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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Pacientes em centro de referência para Hanseníase: Rio de Janeiro e Duque de Caxias, 1986-2008]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The scope of this study was to compare epidemiological data on leprosy patients living in two cities with different socioeconomic and endemic profiles that were monitored in a single center of reference. A descriptive study was made of data from patients in the Souza Araújo Outpatient facility treated in the period 1986-2008, who were resident in the cities of Rio de Janeiro = 1353) and Duque de Caxias (n = 336). Results: Among patients from Duque de Caxias, in comparison with patients from Rio de Janeiro, there was a higher proportion of cases: below the age of 15 years, multibacillary, higher initial bacilloscopic index (BI) and cases detected through surveillance of contacts. Patients in Duque de Caxias had lower average incomes and education levels. There were no statistically significant differences regarding gender, disability level, reaction in the diagnosis, final BI, bandonment and regularity of treatment. The differences found between the patients monitored in a single center of reference, could be partly related to contextual differences between the municipalities. On the other hand, it was observed that the provision of treatment and monitoring can minimize the effect of different contextual factors on health outcomes.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font face="Verdana" size="2"><b>TEMAS LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="4"><b>Pacientes em centro de refer&ecirc;ncia para    Hansen&iacute;ase: Rio de Janeiro e Duque de Caxias, 1986-2008</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Patients from a Reference Center for Leprosy:    Rio de Janeiro and Duque de Caxias, 1986-2008</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Mariana de Andrea Vilas Boas Hacker; Anna    Maria Sales; Edson Cl&aacute;udio Araripe Albuquerque; Emanuel Rangel; Jose    Augusto Costa Nery; Nadia Cristina Duppre; Euzenir Nunes Sarno</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz. Av. Brasil    4365, Manguinhos. 21045-900 Rio de Janeiro RJ. <a href="mailto:marianah@ioc.fiocruz.br">marianah@ioc.fiocruz.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O objetivo deste trabalho foi comparar dados    epidemiol&oacute;gicos de pacientes de hansen&iacute;ase residentes em dois    munic&iacute;pios com perfil socioecon&ocirc;mico e n&iacute;vel de endemicidade    diferentes e que foram acompanhados em um mesmo centro de refer&ecirc;ncia.    Foi realizado um estudo descritivo dos dados de pacientes tratados no ambulat&oacute;rio    Souza Ara&uacute;jo, 1986 a 2008, residentes nos munic&iacute;pios do Rio de    Janeiro (n = 1353) e Duque de Caxias (n = 336). Entre os pacientes desta cidade,    em compara&ccedil;&atilde;o com os da outra, observou-se maior propor&ccedil;&atilde;o    de casos: com idade inferior a 15 anos, multibalicares, com maior &iacute;ndice    bacilosc&oacute;pico (IB) inicial, e detectados atrav&eacute;s da vigil&acirc;ncia    de contatos. Os pacientes de Duque de Caxias apresentaram menor renda m&eacute;dia    e n&iacute;vel de escolaridade. N&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as    estatisticamente significativas quanto ao sexo, grau de incapacidade inicial,    rea&ccedil;&atilde;o no diagn&oacute;stico, IB final, abandono e regularidade    do tratamento. As diferen&ccedil;as encontradas entre os pacientes acompanhados    em um mesmo centro de refer&ecirc;ncia poderiam estar, em parte, relacionadas    a diferen&ccedil;as contextuais existentes entre os munic&iacute;pios. Por outro    lado, observou-se que a oferta de tratamento e acompanhamento podem minimizar    o efeito que os fatores contextuais apresentam sobre os desfechos de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Palavras-chave:</b> Hansen&iacute;ase, Epidemiologia,    Brasil</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">The scope of this study was to compare epidemiological    data on leprosy patients living in two cities with different socioeconomic and    endemic profiles that were monitored in a single center of reference. A descriptive    study was made of data from patients in the Souza Ara&uacute;jo Outpatient facility    treated in the period 1986-2008, who were resident in the cities of Rio de Janeiro    = 1353) and Duque de Caxias (n = 336). Results: Among patients from Duque de    Caxias, in comparison with patients from Rio de Janeiro, there was a higher    proportion of cases: below the age of 15 years, multibacillary, higher initial    bacilloscopic index (BI) and cases detected through surveillance of contacts.    Patients in Duque de Caxias had lower average incomes and education levels.    There were no statistically significant differences regarding gender, disability    level, reaction in the diagnosis, final BI, bandonment and regularity of treatment.    The differences found between the patients monitored in a single center of reference,    could be partly related to contextual differences between the municipalities.    On the other hand, it was observed that the provision of treatment and monitoring    can minimize the effect of different contextual factors on health outcomes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2"><b>Key words:</b> Leprosy, Epidemiology, Brazil.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A Hansen&iacute;ase, ainda constitui um relevante    problema de sa&uacute;de publica apesar dos esfor&ccedil;os para sua elimina&ccedil;&atilde;o,    com o estabelecimento de metas e estrat&eacute;gias definidas pela Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial de Sa&uacute;de. O pa&iacute;s &eacute; o segundo no mundo com maior    n&uacute;mero de casos novos detectados, precedido apenas pela &Iacute;ndia<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A detec&ccedil;&atilde;o anual vem declinando,    em 2003 foram mundialmente detectados mais de 514 mil casos e em 2009 em torno    de 244 mil casos. No inicio de 2010, a preval&ecirc;ncia global de hansen&iacute;ase    era de cerca de 212 mil casos. No Brasil, em 2009, foram detectados 37.610 novos    casos<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Observa-se uma tend&ecirc;ncia de estabiliza&ccedil;&atilde;o    dos coeficientes de detec&ccedil;&atilde;o no Brasil, por&eacute;m estes apresentam    varia&ccedil;&atilde;o nas diferentes regi&otilde;es. Embora alguns munic&iacute;pios    j&aacute; tenham alcan&ccedil;ado a meta de elimina&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a,    as regi&otilde;es Norte, Centro-Oeste e Nordeste ainda apresentam altos patamares    de casos da doen&ccedil;a<sup>2</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A epidemiologia dos fatores de risco individuais    tem sido o paradigma dominante nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, com foco nos    comportamentos e exposi&ccedil;&otilde;es individuais. Nos &uacute;ltimos anos,    por&eacute;m, a epidemiologia social, &aacute;rea da epidemiologia que estuda    a distribui&ccedil;&atilde;o social e os determinantes sociais de sa&uacute;de,    tem-se tornado proeminente<sup>3,4</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Conforme discutido por Cunha et al.<sup>5</sup>,    o estado do Rio de Janeiro ainda apresenta um cen&aacute;rio desfavor&aacute;vel,    devendo-se ponderar fatores como densidade populacional, h&aacute;bitos de vida,    aspectos culturais e condi&ccedil;&otilde;es sanit&aacute;rias e de moradia.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Segundo dados preliminares de 2008, o coeficiente    de detec&ccedil;&atilde;o no estado do Rio de Janeiro foi de 11,84 por 100 mil    habitantes. O coeficiente de detec&ccedil;&atilde;o em menores de 15 anos, nos    munic&iacute;pios do Rio de Janeiro e Duque de Caxias demonstrou serem &aacute;reas    de alta e m&eacute;dia endemicidade para a hansen&iacute;ase, respectivamente<sup>6</sup>.    Nesses munic&iacute;pios est&atilde;o concentrados o maior n&uacute;mero de    casos de hansen&iacute;ase em todo o estado. A capital de estado, apresenta    indicadores municipais mais favor&aacute;veis em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;    sa&uacute;de, &agrave; habita&ccedil;&atilde;o e &agrave; renda do que os demais    munic&iacute;pios da regi&atilde;o metropolitana geograficamente localizados    na baixada fluminense<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Segundo dados do censo do ano 2000, no munic&iacute;pio    do Rio de Janeiro, a propor&ccedil;&atilde;o de pessoas que vivem em domic&iacute;lios    com &aacute;gua encanada era de 97,80%, e a propor&ccedil;&atilde;o de pessoas    que vivem em domic&iacute;lio com densidade acima de 2 pessoas por dormit&oacute;rio    era de 17,14%. No munic&iacute;pio de Duque de Caxias esses indicadores foram    iguais 87,27%, e 27,24%, respectivamente. O &iacute;ndice de desenvolvimento    humano (IDH), para o munic&iacute;pio do Rio de Janeiro foi de 0,842 e para    o munic&iacute;pio de Duque de Caxias foi de 0,753<sup>7</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O objetivo do estudo foi comparar as caracter&iacute;sticas    cl&iacute;nicas e epidemiol&oacute;gicas de pacientes acompanhados em um Centro    de Refer&ecirc;ncia Nacional de Hansen&iacute;ase e residentes em dois Munic&iacute;pios    com diferentes n&iacute;veis de endemicidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A clientela do Ambulat&oacute;rio Souza Ara&uacute;jo    &eacute; composta por indiv&iacute;duos da regi&atilde;o metropolitana do Rio    de Janeiro, al&eacute;m de munic&iacute;pios do interior do estado. A demanda    de pacientes atendidos &eacute; proveniente de encaminhamentos realizados por    quaisquer servi&ccedil;os de sa&uacute;de (p&uacute;blicos ou privados), procura    espont&acirc;nea ou de vigil&acirc;ncia de contatos. Ap&oacute;s a confirma&ccedil;&atilde;o    cl&iacute;nica, histopatol&oacute;gica e bacteriol&oacute;gica da hansen&iacute;ase    os pacientes s&atilde;o tratados e acompanhados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O Ambulat&oacute;rio Souza Ara&uacute;jo (ASA),    do Laborat&oacute;rio de Hansen&iacute;ase da Fiocruz, Centro de Referencia    Nacional para Hansen&iacute;ase oferece uma assist&ecirc;ncia diferenciada &agrave;    popula&ccedil;&atilde;o, contando, al&eacute;m do servi&ccedil;o especializado    de dermatologia, servi&ccedil;os na &aacute;rea de neurologia, com a realiza&ccedil;&atilde;o    de exames especializados para diagn&oacute;stico diferencial, fisioterapia para    tratamento e preven&ccedil;&atilde;o de incapacidades, e assist&ecirc;ncia socioeducativa,    que inclui iniciativas de educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de para pacientes    e contatos, bem como a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica destes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As informa&ccedil;&otilde;es dos pacientes do    ASA s&atilde;o registradas em banco de dados contendo informa&ccedil;&otilde;es    socioecon&ocirc;micas e par&acirc;metros cl&iacute;nico-laboratoriais dos pacientes.    A utiliza&ccedil;&atilde;o desses dados para publica&ccedil;&atilde;o &eacute;    aprovada pelo comit&ecirc; de &eacute;tica em pesquisa da Funda&ccedil;&atilde;o    Oswaldo Cruz, em acordo com a Declara&ccedil;&atilde;o de Helsinque.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Para avaliar as caracter&iacute;sticas cl&iacute;nicas    e epidemiol&oacute;gicas de pacientes provenientes de &aacute;reas com diferentes    n&iacute;veis de endemicidade foram inclu&iacute;dos neste estudo apenas os    pacientes residentes nos munic&iacute;pios do Rio de Janeiro (alta endemicidade)    e de Duque de Caxias (m&eacute;dia endemicidade), atendidos no ASA entre os    anos de 1986 a 2008, utilizando-se o banco de dados deste. Nesse per&iacute;odo,    52% (1353) dos pacientes eram residentes no Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro    e 12,9 % (336) em Duque de Caxias, este &uacute;ltimo representando o munic&iacute;pio    de resid&ecirc;ncia respons&aacute;vel pela segunda maior demanda dos pacientes    atendidos no ASA.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">As caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas,    cl&iacute;nicas e epidemiol&oacute;gicas foram analisadas segundo o munic&iacute;pio    de resid&ecirc;ncia e foram comparadas em tr&ecirc;s per&iacute;odos: 1986 a    1991, 1992 a 1998 e 1999 a 2008.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Foram comparadas as distribui&ccedil;&otilde;es    por sexo, idade e escolaridade (anos completos de estudo), a m&eacute;dia da    renda familiar (em sal&aacute;rios m&iacute;nimos), modo de detec&ccedil;&atilde;o    (espont&acirc;nea, encaminhamento-servi&ccedil;o p&uacute;blico, encaminhamento-servi&ccedil;o    particular, vigil&acirc;ncia de contatos), classifica&ccedil;&atilde;o operacional    (multibacilar-MB, paucibacilar-PB), grau de incapacidade (0, I, II) no in&iacute;cio    e ao final do tratamento, &iacute;ndice bacilosc&oacute;pico no in&iacute;cio    e ao final do tratamento, presen&ccedil;a de quadro reacional no diagn&oacute;stico,    abandono de tratamento e regularidade do esquema de tratamento poliquimioter&aacute;pico    (para paucibacilares 6 doses em at&eacute; 9 meses e para multibacilares 12    doses em at&eacute; 18 meses e para multibacilares com esquema anterior de 24    doses em at&eacute; 36). Para avaliar a signific&acirc;ncia estat&iacute;stica    foi utilizado teste qui-quadrado e teste-t de Student na an&aacute;lise bivariada.    Foi realizada an&aacute;lise multivariada para cada per&iacute;odo analisado    utilizando a regress&atilde;o log&iacute;stica. Foram constru&iacute;dos 3 modelos,    um para cada per&iacute;odo, utilizando o m&eacute;todo forward para sele&ccedil;&atilde;o    das vari&aacute;veis. Foi considerado n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de    10% para entradas das vari&aacute;veis e 15% para a retirada no modelo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Durante o per&iacute;odo do estudo foram registrados    2.608 pacientes no ASA, destes 1.353 (52%) pacientes eram provenientes de encaminhamentos    do Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro e 336 (12,9 %) do de Duque de Caxias.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">A an&aacute;lise bivariada (<a href="/img/revistas/csc/v17n9/a33tab1.jpg">Tabelas    1</a> e <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a33tab2.jpg">2</a>) permitiu identificar    as caracter&iacute;sticas epidemiol&oacute;gicas que se apresentaram estatisticamente    diferentes entre os grupos de pacientes residentes nos munic&iacute;pios do    Rio de Janeiro e Duque de Caxias atendidos em um Centro Nacional de Refer&ecirc;ncia    para Hansen&iacute;ase.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">A <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a33tab1.jpg">Tabela 1</a> apresenta os resultados da an&aacute;lise    bivariada em rela&ccedil;&atilde;o a caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas    dos pacientes avaliados. Em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, n&atilde;o foram    observadas diferen&ccedil;as estatisticamente significativas entre os pacientes    provenientes do munic&iacute;pio de Duque de Caxias e os do Rio de Janeiro,    observou-se apenas uma pequena predomin&acirc;ncia de pacientes do sexo masculino    em ambos.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Entre os pacientes provenientes do munic&iacute;pio    de Duque de Caxias, observou-se uma maior propor&ccedil;&atilde;o de casos com    idade inferior a 15 anos quando comparados aos pacientes residentes no munic&iacute;pio    do Rio de Janeiro em todos os per&iacute;odos, especialmente no &uacute;ltimo    per&iacute;odo (14,5 e 7,4%, respectivamente) quando essa diferen&ccedil;a foi    estatisticamente significativa (p-valor = 0,013).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os pacientes residentes no munic&iacute;pio de    Duque de Caxias apresentaram menor n&iacute;vel de escolaridade e renda familiar    m&eacute;dia inferior quando comparados aos pacientes residentes no munic&iacute;pio    do Rio de Janeiro, essas diferen&ccedil;as foram estatisticamente significativas.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; renda familiar,    no primeiro per&iacute;odo, os pacientes de ambos os munic&iacute;pios apresentaram    m&eacute;dias similares (4,67 e 4,26, p-valor = 0,829), no entanto, nos dois    &uacute;ltimos per&iacute;odos, observa-se uma redu&ccedil;&atilde;o da renda    m&eacute;dia familiar entre os pacientes de Duque de Caxias, tornando as diferen&ccedil;as    estatisticamente significativas em compara&ccedil;&atilde;o com os pacientes    do Rio de Janeiro: no segundo per&iacute;odo foi de 2,84 versus 5,11(p-valor    = 0,006) respectivamente e no terceiro per&iacute;odo foi de 2,74 versus 4,57    (p-valor = 0,012) respectivamente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Observou-se que a maioria dos pacientes foi detectada    atrav&eacute;s de encaminhamentos dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos tanto    no grupo de pacientes do munic&iacute;pio do Rio de Janeiro quanto de Duque    de Caxias. Observa-se maior propor&ccedil;&atilde;o de casos de hansen&iacute;ase    detectados pelo servi&ccedil;o, atrav&eacute;s da vigil&acirc;ncia de contatos    entre os pacientes residentes em Duque de Caxias em todos os per&iacute;odos.    No per&iacute;odo de 1897 a 1991, essa propor&ccedil;&atilde;o foi igual a 20,6%    entre os pacientes residentes em Duque de Caxias e igual a 11,8% entre os pacientes    residentes no munic&iacute;pio do Rio de Janeiro. No per&iacute;odo de 1992    a 1998 essas propor&ccedil;&otilde;es foram de 26,5% e 11,4%, respectivamente    e no per&iacute;odo de 1999 a 2008, foram de 29,1% e 12,3%, respectivamente.    As diferen&ccedil;as foram estatisticamente significativas em todos os per&iacute;odos.    A <a href="/img/revistas/csc/v17n9/a33tab2.jpg">Tabela 2</a> apresenta a an&aacute;lise bivariada em rela&ccedil;&atilde;o a caracter&iacute;sticas    cl&iacute;nicas dos pacientes analisados. Observa-se maior propor&ccedil;&atilde;o    de casos MB entre os pacientes provenientes do munic&iacute;pio de Duque de    Caxias quando comparados &agrave;queles residentes no do Rio de Janeiro. Essa    diferen&ccedil;a foi estatisticamente significativa (p-valor = 0,044) no per&iacute;odo    de 1992 a 1998, quando as propor&ccedil;&otilde;es foram de 55,6% e 44,7%, respectivamente.    No per&iacute;odo mais recente, observa-se uma redu&ccedil;&atilde;o nessas    propor&ccedil;&otilde;es para ambos os grupos de pacientes, sem diferen&ccedil;a    estat&iacute;stica entre eles (passando para 47,0% entre os pacientes de Duque    de Caxias e 42,7% entre os pacientes do munic&iacute;pio do Rio de Janeiro).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No per&iacute;odo de 1992 a 1998, a frequ&ecirc;ncia    de presen&ccedil;a de quadro reacional no momento do diagn&oacute;stico foi    mais elevada entre o grupo de pacientes residentes em Duque de Caxias (47,9%),    do que entre o grupo de pacientes residentes no Rio de Janeiro (35,6%), quando    essas diferen&ccedil;as foram estatisticamente significativas (p-valor = 0,019).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Em rela&ccedil;&atilde;o ao grau de incapacidade    f&iacute;sica no in&iacute;cio e no final do tratamento e &agrave; regularidade    no tratamento, n&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as estatisticamente    significativas entre os dois grupos de pacientes. Observa-se que no &uacute;ltimo    per&iacute;odo avaliado, a regularidade no tratamento (95,4 e 93,3% entre pacientes    de Duque de Caxias e Rio de Janeiro, respectivamente) foi mais elevada do que    nos per&iacute;odo anteriores.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Observou-se uma redu&ccedil;&atilde;o na propor&ccedil;&atilde;o    de abandono de tratamento ao longo do tempo, entre os pacientes residentes em    ambos os munic&iacute;pios, no entanto no &uacute;ltimo per&iacute;odo a propor&ccedil;&atilde;o    de abandono foi significativamente menor entre os pacientes residentes em Duque    de Caxias (0,9% versus 4,3%, p = 0,100) respectivamente.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quanto ao IB inicial, observa-se diferen&ccedil;as    estatisticamente significativas, principalmente nos 2 primeiros per&iacute;odos    do estudo, entre pacientes com IB acima de 3 residentes de Duque de Caxias,    quando comparados &agrave;queles residentes no munic&iacute;pio do Rio de Janeiro.    Com rela&ccedil;&atilde;o ao IB final foram observadas diferen&ccedil;as estatisticamente    significativas no per&iacute;odo de 1992 a 1998, com predomin&acirc;ncia de    IB igual a zero entre os pacientes do Rio de Janeiro e IB inferior ou igual    a 3 entre os pacientes de Duque de Caxias, e a propor&ccedil;&atilde;o de pacientes    com IB superior a 3, maior entre os pacientes do Rio de Janeiro (p = 0,100).</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Uma vez que as caracter&iacute;sticas observadas    apresentam rela&ccedil;&atilde;o entre si, a an&aacute;lise multivariada permitiu    identificar quais caracter&iacute;sticas epidemiol&oacute;gicas foram de fato    respons&aacute;veis pelas diferen&ccedil;as observadas entre os dois grupos    de pacientes. Na regress&atilde;o log&iacute;stica (<a href="/img/revistas/csc/v17n9/a33tab3.jpg">Tabela 3</a>), quando consideradas    todas as vari&aacute;veis conjuntamente, o modo de detec&ccedil;&atilde;o, o    IB inicial e a regularidade no tratamento se mostraram estatisticamente significativas    no primeiro per&iacute;odo (modelo 1); no segundo per&iacute;odo (modelo 2),    mostraram-se significativas as vari&aacute;veis idade, rea&ccedil;&atilde;o    no diagn&oacute;stico e renda familiar, e no terceiro per&iacute;odo (modelo    3), as vari&aacute;veis idade, modo de detec&ccedil;&atilde;o, rea&ccedil;&atilde;o    no diagn&oacute;stico e grau de incapacidade final mostraram-se significativas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Na casu&iacute;stica de pacientes do ASA, o grupo    de pacientes residentes em Duque de Caxias apresentou maior propor&ccedil;&atilde;o    de casos com idade inferior a 15 anos, maior propor&ccedil;&atilde;o de pacientes    com IB inicial elevado, maior propor&ccedil;&atilde;o de casos detectados atrav&eacute;s    da vigil&acirc;ncia de contatos, maior propor&ccedil;&atilde;o de casos com    incapacidades ao final do tratamento e menor renda m&eacute;dia familiar.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Embora tenha sido registrada uma redu&ccedil;&atilde;o    importante na detec&ccedil;&atilde;o desses casos no pa&iacute;s (7,98 em 2003    para 5,89 por 100 mil em 2008)<sup>8</sup>, segundo os padr&otilde;es do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de<sup>6</sup>, ambos os grupos de pacientes residentes em munic&iacute;pios    com m&eacute;dia e alta endemicidade, independente do modo de detec&ccedil;&atilde;o,    apresentaram a alta propor&ccedil;&atilde;o de casos com idade inferior a 15    anos. Somando-se a isto, outro fator importante foi a alta propor&ccedil;&atilde;o    de pacientes de ambos os munic&iacute;pios com grau de incapacidade igual a    2 no in&iacute;cio do tratamento, confirmando assim o diagn&oacute;stico tardio    dos casos. Estes achados mostraram-se preocupantes, pois, a detec&ccedil;&atilde;o    em menores de 15 anos &eacute; o principal indicador de monitoramento da endemia,    porque permite detectar focos de transmiss&atilde;o ativa da doen&ccedil;a podendo    sinalizar exposi&ccedil;&atilde;o precoce e manuten&ccedil;&atilde;o da cadeia    de transmiss&atilde;o<sup>8</sup>. Ainda levando-se em considera&ccedil;&atilde;o    o grande percentual de pacientes de ambos munic&iacute;pios detectados com grau    de incapacidade f&iacute;sica j&aacute; instalada, e sabendo-se que a incapacidade    f&iacute;sica est&aacute; relacionado com o tempo de doen&ccedil;a, pode-se    considerar os resultados como evid&ecirc;ncia de diagn&oacute;stico tardio nestes    pacientes. Estes indicadores permitem uma avalia&ccedil;&atilde;o indireta da    efetividade das atividades de detec&ccedil;&atilde;o precoce de casos e da preval&ecirc;ncia    oculta<sup>9</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Com rela&ccedil;&atilde;o ao grau de incapacidade    f&iacute;sica ao final do tratamento, a an&aacute;lise utilizando a regress&atilde;o    log&iacute;stica, demonstrou que o grupo de pacientes provenientes do munic&iacute;pio    de Duque de Caxias apresentavam uma propor&ccedil;&atilde;o significativamente    maior de pacientes com grau de incapacidade f&iacute;sica igual a 2 quando comparados    &agrave;queles residentes no munic&iacute;pio do Rio de Janeiro. Este achado    n&atilde;o esteve relacionado &agrave; maior presen&ccedil;a de quadros reacionais    no momento do diagn&oacute;stico. As condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas    e a baixa escolaridade associada &agrave; demora na procura pelo diagn&oacute;stico    podem ter contribu&iacute;do para esta maior propor&ccedil;&atilde;o de casos    entre os pacientes residentes em Duque de Caxias.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Quanto ao &iacute;ndice bacilosc&oacute;pico    inicial ter se mostrado mais elevado entre os pacientes de Duque de Caxias,    indicando uma condi&ccedil;&atilde;o de menor precocidade no diagn&oacute;stico    desses casos, n&atilde;o foram observadas diferen&ccedil;as para o &iacute;ndice    bacilosc&oacute;pico final, indicando a efetividade no tratamento.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">V&aacute;rios estudos demonstram que a hansen&iacute;ase    &eacute; fortemente relacionada com as condi&ccedil;&otilde;es de vida e pobreza<sup>10,11</sup>,    e segundo Cunha et al.<sup>5</sup>, evidencia-se uma tend&ecirc;ncia de concentra&ccedil;&atilde;o    dos doentes em camadas da sociedade menos favorecidas, corroborando com os achados    do presente estudo que observou menor n&iacute;vel de escolaridade e menor renda    familiar entre os pacientes residentes no munic&iacute;pio de Duque de Caxias    do que no Rio de Janeiro, nos dois &uacute;ltimos per&iacute;odos. Enquanto    que entre os pacientes residentes no Rio de Janeiro a m&eacute;dia se manteve    similar entre os per&iacute;odos, entre os pacientes residentes em Duque de    Caxias, observou-se uma importante queda na renda m&eacute;dia familiar dos    pacientes.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Por se tratar de um servi&ccedil;o de refer&ecirc;ncia    nacional, a casu&iacute;stica analisada no presente estudo &eacute; particularmente    sujeita a determinadas especificidades (como casos de dif&iacute;cil diagn&oacute;stico,    maior gravidade da doen&ccedil;a, etc.) e, portanto, v&iacute;cios evidentes    de sele&ccedil;&atilde;o, esses dados n&atilde;o correspondem a uma amostra    representativa de todos os casos de hansen&iacute;ase da popula&ccedil;&atilde;o    base de onde a clientela do ASA &eacute; proveniente, mas constituem uma casu&iacute;stica    cujo atendimento &eacute; claramente diferenciado daquele habitualmente oferecido    na rede de unidade de sa&uacute;de do SUS. Por outro lado, o atendimento em    um centro de refer&ecirc;ncia est&aacute; menos sujeito a problemas operacionais    e a despadroniza&ccedil;&atilde;o de procedimentos e profissionais. Os achados    de um servi&ccedil;o de refer&ecirc;ncia contribuem para evidenciar tend&ecirc;ncias    recentes da epidemia nos seus desdobramentos mais graves e preocupantes, e nortear    a&ccedil;&otilde;es de controle e de preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a.    Os presentes achados permitem confirmar a necessidade de atividades mais efetivas    no controle da hansen&iacute;ase nos dois munic&iacute;pios estudados.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Os achados do presente estudo corroboram os de    outros que abordam as diferen&ccedil;as referentes a diversos agravos em sa&uacute;de    entre diferentes cidades sugerindo que fatores inter e intraurbanos (por exemplo,    segrega&ccedil;&atilde;o residencial) desempenham um importante papel na sa&uacute;de    coletiva, indicando que &eacute; a multiplicidade e a intera&ccedil;&atilde;o    de fatores em diferentes n&iacute;veis que determinam a sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es    urbanas<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Cliff et al.<sup>13</sup> mostram que, para diferentes    doen&ccedil;as infecciosas com longo per&iacute;odo de incuba&ccedil;&atilde;o,    a distribui&ccedil;&atilde;o se mostra distinta em fun&ccedil;&atilde;o das    caracter&iacute;sticas geogr&aacute;ficas e econ&ocirc;micas das cidades, e    que quanto maior o per&iacute;odo de incuba&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a    maior a varia&ccedil;&atilde;o da forma da distribui&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as    de uma cidade para outra.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana" size="2">Os presentes dados sugerem uma condi&ccedil;&atilde;o    de endemicidade mais acentuada no munic&iacute;pio de Duque de Caxias do que    no do Rio de Janeiro em um passado n&atilde;o muito distante. Por&eacute;m os    mais recentes apontam para uma revers&atilde;o deste quadro epidemiol&oacute;gico<sup>13</sup>.    Em trabalho recente, que analisou a situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    do munic&iacute;pio de Duque de Caxias, foi verificado que a&ccedil;&otilde;es    de descentraliza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia, possibilitaram um incremento    da detec&ccedil;&atilde;o de casos novos e favoreceu a precocidade do diagn&oacute;stico.    No entanto, as diferen&ccedil;as regionais tamb&eacute;m devem ser consideradas,    pois est&atilde;o relacionadas com a endemicidade da &aacute;rea<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">O munic&iacute;pio de Duque de Caxias apresenta    indicadores socioecon&ocirc;micos menos favor&aacute;veis do que o Munic&iacute;pio    do Rio de Janeiro, no que diz respeito &agrave; condi&ccedil;&atilde;o familiar,    condi&ccedil;&atilde;o de moradia e desenvolvimento humano<sup>7</sup>. Tais    condi&ccedil;&otilde;es poderiam estar relacionadas, em parte, considerando    as limita&ccedil;&otilde;es de conclus&otilde;es ao n&iacute;vel ecol&oacute;gico,    as diferen&ccedil;as encontradas no presente estudo entre os pacientes residentes    em ambos os munic&iacute;pios que foram acompanhados em um mesmo centro de refer&ecirc;ncia,    sugerindo a exist&ecirc;ncia de influ&ecirc;ncia de determinantes sociais na    sa&uacute;de dos indiv&iacute;duos. Por outro lado, conforme observado neste    estudo, a oferta de tratamento e de acompanhamento diferenciado pode favorecer    a preven&ccedil;&atilde;o de incapacidades e o controle do &iacute;ndice bacilosc&oacute;pico,    desfechos estes que poderiam apresentar resultados desfavor&aacute;veis em raz&atilde;o    de fatores sociais e econ&ocirc;micos ao n&iacute;vel individual e ao n&iacute;vel    populacional.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">No presente estudo ainda observou-se que a propor&ccedil;&atilde;o    de abandono de tratamento foi baixa e a regularidade do tratamento foi elevada    para os pacientes de ambos os munic&iacute;pios, revelando propor&ccedil;&otilde;es    similares, independente da origem do paciente, sugerindo que a dist&acirc;ncia    da resid&ecirc;ncia &agrave; unidade de sa&uacute;de parece n&atilde;o afetar    a ades&atilde;o ao tratamento. Estes resultados tamb&eacute;m sugerem que o    tratamento oferecido de forma satisfat&oacute;ria contribui em minimizar o efeito    que os fatores contextuais podem apresentar sobre os desfechos de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">Embora o desenvolvimento de cada doen&ccedil;a    seja um fen&ocirc;meno biol&oacute;gico individual, &eacute; poss&iacute;vel    que para diversas, sen&atilde;o todas as doen&ccedil;as, estes determinantes    n&atilde;o possam ser inteiramente operacionalizados apenas ao n&iacute;vel    individual<sup>14</sup>. Em se tratando de doen&ccedil;as infecciosas, a dimens&atilde;o    ecol&oacute;gica &eacute; indispens&aacute;vel, pois a determina&ccedil;&atilde;o    &eacute;, inevitavelmente, individual e coletiva<sup>15</sup>. Para isso, t&eacute;cnicas    estat&iacute;sticas apropriadas devem ser empregadas, como a modelagem multin&iacute;vel,    que considera diferentes n&iacute;veis hier&aacute;rquicos de vari&aacute;veis    que se referem a fatores individuais e ecol&oacute;gicos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font face="Verdana" size="2">MAVB Hacker realizou as an&aacute;lises estat&iacute;sticas,    interpretou os resultados e redigiu o artigo. AM Sales, ECA Albuquerque, E Rangel    e JAC Nery participaram da interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados. NC Duppre    participou da interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados e revis&atilde;o critica    do texto EN Sarno foi respons&aacute;vel pela concep&ccedil;&atilde;o e interpreta&ccedil;&atilde;o    dos resultados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana" size="3"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">1. World Health Organization (WHO). <i>Weekly    epidemiological Record</i>. 2010; 35(85):337-348.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1626715&pid=S1413-8123201200090003300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">2. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    da hansen&iacute;ase no Brasil &#91;site na Internet&#93;. Bras&iacute;lia:    <i>Programa Nacional de Controle de Hansen&iacute;ase</i>. &#91;acessado 2010    ago 13&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/boletim_novembro.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/boletim_novembro.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1626717&pid=S1413-8123201200090003300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">3. Boerma JT, Weir SS. Integrating demographic    and epidemiological approaches to research on HIV/AIDS: the proximate-determinants    framework. <i>J Infect Dis</i> 2005; 191(Supl. 1):S61-67.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1626719&pid=S1413-8123201200090003300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">4. Adimora AA, Schoenbach VJ. Social context,    sexual networks, and racial disparities in rates of sexually transmitted infections<i>.    J Infect Dis </i>2005; 191(Supl. 1):115-122.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1626721&pid=S1413-8123201200090003300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">5. Cunha MD, Cavaliere FA, H&eacute;rcules FM,    Duraes SM, de Oliveira ML, de Matos HJ. The impact of leprosy elimination strategy    on an endemic municipality in Rio de Janeiro State, Brazil. <i>Cad Saude Publica</i>    2007; 23(5):1187-1197.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1626723&pid=S1413-8123201200090003300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">6. Brasil. Dados e Indicadores Selecionados &#91;site    na Internet&#93;. Bras&iacute;lia: Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.    Departamento de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. &#91;acessado 2010 abr    15&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/caderno_de_indicadores_hanseniase_brasil2001a2008.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/caderno_de_indicadores_hanseniase_brasil2001a2008.pdf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1626725&pid=S1413-8123201200090003300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">7. Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es    Unidas (ONU). PNUD. <i>Atlas do Desenvolvimento Humano</i>. &#91;site na Internet&#93;    Salvador: ONU. &#91;Acessado em 2010 out 25&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.pnud.org.br" target="_blank">http://www.pnud.org.br</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1626726&pid=S1413-8123201200090003300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">8. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). Sistema de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria. <i>Brasil reduz casos de    hansen&iacute;ase em menores de 15 anos</i>. Edi&ccedil;&atilde;o 69 - janeiro    de 2010. &#91;site na Internet&#93;. Bras&iacute;lia: MS. &#91;acessado 2010    nov 18&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://189.28.128.179:8080/svs_informa/edicao-69-janeiro-de-2010/brasil-reduz-casos-de-hanseniase-em-menores-de-15-anos" target="_blank">http://189.28.128.179:8080/svs_informa/edicao-69-janeiro-de-2010/brasil-reduz-casos-de-hanseniase-em-menores-de-15-anos</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1626728&pid=S1413-8123201200090003300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">9. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (MS). <i>Plano Nacional de Elimina&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase em    n&iacute;vel Municipal 2006-2010</i>. &#91;site na Internet&#93;. Bras&iacute;lia:    Secretaria De Vigil&acirc;ncia Em Sa&uacute;de. Departamento De Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica. Programa Nacional De Elimina&ccedil;&atilde;o Da Hansen&iacute;ase    &#91;acessado 2009 mar 17&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hanseniase_plano.pdf" target="_blank">http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/hanseniase_plano.pdf</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1626730&pid=S1413-8123201200090003300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">10. Duarte MT, Ayres JA, Simonetti JP. Socioeconomic    and demographic profile of leprosy carriers attended in nursing consultations.    <i>Rev Lat Am Enfermagem </i>2007; 15(N&ordm; Esp.):774-779.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1626732&pid=S1413-8123201200090003300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font face="Verdana" size="2">11. Helene LM, Salum MJ. Social reproduction    of leprosy: a study of patients profile with leprosy in the city of S&atilde;o    Paulo. <i>Cad Saude Publica</i> 2002; 18(1):101-113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1626734&pid=S1413-8123201200090003300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
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