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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Acidentes e violência na infância: evidências do inquérito sobre atendimentos de emergência por causas externas - Brasil, 2009]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Understanding the characteristics and magnitude of accidents and violence due to external causes in children from 0 to 9 years of age is becoming ever more important in Public Health. The scope of this paper was to analyze emergency care for accidents due to external causes in children. The Sentinel Urgency and Emergency Services of the Violence and Accident Vigilance System (VIVA Survey), performed in 74 urgency services in the Federal District and 23 State capitals in 2009 was used. Data of 7,123 children were analyzed: 6,897 (96.7%) victims of accidents and 226 (3.3%) of violence. In comparison with victims of violence, the visits for accidents were more frequent among white children from 2 to 5 years old occurring in the home (p < 0.05). Among the accidents, falls and burns predominated in the 0 to 1group, while traffic accidents were most frequent in the 6 to 9-year-old age group (p < 0.001). With respect to violence, the visits for neglect and physical assault predominated, respectively, in extreme age groups, with someone in the family being the perpetrator (p < 0.001). Information on the occurrence of external causes in children may support health promotion policies, besides guiding health professionals, teachers and families in the prevention of such causes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO</b> ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Acidentes e viol&ecirc;ncia na inf&acirc;ncia:    evid&ecirc;ncias do inqu&eacute;rito sobre atendimentos de emerg&ecirc;ncia    por causas externas - Brasil, 2009</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Accidents and violence in childhood: survey    evidence of emergency care for external causes - Brazil, 2009</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Deborah Carvalho Malta<sup>I</sup>; M&aacute;rcio    D&ecirc;nis Medeiros Mascarenhas<sup>II</sup>; Regina Tomie Ivata Bernal<sup>III</sup>;    Anna Paula Bise Viegas<sup>II</sup>; Naiza Nayla Bandeira de S&aacute;<sup>II</sup>;    Jarbas Barbosa da Silva Junior<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Secretaria de Vigil&auml;ncia em    Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Esplanada dos Minist&eacute;rios,    Bloco G, Edif&iacute;cio Sede, 1&ordm; andar, Sala 142. 70058-900 Bras&iacute;lia    DF. <a href="mailto:deborah.malta@saude.gov.br">deborah.malta@saude.gov.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de Vigil&acirc;ncia de Doen&ccedil;as    e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em    Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade de S&atilde;o    Paulo</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Compreender as caracter&iacute;sticas e a magnitude    das causas externas (acidentes e viol&ecirc;ncia) em crian&ccedil;as de 0 a    9 anos de idade torna-se cada vez mais importante em Sa&uacute;de P&uacute;blica.    O objetivo do presente artigo foi analisar os atendimentos de emerg&ecirc;ncia    por causas externas em crian&ccedil;as. Utilizaram-se dados do Sistema de Vigil&acirc;ncia    de Viol&ecirc;ncias e Acidentes em Servi&ccedil;os Sentinelas de Urg&ecirc;ncia    e Emerg&ecirc;ncia (Inqu&eacute;rito VIVA), realizado em 74 servi&ccedil;os    de urg&ecirc;ncia do Distrito Federal e 23 capitais no ano 2009. Analisaram-se    dados de 7.123 crian&ccedil;as: 6.897 (96,7%) v&iacute;timas de acidentes e    226 (3,3%) de viol&ecirc;ncia. Em compara&ccedil;&atilde;o &agrave;s v&iacute;timas    de viol&ecirc;ncia, os atendimentos por acidentes foram mais frequentes entre    crian&ccedil;as de 2 a 5 anos, de pele branca e ocorridos no domic&iacute;lio    (p &lt; 0,05). Dentre os acidentes, as quedas e queimaduras predominaram no    grupo de 0 a 1 ano, enquanto os acidentes de transporte foram mais frequentes    no grupo de 6 a 9 anos (p &lt; 0,001). Quanto &agrave;s viol&ecirc;ncias, atendimentos    por neglig&ecirc;ncia e agress&atilde;o f&iacute;sica predominaram, respectivamente,    nos grupos extremos de faixa et&aacute;ria, sendo um familiar identificado como    agressor (p &lt; 0,001). Informa&ccedil;&otilde;es sobre ocorr&ecirc;ncia de    causas externas em crian&ccedil;as podem apoiar pol&iacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de, al&eacute;m de orientar profissionais de sa&uacute;de, educadores    e fam&iacute;lias na preven&ccedil;&atilde;o destas causas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Inf&acirc;ncia, Acidentes,    Inqu&eacute;rito, Causas externas, Atendimento de emerg&ecirc;ncia, Viol&ecirc;ncia</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Understanding the characteristics and magnitude    of accidents and violence due to external causes in children from 0 to 9 years    of age is becoming ever more important in Public Health. The scope of this paper    was to analyze emergency care for accidents due to external causes in children.    The Sentinel Urgency and Emergency Services of the Violence and Accident Vigilance    System (VIVA Survey), performed in 74 urgency services in the Federal District    and 23 State capitals in 2009 was used. Data of 7,123 children were analyzed:    6,897 (96.7%) victims of accidents and 226 (3.3%) of violence. In comparison    with victims of violence, the visits for accidents were more frequent among    white children from 2 to 5 years old occurring in the home (p &lt; 0.05). Among    the accidents, falls and burns predominated in the 0 to 1group, while traffic    accidents were most frequent in the 6 to 9-year-old age group (p &lt; 0.001).    With respect to violence, the visits for neglect and physical assault predominated,    respectively, in extreme age groups, with someone in the family being the perpetrator    (p &lt; 0.001). Information on the occurrence of external causes in children    may support health promotion policies, besides guiding health professionals,    teachers and families in the prevention of such causes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> Childhood, Injuries, Survey,    External causes, Emergency attendance, Violence</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Acidentes e viol&ecirc;ncias comp&otilde;em as    chamadas causas externas, que representam o principal problema de mortalidade    em crian&ccedil;as de 1 a 9 anos, tornando-se cada vez mais relevante em sa&uacute;de    p&uacute;blica compreender sua distribui&ccedil;&atilde;o, as causas, as caracter&iacute;sticas,    a magnitude e os aspectos relacionados &agrave; sua ocorr&ecirc;ncia. Globalmente,    as maiores taxas de mortalidade por causas externas na inf&acirc;ncia encontram-se    em pa&iacute;ses da &Aacute;frica e &Aacute;sia e os menores valores na Am&eacute;rica    do Norte e Europa<sup>1,2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    (OMS)<sup>1</sup> estima cerca de 950 mil mortes por causas externas entre crian&ccedil;as    menores de 18 anos de idade a cada ano, e mais de 10 milh&otilde;es de incapacidades.    A maioria destes eventos s&atilde;o evit&aacute;veis e considerados n&atilde;o    intencionais como: les&otilde;es no tr&acirc;nsito, afogamentos, queimaduras,    quedas. As les&otilde;es intencionais, como a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica,    neglig&ecirc;ncia e abusos sexuais, respondem por mais de 200 mil mortes por    ano em jovens e crian&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade (SIM)<sup>2</sup> apontam a ocorr&ecirc;ncia de 4.111 &oacute;bitos    em crian&ccedil;as de 0 a 9 anos em 2009 (taxa de mortalidade de 12,6/100.000    habitantes dessa faixa et&aacute;ria). Destes &oacute;bitos, 1.129 correspondiam    a acidentes de transporte, 318 a agress&otilde;es ou homic&iacute;dios, 162    a quedas e o restante a outros acidentes. Em 2010, foram registradas 89.650    interna&ccedil;&otilde;es hospitalares por causas externas na popula&ccedil;&atilde;o    de 0 a 9 anos em servi&ccedil;os financiados pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As les&otilde;es decorrentes de acidentes e viol&ecirc;ncias    afetam pessoas de todas as idades, mas entre crian&ccedil;as t&ecirc;m caracter&iacute;sticas    especiais por resultarem em les&otilde;es s&eacute;rias como d&eacute;ficits    neurol&oacute;gicos persistentes, decorrentes de traumatismos cranianos, d&eacute;ficits    motores em indiv&iacute;duos que se encontram em plena fase de crescimento e    desenvolvimento<sup>3-5</sup>. Al&eacute;m disto, os traumas decorrentes das    causas externas podem trazer danos emocionais e psicol&oacute;gicos que repercutir&atilde;o    ao longo de toda a vida das v&iacute;timas, acarretando consequ&ecirc;ncias    tamb&eacute;m para a fam&iacute;lia e sociedade<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O tema da viol&ecirc;ncia contra a crian&ccedil;a    tem sido cada vez mais objeto de estudos no pa&iacute;s e no mundo<sup>1,2,6</sup>.    A OMS<sup>7</sup> distingue quatro naturezas de viol&ecirc;ncia contra a crian&ccedil;a:    abuso f&iacute;sico, sexual, emocional ou psicol&oacute;gico e neglig&ecirc;ncia.    Na maioria das vezes, esses eventos permanecem silenciados no interior das fam&iacute;lias,    escolas, comunidade e servi&ccedil;os de sa&uacute;de<sup>8</sup>. S&atilde;o    descritas ainda viol&ecirc;ncias praticadas contra crian&ccedil;as/adolescentes    em situa&ccedil;&atilde;o de rua, crian&ccedil;as trabalhadoras, viol&ecirc;ncia    escolar, ou bullying, dentre outras formas<sup>9,10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A viol&ecirc;ncia contra as crian&ccedil;as geralmente    envolve uma rela&ccedil;&atilde;o assim&eacute;trica e pode ocorrer em diferentes    formatos e em diferentes grupos econ&ocirc;micos e sociais<sup>8,11</sup>. A    viol&ecirc;ncia familiar &eacute; muito frequente e invis&iacute;vel, sendo    praticada dentro dos lares, por quem deveria proteger as crian&ccedil;as. A    mesma de caracteriza por todo tipo de omiss&atilde;o que prejudique o bem estar,    a integridade f&iacute;sica, psicol&oacute;gica, a liberdade, ou direito de    desenvolvimento de algum membro da fam&iacute;lia<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A maioria dos estudos dispon&iacute;veis no pa&iacute;s    se concentra em aspectos como morbidade hospitalar e mortalidade por acidentes    e viol&ecirc;ncias, abrangendo os eventos de maior gravidade (interna&ccedil;&atilde;o    ou &oacute;bito) dispon&iacute;veis no Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade (SIM) e no Sistema de Interna&ccedil;&otilde;es Hospitalares    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SIH/SUS)<sup>3,13-15</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apesar da exist&ecirc;ncia desses dois grandes    sistemas de informa&ccedil;&atilde;o de abrang&ecirc;ncia nacional, o cen&aacute;rio    dos eventos relativos &agrave;s viol&ecirc;ncias contra crian&ccedil;as no Brasil    ainda &eacute; subdimensionado, o que requer o desenvolvimento de diferentes    estrat&eacute;gias de investiga&ccedil;&atilde;o como estudos que analisem registros    de den&uacute;ncias aos conselhos tutelares e delegacias especializadas<sup>16-18</sup>    ou sobre casos atendidos em servi&ccedil;os especializados de aten&ccedil;&atilde;o    &aacute;s v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia<sup>19,20</sup>. Mesmo assim, nenhum    deles &eacute; capaz de, isoladamente, descrever a totalidade da extens&atilde;o    do problema, especialmente no que se refere &agrave;s les&otilde;es de menor    gravidade e que correspondem &agrave; maior parcela das ocorr&ecirc;ncias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Com o intuito de fornecer mais informa&ccedil;&otilde;es    sobre esses eventos, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de implantou em 2006 o    Sistema de Vigil&acirc;ncia de Viol&ecirc;ncias e Acidentes em Servi&ccedil;os    Sentinelas de Urg&ecirc;ncia e Emerg&ecirc;ncia (Inqu&eacute;rito VIVA), possibilitando    analisar caracter&iacute;sticas epidemiol&oacute;gicas dos atendimentos de emerg&ecirc;ncia    por causas externas em servi&ccedil;os selecionados em alguns munic&iacute;pios,    capitais de estado e Distrito Federal<sup>21-22</sup>. Tal estrat&eacute;gia    de vigil&acirc;ncia j&aacute; foi realizada em tr&ecirc;s edi&ccedil;&otilde;es    (nos anos 2006, 2007 e 2009, possibilitando analisar as caracter&iacute;sticas    dos atendimentos &agrave;s v&iacute;timas de causas externas atendidas em servi&ccedil;os    de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia da rede assistencial do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de (SUS), sua distribui&ccedil;&atilde;o, caracter&iacute;sticas    da ocorr&ecirc;ncia, como local, hor&aacute;rio, gravidade, caracter&iacute;sticas    do agressor, dentre outras<sup>8,21-24</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O estudo das causas e circunst&acirc;ncias desses    agravos junto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o infantil torna-se essencial para    o desenvolvimento de estrat&eacute;gias de promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de    e preven&ccedil;&atilde;o destes eventos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O presente artigo tem por objetivo descrever    os atendimentos de emerg&ecirc;ncia por acidentes e viol&ecirc;ncias em crian&ccedil;as    atendidas em unidades de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia segundo caracter&iacute;sticas    demogr&aacute;ficas, da ocorr&ecirc;ncia e do atendimento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Trata-se de estudo transversal, com dados coletados    entre setembro e novembro de 2009, em 74 servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia e    emerg&ecirc;ncia localizados nas 23 capitais de Estado brasileiras e Distrito    Federal, participantes do Inqu&eacute;rito VIVA 2009. Apenas tr&ecirc;s capitais    n&atilde;o conseguiram executar o inqu&eacute;rito devido a raz&otilde;es t&eacute;cnico-operacionais<sup>24</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A popula&ccedil;&atilde;o de estudo foi composta    pelas v&iacute;timas de viol&ecirc;ncias e acidentes (causas externas) que procuraram    atendimento nos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia no &acirc;mbito    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) nas capitais e Distrito Federal.    Para a sele&ccedil;&atilde;o dos estabelecimentos que compuseram a amostra,    foi utilizado o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Sa&uacute;de (CNES)    para identificar os estabelecimentos habilitados para atendimento de urg&ecirc;ncia    e emerg&ecirc;ncia. Foram selecionados servi&ccedil;os de maior demanda e procura    da popula&ccedil;&atilde;o em cada capital, segundo os registros de interna&ccedil;&atilde;o    no SIH/SUS e de atendimentos nos Inqu&eacute;ritos VIVA 2006 e 2007 (para aqueles    servi&ccedil;os participantes da pesquisa naqueles anos). Ap&oacute;s a sele&ccedil;&atilde;o    dos estabelecimentos, procedeu-se &agrave; sua valida&ccedil;&atilde;o junto    aos gestores de cada munic&iacute;pio, para conferir os servi&ccedil;os de maior    demanda por atendimento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a defini&ccedil;&atilde;o do tamanho da    amostra, considerou-se o crit&eacute;rio de precis&atilde;o para as estimativas    de preval&ecirc;ncias fixadas para o estudo. Assim, assumindo coeficiente de    varia&ccedil;&atilde;o inferior a 30% e o erro padr&atilde;o menor que 3, o    tamanho da amostra foi de, no m&iacute;nimo, 1.500 atendimentos por causas externas    em cada uma das capitais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O procedimento de sorteio utilizado foi a amostragem    por conglomerado em &uacute;nico est&aacute;gio, sendo o turno a unidade prim&aacute;ria    de amostragem (UPA). Todos os atendimentos por causas externas (viol&ecirc;ncias    e acidentes) do turno sorteado foram inclu&iacute;dos na amostra. Para efeito    de sorteio de turnos, considerou-se o per&iacute;odo de coleta de 30 dias dividido    em dois turnos, totalizando 60 turnos, sendo 30 diurnos (7h00min &agrave;s 18h59min)    e 30 noturnos (19h00min &agrave;s 6h59min). O n&uacute;mero de turnos a ser    sorteado em cada estabelecimento foi obtido pela raz&atilde;o entre o tamanho    m&iacute;nimo da amostra de atendimentos por causas externas e a m&eacute;dia    de atendimentos por causas externas realizados no mesmo estabelecimento em anos    anteriores. Para garantir o tamanho m&iacute;nimo da amostra, nas capitais,    foram sorteados dois turnos reservas para cada servi&ccedil;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Visando a padroniza&ccedil;&atilde;o da coleta    foram realizados treinamentos pela equipe da Coordena&ccedil;&atilde;o de Vigil&acirc;ncia    de Doen&ccedil;as e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis da Secretaria de    Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (CGDANT/SVS/MS)    junto aos t&eacute;cnicos das secretarias estaduais e municipais de sa&uacute;de    envolvidas<sup>24</sup>. As entrevistas foram realizadas por acad&ecirc;micos    dos cursos de Enfermagem e Medicina e por profissionais de sa&uacute;de previamente    treinados, sob supervis&atilde;o de t&eacute;cnicos das secretarias de sa&uacute;de.    A cada paciente admitido no setor de emerg&ecirc;ncia em decorr&ecirc;ncia de    causas externas (viol&ecirc;ncias e acidentes), os entrevistadores iniciavam    a abordagem da v&iacute;tima ou acompanhante (quando o paciente era menor ou    encontrava-se impossibilitado de responder) para solicitar autoriza&ccedil;&atilde;o    e iniciar a entrevista<sup>24</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os dados foram digitados no programa Epi Info    3.5.1, no Setor de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica de cada munic&iacute;pio    participante da pesquisa e transferidos para o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    via e-mail. Foi realizada a an&aacute;lise de consist&ecirc;ncia e identifica&ccedil;&atilde;o    de duplicidade dos dados pela equipe t&eacute;cnica do Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de, utilizando o programa Link Plus, vers&atilde;o 2.0. As an&aacute;lises    foram processadas no programa STATA vers&atilde;o 10.0, do qual se utilizou    o m&oacute;dulo "svy", adequado para obten&ccedil;&atilde;o de estimativas dos    par&acirc;metros populacionais n&atilde;o viciadas quando os dados s&atilde;o    provenientes de planos de amostragem complexos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A presente an&aacute;lise inclui somente os atendimentos    ocorridos entre crian&ccedil;as menores de 10 anos, desagregados por faixa et&aacute;ria    (0 a 1 ano, 2 a 5 anos, 6 a 9 anos). Foram analisadas as seguintes vari&aacute;veis:    sexo, ra&ccedil;a/cor da pele, meios de locomo&ccedil;&atilde;o utilizados para    chegar ao servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia, local de ocorr&ecirc;ncia, natureza    da les&atilde;o, parte do corpo atingida, turno e dia de atendimento, evolu&ccedil;&atilde;o    na emerg&ecirc;ncia, tipo de evento e tipo de v&iacute;tima. A hip&oacute;tese    nula de independ&ecirc;ncia entre as vari&aacute;veis qualitativas foi averiguada    pelo teste do qui-quadrado com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O projeto foi aprovado pela Comiss&atilde;o Nacional    de &Eacute;tica em Pesquisa (CONEP). Como os dados ser&atilde;o utilizados para    fins de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, a assinatura do termo de consentimento    livre e esclarecido foi substitu&iacute;da por consentimento verbal, obtido    pelo paciente ou por seu respons&aacute;vel. Foi garantido total anonimato e    privacidade aos pacientes, profissionais e gestores dos servi&ccedil;os onde    a pesquisa foi realizada, assim como a liberdade em desistir de participar da    entrevista a qualquer momento, sem preju&iacute;zo de qualquer natureza para    si pr&oacute;prio ou terceiros, atendendo &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es    da Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm;. 196/1996<sup>25</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram analisadas informa&ccedil;&otilde;es referentes    a 7.123 v&iacute;timas de causas externas com menos de 10 anos de idade atendidas    nos servi&ccedil;os inclu&iacute;dos no Inqu&eacute;rito VIVA 2009, ou 17,9%    do total de atendimento realizados. Dos atendimentos em crian&ccedil;as, 6.897    (96,8%) foram v&iacute;timas de acidentes e 226 (3,2%), de viol&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a07fig1.jpg">Figura 1</a> mostra que as capitais com maior frequ&ecirc;ncia    de atendimentos por quedas foram Bel&eacute;m (PA) e Fortaleza (CE) e, ocorrem    em todas as cidades, em primeiro lugar, exceto em Campo Grande (MS) e Palmas    (TO). Nestas &uacute;ltimas destacaram-se os atendimentos decorrentes de outros    acidentes (que englobam um grupo extenso de ocorr&ecirc;ncias como corpo estranho,    afogamentos, choque contra objetos, outros). Os acidentes de transporte foram    a terceira causa de demanda por atendimento de emerg&ecirc;ncia, com maior frequ&ecirc;ncia    em Fortaleza (CE), Macap&aacute; (AP), Aracaj&uacute; (SE), Rio Branco (AC)    e Palmas (TO). As maiores porcentagens de atendimento por queimaduras foram    observadas em Campo Grande (MS) e Curitiba (PR).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As caracter&iacute;sticas das crian&ccedil;as    atendidas nos servi&ccedil;os sentinela, segundo o tipo de ocorr&ecirc;ncia,    est&atilde;o apresentadas na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a07tab1.jpg">Tabela 1</a>. Do total de crian&ccedil;as, 18,9% tinham    at&eacute; 1 ano de idade, 41,6% de 2 a 5 anos e 39,4% de 6 a 9 anos; destaca-se    a ocorr&ecirc;ncia de acidentes em crian&ccedil;as de 2 a 5 anos e de viol&ecirc;ncias    em crian&ccedil;as de 0 e 1 ano (p = 0,0031). Os meninos predominaram em ambos    os tipos de ocorr&ecirc;ncia. Quanto &agrave; ra&ccedil;a/cor da pele, 62,8%    eram n&atilde;o brancos (negros, pardos, amarelos, ind&iacute;genas), com maior    porcentagem entre as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia (p &lt; 0,001); a maioria    das ocorr&ecirc;ncias (66,6%) se deu no domic&iacute;lio, sendo este local associado    estatisticamente aos acidentes (p = 0,0234); os cortes foram a les&atilde;o    mais frequente (35,7%), seguidos de contus&atilde;o. A cabe&ccedil;a e tronco    (52,1%) foram os segmentos corporais mais atingidos, em especial nos casos de    viol&ecirc;ncia (p = 0,0012). A locomo&ccedil;&atilde;o para o hospital foi    mais frequente por veiculo particular, principalmente nos epis&oacute;dios de    acidentes. As unidades de assist&ecirc;ncia pr&eacute;-hospitalar foram mais    utilizadas nos casos de viol&ecirc;ncia (p = 0,0013). N&atilde;o houve diferen&ccedil;a    segundo turno de atendimento. Em rela&ccedil;&atilde;o aos dias da semana os    acidentes mais frequentes nos finais de semana e as viol&ecirc;ncias, nos dias    de semana (p &lt; 0,001). A maioria dos atendimentos teve a alta como desfecho    (80,5%), e a porcentagem de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar ou transfer&ecirc;ncia    foi maior nos atendimentos por viol&ecirc;ncia (p = 0,0492).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a07tab2.jpg">Tabela 2</a>, s&atilde;o mostradas algumas caracter&iacute;sticas    de acidentes e viol&ecirc;ncias em crian&ccedil;as segundo faixa et&aacute;ria    (0 a 1 ano, 2 e 5 anos, 6 a 9 anos) atendidos nos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia    emerg&ecirc;ncia selecionados na amostra. Os meninos foram mais acidentados    em todas as faixas et&aacute;rias, predominando na de 6 a 9 anos (62,4%) (p    &lt; 0,001); nos casos de viol&ecirc;ncia n&atilde;o houve diferen&ccedil;a    segundo sexo. A ra&ccedil;a/ cor predominante em acidentes foi n&atilde;o branca,    predominando em 6 a 9 anos (66,4%; p &lt; 0,001), e, sem diferen&ccedil;a segundo    faixa et&aacute;ria para os atendimentos por viol&ecirc;ncias. As ocorr&ecirc;ncias    foram mais frequentes no domic&iacute;lio, predominando entre 0 a 1 ano (86,8%)    para os acidentes (p &lt; 0,001) e entre 2 a 5 anos (73,2%) nas viol&ecirc;ncias    (p &lt; 0,001). Dentre os acidentes, as contus&otilde;es foram a les&atilde;o    mais frequente em 0 a 1 ano, os cortes predominaram em 2 a 5 anos, e as fraturas    em crian&ccedil;as entre 6 a 9 anos (p &lt; 0,001). Os cortes foram as les&otilde;es    mais frequentes nos atendimentos por viol&ecirc;ncia. Nos epis&oacute;dios de    acidentes, cabe&ccedil;a e tronco foram as regi&otilde;es mais atingidas em    0 a 1 ano (67,4%) e as extremidades em crian&ccedil;as de 6 a 9 anos (p &lt;    0,001); dentre os atendimentos por viol&ecirc;ncia, predominaram as ocorr&ecirc;ncias    na cabe&ccedil;a e tronco, sem diferen&ccedil;a segundo faixa et&aacute;ria.    N&atilde;o houve associa&ccedil;&atilde;o entre meio de locomo&ccedil;&atilde;o    para o hospital e faixa et&aacute;ria das v&iacute;timas de acidentes, por&eacute;m,    o deslocamento por ve&iacute;culos de assist&ecirc;ncia pr&eacute;-hospitalar    (SAMU) foi mais frequente entre as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia com at&eacute;    1 ano de idade (p = 0,0101). Em todas as faixas et&aacute;rias a alta foi o    desfecho mais frequente e os eventos foram mais frequentes durante o per&iacute;odo    diurno e em dias de semana, sem identifica&ccedil;&atilde;o de diferen&ccedil;as    significativas segundo faixa et&aacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a07tab3.jpg">Tabela 3</a> apresenta caracter&iacute;sticas dos    atendimentos de emerg&ecirc;ncia por acidentes e viol&ecirc;ncias entre crian&ccedil;as    segundo tipo de evento por faixa et&aacute;ria. O evento mais comum foi a queda,    sendo mais frequente em crian&ccedil;as de at&eacute; 1 ano de idade (60,9%;    p &lt; 0,001); predominaram as quedas do mesmo n&iacute;vel em crian&ccedil;as    de 6 a 9 anos (58,4%) e de 2 a 5 anos (50,2%); entre as crian&ccedil;as de 0    a 1 ano foram mais frequentes as quedas do leito/mob&iacute;lia (36,1%) (p &lt;    0,001).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O terceiro evento mais frequente foi acidente    de transporte (AT), predominando em crian&ccedil;as de 6 a 9 anos (12,8%). As    v&iacute;timas na condi&ccedil;&atilde;o de passageiros foram as mais comuns    (42,3%), especialmente entre as crian&ccedil;as de 0 a 1 ano (69,8%); os acidentes    em pedestres/atropelamentos predominaram no grupo de 2 a 5 anos (30,1%) e as    v&iacute;timas na condi&ccedil;&atilde;o de condutores (bicicleta, veloc&iacute;pede    e similares) foram mais frequentes no grupo de 6 a 9 anos (41,6%) (p &lt; 0,001).    A bicicleta (veloc&iacute;pedes, triciclos e similares) (53,4%) foi o meio de    locomo&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima mais frequente, em especial entre as    crian&ccedil;as de 2 a 5 anos (57,3%; p &lt; 0,001). As queimaduras (2,6%) foram    mais frequentes no grupo de 0 a 1 ano (5,5%), sendo as causadas por subst&acirc;ncias    quentes as mais frequentes em todas as faixas (59,2%). Esse tipo de queimadura    predominou entre as crian&ccedil;as de 0 a 1 ano, enquanto as queimaduras por    fogo e chama predominaram no grupo de 6 a 9 anos (33,8%) (p &lt; 0,05). Dentre    os outros acidentes, destacam-se: queda de objeto sobre pessoa (13,1%) no grupo    de 0 a 1 ano; corpo estranho (30,8%) em crian&ccedil;as de 2 a 5 anos; em crian&ccedil;as    de 6 a 9 anos destacam-se: choque contra objetos (32,2%), ferimentos cortantes    (20,5%) e acidentes com animais (12,6%) (p &lt; 0,001).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A agress&atilde;o f&iacute;sica foi mais frequente    em crian&ccedil;as de 6 a 9 anos (87,4%; p &lt; 0,001), enquanto a neglig&ecirc;ncia    predominou entre as crian&ccedil;as mais jovens (0-1; 2 a 5 anos) (p &lt; 0,001).    A viol&ecirc;ncia sexual ocorreu em 7,1%, predominando em 2 a 5 anos (13,6%)    e a viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica ocorreu em 13,2%, predominando em 6 a    9 anos (dados n&atilde;o mostrados). O agressor era um familiar da crian&ccedil;a    em mais da metade dos atendimentos, com porcentagem significativamente maior    quando a v&iacute;tima era mais jovem, como foi observado entre as crian&ccedil;as    de 0 a 1 ano (70,1%) e de 2 a 5 anos (61,2%) (p &lt; 0,001).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O estudo aqui analisado mostrou que, dentre as    causas externas na inf&acirc;ncia, os servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia    atenderam majoritariamente crian&ccedil;as v&iacute;timas de acidentes, predominando    os casos mais leves, os quais receberam encaminhamento de alta, com cerca de    20% dos atendimentos evolu&iacute;dos para interna&ccedil;&atilde;o ou encaminhados    para outros servi&ccedil;os. As ocorr&ecirc;ncias foram mais frequentes no domicilio    e os acidentes mais comuns foram as quedas, seguidas de outros acidentes e acidentes    de transporte. As ocorr&ecirc;ncias foram mais frequentes em crian&ccedil;as    de 2 a 5 anos, tanto os acidentes, quanto as viol&ecirc;ncias. As quedas foram    mais frequentes do mesmo n&iacute;vel entre maiores de 2 anos, em 0 a 1 ano    ocorreram mais quedas de ber&ccedil;os, cama e mob&iacute;lias. Chama a aten&ccedil;&atilde;o    o fato de a bicicleta/veloc&iacute;pede constituir-se no meio de locomo&ccedil;&atilde;o    da vitima mais comum entre os atendimentos por acidentes de transporte, fato    relacionado ao frequente uso desse ve&iacute;culo nas brincadeiras pr&oacute;prias    desse grupo et&aacute;rio. As agress&otilde;es f&iacute;sicas foram o tipo mais    comum de viol&ecirc;ncia, sendo mais frequente em 6 a 9 anos e as neglig&ecirc;ncias    foram mais frequentes em crian&ccedil;as de 2 a 5 anos. Em mais da metade dos    casos o agressor foi algu&eacute;m da pr&oacute;pria fam&iacute;lia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados aqui apresentados mostram a import&acirc;ncia    dos acidentes e viol&ecirc;ncias como demanda de aten&ccedil;&atilde;o nos servi&ccedil;os    p&uacute;blicos de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia nas capitais do pa&iacute;s.    Nas portas de entrada destes servi&ccedil;os s&atilde;o atendidos eventos de    natureza e gravidade diversa, desde ocorr&ecirc;ncias de menor gravidade, que    s&atilde;o liberadas, at&eacute; aquelas que evoluem para interna&ccedil;&atilde;o.    Os primeiros constituem a maior porcentagem de demanda, requerendo procedimentos    que envolvem menor complexidade assistencial, por&eacute;m fundamentais para    a preven&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es e sequelas graves<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As informa&ccedil;&otilde;es sobre causas externas    baseadas em informa&ccedil;&otilde;es de mortalidade e interna&ccedil;&atilde;o    subestimam estes eventos na popula&ccedil;&atilde;o. A OMS estima que para cada    &oacute;bito, cerca de 300 casos s&atilde;o tratados em servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia    e depois liberados<sup>26,27</sup> . A estrat&eacute;gia de vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica baseada em dados de atendimentos de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia    &eacute; adotada em diversos pa&iacute;ses, visando identificar caracter&iacute;sticas    das v&iacute;timas, agressores e ocorr&ecirc;ncias que n&atilde;o s&atilde;o    registradas nos demais sistemas de informa&ccedil;&atilde;o, mostrando a oportunidade    da implanta&ccedil;&atilde;o do VIVA no Brasil<sup>24,26,27</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A ocorr&ecirc;ncia dos acidentes na inf&acirc;ncia    tem sido descrita na literatura como relacionada a caracter&iacute;sticas como    sexo, idade da crian&ccedil;a, etapa de desenvolvimento neuro-psico-motor (imaturidade    f&iacute;sica e mental, inexperi&ecirc;ncia, incapacidade para prever e evitar    situa&ccedil;&otilde;es de perigo, curiosidade, tend&ecirc;ncia a imitar comportamentos    adultos, falta de no&ccedil;&atilde;o corporal e de espa&ccedil;o, falta de    coordena&ccedil;&atilde;o motora) e caracter&iacute;sticas da personalidade    (hiperatividade, agressividade, impulsividade e distra&ccedil;&atilde;o), al&eacute;m    de particularidades org&acirc;nicas ou anat&ocirc;micas, tais como defici&ecirc;ncia    f&iacute;sica e/ou mental<sup>5,23</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estudos t&ecirc;m mostrado que os acidentes na    inf&acirc;ncia ocorrem com mais frequ&ecirc;ncia em crian&ccedil;as do sexo    masculino, o que pode ser justificado pelos diferentes comportamentos de cada    sexo e por fatores culturais, como est&iacute;mulo a determinadas brincadeiras    entre meninos que s&atilde;o mais ativas como: jogar bola, uso de bicicleta    e tend&ecirc;ncia cultural em manter as meninas em casa envolvidas em brincadeiras    mais tranquilas, como brincar de bonecas<sup>3,4,23</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A ocorr&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncias tamb&eacute;m    predomina no sexo masculino, o que pode ser explicado pelos mesmos comportamentos    culturais de maior liberdade entre meninos e maior vigil&acirc;ncia sobre as    meninas. O universo masculino desde cedo &eacute; povoado por s&iacute;mbolos    de masculinidade, dentre eles, brincadeiras com uso de armas, que trazem a simbologia    do poder, e que podem ser incorporados na sua vida, como atos de viol&ecirc;ncia    cotidiana, mais frequente entre homens<sup>28</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A faixa et&aacute;ria de maior ocorr&ecirc;ncia    de acidentes foi de 2 a 5 anos, conforme dados obtidos nas edi&ccedil;&otilde;es    do Inqu&eacute;rito VIVA em 2006 e 2007<sup>23</sup>. Outros estudos mostraram    diferen&ccedil;as, ora apontando crian&ccedil;as mais velhas (7 a 12 anos)<sup>4</sup>,    ora de um a tr&ecirc;s anos<sup>3</sup>. Quanto ao tipo de acidentes por faixa,    os dados do Inqu&eacute;rito VIVA 2009 foram compar&aacute;veis com a literatura:    crian&ccedil;as maiores sofrem mais quedas e acidentes de transporte<sup>13</sup>    e as menores sofrem mais quedas de leito/mob&iacute;lia e outros acidentes (afogamentos,    corpos estranhos, acidentes com animais, outros)<sup>3,4,23</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outros estudos tamb&eacute;m apontam que o local    de ocorr&ecirc;ncia mais frequente de acidentes e viol&ecirc;ncias na inf&acirc;ncia    &eacute; o domic&iacute;lio, como aqui descrito<sup>3,4,8,23</sup>. O fato do    ambiente dom&eacute;stico ser o de maior risco para acidentes se deve ao tempo    de exposi&ccedil;&atilde;o, pois s&atilde;o crian&ccedil;as que passam o maior    tempo no lar, mas tamb&eacute;m em fun&ccedil;&atilde;o dos fatores ambientais    de risco como: tapetes soltos, pisos molhados, m&oacute;veis com quinas, vidros,    janelas sem prote&ccedil;&atilde;o, ber&ccedil;os sem prote&ccedil;&atilde;o,    camas elevadas, brinquedos espalhados, brinquedos e pe&ccedil;as pequenas que    podem ser introduzidos nos orif&iacute;cios anat&ocirc;micos como corpo estranho,    objetos p&eacute;rfuro-cortantes, fog&atilde;o, medicamentos e produtos de limpeza    mal armazenados, animais dom&eacute;sticos<sup>3,4</sup>. Deve-se enfatizar    a import&acirc;ncia da supervis&atilde;o cont&iacute;nua de adultos, pais ou    respons&aacute;veis, que devem estar atentos aos riscos, e tamb&eacute;m da    necessidade de descoberta das crian&ccedil;as, buscando proteg&ecirc;-las e    adotando mecanismos de seguran&ccedil;a como: prote&ccedil;&atilde;o nas janelas,    cancelas nas extremidades das escadas, protetores de tomadas, cantoneiras, travas    de seguran&ccedil;a nos sanit&aacute;rios, elimina&ccedil;&atilde;o de plantas    venenosas e venenos em geral, local seguro no armazenamento de medicamentos,    materiais de limpeza, dentre outros<sup>4,23</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O ambiente domiciliar tamb&eacute;m foi o local    de maior exposi&ccedil;&atilde;o para a ocorr&ecirc;ncia de agress&otilde;es    e neglig&ecirc;ncia, tanto por permanecerem mais tempo em seus lares, quanto    por serem os familiares os agressores mais frequentes<sup>8</sup>. Dados n&atilde;o    mostrados neste estudo apontam a import&acirc;ncia de ocorr&ecirc;ncias em locais    de pr&aacute;tica de esporte e na escola em crian&ccedil;as de 6 a 9 anos. Estudos    apontam que outros espa&ccedil;os p&uacute;blicos (ruas, bares, escolas e outros    locais p&uacute;blicos) tamb&eacute;m s&atilde;o locais para a ocorr&ecirc;ncia    de eventos violentos, em especial quando envolvem agressores e v&iacute;timas    do sexo masculino e crian&ccedil;as mais velhas<sup>28</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As les&otilde;es por acidentes e viol&ecirc;ncias    atingem com mais frequ&ecirc;ncia a cabe&ccedil;a, seguidos pelos membros superiores    e inferiores. No caso de acidentes as crian&ccedil;as ainda n&atilde;o s&atilde;o    capazes de proteger a regi&atilde;o cef&aacute;lica em caso de quedas e impactos<sup>3,29</sup>,    o que pode aumentar os riscos de les&otilde;es graves, como traumatismo craniano,    que tem sido apontado como importante causa de interna&ccedil;&atilde;o e &oacute;bito<sup>14</sup>.    Crian&ccedil;as de 0 a 1 ano, em geral, foram mais v&iacute;timas de quedas,    em especial de ber&ccedil;os e mais expostas a traumatismo cranioencef&aacute;lico    (TCE). Por outro lado, crian&ccedil;as maiores de 5 anos t&ecirc;m mais les&otilde;es    em membros superiores e inferiores, provavelmente porque, nessa faixa et&aacute;ria,    predominam atividades como pr&aacute;tica de esportes, passeio com bicicleta,    uso de patins, jogos de bola, entre outros<sup>3</sup>. As crian&ccedil;as v&iacute;timas    de viol&ecirc;ncia e agress&otilde;es t&ecirc;m a cabe&ccedil;a mais atingida,    provavelmente em fun&ccedil;&atilde;o do agressor tender a golpear preferencialmente    a cabe&ccedil;a e face, produzindo les&otilde;es mais graves<sup>8</sup>. Com    rela&ccedil;&atilde;o ao tipo de les&atilde;o, predominam os ferimentos, contus&otilde;es,    entorses e luxa&ccedil;&otilde;es, o que revela a menor gravidade das les&otilde;es    decorrentes de causas externas em crian&ccedil;as atendidas nos servi&ccedil;os    de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia, embora estes eventos produzam custos elevados    aos servi&ccedil;os, al&eacute;m de afetar enormemente as fam&iacute;lias e    as crian&ccedil;as, pelas suas graves consequ&ecirc;ncias emocionais e f&iacute;sicas<sup>4,5,30,31</sup>.    O desfecho mais frequente dos casos de acidentes e viol&ecirc;ncias foi a alta,    a interna&ccedil;&atilde;o ocorreu em maior frequ&ecirc;ncia nos casos de viol&ecirc;ncia/agress&atilde;o    (25,8%), enquanto o &oacute;bito, constituiu-se em evento mais raro, n&atilde;o    descrito no atual estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dentre os acidentes, as quedas correspondem &agrave;    maior porcentagem dos atendimentos seguidas dos acidentes de transporte, queimaduras,    corpo estranho, ferimentos por objetos cortantes, queda de objetos sobre a pessoa,    envenenamento. Esses resultados s&atilde;o semelhantes aos que foram encontrados    por outros autores<sup>3,4,5,29</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As quedas destacam-se na faixa et&aacute;ria    pedi&aacute;trica pelas caracter&iacute;sticas do desenvolvimento da crian&ccedil;a,    curiosidade, imaturidade e falta de coordena&ccedil;&atilde;o motora, o que    as coloca em situa&ccedil;&otilde;es de perigo. Nas crian&ccedil;as maiores    (6 a 9 anos) agregam-se outros fatores como atividades de lazer e esportes,    pr&oacute;prios desta faixa et&aacute;ria, destacando-se jogos, corridas, patins    e outros. Quanto &agrave; altura das quedas, predominam as do mesmo n&iacute;vel    (pr&oacute;pria altura), seguida de outros n&iacute;veis como cama, ber&ccedil;o,    escada, degrau, &aacute;rvore, telhado, outros. Conforme descrito em outros    estudos, crian&ccedil;as de 0 e 1 ano caem mais de ber&ccedil;os e camas<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os acidentes de transporte destacam-se nos atendimentos    de emerg&ecirc;ncia por causas externas acidentais e primeira causa de mortalidade    entre crian&ccedil;as de um a nove anos de idade no Brasil e no mundo<sup>1</sup>.    Predominam os eventos envolvendo brincadeiras com bicicletas em crian&ccedil;as    de 2 a 9 anos, seguidos de atropelamentos por autom&oacute;veis e motocicletas    na mesma faixa, e em crian&ccedil;as de 0 a 1 ano as v&iacute;timas de ocupantes    de ve&iacute;culo s&atilde;o as mais frequentes<sup>1</sup>. O que difere dos    dados de mortalidade por acidentes de transporte em crian&ccedil;as, pela predomin&acirc;ncia    de mortes por atropelamentos, seguidos de acidentes com ocupantes de ve&iacute;culos    e, em terceiro lugar, acidentes envolvendo ciclistas. Estes dados apontam a    import&acirc;ncia das medidas como a supervis&atilde;o das crian&ccedil;as ao    andar de bicicleta, atravessar as ruas, e o est&iacute;mulo ao uso da cadeirinha    (dispositivo de reten&ccedil;&atilde;o para crian&ccedil;as), do cinto de seguran&ccedil;a,    bem como o transporte de crian&ccedil;as apenas nos bancos traseiros, al&eacute;m    da rigorosa vigil&acirc;ncia da circula&ccedil;&atilde;o de ve&iacute;culos    e puni&ccedil;&atilde;o de infratores.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As queimaduras s&atilde;o mais frequentes em    crian&ccedil;as menores, especialmente por subst&acirc;ncias quentes, como ocorre    ao puxarem para si os recipientes com l&iacute;quido quente. Deve-se recomendar    supervis&atilde;o de adultos, e limitar o acesso &agrave; cozinha<sup>4,13,15</sup>.    Acidentes envolvendo corpo estranho foram mais frequentes em crian&ccedil;as    de 2 a 5 anos, o que pode ser explicado pela imaturidade e curiosidade t&iacute;picas    desta faixa et&aacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O tema da viol&ecirc;ncia contra a crian&ccedil;a    vem ganhando visibilidade e import&acirc;ncia nas agendas internacionais e nacionais<sup>1,7,24</sup>.    A crian&ccedil;a tem sido cada vez mais valorizada e a percep&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia como algo natural e um direito legitimamente exercido dos    pais sobre a crian&ccedil;a tem sido desconstru&iacute;do, ganhando voz e vez    na sociedade. O Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente e a organiza&ccedil;&atilde;o    de espa&ccedil;os institucionais na luta contra a viol&ecirc;ncia, como os conselhos    tutelares (Lei n. 8.069/1990)<sup>32</sup>, os sistemas locais de sa&uacute;de,    os servi&ccedil;os de preven&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia, os Centro    de Refer&ecirc;ncia de Assist&ecirc;ncia Social (CRAS) t&ecirc;m contribu&iacute;do    para o aumento dos registros e da comunica&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia,    reduzindo paulatinamente a "lei do sil&ecirc;ncio"<sup>8,33</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A literatura aponta com certa frequ&ecirc;ncia    que membros da fam&iacute;lia podem se tornar, em determinadas circunst&acirc;ncias,    autores de viol&ecirc;ncia<sup>23,34</sup>. Dados do Inqu&eacute;rito VIVA 2009    apontam esta constata&ccedil;&atilde;o em cerca de 51% das ocorr&ecirc;ncias,    predominando a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica e a neglig&ecirc;ncia. Verificou-se    predom&iacute;nio de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica e neglig&ecirc;ncia/abandono,    um importante problema social, caracterizado pela omiss&atilde;o ou ato de deixar    de prover as necessidades e os cuidados b&aacute;sicos para o desenvolvimento    f&iacute;sico, emocional e social da pessoa - o abandono &eacute; uma forma    extrema de neglig&ecirc;ncia entre crian&ccedil;as menores de 6 anos, justamente    as mais indefesas e incapazes, dependendo dos adultos, para os cuidados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os dados do Inqu&eacute;rito VIVA apontam os    maus tratos f&iacute;sicos, ou agress&otilde;es, em primeiro lugar, entre as    modalidades de viol&ecirc;ncia, provavelmente por serem mais graves e exigirem    atendimento de sa&uacute;de. Estudos conduzidos no ambiente escolar, ou a partir    de notifica&ccedil;&atilde;o do Conselho Tutelar tendem a detectar outras situa&ccedil;&otilde;es    e destacam a neglig&ecirc;ncia como principal ocorr&ecirc;ncia<sup>35</sup>.    Tal constata&ccedil;&atilde;o pode ser explicada por serem mais percept&iacute;veis    ou valorizadas pelos educadores, frente &agrave;s mudan&ccedil;as de comportamento    das crian&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estudo realizado em Feira de Santana, Bahia,    a partir dos registros do Conselho Tutelar, identificou a neglig&ecirc;ncia    como a viol&ecirc;ncia mais prevalente, seguida de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica,    a viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica e por &uacute;ltimo, a sexual. Em menores    de um ano, registrou-se consider&aacute;vel ocorr&ecirc;ncia de neglig&ecirc;ncia,    viol&ecirc;ncia f&iacute;sica e psicol&oacute;gica. A viol&ecirc;ncia sexual    foi registrada em todas as faixas et&aacute;rias, com maior preval&ecirc;ncia    acima dos 10 anos e a explora&ccedil;&atilde;o sexual, a partir dos 14 anos<sup>16</sup>.    Portanto o perfil de ocorr&ecirc;ncias pode variar conforme a fonte ou local    pesquisado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O Inqu&eacute;rito VIVA 2009 detectou o incremento    na ocorr&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia f&iacute;sica com o aumento da idade    da v&iacute;tima, o que pode ser atribu&iacute;do ao desenvolvimento e crescimento    das crian&ccedil;as, quando os respons&aacute;veis passam a realizar mais amea&ccedil;as    e puni&ccedil;&otilde;es corporais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dentre os limites do presente estudo, citam-se    a utiliza&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia de servi&ccedil;os sentinelas,    o que n&atilde;o permite estimativas populacionais, e a pr&oacute;pria dificuldade    da coleta, em especial entre as v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia, quando os    eventos tendem a ser omitidos, podendo resultar em subnotifica&ccedil;&atilde;o,    bem como a dificuldade na identifica&ccedil;&atilde;o e mensura&ccedil;&atilde;o    dos casos de abusos sexuais e psicol&oacute;gicos em crian&ccedil;as, especialmente    quando cometidos pelos familiares. Por outro lado, a estrat&eacute;gia de servi&ccedil;os    sentinelas agrega vantagens como: melhor capacita&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o    da equipe para a realiza&ccedil;&atilde;o do inqu&eacute;rito, articula&ccedil;&atilde;o    destes servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia com a rede de prote&ccedil;&atilde;o    &agrave; v&iacute;tima de viol&ecirc;ncia, possibilitando a&ccedil;&otilde;es    integradas e respostas &agrave;s v&iacute;timas, al&eacute;m de possibilitar    o uso das informa&ccedil;&otilde;es para o planejamento das a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os registros do Inqu&eacute;rito VIVA, por ser    uma estrat&eacute;gia de vigil&acirc;ncia de acidentes e viol&ecirc;ncias em    parceria com estados e munic&iacute;pios, t&ecirc;m sido utilizados no n&iacute;vel    local para o melhor conhecimento da viol&ecirc;ncia infringida contra as crian&ccedil;as,    e com isto a atua&ccedil;&atilde;o tem promovido a articula&ccedil;&atilde;o    entre sa&uacute;de, servi&ccedil;os notificadores e de toda a rede de referencia,    integrando a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de,    preven&ccedil;&atilde;o e controle de viol&ecirc;ncia<sup>6</sup>. Essa mobiliza&ccedil;&atilde;o    visa a assegurar o cumprimento de princ&iacute;pios legalmente assegurados no    Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente<sup>32</sup>, no que se refere &agrave;s    pol&iacute;ticas e programas voltados &agrave; viol&ecirc;ncia social e interpessoal    contra crian&ccedil;as e adolescentes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na &uacute;ltima d&eacute;cada algumas iniciativas    importantes foram realizadas visando a preven&ccedil;&atilde;o das causas externas,    dentre eles a publica&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Nacional de Redu&ccedil;&atilde;o    da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&ecirc;ncias (Portaria n&ordm; 737/2001)<sup>36</sup>,    a Pol&iacute;tica Nacional de Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de (Portaria    n&ordm; 687/2006)<sup>37</sup>, os instrumentos como a notifica&ccedil;&atilde;o    de viol&ecirc;ncia contra crian&ccedil;as e adolescentes na rede assistencial    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (Portaria n&ordm; 1.968/2001)<sup>38</sup>,    a Vigil&acirc;ncia de Viol&ecirc;ncias e Acidentes (VIVA), e a Rede Nacional    Preven&ccedil;&atilde;o da Viol&ecirc;ncia, Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de    e Cultura de Paz, contando com n&uacute;cleos nos estados e munic&iacute;pios    (Portaria 936/2004)<sup>22,33</sup>. A rede de aten&ccedil;&atilde;o integral    &agrave;s v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia vem se consolidando e garantindo    o acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de especializados para crian&ccedil;as    e adolescentes, al&eacute;m da notifica&ccedil;&atilde;o dos casos, s&atilde;o    realizados encaminhamentos daqueles que necessitem de atendimento espec&iacute;fico    ou acompanhamento das redes intersetoriais e sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A an&aacute;lise destas ocorr&ecirc;ncias pode    melhor direcionar as a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o &agrave;    sa&uacute;de, orientar o desenvolvimento de medidas de interven&ccedil;&atilde;o,    preven&ccedil;&atilde;o e controle desses agravos, resultando em a&ccedil;&otilde;es    educativas que envolvam pais, fam&iacute;lias, profissionais de sa&uacute;de    e gestores na busca de redu&ccedil;&atilde;o destes eventos, em sua maioria,    evit&aacute;veis.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">DC Malta, MDM Mascarenhas, RTI Bernal, APB Viegas,    NNB S&aacute; e JB Silva Junior participaram igualmente de todas as etapas de    elabora&ccedil;&atilde;o do projeto.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. World Health Organization (WHO). <i>World    report on child injury prevention</i>. Geneva: WHO; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614515&pid=S1413-8123201200090000700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). <i>Sa&uacute;de Brasil 2010</i>: uma an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de e de evid&ecirc;ncias selecionadas de impacto de a&ccedil;&otilde;es    de vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: MS; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614517&pid=S1413-8123201200090000700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Martins CBG, Andrade SM. Epidemiologia dos    acidentes e viol&ecirc;ncias entre menores de 15 anos em munic&iacute;pio da    regi&atilde;o sul do Brasil. <i>Rev Latino-am Enfermagem</i> 2005; 13(4):530-537.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614519&pid=S1413-8123201200090000700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Fil&oacute;como FRF, Harada MJS, Silva CV,    Pedreira MLG. Estudo dos acidentes na inf&acirc;ncia em um pronto-socorro pedi&aacute;trico.    <i>Rev Latino-am Enfermagem</i> 2002; 10(1):41-47 .    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614521&pid=S1413-8123201200090000700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Martins CBG. Acidentes na inf&acirc;ncia e    adolesc&ecirc;ncia: uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica. <i>Rev Bras Enferm</i>    2006; 59(3):344-348.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614523&pid=S1413-8123201200090000700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Minayo MCS. A inclus&atilde;o da viol&ecirc;ncia    na agenda da sa&uacute;de: trajet&oacute;ria hist&oacute;rica. <i>Cien Saude    Colet</i> 2006; 11(Supl.):1259-1267.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614525&pid=S1413-8123201200090000700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. World Health Organization (WHO). <i>Preventing    child maltreatment: a guide to taking action and generating evidence</i>. Geneva:    WHO; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614527&pid=S1413-8123201200090000700007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Mascarenhas MDM, Malta DC, Silva MMA, Lima    CM, Carvalho MCO, Oliveira VLA. Viol&ecirc;ncia contra a crian&ccedil;a: revelando    o perfil dos atendimentos em servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia, Brasil, 2006    e 2007. Cad <i>Saude Publica</i> 2010; 26(2):347-357.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614529&pid=S1413-8123201200090000700008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Alexandre DT, Vieira ML. Rela&ccedil;&atilde;o    de apego entre crian&ccedil;as institucionalizadas que vivem em situa&ccedil;&atilde;o    de abrigo. <i>Psicol Estud</i> 2004; 9(2):207-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614531&pid=S1413-8123201200090000700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Malta DC, Silva MAI, Mello FCM, Monteiro    RA, Sardinha LMV, Crespo C, Carvalho MGO, Silva MMA, Porto DL. Bullying in Brazilian    schools: results from the National School-based Health Survey (PeNSE), 2009.    <i>Cien Saude Colet</i> 2010; 15(Supl. 2):3065-3076.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614533&pid=S1413-8123201200090000700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Westphal MF, organizador. <i>Viol&ecirc;ncia    e crian&ccedil;a</i>. S&atilde;o Paulo: Edusp; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614535&pid=S1413-8123201200090000700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Oliveira BRG, Thomazine AM, Bittar DB, Santos    FL, Silva LMP, Santos RLR, Silva MAI, Carvalho MGB. A viol&ecirc;ncia intrafamiliar    contra a crian&ccedil;a e o adolescente: o que nos mostra a literatura nacional.    <i>REME Rev Min Enferm</i> 2008; 12(4):547-556.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614537&pid=S1413-8123201200090000700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Martins CBG, Andrade SM. Queimaduras em crian&ccedil;as    e adolescentes: an&aacute;lise da morbidade hospitalar e mortalidade. <i>Acta    Paul Enferm</i> 2007; 20(4):464-469.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614539&pid=S1413-8123201200090000700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Koizumi MS, Mello Jorge MHP, N&oacute;brega    LRB, Waters C. Crian&ccedil;as internadas por traumatismo cr&acirc;nio-encef&aacute;lico    no Brasil, 1998: causas e preven&ccedil;&atilde;o. <i>Inf Epidemiol SUS</i>    2001; 10(2):93-101.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614541&pid=S1413-8123201200090000700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Harada MJCS, Botta MLG, Kobata CM, Szauter    IH, Dutra G, Dias EC. Epidemiologia em crian&ccedil;as hospitalizadas por acidentes.    <i>F Med</i> (Br) 2000; 119(4):43-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614543&pid=S1413-8123201200090000700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Costa COM, Carvalho RC, B&aacute;rbara JFRS,    Santos CAST, Gomes WA, Sousa HL. O perfil da viol&ecirc;ncia contra crian&ccedil;as    e adolescentes, segundo registros de Conselhos Tutelares: v&iacute;timas, agressores    e manifesta&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia. <i>Cien Saude Colet</i> 2007;    12(5): 1129-1141.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614545&pid=S1413-8123201200090000700016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Bazon MR. Viol&ecirc;ncias contra crian&ccedil;as    e adolescentes: an&aacute;lise de quatro anos de notifica&ccedil;&otilde;es    feitas ao Conselho Tutelar na cidade de Ribeir&atilde;o Preto, S&atilde;o Paulo,    Brasil. Cad <i>Saude Publica</i> 2008; 24(2):323-332.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614547&pid=S1413-8123201200090000700017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Carvalho ACR, Barros SG, Alves AC, Gurgel    CA. Maus-tratos: estudo atrav&eacute;s da perspectiva da delegacia de prote&ccedil;&atilde;o    &agrave; crian&ccedil;a e ao adolescente em Salvador, Bahia. <i>Cien Saude Colet</i>    2009; 14(2):539-546.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614549&pid=S1413-8123201200090000700018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. Moura ATMS, Reichenheim ME. Estamos realmente    detectando viol&ecirc;ncia familiar contra a crian&ccedil;a em servi&ccedil;os    de sa&uacute;de? A experi&ecirc;ncia de um servi&ccedil;o p&uacute;blico do    Rio de Janeiro, Brasil. Cad <i>Saude Publica</i> 2005; 21(4):1124-1133.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614551&pid=S1413-8123201200090000700019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. Monteiro CFS, Teles DCBS, Castro KL, Vasconcelos    NSV, Magalh&atilde;es RLB, Deus MCBR. Viol&ecirc;ncia sexual contra crian&ccedil;a    no meio intrafamiliar atendidos no SAMVVIS, Teresina, PI. <i>Rev Bras Enferm</i>    2008; 61(4):459-463.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614553&pid=S1413-8123201200090000700020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. Mascarenhas MDM, Silva MMA, Malta DC, Moura    L, Gawryszewski VP, Costa VC, Souza MFM, Morais Neto OL. Atendimentos de Emerg&ecirc;ncia    por Acidentes na Rede de Vigil&acirc;ncia de Viol&ecirc;ncias e Acidentes -    Brasil, 2006. <i>Cien Saude Colet</i> 2009; 14(5):1657-1668.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614555&pid=S1413-8123201200090000700021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">22. Gawryszewski VP, Silva MMA, Malta DC, Mascarenhas    MDM, Costa VC, Matos SG, Moraes Neto OL, Monteiro RA, Carvalho CG, Magalh&atilde;es    ML. A proposta da rede de servi&ccedil;os sentinela como estrat&eacute;gia de    vigil&acirc;ncia de viol&ecirc;ncias e acidentes. <i>Cien Saude Colet</i> 2006;    11(Supl.):1269-1278.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614557&pid=S1413-8123201200090000700022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">23. Malta DC, Mascarenhas MDM, Silva MMA, Mac&aacute;rio    EM. Perfil dos atendimentos de emerg&ecirc;ncia por acidentes envolvendo crian&ccedil;as    menores de dez anos: Brasil, 2006 a 2007. <i>Cien Saude Colet</i> 2009; 14(5):1669-1679.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614559&pid=S1413-8123201200090000700023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">24. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). <i>Viva</i>: vigil&acirc;ncia de viol&ecirc;ncias e acidentes, 2009. Bras&iacute;lia:    MS; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614561&pid=S1413-8123201200090000700024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">25. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Conselho Nacional de Sa&uacute;de. Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm;. 196/1996.    Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos.    <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 1996; out 10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614563&pid=S1413-8123201200090000700025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">26. World Health Organization (WHO). <i>Injury    Surveillance Guidelines</i>. Geneva: WHO; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614565&pid=S1413-8123201200090000700026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">27. World Health Organization (WHO). <i>Injuries    and violence</i>: the facts. Geneva: WHO; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614567&pid=S1413-8123201200090000700027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">28. Souza ER. Masculinidade e viol&ecirc;ncia    no Brasil: contribui&ccedil;&otilde;es para a reflex&atilde;o no campo da sa&uacute;de.    <i>Cien Saude Colet</i> 2005; 10(1):59-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614569&pid=S1413-8123201200090000700028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">29. Baracat ECE, Paraschin K, Nogueira RJN, Reis    MC, Fraga AMA, Sperotto G. Acidentes com crian&ccedil;as e sua evolu&ccedil;&atilde;o    na regi&atilde;o de Campinas, SP. <i>J Pediatr</i> 2000; 76(5):368-374.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614571&pid=S1413-8123201200090000700029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">30. Lyons RA, Delahunty AM, Kraus D, Heaven M,    Cabe MM, Allen H, Nash P. Children's fractures: a population based study. <i>Inj    Prev</i> 1999; 5(2):129-132.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614573&pid=S1413-8123201200090000700030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">31. Malta DC, Lemos MSA, Silva MMA, Rodrigues    MES, Gazal-Carvalho C, Morais Neto OL. Iniciativas de vigil&acirc;ncia e preven&ccedil;&atilde;o    de acidentes e viol&ecirc;ncias no contexto do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    (SUS). <i>Epidemiol Serv Sa&uacute;de</i> 2007; 16(1):45-55.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614575&pid=S1413-8123201200090000700031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">32. Brasil. Lei n. 8.069. Disp&otilde;e sobre    o Estatuto da Crian&ccedil;a e do Adolescente, e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias.    <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 1990; 16 jul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614577&pid=S1413-8123201200090000700032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">33. Malta DC, Silva MMA, Mascarenhas MDM, Souza    MFM, Morais Neto, Costa VC, Magalh&atilde;es M, Lima CN. A vigil&acirc;ncia    de viol&ecirc;ncias e acidentes no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de: uma    pol&iacute;tica em constru&ccedil;&atilde;o. <i>Divulg Sa&uacute;de Debate</i>    2007; 39:82-92.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614579&pid=S1413-8123201200090000700033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">34. Silva MAI, Ferriani MGC. Domestic violence:    from the visible to the invisible. <i>Rev Latino-am Enfermagem</i> 2007; 15(2):275-281.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614581&pid=S1413-8123201200090000700034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">35. Faleiros JM, Matias ASA, Bazon MR. Viol&ecirc;ncia    contra crian&ccedil;as na cidade de Ribeir&atilde;o Preto, S&atilde;o Paulo,    Brasil: a preval&ecirc;ncia dos maus-tratos calculada com base em informa&ccedil;&otilde;es    do setor educacional. <i>Cad Saude Publica</i> 2009; 25(2):337-348.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614583&pid=S1413-8123201200090000700035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">36. Brasil. Portaria n&ordm; 737/2001 de 16 de    maio de 2001. Pol&iacute;tica Nacional de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade    por Acidentes e Viol&ecirc;ncias. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>    2001; 18 maio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614585&pid=S1413-8123201200090000700036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">37. Brasil. Portaria n&ordm; 687/2006 de 30 de    mar&ccedil;o de 2006. Aprova a Pol&iacute;tica de Promo&ccedil;&atilde;o da    Sa&uacute;de. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 2006; 31 mar.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614587&pid=S1413-8123201200090000700037&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">38. Brasil. Portaria n&ordm; 1.968/2001 de 25    de outubro de 2001. Disp&otilde;e sobre a notifica&ccedil;&atilde;o, &agrave;s    autoridades competentes, de casos de suspeita ou de confirma&ccedil;&atilde;o    de maus-tratos contra crian&ccedil;as e adolescentes atendidos nas entidades    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>    2001; 26 out.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1614589&pid=S1413-8123201200090000700038&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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