<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1413-8123</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Ciência & Saúde Coletiva]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Ciênc. saúde coletiva]]></abbrev-journal-title>
<issn>1413-8123</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[ABRASCO - Associação Brasileira de Saúde Coletiva]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1413-81232012001000008</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.1590/S1413-81232012001000008</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sentidos atribuídos à política voltada para a Saúde do Homem]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Meanings attributed to policy directed to Men's Health]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[Romeu]]></given-names>
</name>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[Andréa Fachel]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Knauth]]></surname>
<given-names><![CDATA[Daniela]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[Geórgia Sibele Nogueira da]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Su  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>10</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>17</volume>
<numero>10</numero>
<fpage>2589</fpage>
<lpage>2596</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1413-81232012001000008&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1413-81232012001000008&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><self-uri xlink:href="http://www.scielosp.org/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1413-81232012001000008&amp;lng=en&amp;nrm=iso&amp;tlng=en"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[Analisou-se os sentidos atribuídos à Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) pelos envolvidos na sua implementação, buscando identificar como uma política formulada em nível nacional é significada nos contextos locais. Em cinco municípios, de cada macrorregião do país, realizaram-se 6 narrativas e 21 entrevistas semiestruturadas, com gestores e profissionais de saúde; as informações sobre a Política foram trabalhadas a partir do Método de Interpretação de Sentidos. A Política é percebida em geral com positividade. Dentre os sentidos atribuídos, destacamos que a Política é vista, por alguns, como uma atenção integral que norteia ações para abordar os homens como um todo na Atenção Primária; ao contrário, por outros, foi percebida como uma redução a problemas urológicos. Também foi vista como algo vago, não detalhando como proceder para trazer os homens aos serviços e melhor atendê-los, ou algo episódico, sendo a política reduzida à realização de eventos pontuais e não a ações continuadas, incorporadas no cotidiano dos serviços. Os diferentes sentidos orientam práticas e ações, podendo sinalizar o engajamento efetivo e continuado do profissional com a Política, sendo um elemento fundamental para seu monitoramento e avaliação.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study analyzed the meanings given to the Brazilian National Men's Health Policy (PNAISH) by those involved in its implementation to find out how a policy formulated at national level is reflected in local contexts. In five cities, from each macro region of the country, a set of 6 narratives and 21 semi-structured interviews were held with health managers and professionals; the information on the Policy was developed according to the Meaning Interpretation Method. The Policy is generally perceived as positive. Among the meanings given, it is emphasized that the policy is seen, by some, as a comprehensive care that guides actions to address men as a whole in Primary Care; then again, others perceived it as a reduction to urological problems. The policy was also perceived as something vague, which does not detail how to proceed to take men to the services and to better assist them, or something episodic, being the policy reduced to the accomplishment of specific events rather than ongoing actions in everyday services. The different meanings guide practices and actions, which may signal the effective and continued engagement of the professional with the policy, being a key element for its monitoring and evaluation.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Saúde do Homem]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Política de saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Políticas públicas de saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Gênero e saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Pesquisa qualitativa]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Brasil]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Men's health]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Health policy]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Public Health Policies]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Gender and health]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Qualitative research]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Brazil]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b> ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Sentidos   atribu&iacute;dos &agrave; pol&iacute;tica voltada para a Sa&uacute;de do Homem</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Meanings   attributed to policy directed to Men's Health</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Romeu   Gomes<sup>I</sup>;  Andr&eacute;a   Fachel Leal<sup>II</sup>;  Daniela   Knauth<sup>II</sup>;  Ge&oacute;rgia   Sibele Nogueira da Silva<sup>III</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Departamento de Ensino,   Instituto Fernandes Figueira, Escola de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Funda&ccedil;&atilde;o. Av. Rui   Barbosa 716/4º andar, Flamengo. 20550-011&nbsp; Rio de Janeiro&nbsp; RJ. <a href="mailto:romeu@iff.fiocruz.br">romeu@iff.fiocruz.br</a><br />   <sup>II</sup>Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o em   Epidemiologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul<br />   <sup>III</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em   Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Norte</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Analisou-se   os sentidos atribu&iacute;dos &agrave; Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o Integral &agrave; Sa&uacute;de do Homem   (PNAISH) pelos envolvidos na sua implementa&ccedil;&atilde;o, buscando identificar como uma   pol&iacute;tica formulada em n&iacute;vel nacional &eacute; significada nos contextos locais. Em   cinco munic&iacute;pios, de cada macrorregi&atilde;o do pa&iacute;s, realizaram-se 6 narrativas e 21   entrevistas semiestruturadas, com gestores e profissionais de sa&uacute;de; as informa&ccedil;&otilde;es   sobre a Pol&iacute;tica foram trabalhadas a partir do M&eacute;todo de Interpreta&ccedil;&atilde;o de   Sentidos. A Pol&iacute;tica &eacute; percebida em geral com positividade. Dentre os sentidos   atribu&iacute;dos, destacamos que a Pol&iacute;tica &eacute; vista, por alguns, como uma aten&ccedil;&atilde;o   integral que norteia a&ccedil;&otilde;es para abordar os homens como um todo na Aten&ccedil;&atilde;o   Prim&aacute;ria; ao contr&aacute;rio, por outros, foi percebida como uma redu&ccedil;&atilde;o a problemas   urol&oacute;gicos. Tamb&eacute;m foi vista como algo vago, n&atilde;o detalhando como proceder para   trazer os homens aos servi&ccedil;os e melhor atend&ecirc;-los, ou algo epis&oacute;dico, sendo a   pol&iacute;tica reduzida &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de eventos pontuais e n&atilde;o a a&ccedil;&otilde;es continuadas,   incorporadas no cotidiano dos servi&ccedil;os. Os diferentes sentidos orientam   pr&aacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es, podendo sinalizar o engajamento efetivo e continuado do   profissional com a Pol&iacute;tica, sendo um elemento fundamental para seu   monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:&nbsp; </b><i>Sa&uacute;de   do Homem, Pol&iacute;tica de sa&uacute;de, Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de, G&ecirc;nero e sa&uacute;de,   Pesquisa qualitativa, Brasil</i></font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This study analyzed the meanings given to the   Brazilian National Men's Health Policy (PNAISH) by those involved in its   implementation to find out how a policy formulated at national level is   reflected in local contexts. In five cities, from each macro region of the   country, a set of 6 narratives and 21 semi-structured interviews were held with   health managers and professionals; the information on the Policy was developed   according to the Meaning Interpretation Method. The Policy is generally   perceived as positive. Among the meanings given, it is emphasized that the   policy is seen, by some, as a comprehensive care that guides actions to address   men as a whole in Primary Care; then again, others perceived it as a reduction   to urological problems. The policy was also perceived as something vague, which   does not detail how to proceed to take men to the services and to better assist   them, or something episodic, being the policy reduced to the accomplishment of   specific events rather than ongoing actions in everyday services. The different   meanings guide practices and actions, which may signal the effective and   continued engagement of the professional with the policy, being a key element   for its monitoring and evaluation.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words: </b>&nbsp;<i>Men's health, Health policy, Public   Health Policies, Gender and health, Qualitative research, Brazil</i></font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   express&atilde;o <i>pol&iacute;tica p&uacute;blica</i> &eacute; poliss&ecirc;mica. No interior   dessa polissemia, sentidos e significados se articulam a partir de processos   sociais da experimenta&ccedil;&atilde;o e das intera&ccedil;&otilde;es situadas na cultura e no processo   interacional hist&oacute;rico<sup>1</sup>. Os sentidos podem ser entendidos como uma   apropria&ccedil;&atilde;o de significados culturalmente estabelecidos por meio da   subjetividade e da intersubjetividade<sup>2</sup>. Assim, pode-se considerar   que &#150; no &acirc;mbito da linguagem &#150; os significados se relacionam mais &agrave; denota&ccedil;&atilde;o,   enquanto os sentidos se aproximam &agrave; conota&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No amplo espectro poliss&ecirc;mico, a pol&iacute;tica p&uacute;blica comumente &eacute;   compreendida como a&ccedil;&otilde;es governamentais idealizadas, formuladas e desenhadas em   aten&ccedil;&atilde;o aos prop&oacute;sitos de agenda dos governos, permeados e intercambiados com   os anseios e as demandas de grupos da sociedade, resultando em programas,   a&ccedil;&otilde;es, estrat&eacute;gias, planos, que ter&atilde;o efeitos e buscar&atilde;o transforma&ccedil;&otilde;es e   resultados positivos e ben&eacute;ficos para pessoas numa dada realidade<sup>3</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; fato que, ao se atentar para os modos de se fazer, pode-se   caminhar desde as formas majorit&aacute;rias de ofertas normativas, cuja rigidez opera   na dire&ccedil;&atilde;o da modeliza&ccedil;&atilde;o<sup>4</sup>, &agrave;s pol&iacute;ticas de experimenta&ccedil;&atilde;o e   constitui&ccedil;&atilde;o de processos de subjetiva&ccedil;&atilde;o, que em sua produ&ccedil;&atilde;o expressam a   compreens&atilde;o de que as transforma&ccedil;&otilde;es sociais desejadas s&atilde;o da ordem da   consequ&ecirc;ncia, da coer&ecirc;ncia e consist&ecirc;ncia dos processos que engendram<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A perspectiva antropol&oacute;gica sobre as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas tem   crescido nos &uacute;ltimos anos, tanto no sentido de fornecer informa&ccedil;&otilde;es para a   elabora&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o de programas e projetos, quanto no sentido de produzir   uma an&aacute;lise cr&iacute;tica sobre as concep&ccedil;&otilde;es e os impactos destas pol&iacute;ticas sobre a   sociedade<sup>6</sup>. Uma das importantes contribui&ccedil;&otilde;es desta perspectiva &eacute; a   de demonstrar que a defini&ccedil;&atilde;o e a implanta&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica p&uacute;blica envolve   um conjunto de interesses e de rela&ccedil;&otilde;es de poder, que muitas vezes est&atilde;o em   conflito. Destaca, ainda, que a implementa&ccedil;&atilde;o desta pol&iacute;tica se d&aacute; a partir de   sujeitos sociais e em um contexto social espec&iacute;fico que devem ser considerados   tanto no planejamento quanto na implanta&ccedil;&atilde;o e na avalia&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas. &Eacute;   neste sentido que as realidades e as identidades locais imprimem configura&ccedil;&otilde;es   particulares a pol&iacute;ticas concebidas como universais<sup>7</sup>. &Eacute; tamb&eacute;m nessa   dire&ccedil;&atilde;o que v&aacute;rias an&aacute;lises recentes sobre pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, em particular   sobre pol&iacute;ticas de sa&uacute;de, t&ecirc;m destacado que essas, muitas vezes, acabam por   aprofundar ou mesmo gerar desigualdades sociais, seja pela "popula&ccedil;&atilde;o alvo"   privilegiada, seja pelos "operadores" desta pol&iacute;tica<sup>7-9</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma pol&iacute;tica p&uacute;blica &eacute; o resultado da con&shy;flu&ecirc;ncia de fatores   de diversas ordens (econ&ocirc;micos, sociais, culturais, pol&iacute;ticos, entre outros) e   mobiliza diferentes campos sociais que, por sua vez, apreendem essa pol&iacute;tica de   acordo com diferentes l&oacute;gicas.&nbsp; Como sugere Remi Lenoir<sup>10</sup>, ao   analisar a pol&iacute;tica francesa centrada na fam&iacute;lia (<i>familialisme</i>), o   objeto de uma pol&iacute;tica &eacute; sempre reinterpretado de acordo com os interesses,   regras e valores de cada campo social implicado. E, como salienta o referido   autor, o sucesso de uma pol&iacute;tica est&aacute; relacionado &agrave; legitimidade social da   categoria central acionada, no caso analisado por ele a categoria de fam&iacute;lia<sup>11</sup>.   Nessa perspectiva, pode-se entender a formula&ccedil;&atilde;o e a implanta&ccedil;&atilde;o de uma   pol&iacute;tica como busca da imposi&ccedil;&atilde;o de uma <i>doxa,</i> que   implica em uma normatiza&ccedil;&atilde;o e, por vezes, na defini&ccedil;&atilde;o de novas especialidades   profissionais. Este movimento pode gerar rearranjos, reestrutura&ccedil;&otilde;es ou mesmo   resist&ecirc;ncias por parte dos campos sociais implicados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o Integral &agrave; Sa&uacute;de do Homem   (PNAISH) &#150; institu&iacute;da pela Portaria nº 1.944/GM, do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, de 27   de agosto de 2009 &#150; tem como objetivo geral <i>Promover a melhoria das     condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o masculina do Brasil, contribuindo, de modo     efetivo, para a redu&ccedil;&atilde;o da morbidade e mortalidade atrav&eacute;s do enfrentamento     racional dos fatores de risco e mediante a facilita&ccedil;&atilde;o ao acesso, &agrave;s a&ccedil;&otilde;es e     aos servi&ccedil;os de assist&ecirc;ncia integral &agrave; sa&uacute;de</i><sup>12</sup>. Nasce   sob a justificativa de que o modelo b&aacute;sico de aten&ccedil;&atilde;o a quatro grupos   populacionais &#150; crian&ccedil;as, adolescentes, mulheres e idosos &#150; n&atilde;o &eacute; suficiente   para tornar o pa&iacute;s mais saud&aacute;vel, principalmente por deixar de fora das a&ccedil;&otilde;es   program&aacute;ticas cerca de 25%&nbsp; da popula&ccedil;&atilde;o brasileira (os homens de 20 a 59   anos), com pouca visibilidade nas estrat&eacute;gias p&uacute;blicas de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de<sup>12</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A institui&ccedil;&atilde;o da PNAISH foi precedida por v&aacute;rias discuss&otilde;es,   envolvendo diversos atores sociais, institui&ccedil;&otilde;es e entidades civis. O produto   dessas discuss&otilde;es foi submetido &agrave; Consulta P&uacute;blica no sentido de possibilitar   maior participa&ccedil;&atilde;o da sociedade em geral, mas &#150; diferentemente da Pol&iacute;tica   Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de Integral da Mulher &#150; n&atilde;o refletiu uma motiva&ccedil;&atilde;o do   campo do movimento social, uma vez que esta popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; reconhecida como   exclu&iacute;da ou prescindida socialmente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Contudo, apesar deste processo de constru&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica, os   significados de uma pol&iacute;tica de sa&uacute;de provocam interpreta&ccedil;&otilde;es diversas desde o   seu nascedouro, e as atribui&ccedil;&otilde;es de sentido dirigidas a elas nem sempre v&atilde;o   coincidir com seus reais prop&oacute;sitos. Essas interpreta&ccedil;&otilde;es, por sua vez, se   ancoram num conjunto de <i>habitus </i>&#150; entendido como um   conhecimento adquirido, um haver, um capital que indicam uma disposi&ccedil;&atilde;o incorporada<sup>13,14</sup> &#150; que serve de refer&ecirc;ncia para a representa&ccedil;&atilde;o dos agentes envolvidos na   implanta&ccedil;&atilde;o da PNAISH. Assim, ouvir as v&aacute;rias vozes e discursos que se   movimentam em torno do "fazer ver e fazer crer"<sup>13</sup> &eacute; vital para os   rumos da constru&ccedil;&atilde;o dessa Pol&iacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A partir dessa perspectiva, o presente artigo objetiva   analisar os sentidos atribu&iacute;dos &agrave; Pol&iacute;tica Nacional de Assist&ecirc;ncia Integral &agrave;   Sa&uacute;de do Homem por parte dos sujeitos sociais diretamente envolvidos na   implementa&ccedil;&atilde;o dessa Pol&iacute;tica. Busca-se identificar como uma pol&iacute;tica formulada   em n&iacute;vel nacional &eacute; significada nos contextos locais e como os diferentes   campos (pol&iacute;ticos, profissionais), suas regras e valores, reinterpretam esta   pol&iacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O resultado deste estudo pode tanto trazer um panorama do   qu&atilde;o os sentidos atribu&iacute;dos se aproximam ou se distanciam dos significados   oficialmente estabelecidos sobre a PNAISH, quanto subsidiar o monitoramento das   a&ccedil;&otilde;es de implanta&ccedil;&atilde;o dessa Pol&iacute;tica ancorado na negocia&ccedil;&atilde;o entre sentidos e   significados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Desenho   metodol&oacute;gico</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O   presente estudo &eacute; parte integrante de uma pesquisa maior, cujo objetivo foi   avaliar as a&ccedil;&otilde;es iniciais da implanta&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o   Integral &agrave; Sa&uacute;de do Homem (PNAISH), executada pelo Instituto Nacional de Sa&uacute;de   da Mulher, da Crian&ccedil;a e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF) da Funda&ccedil;&atilde;o   Oswaldo Cruz (FIOCRUZ)<sup>15</sup>, com recursos do Departamento de Ci&ecirc;ncia e   Tecnologia (DECIT) da Secretaria de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Insumos Estrat&eacute;gicos   (SCTIE) do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisa maior, aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica do mencionado   Instituto, teve como refer&ecirc;ncia metodol&oacute;gica a triangula&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos<sup>16,17</sup>,   articulando as abordagens epidemiol&oacute;gica e socioantropol&oacute;gica e utilizando as   t&eacute;cnicas de question&aacute;rio, narrativa, entrevista semiestruturada e observa&ccedil;&atilde;o   baseada em princ&iacute;pios etnogr&aacute;ficos, al&eacute;m de an&aacute;lise documental. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os question&aacute;rios foram voltados para os gestores das 27   unidades federadas e dos 26 munic&iacute;pios que iniciaram a implanta&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica.   As demais t&eacute;cnicas foram realizadas nos seguintes munic&iacute;pios selecionados e   representativos de cada macrorregi&atilde;o: Goi&acirc;nia (GO), Petrolina (PE), Rio Branco   (AC), Rio de Janeiro (RJ) e Joinville (SC).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste estudo, est&atilde;o sendo levadas em conta as t&eacute;cnicas de   narrativa e de entrevistas semiestruturadas, respectivamente com gestores e   profissionais de sa&uacute;de envolvidos diretamente na implanta&ccedil;&atilde;o da PNAISH. A   narrativa est&aacute; sendo entendida como uma forma na qual a experi&ecirc;ncia &eacute;   representada e recontada, sendo os eventos apresentados em uma ordem   significativa e coerente, possibilitando ao narrador perceber uma articula&ccedil;&atilde;o   entre presente, passado o futuro<sup>18</sup>. A t&eacute;cnica de produ&ccedil;&atilde;o das   narrativas baseou-se em Jovchelovitch e Bauer<sup>19</sup>. Com base nesses   autores, para o in&iacute;cio dos relatos, foi sugerido o seguinte t&oacute;pico inicial:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>N&oacute;s gostar&iacute;amos de resgatar o hist&oacute;rico das   atividades iniciais da implanta&ccedil;&atilde;o da PNAISH no seu munic&iacute;pio. Por isso,   pedimos a sua colabora&ccedil;&atilde;o para nos contar com detalhes como que essa Pol&iacute;tica   chegou aqui, quais foram as principais estrat&eacute;gias utilizadas para sua   implanta&ccedil;&atilde;o, e outros aspectos que voc&ecirc; julgue importante destacar</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave; entrevista semiestruturada &#150; aqui entendida como uma   conversa orientada por um roteiro de pesquisa &#150; foram contemplados os seguintes   aspectos: dados sociodemogr&aacute;ficos; trajet&oacute;ria profissional; capacita&ccedil;&atilde;o   profissional voltada para a sa&uacute;de do homem; demandas no servi&ccedil;o; implanta&ccedil;&atilde;o da   PNAISH no munic&iacute;pio e rela&ccedil;&atilde;o com a comunidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Inicialmente foi prevista a realiza&ccedil;&atilde;o de uma narrativa e   tr&ecirc;s entrevistas por munic&iacute;pio. Entretanto, com base nos princ&iacute;pios de amostra   qualitativa<sup>20</sup>, foi inclu&iacute;do um maior n&uacute;mero de depoimentos para se   chegar &agrave; satura&ccedil;&atilde;o dos dados. Assim, foram realizadas seis narrativas e 21   entrevistas semiestruturadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tanto nas narrativas quanto nas entrevistas, para o objetivo   deste estudo foram recortadas apenas as informa&ccedil;&otilde;es sobre a forma como a   Pol&iacute;tica &eacute; percebida por gestores e profissionais de sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essas informa&ccedil;&otilde;es recortadas das narrativas e das entrevistas   foram trabalhadas a partir do M&eacute;todo de Interpreta&ccedil;&atilde;o de Sentidos<sup>21</sup>.   Esse m&eacute;todo baseia-se em princ&iacute;pios hermen&ecirc;utico-dial&eacute;ticos que buscam   interpretar o contexto, as raz&otilde;es e as l&oacute;gicas de falas, a&ccedil;&otilde;es e interrela&ccedil;&otilde;es   entre grupos e institui&ccedil;&otilde;es. Na trajet&oacute;ria anal&iacute;tico-interpretativa dos textos   foram percorridos os seguintes passos: (a) leitura compreensiva,   com vistas &agrave; impregna&ccedil;&atilde;o, &agrave; vis&atilde;o de conjunto e &agrave; apreens&atilde;o das   particularidades do material da pesquisa; (b) identifica&ccedil;&atilde;o e recorte tem&aacute;tico   que emergem dos depoimentos; (c) identifica&ccedil;&atilde;o e problematiza&ccedil;&atilde;o das ideias   expl&iacute;citas e impl&iacute;citas nos depoimentos; (d) busca de sentidos mais amplos   (socioculturais), subjacentes &agrave;s falas dos sujeitos da pesquisa; (e) di&aacute;logo   entre as ideias problematizadas, informa&ccedil;&otilde;es provenientes de outros estudos   acerca do assunto e o referencial te&oacute;rico do estudo; e (f) elabora&ccedil;&atilde;o de   s&iacute;ntese interpretativa, procurando articular objetivo do estudo, base te&oacute;rica   adotada e dados emp&iacute;ricos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o dos sujeitos</b> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em   rela&ccedil;&atilde;o aos seis sujeitos das narrativas, optou-se por n&atilde;o descrever as suas   caracter&iacute;sticas para que n&atilde;o fossem identificados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto   aos 21 sujeitos entrevistados, observa-se que &#150; em termos sociodemogr&aacute;ficos &#150;   h&aacute; predom&iacute;nio de profissionais casados e situados na faixa et&aacute;ria de 40 a 49   anos (<a href="#tab01">Tabela 1</a>). </font></p>     <p><a name="tab01" id="tab01"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/csc/v17n10/a08tab01.jpg"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os   entrevistados t&ecirc;m, em sua maior parte, forma&ccedil;&atilde;o em cursos da sa&uacute;de: dez s&atilde;o   enfermeiros/as, seis s&atilde;o m&eacute;dicos/as, uma &eacute; psic&oacute;loga e tr&ecirc;s s&atilde;o assistentes   sociais (em uma entrevista, n&atilde;o foi poss&iacute;vel identificar a forma&ccedil;&atilde;o). Dos 21   entrevistados, 12 t&ecirc;m curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o <i>lato sensu</i>, com curso de especializa&ccedil;&atilde;o, sendo que   destes 12, um j&aacute; concluiu tamb&eacute;m curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o <i>stricto sensu</i>, com mestrado, e um est&aacute;   cursando. Dos entrevistados com especializa&ccedil;&atilde;o, salienta-se que quatro deles   t&ecirc;m especializa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica e dois em Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. Dos seis   m&eacute;dicos entrevistados, cinco mencionaram curso de especializa&ccedil;&atilde;o, alguns   acumulando mais de uma especialidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Apresenta&ccedil;&atilde;o e discuss&atilde;o dos resultados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para os sujeitos da pesquisa, a PNAISH assume diferentes   sentidos. Inicialmente, faz-se necess&aacute;rio observar que, em muitos casos,   evidencia-se a pouca ou nenhuma familiaridade dos entrevistados com a Pol&iacute;tica.   Alguns sujeitos discorrem sobre diversos assuntos, mas n&atilde;o falam de qualquer   aspecto ou dimens&atilde;o da Pol&iacute;tica. Outros explicitam que nunca leram qualquer   documento referente ao assunto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Entre aqueles que possu&iacute;am alguma informa&ccedil;&atilde;o acerca da   Pol&iacute;tica, em geral ela &eacute; percebida com certa positividade. Isso necessariamente   n&atilde;o anula a ampla polissemia que atravessa a discuss&atilde;o, nem algumas cr&iacute;ticas a   ela dirigidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos sentidos atribu&iacute;dos &agrave; Pol&iacute;tica &eacute; o que a v&ecirc; como uma   aten&ccedil;&atilde;o integral que norteia a&ccedil;&otilde;es para abordar os homens   como um todo, envolvendo o &acirc;mbito da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria. Nessa concep&ccedil;&atilde;o, as   a&ccedil;&otilde;es envolveriam outras dimens&otilde;es al&eacute;m da cl&iacute;nica m&eacute;dica para que n&atilde;o s&oacute;   voltasse para doen&ccedil;as, mas avan&ccedil;asse na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de em geral. A   integralidade, um dos princ&iacute;pios do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), pode ser   concebida a partir de quatro eixos: <i>eixo das necessidades</i> (relacionado &agrave; aten&ccedil;&atilde;o ampliada &agrave;s demandas de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de, sem se   restringir &agrave; doen&ccedil;a e sem dela se descuidar); <i>eixo das finalidades</i> (referente &agrave; integra&ccedil;&atilde;o entre promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de, preven&ccedil;&atilde;o de agravos,   tratamento de doen&ccedil;as e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de/reinser&ccedil;&atilde;o social); <i>eixo das     articula&ccedil;&otilde;es </i>(relacionado &agrave; ado&ccedil;&atilde;o da interdisciplinaridade,   da multiprofissionalidade e da intersetoralidade na aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de) e <i>eixos das     intera&ccedil;&otilde;es </i>(referente &agrave;s intera&ccedil;&otilde;es intersubjetivas entre os part&iacute;cipes   da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de)<sup>22</sup>. O sentido aqui atribu&iacute;do pelos sujeitos &agrave;   PNAISH refere-se &#150; direta ou indiretamente &#150; a esses eixos. Ainda que esse   sentido possa se esbo&ccedil;ar mais no campo do que &eacute; idealmente concebido do que no   &acirc;mbito das a&ccedil;&otilde;es do cotidiano, observa-se que um ganho positivo da implanta&ccedil;&atilde;o   que &eacute; a identifica&ccedil;&atilde;o do significado da sa&uacute;de ampliada que a Pol&iacute;tica deseja   imprimir.&nbsp;&nbsp; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro   sentido recorrente nos depoimentos &eacute; o que percebe a PNAISH como algo   epis&oacute;dico. Nesse sentido, s&atilde;o citados v&aacute;rios eventos, tais como: "Dia da Sa&uacute;de   do Homem", "Semana do Homem", "Dia dos Pais", pain&eacute;is com especialistas,   divulga&ccedil;&otilde;es nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o local, distribui&ccedil;&atilde;o de folders, dentre   outros. Essas a&ccedil;&otilde;es epis&oacute;dicas s&atilde;o direcionadas tanto &agrave; popula&ccedil;&atilde;o masculina,   visando estimular os homens a buscarem informa&ccedil;&otilde;es e atendimento nos servi&ccedil;os   de sa&uacute;de, como aos profissionais de sa&uacute;de visando sensibiliz&aacute;-los para a   tem&aacute;tica. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns desses eventos expressam o car&aacute;ter epis&oacute;dico de algo   que n&atilde;o faz parte de um cotidiano e sim que foi criado especificamente para se   implantar a Pol&iacute;tica. Em muitos casos, n&atilde;o se explicita o desdobramento desses   momentos demarcadores. Pode ter sido tanto um ponto de partida para um processo   de trabalho com segmentos masculinos, quanto mais um evento no conjunto das   a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de dos munic&iacute;pios. Alguns profissionais consideram os eventos em si   como insuficientes para implanta&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em   um dos munic&iacute;pios estudados, a gest&atilde;o promoveu a Semana do Homem, que envolvia   um concurso entre as equipes. Contudo, estas foram informadas da Semana com   poucos dias de anteced&ecirc;ncia, n&atilde;o receberam qualquer capacita&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica   sobre a PNAISH e tinham de elaborar a&ccedil;&otilde;es para aquela semana, sem que houvesse   uma coordena&ccedil;&atilde;o central ou que fossem enviados maiores recursos para a   realiza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es. Algumas equipes ampliaram o hor&aacute;rio de atendimento   durante alguns dias, outras elaboraram esquetes de teatro na comunidade,   enquanto outras ainda aplicaram uma enquete junto a homens que estavam nas   proximidades da unidade de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vale   observar que a promo&ccedil;&atilde;o de alguns eventos &#150; como a Semana do Homem ou uma   campanha ampla de divulga&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica &#150; ocorreram pouco antes da ida dos   pesquisadores a campo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O   sentido epis&oacute;dico da PNAISH pode ser visto como um reflexo do senso comum   acerca da implanta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas que se reduz a eventos e n&atilde;o ao planejamento   e desenvolvimento de processos. Em alguns depoimentos, observa-se uma cr&iacute;tica a   essa pr&aacute;tica. Mas n&atilde;o se pode dizer que o fato de se mencionar eventos seja um   reducionismo. Os eventos evocados em narrativas podem servir de marcos   necess&aacute;rios para a organiza&ccedil;&atilde;o temporal e a reconstitui&ccedil;&atilde;o de enredos das experi&ecirc;ncias   vivenciadas pelos sujeitos e pelos grupos sociais<sup>18,23</sup>. Assim, as   referencias temporais tanto podem servir de marcos para a produ&ccedil;&atilde;o das   narrativas, como podem simbolicamente servir de s&iacute;ntese identit&aacute;ria do que se   concebe em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Pol&iacute;tica.&nbsp; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro   sentido que circula em alguns depoimentos &eacute; o de uma pol&iacute;tica reduzida a   problemas urol&oacute;gicos, mais especificamente ao c&acirc;ncer prost&aacute;tico, em detrimento   de outros problemas que prejudicam a sa&uacute;de e a qualidade de vida dos homens.   Como observa um m&eacute;dico, a Pol&iacute;tica n&atilde;o tem um <i>calcanhar de Aquiles </i>e sim <i>uma pr&oacute;stata de Aquiles. </i>Alguns entrevistados   expressam uma vis&atilde;o cr&iacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o a isso, observando que tal redu&ccedil;&atilde;o vai &agrave;   contram&atilde;o daquilo que &eacute; preconizado na Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica &#150; um trabalho em preven&ccedil;&atilde;o,   promo&ccedil;&atilde;o e um atendimento integral. Outros observam que uma aten&ccedil;&atilde;o por parte   do urologista n&atilde;o &eacute; vi&aacute;vel em alguns lugares por causa da escassez desse   profissional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A redu&ccedil;&atilde;o a aspectos urol&oacute;gicos se explica em parte pelo fato   do surgimento da PNAISH se associar tanto a campanhas espec&iacute;ficas produzidas   pela Sociedade Brasileira de Urologia antes do lan&ccedil;amento da Pol&iacute;tica, quanto a   a&ccedil;&otilde;es gerais dessa sociedade no sentido de tornar a especialidade m&eacute;dica em   quest&atilde;o protagonista das a&ccedil;&otilde;es voltadas para a resolu&ccedil;&atilde;o de problemas de sa&uacute;de   p&uacute;blica relacionados &agrave; popula&ccedil;&atilde;o masculina<sup>24</sup>.&nbsp; &Eacute; poss&iacute;vel   considerar, ainda, que tal centralidade possa ocorrer tamb&eacute;m pelo destaque que   o Plano Nacional da Implanta&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica deu a esse agravo na defini&ccedil;&atilde;o de   suas metas iniciais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa redu&ccedil;&atilde;o identificada pelos profissionais da sa&uacute;de pode   ainda, atrav&eacute;s de uma associa&ccedil;&atilde;o simb&oacute;lica, invisibilizar outros agravos &agrave;   sa&uacute;de masculina que n&atilde;o aqueles diretamente relacionados ao aparelho genital   masculino. Problemas no sistema circulat&oacute;rio, por exemplo, podem n&atilde;o ser   percebidos como parte do que se denomina sa&uacute;de do homem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Eleger o c&acirc;ncer de pr&oacute;stata e a disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;til como os   problemas centrais da sa&uacute;de do homem n&atilde;o s&oacute; corre o risco de se deslocar o foco   de outros grandes problemas que comprometem essa sa&uacute;de, como &eacute; o caso da   viol&ecirc;ncia, como tamb&eacute;m se reduz a sexualidade masculina &agrave; doen&ccedil;a, sem levar em   conta a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Al&eacute;m de contribuir para o avan&ccedil;o da   medicaliza&ccedil;&atilde;o do corpo masculino, em especial no que tange &agrave; sua sexualidade,   fato esse iniciado na luta contra a s&iacute;filis, encontra na impot&ecirc;ncia sexual um   terreno f&eacute;rtil<sup>24</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por sua vez, a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de como conceito norteador   fundamental da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF) pode tanto possibilitar a   valoriza&ccedil;&atilde;o das microculturas locais e caminhar em dire&ccedil;&atilde;o &agrave; autonomia dos   sujeitos, quanto ser empregada como estrat&eacute;gia para conduzir indiv&iacute;duos a   assumirem individualmente a responsabilidade por sua sa&uacute;de, depende da forma   como ela &eacute; entendida e praticada<sup>25</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nessa dire&ccedil;&atilde;o, Gaudenzi e Ortega<sup>26</sup> afirmam que o   incentivo do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de a pol&iacute;ticas que se baseiam em uma vis&atilde;o   ampliada de sa&uacute;de, que valorizam a autonomia e as formas de corresponsabilidade   solid&aacute;ria &#150; como &eacute; o caso da Estrat&eacute;gia de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF) &#150; cria a   possibilidade da realiza&ccedil;&atilde;o de uma aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de desmedicalizante, que   permite uma maior express&atilde;o de pequenos movimentos em prol do resgate da   autonomia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Cabe ressaltar que a PNAISH nasce em seus prop&oacute;sitos   discursivos alinhada com a Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica, intentando   construir mecanismos de fortalecimento e qualifica&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria,   privilegiando a ESF e o di&aacute;logo intersetorial e com coletivos diversos da   sociedade organizada, pretendendo promover interven&ccedil;&otilde;es sist&ecirc;micas que abranjam   inclusive as determina&ccedil;&otilde;es sociais sobre a sa&uacute;de e a doen&ccedil;a, para al&eacute;m da   ado&ccedil;&atilde;o de medidas m&eacute;dico biol&oacute;gicas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A "pr&oacute;stata de Aquiles" no in&iacute;cio da implanta&ccedil;&atilde;o da PNAISH   representa um desafio importante para "fazer ver e fazer crer" tal constru&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por &uacute;ltimo, destaca-se o sentido que se atribui &agrave; Pol&iacute;tica   como algo vago que traz mais tarefas para os profissionais de sa&uacute;de, n&atilde;o se   percebendo como trazer os homens para os servi&ccedil;os, nem como desenvolver um   olhar diferenciado para o atendimento masculino. Nesse sentido, a sa&uacute;de do   homem representa sempre uma atividade a mais que o profissional assume na   unidade, al&eacute;m daquelas com as quais j&aacute; se encontra envolvido. Assim, a chegada   de uma nova pol&iacute;tica causa uma preocupa&ccedil;&atilde;o por parte dos profissionais em ter   que cumprir uma nova tarefa, em meio &agrave;s dificuldades do sistema municipal que   nem sempre consegue atender &agrave;s demandas existentes. Junto a essa preocupa&ccedil;&atilde;o,   os depoimentos tamb&eacute;m revelam certa incompreens&atilde;o do que a PNAISH se prop&otilde;e. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra hip&oacute;tese explicativa que pode ser creditada ao fato de   a Pol&iacute;tica ser vaga se refere ao fato de os seus princ&iacute;pios n&atilde;o terem as   adequadas ancoragens na forma&ccedil;&atilde;o de alguns profissionais de sa&uacute;de. Aprendizagens   baseadas &uacute;nica e exclusivamente em semiologias e semiot&eacute;cnicas que operam na   &oacute;tica biom&eacute;dica nem sempre s&atilde;o capazes de habilitar profissionais para lidar   com a sa&uacute;de ampliada, nem com seres generificados. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Alguns sentidos atribu&iacute;dos &agrave; Pol&iacute;tica podem ser interpretados   como uma resist&ecirc;ncia por parte de alguns profissionais. Talvez, resistam com   receio de mais atividades diante da precariza&ccedil;&atilde;o de suas condi&ccedil;&otilde;es de trabalho.   Mas a resist&ecirc;ncia pode ser frente ao novo, por causa de um conjunto de <i>habitus</i> incorporado, que faz pensar, ver e agir nas mais variadas situa&ccedil;&otilde;es<sup>14</sup>.   Em outras palavras, talvez a resist&ecirc;ncia &agrave; aten&ccedil;&atilde;o integral da sa&uacute;de masculina   tamb&eacute;m se explique pelo fato de se lidar mais com a doen&ccedil;a do que com a sa&uacute;de,   se considerar mais a doen&ccedil;a do que o sujeito da doen&ccedil;a ou se relacionar   cuidados apenas a mulheres e crian&ccedil;as. Sinalizaria assim, a presen&ccedil;a de um   modelo de aten&ccedil;&atilde;o centrado na dimens&atilde;o org&acirc;nica do cuidado, e a exist&ecirc;ncia de   um olhar estereotipado de g&ecirc;nero que pode acarretar a (re) produ&ccedil;&atilde;o de   desigualdades entre homens e mulheres na assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outros sentidos tamb&eacute;m podem ser interpretados a partir da   l&oacute;gica do pensamento reflexivo, que &eacute; capaz de mobilizar um conjunto de saberes   te&oacute;ricos e metodol&oacute;gicos do campo das disposi&ccedil;&otilde;es para que se articulem o saber   e a vontade de compreender<sup>27</sup>. Assim, alguns profissionais &#150; ainda   que seja num plano ideal &#150; est&atilde;o buscando alternativas para se lidar com a   sa&uacute;de considerando as quest&otilde;es de g&ecirc;nero, nas quais os sujeitos da sa&uacute;de e da   doen&ccedil;a sejam vistos a partir das especificidades femininas e masculinas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A PNAISH coloca o homem como categoria   central das a&ccedil;&otilde;es. A qual, por sua vez, evoca, como j&aacute; demonstrado acima, um   conjunto de sentidos que remetem a experi&ecirc;ncias anteriores, mas tamb&eacute;m a   pertencimentos de diferentes campos sociais, particularmente a diferentes   posi&ccedil;&otilde;es nos campos da sa&uacute;de e pol&iacute;tico<sup>11,14</sup>. &Eacute; neste sentido que,   na perspectiva de alguns entrevistados, a Pol&iacute;tica privilegia algumas   especialidades que tradicionalmente det&eacute;m o poder/fazer<sup>28-30</sup> sobre a   sa&uacute;de do homem, como a urologia, ou ainda se constitui em <i>algo     epis&oacute;dico</i>, onde os &ocirc;nus recaem sobre aqueles que se encontram numa   posi&ccedil;&atilde;o desprivilegiada (os profissionais da sa&uacute;de) e os b&ocirc;nus s&atilde;o usufru&iacute;dos   pelo grupo que se encontra na posi&ccedil;&atilde;o hierarquicamente superior no campo   pol&iacute;tico (pol&iacute;ticos e gestores). J&aacute; para outros entrevistados, a categoria   homem &eacute; apenas um dos elementos que comp&otilde;e a <i>aten&ccedil;&atilde;o integral</i> e,   portanto, j&aacute; deveria se encontrar sob a jurisdi&ccedil;&atilde;o e contemplada nas atividades   previstas para a aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de.&nbsp; Ou seja, trata-se de uma categoria   com peso igual a outras, tais como crian&ccedil;as, mulheres e idosos. Desta forma, os   sentidos atribu&iacute;dos &agrave; Pol&iacute;tica devem ser compreendidos no contexto profissional   e pol&iacute;tico no qual se inserem os sujeitos sociais implicados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es   finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os dados   analisados indicam a multiplicidade de sentidos que uma pol&iacute;tica p&uacute;blica   adquire quando s&atilde;o considerados os diferentes n&iacute;veis e atores sociais   envolvidos na implanta&ccedil;&atilde;o e execu&ccedil;&atilde;o desta pol&iacute;tica. S&atilde;o estes sentidos que   ir&atilde;o orientar as pr&aacute;ticas e a&ccedil;&otilde;es as desenvolvidas, raz&atilde;o pela qual sua   compreens&atilde;o &eacute; um elemento fundamental no monitoramento e na avalia&ccedil;&atilde;o da   pol&iacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A atribui&ccedil;&atilde;o de sentido, analisada no presente artigo, pode   sinalizar o engajamento do profissional com a Pol&iacute;tica. A PNAISH pode ser   percebida como epis&oacute;dica, eventual, tendo tamb&eacute;m um envolvimento tempor&aacute;rio e   ocasional do profissional; pode ser algo que pouco lhe diz respeito, sendo   relegada a outras especialidades; ou ainda, pode ser vista como desnecess&aacute;ria   na medida em que j&aacute; estaria contemplada nos princ&iacute;pios e diretrizes da aten&ccedil;&atilde;o   prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de; ou, compreendida como uma demanda a mais, e de dif&iacute;cil   realiza&ccedil;&atilde;o por encontrar barreiras nos mesmos impeditivos de outras pol&iacute;ticas   de sa&uacute;de, que tamb&eacute;m prescindem da inseparabilidade entre as pr&aacute;ticas de   aten&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o do cuidado para garantir a integralidade das a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esses contextos distintos devem ser considerados na   implanta&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica visando o engajamento dos diferentes profissionais   implicados de forma efetiva e continuada. Para isto &eacute; necess&aacute;rio que estes   profissionais reconhe&ccedil;am a sa&uacute;de do homem em suas pr&aacute;ticas cotidianas,   percebendo-se, desta forma, contemplados e implicados nas diretrizes da   Pol&iacute;tica. Isso envolve, dentre outros aspectos, a ressignifica&ccedil;&atilde;o de <i>habitus</i> para que   se promova uma aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de integral de homens numa perspectiva relacional   de g&ecirc;nero.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">R   Gomes, AF Leal, D Knauth e GS Nogueira da Silva participaram da pesquisa, da   an&aacute;lise e da reda&ccedil;&atilde;o final do manuscrito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os   autores agradecem &agrave; &Aacute;rea T&eacute;cnica da Sa&uacute;de do Homem, do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,   especialmente ao seu diretor, Eduardo Chakora, pelas inestim&aacute;veis   contribui&ccedil;&otilde;es, sem as quais a realiza&ccedil;&atilde;o desta pesquisa n&atilde;o teria sido   poss&iacute;vel.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Berger PL, Luckmann T. <i>Modernidade, pluralismo e   crise de sentido: a orienta&ccedil;&atilde;o do homem moderno</i>. Petr&oacute;polis: Vozes; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641401&pid=S1413-8123201200100000800001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Berger PL, Luckmann T. <i>A constru&ccedil;&atilde;o social da   realidade: tratado de sociologia do conhecimento</i>. Petr&oacute;polis, RJ: Vozes;   2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641403&pid=S1413-8123201200100000800002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Fernandes FMB, Ribeiro JM,   Moreira MR. Reflex&otilde;es sobre avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de sa&uacute;de no Brasil. <i>Cad. Saude Publica</i> 2011; 27(9):1667-1677.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641405&pid=S1413-8123201200100000800003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Guizardi FL, Cavalcanti   FOL. Por um mundo democr&aacute;tico produzido democraticamente (ou: o desafio da   produ&ccedil;&atilde;o do comum): contribui&ccedil;&otilde;es a partir da experi&ecirc;ncia do Sistema &Uacute;nico   Brasileiro. <i>Revista     Lugar Comum </i>2009;   27:103-123.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641407&pid=S1413-8123201200100000800004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Jullien F. <i>Tratado da efic&aacute;cia</i>. S&atilde;o Paulo: Editora 34;   1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641409&pid=S1413-8123201200100000800005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Singer M,   Castro A. Anthropology and Health Policy: A Critical Perspective. In: Castro A,   Singer M, editors. <i>Unhealthy Health Policy</i>: A Critical   Anthropological Examination. Walnut Creek: AltaMira Press; 2004. p. xi-xx.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641411&pid=S1413-8123201200100000800006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Manderson L,   Whiteford LM. Introduction: Health, Globalization, and the Fallacy of the Level   Playing Field. In: Whiteford LM, Manderson L, editors. <i>Global Health     Policy, Local Realities</i>: The Fallacy of the Level Playing Field.   Boulder: Lynne Rienner; 2000. p. 1-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641413&pid=S1413-8123201200100000800007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Fassin D.   Social Illegitimacy as a Foundation of Health Inequality: How the Political   Treatment of Immigrants Illuminates a French Paradox. In: Castro A, Singer M,   editors. <i>Unhealthy     Health Policy</i>: A Critical Anthropological Examination. Walnut Creek: AltaMira   Press; 2004. p. 203-214.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641415&pid=S1413-8123201200100000800008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Pfeiffer J.   International NGOs in the Mozambique Health Sector: The "Velvet Glove" of   Privatization. In: Castro A, Singer M, editors. <i>Unhealthy Health Policy</i>: A Critical   Anthropological Examination. Walnut Creek: AltaMira Press; 2004. p. 43-62.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641417&pid=S1413-8123201200100000800009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Lenoir R. Transformations   du familialisme et reconversions morales. <i>Actes de la recherche en sciences sociales</i> 1985; 59:3-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641419&pid=S1413-8123201200100000800010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Lenoir R. L'Etat et la   construction de la famille. <i>Actes de la recherche en sciences sociales</i> 1992; 91:20-37.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641421&pid=S1413-8123201200100000800011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Brasil. Minist&eacute;rio Da   Sa&uacute;de (MS). Secretaria De Aten&ccedil;&atilde;o &Agrave; Sa&uacute;de. Departamento De A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas   Estrat&eacute;gicas. <i>Pol&iacute;tica     Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o Integral &agrave; Sa&uacute;de do Homem</i>: Princ&iacute;pios e Diretrizes. Documento   apresentado &agrave; Comiss&atilde;o Intergestores Tripartite (CIT) com as contribui&ccedil;&otilde;es do   Grupo de Trabalho de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: MS; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641423&pid=S1413-8123201200100000800012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Bourdieu P. <i>O Poder Simb&oacute;lico</i>. Rio de Janeiro: Editora   Bertrand Russel; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641425&pid=S1413-8123201200100000800013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Bourdieu P. <i>Esbo&ccedil;o de uma teoria da   pr&aacute;tica</i>.   Oiras: Celta Editora; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641427&pid=S1413-8123201200100000800014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Gomes R, Leal AF, Lima   AMP, Knauth D, Moura ECD, Nogueira da Silva GS, Couto MT, Urdaneta M,   Figueiredo WDS. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o     das a&ccedil;&otilde;es iniciais da implanta&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica nacional de aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave;     sa&uacute;de do homem - Relat&oacute;rio Final</i>. Rio de Janeiro: IFF; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641429&pid=S1413-8123201200100000800015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Denzin NK. <i>The Research Act</i>: A Theoretical   Introduction to Sociological Methods. Chicago: Aldine Publishing Company; 1973.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641431&pid=S1413-8123201200100000800016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Minayo MCS, Assis SG,   Souza ER, editores. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o     por Triangula&ccedil;&atilde;o de M&eacute;todos</i>: abordagem de programas sociais. Rio de Janeiro: Fiocruz;   2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641433&pid=S1413-8123201200100000800017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Gomes R, Mendon&ccedil;a EA. A   representa&ccedil;&atilde;o e a experi&ecirc;ncia da doen&ccedil;a: princ&iacute;pios para a pesquisa qualitativa   em sa&uacute;de. In: Minayo MCS, Deslandes SF, editores. <i>Caminhos do Pensamento</i>: epistemologia e m&eacute;todo.   Rio de Janeiro: Fiocruz; 2002.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641435&pid=S1413-8123201200100000800018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Jovchelovitch S, Bauer MW.   Entrevista narrativa. In: Bauer MW, Gaskell G, editores. <i>Pesquisa qualitativa com     texto, imagem e som</i>:   um manual pr&aacute;tico. Petr&oacute;polis: Editora Vozes; 2002. p. 90-113.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641437&pid=S1413-8123201200100000800019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Minayo MCS. <i>O desafio do conhecimento</i>: pesquisa qualitativa em   sa&uacute;de<i>.</i> 8ª Edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo:   Hucitec; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641439&pid=S1413-8123201200100000800020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Gomes R, Souza ER, Minayo   MCS, Malaquias JV, Silva CFR. Organiza&ccedil;&atilde;o, processamento, an&aacute;lise e   interpreta&ccedil;&atilde;o de dados: o desafio da triangula&ccedil;&atilde;o. In: Minayo MCS, Assis SG,   Souza ER, editores. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o     por Triangula&ccedil;&atilde;o de M&eacute;todos</i>: abordagem de programas sociais. Rio de Janeiro: Fiocruz;   2005. p. 185-221.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641441&pid=S1413-8123201200100000800021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Ayres JRCM. Organiza&ccedil;&atilde;o   das a&ccedil;&otilde;es de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de: modelos e pr&aacute;ticas. <i>Sa&uacute;de e Sociedade</i> 2009; 18(Supl. 2):11-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641443&pid=S1413-8123201200100000800022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Good BJ. <i>Medicine, Rationality and   Experience</i>:   An Anthropological Perspective. Cambridge: Cambridge University Press; 1994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641445&pid=S1413-8123201200100000800023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Carrara S, Russo JA, Faro   L. A pol&iacute;tica de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de do homem no Brasil: os paradoxos da   medicaliza&ccedil;&atilde;o do corpo masculino. <i>Physis</i> 2009; 19(3): 659-678.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641447&pid=S1413-8123201200100000800024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Castiel LD. Promo&ccedil;&atilde;o de   sa&uacute;de e a sensibilidade epistemol&oacute;gica da categoria 'comunidade'. <i>Rev Saude Publica</i> 2004; 38(5):615-622.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641449&pid=S1413-8123201200100000800025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Gaudenzi P, Ortega F. O   estatuto da medicaliza&ccedil;&atilde;o e as interpreta&ccedil;&otilde;es de Ivan Illich e Michel Foucault   como ferramentas conceituais para o estudo da desmedicaliza&ccedil;&atilde;o. <i>Interface Comum Sa&uacute;de Educ </i>2012; 16(40):21-34.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641451&pid=S1413-8123201200100000800026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Bourdieu P. <i>A domina&ccedil;&atilde;o masculina</i>. Rio de Janeiro: Bertrand   Brasil; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641453&pid=S1413-8123201200100000800027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Foucault M. <i>Hist&oacute;ria da Sexualidade,   Volume 1: A Vontade de Saber</i>. 13ª Edi&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: GRAAL Editora; 1999.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641455&pid=S1413-8123201200100000800028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Foucault M. <i>Nascimento Da Biopolitica</i>. S&atilde;o Paulo: Martins   Fontes; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641457&pid=S1413-8123201200100000800029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Foucault M. <i>O Nascimento da Cl&iacute;nica</i>. 5ª edi&ccedil;&atilde;o. Rio de   Janeiro: Forense Universit&aacute;ria; 1998.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641459&pid=S1413-8123201200100000800030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo   apresentado em 10/06/2012<br />   Vers&atilde;o final apresentada em 28/06/2012</font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berger]]></surname>
<given-names><![CDATA[PL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Luckmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Modernidade, pluralismo e crise de sentido: a orientação do homem moderno]]></source>
<year>2004</year>
<publisher-loc><![CDATA[Petrópolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Vozes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Berger]]></surname>
<given-names><![CDATA[PL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Luckmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Petrópolis, RJ ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Vozes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fernandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[FMB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[JM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moreira]]></surname>
<given-names><![CDATA[MR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Reflexões sobre avaliação de políticas de saúde no Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Cad. Saude Publica]]></source>
<year>2011</year>
<volume>27</volume>
<numero>9</numero>
<issue>9</issue>
<page-range>1667-1677</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Guizardi]]></surname>
<given-names><![CDATA[FL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cavalcanti]]></surname>
<given-names><![CDATA[FOL]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Por um mundo democrático produzido democraticamente (ou: o desafio da produção do comum): contribuições a partir da experiência do Sistema Único Brasileiro]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Lugar Comum]]></source>
<year>2009</year>
<volume>27</volume>
<page-range>103-123</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jullien]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Tratado da eficácia]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora 34]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Singer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Anthropology and Health Policy: A Critical Perspective]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Singer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Unhealthy Health Policy: A Critical Anthropological Examination]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>xi-xx</page-range><publisher-loc><![CDATA[Walnut Creek ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[AltaMira Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Manderson]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Whiteford]]></surname>
<given-names><![CDATA[LM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Introduction: Health, Globalization, and the Fallacy of the Level Playing Field]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Whiteford]]></surname>
<given-names><![CDATA[LM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Manderson]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Global Health Policy, Local Realities: The Fallacy of the Level Playing Field]]></source>
<year>2000</year>
<page-range>1-19</page-range><publisher-loc><![CDATA[Boulder ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Lynne Rienner]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fassin]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Social Illegitimacy as a Foundation of Health Inequality: How the Political Treatment of Immigrants Illuminates a French Paradox]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Singer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Unhealthy Health Policy: A Critical Anthropological Examination]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>203-214</page-range><publisher-loc><![CDATA[Walnut Creek ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[AltaMira Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pfeiffer]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[International NGOs in the Mozambique Health Sector: The "Velvet Glove" of Privatization]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[A]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Singer]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Unhealthy Health Policy: A Critical Anthropological Examination]]></source>
<year>2004</year>
<page-range>43-62</page-range><publisher-loc><![CDATA[Walnut Creek ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[AltaMira Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lenoir]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[Transformations du familialisme et reconversions morales]]></article-title>
<source><![CDATA[Actes de la recherche en sciences sociales]]></source>
<year>1985</year>
<volume>59</volume>
<page-range>3-47</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Lenoir]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="fr"><![CDATA[L'Etat et la construction de la famille]]></article-title>
<source><![CDATA[Actes de la recherche en sciences sociales]]></source>
<year>1992</year>
<volume>91</volume>
<page-range>20-37</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Brasil^dMinistério Da Saúde (MS). Secretaria De Atenção À Saúde. Departamento De Ações Programáticas Estratégicas</collab>
<source><![CDATA[Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem: Princípios e Diretrizes. Documento apresentado à Comissão Intergestores Tripartite (CIT) com as contribuições do Grupo de Trabalho de Atenção à Saúde]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[MS]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bourdieu]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Poder Simbólico]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Bertrand Russel]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bourdieu]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Esboço de uma teoria da prática]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Oiras ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Celta Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Leal]]></surname>
<given-names><![CDATA[AF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lima]]></surname>
<given-names><![CDATA[AMP]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Knauth]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Moura]]></surname>
<given-names><![CDATA[ECD]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Nogueira da Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[GS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Couto]]></surname>
<given-names><![CDATA[MT]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Urdaneta]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Figueiredo]]></surname>
<given-names><![CDATA[WDS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação das ações iniciais da implantação da política nacional de atenção integral à saúde do homem - Relatório Final]]></source>
<year>2012</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[IFF]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Denzin]]></surname>
<given-names><![CDATA[NK]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[The Research Act: A Theoretical Introduction to Sociological Methods]]></source>
<year>1973</year>
<publisher-loc><![CDATA[Chicago ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Aldine Publishing Company]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Minayo]]></surname>
<given-names><![CDATA[MCS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Assis]]></surname>
<given-names><![CDATA[SG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[ER]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação por Triangulação de Métodos: abordagem de programas sociais]]></source>
<year>2005</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fiocruz]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mendonça]]></surname>
<given-names><![CDATA[EA]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A representação e a experiência da doença: princípios para a pesquisa qualitativa em saúde]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Minayo]]></surname>
<given-names><![CDATA[MCS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Deslandes]]></surname>
<given-names><![CDATA[SF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Caminhos do Pensamento: epistemologia e método]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fiocruz]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Jovchelovitch]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bauer]]></surname>
<given-names><![CDATA[MW]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Entrevista narrativa]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Bauer]]></surname>
<given-names><![CDATA[MW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gaskell]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático]]></source>
<year>2002</year>
<page-range>90-113</page-range><publisher-loc><![CDATA[Petrópolis ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Editora Vozes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Minayo]]></surname>
<given-names><![CDATA[MCS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde]]></source>
<year>2004</year>
<edition>8</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Hucitec]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gomes]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[ER]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Minayo]]></surname>
<given-names><![CDATA[MCS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Malaquias]]></surname>
<given-names><![CDATA[JV]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Silva]]></surname>
<given-names><![CDATA[CFR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Organização, processamento, análise e interpretação de dados: o desafio da triangulação]]></article-title>
<person-group person-group-type="editor">
<name>
<surname><![CDATA[Minayo]]></surname>
<given-names><![CDATA[MCS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Assis]]></surname>
<given-names><![CDATA[SG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[ER]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Avaliação por Triangulação de Métodos: abordagem de programas sociais]]></source>
<year>2005</year>
<page-range>185-221</page-range><publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Fiocruz]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Ayres]]></surname>
<given-names><![CDATA[JRCM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Organização das ações de atenção à saúde: modelos e práticas]]></article-title>
<source><![CDATA[Saúde e Sociedade]]></source>
<year>2009</year>
<volume>18</volume>
<numero>Supl. 2</numero>
<issue>Supl. 2</issue>
<page-range>11-23</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Good]]></surname>
<given-names><![CDATA[BJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Medicine, Rationality and Experience: An Anthropological Perspective]]></source>
<year>1994</year>
<publisher-loc><![CDATA[Cambridge ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Cambridge University Press]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carrara]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Russo]]></surname>
<given-names><![CDATA[JA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Faro]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A política de atenção à saúde do homem no Brasil: os paradoxos da medicalização do corpo masculino]]></article-title>
<source><![CDATA[Physis]]></source>
<year>2009</year>
<volume>19</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>659-678</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Castiel]]></surname>
<given-names><![CDATA[LD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Promoção de saúde e a sensibilidade epistemológica da categoria 'comunidade']]></article-title>
<source><![CDATA[Rev Saude Publica]]></source>
<year>2004</year>
<volume>38</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>615-622</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B26">
<label>26</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Gaudenzi]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ortega]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O estatuto da medicalização e as interpretações de Ivan Illich e Michel Foucault como ferramentas conceituais para o estudo da desmedicalização]]></article-title>
<source><![CDATA[Interface Comum Saúde Educ]]></source>
<year>2012</year>
<volume>16</volume>
<numero>40</numero>
<issue>40</issue>
<page-range>21-34</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B27">
<label>27</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Bourdieu]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[A dominação masculina]]></source>
<year>1999</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Bertrand Brasil]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B28">
<label>28</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Foucault]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[História da Sexualidade, Volume 1: A Vontade de Saber]]></source>
<year>1999</year>
<edition>13</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[GRAAL Editora]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B29">
<label>29</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Foucault]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Nascimento Da Biopolitica]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Martins Fontes]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B30">
<label>30</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Foucault]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Nascimento da Clínica]]></source>
<year>1998</year>
<edition>5</edition>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Forense Universitária]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
