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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O processo de trabalho na Estratégia Saúde da Família e suas repercussões no processo saúde-doença]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[The working process in the Family Health Strategy and its repercussions on the health-disease process]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Brasília Faculdade de Ciências da Saúde Departamento de Enfermagem]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study analyzes the perceptions that health workers engaged in the Family Heath Strategy (FHS) of the Federal District (FD) have of their own work process and its repercussions on the health-illness process. It is a cross-sectional descriptive survey carried out with a sample of 243 FHS/FD workers: 139 community health agents, 47 nursing assistants, 41 nurses, and 11 doctors. Four previously validated scales were used (Evaluation of Work Context, Human Cost at Work, Pain and Pleasure, Work Inventory and Risk of illness). The results revealed a highly Taylorised type of work process management typified by a sharp work distinction between formulators and performers, highly repetitive work tasks, performance supervision and very weak formal communication between the various hierarchical levels. These factors have seriously impaired the re-regulation of the work process by confronting current objective and subjective realities with pre-existing norms. In conclusion, the Taylorised work processes, the precarious working conditions and the specific difficulties associated with providing care to families and communities in their own territories are highly stressful and debilitating and underscore the need for improved management of the respective work processes.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Saúde da família]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Atenção primária à saúde]]></kwd>
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<kwd lng="en"><![CDATA[Occupational health]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Primary Healthcare]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>TEMAS LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>O processo de trabalho na Estrat&eacute;gia    Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia e suas repercuss&otilde;es no processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>The working process in the Family Health Strategy    and its repercussions on the health-disease process</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Helena Eri Shimizu; Daniel Alv&atilde;o de    Carvalho Junior</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Departamento de Enfermagem, Faculdade de Ci&ecirc;ncias    da Sa&uacute;de, Universidade de Bras&iacute;lia. Campus Universit&aacute;rio    Darcy Ribeiro S/N, Asa Norte. 70910-900 Bras&iacute;lia DF. <a href="mailto:shimizu@unb.br">shimizu@unb.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Este estudo analisa a percep&ccedil;&atilde;o    dos trabalhadores da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia do Distrito    Federal (ESF-DF) acerca de seu processo de trabalho e suas repercuss&otilde;es    no processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a. Pesquisa descritivo-transversal realizada    com 243 trabalhadores da ESF-DF, sendo 139 agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de,    47 auxiliares de enfermagem, 41 enfermeiros e 11 m&eacute;dicos. Foram utilizadas    quatro escalas (Avalia&ccedil;&atilde;o do Contexto de Trabalho; Custo Humano    no Trabalho; Sofrimento e Prazer, do Invent&aacute;rio de Trabalho e Riscos    de Adoecimento), validadas previamente. Evidencia-se um modo de gest&atilde;o    do processo de trabalho taylorizado, caracterizado pela divis&atilde;o de trabalho    entre formuladores e executores, pela repeti&ccedil;&atilde;o das tarefas, pela    fiscaliza&ccedil;&atilde;o de desempenho e pela fragilidade da comunica&ccedil;&atilde;o    formal entre os diferentes n&iacute;veis hier&aacute;rquicos. Esses fatores    t&ecirc;m dificultado o processo de renormatiza&ccedil;&atilde;o do processo    de trabalho, por meio da confronta&ccedil;&atilde;o das normas preexistentes    e a realidade objetiva e subjetiva. Conclui-se que o processo de trabalho taylorizado,    as prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es de trabalho e as exig&ecirc;ncias    espec&iacute;ficas dos cuidados das fam&iacute;lias e das comunidades em seu    territ&oacute;rio provocam desgastes intensos, que apontam a necessidade de    aprimoramento da sua gest&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Sa&uacute;de da fam&iacute;lia,    Sa&uacute;de do trabalhador, Aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave;    sa&uacute;de</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">This study analyzes the perceptions that health    workers engaged in the Family Heath Strategy (FHS) of the Federal District (FD)    have of their own work process and its repercussions on the health-illness process.    It is a cross-sectional descriptive survey carried out with a sample of 243    FHS/FD workers: 139 community health agents, 47 nursing assistants, 41 nurses,    and 11 doctors. Four previously validated scales were used (Evaluation of Work    Context, Human Cost at Work, Pain and Pleasure, Work Inventory and Risk of illness).    The results revealed a highly Taylorised type of work process management typified    by a sharp work distinction between formulators and performers, highly repetitive    work tasks, performance supervision and very weak formal communication between    the various hierarchical levels. These factors have seriously impaired the re-regulation    of the work process by confronting current objective and subjective realities    with pre-existing norms. In conclusion, the Taylorised work processes, the precarious    working conditions and the specific difficulties associated with providing care    to families and communities in their own territories are highly stressful and    debilitating and underscore the need for improved management of the respective    work processes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b>Family Health, Occupational    health, Primary Healthcare</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave;    Sa&uacute;de (APS) &eacute; considerada o modelo de gest&atilde;o de sistema    mais adequado para lidar com o aumento da longevidade populacional, que tem    como um de seus pilares a reorganiza&ccedil;&atilde;o do processo de trabalho    dos profissionais de sa&uacute;de e inova&ccedil;&otilde;es no relacionamento    destes com a popula&ccedil;&atilde;o<sup>1-3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia    (ESF), considerada a principal estrat&eacute;gia para o reordenamento da APS,    atualmente denominada de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (AB), prop&otilde;e-se    ultrapassar o modelo de aten&ccedil;&atilde;o baseado na biomedicina, que tradicionalmente    tem como objeto do trabalho, em sa&uacute;de, o corpo. Este &eacute; socialmente    estruturado, codificado e dividido em partes espec&iacute;ficas, em que o que    se busca s&atilde;o anomalias estruturais ou funcionais, materializadas no tecido    biol&oacute;gico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Busca-se por um modelo de aten&ccedil;&atilde;o    integral &agrave; sa&uacute;de, no qual o objeto de interven&ccedil;&atilde;o    seja mediado pela fam&iacute;lia, pela comunidade onde est&aacute; inserido<sup>1,4,5</sup>.    A efic&aacute;cia na ESF sup&otilde;e o trabalho em equipe e a intera&ccedil;&atilde;o    organizada entre indiv&iacute;duos com compet&ecirc;ncias e habilidades distintas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essa din&acirc;mica proporciona possibilidades    de cuidados mais completos, mas tamb&eacute;m aumenta as competi&ccedil;&otilde;es    entre os profissionais, bem como as diferen&ccedil;as entre as prescri&ccedil;&otilde;es    e o trabalho real, que tornam mais complexas as intera&ccedil;&otilde;es entre    os indiv&iacute;duos, entre estes e seu objeto de trabalho, e as resultantes    de todos esses encontros<sup>4,6,7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&eacute;m disso, dentre os diversos modelos    de gest&atilde;o do processo de trabalho, deparamo-nos na APS com o modelo taylorista    - baseado na divis&atilde;o entre executores e planejadores, na normatiza&ccedil;&atilde;o    de processos e procedimentos, e na n&atilde;o coopera&ccedil;&atilde;o entre    indiv&iacute;duos e especialidades - ainda predominar<sup>2,3,8,9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nessa perspectiva, destaca-se a relev&acirc;ncia    de permitir o controle do processo de trabalho pelos indiv&iacute;duos e pelos    coletivos<sup>10</sup>. Controle no sentindo de poder construir suas pr&oacute;prias    normas, subvertendo as vigentes na pr&aacute;tica da atividade. Este poder,    esta pot&ecirc;ncia, relaciona-se diretamente com o processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a    do ser humano:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse sentido, Dejours<sup>11-13</sup> e Schwartz<sup>14-16</sup>    apontam que a forma concreta de organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho influencia    o estado de sa&uacute;de dos trabalhadores, ao propiciar ou dificultar os mecanismos    de reelabora&ccedil;&atilde;o das normas, consequentemente do sofrimento vivenciado    por eles.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Comumente as organiza&ccedil;&otilde;es hierarquicamente    r&iacute;gidas<sup>17</sup> tendem a potencializar o sofrimento de seus membros,    pois desconsideram as limita&ccedil;&otilde;es de seus modelos e normas prescritivos,    bem como n&atilde;o reconhecem as iniciativas de adapta&ccedil;&atilde;o de    seus membros hierarquicamente inferiores. Todavia, essa mesma conforma&ccedil;&atilde;o,    a divis&atilde;o r&iacute;gida e inflex&iacute;vel do trabalho reduzem as incertezas    dos trabalhadores de todos os n&iacute;veis da organiza&ccedil;&atilde;o, permitindo    a quantifica&ccedil;&atilde;o, a simplifica&ccedil;&atilde;o e o controle<sup>11,13</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As organiza&ccedil;&otilde;es que se baseiam    na polival&ecirc;ncia, em conhecimentos e pr&aacute;ticas generalistas como    ocorre na ESF aumentam as incertezas de seus membros, que por sua vez, aumentam    a tens&atilde;o no trabalho, tornando mais complexo o processo de coordena&ccedil;&atilde;o    do processo de trabalho<sup>13,17,18</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Portanto, no &acirc;mbito da gest&atilde;o do    trabalho em sa&uacute;de, &eacute; relevante analisar, al&eacute;m do contexto,    a din&acirc;mica do processo de trabalho, a experi&ecirc;ncia subjetiva, os    valores tomados em considera&ccedil;&atilde;o nas decis&otilde;es durante o    curso da atividade, assim como os desgastes e prazeres.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Este estudo tem como objetivo geral analisar    a percep&ccedil;&atilde;o dos trabalhadores da equipe b&aacute;sica da ESF-DF    acerca do processo de trabalho e suas repercuss&otilde;es no processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a,    a fim de oferecer subs&iacute;dios para se repensar a gest&atilde;o. E como    objetivos espec&iacute;ficos: avaliar o contexto de trabalho, entendido por    condi&ccedil;&otilde;es, organiza&ccedil;&atilde;o e rela&ccedil;&otilde;es    socioprofissionais; o custo humano, que envolve o f&iacute;sico, o cognitivo    e o afetivo; e as viv&ecirc;ncias de sofrimento-prazer no trabalho, constitu&iacute;do    por realiza&ccedil;&atilde;o profissional, liberdade de express&atilde;o, esgotamento    profissional e falta de reconhecimento profissional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>M&eacute;todo</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Trata-se de uma pesquisa descritiva, transversal<sup>19</sup>,    realizada com 243 trabalhadores que constituem as equipes b&aacute;sicas da    ESF no Distrito Federal, sendo 139 agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de,    47 auxiliares de enfermagem, 41 enfermeiros e 11 m&eacute;dicos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a coleta de dados, foi utilizado um instrumento    denominado Invent&aacute;rio sobre Trabalho e Risco de Adoecimento (ITRA), que    possibilita a estrutura&ccedil;&atilde;o de diagn&oacute;sticos de indicadores    cr&iacute;ticos relacionados ao trabalho, validada previamente<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O ITRA &eacute; composto por quatro distintas    escalas<sup>20</sup>, entretanto foram utilizadas apenas a Escala de Avalia&ccedil;&atilde;o    do Contexto do Trabalho (EACT), que analisa fatores relacionados &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o    do trabalho, &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es socioprofissionais e &agrave;s    condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, a Escala de Custos Humanos do Trabalho    (ECHT), que avalia os custos relacionados aos aspectos f&iacute;sico, cognitivo    e afetivo, e Escala de Indicadores de Prazer-Sofrimento no Trabalho (EIPST),    que analisa os fatores realiza&ccedil;&atilde;o profissional, liberdade de express&atilde;o,    esgotamento e falta de reconhecimento no trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">S&atilde;o escalas do tipo Likert de 5 pontos    que se referem &agrave; frequ&ecirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia de determinados    fen&ocirc;menos, em que o valor 1 indica nunca, 2 = raramente, 3 = &agrave;s    vezes, 4 = frequentemente e 5 = sempre<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para avalia&ccedil;&atilde;o dos fatores relativos    ao contexto de trabalho e custos humanos, obedecem-se aos seguintes valores,    acima de 3,7 (grave), entre 2,3 e 3,69 (cr&iacute;tica) e abaixo de 2,29 (satisfat&oacute;ria)<sup>20</sup>.    Para avalia&ccedil;&atilde;o do prazer, seguem-se os par&acirc;metros: maior    ou igual a 4,0 = satisfat&oacute;ria; de 2,1 a 3,9 = cr&iacute;tica; menor ou    igual a 2,0 = grave. E para avalia&ccedil;&atilde;o do fator sofrimento, utilizam-se    os par&acirc;metros invertidos: menor ou igual a 2,0 = satisfat&oacute;ria;    de 2,1 a 3,9 = cr&iacute;tica; maior ou igual a 4,0 = grave<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa foi autorizada    pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da SES-DF. Todos os participantes    assinaram o Termo Consentimento Livre e Esclarecido, conforme a resolu&ccedil;&atilde;o    196/96 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de<sup>21</sup>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pelos dados obtidos relativos ao contexto de    trabalho, no que se refere &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho, demonstrados    na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a21tab1.jpg">Tabela 1</a>, foi avaliada positivamente a exist&ecirc;ncia de tempo para realizar    pausas de descanso durante o trabalho (m&eacute;dia 2,56 e mediana 2,5). Avaliaram-se,    por&eacute;m, como cr&iacute;ticos, a divis&atilde;o de trabalho entre planejadores    e executores (m&eacute;dia 3,32 e mediana 3), o ritmo de trabalho (m&eacute;dia    2,85 mediana 3), a press&atilde;o, em termos de prazos para a realiza&ccedil;&atilde;o    do trabalho (m&eacute;dia 3,01 e mediana 3), a cobran&ccedil;a por resultados    (m&eacute;dia 3,01 e mediana 3) e a falta de pessoal para a realiza&ccedil;&atilde;o    das tarefas (m&eacute;dia 3,2 e mediana 3), caracterizadas como estrat&eacute;gias    de gest&atilde;o voltadas para o aumento da produtividade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Existem problemas na gest&atilde;o do processo    de trabalho, e tamb&eacute;m foram avaliadas como cr&iacute;ticas a rigidez    das normas para a execu&ccedil;&atilde;o das tarefas (m&eacute;dia 2,78 e mediana    3), a descontinuidade na execu&ccedil;&atilde;o destas (m&eacute;dia 2,98 e    mediana 3), a fiscaliza&ccedil;&atilde;o de desempenho no trabalho (m&eacute;dia    3,47 e mediana 3) e os resultados fora do esperado (m&eacute;dia 2,8 e mediana    3). Destarte, a repeti&ccedil;&atilde;o de tarefas foi avaliada como grave (m&eacute;dia    4,05 e mediana 4).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As condi&ccedil;&otilde;es de trabalho foram    avaliadas como cr&iacute;ticas (m&eacute;dia 3,53 e mediana 3), no que se refere    ao desconforto do ambiente f&iacute;sico (m&eacute;dia 3,35 e mediana 3), &agrave;    exist&ecirc;ncia de barulho no ambiente de trabalho (m&eacute;dia 3,15 e mediana    3), &agrave; inadequa&ccedil;&atilde;o do mobili&aacute;rio existente (m&eacute;dia    3,43 e mediana 3), &agrave; inadequa&ccedil;&atilde;o do posto de trabalho para    a realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas (m&eacute;dia 3,27 e mediana 3) e falta    &agrave; de seguran&ccedil;a das pessoas (m&eacute;dia 3,14 e mediana 3). E    foram avaliadas como muito graves a insufici&ecirc;ncia de instrumentos (m&eacute;dia    3,75 e mediana 4), a precariedade dos equipamentos existentes (m&eacute;dia    3,65 e mediana 4), a inadequa&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o f&iacute;sico    (m&eacute;dia 3,62 e mediana 4) e a insufici&ecirc;ncia de material de consumo    (m&eacute;dia 3,79 e mediana 4).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram avaliadas como graves as rela&ccedil;&otilde;es    socioprofissionais, como a dificuldade na comunica&ccedil;&atilde;o entre chefia    e subordinados (m&eacute;dia 3,75 e mediana 4), a falta de integra&ccedil;&atilde;o    no ambiente de trabalho (m&eacute;dia 3,65 e mediana 4), a comunica&ccedil;&atilde;o    entre os funcion&aacute;rios (m&eacute;dia 3,62 e mediana 4), al&eacute;m da    falta de apoio das chefias para o desenvolvimento profissional (m&eacute;dia    3,79 e mediana 4).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Verificou-se tamb&eacute;m que foram avaliados    como cr&iacute;ticos os aspectos relacionados &agrave; forma de relacionamento    da gest&atilde;o com as equipes de trabalho: a falta de clareza na defini&ccedil;&atilde;o    das tarefas (m&eacute;dia 3,53 e mediana 3), a inexist&ecirc;ncia de autonomia    (m&eacute;dia 3,35 e mediana 3), a injusti&ccedil;a na distribui&ccedil;&atilde;o    de tarefas (m&eacute;dia 3,15 e mediana 3), a exclus&atilde;o do processo decis&oacute;rio    (m&eacute;dia 3,43 e mediana 3), a exist&ecirc;ncia de disputas no local de    trabalho (m&eacute;dia 3,27 e mediana 3) e dificuldade de acesso &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es    necess&aacute;rias &agrave; execu&ccedil;&atilde;o do trabalho (m&eacute;dia    3,18 e mediana 3).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados da ECHT, apresentados na <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a21tab2.jpg">Tabela 2</a>, mostram que foram positivamente avaliados os itens relacionados ao uso de    for&ccedil;a f&iacute;sica (m&eacute;dia 2,2 e mediana 2), manuseio de objetos    pesados (m&eacute;dia 1,95 e mediana 2) e ao ato de subir e descer escadas (m&eacute;dia    1,68 e mediana 1), ou seja, s&atilde;o eventos que ocorrem com frequ&ecirc;ncia    considerada satisfat&oacute;ria, n&atilde;o provocando desgaste.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os itens relacionados a usar os bra&ccedil;os    de forma cont&iacute;nua (m&eacute;dia 3,11 e mediana 3), ficar em posi&ccedil;&atilde;o    curvada (m&eacute;dia 2,52 e mediana 3), ser obrigado a ficar em p&eacute; (m&eacute;dia    3,15 e mediana 3) e a fazer esfor&ccedil;o f&iacute;sico (m&eacute;dia 2,83    e mediana 3) foram avaliados como estando em situa&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica.    Foram avaliados como situa&ccedil;&atilde;o grave, denotando desgaste f&iacute;sico    intenso, os atos de caminhar (m&eacute;dia 4,19 e mediana 4), de usar continuamente    as pernas (m&eacute;dia 3,94 e mediana 4) e as m&atilde;os (m&eacute;dia 3,84    e mediana 4.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o aos custos cognitivos,    foram avaliados como cr&iacute;ticos, o desenvolvimento de macetes (m&eacute;dia    2,9 e mediana 3), a previs&atilde;o de acontecimentos (m&eacute;dia 3,31 e mediana    3) e a exist&ecirc;ncia de desafios intelectuais (m&eacute;dia 3,53 e mediana    3). E foram avaliados como graves os itens referentes &agrave; frequ&ecirc;ncia    com que problemas t&ecirc;m de ser resolvidos (m&eacute;dia 3,92 e mediana 4),    lidar com imprevistos (m&eacute;dia 3,92 e mediana 4), utilizar a vis&atilde;o    de forma cont&iacute;nua (m&eacute;dia 4,13 e mediana 4), fazer esfor&ccedil;o    mental (m&eacute;dia 3,84 e mediana 4), concentrar-se com frequ&ecirc;ncia (m&eacute;dia    3,97 e mediana 4), usar a criatividade (m&eacute;dia 4,13 e mediana 4) e a mem&oacute;ria    (m&eacute;dia 4,40 e mediana 4).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os custos afetivos foram considerados satisfat&oacute;rios,    denotando a n&atilde;o submiss&atilde;o a situa&ccedil;&otilde;es constrangedoras    (m&eacute;dia 2,33 e mediana 2) e que envolvam transgress&otilde;es de valores    &eacute;ticos (m&eacute;dia 1,97 e mediana 1). Os itens referentes a ter de    lidar com ordens contradit&oacute;rias (m&eacute;dia 3,34 e mediana 3), &agrave;    obrigatoriedade de cuidar da apar&ecirc;ncia f&iacute;sica (m&eacute;dia 3,22    e mediana 3), a ser bonzinho com outros (m&eacute;dia 3,37 e mediana 3) e a    ser obrigado a sorrir (m&eacute;dia 2,51 e mediana 2) foram avaliados como cr&iacute;ticos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Foram avaliadas como situa&ccedil;&otilde;es    graves: o ato de controlar as emo&ccedil;&otilde;es (m&eacute;dia 4,31 e mediana    4), ser obrigado a lidar com a agressividade alheia (m&eacute;dia 3,64 e mediana    4), disfar&ccedil;ar os sentimentos (m&eacute;dia 3,57 e mediana 4), aparentar    ter bom humor (m&eacute;dia 3,52 e mediana 4) e ter custo emocional (m&eacute;dia    3,51 e mediana 4).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a21tab3.jpg">Tabela 3</a> apresenta os resultados obtidos com    a aplica&ccedil;&atilde;o da EIPST, evidenciando que os trabalhadores avaliam    positivamente o trabalho, pois expressaram satisfa&ccedil;&atilde;o (m&eacute;dia    4,47; mediana 5), orgulho pelo que fazem (m&eacute;dia 4,75; mediana 6) e sensa&ccedil;&atilde;o    de bem-estar (m&eacute;dia 4,25 e mediana 5). Ocorre tamb&eacute;m a identifica&ccedil;&atilde;o    com a tarefa que desenvolvem (m&eacute;dia 4,25 e mediana 5), a sensa&ccedil;&atilde;o    de gratifica&ccedil;&atilde;o pessoal (m&eacute;dia 4,1 e mediana 5), a motiva&ccedil;&atilde;o    (m&eacute;dia 3,69 e mediana 4) e a percep&ccedil;&atilde;o de realiza&ccedil;&atilde;o    profissional (m&eacute;dia 3,68 e mediana 4).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, os itens referentes &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o    profissional (m&eacute;dia 3,12; mediana 3) e ao reconhecimento (m&eacute;dia    2,86; mediana 3) foram avaliados como cr&iacute;ticos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados evidenciam que h&aacute; solidariedade    entre os colegas (m&eacute;dia 4,67; mediana 5) e confian&ccedil;a entre os    trabalhadores (m&eacute;dia 4,09 e mediana 5). H&aacute; liberdade para express&atilde;o    de ideias no local de trabalho (m&eacute;dia 4,35; mediana 5), para o uso da    criatividade individual (m&eacute;dia 4,64; mediana 5) e para falar sobre o    trabalho com as chefias (m&eacute;dia 4,5; mediana 5). Al&eacute;m disso, h&aacute;    coopera&ccedil;&atilde;o entre os colegas (m&eacute;dia 4,54; mediana 5), liberdade    de negocia&ccedil;&atilde;o com a chefia (m&eacute;dia 4,5; mediana 6), bem    como para falar sobre o trabalho com os colegas (m&eacute;dia 4,84; mediana    6).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Apesar da avalia&ccedil;&atilde;o positiva do    trabalho e das rela&ccedil;&otilde;es entre os integrantes da esquipe, as viv&ecirc;ncias    de sofrimento no trabalho est&atilde;o presentes. Os itens esgotamento emocional    (m&eacute;dia 3,32; mediana 3), insatisfa&ccedil;&atilde;o (m&eacute;dia e mediana    iguais a 3), sobrecarga (m&eacute;dia 2,91; mediana 3), frustra&ccedil;&atilde;o    (m&eacute;dia 2,84; mediana 3) e inseguran&ccedil;a (m&eacute;dia 3,05 e mediana    3) s&atilde;o avaliados como situa&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica, contudo    n&atilde;o ocorre a viv&ecirc;ncia de medo (m&eacute;dia 2,64; mediana 2).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As situa&ccedil;&otilde;es de trabalho que provocam    estresse nos trabalhadores s&atilde;o t&atilde;o frequentes que os trabalhadores    avaliam este item como grave (m&eacute;dia 3,46 e mediana 4). Apesar disso,    os itens relacionados foram avaliados como satisfat&oacute;rios, ou seja, n&atilde;o    ocorrem ou s&atilde;o escassas a percep&ccedil;&atilde;o de discrimina&ccedil;&atilde;o    (m&eacute;dia 1,49; mediana 0), de sensa&ccedil;&atilde;o de inutilidade (m&eacute;dia    1,56; mediana 1), de desqualifica&ccedil;&atilde;o (m&eacute;dia 1,61; mediana    1), de injusti&ccedil;a (m&eacute;dia 2,09; mediana 1), de desvaloriza&ccedil;&atilde;o    (m&eacute;dia 2,55; mediana 2) e de indigna&ccedil;&atilde;o (m&eacute;dia 2,41;    mediana 2).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&eacute;m disso, os trabalhadores avaliam como    suport&aacute;veis as vivencias de falta de reconhecimento pelo esfor&ccedil;o    realizado no cumprimento das atividades (m&eacute;dia 2,56; mediana 2) e da    falta de reconhecimento em rela&ccedil;&atilde;o ao desempenho individual (m&eacute;dia    2,56; mediana 2).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma das limita&ccedil;&otilde;es do estudo &eacute;    o n&atilde;o aprofundamento da compreens&atilde;o da dimens&atilde;o subjetiva    e intersubjetiva envolvidas na avalia&ccedil;&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o    entre processo de trabalho e processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a. Uma segunda    limita&ccedil;&atilde;o &eacute; a possibilidade de vi&eacute;s de preval&ecirc;ncia,    pr&oacute;pria do estudo de tipo transversal. Al&eacute;m disso, pode-se considerar    a dificuldade da utiliza&ccedil;&atilde;o de um instrumento validado previamente    em outros tipos de trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">No que se refere &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o    do contexto de trabalho, com rela&ccedil;&atilde;o ao modo de organiza&ccedil;&atilde;o    do trabalho na ESF/DF, as tarefas foram consideradas muito repetitivas pela    maioria dos trabalhadores. O ritmo de trabalho, a press&atilde;o - em termos    de prazos para a realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho - a cobran&ccedil;a por    resultados e a falta de pessoal para a realiza&ccedil;&atilde;o das tarefas,    a fiscaliza&ccedil;&atilde;o de desempenho no trabalho e os resultados desejados    n&atilde;o condizentes com a realidade, foram considerados fatores cr&iacute;ticos,    o que revela um enfoque da gest&atilde;o voltada para o incremento da produtividade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No que concerne ao desempenho quotidiano do processo    de trabalho, foram avaliadas tamb&eacute;m como cr&iacute;ticas a rigidez das    normas para a execu&ccedil;&atilde;o das tarefas, a divis&atilde;o de trabalho    entre planejadores e executores, a ocorr&ecirc;ncia de descontinuidade na execu&ccedil;&atilde;o    das tarefas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Esse conjunto de resultados indica a possibilidade    de que o processo de trabalho na ESF/DF d&ecirc;-se nos marcos do modelo difundido    por Taylor e que se baseia, exatamente, na repeti&ccedil;&atilde;o, na divis&atilde;o    entre formuladores e executores, no estabelecimento de metas de produtividade    e na dificuldade na comunica&ccedil;&atilde;o entre os diferentes n&iacute;veis    hier&aacute;rquicos, dentre outras caracter&iacute;sticas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O m&eacute;todo taylorizado inviabiliza os espa&ccedil;os    de di&aacute;logo, de discuss&atilde;o entre os trabalhadores, a troca de informa&ccedil;&otilde;es    e de conhecimentos que permitam resolver problemas e ressignificar as normas    estabelecidas, as prescri&ccedil;&otilde;es<sup>14,22</sup>, visto que o trabalho    est&aacute; reduzido ao cumprimento rigoroso do que est&aacute; prescrito nas    regras sobre o processo na ESF.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Todavia, h&aacute; que se destacar que toda atividade    tem possibilidade de ser ressingularizada ou renormatizada, mesmo que parcialmente    em torno de si, quando deixa de uma reprodu&ccedil;&atilde;o de sequ&ecirc;ncia    de atividades ou de gestos<sup>14-16,22</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho na ESF/DF,    constatou-se que os trabalhadores convivem com a insufici&ecirc;ncia de materiais    considerados b&aacute;sicos para o desempenho das suas atividades como insumos,    instrumentos, equipamentos e espa&ccedil;o f&iacute;sico. Tal situa&ccedil;&atilde;o,    al&eacute;m de gerar desgastes, pode aumentar a inseguran&ccedil;a por parte    dos trabalhadores e da popula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o aos    servi&ccedil;os prestados. Al&eacute;m disso, pode ser uma fonte de desgaste    cognitivo e afetivo para os trabalhadores que atuam com zelo no cuidado das    fam&iacute;lias<sup>18</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Diversos autores afirmam que uma das poss&iacute;veis    justificativas para precariedade das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho est&aacute;    associada &agrave; inadequa&ccedil;&atilde;o do incremento or&ccedil;ament&aacute;rio    e financeiro do financiamento da APS, havendo problemas relacionados ao montante    ou &agrave; aloca&ccedil;&atilde;o dos recursos<sup>23-26</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">N&atilde;o obstante, o seguimento rigoroso das    prescri&ccedil;&otilde;es pode ocorrer como consequ&ecirc;ncia de mecanismo    de defesa origin&aacute;rios do enfrentamento de viv&ecirc;ncias de sentimentos    de impot&ecirc;ncia, mediante problemas que n&atilde;o s&atilde;o pass&iacute;veis    de solu&ccedil;&atilde;o por parte do trabalhador, individual ou coletivamente,    devido &agrave; precariza&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho<sup>10,11,12,27</sup>.    Dejours identifica como opera&ccedil;&atilde;o padr&atilde;o: a atua&ccedil;&atilde;o    do profissional exclusivamente conforme as regras<sup>11,13</sup>, confirmando    que se trata de mecanismo de defesa utilizado pelos trabalhadores ao perceberem    que as prescri&ccedil;&otilde;es, se seguidas com rigor, reduzem seu desgaste.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As rela&ccedil;&otilde;es socioprofissionais    nas equipes da ESF apresentam-se como a situa&ccedil;&atilde;o mais grave no    contexto do trabalho. H&aacute; dificuldades na comunica&ccedil;&atilde;o entre    chefia e subordinados, falta integra&ccedil;&atilde;o no ambiente de trabalho,    a comunica&ccedil;&atilde;o entre os funcion&aacute;rios &eacute; frequentemente    insatisfat&oacute;ria, bem como ocorre falta de apoio das chefias para o desenvolvimento    profissional.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tais problemas incidem negativamente no processo    de trabalho em equipe, que &eacute; idealizado para o trabalho na ESF. Outros    estudos realizados nas ESF de outras regi&otilde;es do pa&iacute;s mostram que    as comunica&ccedil;&otilde;es no mesmo n&iacute;vel hier&aacute;rquico, horizontais,    tamb&eacute;m s&atilde;o realizadas com dificuldades, o que impede a integra&ccedil;&atilde;o    e a coopera&ccedil;&atilde;o entre indiv&iacute;duos e equipes, seja no compartilhamento    de recursos e compet&ecirc;ncias, seja na identifica&ccedil;&atilde;o de problemas    e na elabora&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&otilde;es<sup>17,28</sup>. O trabalho    em equipe &eacute; afetado porque a comunica&ccedil;&atilde;o centra-se nas    rela&ccedil;&otilde;es pessoais, n&atilde;o nas profissionais<sup>22,29</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Essa din&acirc;mica de gest&atilde;o de pessoas    com tend&ecirc;ncia &agrave; valoriza&ccedil;&atilde;o da hierarquiza&ccedil;&atilde;o    e da centraliza&ccedil;&atilde;o influencia negativamente o engajamento dos    agentes, desestimulando seu envolvimento, para al&eacute;m do cumprimento do    que &eacute; formalmente esperado. Tamb&eacute;m dificulta a cogest&atilde;o    do trabalho por parte do trabalhador, elemento fundamental no processo de renormatiza&ccedil;&atilde;o    da atividade, de cria&ccedil;&atilde;o de valor e sentido para o trabalho<sup>10,16,18,22,27,30</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse contexto, o compartilhamento de solu&ccedil;&otilde;es    que surgem na pr&aacute;tica quotidiana v&ecirc;-se prejudicado. Isso compromete    o processo coletivo e individual de reelabora&ccedil;&atilde;o das normas, das    regras, o que pode vir a prejudicar a sa&uacute;de do trabalhador, bem como    a qualidade e a efetividade do servi&ccedil;o prestado &agrave; popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como visto, dadas as limita&ccedil;&otilde;es    das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho, os trabalhadores da ESF/DF tendem a    lan&ccedil;ar m&atilde;o de estrat&eacute;gias e de mecanismos de defesa que    lhes possibilitem lidar com a inadequa&ccedil;&atilde;o dos meios, dos problemas    com a gest&atilde;o e de comunica&ccedil;&atilde;o no processo de trabalho.    Esses processos t&ecirc;m diferentes custos para os indiv&iacute;duos e para    o coletivo, conforme exposto a seguir.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste estudo, observou-se que o custo f&iacute;sico    &eacute; bastante significativo, sobretudo por serem as pr&aacute;ticas de sa&uacute;de    da ESF realizadas fora de edifica&ccedil;&otilde;es, extramuros. Caminhar repetidamente    representa tarefa penosa. Ressalta-se que essa atividade &eacute; preponderantemente    realizada pelos ACS nas visitas regulares aos domic&iacute;lios sob sua responsabilidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere ao uso repetitivo das m&atilde;os,    que se apresenta como fator que contribui para o custo f&iacute;sico elevado,    este pode estar relacionado com a realiza&ccedil;&atilde;o de atividades de    forma repetida, inadequa&ccedil;&atilde;o ou insufici&ecirc;ncia de equipamentos,    entre outros.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Observou-se que o custo cognitivo foi avaliado    como elevado, pois o processo de trabalho requer esfor&ccedil;os para a supera&ccedil;&atilde;o    de dificuldades que exigem o desenvolvimento de macetes, a previs&atilde;o dos    acontecimentos futuros, o esfor&ccedil;o intelectual para a resolu&ccedil;&atilde;o    de problemas. Esses dados sugerem que se trata de uma atividade que exige habilidades    e compet&ecirc;ncias complexas para solucionar quest&otilde;es de distintas    naturezas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O custo cognitivo adv&eacute;m tamb&eacute;m    do uso constante da mem&oacute;ria e da criatividade. Considerando-se o processo    de trabalho na ESF em geral, que envolve atuar no ambiente onde o cidad&atilde;o    reside, com pouco controle por parte dos profissionais, sujeitos aos incidentes    que porventura possam ocorrer, &eacute; razo&aacute;vel supor que este contexto    exige dos profissionais compet&ecirc;ncias relacionadas com a adapta&ccedil;&atilde;o    &agrave; realidade, &agrave; antecipa&ccedil;&atilde;o e &agrave; resolu&ccedil;&atilde;o    de problemas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Note-se que o custo afetivo foi avaliado como    elevado, no que se refere a ser obrigado a lidar com a agressividade alheia,    disfar&ccedil;ar os sentimentos, aparentar ter bom humor e ter controle emocional,    que est&atilde;o relacionadas com a tipicidade do trabalho, ou seja, a necessidade    de cuidar de outros seres humanos, em situa&ccedil;&otilde;es de fragilidades,    por vezes, extrema.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Reitera-se que esse contexto de trabalho, possivelmente,    &eacute; marcado pela incerteza, pela ambiguidade, o que exige dos profissionais    solu&ccedil;&otilde;es n&atilde;o usuais, n&atilde;o prescritas ou mesmo desconhecidas.    Caso os trabalhadores tenham mecanismos de reelabora&ccedil;&atilde;o individual    e coletiva, que permitam a ressignifica&ccedil;&atilde;o das incertezas e ambiguidades,    reduzindo-as conforme as possibilidades, estes custos poder&atilde;o ser reduzidos.    Nesse sentido, a exist&ecirc;ncia de mecanismos institucionalizados de escuta    poderia potencializar as estrat&eacute;gias usadas pelos trabalhadores, viabilizando    o processo de renormatiza&ccedil;&atilde;o<sup>11-16,20,22,31</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A despeito do desgaste provocado pelo trabalho,    a avalia&ccedil;&atilde;o das viv&ecirc;ncias de prazer e sofrimento pelos trabalhadores    da ESF demonstra que o trabalho tem-lhes possibilitado sentimentos de prazer    intenso, que contribuem para a consolida&ccedil;&atilde;o do de realiza&ccedil;&atilde;o    profissional, que se originam naquele de identifica&ccedil;&atilde;o com a tarefa    que realizam, satisfa&ccedil;&atilde;o, motiva&ccedil;&atilde;o, orgulho, entre    outros sentimentos positivos<sup>13,20,32</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Apesar de o trabalho em sa&uacute;de trazer &agrave;    consci&ecirc;ncia, de forma constante e intensa, nossa mortalidade e fragilidades    diversas - em fun&ccedil;&atilde;o do contato com a morte, doen&ccedil;as, mutila&ccedil;&otilde;es,    e da inser&ccedil;&atilde;o em ambientes por vezes perigosos - tamb&eacute;m    traz &agrave; tona uma sensa&ccedil;&atilde;o de pot&ecirc;ncia, ao ter o profissional    da &aacute;rea papel ativo na recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de outrem.    Essa pot&ecirc;ncia, este poder agir<sup>10,27,33</sup> em rela&ccedil;&atilde;o    a situa&ccedil;&otilde;es adversas e ver os resultados de suas a&ccedil;&otilde;es    no corpo do outro talvez ajude a compreender as viv&ecirc;ncias de satisfa&ccedil;&atilde;o,    de bem-estar e de orgulho registradas nos resultados desta pesquisa.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dejours aponta que a sublima&ccedil;&atilde;o,    conceito de origem psicanal&iacute;tica, &eacute; um mecanismo de defesa eficaz,    relacionado com a realiza&ccedil;&atilde;o de atividades socialmente valorizadas.    Nesse contexto, pode ser compreendido o prazer produzido pelo trabalho na aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de, no cuidado do outro<sup>13,20,32</sup>. Esse parece ser    a dominante entre os trabalhadores da ESF/DF.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados demonstram que h&aacute; falta    de reconhecimento e de valoriza&ccedil;&atilde;o profissional, possivelmente    pela institui&ccedil;&atilde;o que os exp&otilde;e a prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho. Segundo Mendes "O reconhecimento &eacute; o processo de valoriza&ccedil;&atilde;o    do esfor&ccedil;o e do sofrimento revertido para realiza&ccedil;&atilde;o do    trabalho, que possibilita ao sujeito a constru&ccedil;&atilde;o de sua identidade,    traduzida afetivamente por viv&ecirc;ncia de prazer e de realiza&ccedil;&atilde;o    de si mesmo"<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, esta falta de reconhecimento est&aacute;    mediada por aspectos prazerosos do trabalho na ESF, tais como a aus&ecirc;ncia    de discrimina&ccedil;&atilde;o, a n&atilde;o ocorr&ecirc;ncia de desqualifica&ccedil;&atilde;o    do trabalho realizado, a presen&ccedil;a de liberdade de di&aacute;logo entre    os colegas e as chefias, sensa&ccedil;&atilde;o de orgulho (valoriza&ccedil;&atilde;o    social e subjetiva) pelo trabalho realizado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os resultados demonstram que h&aacute; solidariedade    entre os trabalhadores, confian&ccedil;a m&uacute;tua e coopera&ccedil;&atilde;o,    al&eacute;m de liberdade para expressarem-se em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho.    Esses aspectos s&atilde;o fundamentais para que os problemas encontrados na    realidade da execu&ccedil;&atilde;o do trabalho, nas atividades concretas, sejam    objeto de a&ccedil;&atilde;o coletiva, contribuindo ativamente para a reelabora&ccedil;&atilde;o    e renormatiza&ccedil;&atilde;o<sup>10-16,20,22,27,30,33</sup>, que corroborem    para a produ&ccedil;&atilde;o de prazer no trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, se comparados com os resultados encontrados    anteriormente, relativos &agrave; inadequa&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho e aos elevados custos humanos, estes resultados parecem indicar    que os problemas relativos &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o e &agrave; integra&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o predominantemente de natureza pol&iacute;tico-organizacional, ou    seja, oriundos do n&iacute;vel de gest&atilde;o mais macro, dos n&iacute;veis    hier&aacute;rquicos superiores da gest&atilde;o, pois em n&iacute;vel micro,    nas unidades, os v&iacute;nculos de solidariedade, de comunica&ccedil;&atilde;o,    de suporte afetivo e cognitivo existem, mas possivelmente s&atilde;o de tipo    pessoal, informal<sup>28</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estes resultados demonstram a possibilidade da    ocorr&ecirc;ncia, em n&iacute;vel micro, no quotidiano das unidades, daquilo    que Schwartz<sup>14</sup> denomina de Entidades Coletivas Relativamente Pertinentes    (ECRP), pois os trabalhadores apontam para a exist&ecirc;ncia de uma organiza&ccedil;&atilde;o    informal que possibilita n&atilde;o somente a troca de conhecimentos e experi&ecirc;ncias    por meio de canais fora da racionalidade administrativa, mas tamb&eacute;m o    di&aacute;logo dos trabalhadores no quotidiano de seu trabalho, potencializando    a coopera&ccedil;&atilde;o entre os mesmos. A exist&ecirc;ncia das ECRP contribui    para coordena&ccedil;&atilde;o das atividades quotidianas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Caberia &agrave; gest&atilde;o, do n&iacute;vel    mais macro, estimular e propiciar espa&ccedil;os de reflex&atilde;o acerca do    processo de trabalho, que podem passar pela pr&oacute;pria organiza&ccedil;&atilde;o,    pelas a&ccedil;&otilde;es reais que foram efetuadas para a solu&ccedil;&atilde;o    de um novo problema, ou mesmo pela reflex&atilde;o subjetiva do sujeito sobre    o uso que faz de si mesmo nesse contexto<sup>10-15,27,31,33</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A operacionaliza&ccedil;&atilde;o quotidiana    de modelos que substituam eficientemente o taylorismo &eacute; um desafio a    ser enfrentado por trabalhadores, gestores e pesquisadores<sup>31</sup>. Uma    estrat&eacute;gia de enfrentamento &eacute; a cria&ccedil;&atilde;o e o fortalecimento    de mecanismos de cogest&atilde;o do trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Conclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Esta pesquisa evidencia um modo de gest&atilde;o    do processo de trabalho taylorizado na ESF, caracterizado pela divis&atilde;o    de trabalho entre formuladores e executores, pela repeti&ccedil;&atilde;o das    tarefas, pela fiscaliza&ccedil;&atilde;o de desempenho, pela fragilidade da    comunica&ccedil;&atilde;o formal entre os diferentes n&iacute;veis hier&aacute;rquicos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A esse contexto soma-se a inadequa&ccedil;&atilde;o    e a insufici&ecirc;ncia dos recursos necess&aacute;rios para a realiza&ccedil;&atilde;o    do trabalho quotidiano, que causam custos humanos, desde os f&iacute;sicos e    os cognitivos at&eacute; os afetivos, relacionados aos esfor&ccedil;os realizados    para o cuidar dos usu&aacute;rios no local onde residem.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Destarte as dificuldades relacionadas ao processo,    no que se relaciona &agrave;s viv&ecirc;ncias de prazer-sofrimento, apesar da    manifesta&ccedil;&atilde;o de sofrimento que &eacute; sentido pelos trabalhadores    na forma de estresse, frustra&ccedil;&atilde;o e inseguran&ccedil;a, evidenciou-se    que o trabalho &eacute; muito prazeroso para seus trabalhadores. Observa- se    que, no interior das equipes, existe espa&ccedil;o prof&iacute;cuo para renormatiza&ccedil;&atilde;o    do processo pelos trabalhadores, por meio da confronta&ccedil;&atilde;o das    normas preexistentes e a realidade objetiva e subjetiva.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Todavia, h&aacute; que se pensar em ado&ccedil;&atilde;o    de modelos de gest&atilde;o mais democr&aacute;ticos, que facilitem aos trabalhadores    o uso de si, passando pelo uso de si pelos outros, tendo como perspectiva a    constru&ccedil;&atilde;o do que se denomina de ECRP, com capacidade para criar,    sobretudo provocar mudan&ccedil;as que convoquem n&atilde;o apenas os trabalhadores,    mas tamb&eacute;m os gestores para o processo de renormatiza&ccedil;&atilde;o    dos processos de trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">HE Shimizu elaborou o Projeto, orientou a coleta    e a organiza&ccedil;&atilde;o dos dados, e realizou a discuss&atilde;o final    dos dados. DA Carvalho Junior coletou e organizou os dados e realizou a discuss&atilde;o    preliminar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Mendes EV. <i>A modelagem das redes de Aten&ccedil;&atilde;o    &agrave; Sa&uacute;de</i> &#91;monografia&#93;. Belo Horizonte: Secretaria de    Estado de Sa&uacute;de de Minas Gerais; 2007 Jul &#91;acessado 2010 jul 05&#93;.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.saude.es.gov.br/download/A_MODELAGEM_DAS_REDES_DE_ATENCAO_A_SAUDE.pdf" target="_blank">http://www.saude.es.gov.br/download/A_MODELAGEM_DAS_REDES_DE_ATENCAO_A_SAUDE.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617159&pid=S1413-8123201200090002100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Starfield B. <i>Aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria</i>:    equil&iacute;brio entre necessidades de sa&uacute;de, servi&ccedil;os e tecnologia.    Bras&iacute;lia: Unesco; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617161&pid=S1413-8123201200090002100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan Americana de    Sa&uacute;de (OPAS). <i>Renova&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria    em sa&uacute;de nas Am&eacute;ricas</i>. Documento de posicionamento da Organiza&ccedil;&atilde;o    Pan-Americana da Sa&uacute;de/ OMS &#91;Internet&#93;. Washington, DC: OPAS;    2008 &#91;acessado 2010 jul 05&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.opas.org.br/servico/arquivos/Sala5575.pdf" target="_blank">http://www.opas.org.br/servico/arquivos/Sala5575.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617163&pid=S1413-8123201200090002100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Hildebrand SM. <i>O modelo pol&iacute;tico-tecnol&oacute;gico    da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de da fam&iacute;lia no Distrito    Federal</i>: 1997 a 2006 &#91;tese&#93;. Bras&iacute;lia: Universidade de Bras&iacute;lia;    2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617164&pid=S1413-8123201200090002100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. G&ouml;ttems LBD. <i>An&aacute;lise da pol&iacute;tica    de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de desenvolvida    no Distrito Federal</i>: a articula&ccedil;&atilde;o entre o contexto pol&iacute;tico,    os problemas, as alternativas e os atores na forma&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica    de sa&uacute;de (1979 a 2009) &#91;tese&#93;. Bras&iacute;lia: Universidade    de Bras&iacute;lia; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617166&pid=S1413-8123201200090002100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Ara&uacute;jo MBS, Rocha PM. Trabalho em equipe:    um desafio para a consolida&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia de sa&uacute;de    da fam&iacute;lia. <i>Cien Saude Colet</i> 2007; 12(2):455-464.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617168&pid=S1413-8123201200090002100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Facchini LA, Piccini RX, Tomasi E, Thum&eacute;    E, Silveira DS, Siqueira FV, Rodrigues MA. Desempenho do PSF no Sul e no Nordeste    do Brasil: avalia&ccedil;&atilde;o institucional e epidemiol&oacute;gica da    Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica &agrave; Sa&uacute;de. <i>Cien Saude Colet</i>    2006; 11(3):669-681.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617170&pid=S1413-8123201200090002100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Lima NT, organizador. <i>Sa&uacute;de e democracia</i>:    hist&oacute;ria e perspectivas do SUS. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617172&pid=S1413-8123201200090002100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. <i>Pol&iacute;tica    Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica</i> &#91;internet&#93;. Bras&iacute;lia:    MS; 2006 &#91;acessado 2010 jul 5&#93;. 60 p. (S&eacute;rie A. Normas e manuais    t&eacute;cnicos); (S&eacute;rie pactos pela sa&uacute;de 2006; v. 4). Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/pactovolume4.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/pactovolume4.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617174&pid=S1413-8123201200090002100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Machado C, Santos PHF, Bento R, Nogueira    ML, Dorigo N, entrevistadores. Entrevista: Yves Clot. <i>Mosaico, Estud Psicol</i>    2008; 2(1):65-70.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617175&pid=S1413-8123201200090002100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Dejours C. <i>Confer&ecirc;ncias Brasileiras</i>.    S&atilde;o Paulo: Fundap; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617177&pid=S1413-8123201200090002100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Dejours C. Subjetividade, trabalho e a&ccedil;&atilde;o.    <i>Produ&ccedil;&atilde;o</i> 2004; 14(3):27-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617179&pid=S1413-8123201200090002100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Dejours C. <i>A loucura do trabalho</i>.    Estudo de Psicopatologia do trabalho. S&atilde;o Paulo: Cortez; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617181&pid=S1413-8123201200090002100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Schwartz Y, Durrive L, organizadores. <i>Trabalho    &amp; Ergologia</i>. Conversas sobre a atividade humana. Niter&oacute;i (RJ):    EdUFF; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617183&pid=S1413-8123201200090002100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Schwartz Y. Trabalho e saber. <i>Trab Educ</i>    2003; 12(1):21-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617185&pid=S1413-8123201200090002100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Gomes L, Abrah&atilde;o AL, Vieira M, entrevistadores.    Entrevista: Yves Schwartz. <i>Trab Educ Sa&uacute;de</i> 2006; 4(2):457-466.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617187&pid=S1413-8123201200090002100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Robbins SP. <i>Fundamentos do comportamento    organizacional</i>. S&atilde;o Paulo: Prentice Hall Brasil; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617189&pid=S1413-8123201200090002100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Schwartz Y. A experi&ecirc;ncia &eacute;    formadora? <i>Educ Real</i> 2010; 35(1):35-48.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617191&pid=S1413-8123201200090002100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. Medronho RA, Bloch KV, Werneck GL. <i>Epidemiologia</i>.    Rio de Janeiro: Atheneu; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617193&pid=S1413-8123201200090002100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. Mendes AM. <i>Psicodin&acirc;mica do trabalho</i>:    teoria m&eacute;todo e pesquisas. S&atilde;o Paulo: Casa do Psic&oacute;logo;    2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617195&pid=S1413-8123201200090002100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Conselho Nacional de Sa&uacute;de. Resolu&ccedil;&atilde;o n&ordm;. 196/1996.    Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas Envolvendo Seres Humanos.    <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 1996; out 10.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617197&pid=S1413-8123201200090002100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">22. Santos-Filho SB, Barros, MEB, organizadores.    <i>Trabalhador da sa&uacute;de</i>. Muito prazer! Protagonismo dos trabalhadores    na gest&atilde;o do trabalho em sa&uacute;de. Iju&iacute; (RS): Uniju&iacute;;    2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617199&pid=S1413-8123201200090002100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">23. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da    Sa&uacute;de (OPAS), Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de do Brasil. <i>Experi&ecirc;ncias e desafios da aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica e sa&uacute;de familiar</i>: caso Brasil. Bras&iacute;lia: OPAS;    2004. (S&eacute;rie T&eacute;cnica Projeto de Desenvolvimento de Sistemas e    Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de; 8)</font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617201&pid=S1413-8123201200090002100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">24. Sousa MF, Hamann EM. Programa Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia no Brasil: uma agenda incompleta? <i>Cien Saude Colet</i>    2009; 14(Supl. 1):1325-1335.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617202&pid=S1413-8123201200090002100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">25. Solla JJSP, Reis AAC, Soter APM, Fernandes    AS, Palma JJL. Mudan&ccedil;as recentes no financiamento federal do Sistema    &Uacute;nico de Sa&uacute;de: aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica &agrave; sa&uacute;de.    <i>Rev Bras Saude Matern Infant</i> 2007; 7(4):495-502.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617204&pid=S1413-8123201200090002100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">26. Castro ALB, Machado CV. A pol&iacute;tica    de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de no Brasil: notas    sobre a regula&ccedil;&atilde;o e o financiamento federal. <i>Cad Saude Publica</i>    2010; 26(4):693-705.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617206&pid=S1413-8123201200090002100026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">27. Soares DHP, Coutinho MC, Nardi HC, Sato L,    entrevistadores. Entrevista: Yves Clot. <i>Cad Psicol Soc Trab</i>. 2006; 9(2):99-107.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617208&pid=S1413-8123201200090002100027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">28. Levy E, Drago PA, organizadores. <i>Gest&atilde;o    p&uacute;blica no Brasil contempor&acirc;neo</i>. S&atilde;o Paulo: FUNDAP;    2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617210&pid=S1413-8123201200090002100028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">29. Kell MCG, Shimizu HE. Existe trabalho em    equipe no Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia? <i>Cien Saude Colet</i> 2010;    15(Supl. 1):1533-1541.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617212&pid=S1413-8123201200090002100029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">30. Durrive L, Schwartz Y. Gloss&aacute;rio da    ergologia. Laboreal &#91;site na Internet&#93;. 2008 &#91;acessado 2011 jan    20&#93;; 4(1):23-28. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://laboreal.up.pt/media/artigos/166/23-28pt.pdf" target="_blank">http://laboreal.up.pt/media/artigos/166/23-28pt.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617214&pid=S1413-8123201200090002100030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">31. Campos GWS. O anti-Taylor: sobre a inven&ccedil;&atilde;o    de um m&eacute;todo para co-governar institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    produzindo liberdade e compromisso. <i>Cad Saude Publica</i> 1998; 14(4):863-870.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617215&pid=S1413-8123201200090002100031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">32. Merlo RC. Psicodin&acirc;mica do trabalho.    In: Jacques MG, Codo W, organizadores. <i>Sa&uacute;de mental &amp; trabalho</i>.    Leituras. Petr&oacute;polis: Vozes; 2002. p. 130-142.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617217&pid=S1413-8123201200090002100032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">33. Clot Y. <i>A fun&ccedil;&atilde;o psicol&oacute;gica    do trabalho</i>. Petr&oacute;polis: Ed. Vozes; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617219&pid=S1413-8123201200090002100033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Artigo apresentado em 02/05/2011    <br>   Aprovado em 08/06/2011    <br>   Vers&atilde;o final apresentada em 15/06/2011</font></p>      ]]></body><back>
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