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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Desigualdade social e os estudos epidemiológicos: uma reflexão]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Social indicators are now indispensable in the list of variables of epidemiological studies, based on the fact that the determination of health complaints is complex and multidimensional. From this perspective, social inequality has gained prominence as an explanatory factor for the health conditions of populations. The scope of this article is to discuss the different concepts that underpin the selection of the indicators used in epidemiological studies and examine the psychosocial effects on human beings caused by social inequality. A literature review of epidemiological studies that used social inequality and social capital indicators was conducted for a better understanding of health problems, as well as an investigation in the fields of sociology and social psychology. The research revealed that there is some controversy surrounding the effect of social inequality on health, possibly because these indicators are predominantly based on income and individual consumption capacity. Likewise, social capital indicators at cognitive and structural levels are too limited to understand the dynamism of social relations. Accordingly, further studies are needed for the construction of social indicators capable of examining the complexity of modern societies.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Desigualdade social]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>TEMAS LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Desigualdade social e os estudos epidemiol&oacute;gicos:    uma reflex&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Social inequality and epidemiological studies:    a reflection</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Maria Angela Fernandes Ferreira<sup>I</sup>;    Maria do Ros&aacute;rio Dias de Oliveira Latorre<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><sup>I</sup>Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    em Sa&uacute;de Coletiva, Departamento de Odontologia, Centro de Ci&ecirc;ncias    da Sa&uacute;de, Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Av. Rui    Barbosa 1257/Bl. A/204, Lagoa Nova. 59056-300 Natal RN. <a href="mailto:angelaf@ufrnet.br">angelaf@ufrnet.br</a>    <br>   <sup>II</sup>Programa de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Departamento de Epidemiologia,    Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade de S&atilde;o Paulo</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os indicadores sociais se tornaram imprescind&iacute;veis    no elenco de vari&aacute;veis dos estudos epidemiol&oacute;gicos a partir da    constata&ccedil;&atilde;o de que a determina&ccedil;&atilde;o dos agravos &agrave;    sa&uacute;de &eacute; complexa e multidimensional. Nessa perspectiva, a desigualdade    social vem ocupando destaque como um fator explicativo das condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es. O objetivo &eacute; discutir as    diferentes concep&ccedil;&otilde;es que norteiam a sele&ccedil;&atilde;o dos    indicadores utilizados nos estudos epidemiol&oacute;gicos e abordar os efeitos    psicossociais nos seres humanos acarretados pela desigualdade social. Foi realizada    uma revis&atilde;o da literatura acerca dos estudos epidemiol&oacute;gicos que    utilizaram os indicadores de desigualdade social e capital social para uma melhor    compreens&atilde;o dos problemas de sa&uacute;de, bem como uma investiga&ccedil;&atilde;o    no campo da sociologia e da psicologia social. De acordo com a pesquisa pode-se    constatar que h&aacute; controv&eacute;rsias sobre o efeito da desigualdade    social na sa&uacute;de humana pelo fato desses indicadores serem baseados, majoritariamente,    pela renda e capacidade de consumo dos indiv&iacute;duos. Da mesma forma, os    indicadores de capital social em n&iacute;vel cognitivo e estrutural s&atilde;o    muito limitados para compreender o dinamismo das rela&ccedil;&otilde;es sociais.    Nesse sentido, s&atilde;o necess&aacute;rios mais estudos para a constru&ccedil;&atilde;o    de indicadores sociais que contemplem a complexidade das sociedades modernas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave: </b>Epidemiologia, Indicadores    sociais, Desigualdade social</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Social indicators are now indispensable in the    list of variables of epidemiological studies, based on the fact that the determination    of health complaints is complex and multidimensional. From this perspective,    social inequality has gained prominence as an explanatory factor for the health    conditions of populations. The scope of this article is to discuss the different    concepts that underpin the selection of the indicators used in epidemiological    studies and examine the psychosocial effects on human beings caused by social    inequality. A literature review of epidemiological studies that used social    inequality and social capital indicators was conducted for a better understanding    of health problems, as well as an investigation in the fields of sociology and    social psychology. The research revealed that there is some controversy surrounding    the effect of social inequality on health, possibly because these indicators    are predominantly based on income and individual consumption capacity. Likewise,    social capital indicators at cognitive and structural levels are too limited    to understand the dynamism of social relations. Accordingly, further studies    are needed for the construction of social indicators capable of examining the    complexity of modern societies.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words: </b>Epidemiology, Social indicators,    Social inequality</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A influ&ecirc;ncia da desigualdade social sobre    a sa&uacute;de humana tem sido amplamente discutida nos estudos da sa&uacute;de    coletiva. Esse crescente interesse se deve, principalmente, pela constata&ccedil;&atilde;o    de que o crescimento da renda ocorrido em alguns pa&iacute;ses ricos n&atilde;o    diminuiu as suas taxas de mortalidade e nem aumentou a esperan&ccedil;a de vida    ao nascer, quando comparados a outros<sup>1</sup>. Nesse sentido, uma hip&oacute;tese    levantada &eacute; a de que &eacute; a desigualdade de renda entre os pa&iacute;ses    e dentro deles que explica tais achados<sup>2,3</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, vale salientar que a desigualdade    social &eacute; uma condi&ccedil;&atilde;o inerente ao pr&oacute;prio sistema    capitalista, onde um pequeno grupo de pessoas det&eacute;m os meios de produ&ccedil;&atilde;o    e o capital financeiro, enquanto a grande maioria da popula&ccedil;&atilde;o    &eacute; possuidora apenas de sua for&ccedil;a de trabalho. Sendo ent&atilde;o    a desigualdade um fen&ocirc;meno socioecon&ocirc;mico, em que medida essa diferen&ccedil;a    influenciaria a sa&uacute;de humana? Parece razo&aacute;vel inferir que o efeito    delet&eacute;rio sobre a sa&uacute;de se daria apenas naquelas sociedades com    algum grau de iniquidade social. Segundo Whitehead e Dahlgre<sup>4</sup>, a    iniquidade seria aquela desigualdade injusta, indesej&aacute;vel e evit&aacute;vel    que se funda no car&aacute;ter essencial da diferen&ccedil;a. A iniquidade pressup&otilde;e    exclus&atilde;o que &eacute; um fen&ocirc;meno social e cultural, um fen&ocirc;meno    de civiliza&ccedil;&atilde;o<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">&Eacute; exatamente na avalia&ccedil;&atilde;o    do efeito da desigualdade que reside a diverg&ecirc;ncia entre os pesquisadores.    Para alguns, as taxas de mortalidade e de sa&uacute;de est&atilde;o mais relacionadas    com as condi&ccedil;&otilde;es materiais - como pobreza absoluta - do que com    a desigualdade de renda<sup>6,7</sup>. Para outros, a sa&uacute;de de um indiv&iacute;duo    &eacute; determinada n&atilde;o apenas pela renda individual, mas tamb&eacute;m    pelo cotejamento desta com a m&eacute;dia de renda da popula&ccedil;&atilde;o    em geral, isto &eacute;, quanto maior o fosso existente, menor os n&iacute;veis    de sa&uacute;de<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quais seriam ent&atilde;o as justificativas para    a afirma&ccedil;&atilde;o de que a desigualdade social poderia acarretar problemas    &agrave; sa&uacute;de humana? A explica&ccedil;&atilde;o &eacute; psicossocial,    ou seja, a partir da percep&ccedil;&atilde;o que os indiv&iacute;duos t&ecirc;m    do seu lugar na hierarquia social<sup>3</sup>. Os problemas psicossociais causados    pela viv&ecirc;ncia dos indiv&iacute;duos em sociedades desiguais v&ecirc;m    sendo apontada como uma das grandes respons&aacute;veis pelas altas taxas de    homic&iacute;dio, mortalidade e uma menor esperan&ccedil;a de vida ao nascer<sup>8</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A despeito dessa diverg&ecirc;ncia, a introdu&ccedil;&atilde;o    da "vari&aacute;vel" desigualdade social no elenco das explicativas das investiga&ccedil;&otilde;es    epidemiol&oacute;gicas tem sido usada com bastante frequ&ecirc;ncia. O grande    desafio dos epidemiologistas, no entanto, &eacute; selecionar o melhor indicador    para aferir essa desigualdade social. Para tanto, se faz necess&aacute;rio uma    boa compreens&atilde;o da sociedade em que os problemas de sa&uacute;de ocorrem,    o seu modo de produ&ccedil;&atilde;o, suas classes sociais e as rela&ccedil;&otilde;es    sociais vigentes (capital social).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Al&eacute;m disso, o conhecimento da natureza    das desigualdades sociais e o impacto social de pol&iacute;ticas, programas,    projetos e a&ccedil;&otilde;es sobre a sa&uacute;de e seus determinantes orientam    as prioridades para a gest&atilde;o p&uacute;blica. Nesse sentido, a constru&ccedil;&atilde;o    desses indicadores &eacute; fundamental para nortear esses gestores na distribui&ccedil;&atilde;o    dos escassos recursos destinados &agrave; sa&uacute;de<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para a discuss&atilde;o desse tema foi realizada    uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica da literatura sobre o efeito da desigualdade    social na sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos. A partir da constata&ccedil;&atilde;o    da controv&eacute;rsia entre os estudos e das limita&ccedil;&otilde;es na discuss&atilde;o    sobre os efeitos psicossociais da desigualdade social, foram pesquisados livros    vinculados ao campo da sociologia e psicologia que pudessem esclarecer essas    quest&otilde;es.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Diante dessa exposi&ccedil;&atilde;o inicial,    o objetivo deste artigo &eacute; discutir as diferentes concep&ccedil;&otilde;es    que norteiam a sele&ccedil;&atilde;o dos indicadores utilizados nos estudos    Epidemiol&oacute;gicos e abordar os efeitos psicossociais no ser humano acarretados    pela desigualdade social.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Que concep&ccedil;&otilde;es norteiam a sele&ccedil;&atilde;o    dos indicadores em sa&uacute;de?</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Na &aacute;rea da sa&uacute;de, diversos estudos    apontam uma significativa associa&ccedil;&atilde;o entre a condi&ccedil;&atilde;o    socioecon&ocirc;mica e os agravos &agrave; sa&uacute;de. A partir da constata&ccedil;&atilde;o    de que existem desigualdades no perfil de sa&uacute;de nos diversos grupos e    ambientes sociais, ent&atilde;o, como aferir a influ&ecirc;ncia desses efeitos    sociais sobre a sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos? Seria atrav&eacute;s dos    indicadores de renda e de atributos individuais e/ou de indicadores populacionais    ou contextuais?</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Aqueles que consideram a sa&uacute;de como sendo    uma condi&ccedil;&atilde;o de responsabilidade unicamente do indiv&iacute;duo,    cujos h&aacute;bitos s&atilde;o decorrentes de escolhas e responsabilidade pessoais,    utilizam indicadores exclusivamente individuais. Nos estudos Epidemiol&oacute;gicos,    os indicadores socioecon&ocirc;micos como renda, grau de escolaridade, ocupa&ccedil;&atilde;o,    condi&ccedil;&otilde;es de moradia, al&eacute;m de outros <i>proxys,</i> s&atilde;o    comumente utilizados naqueles individuados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, os que defendem que a aquisi&ccedil;&atilde;o    de h&aacute;bitos delet&eacute;rios a sa&uacute;de depende do contexto em que    tais popula&ccedil;&otilde;es vivem e que s&atilde;o determinados pela sua hist&oacute;ria    de vida e das condi&ccedil;&otilde;es estruturais do ambiente (acesso &agrave;s    pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, por exemplo), optam pelos indicadores contextuais    (&Iacute;ndice de capital social da &aacute;rea, &Iacute;ndice de dissimilaridade,    &Iacute;ndice de desigualdade, viol&ecirc;ncia e outros &iacute;ndices compostos).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O primeiro entendimento est&aacute; baseado na    perspectiva de que a diferencia&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica entre    as pessoas est&aacute; associada ao valor humano fundamental como a liberdade    e o desempenho das potencialidades individuais, das oportunidades que ele soube    aproveitar. A aferi&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, portanto, seria baseado    na quantifica&ccedil;&atilde;o de seus bens e na sua capacidade de consumo,    o que lhe proporcionaria uma melhor condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de.    A segunda concep&ccedil;&atilde;o defende que essa diferen&ccedil;a social est&aacute;    relacionada com a explora&ccedil;&atilde;o e a injusti&ccedil;a social e os    comportamentos negativos s&atilde;o consequ&ecirc;ncia dessa diferen&ccedil;a,    ou seja, das priva&ccedil;&otilde;es materiais, que s&atilde;o a causa e a consequ&ecirc;ncia    das dificuldades em obter uma melhor condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ainda nessa linha de discuss&atilde;o sobre o    efeito da renda individual ou a relativa, Kawachi et al.<sup>11</sup> identifica    a exist&ecirc;ncia de duas hip&oacute;teses - Hip&oacute;tese da renda absoluta    (HRA) e Hip&oacute;tese de Renda Relativa (HRR). De acordo com a HRA, o estado    de sa&uacute;de de um indiv&iacute;duo depende apenas da sua renda individual    e desde que sua renda seja adequada para suas necessidades b&aacute;sicas, ent&atilde;o    ele teria uma boa condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; outra hip&oacute;tese, a da renda relativa (HRR), as condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de n&atilde;o dependem apenas das condi&ccedil;&otilde;es materiais    de vida, mas tamb&eacute;m da posi&ccedil;&atilde;o relativa que cada pessoa    ocupa na sociedade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ap&oacute;s uma reflex&atilde;o sobre os indicadores    mais adequados para a aferi&ccedil;&atilde;o da desigualdade em sa&uacute;de,    Magalh&atilde;es<sup>12</sup> destaca as limita&ccedil;&otilde;es da renda como    vari&aacute;vel explicativa para o entendimento dos perfis epidemiol&oacute;gicos.    Ressalta ainda a preocupa&ccedil;&atilde;o com a compara&ccedil;&atilde;o entre    os indicadores de sa&uacute;de de grupos menos favorecidos com a m&eacute;dia    da popula&ccedil;&atilde;o em geral, na medida em que tende a mascarar as diferen&ccedil;as    relativas entre os grupos sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Diante dessa controv&eacute;rsia &eacute; importante    ressaltar que alguns estudos demonstram que quando os n&iacute;veis de renda    e as necessidades b&aacute;sicas ultrapassam a linha da pobreza, a renda individual    por si s&oacute; n&atilde;o explica as desigualdades em sa&uacute;de<sup>2,13</sup>.    Isso favoreceria a ideia de que os indicadores referentes &agrave; HRR poderiam    ser mais sens&iacute;veis na an&aacute;lise da desigualdade em sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como afirmado anteriormente, na concep&ccedil;&atilde;o    da HRR, a sa&uacute;de do indiv&iacute;duo &eacute; medida pela dist&acirc;ncia    relativa da sua renda e da m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o. Mas ser&aacute;    que os indiv&iacute;duos t&ecirc;m consci&ecirc;ncia de sua posi&ccedil;&atilde;o    hier&aacute;rquica na sociedade? Acredita-se que desde crian&ccedil;a j&aacute;    &eacute; poss&iacute;vel perceber as diferen&ccedil;as sociais pela ocupa&ccedil;&atilde;o,    casa, carros, etc. e fazer compara&ccedil;&otilde;es sociais indesej&aacute;veis<sup>14</sup>.    De acordo com Pickett e Wilkinson<sup>15</sup>, a desigualdade de renda est&aacute;    fortemente associada ao bem estar da crian&ccedil;a e, portanto, a melhoria    das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de em pa&iacute;ses ricos depende mais    da redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades que do crescimento econ&ocirc;mico.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>A despeito dessa diverg&ecirc;ncia, os indicadores    de renda utilizados nos estudos epidemiol&oacute;gicos s&atilde;o os mais adequados    para aferir desigualdade social?</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A resposta a essa quest&atilde;o reflete novamente    a vis&atilde;o de mundo do pesquisador. A vis&atilde;o puramente econ&ocirc;mica    de compreender o mundo, chamada de "economicista" por Souza<sup>16</sup>, &eacute;    superficial, na medida em que mascara os "valores imateriais" que s&atilde;o    transferidos pelas classes sociais e que mant&ecirc;m os privil&eacute;gios    da classe m&eacute;dia e alta ao longo do tempo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">O economicismo liberal, assim como o Marxismo    tradicional, percebe a realidade das classes apenas economicamente, no primeiro    caso como produto da renda e no segundo como lugar na produ&ccedil;&atilde;o.    Dessa forma, esconde e torna invis&iacute;vel todos os fatores e precondi&ccedil;&otilde;es    sociais, emocionais, morais e culturais que constituem a renda diferencial,    confundindo causa e efeito.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No Brasil, por exemplo, um &iacute;ndice bastante    popular na aferi&ccedil;&atilde;o da renda individual &eacute; o ABA/ABIPEMA    (Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Anunciantes - Associa&ccedil;&atilde;o    Brasileira de Institutos de Pesquisa de Mercado), que objetiva mensurar o poder    aquisitivo dos consumidores (itens de consumo - r&aacute;dio, TV, etc., presen&ccedil;a    de empregada dom&eacute;stica e n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o) e que    divide a sociedade em cinco classes sociais - A, B, C, D, E. Como pode ser observado,    esse &iacute;ndice n&atilde;o foi desenvolvido para aferir condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de e bem-estar social. Al&eacute;m disso, h&aacute;bitos de consumo    n&atilde;o necessariamente refletem padr&otilde;es comportamentais em sa&uacute;de,    n&iacute;veis diferenciais de acesso a servi&ccedil;os m&eacute;dicos ou risco    de doen&ccedil;a<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outros indicadores, tais como, o n&iacute;vel    educacional, medidos em graus ou em n&uacute;meros de anos, tamb&eacute;m &eacute;    bastante utilizado nos estudos epidemiol&oacute;gicos. Isso porque, de alguma    forma, o grau de escolaridade prediz a renda e a ocupa&ccedil;&atilde;o dos    indiv&iacute;duos. Atualmente, a preocupa&ccedil;&atilde;o entre os pesquisadores    &eacute; conhecer a qualidade da educa&ccedil;&atilde;o recebida, j&aacute;    que para a sa&uacute;de a qualifica&ccedil;&atilde;o, o grau de informa&ccedil;&atilde;o,    o conhecimento e a habilidade de cogni&ccedil;&atilde;o s&atilde;o essenciais.    Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vari&aacute;vel ocupa&ccedil;&atilde;o do    "chefe da fam&iacute;lia" para aferir o status socioecon&ocirc;mico, a pressuposi&ccedil;&atilde;o    &eacute; que a mesma est&aacute; relacionada a renda, status social, rede social,    stress, autonomia, salubridade, al&eacute;m de outras quest&otilde;es que podem    interferir na sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Outra informa&ccedil;&atilde;o bastante coletada    nesses estudos s&atilde;o as condi&ccedil;&otilde;es da habita&ccedil;&atilde;o,    usada para avaliar a situa&ccedil;&atilde;o da casa, quantidade de pessoas por    c&ocirc;modo, n&uacute;mero de banheiros, vizinhan&ccedil;a e bairro. A partir    desses dados espera-se aferir os diversos estratos sociais. No entanto, h&aacute;    uma grande dificuldade de compara&ccedil;&atilde;o com outros estudos, j&aacute;    que esses dados s&atilde;o espec&iacute;ficos de cada lugar.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Existem ainda v&aacute;rios indicadores compostos    para a aferi&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica.    Dentre estes, destacam-se os index Cambridge Social Interaction and Stratification    Scale (CAMSIS), Carstairs Deprivation, Deprivation, Registrar General's Social    Classes (RGSC), Hollingshead of social position, Duncan, Nam-Powers socioeconomic    status, Warner's index of status characteristics, entre outros<sup>17</sup>.    No n&iacute;vel ecol&oacute;gico, identificam-se os &iacute;ndices de Townsend    deprivation, Jarman ou underprivileged &aacute;rea (UPA) score e Breadline Britain.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nas investiga&ccedil;&otilde;es que objetivam    avaliar o efeito das desigualdades sociais sobre a sa&uacute;de, comumente,    s&atilde;o usados indicadores baseados na renda da popula&ccedil;&atilde;o,    como por exemplo, os coeficientes de GINI e Theil, &Iacute;ndice de Robin Wood    e Atinkson entre diversos com origem puramente estat&iacute;stica. Estes &iacute;ndices    s&atilde;o baseados em medidas de dispers&atilde;o, como desvio padr&atilde;o,    amplitude, dist&acirc;ncia inter-quartis, e coeficientes de varia&ccedil;&atilde;o    de renda entre pobres e ricos<sup>17</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como pode ser observado, a grande maioria dos    indicadores sociais utilizados nos estudos epidemiol&oacute;gicos est&atilde;o    pautados na quantidade de renda e nos bens dos indiv&iacute;duos. Entretanto,    para compreender o fen&ocirc;meno da desigualdade social, &eacute; necess&aacute;rio    entender a sua g&ecirc;nese e a sua reprodu&ccedil;&atilde;o no tempo. De acordo    com Souza<sup>16</sup>, s&atilde;o o "capital cultural" e o "capital econ&ocirc;mico"    que constituem toda a hierarquia social e permitem a reprodu&ccedil;&atilde;o    da sociedade moderna. O "capital cultural", representado pelo conhecimento t&eacute;cnico    e escolar, historicamente apropriado pelas classes m&eacute;dias, que se constitui    em uma das classes dominantes desse tipo de sociedade. J&aacute; a classe alta    se caracteriza pela apropria&ccedil;&atilde;o do "capital econ&ocirc;mico",    ainda que alguma por&ccedil;&atilde;o do "capital cultural" esteja presente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os valores inerentes ao chamado "capital cultural"    da classe m&eacute;dia, na concep&ccedil;&atilde;o de Souza<sup>16</sup>, n&atilde;o    aferidos pelos indicadores de renda, s&atilde;o aqueles ensinados nas fam&iacute;lias,    quais sejam: a disciplina, o autocontrole, o pensamento prospectivo, o respeito    ao espa&ccedil;o alheio, etc. Segundo o autor, esse aprendizado &eacute; transmitido    afetiva e silenciosamente no ref&uacute;gio dos lares. Tais caracter&iacute;sticas    emocionais e cognitivas ir&atilde;o, mais tarde, permitir o sucesso na escola    e no mercado de trabalho. Portanto, a renda econ&ocirc;mica advinda desse sucesso    &eacute; efeito e n&atilde;o causa das diferen&ccedil;as entre as classes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os filhos dessa classe se habituam, desde a tenra    idade, a verem os pais lendo, os tios falando um idioma, os irm&atilde;os desvendando    os segredos do computador, os amigos e os familiares falando sobre os encantos    art&iacute;sticos das cidades europeias, al&eacute;m do acesso &agrave;s rela&ccedil;&otilde;es    familiares privilegiadas, etc., ou seja, existe todo um ambiente familiar prop&iacute;cio    ao estudo, em cujo processo de identifica&ccedil;&atilde;o afetiva se d&aacute;    de modo natural e eficaz. Essa heran&ccedil;a da classe m&eacute;dia, imaterial    por excel&ecirc;ncia, &eacute; completamente invis&iacute;vel para a vis&atilde;o    economicista dominante, que universaliza os pressupostos da classe m&eacute;dia    para todos como se as condi&ccedil;&otilde;es devidas fossem as mesmas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Exclu&iacute;da desses "capitais impessoais"    e do processo de moderniza&ccedil;&atilde;o brasileiro, est&aacute; a "ral&eacute;",    provocativamente denominada por Souza<sup>16</sup>, constitu&iacute;da por todos    aqueles exclu&iacute;dos e abandonados, que se reproduzem h&aacute; gera&ccedil;&otilde;es    enquanto tal. No ambiente da "ral&eacute;" brasileira &eacute; comum os maus-tratos    das crian&ccedil;as, a naturaliza&ccedil;&atilde;o do estupro, o alcoolismo,    enfim, a desagrega&ccedil;&atilde;o familiar que provocam danos emocionais e    cognitivos irrepar&aacute;veis, afetando a autoestima e dificultando enormemente    a sua forma&ccedil;&atilde;o enquanto sujeito para competir com sucesso no mercado    de trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Como esperar dos pais dessa classe, o exemplo    de valor ao estudo, se eles n&atilde;o tiveram essa oportunidade, n&atilde;o    foram &agrave; escola ou n&atilde;o tiveram a experi&ecirc;ncia pessoal de sucesso    escolar? Assim sendo, por n&atilde;o conhecerem de modo emotivo e por viv&ecirc;ncia    pr&oacute;pria os benef&iacute;cios da vida escolar, dificilmente ter&atilde;o    condi&ccedil;&otilde;es de darem o exemplo de estudo, da leitura e da moral.    Sem as precondi&ccedil;&otilde;es sociais e familiares, portanto, raramente    um membro dessa classe alcan&ccedil;ar&aacute; o sucesso escolar e profissional,    uma vez que &eacute; falsa a ideia de que o m&eacute;rito &eacute; de responsabilidade    &uacute;nica do indiv&iacute;duo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse sentido, o "capital cultural", na sociedade    moderna, passa a marcar a fronteira entre o fracasso e o sucesso social para    todas as classes e indiv&iacute;duos, na luta pelos recursos escassos, materiais    e ideias desse tipo de sociedade. Essa forma individualizada de desigualdade,    constru&iacute;da para negar a forma real e efetiva da produ&ccedil;&atilde;o    class&iacute;stica da desigualdade, &eacute; exatamente a "ideologia da meritocracia".    Segundo essa ideologia, a desigualdade &eacute; justa e leg&iacute;tima na medida    em que reflete o m&eacute;rito diferencial dos indiv&iacute;duos. Ideologicamente,    essa concep&ccedil;&atilde;o &eacute; aceita e legitimada pela sociedade, descontextualizando    o ambiente social no qual os &oacute;rf&atilde;os do "capital cultural" est&atilde;o    inseridos, raz&atilde;o por que as oportunidades lhes s&atilde;o subtra&iacute;das<sup>16</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Considerando, portanto, que os indicadores    econ&ocirc;micos n&atilde;o s&atilde;o suficientes para aferirem as desigualdades    em sa&uacute;de e que a compreens&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es familiares    e sociais s&atilde;o essenciais na explica&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de, quais seriam os indicadores complementares mais apropriados    para os estudos Epidemiol&oacute;gicos? </b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nos estudos epidemiol&oacute;gicos, o indicador    mais utilizado para a aferi&ccedil;&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es sociais    &eacute; o chamado capital social<sup>18</sup>. Putnam<sup>19</sup>, um dos    pioneiros nos estudos sobre capital social, afirma que este se reflete no grau    de confian&ccedil;a existente entre os diversos atores sociais, seu grau de    associativismo e o acatamento &agrave;s normas de comportamento c&iacute;vico,    tais como o pagamento de impostos e os cuidados com que s&atilde;o tratados    os espa&ccedil;os p&uacute;blicos e os "bens comuns". Segundo o autor, em vez    de controles e rela&ccedil;&otilde;es de domina&ccedil;&atilde;o patrimonialistas,    o capital social favorece o funcionamento de normas e san&ccedil;&otilde;es    consentidas, ressaltando os interesses p&uacute;blicos coletivos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nesse sentido, a constru&ccedil;&atilde;o de    capital social repercute favoravelmente na coes&atilde;o da fam&iacute;lia,    da comunidade e na sociedade. Essa coes&atilde;o social que resulta de uma comunidade    participativa &eacute; reconhecida como um importante instrumento para o desempenho    pol&iacute;tico e o funcionamento da democracia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">H&aacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s diferen&ccedil;as conceituais de capital social e se esses verdadeiramente    facilitam o entendimento sobre a influ&ecirc;ncia das rela&ccedil;&otilde;es    comunit&aacute;rias na sa&uacute;de. A complexidade crescente desses enfoques    conceituais dificulta a constru&ccedil;&atilde;o de instrumentos capazes de    operacionaliz&aacute;-los. De acordo com Souza e Grundy<sup>20</sup>, a utiliza&ccedil;&atilde;o    do conceito de capital social exige cautela, a fim de que o seu uso n&atilde;o    seja um pretexto para esconder ideologias indesejadas ou perpetuar o "<i>status    quo</i>" de indiv&iacute;duos ou grupos com interesses pol&iacute;ticos ou econ&ocirc;micos    espec&iacute;ficos. Por isso, os autores recomendam o exame cuidadoso do conceito    de capital social norteadores dos trabalhos existentes na literatura.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Fatores adversos &agrave; forma&ccedil;&atilde;o    de capital social s&atilde;o a desigualdade na distribui&ccedil;&atilde;o da    renda e de oportunidades, o desemprego e as cat&aacute;strofes naturais que    levam &agrave;s migra&ccedil;&otilde;es, desarticulando a rede de rela&ccedil;&otilde;es    sociais existentes e exigindo dos indiv&iacute;duos grandes esfor&ccedil;os    nas tentativas de reconstru&ccedil;&atilde;o de uma rede de rela&ccedil;&otilde;es    sociais de apoio e confian&ccedil;a. As maiores v&iacute;timas no processo de    desestrutura&ccedil;&atilde;o s&atilde;o as crian&ccedil;as, particularmente,    as de fam&iacute;lias desorganizadas, que apresentam baixos &iacute;ndices de    aprendizagem e elevadas taxas de evas&atilde;o escolar<sup>21</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Segundo Hirschman<sup>22</sup>, o capital social    n&atilde;o se desgasta com o uso e n&atilde;o se esgota, mas pode ser destru&iacute;do    ou reduzido, aumentando a vulnerabilidade dos mais pobres e mais fracos, dos    desempregados e desabrigados sujeitos &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es    das diferentes formas de viol&ecirc;ncia, agress&otilde;es e delinqu&ecirc;ncia,    transformando o ambiente numa situa&ccedil;&atilde;o em que o homem se torna    o lobo dos outros ("homo homini lupus").</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Nessa perspectiva, o Estado tem um papel fundamental    na cria&ccedil;&atilde;o do capital social. O grau de confian&ccedil;a geral    e as normas de coopera&ccedil;&atilde;o social melhoram significativamente com    os avan&ccedil;os no desenvolvimento econ&ocirc;mico e com pol&iacute;ticas    de distribui&ccedil;&atilde;o de renda. Como hip&oacute;tese a ser testada empiricamente,    afirma-se que quanto menor a polariza&ccedil;&atilde;o entre ricos e pobres,    maior o capital social, maior a participa&ccedil;&atilde;o em associa&ccedil;&otilde;es    e projetos coletivos, maior a renda e melhores as pr&aacute;ticas produtivas,    na agricultura e na ind&uacute;stria. Da mesma forma, quanto maior a coopera&ccedil;&atilde;o    com a administra&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica melhor a qualidade dos servi&ccedil;os    p&uacute;blicos e maior a influ&ecirc;ncia no rendimento das crian&ccedil;as    nas escolas e a efici&ecirc;ncia dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de<sup>23</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No que se refere aos instrumentos de aferi&ccedil;&atilde;o    do capital social utilizados nos estudos da &aacute;rea da sa&uacute;de, identificam-se    aqueles aplicados em n&iacute;veis individual e coletivo. Isso porque o capital    social pode ser investigado atrav&eacute;s de duas dimens&otilde;es - cognitiva    (individual) e estrutural (contextual). A cognitiva &eacute; a esfera onde se    avalia a percep&ccedil;&atilde;o individual do n&iacute;vel de confian&ccedil;a    interpessoal, ou seja, a capacidade de relacionamento, a rede de contatos sociais    baseada em expectativas de reciprocidade e comportamento confi&aacute;veis que,    no conjunto, melhoram a efici&ecirc;ncia individual. Em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; sa&uacute;de significaria a confian&ccedil;a nas normas de comportamento,    atrav&eacute;s do controle de h&aacute;bitos delet&eacute;rios, presta&ccedil;&atilde;o    de ajuda e apoio m&uacute;tuo e os meios informais de troca de informa&ccedil;&atilde;o<sup>24</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Por outro lado, o componente estrutural mede,    em n&iacute;vel coletivo, a coes&atilde;o social, pela obedi&ecirc;ncia &agrave;s    normas e leis; a negocia&ccedil;&atilde;o em situa&ccedil;&atilde;o de conflito    e a predomin&acirc;ncia da coopera&ccedil;&atilde;o sobre a competi&ccedil;&atilde;o,    o que resultaria em um estilo de vida baseado na associa&ccedil;&atilde;o espont&acirc;nea,    no comportamento c&iacute;vico, enfim, numa sociedade mais aberta e democr&aacute;tica<sup>25</sup>.    De uma maneira geral, os estudos agregam as duas dimens&otilde;es, seja utilizando    dados individuais ou agregados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ap&oacute;s uma an&aacute;lise dos estudos sobre    capital social e sa&uacute;de encontrados na literatura, pode-se observar que    grande parte dos dados coletados para a aferi&ccedil;&atilde;o desse indicador    s&atilde;o oriundos de censos<sup>26,27</sup> ou inqu&eacute;ritos nacionais<sup>28,29</sup>.    Dessas pesquisas s&atilde;o subtra&iacute;das informa&ccedil;&otilde;es acerca    da confian&ccedil;a nos amigos, na fam&iacute;lia e membros da comunidade e    a participa&ccedil;&atilde;o em organiza&ccedil;&otilde;es sociais (religiosa,    cultural, servi&ccedil;os sociais, esportiva, art&iacute;stica, pol&iacute;tica    e outras). Entre os dados contextuais se encontram a confian&ccedil;a no governo    e suas institui&ccedil;&otilde;es, a coes&atilde;o social (taxas de div&oacute;rcio,    desemprego, crimes e conflitos no trabalho), n&uacute;mero de espa&ccedil;o    p&uacute;blico e organiza&ccedil;&otilde;es volunt&aacute;rias per capita, entre    outros.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No entanto, alguns instrumentos foram constru&iacute;dos    especificamente com a finalidade de aferir capital social, dentre estes o Question&aacute;rio    Integrado para Medir Capital Social (QI-MCS) produzido pelo Banco Mundial em    2003. Esse question&aacute;rio contempla aspectos como: os grupos e redes existentes    na comunidade, a confian&ccedil;a e a solidariedade e a a&ccedil;&atilde;o coletiva    e n&iacute;vel de coopera&ccedil;&atilde;o social. Al&eacute;m disso, verifica    a rede de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o, coes&atilde;o    e inclus&atilde;o social e a autoridade e organiza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica    da comunidade<sup>30</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em uma revis&atilde;o sistem&aacute;tica sobre    o efeito do capital social e os indicadores de sa&uacute;de, Islam et al.<sup>18</sup>    conclu&iacute;ram que existe uma forte correla&ccedil;&atilde;o entre sa&uacute;de    e capital social. No entanto, quando os dados foram avaliados atrav&eacute;s    de an&aacute;lise multin&iacute;vel, essa associa&ccedil;&atilde;o s&oacute;    foi verificada nas sociedades economicamente desiguais, significando que em    regi&otilde;es com menor desigualdade social n&atilde;o se consegue detectar    o efeito do capital social. De acordo com os autores, a maior dificuldade na    an&aacute;lise dos diversos estudos inclu&iacute;dos (42 estudos) s&atilde;o    as diferen&ccedil;as nas concep&ccedil;&otilde;es de capital social refletidas    nos mais diversos indicadores e as limita&ccedil;&otilde;es metodol&oacute;gicas    dos desenhos de estudo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Vale destacar a pertin&ecirc;ncia da an&aacute;lise    multin&iacute;vel nesses estudos, na medida em que os efeitos contextuais, inerentes    &agrave; dimens&atilde;o estrutural do capital social (estado/comunidade/vizinhan&ccedil;a),    necessitam ser avaliados em um n&iacute;vel superior. Essa an&aacute;lise permite-nos    determinar se as caracter&iacute;sticas da &aacute;rea em que os indiv&iacute;duos    residem afetam a sa&uacute;de individual<sup>31</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os indicadores de capital social, no entanto,    s&atilde;o criticados por alguns que enfatizam a import&acirc;ncia dos regimes    pol&iacute;ticos, da ideologia e das institui&ccedil;&otilde;es como os grandes    respons&aacute;veis pela sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o<sup>32,33</sup>.    Al&eacute;m disso, verifica-se nesses estudos a aus&ecirc;ncia da discuss&atilde;o    sobre as rela&ccedil;&otilde;es de classe social, que &eacute; o determinante    mais importante para explica&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Como pode ser observado, h&aacute; muitas dificuldades    em se construir modelos explicativos mais complexos que contemplem todas as    dimens&otilde;es do processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a. O importante &eacute;    reconhecer os limites, as ambiguidades e as lacunas existentes e se buscar esfor&ccedil;os    anal&iacute;ticos-descritivos no sentido de se contrapor aos modelos explicativos    simplistas e lineares<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Considerando que a desigualdade social produz    consequ&ecirc;ncias sobre a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, ent&atilde;o,    que efeitos psicossociais s&atilde;o esses?</b> </font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A comprova&ccedil;&atilde;o de que a desigualdade    social acarreta problemas mentais foi obtida entre os pa&iacute;ses desenvolvidos,    atrav&eacute;s de estudos ecol&oacute;gicos e individuados. Foi observado que    a alta preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as mentais est&aacute; correlacionada    com o aumento da renda <i>per capita</i> nacional<sup>34</sup> e baixo capital    social em adultos<sup>24</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A explica&ccedil;&atilde;o plaus&iacute;vel para    tal consiste no fato da desigualdade social provocar efeitos psicossociais como    humilha&ccedil;&atilde;o e perda de autoestima. Nesse sentido, em condi&ccedil;&otilde;es    de relativa priva&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica esses indiv&iacute;duos    sofreriam de stress cr&ocirc;nico que direta ou indiretamente afetaria a sua    sa&uacute;de<sup>11</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os efeitos psicossociais mais evidentes em uma    sociedade de classes &eacute; a humilha&ccedil;&atilde;o social. Esse &eacute;    um sofrimento longamente aturado e "ruminado" pelas pessoas da classe pobre.    &Eacute; um sentimento ancestral e repetido em fun&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia    material e psicol&oacute;gica sofrida por v&aacute;rias gera&ccedil;&otilde;es,    iniciada atrav&eacute;s de golpes de espolia&ccedil;&atilde;o e servid&atilde;o.    &Eacute; uma dor que uma multid&atilde;o de pessoas subordinadas sente que esvazia    a alma e fere marcando indelevelmente o esp&iacute;rito mais resistente<sup>35</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma sociedade com fortes caracter&iacute;sticas    de iniquidades proporcionam as pessoas hierarquicamente inferiores atos de humilha&ccedil;&atilde;o    p&uacute;blica que age por dentro provocando uma angustia profunda. Tal ang&uacute;stia    &eacute; o sentimento recorrente entre os exclu&iacute;dos e o mais abstrato    e desqualificado dos afetos. &Eacute; a emo&ccedil;&atilde;o mais comum entre    os humanos. De acordo com Costa<sup>35</sup>, tais grupos populacionais se sentem    invis&iacute;veis socialmente, porque n&atilde;o s&atilde;o percebidos pelos    demais. Essa indiferen&ccedil;a &eacute; traduzida em "l&aacute;grimas, gagueira,    emudecimento, endurecimento ou agita&ccedil;&atilde;o do corpo, o protesto confuso,    a a&ccedil;&atilde;o violenta e at&eacute; mesmo o crime".</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Ainda segundo Costa<sup>35</sup>, a invisibilidade    p&uacute;blica &eacute; o desaparecimento intersubjetivo de um homem no meio    dos outros e express&atilde;o de dois fen&ocirc;menos psicossociais nas sociedades    capitalistas - humilha&ccedil;&atilde;o social e reifica&ccedil;&atilde;o. A    humilha&ccedil;&atilde;o social &eacute; express&atilde;o da desigualdade pol&iacute;tica,    indicando exclus&atilde;o subjetiva de uma classe inteira de homens. Tal exclus&atilde;o    pol&iacute;tica "fabrica sintomas, infestando o afeto, o racioc&iacute;nio,    a a&ccedil;&atilde;o e o corpo do homem humilhado". Tem um poder nefasto na    medida em que molda a subjetividade do indiv&iacute;duo pobre tolhendo a sua    capacidade de criar, esvaziando assim as condi&ccedil;&otilde;es que possibilitariam    transcender a compreens&atilde;o imediata e est&aacute;tica da realidade.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A experi&ecirc;ncia da humilha&ccedil;&atilde;o    &eacute; uma realidade inapel&aacute;vel, "fincado na carne, vivida como uma    esp&eacute;cie de queimadura: arde marca-lhe o corpo como cicatriz, rouba-lhe    sensibilidade, torna corpo e alma vulner&aacute;veis, fr&aacute;geis. A experi&ecirc;ncia    de ser humilhado fere a percep&ccedil;&atilde;o de si mesmo, fere a estima por    si pr&oacute;pria: a imagem refletida no outro com distor&ccedil;&atilde;o"<sup>35</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A reifica&ccedil;&atilde;o &eacute; tamb&eacute;m    um processo hist&oacute;rico de longa dura&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s do    qual as sociedades modernas fundaram seus alicerces sob o princ&iacute;pio das    determina&ccedil;&otilde;es mercantis. Nesse sentido, a reifica&ccedil;&atilde;o    configura-se como processo pelo qual, nas sociedades capitalistas, o valor das    pessoas, das rela&ccedil;&otilde;es inter-humanas, dos objetos e das institui&ccedil;&otilde;es    apresentam-se as consci&ecirc;ncias dos homens como valor econ&ocirc;mico, valor    de troca. Tudo se torna mercadoria. A sociedade que vive &agrave; custa desse    mecanismo produz e reproduz, perpetua e apresenta rela&ccedil;&otilde;es sociais    como rela&ccedil;&atilde;o entre coisas. Assim, "o homem fica apagado, mantido    &agrave; sombra. A cegueira de gente que n&atilde;o enxerga gente &eacute; traum&aacute;tica,    causa ang&uacute;stia e dispara humilha&ccedil;&atilde;o". A experi&ecirc;ncia    de n&atilde;o aparecer como gente estando no meio de gente &eacute; um fen&ocirc;meno    psicossocial. O homem tornado invis&iacute;vel, publicamente invis&iacute;vel,    sente-se muito mal com isso, "fica murcho, como que faleceu, uma esp&eacute;cie    de morte"<sup>35</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na verdade, essa viol&ecirc;ncia "simb&oacute;lica"    &eacute; atualizada cotidianamente, por todos n&oacute;s, nos mais "inocentes"    encontros casuais, at&eacute; a "m&aacute;-f&eacute;" institucional generalizada,    aceita e legitimada por todos. &Eacute; o abandono social de toda uma classe,    objetivamente percebida como "animalizada", que &eacute; exclu&iacute;da e aceita    na pr&aacute;tica social sem nenhuma perplexidade ou indigna&ccedil;&atilde;o.    &Eacute; por serem percebidos como meros "corpos", numa sociedade que valoriza    a disciplina e o autocontrole, &eacute; que essa classe desprezada &eacute;    vista como perigosa e como assunto de "pol&iacute;cia" e n&atilde;o de "pol&iacute;tica"<sup>16</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A segrega&ccedil;&atilde;o de espa&ccedil;os    sociais &eacute; outro aspecto que exprime materialmente a humilha&ccedil;&atilde;o    de lugares reservados e lugares vetados, lugares prestigiados e lugares indigentes,    lugares de ricos e lugares de pobres. O fato dos pobres e exclu&iacute;dos n&atilde;o    recusarem a segrega&ccedil;&atilde;o deve-se &agrave; nefasta informa&ccedil;&atilde;o    da ideologia; informa&ccedil;&otilde;es que mascaram os motivos hist&oacute;ricos    e forjam explica&ccedil;&otilde;es apaziguadoras pelos quais uma classe inteira    de homens est&aacute; a alimentar uma outra.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os fatores psicossociais que atuam precocemente    no curso da vida influenciam grande n&uacute;mero de vari&aacute;veis biol&oacute;gicas.    Apesar das evid&ecirc;ncias ainda n&atilde;o serem conclusivas, h&aacute; plausibilidade    biol&oacute;gica para explicar o efeito dos fatores psicossociais na sa&uacute;de    da popula&ccedil;&atilde;o. Ap&oacute;s exaustiva revis&atilde;o de literatura    sobre o assunto, Brunner<sup>36 </sup>concluiu que o estresse sobre a hist&oacute;ria    de acumula&ccedil;&atilde;o de experi&ecirc;ncias psicossociais a partir de    inf&acirc;ncia e continuando ao longo da vida parece ter efeitos biol&oacute;gicos    que ir&atilde;o influenciar o desenvolvimento de doen&ccedil;as degenerativas.    Segundo o autor, mecanismos de estresses neuroend&oacute;crinos podem contribuir,    particularmente, em gradientes sociais no risco de doen&ccedil;a coron&aacute;ria    e morbidade associada com a imunidade reduzida. Afirma ainda que a distribui&ccedil;&atilde;o    social observada de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas representa um desafio para    a compreens&atilde;o dos processos fisiopatol&oacute;gicos, que t&ecirc;m lugar    ao longo de muitos anos e envolvem muitos sistemas do corpo.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A perspectiva biol&oacute;gica, no entanto, n&atilde;o    diminui a import&acirc;ncia primordial da organiza&ccedil;&atilde;o social na    gera&ccedil;&atilde;o de desigualdades em sa&uacute;de, mas pode proporcionar    uma abordagem para determinar a aspectos espec&iacute;ficos do ambiente psicossocial    que influenciam a sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="3"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A partir das reflex&otilde;es expostas neste    texto, pode-se constatar que h&aacute; controv&eacute;rsias quanto ao efeito    da desigualdade social na sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos. Alguns defendem    que &eacute; a baixa renda ou a pobreza absoluta que interferem sobre as p&eacute;ssimas    condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, enquanto outros acreditam que, al&eacute;m    disso, a posi&ccedil;&atilde;o de inferioridade que alguns ocupam na hierarquia    social tamb&eacute;m produzem efeitos psicossociais delet&eacute;rios sobre    os indiv&iacute;duos. Tais efeitos s&atilde;o decorrentes da humilha&ccedil;&atilde;o    ou at&eacute; da completa "invisibilidade" daqueles que se encontram em uma    posi&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica inferior, bem como em fun&ccedil;&atilde;o    das rela&ccedil;&otilde;es inter-humanas comercializadas (reifica&ccedil;&atilde;o)    impostas pela sociedade capitalista moderna.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Pode-se observar ainda que o conceito de desigualdade    social &eacute; multidimensional, ou seja, s&atilde;o muitos os aspectos que    devem ser analisados para que seja poss&iacute;vel a aferi&ccedil;&atilde;o    dessa "vari&aacute;vel" e que, em fun&ccedil;&atilde;o disso, h&aacute; grandes    limita&ccedil;&otilde;es dos indicadores atuais em contemplarem toda essa complexidade    conceitual. Isso porque esses indicadores foram constru&iacute;dos, na sua maioria,    a partir da renda e da capacidade de consumo dos indiv&iacute;duos, n&atilde;o    contemplando os chamados "valores imateriais" que determinam fortemente a constitui&ccedil;&atilde;o    das classes sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As lacunas dos indicadores baseados apenas na    renda dos indiv&iacute;duos s&atilde;o preenchidas parcialmente pelas informa&ccedil;&otilde;es    obtidas a partir das rela&ccedil;&otilde;es sociais verificadas em uma determinada    sociedade - o chamado capital social. Os indicadores de capital social apreendem    informa&ccedil;&otilde;es acerca dos aspectos cognitivos e estruturais das rela&ccedil;&otilde;es    entre os indiv&iacute;duos e as suas redes sociais, no &acirc;mbito pessoal    e contextual. Entretanto, pode-se constatar uma grande variedade de indicadores    contextuais (coes&atilde;o social), dificultando a compara&ccedil;&atilde;o    entre os estudos, e uma limita&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es    que contemplem a complexidade das rela&ccedil;&otilde;es sociais.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Finalmente, pode-se concluir que o mais importante    &eacute; o pesquisador compreender as diversas concep&ccedil;&otilde;es conceituais    que norteiam a constru&ccedil;&atilde;o dos indicadores epidemiol&oacute;gicos    e us&aacute;-los de forma cr&iacute;tica compreendendo que nenhum deles consegue    abranger a complexa dimens&atilde;o do processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">MAF Ferreira escreveu o artigo e MRDO Latorre    o revisou.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. Wilkinson RG. Income distribution and life    expectancy. <i>BMJ </i>1992; 304(6820):165-168.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619141&pid=S1413-8123201200090003200001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Marmot M, Wilkinson RG. Psychosocial and material    pathways in the relation between income and health: a response to Lynch <i>et    al</i>. <i>BMJ </i>2001; 322(7296): 1233-1236.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619143&pid=S1413-8123201200090003200002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Wilkinson RG. Socioeconomic determinants of    health. Health inequalities: relative or absolute material standards? <i>BMJ    </i>1997; 314(7080):591-595.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619145&pid=S1413-8123201200090003200003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Whitehead M, Dahlgre G. <i>The concept and    principles of equity and health</i>: Levelling up Part I. Copenhagen: Pan American    Health Organization (CID/HSP/PAHO); 1991.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619147&pid=S1413-8123201200090003200004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Santos BS. A constru&ccedil;&atilde;o Multicultural    da Igualdade e da Diferen&ccedil;a. &#91;Publica&ccedil;&atilde;o Seriada do    Centro de Estudos Sociais&#93; 1999 Jan. 61p. &#91;acessado 2012 ago 9&#93;.    Dispon&iacute;vel: <a href="http://www.ces.uc.pt/publicacoes/oficina/135/135.pdf" target="_blank">http://www.ces.uc.pt/publicacoes/oficina/135/135.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619149&pid=S1413-8123201200090003200005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Lynch J, Smith GD, Harper S, Hillemeier M,    Ross N, Kaplan GA, Wolfson M. Is income inequality a determinant of population    health? Part 1. A systematic review. <i>Milbank Q</i>. 2004; 82(1):5-99.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619150&pid=S1413-8123201200090003200006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Smith DG, Egger M. Commentary: Understanding    It All-Health, Meta-Theories, and Mortality Trends. <i>BMJ </i>1996; 313(7072):1584-1585.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619152&pid=S1413-8123201200090003200007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Wilkinson RG, Pickett KE. Income inequality    and population health: A review and explanation of the evidence. <i>Soc Sci    Med </i>2006; 62(7):1768-1784.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619154&pid=S1413-8123201200090003200008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Drachler ML, C&ocirc;rtes SMV, Castro JD,    Leite JCC. Proposta de metodologia para selecionar indicadores de desigualdade    em sa&uacute;de visando definir prioridades de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    no Brasil. <i>Cien Saude Colet</i> 2003; 8(2):461-470.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619156&pid=S1413-8123201200090003200009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Antunes JLF. Socioeconomic status and health:    a discussion of two paradigms. <i>Rev Saude Publica </i>2008; 42(3):1-6.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619158&pid=S1413-8123201200090003200010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2"><i>11. </i>Kawachi I, Subramanian SV, Almeida-Filho    N. A glossary for health inequalities. <i>J Epidemiol Community Health </i>2002;    56(9):647-652.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619160&pid=S1413-8123201200090003200011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">12. Magalhaes R. Monitoramento das desigualdades    sociais em sa&uacute;de: significados e potencialidades das fontes de informa&ccedil;&atilde;o.    <i>Cien Saude Colet</i> 2007; 12(3): 667-673.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619162&pid=S1413-8123201200090003200012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">13. Marmot M. The influence of income on health:    views of an Epidemiologist. <i>Health Aff (Milwood).</i> 2002; 21(2):31-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619164&pid=S1413-8123201200090003200013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">14. Backett-Milburn K, Cunningham-Burley S, Davis    J. Contrasting lives, contrasting views? Understandings of health inequalities    from children in differing social circumstances. <i>Soc Sci Med. </i>2003; 57(4):    613-623.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619166&pid=S1413-8123201200090003200014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">15. Pickett KE, Wilkinson RG. Child wellbeing    and income inequality in rich societies: ecological cross sectional study. <i>BMJ    </i>2007; 335(7629):1080.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619168&pid=S1413-8123201200090003200015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">16. Souza J. <i>A Ral&eacute; Brasileira</i>:    quem &eacute; e como vive. Belo Horizonte: Ed. UFMG; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619170&pid=S1413-8123201200090003200016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">17. Shaw M, Galobardes B, Lawlor DA, Lynch J,    Wheeler B, Smith GD. <i>The Handbook of inequality and socioeconomic position-Concepts    and measures</i>. Bristol: Ed. The Policy Press; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619172&pid=S1413-8123201200090003200017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">18. Islam MK, Merlo J, Kawachi I, Lindstr&ouml;m    M, Gerdtham UG. Social capital and health: Does egalitarianism matter? A literature    review.<i> Int J Equity Health </i>2006; 5(3):1-28.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619174&pid=S1413-8123201200090003200018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">19. Putnam RD. <i>Democracies in Flux</i>: The    Evolution of Social Capital in Contemporary Society. New York: Oxford University    Press; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619176&pid=S1413-8123201200090003200019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">20. Souza EM, Grundy E. Promo&ccedil;&atilde;o    da Sa&uacute;de, Epidemiologia e Capital Social. <i>Cad Saude Publica</i> 2004;    20(5):1354-1360.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619178&pid=S1413-8123201200090003200020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">21. Rattner H. Prioridade: construir o capital    social. <i>Rev Espa&ccedil;o acad&ecirc;mico</i> 2003; 21:1-8.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619180&pid=S1413-8123201200090003200021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">22. Hirschman AO. Against parsimony. <i>Am Econ    Rev</i> 1984; 74(2):89-96.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619182&pid=S1413-8123201200090003200022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">23. Kliksberg B. <i>Fal&aacute;cias e Mitos do    Desenvolvimento Social</i>. S.Paulo: Cortez Editora, UNESCO; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619184&pid=S1413-8123201200090003200023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">24. De Silva MJ, McKenzie K, Harpham T, Huttly    SRA. Social capital and mental illness: a systematic review. <i>J Epidemiol    Community Health</i> 2005; 59(8):619-627.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619186&pid=S1413-8123201200090003200024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">25. Coleman JS. Social capital in the creation    of human capital. <i>Am J social</i> 1988; 94(Supl.):95-120.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619188&pid=S1413-8123201200090003200025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">26. Kawachi I, Kennedy B, Lochner K, Prothrow-Stith    D: Social Capital, Income Inequality, and Mortality. <i>Am. J Public Health</i>    1997; 87(9):1491-1498.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619190&pid=S1413-8123201200090003200026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">27. Wilkinson RG, Kawachi I, Kennedy BP. Mortality,    the social environment, crime and violence. <i>Social Health Illness </i>1998;    20(5):578-597.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1619192&pid=S1413-8123201200090003200027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">28. Drukker M, Buka SL, Kaplan C, McKenzie K,    Van OSJ. 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