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<journal-title><![CDATA[Ciência & Saúde Coletiva]]></journal-title>
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<publisher-name><![CDATA[ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva]]></publisher-name>
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<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S1413-81232012000900025</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Reflexões sobre a gestão de processos de desinstitucionalização]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Reflections on the management of deinstitutionalization process]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Pernambuco Centro de Ciências da Saúde Departamento de Medicina Social]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study addresses mental health and, based on a conceptual review, offers considerations on the management of deinstitutionalization processes regarding individuals interned in long-stay psychiatric institutions. Elements concerning asylum formation and logic are discussed, along with the mechanisms necessary for the effective change in paradigm and practices, with deinstitutionalization and psychosocial rehabilitation as the core issues. Reflections are offered regarding management actions committed to the psychosocial model, linking such actions to the application of the components of care and going beyond the articulation of the tools of mental health policy. Theoretical reflection offers suggestions referring to the qualification processes of mental health professionals, deinstitutionalization in the management of the Unified Health System and tripartite action with co-accountability in actions and financing. The final considerations recognize the bureaucratic obstacles in the public realm and propose facing these challenges as a management challenge, along with processes of change that can radically commit to the lives of people, thereby broadening the discussion to the ethical realm.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Gestão]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>TEMAS LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Reflex&otilde;es sobre a gest&atilde;o de    processos de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Reflections on the management of deinstitutionalization    process</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Marcela Adriana da Silva Lucena; Adriana Falangola    Benjamin Bezerra</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Departamento de Medicina Social, Centro de Ci&ecirc;ncias    da Sa&uacute;de, Universidade Federal de Pernambuco. Avenida Prof. Moraes R&ecirc;go,    s/n. Cidade Universit&aacute;ria. Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de,    bloco D, 1 andar. 50670-420 Recife PE. <a href="mailto:marcelaslucena@gmail.com">marcelaslucena@gmail.com</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O tema a ser tratado neste artigo encontra-se    dentro do campo da sa&uacute;de mental e, mediante revis&atilde;o conceitual,    realiza considera&ccedil;&otilde;es sobre a gest&atilde;o de processos de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o    de pessoas com interna&ccedil;&atilde;o psiqui&aacute;trica de longa perman&ecirc;ncia,    abordando elementos acerca da forma&ccedil;&atilde;o e l&oacute;gica asilar,    assim como sobre a engrenagem necess&aacute;ria para a efetiva&ccedil;&atilde;o    da mudan&ccedil;a de seu paradigma e de suas pr&aacute;ticas, considerando a    desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o e a reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial    como eixos centrais. Realiza reflex&atilde;o sobre a a&ccedil;&atilde;o gerencial    comprometida com o modelo psicossocial, atrelando a mesma &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o    dos componentes do cuidado, indo para al&eacute;m da articula&ccedil;&atilde;o    das ferramentas da pol&iacute;tica de sa&uacute;de mental. A partir da reflex&atilde;o    te&oacute;rica, traz indicativos referentes aos processos de qualifica&ccedil;&atilde;o    dos trabalhadores de sa&uacute;de mental, &agrave; desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o    como pauta para pactua&ccedil;&atilde;o de gest&atilde;o no SUS e &agrave; a&ccedil;&atilde;o    tripartite com corresponsabiliza&ccedil;&atilde;o nas a&ccedil;&otilde;es e    financiamento. Nas considera&ccedil;&otilde;es finais reconhece os obst&aacute;culos    burocr&aacute;ticos no &acirc;mbito p&uacute;blico e prop&otilde;e como desafio    gerencial o enfrentamento destes e a indu&ccedil;&atilde;o de processos de mudan&ccedil;a    que possam radicalmente se comprometer com a vida das pessoas, ampliando a dimens&atilde;o    da discuss&atilde;o para o campo &eacute;tico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Gest&atilde;o, Desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o,    Reabilita&ccedil;&atilde;o, Cuidado</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">This study addresses mental health and, based    on a conceptual review, offers considerations on the management of deinstitutionalization    processes regarding individuals interned in long-stay psychiatric institutions.    Elements concerning asylum formation and logic are discussed, along with the    mechanisms necessary for the effective change in paradigm and practices, with    deinstitutionalization and psychosocial rehabilitation as the core issues. Reflections    are offered regarding management actions committed to the psychosocial model,    linking such actions to the application of the components of care and going    beyond the articulation of the tools of mental health policy. Theoretical reflection    offers suggestions referring to the qualification processes of mental health    professionals, deinstitutionalization in the management of the Unified Health    System and tripartite action with co-accountability in actions and financing.    The final considerations recognize the bureaucratic obstacles in the public    realm and propose facing these challenges as a management challenge, along with    processes of change that can radically commit to the lives of people, thereby    broadening the discussion to the ethical realm.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b>Management, Deinstitucionalization,    Rehabilitation, Care</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Este artigo prop&otilde;e discutir algumas quest&otilde;es    acerca de processos de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o que consideramos    importantes para o di&aacute;logo com os gestores, especialmente aqueles que    t&ecirc;m em seus territ&oacute;rios de atua&ccedil;&atilde;o institui&ccedil;&otilde;es    psiqui&aacute;tricas a serem desconstru&iacute;das.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para isso, aborda inicialmente aspectos em torno    da institui&ccedil;&atilde;o asilar, seus significados e repercuss&otilde;es,    e, posteriormente, discute o processo de desconstru&ccedil;&atilde;o do manic&ocirc;mio    em contrapartida &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de uma rede territorial.    Por fim, realiza algumas reflex&otilde;es sobre a gest&atilde;o de processos    de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>A institui&ccedil;&atilde;o asilar e suas    repercuss&otilde;es</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A engrenagem do desmonte de uma institui&ccedil;&atilde;o    manicomial concomitantemente &agrave; montagem de uma rede territorial s&atilde;o    quest&otilde;es chaves postas no debate da sa&uacute;de mental no Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de (SUS), uma vez que requer o desenho de pr&aacute;ticas de gest&atilde;o    integradas, estrat&eacute;gias terap&ecirc;uticas e interven&ccedil;&otilde;es    sociais ligadas diretamente aos usu&aacute;rios.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O primeiro passo &eacute; compreender que significados    traz a institui&ccedil;&atilde;o manicomial e por que a necessidade do seu desmonte,    considerando suas repercuss&otilde;es negativas e devastadoras na vida das pessoas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ao tentar compreender a loucura e a sua rela&ccedil;&atilde;o    estabelecida com a sociedade ao longo do tempo, &eacute; poss&iacute;vel remeter-se    aos inscritos de Foucault&sup1; sobre este assunto. At&eacute; meados da Revolu&ccedil;&atilde;o    Francesa em 1789, a loucura fazia parte do universo daqueles descritos como    "expurgos" da sociedade que precisavam ser controlados e regenerados a favor    de uma ordem social a ser institu&iacute;da.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com a influ&ecirc;ncia do positivismo e assun&ccedil;&atilde;o    da ci&ecirc;ncia em contraposi&ccedil;&atilde;o ao poder do rei e de Deus, a    loucura vai se tornado objeto de estudo da medicina e ganhando dentro da sociedade    um espa&ccedil;o pr&oacute;prio, com as realiza&ccedil;&otilde;es de Philippe    Pinel em 1793&sup2;.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Forma-se o hospital psiqui&aacute;trico constitu&iacute;do    em si mesmo como o pr&oacute;prio rem&eacute;dio para a pretendida cura: o retorno    do alienado &agrave; realidade e o seu enquadramento &agrave;s regras da sociedade.    Com a medicina vai sendo elaborada uma nosografia m&eacute;dica e se formatando    um saber fundante para a psicopatologia e a consequente consagra&ccedil;&atilde;o    da loucura como doen&ccedil;a mental. O hospital psiqui&aacute;trico vai ent&atilde;o    se instituindo como instrumento &uacute;nico e exclusivo para tratamento e se    ancorando no isolamento para fins de constitui&ccedil;&atilde;o do conhecimento    cient&iacute;fico&sup3;.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido, ao mesmo tempo, v&atilde;o se    elaborando formas de abordagens e tratamentos mediante defini&ccedil;&atilde;o    de uma rotina asilar e de uma rela&ccedil;&atilde;o de autoridade que vai cristalizando    a concep&ccedil;&atilde;o de tutela como a principal moldagem para a liga&ccedil;&atilde;o    entre m&eacute;dico e paciente no campo da psiquiatria, baseada inicialmente    em um conjunto de estrat&eacute;gias terap&ecirc;uticas disciplinares, a saber:    ordens, castigos e trabalho.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Agrave; medida que o isolamento vai se consolidando    como princ&iacute;pio de tratamento, contribui para produ&ccedil;&atilde;o da    necessidade de medidas de prote&ccedil;&atilde;o, dada a no&ccedil;&atilde;o    de periculosidade que vai sendo atribu&iacute;da ao louco e legitimada pela    institui&ccedil;&atilde;o asilar.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Pode-se melhor compreender esta institui&ccedil;&atilde;o    &agrave; luz das teoriza&ccedil;&otilde;es a respeito das institui&ccedil;&otilde;es    totais que, segundo Goffman<sup>4,</sup>, s&atilde;o aquelas capazes de destituir-se    de sua subjetividade aqueles a ela submetidos, baseadas em rela&ccedil;&otilde;es    de poder e de controle. &Eacute; o que se chama, mediante uma constru&ccedil;&atilde;o    processual calcada em aparatos coercitivos, de mortifica&ccedil;&atilde;o do    eu.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">"O enfermo, logo que internado no hospital, &eacute;    definido como doente, e todas as suas a&ccedil;&otilde;es, participa&ccedil;&otilde;es    e rea&ccedil;&otilde;es s&atilde;o interpretadas e explicitadas em termos de    doen&ccedil;a. Logo, a vida institucional se baseia sobre a nega&ccedil;&atilde;o    de valores aprioristicamente definida, para o internado, que &eacute; considerado    irreversivelmente objetivado pela doen&ccedil;a, o que justifica, no plano pr&aacute;tico-institucional,    a rela&ccedil;&atilde;o objetivante com ele instaurada<sup>"5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dadas todas as repercuss&otilde;es dos processos    de institucionaliza&ccedil;&atilde;o, a hist&oacute;ria revela que a pr&oacute;pria    sociedade se encarrega de levantar questionamentos sobre a institui&ccedil;&atilde;o    que ela mesma legitimou a partir do nascimento de novas teorias e experi&ecirc;ncias    humanas devastadoras - especialmente ap&oacute;s a segunda guerra mundial, tempo    que apresentava uma demanda pol&iacute;tico-social na perspectiva de rever as    institui&ccedil;&otilde;es, de cuidar das pessoas fragilizadas pela guerra e    de reestruturar a sociedade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A psiquiatria nesta &eacute;poca entra como um    campo a ser repensado que n&atilde;o traz no primeiro momento a necessidade    de rever a concep&ccedil;&atilde;o de loucura, mas as pr&aacute;ticas institucionais    voltadas para a mesma.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; o que alguns te&oacute;ricos denominam    como reformas psiqui&aacute;tricas: as que propuseram uma remodelagem institucional    (Psiquiatria Institucional na Fran&ccedil;a e a Comunidade Terap&ecirc;utica    na Inglaterra); as que incorporaram a comunidade como ponto central para o desenvolvimento    do tratamento, tornando o asilo como complementar (Psiquiatria de Setor na Fran&ccedil;a    e a Psiquiatria Preventiva nos EUA) e as que questionaram a pr&oacute;pria psiquiatria:    seus saberes e suas pr&aacute;ticas, propondo uma ruptura com a institui&ccedil;&atilde;o    asilar por um vi&eacute;s fortemente ideol&oacute;gico e pol&iacute;tico (Antipsiquiatria    na Inglaterra e Psiquiatria Democr&aacute;tica na It&aacute;lia)<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essas reformas psiqui&aacute;tricas foram respons&aacute;veis    pela cria&ccedil;&atilde;o de novas configura&ccedil;&otilde;es epistemol&oacute;gicas    e assistenciais no campo da psiquiatria, tendo a experi&ecirc;ncia italiana    privilegiado os eixos da desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o e reabilita&ccedil;&atilde;o    psicossociais, determinantes para experi&ecirc;ncia brasileira e fundamentais    para a engrenagem colocada como objeto de estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>A engrenagem: de uma interven&ccedil;&atilde;o    de aprisionamento a uma proposta de cuidado</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A supera&ccedil;&atilde;o de institui&ccedil;&otilde;es    de "natureza total" requer uma ruptura com o sistema coercitivo e sua pr&oacute;pria    problematiza&ccedil;&atilde;o<sup>5</sup>. Nesta perspectiva, essa transforma&ccedil;&atilde;o    vai al&eacute;m de um processo de desospitaliza&ccedil;&atilde;o, do qual concebemos    como uma pol&iacute;tica de altas hospitalares e redu&ccedil;&atilde;o gradual    de n&uacute;mero de leitos sem constru&ccedil;&atilde;o efetiva de um sistema    e de uma l&oacute;gica que substitua o aparato hospitalar. A suposta, e necess&aacute;ria,    supera&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o asilar demanda efetivamente    o acolhimento e a inven&ccedil;&atilde;o de novas formas de cuidar que remetam    a um processo de responsabiliza&ccedil;&atilde;o pelos sujeitos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para que possa ocorrer uma real mudan&ccedil;a    estrutural na assist&ecirc;ncia, a desmontagem do aparato institucional deve    passar, necessariamente, por uma proposta de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com base na Reforma Italiana, se aborda o tema    como "um processo social complexo que tende a mobilizar como atores os sujeitos    sociais envolvidos, que tende a transformar as rela&ccedil;&otilde;es de poder    entre os pacientes e as institui&ccedil;&otilde;es, que tende a produzir estruturas    de sa&uacute;de mental que substituem inteiramente a interna&ccedil;&atilde;o    em hospital psiqui&aacute;trico e que nascem da desmontagem e reconvers&atilde;o    de recursos materiais e humanos que estavam ali depositados"<i><sup>7</sup>.</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Nesta perspectiva, a desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o &eacute; um procedimento ou um conjunto de a&ccedil;&otilde;es no    sentido de reverter a assist&ecirc;ncia psiqui&aacute;trica tradicional, mas    um processo cont&iacute;nuo que consiste na transforma&ccedil;&atilde;o dessa    institui&ccedil;&atilde;o e numa reorganiza&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria    dos projetos, perpassando pela dimens&atilde;o da rela&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica    (das concep&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas de tratamento) &agrave; dimens&atilde;o    da constru&ccedil;&atilde;o de uma nova pol&iacute;tica no campo (das concep&ccedil;&otilde;es    e pr&aacute;ticas da a&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica)<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A separa&ccedil;&atilde;o do "fen&ocirc;meno    doen&ccedil;a" da "exist&ecirc;ncia dos sujeitos" e do "seu corpo social" produziu    um v&aacute;cuo, induzindo a constru&ccedil;&atilde;o de um conjunto de aparatos    cient&iacute;ficos, legislativos, administrativos, materializados pela institui&ccedil;&atilde;o,    reafirmando e legitimando a doen&ccedil;a. Percebe-se uma tend&ecirc;ncia das    unidades institucionais de atender as demandas a partir de suas compet&ecirc;ncias,    perdendo a dimens&atilde;o da integralidade, e de alguma forma reafirmando os    sujeitos naquilo que ela institui como verdade acerca da compreens&atilde;o    dos mesmos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O paradigma da desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o,    ent&atilde;o, prop&otilde;e desmontar essa din&acirc;mica com todos os seus    aparatos para retomar o contato com a exist&ecirc;ncia dos sujeitos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Trata-se de um rompimento com a busca incisiva    e hist&oacute;rica pelo entendimento etiol&oacute;gico da loucura enquanto doen&ccedil;a    e de uma reproposi&ccedil;&atilde;o de solu&ccedil;&atilde;o centrada na exist&ecirc;ncia    do sujeito e sua rela&ccedil;&atilde;o com o meio social, formatando a a&ccedil;&atilde;o    terap&ecirc;utica na perspectiva de transforma&ccedil;&atilde;o institucional    em prol da inven&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e reprodu&ccedil;&atilde;o    social do paciente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A partir das leituras de v&aacute;rios autores    acerca do tema em curso, especialmente Rotelli et al.<sup>7</sup> e Albuquerque<sup>8</sup>,    se pode dizer que o processo de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o implica    na mobiliza&ccedil;&atilde;o de todos os atores envolvidos no sistema de a&ccedil;&atilde;o    institucional (trabalhadores, gestores, familiares, pacientes e outros poss&iacute;veis    agentes) e na transforma&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es de poder    entre a institui&ccedil;&atilde;o e das pessoas por ela assistida.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essa transforma&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a    das microrrela&ccedil;&otilde;es: a mudan&ccedil;a da rela&ccedil;&atilde;o    de tutela pela de contratualidade, na qual a troca &eacute; o foco - quem cuida    passa a "tomar encargo" no sentido da responsabiliza&ccedil;&atilde;o e ao mesmo    tempo, reconhece o sujeito como protagonista da sua pr&oacute;pria hist&oacute;ria,    independente da sua condi&ccedil;&atilde;o psicopatol&oacute;gica.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os autores ainda referem que a desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o    implica na utiliza&ccedil;&atilde;o de todo aparato interno da institui&ccedil;&atilde;o    (seus recursos) para sua pr&oacute;pria decomposi&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o    de uma nova institui&ccedil;&atilde;o, o que gera mudan&ccedil;as: uma nova    forma de administrar os recursos p&uacute;blicos (processos de trabalho, rela&ccedil;&otilde;es    interpessoais, din&acirc;mica institucional, entre outros); a centraliza&ccedil;&atilde;o    do trabalho terap&ecirc;utico no sujeito e a constru&ccedil;&atilde;o de estruturas    externas substitutivas &agrave; interna&ccedil;&atilde;o no manic&ocirc;mio    com base no territ&oacute;rio, no trabalho em rede e no processo de responsabiliza&ccedil;&atilde;o<sup>7,8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O eixo da desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o    e suas proposi&ccedil;&otilde;es s&atilde;o referentes a processos inacabados    e que exigem perp&eacute;tua inova&ccedil;&atilde;o do jogo institucional. A    sua concretude adv&eacute;m da singulariza&ccedil;&atilde;o do olhar e do cuidado    a partir da reconstru&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas mediante produ&ccedil;&atilde;o    de estrat&eacute;gias balizadas na proposta de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Esta ideia &eacute; referenciada pela Reforma    Psiqui&aacute;trica Brasileira, que visa &agrave; reconstru&ccedil;&atilde;o    da concep&ccedil;&atilde;o de loucura, enfocando a quest&atilde;o do sofrimento    ps&iacute;quico e repensando as formas de cuidado. A proposta &eacute; um redirecionamento    do modelo assistencial, antes centrado no hospital psiqui&aacute;trico, para    uma aten&ccedil;&atilde;o integrada, em rede, baseada no territ&oacute;rio e    tamb&eacute;m provocando transforma&ccedil;&otilde;es nas dimens&otilde;es culturais    e legais. Em outras palavras, ela visa sustentar as pessoas com suas diferen&ccedil;as    na sociedade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estamos essencialmente falando de uma mudan&ccedil;a    de paradigma do doente ao sujeito, da rela&ccedil;&atilde;o de tutela &agrave;    de contrato, do tratamento ao cuidado. Uma exig&ecirc;ncia permanente de intervir    diferente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Ayres<sup>9</sup> dialoga que para a constru&ccedil;&atilde;o    do cuidado &eacute; necess&aacute;rio debru&ccedil;ar-se "sobre as ra&iacute;zes    e significados de adoecimentos em sua condi&ccedil;&atilde;o de obst&aacute;culos    coletivamente postos a projetos de felicidade humana e, de forma articulada,    da disposi&ccedil;&atilde;o socialmente dada das tecnologias e servi&ccedil;os    dispon&iacute;veis para sua supera&ccedil;&atilde;o".</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ainda segundo o autor<sup>9 </sup>, para sua    realiza&ccedil;&atilde;o, a reconstru&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica de    cuidado necessita, <i>"</i>de esfor&ccedil;os coletivos e pragm&aacute;ticos    de um processo p&uacute;blico de intera&ccedil;&atilde;o entre diversas pretens&otilde;es,    exig&ecirc;ncias e condi&ccedil;&otilde;es de validade das diversas proposi&ccedil;&otilde;es    e interesses em disputa<i>".</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Esses esfor&ccedil;os no campo da sa&uacute;de    mental podem ser traduzidos pelas tentativas de efetivar as mudan&ccedil;as    de concep&ccedil;&otilde;es, superando o modelo asilar e consolidando o modelo    psicossocial com produ&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias de reabilita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Antes de nomear de forma propositiva as novas    possibilidades de interven&ccedil;&atilde;o, se faz necess&aacute;rio tomar    o conceito empregado de reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A partir das ideias de Saraceno<sup>10</sup>,    a reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial &eacute; vista como estrat&eacute;gia    global. O mesmo aponta que todas as pessoas t&ecirc;m um determinado n&iacute;vel    contratual que faz com que utilize no seu cotidiano o seu poder de negocia&ccedil;&atilde;o,    alguns mais, outros menos, a partir de uma habilidade constru&iacute;da ao longo    da vida que perpassa por v&aacute;rios cen&aacute;rios legitimados pela sociedade    (fam&iacute;lia, escola, trabalho, c&iacute;rculo de amizades) e apresentados    dinamicamente em cont&iacute;nuo processo de mudan&ccedil;a. A esse cen&aacute;rio,    o autor chama espa&ccedil;o de troca, espa&ccedil;o social, onde as rela&ccedil;&otilde;es    se estabelecem.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">"&#91;...&#93; todos n&oacute;s atuamos em tr&ecirc;s    grandes cen&aacute;rios: cen&aacute;rio habitat, cen&aacute;rio mercado e o    cen&aacute;rio de trabalho... onde acontece o desenrolar das cenas, das hist&oacute;rias,    dos efeitos, de todos os elementos: dinheiro, afetos, poderes, s&iacute;mbolos,    etc"<sup>10</sup><i>.</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A quest&atilde;o &eacute;: como concretamente    operacionalizar esta no&ccedil;&atilde;o, especialmente junto a pessoas em situa&ccedil;&atilde;o    de maior vulnerabilidade ou em desvantagem social?</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Vasconcelos<sup>11</sup>, ao colocar as abordagens    psicossociais na dire&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria &agrave;s abordagens    cl&iacute;nicas convencionais, demonstra que alguns elementos devem ser considerados    como objeto da reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial, a saber: o conhecimento    cr&iacute;tico da realidade no &acirc;mbito das rela&ccedil;&otilde;es de poder    estabelecidas na sociedade; a luta pela transforma&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es    concretas de vida, de moradia e trabalho e de reprodu&ccedil;&atilde;o social    dos usu&aacute;rios; o amplo reconhecimento das necessidades espec&iacute;ficas    dos indiv&iacute;duos e grupos sociais, aumentando a oferta e a universaliza&ccedil;&atilde;o    a dispositivos adequados de aten&ccedil;&atilde;o e cuidado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O autor&sup1;&sup1; sinaliza ainda como importantes    focos da reabilita&ccedil;&atilde;o a mudan&ccedil;a dos servi&ccedil;os, das    pol&iacute;ticas sociais e dos saberes cient&iacute;ficos e profissionais envolvidos    no processo psicossocial; a amplia&ccedil;&atilde;o e a defesa dos direitos    civis, pol&iacute;ticos e sociais dos usu&aacute;rios, assim como a reinven&ccedil;&atilde;o    de modos de viver no sentido de maior criatividade e inova&ccedil;&atilde;o.    Aponta como ideia central a oferta de subs&iacute;dios concretos para que indiv&iacute;duos    e grupos sociais adquiram a criticidade &agrave; sua condi&ccedil;&atilde;o    constru&iacute;da, ampliando o rol de possibilidades e a aceita&ccedil;&atilde;o    das diferen&ccedil;as existenciais na vida social e cultural, exatamente na    dire&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria da adapta&ccedil;&atilde;o e ajustamento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Consideramos que Ayres<sup>9</sup>, explorando    as heterodoxias terap&ecirc;uticas ao abordar a quest&atilde;o da humaniza&ccedil;&atilde;o    da assist&ecirc;ncia, traz algumas contribui&ccedil;&otilde;es para a proposi&ccedil;&atilde;o    do cuidado que podem ser aproveitadas no campo psicossocial em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; materializa&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es. Quando    aponta a necessidade dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de desenvolverem a&ccedil;&otilde;es    para al&eacute;m deles mesmos, cita: "apoio &agrave; escolariza&ccedil;&atilde;o    e aquisi&ccedil;&atilde;o de compet&ecirc;ncias profissionais, desenvolvimento    de talentos e voca&ccedil;&otilde;es, atividades f&iacute;sicas e de viv&ecirc;ncias    corporais, atividades de lazer e socializa&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o    e defesa dos direitos, prote&ccedil;&atilde;o legal e policial, integra&ccedil;&atilde;o    a a&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento comunit&aacute;rio e participa&ccedil;&atilde;o    pol&iacute;tica".</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Kinoshita<sup>12</sup> ao escrever a respeito    dos processos construtivos de autonomia e do poder contratual aponta que, dada    a situa&ccedil;&atilde;o das pessoas institucionalizadas, uma das formas potentes    de construir este cuidado &eacute; emprestando ao usu&aacute;rio o poder contratual    do t&eacute;cnico, o fazer junto, at&eacute; que ele construa paulatinamente,    de forma singular e poss&iacute;vel, a sua trajet&oacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essa ideia se aplica bem aos processos de reabilita&ccedil;&atilde;o    de pessoas com alto grau de vulnerabilidade social e com hist&oacute;rias de    institucionaliza&ccedil;&atilde;o, nos quais a pr&aacute;tica de cuidado consiste    em reconstruir pessoas<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como reconstituir pessoas? Ativar para a vida,    trazer &agrave; tona a pot&ecirc;ncia de vida, criando espa&ccedil;os para o    exerc&iacute;cio do desejo das pequenas coisas &agrave;s grandes realiza&ccedil;&otilde;es:    ter um lar - um lugar de pertencimento, desenvolver de forma aut&ocirc;noma    e poss&iacute;vel suas atividades da vida di&aacute;ria, tomar decis&otilde;es,    ou seja, construir um cotidiano capaz de criar pontes para habitar a cidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Neste sentido, &eacute; fundamental explorar    as possibilidades de desenvolver projetos de gest&atilde;o comprometidos com    projetos de vida; de transformar a dureza das diretrizes normativas e financeiras    da pol&iacute;tica de sa&uacute;de numa a&ccedil;&atilde;o concreta e objetiva,    mas, tamb&eacute;m capaz de produzir vida.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">H&aacute; necessidade de certa engenharia que    requer do gestor, em processos complexos como os de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o,    a utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos institucionais e ao mesmo tempo, o desenvolvimento    de uma forma de gestar comprometida com a mudan&ccedil;a de paradigma.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>A gest&atilde;o de processos de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o:    da dureza das estruturas &agrave; necess&aacute;ria reconstru&ccedil;&atilde;o    das pr&aacute;ticas</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como moldar o arcabou&ccedil;o de estrat&eacute;gias    interventivas institucionais para planejar e produzir a&ccedil;&otilde;es com    alma? Que entrelinhas podem ser desenhadas num processo duro como fechar leitos    e abrir novos servi&ccedil;os, correr contra o tempo e escalar obst&aacute;culos    burocr&aacute;ticos?</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma possibilidade de enfrentamento de tal quest&atilde;o    pode ser a incorpora&ccedil;&atilde;o dos componentes de uma pr&aacute;tica    de cuidado, imprescind&iacute;veis para abordagem de problemas complexos no    intuito de ampliar as chances de desenvolver um racioc&iacute;nio gerencial    coerente com o paradigma psicossocial. Eis um ensaio da aplica&ccedil;&atilde;o    destes componentes pensando a desconstru&ccedil;&atilde;o de um hospital psiqui&aacute;trico    e a constitui&ccedil;&atilde;o de uma rede de cuidados territoriais, &agrave;    exig&ecirc;ncia de:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Conhecer</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">- O hospital psiqui&aacute;trico no territ&oacute;rio    - a representa&ccedil;&atilde;o que tem, o uso dele feito pela popula&ccedil;&atilde;o    e como a rede de servi&ccedil;os se porta em rela&ccedil;&atilde;o a ele.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">- A popula&ccedil;&atilde;o de longa perman&ecirc;ncia:    de onde s&atilde;o as pessoas originalmente, quantas s&atilde;o, quem s&atilde;o,    suas hist&oacute;rias, sua condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e seus v&iacute;nculos    familiares e comunit&aacute;rios, caso existam.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">- Os atores em jogo: os opositores da Reforma    Psiqui&aacute;trica, os declaradamente defensores, os potenciais aliados, os    aliados, os trabalhadores, os familiares, e tantos outros.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">- A rede: seus recursos, sua din&acirc;mica,    suas fragilidades e suas pot&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">- A Pol&iacute;tica de Sa&uacute;de Mental: seus    paradigmas e ferramentas de gest&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Acolher a demanda</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Fazendo refer&ecirc;ncia &agrave;s ideias desenvolvidas    por Teixeira<sup>14</sup> e transportando-as para a dimens&atilde;o da gest&atilde;o,    consideramos que acolher a demanda est&aacute; associado &agrave; capacidade    de escutar os atores envolvidos com os problemas e a si mesmo diante das diferentes    situa&ccedil;&otilde;es, estabelecendo uma rela&ccedil;&atilde;o interativa    e dial&oacute;gica de forma permanente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Responsabilizar-se</i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tomar para si, na condi&ccedil;&atilde;o de gestor,    o desafio de articular a constru&ccedil;&atilde;o das respostas. Tomar encargo,    ir ao encontro<sup>15</sup>. No &acirc;mbito da gest&atilde;o isso significa    olhar, dirigir a aten&ccedil;&atilde;o, priorizar, colocar na pauta, articulando    para isso todos os recursos no sentido da constru&ccedil;&atilde;o das respostas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na perspectiva da desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o,    a responsabiliza&ccedil;&atilde;o deve se dar mediante o compromisso com a desconstru&ccedil;&atilde;o    de institui&ccedil;&otilde;es manicomiais, mas prioritariamente, com a vida    das pessoas l&aacute; internadas, ou seja, com a oferta de servi&ccedil;os que,    como uma solu&ccedil;&atilde;o substitutiva aos hospitais, possa abarcar o cuidado    psicossocial das pessoas em seus territ&oacute;rios existenciais. Tal decis&atilde;o    significa dirigir investimentos para a cria&ccedil;&atilde;o de dispositivos    que deem conta das necessidades das pessoas com a implanta&ccedil;&atilde;o    direta ou articula&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os para que estas possam    acessar de forma adequada o apoio importante para sua reabilita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Decidir </i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A decis&atilde;o possibilita acontecer. Tomar    uma decis&atilde;o &eacute; "tender a uma posi&ccedil;&atilde;o amplamente determinada    por uma situa&ccedil;&atilde;o que precede o momento da decis&atilde;o, mas,    que se reestrutura para e pelo sujeito da decis&atilde;o a partir do momento    em que, junto ao outro, atualiza seu projeto existencial na decis&atilde;o tomada"<sup>9</sup><i>.    </i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Compartilhar </i></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Partilhar algo com algu&eacute;m. Fazendo uma    alus&atilde;o &agrave; ideia de S&eacute;rgio Arouca ao falar da Reforma Sanit&aacute;ria    como civilizat&oacute;ria<sup>16</sup>, se pode dizer que realizar processos    de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; apostar numa proposta civilizat&oacute;ria    atrav&eacute;s de repercuss&otilde;es singulares produzidas para os sujeitos    e para a sociedade, uma vez que acolher a diferen&ccedil;a no meio social &eacute;    construir um caminho de toler&acirc;ncia, de reconhecimentos da positividade    das diferen&ccedil;as, de ser mais humana.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Considerando que a dimens&atilde;o das repercuss&otilde;es    de processos de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o se expande para a vida    nas suas v&aacute;rias facetas, o caminho para atingi-la &eacute; pelo compartilhamento    de responsabilidades, de ideias, de a&ccedil;&otilde;es e de recursos. &Eacute;    fundamental transportar a elabora&ccedil;&atilde;o de uma a&ccedil;&atilde;o    intersetorial para a pauta de trabalho cotidiana com o envolvimento dos v&aacute;rios    setores nos processos de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o e nos cuidados    dispensados no territ&oacute;rio. S&oacute; coletivamente se consegue construir    solu&ccedil;&otilde;es de enfrentamento para grandes problemas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Produzir a&ccedil;&atilde;o com capacidade de    responder a problemas imediatos (&agrave; sobreviv&ecirc;ncia e &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o    de riscos e agravos) e a construir estruturas capazes de mudar a realidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Intervir simultaneamente dentro e fora do hospital,    criando viabilidade para os sonhos e os projetos numa costura que abarque uma    variedade de retalhos formando uma colcha inacabada, mas, ao mesmo tempo sintonizada    pelas cores e formato. P&ocirc;r em pr&aacute;tica o poder.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Considerando os elementos acima como essenciais    para fazer gest&atilde;o, se faz necess&aacute;rio tamb&eacute;m utilizar os    recursos existentes para a viabilidade dos processos. Hoje, especialmente a    partir da Lei 10.216/01<sup>17</sup>, se tem refer&ecirc;ncias claras que, materializadas    em portarias e recomenda&ccedil;&otilde;es, dadas suas pot&ecirc;ncias e limites,    possibilitam ao gestor desenvolver:</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Processos regulat&oacute;rios e de planifica&ccedil;&atilde;o    de leitos junto aos hospitais psiqui&aacute;tricos</i>: o Programa de Reestrutura&ccedil;&atilde;o    da Assist&ecirc;ncia Hospitalar (PRH) - Portarias MS/GM 52<sup>18</sup> e 53/04<sup>19</sup>    e o Programa Nacional de Avalia&ccedil;&atilde;o Hospitalar (PNASH/Psiquiatria)    - Portaria MS/GM 251/02<sup>20</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Projetos voltados diretamente para o processo    de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o e reinser&ccedil;&atilde;o social, a    saber</i>: O Programa de Volta Para Casa - Lei Nacional 10.708/03&sup2;&sup1;    que institui o aux&iacute;lio-reabilita&ccedil;&atilde;o para pacientes acometidos    de transtornos mentais egressos de interna&ccedil;&otilde;es; os Servi&ccedil;os    Residenciais Terap&ecirc;uticas - Portaria MS/GM 106/00<sup>22</sup>; Projetos    de Gera&ccedil;&atilde;o de Renda - Portaria MS/GM 1.169/05&sup2;&sup3; e os    Centros de Conviv&ecirc;ncia - Portaria 396/05<sup>24</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><i>Projetos voltados para a assist&ecirc;ncia</i>:    Sa&uacute;de Mental na Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria - Portarias MS/GM    154/08<sup>25</sup> e 2843/10<sup>26</sup>; Leitos em Hospitais Gerais - Portarias    MS/GM 189/91<sup>27</sup>, 1.612/05<sup>28</sup> e 2.842/10<sup>29</sup> e os    Centros de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial (CAPS) - Portaria MS/GM 336/02<sup>30</sup>.    Importante ressaltar que embora algumas das portarias aqui mencionadas sejam    direcionadas &agrave; aten&ccedil;&atilde;o de pessoas que fazem uso de &aacute;lcool    e outras drogas, entendemos que fazer refer&ecirc;ncias a estas &eacute; importante    por compor o escopo tanto da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria como dos    leitos em hospital geral dentro da configura&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O grande desafio dos tempos atuais &eacute; a    urg&ecirc;ncia em acelerar os processos de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o,    haja vista que o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<sup>31</sup> aponta uma estimativa    de que 35% da popula&ccedil;&atilde;o internada em hospitais psiqui&aacute;tricos    no pa&iacute;s s&atilde;o de longa perman&ecirc;ncia, ou seja, ainda esperam    pela possibilidade de retomar a vida e outras tantas circulam no territ&oacute;rio,    demandando cuidados que sejam efetivos e leais ao mandato da inclus&atilde;o    social.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para isso, &eacute; imprescind&iacute;vel aprimorar    as ferramentas de gest&atilde;o de forma tal que possam dar conta da complexidade    de um processo de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o e responder &agrave;s    demandas advindas do percurso de desmontagem do hospital psiqui&aacute;trico    &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o da rede territorial.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para finalizar este artigo, se apontam tr&ecirc;s    considera&ccedil;&otilde;es como pontos importantes para esta revis&atilde;o.    N&atilde;o h&aacute; pretens&atilde;o de aprofund&aacute;-las ou at&eacute;    mesmo responder a todas as lacunas da pol&iacute;tica, mas, principalmente de    provocar inquieta&ccedil;&otilde;es e discuss&otilde;es para a busca de matura&ccedil;&atilde;o    dos elementos que se constituem muitas vezes como obst&aacute;culos nos diferentes    &acirc;mbitos de gest&atilde;o no sentido de garantir o seu desenho coerente    com o paradigma psicossocial.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Consideramos fundamental o desenvolvimento de    uma proposta de educa&ccedil;&atilde;o permanente comprometida com o eixo da    desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o, ou seja, a instrumentaliza&ccedil;&atilde;o    dos nossos trabalhadores para operar o cuidado conforme as refer&ecirc;ncias    da Reforma Psiqui&aacute;trica, refletidas na legisla&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de    mental. Uma qualifica&ccedil;&atilde;o que minimize os riscos de cristaliza&ccedil;&atilde;o    de certo tecnicismo e construa crescentemente a capacidade de reflex&atilde;o    sobre o sentido "do fazer", ampliando tamb&eacute;m, a capacidade de construir    pr&aacute;ticas orientadas pelas reais demandas dos usu&aacute;rios e seus familiares.    Uma proposta que prime por uma metodologia dial&oacute;gica entre os princ&iacute;pios    te&oacute;ricos, da pol&iacute;tica e as diferentes realidades na perspectiva    de construir um conhecimento aplicado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para isso, se faz necess&aacute;ria uma revis&atilde;o    da l&oacute;gica normativa e de financiamento. Embora o financiamento das propostas    de forma&ccedil;&atilde;o esteja contemplado nos Planos de Educa&ccedil;&atilde;o    Permanente de forma descentralizada<sup>32</sup>, o que se considera um avan&ccedil;o,    ainda assim, h&aacute; uma dificuldade real, a nosso ver, de operacionaliza&ccedil;&atilde;o    dos recursos financeiros para o desenvolvimento de propostas de forma&ccedil;&atilde;o    nas v&aacute;rias &aacute;reas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um segundo aspecto importante a ser considerado    &eacute; a necessidade de inclus&atilde;o dos processos de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o    na dimens&atilde;o de pactua&ccedil;&otilde;es de responsabilidade e compromissos    no &acirc;mbito da gest&atilde;o do SUS. Muitas dessas iniciativas ficam a merc&ecirc;    de conjunturas pol&iacute;ticas que definem a intensidade do investimento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Campos<sup>33</sup> ao discutir sobre os desafios    para a sustentabilidade do SUS enfatiza a import&acirc;ncia da cria&ccedil;&atilde;o    de mecanismos organizacionais capazes de definir responsabilidades (macro e    micro-sanit&aacute;ria) dos entes federados, com estabelecimento do encargo    com compromissos e cofinanciamento na rela&ccedil;&atilde;o intergovernamental.    Isso nos remete a pensar na necess&aacute;ria forma&ccedil;&atilde;o de indicadores    de sa&uacute;de mental que possibilitem a entrada do tema na pauta dos gestores    e induza a forma&ccedil;&atilde;o de uma agenda de compromissos a fim de nortear    as pactua&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Desta forma, sugerimos alguns conte&uacute;dos    que consideramos importantes para a constru&ccedil;&atilde;o destes indicadores:    erradica&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&atilde;o de longa perman&ecirc;ncia    em hospitais psiqui&aacute;tricos, regula&ccedil;&atilde;o local das interna&ccedil;&otilde;es    psiqui&aacute;tricas, erradica&ccedil;&atilde;o de macro-hospitais nos diferentes    territ&oacute;rios e oferta de a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de mental extra-hospitalares.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outro elemento fundamental no &acirc;mbito da    pol&iacute;tica &eacute; o financiamento. Retomando a ideia de Campos<sup>33</sup>,    podemos sinalizar como imprescind&iacute;vel desenhar para a sa&uacute;de mental    uma proposta de financiamento tripartite com percentuais e diretrizes claras    quanto &agrave; contrapartida de cada ente federado e que possa contemplar um    projeto territorial, rompendo com a l&oacute;gica de aloca&ccedil;&atilde;o    de recursos fragmentada por servi&ccedil;os ou editais. Um financiamento que    se produza a partir de uma agenda de compromissos e responsabilidades, respeitando    as diferentes realidades e necessidades.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A constitui&ccedil;&atilde;o do hospital psiqui&aacute;trico    al&eacute;m de cristalizar determinadas concep&ccedil;&otilde;es sobre a loucura    ao longo do tempo determinou formas de operar com este fen&ocirc;meno que ainda    influencia a sociedade. Isso fica claro quando ao lidar com as quest&otilde;es    de organiza&ccedil;&atilde;o de rede territorial de sa&uacute;de mental, muitas    vezes, sermos indagados sobre os ricos de manter as pessoas fora do hospital    e sobre a necessidade deste em sua recupera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; como se houvesse um reconhecimento de    que &eacute; preciso haver cuidados mais humanizados, no entanto, paradoxalmente,    fosse necess&aacute;ria a exist&ecirc;ncia de algum dispositivo na retaguarda    para assegurar que a sa&iacute;da do hospital n&atilde;o dando certo ou tendo    situa&ccedil;&otilde;es de crise, ter&aacute; um lugar protegido para onde encaminhar    as pessoas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A pergunta que nos cabe &eacute;: n&atilde;o    dando certo o qu&ecirc;? Protegido para quem?</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Observamos que a produ&ccedil;&atilde;o do cuidado    est&aacute; diretamente ligada &agrave;s l&oacute;gicas que a instituem, e,    desta forma, as institui&ccedil;&otilde;es efetivam o sentido de sua exist&ecirc;ncia    e fun&ccedil;&atilde;o. Goffman<sup>4 </sup> retrata isso quando teoriza sobre    as institui&ccedil;&otilde;es totais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Parece ser necess&aacute;rio ultrapassar essa    barreira que vai para al&eacute;m dos muros, uma barreira que paira no imagin&aacute;rio,    com pensamentos e ideias muitas vezes ainda imbu&iacute;das de preconceito ou    restritas a um vi&eacute;s de compreens&atilde;o: apenas a perspectiva psiqui&aacute;trica    ou a concep&ccedil;&atilde;o de que estruturas humanizadas s&atilde;o suficientes    para garantir os processos de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pensar eficazes estruturas substitutivas ao manic&ocirc;mio    &eacute; apostar numa nova forma de cuidar comprometida com a constru&ccedil;&atilde;o    de autonomia e protagonismo das pessoas. &Eacute; apostar que a sociedade pode    aprender a tolerar a diferen&ccedil;a e a lidar com os conflitos por ela produzidos.    E o que &eacute; mais importante, ousar na condi&ccedil;&atilde;o de gestores    ao efetivar a mudan&ccedil;a de paradigma: abrir espa&ccedil;os para a realiza&ccedil;&atilde;o    de experi&ecirc;ncias vivas de desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o e reabilita&ccedil;&atilde;o    psicossocial, ou seja, viabilizar.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No cen&aacute;rio estatal muitos s&atilde;o os    obst&aacute;culos para desenvolver processos arrojados e transformadores, desde    problemas estruturais de concep&ccedil;&atilde;o, financiamento e organiza&ccedil;&atilde;o    burocr&aacute;tica da m&aacute;quina institucional, at&eacute; as advindas do    excesso de demandas e car&ecirc;ncia de recursos que exigem continuamente trabalhar    sobre situa&ccedil;&otilde;es de emerg&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De forma paradoxal, aos gestores, dependendo    da sua sustentabilidade pol&iacute;tica num dado governo, se tem uma capacidade    de poder e controle capaz de induzir processos de mudan&ccedil;a e fazer o enfrentamento    dos obst&aacute;culos referidos. Merhy<sup>34</sup> ao abordar este assunto    sinaliza esta capacidade como: a de formular pol&iacute;tica na arena institucional,    controlar financiamento p&uacute;blico, fazer uso de aparato estatal, de induzir    o uso de tecnologias, de criar mecanismos de acessibilidade aos prestadores,    de produzir possibilidades governamentais oriundas das rela&ccedil;&otilde;es    entre os diferentes atores, redefinindo permanentemente pot&ecirc;ncias e regras.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A discuss&atilde;o colocada ent&atilde;o perpassa    pela dimens&atilde;o &eacute;tica: o que produzimos no ato de gerenciar e em    que est&atilde;o centradas as nossas prioridades? O ato de gerenciar implicar&aacute;    sempre disputa de projetos e requer para uma efetiva transforma&ccedil;&atilde;o    de cen&aacute;rios certa flexibilidade e dinamismo no sentido de permear os    elementos t&eacute;cnicos e n&atilde;o t&eacute;cnicos na constitui&ccedil;&atilde;o    de uma sabedoria pr&aacute;tica<sup>9</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Qual o sentido das nossas pr&aacute;ticas? Por    qu&ecirc;? E para qu&ecirc;? O que nos faz suscitar movimentos?</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">MAS Lucena trabalhou na concep&ccedil;&atilde;o,    delineamento e reda&ccedil;&atilde;o do artigo e AFB Bezerra na revis&atilde;o    cr&iacute;tica e aprova&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o a ser publicada.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Foucault M. <i>Hist&oacute;ria da loucura    na Idade Cl&aacute;ssica</i>. S&atilde;o Paulo: Perspectiva; 1978.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617949&pid=S1413-8123201200090002500001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Amarante P, organizador. <i>Sa&uacute;de mental,    pol&iacute;ticas e institui&ccedil;&otilde;es</i>. V. 2. Rio de Janeiro: EAD,    Fiocruz; 2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617951&pid=S1413-8123201200090002500002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Amarante P, organizador. <i>Loucos pela vida    - a trajet&oacute;ria da reforma psiqui&aacute;trica no Brasil</i>. Rio de Janeiro:    SDE, ENSP; 1995.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617953&pid=S1413-8123201200090002500003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Goffman E. <i>Manic&ocirc;mios, pris&otilde;es    e conventos</i>. 5&ordf;. Ed. S&atilde;o Paulo: Perspectiva; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617955&pid=S1413-8123201200090002500004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Ongaro FB. Transforma&ccedil;&atilde;o Institucional    e objetivos comuns. In: Basaglia F, organizador. <i>A Institui&ccedil;&atilde;o    Negada</i>: relato de um hospital psiqui&aacute;trico. 2&ordf;. Ed. Rio de Janeiro:    Graal; 1985. p. 273-283.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617957&pid=S1413-8123201200090002500005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Birman J, Costa JF. Organiza&ccedil;&atilde;o    de Institui&ccedil;&otilde;es para uma psiquiatria comunit&aacute;ria. In: Amarante    P, organizador. <i>Psiquiatria Social e Reforma Psiqui&aacute;trica</i>. Rio    de Janeiro: Fiocruz; 1988.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617959&pid=S1413-8123201200090002500006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Rotelli F, Leonardis O, Mauri D. Desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o:    uma outra via. In: Nic&aacute;cio MFS, organizadora. <i>Desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o</i>.    2&ordf;. Edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617961&pid=S1413-8123201200090002500007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Albuquerque P. Desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o:    notas sobre um processo de trabalho. <i>Cadernos do IPUB</i> 2006; XII(22):93-110.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617963&pid=S1413-8123201200090002500008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Ayres JR. O cuidado, os modos de ser (do)    humano e as pr&aacute;ticas de sa&uacute;de. <i>Sa&uacute;de e Sociedade</i>    2004; 13(3):16-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617965&pid=S1413-8123201200090002500009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Saraceno B. Reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial:    uma estrat&eacute;gia para a passagem do mil&ecirc;nio. In: Pitta A, organizadora.    <i>Reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo:    Hucitec; 1996. p. 13-18.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617967&pid=S1413-8123201200090002500010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Vasconcelos EM. Pressupostos Te&oacute;ricos    e Produ&ccedil;&atilde;o do Conhecimento no Campo Psicossocial, em uma Perspectiva    Popular Democr&aacute;tica. In: Vasconcelos EM. <i>Abordagens Psicossociais</i>:    hist&oacute;ria, teoria e pr&aacute;tica no campo. V. 1. S&atilde;o Paulo: Hucitec;    2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617969&pid=S1413-8123201200090002500011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Kinoshita RT. Contratualidade e reabilita&ccedil;&atilde;o    psicossocial. In: Pitta A, organizadora. <i>Reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial    no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 1996. p. 55-59.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617971&pid=S1413-8123201200090002500012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Rotelli F. A Institui&ccedil;&atilde;o Inventada.    In: Nic&aacute;cio MFS, organizadora. <i>Desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o</i>.    2&ordf;. Edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617973&pid=S1413-8123201200090002500013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Texeira R. O Acolhimento num servi&ccedil;o    de sa&uacute;de entendido como uma rede de conversa&ccedil;&otilde;es. In: Pinheiro    R, Mattos RA, organizadores. <i>Constru&ccedil;&atilde;o da integralidade: cotidiano,    saberes e pr&aacute;ticas em sa&uacute;de.</i> Rio de Janeiro: UERJ, IMS, Abrasco;    2003. p 89-112.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617975&pid=S1413-8123201200090002500014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Dell'acqua G, Mezzina R. Resposta &agrave;    crise. In: Delgado J, organizador. <i>A Loucura na Sala de Jantar</i>. S&atilde;o    Paulo: Resenha Ltda; 1991. p 53-79.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617977&pid=S1413-8123201200090002500015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    Conselho Nacional de Sa&uacute;de. <i>12&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de    Sa&uacute;de - Confer&ecirc;ncia Sergio Arouca</i>: manual; 2003<i>,</i> Bras&iacute;lia;    2003.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617979&pid=S1413-8123201200090002500016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Brasil. Lei 10.216 de 06 de abril de 2001.    Disp&otilde;e sobre a prote&ccedil;&atilde;o e os direitos das pessoas portadoras    de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em sa&uacute;de mental.    <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 2001; 06 abr.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617981&pid=S1413-8123201200090002500017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Portaria 52 de 20 de janeiro de 2004. Institui o Programa da Assist&ecirc;ncia    Psiqui&aacute;trica Hospitalar no SUS. <i>Di&aacute;rio oficial da Uni&atilde;o</i>    2004; 20 jan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617983&pid=S1413-8123201200090002500018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Portaria 53 de 01 de mar&ccedil;o de 2004. Estabelece nova classifica&ccedil;&atilde;o    dos hospitais psiqui&aacute;tricos prevista no Programa Anal de Reestrutura&ccedil;&atilde;o    da Assist&ecirc;ncia Hospitalar. <i>Di&aacute;rio oficial da Uni&atilde;o</i>    2004; 20 jan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617985&pid=S1413-8123201200090002500019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Portaria 251 de 31 de janeiro de 2002. Estabelece diretrizes e normas    para a assist&ecirc;ncia hospitalar em psiquiatria; reclassifica os hospitais    psiqui&aacute;tricos, definindo estrutura e porta de entrada das interna&ccedil;&otilde;es    na rede SUS. <i>Di&aacute;rio oficial da Uni&atilde;o</i> 2002; 31 jan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617987&pid=S1413-8123201200090002500020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. Brasil. Lei 10.708 de 31 de julho de 2003.    Institui o aux&iacute;lio-reabilita&ccedil;&atilde;o psicossocial para pessoas    com transtornos mentais egressas de interna&ccedil;&otilde;es de longa perman&ecirc;ncia.    <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 2003; 31 jul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617989&pid=S1413-8123201200090002500021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">22. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Portaria 106 de 11 de fevereiro de 2000. Cria os servi&ccedil;os residenciais    terap&ecirc;uticos no &acirc;mbito do Sistema de Sa&uacute;de para o atendimento    ao portador de transtornos mentais. <i>Di&aacute;rio oficial da Uni&atilde;o</i>    2000; 11 fev.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617991&pid=S1413-8123201200090002500022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">23. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Portaria 1.169 de 07 de julho de 2005. Define linha de financiamento para    projetos de gera&ccedil;&atilde;o de renda em sa&uacute;de mental. <i>Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o</i> 2005; 07 jul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617993&pid=S1413-8123201200090002500023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">24. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Portaria 396 de 07 de julho. Cria os centros de conviv&ecirc;ncia. <i>Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o</i> 2005; 07 jul.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617995&pid=S1413-8123201200090002500024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">25. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Portaria 154 de 24 de janeiro de 2008. Institui o N&uacute;cleo de Apoio    ao Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia - NASF. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>    2008; 24 jan.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617997&pid=S1413-8123201200090002500025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">26. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Portaria 2.843 de 21 de setembro de 2010. Cria o NASF 3. <i>Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o</i> 2010; 21 set.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1617999&pid=S1413-8123201200090002500026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">27. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Portaria 189 de 19 de novembro de 1991. Aprova grupo de procedimentos    da tabela de SIH e SAI/SUS incluindo a normatiza&ccedil;&atilde;o para aten&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de mental em hospitais gerais. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>    1991; 19 nov.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618001&pid=S1413-8123201200090002500027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">28. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Portaria 1.612 de 09 de setembro de 2005. Estabelece crit&eacute;rios    para habilita&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os hospitalares de refer&ecirc;ncia    para &aacute;lcool e outras drogas. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i>    2005; 09 set.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618003&pid=S1413-8123201200090002500028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">29. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Portaria 2.842 de 20 de setembro de 2010. Aprova as Normas de Funcionamento    e Habilita&ccedil;&atilde;o dos Servi&ccedil;os Hospitalares de Refer&ecirc;ncia    para a Aten&ccedil;&atilde;o Integral aos Usu&aacute;rios de &Aacute;lcool e    outras Drogas. <i>Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o</i> 2010; 20 set.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618005&pid=S1413-8123201200090002500029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">30. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Portaria 336 de 19 de fevereiro de 2002. Estabelecem os Centros de Aten&ccedil;&atilde;o    Psicossocial (CAPS) nas suas modalidades e normatiza suas poss&iacute;veis a&ccedil;&otilde;es.    <i>Di&aacute;rio oficial da Uni&atilde;o</i> 2002; 19 fev.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618007&pid=S1413-8123201200090002500030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">31. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). <i>Relat&oacute;rio de Gest&atilde;o 2003 - 2006. Sa&uacute;de Mental    no SUS: Acesso ao tratamento de mudan&ccedil;a do modelo de aten&ccedil;&atilde;o</i>.    Bras&iacute;lia: MS; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618009&pid=S1413-8123201200090002500031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">32. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). <i>Sa&uacute;de Mental no SUS as Novas Fronteiras da Reforma Psiqui&aacute;trica-relat&oacute;rio    de gest&atilde;o 2007-2010</i>. Bras&iacute;lia: MS; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618011&pid=S1413-8123201200090002500032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">33. Campos GWS. Reforma pol&iacute;tica e sanit&aacute;ria:    a sustentabilidade do SUS em quest&atilde;o? <i>Cien Saude Colet</i> 2007; 12(2):301-306.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618013&pid=S1413-8123201200090002500033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">34. Merhy EE. Um dos grandes desafios para os    gestores do sus: apostar em novos modos de fabricar os modelos de aten&ccedil;&atilde;o.    In: Merhy EE, Magalh&atilde;es J&uacute;nior HM, Rimoli J, Franco TB, Bueno    WS, organizadores. <i>Trabalho em Sa&uacute;de</i>: olhando e experienciando    o SUS no cotidiano. Rio de Janeiro: Hucitec; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618015&pid=S1413-8123201200090002500034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Artigo apresentado em 30/04/2011    <br>   Aprovado em 09/07/2011    <br>   Vers&atilde;o final apresentada em 30/07/2011</font></p>      ]]></body><back>
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