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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Determinação sociocultural dos Acidentes de Transporte Terrestre (ATT)]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>DEBATEDORES</b> DISCUSSANTS</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Determina&ccedil;&atilde;o sociocultural dos    Acidentes de Transporte Terrestre (ATT)</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Socio-cultural determinants of road traffic    accidents (RTC)</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Samuel Jorge Moys&eacute;s</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Escola de Sa&uacute;de e Bioci&ecirc;ncias, Pontif&iacute;cia    Universidade Cat&oacute;lica do Paran&aacute;. <a href="mailto:s.moyses@pucpr.br">s.moyses@pucpr.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">A leitura do artigo "Mortalidade por Acidentes    de Transporte Terrestre no Brasil na &uacute;ltima d&eacute;cada: tend&ecirc;ncia    e aglomerados de risco" permite, mais uma vez, constatarmos a preocupante situa&ccedil;&atilde;o    em rela&ccedil;&atilde;o aos ATT no Brasil. O problema precisa ser investigado    &agrave; luz de abordagens consistentes, com marcos te&oacute;ricos de maior    poder heur&iacute;stico e metodologias robustas. N&atilde;o basta mais unicamente    descrever o fen&ocirc;meno, &eacute; preciso interpret&aacute;-lo buscando formas    de resolu&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O artigo apresentado avan&ccedil;a em um marco    l&oacute;gico interpretativo, decifrando as complexidades geodemogr&aacute;ficas    do fen&ocirc;meno e seus consequentes diferenciais socioepidemiol&oacute;gicos.    A constru&ccedil;&atilde;o de aglomerados de risco de morte por ATT representa    um avan&ccedil;o na constru&ccedil;&atilde;o de intelig&ecirc;ncia p&uacute;blica    e no desenvolvimento de ferramentas para melhor direcionar a tomada de decis&otilde;es,    ampliando repert&oacute;rios de planejamento com vistas a interven&ccedil;&otilde;es    efetivas e sustent&aacute;veis.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O enfrentamento do problema dos ATT no Brasil,    conforme destacado no artigo, obedece a um plano de a&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m,    &eacute; preciso problematizar se tal plano alcan&ccedil;a efetivamente as cidades/popula&ccedil;&otilde;es    que revelaram crescimento e aglomera&ccedil;&atilde;o de ATT na &uacute;ltima    d&eacute;cada, evitando constituir mera pe&ccedil;a ret&oacute;rica. Infelizmente,    as informa&ccedil;&otilde;es mais atuais dispon&iacute;veis revelam que os pa&iacute;ses    do BRIC (Brasil, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia e China) n&atilde;o v&atilde;o    bem, liderando a mortalidade por ATT, juntamente com os EUA.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outra problematiza&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel    seria interrogar quais exemplos exitosos podem ser encontrados nas realidades    dos pa&iacute;ses de alta renda e baixas taxas de mortalidade por ATT, capazes    de nos orientar na ressignifica&ccedil;&atilde;o de nossas a&ccedil;&otilde;es    para a quest&atilde;o? Certamente, n&atilde;o podemos aguardar contemplativamente    que ocorra aqui o mesmo padr&atilde;o conhecido para tais pa&iacute;ses de alta    renda, que durante d&eacute;cadas passadas experimentaram crescimento econ&ocirc;mico,    com aumento da frota de ve&iacute;culos e das taxas de mortalidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De um modo geral, as a&ccedil;&otilde;es para    enfrentamento e redu&ccedil;&atilde;o de ATT nesses pa&iacute;ses inclu&iacute;ram    mudan&ccedil;as legislativas e investimentos estruturais, confluindo para maior    governan&ccedil;a p&uacute;blica na gest&atilde;o do tr&acirc;nsito<sup>1</sup>.    Al&eacute;m das medidas educativas e normativas voltadas para controle de velocidade    e alcoolemia, h&aacute; registros de a&ccedil;&otilde;es destinadas aos locais    com taxas de mortalidade superiores &agrave;s m&eacute;dias nacionais. Outra    iniciativa que merece aten&ccedil;&atilde;o &eacute; o programa de Habilita&ccedil;&atilde;o    Graduada do Motorista (GDL, na sigla em ingl&ecirc;s), uma a&ccedil;&atilde;o    em que novos condutores s&atilde;o gradualmente expostos a situa&ccedil;&otilde;es    de maior risco ao dirigir, para ganhar per&iacute;cia. Sobre a evid&ecirc;ncia    de efetividade desta a&ccedil;&atilde;o, a colabora&ccedil;&atilde;o Cochrane    mostra, a partir de revis&otilde;es sistem&aacute;ticas, que a GDL &eacute;    eficaz na redu&ccedil;&atilde;o das taxas de colis&atilde;o dos condutores jovens,    sendo tal conclus&atilde;o suportada pelo sentido/dire&ccedil;&atilde;o consistentes    dos resultados e a rela&ccedil;&atilde;o temporal e plausibilidade da associa&ccedil;&atilde;o<sup>2,3</sup>.    Ainda, outra abordagem extensiva nos &uacute;ltimos anos tem sido a ado&ccedil;&atilde;o    de estrat&eacute;gias nacionais, que incluem metas espec&iacute;ficas e ambiciosas,    de toler&acirc;ncia zero para mortes e les&otilde;es graves por ATT<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outro destaque do artigo em debate &eacute; apontar    a complexidade cada vez maior da realidade de seguran&ccedil;a no tr&acirc;nsito    no Brasil, impondo uma a&ccedil;&atilde;o coordenada de governo nas tr&ecirc;s    esferas, atuando de forma articulada com a sociedade civil para o enfrentamento    do problema.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sobre o tema da sociedade civil, dever&iacute;amos    nos debru&ccedil;ar mais detidamente na an&aacute;lise dos determinantes socioculturais    dos ATT e de suas decorrentes iniquidades socioespaciais. Roberto DaMatta et    al.<sup>5</sup> nos auxiliam nesta tarefa, ao produzirem uma sociologia do tr&acirc;nsito    e uma antropologia dos brasileiros no tr&acirc;nsito. Os autores mostram que    &eacute; neste espa&ccedil;o p&uacute;blico que o nosso comportamento se define    e se transmuta diariamente (de pedestre, para condutor, depois passageiro...),    cercado por rela&ccedil;&otilde;es imateriais de anonimato de identidades, e    pela materialidade na normatiza&ccedil;&atilde;o de fluxos que exigem: a) automatiza&ccedil;&atilde;o    nos deslocamentos, com sem&aacute;foros, sinais, faixas, pistas, radares, controles;    b) serenidade comportamental, diante de filas, congestionamentos, distra&ccedil;&otilde;es    e disparates alheios deliberados ou n&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entretanto, se as normas e comportamentos esperados    parecem t&atilde;o simples no seu entendimento e t&atilde;o racionais na sua    formula&ccedil;&atilde;o, por que s&atilde;o sistematicamente descumpridos,    desobedecidos, desviados?</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O ve&iacute;culo automotor &eacute;, por excel&ecirc;ncia,    em nossa fetichiza&ccedil;&atilde;o de consumo, um s&iacute;mbolo de <i>status    quo</i>, prest&iacute;gio e sedu&ccedil;&atilde;o. Para al&eacute;m de seu uso    como instrumento de locomo&ccedil;&atilde;o e para finalidades laborais, o ve&iacute;culo    &eacute; visto e usado no espa&ccedil;o p&uacute;blico justamente como instrumento    de domina&ccedil;&atilde;o e divis&atilde;o social. N&atilde;o por acaso (e    n&atilde;o somente por est&iacute;mulos credit&iacute;cios governamentais) um    dos s&iacute;mbolos de ascens&atilde;o social no Brasil &eacute; a aquisi&ccedil;&atilde;o    do primeiro carro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Nossa trag&eacute;dia sobre rodas pode ser relacionada    &agrave; cultura do brasileiro em dispor do espa&ccedil;o p&uacute;blico como    seu e de mais ningu&eacute;m, reagindo a internaliza&ccedil;&atilde;o de c&oacute;digos    de comportamento republicano (que respeite a <i>res publica</i>), ou seja, o    axioma da igualdade de direitos e deveres. Temos mais familiaridade com a desigualdade    (ou iniquidade) t&atilde;o banalizada em nossos cotidianos, do que com a igualdade    que ofende a muitos, porque nivela<sup>5</sup>. Nesta linha, h&aacute; muitas    quest&otilde;es envolvidas a serem pensadas. Podemos eleger algumas:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Primeiro, o ve&iacute;culo automotor &eacute;    visto e usado pelo brasileiro como instrumento de poder, revelando a ideia do    "sabe com quem est&aacute; falando?".</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Segundo, nesta sociedade que convive ainda com    muita impunidade em v&aacute;rias esferas da vida, ver o condutor atravessar    o sinal vermelho ou "costurar" o tr&acirc;nsito, falar ao telefone celular,    fazer a maquiagem matinal indo para o trabalho ou escola, ou ouvir o som do    carro em volume extremo, produz indigna&ccedil;&atilde;o; mas, no momento seguinte,    realizada a comuta&ccedil;&atilde;o de pap&eacute;is e de comportamentos, o    rec&eacute;m-indignado poder&aacute; se comportar de modo similar &agrave;quele    que lhe produziu indigna&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Terceiro, a ado&ccedil;&atilde;o de uma estranha    e perigosa forma de desobedi&ecirc;ncia civil frente &agrave;s leis de tr&acirc;nsito,    que al&eacute;m de ser um valor transgressivo em si mesmo para muitos (n&atilde;o    percebido como contravalor ou "desvio" infracional de comportamento), traz tamb&eacute;m    o est&iacute;mulo das m&aacute;quinas potentes, fazendo da velocidade um parque    de divers&otilde;es, para o qual concorre tamb&eacute;m a disputa de quem &eacute;    melhor motorista e a "adrenalina" da dire&ccedil;&atilde;o agressiva.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quarto, na sociedade que facilita o consumo dos    "para&iacute;sos artificiais", a drogadi&ccedil;&atilde;o (l&iacute;cita e il&iacute;cita)    que ocorre em ambientes de entretenimento e lazer combina-se, subsequentemente,    com a condu&ccedil;&atilde;o do pr&oacute;prio ve&iacute;culo. Beber com a fam&iacute;lia    e depois sair dirigindo j&aacute; foi conduta aceita, n&atilde;o questionada,    "natural", no Brasil.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quinto, o efeito da press&atilde;o produtiva,    sobretudo quando se fala de condutores de ve&iacute;culos de cargas e motofretistas    e, com isto, o trabalho extenuante muitas vezes sendo feito a base de estimulantes,    para driblar o cansa&ccedil;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para finalizar, &eacute; necess&aacute;rio destacar    que os autores apontam como principal limita&ccedil;&atilde;o do artigo em debate    a utiliza&ccedil;&atilde;o das bases de dados secund&aacute;rios oriundos das    declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito (DO), documento base do Sistema de    Informa&ccedil;&atilde;o de Mortalidade (SIM). Conforme alertam os autores,    a tend&ecirc;ncia de eleva&ccedil;&atilde;o de 24% na taxa de mortalidade por    ATT entre os anos de 2000 e 2010 tamb&eacute;m se deve, em parte, &agrave; melhoria    da cobertura do SIM, bem como no registro da causa b&aacute;sica da morte, especificamente    para v&aacute;rios &oacute;bitos por ATT, anteriormente codificados na categoria    viol&ecirc;ncia de inten&ccedil;&atilde;o indeterminada, o que gerava subregistro.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados do SIM v&ecirc;m recebendo constantes    aprimoramentos, mas mostram, ainda, a exist&ecirc;ncia de regi&otilde;es com    baixa cobertura e significativo percentual de mortes em que a causa n&atilde;o    est&aacute; devidamente esclarecida na DO. Um estudo nesta linha de investiga&ccedil;&atilde;o<sup>6</sup>    buscou esclarecer dentre as DO por causas externas, aquelas que poderiam ter    causas b&aacute;sicas melhor descritas. Por exemplo, com visitas aos Institutos    de Medicina Legal e Delegacias de Pol&iacute;cia, com consulta aos laudos e    Boletins de Ocorr&ecirc;ncia e aos domic&iacute;lios dos falecidos. Neste caso,    os acidentes de transporte aumentaram 90% em rela&ccedil;&atilde;o aos informados    pelas DO originais, diminuindo sensivelmente as mortes por causas externas de    tipo ignorado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estudo em aglomerados de munic&iacute;pios brasileiros,    com precariedade das informa&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito<sup>7</sup>,    encontrou um baixo percentual de &oacute;bitos processados no SIM oriundos das    fontes oficiais (cart&oacute;rios e estabelecimentos de sa&uacute;de). A insuficiente    capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais e a alta rotatividade de t&eacute;cnicos    foram quest&otilde;es-chave para a deficiente operacionaliza&ccedil;&atilde;o    do sistema. Iniciativas de melhoria da informa&ccedil;&atilde;o com a complementa&ccedil;&atilde;o    sobre a causa b&aacute;sica de morte incluem o uso de not&iacute;cias veiculadas    em jornais. Um estudo<sup>8</sup> construiu um banco de dados denominado "imprensa",    contendo informa&ccedil;&otilde;es de jornais de grande circula&ccedil;&atilde;o    nacional e estadual, o qual foi relacionado ao banco de dados do SIM. Ap&oacute;s    a complementa&ccedil;&atilde;o com o banco imprensa houve aumento nos &oacute;bitos    por acidentes de autom&oacute;veis (220,0%) e motos (100,0%), o que resultou    em diminui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de &oacute;bitos por causa indeterminada    e por acidentes de transporte n&atilde;o especificados notificados no SIM.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Resta reconhecer que precisamos compreender,    mais profundamente, a determina&ccedil;&atilde;o sociocultural dos comportamentos    (e acidentes de tr&acirc;nsito) e suas iniquidades de g&ecirc;nero, de gera&ccedil;&atilde;o,    de condi&ccedil;&atilde;o social, de entorno ambiental, de espa&ccedil;o de    exist&ecirc;ncia<sup>9</sup>, conhecendo as formas como tais aspectos s&atilde;o    investigados internacionalmente<sup>10,11</sup>. Buscar a cidadania civilizada    no tr&acirc;nsito implica em educa&ccedil;&atilde;o baseada em valores igualit&aacute;rios    para todos, combate a impunidade para n&atilde;o desmoralizar a norma, valoriza&ccedil;&atilde;o    de formas coletivas de transporte e mobilidade, investimento na estrutura constitutiva    de nossas cidades, mas tamb&eacute;m na forma&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica    de nossos comportamentos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Lancet T. Reducing road dangers. <i>The Lancet</i>    2011; 377(9777):1543.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614357&pid=S1413-8123201200090000500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Russell KF, Vandermeer B, Hartling L. Graduated    driver licensing for reducing motor vehicle crashes among young drivers. <i>Cochrane    Database Syst Rev</i> 2011; (10): CD003300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614359&pid=S1413-8123201200090000500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Hartling L, Wiebe N, Russell K, Petruk J,    Spinola C, Klassen TP. Graduated driver licensing for reducing motor vehicle    crashes among young drivers. <i>Cochrane Database Syst Rev</i> 2004; (2):CD003300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614361&pid=S1413-8123201200090000500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Gargett S, Connelly LB, Nghiem S. Are we there    yet? Australian road safety targets and road traffic crash fatalities. <i>BMC    Public Health</i> 2011; (11):270.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614363&pid=S1413-8123201200090000500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. DaMatta R, Vasconcellos JGM, Pandolfi R. <i>F&eacute;    em Deus e p&eacute; na t&aacute;bua</i> - Ou como e por que o tr&acirc;nsito    enlouquece no Brasil. Rio de Janeiro: Rocco; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614365&pid=S1413-8123201200090000500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Jorge MHPdM, Gotlieb SLD, Laurenti R. O sistema    de informa&ccedil;&otilde;es sobre mortalidade: problemas e propostas para o    seu enfrentamento II - Mortes por causas externas. <i>Rev. bras. epidemiol</i>.    2002; 5(2):212-223.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614367&pid=S1413-8123201200090000500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Frias PGd, Pereira PMH, Andrade CLTd, Szwarcwald    CL. Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade: estudo de caso em    munic&iacute;pios com precariedade dos dados. <i>Cad Saude Publica</i> 2008;    24(10):2257-2266.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614369&pid=S1413-8123201200090000500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Villela LdCM, Rezende EM, Drumond EdF, Ishitani    LH, Carvalho GML. Utiliza&ccedil;&atilde;o da imprensa escrita na qualifica&ccedil;&atilde;o    das causas externas de morte. <i>Rev Saude Publica</i> 2012. No prelo.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614371&pid=S1413-8123201200090000500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Reichenheim ME, de Souza ER, Moraes CL, de    Mello Jorge MH, da Silva CM, de Souza Minayo MC. Violence and injuries in Brazil:    the effect, progress made, and challenges ahead. <i>Lancet</i> 2011; 377(9781):    1962-1975.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614373&pid=S1413-8123201200090000500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Kristensen P, Kristiansen T, Rehn M, Gravseth    HM, Bjerkedal T. Social inequalities in road traffic deaths at age 16-20 years    among all 611 654 Norwegians born between 1967 and 1976: a multilevel analysis.    <i>Inj Prev</i> 2012; 18(1):3-9.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614375&pid=S1413-8123201200090000500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Sallis JF, Slymen DJ, Conway TL, Frank LD,    Saelens BE, Cain K, Chapman JE. Income disparities in perceived neighborhood    built and social environment attributes. <i>Health Place</i> 2011; 17(6):1274-1283.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614377&pid=S1413-8123201200090000500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>      ]]></body><back>
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