: OMS; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637128&pid=S1413-8123201200080001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Botega JN, Marin-Leon    L, Oliveira HB, Barros MBA, Silva VF, Dalgalarrondo P. Preval&ecirc;ncias de    idea&ccedil;&atilde;o, plano e tentativa de suic&iacute;dio: um inqu&eacute;rito    de base populacional em Campinas, S&atilde;o Paulo, Brasil. <i>Cad Saude Publica</i>    2009; 25(12):2632-2638.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637130&pid=S1413-8123201200080001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Brzozowski FS;    Soares GB ; Jucemar Benedet J; Boing AF; Peres MA. Suicide time trends in Brazil    from 1980 to 2005 2010. <i>Cad Saude Publica</i> 2010; 26(7):1293-1302.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637132&pid=S1413-8123201200080001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Meneghel SN,    Victora CG, Faria NM, Pinheiro L. Caracter&iacute;sticas epidemiol&oacute;gicas    do suic&iacute;dio no Rio Grande do Sul. <i>Rev Saude Publica</i> 2004; 38(6):804-810.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637134&pid=S1413-8123201200080001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Waiselfisz JJ.    <i>Mapa da viol&ecirc;ncia 2011</i>: os jovens no Brasil. S&atilde;o Paulo,    Bras&iacute;lia: Instituto Sangari, Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637136&pid=S1413-8123201200080001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de (OMS). <i>Preven&ccedil;&atilde;o do suic&iacute;dio</i>:    um manual para profissionais da sa&uacute;de em aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria.    Genebra: OMS; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637138&pid=S1413-8123201200080001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Brasil. Portaria    n.1.876, de 14 de agosto de 2006. Define diretrizes nacionais de preven&ccedil;&atilde;o    ao suic&iacute;dio. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 2006; 15 ago.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637140&pid=S1413-8123201200080001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Mrazek PJ,    Haggerty RJ. <i>Reducing risks for mental disorders: Frontiers for preventive    intervention research.</i> Washington DC: National Academy Press; 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637142&pid=S1413-8123201200080001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Bean G, Baber    K. Connect: An Effective Community-Based Youth Suicide Prevention Program. <i>Suicide    Life Threat Behav</i> 2011; 41(1):87-97.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637144&pid=S1413-8123201200080001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Keith H, Bale    E. Self-Cutting: Patient Characteristics Compared with Self-Poisoner. <i>Suicide    and Life Threatening Behavior</i> 2004; 34(3):199-208.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637146&pid=S1413-8123201200080001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Hegerl U, Wittmann    M, Arensman E, Van Audenhove C, Bouleau JH, Van Der Feltz-Cornelis C, Gusmao    R, Kopp M, L&ouml;hr C, Maxwell M, Meise U, Mirjanic M, Oskarsson H, Sola VP,    Pull C, Pycha R, Ricka R, Tuulari J, V&auml;rnik A, Pfeiffer-Gerschel T. 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Community-based suicide prevention program in Japan using    a health promotion approach. <i>Environ Health Prev Med</i> 2004; 9(1):3-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637150&pid=S1413-8123201200080001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Gomes R, Minayo    MCS, Assis, SG, Njaine K, Shenker M. <i>&Ecirc;xitos na preven&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia.</i> Bras&iacute;lia, S&atilde;o Paulo: Hucitec; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637152&pid=S1413-8123201200080001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Trivinos ANS.    <i>Introdu&ccedil;&atilde;o &agrave; pesquisa em Ci&ecirc;ncias Sociais</i>.    S&atilde;o Paulo: Atlas; 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637154&pid=S1413-8123201200080001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Minayo MCS,    Cavalcante, FG. <i>&Eacute; poss&iacute;vel prevenir a antecipa&ccedil;&atilde;o    do fim?</i> Suic&iacute;dio de Idosos no Brasil e possibilidades de Atua&ccedil;&atilde;o    do Setor Sa&uacute;de.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637156&pid=S1413-8123201200080001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &#91;Projeto de pesquisa&#93;. Rio de Janeiro: CLAVES,    Fiocruz; 2010.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Ib&aacute;&ntilde;ez    J. <i>M&aacute;s all&aacute; de la sociolog&iacute;a.</i> El grupo de discusi&oacute;n:    T&eacute;cnica y cr&iacute;tica. Madrid: Siglo Veintiuno Editores; 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637158&pid=S1413-8123201200080001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Ib&aacute;&ntilde;ez    J. <i>El regreso del sujeto.</i> La investigaci&oacute;n social de segundo orden.    Madrid: Siglo XXI Editores; 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637160&pid=S1413-8123201200080001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Vigan&oacute;    C. A constru&ccedil;&atilde;o do caso cl&iacute;nico. <i>Op&ccedil;&atilde;o    Lacaniana online nova s&eacute;rie</i> &#91;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637162&pid=S1413-8123201200080001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->peri&oacute;dico na Internet&#93;.    2010 &#91;acessado 2012 jul 5&#93;;1(1):&#91;cerca de 9 p.&#93;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.opcaolacaniana.com.br/pdf/numero_1/A_construcao_do_caso_clinico.pdf" target="_blank">http://www.opcaolacaniana.com.br/pdf/numero_1/A_construcao_do_caso_clinico.pdf</a></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Dejours C.    Subjetividade, trabalho e a&ccedil;&atilde;o. <i>Revista Produ&ccedil;&atilde;o,</i>    2004; 14(3): 27-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637164&pid=S1413-8123201200080001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Minayo MCS.    <i>O desafio do conhecimento</i> - Pesquisa qualitativa em sa&uacute;de. S&atilde;o    Paulo: Editora Hucitec; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637166&pid=S1413-8123201200080001300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">23. Fagundes S.    <i>&Aacute;guas da Pedagogia da Implica&ccedil;&atilde;o</i>: Intercess&otilde;es    da educa&ccedil;&atilde;o para pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de    &#91;    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637168&pid=S1413-8123201200080001300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->disserta&ccedil;&atilde;o&#93;. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio    Grande do Sul; 2006.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">24. Franco CM,    Franco TB. <i>Linhas do Cuidado Integral: Uma proposta de organiza&ccedil;&atilde;o    da rede de sa&uacute;de.</i> In: Secretaria de Estado de Sa&uacute;de do RS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637170&pid=S1413-8123201200080001300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->    &#91;p&aacute;gina na Internet&#93;. &#91;acessado 2011 nov 16&#93;. Dispon&iacute;vel    em:    <br>   <a href="http://www.saude.rs.gov.br/dados/1306960390341linha-cuidado-integral-conceito-como-fazer.pdf" target="_blank">http://www.saude.rs.gov.br/dados/1306960390341linha-cuidado-integral-conceito-como-fazer.pdf</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">25. Brezo J, Paris    J, Barker ED, Tremblay R, Vitaro F, Zoccolillo M, H&eacute;bert M, Turecki G.    Natural history of suicidal behaviors in a population-based sample of young    adults. <i>Psychol Med</i>. 2007; 37(11):1563-1574.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637173&pid=S1413-8123201200080001300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">26. Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (MS). Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de.    Pol&iacute;tica Nacional de Humaniza&ccedil;&atilde;o. Grupo de trabalho em    humaniza&ccedil;&otilde;es - tecendo redes para superar o sofrimento ps&iacute;quico.    In: Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; Sa&uacute;de, Pol&iacute;tica Nacional de Humaniza&ccedil;&atilde;o.    <i>Forma&ccedil;&atilde;o e interven&ccedil;&atilde;o</i>. Bras&iacute;lia:    MS; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637175&pid=S1413-8123201200080001300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">27. Cecilio LCO,    Mehry EE. A integralidade do cuidado como eixo da gest&atilde;o hospitalar.    Campinas, 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637177&pid=S1413-8123201200080001300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &#91;p&aacute;gina na Internet&#93;. &#91;2011 nov 30&#93;.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.uff.br/saudecoletiva/professores/merhy/capitulos-07.pdf" target="_blank">http://www.uff.br/saudecoletiva/professores/merhy/capitulos-07.pdf</a></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">28. Travassos C,    Martins M. Uma revis&atilde;o sobre os conceitos de acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os de sa&uacute;de. <i>Cad Saude Publica</i> 2004; 20(Supl.2):S190-S198.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637179&pid=S1413-8123201200080001300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">29. Ceccim RB.    Educa&ccedil;&atilde;o Permanente em Sa&uacute;de. <i>Interface Comun Sa&uacute;de    Educ</i> 2005; 9(16):161-177.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637181&pid=S1413-8123201200080001300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">30. Hartz ZMA,    Vieira-da-Silva LM, organizadores. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de</i>:    dos modelos te&oacute;ricos &agrave; pr&aacute;tica na avalia&ccedil;&atilde;o    de programas e sistemas de sa&uacute;de. Salvador: EDUFBA/ Rio de Janeiro: Editora    Fiocruz; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637183&pid=S1413-8123201200080001300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">31. Bourdieu P.    O campo cient&iacute;fico. In: Ortiz R, organizador. <i>Pierre Bourdieu</i>.    Rio de Janeiro: Editora &Aacute;tica; 1983. (Colet&acirc;nea Grandes Cientistas    Sociais)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637185&pid=S1413-8123201200080001300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">32. Minayo MCS,    Assis SG, Souza ER, organizadores. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o por triangula&ccedil;&atilde;o    de m&eacute;todos</i>. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637186&pid=S1413-8123201200080001300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">33. Minayo MCS.    Los conceptos estructurantes de la investigaci&oacute;n cualitativa. <i>Salud    Colectiva</i> 2010; 6(3): 251-261.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637188&pid=S1413-8123201200080001300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">34. Suchman EA.    <i>Evaluative Research - Principles and Practice in Public Service and Social    Action Programs.</i> New York: Russel Sage Foundation; 1967.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637190&pid=S1413-8123201200080001300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">35. Weiss CH. <i>Evaluation    Research Methods for Assessing Program Effectiveness</i>. New York: Prentice-Hall    Inc., Englewood Cliffs; 1972.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637192&pid=S1413-8123201200080001300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">36. Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. DATASUS.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1637194&pid=S1413-8123201200080001300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &#91;site na Internet&#93;. &#91;acessado 2011 nov    30&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.datasus.gov.br/DATASUS" target="_blank">http://www.datasus.gov.br/DATASUS</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo apresentado    em 09/03/2012    <br>   Aprovado em 13/04/2012    <br>   Vers&atilde;o final apresentada em 14/05/2012</font></p>      ]]></body><back>
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