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<journal-title><![CDATA[Ciência & Saúde Coletiva]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estudo ecológico sobre o desenvolvimento da saúde no Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Ecological study on the development of health in Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The scope of this paper was to assess the health level in Brazilian states using the Health Development Index (HDI). The HDI consisted of the following dimensions: (1) Health resources: Availability and quality of health resources; (2) Primary Healthcare coverage and sanitation; (3) Effectiveness of health policies. Each dimension was composed of a set of indicators obtained from national databases. In 2005, Brazil had an intermediate level of development of health, having progressed from a low level in 1999. Most states had medium and low development, with deficits in resources and coverage. The dimension of effectiveness was highly developed nationwide. With the construction of a synthetic indicator (HDI) it was possible to detect that in most of the country there are severe deficiencies in the availability and quality of health resources. These results can help health managers to tackle the challenge of making public health universal.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>TEMAS LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Estudo ecol&oacute;gico sobre o desenvolvimento    da sa&uacute;de no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Ecological study on the development of health    in Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Maria Meimei Brevidelli<sup>I</sup>; Fernando    Celso Garcia de Freitas<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Universidade Paulista - UNIP Indian&oacute;polis.    R. Dr. Bacelar 1212, Indian&oacute;polis. 04026-002 S&atilde;o Paulo SP. <a href="mailto:meimei@usp.br">meimei@usp.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional de Servi&ccedil;os</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Avaliar o n&iacute;vel de sa&uacute;de das Unidades    da Federa&ccedil;&atilde;o (UF) do Brasil, por meio de um indicador sint&eacute;tico    - &Iacute;ndice de Desenvolvimento da Sa&uacute;de (IDS). O IDS foi composto    pelas dimens&otilde;es: (1) Recursos de sa&uacute;de: disponibilidade e qualidade    dos recursos de sa&uacute;de; (2) Cobertura por aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica    e saneamento; (3) Efic&aacute;cia das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de. Cada    dimens&atilde;o englobou um conjunto de indicadores obtidos em bases de dados    nacionais. Em 2005, o Brasil apresentava n&iacute;vel intermedi&aacute;rio de    desenvolvimento da sa&uacute;de, tendo progredido de patamares inferiores, desde    1999. A maioria das UF apresentava d&eacute;ficits em "recursos" e "cobertura".    A dimens&atilde;o da "efic&aacute;cia" mostrou-se altamente desenvolvida em    todo Brasil. Conclus&otilde;es: A constru&ccedil;&atilde;o do indicador sint&eacute;tico    IDS possibilitou constatar defici&ecirc;ncias e disparidades significativas    na disponibilidade e qualidade dos recursos de sa&uacute;de, em grande parte    do territ&oacute;rio nacional. Esses resultados podem auxiliar gestores de sa&uacute;de    no desafio de tornar a sa&uacute;de p&uacute;blica universal.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Indicadores de sa&uacute;de,    Estat&iacute;sticas de sa&uacute;de, Desigualdades de sa&uacute;de, Gest&atilde;o    em sa&uacute;de, Fatores socioecon&ocirc;micos, Estudos ecol&oacute;gicos</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The scope of this paper was to assess the health    level in Brazilian states using the Health Development Index (HDI). The HDI    consisted of the following dimensions: (1) Health resources: Availability and    quality of health resources; (2) Primary Healthcare coverage and sanitation;    (3) Effectiveness of health policies. Each dimension was composed of a set of    indicators obtained from national databases. In 2005, Brazil had an intermediate    level of development of health, having progressed from a low level in 1999.    Most states had medium and low development, with deficits in resources and coverage.    The dimension of effectiveness was highly developed nationwide. With the construction    of a synthetic indicator (HDI) it was possible to detect that in most of the    country there are severe deficiencies in the availability and quality of health    resources. These results can help health managers to tackle the challenge of    making public health universal.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> Health indicators, Health statistics,    Health inequalities, Health management, Socioeconomic factors, Ecological studies</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">As primeiras metodologias de mensura&ccedil;&atilde;o    do estado de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o estavam integralmente baseadas    em indicadores de mortalidade e de morbidade<sup>1</sup>. Em geral, atribu&iacute;a-se    maior n&iacute;vel de sa&uacute;de &agrave;s sociedades com menor n&uacute;mero    de doen&ccedil;as e mortes. A taxa de mortalidade infantil &eacute; um exemplo    cl&aacute;ssico, pelo qual se atribui melhores condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    a popula&ccedil;&otilde;es com menores taxas de mortalidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em vista que a sa&uacute;de &eacute; um    estado din&acirc;mico dependente da integra&ccedil;&atilde;o de fatores comportamentais,    ambientais e sociais, mais recentemente a mensura&ccedil;&atilde;o desse estado    passou a incorporar indicadores sobre condi&ccedil;&otilde;es de vida, acesso    a servi&ccedil;os de sa&uacute;de e qualidade da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria.    No Brasil, o grupo de <i>Indicadores e Dados B&aacute;sicos (IDB)</i><sup>2    </sup>re&uacute;ne um vasto conjunto de indicadores demogr&aacute;ficos, socioecon&ocirc;micos,    de morbi-mortalidade e fatores de risco, al&eacute;m de estat&iacute;sticas    sobre recursos e cobertura de servi&ccedil;os. Esses indicadores englobam diversos    aspectos determinantes do estado de sa&uacute;de do pa&iacute;s e de diferentes    grupos populacionais (mulheres, crian&ccedil;as, rec&eacute;m-nascidos e idosos,    dentre outros). No entanto, os indicadores de sa&uacute;de no Brasil s&atilde;o    descritos de forma separada e disponibilizados de maneira dissociada.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">De outro lado, h&aacute; uma crescente preocupa&ccedil;&atilde;o    de integrar diversas estat&iacute;sticas de sa&uacute;de de maneira a expressar    o estado de sa&uacute;de de uma popula&ccedil;&atilde;o pelo seu n&iacute;vel    de qualidade, cuja evolu&ccedil;&atilde;o no tempo possa ser visualizada e comparada.    Como exemplo dessa perspectiva h&aacute; os indicadores de sa&uacute;de do Programa    "Healthy People", do Departamento de Sa&uacute;de dos Estados Unidos, cujos    objetivos principais s&atilde;o (i) auxiliar indiv&iacute;duos a aumentar a    longevidade e a qualidade de vida e (ii) eliminar as disparidades dos n&iacute;veis    de sa&uacute;de entre os segmentos da popula&ccedil;&atilde;o<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O Programa "Healthy People 2020" representa a    quarta gera&ccedil;&atilde;o dessa iniciativa, nas quais os n&iacute;veis de    sa&uacute;de s&atilde;o mensurados sob quatro perspectivas: (1) status da sa&uacute;de    em geral; (2) qualidade de vida relacionada &agrave; sa&uacute;de e bem-estar;    (3) determinantes sociais da sa&uacute;de; e (4) disparidades e desigualdades.    Para cada aspecto foram determinadas metas espec&iacute;ficas a serem alcan&ccedil;adas    para os pr&oacute;ximos 10 anos, fundamentadas em um abrangente conjunto de    indicadores de sa&uacute;de, o que permite monitorar o progresso do n&iacute;vel    de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o americana<sup>4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Tendo em vista a necessidade de integrar aspectos    quantitativos a qualitativos na mensura&ccedil;&atilde;o do n&iacute;vel de    sa&uacute;de de uma popula&ccedil;&atilde;o, o presente artigo prop&otilde;e    um &iacute;ndice sint&eacute;tico que explora rela&ccedil;&otilde;es de complementaridade    entre os Indicadores B&aacute;sicos de Sa&uacute;de. Esse &iacute;ndice, chamado    de &Iacute;ndice de Desenvolvimento da Sa&uacute;de (IDS) &eacute; ent&atilde;o    empregado para analisar o estado de sa&uacute;de no Brasil e em suas unidades    federativas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O presente artigo traz um estudo ecol&oacute;gico    no qual as unidades de an&aacute;lise s&atilde;o os 26 Estados brasileiros e    o Distrito federal. Nessas unidades foram avaliados os n&iacute;veis de sa&uacute;de    por meio do &Iacute;ndice de Desenvolvimento da Sa&uacute;de (IDS). Essa abordagem    se aproxima metodologicamente da iniciativa de se medir o desenvolvimento populacional    por meio do &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano (IDH)<sup>5</sup>, um indicador    sint&eacute;tico que integra a avalia&ccedil;&atilde;o de aspectos quantitativos    e qualitativos. Nesse &iacute;ndice, o desenvolvimento &eacute; medido por meio    das compara&ccedil;&otilde;es de PIB <i>per capita</i>, longevidade e educa&ccedil;&atilde;o    de diferentes na&ccedil;&otilde;es. Sua finalidade &eacute; <i>aferir o desenvolvimento    de uma popula&ccedil;&atilde;o, considerando n&atilde;o apenas a dimens&atilde;o    econ&ocirc;mica, mas tamb&eacute;m caracter&iacute;sticas sociais, culturais    e pol&iacute;ticas que influenciam a qualidade da vida humana</i><sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Seguindo essa vis&atilde;o, o IDS foi composto    pela integra&ccedil;&atilde;o de diferentes dimens&otilde;es que refletem o    desenvolvimento da sa&uacute;de. O presente estudo prop&otilde;e que o grau    de desenvolvimento da sa&uacute;de de uma unidade regional espelhe a disponibilidade    e a qualidade de recursos f&iacute;sicos e humanos, assim como a efic&aacute;cia    das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, que permitem aumentar a longevidade e    a qualidade de vida de sua popula&ccedil;&atilde;o. Deste modo, as dimens&otilde;es    do IDS s&atilde;o: (1) a disponibilidade e a qualidade dos recursos de sa&uacute;de;    (2) a cobertura da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e de saneamento; (3)    a efic&aacute;cia de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de na redu&ccedil;&atilde;o    da morbidade e mortalidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Dimens&otilde;es e componentes do IDS</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Para cada dimens&atilde;o do IDS foi composto    um &iacute;ndice formado pela associa&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios indicadores    obtidos no banco de dados do Departamento de Informa&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica    do SUS (Datasus). A escolha dos indicadores sociais e de sa&uacute;de de cada    dimens&atilde;o foi orientada pela compreens&atilde;o de que estes representam    recursos b&aacute;sicos, condi&ccedil;&otilde;es de vida priorit&aacute;rias    e pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que t&ecirc;m impacto no estado de sa&uacute;de    da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Ainda que limitados, esses indicadores    representam os princ&iacute;pios b&aacute;sicos do SUS de universalidade, integralidade    e equidade. A concep&ccedil;&atilde;o e a composi&ccedil;&atilde;o do indicador    sint&eacute;tico foi julgada por dois especialistas, um na &aacute;rea de econometria    e outro em epidemiologia, para verificar a capacidade dos indicadores representarem    adequadamente as dimens&otilde;es te&oacute;ricas correlacionadas. Ap&oacute;s    essa an&aacute;lise, alguns indicadores foram revisados e substitu&iacute;dos.    A <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a27fig1.jpg">Figura 1</a> apresenta a vers&atilde;o final das dimens&otilde;es e dos componentes    do IDS, elaborado pelos autores. A seguir descrevemos a composi&ccedil;&atilde;o    de cada &iacute;ndice.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>&Iacute;ndice da dimens&atilde;o "Disponibilidade    e qualidade dos recursos de sa&uacute;de"</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse &iacute;ndice, tamb&eacute;m chamado de    <i>&iacute;ndice de recursos</i>, foram associados dois componentes: quantidade    e qualidade dos recursos de sa&uacute;de. A <i>quantidade de recursos de sa&uacute;de</i>    expressa disponibilidade relativa, ou seja, o n&uacute;mero de recursos de sa&uacute;de    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o residente em uma regi&atilde;o.    Os recursos quantificados foram: (a) n&uacute;mero de unidades ambulatoriais/mil    habitantes; (b) n&uacute;mero de leitos hospitalares/mil habitantes; (c) n&uacute;mero    de profissionais de sa&uacute;de/mil habitantes. A <i>qualidade dos recursos    de sa&uacute;de</i> procura criar um indicador que ajuste a quantidade de recursos    permitindo a agrega&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de distintas qualidades.    O indicador baseia-se: (i) na propor&ccedil;&atilde;o de procedimentos especializados,    de m&eacute;dia e alta complexidade, em rela&ccedil;&atilde;o ao total de procedimentos    realizados; (ii) nos dias de interna&ccedil;&atilde;o por dias de leito ocupados;    (iii) n&uacute;mero de profissionais de sa&uacute;de com n&iacute;vel superior    e t&eacute;cnico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A integra&ccedil;&atilde;o dos dois componentes    partiu das seguintes premissas. Primeiro, acredita-se que a propor&ccedil;&atilde;o    de procedimentos especializados e de m&eacute;dia e alta complexidade representa    uma assist&ecirc;ncia de sa&uacute;de mais complexa oferecida nas unidades ambulatoriais.    Depois, entende-se que o maior tempo de interna&ccedil;&atilde;o por dias de    leito ocupado &eacute; reflexo da gravidade do paciente e da complexidade da    assist&ecirc;ncia de sa&uacute;de prestada. Por fim, parte-se do princ&iacute;pio    que o maior grau de instru&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de    significa um maior n&iacute;vel de conhecimentos cient&iacute;ficos e de compet&ecirc;ncias    t&eacute;cnicas. Assim, as quantidades ajustadas &agrave;s qualidades expressariam    melhor a disponibilidade efetiva de recursos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>&Iacute;ndice da dimens&atilde;o "Cobertura    por aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e saneamento"</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No &iacute;ndice "Cobertura por aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica e saneamento", ou simplesmente <i>&iacute;ndice de cobertura</i>,    foram associados os seguintes indicadores: (a) a propor&ccedil;&atilde;o da    popula&ccedil;&atilde;o residente coberta por programas de aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica - Programa de Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de (PACS)    e Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF); e (b) a propor&ccedil;&atilde;o    da popula&ccedil;&atilde;o residente com acesso &agrave; &aacute;gua tratada    e ao esgotamento sanit&aacute;rio. Os programas de sa&uacute;de selecionados    representam os principais pilares do Governo Federal para reestrutura&ccedil;&atilde;o    do modelo de aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de p&uacute;blica<sup>7</sup>.    Portanto, o indicador representa o acesso da popula&ccedil;&atilde;o &agrave;    rede de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de e aos servi&ccedil;os b&aacute;sicos    de sa&uacute;de p&uacute;blica (&aacute;gua e esgoto).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>&Iacute;ndice da dimens&atilde;o "efic&aacute;cia    de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de na redu&ccedil;&atilde;o    da morbidade e mortalidade"</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Esse &iacute;ndice, ou simplesmente <i>&iacute;ndice    de efic&aacute;cia</i>, &eacute; formado por tr&ecirc;s componentes. A primeira,    chamada de <i>efic&aacute;cia na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade,</i> associou    a taxa de mortalidade infantil e a taxa de mortalidade proporcional por doen&ccedil;as    infecto-parasit&aacute;rias. A segunda componente, denominada <i>efic&aacute;cia    na redu&ccedil;&atilde;o da desnutri&ccedil;&atilde;o,</i> empregou a propor&ccedil;&atilde;o    de crian&ccedil;as com menos de um ano de idade que s&atilde;o desnutridas.    A terceira, <i>efic&aacute;cia na redu&ccedil;&atilde;o do baixo peso ao nascer</i>,    avaliou a propor&ccedil;&atilde;o de rec&eacute;m-nascidos (RN) com baixo peso.    Essa associa&ccedil;&atilde;o de indicadores de mortalidade e morbidade infantis    buscou avaliar o impacto positivo de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas sociais,    na medida em que a redu&ccedil;&atilde;o desses indicadores representa melhores    condi&ccedil;&otilde;es de vida, com aumento da longevidade da popula&ccedil;&atilde;o    e intera&ccedil;&otilde;es positivas com a educa&ccedil;&atilde;o. A mortalidade    por doen&ccedil;a infecto-parasit&aacute;ria &eacute; uma das cinco principais    causas de &oacute;bitos no Brasil. Portanto, esse indicador tamb&eacute;m &eacute;    um bom par&acirc;metro da efic&aacute;cia dos investimentos p&uacute;blicos    para a melhoria da qualidade de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Bases de Dados e C&aacute;lculo do IDS</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os indicadores prim&aacute;rios - as estat&iacute;sticas    de cada dimens&atilde;o - foram obtidos nas bases de dados do Datasus<sup>8</sup>    e na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lio (PNAD) do IBGE<sup>9</sup>.    S&atilde;o m&eacute;dias anuais centradas em 1 de julho, obtidas para encontrar    relativos com a popula&ccedil;&atilde;o, ou s&atilde;o valores acumulados ao    longo do ano. As estat&iacute;sticas da PNAD referem-se a 1<sup>o</sup> de setembro    e, nesse caso, os relativos com a popula&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m tem    essa data de refer&ecirc;ncia. "Os dados sobre despesas com sa&uacute;de e saneamento    foram obtidos na Secretaria do Tesouro Nacional<sup>10</sup>. Foi feito o c&aacute;lculo    do IDS e suas componentes para cada unidade da Federa&ccedil;&atilde;o entre    1999 e 2005. O &uacute;ltimo ano foi escolhido como refer&ecirc;ncia para a    an&aacute;lise comparativa do IDS nas diferentes unidades da Federa&ccedil;&atilde;o    e sua rela&ccedil;&atilde;o com outros indicadores socioecon&ocirc;micos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O IDS &eacute; a m&eacute;dia aritm&eacute;tica    dos <i>&iacute;ndices de recursos, de cobertura e de efic&aacute;cia</i>. Cada    uma de suas componentes &eacute; padronizada em um intervalo de valores entre    0 (zero) a 1 (um). O IDS de cada unidade, bem como os &iacute;ndices de suas    dimens&otilde;es, foi classificado de acordo com o seguinte crit&eacute;rio,    para facilitar a an&aacute;lise: (a) Se IDS <u>&gt;</u> 0,750, considera-se    que o n&iacute;vel de desenvolvimento da sa&uacute;de &eacute; alto; (b) Se    0,700 &lt; IDS &lt; 0,750, considera-se que o n&iacute;vel &eacute; intermedi&aacute;rio;    (c) Se IDS <u>&lt;</u> 0,700 considera-se que o n&iacute;vel de desenvolvimento    da sa&uacute;de &eacute; baixo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a27fig2.jpg">Figura 2</a> apresenta a evolu&ccedil;&atilde;o    do IDS do Brasil no per&iacute;odo entre 1999 e 2005. Entre as dimens&otilde;es    do IDS, percebe-se que a de <i>efic&aacute;cia</i> &eacute; que tem valores    relativamente mais elevados. Apesar disso, no per&iacute;odo em quest&atilde;o    o crescimento desse indicador foi pequeno, de 3%.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, v&ecirc;-se um avan&ccedil;o    expressivo do <i>&iacute;ndice de cobertura</i>: crescimento de 27,0%. De forma    semelhante, observa-se um crescimento elevado, de 10%, no <i>&iacute;ndice de    recursos</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O IDS do Brasil registrou um crescimento significativo    no per&iacute;odo (11%), passando de 0,671 em 1999 para 0,746 em 2005. Isso    provocou a mudan&ccedil;a, na m&eacute;dia nacional, do n&iacute;vel baixo para    o m&eacute;dio de desenvolvimento da sa&uacute;de nesses anos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a27tab1.jpg">Tabela 1</a> apresenta o IDS e os &iacute;ndices    das tr&ecirc;s dimens&otilde;es para as unidades da Federa&ccedil;&atilde;o    em 2005. Observando as m&eacute;dias dos &iacute;ndices das tr&ecirc;s dimens&otilde;es,    logo se identifica que o &iacute;ndice de recursos foi o que obteve a m&eacute;dia    mais baixa (0,593) e o que apresentou maior variabilidade entre o valor m&iacute;nimo    (0,471 no Maranh&atilde;o) e o valor m&aacute;ximo (0,805 no Distrito Federal),    revelando uma enorme heterogeneidade da quantidade e qualidade dos recursos    de sa&uacute;de no pa&iacute;s.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Fica evidente tamb&eacute;m que apenas Rio de    Janeiro, S&atilde;o Paulo e o Distrito Federal, possu&iacute;am infraestrutura    relativamente mais desenvolvida em recursos de sa&uacute;de. Em 24 estados o    <i>&iacute;ndice de recursos</i> foi inferior a 0,700, indicando que, em grande    parte do territ&oacute;rio nacional, os recursos b&aacute;sicos de sa&uacute;de    eram escassos e pouco qualificados. Os valores menores foram encontrados em    Maranh&atilde;o (0,471), Par&aacute; (0,484), Amazonas (0,504), Sergipe (0,507)    e Alagoas (0,510).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o ao <i>&iacute;ndice    de cobertura</i>, apenas tr&ecirc;s unidades da Federa&ccedil;&atilde;o apresentaram    altos n&iacute;veis: Sergipe, Minas Gerais e Esp&iacute;rito Santo (0,774, 0,758,    0,753, respectivamente). Al&eacute;m disso, Santa Catarina, S&atilde;o Paulo    e Paran&aacute; apresentaram valores intermedi&aacute;rios. Por&eacute;m, novamente,    a maioria das regi&otilde;es do pa&iacute;s tem baixo n&iacute;vel de desenvolvimento,    incluindo o Rio de Janeiro (0,684) e o Distrito Federal (0,667) que, como visto    anteriormente, possu&iacute;am infraestrutura de recursos de sa&uacute;de mais    desenvolvida. Novamente, os &iacute;ndices mais baixos est&atilde;o nos estados    das regi&otilde;es Norte e Nordeste: Par&aacute; (0,476), Acre (0,485), Amazonas    (0,504), Rond&ocirc;nia (0,515), Roraima (0,521) e Maranh&atilde;o (0,497).    Por esses motivos, <i>o &iacute;ndice de cobertura</i> revelou um d&eacute;ficit    consider&aacute;vel em condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de vida e no acesso    a programas de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O indicador <i>de efic&aacute;cia</i> apresentou    valores relativamente mais altos e tamb&eacute;m maior homogeneidade (de 0,961    no Distrito Federal a 0,880 em Alagoas). Apesar de relativamente maiores, deve-se    observar a exist&ecirc;ncia de diferen&ccedil;as regionais expressivas. Nos    estados do Acre, Para&iacute;ba, Piau&iacute; e Alagoas, os n&iacute;veis de    efic&aacute;cia ficam entre 0,880 e 0,899, valores pequenos se comparados aos    do Distrito Federal, de S&atilde;o Paulo, do Esp&iacute;rito Santo ou do Rio    Grande do Sul (todos entre 0,961e 0,949).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Em 2005, apenas oito unidades apresentaram n&iacute;vel    de desenvolvimento da sa&uacute;de alto (superior a 0,750). S&atilde;o eles:    Distrito Federal (0,811), S&atilde;o Paulo (0,793), Rio de Janeiro (0,783),    Santa Catarina (0,783), Esp&iacute;rito Santo (0,779), Paran&aacute; (0,766),    Minas Gerais (0,766) e Rio Grande do Sul (0,753). Em geral, essas unidades se    diferenciaram pelos valores mais elevados em todas as dimens&otilde;es. S&atilde;o    Paulo foi o &uacute;nico estado em que os &iacute;ndices de <i>recursos</i>,    de <i>cobertura</i> e de <i>efic&aacute;cia</i> estavam entre os cinco mais    altos de cada dimens&atilde;o, o que o distinguiu como o estado relativamente    mais equilibrado em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s dimens&otilde;es do IDS.    Por outro lado, o Distrito Federal que apresentou o IDS mais elevado, destacou-se    com os melhores <i>&iacute;ndices de recursos e efic&aacute;cia</i>, mas uma    defici&ecirc;ncia na <i>cobertura</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Um grupo de sete estados apresentou n&iacute;veis    intermedi&aacute;rios de desenvolvimento da sa&uacute;de: Sergipe, Para&iacute;ba,    Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Goi&aacute;s e Amap&aacute;.    Nesse grupo, percebem-se alguns contrastes. Apesar de Sergipe ter apresentado    a melhor <i>cobertura</i>, possu&iacute;a grandes defici&ecirc;ncias em <i>recursos</i>    e em <i>efic&aacute;cia</i>. O mesmo ocorreu na Para&iacute;ba. Por outro lado,    no Amap&aacute; a dimens&atilde;o da <i>efic&aacute;cia</i> estava consideravelmente    mais desenvolvida do que a dos <i>recursos</i> e <i>cobertura</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No outro extremo, estavam os estados que apresentaram    baixo n&iacute;vel de desenvolvimento da sa&uacute;de: Mato Grosso, Tocantins,    Cear&aacute;, Bahia, Piau&iacute;, Roraima, Acre, Rond&ocirc;nia, Amazonas,    Alagoas, Par&aacute; e Maranh&atilde;o. Nesses estados, os &iacute;ndices de<i>    recursos</i> e <i>cobertura</i> est&atilde;o, em geral, entre os mais baixos    (inferiores a 0,600). Chama a aten&ccedil;&atilde;o o caso do estado de Rond&ocirc;nia    que, com um dos cinco IDS mais baixos, apresentou um dos cinco <i>&iacute;ndices    de efic&aacute;cia</i> mais elevados. Este fato indica que, nesse estado, o    baixo n&iacute;vel de desenvolvimento da sa&uacute;de foi determinado pelas    defici&ecirc;ncias nos <i>recursos</i> e <i>cobertura</i>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a27tab2.jpg">Tabela 2</a> apresenta as despesas <i>per capita</i>    com sa&uacute;de p&uacute;blica e saneamento e a participa&ccedil;&atilde;o    delas nas despesas p&uacute;blicas totais, nos anos de 2000 e 2005. Em 2005,    despendia-se cerca de R$ 353,58 por habitante em sa&uacute;de p&uacute;blica    e saneamento. Nesse ano, essas despesas correspondiam a 16% dos gastos correntes    totais das tr&ecirc;s esferas de governo no pa&iacute;s. Pode-se observar que,    no per&iacute;odo, houve um crescimento anual de 19,8% nesse gasto por habitante,    pelo o qual o Brasil despedia cerca de R$ 353,58 per <i>capita</i> com sa&uacute;de    e saneamento em 2005</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para analisar se existe rela&ccedil;&atilde;o    entre a despesa em sa&uacute;de e o IDS, tomaram-se como exemplo dois grupos    opostos: os tr&ecirc;s estados com os maiores IDS (Distrito Federal, S&atilde;o    Paulo e Rio de Janeiro) e os tr&ecirc;s estados com os menores &iacute;ndices    (Maranh&atilde;o, Par&aacute; e Alagoas).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Inicialmente nota-se que nos dois grupos o crescimento    anual do gasto foi semelhante - aproximadamente 18% ao ano entre 2000 e 2005.    No entanto, os estados do 2&deg; grupo partiram em 2000 de patamares mais baixos    de gasto do que o 1&deg; grupo; por exemplo, naquele ano, Maranh&atilde;o gastava    R$ 72,88 e S&atilde;o Paulo, R$ 233,21. Consequentemente, em 2005, apesar do    crescimento anual ter sido semelhante nos dois grupos, o 1&deg; grupo gastava    aproximadamente R$ 450,00 (cada estado), enquanto o 2&deg; grupo gastava entre    R$ 164,00 e R$ 340,00. Essa compara&ccedil;&atilde;o sugere a exist&ecirc;ncia    de uma rela&ccedil;&atilde;o positiva entre investimento em sa&uacute;de/saneamento    e n&iacute;vel do IDS.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essa percep&ccedil;&atilde;o &eacute; refor&ccedil;ada    pela associa&ccedil;&atilde;o linear ilustrada pela <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a27fig3.jpg">Figura 3</a>. Nela, observa-se    que Distrito Federal, S&atilde;o Paulo e Rio de Janeiro ocupam posi&ccedil;&otilde;es    no canto superior direito, onde maiores investimentos est&atilde;o lado a lado    com maiores IDS. Do outro lado, no canto esquerdo inferior, est&atilde;o os    estados de Maranh&atilde;o, Alagoas e Par&aacute;, em posi&ccedil;&atilde;o    desfavor&aacute;vel, pois apesar dos gastos com sa&uacute;de terem crescidos,    isto n&atilde;o foi suficiente para garantir o desenvolvimento da sa&uacute;de    adequado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com o IDS, que agregou tr&ecirc;s dimens&otilde;es    da sa&uacute;de, foi poss&iacute;vel configurar o n&iacute;vel da sa&uacute;de    no Brasil em 2005 e tamb&eacute;m a progress&atilde;o desse n&iacute;vel desde    1999. Apesar de numericamente pequeno, o conjunto de indicadores de sa&uacute;de    inclu&iacute;dos no IDS representa fatores de impacto na sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira e compreende os princ&iacute;pios do SUS.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A despeito das limita&ccedil;&otilde;es do uso    de dados agregados, que descrevem tend&ecirc;ncias gerais, vale destacar que    a compara&ccedil;&atilde;o do IDS e suas dimens&otilde;es, entre as UF no Brasil,    possibilitou o mapeamento das regi&otilde;es com maior e menor desenvolvimento    da sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em 2005, o Brasil apresentava n&iacute;veis intermedi&aacute;rios    de desenvolvimento da sa&uacute;de, o que representa progresso em rela&ccedil;&atilde;o    aos patamares de 1999. No entanto, o panorama visualizado foi de contrastes    e desigualdades. Por um lado, destaca-se um grupo de oito unidades da Federa&ccedil;&atilde;o    - sete estados das regi&otilde;es Sul/Sudeste e o Distrito Federal - com n&iacute;veis    altos de desenvolvimento da sa&uacute;de, caracterizados com a melhor infraestrutura    de recursos de sa&uacute;de (ambulat&oacute;rios, leitos hospitalares, profissionais    de sa&uacute;de) para presta&ccedil;&atilde;o de assist&ecirc;ncia especializada    e de maior complexidade. Essas unidades tamb&eacute;m disp&otilde;em de maior    cobertura de Programas de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica e os indicadores    de saneamento (&aacute;gua pot&aacute;vel e esgoto) s&atilde;o maiores. &Eacute;    tamb&eacute;m maior a efic&aacute;cia de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de    sa&uacute;de para a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade (infantil e por doen&ccedil;as    infecto-parasit&aacute;rias), da desnutri&ccedil;&atilde;o (crian&ccedil;as    <u>&lt;</u> 1 ano) e do baixo peso ao nascer.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Do outro lado, restaram as demais UF com IDS    m&eacute;dio e baixo, d&eacute;ficits nos recursos de sa&uacute;de e na cobertura    dos Programas de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica e do saneamento. Como se    sabe, essas car&ecirc;ncias s&atilde;o hist&oacute;ricas e j&aacute; aparecem    no IDS de 1999. As defici&ecirc;ncias foram mais acentuadas em doze estados    das regi&otilde;es Norte/Nordeste e Centro-Oeste, configurando o panorama de    disparidades regionais cl&aacute;ssico no Brasil. Esse fato indica a necessidades    de priorizar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas que superem essas diferen&ccedil;as    e garantam o princ&iacute;pio da universalidade da assist&ecirc;ncia &agrave;    sa&uacute;de do SUS.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A defici&ecirc;ncia de recursos de sa&uacute;de    apontada &eacute; outro dado preocupante, pois demonstra que na maioria das    UF n&atilde;o h&aacute; recursos para financiar uma infraestrutura de sa&uacute;de    adequada &agrave; presta&ccedil;&atilde;o de assist&ecirc;ncia mais complexa    e especializada e com profissionais de sa&uacute;de qualificados. Nas &uacute;ltimas    d&eacute;cadas, a demanda por profissionais com conhecimento e habilidades especializados    vem crescendo. Na &aacute;rea da sa&uacute;de, essas compet&ecirc;ncias s&atilde;o    cada vez mais desejadas n&atilde;o s&oacute; porque novas tecnologias t&ecirc;m    aumentado a complexidade da assist&ecirc;ncia, mas tamb&eacute;m porque o novo    modelo da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, fundamentado no PSF, requer profissionais    capacitados para planejar, tomar decis&otilde;es e atuar, de maneira resolutiva    e criativa<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Disso decorre a importante reflex&atilde;o de    que as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas precisam estar voltadas n&atilde;o somente    para incrementar quantitativamente a infraestrutura da sa&uacute;de, mas tamb&eacute;m    para promover a qualifica&ccedil;&atilde;o de profissionais de sa&uacute;de    para o desenvolvimento de compet&ecirc;ncias alinhadas ao modelo de aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica. Isso implica rever o processo de forma&ccedil;&atilde;o acad&ecirc;mica    do profissional de sa&uacute;de, definindo o perfil profissional mais adequado    nos curr&iacute;culos de gradua&ccedil;&atilde;o<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A constata&ccedil;&atilde;o de que a cobertura    dos Programas de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica n&atilde;o era universal    em muitas UF pode ser explicada por dificuldades na implanta&ccedil;&atilde;o    destes Programas. Criado em 1994 pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, inicialmente    o PSF teve maior inser&ccedil;&atilde;o em munic&iacute;pios pequenos e foi    se expandindo lentamente devido &agrave; significativa dificuldade de modificar    o modelo assistencial vigente, centrado na assist&ecirc;ncia e na demanda espont&acirc;nea<sup>11</sup>.    Dentre outras dificuldades, relatam-se a necessidade da reestrutura&ccedil;&atilde;o    da rede de servi&ccedil;os de sa&uacute;de j&aacute; existente, e da requalifica&ccedil;&atilde;o    dos profissionais de sa&uacute;de; a baixa ades&atilde;o de profissionais de    sa&uacute;de e de usu&aacute;rios da rede de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica<sup>7,12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O baixo n&iacute;vel do &iacute;ndice de cobertura    tamb&eacute;m aponta condi&ccedil;&otilde;es de saneamento deficientes. A rela&ccedil;&atilde;o    positiva observada entre IDS e gastos com sa&uacute;de/saneamento refor&ccedil;a    a no&ccedil;&atilde;o de que investimentos p&uacute;blicos nessa &aacute;rea    t&ecirc;m impacto positivo consider&aacute;vel na sa&uacute;de, tamb&eacute;m    apontado em outros estudos. Em estudo sobre o valor futuro do IDH municipal    para os munic&iacute;pios do Paran&aacute;, foi evidenciada uma estreita rela&ccedil;&atilde;o    entre esses gastos e o Desenvolvimento Humano<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, a <i>dimens&atilde;o da efic&aacute;cia</i>    mostrou-se altamente desenvolvida em todo territ&oacute;rio nacional, o que    significa melhores condi&ccedil;&otilde;es de vida e sobrevida de rec&eacute;m-nascidos    e crian&ccedil;as <u>&lt;</u> 1 ano, al&eacute;m de maior capacidade da popula&ccedil;&atilde;o    em prevenir doen&ccedil;as infecto-parasit&aacute;rias, o que pode ser atribu&iacute;do    ao crescente desenvolvimento socioecon&ocirc;mico e educacional do Brasil, observado    nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Ainda assim, foram evidenciadas desigualdades    regionais na <i>dimens&atilde;o de efic&aacute;cia</i>, ficando a maioria dos    estados do Norte/Nordeste em n&iacute;veis inferiores aos do Sul/Sudeste.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Essas disparidades marcantes tamb&eacute;m foram    apontadas nos estudos de Souza e Filho<sup>14</sup> e Boing e Boing<sup>15</sup>,    que utilizaram a taxa de mortalidade infantil como <i>proxy</i> do estado de    sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. A despeito das diferen&ccedil;as    metodol&oacute;gicas, esses estudos demonstraram uma estreita rela&ccedil;&atilde;o    entre sa&uacute;de e despesa total com sa&uacute;de por habitante. </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com a proposi&ccedil;&atilde;o e a an&aacute;lise    do IDS imagina-se ter sido dado um passo metodol&oacute;gico no sentido de suprir    a car&ecirc;ncia de indicadores sint&eacute;ticos que mensurem a qualidade da    sa&uacute;de no pa&iacute;s e orientem as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.    Espera-se que esse indicador auxilie os gestores da sa&uacute;de no enorme desafio    de criar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas coerentes com a realidade, capazes    de reduzir as desigualdades, aprimorar quanti-qualitativamente a infraestrutura    de sa&uacute;de e tornar a sa&uacute;de p&uacute;blica universal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">MM Brevidelli trabalhou no delineamento do estudo,    an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados e reda&ccedil;&atilde;o    do artigo; e FCG de Freitas no delineamento do estudo, na an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o    dos dados, na revis&atilde;o cr&iacute;tica e na aprova&ccedil;&atilde;o da    vers&atilde;o final do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Pereira MG. Principais indicadores de sa&uacute;de.    In: Pereira MG. <i>Epidemiologia</i>: teoria e pr&aacute;tica. Rio de Janeiro:    Guanabara-Koogan; 2003. p.54-61.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618303&pid=S1413-8123201200090002700001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-americana de    Sa&uacute;de (OPAS). Rede Interacional de Informa&ccedil;&otilde;es para a Sa&uacute;de.    In: Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-americana de Sa&uacute;de (OPAS) <i>Indicadores    b&aacute;sicos de sa&uacute;de no Brasil</i>: conceitos e aplica&ccedil;&otilde;es.    Rede Interacional de Informa&ccedil;&otilde;es para a Sa&uacute;de - Ripsa.    Bras&iacute;lia: OPAS; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618305&pid=S1413-8123201200090002700002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. United States Department of Health and Human    Service. <i>Health People 2010</i>: understanding and improving health. 2<sup>nd</sup>    edition. Washington, D.C. Government Printing Office, November 2000. &#91;site    na Internet&#93;. &#91;acessado 2006 fev 2&#93;. Available from: <a href="http://www.healthypeople.gov/Document/pdf/uih/2010uih.pdf" target="_blank">http://www.healthypeople.gov/Document/pdf/uih/2010uih.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618307&pid=S1413-8123201200090002700003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Fielding J, Kumanyka S. Recommendations for    the concepts and form of Healthy People 2020. <i>Am J Prev Med</i> 2009; 37(3):255-257.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618308&pid=S1413-8123201200090002700004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para    o Desenvolvimento (PNUD). <i>Atlas do desenvolvimento humano do Brasil</i>.    PNUD; 2003. &#91;site na Internet&#93;. &#91;acessado 2006 fev 24&#93;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.pnud.org.br/atlas/" target="_blank">http://www.pnud.org.br/atlas/</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618310&pid=S1413-8123201200090002700005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Garcia F, Souza RC de, Castelo AM. Desenvolvimento    habitacional na Am&eacute;rica Latina. In: Dowbor L, Kilsztajn S, organizadores.    <i>Economia social no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: SENAC; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618311&pid=S1413-8123201200090002700006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz. Sa&uacute;de da fam&iacute;lia. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o    da implementa&ccedil;&atilde;o em dez grandes centros urbanos</i>: s&iacute;ntese    dos principais resultados. S&eacute;rie C Projetos, Programas e Relat&oacute;rios.    2&deg; Edi&ccedil;&atilde;o atualizada. 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Rio de Janeiro: IBGE; 2006.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618316&pid=S1413-8123201200090002700009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Brasil. Secretaria do Tesouro Nacional. Sistema    Integrado de Administra&ccedil;&atilde;o Financeira do Governo Federal. &#91;internet&#93;.    &#91;acessado 2006 mar 7&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.tesouro.fazenda.gov.br/estatistica/est_estados.asp" target="_blank">http://www.tesouro.fazenda.gov.br/estatistica/est_estados.asp</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618318&pid=S1413-8123201200090002700010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Caetano R, Dain S. O Programa de Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia e a reestrutura&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica &agrave; sa&uacute;de nos grandes centros urbanos. <i>Physis </i>2002;    12(1):11-21.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618319&pid=S1413-8123201200090002700011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Campos FE de, Aguiar RAT de, Oliveira VB    de. O desafio do Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia nas grandes capitais    brasileiras. <i>Physis </i>2002; 12(1):47-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618321&pid=S1413-8123201200090002700012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Scarpin JE, Slomski V. Estudos dos fatores    condicionantes do &iacute;ndice de desenvolvimento humano nos munic&iacute;pios    do estado do Paran&aacute;: instrumento de controladoria para tomada de decis&otilde;es    na gest&atilde;o governamental. <i>RAP</i> 2007; 14(5):909-933.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618323&pid=S1413-8123201200090002700013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Souza TRV, Filho PAML. An&aacute;lise dos    dados em painel do status de sa&uacute;de no Nordeste brasileiro. <i>Rev Saude    Publica</i> 2008; 42(5):796-804.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618325&pid=S1413-8123201200090002700014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Boing AF, Boing AC. Mortalidade infantil    por causas evit&aacute;veis no Brasil: um estudo ecol&oacute;gico no per&iacute;odo    de 2000 e 2002. <i>Cad Saude Publica</i> 2008; 24(2): 447-455.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618327&pid=S1413-8123201200090002700015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Artigo apresentado em 01/06/2011    <br>   Aprovado em 28/07/2011    <br>   Vers&atilde;o final apresentada em 05/08/2011</font></p>      ]]></body><back>
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