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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>DEBATEDORES</b> DISCUSSANTS</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Os autores respondem</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>The authors reply</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">O prop&oacute;sito e escopo do artigo apresentado    &agrave; revista Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva foi o de realizar    uma an&aacute;lise descritiva do padr&atilde;o de ocorr&ecirc;ncia dos acidentes    de tr&acirc;nsito na popula&ccedil;&atilde;o brasileira.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A contribui&ccedil;&atilde;o dos debatedores    para o aprofundamento da compreens&atilde;o sobre os ATT, seus determinantes    e condicionantes e as estrat&eacute;gias de enfrentamento no Brasil amplia e    enriquece a discuss&atilde;o sobre esse grande desafio e contribui com perguntas    caminhos para estudos posteriores relacionados &agrave; tem&aacute;tica.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os textos de debate do artigo de autoria de Minayo,    Moys&eacute;s e das autoras Caiaffa e Friche possibilitam uma leitura das mortes    no tr&acirc;nsito de forma mais abrangente e contextualizada na realidade brasileira.    Contribuem para a compreens&atilde;o dos ATT como uma forma de viol&ecirc;ncia    naturalizada em que a sociedade &eacute; permissiva com a sua ocorr&ecirc;ncia,    como ressalta Minayo. Os debatedores ampliam o olhar sobre o tema, abarcando    os aspectos sociol&oacute;gicos relacionados &agrave; mobilidade urbana, a sa&uacute;de    urbana, representa&ccedil;&atilde;o social sobre acidentes de tr&acirc;nsito,    determinantes dos ATT, bem como avalia&ccedil;&atilde;o de efetividade de interven&ccedil;&otilde;es    para redu&ccedil;&atilde;o destes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O texto apresentado por Minayo aprofunda a discuss&atilde;o    a partir de duas perguntas fundamentais: &eacute; poss&iacute;vel deter o crescimento    das mortes no tr&acirc;nsito, mesmo num contexto de aumento acelerado da frota?    E por que existe essa discrep&acirc;ncia entre a realidade dos pa&iacute;ses    de alta renda e a realidade brasileira?</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A realidade dos pa&iacute;ses europeus em que    num primeiro momento houve um crescimento econ&ocirc;mico com aumento da frota    de ve&iacute;culos e tamb&eacute;m das mortes e num segundo momento houve a    continuidade do aumento da frota e estabilidade e redu&ccedil;&atilde;o das    mortes, resultam em padr&otilde;es que n&atilde;o podem ser aplicados de forma    direta.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como abordado por Minayo, na realidade brasileira    j&aacute; existe uma diversidade entre o fen&ocirc;meno nas grandes cidades,    que apresentam tend&ecirc;ncia de redu&ccedil;&atilde;o de acidentes envolvendo    pedestres, mas, nos pequenos munic&iacute;pios h&aacute; uma tend&ecirc;ncia    marcada de eleva&ccedil;&atilde;o. Nos textos de Moys&eacute;s e Caiaffa e Friche,    a compreens&atilde;o do problema da crescente tend&ecirc;ncia das mortes causada    pelo tr&acirc;nsito no Brasil deve levar em conta os v&aacute;rios determinantes    e as especificidades do pa&iacute;s. S&atilde;o resultantes: (i) da urbaniza&ccedil;&atilde;o    acelerada que, em poucas d&eacute;cadas, inverteu a situa&ccedil;&atilde;o dos    anos 40, com 84% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira vivendo nas cidades em    2010. Isso significou um grande contingente de popula&ccedil;&atilde;o sem tradi&ccedil;&atilde;o    de uma cultura de seguran&ccedil;a no tr&acirc;nsito, vivendo em &aacute;reas    urbanas perif&eacute;ricas, sem infraestrutura vi&aacute;ria e transporte p&uacute;blico    adequado, cada vez mais populosas e dependentes do transporte motorizado como    &uacute;nica alternativa de mobilidade urbana; (ii) das pol&iacute;ticas de    investimentos em transportes p&uacute;blicos que n&atilde;o acompanharam a evolu&ccedil;&atilde;o    demogr&aacute;fica e a necessidade de locomo&ccedil;&atilde;o das pessoas; (iii)    da grande desigualdade socioecon&ocirc;mica existente no pa&iacute;s que faz    com que as pessoas de m&eacute;dia e alta renda, cada vez mais, optam pelos    autom&oacute;veis como meio de transporte e as de baixa e m&eacute;dia renda,    progressivamente, substituam o transporte p&uacute;blico, de baixa qualidade,    pela motocicleta como modal de transporte e gera&ccedil;&atilde;o de renda;    (iv) das pol&iacute;ticas de incentivo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o e &agrave;    aquisi&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos motorizados como estrat&eacute;gias    de enfrentamento da crise econ&ocirc;mica; (v) de um outro componente que torna    mais complexo e desafiador o enfrentamento dos acidentes de tr&acirc;nsito,    ressaltado por Moys&eacute;s, que s&atilde;o os aspectos subjetivos e simb&oacute;licos    que o ve&iacute;culo representa no imagin&aacute;rio das pessoas, como uma forma    de poder e ascens&atilde;o social que o autom&oacute;vel representa; (vi) de    como as motocicletas se inserem no tr&acirc;nsito brasileiro.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Vasconcellos<sup>1</sup>, o padr&atilde;o    de utiliza&ccedil;&atilde;o deste ve&iacute;culo no Brasil modificou-se rapidamente,    passando do uso como lazer para modal de transporte. Al&eacute;m disso, a introdu&ccedil;&atilde;o    e a massifica&ccedil;&atilde;o do uso no Brasil, diferentemente dos pa&iacute;ses    asi&aacute;ticos onde &eacute; o meio de transporte predominante, obrigou a    competir, na mesma via, com os carros, os &ocirc;nibus e os ve&iacute;culos    pesados; (vii) da baixa capacidade de resist&ecirc;ncia &agrave; globaliza&ccedil;&atilde;o    e &agrave; press&atilde;o dos grupos econ&ocirc;micos transnacionais conforme    salientou Caiaffa e Friche; (viii) dos grandes congestionamentos das grandes    e m&eacute;dias cidades que s&atilde;o respons&aacute;veis por efeitos secund&aacute;rios    como problemas psicol&oacute;gicos, polui&ccedil;&atilde;o do ar, aumento da    incid&ecirc;ncia das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, interfer&ecirc;ncia no clima    das cidades, entre outros descritos por Caiaffa e Friche.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As especificidades do modelo de desenvolvimento    socioecon&ocirc;mico e demogr&aacute;fico e de mobilidade urbana na realidade    brasileira apresentam como um dos desdobramentos os resultados descritos no    artigo, com aumento dos riscos de morte no tr&acirc;nsito, a expans&atilde;o    das &aacute;reas geogr&aacute;ficas de risco. Al&eacute;m disso, os ocupantes    de motos passam a ser os respons&aacute;veis pelo maior n&uacute;mero de &oacute;bitos    em rela&ccedil;&atilde;o aos pedestres e aos ocupantes de ve&iacute;culos, apresentam    os maiores percentuais de eleva&ccedil;&atilde;o das taxas de mortalidade entre    2000 e 2010 - principalmente nos munic&iacute;pios de pequeno porte e nos com    mais de 500 mil habitantes - implicando numa verdadeira epidemia de mortes que    se apresenta como um maior desafio nos munic&iacute;pios das &aacute;reas metropolitanas    e n&atilde;o metropolitanas do interior da regi&atilde;o Nordeste do pa&iacute;s<sup>2,3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Deter o crescimento da mortalidade e reverter    a tend&ecirc;ncia, como proposto como meta da D&eacute;cada de A&ccedil;&otilde;es    para a Seguran&ccedil;a no Tr&acirc;nsito, &eacute; desafiador, mas poss&iacute;vel    e fact&iacute;vel.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como afirmam Moys&eacute;s e Minayo, &eacute;    fundamental revisar as a&ccedil;&otilde;es implementadas pelos pa&iacute;ses    de alta renda que apresentaram &ecirc;xito na redu&ccedil;&atilde;o das mortes    no tr&acirc;nsito como o exemplo da Inglaterra, Fran&ccedil;a, Espanha, Portugal    e Austr&aacute;lia, entre outros<sup>4,5</sup>, no sentido de identificar aquelas    que apresentam evid&ecirc;ncias adaptando-as &agrave; realidade brasileira e    contemplando-as em um plano nacional de a&ccedil;&atilde;o que tenha um &oacute;rg&atilde;o    gestor de transporte, mobilidade urbana e tr&acirc;nsito com capacidade pol&iacute;tica    e or&ccedil;ament&aacute;ria e com lideran&ccedil;a nacional para a implanta&ccedil;&atilde;o,    a coordena&ccedil;&atilde;o, o monitoramento e a avalia&ccedil;&atilde;o do    plano. As interven&ccedil;&otilde;es devem abarcar os v&aacute;rios determinantes    apresentados na matriz de Haddon descrita no texto das debatedoras Caiaffa e    Friche com interven&ccedil;&otilde;es abrangentes que promovam mudan&ccedil;as    no ambiente vi&aacute;rio e na mobilidade urbana, na seguran&ccedil;a dos ve&iacute;culos    e no comportamento dos usu&aacute;rios do tr&acirc;nsito.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, Caiaffa e Friche d&atilde;o &ecirc;nfase    &agrave; necessidade de articula&ccedil;&atilde;o e concomit&acirc;ncia das    a&ccedil;&otilde;es dos tr&ecirc;s eixos de interven&ccedil;&otilde;es, sob    pena de a&ccedil;&otilde;es de um &uacute;nico eixo atuar como fator predisponente    de agravamento do problema.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por fim, as propostas dos debatedores refor&ccedil;am    a necessidade de uma atua&ccedil;&atilde;o global e articulada do Governo e    da sociedade civil, para o enfrentamento do problema, das iniquidades de g&ecirc;nero,    gera&ccedil;&atilde;o e socioecon&ocirc;micas subjacentes aos riscos de morte    no tr&acirc;nsito, bem como a necessidade de aprofundar temas como a m&eacute;trica    dos ATT, seus fatores de risco e a compreens&atilde;o e a interven&ccedil;&atilde;o    nos territ&oacute;rios intra-urbanos nos grandes munic&iacute;pios e nos aglomerados    de maior risco. Uma das estrat&eacute;gias de an&aacute;lise com capacidade    de identifica&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas cr&iacute;ticas de risco intra-urbanas<sup>2</sup>    e intra-estaduais3 s&atilde;o as t&eacute;cnicas de estat&iacute;sticas espaciais    e os Sistemas de Informa&ccedil;&otilde;es Geogr&aacute;ficas que proporcionam    uma visualiza&ccedil;&atilde;o em mapas das &aacute;reas onde &eacute; preciso    priorizar e que s&atilde;o de f&aacute;cil entendimento por parte de gestores    p&uacute;blicos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; limita&ccedil;&atilde;o    do uso do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade referida no    artigo e discutida por Moys&eacute;s, h&aacute; uma desigualdade entre as regi&otilde;es    e os estados brasileiros. Os da regi&atilde;o Norte e Nordeste apresentam menores    coberturas do sistema. Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; melhoria da qualidade    da informa&ccedil;&atilde;o das causas de &oacute;bito, h&aacute; uma tend&ecirc;ncia    marcada da redu&ccedil;&atilde;o do percentual das causas mal definidas no pa&iacute;s.    Por&eacute;m, em rela&ccedil;&atilde;o aos &oacute;bitos por causas externas    a qualifica&ccedil;&atilde;o destas ainda constitui como um grande desafio.    Atualmente, muitos munic&iacute;pios j&aacute; fazem a investiga&ccedil;&atilde;o    dos &oacute;bitos nos &oacute;rg&atilde;os de tr&acirc;nsito, seguran&ccedil;a    p&uacute;blica e nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa. No entanto,    ainda n&atilde;o h&aacute; uma padroniza&ccedil;&atilde;o nacional desses procedimentos.    A proposta do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &eacute; a constru&ccedil;&atilde;o    de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o nacional de registro ocorr&ecirc;ncias    de ATT com v&iacute;timas que tenha como fonte de dados um boletim padronizado    nacionalmente e de uso obrigat&oacute;rio. Esse sistema deve permitir, no &acirc;mbito    das esferas municipais e estaduais, a interoperabilidade com as bases de dados    da sa&uacute;de, tais como: Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares,    Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade, e informa&ccedil;&otilde;es    das v&iacute;timas atendidas pelos Servi&ccedil;os de Aten&ccedil;&atilde;o    M&oacute;vel de Urg&ecirc;ncias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
    <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Vasconcellos EA. O custo social da motocicleta    no Brasil. <i>Revista dos Transportes P&uacute;blicos</i> 2008; 30/31(3&ordm;    e 4&ordm; trimestres):127-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614416&pid=S1413-8123201200090000600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Cabral APS, Souza WV, Lima MLC. Servi&ccedil;o    de atendimento m&oacute;vel de urg&ecirc;ncia: um observat&oacute;rio dos acidentes    de transporte terrestre em n&iacute;vel local. <i>Rev Bras Epidemiol</i> 2011;    14(1):3-14.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614418&pid=S1413-8123201200090000600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Silva PHNV, Lima MLC, Moreira RS, Souza WV,    Cabral APS. Estudo espacial da mortalidade por acidentes de motocicleta em Pernambuco.    <i>Rev Saude Publica</i> 2011; 45(2):409-415.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614420&pid=S1413-8123201200090000600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Bureau of Infrastructure, Transport and Regional    Economics (BITRE), 2012, <i>Road deaths Australia</i>, 2011 Statistical Summary.    Canberra: BITRE; 2012. &#91;acessado 2012 julho 23&#93;. Dispon&iacute;vel em:    <a href="http://www.bitre.gov.au/publications/2012/files/RDA_Summary_2011.pdf" target="_blank">http://www.bitre.gov.au/publications/2012/files/RDA_Summary_2011.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614422&pid=S1413-8123201200090000600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. World Health Organization (WHO). Regional    Office for Europe. <i>European status report on road safety</i>: towards safe    roads and healthier transport choices. WHO. Regional office for Europe: Copenhagen;    2009. &#91;acessado 2012 julho 23&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0015/43314/E92789.pdf" target="_blank">http://www.euro.who.int/__data/assets/pdf_file/0015/43314/E92789.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614423&pid=S1413-8123201200090000600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> ]]></body><back>
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