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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dispensação de medicamentos do componente especializado em polos no Estado do Rio de Janeiro]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Specialized Pharmaceutical Services Component (CEAF) ensures the dispensing of high-cost medicines for the treatment of specific diseases. The fact that these medicines are mandatory though access is only through legal injunctions, suggests flaws in the management of pharmaceutical services. This paper analyzed adherence to Clinical Protocols and Therapeutic Guidelines (PCDT) in the dispensing of these CEAF medicines. Qualitative research was also conducted in facilities with different characteristics in the State of Rio de Janeiro. It was noted that the lack of adequate structure in the units studied, including trained personnel, compromises the dispensing CEAF medicines in all facilities. The CEAF dispensing procedure, heavily dependent on interaction between prescribers and dispensers, is not carried out as would be expected. It is possible that inadequate performance is also linked to flaws in the planning and organization of services. The results indicate barriers in adherence to PCDT by health professionals, prejudicing health system users and possibly leading them to access medicines by legal means. It is believed that characteristics of the investigated facilities are similar to others in Brazil, and the barriers identified may be the same, compromising healthcare.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>TEMAS LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Dispensa&ccedil;&atilde;o de medicamentos    do componente especializado em polos no Estado do Rio de Janeiro</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Dispensing specialized component medicines    in areas of the State of Rio de Janeiro</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Elisangela da Costa Lima-Dellamora<sup>I</sup>;    Rosangela Caetano<sup>II</sup>; Claudia Garcia Serpa Osorio-de-Castro<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Faculdade de Farm&aacute;cia, Universidade    Federal do Rio de Janeiro. Rua Alo&iacute;sio da Silva Gomes 50, Granja dos    Cavaleiros. 27930-560 Maca&eacute; RJ. <a href="mailto:eclfar@yahoo.com.br">eclfar@yahoo.com.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Instituto de Medicina Social, Universidade do Estado do Rio de    Janeiro    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o    Oswaldo Cruz</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O Componente Especializado da Assist&ecirc;ncia    Farmac&ecirc;utica (CEAF) deve garantir dispensa&ccedil;&atilde;o de medicamentos    de alto custo para o tratamento de doen&ccedil;as espec&iacute;ficas. O fato    desses medicamentos, previstos em listas oficiais, serem pleiteados por via    judicial como estrat&eacute;gia de acesso &agrave; farmacoterapia sugere falhas    na gest&atilde;o da assist&ecirc;ncia. O presente estudo analisou a ades&atilde;o    aos Protocolos Cl&iacute;nicas e Diretrizes Terap&ecirc;uticas (PCDT) no processo    de dispensa&ccedil;&atilde;o de medicamentos do CEAF. Foi realizada uma pesquisa    qualitativa em farm&aacute;cias ambulatoriais de diferentes caracter&iacute;sticas    no estado do Rio de Janeiro. Observou-se que a estrutura das unidades estudadas    compromete a dispensa&ccedil;&atilde;o dos medicamentos do CEAF, havendo falta    de recursos humanos capacitados. O fluxo de dispensa&ccedil;&atilde;o, fortemente    dependente da intera&ccedil;&atilde;o entre prescritores e dispensadores, n&atilde;o    &eacute; realizado como seria esperado. &Eacute; poss&iacute;vel que as fragilidades    no desempenho das atividades tenham origem em falhas no planejamento e na organiza&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os. Os resultados indicam barreiras na ades&atilde;o dos profissionais    aos PCDT, prejudicando os usu&aacute;rios e podendo fomentar a busca da via    judicial. Estima-se que as unidades investigadas sejam semelhantes a outras    no pa&iacute;s, e que as barreiras observadas se reproduzam, comprometendo a    assist&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica,    Protocolos cl&iacute;nicos, Avalia&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The Specialized Pharmaceutical Services Component    (CEAF) ensures the dispensing of high-cost medicines for the treatment of specific    diseases. The fact that these medicines are mandatory though access is only    through legal injunctions, suggests flaws in the management of pharmaceutical    services. This paper analyzed adherence to Clinical Protocols and Therapeutic    Guidelines (PCDT) in the dispensing of these CEAF medicines. Qualitative research    was also conducted in facilities with different characteristics in the State    of Rio de Janeiro. It was noted that the lack of adequate structure in the units    studied, including trained personnel, compromises the dispensing CEAF medicines    in all facilities. The CEAF dispensing procedure, heavily dependent on interaction    between prescribers and dispensers, is not carried out as would be expected.    It is possible that inadequate performance is also linked to flaws in the planning    and organization of services. The results indicate barriers in adherence to    PCDT by health professionals, prejudicing health system users and possibly leading    them to access medicines by legal means. It is believed that characteristics    of the investigated facilities are similar to others in Brazil, and the barriers    identified may be the same, compromising healthcare.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> Pharmaceutical assistance,    Clinical protocols, Evaluation of health services</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dentro do escopo da Pol&iacute;tica Nacional    de Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica, o <i>Componente Especializado da Assist&ecirc;ncia    Farmac&ecirc;utica </i>(CEAF) &eacute; uma estrat&eacute;gia de acesso aos medicamentos    voltados &agrave; aten&ccedil;&atilde;o de m&eacute;dia e alta complexidade,    no &acirc;mbito do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, que busca garantir    a integralidade do tratamento medicamentoso, em n&iacute;vel ambulatorial<sup>1,2</sup>.    Anteriormente denominados Componente de Medicamentos de Dispensa&ccedil;&atilde;o    Excepcional, os f&aacute;rmacos relacionados para este tipo de aten&ccedil;&atilde;o    foram redefinidos como CEAF com a publica&ccedil;&atilde;o da Portaria GM/MS    n<sup>o</sup> 2981 de 30 de novembro de 2009<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O CEAF concentra incorpora&ccedil;&atilde;o de    medicamentos novos e por vezes caros, o que pressup&otilde;e sua adequada utiliza&ccedil;&atilde;o    na pr&aacute;tica assistencial para obten&ccedil;&atilde;o dos resultados pretendidos.    Nesse sentido, Protocolos Cl&iacute;nicos e Diretrizes Terap&ecirc;uticas (PCDT)    foram elaborados e publicados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. O estabelecimento    de diretrizes t&eacute;cnico-administrativas e gerenciais para situa&ccedil;&otilde;es    cl&iacute;nicas priorit&aacute;rias (por sua preval&ecirc;ncia, complexidade    ou impacto financeiro) para a sa&uacute;de p&uacute;blica visou difundir em    larga escala a informa&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica e de qualidade baseada    na melhor evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica existente<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nos PCDT constam os crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico,    o algoritmo de tratamento das doen&ccedil;as, os mecanismos para o monitoramento    cl&iacute;nico e a supervis&atilde;o de poss&iacute;veis efeitos adversos a    medicamentos. No que tange aos profissionais respons&aacute;veis pela dispensa&ccedil;&atilde;o,    esse documento recomenda e fornece elementos para a implementa&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os voltados &agrave; pr&aacute;tica de um modelo fundamentado    na Aten&ccedil;&atilde;o Farmac&ecirc;utica. Prop&otilde;e a intera&ccedil;&atilde;o    direta do farmac&ecirc;utico com o usu&aacute;rio visando uma farmacoterapia    racional e a obten&ccedil;&atilde;o de resultados definidos e mensur&aacute;veis,    com melhora na qualidade de vida<sup>1,4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste aspecto, a falta de ades&atilde;o aos PCDT    contribuiria para a descontinuidade das diretrizes formuladas, interferindo    na qualidade da assist&ecirc;ncia prestada<sup>5</sup>. De fato, os achados    da literatura quanto &agrave; tentativa de acesso aos medicamentos do CEAF por    via judicial nos estados do Rio de Janeiro<sup>6,7</sup> e Santa Catarina<sup>8,9</sup>,    no munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo<sup>10,11</sup> e no Distrito Federal<sup>12</sup>    sugerem falhas na gest&atilde;o deste Componente, apontando para a possibilidade    de problemas estruturais e de ades&atilde;o &agrave;s diretrizes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A execu&ccedil;&atilde;o do CEAF ocorre em farm&aacute;cias    espalhadas por todo pa&iacute;s, denominadas polos, que tramitam a solicita&ccedil;&atilde;o    dos medicamentos (cadastro de pacientes), a avalia&ccedil;&atilde;o, a renova&ccedil;&atilde;o    e a autoriza&ccedil;&atilde;o dos pedidos e a dispensa&ccedil;&atilde;o dos    medicamentos<sup>1</sup>. O funcionamento dos polos &eacute; particularmente    importante. A estrutura&ccedil;&atilde;o e a gest&atilde;o desses locais, incluindo    os requisitos m&iacute;nimos para dispensa&ccedil;&atilde;o de medicamentos    esperados e previstos na legisla&ccedil;&atilde;o brasileira<sup>13</sup>, devem    estar implantados, podendo pautar a efetividade do CEAF com implica&ccedil;&otilde;es    sobre a organiza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica<sup>14</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Considerando a import&acirc;ncia do CEAF no acesso    aos tratamentos com medicamentos de custo elevado, o presente estudo objetivou    examinar a dispensa&ccedil;&atilde;o em polos no estado do Rio de Janeiro, durante    os anos 2008 e 2009, verificando a ades&atilde;o dos profissionais respons&aacute;veis    aos PCDT. Espera-se que o exame dos locais estudados possibilite uma aproxima&ccedil;&atilde;o    com a dispensa&ccedil;&atilde;o de CEAF em outros polos do pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Foi realizado um estudo explorat&oacute;rio de    abordagem metodol&oacute;gica qualitativa, em locais (polos) de dispensa&ccedil;&atilde;o    de medicamentos do componente especializado localizados no estado do Rio de    Janeiro.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Agrave; &eacute;poca do estudo, existiam trinta    e seis polos de dispensa&ccedil;&atilde;o no estado. Onze encontravam-se nas    cidades do Rio de Janeiro e Niter&oacute;i: farm&aacute;cia central do estado,    hospitais de grande porte e institutos especializados. Outros vinte e cinco    se distribu&iacute;am nos demais 90 munic&iacute;pios do estado, em farm&aacute;cias    municipais, postos de sa&uacute;de ou hospitais de pequeno porte. A escolha    do campo tomou por base uma amostra intencional que contemplou diferentes perfis    e demandas dos polos, bem como maior ou menor intera&ccedil;&atilde;o com a    SESDEC-RJ, conforme a participa&ccedil;&atilde;o dos farmac&ecirc;uticos em    treinamentos e/ou por contatos telef&ocirc;nicos frequentes, segundo a pr&oacute;pria    Secretaria. Desta forma, foram selecionadas, para visita e demais etapas da    investiga&ccedil;&atilde;o, as farm&aacute;cias ambulatoriais de dois hospitais    gerais (sendo um deles universit&aacute;rio), de um posto de sa&uacute;de de    um munic&iacute;pio da Baixada Fluminense, e do polo central estadual localizado    na capital do estado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a investiga&ccedil;&atilde;o do processo    de dispensa&ccedil;&atilde;o de medicamentos do componente especializado previsto    nos PCDT, foram empregadas tr&ecirc;s estrat&eacute;gias complementares: (i)    coleta de dados por meio de an&aacute;lise documental, incluindo os documentos    previstos nos PCDT e outros espec&iacute;ficos das Unidades relativos a dispensa&ccedil;&atilde;o    de medicamentos do CEAF; (ii) observa&ccedil;&atilde;o direta do processo de    dispensa&ccedil;&atilde;o nas Unidades, e (iii) aplica&ccedil;&atilde;o de um    question&aacute;rio semiestruturado aos farmac&ecirc;uticos lotados nos locais    selecionados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram desenvolvidos dois instrumentos de coleta    de dados emp&iacute;ricos: um orientado a observa&ccedil;&atilde;o do campo    e outro para as entrevistas com atores chave. A formula&ccedil;&atilde;o destes    dois baseou-se nas condutas indicadas nos PCDT que especificam o processo de    dispensa&ccedil;&atilde;o de medicamentos, quais sejam: fluxograma de dispensa&ccedil;&atilde;o    que inclui solicita&ccedil;&atilde;o de medicamento; an&aacute;lise pelo dispensador;    dispensa&ccedil;&atilde;o do medicamento e o acompanhamento farmacoterap&ecirc;utico,    registrado em fichas farmacoterap&ecirc;uticas. O modelo para cada medicamento    &eacute; disponibilizado em protocolos espec&iacute;ficos que comp&otilde;em    os PCDT<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Considerando as implica&ccedil;&otilde;es do    contexto para a atividade, os instrumentos tamb&eacute;m contemplaram aspectos    relacionados &agrave;s boas pr&aacute;ticas de dispensa&ccedil;&atilde;o<sup>14,15</sup>,    como as condi&ccedil;&otilde;es estruturais dos polos - local de atendimento,    recursos humanos, gerenciamento do fluxo e da demanda do polo, defini&ccedil;&atilde;o    e identifica&ccedil;&atilde;o da documenta&ccedil;&atilde;o; habilita&ccedil;&atilde;o    e qualifica&ccedil;&atilde;o do corpo funcional - e a intera&ccedil;&atilde;o    entre os profissionais<sup>16</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi realizado o pr&eacute;-teste dos instrumentos    em um instituto estadual especializado, polo de dispensa&ccedil;&atilde;o de    medicamentos do CEAF, tendo sido promovidos pequenos ajustes na forma e especifica&ccedil;&atilde;o    das quest&otilde;es originais. Este novo instrumento ajustado foi aplicado em    um piloto conduzido em um hospital estadual de grande porte, tamb&eacute;m polo    de dispensa&ccedil;&atilde;o, com a finalidade de mimetizar todas as etapas    do trabalho emp&iacute;rico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A coleta de dados somente foi iniciada ap&oacute;s    a leitura, aceite e assinatura de Termo de Consentimento Livre Esclarecido pelos    entrevistados. A pesquisa obteve aprova&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de    &Eacute;tica em Pesquisa do Hospital Universit&aacute;rio Clementino Fraga Filho    (RJ).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As visitas foram agendadas por telefone com o    farmac&ecirc;utico respons&aacute;vel pela dispensa&ccedil;&atilde;o nos Polos    selecionados e todas realizadas pelo mesmo pesquisador</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O n&uacute;mero de entrevistas foi definido atrav&eacute;s    do processo de inclus&atilde;o progressiva (sem demarca&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via),    limitada por crit&eacute;rio de satura&ccedil;&atilde;o. Cada entrevista foi    transcrita logo ap&oacute;s a sua realiza&ccedil;&atilde;o, o que permitiu maior    clareza dos conte&uacute;dos trazidos pelas respostas dos farmac&ecirc;uticos    arrolados no trabalho. Quando se identificou que as novas entrevistas come&ccedil;aram    a apresentar regularidade nos conte&uacute;dos, deixando de agregar novas informa&ccedil;&otilde;es<sup>17</sup>,    considerou-se que j&aacute; era poss&iacute;vel a sua interrup&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os dados descritivos obtidos foram tabulados    e analisados de modo a possibilitar a constru&ccedil;&atilde;o do perfil assistencial    dos polos envolvidos. Os documentos foram organizados por tipo e assunto, de    modo a permitir uma melhor compreens&atilde;o e corrobora&ccedil;&atilde;o dos    relatos dos entrevistados e das observa&ccedil;&otilde;es da dispensa&ccedil;&atilde;o.    As informa&ccedil;&otilde;es obtidas por observa&ccedil;&atilde;o direta foram    integradas ao conjunto de elementos advindos das estrat&eacute;gias acima mencionadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As entrevistas forneceram o discurso dos atores-chave    envolvidos com o CEAF. Foi utilizada a t&eacute;cnica de an&aacute;lise de conte&uacute;do    proposta por Bardin<sup>18</sup>. A an&aacute;lise documental forneceu um mapa    inicial de pr&eacute;-categorias, adequadas &agrave;quelas presentes nos PCDT    e que ajudou a conduzir a leitura flutuante das falas presentes nas entrevistas.    A partir da leitura exaustiva dessas falas, n&uacute;cleos de sentido foram    identificados e desmembrados, de modo a possibilitar o surgimento das seguintes    categorias tem&aacute;ticas finais: (a) condi&ccedil;&otilde;es estruturais    dos polos, (b) ades&atilde;o ao processo de dispensa&ccedil;&atilde;o previsto    nos PDCT, e (c) intera&ccedil;&atilde;o entre os profissionais envolvidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Condi&ccedil;&otilde;es estruturais dos polos    de dispensa&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A estrutura e a organiza&ccedil;&atilde;o de    todos os polos visitados afetavam a dispensa&ccedil;&atilde;o dos medicamentos    do CEAF, por n&atilde;o atenderem aos requisitos m&iacute;nimos de boas pr&aacute;ticas    de dispensa&ccedil;&atilde;o. Tr&ecirc;s, das quatro farm&aacute;cias visitadas,    mesmo apresentando &aacute;rea para dispensa&ccedil;&atilde;o em desacordo ao    recomendado<sup>14</sup>, se responsabilizavam adicionalmente pela dispensa&ccedil;&atilde;o    de medicamentos de outros programas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sabe-se que fatores estruturais que comprometem    a visualiza&ccedil;&atilde;o e a compreens&atilde;o da prescri&ccedil;&atilde;o    dificultam seu aviamento e impedem a orienta&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de    oportunizar erros de medica&ccedil;&atilde;o<sup>14</sup>. Em todos os polos,    os espa&ccedil;os destinados ao arquivo de documentos, &agrave; guarda de medicamentos    e ao atendimento eram insuficientes, com pouca ilumina&ccedil;&atilde;o e muito    barulho. Em dois deles, a dispensa&ccedil;&atilde;o realizava-se por uma "janela",    o que dificultava a entrega da documenta&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria    para solicita&ccedil;&atilde;o dos medicamentos e a orienta&ccedil;&atilde;o    dos usu&aacute;rios quanto ao uso. Do momento que a intera&ccedil;&atilde;o    com o paciente &eacute; medida necess&aacute;ria ao dispensador, a dist&acirc;ncia    f&iacute;sica e a falta de privacidade inviabilizam, de fato, a efetividade    do cuidado farmac&ecirc;utico<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Todas as farm&aacute;cias visitadas possu&iacute;am,    pelo menos, um computador. Por&eacute;m, o n&uacute;mero e a condi&ccedil;&atilde;o    de funcionamento desses equipamentos se mostraram insuficientes e inadequados,    tornando a dispensa&ccedil;&atilde;o demasiadamente lenta. A <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a19tab1.jpg">Tabela 1</a> mostra    detalhes, entre outros, do atendimento aos usu&aacute;rios do CEAF, evidenciando    que o tempo de atendimento em alguns polos &eacute; um problema importante.    A falta de outros equipamentos, como impressoras, e de material de escrit&oacute;rio,    comprometia tamb&eacute;m a realiza&ccedil;&atilde;o das atividades administrativas    relacionadas ao CEAF, entre as quais a presta&ccedil;&atilde;o de contas &agrave;    Secretaria Estadual de Sa&uacute;de e Defesa Civil e a solicita&ccedil;&atilde;o    dos medicamentos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em duas unidades, houve relato de falta de meios    de transporte para o encaminhamento da documenta&ccedil;&atilde;o ao &oacute;rg&atilde;o    estadual, o que contribu&iacute;a para irregularidade de fornecimento e, at&eacute;    mesmo, falta de medicamentos nos polos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Centrar o foco no paciente e n&atilde;o no produto    &eacute; condi&ccedil;&atilde;o de melhoria de qualidade dos processos em sa&uacute;de,    ligados aos desfechos cl&iacute;nicos pretendidos<sup>1,4</sup>. N&atilde;o    se identificou nenhum documento de procedimento operacional padr&atilde;o (POP)    que correspondesse &agrave;s atividades relacionadas &agrave; dispensa&ccedil;&atilde;o,    o que significa que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel a defini&ccedil;&atilde;o    de padr&otilde;es m&iacute;nimos a serem seguidos pela equipe, nem sua monitora&ccedil;&atilde;o,    uma vez estabelecidos. Isto contrasta com toda a proposta de aten&ccedil;&atilde;o    subjacente aos PCDT. Foi relatada tamb&eacute;m a inexist&ecirc;ncia de treinamento    formal para os profissionais em todos os polos visitados. Estas car&ecirc;ncias    de qualifica&ccedil;&atilde;o podem gerar informa&ccedil;&otilde;es e h&aacute;bitos    inadequados &agrave;s atividades de assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica<sup>16</sup>,    mormente aquelas diretamente ligadas aos usu&aacute;rios.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No que tange &agrave; supervis&atilde;o, todos    os polos visitados afirmavam possuir um farmac&ecirc;utico respons&aacute;vel    pela dispensa&ccedil;&atilde;o dos medicamentos. Entretanto, este profissional    n&atilde;o se encontrava presente regularmente em dois destes polos, demonstrando    o n&atilde;o cumprimento dos aspectos legais e das diretrizes do Componente<sup>1,10</sup>.    A carga hor&aacute;ria semanal dos farmac&ecirc;uticos e dos profissionais de    n&iacute;vel m&eacute;dio observada estava inferior &agrave; necess&aacute;ria    para atender de forma adequada ao n&uacute;mero de pacientes cadastrados no    CEAF e nos demais programas, quando existentes, considerando os par&acirc;metros    m&iacute;nimos para recursos humanos estabelecidos pela Sociedade Brasileira    de Farm&aacute;cia Hospitalar<sup>19</sup>. As informa&ccedil;&otilde;es sobre    os recursos humanos dispon&iacute;veis nas Unidades est&atilde;o tamb&eacute;m    dispostas na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a19tab1.jpg">Tabela 1</a>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Foram entrevistados quatro profissionais, todos    farmac&ecirc;uticos respons&aacute;veis pelos polos, com idade entre 25 a 38    anos. O tempo de forma&ccedil;&atilde;o variou entre dois a nove anos. Um farmac&ecirc;utico    havia conclu&iacute;do um curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o <i>lato    sensu</i> em Farm&aacute;cia Hospitalar. Os entrevistados relataram possuir    entre um e cinco anos de atividade nas unidades estudadas; entretanto, o per&iacute;odo    de responsabilidade pelos polos era bem menor: tr&ecirc;s a dezoito meses.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O n&uacute;mero total de farmac&ecirc;uticos    lotados no polo n&atilde;o era proporcional sequer ao montante de pacientes    atendidos, qui&ccedil;&aacute; &agrave;s atividades demandadas pelos PCDT. Esta    varia&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros de atendimento nos polos &eacute;    tamb&eacute;m causa prov&aacute;vel de discrep&acirc;ncias na aten&ccedil;&atilde;o    integral aos pacientes, com poss&iacute;veis consequ&ecirc;ncias sobre os desfechos    cl&iacute;nicos esperados. Outra possibilidade &eacute; o descr&eacute;dito    do servi&ccedil;o, levando o usu&aacute;rio a buscar outras vias de acesso ao    medicamento, entre elas a administrativa e a judicial, que por sua vez oneram    a gest&atilde;o, em recursos financeiros e humanos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O CEAF parece n&atilde;o estar contribuindo para    a mudan&ccedil;a na tend&ecirc;ncia de incremento de a&ccedil;&otilde;es judiciais    no pa&iacute;s. Blatt e Farias<sup>8</sup> observaram defici&ecirc;ncias importantes    no estado de Santa Catarina quanto &agrave; infraestrutura e pessoal, condi&ccedil;&otilde;es    de armazenamento e de atendimento durante a dispensa&ccedil;&atilde;o do CEAF.    No Rio de Janeiro, em especial, parte consider&aacute;vel dos medicamentos demandados    judicialmente s&atilde;o do CEAF<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em 2004, o Conselho Nacional de Secret&aacute;rios    de Sa&uacute;de (CONASS) reiterou que os servi&ccedil;os necess&aacute;rios    &agrave; operacionaliza&ccedil;&atilde;o do CEAF deveriam ser estruturados e    organizados de forma a atender aos objetivos propostos<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Deve-se ressaltar que os PDCT, na medida em que    est&atilde;o centrados nas atividades necess&aacute;rias a adequada dispensa&ccedil;&atilde;o    e n&atilde;o mencionam as condi&ccedil;&otilde;es estruturais m&iacute;nimas    para que esta se d&ecirc; de acordo com as boas pr&aacute;ticas relatadas na    literatura, podem induzir a falhas de aten&ccedil;&atilde;o. A gest&atilde;o    do CEAF precisa levar em conta n&atilde;o apenas o disposto nos PDCT, mas todas    as necessidade em termos de infraestrutura, recursos humanos e servi&ccedil;os    de apoio que permitam a sua implementa&ccedil;&atilde;o efetiva.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De acordo com os farmac&ecirc;uticos entrevistados,    as necessidades estruturais e de recursos humanos, incluindo desde aquelas para    as atividades mais simples at&eacute; os procedimentos mais complexos, ainda    n&atilde;o haviam sido alcan&ccedil;adas nos polos visitados. A esse respeito,    os profissionais foram unanimemente cr&iacute;ticos quanto a estas defici&ecirc;ncias,    frente ao alt&iacute;ssimo custo e impacto cl&iacute;nico associado aos medicamentos    em pauta, a ponto de um dos entrevistados afirmar:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Eles s&oacute; se preocupam em comprar o medicamento,    mas n&atilde;o onde ele ser&aacute; colocado ou no que a gente precisa nos servi&ccedil;os</i>    (entrevistado 3).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Ades&atilde;o ao processo de dispensa&ccedil;&atilde;o    preconizado nos PCDT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sobre as recomenda&ccedil;&otilde;es dos PCDT    para o momento da dispensa&ccedil;&atilde;o - confirma&ccedil;&atilde;o dos    crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o previstos, verifica&ccedil;&atilde;o    dos exames obrigat&oacute;rios para abertura do processo, an&aacute;lise do    correto preenchimento do Laudo para Solicita&ccedil;&atilde;o e Autoriza&ccedil;&atilde;o    de Medicamentos (LME) do CEAF e da dose prescrita - os profissionais alegaram    que o recebimento da documenta&ccedil;&atilde;o na farm&aacute;cia estava focado    no correto preenchimento da LME, sem uma <i>avalia&ccedil;&atilde;o aprofundada</i>    relativa aos exames, aos crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o    e &agrave; dose prescrita. Nenhuma das farm&aacute;cias visitadas apresentou    a utiliza&ccedil;&atilde;o da carta-modelo, das fichas de registro ou farmacoterap&ecirc;utica,    ou do guia de orienta&ccedil;&atilde;o ao paciente, sugeridos pelos PCDT<sup>1</sup>.    Questionados, os farmac&ecirc;uticos responderam:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>A gente s&oacute; confere a LME mesmo. Quem    tem que se preocupar com os exames e os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o    &eacute; o m&eacute;dico. A responsabilidade &eacute; deles </i>(entrevistado    3).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><i>N&oacute;s n&atilde;o temos farmac&ecirc;uticos    suficientes para fazer o acompanhamento farmacoterap&ecirc;utico </i>(entrevistado    2).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em todos os polos, os PCDT estavam acess&iacute;veis    para consulta. As propostas de acompanhamento farmacoterap&ecirc;utico que integram    o PCDT ensejam o farmac&ecirc;utico a aderir a tarefas administrativas e cl&iacute;nicas.    N&atilde;o foi observado, contudo, um fluxo de atendimento correspondente ao    previsto e, sim, o descumprimento destas atividades. Diante dos resultados,    &eacute; inevit&aacute;vel que todos os farmac&ecirc;uticos entrevistados se    considerassem despreparados para realizar Aten&ccedil;&atilde;o Farmac&ecirc;utica,    campo de pr&aacute;tica que reconhecidamente congrega muitos requisitos t&eacute;cnicos,    de habilidades e atitudes<sup>4</sup>. Um dos motivos observados seria a car&ecirc;ncia    dos polos em requisitos de estrutura f&iacute;sica e de capacita&ccedil;&atilde;o,    j&aacute; discutidos. No entanto, embora o acesso pr&eacute;vio ao prontu&aacute;rio    m&eacute;dico pelo farmac&ecirc;utico fosse poss&iacute;vel em dois polos, al&eacute;m    de recomendado pelos PCDT, os profissionais dessas unidades demonstravam dificuldade    ou pouco interesse em faz&ecirc;-lo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em sua primeira edi&ccedil;&atilde;o, publicada    em 2002, no que tange aos profissionais dispensadores e &agrave; pr&aacute;tica    do acompanhamento farmacoterap&ecirc;utico, os PCDT sugeriram a necessidade    de "mudan&ccedil;a de enfoque filos&oacute;fico, organizacional e funcional    da farm&aacute;cia, elevando o seu n&iacute;vel de responsabilidade e do profissional    farmac&ecirc;utico"<sup>2</sup><i>. </i>Apesar de sinalizadas, as mudan&ccedil;as    aludidas n&atilde;o parecem ter sido cumpridas, pelo menos nos polos visitados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A falta de participa&ccedil;&atilde;o conjunta    no processo de formula&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas, protocolos e diretrizes    provoca estranhamento entre os atores respons&aacute;veis por sua elabora&ccedil;&atilde;o    e os profissionais que promovem sua implementa&ccedil;&atilde;o<sup>5</sup>.    No caso dos PCDT, os prescritores e os dispensadores, por vezes, s&atilde;o    responsabilizados pela falta de &ecirc;xito de uma pol&iacute;tica com a qual    podem n&atilde;o ter contribu&iacute;do<sup>5,21,22</sup>. Neste contexto, mesmo    que os PCDT tenham objetivado criar mecanismos para garantia da prescri&ccedil;&atilde;o    segura e eficaz, contemplando um acompanhamento realizado pelo farmac&ecirc;utico<sup>1</sup>,    muitas vezes ainda n&atilde;o se observa a real participa&ccedil;&atilde;o deste    profissional no processo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A motiva&ccedil;&atilde;o parece estar mesmo    bastante imbricada no desempenho observado nas unidades. Os farmac&ecirc;uticos    mencionaram o desgaste no desenvolvimento das atividades do CEAF, utilizando    termos como <i>raiva, impaci&ecirc;ncia, descaso e cansa&ccedil;o</i> nos relatos    sobre o processo de dispensa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Eu sou contratada para 20 horas semanais e    fico aqui todo dia de manh&atilde;. Na semana de dispensa&ccedil;&atilde;o de    interferon, eu s&oacute; consigo ir embora depois das seis da tarde. N&atilde;o    d&aacute; tempo de fazer mais nada. E, mesmo assim, os pacientes brigam numa    fila enorme l&aacute; fora </i>&#91;...&#93;<i> o pior &eacute; que eles s&oacute;    sentem raiva da farm&aacute;cia</i> (entrevistado 2).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Aqui</i>, <i>voc&ecirc; s&oacute; v&ecirc;    descaso da administra&ccedil;&atilde;o. Eles jogam o programa em cima da gente    sem a menor estrutura </i>&#91;...&#93;<i> voc&ecirc; acha que algu&eacute;m    tem a paci&ecirc;ncia de esperar um atendimento diferenciado pelo farmac&ecirc;utico    com esta falta de profissionais? </i>(entrevistado 3).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Aqui tem essa fila todo dia. &Agrave;s vezes,    est&aacute; pior. Vai melhorar porque uma farm&aacute;cia nova est&aacute; sendo    constru&iacute;da. Mas hoje, &eacute; muito cansativo. Para n&oacute;s e para    o paciente</i> (entrevistado 4).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&eacute;m disso, estes profissionais percebem    sua participa&ccedil;&atilde;o no CEAF como eminentemente burocr&aacute;tica.    A multiplicidade de tarefas e a desestrutura&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica    do servi&ccedil;o n&atilde;o explicam o observado em uma unidade, onde o farmac&ecirc;utico    acrescentou que</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;...&#93;<i> o tempo que a gente iria perder    fazendo a aten&ccedil;&atilde;o farmac&ecirc;utica atrasaria muito o paciente    </i>(entrevistado 3<i>).</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; interessante verificar que a percep&ccedil;&atilde;o    referida pode estar vinculada ao pequeno tempo de formado dos entrevistados,    bem como ao curto per&iacute;odo de participa&ccedil;&atilde;o em atividades    cl&iacute;nicas e, mormente, na responsabilidade pelos polos. O trabalho considerado    "burocr&aacute;tico" &eacute;, muitas vezes, um sustent&aacute;culo para o acompanhamento    dos pacientes e para a atividade cl&iacute;nica. Esta percep&ccedil;&atilde;o    pode, portanto, ser consequ&ecirc;ncia da relativa inexperi&ecirc;ncia desses    profissionais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em duas unidades, o CEAF foi referido como um    "peso e mais uma atividade burocr&aacute;tica" para os profissionais em meio    a tantas atribui&ccedil;&otilde;es, questionando-se a sua import&acirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;...&#93;<i> a gente j&aacute; fazia a dispensa&ccedil;&atilde;o    de DST/AIDS e dos oncol&oacute;gicos aqui. Com os medicamentos excepcionais,    ficou imposs&iacute;vel! N&atilde;o tem computadores nem funcion&aacute;rios    para fazer os relat&oacute;rios mensais. &Eacute; muito pesado. Eu levo os documentos    para terminar em casa ou no meu outro trabalho </i>(entrevistado 3<i>).</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O acompanhamento farmacoterap&ecirc;utico ainda    &eacute; incipiente no Brasil<sup>23</sup>, mesmo que os PCDT tenham apresentado    um modelo de pr&aacute;tica para o Componente Especializado. As concep&ccedil;&otilde;es    do farmac&ecirc;utico quanto &agrave; assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica est&atilde;o    focadas nas atividades de gest&atilde;o<sup>24,25</sup> desarticuladas da cl&iacute;nica.    Ainda que a depend&ecirc;ncia entre essas atividades estruturantes e o papel    que a Aten&ccedil;&atilde;o Farmac&ecirc;utica deve desempenhar sejam referidos    na literatura<sup>23,24</sup>, os resultados do estudo mostram que, nos servi&ccedil;os    visitados, n&atilde;o h&aacute; suficiente amadurecimento para ades&atilde;o    da proposta do PCDT.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Intera&ccedil;&atilde;o entre profissionais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A troca de informa&ccedil;&otilde;es sobre os    medicamentos e os pacientes n&atilde;o deveria ser incomum entre m&eacute;dicos    e farmac&ecirc;uticos, diante da import&acirc;ncia do desfecho para o usu&aacute;rio<sup>16,25</sup>.    Esta intera&ccedil;&atilde;o, entretanto, tem se mostrado tumultuada e os polos    do CEAF n&atilde;o diferiram neste aspecto.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A primeira dificuldade diz respeito &agrave;s    formas de relacionamento adotadas e &agrave; falta de proximidade entre servi&ccedil;os    m&eacute;dicos e farmac&ecirc;uticos. Em tr&ecirc;s polos, a ocorr&ecirc;ncia    de algum problema com a documenta&ccedil;&atilde;o do paciente resultava em    retorno de ordem verbal ao m&eacute;dico; em outro, a orienta&ccedil;&atilde;o    era dada de forma escrita, devido &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o do ambulat&oacute;rio,    em um pr&eacute;dio diferente daquele onde ocorria a dispensa&ccedil;&atilde;o.    A carta-modelo sugerida pelo PCDT para esta comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    foi mencionada em nenhuma das quatro unidades examinadas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No contexto da sa&uacute;de, profissionais envolvidos    no cuidado citam as condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, a falta de capacita&ccedil;&atilde;o,    a baixa remunera&ccedil;&atilde;o e o relacionamento conflituoso como limites,    muitas vezes, intranspon&iacute;veis<sup>26</sup>. Eles n&atilde;o se enxergam    como sujeitos de um processo de mudan&ccedil;a para a melhoria da assist&ecirc;ncia    prestada. Como resultado, s&atilde;o criados, nesses ambientes, processos paralelos    ou alternativos, de cunho individual, para a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas<sup>26</sup>,    que podem se contrapor aos processos de trabalho que melhor contribuiriam para    a prote&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O individualismo no enfrentamento dos problemas    e as dificuldades do trabalho em equipe s&atilde;o exemplificados pelos farmac&ecirc;uticos    entrevistados no contato com os m&eacute;dicos, em rela&ccedil;&atilde;o a d&uacute;vidas    na prescri&ccedil;&atilde;o e ao preenchimento inadequado ou incompleto dos    documentos necess&aacute;rios para a dispensa&ccedil;&atilde;o dos medicamentos    do CEAF. Em duas unidades, foi relatado que os prescritores se negaram a fazer    tais corre&ccedil;&otilde;es, quando solicitados. Foi mencionado que um m&eacute;dico    informou ao paciente que estava mudando a prescri&ccedil;&atilde;o para um medicamento    que n&atilde;o necessitava de LME "porque a farm&aacute;cia criava muitos problemas".    Em outro caso, o m&eacute;dico teria se negado a alterar a LME, que s&oacute;    foi refeita ao cair em exig&ecirc;ncia, ap&oacute;s envio &agrave; SESDEC, ocasionando    um atraso de 35 dias na dispensa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A percep&ccedil;&atilde;o de que as dificuldades    e os entraves na dispensa&ccedil;&atilde;o prejudicam os pacientes e geram retrabalho    pode ser expressa na atitude de alguns prescritores, ignorando as consequ&ecirc;ncias    sobre a gest&atilde;o e o coletivo. A forma&ccedil;&atilde;o de estoques caseiros    pelos pacientes, pretensamente sugeridos pelos m&eacute;dicos assistentes, foi    descrita como uma forma de "driblar" eventuais faltas de medicamentos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">&#91;...&#93;<i> o que acontece muito aqui &eacute;    o m&eacute;dico pedir o dobro da dose e pedir para o paciente guardar </i>(entrevistado    1)<i>.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A execu&ccedil;&atilde;o do CEAF parece conjugar    a limita&ccedil;&atilde;o de conhecimentos dos profissionais e o direcionamento    do foco ao medicamento e n&atilde;o ao paciente. Um farmac&ecirc;utico afirmou    que, apesar do protocolo para tratamento de determinada doen&ccedil;a preconizar    o uso associado de dois f&aacute;rmacos, metade dos pacientes apresentava prescri&ccedil;&otilde;es    s&oacute; contendo um deles.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A fragilidade na forma&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica    do farmac&ecirc;utico no Brasil<sup>23,27</sup> n&atilde;o ajuda a estabelecer    uma rela&ccedil;&atilde;o de igualdade e de parceria com o prescritor, o que    teria oportunizado uma interven&ccedil;&atilde;o efetiva em favor do paciente.    Quando interpelado sobre sua atitude em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; prescri&ccedil;&atilde;o    inadequada, o farmac&ecirc;utico respondeu que acatou a justificativa do prescritor,    de que</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&#91;...&#93; <i>um trabalho cient&iacute;fico    indicava o uso de apenas um f&aacute;rmaco e que o PCDT n&atilde;o deveria ser    considerado</i> (entrevistado 1).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os relatos tamb&eacute;m trouxeram &agrave; pauta    a falta de entendimento dos farmac&ecirc;uticos em rela&ccedil;&atilde;o a suas    responsabilidades frente aos demais profissionais e ao papel da gest&atilde;o    central. Respondendo sobre a discord&acirc;ncia entre a dose prescrita e a preconizada,    um farmac&ecirc;utico alegou que</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>o m&eacute;dico assina um termo de responsabilidade    </i>&#91;...&#93;<i> n&atilde;o sou eu que vou fazer o trabalho da SESDEC</i>    (entrevistado 3).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As ocorr&ecirc;ncias durante a intera&ccedil;&atilde;o    entre os diversos atores indicam a import&acirc;ncia de compreens&atilde;o do    car&aacute;ter humano e social que influencia os processos organizacionais.    A express&atilde;o de equ&iacute;vocos e incertezas advindas de novas formas    de organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho no servi&ccedil;o de sa&uacute;de,    como o proposto nos PCDT, sugere a necessidade de enfoque no papel dos sujeitos    neste processo<sup>28</sup>. Entende-se como um investimento imprescind&iacute;vel    a promo&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias que busquem a pr&aacute;tica    interdisciplinar e aproxime as formas de organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho,    favorecendo o v&iacute;nculo e o acolhimento dos profissionais<sup>29</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A respeito dos problemas nas rela&ccedil;&otilde;es,    Cec&iacute;lio<sup>30</sup> refere &agrave; tens&atilde;o entre controle <i>versus</i>    autonomia no processo de gest&atilde;o, quanto &agrave; tem&aacute;tica do poder,    particularmente em hospitais. Estes conflitos est&atilde;o no &acirc;mago das    dificuldades relatadas nos polos, e merecem aten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A estrutura de autoridade, por exemplo, &eacute;    tamb&eacute;m descrita como d&uacute;bia nos hospitais, por trazer linhas de    comando com l&oacute;gicas e interesses diferentes. Servi&ccedil;os administrativos    e de suporte seriam mais voltados a interesses econ&ocirc;micos e uma l&oacute;gica    inversa referir-se-ia ao cuidado profissional prestado<sup>31</sup>. Os servi&ccedil;os    farmac&ecirc;uticos nos PCDT traduzem, em parte, esta ambiguidade. Apesar de    terem como responsabilidade um atendimento cl&iacute;nico no &acirc;mbito da    farmacoterapia, os farmac&ecirc;uticos entendem sua atividade como burocr&aacute;tica,    por suas diversas fun&ccedil;&otilde;es administrativas<sup>23</sup>, percep&ccedil;&atilde;o    esta que &eacute; compartilhada com os prescritores.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Diante de uma proposta de acompanhamento farmacoterap&ecirc;utico    que se realiza junto ao paciente e ao prescritor, a ado&ccedil;&atilde;o de    um novo modo de se fazer assist&ecirc;ncia n&atilde;o se imp&otilde;e naturalmente<sup>30</sup>.    Cabana et al.<sup> 32</sup> investigaram 293 potenciais barreiras para a ades&atilde;o    a protocolos. Segundo estes autores, existem obst&aacute;culos relacionados    ao conhecimento (falta de familiaridade e de aten&ccedil;&atilde;o aos protocolos),    &agrave; atitude (expectativas quanto ao resultado, entendimento, motiva&ccedil;&atilde;o,    confian&ccedil;a insuficientes) e ao comportamento (barreiras externas relacionadas    ao paciente, aos protocolos e ao ambiente, tais como falta de tempo e recursos,    e constrangimentos organizacionais). Similares obst&aacute;culos emergiram no    presente estudo quanto &agrave; ades&atilde;o aos PCDT pelos farmac&ecirc;uticos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O grau de ades&atilde;o aos protocolos &eacute;    influenciado por um grande n&uacute;mero de fatores, relacionados &agrave; pr&oacute;pria    diretriz, aos esfor&ccedil;os realizados pelas organiza&ccedil;&otilde;es profissionais,    &agrave; gest&atilde;o do cuidado e &agrave;s caracter&iacute;sticas do profissional    e dos pacientes<sup>33</sup>. Forsner et al.<sup>34</sup> mensuraram que o cumprimento    de diretrizes cl&iacute;nicas por psiquiatras foi maior depois de um processo    ativo de implementa&ccedil;&atilde;o que incluiu semin&aacute;rios, equipe local    de suporte e visitas acad&ecirc;micas. Grol e Grimshaw<sup>35</sup> sugerem    discuss&otilde;es permanentes entre os profissionais quanto aos resultados da    mudan&ccedil;a de pr&aacute;tica, consensos e coment&aacute;rios sobre o desempenho    por pares, em um estudo sobre a introdu&ccedil;&atilde;o de diretrizes cl&iacute;nicas    para m&eacute;dicos. Para estes autores, s&atilde;o necess&aacute;rias abordagens    abrangentes em diferentes n&iacute;veis - indiv&iacute;duo, equipe e institui&ccedil;&atilde;o    - de modo a ampliar o grau de ades&atilde;o dos profissionais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A literatura &eacute; pobre na oferta de estudos    que discutam a ader&ecirc;ncia a protocolos e diretrizes por farmac&ecirc;uticos.    Sabe-se, no entanto, que estrat&eacute;gias de fomento ao uso racional de medicamentos    se apoiam firmemente na atua&ccedil;&atilde;o do farmac&ecirc;utico junto ao    paciente e &agrave; equipe de sa&uacute;de<sup>36</sup>. Tendo em vista a import&acirc;ncia    desse profissional na orienta&ccedil;&atilde;o aos pacientes submetidos a tratamentos    protocolizados ou embasados em diretrizes, justifica-se este estudo, que pretende    agregar elementos determinantes para a modifica&ccedil;&atilde;o dessa situa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apesar de referir-se apenas &agrave;s unidades    examinadas, os resultados encontrados podem permitir algumas considera&ccedil;&otilde;es    quanto &agrave; forma geral de comportamento dos profissionais farmac&ecirc;uticos    em polos de dispensa&ccedil;&atilde;o, na medida em que as concep&ccedil;&otilde;es,    as explica&ccedil;&otilde;es e os sentidos atribu&iacute;dos pelos dispensadores    tiveram uma regularidade de apresenta&ccedil;&atilde;o nas entrevistas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Acredita-se que a ades&atilde;o dos profissionais    dispensadores aos PCDT e, em especial, &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do    acompanhamento farmacoterap&ecirc;utico, est&aacute; fortemente condicionada    pelas condi&ccedil;&otilde;es estruturais de dispensa&ccedil;&atilde;o destes    medicamentos, pela forma&ccedil;&atilde;o e cultura dos farmac&ecirc;uticos,    pela rela&ccedil;&atilde;o com outros profissionais e pela pol&iacute;tica interna    dos servi&ccedil;os. Al&eacute;m de estar dificultada por barreiras relativas    ao conhecimento, &agrave;s atitudes e ao comportamento dos profissionais, observa-se    ainda que a responsabilidade de dispensa&ccedil;&atilde;o de medicamentos do    CEAF, com todas as suas particularidades, &eacute; dada aos polos, sem a contrapartida    relativa &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o e ao planejamento dos servi&ccedil;os.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Reconhece-se que a complexidade do preenchimento    destes vazios estruturais nos servi&ccedil;os vai al&eacute;m do fomento e da    programa&ccedil;&atilde;o. Os elementos apresentados s&atilde;o agravados ainda    pela forma como se relacionam os atores no ambiente organizacional. N&atilde;o    surpreende que os usu&aacute;rios do CEAF encontrem dificuldades no acesso &agrave;    farmacoterapia, diante do diagn&oacute;stico das condi&ccedil;&otilde;es de    assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica que culminam na n&atilde;o ades&atilde;o    aos PCDT. Estima-se que as dificuldades de gest&atilde;o do CEAF possam estar    influenciando o incremento de vias alternativas de acesso a medicamentos do    componente, entre elas a via judicial.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As reflex&otilde;es apresentadas neste trabalho,    sobre (i) a estrutura necess&aacute;ria &agrave;s boas pr&aacute;ticas de dispensa&ccedil;&atilde;o    destes medicamentos, (ii) a obrigatoriedade de execu&ccedil;&atilde;o de etapas    documentais e funcionais, sem que se possua governabilidade, autoridade, disponibilidade    ou conhecimento para faz&ecirc;-lo, e (iii) as tens&otilde;es nas rela&ccedil;&otilde;es    entre os atores que promovem a assist&ecirc;ncia, s&atilde;o prementes para    a discuss&atilde;o da proposta de mudan&ccedil;a do <i>enfoque filos&oacute;fico,    organizacional e funcional da unidade de dispensa&ccedil;&atilde;o,</i> sugerido    pelos PCDT. Uma transforma&ccedil;&atilde;o neste sentido poderia contribuir    para minimizar a demanda judicial para o fornecimento de medicamentos j&aacute;    selecionados em listas p&uacute;blicas, e realmente modificar as caracter&iacute;sticas    de uso dos medicamentos do CEAF.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">EC Lima-Dellamora foi respons&aacute;vel pela    coleta, an&aacute;lise e discuss&atilde;o dos dados e reda&ccedil;&atilde;o    do artigo. CGS Os&oacute;rio-de-Castro pela orienta&ccedil;&atilde;o de todas    as etapas e reda&ccedil;&atilde;o do artigo; R Caetano colaborou na discuss&atilde;o    dos dados e revis&atilde;o cr&iacute;tica do texto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Agrave;s professoras Vera Lucia Luiza e Elizabeth    Artmann pelas valiosas colabora&ccedil;&otilde;es no planejamento do estudo    e na revis&atilde;o cr&iacute;tica do manuscrito, respectivamente. &Agrave;    Secretaria Estadual de Sa&uacute;de e Defesa Civil do estado do Rio de Janeiro    pelo fomento &agrave; pesquisa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). <i>Protocolos Cl&iacute;nicos e Diretrizes Terap&ecirc;uticas</i>. Bras&iacute;lia:    MS; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616798&pid=S1413-8123201200090001900001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Picon PD, Beltrame A. Protocolos Cl&iacute;nicos    e Diretrizes Terap&ecirc;uticas. 2002. &#91;site na Internet&#93;. &#91;acessado    em 2011 abr 29&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://dtr2001.saude.gov.br/sas/dsra/protocolos/index.htm" target="_blank">http://dtr2001.saude.gov.br/sas/dsra/protocolos/index.htm</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616800&pid=S1413-8123201200090001900002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Portaria GM/MS n<sup>o</sup> 2981 de 30 de novembro de 2009. Aprova o    Componente Especializado da Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utic<i>a. Diario    Oficial da Uni&atilde;o </i>2009; 30 nov.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616802&pid=S1413-8123201200090001900003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Ivama AM, Noblat L, Castro MS, Oliveira NVBV,    Jaramillo NM, Rech N. <i>Consenso Brasileiro de Aten&ccedil;&atilde;o Farmac&ecirc;utica:    Proposta</i>. Bras&iacute;lia: Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de;    2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616804&pid=S1413-8123201200090001900004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Sampaio J, Ara&uacute;jo-Junior JL. An&aacute;lise    das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas: uma proposta metodol&oacute;gica para    o estudo no campo da preven&ccedil;&atilde;o em Aids. <i>Rev. Bras. Sa&uacute;de    Matern. Infant</i> 2006; 6(3):335-346.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616806&pid=S1413-8123201200090001900005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Messender AM, Os&oacute;rio-de-Castro CGS,    Luiza VL. Mandados judiciais como ferramenta para garantia do acesso a medicamentos    no setor p&uacute;blico: a experi&ecirc;ncia do estado do Rio de Janeiro, Brasil.    <i>Cad Saude Publica </i>2005; 21(2):525-534.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616808&pid=S1413-8123201200090001900006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Santana JMB. <i>Essencialidade e Assist&ecirc;ncia    Farmac&ecirc;utica</i>: um estudo explorat&oacute;rio das demandas judiciais    individuais para acesso a medicamentos no estado do Rio de Janeiro. &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;.    Rio de Janeiro (RJ): Fiocruz; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616810&pid=S1413-8123201200090001900007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Blatt CR, Farias MR. Diagn&oacute;stico do    Programa de Medicamentos Excepcionais do Estado de Santa Catarina - Brasil.    <i>Lat. Am. J. Pharm</i>. 2007; 26(5):776-783.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616812&pid=S1413-8123201200090001900008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Pereira JR, Santos RI, Nascimento-Junior JM,    Schenkel EP. An&aacute;lise das demandas judiciais para o fornecimento de medicamentos    pela Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de Santa Catarina nos anos de 2003    e 2004. <i>Cien Saude Colet </i>2010; 15(Supl. 3): 3551-3560.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616814&pid=S1413-8123201200090001900009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Chieffi AL, Barata RB. Judicializa&ccedil;&atilde;o    da pol&iacute;tica p&uacute;blica de assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica e    eq&uuml;idade. <i>Cad Saude Publica</i> 2009; 25(8):1839-1849.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616816&pid=S1413-8123201200090001900010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Vieira FS, Zucchi P. Distor&ccedil;&otilde;es    causadas pelas a&ccedil;&otilde;es judiciais &agrave; pol&iacute;tica de medicamentos    no Brasil. <i>Rev Saude Publica</i> 2007; 41(2):214-222.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616818&pid=S1413-8123201200090001900011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Romero LC. <i>Judicializa&ccedil;&atilde;o    das pol&iacute;ticas de assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica</i>: o caso do    distrito federal. Bras&iacute;lia: Consultoria Legislativa do Senado Federal;    2008. &#91;p&aacute;gina na Internet&#93;. &#91;acessado 2010 out 30&#93;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.senado.gov.br/senado/coleg/textos_discuss%E3o/" target="_blank">http://www.senado.gov.br/senado/coleg/textos_discuss&atilde;o/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616820&pid=S1413-8123201200090001900012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Brasil. Resolu&ccedil;&atilde;o ANVISA n<sup>o</sup>    328 de 22 de julho de 1999. Disp&otilde;e sobre requisitos exigidos para a dispensa&ccedil;&atilde;o    de produtos de interesse &agrave; sa&uacute;de em farm&aacute;cias e drogarias.    <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o </i>1999; 26 jul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616821&pid=S1413-8123201200090001900013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Marin N, Luiza VL, Os&oacute;rio-de-Castro    CGS, Machado-dos-Santos S, organizadores. <i>Assist&ecirc;ncia Farmac&ecirc;utica    para gerentes municipais.</i> Bras&iacute;lia: Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana    de Sa&uacute;de; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616823&pid=S1413-8123201200090001900014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Angonesi D. Dispensa&ccedil;&atilde;o farmac&ecirc;utica:    uma an&aacute;lise de diferentes conceitos e modelos. <i>Cien Saude Colet</i>    2008; 13(Supl. 1):629-640.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616825&pid=S1413-8123201200090001900015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Pepe VLE, Os&oacute;rio-de-Castro CGS. A    intera&ccedil;&atilde;o entre prescritores, dispensadores e pacientes: informa&ccedil;&atilde;o    compartilhada como poss&iacute;vel benef&iacute;cio terap&ecirc;utico. <i>Cad    Saude Publica </i>2000; 16(3):815-822.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616827&pid=S1413-8123201200090001900016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Minayo MCS, Trabalho de campo: contexto de    observa&ccedil;&atilde;o, intera&ccedil;&atilde;o e descoberta. In: Deslandes    SF, Gomes R, Minayo MCS, organizadores. <i>Pesquisa social</i>: teoria, m&eacute;todo    e criatividade. Petr&oacute;polis: Vozes; 2008. p. 61-77.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616829&pid=S1413-8123201200090001900017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Bardin L. <i>An&aacute;lise de Conte&uacute;do</i>.    Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616831&pid=S1413-8123201200090001900018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. Sociedade Brasileira de Farm&aacute;cia Hospitalar    (SBRAFH). <i>Padr&otilde;es M&iacute;nimos para Farm&aacute;cia Hospitalar.</i>    Goi&acirc;nia: SBRAFH; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616833&pid=S1413-8123201200090001900019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. Brasil. Conselho Nacional de Secretaria de    Sa&uacute;de (CONASS). <i>Para entender a gest&atilde;o do Programa de Medicamentos    dispensa&ccedil;&atilde;o em car&aacute;ter excepcionais</i>. Bras&iacute;lia:    CONASS Documenta; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616835&pid=S1413-8123201200090001900020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. Carvalho LJMA. Sobre a Pol&iacute;tica de    Dispensa&ccedil;&atilde;o de Medicamentos no Brasil. <i>Revista Direito e Justi&ccedil;a</i>.    2008; 11:161-169.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616837&pid=S1413-8123201200090001900021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">22. Krauss-Silva L. Avalia&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica    e an&aacute;lise custo-efetividade em sa&uacute;de: a incorpora&ccedil;&atilde;o    de tecnologias e a produ&ccedil;&atilde;o de diretrizes cl&iacute;nicas para    o SUS. <i>Cien Saude Colet</i> 2003; 8(2):501-520.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616839&pid=S1413-8123201200090001900022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">23. Ara&uacute;jo ALA, Freitas O. Concep&ccedil;&otilde;es    do profissional farmac&ecirc;utico sobre a assist&ecirc;ncia farmac&ecirc;utica    na unidade b&aacute;sica de sa&uacute;de: dificuldades e elementos para a mudan&ccedil;a.    <i>Braz Journal Pharm Sciences</i> 2006; 42(1):137-146.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1616841&pid=S1413-8123201200090001900023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">24. Ara&uacute;jo ALA, Pereira LRL, Ueta JM,    Freitas O. 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