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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A configuração do trabalho da enfermeira na atenção ao idoso na Estratégia de Saúde da Família]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The scope of this article was to describe the configuration of the work of nurses with the elderly within the Family Healthcare Strategy, highlighting the actions in which their activities are concentrated. It involved an exploratory-descriptive study of a qualitative nature, in which the informants were nurses working in the FHS in Florianópolis in the state of Santa Catarina. Data were collected through narrative interviews and the results were subjected to content analysis, resulting in three thematic categories and their subcategories: individual care: nursing consultation with the elderly; collective care: working in groups; home care: the visit as the scope of activity. The results revealed that the work of nurses in promoting the health of the elderly in the FHS is being structured in accordance with the day-to-day demands that arise in the population, resulting in some contradictions regarding the current model of care. This situation leads to the challenge of reviewing practices and rethinking ways of working to care for the elderly, striving to develop tools and methodologies based on politically and socially established know-how in order to gain and demarcate their sphere of action in the field of health.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>TEMAS    LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>A    configura&ccedil;&atilde;o do trabalho da enfermeira na aten&ccedil;&atilde;o    ao idoso na Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>The configuration    of the work of nurses in care of the elderly in the Family Healthcare Strategy</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Gleide Magali    Lemos Pinheiro<sup>I</sup>; Angela Maria Alvarez<sup>II</sup>; Denise Elvira    Pires de Pires<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Departamento    de Sa&uacute;de, Campus de Jequi&eacute;, Universidade Estadual do Sudoeste    da Bahia. Rua Jos&eacute; Moreira Sobrinho S/N, Jequiezinho. 45200-000 Jequie    BA. <a href="mailto:gleidemlp@gmail.com">gleidemlp@gmail.com</a>    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Enfermagem, Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de,    Universidade Federal de Santa Catarina</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b> </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este artigo teve    como objetivo descrever a configura&ccedil;&atilde;o do trabalho da enfermeira    com o idoso na Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF), destacando    as a&ccedil;&otilde;es nas quais se concentram a sua atua&ccedil;&atilde;o.    Caracterizou-se como um estudo explorat&oacute;rio-descritivo de natureza qualitativa    que teve como informantes enfermeiras que atuam na ESF do munic&iacute;pio de    Florian&oacute;polis/SC. As informa&ccedil;&otilde;es foram coletadas por meio    da entrevista narrativa e os resultados foram submetidos &agrave; t&eacute;cnica    de An&aacute;lise de Conte&uacute;do, originando tr&ecirc;s categorias tem&aacute;ticas    e suas respectivas subcategorias: O cuidado individual: a consulta de enfermagem    com o idoso; O cuidado coletivo: a atua&ccedil;&atilde;o em grupos; e, O Cuidado    no domic&iacute;lio: a visita como espa&ccedil;o de atua&ccedil;&atilde;o. Os    resultados mostram que o trabalho da enfermeira na promo&ccedil;&atilde;o da    sa&uacute;de do idoso na ESF vem estruturando-se com as demandas que emergem    no cotidiano da popula&ccedil;&atilde;o, apresentando algumas contradi&ccedil;&otilde;es    em rela&ccedil;&atilde;o ao modelo de aten&ccedil;&atilde;o em curso, situa&ccedil;&atilde;o    que a coloca diante do desafio de revisar suas pr&aacute;ticas e repensar os    modos de operar o trabalho na aten&ccedil;&atilde;o ao idoso, com vistas a desenvolver    instrumentos e metodologias fundamentados em conhecimentos pol&iacute;ticos    e socialmente institu&iacute;dos no intuito de conquistar e demarcar seu espa&ccedil;o    de atua&ccedil;&atilde;o no campo da sa&uacute;de coletiva.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    Sa&uacute;de do idoso, Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de, Programa de Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia, Enfermagem</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b>    </font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The scope of this    article was to describe the configuration of the work of nurses with the elderly    within the Family Healthcare Strategy, highlighting the actions in which their    activities are concentrated. It involved an exploratory-descriptive study of    a qualitative nature, in which the informants were nurses working in the FHS    in Florian&oacute;polis in the state of Santa Catarina. Data were collected    through narrative interviews and the results were subjected to content analysis,    resulting in three thematic categories and their subcategories: individual care:    nursing consultation with the elderly; collective care: working in groups; home    care: the visit as the scope of activity. The results revealed that the work    of nurses in promoting the health of the elderly in the FHS is being structured    in accordance with the day-to-day demands that arise in the population, resulting    in some contradictions regarding the current model of care. This situation leads    to the challenge of reviewing practices and rethinking ways of working to care    for the elderly, striving to develop tools and methodologies based on politically    and socially established know-how in order to gain and demarcate their sphere    of action in the field of health.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key words:</b>    Health of the elderly, Health promotion, Family Healthcare Program, Community    health nursing</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os debates pol&iacute;ticos    ao longo da d&eacute;cada de 1980 deram origem a importantes acontecimentos    no cotidiano do povo brasileiro, com significativas repercuss&otilde;es nos    setores sociais. No campo da sa&uacute;de, o movimento pela Reforma Sanit&aacute;ria    Brasileira (RSB) e a promulga&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o    Federal de 1988, que criou o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), garantiram    a todo cidad&atilde;o brasileiro o livre acesso &agrave;s a&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de em n&iacute;veis de promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o,    recupera&ccedil;&atilde;o e reabilita&ccedil;&atilde;o<sup>1,2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Gestado no &acirc;mbito    da RSB, O SUS caracteriza-se como um avan&ccedil;o para o setor da sa&uacute;de    ao propor a materializa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es que concorrem    para o resgate da cidadania do povo brasileiro, por meio de pr&aacute;ticas    fundamentadas nos princ&iacute;pios da Universalidade, da Integralidade, da    Equidade, da Resolutividade e da Participa&ccedil;&atilde;o Social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dada a sua import&acirc;ncia    no cen&aacute;rio da sa&uacute;de, a RSB &eacute; considerada importante fato    no campo social, por indicar possibilidades de mudan&ccedil;as no modelo de    aten&ccedil;&atilde;o com base em ideais democratizantes e inclusivos com vistas    a alcan&ccedil;ar a equidade entre as diversas classes populacionais. Esse novo    modelo trouxe como novidades a cria&ccedil;&atilde;o de um sistema nacional    de sa&uacute;de, a descentraliza&ccedil;&atilde;o da gest&atilde;o do sistema    com a amplia&ccedil;&atilde;o do conceito de gest&atilde;o, incluindo a participa&ccedil;&atilde;o    dos prestadores, trabalhadores, gestores e usu&aacute;rios, e a reformula&ccedil;&atilde;o    da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de com base na supera&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es individuais centradas na doen&ccedil;a, com amplas modifica&ccedil;&otilde;es    nas pr&aacute;ticas profissionais<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com essas mudan&ccedil;as,    a sociedade brasileira passou a conviver com dois fatos que influenciaram o    panorama da sa&uacute;de: as mudan&ccedil;as na pir&acirc;mide et&aacute;ria    - na qual se vem observando significativa redu&ccedil;&atilde;o das taxas de    fecundidade e de natalidade, resultando na diminui&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    jovem e no aumento da popula&ccedil;&atilde;o idosa - e a transi&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica - que passou a apresentar forte predom&iacute;nio das    doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas, demandando interven&ccedil;&otilde;es    cont&iacute;nuas e superespecializadas, onerando sobremaneira o sistema de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A transi&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica caminhou e caminha junto com o envelhecimento populacional.    O fato de se conviver com uma multiplicidade de problemas, que cada vez mais    exigem interven&ccedil;&otilde;es especializadas, e, consequentemente, oneram    os cofres p&uacute;blicos, conduziu &agrave; necessidade de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas com enfoque mais preventivo, sem se distanciar do tratamento    e da reabilita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com a cria&ccedil;&atilde;o    das leis que regulamentam o SUS, a Lei 8.080, a Lei Org&acirc;nica da Sa&uacute;de    e a Lei 8.142, que trata das quest&otilde;es relativas ao Controle Social, o    SUS come&ccedil;ou a ser implementado e, a partir da&iacute;, o Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (MS) deu in&iacute;cio &agrave; publica&ccedil;&atilde;o de    uma s&eacute;rie de atos administrativos em forma de portarias, decretos, resolu&ccedil;&otilde;es    e normas, como instrumentos de regula&ccedil;&atilde;o do sistema de sa&uacute;de,    cujo objetivo principal &eacute; regulamentar e orientar a consolida&ccedil;&atilde;o    do SUS<sup>4,5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Baseado em experi&ecirc;ncias    pregressas de atua&ccedil;&otilde;es positivas, com a de agentes de sa&uacute;de    nos estados do Paran&aacute;, do Mato Grosso do Sul e do Cear&aacute;, com o    Programa de Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de (PACS), em 1994, o Programa    de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF) foi lan&ccedil;ado no &acirc;mbito nacional    pelo MS como principal pol&iacute;tica de estrutura&ccedil;&atilde;o do SUS.    Inicialmente concebido como programa, durante o seu desenvolvimento o PSF come&ccedil;ou    a perder esse car&aacute;ter e passou a ser entendido como estrat&eacute;gia    de reorganiza&ccedil;&atilde;o do modelo de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de    e como alternativa de substitui&ccedil;&atilde;o do modelo dominante; em 1996    foi oficialmente descrito como Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia    (ESF). Enquanto estrat&eacute;gia de reorganiza&ccedil;&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o    B&aacute;sica, a ESF recebeu o desafio de reafirmar os princ&iacute;pios do    SUS, com base em nova modelagem nas pr&aacute;ticas profissionais<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No que tange &agrave;    promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do idoso no territ&oacute;rio brasileiro,    conta-se com algumas leis, decretos e portarias que, em linhas gerais, orientam    a organiza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os sociais e de sa&uacute;de que    possam contribuir para o envelhecimento saud&aacute;vel. Em janeiro de 1994    foi publicada a Lei 8.842, que disp&otilde;e sobre a Pol&iacute;tica Nacional    do Idoso (PNI), que em seu Cap&iacute;tulo IV, inciso II, prev&ecirc; as a&ccedil;&otilde;es    governamentais para promover um envelhecimento saud&aacute;vel, quando, no item    b, aponta a necessidade de "prevenir, promover e recuperar a sa&uacute;de do    idoso, mediante programas e medidas profil&aacute;ticas"<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Numa dire&ccedil;&atilde;o    mais espec&iacute;fica, em 1999, a Portaria n&#176; 1.395, de 10 de dezembro    que regulamentou a Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de do Idoso (PNSI)    sendo atualizada em outubro de 2006, por meio da Portaria n&#186; 2.528, passando    a chamar-se Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de da Pessoa Idosa (PNSPI).    A partir da&iacute;, a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de desse grupo    et&aacute;rio passou a exigir das autoridades e dos profissionais de sa&uacute;de    um olhar mais espec&iacute;fico, fato que culminou com a publica&ccedil;&atilde;o    n&#176; 19 dos Cadernos de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica &agrave; Sa&uacute;de,    que trata da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da pessoa idosa no &acirc;mbito    da ESF<sup>7-10</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudos realizados    no campo da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de da pessoa idosa indicam    a necessidade de que os espa&ccedil;os de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de    para esse grupo et&aacute;rio considerem a pluralidade cultural que emerge das    experi&ecirc;ncias contextuais. A ideia primordial &eacute; que a estrutura&ccedil;&atilde;o    do processo de trabalho na ESF contribua para criar situa&ccedil;&otilde;es    pr&oacute;ximas da realidade na qual o idoso est&aacute; inserido, de modo que    estimule reflex&otilde;es acerca da necessidade de ressignificar pr&aacute;ticas,    valores e atitudes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em nosso pa&iacute;s,    o cen&aacute;rio da velhice que se delineia para um futuro pr&oacute;ximo, exige    que as pr&aacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do idoso sejam    permeadas por situa&ccedil;&otilde;es que contribuam para prepar&aacute;-lo    para enfrentar v&aacute;rias realidades que se apresentar&atilde;o no decorrer    da vida, de maneira que tais pr&aacute;ticas estejam pautadas num olhar cr&iacute;tico    e emancipador, conduzindo-o para uma velhice bem-sucedida<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As experi&ecirc;ncias    em torno do processo de trabalho na ESF permitem caracteriz&aacute;-lo como    din&acirc;mico, por permitir a remodela&ccedil;&atilde;o constante das pr&aacute;ticas;    criativo, por suscitar possibilidades diferenciadas de interven&ccedil;&atilde;o;    e democr&aacute;tico, ao propor o envolvimento do usu&aacute;rio, da fam&iacute;lia    e da comunidade como correspons&aacute;veis nas a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na ESF, enquanto    membro da equipe m&iacute;nima, a enfermeira pode desenvolver atividades na    unidade de sa&uacute;de, como os procedimentos espec&iacute;ficos de sua categoria    profissional na assist&ecirc;ncia com a&ccedil;&otilde;es voltadas para todos    os grupos populacionais, como: Consulta de Enfermagem (CE), Visita Domiciliar    (VD), participa&ccedil;&atilde;o em grupos na unidade ou na comunidade, atividades    de apoio e supervis&atilde;o ao trabalho do Agente Comunit&aacute;rio de Sa&uacute;de    (ACS) e do t&eacute;cnico ou auxiliar de enfermagem, podendo ainda assumir a    ger&ecirc;ncia da unidade de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Especificamente    na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da pessoa idosa, s&atilde;o atividades    de compet&ecirc;ncia da enfermeira: "a) Realizar aten&ccedil;&atilde;o integral    &agrave;s pessoas idosas; b) Realizar assist&ecirc;ncia domiciliar, quando necess&aacute;rio;    c) Realizar consulta de enfermagem, incluindo a avalia&ccedil;&atilde;o multidimensional    r&aacute;pida e instrumentos complementares; se necess&aacute;rio, solicitar    exames complementares e prescrever medica&ccedil;&otilde;es, conforme protocolos    ou outras normativas t&eacute;cnicas estabelecidas pelo gestor municipal, observando    as disposi&ccedil;&otilde;es legais da profiss&atilde;o; d) Supervisionar e    coordenar o trabalho do ACS e da equipe de enfermagem; e) Realizar atividades    de educa&ccedil;&atilde;o permanente e interdisciplinar junto aos demais profissionais    da equipe; f) Orientar ao idoso, aos familiares e/ou cuidador sobre a correta    utiliza&ccedil;&atilde;o dos medicamentos"<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando a    configura&ccedil;&atilde;o sociopol&iacute;tica do contexto no qual a ESF foi    gestada, fica clara a necessidade de investir em pr&aacute;ticas de sa&uacute;de    que contribuam para o deslocamento de a&ccedil;&otilde;es centradas no corpo    biol&oacute;gico para aquelas centradas nos corpos sociais. Enquanto pr&aacute;tica    social e historicamente constitu&iacute;da, o trabalho da enfermeira sempre    teve o cuidado humano como n&uacute;cleo de sua compet&ecirc;ncia e a pessoa    como foco de sua atua&ccedil;&atilde;o, condi&ccedil;&otilde;es que favorecem    a inser&ccedil;&atilde;o de seu trabalho nessa estrat&eacute;gia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na ESF existem    in&uacute;meras possibilidades de que a atua&ccedil;&atilde;o dos profissionais    possa transpor a rigidez do trabalho hierarquizado e verticalizado, construindo    possibilidades de melhor intera&ccedil;&atilde;o a partir de um planejamento    horizontal, flex&iacute;vel e democr&aacute;tico, envolvendo toda a equipe e    se deslocando para o usu&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse sentido,    o presente texto teve como objetivo descrever a configura&ccedil;&atilde;o do    trabalho da enfermeira na aten&ccedil;&atilde;o ao idoso na Estrat&eacute;gia    de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Trata-se de estudo    explorat&oacute;rio-descritivo de abordagem qualitativa, cujo cen&aacute;rio    foi a rede de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica do munic&iacute;pio de Florian&oacute;polis,    que conta com 49 Centros de Sa&uacute;de (CSs) com ESF implantada, distribu&iacute;dos    em cinco distritos de sa&uacute;de: Centro, Continente, Leste, Norte e Sul.    A coleta de dados deste estudo ocorreu nos distritos sanit&aacute;rios do Centro    e do Continente, por apresentarem maior n&uacute;mero de pessoas idosas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Participaram deste    estudo 17 profissionais (16 enfermeiras e um enfermeiro) que desenvolvem atividades    com o idoso. Para compor a amostra, a proposta do estudo foi apresentada em    reuni&atilde;o mensal da categoria e, posteriormente, foi encaminhado convite    via e-mail e realizado contato telef&ocirc;nico para agendamento da entrevista.    A amostra foi composta pela quantidade de sujeitos que aceitaram participar    do estudo, perfazendo 70% dos profissionais que atuavam na ESF durante os meses    em que ocorreu a coleta.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pesquisa obedeceu    &agrave; Resolu&ccedil;&atilde;o 196/1996, que disp&otilde;e sobre as Diretrizes    e Normas Regulamentares na Pesquisa com Seres Humanos. Submetida ao Comit&ecirc;    de &Eacute;tica e Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Santa    Catarina, sendo aprovada<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A entrevista foi    realizada no local de trabalho de cada informante com sua autoriza&ccedil;&atilde;o.    Ao concordar em participar de forma volunt&aacute;ria, leu e assinou o Termo    de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) em duas vias, sendo uma c&oacute;pia    do informante e outra da pesquisadora. Foi garantido &agrave; informante que    os dados n&atilde;o seriam usados de forma indevida, respeitando-se a individualidade    de cada um. Desse modo, optou-se por codificar cada informante com a letra E,    da palavra "entrevista", seguida do n&uacute;mero de ordem na sequ&ecirc;ncia    cronol&oacute;gica da entrevista.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A coleta de dados    foi realizada durante os meses de fevereiro, mar&ccedil;o e maio de 2010, utilizando-se    a t&eacute;cnica de entrevista narrativa, seguindo um roteiro com t&oacute;picos    abertos sobre os quais as informantes deveriam discorrer com base em percep&ccedil;&otilde;es    e opini&otilde;es acerca de suas pr&aacute;ticas cotidianas. As entrevistas    foram gravadas e, depois de transcritas, encaminhadas aos informantes para valida&ccedil;&atilde;o<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No que concerne    &agrave;s principais caracter&iacute;sticas das informantes, em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; forma&ccedil;&atilde;o complementar &agrave; gradua&ccedil;&atilde;o,    sete s&atilde;o especialistas em Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia e sete em &aacute;reas    afins, sendo quatro em Sa&uacute;de da Mulher, duas em Gerenciamento de Servi&ccedil;os    de Sa&uacute;de e tr&ecirc;s em Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de; duas    n&atilde;o referiram esse tipo de forma&ccedil;&atilde;o. De experi&ecirc;ncia    profissional, o grupo tem em m&eacute;dia 9,2 anos, variando entre 1 e 20 anos,    e em rela&ccedil;&atilde;o ao tempo de atua&ccedil;&atilde;o na ESF, a m&eacute;dia    de 2,5 anos, variando entre 1 e 11 anos. Das 17 informantes, 16 s&atilde;o efetivas    e apenas uma tem rela&ccedil;&atilde;o empregat&iacute;cia regida por contrato    tempor&aacute;rio.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os resultados foram    submetidos &agrave; t&eacute;cnica de An&aacute;lise de Conte&uacute;do (AC),    que possibilitou resgatar elementos que descrevem o trabalho da enfermeira com    o idoso na ESF. A AC obedeceu aos est&aacute;gios de pr&eacute;-an&aacute;lise,    constitui&ccedil;&atilde;o do <i>corpus</i>, sele&ccedil;&atilde;o das Unidades    de Signific&acirc;ncia (US), classifica&ccedil;&atilde;o e agrega&ccedil;&atilde;o    em n&uacute;cleos tem&aacute;ticos, dando origem a tr&ecirc;s categorias e suas    respectivas subcategorias: <i>O cuidado individual: a consulta de enfermagem    com o idoso (Consulta Centrada na Doen&ccedil;a e Consulta Centrada no Idoso)</i>;    <i>O cuidado coletivo: a atua&ccedil;&atilde;o em grupos (Grupos Internos e    Grupos Externos)</i>; e <i>O Cuidado no domic&iacute;lio: a visita como espa&ccedil;o    de atua&ccedil;&atilde;o</i>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados e    discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A categoria <i>O    cuidado individual: a consulta de enfermagem com o idoso</i> englobou as US    que abordaram o cuidado como a&ccedil;&atilde;o exclusivamente direcionada ao    idoso, que se vem materializando na pr&aacute;tica da enfermeira que atua na    ESF, relacionando-o &agrave; Consulta de Enfermagem (CE) referida nas falas    dos informantes como a a&ccedil;&atilde;o de atender indiv&iacute;duos em consult&oacute;rios    na unidade de sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A CE se caracteriza    como oportunidade de instituir uma rela&ccedil;&atilde;o de ajuda em busca por    aprendizagens significativas que possam concorrer para o bem-estar das pessoas    envolvidas, cujo objetivo final deve centrar-se na promo&ccedil;&atilde;o da    sa&uacute;de. A CE est&aacute; prevista na Lei N&#176; 7.498, de 25 de junho    de 1986, que regulamenta o exerc&iacute;cio profissional da enfermeira no Brasil    e no Decreto Regulamentador N&#176; 94.406, de 8 de junho de 1987, no artigo    8, al&iacute;nea "e"<sup>14,15</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na mesma dire&ccedil;&atilde;o,    a Portaria N&#176; 1.625, de 10 de julho de 2007, que alterou as atribui&ccedil;&otilde;es    dos profissionais das equipes de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia contidas na    Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (PNAB), em seu    artigo 1&#176;, al&iacute;nea "II", disp&otilde;e sobre as a&ccedil;&otilde;es    privativas da enfermeira na Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (AB), incluindo    a CE entre as demais atividades de compet&ecirc;ncia dessa profissional. Conv&eacute;m    salientar que as atividades a serem realizadas pela enfermeira na ESF, dispostas    na PNAB, est&atilde;o sujeitas &agrave;s regulamenta&ccedil;&otilde;es por governos    estaduais e municipais<sup>16</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Enquanto um dos    instrumentos do processo de trabalho da enfermeira, a CE abrange um conjunto    de a&ccedil;&otilde;es que devem seguir uma sequ&ecirc;ncia ordenada de atividades    nas quais deve utilizar variadas t&eacute;cnicas com vistas a coletar informa&ccedil;&otilde;es    que possibilitem "conhecer, compreender e explicar a situa&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de" da pessoa para ter maior clareza e seguran&ccedil;a quanto    &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias, seja por meio de prescri&ccedil;&atilde;o    pr&oacute;pria ou de encaminhamentos<sup>17</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As informantes    deste estudo evidenciaram situa&ccedil;&otilde;es opostas nas quais a CE com    o idoso se materializa na ESF: uma se reporta &agrave; CE centrada na doen&ccedil;a    e tem os programas de controle de hipertens&atilde;o e de diabetes como espa&ccedil;os    &uacute;nicos de materializa&ccedil;&atilde;o, e outra na qual a CE &eacute;    centrada no idoso, cujo atendimento &eacute; realizado no intuito de acompanh&aacute;-lo,    independentemente de ter ou n&atilde;o um problema de sa&uacute;de, conforme    podemos observar no <a href="/img/revistas/csc/v17n8/21q01.jpg">Quadro 1</a>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As US que comp&otilde;em    a subcategoria <i>Consulta Centrada na Doen&ccedil;a</i> sugerem que a pr&aacute;tica    da enfermeira na ESF ainda tem suas a&ccedil;&otilde;es fundamentadas no modelo    biom&eacute;dico, situa&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o atende &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es    contidas nos documentos oficiais que regulamentam a implanta&ccedil;&atilde;o    e o funcionamento da ESF.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desde 2006, o munic&iacute;pio    onde ocorreu a coleta de dados vem implementando uma pol&iacute;tica espec&iacute;fica    de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do idoso, denominada Capital Idoso.    Essa pol&iacute;tica surgiu da "finalidade primordial de promover, manter e    recuperar a sa&uacute;de, a autonomia e a independ&ecirc;ncia da pessoa idosa,    reduzir comorbidades e mortes prematuras, resultando, assim, em qualidade de    vida para o idoso e familiar"<sup>18</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As linhas de a&ccedil;&atilde;o    contidas nessa pol&iacute;tica incluem: Gerontocultura, Assist&ecirc;ncia Cl&iacute;nica,    M&eacute;dia Complexidade e Apoio ao Cuidador. Por ocasi&atilde;o da coleta    de dados deste estudo, o protocolo em vigor para essa pol&iacute;tica n&atilde;o    contemplava a CE com o idoso. Por&eacute;m, nos demais programas, como o Hiperdia,    a CE est&aacute; prevista, situa&ccedil;&atilde;o que pode comprometer a atua&ccedil;&atilde;o    da enfermeira na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do idoso, uma vez que    esse atendimento &eacute; destinado a monitorar as altera&ccedil;&otilde;es    das patologias englobadas pelo programa, cabendo ao profissional imprimir outras    nuan&ccedil;as de interven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao analisar o discurso    de tal subcategoria, observa-se que a enfermeira atende ao idoso no Hiperdia    com base em uma CE voltada para as queixas que ele apresenta, com uma proposta    que focaliza a doen&ccedil;a e n&atilde;o o ser humano. Embora se fale de sa&uacute;de    integral e no cuidado integrado na ESF, percebe-se que na pr&aacute;tica ainda    persiste um atendimento centrado na doen&ccedil;a e, portanto, na proposta curativa,    evidenciando as fragilidades do trabalho da enfermeira na ESF, al&eacute;m dos    desafios para consolidar um espa&ccedil;o de atua&ccedil;&atilde;o desse profissional    no campo da sa&uacute;de coletiva.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A dificuldade de    se aproximar de pr&aacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do    idoso pode comprometer a estabiliza&ccedil;&atilde;o e o avan&ccedil;o do trabalho    da enfermeira na ESF, al&eacute;m de contribuir para fortalecer a cultura de    deixar de promover sa&uacute;de para continuar tratando de doentes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Torna-se essencial    que a enfermeira empreenda esfor&ccedil;os para identificar e interpretar processos    pol&iacute;ticos nos quais sua inser&ccedil;&atilde;o provoque mudan&ccedil;as    com a utiliza&ccedil;&atilde;o de metodologias de trabalho que auxiliem no redirecionamento    das estrat&eacute;gias de cuidados com vistas a incentivar a ado&ccedil;&atilde;o    de atitudes positivas diante de doen&ccedil;as e condi&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas    de sa&uacute;de, independentemente do grau de comprometimento da sa&uacute;de    do idoso.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nessa categoria,    verifica-se que algumas enfermeiras se afastam do referencial/paradigma da promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de ao investir na remodela&ccedil;&atilde;o de suas pr&aacute;ticas,    pois ainda se mant&ecirc;m fieis a modelos institucionalizados pela biomedicina,    segmentando a aten&ccedil;&atilde;o ao idoso por patologias. Essa situa&ccedil;&atilde;o    pode implicar a estagna&ccedil;&atilde;o das suas pr&aacute;ticas, limitando    suas possibilidades de contribuir com a constru&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos    na sa&uacute;de coletiva, na &aacute;rea da enfermagem e com a consolida&ccedil;&atilde;o    dos princ&iacute;pios que regem a ESF e o SUS.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A rela&ccedil;&atilde;o    assim&eacute;trica observada entre os dois n&uacute;cleos tem&aacute;ticos dessa    categoria indica possibilidades de consolida&ccedil;&atilde;o de uma CE voltada    para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do idoso, conforme se observa    nas falas da subcategoria <i>Consulta Centrada no Idoso</i>. As falas dos informantes    guiam para a ideia de um atendimento que pretende caminhar em conson&acirc;ncia    com os discursos das pol&iacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de    do idoso.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A CE voltada para    promover a sa&uacute;de do idoso na ESF deve proporcionar orienta&ccedil;&atilde;o    de medidas adequadas objetivando estimular a ado&ccedil;&atilde;o de posturas    pertinentes com as necessidades peculiares desse grupo populacional. Desse modo,    deve estar centrada em metodologias que estimulem continuamente a integra&ccedil;&atilde;o    do idoso ao contexto familiar e social, premissa esta que vai ao encontro dos    conte&uacute;dos das pol&iacute;ticas de aten&ccedil;&atilde;o ao idoso no Brasil.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">As diretrizes pol&iacute;ticas    que regulamentam a aten&ccedil;&atilde;o ao idoso indicam a necessidade de um    modelo de aten&ccedil;&atilde;o que contemple uma avalia&ccedil;&atilde;o global,    incluindo a investiga&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica da hist&oacute;ria    de vida do idoso, com &ecirc;nfase nos problemas recorrentes nesse grupo populacional    e direcionando a consulta para o problema identificado que dever&aacute; ser    mais bem avaliado. Observa-se, no conjunto de falas sobre a CE centrada no idoso,    que as enfermeiras reconhecem essa orienta&ccedil;&atilde;o e est&atilde;o atuando    de acordo com tais recomenda&ccedil;&otilde;es, quando referem que, por ser    demorada, a CE ao idoso s&oacute; &eacute; realizada com aqueles que precisam<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Devido aos "modelos"    de ESF que se vem estruturando no Brasil, a enfermeira deve apropriar-se de    conhecimentos espec&iacute;ficos e preservar os espa&ccedil;os nos quais possa    realizar as a&ccedil;&otilde;es recomendadas nos documentos oficiais, consolidando,    assim, o seu campo de atua&ccedil;&atilde;o nessa estrat&eacute;gia. Entende-se    que uma CE voltada &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do idoso    na ESF se constitui num valioso momento de interlocu&ccedil;&atilde;o profissional/usu&aacute;rio,    por oferecer possibilidades de monitoramento das condi&ccedil;&otilde;es de    sa&uacute;de, permitindo a detec&ccedil;&atilde;o precoce de problemas reais    e potenciais. Desse modo, a enfermeira deve primar por uma CE que possa contribuir    para uma assist&ecirc;ncia mais eficaz, conferindo melhor qualidade ao atendimento    e valor &agrave; sua categoria profissional.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O discurso da subcategoria    <i>Consulta Centrada no Idoso</i> aponta para interpreta&ccedil;&otilde;es que    se aproximam dos princ&iacute;pios da ESF. De um modo geral, as enfermeiras    que est&atilde;o conduzindo a CE para esse foco demonstram que est&atilde;o    buscando poss&iacute;veis caminhos para atuar na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de    do idoso.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nessa perspectiva,    a CE deve ser entendida como "um processo de intera&ccedil;&atilde;o entre o    profissional enfermeiro e o assistido, na busca da promo&ccedil;&atilde;o da    sa&uacute;de, da preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as e da limita&ccedil;&atilde;o    do dano"<sup>19</sup>. A CE com o idoso se caracteriza como uma das atividades    previstas no campo da sa&uacute;de coletiva e est&aacute; incorporada &agrave;    PNAB e &agrave; ESF com o objetivo de que a enfermeira possa abordar o paciente    de forma integral contemplando suas necessidades reais e potenciais, bem como    suas rela&ccedil;&otilde;es com os fatores condicionantes e determinantes da    sa&uacute;de e da doen&ccedil;a, aproximando-se do ambiente dele.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Se por um lado    a CE emergiu neste estudo como atividade estruturada e engessada pelas normas    prescritas pelo MS, por outro verifica-se a concretiza&ccedil;&atilde;o de atividades    que inovam o processo de trabalho da enfermeira, contribuindo para construir    pr&aacute;ticas voltadas &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do    idoso. A categoria <i>O cuidado coletivo: a atua&ccedil;&atilde;o em grupos</i>    englobou falas que retratam a atua&ccedil;&atilde;o da enfermeira em grupos    nos quais a &ecirc;nfase das a&ccedil;&otilde;es recai nas pr&aacute;ticas de    educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de que se v&ecirc;m materializando no interior    da unidade de sa&uacute;de, com a forma&ccedil;&atilde;o de grupos internos,    cujos conte&uacute;dos discutidos s&atilde;o voltados para as patologias mais    frequentes, e de grupos externos, que s&atilde;o os grupos de conviv&ecirc;ncia    de idosos, denominados pelos informantes deste estudo como "grupos comunit&aacute;rios".    Nesses grupos, as enfermeiras desenvolvem atividades de forma pontual.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os grupos de conviv&ecirc;ncia    integram o Programa Viver Ativo, da Secretaria Municipal de Assist&ecirc;ncia    Social (SEMAS) de Florian&oacute;polis, por meio do Programa de Apoio aos Grupos    de Conviv&ecirc;ncia, que conta com 105 grupos cadastrados, dos quais 33 na    Regi&atilde;o Centro e 29 na Regi&atilde;o Continente, locais de realiza&ccedil;&atilde;o    deste estudo<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A estrat&eacute;gia    de trabalho em grupo pode ser entendida como uma alternativa complementar ao    tratamento tradicional, porque pode constituir-se numa esfera de aten&ccedil;&atilde;o    para al&eacute;m da cl&iacute;nica ao propor a problematiza&ccedil;&atilde;o    de quest&otilde;es que afetam os participantes a partir da socializa&ccedil;&atilde;o    de seus relatos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conceitualmente,    o grupo pode ser compreendido "como um l&oacute;cus que articula as v&aacute;rias    dimens&otilde;es da vida humana: social, porque aproxima, agrega, compartilha    e/ou divide interesses e expectativas, constr&oacute;i pessoas (sujeitos hist&oacute;ricos),    que constroem comunidades e estas, por sua vez, constroem os sujeitos; subjetiva,    caracterizada pelos afetos, emo&ccedil;&otilde;es, intelecto e cogni&ccedil;&atilde;o    que tamb&eacute;m s&atilde;o conformados na realidade s&oacute;cio-hist&oacute;rica    da exist&ecirc;ncia individual e coletiva das pessoas; e a biol&oacute;gica,    que sintetiza no processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a as m&uacute;ltiplas determina&ccedil;&otilde;es    constitucionais e gen&eacute;ticas, as relacionadas ao ambiente, al&eacute;m    da atitude pessoal de cada um, na forma como interage com o meio interno, f&iacute;sico    e ps&iacute;quico, e externo"<sup>21</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Conforme se observa    na subcategoria <i>Grupos Internos</i>, disposta no quadro abaixo, os grupos    em funcionamento na unidade est&atilde;o ligados &agrave;s patologias que acometem    o idoso, e alguns deles vinculam a dispensa&ccedil;&atilde;o do medicamento    &agrave; frequ&ecirc;ncia do idoso &agrave;s reuni&otilde;es. Essa modalidade    de grupo integra e refor&ccedil;a as propostas do modelo biom&eacute;dico, no    qual a metodologia do trabalho grupal est&aacute; ancorada numa proposta pedag&oacute;gica    considerada como tradicional (<a href="/img/revistas/csc/v17n8/21q02.jpg">Quadro 2</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A estrutura&ccedil;&atilde;o    de um grupo geralmente &eacute; guiada por situa&ccedil;&otilde;es comuns conforme    se observa nos discursos que comp&otilde;em a subcategoria <i>Grupos Internos,</i>    e deve buscar certa similaridade nas necessidades dos participantes com vistas    a estimular o aprendizado com base nas experi&ecirc;ncias que eles socializam.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A forma&ccedil;&atilde;o    de grupos por afinidade de problemas relacionados &agrave; sa&uacute;de, por    faixa et&aacute;ria e por interesses semelhantes, tem sido uma pr&aacute;tica    corriqueira na ESF, que se concretiza em conson&acirc;ncia com o surgimento    das demandas. "Na modalidade grupal o indiv&iacute;duo tem a oportunidade de    perceber que as pessoas vivenciam situa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de-doen&ccedil;a    com manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, ang&uacute;stias e preocupa&ccedil;&otilde;es    parecidas"<sup>21</sup>. A identifica&ccedil;&atilde;o e o reconhecimento do    seu problema no outro se destacam como fatores de maior ades&atilde;o aos grupos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando a    necessidade de buscar maior integra&ccedil;&atilde;o profissional/usu&aacute;rio,    o trabalho com grupos desponta como valiosa estrat&eacute;gia nessa dire&ccedil;&atilde;o.    Entretanto, &eacute; preciso compreender que a busca pela supera&ccedil;&atilde;o    das pr&aacute;ticas institu&iacute;das no modelo tradicional deve estar atrelado    ao trabalho com grupos na ESF.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desse modo, a orienta&ccedil;&atilde;o    &eacute; que, mesmo se tratando de um grupo voltado para idosos com determinadas    patologias, o foco do trabalho seja permeado pela problematiza&ccedil;&atilde;o    das situa&ccedil;&otilde;es que cotidianamente influenciam o processo de viver    dos participantes, estimulando inclusive a socializa&ccedil;&atilde;o das conquistas    pessoais de cada com base nas mudan&ccedil;as de h&aacute;bitos impostas pelas    doen&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">De forma assim&eacute;trica,    o discurso que emerge da subcategoria <i>Grupos Externos</i> aparece como fator    de facilita&ccedil;&atilde;o para o trabalho da enfermeira na ESF, pois s&atilde;o    constitu&iacute;dos e funcionam com apoio da Secretaria Municipal de Assist&ecirc;ncia    Social (SMAS) local, totalmente independentes da unidade, constituindo-se em    organiza&ccedil;&otilde;es sociais espont&acirc;neas, com a finalidade de criar    espa&ccedil;os para cultivar a sociabilidade entre idosos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Devido a essa quest&atilde;o,    nem todos os informantes desenvolvem um trabalho regular nesses grupos. Entretanto,    o fato de alguns buscarem aproximar-se deles demonstra importante iniciativa    na busca por novos espa&ccedil;os de inser&ccedil;&atilde;o de sua pr&aacute;tica    profissional, uma vez que favorece a interlocu&ccedil;&atilde;o do seu trabalho    com os equipamentos sociais dispon&iacute;veis na &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia    da ESF na qual atua.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A inser&ccedil;&atilde;o    do trabalho da enfermeira nos grupos de conviv&ecirc;ncia pode contribuir na    efetiva&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da    sa&uacute;de do idoso &agrave; medida que buscar agregar pr&aacute;ticas de    interven&ccedil;&atilde;o ao perfil de necessidades dos membros do grupo por    meio de um processo educativo que possa estimular a aproxima&ccedil;&atilde;o    e conviv&ecirc;ncia das pessoas, contribuindo com o fortalecimento das potencialidades    individuais e grupais na valoriza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, na utiliza&ccedil;&atilde;o    dos recursos dispon&iacute;veis e no exerc&iacute;cio da cidadania<sup>22</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O grupo pode representar    um agente facilitador do exerc&iacute;cio de independ&ecirc;ncia e de autonomia    pelo fato de funcionar como uma rede de apoio que mobiliza as possibilidades    de resgate da autoestima e o acesso a informa&ccedil;&otilde;es oportunas acerca    de quest&otilde;es peculiares ao processo de envelhecimento, aspectos importantes    na redu&ccedil;&atilde;o das vulnerabilidades a partir de a&ccedil;&otilde;es    de preven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A tend&ecirc;ncia    atual &eacute; de que, com o envelhecimento populacional crescente, a redu&ccedil;&atilde;o    do tamanho das fam&iacute;lias e a necessidade de promover a inser&ccedil;&atilde;o    social constante do idoso, os grupos de conviv&ecirc;ncia, enquanto pol&iacute;tica    de incentivo &agrave; socializa&ccedil;&atilde;o, sejam cada vez mais ampliados    na sociedade brasileira.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Mesmo que os grupos    de idosos clamem por uma interven&ccedil;&atilde;o multiprofissional, a enfermeira    deve envidar esfor&ccedil;os para identificar e afirmar seu espa&ccedil;o de    interven&ccedil;&atilde;o no trabalho com grupos de idosos de modo a contribuir    para a consolida&ccedil;&atilde;o dessa importante atividade no &acirc;mbito    na ESF.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando a    variabilidade de a&ccedil;&otilde;es implementadas nos grupos de conviv&ecirc;ncia    de idosos, &eacute; natural que a enfermeira encontre resist&ecirc;ncias internas    para desenvolver um trabalho espec&iacute;fico de promo&ccedil;&atilde;o da    sa&uacute;de, da&iacute; a necessidade de inseri-la no grupo com v&iacute;nculo    mais cont&iacute;nuo e n&atilde;o ocasional, de modo que possa integrar a&ccedil;&otilde;es    mais espec&iacute;ficas &agrave; proposta de trabalho do grupo sem interrup&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na realidade, participando    mais efetivamente, a enfermeira poder&aacute; identificar os espa&ccedil;os    nos quais discuss&otilde;es acerca da sa&uacute;de podem ser introduzidas nas    rotinas dos grupos de conviv&ecirc;ncia. O fato de buscar a correla&ccedil;&atilde;o    das atitudes e posturas que determinam e condicionam os problemas de sa&uacute;de    dos membros do grupo pode despontar como uma rica possibilidade de direcionar    debates nesse campo, em vez de realizar trabalhos pontuais por ocasi&atilde;o    das campanhas propostas pelas diversas inst&acirc;ncias pol&iacute;ticas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A terceira categoria,    denominada de <i>O Cuidado no domic&iacute;lio: a visita como espa&ccedil;o    de atua&ccedil;&atilde;o</i>, evidencia um discurso no qual observa-se que a    visita domiciliar vem constituindo-se como um espa&ccedil;o para que a enfermeira    desenvolva a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do    idoso de forma integral, ao se preocupar em acessar informa&ccedil;&otilde;es    necess&aacute;rias para a preven&ccedil;&atilde;o de problemas reais e potenciais,    conforme podemos observar no <a href="/img/revistas/csc/v17n8/21q03.jpg">Quadro 3</a>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A realiza&ccedil;&atilde;o    da Visita Domiciliar (VD) pela enfermeira no Brasil foi introduzida em 1918,    quando Carlos Chagas, diretor do Departamento Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica,    incentivou a cria&ccedil;&atilde;o de cursos e escolas, entre elas a de Enfermeiras    Visitadoras, fundada com apoio da Funda&ccedil;&atilde;o Rockfeller em 1923<sup>23</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Historicamente,    a VD tem-se caracterizado como importante estrat&eacute;gia de interven&ccedil;&atilde;o    dos profissionais de sa&uacute;de, considerando as possibilidades de aproxima&ccedil;&atilde;o    do contexto social e familiar, incluindo as quest&otilde;es objetivas e subjetivas    que contribuem para o adoecimento.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com a implanta&ccedil;&atilde;o    da ESF, a VD &eacute; reintroduzida como estrat&eacute;gia de atua&ccedil;&atilde;o    coletiva, na qual os profissionais de sa&uacute;de podem priorizar situa&ccedil;&otilde;es    que necessitam de olhares espec&iacute;ficos, mas totalizadores. Como um dos    instrumentos da interven&ccedil;&atilde;o da enfermagem no campo da sa&uacute;de    p&uacute;blica, a VD tem a fam&iacute;lia como alvo de sua aten&ccedil;&atilde;o    e pode ser conceituada como "um conjunto de a&ccedil;&otilde;es com aspectos    educativos que traz em seu bojo atua&ccedil;&otilde;es que priorizam orienta&ccedil;&otilde;es    para o autocuidado, manuten&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de,    monitoramento dos agravos, situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, tempor&aacute;rias    ou n&atilde;o, e acompanhamento das situa&ccedil;&otilde;es presentes nos contextos    familiar e social"<sup>24</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com a reorienta&ccedil;&atilde;o    do modelo de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de preconizado pelo SUS    e a ado&ccedil;&atilde;o da ESF como principal pol&iacute;tica da aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica, a VD pode ser apontada como um eixo transversal &agrave;s demais    a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, que contribui    para uma aten&ccedil;&atilde;o mais universal, integral e com equidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desse modo, como    a&ccedil;&atilde;o essencial em seu leque de atividades, a ESF resgata a pr&aacute;tica    da VD como atividade comum a todos os membros da equipe, resguardando a compet&ecirc;ncia    de cada um em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s necessidades do usu&aacute;rio    e da fam&iacute;lia que carecem da visita.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">V&aacute;rios s&atilde;o    os fatores que levam os entrevistados a realizarem a VD, indo desde um n&uacute;mero    elevado de idosos acamados ou semiacamados que n&atilde;o podem ir &agrave;    unidade, at&eacute; as quest&otilde;es geogr&aacute;ficas das &aacute;reas de    abrang&ecirc;ncia das unidades de sa&uacute;de, que, por estarem localizadas    em &aacute;reas de morro, na maioria das vezes se tornam de dif&iacute;cil acesso    para o idoso, devido ao grande n&uacute;mero de ladeiras e degraus no percurso.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No intuito de consolidar    sua atua&ccedil;&atilde;o no campo da sa&uacute;de coletiva, o resgate da VD    emerge como importante instrumento de interven&ccedil;&atilde;o da enfermeira,    pois, conforme se observa no discurso dessa categoria, &eacute; a oportunidade    de realizar uma CE integral e abrangente, considerando que no domic&iacute;lio,    al&eacute;m de avaliar o idoso, olha para quest&otilde;es que determinam e condicionam    o processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A pr&aacute;tica    da VD pela enfermeira no campo da sa&uacute;de coletiva emerge como oportunidade    &iacute;mpar para executar a&ccedil;&otilde;es direcionadas ao indiv&iacute;duo    inserido na fam&iacute;lia e na comunidade, situa&ccedil;&atilde;o que se refor&ccedil;ou    com a implanta&ccedil;&atilde;o da ESF, que incentiva as a&ccedil;&otilde;es    extramuros como imprescind&iacute;veis para intervir no processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a    da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Neste estudo, a    VD ao idoso despontou como importante espa&ccedil;o de atua&ccedil;&atilde;o    da enfermeira, em virtude da melhor aceitabilidade pela demanda e das in&uacute;meras    possibilidades de desenvolver a&ccedil;&otilde;es que concorram para o controle    de causas, de riscos e de danos que podem comprometer o bem-estar do paciente,    demonstrando ser um instrumento essencial no processo de trabalho na ESF.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando a    dinamicidade que os profissionais de sa&uacute;de devem imprimir ao processo    de trabalho na ESF, percebe-se a necessidade de redefinir as concep&ccedil;&otilde;es    acerca da promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Para a enfermeira est&aacute;    posto o desafio de rever sua pr&aacute;tica, repensar os modos de operar o trabalho    e desenvolver metodologias e instrumentos com base em conhecimentos socialmente    institu&iacute;dos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O fato de existirem    contradi&ccedil;&otilde;es na din&acirc;mica do trabalho da enfermeira no &acirc;mbito    da ESF pode servir como convite &agrave; reflex&atilde;o a respeito das possibilidades    de conquistar e demarcar seu espa&ccedil;o de atua&ccedil;&atilde;o no campo    da sa&uacute;de coletiva.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Acreditamos que,    durante o atendimento ao idoso, torna-se essencial que as a&ccedil;&otilde;es    da enfermeira sejam permeadas pela compreens&atilde;o de que o envelhecimento    se caracteriza por altera&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, exigindo habilidades    profissionais para lidar com a diversidade de situa&ccedil;&otilde;es apresentadas    por essa demanda, levando em conta os direitos e deveres da pessoa idosa, bem    como sua experi&ecirc;ncia de vida acumulada.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O lidar cotidiano    com o idoso no &acirc;mbito da ESF deve buscar a supera&ccedil;&atilde;o do    olhar biom&eacute;dico centrado nas queixas, partindo para o entendimento de    sa&uacute;de como resultado das condi&ccedil;&otilde;es de vida, conforme disposto    na Constitui&ccedil;&atilde;o Federal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Desse modo, notamos    que o foco da aten&ccedil;&atilde;o n&atilde;o deve prender-se apenas aos problemas    e &agrave;s dificuldades, mas tamb&eacute;m e, sobretudo, &agrave;s potencialidades,    valorizando o complexo sociocultural de aprendizagem ao longo da vida do paciente.    A aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de do idoso, na perspectiva de fornecer    subs&iacute;dios para um envelhecimento saud&aacute;vel em conformidade com    as diretrizes pol&iacute;ticas no &acirc;mbito nacional e mundial, constitui-se    num desafio a ser incorporado ao processo de trabalho das equipes da ESF.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">&Eacute; importante    compreender que a ESF deve possibilitar maior aproxima&ccedil;&atilde;o com    a popula&ccedil;&atilde;o adscrita de forma que a equipe possa perceber os condicionantes    e os determinantes envolvidos no processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a individual    e coletivamente. No que tange &agrave; aten&ccedil;&atilde;o &agrave; pessoa    idosa, a enfermeira deve primar por a&ccedil;&otilde;es que contribuam para    promover a sa&uacute;de e o bem-estar e para prevenir e controlar problemas    decorrentes das doen&ccedil;as prevalentes na velhice e, consequentemente, consolidar    o processo de trabalho dessa categoria profissional com a sistematiza&ccedil;&atilde;o    de suas a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Portanto, &eacute;    necess&aacute;rio que o trabalho da equipe da ESF se volte para a cria&ccedil;&atilde;o    de alternativas de promover sa&uacute;de, cujos princ&iacute;pios se pautem    na vis&atilde;o integral do indiv&iacute;duo e da fam&iacute;lia com o intuito    de facilitar a aproxima&ccedil;&atilde;o usu&aacute;rio/equipe/servi&ccedil;o    de sa&uacute;de, incentivando o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es de corresponsabiliza&ccedil;&atilde;o.    O trabalho dos profissionais da ESF deve priorizar a aten&ccedil;&atilde;o integral    &agrave; sa&uacute;de do indiv&iacute;duo nas v&aacute;rias fases do ciclo vital    considerando o cen&aacute;rio familiar e social.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Independentemente    da fun&ccedil;&atilde;o que ocupa, a enfermeira deve buscar o desenvolvimento    de a&ccedil;&otilde;es condizentes com o perfil da popula&ccedil;&atilde;o adscrita,    operando processos de trabalho que possibilitem o aperfei&ccedil;oamento cont&iacute;nuo    do pessoal que est&aacute; sob sua supervis&atilde;o, visando &agrave; manuten&ccedil;&atilde;o    das condi&ccedil;&otilde;es para um cuidado mais eficiente.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Observa-se que,    mesmo desenvolvidas em momentos diferenciados, as atividades da enfermeira na    aten&ccedil;&atilde;o ao idoso est&atilde;o interligadas e s&atilde;o interdependentes.    Todas elas s&atilde;o realizadas a partir de uma programa&ccedil;&atilde;o pontual,    com base na an&aacute;lise das condi&ccedil;&otilde;es da popula&ccedil;&atilde;o    em acessar ou n&atilde;o a unidade, da disponibilidade da profissional e do    apoio log&iacute;stico da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">GML Pinheiro, AM    Alvarez e DEP Pires participaram igualmente de todas as etapas de elabora&ccedil;&atilde;o    do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Reat&oacute;rio final. Documentos da VIII <i>Confer&ecirc;ncia    Nacional da Sa&uacute;de</i>; 1986 Mar 17-21;&nbsp;Bras&iacute;lia, DF, MS;    1986.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646148&pid=S1413-8123201200080002100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &nbsp;</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Constitui&ccedil;&atilde;o    da Rep&uacute;blica Federativa do Brasil. In: Oliveira J, organizador.&nbsp;<i>S&eacute;rie    Legisla&ccedil;&atilde;o Brasileira</i>. S&atilde;o Paulo: Saraiva; 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646150&pid=S1413-8123201200080002100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Viana NAD, Dal    Poz MR. A reforma do sistema de sa&uacute;de no Brasil e o PSF. <i>Rev Physis</i>    2005; 15(Supl.): 225-264.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646152&pid=S1413-8123201200080002100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil. Lei Org&acirc;nica    da Sa&uacute;de. Lei n&#186; 8.080, de 19 de setembro de 1990.&nbsp;Disp&otilde;e    sobre as condi&ccedil;&otilde;es para a promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o    e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, a organiza&ccedil;&atilde;o e o    funcionamento dos servi&ccedil;os correspondentes e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias.    <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>&nbsp;1990; 20 set.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646154&pid=S1413-8123201200080002100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref -->&nbsp;</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil. Lei n&#186;    8.142, de 28 de dezembro de 1990. Disp&otilde;e sobre a Participa&ccedil;&atilde;o    da Comunidade na Gest&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS)    e sobre as Transfer&ecirc;ncias Intergovernamentais de Recursos Financeiros    na &Aacute;rea da Sa&uacute;de e d&aacute; Outras Provid&ecirc;ncias.&nbsp;<i>Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o</i>&nbsp;1990; 31 dez.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646156&pid=S1413-8123201200080002100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil. Lei n&#176;    8.842, de 4 de janeiro de 1994. Disp&otilde;e sobre a Pol&iacute;tica Nacional    do Idoso, cria o Conselho Nacional do Idoso e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias.    <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 1994; 5 jan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646158&pid=S1413-8123201200080002100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (MS). <i>Portaria n.&#186; 1.395/GM, de 10 de dezembro de 1999</i>.    Aprova a Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de do Idoso. Bras&iacute;lia:    MS; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646160&pid=S1413-8123201200080002100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (MS). <i>Portaria n&#186; 2.528, de 19 de outubro de 2006</i>.    Aprova a Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de da Pessoa Idosa. Bras&iacute;lia:    MS; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646162&pid=S1413-8123201200080002100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (MS). <i>Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica</i>.    Bras&iacute;lia: MS; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646164&pid=S1413-8123201200080002100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (MS). <i>Cadernos de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica &agrave;    Sa&uacute;de - n&#186; 19</i>. Bras&iacute;lia: MS; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646166&pid=S1413-8123201200080002100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Both A. Longevidade    e educa&ccedil;&atilde;o: fundamentos e pr&aacute;ticas. In: Freitas EV, Py    L, organizadores. <i>Tratado de Geriatria e Gerontologia.</i> Rio de Janeiro:    Guanabara Koogan, 2006. p. 1446-1455.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646168&pid=S1413-8123201200080002100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (MS). <i>Resolu&ccedil;&atilde;o 196/96</i>. Diretrizes e Normas    Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos. Bras&iacute;lia: MS;    1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646170&pid=S1413-8123201200080002100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Bardin L. <i>An&aacute;lise    de conte&uacute;do</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646172&pid=S1413-8123201200080002100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil. Lei n&#176;    7.498, de 25 de junho de 1986. Disp&otilde;e sobre a regulamenta&ccedil;&atilde;o    do exerc&iacute;cio da enfermagem e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. <i>Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o</i> 1986; 26 jun.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646174&pid=S1413-8123201200080002100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil Decreto    n&#186; 94.406, de 08 de junho de 1987. Regulamenta a Lei n&#186; 7.498, de    25 de junho de 1986, que disp&otilde;e sobre o exerc&iacute;cio da enfermagem,    e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>    1987; 09 jun.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646176&pid=S1413-8123201200080002100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Brasil. Portaria    n&#186; 1.625, de 10 de julho de 2007. Altera as atribui&ccedil;&otilde;es dos    profissionais das Equipes de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF), dispostas    na Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. <i>Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o</i> 2007; 11 jul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646178&pid=S1413-8123201200080002100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Vanzin AS, Nery    MES. <i>Consulta de enfermagem: uma necessidade social?</i> Porto Alegre: RM&amp;L    Gr&aacute;fica; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646180&pid=S1413-8123201200080002100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Florian&oacute;polis.    Secretaria Municipal de Sa&uacute;de. <i>Programa de Sa&uacute;de do Idoso -    Capital Idoso.</i> No prelo 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646182&pid=S1413-8123201200080002100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Machado MT, Leit&atilde;o    GCM, Holanda FUX. O conceito de a&ccedil;&atilde;o comunicativa: uma contribui&ccedil;&atilde;o    para a consulta de enfermagem. <i>Rev Latino-Am Enfermagem.</i> 2005; 13(5):723-728.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646184&pid=S1413-8123201200080002100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Florian&oacute;polis.    Secretaria Municipal de Assist&ecirc;ncia Social. <i>Programa Viver Ativo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646186&pid=S1413-8123201200080002100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i>    &#91;acessado 2010 out 12&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.pmf.sc.gov.br/" target="_blank">http://portal.pmf.sc.gov.br/</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Alonso ILK. O processo    educativo em sa&uacute;de na dimens&atilde;o grupal. <i>Texto contexto - enferm.</i>    1999; 8(1):122-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646188&pid=S1413-8123201200080002100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Sobreira NR. <i>Enfermagem    comunit&aacute;ria.</i> Rio de janeiro: Interamericana; 1981.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646190&pid=S1413-8123201200080002100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Drulla AG, Alexandre    AMC, Rubel FI, Mazza VA. A visita domiciliar como ferramenta ao cuidado familiar.    <i>Cogitare Enferm</i> 2009; 14(4):667-674.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646192&pid=S1413-8123201200080002100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Silva MA, Oliveira    AGB, Mand&uacute; ENT, Marcon SR. Enfermeiro &amp; grupos em PSF: possibilidade    para participa&ccedil;&atilde;o social. <i>Cogitare Enferm</i> 2006; 11(2):143-149.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1646194&pid=S1413-8123201200080002100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo apresentado    em 11/07/2011    <br>   Aprovado em 16/10/2011    <br>   Vers&atilde;o final apresentado em 22/10/2011</font></p>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Lei Orgânica da Saúde: Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências]]></article-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Lei nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990: Dispõe sobre a Participação da Comunidade na Gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as Transferências Intergovernamentais de Recursos Financeiros na Área da Saúde e dá Outras Providências]]></article-title>
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