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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The scope of this quantitative exploratory study was to evaluate the symptomatology of self-referred depression by the elderly, taking socio-demographic variables into consideration. The data collected by means of semi-structured interviews and the Abbreviated Geriatric Depression Scale involving 240 elderly residents in João Pessoa in the state of Paraíba between October and December 2010 were analyzed by Excel and SPSS software. It was found that 75.8 % had no degree of symptomatology of depression, and 24.2 % manifested mild or severe depression. According to these variables, in the elderly patients with depression it was found that: in relation to age, the elderly with mild and severe depression appear more frequently between 71 to 76 years - 31%; in relation to gender, females stand out with 86%; on marital state, married couples with 41.3 %, and widowers with 34.5 %; considering family income, from 1 up to 3 minimum wages, 50 %, revealed mild incidence; with respect to schooling, elderly people who have no depression, 84.6 %, can read and write. Therefore, it can be said that the symptomatology of depression in the elderly is related to socio-economic and cultural conditions, emphasizing the need for public health policies that ensure comprehensive care and quality considering these variables.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>TEMAS    LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="top"></a><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="4"><b>Sintomatologia    de depress&atilde;o autorreferida por idosos que vivem em comunidade</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>The symptomatology    of self-referred depression by elderly people who live in a shantytown</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Marcos Francisco    de Oliveira<sup>I</sup>; Val&eacute;ria Peixoto Bezerra<sup>II</sup>; Antonia    Oliveira Silva<sup>II</sup>; Maria do Socorro Costa Feitosa Alves<sup>III</sup>;    Maria Adelaide Silva Paredes Moreira<sup>IV</sup>; C&eacute;lia Pereira Caldas<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><sup>I</sup>Secretaria    de Sa&uacute;de de Campina Grande (PB). Manoel Alves de Oliveira n&#186; 793/101    B, Catol&eacute;. 58410-575 Campina Grande PB. <a href="mailto:marcosfcco@gmail.com">marcosfcco@gmail.com</a>    <br>   <sup>II</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, Departamento    de Enfermagem Cl&iacute;nica, Universidade Federal da Para&iacute;ba    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de    Coletiva, Universidade Federal do Rio Grande do Norte    <br>   <sup>IV</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem e    Sa&uacute;de, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia    <br>   <sup>V</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, Universidade    do Estado do Rio</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este estudo explorat&oacute;rio    quantitativo objetivou avaliar a sintomatologia da depress&atilde;o autorreferida    por idosos, considerando vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas. Os dados    coletados por meio de entrevista semiestruturada e da Escala de Depress&atilde;o    Geri&aacute;trica Abreviada envolvendo 240 idosos residentes em Jo&atilde;o    Pessoa (PB), no per&iacute;odo de outubro a dezembro de 2010, foram analisados    pelos softwares Excel e SPSS. Verificou-se que 75,8% n&atilde;o apresentaram    grau de sintomatologia de depress&atilde;o e 24,2% manifestaram depress&atilde;o    leve ou severa. De acordo com essas var&aacute;veis, nesses idosos com grau    depressivo verificou-se que: em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; faixa et&aacute;ria,    aqueles com grau depressivo leve e severo destacam maior frequ&ecirc;ncia entre    71 a 76 anos, 31,0%; com rela&ccedil;&atilde;o ao g&ecirc;nero, o feminino destaca-se    com 86,0%; sobre o estado civil, os casados com 41,3% e os vi&uacute;vos com    34,5%; considerando-se a renda familiar, os de 01 at&eacute; 03 sal&aacute;rios    m&iacute;nimos, 50%, apresentaram grau leve; com vistas &agrave; escolaridade,    dos que n&atilde;o evidenciaram grau de depress&atilde;o, 84,6%, sabem ler e    escrever. Portanto, pode afirmar-se que a sintomatologia da depress&atilde;o    em idosos apresenta rela&ccedil;&atilde;o com as condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas    e culturais, fortalecendo a necessidade de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    de sa&uacute;de que garantam um atendimento integral e de qualidade, considerando    essas vari&aacute;veis.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Palavras-chave:</b>    Idoso, Depress&atilde;o, Sa&uacute;de, Doen&ccedil;a</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">The scope of this    quantitative exploratory study was to evaluate the symptomatology of self-referred    depression by the elderly, taking socio-demographic variables into consideration.    The data collected by means of semi-structured interviews and the Abbreviated    Geriatric Depression Scale involving 240 elderly residents in Jo&atilde;o Pessoa    in the state of Para&iacute;ba between October and December 2010 were analyzed    by Excel and SPSS software. It was found that 75.8 % had no degree of symptomatology    of depression, and 24.2 % manifested mild or severe depression. According to    these variables, in the elderly patients with depression it was found that:    in relation to age, the elderly with mild and severe depression appear more    frequently between 71 to 76 years - 31%; in relation to gender, females stand    out with 86%; on marital state, married couples with 41.3 %, and widowers with    34.5 %; considering family income, from 1 up to 3 minimum wages, 50 %, revealed    mild incidence; with respect to schooling, elderly people who have no depression,    84.6 %, can read and write. Therefore, it can be said that the symptomatology    of depression in the elderly is related to socio-economic and cultural conditions,    emphasizing the need for public health policies that ensure comprehensive care    and quality considering these variables.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2"><b>Key words:</b>    The elderly, Depression, Health, Disease</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O aumento da longevidade    da popula&ccedil;&atilde;o mundial &eacute;, sem d&uacute;vida, um valioso trunfo    alcan&ccedil;ado pela humanidade. A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de,    OMS, preocupada com a qualidade de vida das pessoas na fase idosa, recomenda    aos pa&iacute;ses desenvolvidos e em desenvolvimento que busquem a promo&ccedil;&atilde;o    de um envelhecimento voltado para a manuten&ccedil;&atilde;o da atividade funcional    e da autonomia, acompanhado da melhoria ou manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de    e da qualidade de vida<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">O envelhecimento    &eacute; um processo em que, no indiv&iacute;duo, ocorrem mudan&ccedil;as morfol&oacute;gicas,    funcionais e bioqu&iacute;micas, que alteram progressivamente o organismo<sup>2</sup>.    Contudo, &eacute; importante ressaltar que esse processo acontece de modo diferente    para cada indiv&iacute;duo. Sendo assim, &eacute; necess&aacute;rio que os profissionais    da sa&uacute;de tenham uma vis&atilde;o hol&iacute;stica do idoso.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Ao chegar a essa    fase, &eacute; prov&aacute;vel que a pessoa tenha adquirido um ac&uacute;mulo    de experi&ecirc;ncias que podem levar a um enriquecimento de conhecimentos sobre    o modo de viver, embora se considere que n&atilde;o se obteve apenas ganhos    e realiza&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m pode ter havido perdas e/ou limita&ccedil;&otilde;es.    As circunst&acirc;ncias hist&oacute;ricas e socioculturais, a presen&ccedil;a    de patologias, de fatores gen&eacute;ticos e ambientais s&atilde;o aspectos    que possivelmente v&atilde;o estabelecer a forma como o indiv&iacute;duo idoso    chegou a essa etapa da vida.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de considera que para o idoso ter uma vida mais saud&aacute;vel    &eacute; necess&aacute;rio um envelhecimento integral e ativo. Assim, &eacute;    importante que tenha um conv&iacute;vio social, boa capacidade mental, participa&ccedil;&atilde;o    na sociedade de acordo com suas satisfa&ccedil;&otilde;es, necessidades, desejos    e capacidades, etc. A esses indiv&iacute;duos devem ser disponibilizadas as    condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para prote&ccedil;&atilde;o, seguran&ccedil;a    e demais cuidados que forem adequados.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse sentido,    o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de desenvolve o programa Brasil Saud&aacute;vel,    o qual envolve uma a&ccedil;&atilde;o nacional para a elabora&ccedil;&atilde;o    de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que gerem modos de viver saud&aacute;veis    em todas as etapas da vida, favorecendo a pr&aacute;tica de atividades f&iacute;sicas    habituais e de lazer, o acesso &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o saud&aacute;vel,    com a redu&ccedil;&atilde;o do consumo de tabaco<sup>3</sup>. Tais a&ccedil;&otilde;es    visam preservar as capacidades funcionais essenciais e a manuten&ccedil;&atilde;o    das atividades di&aacute;rias, que objetivam manter o idoso na comunidade, pr&oacute;ximo    da fam&iacute;lia, evitando a sua transfer&ecirc;ncia para Institui&ccedil;&otilde;es    de Longa Perman&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No que se refere    &agrave; sa&uacute;de, este &eacute; um fator extremamente importante na busca    pelo envelhecimento ativo das pessoas idosas em todo o mundo. Doen&ccedil;as    Cr&ocirc;nicas N&atilde;o-transmiss&iacute;veis (DCNT), tais como a depress&atilde;o<sup>1</sup>,    perfazem um grupo de patologias que podem influenciar negativamente essa etapa    da vida.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Considerando que    a depress&atilde;o vem ocorrendo com maior frequ&ecirc;ncia entre as pessoas    idosas, configurando-se um relevante problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica,    por essa raz&atilde;o &eacute; de fundamental import&acirc;ncia que os profissionais    de sa&uacute;de, em especial os que exercem suas fun&ccedil;&otilde;es na Estrat&eacute;gia    Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF), dispensem maior aten&ccedil;&atilde;o    ao atendimento e acompanhamento desse grupo de pessoas, possibilitando, assim,    um diagn&oacute;stico precoce, e in&iacute;cio imediato do tratamento dessa    morbidade.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A depress&atilde;o    &eacute; um transtorno psiqui&aacute;trico do humor que, desde a antiguidade,    tem casos relatados em v&aacute;rios documentos, a exemplo do Primeiro Testamento.    No s&eacute;culo IV a.C., Hip&oacute;crates mencionou os termos "mania e melancolia"    quando descreveu os transtornos mentais, afirmando que a etiologia do humor    dependia do equil&iacute;brio entre os humores corporais, e que a depress&atilde;o    era causada pelo excesso da bile negra no ba&ccedil;o<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com o avan&ccedil;o    tecnol&oacute;gico, os estudos dos humores e sucos melanc&oacute;licos possibilitaram    a descoberta do envolvimento de v&aacute;rios fatores ou causas que podem determinar    ou contribuir, significativamente, para o aparecimento da depress&atilde;o<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir desse    per&iacute;odo, tem-se observado que a depress&atilde;o possui aspectos de sa&uacute;de    p&uacute;blica que necessitam do desenvolvimento e da implementa&ccedil;&atilde;o    de programas mais espec&iacute;ficos para o atendimento do indiv&iacute;duo    de maneira integral, portador de qualquer transtorno do humor, incluindo o deprimido,    visando a reinser&ccedil;&atilde;o deste na sociedade<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para tanto a elabora&ccedil;&atilde;o    de estrat&eacute;gias e programas &eacute; extremamente importante, haja vista    que a preval&ecirc;ncia e a incid&ecirc;ncia da depress&atilde;o t&ecirc;m aumentado    significativamente no mundo, principalmente entre os pa&iacute;ses em desenvolvimento,    sendo o Chile o pa&iacute;s que apresenta a taxa de incid&ecirc;ncia mais elevada    desta morbidade (29,0% da popula&ccedil;&atilde;o). No Brasil, a preval&ecirc;ncia    da depress&atilde;o varia de 3% a 11%, na popula&ccedil;&atilde;o em geral,    com predomin&acirc;ncia nas mulheres<sup>3,6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na d&eacute;cada    de 90, essa doen&ccedil;a foi considerada a quarta maior causa espec&iacute;fica    de incapacita&ccedil;&atilde;o no mundo, e com proje&ccedil;&otilde;es para    2020 de ser a segunda maior causa nos pa&iacute;ses desenvolvidos e a primeira    nos pa&iacute;ses em desenvolvimento<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A depress&atilde;o    &eacute; caracterizada por uma altera&ccedil;&atilde;o profunda e duradoura    do estado de &acirc;nimo do indiv&iacute;duo, persistindo pelo menos por um    per&iacute;odo de duas semanas e pode afetar o ser humano em qualquer fase da    vida - inf&acirc;ncia, adolesc&ecirc;ncia, adulta e idosa. As pessoas exibem    perda de energia e interesse, sentimento de culpa, desempenho social e ocupacional    prejudicados, dificuldade de concentra&ccedil;&atilde;o, perda de apetite e    pensamentos de morte ou suic&iacute;dio<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">V&aacute;rios s&atilde;o    os fatores que podem determinar ou contribuir para o surgimento da depress&atilde;o    no indiv&iacute;duo: biol&oacute;gicos, gen&eacute;ticos, psicossociais, distor&ccedil;&otilde;es    cognitivas e impot&ecirc;ncia apreendida ligada &agrave; experi&ecirc;ncia de    acontecimentos incontrol&aacute;veis<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para o diagn&oacute;stico    da depress&atilde;o, al&eacute;m da observa&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica,    os m&eacute;dicos se utilizam de dados gen&eacute;ticos e escala de avalia&ccedil;&atilde;o.    Todavia, outros crit&eacute;rios devem ser analisados durante a avalia&ccedil;&atilde;o,    que s&atilde;o: humor deprimido, diminui&ccedil;&atilde;o do interesse ou do    prazer nas atividades, redu&ccedil;&atilde;o do peso sem dieta, altera&ccedil;&atilde;o    no padr&atilde;o do sono, agita&ccedil;&atilde;o ou retardo, fadiga ou falta    de energia di&aacute;ria, sentimentos constantes de menos valia ou culpa excessiva    ou inadequada, redu&ccedil;&atilde;o da capacidade de concentra&ccedil;&atilde;o    ou indecis&atilde;o, pensamentos recorrentes de morte, ideias e tentativas ou    planos de suic&iacute;dio recorrentes<sup>5,8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Nesse aspecto,    &eacute; imprescind&iacute;vel para a defini&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica    dessa morbidade, necessariamente, a presen&ccedil;a de, pelos menos, cinco desses    crit&eacute;rios, por um per&iacute;odo de duas semanas, associada a preju&iacute;zo    psicossocial ou sofrimento significativo do indiv&iacute;duo<sup>9</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto ao tratamento    da depress&atilde;o, v&aacute;rios regimes farmacol&oacute;gicos, isolados ou    associados &agrave; psicoterapia, est&atilde;o sendo utilizados pelos profissionais    da sa&uacute;de. Se n&atilde;o for tratada corretamente, essa doen&ccedil;a    pode perdurar por 6 a 15 meses. Entretanto, caso a terap&ecirc;utica seja bem-sucedida,    o tempo diminui para 8 a 12 meses. Por&eacute;m, o melhor julgamento cl&iacute;nico    para a terapia &eacute; uma combina&ccedil;&atilde;o da farmacoterapia e da    psicoterapia, e a escolha vai depender da disponibilidade e da prefer&ecirc;ncia    do paciente<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o    ao idoso, ao se considerar esses cuidados, o envelhecimento poder&aacute; representar    um ganho consider&aacute;vel em qualidade de vida e sa&uacute;de para o indiv&iacute;duo.    Nessa perspectiva, torna-se importante que a sa&uacute;de seja vista a partir    de uma &oacute;tica hol&iacute;stica e se poss&iacute;vel transcendente, resultando    em um trabalho intersetorial e transdisciplinar, de promo&ccedil;&atilde;o de    modos de vida saud&aacute;vel, em todas as idades.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tendo em vista    o tema abordado e o universo populacional de idosos, este estudo refere-se &agrave;    problem&aacute;tica existente em Jo&atilde;o Pessoa (PB), e tem como objetivo    avaliar a sintomatologia da depress&atilde;o auto referida por tais indiv&iacute;duos    nessa regi&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudo explorat&oacute;rio,    de natureza quantitativa, resulta do Conv&ecirc;nio: Universidade Federal da    Para&iacute;ba (UFPB)/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS), pelo Projeto -    Tecnologias assistivas para idosos atendidos em Unidades de Sa&uacute;de da    Fam&iacute;lia, como subprojeto: Condi&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de, Qualidade    de Vida e Representa&ccedil;&otilde;es Sociais de Idosos nas Unidades de Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia do conv&ecirc;nio entre UFPB/ Fundo Nacional de Sa&uacute;de    (FNS/MS), ap&oacute;s aprecia&ccedil;&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o do    Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do Hospital Universit&aacute;rio Lauro    Wanderley (UFPB).</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A popula&ccedil;&atilde;o    foi composta por idosos, residentes em Jo&atilde;o Pessoa (PB), Brasil, a partir    de uma amostra extra&iacute;da tendo por base a contagem populacional do IBGE,    Censo de 2007, de 61.281 indiv&iacute;duos. Neste estudo, o universo considerado    foi de 240 pessoas. Esta amostra foi constitu&iacute;da sorteando-se inicialmente    20 setores censit&aacute;rios, com probabilidade proporcional ao n&uacute;mero    de domic&iacute;lios, composto por 617<sup>11</sup>, em que se procedeu a sua    localiza&ccedil;&atilde;o no mapa municipal de Jo&atilde;o Pessoa (PB), visualizando    os bairros correspondentes a cada setor. Para a realiza&ccedil;&atilde;o do    arrolamento, foram considerados 32 idosos em cada setor, definidos a partir    de visitas domiciliares atrav&eacute;s de sorteio desses setores, em que foram    listadas as suas ruas. Em seguida, realizou-se um segundo sorteio, determinando    as quadras e ruas a serem visitadas pelo entrevistador. Ao todo, foram arrolados    640 pessoas.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Para a coleta de    dados foi utilizado um formul&aacute;rio composto, na primeira parte pelas vari&aacute;veis:    idade, sexo, estado civil, religi&atilde;o, renda e escolaridade; na segunda    parte, contemplou-se a Escala de Depress&atilde;o Geri&aacute;trica Abreviada    (EDG)<sup>3</sup>. Essa coleta foi realizada no per&iacute;odo de outubro a    dezembro de 2010, ap&oacute;s agendamento de uma visita, de acordo com a disponibilidade    dos participantes, atentando para os seguintes crit&eacute;rios de inclus&atilde;o:    a) estar na faixa et&aacute;ria igual aos 60 anos ou mais de idade; b) residir    no setor censit&aacute;rio do munic&iacute;pio, h&aacute; mais de seis meses;    c) possuir condi&ccedil;&otilde;es cognitivas de responder &agrave;s quest&otilde;es    sem ajuda; d) concordarem em participar do estudo, pela assinatura, em duas    vias, do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, atendendo &agrave; Resolu&ccedil;&atilde;o    196/1996, que rege a pesquisa envolvendo seres humanos<sup>12</sup>. No caso    do participante n&atilde;o ser alfabetizado, a leitura do referido Termo foi    realizado pelo acompanhante.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Os dados foram    validados empregando-se dupla entrada (digita&ccedil;&atilde;o) em banco de    dados no aplicativo MS Excel, sendo posteriormente analisados no programa SPSS    (<i>Statistical Package for the Social Sciences</i>), vers&atilde;o 11.0. As    vari&aacute;veis categ&oacute;ricas foram analisadas em tabelas de frequ&ecirc;ncia,    ao passo que as quantitativas foram descritas com medidas de tend&ecirc;ncia    central e variabilidade. A an&aacute;lise inferencial considerou um n&iacute;vel    de signific&acirc;ncia de 5%, empregando-se o teste "t" na an&aacute;lise bivariada    e a an&aacute;lise de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla para a determina&ccedil;&atilde;o    dos preditores mais importantes dos escores de qualidade de vida dos idosos    entrevistados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Resultados e    discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Como j&aacute;    mencionado acima, dos 640 idosos arrolados, deste estudo participaram 240 com    idade a partir dos 60 anos, conforme <a href="#t1">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n8/29t01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessa tabela, observa-se    que a m&eacute;dia de idade dos entrevistados situa-se nos 71,8 anos, sendo    o maior n&uacute;mero de participantes (48,4% idosos) inseridos entre 60 e 70    anos, e uma predomin&acirc;ncia do sexo feminino com 167 (69,4%) participantes.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Do ponto de vista    sociodemogr&aacute;fico, a feminiza&ccedil;&atilde;o da velhice pode estar relacionada    a fen&ocirc;menos, tais como a longevidade maior nas mulheres e ao fato delas    se cuidarem mais do que os homens e de se exporem menos a riscos, a maior exposi&ccedil;&atilde;o    dos homens &agrave;s doen&ccedil;as cardiovasculares e &agrave;s taxas elevadas    de &oacute;bitos por c&acirc;ncer nesse sexo<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o    ao estado civil, 52,9% dos participantes s&atilde;o casados e 33,8% s&atilde;o    vi&uacute;vos. O fato da maioria ser casada pode contribuir para minimizar os    sentimentos de solid&atilde;o que permeiam essa fase da vida. Esse aspecto pode    ser considerado como positivo, pois parece que tal situa&ccedil;&atilde;o contribui    para uma menor chance de limita&ccedil;&atilde;o funcional<sup>14</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No tocante &agrave;    religi&atilde;o, verifica-se a partir dos dados da mencionada tabela que 173    (72,1%) idosos s&atilde;o cat&oacute;licos, 54 (22,5%) protestantes e 12 (5,0%)    pertencem a outras religi&otilde;es. O fato da maioria dos idosos pertencerem    &agrave; religi&atilde;o cat&oacute;lica se justifica em vista do Brasil ser    considerado o pa&iacute;s com maior n&uacute;mero de cat&oacute;licos (61%),    e da Para&iacute;ba registrar uma predomin&acirc;ncia de 84% da popula&ccedil;&atilde;o    nessa religi&atilde;o<sup>15</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No aspecto renda    familiar, observa-se que a maioria (26,2%) dos idosos possui uma renda variando    de 1 a 3 sal&aacute;rios m&iacute;nimos, considerando o sal&aacute;rio vigente    &agrave; &eacute;poca da pesquisa de R$ 510,00 (quinhentos e dez reais). Nesse    sentido, estudos realizados por Lebr&atilde;o e Laurenti<sup>16</sup>, revelaram    que a maioria dos idosos recebia em m&eacute;dia 2,1 sal&aacute;rios m&iacute;nimos    e s&atilde;o os provedores da fam&iacute;lia, dividindo-o para atender as despesas    da sua casa, tais como: alimenta&ccedil;&atilde;o, moradia, transporte, entre    outros.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o    ao fator escolaridade, os dados revelam que 80% dos participantes informaram    que sabiam ler e escrever e os 20% restantes disseram que n&atilde;o, dentre    estes, 47,5% frequentaram a escola por um per&iacute;odo m&iacute;nimo de 5    anos. Tal fato merece especial aten&ccedil;&atilde;o/reflex&atilde;o haja vista    retratar-se de um quadro social e de sa&uacute;de crucial. Diante do exposto,    observa-se a necessidade de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas do Minist&eacute;rio    da Educa&ccedil;&atilde;o e Cultura (MEC) voltadas para a inclus&atilde;o dos    idosos no sistema educacional de ensino, principalmente para aqueles que deixaram    de estudar ou n&atilde;o foram devidamente alfabetizados. Com essa finalidade,    programas como da Educa&ccedil;&atilde;o de Jovens e Adultos (EJA) e Brasil    Alfabetizado (PBA) foram criados e implementados por tal minist&eacute;rio<sup>17</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Entretanto, essa    iniciativa nos chama a aten&ccedil;&atilde;o para o fato do governo brasileiro    n&atilde;o estabelecer um programa de educa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fico    e direcionado para a pessoa idosa, em respaldo &agrave; garantia do seu direito    &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, respeitando a peculiaridade de idade estabelecida    no Estatuto do Idoso<sup>18</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Na <a href="/img/revistas/csc/v17n8/29t02.jpg">Tabela    2</a>, em anexo, est&atilde;o listados os dados que relacionam a influ&ecirc;ncia    das vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas com depress&atilde;o, segundo    a classifica&ccedil;&atilde;o da EDG (Escala de Depress&atilde;o Geri&aacute;trica).    Desses dados verifica-se que dos 240 idosos, 75,8% foram considerados como normais;    19,6% com depress&atilde;o de grau leve e apenas 4,6% com depress&atilde;o severa.    Esses resultados, de certa forma j&aacute; eram esperados, mesmo porque, no    Brasil, a presen&ccedil;a da depress&atilde;o entre os idosos vem aumentando    significativamente nos &uacute;ltimos anos, com uma preval&ecirc;ncia variando    nesse grupo de 4,7% a 36,8%, sendo considerado como um dos problemas psiqui&aacute;tricos    mais comuns encontrados nas pessoas idosas<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A partir da an&aacute;lise    da <a href="/img/revistas/csc/v17n8/29t02.jpg">Tabela 2</a> tamb&eacute;m p&ocirc;de se observar    que h&aacute; clara signific&acirc;ncia na associa&ccedil;&atilde;o entre as    vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas e os n&iacute;veis de depress&atilde;o    apresentados pelos participantes. Esses dados tornam-se importantes, pois demonstram    que os n&iacute;veis de classifica&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o podem    atingir, de forma desigual, no que se refere ao g&ecirc;nero e ao saber ler    e escrever, por apresentar um Qui-quadrado de 13,3 e 10,468, segundo a an&aacute;lise    pelo <i>software SPSS</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o    ao g&ecirc;nero, verificou-se uma predomin&acirc;ncia do quadro depressivo feminino,    quando 29,9% das 167 mulheres do estudo apresentaram uma classifica&ccedil;&atilde;o    de depress&atilde;o de grau leve ou severo. Nesse caso, talvez o fato da mulher,    em rela&ccedil;&atilde;o ao homem, ao enfrentar a viuvez ser menos propensa    a buscar uma nova uni&atilde;o, seja um fator que contribua para uma maior predisposi&ccedil;&atilde;o    a essa patologia. Estudos indicam que a viuvez &eacute; enfrentada de forma    diferente entre os g&ecirc;neros feminino e masculino, uma vez que o primeiro    tende a permanecer s&oacute;, enquanto que o segundo, em geral, casa-se novamente<sup>19</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Estudos confirmam    que, em rela&ccedil;&atilde;o ao g&ecirc;nero, a depress&atilde;o quando diagnosticada    nos indiv&iacute;duos com idade igual ou superior a 60 anos, &eacute; mais prevalente    nas mulheres do que nos homens, ou seja, s&atilde;o 02 (duas) mulheres acometidas    para cada homem<sup>3</sup>. Por&eacute;m, no presente estudo, ao aplicar a    proporcionalidade em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; depress&atilde;o entre ambos    os g&ecirc;neros (50 mulheres e 08 homens), constatou-se que, para cada homem,    aproximadamente, 6,3 mulheres apresentam algum quadro depressivo, confirmando    uma maior preval&ecirc;ncia de sintomas da depress&atilde;o no sexo feminino.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto &agrave;    idade dos participantes, observou-se uma maior frequ&ecirc;ncia da sintomatologia    depressiva na faixa et&aacute;ria entre 71 a 76 anos, com 7,5% dos idosos. Ainda    que a maioria dessa popula&ccedil;&atilde;o possa ser considerada saud&aacute;vel    psiquicamente, eles s&atilde;o muito mais vulner&aacute;veis aos dist&uacute;rbios    psiqui&aacute;tricos do que as pessoas mais jovens. A depress&atilde;o &eacute;    mais comumente presente a partir dos 70 anos, pois a sua preval&ecirc;ncia aumenta    significativamente ap&oacute;s os 75 anos de idade. Nas pessoas que ainda n&atilde;o    chegaram aos 60 anos, mas que est&atilde;o pr&oacute;ximas da aposentadoria,    a preval&ecirc;ncia dessa morbidade tende a aumentar nos anos que a antecedem,    diminuindo na d&eacute;cada subsequente, e torna a se elevar ap&oacute;s os    70 anos<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o    ao estado civil, p&ocirc;de-se observar que, dos 126 idosos casados, 81,0% n&atilde;o    apresentaram sintomatologia depressiva. Por&eacute;m, 16,0% deles apresentaram    no grau leve e 3,0% severa. Entre os vi&uacute;vos, o quadro depressivo foi    mais evidenciado, uma vez que de 79, 20,3% apresentaram depress&atilde;o de    grau leve e 5,1% com o grau severo. Os dados demonstram uma diferen&ccedil;a    significativa entre os idosos que residem com um companheiro/casados (126 idosos),    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;queles que residiam sozinhos (vi&uacute;vos).    Essa realidade identificada ergue a hip&oacute;tese sobre os idosos que vivem    s&oacute; possam referenciar, com maior frequ&ecirc;ncia, sintomas depressivos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No aspecto de morar    s&oacute; e/ou n&atilde;o ter um companheiro (a) poder&aacute; contribuir a    presen&ccedil;a de um quadro depressivo, que pode estar associado ao processo    de solid&atilde;o vivenciado pelo idoso. Os outros fatores que contribuem para    o surgimento de sintomas depressivos em um indiv&iacute;duo s&atilde;o as causas    externas, como a perda de entes queridos e a perda de status social<sup>20,21</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; religi&atilde;o, os dados indicam que os idosos, sem qualquer tipo    de religi&atilde;o, apresentaram grau depressivo que merece aten&ccedil;&atilde;o,    quando dos 04 idosos, 50% desses demonstraram grau de depress&atilde;o leve    ou severo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">A realidade da    classifica&ccedil;&atilde;o da depress&atilde;o encontrada entre esses idosos,    quando nos referimos &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o vivenciarem    religi&atilde;o, explica-se pelo fato de poderem estar associado a um processo    de solid&atilde;o. A partir do momento em que os idosos participam, ou n&atilde;o,    de algum grupo ou atividades religiosas que s&atilde;o oferecidas &agrave; comunidade,    podem contribuir para o n&atilde;o aparecimento de sintomas depressivos e para    uma melhor qualidade de vida. Segundo estudo realizado Paradela et al.<sup>20</sup>    a solid&atilde;o pode ser um fator determinante para o aparecimento de quadro    depressivo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Quanto &agrave;    renda familiar, associada ao grau de depress&atilde;o, verificou-se que, dos    240 idosos, os que recebem menos de um sal&aacute;rio, os que recebem mais de    nove sal&aacute;rios m&iacute;nimos ou que n&atilde;o informaram a renda, constituindo-se    a maioria (182 idosos), n&atilde;o apresentaram grau de depress&atilde;o. Dos    47 idosos que se encontram com grau de classifica&ccedil;&atilde;o leve, destacam-se    aqueles que recebem menos de um sal&aacute;rio e at&eacute; tr&ecirc;s sal&aacute;rios    m&iacute;nimos, ou seja, 29 idosos. Entre os 11 idosos com grau de depress&atilde;o    severa, os dados nos chamam aten&ccedil;&atilde;o para os 03 (tr&ecirc;s), 27,2%,    que recebem de 05 (cinco) a 07 (sete) sal&aacute;rios m&iacute;nimos.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Um dado relevante    foi a presen&ccedil;a de sintomatologia depressiva entre o total de 09 idosos    que informaram ter renda familiar superior a 09 sal&aacute;rios m&iacute;nimos,    04 (44,4%) se apresentam com grau de depress&atilde;o leve e 01 (11,2%) com    grau de depress&atilde;o severa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No que diz respeito    ao n&iacute;vel de escolaridade, verificou-se que, do total de 182 idosos que    n&atilde;o apresentaram grau de depress&atilde;o, 84,6% sabem ler e escrever,    e 15,4% n&atilde;o possuem essa qualifica&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, dos    58 idosos que apresentam grau de depress&atilde;o, a maioria, que se destaca    no grau leve (63,8%) e severo (72,7%), sabem ler e escrever. Quando considerado    o n&iacute;vel de escolaridade, em anos estudados, associado ao grau de depress&atilde;o,    um total de 32 (13,3%) com zero a 05 anos de estudo possuem sintomatologia depressiva,    sendo 84,4% (27 idosos) com depress&atilde;o de grau leve e 15,6% (05 idosos)    com depress&atilde;o severa.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">No Brasil, em rela&ccedil;&atilde;o    ao analfabetismo, os idosos que estudaram no m&aacute;ximo 03 (tr&ecirc;s) anos,    e t&ecirc;m idade de 75 anos ou mais, foram considerados analfabetos funcionais.    Por&eacute;m, a propor&ccedil;&atilde;o de idosos que completaram pelo menos    o ensino m&eacute;dio subiu de 7,5% para 10,5%, ou seja, 40% de aumento. As    pesquisas apontam que 59,4% dos idosos s&atilde;o respons&aacute;veis pelo domic&iacute;lio<sup>22</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Segundo Maciel    e Guerra<sup>14</sup> o grande n&uacute;mero de pessoas analfabetas em nosso    pa&iacute;s ratifica a id&eacute;ia de uma rede de servi&ccedil;os sociais ineficiente    durante a vida. Tal inefici&ecirc;ncia pode ser observada ainda em outros aspectos,    tais como: habita&ccedil;&atilde;o, cultura, renda e sa&uacute;de. O que preocupa    &eacute; que a sa&uacute;de mant&eacute;m &iacute;ntima rela&ccedil;&atilde;o    com a escolaridade. Relacionado a isso, ressalta-se o fato de as pessoas menos    favorecidas, em termos educacionais, n&atilde;o terem maiores preocupa&ccedil;&otilde;es    com sua sa&uacute;de e capacidade de recupera&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m    da tend&ecirc;ncia a possu&iacute;rem h&aacute;bitos higi&ecirc;nicos pouco    saud&aacute;veis.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es    finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Este estudo procurou    avaliar a sintomatologia da depress&atilde;o autorreferida por idosos em Jo&atilde;o    Pessoa (PB), em que se observou um grau mais significativo da classifica&ccedil;&atilde;o    da sintomatologia da depress&atilde;o (leve e severa). Entre os idosos participantes    do estudo, comparando &agrave;s caracter&iacute;sticas sociodemogr&aacute;ficas,    observa-se que a maioria deles se encontrava na faixa et&aacute;ria entre 71    e 76 anos, predominando o g&ecirc;nero feminino, nos casados ou vi&uacute;vos,    com religi&atilde;o, renda familiar variando de menos de 1 a 3 sal&aacute;rios    m&iacute;nimos, que sabem ler e escrever, e com menos de 05 anos de estudo.    Outro dado significativo refere-se ao fato de que idosos com um maior grau de    escolaridade e maior renda familiar apresentarem sintomatologia depressiva compat&iacute;vel    com grau severo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Dessa forma, salienta-se    que o aparecimento da sintomatologia da depress&atilde;o em idosos poder&aacute;    estar relacionado &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas, culturais    e aos aspectos biol&oacute;gicos, em especial dos participantes deste estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Tal situa&ccedil;&atilde;o    ratifica a necessidade da elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    de sa&uacute;de, bem como da sua efetiva implanta&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o,    para dirimir as desigualdades socioculturais que se apresentam no grupo, com    a finalidade de viabilizar e facilitar os benef&iacute;cios oferecidos aos idosos,    e que, certamente, possam garantir um atendimento integral e de qualidade, capaz    de minimizar os riscos &agrave; sua sa&uacute;de. Nesse enfoque, o alcance do    envelhecimento ativo, referenciado pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da    Sa&uacute;de, tanto para pa&iacute;ses desenvolvidos quanto para pa&iacute;ses    em desenvolvimento, teria uma possibilidade de concretiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">MF Oliveira, VP    Bezerra e AO Silva participaram da concep&ccedil;&atilde;o, delineamento, an&aacute;lise    e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados, reda&ccedil;&atilde;o do artigo e revis&atilde;o    cr&iacute;tica aprova&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o a ser publicada; MSCF    Alves, MASP Moreira e CP Caldas da reda&ccedil;&atilde;o do artigo, revis&atilde;o    cr&iacute;tica e aprova&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o a ser publicada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">1. World Health    Organization (WHO). <i>Envelhecimento ativo: uma pol&iacute;tica de sa&uacute;de.</i>    Trad. Suzana Gontijo. Bras&iacute;lia: Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana    da Sa&uacute;de; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1647972&pid=S1413-8123201200080002900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">2. Ohara ECC, Ribeiro    MP. Sa&uacute;de do idoso. In.: Ohara ECC, Saito RXS, organizadores. <i>Sa&uacute;de    da fam&iacute;lia</i>: considera&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas e aplicabilidade.    S&atilde;o Paulo: Martinari; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1647974&pid=S1413-8123201200080002900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">3. Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (MS). Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de.    Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. <i>Envelhecimento e sa&uacute;de    da pessoa idosa</i>. 1ª ed. Bras&iacute;lia: MS; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1647976&pid=S1413-8123201200080002900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">4. Sadock BJ, Sadock    VA. <i>Comp&ecirc;ndio de psiquiatria</i>: ci&ecirc;ncias do comportamento e    psiquiatria cl&iacute;nica. Tradu&ccedil;&atilde;o de Cl&aacute;udia Oliveira    Dornelles, Cristina Monteiro, Irineo S. Ortiz e Ronaldo Cataldo Costa. 9ª ed.    Porto Alegre: Artmed; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1647978&pid=S1413-8123201200080002900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">5. Hales RE. <i>Tratado    de psiquiatria cl&iacute;nica.</i> Trad. Cl&aacute;udia Dornelles, Cristina    Monteiro e Ronaldo Cataldo Costa. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1647980&pid=S1413-8123201200080002900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">6. Wharton RN.    Transtornos afetivos. In. Rowland LP, Pedley TA, organizadores. <i>Tratado de    neurologia.</i> Tradu&ccedil;&atilde;o de Fernando Diniz Mundim. 11ª ed. Rio    de Janeiro: Guanabara Koogan; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1647982&pid=S1413-8123201200080002900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">7. Smeltzer SC,    Bare BG, Hinkle JL, Cheever KH. <i>Tratado de enfermagem m&eacute;dico-cir&uacute;rgica.</i>    11ª ed. Rio de Janeiro: Guanabara; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1647984&pid=S1413-8123201200080002900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">8. Felten BS, Gray-Vickrey    P, Mangin EJ, Purvis G, Ross-Kerr JC, Vontz MJ. <i>Geriatria e gerontologia.</i>    Tradu&ccedil;&atilde;o de Carlos Henrique Consendey. Rio de Janeiro: Reichmann    &amp; Autores Editores; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1647986&pid=S1413-8123201200080002900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">9. Dalgalarrondo    P. <i>Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais.</i> 2ª ed. Porto    Alegre: Artmed; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1647988&pid=S1413-8123201200080002900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">10. Nunes Filho    EP, Bueno JR, Nardi AE. <i>Psiquiatria e sa&uacute;de mental: conceitos cl&iacute;nicos    e terap&ecirc;uticos fundamentais.</i> S&atilde;o Paulo: Atheneu; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1647990&pid=S1413-8123201200080002900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">11. Instituto Brasileiro    de Estat&iacute;stica e Geografia (IBGE). <i>Contagem da popula&ccedil;&atilde;o    2007</i>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1647992&pid=S1413-8123201200080002900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> &#91;site na Internet&#93;. &#91;acessado em 2011 mar 23&#93;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">http://www.ibge.gov.br</a>.</font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">12. Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (MS). Conselho Nacional de Sa&uacute;de. Resolu&ccedil;&atilde;o    196/96. <i>Diretrizes e normas regulamentadoras em pesquisa envolvendo seres    humanos</i>. Bras&iacute;lia: MS; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1647994&pid=S1413-8123201200080002900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">13. Neri AL. <i>Palavras-chave    em gerontologia.</i> 3ª ed. Campinas: Al&iacute;nea; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1647996&pid=S1413-8123201200080002900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">14. Maciel &Aacute;CC,    Guerra RO. Influ&ecirc;ncia dos fatores biopsicossociais sobre a capacidade    funcional de idosos residentes no nordeste do Brasil. <i>Rev. Bras. de Epidemiol.</i>    2007; 10(2):178-189.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1647998&pid=S1413-8123201200080002900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">15. Wikip&eacute;dia.    <i>Catolicismo no Brasil.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1648000&pid=S1413-8123201200080002900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> &#91;site da Internet&#93;. &#91;acessado em 2012    jul 15&#93;; Dispon&iacute;vel em: <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Catolicismo_romano_no_Brasil" target="_blank">http://pt.wikipedia.org/wiki/Catolicismo_romano_no_Brasil</a></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">16. Lebr&atilde;o    ML, Laurenti R. Sa&uacute;de, bem-estar e envelhecimento: o estudo SABE no munic&iacute;pio    de S&atilde;o Paulo. <i>Rev. Bras. de Epidemiol.</i> 2005; 8(2):127-141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1648002&pid=S1413-8123201200080002900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">17. Brasil. <i>Minist&eacute;rio    da educa&ccedil;&atilde;o e cultura.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1648004&pid=S1413-8123201200080002900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i> &#91;acessado em 2011 mar 23&#93;.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.mec.gov.br/index.php" target="_blank">http://portal.mec.gov.br/index.php</a></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">18. Brasil. Lei    n&#186; 10.741, de 10 de outubro de 2003. Disp&otilde;e sobre <i>o Estatuto    do Idoso e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>    2003; 10 out.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1648006&pid=S1413-8123201200080002900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">19. Paz AA, Santos    BRL, Eidt OR. Vulnerabilidade e envelhecimento no contexto da sa&uacute;de.    <i>Acta paul. Enferm</i> 2006;19(3):338-342</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1648008&pid=S1413-8123201200080002900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">20. Paradela EMP,    Louren&ccedil;o RA, Veras RP. Valida&ccedil;&atilde;o da escala de depress&atilde;o    geri&aacute;trica em um ambulat&oacute;rio geral. <i>Rev Saude Publica</i> 2005;    39(6): 918-923.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1648009&pid=S1413-8123201200080002900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">21. Zimerman GI.    <i>Velhice</i>: aspectos biopsicossociais. Porto Alegre: Artmed; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1648011&pid=S1413-8123201200080002900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">22. Instituto Brasileiro    de Estat&iacute;stica e Geografia (IBGE). <i>Censo populacional de 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1648013&pid=S1413-8123201200080002900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></i>    &#91;documento da Internet}. &#91;acessado em 2012 jul 12&#93;; Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/calendario.shtm" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/calendario.shtm</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif" size="2">Artigo apresentado    em 19/11/2011    <br>   Aprovado em 18/01/2012    <br>   Vers&atilde;o final apresentada em 02/02/2012</font></p>      ]]></body><back>
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