<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1413-8123</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência & Saúde Coletiva]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Ciênc. saúde coletiva]]></abbrev-journal-title>
<issn>1413-8123</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1413-81232012000900014</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S1413-81232012000900014</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Violência contra a pessoa idosa: análise das notificações realizadas no setor saúde - Brasil, 2010]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Violence against the elderly: analysis of the reports made in the health sector - Brazil, 2010]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mascarenhas]]></surname>
<given-names><![CDATA[Márcio Dênis Medeiros]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Andrade]]></surname>
<given-names><![CDATA[Silvânia Suely Caribé de Araújo]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Neves]]></surname>
<given-names><![CDATA[Alice Cristina Medeiros das]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pedrosa]]></surname>
<given-names><![CDATA[Ana Amélia Galas]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Marta Maria Alves da]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Malta]]></surname>
<given-names><![CDATA[Deborah de Carvalho]]></given-names>
</name>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Estadual de Campinas Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Campinas SP]]></addr-line>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Fundação Municipal de Saúde  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Teresina PI]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>17</volume>
<numero>9</numero>
<fpage>2331</fpage>
<lpage>2341</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-81232012000900014&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1413-81232012000900014&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1413-81232012000900014&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[O objetivo do estudo foi descrever notificações de violência contra os idosos (> 60 anos) captadas pelo Sistema de Informação de Agravos de Notificação - versão net (Sinan Net) em 2010. Realizou-se estudo descritivo, retrospectivo, com dados analisados no Stata versão 11. Estimaram-se razões de proporção (RP) de violência segundo variáveis selecionadas. Das 3.593 notificações de violência contra idosos, 52,3% eram referentes ao sexo feminino. A violência física foi significativamente mais frequente no sexo masculino (RP = 0,82), no grupo com 60 a 69 anos, fora do domicílio, praticada por agressores que não eram filhos, com suspeita de ingestão de bebida alcoólica. A violência psicológica foi mais frequente entre idosas (RP = 2,17), no domicílio, infligida pelos filhos, com suspeita de uso de bebida alcoólica e de maneira crônica. A negligência predominou no sexo feminino (RP = 1,24), no grupo a partir de 70 anos, no domicílio, perpetrada pelos filhos e recorrente. A violência sexual foi mais comum no sexo feminino (RP = 5,21), por agressores que não eram filhos, mas que consumiram bebida alcoólica. O conhecimento das diferentes manifestações da violência contra idosos subsidia ações para o seu enfrentamento, identificando características de vulnerabilidade onde as redes de apoio podem intervir.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The scope of this study was to describe reports of violence against the elderly (e" 60 years) reported in the Information System for Notifiable Diseases - net version (Sinan Net) in 2010. We conducted a descriptive, retrospective study with data analyzed by Stata version 11. We estimated proportion ratios (PR) of violence according to selected variables. Of the 3,593 reports of violence against the elderly, 52.3% were against females. Physical violence was significantly more frequent against males (PR=0.82) in the group aged 60 to 69 years, out of the home, committed by offenders who were not sons and were suspected of drinking alcohol. Psychological violence was more common among elderly people (PR=2.17), in the home, inflicted by sons, with suspected chronic alcohol abuse. Negligence was predominant among females (P R=1.24), in the group above 70 years of age, in the home, recurrently perpetrated by sons. Sexual violence was more common against females (PR=5.21), by offenders who were not children, but who consumed alcohol. The knowledge of the different manifestations of violence against the elderly supports actions to combat them, identifying characteristics of vulnerability in which support networks may intervene.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Violência]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Maus-tratos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Idoso]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Vigilância epidemiológica]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Violence]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Abuse]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Elderly]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Epidemiological surveillance]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>ARTIGO</b> ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Viol&ecirc;ncia contra a pessoa idosa: an&aacute;lise    das notifica&ccedil;&otilde;es realizadas no setor sa&uacute;de - Brasil, 2010</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Violence against the elderly: analysis of    the reports made in the health sector - Brazil, 2010</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>M&aacute;rcio D&ecirc;nis Medeiros Mascarenhas<sup>I</sup>;    Silv&acirc;nia Suely Carib&eacute; de Ara&uacute;jo Andrade<sup>II</sup>; Alice    Cristina Medeiros das Neves<sup>I</sup>; Ana Am&eacute;lia Galas Pedrosa<sup>III</sup>;    Marta Maria Alves da Silva<sup>I</sup>; Deborah de Carvalho Malta<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de    Vigil&acirc;ncia de Doen&ccedil;as e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis    (CGDANT), Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de (SVS), Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (MS). Esplanada dos Minist&eacute;rios Bloco G Edif&iacute;cio    Sede Sala 142. 70058-900 Bras&iacute;lia DF. <a href="mailto:marcio.mascarenhas@saude.gov.br">marcio.mascarenhas@saude.gov.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias    M&eacute;dicas, Universidade Estadual de Campinas, Campinas-SP    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Funda&ccedil;&atilde;o Municipal de Sa&uacute;de, Teresina-PI    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O objetivo do estudo foi descrever notifica&ccedil;&otilde;es    de viol&ecirc;ncia contra os idosos (<u>&gt;</u> 60 anos) captadas pelo Sistema    de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o - vers&atilde;o    net (Sinan Net) em 2010. Realizou-se estudo descritivo, retrospectivo, com dados    analisados no Stata vers&atilde;o 11. Estimaram-se raz&otilde;es de propor&ccedil;&atilde;o    (RP) de viol&ecirc;ncia segundo vari&aacute;veis selecionadas. Das 3.593 notifica&ccedil;&otilde;es    de viol&ecirc;ncia contra idosos, 52,3% eram referentes ao sexo feminino. A    viol&ecirc;ncia f&iacute;sica foi significativamente mais frequente no sexo    masculino (RP = 0,82), no grupo com 60 a 69 anos, fora do domic&iacute;lio,    praticada por agressores que n&atilde;o eram filhos, com suspeita de ingest&atilde;o    de bebida alco&oacute;lica. A viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica foi mais frequente    entre idosas (RP = 2,17), no domic&iacute;lio, infligida pelos filhos, com suspeita    de uso de bebida alco&oacute;lica e de maneira cr&ocirc;nica. A neglig&ecirc;ncia    predominou no sexo feminino (RP = 1,24), no grupo a partir de 70 anos, no domic&iacute;lio,    perpetrada pelos filhos e recorrente. A viol&ecirc;ncia sexual foi mais comum    no sexo feminino (RP = 5,21), por agressores que n&atilde;o eram filhos, mas    que consumiram bebida alco&oacute;lica. O conhecimento das diferentes manifesta&ccedil;&otilde;es    da viol&ecirc;ncia contra idosos subsidia a&ccedil;&otilde;es para o seu enfrentamento,    identificando caracter&iacute;sticas de vulnerabilidade onde as redes de apoio    podem intervir.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Viol&ecirc;ncia, Maus-tratos,    Idoso, Vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The scope of this study was to describe reports    of violence against the elderly (e" 60 years) reported in the Information System    for Notifiable Diseases - net version (Sinan Net) in 2010. We conducted a descriptive,    retrospective study with data analyzed by Stata version 11. We estimated proportion    ratios (PR) of violence according to selected variables. Of the 3,593 reports    of violence against the elderly, 52.3% were against females. Physical violence    was significantly more frequent against males (PR=0.82) in the group aged 60    to 69 years, out of the home, committed by offenders who were not sons and were    suspected of drinking alcohol. Psychological violence was more common among    elderly people (PR=2.17), in the home, inflicted by sons, with suspected chronic    alcohol abuse. Negligence was predominant among females (P R=1.24), in the group    above 70 years of age, in the home, recurrently perpetrated by sons. Sexual    violence was more common against females (PR=5.21), by offenders who were not    children, but who consumed alcohol. The knowledge of the different manifestations    of violence against the elderly supports actions to combat them, identifying    characteristics of vulnerability in which support networks may intervene.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> Violence, Abuse, Elderly, Epidemiological    surveillance</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O envelhecimento populacional &eacute; um fen&ocirc;meno    verificado por meio do aumento na propor&ccedil;&atilde;o de pessoas idosas    (60 anos e mais) resultante do decl&iacute;nio da fecundidade, da queda nas    taxas de mortalidade e do aumento da expectativa de vida<sup>1,2</sup>. Segundo    dados dos &uacute;ltimos censos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia    e Estat&iacute;stica (IBGE)<sup>3</sup>, a composi&ccedil;&atilde;o et&aacute;ria    do Brasil vem apresentando constante aumento da propor&ccedil;&atilde;o de idosos:    em 1980 existiam 7,2 milh&otilde;es de pessoas com idade a partir de 60 anos,    enquanto em 2010 este contingente populacional chegou a somar 20,6 milh&otilde;es.    Ou seja, o n&uacute;mero de pessoas idosas aumentou 2,9 vezes em 40 anos, chegando    a representar 10,8% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira em 2010.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&eacute;m dos fen&ocirc;menos inerentes ao    processo de envelhecimento, como as modifica&ccedil;&otilde;es fisiol&oacute;gicas    e patologias consideradas t&iacute;picas da terceira idade, a pessoa idosa tamb&eacute;m    est&aacute; suscept&iacute;vel ao fen&ocirc;meno da viol&ecirc;ncia. Trata-se    de um problema com consequ&ecirc;ncias devastadoras para os idosos, pois acarreta    baixa qualidade de vida, estresse psicol&oacute;gico, falta de seguran&ccedil;a,    les&otilde;es e traumas, bem como o aumento da morbidade e mortalidade<sup>4,5</sup>.    A viol&ecirc;ncia contra o idoso &eacute; um ato (&uacute;nico ou repetido)    ou omiss&atilde;o que lhe cause dano ou afli&ccedil;&atilde;o e resulta, na    maioria das vezes, em sofrimento, les&atilde;o, dor, omiss&atilde;o ou perda    dos direitos humanos e redu&ccedil;&atilde;o da qualidade de vida do idoso<sup>6,7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Observada particularmente nas culturas ocidentais,    a viol&ecirc;ncia contra o idoso &eacute; uma manifesta&ccedil;&atilde;o independente    do n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico e se justifica pela concep&ccedil;&atilde;o    socialmente aceita de que o idoso &eacute; considerado como algo descart&aacute;vel    ou um peso social. Trata-se de um segmento da popula&ccedil;&atilde;o pelo qual    se nutre um "desejo social de morte", que se expressa, sobretudo, nos conflitos    intergeracionais, maus-tratos e neglig&ecirc;ncias nas esferas pol&iacute;tico-institucionais    e, marcadamente, no &acirc;mbito do domic&iacute;lio<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em 2009, as causas externas (acidentes e viol&ecirc;ncia)    ocuparam a sexta posi&ccedil;&atilde;o entre os &oacute;bitos de idosos no Brasil,    totalizando 21.453 mortes, das quais 1.929 foram devidas a agress&otilde;es    (homic&iacute;dios). O risco de morte por homic&iacute;dio entre idosos foi    de 9,9 por 100 mil idosos, sendo que o risco de morte entre homens (19/100 mil)    foi sete vezes o das mulheres (2,7/100 mil) na mesma faixa et&aacute;ria<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dada sua import&acirc;ncia como problema de sa&uacute;de    p&uacute;blica, a viol&ecirc;ncia contra a pessoa idosa tornou-se objeto de    vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica no Brasil a partir de 2006, por meio    da implanta&ccedil;&atilde;o do Sistema de Vigil&acirc;ncia de Viol&ecirc;ncias    e Acidentes (VIVA)<sup>10</sup>, atendendo ao que determina a Lei n&ordm;. 10.741/2003    (Estatuto do Idoso), artigo 19: "os casos de suspeita ou confirma&ccedil;&atilde;o    de maus-tratos contra idoso ser&atilde;o obrigatoriamente comunicados pelos    profissionais de sa&uacute;de"<sup>11</sup>. Recentemente, a reda&ccedil;&atilde;o    anterior foi alterada pela Lei n&ordm;. 12.461/2011: "os casos de suspeita ou    confirma&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia praticada contra idosos ser&atilde;o    objeto de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria pelos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de p&uacute;blicos e privados &agrave; autoridade sanit&aacute;ria,    bem como ser&atilde;o obrigatoriamente comunicados por eles"<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O VIVA possui dois componentes: vigil&acirc;ncia    cont&iacute;nua e vigil&acirc;ncia por inqu&eacute;rito. O primeiro componente    consiste na capta&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua de dados sobre viol&ecirc;ncia    dom&eacute;stica, sexual e/ou outras viol&ecirc;ncias pelos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de<sup>10</sup>. No per&iacute;odo de 2006 a 2008, os dados do    VIVA Cont&iacute;nuo eram digitados no aplicativo Epi Info 3.5.1 (Centers for    Disease Control and Prevention, Atlanta, Estados Unidos). A partir de 2009,    os dados passaram a integrar o Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos    de Notifica&ccedil;&atilde;o - vers&atilde;o Net (Sinan Net), o que facilitou    a expans&atilde;o do VIVA e a obrigatoriedade da notifica&ccedil;&atilde;o de    viol&ecirc;ncia em servi&ccedil;os sentinela por meio da Portaria MS/GM n&ordm;.    2.472/2010<sup>13</sup>. Em 2011, por meio da Portaria MS/GM n&ordm;. 104/2011,    a viol&ecirc;ncia foi inclu&iacute;da na rela&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as    e agravos de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria em todo o territ&oacute;rio    nacional, ou seja, passou a ser um agravo de notifica&ccedil;&atilde;o universal    em todos os servi&ccedil;os de sa&uacute;de do Brasil<sup>14</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Frente a esta nova realidade demogr&aacute;fica    e epidemiol&oacute;gica, na qual se destaca a viol&ecirc;ncia contra a pessoa    idosa, &eacute; necess&aacute;rio analisar e divulgar o perfil das notifica&ccedil;&otilde;es    realizadas nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Portanto, o presente artigo    tem por objetivo descrever as notifica&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia    contra a pessoa idosa captadas pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de no ano    de 2010.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estudo descritivo, retrospectivo, realizado com    dados obtidos no Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o    - vers&atilde;o Net (Sinan Net) abrangendo as notifica&ccedil;&otilde;es de    viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica, sexual e/ou outras viol&ecirc;ncias na popula&ccedil;&atilde;o    de idosos (<u>&gt;</u> 60 anos) realizadas no per&iacute;odo de 01 de janeiro    a 31 de dezembro de 2010.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para os fins de notifica&ccedil;&atilde;o no    Sinan Net, viol&ecirc;ncia &eacute; considerada como "o uso intencional de for&ccedil;a    f&iacute;sica ou do poder, real ou em amea&ccedil;a, contra si pr&oacute;prio,    contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade que resulte ou tenha    possibilidade de resultar em les&atilde;o, morte, dano psicol&oacute;gico, defici&ecirc;ncia    de desenvolvimento ou priva&ccedil;&atilde;o"<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Segundo diretrizes do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<sup>15</sup>,    s&atilde;o pass&iacute;veis de notifica&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia    contra a pessoa idosa casos suspeitos ou confirmados de:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Viol&ecirc;ncia f&iacute;sica (sev&iacute;cia    f&iacute;sica, maus-tratos f&iacute;sicos ou abuso f&iacute;sico)</i>: atos    violentos, nos quais se faz uso da for&ccedil;a f&iacute;sica de forma intencional,    n&atilde;o acidental, com o objetivo de ferir, lesar, provocar dor e sofrimento    ou destruir a pessoa, deixando, ou n&atilde;o, marcas evidentes no seu corpo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica</i>: toda    forma de rejei&ccedil;&atilde;o, deprecia&ccedil;&atilde;o, discrimina&ccedil;&atilde;o,    desrespeito, cobran&ccedil;a exagerada, puni&ccedil;&otilde;es humilhantes e    utiliza&ccedil;&atilde;o da pessoa para atender &agrave;s necessidades ps&iacute;quicas    de outrem.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Tortura</i>: ato de constranger algu&eacute;m    com emprego de for&ccedil;a ou grave amea&ccedil;a, causando-lhe sofrimento    f&iacute;sico ou mental com a finalidade de obter informa&ccedil;&atilde;o,    declara&ccedil;&atilde;o ou confiss&atilde;o da v&iacute;tima ou de terceira    pessoa, provocar a&ccedil;&atilde;o ou omiss&atilde;o de natureza criminosa,    em raz&atilde;o de discrimina&ccedil;&atilde;o racial ou religiosa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Viol&ecirc;ncia sexual</i>: qualquer a&ccedil;&atilde;o    na qual uma pessoa, valendo-se de sua posi&ccedil;&atilde;o de poder e fazendo    uso de for&ccedil;a f&iacute;sica, coer&ccedil;&atilde;o, intimida&ccedil;&atilde;o    ou influ&ecirc;ncia psicol&oacute;gica, com uso ou n&atilde;o de armas ou drogas,    obriga outra pessoa - de qualquer sexo - a ter, presenciar, ou participar, de    alguma maneira, de intera&ccedil;&otilde;es sexuais ou a utilizar, de qualquer    modo, a sua sexualidade, com fins de lucro, vingan&ccedil;a ou outra inten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Tr&aacute;fico de seres humanos</i>: inclui    o recrutamento, o transporte, a transfer&ecirc;ncia, o alojamento de pessoas,    recorrendo &agrave; amea&ccedil;a, ao rapto, &agrave; fraude, ao engano, ao    abuso de autoridade, ao uso da for&ccedil;a ou a outras formas de coa&ccedil;&atilde;o,    ou &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de vulnerabilidade, para exercer prostitui&ccedil;&atilde;o,    ou trabalho sem remunera&ccedil;&atilde;o, escravo ou de servid&atilde;o, ou    para remo&ccedil;&atilde;o e comercializa&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;os,    com emprego ou n&atilde;o de for&ccedil;a f&iacute;sica.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Viol&ecirc;ncia financeira (econ&ocirc;mica)</i>:    ato de viol&ecirc;ncia que implica dano, perda, subtra&ccedil;&atilde;o, destrui&ccedil;&atilde;o    ou reten&ccedil;&atilde;o de objetos, documentos pessoais, bens e valores de    outrem.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>Neglig&ecirc;ncia (abandono)</i>: omiss&atilde;o    pela qual se deixou de prover as necessidades e os cuidados b&aacute;sicos para    o desenvolvimento f&iacute;sico, emocional e social de outrem.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Interven&ccedil;&atilde;o legal</i>: ato violento    praticado durante interven&ccedil;&atilde;o por agente legal p&uacute;blico,    isto &eacute;, representante do Estado, pol&iacute;cia ou de outro agente da    lei no uso da sua fun&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados foram captados por meio da <i>Ficha    de notifica&ccedil;&atilde;o/investiga&ccedil;&atilde;o individual de viol&ecirc;ncia    dom&eacute;stica, sexual e/ou outras viol&ecirc;ncias</i>, que cont&eacute;m    vari&aacute;veis sobre: v&iacute;tima/pessoa atendida, ocorr&ecirc;ncia, tipologia    da viol&ecirc;ncia, consequ&ecirc;ncias da viol&ecirc;ncia, les&atilde;o, prov&aacute;vel    agressor, evolu&ccedil;&atilde;o e encaminhamentos. A ficha &eacute; preenchida    nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e outras fontes notificadoras (asilos, centros    de conviv&ecirc;ncia, centros de refer&ecirc;ncia para v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia)    e os dados s&atilde;o digitados no Sinan Net no n&iacute;vel municipal e transferidos    para as esferas estadual e federal para compor a base de dados nacional.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As notifica&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia    contra idosos foram analisadas segundo: caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas    das v&iacute;timas (sexo, idade, ra&ccedil;a/cor da pele, escolaridade, situa&ccedil;&atilde;o    conjugal, presen&ccedil;a de defici&ecirc;ncia ou transtorno); caracter&iacute;sticas    da ocorr&ecirc;ncia (local, viol&ecirc;ncia de repeti&ccedil;&atilde;o, natureza    da les&atilde;o, parte do corpo atingida, evolu&ccedil;&atilde;o); tipo de viol&ecirc;ncia    e meio de agress&atilde;o; caracter&iacute;sticas do agressor (sexo, tipo, suspeita    de consumo de bebida alco&oacute;lica). Os registros foram importados do Sinan    Net e as an&aacute;lises estat&iacute;sticas foram processadas no programa Stata    vers&atilde;o 11 (Stata Corp., College Station, Estados Unidos). Foram calculadas    propor&ccedil;&otilde;es e realizadas compara&ccedil;&otilde;es entre as vari&aacute;veis    qualitativas por meio do teste do qui-quadrado (&#967;<sup>2</sup>), com n&iacute;vel    de signific&acirc;ncia de 5%. Estimaram-se raz&otilde;es de propor&ccedil;&atilde;o    (RP) e respectivos intervalos de confian&ccedil;a de 95% (IC95%) para os tipos    de viol&ecirc;ncia mais frequentes segundo vari&aacute;veis selecionadas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O projeto de implanta&ccedil;&atilde;o do VIVA    foi aprovado pela Comiss&atilde;o Nacional de &Eacute;tica em Pesquisa (CONEP)    do Conselho Nacional de Sa&uacute;de. Por se tratar de uma a&ccedil;&atilde;o    permanente de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica institu&iacute;da pelo    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em todo o territ&oacute;rio nacional, n&atilde;o    foi emitido termo de consentimento livre e esclarecido. Por&eacute;m, foram    garantidos o anonimato e a confidencialidade das informa&ccedil;&otilde;es nos    registros para preservar a identidade dos indiv&iacute;duos que compunham a    base de dados analisada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram registradas 3.593 notifica&ccedil;&otilde;es    de viol&ecirc;ncia contra idosos nos estabelecimentos notificadores do Sinan    Net no ano 2010. As notifica&ccedil;&otilde;es eram procedentes de 524 munic&iacute;pios    brasileiros. A mediana de notifica&ccedil;&otilde;es foi igual a 44, variando    de uma notifica&ccedil;&atilde;o em Sergipe a 1.073 notifica&ccedil;&otilde;es    em S&atilde;o Paulo, estado respons&aacute;vel por aproximadamente 30% de todas    as notifica&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o houve notifica&ccedil;&otilde;es no    estado do Par&aacute; (dados n&atilde;o apresentados).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas    dos idosos v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia encontram-se detalhadas na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a14tab1.jpg">Tabela 1</a>. Do total de casos notificados, 52,3% referiam-se a v&iacute;timas do sexo    feminino. A m&eacute;dia de idade dos idosos v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia    foi de 71,1 anos (desvio-padr&atilde;o = 8,8 anos), variando de 60 a 109 anos.    Aproximadamente metade dos idosos tinha de 60 a 69 anos de idade (50,2%), 64,8%    declararam-se brancos, 87,9% referiram ter conclu&iacute;do at&eacute; 8 anos    de estudo, 58,1% n&atilde;o tinham companhia marital e 21,8% informaram possuir    algum tipo de defici&ecirc;ncia ou transtorno. Observou-se diferen&ccedil;a    significativa na distribui&ccedil;&atilde;o das notifica&ccedil;&otilde;es segundo    faixa et&aacute;ria, cor da pele e situa&ccedil;&atilde;o conjugal: a propor&ccedil;&atilde;o    de idosos com idade a partir de 70 anos, de pele branca e que viviam sem parceria    conjugal foi maior no sexo feminino. N&atilde;o foi observada diferen&ccedil;a    significativa para as vari&aacute;veis escolaridade e presen&ccedil;a de defici&ecirc;ncia    ou transtornos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A maioria dos epis&oacute;dios de viol&ecirc;ncia    contra idosos ocorreu no domic&iacute;lio (78,8%) e mais da metade das v&iacute;timas    referiu que j&aacute; tinha sido violentada previamente (53,6%). As mulheres    foram v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia no domic&iacute;lio e de viol&ecirc;ncia    de repeti&ccedil;&atilde;o em maior propor&ccedil;&atilde;o comparativamente    aos homens. Aproximadamente 11% das notifica&ccedil;&otilde;es apontavam a ocorr&ecirc;ncia    de les&otilde;es autoprovocadas, por&eacute;m n&atilde;o foi poss&iacute;vel    saber se havia inten&ccedil;&atilde;o de suic&iacute;dio. Essa informa&ccedil;&atilde;o    foi significativamente mais prevalente no sexo masculino (13,1%). Quanto &agrave;    natureza da les&atilde;o, predominaram os eventos que resultaram em les&otilde;es    do tipo corte/lacera&ccedil;&atilde;o/amputa&ccedil;&atilde;o (25,5%), com ocorr&ecirc;ncia    superior entre os homens, e contus&atilde;o/entorse/luxa&ccedil;&atilde;o (22,6%),    com maior frequ&ecirc;ncia entre as mulheres. A regi&atilde;o da cabe&ccedil;a/pesco&ccedil;o    (44,3%) foi o principal alvo das les&otilde;es resultantes de viol&ecirc;ncia    contra idosos, principalmente entre os homens (50,2%), enquanto as les&otilde;es    em membros superiores (19,5%) foram mais frequentes entre as v&iacute;timas    do sexo feminino (22,3%). O principal desfecho dos epis&oacute;dios de viol&ecirc;ncia    foi a alta (90,4%), com maior frequ&ecirc;ncia entre as mulheres (92,5%). Aproximadamente    6% dos casos evolu&iacute;ram ao &oacute;bito por viol&ecirc;ncia, com propor&ccedil;&atilde;o    maior entre os idosos do sexo masculino (8,2%). Todas as caracter&iacute;sticas    da ocorr&ecirc;ncia apresentaram diferen&ccedil;as significativas entre homens    e mulheres (<a href="/img/revistas/csc/v17n9/a14tab2.jpg">Tabela 2</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a14tab3.jpg">Tabela 3</a> mostra a distribui&ccedil;&atilde;o    das notifica&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia contra idosos segundo tipo    de viol&ecirc;ncia e meio de agress&atilde;o por sexo da v&iacute;tima. Os tipos    de viol&ecirc;ncia mais relatados foram: abuso f&iacute;sico (67,7%), viol&ecirc;ncia    psicol&oacute;gica (29,1%) e neglig&ecirc;ncia (27,8%). Em menor propor&ccedil;&atilde;o,    foram referidos casos de viol&ecirc;ncia financeira (7,9%), abuso sexual (3,7%)    e tortura (3,3%). Com exce&ccedil;&atilde;o do abuso f&iacute;sico, significativamente    mais frequente entre os homens, os casos de viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica,    neglig&ecirc;ncia, financeira, sexual e tortura apresentaram frequ&ecirc;ncia    significativamente maior entre as mulheres. Os meios mais utilizados para efetivar    as agress&otilde;es contra idosos foram for&ccedil;a corporal (47,8%) e amea&ccedil;a    (16,6%), com distribui&ccedil;&atilde;o proporcional significativamente superior    entre as mulheres. Tamb&eacute;m foram relatados como meios de agress&atilde;o    objeto perfurocortante (9,8%), objeto contundente (8,8%) e arma de fogo (4,5%),    com frequ&ecirc;ncia significativamente maior entre os homens.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A maioria dos eventos de viol&ecirc;ncia contra    idosos foi causada por agressores do sexo masculino (66,4%), com propor&ccedil;&atilde;o    significativamente mais elevada entre os homens (72,1%). Os agressores eram,    em sua maioria, filhos (32,2%), pessoas desconhecidas (15,6%), parceiros conjugais    (13,9%) e outras pessoas conhecidas pela v&iacute;tima (11,8%). Houve diferen&ccedil;a    significativa na distribui&ccedil;&atilde;o dos agressores segundo o sexo da    v&iacute;tima: as mulheres foram violentadas mais frequentemente por filhos    e parceiros conjugais do que os homens. Estes, por sua vez, foram v&iacute;timas    de pessoas desconhecidas e de seu c&iacute;rculo de conv&iacute;vio em maior    propor&ccedil;&atilde;o do que o observado entre as idosas. A suspeita de que    o agressor fez uso de bebida alco&oacute;lica foi apontada por 40,4% das v&iacute;timas,    sendo significativamente mais relatada pelas mulheres (44%) do que pelos homens    (36,1%) (<a href="/img/revistas/csc/v17n9/a14tab4.jpg">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a14tab5.jpg">Tabela 5</a>, apresentam-se a frequ&ecirc;ncia,    propor&ccedil;&atilde;o e raz&atilde;o de propor&ccedil;&otilde;es dos tipos    mais notificados de viol&ecirc;ncia contra idosos segundo caracter&iacute;sticas    selecionadas. A viol&ecirc;ncia f&iacute;sica foi significativamente mais frequente    no sexo masculino (RP = 0,82), no grupo com 60 a 69 anos de idade (RP = 1,36),    ocorrida fora do domic&iacute;lio (RP = 0,77), praticada por agressores que    n&atilde;o eram os filhos (RP = 0,60), com suspeita de ingest&atilde;o de bebida    alco&oacute;lica (RP = 1,26). A viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica foi duas    vezes mais frequente entre idosas (RP = 2,17), ocorrida no domic&iacute;lio    (RP = 2,00), infligida pelos filhos (RP = 1,59), com suspeita de uso de bebida    alco&oacute;lica (RP = 1,60) e de maneira cr&ocirc;nica (RP = 2,51). A neglig&ecirc;ncia    predominou no sexo feminino (RP = 1,24), no grupo a partir de 70 anos (RP =    0,34), ocorrida no domic&iacute;lio (RP = 2,07), perpetrada pelos filhos (RP    = 3,39), sem suspeita de ingest&atilde;o de bebida alco&oacute;lica (RP = 0,4),    de maneira recorrente (RP = 3,51). A viol&ecirc;ncia sexual foi cinco vezes    mais comum no sexo feminino (RP = 5,21), por agressores que n&atilde;o eram    os filhos (RP = 0,25), mas que consumiram bebida alco&oacute;lica (RP = 2,11).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O presente estudo apresenta, de maneira in&eacute;dita,    as primeiras an&aacute;lises acerca dos casos de viol&ecirc;ncia contra idosos    notificados no &acirc;mbito dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de do Brasil em    2010. Revela, ainda, importantes diferenciais do perfil epidemiol&oacute;gico    da viol&ecirc;ncia contra o idoso segundo g&ecirc;nero, permitindo conhecer    com mais detalhes aspectos relacionados &agrave; v&iacute;tima, ao evento notificado    e ao agressor.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, ainda s&atilde;o escassos os estudos    que estimam a preval&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia contra idosos ou que descrevam    os aspectos epidemiol&oacute;gicos desses casos de maneira padronizada para    o pa&iacute;s. Segundo dados do Suplemento de Sa&uacute;de da Pesquisa Nacional    por Amostra de Domic&iacute;lios (PNAD)<sup>16</sup>, realizada em 2008, a preval&ecirc;ncia    de viol&ecirc;ncia entre idosos foi estimada em 1,4%, independente do tipo.    Um inqu&eacute;rito de base populacional realizado com idosos de Niter&oacute;i    (Rio de Janeiro)<sup>17</sup> identificou uma preval&ecirc;ncia de viol&ecirc;ncia    f&iacute;sica de 10,1% e 7,9% dos entrevistados referiram ter sofrido viol&ecirc;ncia    grave no ano anterior &agrave; pesquisa. Em revis&atilde;o sistem&aacute;tica    sobre a preval&ecirc;ncia de maus-tratos na terceira idade, Esp&iacute;ndola    e Blay<sup>18</sup> encontraram estudos conduzidos em diversas regi&otilde;es    do mundo, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, que apontavam a preval&ecirc;ncia    de abuso f&iacute;sico na popula&ccedil;&atilde;o idosa variando de 1,2% (Holanda)    a 18% (Finl&acirc;ndia). </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na presente casu&iacute;stica, predominaram as    v&iacute;timas do sexo feminino, metade dos idosos apresentava 60 a 69 anos    de idade, e a maioria era constitu&iacute;da de brancos, com at&eacute; 8 anos    de estudo, sem companhia marital, com local de ocorr&ecirc;ncia na resid&ecirc;ncia,    al&eacute;m da identifica&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia de repeti&ccedil;&atilde;o.    Achados semelhantes foram encontrados em diversos outros estudos<sup>19-21</sup>,    os quais apontam as mulheres idosas, com baixa escolaridade e solteiras, as    v&iacute;timas mais vulner&aacute;veis &agrave; viol&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entretanto, em estudo transversal realizado no    Instituto de Medicina Legal do Recife (Pernambuco)<sup>21</sup> identificou-se    que a maioria dos idosos v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia era do sexo masculino,    pardos, casados e com idade entre 60 e 69 anos. Por&eacute;m, o estudo tamb&eacute;m    revelou a resid&ecirc;ncia como o principal local de ocorr&ecirc;ncia do evento    violento. Um dos argumentos que explicaria a maior frequ&ecirc;ncia de situa&ccedil;&otilde;es    de viol&ecirc;ncia no domic&iacute;lio, tanto entre homens como mulheres idosas,    seria o fen&ocirc;meno do choque de gera&ccedil;&otilde;es, permeado por disputas    por espa&ccedil;o f&iacute;sico e tamb&eacute;m por dificuldades financeiras    na fam&iacute;lia<sup>22</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A literatura<sup>21</sup> mostra que as les&otilde;es    em idosos resultantes de situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia apresentam    gravidade leve, acometendo mais de uma parte do corpo, predominantemente bra&ccedil;os    e ombro; essas caracter&iacute;sticas n&atilde;o apresentaram diferen&ccedil;as    significativas entre homens e mulheres. Todavia, no presente estudo com os dados    oriundos do Sinan Net, foram evidentes as diferen&ccedil;as entre idosos e idosas    quanto &agrave; natureza da les&atilde;o: as les&otilde;es de corte/lacera&ccedil;&atilde;o/amputa&ccedil;&atilde;o    foram mais frequentes no sexo masculino e a regi&atilde;o de cabe&ccedil;a e    pesco&ccedil;o, a mais atingida.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A for&ccedil;a corporal foi o meio de agress&atilde;o    mais utilizado em ambos os sexos, corroborando com achados de outros estudos<sup>21</sup>.    Por&eacute;m, a amea&ccedil;a foi maior entre as mulheres. Estes dados podem    estar relacionados &agrave; predomin&acirc;ncia de les&otilde;es leves, resultando    em evolu&ccedil;&atilde;o para alta na maioria dos idosos deste estudo, n&atilde;o    obstante a ocorr&ecirc;ncia de alguns &oacute;bitos em decorr&ecirc;ncia da    viol&ecirc;ncia, principalmente no sexo masculino. Uma hip&oacute;tese para    este fato &eacute; a prov&aacute;vel associa&ccedil;&atilde;o com a utiliza&ccedil;&atilde;o    de objetos/arma de fogo em maior propor&ccedil;&atilde;o contra as v&iacute;timas    do sexo masculino, o que pode ser demonstrado pelo crescente aumento proporcional    de homic&iacute;dios entre idosos do sexo masculino nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na presente an&aacute;lise, as mulheres foram    agredidas por filhos e parceiros conjugais, enquanto que os homens sofreram    viol&ecirc;ncia perpetrada por desconhecidos. Tal constata&ccedil;&atilde;o    &eacute; confirmada pela literatura<sup>21,23</sup>, que aponta a maior participa&ccedil;&atilde;o    de agressores do sexo masculino e conhecidos da v&iacute;tima quando se investiga    a epidemiologia da viol&ecirc;ncia contra idosos. No presente trabalho, as mulheres    foram mais frequentemente v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia psicol&oacute;gica,    neglig&ecirc;ncia, financeira, sexual e tortura do que os homens. Um estudo    realizado na Finl&acirc;ndia demonstrou que as viol&ecirc;ncias psicol&oacute;gica,    financeira e a neglig&ecirc;ncia tamb&eacute;m foram mais prevalentes no sexo    feminino. O abuso f&iacute;sico tamb&eacute;m foi predominante entre as idosas    finlandesas<sup>18</sup>. Entretanto, os nossos dados demonstraram maior propor&ccedil;&atilde;o    de viol&ecirc;ncia f&iacute;sica entre os homens.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O relato de suspeita de uso de &aacute;lcool    pelo agressor foi mais frequente entre as idosas, e os seguintes tipos de viol&ecirc;ncia    foram relacionados ao consumo de &aacute;lcool: viol&ecirc;ncia f&iacute;sica,    neglig&ecirc;ncia e abuso sexual. Problemas com uso de &aacute;lcool s&atilde;o    associados &agrave; viol&ecirc;ncia contra os idosos e os agressores provavelmente    apresentam dist&uacute;rbios de personalidade, abuso de outras drogas e dificuldades    na rela&ccedil;&atilde;o idoso-cuidador<sup>6</sup>. Limita&ccedil;&otilde;es    cognitivas e f&iacute;sicas, isolamento social, fatores culturais como a aceita&ccedil;&atilde;o    da viol&ecirc;ncia, discrimina&ccedil;&atilde;o de pessoas idosas, aglomera&ccedil;&atilde;o    na resid&ecirc;ncia, ser portador de doen&ccedil;a cr&ocirc;nica, fragilidade    nas rela&ccedil;&otilde;es familiares e hist&oacute;rico de viol&ecirc;ncia    familiar s&atilde;o reconhecidas como fatores de risco para o idoso com rela&ccedil;&atilde;o    a situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia<sup>8,24</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como limita&ccedil;&atilde;o do presente estudo,    aponta-se o pequeno n&uacute;mero de notifica&ccedil;&otilde;es, dificultando    a elabora&ccedil;&atilde;o de um panorama geral sobre a situa&ccedil;&atilde;o    de viol&ecirc;ncia contra os idosos no pa&iacute;s. Em 2010, apenas 524 (&lt;    10%) dos mais de 5,5 mil munic&iacute;pios brasileiros<sup>3</sup> apresentaram    notifica&ccedil;&otilde;es de casos de viol&ecirc;ncia no Sinan Net. O n&uacute;mero    de notifica&ccedil;&otilde;es por estado tamb&eacute;m foi pequeno e inexistente    no estado do Par&aacute; naquele ano. Essa constata&ccedil;&atilde;o evidencia    a expressiva subnotifica&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia na popula&ccedil;&atilde;o    de idosos, pois outras fontes de informa&ccedil;&atilde;o como a m&iacute;dia    denunciam a ocorr&ecirc;ncia desse agravo rotineiramente. Dentre as raz&otilde;es    descritas para a subnotifica&ccedil;&atilde;o, citam-se a dificuldade de den&uacute;ncia    da viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica contra os idosos, o despreparo dos profissionais    de sa&uacute;de para investigar os casos (falta de capacita&ccedil;&atilde;o    e conhecimento de protocolos de investiga&ccedil;&atilde;o), a infraestrutura    deficiente de atendimento e fragilidade das redes de apoio<sup>22,25-27</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Diversas iniciativas, como o Disque Idoso em    Sobral (Cear&aacute;)<sup>22</sup>, tem contribu&iacute;do para aumentar os    canais de comunica&ccedil;&atilde;o entre a popula&ccedil;&atilde;o e os servi&ccedil;os    de sa&uacute;de, principalmente em situa&ccedil;&otilde;es que envolvem viol&ecirc;ncia    contra idosos. Entretanto, a constru&ccedil;&atilde;o de redes de apoio efetivas    para o atendimento integral dos idosos requer o comprometimento do Estado e    da sociedade civil<sup>26</sup>. A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de<sup>6</sup>    reconhece a notifica&ccedil;&atilde;o como uma ferramenta de interven&ccedil;&atilde;o    contra a viol&ecirc;ncia. Logo, a redu&ccedil;&atilde;o da subnotifica&ccedil;&atilde;o    bem como a melhoria da qualidade dos registros &eacute; essencial para o conhecimento    da magnitude das situa&ccedil;&otilde;es de viol&ecirc;ncia vivenciadas pelos    idosos, a implementa&ccedil;&atilde;o de medidas preventivas e de apoio &agrave;s    v&iacute;timas e a aplica&ccedil;&atilde;o de modelos mais resolutivos<sup>28,29</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A partir dos resultados aqui apresentados, conclui-se    que a viol&ecirc;ncia contra a pessoa idosa foi mais prevalente no sexo feminino,    pessoas sem conv&iacute;vio marital, ocorrida no domic&iacute;lio e perpetrada    por pessoas do conv&iacute;vio das v&iacute;timas. Mesmo com necessidade de    aprimoramento, os dados do Sistema de Vigil&acirc;ncia de Viol&ecirc;ncias e    Acidentes geram informa&ccedil;&otilde;es que contribuem para avan&ccedil;ar    na capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de, consolida&ccedil;&atilde;o    e melhoria das redes de apoio &agrave;s v&iacute;timas, monitoramento e preven&ccedil;&atilde;o    dos casos de viol&ecirc;ncia contra idosos. Para dimensionar a real magnitude    do problema da viol&ecirc;ncia contra os idosos no Brasil, faz-se necess&aacute;rio    intensificar as notifica&ccedil;&otilde;es e o primeiro passo &eacute; fornecer    meios para romper o sil&ecirc;ncio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">MDM Mascarenhas, SSCA Andrade e ACM Neves trabalharam    na concep&ccedil;&atilde;o, delineamento do estudo, an&aacute;lise dos dados    e reda&ccedil;&atilde;o do manuscrito. AAG Pedrosa, MMA Silva e DC Malta contribu&iacute;ram    na interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados, revis&atilde;o e cr&iacute;tica    do manuscrito. Todos os autores aprovaram a vers&atilde;o final do manuscrito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. United Nations (UN). Department of Economic    and Social Affairs. <i>Population Division</i>. World Population Ageing 2009.    New York: UN; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615783&pid=S1413-8123201200090001400001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Carvalho JAM, Rodr&iacute;guez-Wong LL. A    transi&ccedil;&atilde;o da estrutura et&aacute;ria brasileira na primeira metade    do s&eacute;culo XXI. <i>Cad Saude Publica</i> 2008; 24(3):597-605.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615785&pid=S1413-8123201200090001400002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica    (IBGE). <i>Censo</i> &#91;dados na Internet&#93;. Rio de Janeiro: IBGE; 2010    &#91;acessado 2012 jun 30&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">http://www.ibge.gov.br</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615787&pid=S1413-8123201200090001400003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. World Health Organization (WHO). <i>Envelhecimento    ativo: uma pol&iacute;tica de sa&uacute;de</i>. Bras&iacute;lia: Organiza&ccedil;&atilde;o    Pan-Americana da Sa&uacute;de; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615788&pid=S1413-8123201200090001400004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Perel-Levin S. <i>Discussing screening for    elder abuse at Primary Health Care level</i>. Geneva: World Health Organization;    2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615790&pid=S1413-8123201200090001400005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Krug EG, Dahlberg LL, Mercy JA, Zwi AB, Lozano    R. <i>World report on violence and health</i>. Geneva: World Health Organization;    2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615792&pid=S1413-8123201200090001400006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. <i>International Network for the Prevention    of Elder Abuse (INPEA)</i> &#91;site na Internet&#93;. Vancouver: INPEA; 2010    &#91;acessado 2010 set 20&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.inpea.net/home.html" target="_blank">http://www.inpea.net/home.html</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615794&pid=S1413-8123201200090001400007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Minayo MCS. Viol&ecirc;ncia contra idosos:    relev&acirc;ncia para um velho problema. <i>Cad Saude Publica</i> 2003; 19(3):783-791.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615795&pid=S1413-8123201200090001400008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Mascarenhas MDM, Monteiro RA, S&aacute; NNB,    Gonzaga LAA, Neves ACM, Roza DL, Silva MMA, Duarte EC, Malta DC. Epidemiologia    das causas externas no Brasil: mortalidade por acidentes e viol&ecirc;ncias    no per&iacute;odo de 2000 a 2009. In: Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. <i>Sa&uacute;de Brasil    2010: uma an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de e de evid&ecirc;ncias    selecionadas de impacto de a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de</i>.    Bras&iacute;lia: MS; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615797&pid=S1413-8123201200090001400009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Gawryszewski VP, Silva MMA, Malta DC, Mascarenhas    MDM, Costa VC, Matos SG, Moraes Neto OL, Monteiro RA, Carvalho CG, Magalh&atilde;es    ML A proposta da rede de servi&ccedil;os sentinela como estrat&eacute;gia da    vigil&acirc;ncia de viol&ecirc;ncias e acidentes. <i>Cien Saude Colet</i> 2006;    11(Supl.):1269-1278.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615799&pid=S1413-8123201200090001400010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Brasil. Lei n&ordm;. 10.741, de 1&ordm; de    outubro de 2003. Disp&otilde;e sobre o Estatuto do Idoso e d&aacute; outras    provid&ecirc;ncias. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 2003; 3 out.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615801&pid=S1413-8123201200090001400011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Brasil. Lei n&ordm;. 12.461, de 26 de julho    de 2011. Altera a Lei n<u><sup>o</sup></u> 10.741, de 1<u><sup>o</sup></u> de    outubro de 2003, para estabelecer a notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria    dos atos de viol&ecirc;ncia praticados contra o idoso atendido em servi&ccedil;o    de sa&uacute;de. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 2011; 27 jul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615803&pid=S1413-8123201200090001400012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Brasil. Portaria n&ordm;. 2.472, de 31 de    agosto de 2010. Define as terminologias adotadas em legisla&ccedil;&atilde;o    nacional, conforme disposto no Regulamento Sanit&aacute;rio Internacional 2005    (RSI 2005), a rela&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as, agravos e eventos em    Sa&uacute;de P&uacute;blica de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria    em todo o territ&oacute;rio nacional e estabelecer fluxo, crit&eacute;rios,    responsabilidades e atribui&ccedil;&otilde;es aos profissionais e servi&ccedil;os    de sa&uacute;de. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 2010; 1 set.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615805&pid=S1413-8123201200090001400013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Brasil. Portaria 104, de 25 de janeiro de    2011. Define as terminologias adotadas em legisla&ccedil;&atilde;o nacional,    conforme o disposto no Regulamento Sanit&aacute;rio Internacional 2005 (RSI    2005), a rela&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as, agravos e eventos em Saude    Publica de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria em todo o territ&oacute;rio    nacional e estabelece fluxo, crit&eacute;rios, responsabilidades e atribui&ccedil;&otilde;es    aos profissionais e servi&ccedil;os de sa&uacute;de. <i>Di&aacute;rio Oficial    da Uni&atilde;o</i> 2011; 26 jan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615807&pid=S1413-8123201200090001400014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). <i>Viva</i>: instrutivo de notifica&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia    dom&eacute;stica, sexual e outras viol&ecirc;ncias. Bras&iacute;lia: MS; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615809&pid=S1413-8123201200090001400015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica    (IBGE). <i>Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios. Um panorama da    Sa&uacute;de no Brasil: Acesso e Utiliza&ccedil;&atilde;o de Servi&ccedil;os,    Condi&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de e Fatores de Risco e Prote&ccedil;&atilde;o    &agrave; Sa&uacute;de 2008</i>. Rio de Janeiro: IBGE; 2010</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615811&pid=S1413-8123201200090001400016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Moraes CL, Apratto J&uacute;nior PC, Reichenheim    ME. Rompendo o sil&ecirc;ncio e suas barreiras: um inqu&eacute;rito domiciliar    sobre a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica contra idosos em &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia    do Programa M&eacute;dico de Fam&iacute;lia de Niter&oacute;i, Rio de Janeiro,    Brasil. <i>Cad Saude Publica</i> 2008; 24(10):2289-2300.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615812&pid=S1413-8123201200090001400017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Espindola CR, Blay SL. Preval&ecirc;ncia    de maus-tratos na terceira idade: revis&atilde;o sistem&aacute;tica.<i> Rev    Saude Publica</i> 2007; 41(2):301-306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615814&pid=S1413-8123201200090001400018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. Sanches APRA. <i>Viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica    contra idosos no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo</i>: Estudo SABE, 2000    &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;. S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o    Paulo; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615816&pid=S1413-8123201200090001400019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. Melo VL, Cunha JOC, Falbo Neto GH. Maus-tratos    contra idosos no munic&iacute;pio de Camaragibe, Pernambuco.<i> Rev Bras Saude    Mater Infant</i> 2006; 6(Supl. 1):s43-s48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615818&pid=S1413-8123201200090001400020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. Abath MB, Leal MCC, Melo Filho DA, Marques    APO. Physical abuse of older people reported at the Institute of Forensic Medicine    in Recife, Pernambuco State, Brazil. <i>Cad Saude Publica</i> 2010; 26(9):1797-1806.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615820&pid=S1413-8123201200090001400021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">22. Freitas CASL, Te&oacute;filo TJS. Avalia&ccedil;&atilde;o    construtivista, sob uma abordagem integradora e intersetorial, das a&ccedil;&otilde;es    do Projeto Disque Idoso em Sobral (CE, Brasil). <i>Cien Saude Colet</i> 2010;    15(6):2825-2833.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615822&pid=S1413-8123201200090001400022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">23. Gaioli CCLO, Rodrigues RAP. Occurrence of    domestic elder abuse. <i>Rev Latino Am Enfermagem</i> 2006; 16(3):465-470</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615824&pid=S1413-8123201200090001400023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">24. Queiroz ZPV, Lemos NFD, Ramos LR. Fatores    potencialmente associados &agrave; neglig&ecirc;ncia dom&eacute;stica entre    idosos atendidos em programa de assist&ecirc;ncia domiciliar. <i>Cien Saude    Colet</i> 2010; 15(6):2815-2824.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615825&pid=S1413-8123201200090001400024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">25. Souza ER, Minayo MCS. Inser&ccedil;&atilde;o    do tema viol&ecirc;ncia contra a pessoa idosa nas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de no Brasil. <i>Cien Saude Colet</i>    2010; 15(6):2659-2668.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615827&pid=S1413-8123201200090001400025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">26. Cavalcanti MLT, Souza ER. Percep&ccedil;&otilde;es    de gestores e profissionais de sa&uacute;de sobre a aten&ccedil;&atilde;o aos    idosos v&iacute;timas de viol&ecirc;ncias no munic&iacute;pio do Rio de Janeiro    (RJ, Brasil). <i>Cien Saude Colet</i> 2010; 15(6): 2699-2708.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615829&pid=S1413-8123201200090001400026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">27. Mello ALSF, Moys&eacute;s SJ. An&aacute;lise    diagn&oacute;stica do atendimento pr&eacute;-hospitalar para acidentes e viol&ecirc;ncias    contra idosos em Curitiba (PR, Brasil). <i>Cien Saude Colet</i> 2010; 15(6):2709-2718.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615831&pid=S1413-8123201200090001400027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">28. Santos ER, Souza ER, Ribeiro AP, Souza AMM,    Lima RTS. Cen&aacute;rio do atendimento aos agravos provocados por acidentes    e viol&ecirc;ncia contra idosos na rede SUS de Manaus (AM, Brasil). <i>Cien    Saude Colet</i> 2010; 15(6): 2741-2752.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615833&pid=S1413-8123201200090001400028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">29. Veras R. Vida plena sem viol&ecirc;ncia na    maturidade: a busca contempor&acirc;nea. <i>Cien Saude Colet</i> 2010; 15(6):2671-2673.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1615835&pid=S1413-8123201200090001400029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Artigo apresentado em 10/06/2012    <br>   Aprovado em 04/07/2012    <br>   Vers&atilde;o final apresentada em 14/07/2012</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>United Nations^dDepartment of Economic and Social Affairs</collab>
<source><![CDATA[Population Division]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[New York ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[UN]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[JAM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodríguez-Wong]]></surname>
<given-names><![CDATA[LL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A transição da estrutura etária brasileira na primeira metade do século XXI]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saude Publica]]></source>
<year>2008</year>
<volume>24</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>597-605</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</collab>
<source><![CDATA[Censo]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[IBGE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>World Health Organization</collab>
<source><![CDATA[Envelhecimento ativo: uma política de saúde]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Organização Pan-Americana da Saúde]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Perel-Levin]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Discussing screening for elder abuse at Primary Health Care level]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Health Organization]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Krug]]></surname>
<given-names><![CDATA[EG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Dahlberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[LL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mercy]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Zwi]]></surname>
<given-names><![CDATA[AB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lozano]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[World report on violence and health]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Health Organization]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>International Network for the Prevention of Elder Abuse</collab>
<source><![CDATA[]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Vancouver ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[INPEA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Minayo]]></surname>
<given-names><![CDATA[MCS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Violência contra idosos: relevância para um velho problema]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saude Publica]]></source>
<year>2003</year>
<volume>19</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>783-791</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mascarenhas]]></surname>
<given-names><![CDATA[MDM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sá]]></surname>
<given-names><![CDATA[NNB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gonzaga]]></surname>
<given-names><![CDATA[LAA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Neves]]></surname>
<given-names><![CDATA[ACM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Roza]]></surname>
<given-names><![CDATA[DL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[MMA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Duarte]]></surname>
<given-names><![CDATA[EC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Malta]]></surname>
<given-names><![CDATA[DC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Epidemiologia das causas externas no Brasil: mortalidade por acidentes e violências no período de 2000 a 2009]]></article-title>
<collab>Brasil^dMinistério da Saúde (MS). Secretaria de Vigilância em Saúde</collab>
<source><![CDATA[Saúde Brasil 2010: uma análise da situação de saúde e de evidências selecionadas de impacto de ações de vigilância em saúde]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gawryszewski]]></surname>
<given-names><![CDATA[VP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[MMA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Malta]]></surname>
<given-names><![CDATA[DC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mascarenhas]]></surname>
<given-names><![CDATA[MDM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[VC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matos]]></surname>
<given-names><![CDATA[SG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moraes Neto]]></surname>
<given-names><![CDATA[OL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Monteiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[CG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Magalhães]]></surname>
<given-names><![CDATA[ML]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A proposta da rede de serviços sentinela como estratégia da vigilância de violências e acidentes]]></article-title>
<source><![CDATA[Cien Saude Colet]]></source>
<year>2006</year>
<volume>11</volume>
<numero>^sSupl.</numero>
<issue>^sSupl.</issue>
<supplement>Supl.</supplement>
<page-range>1269-1278</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Brasil</collab>
<source><![CDATA[Dispõe sobre o Estatuto do Idoso e dá outras providências]]></source>
<year>2003</year>
<month>; </month>
<day>3 </day>
<publisher-name><![CDATA[Diário Oficial da União]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Brasil</collab>
<source><![CDATA[Altera a Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003, para estabelecer a notificação compulsória dos atos de violência praticados contra o idoso atendido em serviço de saúde]]></source>
<year>2011</year>
<month>; </month>
<day>27</day>
<publisher-name><![CDATA[Diário Oficial da União]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Brasil</collab>
<source><![CDATA[Define as terminologias adotadas em legislação nacional, conforme disposto no Regulamento Sanitário Internacional 2005 (RSI 2005), a relação de doenças, agravos e eventos em Saúde Pública de notificação compulsória em todo o território nacional e estabelecer fluxo, critérios, responsabilidades e atribuições aos profissionais e serviços de saúde]]></source>
<year>2010</year>
<month>; </month>
<day>1 </day>
<publisher-name><![CDATA[Diário Oficial da União]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Brasil</collab>
<source><![CDATA[Define as terminologias adotadas em legislação nacional, conforme o disposto no Regulamento Sanitário Internacional 2005 (RSI 2005), a relação de doenças, agravos e eventos em Saude Publica de notificação compulsória em todo o território nacional e estabelece fluxo, critérios, responsabilidades e atribuições aos profissionais e serviços de saúde]]></source>
<year>2011</year>
<month>; </month>
<day>26</day>
<publisher-name><![CDATA[Diário Oficial da União]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Brasil^dMinistério da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Viva: instrutivo de notificação de violência doméstica, sexual e outras violências]]></source>
<year>2011</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília^eMS MS]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</collab>
<source><![CDATA[Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios. Um panorama da Saúde no Brasil: Acesso e Utilização de Serviços, Condições de Saúde e Fatores de Risco e Proteção à Saúde 2008]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[IBGE]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Moraes]]></surname>
<given-names><![CDATA[CL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Apratto Júnior]]></surname>
<given-names><![CDATA[PC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Reichenheim]]></surname>
<given-names><![CDATA[ME]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Rompendo o silêncio e suas barreiras: um inquérito domiciliar sobre a violência doméstica contra idosos em área de abrangência do Programa Médico de Família de Niterói, Rio de Janeiro, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saude Publica]]></source>
<year>2008</year>
<volume>24</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>2289-2300</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Espindola]]></surname>
<given-names><![CDATA[CR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Blay]]></surname>
<given-names><![CDATA[SL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prevalência de maus-tratos na terceira idade: revisão sistemática]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Saude Publica]]></source>
<year>2007</year>
<volume>41</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>301-306</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sanches]]></surname>
<given-names><![CDATA[APRA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Violência doméstica contra idosos no município de São Paulo: Estudo SABE, 2000 [dissertação]]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Universidade de São Paulo]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Melo]]></surname>
<given-names><![CDATA[VL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cunha]]></surname>
<given-names><![CDATA[JOC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Falbo Neto]]></surname>
<given-names><![CDATA[GH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Maus-tratos contra idosos no município de Camaragibe, Pernambuco]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Bras Saude Mater Infant]]></source>
<year>2006</year>
<volume>6</volume>
<numero>Supl. 1</numero>
<issue>Supl. 1</issue>
<page-range>s43-s48</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Abath]]></surname>
<given-names><![CDATA[MB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[MCC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Melo Filho]]></surname>
<given-names><![CDATA[DA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marques]]></surname>
<given-names><![CDATA[APO]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physical abuse of older people reported at the Institute of Forensic Medicine in Recife, Pernambuco State, Brazil]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad Saude Publica]]></source>
<year>2010</year>
<volume>26</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>1797-1806</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Freitas]]></surname>
<given-names><![CDATA[CASL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Teófilo]]></surname>
<given-names><![CDATA[TJS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação construtivista, sob uma abordagem integradora e intersetorial, das ações do Projeto Disque Idoso em Sobral (CE, Brasil)]]></article-title>
<source><![CDATA[Cien Saude Colet]]></source>
<year>2010</year>
<volume>15</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>2825-2833</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gaioli]]></surname>
<given-names><![CDATA[CCLO]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Rodrigues]]></surname>
<given-names><![CDATA[RAP]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Occurrence of domestic elder abuse]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Latino Am Enfermagem]]></source>
<year>2006</year>
<volume>16</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>465-470</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Queiroz]]></surname>
<given-names><![CDATA[ZPV]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lemos]]></surname>
<given-names><![CDATA[NFD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ramos]]></surname>
<given-names><![CDATA[LR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores potencialmente associados à negligência doméstica entre idosos atendidos em programa de assistência domiciliar]]></article-title>
<source><![CDATA[Cien Saude Colet]]></source>
<year>2010</year>
<volume>15</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>2815-2824</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[ER]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Minayo]]></surname>
<given-names><![CDATA[MCS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Inserção do tema violência contra a pessoa idosa nas políticas públicas de atenção à saúde no Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Cien Saude Colet]]></source>
<year>2010</year>
<volume>15</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>2659-2668</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cavalcanti]]></surname>
<given-names><![CDATA[MLT]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[ER]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Percepções de gestores e profissionais de saúde sobre a atenção aos idosos vítimas de violências no município do Rio de Janeiro (RJ, Brasil)]]></article-title>
<source><![CDATA[Cien Saude Colet]]></source>
<year>2010</year>
<volume>15</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>2699-2708</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Mello]]></surname>
<given-names><![CDATA[ALSF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moysés]]></surname>
<given-names><![CDATA[SJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Análise diagnóstica do atendimento pré-hospitalar para acidentes e violências contra idosos em Curitiba (PR, Brasil)]]></article-title>
<source><![CDATA[Cien Saude Colet]]></source>
<year>2010</year>
<volume>15</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>2709-2718</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[ER]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[ER]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[AP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[AMM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[RTS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cenário do atendimento aos agravos provocados por acidentes e violência contra idosos na rede SUS de Manaus (AM, Brasil)]]></article-title>
<source><![CDATA[Cien Saude Colet]]></source>
<year>2010</year>
<volume>15</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>2741-2752</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Veras]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vida plena sem violência na maturidade: a busca contemporânea]]></article-title>
<source><![CDATA[Cien Saude Colet]]></source>
<year>2010</year>
<volume>15</volume>
<numero>6</numero>
<issue>6</issue>
<page-range>2671-2673</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
