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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The scope of this study was to assess the mobility and risk of falls among elderly people living within the Family Health Strategy area in São Carlos and identify some factors that have been associated with risks of falls. This is a cross-sectional study that presents data from 739 elderly people (mean age of 69.9 ± 7.2 years old) registered in the Health and Aging Research Group. Data related to sex, age, falls in the last year, mobility using the Timed "Up & Go" (TUG) test and cognitive impairment by Mini-Mental State Examination (MMSE), were analyzed. Statistical analyses were performed using Chi-square test and Kruskal-Wallis ANOVA and Mann-Whitney U non-parametric tests. The level of significance used for all comparisons was 5% (p < 0.05). Fallers present worse performance to TUG than non-fallers (p < 0.001). A higher prevalence of fallers was found among women (p < 0.001). No significant association was found between elderly fallers and cognitive impairment by MMSE (p = 0.11). Performance in TUG revealed a significant difference between the different age groups (p < 0.001). Elderly people from São Carlos had lower mobility and higher risk of falls in comparison with healthy people without chronic disorders and independent for daily living activities.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>TEMAS LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Mobilidade e risco de quedas de popula&ccedil;&atilde;o    idosa da comunidade de S&atilde;o Carlos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Mobility and the risk of falls among elderly    people of the community of S&atilde;o Carlos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Mariana Chaves Aveiro<sup>I</sup>; Patricia    Driusso<sup>II</sup>; Elizabeth Joan Barham<sup>III</sup>; Sofia Cristina Iost    Pavarini<sup>IV</sup>; Jorge Oishi<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Departamento de Ci&ecirc;ncias do    Movimento Humano, Universidade Federal de S&atilde;o Paulo (UNIFESP), Campus    Baixada Santista. Rua Silva Jardim 136, Vila Mathias. 11015-020 Santos SP. <a href="mailto:mariaveiro@yahoo.com">mariaveiro@yahoo.com    <br>   </a><sup>II</sup>Departamento de Fisioterapia, Universidade Federal de S&atilde;o    Carlos (UFSCar)    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Departamento de Psicologia, Universidade Federal de S&atilde;o    Carlos (UFSCar)    <br>   <sup>IV</sup>Departamento de Enfermagem, Universidade Federal de S&atilde;o    Carlos (UFSCar)    <br>   <sup>V</sup>Departamento de Estat&iacute;stica, Universidade Federal de S&atilde;o    Carlos (UFSCar)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Avaliar a mobilidade e o risco de quedas, da    popula&ccedil;&atilde;o idosa da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia da Estrat&eacute;gia    Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (EsSF) de S&atilde;o Carlos, e identificar alguns    fatores associados ao risco de quedas. Estudo transversal que apresenta dados    de 739 idosos (idade m&eacute;dia 69,90 &plusmn; 7,20) cadastrados no banco    de dados do Grupo de Pesquisa Sa&uacute;de e Envelhecimento. Dados relacionados    a sexo, idade, ocorr&ecirc;ncia de quedas no ano anterior; mobilidade, por meio    do teste Timed Up &amp; Go (TUG) e altera&ccedil;&otilde;es cognitivas pelo    Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) foram analisados. Foram utilizados os testes    Qui-quadrado e n&atilde;o param&eacute;tricos <i>ANOVA de Kruskal-Wallis e Mann-Whitney    U</i>. Foi adotado um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%. O grupo de    caidores apresentou um desempenho pior no TUG em compara&ccedil;&atilde;o ao    grupo de n&atilde;o-caidores (p &lt; 0,001). Foi encontrada uma maior preval&ecirc;ncia    de mulheres entre os caidores (p &lt; 0,001). N&atilde;o houve associa&ccedil;&atilde;o    significativa entre idosos caidores e status cognitivo, avaliado pelo MEEM (p    = 0,11). O desempenho no TUG apresentou diferen&ccedil;a significativa entre    as diferentes faixas et&aacute;rias (p &lt; 0,001). A popula&ccedil;&atilde;o    idosa da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia da EsSF S&atilde;o Carlos apresentou    menor mobilidade e maior risco de quedas em compara&ccedil;&atilde;o a uma popula&ccedil;&atilde;o    idosa sem doen&ccedil;as em est&aacute;gios limitantes e independente para as    atividades de vida di&aacute;ria.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Acidentes por quedas,    Limita&ccedil;&atilde;o da mobilidade, Idoso</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The scope of this study was to assess the mobility    and risk of falls among elderly people living within the Family Health Strategy    area in S&atilde;o Carlos and identify some factors that have been associated    with risks of falls. This is a cross-sectional study that presents data from    739 elderly people (mean age of 69.9 &plusmn; 7.2 years old) registered in the    Health and Aging Research Group. Data related to sex, age, falls in the last    year, mobility using the Timed "Up &amp; Go" (TUG) test and cognitive impairment    by Mini-Mental State Examination (MMSE), were analyzed. Statistical analyses    were performed using Chi-square test and Kruskal-Wallis ANOVA and Mann-Whitney    U non-parametric tests. The level of significance used for all comparisons was    5% (p <u>&lt;</u> 0.05). Fallers present worse performance to TUG than non-fallers    (p &lt; 0.001). A higher prevalence of fallers was found among women (p &lt;    0.001). No significant association was found between elderly fallers and cognitive    impairment by MMSE (p = 0.11). Performance in TUG revealed a significant difference    between the different age groups (p &lt; 0.001). Elderly people from S&atilde;o    Carlos had lower mobility and higher risk of falls in comparison with healthy    people without chronic disorders and independent for daily living activities.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> Accidental falls, Mobility    limitation, Elderly</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O aumento da propor&ccedil;&atilde;o de idosos    na popula&ccedil;&atilde;o traz &agrave; tona a discuss&atilde;o a respeito    de eventos incapacitantes nessa faixa et&aacute;ria, dos quais se destaca a    ocorr&ecirc;ncia de quedas e consequentemente a fratura de quadril<sup>1</sup>.    No estudo de Perracini e Ramos<sup>1 </sup> cerca de 31% dos idosos relataram    ter ca&iacute;do no &uacute;ltimo ano. No de Siqueira et al.<sup>2 </sup>a preval&ecirc;ncia    de quedas foi de 34,8%. Entre os que experimentaram queda, 12,1% tiveram fratura    como consequ&ecirc;ncia. Na an&aacute;lise ajustada, as quedas se mantiveram    associadas com sexo feminino, idade avan&ccedil;ada, sedentarismo, autopercep&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de ruim, e maior n&uacute;mero de medicamentos referidos para uso    cont&iacute;nuo<sup>2</sup>. Segundo Perracini e Ramos<sup>1 </sup>as chances    de queda recorrente aumentam entre mulheres, idosos vi&uacute;vos, solteiros    ou desquitados, idosos com hist&oacute;ria pr&eacute;via de fratura, com grau    de comprometimento nas atividades de vida di&aacute;ria e entre os que n&atilde;o    referem leitura como atividade de lazer.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Moreland et al.<sup>3 </sup>em uma revis&atilde;o    sistem&aacute;tica sobre a evid&ecirc;ncia dos fatores de risco para quedas    classificaram os fatores de risco em 6 n&iacute;veis, sendo os de n&iacute;vel    1 os de maior evid&ecirc;ncia. O n&iacute;vel 1 compreendeu comprometimento    do estado mental e uso de medica&ccedil;&atilde;o psicotr&oacute;pica; o n&iacute;vel    2 uso de m&uacute;ltiplos medicamentos, presen&ccedil;a de riscos ambientais,    de problemas de vis&atilde;o, de fraqueza muscular ou de disfun&ccedil;&atilde;o    em membros inferiores, diminui&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o neuromuscular    perif&eacute;rica, incapacidade em atividades b&aacute;sicas e instrumentais    de vida di&aacute;ria, uso de dispositivos de aux&iacute;lio &agrave; marcha;    o n&iacute;vel 3 presen&ccedil;a de incontin&ecirc;ncia urin&aacute;ria, de    hipotens&atilde;o postural e p&oacute;s-prandial, de tontura, alto n&iacute;vel    de atividade f&iacute;sica e uso de medica&ccedil;&otilde;es card&iacute;acas.    Presen&ccedil;a de depress&atilde;o, de problemas auditivos, diminui&ccedil;&atilde;o    da capacidade em membros superiores ou da for&ccedil;a de preens&atilde;o palmar,    diminui&ccedil;&atilde;o da coordena&ccedil;&atilde;o em membros inferiores,    presen&ccedil;a de anormalidades da marcha, baixo n&iacute;vel de atividade,    rede de suporte social restrita e uso de medica&ccedil;&otilde;es anti-inflamat&oacute;rias    e analg&eacute;sicas t&ecirc;m baixa evid&ecirc;ncia como fatores de risco para    quedas em idosos da comunidade e foram classificados entre os n&iacute;veis    4, 5 ou 6<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Fabricio et al.<sup>4 </sup>verificaram que 64%    dos idosos hospitalizados sofreram fratura, ap&oacute;s evento de queda; sendo    que 28% faleceram. Destes, 42,8% dos &oacute;bitos ocorreram em menos de um    m&ecirc;s ap&oacute;s a queda, ou seja, por consequ&ecirc;ncias diretamente    relacionadas &agrave; ela; como fratura de f&ecirc;mur, embolia pulmonar ou    les&otilde;es neurol&oacute;gicas advindas do trauma intenso. J&aacute; os demais    57,2% dos &oacute;bitos, aconteceram em menos de um ano ap&oacute;s cair sendo    que muitos desses idosos ficaram acamados, apresentaram confus&atilde;o mental,    pneumonia e &uacute;lcera de dec&uacute;bito.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os <i>guidelines </i>de pr&aacute;tica cl&iacute;nica,    como da <i>American Geriatrics Society, British Geriatrics Society, e American    Academy of Orthopaedic Surgeons Panel on Falls Prevention</i><sup>5 </sup>reconhecem    que para a efetividade da preven&ccedil;&atilde;o &eacute; importante a identifica&ccedil;&atilde;o    dos idosos de alto risco. Testes de mobilidade que cont&ecirc;m manobras que    exigem equil&iacute;brio e marcha independente podem ser utilizados com este    objetivo. O "Timed Up &amp; Go" (TUG) &eacute; uma medida pr&aacute;tica de    mobilidade funcional uma vez que avalia idosos fr&aacute;geis f&aacute;cil e    rapidamente sem nenhum equipamento especial ou treinamento<sup>6</sup>. Avalia    o desempenho em tarefas motoras essenciais para uma vida independente tais como:    controlar tanto a descida, para uma posi&ccedil;&atilde;o sentada quanto a subida,    para uma posi&ccedil;&atilde;o ereta (importantes, por exemplo, para usar uma    cama, cadeira, vaso sanit&aacute;rio, etc.), caminhar uma pequena dist&acirc;ncia    (por exemplo para atender um telefone em tempo, atravessar uma rua, etc.) e    mudar a dire&ccedil;&atilde;o da caminhada<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">At&eacute; o momento, n&atilde;o h&aacute; um    consenso entre autores, em rela&ccedil;&atilde;o a limiares para o desempenho    no TUG, que representem diferen&ccedil;as clinicamente significativas na capacidade    funcional da popula&ccedil;&atilde;o idosa sem doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas,    nas diferentes faixas et&aacute;rias. Entretanto se aproximam, possibilitando    um par&acirc;metro para identificar popula&ccedil;&otilde;es idosas com comprometimento    da capacidade funcional, de acordo com a idade, que necessitem de cuidado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a28tab1.jpg">Tabela 1</a> apresenta os valores de TUG em diferentes    faixas et&aacute;rias, apresentados pelos autores Podsiadlo e Richardson<sup>6</sup>,    Lusardi et al.<sup>7</sup>, Shumway-Cook et al.<sup>8</sup>, Steffen et al.<sup>9</sup>,    Isles et al.<sup>10</sup> e Bohannon<sup>11</sup> para uma popula&ccedil;&atilde;o    idosa descrita como saud&aacute;vel, ou seja, sem doen&ccedil;as ortop&eacute;dicas,    cardiovasculares, neurol&oacute;gicas e mentais limitantes, independente para    as atividades b&aacute;sicas de vida di&aacute;ria e para a maioria das atividades    instrumentais de vida di&aacute;ria, vivendo em comunidade e que n&atilde;o    faz uso de &oacute;rteses para aux&iacute;lio &agrave; marcha. Sendo que, o    estudo de Bohannon<sup>11</sup> classifica-se como uma meta-an&aacute;lise descritiva.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Assim, conhecer a mobilidade funcional e risco    de quedas entre a popula&ccedil;&atilde;o idosa, por meio de testes simples    e eficientes, podem contribuir para o diagn&oacute;stico de sa&uacute;de da    &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia, direcionando uma tomada de decis&atilde;o    adequada que norteie os planos terap&ecirc;uticos, nas Unidades de Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia (USF) com objetivo de preven&ccedil;&atilde;o de quedas e    incapacidades decorrentes. Assim, o objetivo do estudo foi analisar a mobilidade    e o risco de quedas, da popula&ccedil;&atilde;o idosa da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia    da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia de S&atilde;o Carlos, e    identificar a associa&ccedil;&atilde;o entre evento de quedas no ano anterior,    idade, sexo e escore no Mini-exame do estado mental (MEEM).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Estudo transversal realizado entre a popula&ccedil;&atilde;o    de S&atilde;o Carlos da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia da Estrat&eacute;gia    Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. Foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica    em Pesquisa em Seres Humanos da Universidade Federal de S&atilde;o Carlos (CEP/UFSCar)    e atende &agrave;s exig&ecirc;ncias do Conselho Nacional de Sa&uacute;de. Todos    os sujeitos e/ou respons&aacute;veis assinaram um Termo de Consentimento Livre    e Esclarecido consentindo em participar voluntariamente do estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A amostra foi formada por 739 idosos, com idade    m&eacute;dia de 69,90 &plusmn; 7,20 anos (variando entre 60 a 96 anos), da &aacute;rea    de abrang&ecirc;ncia da Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (EsSF)    do munic&iacute;pio de S&atilde;o Carlos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">At&eacute; dezembro de 2007 haviam 920 idosos    avaliados e cadastrados no banco de dados do Grupo de Pesquisa Sa&uacute;de    e Envelhecimento da Universidade Federal de S&atilde;o Carlos (UFSCar). Entretanto,    os instrumentos de coleta de 113 idosos ainda continuavam com falhas de preenchimento    nas quest&otilde;es referentes &agrave; mobilidade e quedas, mesmo ap&oacute;s    revis&atilde;o dos pesquisadores e retorno dos mesmos &agrave;s Unidades de    Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (USF) para completo preenchimento. Apenas 807    idosos foram devidamente avaliados para as vari&aacute;veis correspondentes    a avalia&ccedil;&atilde;o de mobilidade, dos quais 766 realizaram o teste de    mobilidade "Timed Up &amp; Go (TUG)". As justificativas para os 41 idosos que    n&atilde;o realizaram o TUG foram ser acamado (n = 7), n&atilde;o conseguir    andar (n = 6), n&atilde;o entender o teste (n = 1), dificuldade em realizar    o teste (n = 4), negar-se a realiz&aacute;-lo (n = 14) e outras justificativas    (n = 9).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Dentre os 766 idosos que realizaram o TUG, excluiu-se    os que se utilizavam de &oacute;rteses para aux&iacute;lio &agrave; marcha (n    = 27; TUG 28,82 &plusmn; 12,13 segundos), porque apresentaram um perfil funcional    diferenciado (p &lt; 0,01) em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;queles com marcha    livre e independente (TUG 12,13 &plusmn; 2,88 segundos). Formou-se, portanto,    a amostra de 739 idosos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Instrumentos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O instrumento de coleta foi elaborado a partir    de um trabalho interdisciplinar, envolvendo enfermeiros, fisioterapeutas, m&eacute;dicos,    psic&oacute;logos e terapeutas ocupacionais como parte do projeto "Tecnologia    de cuidado para idosos com altera&ccedil;&otilde;es cognitivas" que foi contemplado    com recursos financeiros, para o desenvolvimento de pesquisas sobre tecnologia    de cuidado.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os Agentes Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de    (ACS), integrantes das Equipes de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, de S&atilde;o    Carlos/SP, ficaram respons&aacute;veis por aplicar o instrumento de pesquisa    entre os idosos; para isso foram treinados pelos pesquisadores respons&aacute;veis,    em duas etapas. Inicialmente foram abordados, em aulas expositivas, conte&uacute;dos    referentes &agrave; Sa&uacute;de do Idoso e &agrave;s escalas inseridas no instrumento    de pesquisa. Em seguida, foi feito um treinamento pr&aacute;tico, envolvendo    a aplica&ccedil;&atilde;o do protocolo de avalia&ccedil;&atilde;o completo.    Uma vez ao m&ecirc;s, um dos pesquisadores visitava as Unidades de Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia (USF) para sanar poss&iacute;veis d&uacute;vidas e recolher    os instrumentos preenchidos para revis&atilde;o e digita&ccedil;&atilde;o no    banco de dados. Se fossem identificados instrumentos incompletos ou incorretos,    os mesmos retornavam para as USF para completo preenchimento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para o presente estudo, foram extra&iacute;das    algumas informa&ccedil;&otilde;es do banco de dados completo. Estes dados inclu&iacute;am    as caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas e de sa&uacute;de, idade, sexo,    evento de quedas no ano anterior e os resultados obtidos a partir da aplica&ccedil;&atilde;o    do instrumento de rastreamento de altera&ccedil;&otilde;es cognitivas, "Mini-Exame    do Estado Mental (MEEM)"<sup>12</sup> e o teste "Timed Up &amp; Go"<sup>6</sup>    entre os idosos da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia do EsSF de S&atilde;o Carlos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O MEEM<sup>12</sup> afere a capacidade cognitiva    dos idosos, tendo uma pontua&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima de 30 pontos. Os    escores medianos que foram utilizados para identificar a presen&ccedil;a de    altera&ccedil;&otilde;es cognitivas foram: 18 pontos para idosos analfabetos;    21 para idosos com 1 a 3 anos de escolaridade; 24 para 4 a 7 anos de escolaridade;    26 para 8 ou mais anos de escolaridade, segundo crit&eacute;rios estabelecidos    por Bertolucci et al.<sup>13</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os sujeitos tamb&eacute;m foram questionados    quanto &agrave; ocorr&ecirc;ncia de eventos de quedas no ano anterior e ao uso    de algum meio de aux&iacute;lio &agrave; marcha, realizaram o teste "Timed Up    e Go (TUG)"<sup>6</sup>. A partir da quest&atilde;o sobre ocorr&ecirc;ncia de    quedas no ano anterior, os idosos foram classificados em caidores e n&atilde;o-caidores.    O caidor foi definido como aquele que sofreu alguma queda, no per&iacute;odo    de um ano. E, o n&atilde;o-caidor, como aquele que n&atilde;o sofreu evento    de queda neste mesmo per&iacute;odo de tempo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O <i>TUG</i> foi usado para avaliar a mobilidade    dos idosos. Este teste consiste em cronometrar o tempo gasto na tarefa de levantar-se    de uma cadeira (a partir da posi&ccedil;&atilde;o encostada), andar 3 metros    at&eacute; um demarcador no solo, girar e voltar andando no mesmo percurso,    sentando-se novamente com as costas apoiadas no encosto da cadeira<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Sobre a confiabilidade e validade tem-se interobservadores    (ICC = 0,99) e intraobservadores (ICC = 0,99). A validade concorrente foi avaliada    comparando-se com a Berg Balance Scale (Pearson r = -0,81), velocidade de marcha    (Pearson r = -0,61) e o &Iacute;ndice de Barthel (Pearson r = -0,78)<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>An&aacute;lise Estat&iacute;stica</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para compara&ccedil;&atilde;o do desempenho no    TUG entre os grupos de caidores e n&atilde;o-caidores foi realizado o teste    n&atilde;o param&eacute;trico <i>Mann-Whitney U</i>. Para compara&ccedil;&atilde;o    entre as faixas et&aacute;rias, ANOVA de <i>Kruskal-Wallis</i> e pos hoc <i>Mann-Whitney    U</i> com limite inferior de Bonferroni. Para avaliar as associa&ccedil;&otilde;es    entre as quedas e as vari&aacute;veis sexo e altera&ccedil;&otilde;es cognitivas    foi realizado teste <i>Qui-quadrado</i>. Foi adotado um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia    de 5% (p <u>&lt;</u> 0,05).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="#tab2">Tabela 2</a> apresenta a caracteriza&ccedil;&atilde;o    da amostra de 739 idosos inclu&iacute;dos no estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="tab2"></a><img src="/img/revistas/csc/v17n9/a28tab2.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi verificada a preval&ecirc;ncia de caidores    e n&atilde;o-caidores para as vari&aacute;veis Sexo e Altera&ccedil;&otilde;es    Cognitivas como apresenta a <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a28tab3.jpg">Tabela 3</a>. Foi encontrada uma maior preval&ecirc;ncia    de mulheres entre os caidores (p &lt; 0,001). N&atilde;o houve associa&ccedil;&atilde;o    significativa entre idosos caidores e status cognitivo, avaliado pelo MEEM (p    = 0,11).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O desempenho no TUG foi diferente entre os grupos    de caidores e n&atilde;o-caidores. Pode-se observar que os indiv&iacute;duos    considerados caidores demoravam mais tempo para a realiza&ccedil;&atilde;o do    TUG (caidores 13,35 &plusmn; 4,57 segundos; n&atilde;o-caidores 11,71 &plusmn;    3,61 segundos; p &lt; 0,001).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A <a href="#fig1">Figura 1</a> apresenta o desempenho    no TUG para as diferentes faixas et&aacute;rias (p &lt; 0,001). Observa-se que    quanto maior a idade, maior &eacute; o tempo gasto para a realiza&ccedil;&atilde;o    do TUG (60-69 anos: 11,24 &plusmn; 3,26; 70-79 anos: 12,61 &plusmn; 3,97; 80-89    anos: 14,58 &plusmn; 4,62; 90-96 anos: 17,78 &plusmn; 4,52 segundos).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a name="fig1"></a><img src="/img/revistas/csc/v17n9/a28fig1.jpg"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Shumway-Cook et al.<sup>8</sup> indicaram um    TUG maior que 14 segundos para um maior risco de quedas, ap&oacute;s avaliar    idosos fr&aacute;geis da comunidade, excluindo aqueles com doen&ccedil;as neurol&oacute;gicas.    Entretanto, ainda n&atilde;o existe um consenso sobre esse &iacute;ndice, para    indicar o maior risco de quedas entre os idosos, apenas que idosos caidores,    com piores condi&ccedil;&otilde;es funcionais apresentam-se com &iacute;ndices    piores.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foi apresentada uma diferen&ccedil;a significativa    entre idosos caidores e n&atilde;o-caidores para o desempenho no TUG. Idosos    caidores apresentaram um tempo maior para a realiza&ccedil;&atilde;o da atividade    proposta no TUG. Gunter et al.<sup>14</sup> encontraram que caidores frequentes    diferem significativamente de simples caidores e n&atilde;o-caidores quanto    ao teste TUG, corroborando os achados do presente estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Gunter et al.<sup>14</sup> o TUG &eacute;    um teste que envolve tanto a avalia&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a e pot&ecirc;ncia    de membros inferiores quanto a avalia&ccedil;&atilde;o de mobilidade, sendo,    portanto o melhor preditor para defini&ccedil;&atilde;o de um indiv&iacute;duo    como caidor ou n&atilde;o-caidor. Assim, pior desempenho no TUG pode estar indicando    n&atilde;o s&oacute; menor mobilidade, algum d&eacute;ficit de equil&iacute;brio    e maior risco de quedas entre os idosos caidores, mas tamb&eacute;m uma menor    for&ccedil;a muscular nos membros inferiores. No estudo de Pinho et al.<sup>15</sup>    e Skelton et al.<sup>16</sup>, observaram-se perda da fun&ccedil;&atilde;o muscular    dos dorsiflexores do tornozelo, avaliada por dinamometria isocin&eacute;tica,    no grupo de idosos caidores. O tornozelo &eacute; a articula&ccedil;&atilde;o    requerida na primeira estrat&eacute;gia de controle postural em situa&ccedil;&otilde;es    de perturba&ccedil;&atilde;o do equil&iacute;brio na postura ereta<sup>17</sup>,    assim d&eacute;ficits nessa musculatura podem ser indicativos de maior risco    de quedas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entretanto, Thrane et al.<sup>18</sup>, para    uma popula&ccedil;&atilde;o idosa com idade entre 74 e 89 anos, n&atilde;o encontraram    diferen&ccedil;as significativas entre mulheres caidoras e n&atilde;o-caidoras    para o tempo no TUG, apenas encontraram diferen&ccedil;a significativa entre    homens caidores e n&atilde;o caidores. De certa forma, abrem a discuss&atilde;o    para a necessidade de avalia&ccedil;&atilde;o de diversos fatores de risco que    podem modificar o risco de queda, e, consequentemente a associa&ccedil;&atilde;o    entre o tempo de desempenho no TUG e o hist&oacute;rico de quedas, como por    exemplo, sexo, idade, comprometimento mental, etc.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Observou-se, no presente estudo, que a frequ&ecirc;ncia    de quedas foi maior entre as mulheres, como mostra a <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a28tab3.jpg">Tabela 3</a>. Os estudos de    Perracini e Ramos<sup>1</sup>, Moreira et al.<sup>19</sup> e Siqueira et al.<sup>2</sup>,    tamb&eacute;m realizados na popula&ccedil;&atilde;o idosa brasileira, apresentaram    maior preval&ecirc;ncia de quedas entre mulheres, sugerindo como causas a maior    fragilidade das mulheres em rela&ccedil;&atilde;o aos homens, assim como maior    preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas. Suspeitam, ainda, que o    fato pode estar relacionado a uma maior exposi&ccedil;&atilde;o a atividades    dom&eacute;sticas e a um comportamento de maior risco.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Campbell et al.<sup>20</sup>, identificaram que    controlando as vari&aacute;veis idade, morar sozinho, a capacidade de se levantar    da cadeira sem apoio, a falta de habilidade de sair de casa diariamente e o    uso de medica&ccedil;&otilde;es psicotr&oacute;picas, o risco relativo de quedas    ligado ao sexo feminino diminuiu, entretanto ainda &eacute; maior que o de homens,    indicando que existem outras vari&aacute;veis, al&eacute;m das estudadas, que    podem aumentar o risco de quedas entre as mulheres.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Deschenes et al.<sup>21</sup> estudaram os efeitos    da menor atividade muscular entre jovens homens e mulheres. Ap&oacute;s uma    semana observou-se que as mulheres foram mais afetadas pela falta de atividade,    avaliada pelo torque muscular. Essa diminui&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;a    muscular foi associada com menor recrutamento de unidades motoras ap&oacute;s    o per&iacute;odo de inatividade, observado por meio de eletromiografia. Levanta-se,    portanto, uma hip&oacute;tese de que mulheres podem perder for&ccedil;a, no    decorrer dos anos, mais rapidamente que homens, caso se mantenham sedent&aacute;rias,    resultando, consequentemente, em maiores dificuldades de equil&iacute;brio funcional    e maior risco de quedas entre as idosas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O status cognitivo n&atilde;o se associou significativamente    com quedas (<a href="/img/revistas/csc/v17n9/a28tab3.jpg">Tabela 3</a>) na amostra, podendo representar que n&atilde;o h&aacute;    maior risco de quedas entre idosos com altera&ccedil;&otilde;es cognitivas avaliados    pelo MEEM. Uma hip&oacute;tese seria que idosos com d&eacute;ficit cognitivo    s&atilde;o menos ativos do que os com uma capacidade mental melhor, n&atilde;o    sendo expostos a alguns riscos, principalmente os externos &agrave; resid&ecirc;ncia,    o que os protege, de certa forma, das quedas. Outra hip&oacute;tese seria que    idosos com d&eacute;ficit cognitivo podem ter um cuidado maior da fam&iacute;lia,    pois demonstram mais fragilidade. Isto compensaria alguns riscos impostos pelo    d&eacute;ficit cognitivo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Entretanto, Carvalho e Coutinho<sup>22</sup>    encontraram associa&ccedil;&atilde;o entre quedas e dem&ecirc;ncia, avaliada    pelo segmento de sa&uacute;de mental do question&aacute;rio BOAS (Brazil Old    Age Schedule), contrariando os resultados do presente estudo. Idosos com d&eacute;ficits    cognitivos podem apresentar respostas protetoras comprometidas e um julgamento    empobrecido da gravidade de seu quadro e de suas perdas, com pouca ou nenhuma    consci&ecirc;ncia do seu problema. Isso pode lev&aacute;-los a uma avalia&ccedil;&atilde;o    err&ocirc;nea de suas capacidades e a se engajarem em atividades arriscadas,    acarretando acidentes, principalmente as quedas. Comprometimento da marcha,    desequil&iacute;brio, instabilidade postural e aumento do t&ocirc;nus muscular    est&atilde;o presentes em idosos com quadro de dem&ecirc;ncia, podendo acarretar    quedas<sup>22</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Maciel e Guerra<sup>23</sup> observaram forte    associa&ccedil;&atilde;o da altera&ccedil;&atilde;o da mobilidade, pelo TUG,    com a vari&aacute;vel idade, ou seja, a maioria dos idosos pertencentes &agrave;s    faixas et&aacute;rias mais elevadas (especialmente acima dos 75 anos) tiveram    maior chance de apresentar d&eacute;ficit na mobilidade. Ishizuka et al.<sup>24</sup>    tamb&eacute;m apresentaram associa&ccedil;&atilde;o significativa entre a idade    e a funcionalidade, idosos do grupo de funcionalidade moderada, pelo POMA (<i>Performance    Oriented Assessment of Mobility)</i>, apresentaram-se mais velhos que o grupo    com alta funcionalidade. Siqueira et al.<sup>2</sup>, encontraram associa&ccedil;&atilde;o    significativa entre quedas e idade avan&ccedil;ada, corroborando os achados    do presente estudo, j&aacute; que caidores parecem apresentar piores condi&ccedil;&otilde;es    de mobilidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Podem-se observar diferen&ccedil;as significativas    para o desempenho no TUG entre os idosos das diferentes faixas et&aacute;rias    (<a href="#fig1">Figura 1</a>). A faixa de 90-96 anos de idade n&atilde;o foi diferente da faixa    et&aacute;ria de 80-89 anos, embora se observe uma maior m&eacute;dia. Na faixa    dos 90 anos observou-se uma grande variabilidade no desempenho no TUG, para    uma amostra muito pequena.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com o envelhecimento, a capacidade de gerar for&ccedil;a    dos m&uacute;sculos esquel&eacute;ticos &eacute; reduzida, como resultado muitas    pessoas idosas apresentam dificuldade em realizar suas atividades de vida di&aacute;ria.    Uma perda de 15% da for&ccedil;a muscular ocorre por d&eacute;cada entre 50    e 70 anos de idade, entre as idades de 70 e 80 anos, uma perda de 30% pode ser    notada, podendo contribuir para a diferen&ccedil;a no TUG entre as diferentes    faixas et&aacute;rias. A sarcopenia, como &eacute; denominada a perda da massa,    for&ccedil;a e qualidade do m&uacute;sculo esquel&eacute;tico, &eacute; respons&aacute;vel    por aumentar o risco de queda e perda da independ&ecirc;ncia f&iacute;sica e    funcional em idosos j&aacute; que acarreta consequ&ecirc;ncias funcionais na    deambula&ccedil;&atilde;o e no equil&iacute;brio<sup>25</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Podsiadlo e Richardson<sup>6</sup>, Shumway-Cook    et al.<sup>8</sup>, Steffen et al.<sup>9</sup>, Isles et al.<sup>10</sup> e    Bohannon<sup>11</sup> apresentaram diferentes valores para o desempenho no TUG    para as diferentes faixas et&aacute;rias, considerando uma popula&ccedil;&atilde;o    idosa, sem doen&ccedil;as ortop&eacute;dicas, cardiovasculares, neurol&oacute;gicas    e mentais limitantes, independente para as atividades b&aacute;sicas de vida    di&aacute;ria e para a maioria das atividades instrumentais cotidianas, vivendo    em comunidade e que n&atilde;o faz uso de &oacute;rteses para aux&iacute;lio    &agrave; marcha. Comparando-se com a popula&ccedil;&atilde;o idosa da &aacute;rea    de abrang&ecirc;ncia da EsSF de S&atilde;o Carlos, observa-se um desempenho    pior no TUG em todas as faixas et&aacute;rias. Justifica-se pelo fato da amostra    presente n&atilde;o se constituir de idosos que foram avaliados como independentes    e em boas condi&ccedil;&otilde;es funcionais, como nos demais estudos, e sim,    de toda a popula&ccedil;&atilde;o idosa da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia,    cadastrada at&eacute; 2007.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na <a href="#tab2">Tabela 2</a> observa-se que a amostra do presente    estudo foi constitu&iacute;da por idosos com n&iacute;vel s&oacute;cio-econ&ocirc;mico    baixo, 71% recebem at&eacute; 2 sal&aacute;rios-m&iacute;nimos, e baixa escolaridade,    30% pode ser considerada analfabeta e 57% n&atilde;o completou o ensino fundamental.    Assim, em sua maioria, devido &agrave; forma&ccedil;&atilde;o escolar insuficiente,    n&atilde;o tem informa&ccedil;&atilde;o sobre as doen&ccedil;as e as principais    formas de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento, e, geralmente, n&atilde;o receberam    tratamento adequado, contribuindo para o comprometimento da capacidade funcional.    Em sua maioria, nunca se preocuparam com um estilo de vida saud&aacute;vel,    em que a pr&aacute;tica de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos, poderia melhorar    as condi&ccedil;&otilde;es funcionais, e, portanto, prevenir quedas, fraturas    e incapacidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O acesso dessa popula&ccedil;&atilde;o brasileira    de baixo n&iacute;vel econ&ocirc;mico, aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de tem    sido, essencialmente, por meio do SUS, que ainda est&aacute; se organizando,    desde a sua cria&ccedil;&atilde;o com as Leis 8080/90 e 8142/90, para garantir    os princ&iacute;pios da universalidade, integralidade, equidade e participa&ccedil;&atilde;o    social. Apenas a partir de 1994, foi institu&iacute;da a Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia (EsSF). A base da EsSF &eacute; um modelo de aten&ccedil;&atilde;o    voltado &agrave; prote&ccedil;&atilde;o e &agrave; promo&ccedil;&atilde;o da    sa&uacute;de, al&eacute;m de atendimento domiciliar, com enfoque preventivo    e de promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, a partir de prioridades epidemiol&oacute;gicas    da &aacute;rea adscrita visando reduzir a demanda sobre centros de sa&uacute;de    e hospitais<sup>26</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse sentido, a EsSF faria a promo&ccedil;&atilde;o    do acesso, prioritariamente, para os grupos sociais mais vulner&aacute;veis,    entre os quais estariam inclu&iacute;dos os idosos. Entretanto, esse acesso    &eacute; recente e, ainda, prec&aacute;rio. Em S&atilde;o Carlos/SP, por meio    da Resid&ecirc;ncia Multiprofissional em Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia e Comunidade    da Universidade Federal de S&atilde;o Carlos, desde 2007, na forma de apoio    matricial, as possibilidades de fornecer um estilo de vida saud&aacute;vel &agrave;    popula&ccedil;&atilde;o, foram ampliadas, o que poder&aacute; favorecer uma    melhora da mobilidade e diminui&ccedil;&atilde;o do risco de quedas da popula&ccedil;&atilde;o    idosa nos pr&oacute;ximos anos. Aveiro et al.<sup>27</sup> sugerem amplas possibilidades    de atua&ccedil;&atilde;o do fisioterapeuta na EsSF na preven&ccedil;&atilde;o    de agravos, promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de e recupera&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de (tratamento ou reabilita&ccedil;&atilde;o), que podem ser aplicadas    para manter e recuperar a capacidade funcional de idosos na &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia    da EsSF.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os idosos apresentam uma diminui&ccedil;&atilde;o    da mobilidade com o envelhecimento e a popula&ccedil;&atilde;o idosa da &aacute;rea    de abrang&ecirc;ncia da EsSF de S&atilde;o Carlos apresentou menor mobilidade    e maior risco de quedas em compara&ccedil;&atilde;o a outra sem doen&ccedil;as    em est&aacute;gios limitantes e independente para as atividades de vida di&aacute;ria.    Os idosos que sofreram eventos de quedas nos anos anteriores t&ecirc;m menor    mobilidade e, consequentemente, maior risco de sofrerem futuros eventos de quedas,    caso n&atilde;o haja uma interven&ccedil;&atilde;o fisioterap&ecirc;utica adequada.    Entretanto, n&atilde;o h&aacute; associa&ccedil;&atilde;o significativa entre    presen&ccedil;a de altera&ccedil;&otilde;es cognitivas e eventos de queda.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A organiza&ccedil;&atilde;o do SUS e da EsSF    faz-se necess&aacute;ria para favorecer o acesso dessa popula&ccedil;&atilde;o    idosa a estilos de vida saud&aacute;veis, uma vez que j&aacute; s&atilde;o garantidas    por algumas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas nacionais, tais como, Pol&iacute;tica    Nacional de Sa&uacute;de do Idoso, Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de    da Pessoa Idosa e Pol&iacute;tica Nacional de Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">MC Aveiro participou do levantamento bibliogr&aacute;fico,    coleta e an&aacute;lise dos dados, concep&ccedil;&atilde;o e reda&ccedil;&atilde;o    do estudo. P Driusso participou da an&aacute;lise dos dados, concep&ccedil;&atilde;o    e revis&atilde;o do texto. EJ Barham e SCI Pavarini participaram da coleta e    an&aacute;lise dos dados e revis&atilde;o do texto. J Oishi participou da concep&ccedil;&atilde;o    e revis&atilde;o do texto.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Agrave; Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP)    por meio do projeto "Tecnologia de cuidados para idosos com altera&ccedil;&otilde;es    cognitivas" e &agrave; Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo a Pesquisa do Estado    de S&atilde;o Paulo (FAPESP), por meio da bolsa de doutorado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Perracini MR, Ramos LR. Fatores associados    a quedas em uma coorte de idosos residentes na comunidade. <i>Rev Saude Publica</i>    2002; 36(6):709-716.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618443&pid=S1413-8123201200090002800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Siqueira FV, Facchini LA, Piccini RX, Tomasi    E, Thum&eacute; E, Silveira DS, Vieira V, Hallal PC. Preval&ecirc;ncia de quedas    em idosos e fatores associados. <i>Rev Saude Publica</i> 2007; 41(5):749-756.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618445&pid=S1413-8123201200090002800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Moreland J, Richardson J, Chan DH, O'Neill    CJ, Belissimo A, Grum RM, Shanks GL. Evidence-based guidelines for the secondary    prevention of falls in older adults. <i>Gerontology</i> 2003; 49(2):93-116.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618447&pid=S1413-8123201200090002800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Fabr&iacute;cio SCC, Rodrigues RAP, Costa    Junior ML. Causas e Consequ&ecirc;ncias de quedas de idosos atendidos em hospital    p&uacute;blico. <i>Rev Saude Publica</i> 2004; 38(1):93-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618449&pid=S1413-8123201200090002800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. American Geriatrics Society (AGS) Panel on    Falls in Older Persons. Guideline for the Prevention of Falls in Older Persons.    &#91;Special Series: Clinical Practice&#93;. <i>J Am Geriatr Soc </i>2001; 49(5):664-672.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618451&pid=S1413-8123201200090002800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Podsiadlo D, Richardson S. The timed 'Up &amp;    Go': A test of basic functional mobility for frail elderly persons. <i>J Am    Geriatr Soc</i> 1991; 39(2):142-148.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618453&pid=S1413-8123201200090002800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Lusardi MM, Pellecchia GL, Schulman M. Functional    Performance in Community Living Older Adults. <i>J Geriatr Phys Ther</i> 2003;    26(3):14-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618455&pid=S1413-8123201200090002800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Shumway-Cook A, Brauer S, Woollacott M. Predicting    the probability for falls in community-dwelling older adults using the timed-up    and go test. <i>Phys Ther</i> 2000; 80(9):896-903.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618457&pid=S1413-8123201200090002800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Steffen TA, Hacker TA, Mollinger L. Age- and    Gender-related test performance in community-dwelling elderly people: Six-minute    test, Berg balance scale, timed-up &amp; go test, and gait speeds. <i>Phys Ther</i>    2002; 82(2):128-137.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618459&pid=S1413-8123201200090002800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Isles RC, Choy NL, Steer M, Nitz JC. Normal    values of balance tests in women aged 20-80. <i>J Am Geriatr Soc</i> 2004; 52(8):1367-1372.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618461&pid=S1413-8123201200090002800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Bohannon RW. Reference values for the Timed    Up and Go test: a descriptive meta-analysis. <i>J Geriatr Phys Ther</i> 2006;    29(2):64-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618463&pid=S1413-8123201200090002800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Folstein MF, Folstein SE, McHugh PR. Mini-Mental    state: a pratical method for grading the cognitive state of patients, for clinicians.    <i>J Psychiatr R</i> 1975; 12(3):189-198.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618465&pid=S1413-8123201200090002800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Bertolucci PHF, Brucki SMD, Campacci SR,    Juliano Y. O Mini-Exame do Estado Mental em uma Popula&ccedil;&atilde;o Geral:    Impacto da Escolaridade. <i>Arq Neuropsiquiatr </i>1994; 52(Supl.1):1-7.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618467&pid=S1413-8123201200090002800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Gunter KB, White KN, Hayes WC, Snow CM. Functional    Mobility Discriminates Nonfallers from One-Time Fallers and Frequent Fallers.    <i>J Gerontol A Biol Sci Med</i> 2000; 55(11):M672-76.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618469&pid=S1413-8123201200090002800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Pinho L, Dias RC, Souza TR, Freire MT, Tavares    CF, Dias JMD. Avalia&ccedil;&atilde;o Isocin&eacute;tica da fun&ccedil;&atilde;o    muscular do quadril e do tornozelo em idosos que sofrem quedas. <i>Rev Bras    Fisiot</i> 2005; 9(5):93-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618471&pid=S1413-8123201200090002800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Skelton DA, Kennedy J, Rutherford OM. Explosive    power and asymmetry in leg muscle function in frequent fallers and nonfallers    aged over 65. <i>Age Ageing</i> 2002; 31(2):119-125.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618473&pid=S1413-8123201200090002800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Marigold DS, Patla AE. Strategies for dynamic    stability during locomotion on a slippery surface: effects of prior experience    and knowledge<i>. J Neurophysiol</i> 2002; 88(1):339-353.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618475&pid=S1413-8123201200090002800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Thrane G, Joakimsen R, Thornquist E. The    association between timed up and go test and history of falls: The Tromso study.    <i>BMC Geriatr</i> 2007; 7:1.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618477&pid=S1413-8123201200090002800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. Moreira MC, Costa AR, Felipe LR, Caldas CP.    Vari&aacute;veis Associadas &agrave; ocorr&ecirc;ncia de quedas a partir dos    diagn&oacute;sticos de enfermagem em idosos atendidos ambulatorialmente. <i>Rev    Latino-am Enfermagem</i> 2007; 15(2):311-317.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618479&pid=S1413-8123201200090002800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. Campbell JA, Spears GF, Borrie MJ. Examination    by logistic regression modeling of the variables which increase the relative    risk of elderly women falling compared to elderly men. <i>J Clin Epidemiol</i>    1990; 43(12):1415-1420.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618481&pid=S1413-8123201200090002800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. Deschenes MR, McCoy RW, Holdren NA, Eason    MK. Gender influences neuromuscular adaptations to muscle unloading. <i>Eur    J Appl Physiol</i> 2009; 105(6): 889-897.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618483&pid=S1413-8123201200090002800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">22. Carvalho AM, Coutinho ESF. Dem&ecirc;ncia    como fator de risco para fraturas graves em idosos. <i>Rev Saude Publica</i>    2002; 36(4):448-454.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618485&pid=S1413-8123201200090002800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">23. Maciel ACC, Guerra RO. Fatores associados    &agrave; altera&ccedil;&atilde;o da mobilidade em idosos residentes na comunidade.    <i>Rev Bras Fisioter</i> 2005; 9(1):17-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618487&pid=S1413-8123201200090002800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">24. Ishizuka MA, Mutarelli EG, Yamagushi AM,    Jacob Filho W. Falls by elders with moderate levels of movement functionality.    <i>Clinics</i> 2005; 60(1):41-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618489&pid=S1413-8123201200090002800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">25. Williams GN, Higgins MJ, Lewek MD. Aging    Skeletal Muscle: Physiologic Changes and the Effects of Training. <i>Phys Ther</i>    2002; 82(1):62-68.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618491&pid=S1413-8123201200090002800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">26. Trad LAB, Bastos ACS O impacto s&oacute;cio-cultural    do Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF): uma proposta de avalia&ccedil;&atilde;o.    <i>Cad Saude Publica</i> 1998; 14(2):429-435.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618493&pid=S1413-8123201200090002800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">27. Aveiro MC, Aciole GG, Driusso P, Oishi J.    Perspectivas da participa&ccedil;&atilde;o do fisioterapeuta no Programa Sa&uacute;de    da Fam&iacute;lia na aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de do idoso. <i>Cien    Saude Colet</i> 2011; 16(Supl.1):1467-1478.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1618495&pid=S1413-8123201200090002800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="2">Artigo apresentado em 04/06/2011    <br>   Aprovado em 17/09/2011    <br>   Vers&atilde;o final apresentada em 05/10/2011</font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
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<surname><![CDATA[Perracini]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
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<surname><![CDATA[Ramos]]></surname>
<given-names><![CDATA[LR]]></given-names>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Fatores associados a quedas em uma coorte de idosos residentes na comunidade]]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Saude Publica]]></source>
<year>2002</year>
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<issue>6</issue>
<page-range>709-716</page-range></nlm-citation>
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<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Siqueira]]></surname>
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<surname><![CDATA[Facchini]]></surname>
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