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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A visão dos profissionais sobre a presença e as demandas dos homens nos serviços de saúde: perspectivas para a análise da implantação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In 2009, the Brazilian Comprehensive Healthcare Policy for Men (PNAISH) was launched in Brazil, seeking to reduce morbidity and mortality in this population group. This article strives to analyze the conceptions that health professionals have about the specific demands and behaviors of the male population served by the healthcare services. The data analyzed are part of a larger research project, the objective of which was to evaluate the initial actions of the implementation of PNAISH. Ethnographic observations in 11 health services and semi-structured interviews were conducted with 21 health professionals. From the perspective of health professionals, the presence of men in the healthcare services is still limited. According to them, it is comprised of two types of clients: workers and the elderly. The male behavior characteristics - haste, objectivity, fear and resistance - and the difficulty faced by health services in receiving this population are the main factors that drive men away from health services. Although the concept of gender is central to PNAISH, it is only triggered by healthcare professionals in order to justify the social standards expected in terms of men's behavior. The attribution of men's behavior to cultural factors ultimately obscures the relations of power that underlie gender relations.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b> ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>A vis&atilde;o dos   profissionais sobre a presen&ccedil;a e as   demandas dos homens nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de: perspectivas   para a an&aacute;lise da implanta&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica   Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o Integral &agrave; Sa&uacute;de do Homem</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>The standpoint of professionals on the presence   and demands of men on the healthcare services: perspectives for the analysis of   the implementation of the Comprehensive Healthcare Policy for Men</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Daniela   Riva Knauth<sup>I</sup>;  M&aacute;rcia   Thereza Couto<sup>II</sup>;  Wagner   dos Santos Figueiredo<sup>III</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Departamento de Medicina   Social, Faculdade de Medicina, Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Rua   Ramiro Barcelos 2400, Agronomia. 90035-003&nbsp; Porto Alegre&nbsp; RS. <a href="mailto:daniela.knauth@gmail.com">daniela.knauth@gmail.com</a><br />   <sup>II</sup>Departamento de Medicina   Preventiva, Faculdade de Medicina, Universidade de S&atilde;o Paulo<br />   <sup>III</sup>Departamento de Medicina,   Centro de Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e da Sa&uacute;de, Universidade Federal de S&atilde;o Carlos</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em 2009 &eacute;   lan&ccedil;ada, no Brasil, a Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o Integral &agrave; Sa&uacute;de do Homem   (PNAISH), que tem por objetivo reduzir a morbimortalidade deste grupo   populacional. O presente artigo tem por objetivo analisar as concep&ccedil;&otilde;es que os   profissionais da sa&uacute;de possuem sobre as demandas e os comportamentos   espec&iacute;ficos da popula&ccedil;&atilde;o masculina atendida nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Os dados   analisados s&atilde;o parte de uma pesquisa maior, cujo objetivo foi avaliar as a&ccedil;&otilde;es   iniciais da implanta&ccedil;&atilde;o da PNAISH. Foram realizadas observa&ccedil;&otilde;es etnogr&aacute;ficas em   11 servi&ccedil;os de sa&uacute;de e entrevistas semiestruturadas com 21 profissionais de   sa&uacute;de. Na perspectiva destes, a presen&ccedil;a dos homens nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de &eacute;   ainda bastante limitada, sendo constitu&iacute;da, por dois tipos de clientela:   trabalhadores e idosos. As caracter&iacute;sticas do comportamento masculino - a   pressa, objetividade, medo e resist&ecirc;ncia -, e a dificuldade dos servi&ccedil;os em   acolher esta popula&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o os principais fatores que afastam os homens dos   servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Apesar do conceito de g&ecirc;nero se encontrar no centro da   PNAISH, este &eacute; acionado pelos profissionais de sa&uacute;de apenas no sentido de   justificar os padr&otilde;es socialmente esperados em termos do comportamento dos   homens. A atribui&ccedil;&atilde;o do comportamento dos homens a fatores culturais acaba por   ocultar as rela&ccedil;&otilde;es de poder que permeiam as rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:&nbsp; </b><i>Sa&uacute;de   do homem, G&ecirc;nero e sa&uacute;de, Pol&iacute;tica de sa&uacute;de</i></font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">In 2009, the Brazilian Comprehensive Healthcare   Policy for Men (PNAISH) was launched in Brazil, seeking to reduce morbidity and   mortality in this population group. This article strives to analyze the   conceptions that health professionals have about the specific demands and   behaviors of the male population served by the healthcare services. The data   analyzed are part of a larger research project, the objective of which was to   evaluate the initial actions of the implementation of PNAISH. Ethnographic   observations in 11 health services and semi-structured interviews were   conducted with 21 health professionals. From the perspective of health   professionals, the presence of men in the healthcare services is still limited.   According to them, it is comprised of two types of clients: workers and the   elderly. The male behavior characteristics &#150; haste, objectivity, fear and   resistance &#150; and the difficulty faced by health services in receiving this   population are the main factors that drive men away from health services.   Although the concept of gender is central to PNAISH, it is only triggered by   healthcare professionals in order to justify the social standards expected in   terms of men's behavior. The attribution of men's behavior to cultural factors   ultimately obscures the relations of power that underlie gender relations.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:&nbsp; </b><i>Men's health, Gender and health, Health policy</i> </font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No   Brasil, historicamente, as pol&iacute;ticas de sa&uacute;de privilegiaram a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de   materno-infantil. Este privil&eacute;gio foi alvo de cr&iacute;ticas por parte do movimento   feminista que, no final da d&eacute;cada de 70, passou a demandar a amplia&ccedil;&atilde;o das   a&ccedil;&otilde;es governamentais no que concerne &agrave; sa&uacute;de da mulher, bem como se contrapor   ao modelo dominante por meio da discuss&atilde;o sobre as implica&ccedil;&otilde;es dos padr&otilde;es de   g&ecirc;nero para a sa&uacute;de. Como fruto deste debate foi lan&ccedil;ado, em 1983, o Programa   de Assist&ecirc;ncia Integral &agrave; Sa&uacute;de da Mulher (PAISM) que representou um grande   marco na esfera das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas voltadas &agrave; sa&uacute;de da mulher, incluindo   entre suas a&ccedil;&otilde;es o planejamento familiar<sup>1</sup>. O Programa partia de uma   cr&iacute;tica &agrave; vis&atilde;o grav&iacute;dica-puerperal dominante nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de sobre as   mulheres e preconizava uma assist&ecirc;ncia integral. O conceito de integralidade,   que era um dos eixos centrais do Programa, implicava, por sua vez, numa nova   postura dos profissionais da sa&uacute;de que deveriam contemplar pr&aacute;ticas educativas   em todas as a&ccedil;&otilde;es visando proporcionar &agrave;s mulheres o controle sobre sua sa&uacute;de<sup>2-4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Vinte anos ap&oacute;s o lan&ccedil;amento do PAISM e mediante a sua   implanta&ccedil;&atilde;o deficit&aacute;ria em &acirc;mbito nacional, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de lan&ccedil;ou, em   2004, a Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o Integral &agrave; Sa&uacute;de da Mulher (PNAISM), colocando   a sa&uacute;de da mulher como prioridade<sup>5</sup>. A amplia&ccedil;&atilde;o da perspectiva sobre   a sa&uacute;de da mulher da PNAISM teve pouco impacto na inclus&atilde;o dos homens, mesmo   nas a&ccedil;&otilde;es vinculadas ao planejamento familiar, nas linhas de cuidado dos   servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Considerando-se que o desenvolvimento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas   orientadas pela perspectiva de g&ecirc;nero v&ecirc;m sendo incentivadas desde a   Confer&ecirc;ncia Internacional de Desenvolvimento do Cairo, em meados da d&eacute;cada de   1990, merece aten&ccedil;&atilde;o o fato de que, no campo da sa&uacute;de, no geral, os servi&ccedil;os   ampliaram suas a&ccedil;&otilde;es at&eacute; ent&atilde;o restritas ao ciclo grav&iacute;dico-puerperal,   oferecendo programas de preven&ccedil;&atilde;o do c&acirc;ncer de colo uterino, contracep&ccedil;&atilde;o, mas   permaneceram voltados &agrave;s mulheres e crian&ccedil;as<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; s&oacute; em 2009 que o governo brasileiro lan&ccedil;a uma pol&iacute;tica   espec&iacute;fica para a popula&ccedil;&atilde;o masculina, a Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o Integral   &agrave; Sa&uacute;de do Homem (PNAISH)<sup>7</sup>. Esta pol&iacute;tica, segundo o documento   oficial, tem por objetivo reduzir a morbimortalidade dos homens por meio da   amplia&ccedil;&atilde;o e facilita&ccedil;&atilde;o do acesso e de a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o e assist&ecirc;ncia a este   grupo populacional. Segundo Carrara <i>et al.</i><sup>8</sup>, a   PNAISH vem sendo apontada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de como uma pol&iacute;tica p&uacute;blica de   vanguarda no cen&aacute;rio mundial, j&aacute; que seria a primeira na Am&eacute;rica Latina e a   segunda no continente americano, ap&oacute;s o Canad&aacute;. Na an&aacute;lise dos autores, embora   a perspectiva de g&ecirc;nero e os princ&iacute;pios da preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de se   fa&ccedil;am presentes no texto oficial da PNAISH, sobressai no documento a   centralidade no adoecimento, a focaliza&ccedil;&atilde;o na disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;til como problema de   sa&uacute;de p&uacute;blica e, em decorr&ecirc;ncia, s&atilde;o apontados os riscos da medicaliza&ccedil;&atilde;o do   corpo masculino. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar do retardo de uma a&ccedil;&atilde;o governamental privilegiando a   sa&uacute;de dos homens, desde a d&eacute;cada de 90 v&aacute;rios estudos j&aacute; sinalizavam para os   padr&otilde;es diferenciados de adoecimento e mortalidade de homens e mulheres. Al&eacute;m   das quest&otilde;es vinculadas ao trabalho, aspectos relacionados &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o e &agrave;   sexualidade, particularmente ap&oacute;s a epidemia do HIV/Aids, tamb&eacute;m passam a ser   objetos de pesquisas e interven&ccedil;&otilde;es<sup>9</sup>. Mais recentemente, se acresce   a tem&aacute;tica da viol&ecirc;ncia, visto que al&eacute;m de serem os principais atores da   viol&ecirc;ncia de g&ecirc;nero, os homens tamb&eacute;m s&atilde;o as principais v&iacute;timas da viol&ecirc;ncia   urbana<sup>10</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O direcionamento do olhar para a sa&uacute;de dos homens evidencia o   tipo, ou a aus&ecirc;ncia, de v&iacute;nculo destes com os servi&ccedil;os de sa&uacute;de. De acordo com   Figueiredo<sup>11</sup>, v&aacute;rias explica&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m sido fornecidas para a rela&ccedil;&atilde;o   dos homens com o servi&ccedil;o, atribuindo esta a caracter&iacute;sticas da conforma&ccedil;&atilde;o da   pr&oacute;pria masculinidade e/ou &agrave; estrutura dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. A aus&ecirc;ncia ou a   invisibilidade dos homens nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de sinaliza, segundo o autor, a   inadequa&ccedil;&atilde;o entre as necessidades e/ou expectativas de sa&uacute;de dos homens e a   estrutura e funcionamento dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, particularmente dos servi&ccedil;os   de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica &agrave; sa&uacute;de. N&atilde;o se trata, contudo, de responsabilizar os homens   ou os servi&ccedil;os de sa&uacute;de, mas de considerar a complexa rela&ccedil;&atilde;o que se   estabelecem entre ambos, tomando as particularidades de um e de outro<sup>11</sup>.   J&aacute; segundo Carrara <i>et al</i>.<sup>8</sup>, a resist&ecirc;ncia   masculina &agrave;s pol&iacute;ticas de sa&uacute;de deve-se, sobretudo, &agrave; posi&ccedil;&atilde;o que ocupam na   hierarquia de g&ecirc;nero sendo, antes, uma estrat&eacute;gia para a n&atilde;o equipara&ccedil;&atilde;o &agrave;s   mulheres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; dentro deste contexto que o presente artigo visa contribuir   para o aprofundamento da compreens&atilde;o das rela&ccedil;&otilde;es que se estabelecem, no &acirc;mbito   dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, entre profissionais e os usu&aacute;rios do sexo masculino. A   partir de uma pesquisa que focalizava a avalia&ccedil;&atilde;o da implanta&ccedil;&atilde;o da PNAISH, o   recorte aqui empreendido tem por objetivo analisar as concep&ccedil;&otilde;es que os   profissionais da sa&uacute;de possuem sobre as demandas e os comportamentos   espec&iacute;ficos da popula&ccedil;&atilde;o masculina atendida nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Entendemos   que este recorte de an&aacute;lise potencializa a compreens&atilde;o de barreiras   institucionais (servi&ccedil;os-usu&aacute;rios) e relacionais (profissionais-usu&aacute;rios) que   impactam no acolhimento das demandas masculinas nos servi&ccedil;os e no cuidado   integral oferecidos aos usu&aacute;rios; al&eacute;m do que aponta para limites e   potencialidades das a&ccedil;&otilde;es iniciais de implanta&ccedil;&atilde;o da PNAISH.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O   presente estudo &eacute; parte integrante de uma pesquisa maior, cujo objetivo foi   avaliar as a&ccedil;&otilde;es iniciais da implanta&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;tica Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o   Integral &agrave; Sa&uacute;de do Homem (PNAISH), executada pelo Instituto Nacional de Sa&uacute;de   da Mulher, da Crian&ccedil;a e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF) da Funda&ccedil;&atilde;o   Oswaldo Cruz (Fiocruz), com recursos do Departamento de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia   (DECIT) da Secretaria de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Insumos Estrat&eacute;gicos (SCTIE) do   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS)<sup>12</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pesquisa maior, aprovada pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica do mencionado   Instituto, foi norteada pelo estudo de caso, mais especificamente por um   conjunto de cinco casos, e teve como refer&ecirc;ncia metodol&oacute;gica a triangula&ccedil;&atilde;o de   m&eacute;todos<sup>13,14</sup>, articulando as abordagens epidemiol&oacute;gica e   socioantropol&oacute;gica e utilizando as t&eacute;cnicas de questio&shy;n&aacute;rio, narrativa,   entrevista semiestruturada e observa&ccedil;&atilde;o baseada em princ&iacute;pios etnogr&aacute;ficos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A sele&ccedil;&atilde;o dos cinco casos ocorreu, inicialmente, a partir da   an&aacute;lise dos Planos de A&ccedil;&atilde;o (PA) dos estados e munic&iacute;pios, al&eacute;m do Distrito   Federal, e, num segundo momento, pela an&aacute;lise dos dados de uma ficha de avalia&ccedil;&atilde;o   elaborada e enviada aos gestores municipais e ao gestor do Distrito Federal. Os   dados provenientes destes dois instrumentos foram cotejados e avaliados quanto   &agrave; coer&ecirc;ncia entre os resultados obtidos e as diretrizes da PNAISH e do Plano de   A&ccedil;&atilde;o Nacional (PAN)<sup>15</sup>. Ao final, foram selecionados os munic&iacute;pios:   Rio Branco/AC, Goi&acirc;nia/GO, Petrolina/PE, Rio de Janeiro/RJ e Joinville/SC,   resguardando-se a representatividade por Regi&atilde;o do Brasil, sendo um munic&iacute;pio   para cada Regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa nos munic&iacute;pios foi estruturada a   partir do contato com apoiadores locais, indicados pelos gestores municipais da   &aacute;rea de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de do homem. A partir deste contato pr&eacute;vio foram definidos:   servi&ccedil;os a serem investigados (segundo os crit&eacute;rios de ser refer&ecirc;ncia de   implanta&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave; sa&uacute;de do homem e estarem situados em diferentes   n&iacute;veis da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de); per&iacute;odo de realiza&ccedil;&atilde;o e a log&iacute;stica da pesquisa. Na   sequencia, equipes de pesquisadores experientes, treinados e supervisionados   por integrantes da coordena&ccedil;&atilde;o geral/nacional do projeto se deslocaram para os   cinco munic&iacute;pios e conduziram a pesquisa em uma semana, perfazendo 40 horas de   atividades de campo em cada munic&iacute;pio. A pesquisa ocorreu no m&ecirc;s de agosto de   2011 e todo o material emp&iacute;rico produzido foi devidamente gravado em &aacute;udio   (entrevistas) ou registrado em di&aacute;rios de campo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ao total foram pesquisados 11 servi&ccedil;os, sendo que destes oito   concentravam-se na Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica &agrave; Sa&uacute;de. Os demais eram de m&eacute;dia e alta   complexidade nos quais foram investigadas atividades/setores espec&iacute;ficos de   atendimento &agrave; popula&ccedil;&atilde;o masculina. Quanto &agrave;s observa&ccedil;&otilde;es diretas, o roteiro   norteador compreendeu diferentes dimens&otilde;es do contexto assistencial:   caracteriza&ccedil;&atilde;o geral dos servi&ccedil;os; caracter&iacute;sticas de organiza&ccedil;&atilde;o e   funcionamento da assist&ecirc;ncia geral e das a&ccedil;&otilde;es/atividades espec&iacute;ficas voltadas   &agrave; popula&ccedil;&atilde;o masculina de 20 a 59 anos; detalhamento da presen&ccedil;a dos homens nos   servi&ccedil;os e a rela&ccedil;&atilde;o destes com os profissionais no contexto assistencial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No   tocante &agrave;s entrevistas semiestruturadas, estas foram realizadas com 21   profissionais dos servi&ccedil;os investigados que atuavam na &aacute;rea da sa&uacute;de do homem   nas cinco regi&otilde;es do pa&iacute;s. Os entrevistados situam-se, em sua maior parte, na   faixa et&aacute;ria de 40 a 49 anos, s&atilde;o casados e predominantemente t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o em   cursos da sa&uacute;de (enfermagem, medicina, psicologia e servi&ccedil;o social). Merece   destaque o fato de que mais da metade (12) tem curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o <i>lato sensu</i>. Muitos   t&ecirc;m mais de um v&iacute;nculo empregat&iacute;cio: v&aacute;rios m&eacute;dicos atuam na rede p&uacute;blica e   como docentes ou preceptores em universidades; h&aacute; os que mant&ecirc;m consult&oacute;rio   privado ou atuam em empresas privadas. H&aacute; ainda m&eacute;dicos e enfermeiros que   trabalham em mais de um servi&ccedil;o p&uacute;blico &#150; estadual e municipal, ou na rede   b&aacute;sica e em hospitais p&uacute;blicos. Muitos profissionais t&ecirc;m alguma flexibilidade   de hor&aacute;rio em um servi&ccedil;o p&uacute;blico e, assim, conseguem atuar em outros locais. Os   entrevistados acumulam horas semanais de trabalho em busca de maiores   rendimentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dado que   o recorte de an&aacute;lise &eacute; a percep&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de sobre a presen&ccedil;a   e demandas de usu&aacute;rios em servi&ccedil;os que est&atilde;o implantando a&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave;   PNAISH, &eacute; importante destacar, em linhas gerais, o envolvimento destes sujeitos   com esta pol&iacute;tica. No geral, tal envolvimento se deu por meio de convite para   participar de evento &#150; capacita&ccedil;&atilde;o ou sensibiliza&ccedil;&atilde;o &#150; sobre a nova pol&iacute;tica. O   convite ora se estendia para que o entrevistado se engajasse nela, ora era   feito porque j&aacute; estava dado que naquela unidade, ou naquela equipe, haveriam   a&ccedil;&otilde;es voltadas para homens na faixa de 20-59 anos. Entretanto, apesar de serem   identificados pelos gestores locais como parceiros da pol&iacute;tica do n&iacute;vel local,   em muitos casos, evidencia-se a pouca ou nenhuma familiaridade dos   entrevistados com a pol&iacute;tica, em termos do conhecimento de suas diretrizes   gerais e, mais ainda, dos planos de a&ccedil;&atilde;o que o estado e o munic&iacute;pio propuseram   para o primeiro tri&ecirc;nio (2009-2011).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No processo de an&aacute;lise foram privilegiados   os dados provenientes das entrevistas com os profissionais da assist&ecirc;ncia e das   observa&ccedil;&otilde;es diretas das atividades/servi&ccedil;os. O recorte da an&aacute;lise proposta foi   poss&iacute;vel mediante a confec&ccedil;&atilde;o de roteiros que enfatizavam esta dimens&atilde;o. Assim   s&atilde;o discutidas, a seguir, as demandas e as necessidades de sa&uacute;de apresentadas   pelos usu&aacute;rios e as respostas assistenciais oferecidas (ou n&atilde;o) pelos servi&ccedil;os   segundo as falas dos profissionais, bem como da intera&ccedil;&atilde;o entre profissionais e   destes com usu&aacute;rios no contexto assistencial. A fim de ilustrar e clarificar os   resultados apontados, apresentaremos trechos de entrevistas e di&aacute;rios de campo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tratamento dos dados percorreu o seguinte percurso: leitura   prim&aacute;ria do material selecionado e classifica&ccedil;&atilde;o dos trechos por tem&aacute;tica,   leitura exaustiva dos trechos, identifica&ccedil;&atilde;o de categorias e sentidos,   interpreta&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o de uma s&iacute;ntese dos mesmos, articula&ccedil;&atilde;o das quest&otilde;es   encontradas com a literatura referente &agrave; aten&ccedil;&atilde;o e o cuidado &agrave; sa&uacute;de dos   homens, desde a perspectiva de g&ecirc;nero e das masculinidades. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados   e discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Homens nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de:  trabalhadores e idosos </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Um dos primeiros aspectos a considerar &eacute; que nos cinco   munic&iacute;pios alvo da pesquisa (e, nestes, os servi&ccedil;os de sa&uacute;de investigados) n&atilde;o   h&aacute;, de fato, a&ccedil;&otilde;es continuadas voltadas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o masculina na faixa et&aacute;ria   investigada (20 a 59 anos). Da mesma forma, n&atilde;o foi poss&iacute;vel identificar a&ccedil;&otilde;es   que contemplem, de modo efetivo, os principais fatores de morbimortalidade na   sa&uacute;de do homem, conforme aponta a literatura<sup>16,17</sup>, bem como os   determinantes sociais que resultam na vulnerabilidade da popula&ccedil;&atilde;o masculina   aos agravos &agrave; sa&uacute;de, destacados nos princ&iacute;pios e diretrizes da PNAISH<sup>7</sup>.   Assim, as atividades existentes e direcionadas aos homens s&atilde;o pontuais, com   pouca articula&ccedil;&atilde;o com as diretrizes propostas na PNAISH e geralmente voltadas   para a&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nico-assistenciais. Em apenas um servi&ccedil;o de Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave;   Sa&uacute;de (APS) observou-se atividade de car&aacute;ter de promo&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o no   contexto da rotina de funcionamento da unidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Neste sentido, na vis&atilde;o dos profissionais entrevistados, a   clientela dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de continua, apesar da t&iacute;mida implanta&ccedil;&atilde;o da   PNAISH, a ser majoritariamente feminina e infantil. Segundo as estimativas que   apresentam, a popula&ccedil;&atilde;o masculina representa no m&aacute;ximo entre 30% e 40% da   demanda. Reconhecem, contudo, que esta situa&ccedil;&atilde;o est&aacute; se modificando   rapidamente, visto que na atualidade o n&uacute;mero de homens j&aacute; &eacute; superior ao   observado h&aacute; alguns anos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os homens identificados pelos profissionais da sa&uacute;de como   frequentadores dos servi&ccedil;os s&atilde;o divididos em duas categorias: trabalhadores e   idosos. O primeiro grupo, minorit&aacute;rio, &eacute; formado por homens entre 30 e 50 anos   e se caracteriza por estar exercendo atividade remunerada, ser trabalhador e   ter pouco tempo dispon&iacute;vel para ir ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de. J&aacute; o segundo grupo, que   contempla a maior parte dos homens, frequenta a unidade de sa&uacute;de em raz&atilde;o de   alguma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica &#150; hipertens&atilde;o ou diabetes &#150; para consulta, busca de   receita ou medicamento. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esse &uacute;ltimo dado deve ser analisado em conformidade com a   caracteriza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, j&aacute; que a maioria situava-se no n&iacute;vel da aten&ccedil;&atilde;o   prim&aacute;ria. A APS esteve historicamente voltada ao segmento materno-infantil,   passando a incorporar de modo mais expressivo, a partir da d&eacute;cada de 1980, o   segmento dos idosos. Nos &uacute;ltimos anos, por meio de programas voltados para as   doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, como o programa Hiperdia (hipertens&atilde;o arterial e diabetes   mellitus), os idosos contam com mais espa&ccedil;o para suas demandas, fato que   potencializa o acesso dos homens aos servi&ccedil;os<sup>18</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O fato de parcela importante de a clientela masculina estar   inserida no mercado formal de trabalho &eacute; apontado como uma das raz&otilde;es da baixa   procura dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de pelos homens. O receio em ser penalizado no   trabalho por se ausentar para consulta m&eacute;dica, mesmo que ganhem atestado para   tal, &eacute; um dos motivos que afasta os homens dos servi&ccedil;os. Al&eacute;m deste fator, os   entrevistados sinalizam para o fato de que muitas empresas e ind&uacute;strias locais   s&oacute; abonam a falta mediante atestado m&eacute;dico, o que n&atilde;o &eacute; fornecido pelos   servi&ccedil;os de sa&uacute;de no caso de marca&ccedil;&atilde;o de consulta, participa&ccedil;&atilde;o de grupos,   busca de medicamentos e outras atividades vinculadas &agrave; preven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>A   gente tamb&eacute;m tem a grande dificuldade que... Os homens v&ecirc;m aqui, a gente d&aacute;   declara&ccedil;&atilde;o de comparecimento na consulta, n&eacute;? A&iacute; n&atilde;o precisa do atestado. E a   gente tem a grande dificuldade aqui em das empresas aceitarem, de abonarem esse   dia, como folga, ou como... n&eacute;? A gente tem muita dificuldade nisso aqui &#150; n&atilde;o   &eacute; s&oacute; pra homem, pra mulher tamb&eacute;m, quando vem fazer pr&eacute;-natal &#150; ent&atilde;o muitos   deles n&atilde;o v&ecirc;m por causa disso, "ah, eu n&atilde;o vou porque a minha empresa n&atilde;o vai   abonar, eu vou ficar com falta"</i> (Enfermeira Ent.05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os   atestados ou declara&ccedil;&otilde;es de que o usu&aacute;rio esteve no servi&ccedil;o s&atilde;o pouco &uacute;teis   para os homens. Al&eacute;m disso, o tempo que os homens precisam despender para   agendar a consulta &eacute; grande, e diferente do tempo que despendem com o   atendimento propriamente dito. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; neste sentido que a amplia&ccedil;&atilde;o do hor&aacute;rio de funcionamento   das unidades de sa&uacute;de &eacute; percebida como uma medida que pode atrai um maior   n&uacute;mero de usu&aacute;rios do sexo masculino. Isto pode ser constatado, por exemplo, em   um dos servi&ccedil;os observados onde a amplia&ccedil;&atilde;o do hor&aacute;rio de atendimento trouxe   melhoras na organiza&ccedil;&atilde;o das atividades, dentre as quais se destaca a amplia&ccedil;&atilde;o   do acesso dos homens ao servi&ccedil;o, o que se expressa no incremento da presen&ccedil;a   deles.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesta mesma dire&ccedil;&atilde;o, Machin <i>et al.</i><sup>19</sup> e Gomes <i>et al</i>.<sup>20</sup>,   em seus estudos com profissionais e usu&aacute;rios da APS, apontam que o trabalho   est&aacute; dentre os principais aspectos arrolados para justificar a aus&ecirc;ncia ou   dificuldade dos usu&aacute;rios acessarem os servi&ccedil;os. A refer&ecirc;ncia ao trabalho   envolve a justificativa da ordem de g&ecirc;nero que associa homem-trabalho e, assim,   desvaloriza o homem que se ausenta do ambiente do trabalho por quest&otilde;es de   sa&uacute;de/adoecimento e dificulta que os homens assumam a busca dos servi&ccedil;os de   sa&uacute;de pelo receio de revelarem fragilidades no seu contexto laboral; bem como   pode envolver o argumento de car&ecirc;ncia dos pr&oacute;prios servi&ccedil;os por n&atilde;o possu&iacute;rem   um hor&aacute;rio mais amplo (terceiro turno) para o atendimento ao 'homens   trabalhadores'. Considere-se, contudo, que a associa&ccedil;&atilde;o entre homem-trabalho   constitui uma elabora&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero sociocultural e historicamente institu&iacute;da, e   que pouco &eacute; problematizada pelos profissionais. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Os homens nos servi&ccedil;os:  pressa, objetividade, medo e resist&ecirc;ncia </b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Algumas caracter&iacute;sticas de g&ecirc;nero atribu&iacute;das aos homens s&atilde;o   percebidas, pelos entrevistados e identificadas nas observa&ccedil;&otilde;es realizadas nos   servi&ccedil;os, como fatores que dificultam tanto a busca dos servi&ccedil;os, quanto o   seguimento da popula&ccedil;&atilde;o masculina. Dentre estas caracter&iacute;sticas os entrevistados   salientam o <i>machismo</i>, que &eacute;   associado &agrave; ideia de que "homem n&atilde;o adoece" e ainda aos comportamentos tidos   como tipicamente masculinos, como o uso de &aacute;lcool, o tabagismo e a viol&ecirc;ncia. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Machistas,   machistas, muitos trabalhadores da zona rural, eu diria bebem bastante, fumam   bastante, eles s&atilde;o bem, isso de modo geral, &eacute; l&oacute;gico que tem aqueles, mas de um   modo geral s&atilde;o assim machistas, bebem bastante, fumam bastante, ent&atilde;o assim tem   h&aacute;bito s de vida bem arriscados n&eacute;, bastante viol&ecirc;ncia, eu diria assim</i> (Psic&oacute;loga   Ent.01).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os   fatores culturais s&atilde;o tidos como os respons&aacute;veis por estes comportamentos que   acabam por dificultar um acompanhamento mais global, incluindo a&ccedil;&otilde;es de   preven&ccedil;&atilde;o, da popula&ccedil;&atilde;o masculina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ainda no interior das explica&ccedil;&otilde;es ancoradas na cultura, o   homem usu&aacute;rio &eacute; identificado de forma negativa, pelos profissionais da   assist&ecirc;ncia, por revelar pouca paci&ecirc;ncia na espera por atendimento em   contraposi&ccedil;&atilde;o &agrave; postura feminina bem mais paciente. Como apontam os achados de   Toneli <i>et al.</i><sup>21</sup>, Machin <i>et al</i>.<sup>19</sup> e Couto <i>et al.</i><sup>18</sup>, mais breves e objetivos, os   homens usu&aacute;rios querem o rem&eacute;dio, eles n&atilde;o querem conversa. O depoimento de uma   das entrevistadas evidencia esta perspectiva:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>&Eacute;   eles j&aacute;, quando eles decidem fazer eles n&atilde;o preocupam com impot&ecirc;ncia n&atilde;o, ele   j&aacute; chega decidido, ele j&aacute; pegou todas as informa&ccedil;&otilde;es, j&aacute; decidiu que quer   fazer, ele num preocupa n&atilde;o, j&aacute; quer fazer a vasectomia porque j&aacute; tem 3 filhos   e ele n&atilde;o aguenta mais &eacute; essa nossa preocupa&ccedil;&atilde;o,</i> &#91;...&#93; <i>eles n&atilde;o     t&atilde;o nem preocupados com outra coisa, quando ele chega aqui &eacute; porque o caso &eacute;     extremo</i> (Assistente Social Ent.03).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Essa   situa&ccedil;&atilde;o relatada na entrevista tamb&eacute;m foi percebida nas observa&ccedil;&otilde;es das   atividades assistenciais oferecidas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de indicados   para a realiza&ccedil;&atilde;o do estudo. Os homens, em geral, quando chegam ao servi&ccedil;o v&atilde;o   direto &agrave; fila da farm&aacute;cia, com o cart&atilde;o de sa&uacute;de em m&atilde;os, entram e saem do   servi&ccedil;o o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Na   interpreta&ccedil;&atilde;o de parte dos entrevistados, al&eacute;m dos problemas de ordem pr&aacute;tica,   como trabalho e limita&ccedil;&atilde;o de hor&aacute;rios, um dos fatores que dificultam a busca de   recurso de sa&uacute;de por parte da popula&ccedil;&atilde;o masculina &eacute; o medo. A concep&ccedil;&atilde;o de que   homem n&atilde;o adoece &eacute;, neste sentido, na vis&atilde;o dos profissionais da sa&uacute;de, menos o   resultado de determinantes de g&ecirc;nero e mais uma express&atilde;o do medo do   adoecimento por parte dos homens. Os pr&oacute;prios homens entrevistados se   identificam com este sentimento e, as mulheres, n&atilde;o raro referem &agrave; experi&ecirc;ncia   com um familiar do sexo masculino pr&oacute;ximo como exemplo:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>N&atilde;o,   eu acho que homem &eacute; menos, tem menos coragem... Eu, por exemplo, sou m&eacute;dico,   mas n&atilde;o gosto procurar m&eacute;dico como paciente</i> (M&eacute;dico Ent10).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outro aspecto que pode ser interpretado a partir da &oacute;tica da   rela&ccedil;&atilde;o g&ecirc;nero e sa&uacute;de, diz respeito &agrave; posi&ccedil;&atilde;o que os homens assumem quando   est&atilde;o presentes nos servi&ccedil;os. &Eacute; percept&iacute;vel que os servi&ccedil;os, especialmente os   de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, n&atilde;o constituem lugares usuais para os homens. Em outras   palavras, o posicionamento dos homens nestes ambientes denota certo receio,   desconfian&ccedil;a, inc&ocirc;modo, o que revela pouca familiaridade com o espa&ccedil;o e a   rotina dos servi&ccedil;os, como apontados por Figueiredo e Schraiber<sup>22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Assim como nos servi&ccedil;os de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria,   percebe-se tamb&eacute;m que os homens ocupam os lugares mais pr&oacute;ximos ao port&atilde;o de   entrada</i> (Di&aacute;rio de campo, Goi&acirc;nia).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Quando   os homens chegam &agrave; frente da unidade, param, pensam e depois decidem entrar,   aparentam ensaiar para entrarem na unidade</i> (Di&aacute;rio de campo, Rio   Branco).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Urg&ecirc;ncia x preven&ccedil;&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A vis&atilde;o   dos profissionais, no tocante &agrave; motiva&ccedil;&atilde;o e ao tipo de busca de assist&ecirc;ncia &agrave;   sa&uacute;de por parte dos usu&aacute;rios, revela e refor&ccedil;a express&otilde;es que op&otilde;e o masculino   ao feminino. Conforme os estudos j&aacute; citados<sup>19,21</sup>, profissionais de   sa&uacute;de tendem a associar a ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas curativas aos homens e ado&ccedil;&atilde;o de   pr&aacute;ticas preventivas &agrave;s mulheres. Segundo Gomes <i>et al.</i><sup>23</sup>, h&aacute;, no   discurso dos profissionais de sa&uacute;de, a (re)produ&ccedil;&atilde;o de uma marca cultural - o   aprendizado de como se cuidar &#150; que divide e coloca em oposi&ccedil;&atilde;o o masculino e o   feminino. A atribui&ccedil;&atilde;o do modelo de cuidado a homens e mulheres concretos   refor&ccedil;a a compreens&atilde;o de que o homem s&oacute; chega ao servi&ccedil;o quando com   intercorr&ecirc;ncias graves ou quando se v&ecirc; impossibilitado de exercer seu papel de   trabalhador. A explica&ccedil;&atilde;o para esse comportamento se liga &agrave;s exig&ecirc;ncias do   modelo tradicional de masculinidade. Assim, ainda que tenha havido um   progressivo ac&uacute;mulo de reflex&otilde;es nos &acirc;mbitos da promo&ccedil;&atilde;o e preven&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de   sob uma perspectiva de g&ecirc;nero, o cuidar de si, no sentido da sa&uacute;de, e tamb&eacute;m o   cuidado dos outros, continuam ausentes do processo de socializa&ccedil;&atilde;o dos homens e   constituem refer&ecirc;ncias importantes de como os profissionais enxergam os homens   usu&aacute;rios de seus servi&ccedil;os. Esta perspectiva sobre o comportamento dos homens   aparece nas observa&ccedil;&otilde;es e nas entrevistas realizadas e remete &agrave; dificuldade no   trabalho com a popula&ccedil;&atilde;o masculina em virtude da 'busca do servi&ccedil;o', por parte   dos homens usu&aacute;rios, apenas em situa&ccedil;&otilde;es de doen&ccedil;as agudas e/ou urg&ecirc;ncia. Na   vis&atilde;o dos profissionais, os homens n&atilde;o buscam os servi&ccedil;os para fins   preventivos. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As   principais queixas de sa&uacute;de dos homens, de acordo com os profissionais, est&atilde;o   relacionadas a sintomas agudos percebidos e que dificultam as atividades de   trabalho, doen&ccedil;as cardiovasculares, hipertens&atilde;o e diabetes e quest&otilde;es da ordem   da sexualidade. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Impot&ecirc;ncia,   n&eacute;? Acho que o que mais leva o homem as consultas m&eacute;dicas &eacute; a parte sexual. Eu   acho assim a segunda causa que leva mais o homem &agrave; consulta &eacute; o trabalho. Se   ele n&atilde;o pode ir ao trabalho t&aacute; me entendendo? Da&iacute; vai envolver se ele tem l&aacute;   uma hipertens&atilde;o, uma dor ou qualquer outro problema. Mas, assim se voc&ecirc; olhar a   parte principal para o homem &eacute; a sexualidade, trabalho e dor</i> (M&eacute;dico   Ent.21).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Ah   t&aacute; eles falam que n&atilde;o est&atilde;o se sentindo bem, que a press&atilde;o est&aacute; alta. Eles   voltam mais para o lado da sa&uacute;de, que a press&atilde;o est&aacute; alta, colesterol est&aacute;   alto, que precisa emagrecer, est&aacute; com dor na coluna e no joelho est&aacute; estourado</i> (Assistente Social Ent. 03).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>&Eacute;   geral, n&atilde;o s&oacute; sobre pr&oacute;stata e, no meu ponto de vista, da doen&ccedil;a a preocupa&ccedil;&atilde;o   maior que eu percebi &eacute; sobre doen&ccedil;a cardiovascular, diabetes, hipertens&atilde;o e   colesterol e dislipidemia</i> (M&eacute;dico Ent.12).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nos   servi&ccedil;os estudados, destaca-se a uma maior procura ou participa&ccedil;&atilde;o dos homens   nas atividades/a&ccedil;&otilde;es voltadas &agrave;s suas demandas espec&iacute;ficas (aquelas   relacionadas a problemas urol&oacute;gicos). Essa situa&ccedil;&atilde;o pode ser ilustrada pelo   relato de observa&ccedil;&atilde;o de um dos servi&ccedil;os. Segundo o di&aacute;rio de campo, em a&ccedil;&otilde;es   marcadas para comemora&ccedil;&atilde;o do dia do homem, foi anunciado nos meios de   comunica&ccedil;&atilde;o que um servi&ccedil;o de sa&uacute;de da cidade seria refer&ecirc;ncia em sa&uacute;de do   homem. Isso fez com que muitos homens comparecessem ao servi&ccedil;o, procurando   consultas com m&eacute;dicos urologistas. Ao chegarem ao servi&ccedil;o, e n&atilde;o encontrarem o   referido profissional sentiram-se frustrados e n&atilde;o quiseram participar de   nenhuma outra atividade. Vale ressaltar que a informa&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a do   urologista foi passada pelo profissional respons&aacute;vel pelo Programa de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave;   Sa&uacute;de do Homem no programa televisivo. Apesar disso, outros profissionais da   equipe enxergaram outras necessidades de sa&uacute;de para al&eacute;m das demandas daqueles   usu&aacute;rios, conforme relato de uma profissional:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Quis   aproveitar a presen&ccedil;a de tantos homens no servi&ccedil;o, que demandavam por exame de   pr&oacute;stata, e oferecia para fazer exame de glicemia e press&atilde;o arterial. Disse que   alguns se recusavam porque tinham vindo para fazer apenas o de pr&oacute;stata</i> (Di&aacute;rio   de campo, Rio Branco).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   associa&ccedil;&atilde;o entre sa&uacute;de do homem e pr&oacute;stata &eacute; uma das cr&iacute;ticas levantadas por   v&aacute;rios entrevistados &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o da PNAISH no n&iacute;vel local. A sa&uacute;de do homem   estaria sendo reduzida &agrave; sa&uacute;de urol&oacute;gica e, mais do que isso, a pol&iacute;tica   estaria enfatizando em particular o c&acirc;ncer prost&aacute;tico, em detrimento de outros   problemas que prejudicam a sa&uacute;de e a qualidade de vida dos homens. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Eu   estou falando do c&acirc;ncer de pr&oacute;stata especificamente, &eacute; at&eacute; que ponto &eacute; possa t&aacute;   havendo &eacute;... e &eacute; uma discuss&atilde;o muito ampla um rastreamento ou uma iatrogenia   m&eacute;dica precoce nos homens, no caso da pr&oacute;stata, e que isso poderia estar   levando os homens a fazer exames muito precocemente &#150; eles morreram por outra   causa. Prevenir essa outra causa de morte n&atilde;o seria talvez t&atilde;o importante   quanto essa preocupa&ccedil;&atilde;o excessiva com a pr&oacute;stata n&eacute;?</i> &#91;...&#93; <i>Ent&atilde;o, n&oacute;s     n&atilde;o temos um calcanhar de Aquiles, n&oacute;s temos uma pr&oacute;stata de Aquiles</i> (M&eacute;dico   Ent.10).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta   associa&ccedil;&atilde;o percebida entre a PNAISH e a sa&uacute;de urol&oacute;gica resulta, de acordo com   Carrara <i>et. al</i>.<sup>8</sup>, da participa&ccedil;&atilde;o efetiva da   Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) na elabora&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o da PNAISH. O   autor destaca ainda a Campanha Nacional de Esclarecimento da Sa&uacute;de do Homem,   veiculada pela SBU, um ano antes do lan&ccedil;amento da pol&iacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apesar   dos profissionais identificarem a demanda masculina &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o com a   preven&ccedil;&atilde;o do c&acirc;ncer de pr&oacute;stata, nas observa&ccedil;&otilde;es foi poss&iacute;vel identificar que   alguns homens, talvez uma minoria, anteveem outras necessidades de sa&uacute;de. Este   &eacute; o caso, por exemplo, de um jovem, branco, de 21 anos, que ao ver o cartaz de   sa&uacute;de do homem solicitou o atendimento esperando que sua queixa de fraqueza e   cansa&ccedil;o fosse solucionada. O rapaz contou que j&aacute; havia procurado aux&iacute;lio m&eacute;dico   antes para tratar dessa queixa, mas que n&atilde;o obteve bom resultado. Acreditava   que, agora, com um m&eacute;dico voltado ao atendimento em sa&uacute;de do homem, poderia ser   diferente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Frente a estes dados podemos nos perguntar se as demandas   masculinas s&atilde;o de fato limitadas aos problemas no trato genital ou se os   profissio&shy;nais e os servi&ccedil;os, em fun&ccedil;&atilde;o da vis&atilde;o socialmente constru&iacute;da sobre   homens e sa&uacute;de, n&atilde;o conseguem ver outras demandas. Ou ainda, podemos levantar a   hip&oacute;tese de que os homens que trazem outras demandas ao servi&ccedil;o n&atilde;o se encaixam   no modelo tradicional de masculinidade esperado e, portanto, n&atilde;o s&atilde;o   considerados na sua condi&ccedil;&atilde;o masculina, mas como jovens, velhos, homossexuais.   De acordo com Couto <i>et al.</i><sup>18</sup>, h&aacute;   diferentes dimens&otilde;es nas quais s&atilde;o produzidas a invisibilidade dos homens nos   servi&ccedil;os de sa&uacute;de: a dimens&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de onde o privil&eacute;gio &eacute;   conferido &agrave;s mulheres, a incapacidade dos profissionais de notarem a presen&ccedil;a   de alguns homens como usu&aacute;rios nos servi&ccedil;os ou as quest&otilde;es trazidas por eles e   a concep&ccedil;&atilde;o de que os homens n&atilde;o se cuidam e a consequente expectativa de que   n&atilde;o procuram os servi&ccedil;os de sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Dificuldades   dos servi&ccedil;os  em acolher a   popula&ccedil;&atilde;o masculina </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O   trabalho propriamente dito com a popula&ccedil;&atilde;o masculina, isto &eacute;, a abordagem dos   homens no servi&ccedil;o, n&atilde;o &eacute; identificada como uma dificuldade, especialmente no   que se refere ao atendimento de doen&ccedil;as. Por outro lado, como j&aacute; salientado, a   dificuldade percebida pelos profissionais entrevistados diz respeito &agrave; mudan&ccedil;a   da atitude masculina em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua pr&oacute;pria sa&uacute;de:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Olha,   o que &eacute; dif&iacute;cil mesmo de resolver no homem &eacute; a maneira dele ver a pr&oacute;pria   sa&uacute;de. Isso &eacute; a coisa mais dif&iacute;cil e tem que resolver, entendeu. Quer dizer o   homem ainda n&atilde;o consegue se ver como um todo e como ele pode trabalhar esse   todo do ponto de vista de preven&ccedil;&atilde;o e de sa&uacute;de. Isso t&aacute; sendo dif&iacute;cil, ou seja,   mudar a mentalidade do homem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&oacute;pria sa&uacute;de e &agrave; pr&oacute;pria maneira de   ver. Essa &eacute; a parte mais dif&iacute;cil, entendeu</i> (M&eacute;dico Ent.10).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>Ent&atilde;o   a sa&uacute;de do homem, pra eu trabalhar sa&uacute;de do homem eu teria que t&aacute; trabalhando a   preven&ccedil;&atilde;o e hoje em dia infelizmente a gente n&atilde;o trabalha preven&ccedil;&atilde;o com sa&uacute;de   do homem, a gente n&atilde;o trabalha sa&uacute;de do homem, a gente trabalha com doen&ccedil;a do   homem porque eles j&aacute; chegam com a doen&ccedil;a instalada infelizmente</i> (Enfermeiro Ent.08).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os   profissionais reconhecem que o grande desafio no trabalho de sa&uacute;de do homem &eacute;   fazer com que estes cheguem ao servi&ccedil;o antes de estarem doentes. Isto implica,   na vis&atilde;o dos entrevistados, em uma mudan&ccedil;a n&atilde;o apenas nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de,   mas na pr&oacute;pria cultura, na <i>mentalidade</i> dos homens. Trata-se   assim, de um trabalho de convers&atilde;o dos homens no que diz respeito ao cuidado do   pr&oacute;prio corpo ou, nas palavras de Carrara <i>et. al</i>.<sup>8</sup>,   de uma a&ccedil;&atilde;o educativa "dissipando o pensamento m&aacute;gico que os (des)orienta e que   os torna presa de seus pr&oacute;prios preconceitos". A efic&aacute;cia da pol&iacute;tica implica,   desta forma, no nascimento de um novo homem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para al&eacute;m   da mentalidade dos homens, a precariedade da rede para os encaminhamentos e os   crit&eacute;rios adotados para os agendamentos, s&atilde;o identificados pela maior parte dos   entrevistados como a principal dificuldade no atendimento da popula&ccedil;&atilde;o   masculina, particularmente em fun&ccedil;&atilde;o da demanda masculina de objetividade e   rapidez. As defici&ecirc;ncias da rede de atendimento impacta diretamente sobre a   credibilidade do trabalho do profissional e da unidade de sa&uacute;de, como indicam os   depoimentos:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>O   que &eacute; mais dif&iacute;cil lidar &eacute;... Quando a gente n&atilde;o consegue, vamos dizer assim,   resolver um problema do nosso cliente. E, a&iacute;, isso acaba causando um descr&eacute;dito   da unidade pra ele. Se a gente n&atilde;o consegue ter uma solu&ccedil;&atilde;o... Por exemplo, um   paciente que tem um problema &eacute;... de ere&ccedil;&atilde;o, um exemplo, de ere&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o   procura... por que... j&aacute; tive v&aacute;rios pacientes assim, ainda mais que eu   trabalho com diabetes, de disfun&ccedil;&atilde;o er&eacute;til. E, a&iacute;, a gente acolhe ele, passa no   cl&iacute;nico, o cl&iacute;nico encaminha para o servi&ccedil;o de urologia. A gente agenda, a&iacute; o   SISREG fala: "problema de ere&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; um problema de urg&ecirc;ncia! , a&iacute; o papel   volta, e o que eu vou falar para o paciente? Isso &eacute; um descr&eacute;dito pra mim. "A   unidade n&atilde;o resolve, pra que eu vou voltar?", entendeu? Ent&atilde;o, esse &eacute; um grande   problema</i> ( Enfermeiro Ent.08).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>O   mais f&aacute;cil &eacute; dizer que existe a pol&iacute;tica. Que ele precisa escutar. Que ele   precisa ousar. Que ele precisa se cuidar sim. O mais dif&iacute;cil &eacute; ver essa unidade   de sa&uacute;de adaptada para receber esse homem e efetivamente a presta&ccedil;&atilde;o do   servi&ccedil;o. Porque falar a gente fala com a maior satisfa&ccedil;&atilde;o, com o melhor prazer,   porque a gente sabe que &eacute; necess&aacute;rio e importante... Agora a gente fala,   incentiva, instiga quase pega pelo bra&ccedil;o e leva... e chega l&aacute; efetivamente o   clinico n&atilde;o t&aacute;, ou tem ou n&atilde;o tem, aquela chate... aqueles embricamentos   naturais... a garantia de atendimento efetivamente. N&atilde;o s&oacute; incentivar. Porque a   gente vai incentivar e depois chega l&aacute; para o atendimento... n&atilde;o tem, a&iacute;   frustra, deixa de acreditar</i> (Assistente Social Ent.13).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta   dificuldade na resolubilidade dos problemas de sa&uacute;de dos usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os   da APS n&atilde;o &eacute; uma exclusividade da popula&ccedil;&atilde;o masculina, mas tem sobre esta, na   vis&atilde;o dos entrevistados, importantes consequ&ecirc;ncias. Isto se deve, fundamentalmente,   &agrave; <i>mentalidade</i> dos   homens que n&atilde;o se preocupam com a preven&ccedil;&atilde;o, bem como ao pouco tempo que estes   t&ecirc;m dispon&iacute;vel para frequentar os servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Desta forma, o tempo   implicado desde a procura do atendimento at&eacute; sua resolu&ccedil;&atilde;o &eacute; percebido como um   dos aspectos que tende a afastar os homens dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Conclus&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os   achados relativos &agrave; pequena presen&ccedil;a de homens nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, a   constitui&ccedil;&atilde;o predominante da clientela (trabalhadores e idosos), as caracter&iacute;sticas   do comportamento masculino (pressa, objetividade, medo e resist&ecirc;ncia) e as   dificuldade dos servi&ccedil;os em acolher esta popula&ccedil;&atilde;o corroboram estudos recentes   que abordam a rela&ccedil;&atilde;o homens-sa&uacute;de-cuidado no &acirc;mbito da APS ou em outros n&iacute;veis   da aten&ccedil;&atilde;o e cujas refer&ecirc;ncias emp&iacute;ricas s&atilde;o os pr&oacute;prios usu&aacute;rios<sup>18,20,23,24</sup>,   os profissionais da assist&ecirc;ncia<sup>19</sup> ou ambos<sup>21,22,25</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Deve-se notar que apesar do conceito de g&ecirc;nero se encontrar   no centro da PNAISH, este &eacute; acionado pelos profissionais de sa&uacute;de apenas no   sentido de justificar os padr&otilde;es socialmente esperados em termos do comportamento   dos homens. A utiliza&ccedil;&atilde;o do termo <i>machismo</i> por   parte de alguns profissionais da sa&uacute;de entrevistados para designar o   comportamento masculino j&aacute; denota a apropria&ccedil;&atilde;o superficial que estes fazem do   conceito de g&ecirc;nero. A atribui&ccedil;&atilde;o do comportamento dos homens a fatores   culturais acaba por ocultar as rela&ccedil;&otilde;es de poder que permeiam as rela&ccedil;&otilde;es de   g&ecirc;nero. &Eacute; neste sentido que, segundo Carrara <i>et al.</i><sup>8</sup> "para os   homens, articular reivindica&ccedil;&otilde;es a partir de uma posi&ccedil;&atilde;o generificada e   tornar-se vis&iacute;vel enquanto "homens" significa colocar-se no mesmo plano que as   mulheres". Desta forma, a mudan&ccedil;a na <i>mentalidade </i>dos   homens (no sentido de um maior autocuidado corporal) necess&aacute;ria &agrave; garantia de   melhores condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de pressup&otilde;e rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero igualit&aacute;rias, Implica,   portanto, que mulheres e homens, brancos e negros, jovens e velhos, heterossexuais   e homossexuais, s&atilde;o igualmente vulner&aacute;veis.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">DR   Knauth, MT Couto e WS Figueiredo participaram igualmente de todas as etapas de   elabora&ccedil;&atilde;o do artigo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Osis MJMD. Paism: um marco na abordagem da sa&uacute;de. <i>Cad Saude   Publica</i> 1998; 14 (Supl.1):441-453.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641888&pid=S1413-8123201200100001100001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Caetano AJ. O decl&iacute;nio da fecundidade e suas implica&ccedil;&otilde;es: uma   introdu&ccedil;&atilde;o. In: Caetano, AJ, Alves, JEDA, Corr&ecirc;a, S, organizadores. <i>Dez anos     do Cairo</i>: tend&ecirc;ncias da fecundidade e direitos reprodutivos no Brasil<i>.</i> Campinas: Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP), Fundo de   Popula&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (UNFPA); 2004. p.11-19.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641890&pid=S1413-8123201200100001100002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Costa AM. Desenvolvimento e implanta&ccedil;&atilde;o do PAISM no Brasil:   revisitando percursos. In: Galv&atilde;o L, D&iacute;az J, organizadores. <i>Sa&uacute;de     sexual e reprodutiva no Brasil</i>. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 1999. p.   70-103.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641892&pid=S1413-8123201200100001100003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Costa AM. Participa&ccedil;&atilde;o social na conquista das pol&iacute;ticas de   sa&uacute;de para mulheres no Brasil, <i>Cien Saude Colet </i>2009;   14(4):1073-1083.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641894&pid=S1413-8123201200100001100004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS). Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave;   Sa&uacute;de. Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas Estrat&eacute;gicas. <i>Pol&iacute;tica     nacional de aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; sa&uacute;de da mulher</i>: princ&iacute;pios   e diretrizes. Bras&iacute;lia: Editora do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641896&pid=S1413-8123201200100001100005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Ferraz D, Kraiczyk J. G&ecirc;nero e pol&iacute;ticas   p&uacute;blicas de sa&uacute;de &#150; construindo respostas para o enfrentamento das   desigualdades no &acirc;mbito do SUS. <i>Revista de     Psicologia da UNESP</i> 2010; 9(1):70-82.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641898&pid=S1413-8123201200100001100006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS). Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave;   Sa&uacute;de. Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas Estrat&eacute;gicas. <i>Pol&iacute;tica     nacional de aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; sa&uacute;de do homem</i>: princ&iacute;pios e diretrizes. Bras&iacute;lia:   Editora do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641900&pid=S1413-8123201200100001100007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Carrara S, Russo JA, Faro L. A pol&iacute;tica   de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de do homem no Brasil: os paradoxos da medicaliza&ccedil;&atilde;o do corpo   masculino. <i>Physis</i> 2009; 19(3): 659-678.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641902&pid=S1413-8123201200100001100008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Schraiber LB, Gomes R, Couto MT. Homens na pauta da Sa&uacute;de   Coletiva.<i> Cien Saude Colet </i>2005; 10(1):7-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641904&pid=S1413-8123201200100001100009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Souza ER, Lima MLC de. The panorama of urban   violence in Brazil and its capitals.<i> Cien Saude Colet</i> 2006; 11(2):363-373.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641906&pid=S1413-8123201200100001100010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Figueiredo W. Assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de dos homens: um desafio para   a aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria. <i>Cien Saude Colet </i>2005;   10(1):105-109.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641908&pid=S1413-8123201200100001100011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Gomes R, Leal AF, Lima AM, Knauth DR, Moura EC, Nogueira da   Silva GS, Couto MT, Urdaneta M, Figueiredo WS. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o     das a&ccedil;&otilde;es iniciais da implanta&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica nacional de aten&ccedil;&atilde;o integral   &agrave; sa&uacute;de do homem</i>. <i>Relat&oacute;rio Final. </i>Rio de   Janeiro: IFF; 2012.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641910&pid=S1413-8123201200100001100012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Denzin NK. <i>The research act</i>.   Chicago: Aldine Publishing Company; 1973.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641912&pid=S1413-8123201200100001100013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Minayo MCS, Assis SG, Souza ER, organizadores. <i>Avalia&ccedil;&atilde;o   por triangula&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos: abordagem de programas sociais</i>. Rio de   Janeiro: Fiocruz; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641914&pid=S1413-8123201200100001100014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS). Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de.   Departamento de A&ccedil;&otilde;es Program&aacute;ticas Estrat&eacute;gicas. <i>Plano de     A&ccedil;&atilde;o Nacional 2009-2011 da Pol&iacute;tica nacional de aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; sa&uacute;de do     Homem</i>.   Bras&iacute;lia: Editora do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2009.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641916&pid=S1413-8123201200100001100015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Laurenti R, Melo-Jorge, MHP, Gotlieb SLD. Perfil epidemiol&oacute;gico   da morbi-mortalidade masculina. <i>Cien Saude Colet</i> 2005;   10(1):35-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641918&pid=S1413-8123201200100001100016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. World Health Organization (WHO). <i>Men,   ageing and health</i>. Geneva: WHO; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641920&pid=S1413-8123201200100001100017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Couto MT, Pinheiro TF, Valen&ccedil;a OA, Machin R, Silva GSN, Gomes   R, Schraiber LB, Figueiredo WS. O homem na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de: discutindo   (in)visibilidade a partir da perspectiva de g&ecirc;nero. <i>Interface     Comun Sa&uacute;de Educ</i> 2010; 14(33):257-270.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641922&pid=S1413-8123201200100001100018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Machin R, Couto MT, Silva GSN, Schraiber LB, Gomes R,   Figueiredo WS, Valen&ccedil;a OA, Pinheiro TF. Concep&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero, masculinidade e   cuidados em sa&uacute;de: estudo com profissionais de sa&uacute;de da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria. <i>Cien Saude     Colet </i>2011; 16(11):4503-4512.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641924&pid=S1413-8123201200100001100019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Gomes R, Schraiber LB, Couto MT, Valen&ccedil;a OA, Silva GSN,   Figueiredo WS, Barbosa RM, Pinheiro TF. O atendimento &agrave; sa&uacute;de de homens: estudo   qualitativo em quatro estados Brasileiros. <i>Physis</i> 2011;   21(1):113-128.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641926&pid=S1413-8123201200100001100020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Toneli MJF, Souza MGC, M&uuml;ller RCF. Masculinidades e pr&aacute;ticas   de sa&uacute;de: retratos da experi&ecirc;ncia de pesquisa em Florian&oacute;polis/SC<i>. Physis</i> 2010;   20(3):973-994.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641928&pid=S1413-8123201200100001100021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Figueiredo WS, Schraiber, LB. Concep&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero de homens   usu&aacute;rios e profissionais de sa&uacute;de de servi&ccedil;os de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria e os   poss&iacute;veis impactos na sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o masculina, S&atilde;o Paulo, Brasil. <i>Cien Sa&uacute;de     Colet</i> 2011; (Supl. 1):935-944.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641930&pid=S1413-8123201200100001100022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Gomes R, Moreira MCN, Nascimento EF, Rebello LEFS, Couto MT,   Schraiber LB. Os homens n&atilde;o v&ecirc;m! Aus&ecirc;ncia e/ou invisibilidade masculina na   aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria.<i> Cien Saude Colet</i> 2011;   16(Supl. 1):983-992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641932&pid=S1413-8123201200100001100023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Noone JH, Stephens C. Men, masculine identities, and health   care utilization. <i>Sociol Health Illn</i> 2008;   30(5):711-725.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641934&pid=S1413-8123201200100001100024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Schraiber LB, Figueiredo WS, Gomes R, Couto MT, Pinheiro TF,   Machin R, Silva GSN, Valen&ccedil;a OA. Necessidades de sa&uacute;de e masculinidades:   aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria no cuidado aos homens.<i> Cad. Saude Publica</i> 2010;   26(5):961-970.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1641936&pid=S1413-8123201200100001100025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Apresentado   em 13/06/2012<br />   Aprovado em 05/07/2012<br />   Vers&atilde;o final apresentada em 10/07/2012</font></p>      ]]></body><back>
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