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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Notificações de violência doméstica, sexual e outras violências contra crianças no Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The scope of this article is to outline the scenario of domestic, sexual and other forms of violence against children (0-9 years old) in Brazil for the year 2010. It is based on data from reports of domestic, sexual and other forms of violence registered with SINAN - Information System for Notifiable Diseases (Continuous VIVA). Absolute and relative numbers are presented, derived from reported violence, discriminating between children under 1 year of age and those between 1-9 years old, due to the specificities that exist in these age groups. Throughout the country, the number of reports among those under 10 years of age is low (17.1%). Differences were found for the distribution of reports in the different Brazilian States. Few municipalities and few services reported violence to SINAN-Net in 2010 in the country. Some differences were found between children under 1 year of age and those between 1 and 9 years of age, as for instance the relationship between the profile of the violence, the victim and the perpetrator, and the handling of the case. The quality of the reported information is discussed showing the high level of unreported data in some spaces of the reporting form. Lack of information may prejudice comprehension of the phenomenon, interfering with the planning, organization and operation actions of the health services in the country.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO</b> ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Notifica&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia    dom&eacute;stica, sexual e outras viol&ecirc;ncias contra crian&ccedil;as no    Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Reports of domestic, sexual and other forms    of violence against children in Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Simone Gon&ccedil;alves de Assis<sup>I</sup>;    Joviana Quintes Avanci<sup>I</sup>; Renata Pires Pesce<sup>I</sup>; Thiago    de Oliveira Pires<sup>I</sup>; Daniela Lopes Gomes<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Centro Latino-Americano de Estudos    de Viol&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Jorge Careli, Escola Nacional de Sa&uacute;de    P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz. Avenida Brasil 4036/700,    Manguinhos. 21040-361 Rio de Janeiro, RJ. <a href="mailto:simone@claves.fiocruz.br">simone@claves.fiocruz.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O artigo tem como objetivo apresentar o quadro    de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, sexual e outras viol&ecirc;ncias perpetradas    contra crian&ccedil;as (0-9 anos) no Brasil no ano de 2010, baseando-se nas    notifica&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, sexual e outras    viol&ecirc;ncias registradas no SINAN - Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (VIVA Cont&iacute;nuo). S&atilde;o apresentados    os n&uacute;meros absolutos e relativos derivados das notifica&ccedil;&otilde;es    sobre viol&ecirc;ncias, discriminando-se entre crian&ccedil;as menores de 1    ano e aquelas entre 1-9 anos, devido &agrave;s especificidades existentes nessas    faixas et&aacute;rias. Em todo o pa&iacute;s, o n&uacute;mero de notifica&ccedil;&otilde;es    entre menores de 10 anos &eacute; baixo (16,9%). Foram constatadas diferen&ccedil;as    quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o das notifica&ccedil;&otilde;es por    unidade da federa&ccedil;&atilde;o. Observou-se que poucos munic&iacute;pios    notificaram viol&ecirc;ncias ao SINAN-Net no ano de 2010 no pa&iacute;s. Algumas    diferen&ccedil;as foram encontradas entre notifica&ccedil;&otilde;es em menores    de 1 ano de idade e notifica&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as entre 1-9    anos de idade, como por exemplo em rela&ccedil;&atilde;o ao perfil da viol&ecirc;ncia,    da v&iacute;tima e do agressor, e o encaminhamento do caso. A qualidade da informa&ccedil;&atilde;o    das notifica&ccedil;&otilde;es &eacute; discutida mostrando n&iacute;vel elevado    de aus&ecirc;ncia de registros em alguns campos da ficha. Falhas na informa&ccedil;&atilde;o    podem prejudicar o conhecimento mais detalhado do fen&ocirc;meno, interferindo    nas a&ccedil;&otilde;es de planejamento, organiza&ccedil;&atilde;o e operacionaliza&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras</b>-<b>chave: </b>Notifica&ccedil;&atilde;o,    Crian&ccedil;as, Viol&ecirc;ncia</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The scope of this article is to outline the scenario    of domestic, sexual and other forms of violence against children (0-9 years    old) in Brazil for the year 2010. It is based on data from reports of domestic,    sexual and other forms of violence registered with SINAN - Information System    for Notifiable Diseases (Continuous VIVA). Absolute and relative numbers are    presented, derived from reported violence, discriminating between children under    1 year of age and those between 1-9 years old, due to the specificities that    exist in these age groups. Throughout the country, the number of reports among    those under 10 years of age is low (17.1%). Differences were found for the distribution    of reports in the different Brazilian States. Few municipalities and few services    reported violence to SINAN-Net in 2010 in the country. Some differences were    found between children under 1 year of age and those between 1 and 9 years of    age, as for instance the relationship between the profile of the violence, the    victim and the perpetrator, and the handling of the case. The quality of the    reported information is discussed showing the high level of unreported data    in some spaces of the reporting form. Lack of information may prejudice comprehension    of the phenomenon, interfering with the planning, organization and operation    actions of the health services in the country.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b>Reports, Children, Violence</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Desde a d&eacute;cada de 1990, quando o Sistema    &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) recebeu o mandato espec&iacute;fico do Estatuto    da Crian&ccedil;a e do Adolescente<sup>1</sup> para promover o direito &agrave;    vida e &agrave; sa&uacute;de dessa popula&ccedil;&atilde;o, a notifica&ccedil;&atilde;o    de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, sexual e outras viol&ecirc;ncias vem sendo    concebida como um importante instrumento de prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as    e adolescentes, e n&atilde;o de den&uacute;ncia e puni&ccedil;&atilde;o<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, gestor federal    do SUS, declarou em 1996, seguindo as recomenda&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS), que a viol&ecirc;ncia se constitui em um importante    problema para a sa&uacute;de p&uacute;blica. Um dos desdobramentos desta constata&ccedil;&atilde;o    foi a cria&ccedil;&atilde;o de um instrumento de notifica&ccedil;&atilde;o &agrave;s    autoridades competentes de casos de suspeita ou de confirma&ccedil;&atilde;o    de viol&ecirc;ncia contra crian&ccedil;as e adolescentes<sup>3</sup>. Esta portaria    apoia-se tamb&eacute;m na Pol&iacute;tica Nacional de Redu&ccedil;&atilde;o    de Morbimortalidade por Acidentes e Viol&ecirc;ncias (PNRMAV), em sua diretriz    sobre o monitoramento das viol&ecirc;ncias<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria    da viol&ecirc;ncia contra a crian&ccedil;a e o adolescente estabelecida pelo    setor sa&uacute;de deve ser compreendida como um instrumento de garantia de    direitos e de prote&ccedil;&atilde;o social de crian&ccedil;as e adolescentes.    Permite aos profissionais de sa&uacute;de, assim como do campo da educa&ccedil;&atilde;o,    da assist&ecirc;ncia social, dos Conselhos Tutelares e da justi&ccedil;a, adotarem    medidas de cuidado &agrave;s v&iacute;timas da viol&ecirc;ncia. Notificar implica    em dividir e partilhar com os v&aacute;rios setores da sociedade a responsabilidade    de proteger crian&ccedil;as e adolescentes. O segmento &agrave; notifica&ccedil;&atilde;o    para a rede de cuidados e prote&ccedil;&atilde;o est&aacute; relacionado &agrave;    organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os e dos fluxos internos, sendo fundamental    o trabalho em equipe multiprofissional para acompanhamento adequado dos casos<sup>5</sup>.    No contexto da vigil&acirc;ncia, a notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria    da viol&ecirc;ncia tem como princ&iacute;pio a utiliza&ccedil;&atilde;o imediata    da informa&ccedil;&atilde;o no local onde &eacute; gerada, al&eacute;m da alimenta&ccedil;&atilde;o    dos bancos de dados nacionais. O objetivo &eacute; permitir an&aacute;lises    mais gerais que orientem o planejamento e o estabelecimento de a&ccedil;&otilde;es    necess&aacute;rias ao conjunto ou grupos espec&iacute;ficos da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira, em situa&ccedil;&otilde;es correntes ou emergenciais<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O Sistema de Vigil&acirc;ncia de Viol&ecirc;ncias    e Acidentes (VIVA), implantado em 2006 pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    tem a finalidade de viabilizar a obten&ccedil;&atilde;o de dados e a divulga&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es sobre viol&ecirc;ncias e acidentes. O VIVA foi    estruturado em dois componentes: o primeiro relacionado &agrave; vigil&acirc;ncia    cont&iacute;nua de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, sexual e outras interpessoais    e autoprovocadas (VIVA Cont&iacute;nuo); o outro componente, &eacute; a vigil&acirc;ncia    sentinela de viol&ecirc;ncias e acidentes em emerg&ecirc;ncias hospitalares    (VIVA Sentinela). A partir de 2009, o componente de vigil&acirc;ncia cont&iacute;nua    do VIVA foi incorporado ao Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos Notificados    (Sinan-Net), adequando-se as suas normas espec&iacute;ficas no que se refere    &agrave; padroniza&ccedil;&atilde;o de coleta e envio de dados<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A partir das informa&ccedil;&otilde;es registradas    por este novo sistema de notifica&ccedil;&atilde;o, vem sendo poss&iacute;vel    dimensionar a magnitude da viol&ecirc;ncia no pa&iacute;s, planejar o investimento    em n&uacute;cleos de vigil&acirc;ncia e assist&ecirc;ncia, possibilitar a garantia    dos direitos de crian&ccedil;as e adolescentes e subsidiar pesquisas e ajustes    na rede de prote&ccedil;&atilde;o. &Eacute; importante destacar que pouco ainda    se conhece sobre as estrat&eacute;gias regionais adotadas para implanta&ccedil;&atilde;o    desse novo sistema. Muitos munic&iacute;pios do pa&iacute;s, anteriores ao Sinan-Net    adotavam fichas pr&oacute;prias, a exemplo do Rio de Janeiro<sup>7</sup> - pioneiro    na implanta&ccedil;&atilde;o de fichas de notifica&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia    contra crian&ccedil;as e adolescentes no pa&iacute;s. Essas m&uacute;ltiplas    fichas originavam informa&ccedil;&otilde;es heterog&ecirc;neas. &Eacute; certo    que a implanta&ccedil;&atilde;o de uma ficha &uacute;nica a ser utilizada em    todo territ&oacute;rio do Brasil constitui-se um avan&ccedil;o inquestion&aacute;vel    para a notifica&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia. Para que se alcance a universalidade    da informa&ccedil;&atilde;o, &eacute; imprescind&iacute;vel que ocorra a ades&atilde;o    de estados e munic&iacute;pios brasileiros.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para que haja informa&ccedil;&otilde;es de qualidade,    &eacute; essencial investir em capacita&ccedil;&atilde;o profissional no tema    da notifica&ccedil;&atilde;o das viol&ecirc;ncias, estrat&eacute;gia preconizada    na PNRMAV<sup>4</sup> e na Pol&iacute;tica Nacional de Promo&ccedil;&atilde;o    da Sa&uacute;de<sup>8</sup>, que prioriza a preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia    e o est&iacute;mulo &agrave; cultura de paz. As estat&iacute;sticas hoje existentes,    produzidas com base nos n&uacute;meros oficiais, giram em torno de 10% a 30%    do total de casos, mesmo em pa&iacute;ses em que notificar &eacute; uma a&ccedil;&atilde;o    para a qual o cidad&atilde;o est&aacute; sensibilizado<sup>9</sup>. Alguns autores    chegam a comentar que as estimativas de preval&ecirc;ncia geradas em cen&aacute;rios    de servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia em todo o mundo, correspondem t&atilde;o    somente ao n&iacute;vel de sensibiliza&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o    dos profissionais, e n&atilde;o &agrave; sua ocorr&ecirc;ncia real na clientela    atendida<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este artigo tem como objetivo apresentar o quadro    de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, sexual e outras perpetradas contra crian&ccedil;as    (0-9 anos) no Brasil no ano de 2010, tendo como base de dados as notifica&ccedil;&otilde;es    de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, sexual e outras viol&ecirc;ncias registradas    no SINAN - Net (VIVA Cont&iacute;nuo).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As notifica&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia    dom&eacute;stica, sexual e outras viol&ecirc;ncias em crian&ccedil;as menores    de 10 anos analisadas neste artigo integram o VIVA cont&iacute;nuo e referem-se    ao ano de 2010. O banco analisado foi cedido pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    e foi extra&iacute;do para an&aacute;lise em janeiro de 2012, em sua vers&atilde;o    final. O VIVA cont&iacute;nuo &eacute; uma modalidade de vigil&acirc;ncia inicialmente    implantado em servi&ccedil;os de refer&ecirc;ncia para viol&ecirc;ncias (centros    de refer&ecirc;ncia para viol&ecirc;ncias, centros de refer&ecirc;ncia para    DST/AIDS, ambulat&oacute;rios especializados, maternidades, dentre outros) em    algumas cidades brasileiras, a partir de agosto de 2006. Utiliza a Ficha de    Notifica&ccedil;&atilde;o/Investiga&ccedil;&atilde;o de Viol&ecirc;ncia Dom&eacute;stica,    Sexual e/ou outras Viol&ecirc;ncias, que encampa a notifica&ccedil;&atilde;o    de qualquer caso suspeito ou confirmado de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica,    sexual e/ou outras viol&ecirc;ncias contra homens e mulheres, independente de    faixa et&aacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A ficha de notifica&ccedil;&atilde;o do Sinan-Net    analisada neste artigo &eacute; composta pelas seguintes vari&aacute;veis: tipologia    da viol&ecirc;ncia, meio de agress&atilde;o, detalhamentos sobre atendimento    de viol&ecirc;ncia sexual, consequ&ecirc;ncias da viol&ecirc;ncia, tipos de    les&otilde;es, dados sobre os prov&aacute;veis autores da agress&atilde;o, a    evolu&ccedil;&atilde;o e o encaminhamento do caso.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No artigo s&atilde;o apresentados os n&uacute;meros    absolutos e os relativos derivados das notifica&ccedil;&otilde;es sobre viol&ecirc;ncias,    discriminando-se entre crian&ccedil;as menores de 1 ano e aquelas entre 1-9    anos, devido &agrave;s especificidades existentes nessas faixas et&aacute;rias    no que se refere &agrave; viol&ecirc;ncia<sup>11,12</sup>. Taxas por cem mil    habitantes foram calculadas para ambas as faixas de idade e para crian&ccedil;as    menores de 10 anos, utilizando-se a informa&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero    de crian&ccedil;as em cada unidade de federa&ccedil;&atilde;o segundo o censo    2010<sup>13</sup>. Pontos de corte para as taxas apresentadas no mapa s&atilde;o    dados pelos quartis.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Utilizando-se o total das notifica&ccedil;&otilde;es    envolvendo crian&ccedil;as, adolescentes, adultos e idosos calculou-se: o percentual    de notifica&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as em rela&ccedil;&atilde;o a todas    as idades, o percentual de munic&iacute;pios notificantes de viol&ecirc;ncias    segundo unidade da federa&ccedil;&atilde;o (UF) e o n&uacute;mero de unidades    de sa&uacute;de que notificaram viol&ecirc;ncias segundo a UF. Para facilitar    a leitura, somente ser&atilde;o mostradas na se&ccedil;&atilde;o de resultados    diferencia&ccedil;&otilde;es segundo sexo quando estas forem mais significativas.    No geral, a apresenta&ccedil;&atilde;o dos dados ser&aacute; feita de forma    agrupada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados s&atilde;o apresentados mantendo os    registros sem informa&ccedil;&atilde;o (em branco e ignoradas), visando apontar    ao leitor as car&ecirc;ncias ainda existentes no preenchimento dos dados de    viol&ecirc;ncias no Sinan-Net e que precisam ser enfrentadas para a melhor qualidade    dos dados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em todo o pa&iacute;s, foram registradas 12.473    notifica&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, sexual e outras    viol&ecirc;ncias contra crian&ccedil;as menores de 10 anos no ano de 2010. Deste    total, ocorreram 1.797 notifica&ccedil;&otilde;es entre menores de 1 ano e 10.682    na faixa de 1-9 anos. Considerando-se todas as faixas et&aacute;rias, obteve-se    um total de 73.794 notifica&ccedil;&otilde;es (16,9% referentes a crian&ccedil;as).    Estes dados podem ser observados no <a href="#gra1">Gr&aacute;fico 1</a>, que    tamb&eacute;m aponta a presen&ccedil;a significativa de notifica&ccedil;&otilde;es    entre adolescentes e adultos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="gra1"></a><img src="/img/revistas/csc/v17n9/a12gra1.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a12tab1.jpg">Tabela 1</a> pode-se constatar a distribui&ccedil;&atilde;o    das notifica&ccedil;&otilde;es por unidade da federa&ccedil;&atilde;o (UF).    Observa-se que Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal na regi&atilde;o Centro    Oeste, os tr&ecirc;s estados do Sul, Rio de Janeiro (Sudeste) e Pernambuco (Nordeste)    apresentam as maiores taxas de notifica&ccedil;&otilde;es em crian&ccedil;as    menores de 1 ano de idade. Na faixa de 1-9 anos os mesmos estados mostram taxas    significativas, acrescidos de Goi&aacute;s (CO), S&atilde;o Paulo (SE), Amazonas    e Roraima (Norte).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a12tab1.jpg">Tabela 1</a>, a coluna que apresenta o percentual    de munic&iacute;pios notificantes no Estado refere-se &agrave;s notifica&ccedil;&otilde;es    em todo o ciclo vital. Neste sentido, o melhor estado da federa&ccedil;&atilde;o    &eacute; o Rio de Janeiro, com 48,9% de seus munic&iacute;pios notificando pelo    menos um evento violento em 2010. Roraima, Santa Catarina, Cear&aacute;, Rio    Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e S&atilde;o Paulo t&ecirc;m percentuais que    oscilam entre 22,8% e 33,3%. O quadro apresentado de poucos munic&iacute;pios    notificando viol&ecirc;ncias ao SINAN-Net seria ainda mais grave se o dado se    referisse apenas &agrave;s crian&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O n&uacute;mero de unidades de sa&uacute;de notificantes    apresentado na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a12tab1.jpg">Tabela 1</a> segue a mesma l&oacute;gica: muito poucos servi&ccedil;os    notificaram viol&ecirc;ncias no ano de 2010 no pa&iacute;s, considerando-se    todas as idades.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a12fig1.jpg">Figura 1</a> se constata visualmente a distribui&ccedil;&atilde;o    das taxas de notifica&ccedil;&atilde;o por viol&ecirc;ncias (por cem mil crian&ccedil;as)    considerando-se os menores de 10 anos. Numa an&aacute;lise geral, Mato Grosso    do Sul, Roraima, Rio Grande do Sul e S&atilde;o Paulo s&atilde;o os Estados    com maiores taxas de notifica&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia de crian&ccedil;as    de 0 a 9 anos de idade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Visando compreender melhor as especificidades    das crian&ccedil;as menores de um ano e das mais velhas, apresentam-se a seguir    algumas caracter&iacute;sticas das viol&ecirc;ncias notificadas ao SINAN-NET    em 2010.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notifica&ccedil;&otilde;es em menores de 1    ano</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a12tab2.jpg">Tabela 2</a> apresenta dados referentes &agrave;s    1.797 notifica&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as at&eacute; um ano de idade.    A maioria tem a cor da pele branca (41%) e preta/parda (32%). Em cerca de 1/4    das notifica&ccedil;&otilde;es esta importante quest&atilde;o n&atilde;o foi    preenchida.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Algum tipo de defici&ecirc;ncia/transtorno foi    constatado em 3,1% das crian&ccedil;as, especialmente a defici&ecirc;ncia f&iacute;sica    (0,8%), seguida pela mental (0,3%), visual (0,3%) e auditiva (0,1%). Essa informa&ccedil;&atilde;o    est&aacute; ausente para uma quantidade significativa de registros.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pode-se tamb&eacute;m visualizar na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a12tab2.jpg">Tabela 2</a>    que a maior parte das notifica&ccedil;&otilde;es da viol&ecirc;ncia contra menores    de um ano ocorre em resid&ecirc;ncias. No que se refere aos tipos de viol&ecirc;ncia,    a neglig&ecirc;ncia/abandono se destaca (63,2% das notifica&ccedil;&otilde;es),    seguido pela viol&ecirc;ncia f&iacute;sica (28%). Bem distante seguem os outros    tipos de viol&ecirc;ncia, com destaque para os tipos psicol&oacute;gico/moral    e sexual, mais comum entre as meninas. Em todos os tipos de viol&ecirc;ncia    mencionados (exceto neglig&ecirc;ncia) encontrou-se percentual elevado de sem    informa&ccedil;&atilde;o (entre 15-20%).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">De acordo com a natureza da les&atilde;o infligida    &agrave; crian&ccedil;a menor que um ano, destacam-se as contus&otilde;es, que    ocorrem em 11% das notifica&ccedil;&otilde;es (se considerado apenas o diagn&oacute;stico    principal). Cortes/perfura&ccedil;&otilde;es/lacera&ccedil;&otilde;es e traumatismo    cr&acirc;nio encef&aacute;lico seguem em ordem de ocorr&ecirc;ncia. Em rela&ccedil;&atilde;o    ao sexo, os cortes, as fraturas e as queimaduras predominaram entre meninos    e as contus&otilde;es, as entorses e as intoxica&ccedil;&otilde;es entre as    meninas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outras informa&ccedil;&otilde;es relevantes n&atilde;o    apresentadas na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a12tab2.jpg">Tabela 2</a> s&atilde;o mostradas a seguir.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere aos meios utilizados para a    agress&atilde;o &agrave; crian&ccedil;a, tem-se que a for&ccedil;a corporal/espancamento    &eacute; o meio mais apontado: 16,4%, atingindo mais meninas (18,8%) do que    meninos (14,2%). Com frequ&ecirc;ncia bem inferior seguem as amea&ccedil;as    (4,9%), tamb&eacute;m mais relatadas entre meninas (6,8% versus 2,9% entre meninos).    Objetos perfuro-cortante, subst&acirc;ncias/objetos quentes, objetos contundentes    e armas de fogo feriram menos crian&ccedil;as (2,2%, 2,1% e 1,8%, 0,8% respectivamente),    com maior risco para o sexo masculino. Os enforcamentos foram mencionados em    0,8% das notifica&ccedil;&otilde;es. Em geral, os meios utilizados ficaram sem    informa&ccedil;&atilde;o em 22% dos registros.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A parte do corpo mais atingida, considerando-se    os casos de viol&ecirc;ncia em que constam com les&otilde;es f&iacute;sicas,    (com foco no diagn&oacute;stico principal) s&atilde;o: cabe&ccedil;a e face    (28,5%); seguem-se os membros superiores (5,5%). Meninas sobressaem por sofrerem    mais les&otilde;es nos &oacute;rg&atilde;os genitais/&acirc;nus (6,7% contra    1,2% dos meninos), quadril/pelve (0,9% versus 0,2%) e em m&uacute;ltiplos &oacute;rg&atilde;os/regi&otilde;es    do corpo (9,2% versus 7,2%). Os meninos t&ecirc;m mais les&otilde;es no t&oacute;rax/dorso    (5,1% versus 2,2% das meninas), membros inferiores (4,9% versus 3,7%) e no abdome    (2,2% contra 1,1%). Locais pouco mencionados s&atilde;o: pesco&ccedil;o (1%),    boca/dentes (0,9%) e coluna/medula 0,1%. H&aacute; neste item um elevado percentual    de notifica&ccedil;&otilde;es sem informa&ccedil;&atilde;o (41,7%).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os prov&aacute;veis autores da agress&atilde;o    reportados nas notifica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o: a m&atilde;e da crian&ccedil;a,    apontada em 60,6% do total e o pai (28,5%). Com frequ&ecirc;ncia bem menor est&atilde;o    os amigos/conhecidos (4,1%), pessoas desconhecidas (3,3%), padrastos - 1,1%    (mais padrastos entre as meninas - 1,5% que entre meninos 0,6%), irm&atilde;os    - 1,6%, madrastas (0,2%) e outros cuidadores (0,8%). Considerando-se apenas    o sexo do agressor, tem-se que predominam as mulheres (39,8%) em rela&ccedil;&atilde;o    os homens (21,5%) nos casos em que h&aacute; apenas um autor da agress&atilde;o.    Agressores de ambos os sexos s&atilde;o mencionados em 19,1% das notifica&ccedil;&otilde;es.    No que se refere ao n&uacute;mero de agressores envolvidos, o cen&aacute;rio    mais comum &eacute; ter apenas uma pessoa (63,2%), seguida por dois ou mais    agressores - 16,7% (mais comum entre meninos - 21,8% do que entre as meninas    - 14,5%). Para todas as quest&otilde;es que envolvem o agressor, observa-se    em torno de 15-23% dos registros com esta informa&ccedil;&atilde;o ausente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O encaminhamento das crian&ccedil;as pelos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de notificantes para outros setores da rede de aten&ccedil;&atilde;o    envolvem, em primeiro lugar, os Conselhos Tutelares (60,4%). Em seguida, muito    distante, est&atilde;o os Centros de Refer&ecirc;ncia de Assist&ecirc;ncia Social    (CRAS) e os Centros de Refer&ecirc;ncia Especializada de Assist&ecirc;ncia Social    (CREAS) (4,5%) e o Instituto M&eacute;dico Legal (3,3%), mais indicados para    as meninas que para os meninos. A Vara da Inf&acirc;ncia e Juventude (2,2%),    o Minist&eacute;rio P&uacute;blico (1,7%), Casas de abrigo (0,7%) e o Programa    Sentinela (0,7%) v&ecirc;m a seguir. H&aacute; entre 16-25% de respostas sobre    encaminhamento inexistentes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A evolu&ccedil;&atilde;o do caso indica alta    do servi&ccedil;o de sa&uacute;de na maioria das notifica&ccedil;&otilde;es    (55,8%). Evas&atilde;o/fuga do servi&ccedil;o foi apontada por 10,8% dos registros,    seguido por &oacute;bitos decorrentes da viol&ecirc;ncia (1,0%) e &oacute;bitos    por outras causas (0,7%). Quase 1/3 das notifica&ccedil;&otilde;es n&atilde;o    informa a evolu&ccedil;&atilde;o do caso.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Notifica&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as    entre 1-9 anos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dentre as 10.682 crian&ccedil;as entre 1-9 anos    verifica-se similar distribui&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; cor da pele branca    e preta/parda (<a href="/img/revistas/csc/v17n9/a12tab3.jpg">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Algum tipo de defici&ecirc;ncia/transtorno foi    constatado em 3,8% das crian&ccedil;as (mais em meninos). Discriminando-se o    tipo de defici&ecirc;ncia tem-se que a defici&ecirc;ncia f&iacute;sica foi informada    em 0,7% das notifica&ccedil;&otilde;es, a mental em 1,2%, a visual e a auditiva    em 0,2% cada.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Na maior parte das notifica&ccedil;&otilde;es    de crian&ccedil;as entre 1-9 anos a viol&ecirc;ncia ocorre em resid&ecirc;ncias.    Meninos predominam nas notifica&ccedil;&otilde;es que registram locais de ocorr&ecirc;ncia    p&uacute;blicos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ainda na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a12tab3.jpg">Tabela 3</a> pode-se ver que o tipo de viol&ecirc;ncia    mais comum entre crian&ccedil;as mais velhas difere daquele mais constatado    entre os menores de 1 ano. A viol&ecirc;ncia sexual &eacute; relatada em 41,7%    das notifica&ccedil;&otilde;es, mais entre meninas do que meninos. A viol&ecirc;ncia    f&iacute;sica 32,5% segue em frequ&ecirc;ncia, seguida de perto pela neglig&ecirc;ncia/abandono    (ambos os tipos s&atilde;o mais comuns entre meninos). Cerca de 11 a 15% dos    itens relativos ao tipo de viol&ecirc;ncia est&atilde;o sem informa&ccedil;&atilde;o.    A natureza da les&atilde;o mais relatada (diagn&oacute;stico principal) &eacute;    decorrente de cortes, perfura&ccedil;&otilde;es, lacera&ccedil;&otilde;es, seguidas    pelas contus&otilde;es, intoxica&ccedil;&otilde;es e queimaduras. Os meninos    apresentam percentuais mais elevados do que as meninas em todas as formas de    les&otilde;es apresentadas, exceto amputa&ccedil;&atilde;o e traumatismo dent&aacute;rios.    Vale, no entanto, ressaltar que o percentual de notifica&ccedil;&otilde;es sem    informa&ccedil;&atilde;o sobre a natureza chega a 50,6% entre as meninas e a    36% entre os meninos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outras informa&ccedil;&otilde;es presentes nas    notifica&ccedil;&otilde;es das crian&ccedil;as entre 1-9 anos n&atilde;o apresentadas    na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a12tab3.jpg">Tabela 3</a> s&atilde;o apontadas a seguir.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dentre os meios de agress&atilde;o que atingiram    crian&ccedil;as entre 1-9 anos tem-se a for&ccedil;a corporal/espancamento como    o meio mais comum (24,9%). Amea&ccedil;as v&ecirc;m a seguir (14,7%), tamb&eacute;m    mais presentes entre meninas - 16,7%, versus 12% entre meninos. Bem distante    est&atilde;o as les&otilde;es decorrentes de subst&acirc;ncias/objetos quentes    (2,9%), envenenamentos (2,7%), objetos contundentes (2,1%) e perfuro-cortantes    (2,1%), armas de fogo (0,8%), todos mais comuns entre meninos que meninas. O    enforcamento foi mencionado por 0,4% das notifica&ccedil;&otilde;es. Em torno    de 20% do total de registros estava sem informa&ccedil;&atilde;o sobre o meio    da agress&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A parte do corpo mais atingida da crian&ccedil;a    (diagn&oacute;stico principal) &eacute; o &oacute;rg&atilde;o genital/&acirc;nus    (21%), vindo bem atr&aacute;s cabe&ccedil;a/face (16,2%). Partes menos notificadas    s&atilde;o: m&uacute;ltiplos &oacute;rg&atilde;os/regi&otilde;es do corpo (7,4%),    membros superiores e inferiores (6% e 4,9% respectivamente), t&oacute;rax/dorso    (2,4%), abdome (1,5%), pesco&ccedil;o (0,9%), boca/dentes (0,9%), quadril/pelve    (0,7%) e coluna/medula (0,3%).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O sexo masculino revela maior percentual em quase    todas as partes do corpo atingidas, com as meninas destacando-se apenas em rela&ccedil;&atilde;o    aos &oacute;rg&atilde;os genitais/&acirc;nus (26,2% versus 14,6% entre meninos).    Salienta-se que o percentual de notifica&ccedil;&otilde;es sem informa&ccedil;&atilde;o    sobre a natureza chega a 41,3% entre as meninas e a 33,7% entre os meninos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As les&otilde;es autoprovocadas intencionalmente    foram informadas em 0,2% dos registros, totalizando 23 crian&ccedil;as entre    1-9 anos que intencionalmente provocaram les&otilde;es ao seu organismo. Quase    a totalidade dos registros informa este quesito, com apenas 4,1% sem informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os prov&aacute;veis autores da agress&atilde;o    mais apontados s&atilde;o a m&atilde;e (26,8%) e o pai (20,1%). As m&atilde;es    s&atilde;o mais relatadas entre os agressores dos meninos (33,5%) do que das    meninas (21,8%). Os amigos/conhecidos da crian&ccedil;a s&atilde;o indicados    a seguir como agressores frequentes (14,8%). Outros familiares agressores s&atilde;o:    padrasto: 7% (mais relatados como agressores de meninas - 8,8% que meninos -    4,4%), irm&atilde;os (2,3%) e madrastas (0,7%). Cuidadores foram destacados    em 1,9% dos registros, pessoas desconhecidas em 4,6% e a pr&oacute;pria crian&ccedil;a    sendo a agressora de outra crian&ccedil;a em 2,5%. Em torno de 20% dos itens    sobre autoria da agress&atilde;o n&atilde;o h&aacute; informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Considerando-se o sexo do agressor nota-se que    predominam os homens (48%) em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mulheres (20,1%).    Agressores de ambos os sexos s&atilde;o mencionados em 9,9% das notifica&ccedil;&otilde;es.    Dentre as meninas predominam os agressores do sexo oposto (53,4%) e entre os    meninos sobressaem as mulheres (22,3%) como agressoras e pessoas de ambos os    sexos (12,5%). H&aacute; 22% de notifica&ccedil;&otilde;es sem informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A maioria das agress&otilde;es envolve apenas    uma pessoa (63,2%). A presen&ccedil;a de dois ou mais agressores (16,7%) &eacute;    mais comum entre meninos (21,8%) do que entre as meninas (14,5%). H&aacute;    19,2% de notifica&ccedil;&otilde;es sem este dado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Um item de pouca confiabilidade &eacute; a suspeita    de uso de &aacute;lcool pelo agressor (54,2% sem informa&ccedil;&atilde;o).    Dentre dos limites deste dado, tem-se que 10,4% foram reconhecidos como usu&aacute;rios    dessa subst&acirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A reincid&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia sobre    a mesma crian&ccedil;a foi em 26,8% dos casos (42,2% sem informa&ccedil;&atilde;o),    indicando haver uma continuidade da agress&atilde;o em cerca de uma em cada    quatro crian&ccedil;as.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As crian&ccedil;as foram encaminhadas para outros    setores pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, apresentados em forma decrescente:    conselho tutelar (60,3%); Instituto M&eacute;dico Legal - 13,3% (meninas - 15,9%    e meninos 9,8%); Delegacia de Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Crian&ccedil;a    e ao Adolescente; CRAS/CREAS (9,4%); outras delegacias (8,9%), Programa Sentinela    (5,2%); Vara da Inf&acirc;ncia e Juventude (4,7%); Minist&eacute;rio P&uacute;blico    (3,1%); e casas de abrigo (1,4%). Na maioria dos itens sobre encaminhamento    h&aacute; cerca de 20% de notifica&ccedil;&otilde;es com falta de informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A evolu&ccedil;&atilde;o dos casos de viol&ecirc;ncia    na faixa de 1-9 anos indica haver alta (67,4%). A evas&atilde;o/fuga do servi&ccedil;o    &eacute; apontada em 4,2% dos registros. Os &oacute;bitos por viol&ecirc;ncia    ocorrem em 0,4% do total e os decorrentes de outras causas em 0,2%. H&aacute;    27,8% de notifica&ccedil;&otilde;es sem informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados apresentados neste artigo s&atilde;o    pioneiros e refletem o esfor&ccedil;o de uma recente Pol&iacute;tica que, apesar    de vir se dando de forma insistente e progressiva, tamb&eacute;m tem se mostrado    "fragmentada, lenta e intermitente"<sup>14</sup>, a despeito do investimento    do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de no enfrentamento da viol&ecirc;ncia contra    crian&ccedil;as e adolescentes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em compara&ccedil;&atilde;o com os Estados Unidos    que, a n&iacute;vel mundial, se destaca pelo seu pioneirismo na regula&ccedil;&atilde;o    de a&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de enfrentamento da viol&ecirc;ncia contra    a crian&ccedil;a, a proposi&ccedil;&atilde;o de uma &uacute;nica ficha para    o Brasil denota o esfor&ccedil;o do governo brasileiro na caracteriza&ccedil;&atilde;o    padronizada dos casos de viol&ecirc;ncia. Revela tamb&eacute;m especificidades    pol&iacute;ticas do Brasil na condu&ccedil;&atilde;o e na aten&ccedil;&atilde;o    aos casos uma vez que, nos EUA, os registros de viol&ecirc;ncia est&atilde;o    vinculados aos servi&ccedil;os de prote&ccedil;&atilde;o ao passo que aqui &eacute;    o setor sa&uacute;de o respons&aacute;vel pelo seu dimensionamento e monitoramento,    subsidiando a tomada de decis&atilde;o em um n&iacute;vel governamental<sup>15</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Contudo, apesar deste contexto favor&aacute;vel,    como os resultados deste artigo demonstram, a pr&aacute;tica de notificar os    casos suspeitos ou confirmados de viol&ecirc;ncia contra a crian&ccedil;a n&atilde;o    &eacute; uniforme no pa&iacute;s e ainda apresenta fragilidades.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Primeiramente, vale destacar que o n&uacute;mero    de notifica&ccedil;&otilde;es entre menores de 10 anos &eacute; baixo (16,9%)    e inferior &agrave; realidade esperada<sup>16</sup>, especialmente se for considerado    a fragilidade f&iacute;sica e emocional deste grupo, o seu maior acesso ao servi&ccedil;o    de sa&uacute;de e a obrigatoriedade da notifica&ccedil;&atilde;o preconizada    pelo ECA.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em segundo lugar, a discrep&acirc;ncia dos dados    gerais das notifica&ccedil;&otilde;es em crian&ccedil;as segundo os estados    revela especificidades locais, que parecem ser atravessadas por quest&otilde;es    socioculturais e, sobretudo, pol&iacute;ticas. Chama muita aten&ccedil;&atilde;o    o fato de Mato Grosso do Sul ser disparado o estado que mais notifica. Fica    a indaga&ccedil;&atilde;o se neste local ocorrem mais casos ou se o processo    de notifica&ccedil;&atilde;o est&aacute; mais consolidado. Outros estados que    se destacam s&atilde;o os estados da regi&atilde;o sul do pa&iacute;s, que h&aacute;    anos vem desenvolvendo estrat&eacute;gias de enfrentamento da viol&ecirc;ncia;    Distrito Federal, em que a proximidade com o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    pode contribuir &agrave;s a&ccedil;&otilde;es locais; Rio de Janeiro, que &eacute;    o pioneiro no pa&iacute;s na notifica&ccedil;&atilde;o dos casos de viol&ecirc;ncia    pelo setor sa&uacute;de; Pernambuco, que tamb&eacute;m tem se destacado pelo    desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es de enfrentamento do problema; al&eacute;m    de Goi&aacute;s, S&atilde;o Paulo, Amazonas e Roraima. Vale destacar o trabalho    feito pelas Secretarias de Sa&uacute;de locais do estado do Rio de Janeiro,    Roraima e Santa Catarina, que demonstram maior uniformidade da notifica&ccedil;&atilde;o    em seu estado, com maior n&uacute;mero de munic&iacute;pios notificando. Por    outro lado, fica a necessidade de investimento dos gestores locais e federais    dos estados que demonstram os menores percentuais de notifica&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia em crian&ccedil;as, especialmente Rond&ocirc;nia, Amap&aacute;,    Esp&iacute;rito Santo, Alagoas, Rio Grande do Norte e Tocantins.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados sobre o perfil do ato da viol&ecirc;ncia,    da v&iacute;tima e do agressor, e o encaminhamento do caso s&atilde;o consensuais    na literatura. Em beb&ecirc;s, a neglig&ecirc;ncia e a viol&ecirc;ncia f&iacute;sica    s&atilde;o os tipos mais comuns de viol&ecirc;ncia, ocasionados, na maioria    das vezes, pela irrita&ccedil;&atilde;o dos cuidadores com o choro da crian&ccedil;a    ou com algum ato realizado por ela e que ainda n&atilde;o tem dom&iacute;nio.    Nesta faixa et&aacute;ria, o ambiente dom&eacute;stico &eacute; o espa&ccedil;o    privilegiado de ocorr&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia, tendo a m&atilde;e como    a principal agressora. Sinais de descuido, e sintomas f&iacute;sicos como fraturas    &oacute;sseas, hematomas, les&otilde;es cerebrais e queimaduras s&atilde;o os    indicadores mais comuns da viol&ecirc;ncia nesta fase inicial da vida<sup>11</sup>.    A partir de 1 ano de idade, outras formas de viol&ecirc;ncia ganham destaque,    em especial a f&iacute;sica, a sexual e a psicol&oacute;gica, seguindo algumas    especificidades segundo o sexo da crian&ccedil;a, j&aacute; que o processo de    socializa&ccedil;&atilde;o dos meninos e das meninas se torna determinante<sup>12,17</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados demonstram que, dentre os menores de    1 ano, a neglig&ecirc;ncia se destaca como o principal tipo de viol&ecirc;ncia    notificado, diminuindo sua import&acirc;ncia em crian&ccedil;as maiores (1-9    anos), quando a viol&ecirc;ncia sexual, f&iacute;sica e neglig&ecirc;ncia s&atilde;o    mais prevalentes. A maior sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos profissionais na    aten&ccedil;&atilde;o aos casos de viol&ecirc;ncia sexual; a gravidade destes    casos, que exigem a busca de atendimento pelo servi&ccedil;o de sa&uacute;de;    e a banaliza&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia f&iacute;sica contra a crian&ccedil;a    s&atilde;o algumas das justificativas para o maior n&uacute;mero de notifica&ccedil;&otilde;es    de abuso sexual pelo profissional de sa&uacute;de, em compara&ccedil;&atilde;o    as outras viol&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em pa&iacute;ses com sistemas de notifica&ccedil;&atilde;o    obrigat&oacute;ria implantados h&aacute; mais de tr&ecirc;s d&eacute;cadas como    os Estados Unidos, o abuso f&iacute;sico &eacute; prevalente em crian&ccedil;as    abaixo de cinco anos (32%), mas tamb&eacute;m h&aacute; grande incid&ecirc;ncia    entre 5-9 (27%) e 10-14 (27%) anos<sup>18</sup>. Dados da Organiza&ccedil;&atilde;o    para Coopera&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento Econ&ocirc;micos<sup>19</sup>    indicam que, no universo de indiv&iacute;duos com menos de 18 anos de idade,    os beb&ecirc;s de at&eacute; um ano s&atilde;o o grupo que corre o segundo maior    risco de morte por homic&iacute;dio. O risco de morte &eacute; cerca de tr&ecirc;s    vezes maior para crian&ccedil;as com menos de um ano de idade do que para o    grupo entre 1-4 anos de idade; e, quanto mais nova a crian&ccedil;a, maior ser&aacute;    a probabilidade de sua morte ser causada por um parente pr&oacute;ximo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na Austr&aacute;lia, a notifica&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia contra a crian&ccedil;a e o adolescente vem crescendo. Os    dados notificados melhoraram em qualidade de acordo com o Australian Institute    of Health and Welfare<sup>20</sup>. Por exemplo em 2005/2006 ocorreram 266.745    notifica&ccedil;&otilde;es de casos suspeitos de abuso e neglig&ecirc;ncia,    mais do que o dobro dos casos notificados em 2000/2001. Destas, 55.921 notifica&ccedil;&otilde;es    ou aproximadamente 1 em cada 4,77 notifica&ccedil;&otilde;es foram confirmadas<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, estudos sugerem a relev&acirc;ncia    da agress&atilde;o f&iacute;sica e da neglig&ecirc;ncia, bem como a import&acirc;ncia    de se investigar a cor da pele e a faixa et&aacute;ria das crian&ccedil;as e    adolescentes, visando a obten&ccedil;&atilde;o de um perfil mais preciso e que    possibilite uma interven&ccedil;&atilde;o mais eficaz<sup>21</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outro ponto que merece aten&ccedil;&atilde;o    &eacute; a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o das notifica&ccedil;&otilde;es,    que subsidia a identifica&ccedil;&atilde;o de pontos priorit&aacute;rios a serem    tratados pelas pol&iacute;ticas de sa&uacute;de. Por exemplo, os dados apresentados    revelam que informa&ccedil;&otilde;es como "cor de pele da crian&ccedil;a",    "poss&iacute;vel autor da viol&ecirc;ncia", "local da viol&ecirc;ncia" e "encaminhamentos    institucionais" apresentam n&iacute;vel elevado de aus&ecirc;ncia de registro.    Esta falta de informa&ccedil;&atilde;o pode prejudicar o conhecimento mais detalhado    do fen&ocirc;meno, interferindo nas a&ccedil;&otilde;es de planejamento, organiza&ccedil;&atilde;o    e operacionaliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de<sup>17,22</sup>.    Observa-se que o elevado percentual de informa&ccedil;&atilde;o nas notifica&ccedil;&otilde;es    de neglig&ecirc;ncia deve ser analisado com cautela, pois pode eventualmente    incluir casos de pobreza, incorretamente considerados como neglig&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outro aspecto importante na discuss&atilde;o    do processo de notifica&ccedil;&atilde;o diz respeito aos entraves ao ato de    notificar, entre os quais est&atilde;o: o desconhecimento pelos profissionais    do ECA, do fluxo de notifica&ccedil;&atilde;o e dos instrumentos necess&aacute;rios    utilizados para este procedimento; a resist&ecirc;ncia ao preenchimento de mais    um instrumento com n&uacute;mero grande de quest&otilde;es; a falta de preparo    t&eacute;cnico e emocional do profissional para a identifica&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia, das situa&ccedil;&otilde;es de risco e dos sinais de alerta;    o medo de repres&aacute;lia por parte da fam&iacute;lia, do agressor e/ou da    comunidade; a falta de retaguarda adequada da rede de prote&ccedil;&atilde;o,    especialmente no que diz respeito ao Conselho Tutelar; o isolamento do profissional    de sa&uacute;de, que se v&ecirc; diante de um caso complexo, sem ter com quem    dividir, sem saber como proceder nem para onde referir<sup>7,23</sup>. O contexto    pol&iacute;tico e institucional, e os padr&otilde;es adotados para a efetiva    operacionaliza&ccedil;&atilde;o da notifica&ccedil;&atilde;o nos diferentes    n&iacute;veis de aten&ccedil;&atilde;o s&atilde;o outros aspectos que influenciam    o processo de notifica&ccedil;&atilde;o. Pouco apoio da gest&atilde;o, hesita&ccedil;&atilde;o    em notificar casos suspeitos, descren&ccedil;a nos mecanismos sociais de prote&ccedil;&atilde;o    &agrave; crian&ccedil;a, receio de envolvimento em processos jur&iacute;dicos    e m&aacute; compreens&atilde;o de que sejam as orienta&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas    profissionais quanto ao sigilo tamb&eacute;m constituem-se barreiras para a    notifica&ccedil;&atilde;o pelo profissional de sa&uacute;de<sup>7,24</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Vale mencionar que o encaminhamento do caso ao    Conselho Tutelar segue sendo o servi&ccedil;o referenciado e respons&aacute;vel    na rede de prote&ccedil;&atilde;o local, conforme preconizado no ECA e nos documentos    oficiais<sup>1,24</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Algumas recomenda&ccedil;&otilde;es podem facilitar    o processo de notifica&ccedil;&atilde;o nos estados brasileiros: retorno/divulga&ccedil;&atilde;o    da informa&ccedil;&atilde;o da notifica&ccedil;&atilde;o para o profissional    a fim de fortalecer o processo de notifica&ccedil;&atilde;o nos servi&ccedil;os;    investimento para a capacita&ccedil;&atilde;o voltada para a sensibiliza&ccedil;&atilde;o    do profissional, conhecimento t&eacute;cnico, valoriza&ccedil;&atilde;o do registro,    qualidade da informa&ccedil;&atilde;o contida na notifica&ccedil;&atilde;o,    repercuss&otilde;es legais da notifica&ccedil;&atilde;o e da rede de prote&ccedil;&atilde;o    local. Lima<sup>7</sup> tamb&eacute;m ressalta que as capacita&ccedil;&otilde;es    precisam incluir o profissional de n&iacute;vel m&eacute;dio, como por exemplo    o t&eacute;cnico de enfermagem, presente no servi&ccedil;o de sa&uacute;de,    al&eacute;m do profissional da gest&atilde;o que pode influenciar sobremaneira    a implanta&ccedil;&atilde;o da notifica&ccedil;&atilde;o, a capacita&ccedil;&atilde;o    dos profissionais e a maior resolutividade dos casos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Para finalizar, &eacute; preciso deixar claro    que o ato de notificar &eacute; um exerc&iacute;cio de cidadania que possibilita    o planejamento e a avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas<sup>7</sup>.    &Eacute;, al&eacute;m de uma a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica, de entendimento    e de enfrentamento da viol&ecirc;ncia contra a crian&ccedil;a e o adolescente,    uma atitude de cuidado e de prote&ccedil;&atilde;o. Longe de ser uma atitude    punitiva, &eacute; uma informa&ccedil;&atilde;o que vai desencadear medidas    de prote&ccedil;&atilde;o a estes e de apoio &agrave; fam&iacute;lia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">SG Assis, JQ Avanci, RP Pesce, TO Pires e DL    Gomes participaram igualmente de todas as etapas de elabora&ccedil;&atilde;o    do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Brasil. <i>Estatuto da crian&ccedil;a e do    adolescente</i>. S&atilde;o Paulo: Cortez; 1990.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615483&pid=S1413-8123201200090001200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento    de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas Estrat&eacute;gicas. <i>Linha de    cuidado para a aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; sa&uacute;de de crian&ccedil;as,    adolescentes e suas fam&iacute;lias em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncias</i>:    orienta&ccedil;&atilde;o para gestores e profissionais de sa&uacute;de. Bras&iacute;lia:    MS; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615485&pid=S1413-8123201200090001200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Portaria GM/MS n&ordm;1.968 de 25/10/2001. Notifica&ccedil;&atilde;o,    &aacute;s autoridades competentes, de casos de suspeita ou confirma&ccedil;&atilde;o    de maus-tratos contra crian&ccedil;as e adolescentes atendidos nas entidades    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>    2001; 26 out.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615487&pid=S1413-8123201200090001200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Portaria GM/MS n&ordm;737 de 16/05/2001. Pol&iacute;tica Nacional de Redu&ccedil;&atilde;o    da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&ecirc;ncias. <i>Di&aacute;rio Oficial    da Uni&atilde;o</i> 2001; 18 maio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615489&pid=S1413-8123201200090001200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Lima JS, Deslandes SF. A notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria do abuso sexual contra crian&ccedil;as e adolescentes: uma    compara&ccedil;&atilde;o entre os dispositivos americanos brasileiros. <i>Interface    Comum Sa&uacute;de Educ</i> 2011; 15(38): 819-832.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615491&pid=S1413-8123201200090001200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). <i>Viva</i>: vigil&acirc;ncia de viol&ecirc;ncias e acidentes, 2006 e    2007. Bras&iacute;lia: MS; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615493&pid=S1413-8123201200090001200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Lima JS. <i>An&aacute;lise da implanta&ccedil;&atilde;o    da ficha de notifica&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia sexual contra crian&ccedil;as    e adolescentes</i> &#91;tese&#93;. Rio de Janeiro (RJ): Funda&ccedil;&atilde;o    Oswaldo Cruz; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615495&pid=S1413-8123201200090001200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; Sa&uacute;de. Pol&iacute;tica Nacional de Promo&ccedil;&atilde;o da    Sa&uacute;de. 3&ordf; Edi&ccedil;&atilde;o. Bras&iacute;lia: MS; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615497&pid=S1413-8123201200090001200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Lavergne C, Tourigny M. Incidence de l'abus    et la n&eacute;gligence envers l&ecirc;s enfants: recension des &eacute;crits.    <i>Criminologie</i> 2000; 33(1):47-72.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615499&pid=S1413-8123201200090001200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Gough D. Defining the problem. <i>Child Abuse    Negl</i> 1996; 20:993-1002</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615501&pid=S1413-8123201200090001200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Deslandes SF, Assis SG, Santos NC. 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