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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">EDITORIAL</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Homens,   sa&uacute;de e pol&iacute;ticas</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os tr&ecirc;s   termos que comp&otilde;em o t&iacute;tulo deste editorial, por si s&oacute;, j&aacute; podem desencadear   amplo debate acerca dos sentidos a eles atribu&iacute;dos. S&atilde;o termos que n&atilde;o se   enclausuram em uma &uacute;nica chave conceitual. S&atilde;o, inversamente, atravessados por   uma ampla polissemia que envolve negocia&ccedil;&otilde;es entre diferentes l&oacute;gicas para se   chegar a conceitos provisoriamente estabelecidos, para se lidar com os   discursos que, em torno deles, se produzem e, igualmente, para servirem de base   tanto para os ac&uacute;mulos de conhecimentos produzidos acerca deles, quanto para as   rupturas produzidas a partir desses ac&uacute;mulos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sem querer entrar em an&aacute;lises conceituais, apenas pontuamos   algumas advert&ecirc;ncias (ou provoca&ccedil;&otilde;es) para o debate que se inicia com este   N&uacute;mero Tem&aacute;tico acerca do assunto. Sabemos que quaisquer que sejam os conte&uacute;dos   dessas advert&ecirc;ncias, estes ser&atilde;o objeto de cr&iacute;ticas. Mas como compreendemos que   s&atilde;o as cr&iacute;ticas que, em grande medida, movem a produ&ccedil;&atilde;o do conhecimento que   almeja ser cient&iacute;fico, nos arriscamos a introduzir conceitualmente os temas em   quest&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Homens &#150; sempre no plural &#150; nos leva a pensar muito mais em   pe&ccedil;as de um mosaico conceitual do que em uma defini&ccedil;&atilde;o fechada. E as pe&ccedil;as s&atilde;o   v&aacute;rias, uma vez que estamos falando de uma realidade complexa ou de tema   pol&ecirc;mico. Mas, mesmo podendo de ser acusados de reducionistas, provisoriamente   apontamos duas delas. Uma dessas pe&ccedil;as se refere ao fato de n&atilde;o ser poss&iacute;vel   entender esse termo sem que se compreenda a rela&ccedil;&atilde;o que o mesmo estabelece com   o outro componente da d&iacute;ade de g&ecirc;nero: mulheres (tamb&eacute;m sempre no plural).   Outra pe&ccedil;a &eacute; que o sentido plural a ele atribu&iacute;do nos remete &agrave; ideia de   diversidades, diferen&ccedil;as ou qualquer outra express&atilde;o que se oponha a um &uacute;nico   padr&atilde;o para se atribuir o que significa o status dos homens como seres   sexuados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O que advertir sobre Sa&uacute;de? Se sa&uacute;de se refere ao amplo   espectro sobre o bem estar humano, o primeiro cuidado &eacute; n&atilde;o esgotarmos os   esfor&ccedil;os para a formula&ccedil;&atilde;o de conceitos e pr&aacute;ticas em torno das doen&ccedil;as ou do   processo de adoecimento. &Eacute; claro que n&atilde;o h&aacute; sa&uacute;de com doen&ccedil;a. Mas isso n&atilde;o   significa que possamos garantir que a aus&ecirc;ncia da doen&ccedil;a, per si, configura a   sa&uacute;de. Outra advert&ecirc;ncia &eacute; que, dada a import&acirc;ncia do que envolve a sa&uacute;de, ela   n&atilde;o pode ser pensada ou posta em pr&aacute;tica apenas por parte de profissionais que   a ela se dedicam, ou apenas sob a &eacute;gide destes. A sa&uacute;de, por ser um bem t&atilde;o   caro para uma sociedade, cabe a todos: especialistas e leigos; grupos e   indiv&iacute;duos; governantes e cidad&atilde;os, dentre outros que incluem a express&atilde;o   "todos". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sobre as Pol&iacute;ticas, logo chamamos a aten&ccedil;&atilde;o para o fato de   que o plural serve para apontar os v&aacute;rios campos das pol&iacute;ticas, n&atilde;o s&oacute; o da   Sa&uacute;de. Assim, de in&iacute;cio, a discuss&atilde;o sobre o assunto envolve um olhar intersetorial.   Essa express&atilde;o costuma ser associada a uma racionalidade de controle promovida   por governos. Pode tamb&eacute;m ser vista como produto da atua&ccedil;&atilde;o de movimentos   sociais que se organizam em prol do estabelecimento e da defesa de direitos.   Mas, quando ampliamos o termo para a express&atilde;o Pol&iacute;ticas de Estado, nos parece   que tanto os conflitos quanto as negocia&ccedil;&otilde;es entre os grupos e indiv&iacute;duos   entram em cena para que princ&iacute;pios sejam estabelecidos para a vida dos   cidad&atilde;os. A&iacute; se instala um grande desafio: como estabelecer princ&iacute;pios que   assegurem os direitos de uns sem que se reforcem poss&iacute;veis iniquidades? Esse   questionamento atravessa a reflex&atilde;o de alguns autores que participam desta   colet&acirc;nea de artigos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">N&atilde;o trataremos da jun&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s termos que comp&otilde;em o nosso   t&iacute;tulo. Deixaremos para os autores que nos seguem a tarefa de trazer elementos   para que a discuss&atilde;o &#150; que apenas est&aacute; come&ccedil;ando &#150; caminhe para novos   horizontes, que surgem a partir da suspei&ccedil;&atilde;o das certezas absolutas e do   investimento reflexivo em novos temas, objetos e abordagens que emergem da   articula&ccedil;&atilde;o entre homens, sa&uacute;de e pol&iacute;ticas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Romeu   Gomes, Marcia Thereza Couto</font>    <br>   <font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Editores     Convidados </i></font></p>      ]]></body>
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