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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Acidentes e violências entre mulheres atendidas em Serviços de Emergência Sentinela - Brasil, 2009]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Accidents from external causes affect the human population in different ways. This article seeks to analyze emergency care for women who are victims of accidents and violence. Data from the Surveillance System for Violence and Accidents were analyzed. This study was carried out in 74 emergency units of 23 state capitals and the Federal District in 2009 and included 6,965 women aged from 20-59 years. The age groups of 20-39 and 40-59 years were compared for the occurrence of accidents and violence. Accidents were more frequent among young black women (20-39 years) with more than nine years of schooling. The occurrence of violence was also prevalent in young black women but with less schooling. Falls were the most frequent accidents (38.6%), followed by traffic accidents. The occurrence of violence was more frequent in the home (p <0.000) and the mention of alcohol abuse among victims of violence was predominant. The most frequent type of violence was aggression (84.6%), in which the aggressor was male (79.1%) and identified as an intimate partner (44.1%). It is increasingly important that services are able to provide comprehensive and humanized care to the victims of this important public health problem.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Violência contra a mulher]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO</b> ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Acidentes e viol&ecirc;ncias entre mulheres    atendidas em Servi&ccedil;os de Emerg&ecirc;ncia Sentinela - Brasil, 2009</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Accidents and violence among women attended    in Sentinel Emergency Services - Brazil, 2009</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Celeste de Souza Rodrigues<sup>I</sup>; Deborah    Carvalho Malta<sup>II</sup>; Tatau Godinho<sup>III</sup>; M&aacute;rcio D&ecirc;nis    Medeiros Mascarenhas<sup>II</sup>; Marta Maria Alves da Silva<sup>II</sup>;    Rurany Ester Silva<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Esplanada dos Minist&eacute;rios    Bloco G/9&ordm;. 70058-900 Bras&iacute;lia DF. <a href="mailto:celeste.rodrigues@saude.gov.br">celeste.rodrigues@saude.gov.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Secretaria de Vigil&acirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Secretaria Especial de Pol&iacute;ticas para Mulheres</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As causas externas afetam de maneira desigual    as popula&ccedil;&otilde;es humanas. O presente artigo tem como objetivo analisar    os atendimentos de emerg&ecirc;ncia em mulheres v&iacute;timas de acidentes    e viol&ecirc;ncias. Foram analisados dados do inqu&eacute;rito de Vigil&acirc;ncia    de Viol&ecirc;ncias e Acidentes em 74 Unidades de Emerg&ecirc;ncia de 23 capitais    e no Distrito Federal em 2009. Analisaram-se 6.965 atendimentos de mulheres    adultas comparando-se as faixas de 20-39 e 40-59 anos, em rela&ccedil;&atilde;o    a ocorr&ecirc;ncia de acidentes e viol&ecirc;ncias. Os acidentes foram mais    frequentes em mulheres jovens (20 a 39 anos), de cor negra e com escolaridade    maior que 9 anos de estudo. A ocorr&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia tamb&eacute;m    foi predominante em mulheres jovens e negras, por&eacute;m com menor escolaridade.    Entre os acidentes predominaram as quedas (38,6%), seguidas de acidentes de    transporte. As viol&ecirc;ncias foram mais frequentes no domic&iacute;lio (p    &lt; 0,000) e a referencia ao uso de &aacute;lcool predominou entre as v&iacute;timas    de viol&ecirc;ncia. O tipo de viol&ecirc;ncia mais frequente foi a agress&atilde;o    (84,6%), sendo o agressor do sexo masculino (79,1%) e identificado como parceiro    &iacute;ntimo em 44,1%. &Eacute; cada vez mais relevante que os servi&ccedil;os    estejam capacitados para a aten&ccedil;&atilde;o integral e humanizada &agrave;s    v&iacute;timas desse importante problema de sa&uacute;de p&uacute;blica.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Viol&ecirc;ncia contra    a mulher, Causas externas, Viol&ecirc;ncia, Acidentes, Servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia,    Epidemiologia</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Accidents from external causes affect the human    population in different ways. This article seeks to analyze emergency care for    women who are victims of accidents and violence. Data from the Surveillance    System for Violence and Accidents were analyzed. This study was carried out    in 74 emergency units of 23 state capitals and the Federal District in 2009    and included 6,965 women aged from 20-59 years. The age groups of 20-39 and    40-59 years were compared for the occurrence of accidents and violence. Accidents    were more frequent among young black women (20-39 years) with more than nine    years of schooling. The occurrence of violence was also prevalent in young black    women but with less schooling. Falls were the most frequent accidents (38.6%),    followed by traffic accidents. The occurrence of violence was more frequent    in the home (p &lt;0.000) and the mention of alcohol abuse among victims of    violence was predominant. The most frequent type of violence was aggression    (84.6%), in which the aggressor was male (79.1%) and identified as an intimate    partner (44.1%). It is increasingly important that services are able to provide    comprehensive and humanized care to the victims of this important public health    problem.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b>Violence against women, External    causes, Violence, Accidents, Emergency medical care, Epidemiology</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As causas externas (acidentes e viol&ecirc;ncias)    s&atilde;o respons&aacute;veis por um significativo n&uacute;mero de &oacute;bitos    e sequelas, trazendo graves preju&iacute;zos ao indiv&iacute;duo, &agrave;s    fam&iacute;lias e &agrave; sociedade. Apresentando tend&ecirc;ncia crescente    nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, as causas externas constituem-se em importante    problema de sa&uacute;de p&uacute;blica trazendo inquieta&ccedil;&atilde;o aos    gestores<sup>1</sup>. No Brasil, em 2009, representavam a terceira causa de    morte na popula&ccedil;&atilde;o geral e a primeira na popula&ccedil;&atilde;o    de 1 a 39 anos de idade<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS), considerando    a relev&acirc;ncia do tema e a necessidade de orientar a atua&ccedil;&atilde;o    do setor sa&uacute;de, elaborou a "Pol&iacute;tica Nacional de Redu&ccedil;&atilde;o    da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&ecirc;ncias"<sup>2</sup>, dando espa&ccedil;o    a novos debates na agenda da sa&uacute;de. Nesta pol&iacute;tica uma das prioridades    &eacute; a implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia    e monitoramento dos acidentes e das viol&ecirc;ncias<i>. </i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Buscando desenvolver esse monitoramento e considerando    as limita&ccedil;&otilde;es dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o existentes    at&eacute; ent&atilde;o, que registravam e descreviam apenas os casos de acidentes    e viol&ecirc;ncias cujo desfecho havia sido a interna&ccedil;&atilde;o ou o    &oacute;bito, o MS implantou, em 2006, a Vigil&acirc;ncia de Viol&ecirc;ncias    e Acidentes em Servi&ccedil;os Sentinela de Urg&ecirc;ncia e Emerg&ecirc;ncia    (VIVA Inqu&eacute;rito), que &eacute; um dos componentes do Sistema de Vigil&acirc;ncia    de Viol&ecirc;ncias e Acidentes (VIVA), para a obten&ccedil;&atilde;o de dados    que possibilitassem o conhecimento da real dimens&atilde;o do problema<sup>3</sup>.    Al&eacute;m da amplia&ccedil;&atilde;o e qualifica&ccedil;&atilde;o dos dados,    a vigil&acirc;ncia permite a identifica&ccedil;&atilde;o de fatores de risco    e prote&ccedil;&atilde;o relacionados aos casos de acidentes e viol&ecirc;ncias,    o que pode ser fundamental para dimensionar a magnitude do problema e direcionar    a (re)organiza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de com o desenvolvimento    de a&ccedil;&otilde;es de aten&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o &agrave;s    v&iacute;timas, de preven&ccedil;&atilde;o das ocorr&ecirc;ncias e de promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de e da cultura de paz.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estudos mostram que os acidentes e a viol&ecirc;ncia    n&atilde;o afetam a popula&ccedil;&atilde;o de maneira uniforme, o risco varia    de acordo com o sexo, ra&ccedil;a/cor, idade e condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica<sup>4-6</sup>.    Dados do VIVA nos bi&ecirc;nios 2006/2007<sup>7</sup> e 2008/2009<sup>8</sup>    confirmam essa diferen&ccedil;a apontando a import&acirc;ncia do aprofundamento    da an&aacute;lise e do conhecimento do comportamento e da dimens&atilde;o desses    eventos em segmentos espec&iacute;ficos da popula&ccedil;&atilde;o. Schraiber    et al.<sup>6</sup> discutem a viol&ecirc;ncia tamb&eacute;m como uma quest&atilde;o    de g&ecirc;nero representando diferen&ccedil;as de poder e desigualdades de    valor social.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As ocorr&ecirc;ncias de causas externas, acidentes    e viol&ecirc;ncias, s&atilde;o mais frequentes entre os homens e por isto existe    maior documenta&ccedil;&atilde;o e estudos junto a popula&ccedil;&atilde;o masculina<sup>7,8</sup>.    O tema da viol&ecirc;ncia contra a mulher vem sendo analisado em estudos nacionais    e globais<sup>6,9</sup>, mas ainda existem lacunas de conhecimento devido a    sua natureza que envolve a complexa trama da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica,    quando a mesma &eacute; praticada por parceiros &iacute;ntimos, resultando na    maioria das vezes no ocultamento das rela&ccedil;&otilde;es de opress&atilde;o    e na repeti&ccedil;&atilde;o dos atos violentos, nas suas mais diversas express&otilde;es.    O registro destas ocorr&ecirc;ncias nas unidades de atendimento de Emerg&ecirc;ncia    Sentinela para causas externas contribui na compreens&atilde;o destas situa&ccedil;&otilde;es    e no apoio &agrave;s politicas p&uacute;blicas de preven&ccedil;&atilde;o e    promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Assim, o estudo proposto pretende analisar os    dados referentes ao Inqu&eacute;rito VIVA 2009 no que se refere &agrave;s mulheres    v&iacute;timas de acidentes e viol&ecirc;ncias, buscando agregar quest&otilde;es    relevantes &agrave; discuss&atilde;o de g&ecirc;nero no &acirc;mbito das causas    externas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O Inqu&eacute;rito VIVA 2009 foi realizado em    74 Unidades de Emerg&ecirc;ncia distribu&iacute;das em 23 capitais e no Distrito    Federal. Estimou-se um tamanho m&iacute;nimo de entrevistas referentes a 1.500    atendimentos por causas externas (acidentes e viol&ecirc;ncias) em cada uma    das capitais. Foi utilizado processo de amostragem por conglomerado em &uacute;nico    est&aacute;gio, sendo o turno de trabalho de 12 horas a unidade prim&aacute;ria    de amostragem (UPA). Os turnos de atendimento dos servi&ccedil;os foram sorteados,    dentre os 60 turnos poss&iacute;veis durante o m&ecirc;s de setembro de 2009.    Para a defini&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de turnos pesquisados tomou-se    em conta o tamanho m&iacute;nimo da amostra de atendimentos por causas externas    no mesmo estabelecimento ocorrido em anos anteriores. A metodologia de sele&ccedil;&atilde;o    dos estabelecimentos est&aacute; descrita em outra publica&ccedil;&atilde;o<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os coordenadores de campo dos estados e munic&iacute;pios    foram capacitados pela equipe t&eacute;cnica do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS), para a padroniza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos da pesquisa. Foram    utilizadas fichas padronizadas, testadas em inqu&eacute;ritos pr&eacute;vios.    O informante era a v&iacute;tima, os pais ou acompanhantes, quando o paciente    era uma crian&ccedil;a ou encontrava-se impossibilitado de responder.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O projeto foi aprovado pela Comiss&atilde;o Nacional    de &Eacute;tica em Pesquisa (Conep), atendendo &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es    da Resolu&ccedil;&atilde;o 196/1996<sup>10</sup>. Como os dados s&atilde;o utilizados    para fins de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, a assinatura do termo de    consentimento livre e esclarecido foi substitu&iacute;da por consentimento verbal,    obtido pelo paciente ou por seu respons&aacute;vel. Foi garantido total anonimato    e privacidade aos pacientes, acompanhantes e profissionais, bem como a liberdade    para desistir da entrevista a qualquer momento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados foram digitados nos munic&iacute;pios    e transferidos para o MS para an&aacute;lise de consist&ecirc;ncia e duplicidade,    utilizando o programa Link Plus, vers&atilde;o 2.0. As an&aacute;lises foram    processadas no programa STATA vers&atilde;o 10<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram analisadas as causas externas (acidentes    e viol&ecirc;ncias), segundo as seguintes vari&aacute;veis: sexo, faixa et&aacute;ria,    ra&ccedil;a/cor, escolaridade, presen&ccedil;a de defici&ecirc;ncia, ocorr&ecirc;ncia    no domicilio, uso de bebida alco&oacute;lica pela v&iacute;tima, evento relacionado    ao trabalho, natureza do evento, se teve atendimento pr&eacute;vio, per&iacute;odo    de atendimento, dia de atendimento, locomo&ccedil;&atilde;o para o hospital,    natureza da les&atilde;o, parte do corpo atingida e evolu&ccedil;&atilde;o na    emerg&ecirc;ncia. No caso das v&iacute;timas de acidentes foram analisadas as    vari&aacute;veis referentes ao tipo de acidente (acidente de transporte - AT,    quedas, queimadura, outros acidentes), tipo de v&iacute;tima de AT (pedestre,    condutor, passageiro), tipo de meio de locomo&ccedil;&atilde;o (a p&eacute;,    autom&oacute;vel, motocicleta, bicicleta, transporte coletivo), tipo de queda,    tipo de queimadura, outros acidentes. No caso de viol&ecirc;ncia, foram descritos    os tipos (autoprovocada ou interpessoal/maus tratos/agress&atilde;o), caracteriza&ccedil;&atilde;o    do agressor (rela&ccedil;&atilde;o com a v&iacute;tima, sexo), natureza das    viol&ecirc;ncias (f&iacute;sica, sexual, psicol&oacute;gica, neglig&ecirc;ncia/abandono).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para este estudo foram selecionadas as mulheres    adultas (faixa et&aacute;ria de 20 a 59 anos). As vari&aacute;veis foram comparadas    segundo a sua ocorr&ecirc;ncia e analisadas segundo os grupos et&aacute;rios    de 20 a 39 anos e 40 a 59 anos, testando-se a hip&oacute;tese nula de independ&ecirc;ncia    entre as vari&aacute;veis qualitativas. Foi utilizado o teste qui-quadrado,    com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram analisadas informa&ccedil;&otilde;es referentes    a 6.965 mulheres de 20 a 59 anos participantes do Inqu&eacute;rito VIVA 2009,    sendo 6.248 (89,7%) v&iacute;timas de acidentes e 717 (10,3%) v&iacute;timas    de viol&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As caracter&iacute;sticas das mulheres atendidas    nos servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia, segundo o tipo de ocorr&ecirc;ncia,    est&atilde;o apresentadas na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a13tab1.jpg">Tabela 1</a>. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; idade,    63,7% tinham entre 20 e 39 anos, e nesta faixa et&aacute;ria foi maior a propor&ccedil;&atilde;o    de viol&ecirc;ncias (74,6%; p = 0,0000). Quanto &agrave; ra&ccedil;a/cor, 59,9%    eram mulheres negras (parda e preta). Mulheres de cor preta e parda tiveram    maior frequ&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia 71,7% (p = 0,0000). Os acidentes foram    mais frequentes em mulheres de escolaridade igual ou maior que 9 anos (54,8%),    sendo que a viol&ecirc;ncia foi mais frequente entre as de menor escolaridade    (54,7%; p = 0,0000). A exist&ecirc;ncia de algum tipo de defici&ecirc;ncia foi    observada em 4% das mulheres e 9% declararam uso de bebida alc&oacute;olica,    sendo maior a propor&ccedil;&atilde;o nos casos de viol&ecirc;ncia, 28,6% (p    = 0,0000). A ocorr&ecirc;ncia no domicilio foi mais frequente nos casos de viol&ecirc;ncia    (59,6%; p = 0,0000) e os eventos relacionados ao trabalho foram mais frequentes    nos casos de acidentes (25,1%; p = 0,000). Dentre os acidentes, a maioria dos    eventos foram considerados acidentais (93,3%; p = 0,0000). Foram atendidos em    outro servi&ccedil;o previamente 18,4% das mulheres. O modo de locomo&ccedil;&atilde;o    mais frequente para o hospital foi em ve&iacute;culo particular, seguido pelo    transporte coletivo/a p&eacute; e pelo atendimento pr&eacute;-hospitalar (Servi&ccedil;o    de Atendimento M&oacute;vel de Urg&ecirc;ncia - SAMU). Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; natureza da les&atilde;o predominaram os cortes/lacera&ccedil;&atilde;o    nos atendimentos decorrentes de viol&ecirc;ncias e as contus&otilde;es/entorses/luxa&ccedil;&atilde;o    naqueles em consequ&ecirc;ncia de acidentes (p = 0,0000). A cabe&ccedil;a/pesco&ccedil;o    foi a parte mais frequentemente atingida em viol&ecirc;ncias e os membros inferiores    em acidentes (p = 0,0000). A alta foi o desfecho prevalente, em 82,6% dos casos    de acidentes e em 79,3% daqueles relacionados &agrave;s viol&ecirc;ncias; a    interna&ccedil;&atilde;o ocorreu em 10,3% dos atendimentos por viol&ecirc;ncias    (p = 0,0035).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a13tab2.jpg">Tabela 2</a> &eacute; mostrada a distribui&ccedil;&atilde;o    dos acidentes e viol&ecirc;ncias segundo faixa et&aacute;ria do estudo. Os acidentes    foram mais frequentes em mulheres mais jovens (20 a 39 anos) e negras (preta/parda)    (p = 0,0342), com 9 anos ou mais de estudo (p = 0,0000); enquanto a viol&ecirc;ncia    atingiu mais mulheres de menor escolaridade sem diferen&ccedil;a estatisticamente    significativa quanto a faixa et&aacute;ria. Mulheres de 40 a 59 anos sofreram    mais acidentes no domic&iacute;lio em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s mais jovens    (p = 0,0000). O uso do &aacute;lcool foi declarado em maior propor&ccedil;&atilde;o    pelas v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia, n&atilde;o sendo observada diferen&ccedil;a    segundo faixa et&aacute;ria. Nos casos de acidentes, o uso do &aacute;lcool    foi declarado principalmente pelas mulheres mais jovens (p = 0,0000). Nos casos    de acidentes o modo de locomo&ccedil;&atilde;o mais frequente para o hospital    foi o ve&iacute;culo particular em ambas as faixas et&aacute;rias, todavia mulheres    de 20 a 39 anos usaram mais o SAMU (p = 0,0002). N&atilde;o ha diferen&ccedil;a    estatisticamente significativa na natureza das les&otilde;es segundo faixa et&aacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os membros inferiores foram a parte do corpo    mais atingida nos acidentes, enquanto les&otilde;es em m&uacute;ltiplos &oacute;rg&atilde;os/regi&otilde;es    foram mais frequentes em mulheres de 20 a 39 anos (p = 0,0013). Nas viol&ecirc;ncias,    a cabe&ccedil;a foi a parte do corpo mais atingida, sem diferen&ccedil;a estatisticamente    significativa entre as faixas et&aacute;rias.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A alta foi o desfecho mais frequente nos casos    de acidentes e viol&ecirc;ncias, sem diferen&ccedil;a entre as faixas et&aacute;rias.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a13tab3.jpg">Tabela 3</a> apresenta caracter&iacute;sticas dos    atendimentos de emerg&ecirc;ncia por acidentes. A queda foi o evento mais comum    nas faixas et&aacute;rias consideradas. Os acidentes de transporte (AT) foram    mais frequentes em mulheres de 20 a 39 anos (p = 0,0000). Considerando o tipo    de queda, aquelas do mesmo n&iacute;vel predominaram em ambas as faixas et&aacute;rias,    entretanto a propor&ccedil;&atilde;o foi maior entre as mulheres de 40 a 59    anos. As quedas de escada foram mais frequentes entre as mulheres de 20 a 39    anos (p = 0,0000).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dentre os AT, o passageiro foi o tipo de v&iacute;tima    mais frequente sendo maior em mulheres de 40 a 59 anos (p = 0,0000). O meio    de locomo&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima de AT com maior propor&ccedil;&atilde;o    de atendimentos foi a motocicleta, e maior propor&ccedil;&atilde;o em mulheres    jovens (50,9%). As bicicletas responderam por 11% das ocorr&ecirc;ncias (p&lt;0,0000).    As queimaduras corresponderam a 2,9% dos eventos acidentais, sendo mais frequentes    as causadas por subst&acirc;ncias quentes (63,7%). Dentre os outros acidentes,    destacaram-se as entorses e os esmagamentos (23,2%) seguidos pelos ferimentos    cortantes (19,7%), que foram mais frequentes entre as mulheres de 20 a 39 anos    (p = 0,0209).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As caracter&iacute;sticas dos atendimentos de    emerg&ecirc;ncia por viol&ecirc;ncia podem ser vistas na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a13tab4.jpg">Tabela 4</a>. O tipo de    viol&ecirc;ncia mais comum foi a agress&atilde;o (84,6%), sem diferen&ccedil;a    estatisticamente significativa entre as faixas et&aacute;rias. Observou-se maior    percentual de agressor do sexo masculino (79,1%) e identificado como parceiro    &iacute;ntimo (44,1%), por&eacute;m sem diferen&ccedil;a estatisticamente significativa    entre as faixas et&aacute;rias.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A viol&ecirc;ncia foi predominantemente f&iacute;sica,    com maior propor&ccedil;&atilde;o em mulheres de 20 a 39 anos (98,9%; p = 0,0059).    A viol&ecirc;ncia sexual foi relatada em 2,9% das ocorr&ecirc;ncias, sendo mais    frequente em mulheres de 40 a 59 anos (6,2%; p = 0,0271). A viol&ecirc;ncia    psicol&oacute;gica ocorreu em 41% dos casos, sendo concomitante a outros tipos    de viol&ecirc;ncia e a negligencia em 1,1%.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados encontrados para mulheres adultas    (20 a 59 anos) participantes do Inqu&eacute;rito VIVA 2009 mostram predom&iacute;nio    do atendimento de emerg&ecirc;ncia para as v&iacute;timas de acidentes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A maior propor&ccedil;&atilde;o dos acidentes    foi considerada acidental sendo necess&aacute;rio aprofundamento na an&aacute;lise    dos 6,7% considerados n&atilde;o acidentais, para melhor compreens&atilde;o    da sua ocorr&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As caracter&iacute;sticas das v&iacute;timas    de acidentes de transporte (AT) inclu&iacute;das nesse estudo s&atilde;o similares    &agrave;s descritas em outros estudos de AT no pa&iacute;s, com maior propor&ccedil;&atilde;o    de mulheres na faixa et&aacute;ria de 20 a 39 anos<sup>12</sup>, negras (preta    e parda) e com escolaridade igual ou maior que 9 anos de estudo<sup>13</sup>.    Existem poucos estudos na literatura que tracem o perfil dessas mulheres, pois    a ocorr&ecirc;ncia de AT &eacute; historicamente maior em homens.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entre os AT, o passageiro foi o tipo de v&iacute;tima    mais comum. Resultado semelhante foi encontrado em estudo realizado em Maring&aacute;    com mulheres v&iacute;timas de AT onde mulheres jovens, na faixa at&eacute;    20 anos, se envolveram em AT principalmente como passageiras ou pedestres<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A tend&ecirc;ncia crescente dos AT envolvendo    motocicletas &eacute; observada em v&aacute;rios pa&iacute;ses. No Brasil, in&uacute;meros    estudos relatam maior percentual de v&iacute;timas de AT ocupantes de motocicleta<sup>14,15</sup>.    No presente estudo, o encontro da motocicleta como principal meio de locomo&ccedil;&atilde;o    e do passageiro como principal tipo de v&iacute;tima pode estar relacionada    ao seu uso como meio de transporte por mulheres, mas na condi&ccedil;&atilde;o    de passageira. Segundo estudo desenvolvido por Andrade e Jorge<sup>16</sup>    em Londrina, Paran&aacute;, as mulheres se acidentaram mais como passageiras    de motocicletas (51,8%).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Certamente, est&aacute; relacionado tamb&eacute;m    ao uso de motocicletas o encontro de maior propor&ccedil;&atilde;o de membros    inferiores como parte do corpo mais atingida e predom&iacute;nio de contus&otilde;es/entorses/luxa&ccedil;&atilde;o    como natureza da les&atilde;o. Estes resultados s&atilde;o semelhantes aos observados    em outros estudos e podem estar relacionados &agrave; obrigatoriedade do uso    do capacete no pa&iacute;s inclusive pelos passageiros o que proporciona maior    prote&ccedil;&atilde;o da cabe&ccedil;a e pesco&ccedil;o<sup>12,17</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O achado de queda como tipo de acidente mais    frequente entre as mulheres no Inqu&eacute;rito VIVA 2009 pode tamb&eacute;m    estar relacionado &agrave; contus&otilde;es/entorses/luxa&ccedil;&atilde;o,    natureza da les&atilde;o encontrada com maior frequ&ecirc;ncia nesse estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de a viol&ecirc;ncia se apresentar com    frequ&ecirc;ncia menor que os acidentes nesse estudo, &eacute; um evento intencional    que traz grandes desafios para a &aacute;rea da sa&uacute;de na sua abordagem    e supera&ccedil;&atilde;o. Minayo<sup>18</sup> discute em artigo que aborda    a inclus&atilde;o da viol&ecirc;ncia na agenda da Sa&uacute;de que <i>a maior    dificuldade est&aacute; em convencer um setor profundamente marcado pela racionalidade    biom&eacute;dica em aceitar nesse modelo e din&acirc;mica complexos problemas    de car&aacute;ter social e n&atilde;o doen&ccedil;as</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nas mulheres v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia    observou-se maior propor&ccedil;&atilde;o de atendimentos na faixa et&aacute;ria    de 20 a 39 anos, negras (preta/parda) e com menor escolaridade (0 a 8 anos de    estudo). Essas mesmas caracter&iacute;sticas foram relatadas em estudo desenvolvido    na cidade de Recife<sup>19</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O tipo de viol&ecirc;ncia com maior percentual    de ocorr&ecirc;ncia foi a interpessoal (agress&atilde;o, maus tratos e interven&ccedil;&atilde;o    legal), com suas diversas formas de express&atilde;o. A viol&ecirc;ncia f&iacute;sica    foi predominante, mas com alto percentual de viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica.    O agressor mais frequente foi o parceiro &iacute;ntimo com a viol&ecirc;ncia    acontecendo no domic&iacute;lio. Estudo sobre viol&ecirc;ncia contra a mulher    por parceiro &iacute;ntimo em regi&otilde;es do Brasil encontrou a viol&ecirc;ncia    psicol&oacute;gica como o evento mais frequente na vida e no ano anterior &agrave;    pesquisa. Encontrou ainda que a viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica acompanhou    em 90% das vezes os relatos das agress&otilde;es f&iacute;sicas ou sexuais<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na viol&ecirc;ncia em que a mulher &eacute; a    v&iacute;tima, observa-se ainda um grande dom&iacute;nio do agressor do sexo    masculino. As rela&ccedil;&otilde;es sociais desiguais, associando padr&otilde;es    de comportamento de maior agressividade, desigualdade de poder e for&ccedil;a,    inscrevem a viol&ecirc;ncia de g&ecirc;nero como mecanismo de controle nas rela&ccedil;&otilde;es    pessoais e familiares. A viol&ecirc;ncia pode representar comportamento de reconquista    de poder ou forma usada pelo homem para prevenir sua perda<sup>6</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Especificamente nos casos de viol&ecirc;ncia    de g&ecirc;nero, a demanda para que os servi&ccedil;os de sa&uacute;de/rede    de sa&uacute;de registrem de forma apurada, estejam preparados para identificar    os casos e para a especificidade da aten&ccedil;&atilde;o, acompanha o crescimento    da exig&ecirc;ncia de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de preven&ccedil;&atilde;o,    promo&ccedil;&atilde;o, prote&ccedil;&atilde;o e aten&ccedil;&atilde;o &agrave;    viol&ecirc;ncia de g&ecirc;nero no pa&iacute;s. A extens&atilde;o da rede de    sa&uacute;de a torna uma porta de acesso privilegiado para as mulheres em situa&ccedil;&atilde;o    de viol&ecirc;ncia. Assim, &eacute; cada vez mais relevante que os servi&ccedil;os    estejam capacitados para a aten&ccedil;&atilde;o integral e humanizada &agrave;s    v&iacute;timas e para o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o    e promo&ccedil;&atilde;o frente a um problema que, muitas vezes, n&atilde;o    &eacute; explicitado de maneira clara pela v&iacute;tima<sup>21</sup>. O reconhecimento    de que a casa, o ambiente dom&eacute;stico &eacute; um local de frequente exerc&iacute;cio    da viol&ecirc;ncia contra as mulheres, tamb&eacute;m se enfrenta com uma queda    de par&acirc;metros culturais e sociais que exigem uma perspectiva pr&oacute;pria    nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. &Eacute; recorrente nas pesquisas a indica&ccedil;&atilde;o    de que, quando a v&iacute;tima &eacute; mulher, o agressor &eacute; na grande    maioria dos casos do sexo masculino, parceiro &iacute;ntimo (incluindo maridos,    companheiros, namorados ou ex-parceiros) ou membros da fam&iacute;lia<sup>22</sup>.    Essa din&acirc;mica das rela&ccedil;&otilde;es sociais de sexo, que engendram    rela&ccedil;&otilde;es de poder expressas no exerc&iacute;cio da viol&ecirc;ncia,    torna a resposta ao problema mais complexa, exigindo uma integra&ccedil;&atilde;o    de distintas &aacute;reas de atendimento e uma integra&ccedil;&atilde;o efetiva    dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos<sup>21</sup></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A associa&ccedil;&atilde;o do &aacute;lcool &agrave;    ocorr&ecirc;ncia de acidentes e viol&ecirc;ncias est&aacute; relatada na literatura<sup>4,23,24</sup>.    Por ser droga socialmente aceita, o &aacute;lcool &eacute; mais largamente consumido    produzindo altera&ccedil;&otilde;es neuromotoras e de comportamento em diferentes    concentra&ccedil;&otilde;es. Os acidentes, principalmente de tr&acirc;nsito,    associados ao uso do &aacute;lcool precisam ser vistos como totalmente preven&iacute;veis    e evit&aacute;veis, perdendo o car&aacute;ter de casualidade que muitas vezes    lhe &eacute; imputado. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; viol&ecirc;ncia, tamb&eacute;m    se relata a associa&ccedil;&atilde;o entre o consumo de &aacute;lcool podendo    levar a mudan&ccedil;as de humor e comportamento, favorecendo a ocorr&ecirc;ncia    de atos violentos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estudos realizados a partir dos dados do Inqu&eacute;rito    VIVA contribuem para o conhecimento e o dimensionamento da ocorr&ecirc;ncia    de acidentes e viol&ecirc;ncias na popula&ccedil;&atilde;o geral e em grupos    espec&iacute;ficos, como neste recorte de g&ecirc;nero. Assim, ganham visibilidade    contribuindo na discuss&atilde;o e proposi&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas para a preven&ccedil;&atilde;o das causas externas, principalmente    a viol&ecirc;ncia, ainda muito oculta e que n&atilde;o pode e n&atilde;o deve    ser vista e considerada evento t&atilde;o irremedi&aacute;vel como faz parecer.    N&atilde;o deve ser aceita como um aspecto inevit&aacute;vel da condi&ccedil;&atilde;o    humana. A viol&ecirc;ncia contra as mulheres, assim como os acidentes, podem    ser evitados e ter suas consequ&ecirc;ncias reduzidas no pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">CS Rodrigues, DC Malta, T Godinho, MDM Mascarenhas,    MMA Silva e RE Silva participaram igualmente de todas as etapas de elabora&ccedil;&atilde;o    do manuscrito e aprovaram a vers&atilde;o final do texto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Mascarenhas MDM, Monteiro AP, S&aacute; NNB,    Gonzaga LAA, Neves ACM, Roza DL, Silva MMA, Duarte EC, Malta DC. Epidemiologia    das causas externas no Brasil: mortalidade por acidentes e viol&ecirc;ncias    no per&iacute;odo de 2000 a 2009. In: Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). <i>Sa&uacute;de Brasil 2010</i>: uma an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de e de evid&ecirc;ncias selecionadas de impacto de a&ccedil;&otilde;es    de vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: MS; 2011. p. 226-247.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623022&pid=S1413-8123201200090001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Brasil. Portaria GM n&ordm; 737/2001, de 16    de maio de 2001. Aprova a Pol&iacute;tica Nacional de Redu&ccedil;&atilde;o    da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&ecirc;ncias. <i>Di&aacute;rio Oficial    da Uni&atilde;o</i> 2001; 17 maio.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623024&pid=S1413-8123201200090001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Brasil. Portaria GM n&ordm; 1256/2006, de    23 de junho de 2006. Institui incentivo aos estados, ao Distrito Federal e aos    munic&iacute;pios para a Vigil&acirc;ncia de Acidentes e Viol&ecirc;ncias em    Servi&ccedil;o Sentinela. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 2006;    24 jun.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623026&pid=S1413-8123201200090001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Toledo AG, Chagas DMM, Agripini Filho D. <i>O    Consumo de &aacute;lcool e os acidentes de tr&acirc;nsito</i> - Pesquisa sobre    a associa&ccedil;&atilde;o entre consumo de &aacute;lcool e os acidentados de    tr&acirc;nsito nas cinco regi&otilde;es brasileiras. Recife: CCS Gr&aacute;fica    e Editora; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623028&pid=S1413-8123201200090001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Rodrigues CS, Ishitani LH, Almeida MCM, Evangelista    PA, Ladeira RM. Qualifica&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es sobre    acidentes de tr&acirc;nsito em BH: subs&iacute;dios &agrave;s a&ccedil;&otilde;es    de interven&ccedil;&atilde;o. In: Magalh&atilde;es J&uacute;nior HM, organizador.    <i>Desafios e inova&ccedil;&otilde;es na gest&atilde;o do SUS em Belo Horizonte</i>:    a experi&ecirc;ncia de 2003 a 2008. Belo Horizonte: Mazza Edi&ccedil;&otilde;es;    2010. p. 485-498.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623030&pid=S1413-8123201200090001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Schraiber LB, D'Oliveira AFPL, Couto MT. Viol&ecirc;ncia    e sa&uacute;de: contribui&ccedil;&otilde;es te&oacute;ricas, metodol&oacute;gicas    e &eacute;ticas de estudos da viol&ecirc;ncia contra a mulher. <i>Cad Saude    Publica</i> 2009; 25(Supl. 2):5205-5216.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623032&pid=S1413-8123201200090001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS). <i>Viva</i>:    vigil&acirc;ncia de viol&ecirc;ncias e acidentes, 2006 e 2007. Bras&iacute;lia:    MS; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623034&pid=S1413-8123201200090001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). <i>Viva</i>: vigil&acirc;ncia de viol&ecirc;ncias e acidentes, 2008 e    2009. Bras&iacute;lia: MS; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623036&pid=S1413-8123201200090001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. World Health Organization (WHO), London School    of Hygiene and Tropical Medicine. <i>Preventing intimate partner and sexual    violence against women</i>: taking action and generating evidence. Geneva: WHO;    2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623038&pid=S1413-8123201200090001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Conselho Nacional de Sa&uacute;de. Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm;. 196/1996.    Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos.    <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 1996; out 10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623040&pid=S1413-8123201200090001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. StataCorp. <i>Stata statistical software:    release 10</i>. College Station. TX: StataCorp LP; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623042&pid=S1413-8123201200090001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. GawryszewskiI VP, Coelho HMM, Scarpelini    S, Zan R, Jorge MHPM, Rodrigues EMS. Perfil dos atendimentos a acidentes de    transporte terrestre por servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia em S&atilde;o Paulo,    2005. <i>Rev Saude Publica </i>2009; 43(2):275-282.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623044&pid=S1413-8123201200090001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Davantel PP, Pelloso SM, Carvalho, MDB, Oliveira    NLB. A mulher e o acidente de tr&acirc;nsito: caracteriza&ccedil;&atilde;o do    evento em Maring&aacute;, Paran&aacute;. <i>Rev Bras Epidemiol</i> 2009; 12(3):355-367.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623046&pid=S1413-8123201200090001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Ladeira RM, Barreto SM. Fatores associados    ao uso de servi&ccedil;o de aten&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-hospitalar por    v&iacute;timas de acidentes de tr&acirc;nsito. <i>Cad Saude Publica </i>2008;    24(2):287-294.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623048&pid=S1413-8123201200090001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Mar&iacute;n-L&eacute;on L, Belon AP, Barros    MBA, Almeida SDM, Restitutti MC. Tend&ecirc;ncia dos acidentes de tr&acirc;nsito    em Campinas, S&atilde;o Paulo, Brasil: import&acirc;ncia crescente dos motociclistas.    <i>Cad Saude Publica </i>2012; 28(1):39-51.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623050&pid=S1413-8123201200090001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Andrade SM, Jorge MHPM. Caracter&iacute;sticas    das v&iacute;timas por acidentes de transporte terrestre em munic&iacute;pio    da Regi&atilde;o Sul do Brasil. <i>Rev Saude Publica</i> 2000; 34(2):149-156.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623052&pid=S1413-8123201200090001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Parreira JG, Gregorut F, Perlingeiro JAG,    Solda SC, Asser JC. An&aacute;lise comparativaentre as les&otilde;es encontradas    em motociclistas envolvidos em acidentes de tr&acirc;nsito e v&iacute;timas    de outros mecanismos de trauma fechado. <i>Rev Assoc Med Bras</i> 2012; 58(1):76-81.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623054&pid=S1413-8123201200090001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Minayo MCS. The inclusion of violence in    the health agenda: historical trajectory. <i>Cien Saude Colet</i> 2006; 11(2):357-383.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623056&pid=S1413-8123201200090001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. Silva MA, Neto GHF, Figueiroa JN, Filho JEC.    Violence against women: prevalence and associated factors in patients attending    a public healthcare service in the Northeast of Brazil. <i>Cad Saude Publica    </i>2010; 26(2):264-272.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623058&pid=S1413-8123201200090001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. Schraiber LB, D'Oliveira AFPL, Fran&ccedil;a-J&uacute;nior    I, Diniz S, Portella AP, Ludermir AB, Couto MT. Preval&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia    contra a mulher por parceiro &iacute;ntimo em regi&otilde;es do Brasil. <i>Rev    Saude Publica</i> 2007; 41(5):797-807.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623060&pid=S1413-8123201200090001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. Schraiber LB, D'Oliveira AFPL, Fran&ccedil;a    J&uacute;nior I, Strake SS, Oliveira EEA. A viol&ecirc;ncia contra as mulheres:    demandas espont&acirc;neas e busca ativa em unidade b&aacute;sica de sa&uacute;de.    <i>Sa&uacute;de e sociedade</i> 2000; 9(1/2):3-15.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623062&pid=S1413-8123201200090001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">22. Schraiber LB, Bandeira L, Almeida TMC. Desafios    das pol&iacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de diante da viol&ecirc;ncia    contra as mulheres. <i>SER Socia</i>l 2008; 10(22):183-212.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623064&pid=S1413-8123201200090001300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">23. Malta DC, Filho AMS, Montenegro MMS, Mascarenhas    MDM, Silva MMA, Lima CM, Morais Neto OL, Tempor&atilde;o JG, Penna GO. An&aacute;lise    da mortalidade por acidentes de transporte terrestre antes e ap&oacute;s a Lei    Seca - Brasil, 2007-2009. <i>Epidemiol. Serv. Sa&uacute;de</i> 2010; 19(4):317-328.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623066&pid=S1413-8123201200090001300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">24. Rabello PM, Caldas J&uacute;nior AF. Viol&ecirc;ncia    contra a mulher, coes&atilde;o familiar e drogas. <i>Rev Saude Publica</i> 2007;    41(6):970-978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1623068&pid=S1413-8123201200090001300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Artigo apresentado em 10/06/2012    <br>   Aprovado em 04/07/2012    ]]></body>
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