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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Atendimentos de emergência a vítimas de violências e acidentes: diferenças no perfil epidemiológico entre o setor público e o privado. VIVA - Campinas/SP, 2009]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The scope of this study is to analyze the differences in the profile of emergency care for external causes between public and private emergency departments. With data come from VIVA-Campinas 2009, the association between the nature of healthcare and the characteristics of the victims was verified using the chi-square test. Using Poisson regression, proportion ratios of care in the public and private network were estimated. In the sample of 1094 victims, 67.8% were treated by public health. Traffic accidents, animal-related accidents, and assaults were 2 times higher in public units, whereas collisions with objects and sprains were 75% and 2.7 times higher in private units. Cranium-encephalic trauma/polytrauma and cuts/lacerations were 3.8 times and 61% more frequent in public care, while victims with no injuries, with dislocations/sprains or fractures being predominant in private care. Head and multiple organ injuries, road accident and work-related injuries, the use of public transport or mobile emergency care services/ambulances were predominant in public care. Revealing significant differences in care in public and private care can contribute to the organization of healthcare.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Serviços médicos de emergência]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO</b> ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Atendimentos de emerg&ecirc;ncia a v&iacute;timas    de viol&ecirc;ncias e acidentes: diferen&ccedil;as no perfil epidemiol&oacute;gico    entre o setor p&uacute;blico e o privado. VIVA - Campinas/SP, 2009</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Emergency care for victims of violence and    accidents: differences in the epidemiological profile between the public and    private health services. VIVA - Campinas, S&atilde;o Paulo, Brazil, 2009</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Ana Paula Belon<sup>I</sup>; Naoko Yanagizawa    Jardim da Silveira<sup>II</sup>; Marilisa Berti de Azevedo Barros<sup>I</sup>;    Caroline Baldo<sup>I</sup>; Marta Maria Alves da Silva<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Departamento de Sa&uacute;de Coletiva,    Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas, Universidade Estadual de Campinas.    Rua Tess&aacute;lia Vieira de Camargo 126, CCAS/Depto de Sa&uacute;de Coletiva,    Cid. Universit&aacute;ria Zeferino Vaz. 13083-887 Campinas SP. <a href="mailto:paulabelon@gmail.com">paulabelon@gmail.com</a>    <br>   <sup>II</sup>Coordenadoria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Secretaria Municipal    de Sa&uacute;de de Campinas    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de Vigil&acirc;ncia de Doen&ccedil;as    e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em    Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O objetivo deste estudo foi analisar as diferen&ccedil;as    no perfil dos atendimentos de emerg&ecirc;ncia por causas externas, entre as    unidades de sa&uacute;de p&uacute;blicas/conveniadas ao SUS e as privadas. Com    dados do VIVA-Campinas 2009, foi verificada a associa&ccedil;&atilde;o entre    natureza do servi&ccedil;o de sa&uacute;de e caracter&iacute;sticas das v&iacute;timas,    evento e atendimento usando teste qui-quadrado. A partir da regress&atilde;o    de Poisson, foram estimadas as raz&otilde;es entre a propor&ccedil;&atilde;o    de atendimentos da rede p&uacute;blica e da privada. O setor p&uacute;blico    respondeu por 67,8% dos atendimentos na amostra de 1094 v&iacute;timas. Acidentes    de transportes, acidentes com animais e agress&otilde;es foram 2 vezes mais    frequentes nas unidades p&uacute;blicas; j&aacute; choques contra objeto e entorses    foram 75% e 2,7 vezes superiores nas privadas. Traumatismos cr&acirc;nio-encef&aacute;licos/politraumatismos    e cortes/lacera&ccedil;&otilde;es foram 3,8 vezes e 61% mais frequentes no setor    p&uacute;blico, enquanto ocorr&ecirc;ncias sem les&atilde;o f&iacute;sica, com    luxa&ccedil;&otilde;es/entorses ou fraturas predominaram no privado. V&iacute;timas    com les&otilde;es na cabe&ccedil;a e em m&uacute;ltiplos &oacute;rg&atilde;os,    ocorr&ecirc;ncias em vias p&uacute;blicas, eventos relacionados ao trabalho,    uso de transportes coletivos e SAMU/resgate/ambul&acirc;ncias prevaleceram na    rede p&uacute;blica. O estudo, ao apontar significativas diferen&ccedil;as entre    os eventos atendidos na rede p&uacute;blica e privada, pode contribuir na organiza&ccedil;&atilde;o    da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Servi&ccedil;os m&eacute;dicos    de emerg&ecirc;ncia, Acidentes, Viol&ecirc;ncia, Setor p&uacute;blico, Setor    privado, Estudos transversais</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The scope of this study is to analyze the differences    in the profile of emergency care for external causes between public and private    emergency departments. With data come from VIVA-Campinas 2009, the association    between the nature of healthcare and the characteristics of the victims was    verified using the chi-square test. Using Poisson regression, proportion ratios    of care in the public and private network were estimated. In the sample of 1094    victims, 67.8% were treated by public health. Traffic accidents, animal-related    accidents, and assaults were 2 times higher in public units, whereas collisions    with objects and sprains were 75% and 2.7 times higher in private units. Cranium-encephalic    trauma/polytrauma and cuts/lacerations were 3.8 times and 61% more frequent    in public care, while victims with no injuries, with dislocations/sprains or    fractures being predominant in private care. Head and multiple organ injuries,    road accident and work-related injuries, the use of public transport or mobile    emergency care services/ambulances were predominant in public care. Revealing    significant differences in care in public and private care can contribute to    the organization of healthcare.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> Emergency medical services,    Accidents, Violence, Public sector, Private sector</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Viol&ecirc;ncias e acidentes constituem grave    problema de sa&uacute;de p&uacute;blica no Brasil com enorme impacto econ&ocirc;mico    e social nos sistemas de sa&uacute;de e previdenci&aacute;rio e no aparato da    seguran&ccedil;a p&uacute;blica, al&eacute;m de causar severos danos &agrave;    sa&uacute;de e &agrave; qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o. As causas    externas, que englobam as viol&ecirc;ncias e os acidentes, constituem a terceira    causa de mortalidade na popula&ccedil;&atilde;o geral e a sexta de interna&ccedil;&otilde;es    no pa&iacute;s<sup>1</sup>. De acordo com estimativas da Organiza&ccedil;&atilde;o    Pan-Americana de Sa&uacute;de, a taxa de mortalidade por causas externas no    Brasil, para o per&iacute;odo de 2003 a 2005, foi de 84,3 &oacute;bitos por    100 mil habitantes - valor elevado em compara&ccedil;&atilde;o a pa&iacute;ses    como Canad&aacute; (35,9), Estados Unidos (49,7), M&eacute;xico (52,9) e Chile    (28,9)<sup>2</sup>. E sua tend&ecirc;ncia, no pa&iacute;s, tem sido ascendente    com aumento de 3,9% entre 2000 e 2009<sup>3</sup>. Analisando por causas espec&iacute;ficas,    esta varia&ccedil;&atilde;o foi ainda maior, sendo de 352,5% para as quedas    no mesmo n&iacute;vel e 224,2% para acidentes com motocicletas<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim como outros munic&iacute;pios brasileiros,    Campinas, no estado de S&atilde;o Paulo, presenciou um significativo aumento    das taxas de mortalidade por viol&ecirc;ncia e acidentes na d&eacute;cada de    noventa, o que causou a redu&ccedil;&atilde;o da expectativa de vida masculina    em 1 ano entre 1991 e 2000<sup>4</sup>. Embora tenha havido decl&iacute;nio    significativo das causas externas, particularmente gra&ccedil;as aos homic&iacute;dios,    a partir do ano de 2000, produzindo um aumento de 2,3 anos na expectativa de    vida dos homens entre 2000 e 2005<sup>4</sup>, as taxas do munic&iacute;pio    ainda permanecem elevadas, especialmente entre adultos jovens<sup>5</sup>. Especificamente    sobre a tend&ecirc;ncia da acidentalidade no munic&iacute;pio, estudo recente    aponta que a propor&ccedil;&atilde;o de ocorr&ecirc;ncia de acidentes de tr&acirc;nsito    com v&iacute;timas e os coeficientes de mortalidade entre ocupantes de ve&iacute;culos    e pedestres apresentaram ligeiro aumento entre 2000 e 2008, bem como indica    que 49,3% do total de v&iacute;timas de acidentes fatais eram ocupantes de motocicletas<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como os acidentes e as viol&ecirc;ncias resultam    em mortalidade prematura e evit&aacute;vel, imp&otilde;em incapacidades &agrave;s    v&iacute;timas e geram altos custos coletivos, a ocorr&ecirc;ncia destes eventos    exige constante monitoramento e vigil&acirc;ncia para subsidiar a avalia&ccedil;&atilde;o    e o aperfei&ccedil;oamento das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas vigentes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, a maioria das investiga&ccedil;&otilde;es    sobre causas externas apoia-se em fontes oficiais de registro cont&iacute;nuo,    usando dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM)    e do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares (SIH). Contudo, estas    fontes n&atilde;o captam as les&otilde;es de menor gravidade que s&atilde;o    as respons&aacute;veis pela grande demanda nos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia    e emerg&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Visando coletar informa&ccedil;&otilde;es sobre    morbidade dos eventos que n&atilde;o necessariamente resultam em interna&ccedil;&otilde;es    ou &oacute;bitos, e considerando que as unidades de emerg&ecirc;ncia s&atilde;o    a porta de entrada para o tratamento das les&otilde;es ocasionadas por acidentes    e viol&ecirc;ncias, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de implantou, em 2006,    o Sistema de Vigil&acirc;ncia de Viol&ecirc;ncias e Acidentes (VIVA) que prev&ecirc;    a realiza&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica de inqu&eacute;ritos em servi&ccedil;os    de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia das capitais brasileiras e de alguns outros    munic&iacute;pios<sup>7,8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O munic&iacute;pio de Campinas, no estado de    S&atilde;o Paulo, tem participado do projeto VIVA desde o seu in&iacute;cio,    tendo conduzido inqu&eacute;ritos nos anos de 2006, 2007, 2009 e 2011. O levantamento    VIVA de Campinas de 2009 apresentou um car&aacute;ter inovador, sendo o &uacute;nico    munic&iacute;pio que, em sua amostra, teve incorporados os atendimentos realizados    no setor privado, al&eacute;m dos que ocorrem no setor p&uacute;blico, como    usualmente &eacute; feito nos inqu&eacute;ritos VIVA. Devido &agrave; expressiva    import&acirc;ncia da assist&ecirc;ncia suplementar &agrave; sa&uacute;de em    Campinas com 55% da popula&ccedil;&atilde;o com planos de sa&uacute;de privados<sup>9</sup>    e &agrave; exist&ecirc;ncia de uma extensa rede privada de hospitais com pronto-atendimentos    e pronto-socorros para atender a demanda dos pacientes com planos de sa&uacute;de    privados, foi considerado adequado que a pesquisa inclu&iacute;sse, neste munic&iacute;pio,    uma amostra geral dos atendimentos de viol&ecirc;ncias e acidentes, abrangendo    todas as unidades de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia p&uacute;blicas ou credenciadas    ao SUS e os servi&ccedil;os privados de sa&uacute;de que respondem por grande    parcela dos atendimentos de emerg&ecirc;ncia do setor.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Portanto, o inqu&eacute;rito VIVA de Campinas    em 2009 viabiliza a identifica&ccedil;&atilde;o das poss&iacute;veis diferen&ccedil;as    entre os perfis das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncias e acidentes que procuram    os servi&ccedil;os do SUS e o segmento que busca atendimento no setor privado.    Esta an&aacute;lise pode contribuir para melhor entendimento dos resultados    das pesquisas realizadas pelo VIVA, usualmente desenvolvidas apenas nos servi&ccedil;os    p&uacute;blicos, como tamb&eacute;m detectar as diferen&ccedil;as das demandas    no setor p&uacute;blico e privado e identificar as caracter&iacute;sticas e    a gravidade dos eventos atendidos em cada esfera, fornecendo subs&iacute;dios    para estrat&eacute;gias de organiza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia &agrave;    sa&uacute;de. O objetivo deste estudo foi, portanto, analisar as diferen&ccedil;as    no perfil dos atendimentos de emerg&ecirc;ncia a v&iacute;timas de viol&ecirc;ncias    e acidentes entre as unidades de sa&uacute;de p&uacute;blicas ou conveniadas    ao SUS e as da rede privada no munic&iacute;pio de Campinas em 2009.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Trata-se de um estudo de corte transversal que    utilizou os dados coletados pelo inqu&eacute;rito do Sistema de Vigil&acirc;ncia    de Viol&ecirc;ncias e Acidentes (VIVA) conduzido em Campinas no ano de 2009.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste munic&iacute;pio, a rede de aten&ccedil;&atilde;o    ao paciente v&iacute;tima de viol&ecirc;ncias e acidentes &eacute; composta    pela rede p&uacute;blica e privada de hospitais e de unidades de pronto-atendimentos.    A rede instalada de aten&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica ao paciente &eacute;    descentralizada e hierarquizada, composta por 2 hospitais universit&aacute;rios    (Hospital das Cl&iacute;nicas da Unicamp e Hospital e Maternidade Dr. Celso    Pierro) e o Hospital Municipal Dr. M&aacute;rio Gatti, os quais s&atilde;o considerados    refer&ecirc;ncia para traumas. Al&eacute;m destes, comp&otilde;em a rede p&uacute;blica    cinco unidades de Pronto-atendimento regionalizadas. A rede privada conta com    v&aacute;rios hospitais com pronto-atendimento ou pronto-socorro para atender    a demanda dos pacientes com planos de sa&uacute;de privados. O munic&iacute;pio    disp&otilde;e ainda de servi&ccedil;o de atendimento m&oacute;vel, como o SAMU,    que faz a avalia&ccedil;&atilde;o da gravidade do caso e o encaminhamento dos    pacientes para servi&ccedil;os p&uacute;blicos ou privados. Outras unidades    de pr&eacute;-atendimento s&atilde;o o resgate e as ambul&acirc;ncias particulares    ou de concession&aacute;rias de rodovias.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O estudo incluiu os atendimentos realizados no    m&ecirc;s de outubro em 15 servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia    do munic&iacute;pio, dos quais oito p&uacute;blicos ou credenciados ao SUS (tr&ecirc;s    unidades de refer&ecirc;ncia e cinco unidades de pronto-atendimento) e sete    do setor privado, que abrangem as principais unidades de sa&uacute;de voltadas    ao atendimento &agrave;s causas externas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi definido um tamanho m&iacute;nimo de amostra    de 750 entrevistas de forma a garantir a estimativa de uma propor&ccedil;&atilde;o    (entre 5 a 50%) com um coeficiente de varia&ccedil;&atilde;o inferior a 30%    e erro padr&atilde;o menor que 3<sup>7</sup>. Para cumprir com esta meta e garantir    a representatividade dos atendimentos em cada unidade de sa&uacute;de, e tamb&eacute;m    considerando os resultados dos inqu&eacute;ritos pr&eacute;vios em 2006 e 2007    e os dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares do SUS, foi    realizado um sorteio de 6 turnos de 12 horas (diurnos ou noturnos) em cada um    dos 15 servi&ccedil;os de sa&uacute;de inclu&iacute;dos na amostra, totalizando    90 turnos sorteados. A unidade prim&aacute;ria de amostragem foi constitu&iacute;da    pelo turno de 12 horas. O processo de sorteio foi a amostragem por conglomerado    em um est&aacute;gio. Todos os pacientes, v&iacute;timas de acidentes e viol&ecirc;ncias,    que demandavam a unidade durante o turno sorteado deveriam ser entrevistados.    Assim, a popula&ccedil;&atilde;o do estudo foi composta por todas as v&iacute;timas    de acidentes e viol&ecirc;ncias atendidas pelos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia    e emerg&ecirc;ncia do munic&iacute;pio durante o m&ecirc;s de outubro de 2009.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O instrumento de coleta de dados foi o formul&aacute;rio    padronizado para todo o pa&iacute;s, contendo quest&otilde;es fechadas sobre    o perfil da pessoa atendida, as caracter&iacute;sticas do evento e do atendimento,    e incluindo ainda dados da les&atilde;o e da evolu&ccedil;&atilde;o do caso    nas primeiras 24 horas. Os pacientes ou seus respons&aacute;veis eram abordados    diretamente por entrevistadores previamente treinados, que dispunham de um manual    do entrevistador e eram supervisionados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As vari&aacute;veis analisadas neste estudo foram:    a natureza jur&iacute;dica da unidade de sa&uacute;de (p&uacute;blico/conveniado    ou privado), dados referentes ao perfil sociodemogr&aacute;fico da v&iacute;tima    (sexo, faixa et&aacute;ria, ra&ccedil;a/cor da pele, escolaridade), caracter&iacute;sticas    do evento (tipo de ocorr&ecirc;ncia, local do evento, natureza da les&atilde;o    corporal, parte do corpo atingida, se a ocorr&ecirc;ncia estava relacionada    ao trabalho, suspeita e uso de bebidas alc&oacute;olicas) e caracter&iacute;sticas    do atendimento (meio de locomo&ccedil;&atilde;o para chegar ao servi&ccedil;o    de sa&uacute;de, per&iacute;odo e dia de atendimento e evolu&ccedil;&atilde;o    do caso nas primeiras 24 horas).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados foram digitados em banco previamente    elaborado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e os dados coletados foram    submetidos a an&aacute;lises de consist&ecirc;ncia. As an&aacute;lises estat&iacute;sticas    foram realizadas com o uso do programa Stata 9.2 (Stata Corp., College Station,    Estados Unidos). Foram estimadas as propor&ccedil;&otilde;es com intervalos    de confian&ccedil;a de 95% (IC 95%) das caracter&iacute;sticas dos atendimentos.    A associa&ccedil;&atilde;o entre as diversas vari&aacute;veis e a natureza jur&iacute;dica    das unidades de sa&uacute;de foi verificada usando o teste qui-quadrado com    n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%. Por meio da regress&atilde;o de Poisson,    foram calculadas raz&otilde;es entre as propor&ccedil;&otilde;es (RP) de atendimentos    realizados no setor p&uacute;blico e no privado e os respectivos intervalos    de 95% de confian&ccedil;a (IC 95%).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O termo de consentimento livre e esclarecido    foi substitu&iacute;do pelo consentimento verbal da v&iacute;tima ou do seu    acompanhante, uma vez que se trata de um inqu&eacute;rito espec&iacute;fico    de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica conduzido em escala nacional<sup>7</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram realizadas 1224 entrevistas no inqu&eacute;rito    VIVA de Campinas de 2009. Dos 90 plant&otilde;es sorteados, foi poss&iacute;vel    realizar a pesquisa em 88. Ap&oacute;s an&aacute;lises de consist&ecirc;ncia    e verifica&ccedil;&atilde;o de duplicidade de fichas, foram exclu&iacute;dos    130 formul&aacute;rios, gerando uma perda de 10,6%. Desse modo, foram analisados    os dados de 1094 entrevistas, das quais 742 foram conduzidas em servi&ccedil;os    de sa&uacute;de p&uacute;blicos ou conveniados e 352 no setor privado. Os primeiros    responderam por 67,8% (IC 95% 65,0-70,6) dos atendimentos a urg&ecirc;ncia e    emerg&ecirc;ncia do munic&iacute;pio e cerca de 88,4% das ocorr&ecirc;ncias    (n = 1.090) eram de residentes do munic&iacute;pio de Campinas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quanto ao perfil da v&iacute;tima, 59,7% eram    do sexo masculino, 38,1% tinham entre 20 e 39 anos de idade, 63,7% se autodeclararam    brancas e 38,2% informaram ter conclu&iacute;do entre 9 e 11 anos de estudo.    As diferen&ccedil;as entre os servi&ccedil;os p&uacute;blicos e privados foram    estatisticamente significativas para todas as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas    analisadas. Comparativamente &agrave;s v&iacute;timas atendidas no setor privado,    nas unidades p&uacute;blicas de sa&uacute;de registrou-se maior propor&ccedil;&atilde;o    de pacientes com menos de 10 anos, de cor de pele preta/parda e com menor n&uacute;mero    de anos de estudo. A propor&ccedil;&atilde;o de pacientes idosos e com maior    escolaridade foi 56% (RP = 0,64) e 3,2 vezes (RP = 0,31) superior nos servi&ccedil;os    de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia privados em compara&ccedil;&atilde;o aos    p&uacute;blicos (<a href="/img/revistas/csc/v17n9/a10tab1.jpg">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caracter&iacute;sticas    do evento, descritas na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a10tab2.jpg">Tabela 2</a>, verificou-se que 35,8% dos atendimentos registrados    no munic&iacute;pio foram devidos a quedas e 15,9% a acidentes de transporte.    As viol&ecirc;ncias, compostas por les&otilde;es autoprovocadas, agress&otilde;es    e maus tratos, responderam juntas por 6,1% dos atendimentos. Foram observadas    diferen&ccedil;as significativas entre os atendimentos nos servi&ccedil;os de    urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia p&uacute;blicos/conveniados e os privados    para todas as vari&aacute;veis relativas &agrave;s caracter&iacute;sticas do    evento, com exce&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es sobre consumo de bebida    alco&oacute;lica pela v&iacute;tima, embora a diferen&ccedil;a quanto &agrave;    suspeita de consumo de &aacute;lcool tenha se aproximado do limiar de signific&acirc;ncia    estat&iacute;stica. Os acidentes de transportes (RP = 2,10), acidentes envolvendo    animais (RP = 2,77) e agress&otilde;es e maus tratos (RP = 2,13) foram cerca    de 2 vezes mais frequentes nos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de    do que nos privados. Os choques contra objeto/pessoa (RP = 0,57) e entorses    (RP = 0,37) apresentaram maior propor&ccedil;&atilde;o nos hospitais privados,    sendo respectivamente 75% e 2,7 vezes superiores nestes em compara&ccedil;&atilde;o    aos p&uacute;blicos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os locais mais frequentes de ocorr&ecirc;ncia    dos eventos foram a resid&ecirc;ncia (38,3%) e a via p&uacute;blica (28,4%).    As ocorr&ecirc;ncias em via p&uacute;blica foram significativamente mais frequentes    entre os pacientes atendidos nos servi&ccedil;os p&uacute;blicos (RP = 1,70),    enquanto as verificadas em locais de pr&aacute;tica esportiva foram 2,9 superiores    nas v&iacute;timas atendidas nos hospitais privados (RP = 0,34). Nas unidades    p&uacute;blicas de sa&uacute;de, tamb&eacute;m foi registrada maior propor&ccedil;&atilde;o    de atendimentos para os demais locais de ocorr&ecirc;ncia (5,1%), os quais foram    constitu&iacute;dos, neste setor, principalmente por ind&uacute;stria/constru&ccedil;&atilde;o    (56,8%) e habita&ccedil;&atilde;o coletiva (13,5%) (dados n&atilde;o apresentados)    (<a href="/img/revistas/csc/v17n9/a10tab2.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As contus&otilde;es foram a principal les&atilde;o    corporal das v&iacute;timas de acidentes e viol&ecirc;ncias tanto em unidades    de sa&uacute;de p&uacute;blicas ou conveniadas ao SUS (27,8%) como nos hospitais    privados (23,6%), n&atilde;o apresentando diferen&ccedil;a significativa entre    os dois grupos. As frequ&ecirc;ncias de atendimentos com cortes/lacera&ccedil;&atilde;o    e traumatismo cr&acirc;nio-encef&aacute;lico/politraumatismo foram, respectivamente,    61% e 3,8 vezes maiores nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de p&uacute;blicos    ou conveniados ao SUS. Nos hospitais particulares, foram significativamente    mais frequentes os acidentes e as viol&ecirc;ncias sem les&atilde;o f&iacute;sica    (RP = 0,45), com entorses e luxa&ccedil;&otilde;es (RP = 0,48) e com fraturas    (RP = 0,65). Les&otilde;es na regi&atilde;o da cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o    e em m&uacute;ltiplos org&atilde;os e regi&otilde;es foram 58% e 2,7 vezes mais    frequentes nas unidades de sa&uacute;de p&uacute;blicas em compara&ccedil;&atilde;o    ao registrado no setor privado. No entanto, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s    les&otilde;es nos membros inferiores, os hospitais privados responderam pelas    maiores propor&ccedil;&otilde;es de atendimentos (RP = 0,76). Os eventos que    estavam relacionados ao trabalho apresentaram frequ&ecirc;ncia significativamente    maior nos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia da rede p&uacute;blica/conveniada    (RP = 1,54) (<a href="/img/revistas/csc/v17n9/a10tab2.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O principal meio de locomo&ccedil;&atilde;o para    o paciente chegar &agrave; unidade de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia foram    os ve&iacute;culos particulares, com diferen&ccedil;a significativa entre os    atendimentos registrados no sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de (60,8%) e    no particular (82,6%) (<a href="/img/revistas/csc/v17n9/a10tab3.jpg">Tabela 3</a>). A frequ&ecirc;ncia de transporte em ambul&acirc;ncia,    unidades de SAMU ou de resgate para os servi&ccedil;os p&uacute;blicos foi 2,7    vezes superior em rela&ccedil;&atilde;o aos particulares (14,3% versus 5,3%).    A propor&ccedil;&atilde;o de v&iacute;timas que usaram transporte coletivo para    buscar atendimento foi 2 vezes maior nas unidades p&uacute;blicas e conveniadas    ao SUS do que nas privadas. O uso de viaturas policiais por 15 v&iacute;timas,    ainda que sem atingir o limiar de signific&acirc;ncia estat&iacute;stica, foi    mais frequente entre os pacientes atendidos nos hospitais p&uacute;blicos do    que nos privados. Das 14 v&iacute;timas transportadas pelas viaturas policiais    ao setor p&uacute;blico, 6 casos eram decorrentes de maus-tratos/agress&otilde;es    e 2 de les&otilde;es autoprovocadas (dados n&atilde;o apresentados).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A maioria dos eventos foi registrada nos per&iacute;odos    vespertino (36,7%) e noturno (31,5%), sem diferen&ccedil;a significativa entre    servi&ccedil;os p&uacute;blicos e privados. As propor&ccedil;&otilde;es de atendimentos    realizados aos domingos (RP = 0,54) e s&aacute;bados (RP = 0,70) foram significativamente    mais elevadas nos hospitais privados, enquanto as observadas nas segundas e    quintas-feiras foram, respectivamente, 88% e 46% superiores no setor p&uacute;blico.    A maioria das v&iacute;timas recebeu alta ap&oacute;s o atendimento na emerg&ecirc;ncia    tanto na rede p&uacute;blica (85,4%) quanto na privada (95,1%), sem que a diferen&ccedil;a    atingisse signific&acirc;ncia estat&iacute;stica. As v&iacute;timas que foram    transferidas para servi&ccedil;os ambulatoriais totalizaram 8,3% dos atendimentos    realizados no setor p&uacute;blico contra apenas 0,6% no privado. Foram hospitalizados    4,8% dos pacientes atendidos nas unidades de sa&uacute;de p&uacute;blicas e    4,0% daqueles atendidos nos hospitais privados, sem diferen&ccedil;a significativa    entre os dois grupos (<a href="/img/revistas/csc/v17n9/a10tab3.jpg">Tabela 3</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Este estudo revelou importantes diferen&ccedil;as    entre os atendimentos a v&iacute;timas de acidentes e viol&ecirc;ncias realizados    nos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia p&uacute;blicos ou    conveniados ao SUS e os privados no munic&iacute;pio de Campinas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Cabe ressaltar que este recorte segundo a natureza    jur&iacute;dica do servi&ccedil;o de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia n&atilde;o    &eacute; frequente na literatura, tendo sido encontrados poucos estudos nacionais    que se dedicaram a analisar diferen&ccedil;as entre unidades de sa&uacute;de    da rede p&uacute;blica ou conveniadas ao SUS e os da privada. Nesta escassa    produ&ccedil;&atilde;o, as pesquisas t&ecirc;m privilegiado investiga&ccedil;&otilde;es    sobre interna&ccedil;&otilde;es hospitalares ou mortalidade segundo a natureza    jur&iacute;dica do hospital<sup>10-13</sup>. Tamb&eacute;m, internacionalmente,    estudos comparando atendimentos do setor p&uacute;blico com os do setor privado    n&atilde;o s&atilde;o frequentes<sup>14,15</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Verificou-se que o setor p&uacute;blico ou conveniado    do munic&iacute;pio responde por 67,8% ((IC 95% 65,0%- 70,6%) dos atendimentos    &agrave; emerg&ecirc;ncia provocados por causas externas. A elevada demanda    aos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de do pa&iacute;s &eacute;    verificada por diferentes pesquisas. Estimativas nacionais baseadas nos dados    dos Suplementos Sa&uacute;de das PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios)    apontam que 56,7% dos brasileiros que procuraram servi&ccedil;os de sa&uacute;de    nas duas semanas que antecederam o inqu&eacute;rito de 2008 relataram ter recebido    atendimento na rede p&uacute;blica de sa&uacute;de<sup>16</sup>. Ainda com base    nos dados das PNAD, estudos identificam o SUS como o principal financiador das    interna&ccedil;&otilde;es hospitalares<sup>17</sup>, respondendo, em 2008, por    69,6% das hospitaliza&ccedil;&otilde;es do pa&iacute;s<sup>18</sup>. Especificamente    sobre interna&ccedil;&otilde;es hospitalares por causas externas nos servi&ccedil;os    p&uacute;blicos e conveniados ao SUS, estimativas mostram um crescimento de    19,1% nas taxas ao longo da &uacute;ltima d&eacute;cada, bem como aumento na    propor&ccedil;&atilde;o de interna&ccedil;&otilde;es por causas acidentais ou    violentas que passou de 7,7% em 2000 para 10,4% em 2010<sup>19</sup>. Os dados    da PNAD ainda revelam que a utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os do setor    p&uacute;blico ocorre tamb&eacute;m entre os portadores de planos e seguros    privados (13,4%) ou de planos de assist&ecirc;ncia ao servidor p&uacute;blico    (13,8%)<sup>16</sup>. Em Campinas, cerca de 55% da popula&ccedil;&atilde;o possui    algum plano de sa&uacute;de privado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O elevado volume de atendimentos de emerg&ecirc;ncia    na rede p&uacute;blica ou conveniada ao SUS de Campinas &eacute; resultante    tamb&eacute;m da capacidade instalada deste setor para a aten&ccedil;&atilde;o    ao paciente v&iacute;tima de viol&ecirc;ncias e acidentes, contando com 5 unidades    de pronto-atendimento e 3 hospitais de grande porte de refer&ecirc;ncia ao trauma,    com regula&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica de fluxo de paciente feita pelo SAMU.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O perfil sociodemogr&aacute;fico dos pacientes    difere conforme a natureza jur&iacute;dica das unidades de urg&ecirc;ncia e    emerg&ecirc;ncia, com maior propor&ccedil;&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os do setor p&uacute;blico pela popula&ccedil;&atilde;o negra    e parda e de baixa escolaridade, refor&ccedil;ando o que &eacute; constatado    pela literatura sobre procura e uso de servi&ccedil;os de sa&uacute;de<sup>16-18,20</sup>.    Porto et al.<sup>18</sup>, baseado nos dados da PNAD, constataram que os atendimentos    custeados pelo SUS no ano de 2008 foram preponderantes at&eacute; o s&eacute;timo    decil de renda familiar da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, a partir do qual    os planos e seguros de sa&uacute;de privados passam a responder massivamente    pelo financiamento. Usando a PNAD 2003, Ribeiro et al.<sup>20</sup> observaram    que, no perfil dos usu&aacute;rios do SUS, predominava a cor/ra&ccedil;a negra    ou parda e baixa escolaridade. Desse modo, a maior propor&ccedil;&atilde;o de    utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia    do setor p&uacute;blico pelos segmentos socioeconomicamente vulner&aacute;veis    aponta que a qualidade dos servi&ccedil;os ofertados pelo SUS &eacute; fundamental    na busca de redu&ccedil;&atilde;o das iniquidades em sa&uacute;de, visto atender    a popula&ccedil;&atilde;o com as mais prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es    de vida<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, a maior propor&ccedil;&atilde;o    de atendimentos a idosos ocorrida nos hospitais privados resulta em grande parte    da distinta composi&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria dos segmentos sociais da    popula&ccedil;&atilde;o com e sem acesso aos planos de sa&uacute;de privados,    como tem sido registrado por estudos realizados com dados da PNAD<sup>21</sup>.    Estima-se que 61% na popula&ccedil;&atilde;o com mais de 60 anos no munic&iacute;pio    de Campinas &eacute; filiada a planos de sa&uacute;de privados<sup>9</sup>.    V&aacute;rios estudos constataram um padr&atilde;o mais envelhecido na cobertura    por planos de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica na sa&uacute;de suplementar no    pa&iacute;s, com altos percentuais de benefici&aacute;rios nas faixas et&aacute;rias    de idosos<sup>22</sup> e especialmente vinculados a planos de sa&uacute;de individuais<sup>21</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Agrave; semelhan&ccedil;a do registrado no VIVA    2009<sup>7</sup>, as quedas despontam como a principal causa de atendimento    em Campinas tanto no setor p&uacute;blico quanto no privado. A seguir, destacam-se    os acidentes de tr&acirc;nsito nas unidades p&uacute;blicas de sa&uacute;de,    assim como observado para os dados nacionais. No setor privado de Campinas,    esta segunda posi&ccedil;&atilde;o &eacute; ocupada pelas entorses, ao passo    que os acidentes de tr&acirc;nsito seriam a quarta causa mais frequente de atendimentos    nestes servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Os choques contra objeto aparecem em    terceiro lugar seja na esfera p&uacute;blica seja na privada. Todavia, ao englobar    os dados nacionais de viol&ecirc;ncias e acidentes num &uacute;nico ranking    geral, os choques figurariam apenas na quinta posi&ccedil;&atilde;o, ap&oacute;s    as agress&otilde;es/maus tratos e ferimentos por objeto perfurocortante.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Do exposto, torna-se evidente que n&atilde;o    apenas h&aacute; desigualdades nos padr&otilde;es de distribui&ccedil;&atilde;o    dos tipos de ocorr&ecirc;ncias atendidos pelo setor privado e pelo p&uacute;blico    de Campinas, como tamb&eacute;m diferen&ccedil;as entre o perfil deste &uacute;ltimo    e o indicado pelos dados nacionais que re&uacute;nem apenas atendimentos do    SUS. Portanto, com exce&ccedil;&atilde;o das similaridades nas duas principais    causas de atendimento entre o setor p&uacute;blico de Campinas e os dados nacionais,    as varia&ccedil;&otilde;es nos rankings n&atilde;o devem ser unicamente atribu&iacute;das    &agrave; inclus&atilde;o do setor privado pelo inqu&eacute;rito de Campinas.    Diferen&ccedil;as no perfil epidemiol&oacute;gico das ocorr&ecirc;ncias de eventos    violentos e acidentais em Campinas em compara&ccedil;&atilde;o ao delineado    pelos dados globais das 23 capitais brasileiras e do Distrito Federal podem    tamb&eacute;m explicar as varia&ccedil;&otilde;es encontradas na distribui&ccedil;&atilde;o    das causas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O conjunto dos eventos violentos, formado por    les&otilde;es autoprovocadas, maus tratos e agress&otilde;es, representou 7,2%    nas ocorr&ecirc;ncias atendidas pelas unidades p&uacute;blicas de sa&uacute;de    de Campinas, enquanto estimativas nacionais do VIVA mostram valores mais elevados    com 10,4% em 2006<sup>8,23</sup> e 10,1% em 2009<sup>7</sup>. Se comparadas    estas estimativas nacionais do setor p&uacute;blico com os dados levantados    no setor privado de Campinas, a diferen&ccedil;a se torna ainda maior, visto    que os atendimentos decorrentes de viol&ecirc;ncias responderam por apenas 3,9%    nos hospitais privados. Em Campinas, as agress&otilde;es e maus tratos tiveram    ocorr&ecirc;ncia 2 vezes superior nas unidades p&uacute;blicas em compara&ccedil;&atilde;o    nas privadas, o que est&aacute; em conson&acirc;ncia com a constata&ccedil;&atilde;o    de maior incid&ecirc;ncia dos distintos tipos de viol&ecirc;ncia nos segmentos    socialmente mais vulner&aacute;veis<sup>7,23,24</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O setor p&uacute;blico foi a porta preferencial    para as urg&ecirc;ncias e emerg&ecirc;ncias de acidentes envolvendo animais,    atendendo 3 vezes mais v&iacute;timas do que as unidades de sa&uacute;de privadas.    A maior procura por atendimento nas unidades p&uacute;blicas de sa&uacute;de    pode estar relacionada &agrave; exist&ecirc;ncia de programas de vigil&acirc;ncia    e controle de zoonoses consolidados na rede p&uacute;blica, como de atendimento    antirr&aacute;bico. Outro fator de atra&ccedil;&atilde;o seria o Centro de Controle    de Intoxica&ccedil;&otilde;es (CCI) da UNICAMP, que &eacute; refer&ecirc;ncia    para o diagn&oacute;stico e o tratamento das exposi&ccedil;&otilde;es a animais    pe&ccedil;onhentos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Um importante achado deste estudo foi que alguns    dados sinalizam maior gravidade na condi&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas    conduzidas a hospitais p&uacute;blicos. Informa&ccedil;&otilde;es referentes    &agrave; natureza da les&atilde;o corporal assinalam que traumatismos cr&acirc;nio-encef&aacute;licos    e politraumatismos apresentaram frequ&ecirc;ncia significativamente superior    nos hospitais p&uacute;blicos ou conveniados ao SUS, o que &eacute; consistente    com o achado de maior propor&ccedil;&atilde;o de casos com les&otilde;es na    regi&atilde;o da cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o e em m&uacute;ltiplos org&atilde;os    e regi&otilde;es nestas unidades de sa&uacute;de, embora o encaminhamento para    interna&ccedil;&atilde;o hospitalar n&atilde;o tenha diferido entre os dois    segmentos. Merece ainda ser destacado que, nos hospitais da rede privada, foi    registrada maior propor&ccedil;&atilde;o de casos que n&atilde;o resultaram    em les&otilde;es f&iacute;sicas ou que tiveram entorses e luxa&ccedil;&otilde;es,    as quais s&atilde;o consideradas les&otilde;es de menor gravidade. Estes achados    indicariam maior consumo dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos em situa&ccedil;&atilde;o    de maior gravidade, o que poderia decorrer dos tipos de les&otilde;es que afetam    com maior frequ&ecirc;ncia os segmentos sociais SUS dependentes e tamb&eacute;m    do maior encaminhamento dos casos graves, independentemente do n&iacute;vel    socioecon&ocirc;mico da v&iacute;tima, para as unidades p&uacute;blicas de refer&ecirc;ncia    para o trauma, que seguem as diretrizes de universaliza&ccedil;&atilde;o do    atendimento, acolhendo tamb&eacute;m os que possuem planos de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">V&aacute;rios estudos t&ecirc;m mostrado maior    admiss&atilde;o de pacientes em condi&ccedil;&otilde;es mais graves no setor    p&uacute;blico<sup>11,12</sup>. Pesquisa, comparando &iacute;ndices de mortalidade    hospitalar por causas naturais entre unidades de sa&uacute;de p&uacute;blicas    e privadas do Tennessee, Estados Unidos, revelou maior admiss&atilde;o de pacientes    com quadros mais graves na rede p&uacute;blica em compara&ccedil;&atilde;o &agrave;    privada<sup>14</sup>. Martins et al.<sup>10</sup>, ao analisar indicadores de    mortalidade hospitalar por doen&ccedil;as cardiovasculares e respirat&oacute;rias    na rede p&uacute;blica e privada no munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto,    S&atilde;o Paulo, observaram que a esfera p&uacute;blica tratou de pacientes    com quadros de maior gravidade, sugerindo que parte dos resultados poderiam    ser explicados pelas caracter&iacute;sticas dos hospitais p&uacute;blicos com    unidades de cuidado intensivo e pelas especialidades e habilidades do corpo    cl&iacute;nico que trabalha nestas unidades. O estudo de Yazlle Rocha et al.<sup>13</sup>,    tamb&eacute;m conduzido em Ribeir&atilde;o Preto, mostrou diferen&ccedil;as    no perfil de morbidade hospitalar segundo fonte de financiamento, com maior    frequ&ecirc;ncia de interna&ccedil;&otilde;es por les&otilde;es e envenamentos    e de casos mais graves e complexos no SUS em compara&ccedil;&atilde;o aos atendimentos    realizados pelos servi&ccedil;os particulares ou via planos de sa&uacute;de    privados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ainda, tendo em vista a associa&ccedil;&atilde;o    significativa entre atendimento pr&eacute;-hospitalar e a gravidade das les&otilde;es<sup>25</sup>,    a maior porcentagem de v&iacute;timas transportadas por ambul&acirc;ncias, pelo    SAMU ou unidades de resgate aos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de    poderia sugerir que a rede p&uacute;blica &eacute; a principal respons&aacute;vel    pelo atendimento de casos com les&otilde;es de maior gravidade. Todavia, cabe    salientar que muitas vezes os servi&ccedil;os de resgate s&atilde;o utilizados    com relativa independ&ecirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; gravidade    ou complexidade do caso. Por outro lado, os pacientes que disp&otilde;em de    condu&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria mobilizam-se para os hospitais sem solicitar    transporte aos servi&ccedil;os de atendimento pr&eacute;-hospitalar<sup>25</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Embora sem diferen&ccedil;a significativa entre    os atendimentos realizados pelo setor p&uacute;blico e pelo privado, &eacute;    preciso mencionar que, das 15 ocorr&ecirc;ncias socorridas pelas viaturas policiais,    8 casos eram de v&iacute;timas de viol&ecirc;ncias, as quais foram todas transportadas    para as unidades de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia da rede p&uacute;blica.    As estimativas nacionais do VIVA tamb&eacute;m apontam que as viaturas foram    mais utilizadas no transporte de v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia (10,1%) em    compara&ccedil;&atilde;o &agrave;s de acidentes (0,8%)<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A presente pesquisa ainda detectou que o local    onde ocorreu a grande maioria dos eventos acidentais e violentos em Campinas    foi a resid&ecirc;ncia, seguido da via p&uacute;blica tanto no setor p&uacute;blico    quanto no privado, diferenciando-se dos resultados de outros estudos do VIVA    que mostram padr&atilde;o inverso, com maior frequ&ecirc;ncia nas vias p&uacute;blicas    seja para as viol&ecirc;ncias<sup>23,24</sup>, seja para os acidentes<sup>26</sup>.    Compete destacar ainda que, nos atendimentos realizados pelo setor p&uacute;blico    de Campinas, a propor&ccedil;&atilde;o de eventos ocorridos em resid&ecirc;ncia    (35,9%) foi pr&oacute;xima &agrave; registrada em via p&uacute;blica (32,8%),    mas no setor privado esses percentuais se distanciam bastante, sendo respectivamente    de 43,4% nos domic&iacute;lios e 19,3% nas vias p&uacute;blicas. A maior ocorr&ecirc;ncia    de eventos nas resid&ecirc;ncias somente foi verificada em pesquisas do VIVA    espec&iacute;ficas sobre quedas<sup>27</sup> e aquelas com recortes para crian&ccedil;as    menores de 10 anos<sup>28</sup>. Em estudo sobre morbidade hospitalar em unidades    de refer&ecirc;ncia no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, Gawryszewski et    al.<sup>29</sup> tamb&eacute;m identificaram a resid&ecirc;ncia como o local    de maior frequ&ecirc;ncia entre as quedas, les&otilde;es autoprovocadas e queimaduras.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A maior propor&ccedil;&atilde;o de eventos (23,7%)    relacionados ao trabalho atendidos nos servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de    de Campinas, em compara&ccedil;&atilde;o a outros trabalhos com dados do VIVA<sup>27</sup>,    sinaliza quest&atilde;o que merece posterior investiga&ccedil;&atilde;o. Como    registrado neste presente estudo, tamb&eacute;m outras pesquisas sobre acidentes    de trabalho indicaram maior propor&ccedil;&atilde;o de atendimentos na rede    p&uacute;blica de sa&uacute;de<sup>30,31</sup>. Em estudo conduzido em Salvador,    Bahia, foi verificado que 71,0% de todos os atendimentos foram financiados pelo    SUS independentemente do n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico do trabalhador, embora    com varia&ccedil;&otilde;es significativas quanto &agrave; formalidade do contrato    de trabalho, indicando que a rede p&uacute;blica de sa&uacute;de assume grande    responsabilidade no atendimento de acidentes e viol&ecirc;ncias que afetam os    trabalhadores<sup>31</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o    nas primeiras 24 horas, verificou-se que, com exce&ccedil;&atilde;o do encaminhamento    ambulatorial, n&atilde;o houve diferen&ccedil;a significativa entre o setor    p&uacute;blico e o privado. No entanto, em pesquisa conduzida em servi&ccedil;os    m&eacute;dicos de emerg&ecirc;ncia em Kentucky, nos Estados Unidos, constatou-se    maior propor&ccedil;&atilde;o de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares entre    indiv&iacute;duos com planos de sa&uacute;de privado em compara&ccedil;&atilde;o    aos sem seguro sa&uacute;de e aqueles cobertos pelos planos p&uacute;blicos,    ap&oacute;s ter controlado pela gravidade das les&otilde;es<sup>32</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O conjunto dos achados deste estudo deve considerar    a presen&ccedil;a de algumas limita&ccedil;&otilde;es. O perfil epidemiol&oacute;gico    dos atendimentos realizados nas unidades p&uacute;blicas, obtido por este estudo,    &eacute; representativo de Campinas, uma vez que a amostra abarcou a totalidade    dos oito servi&ccedil;os p&uacute;blicos ou conveniados ao SUS do munic&iacute;pio.    Quanto ao setor privado, a amostra n&atilde;o abrangeu todos os servi&ccedil;os    existentes no munic&iacute;pio, embora tenha inclu&iacute;do os mais significativos,    que respondem por aproxidamente 90% dos atendimentos a emerg&ecirc;ncias desse    setor. Outra limita&ccedil;&atilde;o do estudo refere-se ao fato de que, embora    o n&uacute;mero de entrevistas conduzidas tenha superado o tamanho m&iacute;nimo    definido para a amostra, ele foi insuficiente para detectar poss&iacute;veis    diferen&ccedil;as em eventos menos frequentes. As an&aacute;lises deste estudo    referem-se a todos os atendimentos realizados e n&atilde;o apenas aos destinados    aos moradores de Campinas, embora estes representem a maioria, visto que apenas    11,6% dos pacientes n&atilde;o residiam no munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A inclus&atilde;o de unidades de sa&uacute;de    da rede privada na amostra do VIVA Campinas permitiu an&aacute;lise in&eacute;dita    dentro deste inqu&eacute;rito, ao viabilizar a compara&ccedil;&atilde;o dos    perfis epidemiol&oacute;gicos das v&iacute;timas de acidentes e viol&ecirc;ncias    atendidas em servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia p&uacute;blicos    ou conveniados ao SUS e nos privados. Possibilitou melhor compreens&atilde;o    das caracter&iacute;sticas dos eventos violentos e acidentais e identifica&ccedil;&atilde;o    das diferen&ccedil;as significativas entre os padr&otilde;es de atendimentos    realizados pela rede p&uacute;blica e privada do munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em s&iacute;ntese, a pesquisa mostrou que o setor    p&uacute;blico &eacute; o principal financiador dos servi&ccedil;os utilizados    pelas v&iacute;timas de viol&ecirc;ncias e acidentes, respondendo por quase    70% dos atendimentos. Em compara&ccedil;&atilde;o ao setor privado, as unidades    de sa&uacute;de p&uacute;blica registraram maior propor&ccedil;&atilde;o de    v&iacute;timas de viol&ecirc;ncias e acidentes com menos de 10 anos, cor de    pele preta/parda e menor n&uacute;mero de anos de estudo. Tamb&eacute;m foi    verificada na rede p&uacute;blica maior frequ&ecirc;ncia para: atendimentos    por acidentes de tr&acirc;nsito, acidentes com animais e agress&otilde;es/maus    tratos; ocorr&ecirc;ncias em vias p&uacute;blicas; eventos relacionados ao trabalho;    v&iacute;timas encaminhadas pelos servi&ccedil;os do SAMU/ambul&acirc;ncia/resgate;    pacientes utilizando transportes coletivos; atendimentos ocorridos nas segundas    e quintas-feiras; e pacientes direcionados para tratamento ambulatorial. Os    dados ainda sugerem que os casos mais graves, com cortes/lacera&ccedil;&otilde;es    e traumatismos cr&acirc;nio-encef&aacute;licos/politraumatismos e com les&otilde;es    na cabe&ccedil;a/pesco&ccedil;o e em m&uacute;ltiplos &oacute;rg&atilde;os/regi&otilde;es,    s&atilde;o atendidos majoritariamente pelos servi&ccedil;os p&uacute;blicos    e conveniados ao SUS. Esta maior propor&ccedil;&atilde;o de atendimentos a casos    potencialmente mais graves no sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de pode ser    um indicativo da oferta de recursos especializados e/ou da qualifica&ccedil;&atilde;o    da equipe m&eacute;dica para o cuidado a v&iacute;timas de viol&ecirc;ncias    e acidentes com grande atra&ccedil;&atilde;o para os hospitais de refer&ecirc;ncia    para o trauma no munic&iacute;pio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os resultados do estudo apontam a relev&acirc;ncia    da inclus&atilde;o peri&oacute;dica de unidades assistenciais do setor privado    nos inqu&eacute;ritos VIVA de forma a viabilizar acompanhamento das diferen&ccedil;as    do perfil epidemiol&oacute;gico dos acidentes e viol&ecirc;ncias entre os dois    setores. Esta iniciativa contribui com subs&iacute;dios relevantes para decis&otilde;es    pol&iacute;ticas na &aacute;rea de urg&ecirc;ncia e emerg&ecirc;ncia tanto no    planejamento de estrat&eacute;gias quanto na avalia&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os,    possibilitando definir com maior especificidade as a&ccedil;&otilde;es da rede    SUS e n&atilde;o SUS.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">AP Belon realizou a proposta do estudo, revis&atilde;o    da literatura, an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados e reda&ccedil;&atilde;o    do artigo. NYJ Silveira coordenou o trabalho de campo do inqu&eacute;rito, participou    da an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados e contribuiu na revis&atilde;o    cr&iacute;tica do artigo. MBA Barros elaborou a proposta do estudo, orientou    a an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados e contribuiu na revis&atilde;o    cr&iacute;tica do artigo. C Baldo foi respons&aacute;vel pelas an&aacute;lises    estat&iacute;sticas. MMA Silva contribuiu na revis&atilde;o cr&iacute;tica do    artigo. Todos os autores aprovaram a vers&atilde;o final do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Agrave; Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana    de Sa&uacute;de pelo suporte financeiro concedido ao Centro Colaborador em An&aacute;lise    de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de da Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas    da Universidade Estadual de Campinas para an&aacute;lise dos dados. Ao Conselho    Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq) pela    bolsa de produtividade de MBA Barros.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A todas as unidades de sa&uacute;de da rede SUS    (Hospital Municipal Dr. M&aacute;rio Gatti, Complexo Hospitalar Ouro Verde,    Hospital de Maternidade Celso Pierro-PUCCAMP, Hospital de Cl&iacute;nicas da    UNICAMP, Pronto Atendimento Padre Anchieta, Pronto Atendimento Centro, Pronto    Atendimento S&eacute;rgio Arouca, Pronto Atendimento S&atilde;o Jos&eacute;)    e n&atilde;o SUS (Casa de Sa&uacute;de, Centro M&eacute;dico, Hospital Vera    Cruz, Hospital Samaritano, Hospital Metropolitano, Real Sociedade Portuguesa    de Benefic&ecirc;ncia, Hospital Irm&atilde;os Penteado) por terem aceitado o    convite para participar do inqu&eacute;rito. A todos os entrevistadores e supervisores    pelos esfor&ccedil;os em coletar os dados com fidedignidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Reichenheim ME, Souza ER, Moraes CL, Jorge    MHPM, Silva CMFP, Minayo MCS. Violence and injuries in Brazil: the effect, progress    made, and challenges ahead. <i>Lancet</i> 2011; 6736(11):75-89.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615079&pid=S1413-8123201200090001000001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Pan American Health Organization (PAHO). <i>Informaci&oacute;n    y an&aacute;lisis de salud</i>: situaci&oacute;n de salud en las Am&eacute;ricas:    indicadores b&aacute;sicos 2009. Washington, DC: PAHO; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615081&pid=S1413-8123201200090001000002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Mascarenhas MDM, Monteiro RA, S&aacute; NNB,    Gonzaga LAA, Neves ACM, Roza DL, Silva MMA, Duarte EC, Malta DC. Epidemiologia    das causas externas no Brasil: mortalidade por acidentes e viol&ecirc;ncias    no per&iacute;odo de 2000 a 2009. In: Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Departamento de An&aacute;lise    de Situa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de. <i>Sa&uacute;de Brasil 2010</i>:    uma an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e de evid&ecirc;ncias    selecionadas de impacto de a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de.    Bras&iacute;lia: MS; 2011. p. 225-249.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615083&pid=S1413-8123201200090001000003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Belon AP, Barros MBA. Esperan&ccedil;a de    vida ao nascer: impacto das varia&ccedil;&otilde;es na mortalidade por idade    e causas de morte no Munic&iacute;pio de Campinas, S&atilde;o Paulo, Brasil.    <i>Cad Saude Publica</i> 2011; 27(5):877-887.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615085&pid=S1413-8123201200090001000004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Barros MBA, Mar&iacute;n-Le&oacute;n L, Almeida    SDM, Restitutti MC, Belon AP. Mortalidade por causas externas. Boletim de Mortalidade    n. 39. Campinas: s.n., 2007 &#91;acessado 2012 mar 23&#93;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.fcm.unicamp.br/centros/ccas/index.php?option=com_content&view=article&id=90&Itemid=85" target="_blank">http://www.fcm.unicamp.br/centros/ccas/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=90&amp;Itemid=85</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615087&pid=S1413-8123201200090001000005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Mar&iacute;n-Le&oacute;n L, Belon AP, Barros    MBA, Almeida SDM, Restitutti MC. Tend&ecirc;ncia dos acidentes de tr&acirc;nsito    em Campinas, S&atilde;o Paulo, Brasil: import&acirc;ncia crescente dos motociclistas.    <i>Cad Saude Publica</i> 2012; 28(1):39-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615088&pid=S1413-8123201200090001000006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Departamento de An&aacute;lise    de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de. <i>Viva</i>: vigil&acirc;ncia de    viol&ecirc;ncias e acidentes, 2008 e 2009. Bras&iacute;lia: MS; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615090&pid=S1413-8123201200090001000007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Departamento de An&aacute;lise    de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de. <i>Viva</i>: vigil&acirc;ncia de    viol&ecirc;ncias e acidentes, 2006 e 2007. Bras&iacute;lia: MS; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615092&pid=S1413-8123201200090001000008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Ag&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de Suplementar. ANS TABNET. &#91;acessado    em 2012 mar 23&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ans.gov.br/anstabnet/anstabnet/deftohtm.exe?anstabnet/dados/TABNET_02.DEF" target="_blank">http://www.ans.gov.br/anstabnet/anstabnet/deftohtm.exe?anstabnet/dados/TABNET_02.DEF</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615094&pid=S1413-8123201200090001000009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Martins M, Blais R, Leite IC. Mortalidade    hospitalar e tempo de perman&ecirc;ncia: compara&ccedil;&atilde;o entre hospitais    p&uacute;blicos e privados na regi&atilde;o de Ribeir&atilde;o Preto, S&atilde;o    Paulo, Brasil. <i>Cad Saude Publica</i> 2004; 20(Supl. 2):S268-S282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615096&pid=S1413-8123201200090001000010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Iucif Jr N, Rocha JSY. Sistema de informa&ccedil;&otilde;es    hospitalares como ajuste de risco em &iacute;ndices de desempenho. <i>Rev Saude    Publica</i> 2004; 38(6):780-786.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615098&pid=S1413-8123201200090001000011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Yazlle Rocha JS, Sim&otilde;es BJG. Estudo    da assist&ecirc;ncia hospitalar p&uacute;blica e privada em bases populacionais,    1986-1996. <i>Rev Saude Publica</i> 1999; 33(1):44-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615100&pid=S1413-8123201200090001000012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Yazlle Rocha JS, Simoes BJG, Guedes GLM.    Assist&ecirc;ncia hospitalar como indicador da desigualdade social. <i>Rev Saude    Publica</i> 1997; 31(5):479-487.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615102&pid=S1413-8123201200090001000013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Burns R, Nichols LO, Graney MJ, Applegate    WB. Mortality in a Public and a Private Hospital compared: The Severity of Antecedent    Disorders in Medicare Patients. <i>Am J Public Health</i> 1993; 83(7):966-971.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615104&pid=S1413-8123201200090001000014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Montagu DD, Anglemyer A, Tiwari M, Drasser    K, Rutherford GW, Horvath T, Kennedy GE, Bero L, Shah N, Kinlaw HS. <i>Private    versus public strategies for health service provision for improving health outcomes    in resource-limited settings</i>. San Francisco, CA: Global Health Sciences,    University of California, San Francisco; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615106&pid=S1413-8123201200090001000015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Silva ZP, Ribeiro MCSA, Barata RB, Almeida    MF. Perfil sociodemogr&aacute;fico e padr&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    (SUS), 2003-2008. <i>Cien Saude Colet </i>2011; 16(9):3807-3816.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615108&pid=S1413-8123201200090001000016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Porto SM, Santos IS, Ug&aacute; MAD. 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Perfil sociodemogr&aacute;fico e padr&atilde;o de utiliza&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os de sa&uacute;de para usu&aacute;rios e n&atilde;o-usu&aacute;rios    do SUS - PNAD 2003. <i>Cien Saude Colet </i>2006; 11(4):1011-1022.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615116&pid=S1413-8123201200090001000020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. Bahia L, Ronir RL, Salm C, Coata AJL, Kale    PL Cavalcanti ML. 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Fatores associados    ao uso de servi&ccedil;o de aten&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-hospitalar por    v&iacute;timas de acidentes de tr&acirc;nsito. <i>Cad Saude Publica</i> 2008;    24(2):287-294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615126&pid=S1413-8123201200090001000025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">26. Mascarenhas MDM, Silva MMA, Malta DC, Moura    L, Gawryszewski VP, Costa VC, Souza MFM, Morais Neto OL. 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Atendimentos de emerg&ecirc;ncia por les&otilde;es    decorrentes de causas externas: caracter&iacute;sticas das v&iacute;timas e    local de ocorr&ecirc;ncia, Estado de S&atilde;o Paulo, Brasil, 2005. <i>Cad    Saude Publica</i> 2008; 24(5):1121-1129.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615134&pid=S1413-8123201200090001000029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">30. Cordeiro R, Sakate M, Clemente APG, Diniz    CS, Donalisio MR. Subnotifica&ccedil;&atilde;o de acidentes do trabalho n&atilde;o    fatais em Botucatu, SP, 2002. <i>Rev Saude Publica</i> 2005; 39(2):254-260.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615136&pid=S1413-8123201200090001000030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">31. Santana VS, Ara&uacute;jo GR, Esp&iacute;rito-Santo    JS, Ara&uacute;jo-Filho JB, Iriart J. A utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os    de sa&uacute;de por acidentados de trabalho. <i>Rev Bras Saude Ocup</i> 2007;    32(115):135-143.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615138&pid=S1413-8123201200090001000031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">32. Svenson JE, Spurlock CW. Insurance Status    and Admission to Hospital for Head Injuries: Are We Part of a Two-Tiered Medical    System? <i>Am J Emerg Med</i> 2001; 19(1):19-24.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615140&pid=S1413-8123201200090001000032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Artigo apresentado em 10/06/2012    <br>   Aprovado em 04/07/2012    <br>   Vers&atilde;o final apresentada em 14/07/2012</font></p>      ]]></body><back>
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