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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Necessidades de saúde, políticas públicas e gênero: a perspectiva das práticas profissionais]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This paper examines the relationship between public policies and professional practices with respect to healthcare needs. Taking a theoretical-conceptual approach, practices are defined as acts that are permeated by technical-scientific and socio-historical determinants for the social production of work, and the possibilities for cultural, ethical and political changes were analyzed in order to take critical action regarding gender inequalities. With comprehensive healthcare for men as the reference point, the relevance of a distinction between male and female needs, as partial and not necessarily convergent realities in (re)producing these inequalities, is examined. Likewise, professional practices are examined as partial and distinct realities of policies that establish non-immediate relationships. It is considered that the following are symbolic and practical obstacles to change: the reduction of needs through biomedical normalization; the culture of self-employment and approaches that individualize needs; the traditional gender-based culture that conserves unequal practices for men and women; and the lack of registration of rights as part of professional action. This requires proposals specifically geared to healthcare practices and male needs, in order to achieve greater convergence with policy reforms.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ARTIGO</b> ARTICLE</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Necessidades   de sa&uacute;de, pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e g&ecirc;nero: a   perspectiva das pr&aacute;ticas profissionais </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Healthcare   needs, public policies and gender:  the   perspective of professional practices</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Lilia   Blima Schraiber</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Departamento de Medicina   Preventiva, Faculdade de Medicina da Universidade de S&atilde;o Paulo, Universidade de   S&atilde;o Paulo. Av. Dr. Arnaldo 455/2170/Departamento de Medicina Preventiva,   Cerqueira C&eacute;sar. 01246-903&nbsp; S&atilde;o Paulo&nbsp; SP. <a href="mailto:liliabli@usp.br">liliabli@usp.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Examina-se   a rela&ccedil;&atilde;o entre pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e pr&aacute;ticas dos profissionais, relativamente   &agrave;s necessidades de sa&uacute;de. Em abordagem te&oacute;rico-conceitual, as pr&aacute;ticas s&atilde;o   definidas como desempenhos permeados por determinantes t&eacute;cnico-cien&shy;t&iacute;ficos e   s&oacute;cio-hist&oacute;ricos para a produ&ccedil;&atilde;o social de um trabalho, analisando-se suas   possibilidades de mudan&ccedil;as culturais, &eacute;ticas e pol&iacute;ticas, para um agir cr&iacute;tico   das desigualdades de g&ecirc;nero. Tomando-se a aten&ccedil;&atilde;o integral &agrave; sa&uacute;de dos homens,   examina-se a relev&acirc;ncia da distin&ccedil;&atilde;o entre necessidades masculinas e femininas,   enquanto realidades parciais n&atilde;o necessariamente convergentes na (re)produ&ccedil;&atilde;o   daquelas desigualdades. Igualmente se examinam as pr&aacute;ticas profissionais, como   realidade parcial e distinta das pol&iacute;ticas, estabelecendo rela&ccedil;&otilde;es n&atilde;o   imediatas. Desenvolve-se que s&atilde;o obst&aacute;culos simb&oacute;licos e pr&aacute;ticos para   mudan&ccedil;as: a normaliza&ccedil;&atilde;o biom&eacute;dica redutora das necessidades, a cultura do   trabalho aut&ocirc;nomo e da abordagem individualizante das necessidades, a cultura   tradicional de g&ecirc;nero conservando pr&aacute;ticas desiguais para homens e mulheres e a   aus&ecirc;ncia de inscri&ccedil;&atilde;o dos direitos como parte do agir profissio&shy;nal. Isto exige   propostas espec&iacute;ficas &agrave;s pr&aacute;ticas de sa&uacute;de e &agrave;s necessidades masculinas para   maior converg&ecirc;ncia com as reformas das pol&iacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave:&nbsp; </b><i>G&ecirc;nero,   Pr&aacute;ticas de sa&uacute;de, Pol&iacute;ticas de sa&uacute;de</i></font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">This paper examines the relationship between   public policies and professional practices with respect to healthcare needs.   Taking a theoretical-conceptual approach, practices are defined as acts that   are permeated by technical-scientific and socio-historical determinants for the   social production of work, and the possibilities for cultural, ethical and   political changes were analyzed in order to take critical action regarding gender   inequalities. With comprehensive healthcare for men as the reference point, the   relevance of a distinction between male and female needs, as partial and not   necessarily convergent realities in (re)producing these inequalities, is   examined. Likewise, professional practices are examined as partial and distinct   realities of policies that establish non-immediate relationships. It is   considered that the following are symbolic and practical obstacles to change:   the reduction of needs through biomedical normalization; the culture of   self-employment and approaches that individualize needs; the traditional   gender-based culture that conserves unequal practices for men and women; and   the lack of registration of rights as part of professional action. This requires   proposals specifically geared to healthcare practices and male needs, in order   to achieve greater convergence with policy reforms.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:&nbsp; </b><i>Gender, Health practices, Health&nbsp; policy</i></font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o:   contextualizando   necessidades de sa&uacute;de</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O tema   das necessidades de sa&uacute;de h&aacute; muito circula como quest&atilde;o no campo da Sa&uacute;de   Coletiva, em estudos sobre o acesso a servi&ccedil;os e cuidados, a qualidade da   assist&ecirc;ncia e das pr&aacute;ticas dos profissionais, e ainda sobre os direitos &agrave; sa&uacute;de   e deveres do Estado em suas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. Foi nuclear da estrutura&ccedil;&atilde;o da   Sa&uacute;de Coletiva, nos anos 1970, vinculando-se &agrave; democratiza&ccedil;&atilde;o do estado   brasileiro e &agrave; reforma da sa&uacute;de&sup1;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O estudo das necessidades permitia apontar a elitiza&ccedil;&atilde;o da   assist&ecirc;ncia quando o tema foi tratado como <i>necessidades satisfeitas e     n&atilde;o satisfeitas</i> pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de ent&atilde;o existentes. Gerou   a discuss&atilde;o sobre a prem&ecirc;ncia transformadora do Estado, com o reconhecimento   dos direitos de cidadania e do acesso universal aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. O resultado   historicamente posterior (1980) foi o grande engajamento da Sa&uacute;de Coletiva na   realiza&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), cujo projeto democratizante, mesmo   tendo avan&ccedil;ado, at&eacute; hoje persiste como quest&atilde;o<sup>1-4</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mas o estudo das necessidades tamb&eacute;m levava, &agrave; &eacute;poca, &agrave;   cr&iacute;tica da especializa&ccedil;&atilde;o assistencial, tanto em termos das pr&aacute;ticas   profissionais, quanto do ensino m&eacute;dico. Neste, o debate surgia em dois polos.   Um, em que as necessidades de sa&uacute;de eram vistas como os adoecimentos <i>mais ou     menos frequentes</i> e <i>cientificamente mais ou menos       complexos</i> em determinadas popula&ccedil;&otilde;es, para discutir certa   "inadequa&ccedil;&atilde;o" da forma&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;dicos &agrave;s "reais necessidades da popula&ccedil;&atilde;o", j&aacute;   que a forma&ccedil;&atilde;o se dava (e ainda se d&aacute; em grande medida) centrada nas patologias   raras da experi&ecirc;ncia hospitalar (o hospital-escola). O ensino extramuros (do   hospital-escola), como nas propostas de medicina comunit&aacute;ria, seria a resposta   para adequar melhor a forma&ccedil;&atilde;o &agrave;s necessidades. O outro polo considerava as   necessidades no plano individual, abordando-as como <i>sentidas e     n&atilde;o sentidas</i>, sendo esta &uacute;ltima condi&ccedil;&atilde;o dada pelo risco   epidemiol&oacute;gico de vir a adoecer (necessidades potenciais). Assim, como resposta   a essa abordagem das necessidades desde a &oacute;tica <i>individual</i> do   paciente, al&eacute;m da discuss&atilde;o das demandas apresentadas nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de,   avan&ccedil;ava-se em dire&ccedil;&atilde;o a uma medicina preventiva na forma&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em ambas as abordagens, criticava-se a progressiva perda da   tomada cl&iacute;nica do paciente como um todo bio-psico-social, decorrente da base   biom&eacute;dica redutora do indiv&iacute;duo enquanto sujeito social a um organismo com   patologias, o que tamb&eacute;m remetia &agrave;s pr&aacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o. E para o ensino, n&atilde;o   s&oacute; m&eacute;dico, mas das profiss&otilde;es em sa&uacute;de de modo geral, verifica-se igualmente a   persist&ecirc;ncia das necessidades de sa&uacute;de como quest&otilde;es da forma&ccedil;&atilde;o<sup>6</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse longo per&iacute;odo decorrido entre a emerg&ecirc;ncia da Sa&uacute;de   Coletiva at&eacute; as primeiras d&eacute;cadas de 2000, outros tratamentos foram dados &agrave;s   necessidades de sa&uacute;de. Desenvolveu-se tanto uma aproxima&ccedil;&atilde;o te&oacute;rico-conceitual,   mais abstrata, quando as necessidades s&atilde;o referidas &agrave; socialidade e   historicidade da vida humana em geral e repensadas para o caso da sa&uacute;de em   particular, quanto de cunho operativo, voltada para os servi&ccedil;os de sa&uacute;de, em   que as necessidades participam de pol&iacute;ticas e/ou de programas de gest&atilde;o desses   servi&ccedil;os, respondendo a problemas particulares<sup>7</sup>. Sobre a primeira   situa&ccedil;&atilde;o, publica&ccedil;&otilde;es recentes<sup>8-10</sup> apontam para a escassez dessas   formula&ccedil;&otilde;es mais conceituais, enquanto que, sobre a segunda, mesmo no plano   operativo dos servi&ccedil;os, o tema &eacute; tratado por vezes do ponto de vista <i>populacional</i>,   ressituando o paciente em coletivos, ou do ponto de vista das necessidades de   cada um, tal como em estudos sobre a demanda <i>individualizada</i> dos   usu&aacute;rios<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">H&aacute; tamb&eacute;m estudos que diferenciam necessidades produzidas por   estrutura&ccedil;&otilde;es diversas do social (como <i>constructo social</i>),   daquelas tidas como <i>naturais</i> do ser humano<sup>8,10,12</sup>,   enquanto outros, j&aacute; na &oacute;tica da constru&ccedil;&atilde;o social, contrastam o <i>ponto de     vista dos     usu&aacute;rios</i> daquele <i>dos profissionais</i>. Esta   &uacute;ltima forma, por sua vez, desdobra-se em discuss&otilde;es da qualidade das pol&iacute;ticas   p&uacute;blicas e da gest&atilde;o dos servi&ccedil;os<sup>2,4</sup> ou da qualidade das pr&aacute;ticas<sup>13-15</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesta diversidade, situo o presente texto como reflex&atilde;o de   ordem conceitual. Tomo necessidades de sa&uacute;de seguindo a Mendes-Gon&ccedil;alves<sup>16</sup>,   que permitiu produzir o enfoque das pr&aacute;ticas profissionais como <i>contexto     instaurador de novas necessidades</i><sup>13</sup>,   permitindo-as oferecerem tens&otilde;es cr&iacute;ticas &agrave;s suas (re)produ&ccedil;&otilde;es em sociedade.   Ademais, inscrevo esta reflex&atilde;o na rela&ccedil;&atilde;o entre a pol&iacute;tica p&uacute;blica e as   pr&aacute;ticas de sa&uacute;de no interior dos servi&ccedil;os.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia:   percurso do pensamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O   presente texto &eacute; um ensaio te&oacute;rico. Adoto a perspectiva de g&ecirc;nero voltada para   a sa&uacute;de dos homens, alinhando-me &agrave; produ&ccedil;&atilde;o da &uacute;ltima d&eacute;cada na Sa&uacute;de Coletiva.   G&ecirc;nero implica dois par&acirc;metros de an&aacute;lise<sup>17</sup>: a dimens&atilde;o relacional   que leva a pensar homens de modo articulado com mulheres e a tomada expl&iacute;cita   da desigualdade de poder entre eles, sendo um maior valor atribu&iacute;do &agrave; esfera   masculina de quest&otilde;es sociais, o que repercute em necessidades de homens e de   mulheres<sup>15</sup>. A teoria de g&ecirc;nero permite a compreens&atilde;o da constru&ccedil;&atilde;o   s&oacute;cio-hist&oacute;rica acerca do ser homem e mulher com a pretens&atilde;o de sua   desconstru&ccedil;&atilde;o: identifica a desigualdade de valor, evidenciando as formas   tradicionais de definir e abordar homens e mulheres na vida social, para uma   cr&iacute;tica contra cultural, em busca da equidade de g&ecirc;nero<sup>17</sup>, raz&atilde;o pela   qual adotei este referencial e busco distinguir a constru&ccedil;&atilde;o tradicional de   g&ecirc;nero de suas cr&iacute;ticas. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A aproxima&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica vem ao encontro do princ&iacute;pio da   integralidade para as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de e toma necessidades de modo   alternativo ao pensamento hegem&ocirc;nico da racionalidade biom&eacute;dica<sup>11,15,18-20</sup>.   Tamb&eacute;m de alguma forma j&aacute; indica que a maior equidade na aten&ccedil;&atilde;o integral n&atilde;o   se assenta em medidas id&ecirc;nticas para homens e mulheres, pois a constru&ccedil;&atilde;o das   desigualdades reflete uma dada concep&ccedil;&atilde;o de poder na sociedade. A cr&iacute;tica   pressup&otilde;e arguir tal concep&ccedil;&atilde;o, para atingir os valores que permitem aquela   constru&ccedil;&atilde;o. Para tanto, o movimento de cr&iacute;tica deve ser poss&iacute;vel; configurando   sua inscri&ccedil;&atilde;o como uma possibilidade hist&oacute;rica, mesmo na pr&oacute;pria reprodu&ccedil;&atilde;o da   sociedade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Nesse sentido, metodologicamente, adoto o referencial de   Bourdieu<sup>21</sup>, para estudo dos agentes sociais na reprodu&ccedil;&atilde;o da   sociedade, e de Lefebvre<sup>22</sup>, para as rela&ccedil;&otilde;es entre as distintas   classes sociais nessa reprodu&ccedil;&atilde;o, para quem o social conforma um todo cujas   partes se apresentam em uma din&acirc;mica de afirma&ccedil;&atilde;o e nega&ccedil;&atilde;o das caracter&iacute;sticas   s&oacute;cio-hist&oacute;ricas desse todo. Trata-se da no&ccedil;&atilde;o de (re)produ&ccedil;&atilde;o<sup>22</sup> como uma reitera&ccedil;&atilde;o que &eacute;, ao mesmo tempo, uma nova produ&ccedil;&atilde;o, gerando tens&otilde;es.   Assim, mesmo em pr&aacute;ticas sociais que conservam o social, mudan&ccedil;as podem ser   impulsionadas por sujeitos sociais agentes das mesmas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A reprodu&ccedil;&atilde;o do social &eacute;, pois, uma cristaliza&ccedil;&atilde;o, em termos   estruturais, uma recondu&ccedil;&atilde;o de tradi&ccedil;&otilde;es sociais e culturais. Mas &eacute; uma cristaliza&ccedil;&atilde;o   inst&aacute;vel, j&aacute; que traz inova&ccedil;&otilde;es no interior da conserva&ccedil;&atilde;o. Assim, ao serem   reproduzidas as desigualdades de g&ecirc;nero, essa reprodu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se dar&aacute; sempre e   necessariamente da mesma forma para homens e mulheres e na rela&ccedil;&atilde;o entre eles,   mas expressando aspectos convergentes e divergentes do maior valor das quest&otilde;es   masculinas, tal como mostram estudos emp&iacute;ricos. &Eacute; a diversidade de situa&ccedil;&otilde;es o   que se encontrar&aacute; nas pesquisas. Ela n&atilde;o &eacute; negadora, mas esclarecedora, das   m&uacute;ltiplas express&otilde;es concretas da desigualdade social de g&ecirc;nero em contextos   particulares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Por exemplo, estudos j&aacute; apontaram que as pr&aacute;ticas de   viol&ecirc;ncias socializam os meninos na forma&ccedil;&atilde;o da identidade masculina, revelando   tamb&eacute;m que, embora as no&ccedil;&otilde;es de competitividade e uso da for&ccedil;a f&iacute;sica, que   est&atilde;o na base da representa&ccedil;&atilde;o de virilidade, sejam a refer&ecirc;ncia simb&oacute;lica   hegem&ocirc;nica de masculinidade dos homens, nem todos efetivamente se comportam de   modo violento, evidenciando a diversidade de pr&aacute;ticas sociais na mesma   refer&ecirc;ncia cultural de g&ecirc;nero<sup>23</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&Eacute; de se esperar, ent&atilde;o, que o campo da sa&uacute;de venha   (re)produzindo a desigualdade de g&ecirc;nero e contribuindo para sua conserva&ccedil;&atilde;o em   modalidades de aten&ccedil;&atilde;o dirigidas a homens e a mulheres que apresentem aspectos   comuns e divergentes entre si, assim como conservem, de modo conflituoso, a   refer&ecirc;ncia do maior valor das quest&otilde;es masculinas. A cr&iacute;tica cultural,   portanto, requer o reconhecimento das domin&acirc;ncias (biom&eacute;dica e de g&ecirc;nero) e de   seus 'escapes', o que deve ser perseguido nos estudos e pesquisas exploradores   dessa tens&atilde;o. Assim sendo, na conquista da aten&ccedil;&atilde;o integral para homens e   mulheres, programas com ajustes similares n&atilde;o ser&atilde;o suficientes; mas tamb&eacute;m   significa que alguns projetos e algumas medidas pr&aacute;ticas poder&atilde;o ser similares,   sendo a principal base de mudan&ccedil;a o valor desses sujeitos perante a sociedade   e, pois, a diferen&ccedil;a de sentidos com que se inserem na racionalidade   assistencial biom&eacute;dica e hegem&ocirc;nica na aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Seguindo o mesmo referencial, relativamente &agrave; perspectiva de   mudan&ccedil;as pretendidas pela Sa&uacute;de Coletiva, tomo a esfera da pol&iacute;tica e sua   gest&atilde;o nos servi&ccedil;os e aquela das pr&aacute;ticas profissionais, como dimens&otilde;es parciais   da sa&uacute;de que formam um todo sob tens&atilde;o, n&atilde;o sendo autom&aacute;tico o fato de que as   quest&otilde;es das pr&aacute;ticas sejam identificadas e tratadas nas pol&iacute;ticas, nem o   reverso: as pol&iacute;ticas n&atilde;o se inscrevem diretamente nos desempenhos dos   profissionais a partir de sua enuncia&ccedil;&atilde;o. Tal como diversos estudos<sup>3,14,24,25</sup>,   distingo a pol&iacute;tica e a pr&aacute;tica de sa&uacute;de como duas esferas de quest&otilde;es, embora   relacionadas. A pr&aacute;tica guarda relativamente &agrave; pol&iacute;tica n&atilde;o apenas certa   autonomia de configura&ccedil;&atilde;o, mas configura&ccedil;&atilde;o que exibir&aacute; conflitos frente &agrave;   pol&iacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A reflex&atilde;o que segue considerar&aacute;, ent&atilde;o, como e porque o   olhar de g&ecirc;nero permite enriquecer conceitualmente 'necessidades de sa&uacute;de', bem   como diferenciar pr&aacute;ticas profissionais de aten&ccedil;&atilde;o integral destinadas a homens   e mulheres particulares e concretos, para alcan&ccedil;ar maior equidade nas pol&iacute;ticas   p&uacute;blicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Pol&iacute;ticas e pr&aacute;ticas de sa&uacute;de:  uma distin&ccedil;&atilde;o para pensar  necessidades de sa&uacute;de </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Este t&oacute;pico responder&aacute; &agrave;s seguintes indaga&ccedil;&otilde;es: porque   distinguir as a&ccedil;&otilde;es assistenciais, em que os profissionais da sa&uacute;de realizam   interven&ccedil;&otilde;es no sentido de responder a necessidades e demandas dos usu&aacute;rios dos   servi&ccedil;os de sa&uacute;de, das propostas de interven&ccedil;&atilde;o formuladas em programas de   aten&ccedil;&atilde;o derivados dos enunciados nos textos oficiais das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas?   Acaso essas a&ccedil;&otilde;es profissionais n&atilde;o estariam respondendo a essas pol&iacute;ticas?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Levando em conta o referencial metodol&oacute;gico apontado, a   resposta a essa &uacute;ltima pergunta seria: sim e n&atilde;o. Por consequ&ecirc;ncia, a distin&ccedil;&atilde;o   &eacute; importante exatamente para apontar os conflitos entre uma e outra inst&acirc;ncia e   que n&atilde;o s&atilde;o apenas, como frequentemente &eacute; concebido, desajustes conjunturais de   insufici&ecirc;ncias de recursos ou limita&ccedil;&otilde;es de conhecimento m&uacute;tuo de cada   proposi&ccedil;&atilde;o, como se os profissionais de sa&uacute;de apenas desconhecessem os termos   da pol&iacute;tica enunciada, seus conceitos e propostas de a&ccedil;&atilde;o. H&aacute;, sim, uma   autonomia relativa entre a pol&iacute;tica e a pr&aacute;tica profissional: o descompasso   entre o que est&aacute; dado em um plano como proposta (inten&ccedil;&atilde;o) de a&ccedil;&atilde;o e os saberes   e a&ccedil;&otilde;es concretamente realizados em pr&aacute;ticas produtivas, operat&oacute;rias da   assist&ecirc;ncia, na esfera dos servi&ccedil;os. Em outros termos, a proposta como <i>plano</i> &eacute;   situa&ccedil;&atilde;o distinta daquela como <i>tecnologia</i>, isto &eacute;,   saber operat&oacute;rio do trabalho profissional<sup>26</sup>. Al&eacute;m dessa distin&ccedil;&atilde;o,   h&aacute; aquela quanto ao conjunto de a&ccedil;&otilde;es realiz&aacute;veis na inst&acirc;ncia das pol&iacute;ticas e   na do exerc&iacute;cio profissional. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A pol&iacute;tica p&uacute;blica diz respeito &agrave; tomada de decis&otilde;es por   parte do Estado, j&aacute; enquanto o resultado das disputas de grupos de interesses   presentes no governo<sup>27</sup>. O Estado decide perante alternativas de   responder a quest&otilde;es sociais, cada qual j&aacute; representando ganhos e perdas para   distintos grupos, entre eles os profissionais e os cientistas da sa&uacute;de.   Relativamente &agrave;s alternativas representadas por todos envolvidos, a t&eacute;cnico-cient&iacute;fica   nem sempre &eacute; a refer&ecirc;ncia de maior valor<sup>27</sup>, tal como o &eacute; para o   exerc&iacute;cio profissional<sup>25</sup>. O estatuto dos conhecimentos cient&iacute;ficos e   t&eacute;cnicos &eacute; bastante diverso para a inst&acirc;ncia da pol&iacute;tica e a das pr&aacute;ticas de   sa&uacute;de; necessidades de sa&uacute;de, portanto, ser&atilde;o alvo de leituras diversas nessas   inst&acirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Mas essa esfera das pol&iacute;ticas j&aacute; est&aacute; t&atilde;o vinculada &agrave; dos   servi&ccedil;os, e a democratiza&ccedil;&atilde;o do acesso aos servi&ccedil;os e o reconhecimento dos   direitos humanos e sociais j&aacute; s&atilde;o quest&otilde;es t&atilde;o presentes para a elabora&ccedil;&atilde;o de   programas de aten&ccedil;&atilde;o espec&iacute;ficos, que parecer&aacute; at&eacute; estranho querer destacar a   distin&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ocorre que essa rela&ccedil;&atilde;o entre as pol&iacute;ticas de sa&uacute;de e as   pr&aacute;ticas assistenciais no interior dos servi&ccedil;os foi uma constru&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica da   Sa&uacute;de Coletiva, pois, ao contr&aacute;rio do que se pode perceber &agrave; primeira vista, no   per&iacute;odo de emerg&ecirc;ncia e constitui&ccedil;&atilde;o desse campo (1970-80), n&atilde;o se mostravam   claras as rela&ccedil;&otilde;es entre as a&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas ou sanit&aacute;rias com pol&iacute;ticas de sa&uacute;de   ou mesmo com aspectos centrais da socialidade brasileira, como uma economia de   mercado e forma&ccedil;&atilde;o social em torno ao capital. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No pensamento hegem&ocirc;nico em sa&uacute;de e ainda bastante presente   na &aacute;rea da medicina, as pr&aacute;ticas dos profissionais eram vistas como   independentes das quest&otilde;es sociais, econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas ou culturais,   parecendo que sua qualidade baseava-se exclusivamente na dimens&atilde;o   t&eacute;cnico-cient&iacute;fica de seus saberes. Por isso, muito se investiu na tentativa de   mudar o desempenho concreto dos profissionais a partir de reformas   educacionais. Estas eram desacompanhadas de pol&iacute;ticas para o mercado de   trabalho ou para a estrutura&ccedil;&atilde;o e gest&atilde;o dos servi&ccedil;os, o que, hoje, seria   impensado, mas significava &agrave; &eacute;poca a representa&ccedil;&atilde;o das profiss&otilde;es de sa&uacute;de   (tendo a do m&eacute;dico como refer&ecirc;ncia central) como exerc&iacute;cio aut&ocirc;nomo dos   conhecimentos cient&iacute;ficos e da t&eacute;cnica, como se, a partir da forma&ccedil;&atilde;o, pudessem   os profissionais transformar suas pr&aacute;ticas e torn&aacute;-las mais &eacute;ticas ou   democr&aacute;ticas, para al&eacute;m de garantirem o melhor acerto t&eacute;cnico<sup>5</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, um movimento nuclear muito importante da Sa&uacute;de   Coletiva tem sido o de <i>politizar o campo da Sa&uacute;de, </i>seja   enquanto Sa&uacute;de P&uacute;blica ou Medicina. Politizar no sentido de rearticular ao   social os referenciais particulares da Sa&uacute;de, calcados na epidemiologia   tradicional e na biomedicina, mostrando que tais pr&aacute;ticas t&eacute;cnicas s&atilde;o tamb&eacute;m e   antes de tudo pr&aacute;ticas sociais<sup>28</sup>, (re)produzindo o social de modo   particular na<i> esfera t&eacute;cnica de atua&ccedil;&atilde;o</i><sup>25,28</sup><i>.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O movimento politizador, primeiro, voltou-se para denunciar o   quanto a Sa&uacute;de sempre esteve comprometida com o contexto social: com as desigualdades   socioecon&ocirc;micas, os conflitos de interesses e os jogos de poder. Questionando a   aten&ccedil;&atilde;o, sobretudo, m&eacute;dica, mostrou-a como parte de um mesmo complexo econ&ocirc;mico   e pol&iacute;ti&shy;co que as ind&uacute;strias farmac&ecirc;uticas e de equipamentos (o complexo   m&eacute;dico-industrial), apontando ainda a perversa rela&ccedil;&atilde;o entre o setor p&uacute;bli&shy;co e   privado de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os, em que este &uacute;ltimo passava a ser financiado e   alavancado socialmente &agrave;s expensas do primeiro, em uma pol&iacute;ti&shy;ca que perdia seu   car&aacute;ter p&uacute;blico, de atender ao bem comum, para servir a interesses   particulares: uma pol&iacute;tica privatista a refor&ccedil;ar a desigualdade socioecon&ocirc;mica   ao mesmo tempo em que amplia&shy;va efetivamente formas de acesso aos servi&ccedil;os.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em um segundo momento, inseriu-se a tem&aacute;tica das condi&ccedil;&otilde;es e   do mercado de trabalho (do assalariamento e jornadas de trabalho &agrave;s   distribui&ccedil;&otilde;es d&iacute;spares de profissionais no pa&iacute;s, passando pela sua progressiva   especializa&ccedil;&atilde;o) e, mais recentemente, da pr&oacute;pria gest&atilde;o dos servi&ccedil;os, como   determinantes tamb&eacute;m das pr&aacute;ticas em seu interior, deixando de v&ecirc;-las como   produto exclusivo da apropria&ccedil;&atilde;o do saber na forma&ccedil;&atilde;o graduada<sup>25</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Assim, a politiza&ccedil;&atilde;o alcan&ccedil;a a pol&iacute;tica p&uacute;blica em sa&uacute;de, ao   apontar criticamente o car&aacute;ter p&uacute;blico do Estado, chamando por uma reforma da   sa&uacute;de como reforma social, com vistas &agrave; democratiza&ccedil;&atilde;o do Estado e &agrave;   progressiva inscri&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos e sociais na pol&iacute;tica de sa&uacute;de.   Alcan&ccedil;a tamb&eacute;m a esfera do planejamento e da gest&atilde;o dos servi&ccedil;os, introduzindo   quest&otilde;es de um planejamento cr&iacute;tico e formulando os modelos assistenciais<sup>29</sup>,   o que tem sido at&eacute; hoje um embate<sup>3</sup>. D&aacute;-se tamb&eacute;m um movimento   politizador das pr&aacute;ticas profissionais, com a discuss&atilde;o inicialmente locada nos   recursos humanos em sa&uacute;de, passando por quest&otilde;es acerca dos profissionais como   agentes-sujeitos dos modos tecnol&oacute;gicos e assistenciais de exerc&iacute;cio   profissional<sup>30</sup> e ganhando novo f&ocirc;lego, hoje, com a discuss&atilde;o do   cuidado em sa&uacute;de<sup>31</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No entanto, observa-se grande dificuldade em atingir as   pr&aacute;ticas profissionais, em raz&atilde;o de obst&aacute;culos culturais e pol&iacute;tico-ideol&oacute;gicos   de grande complexidade<sup>32,33</sup>, vinculados &agrave;s origens hist&oacute;ricas destas   pr&aacute;ticas<sup>25</sup>, o que tamb&eacute;m caber&aacute; pensar quanto &agrave;s especificas   quest&otilde;es da desigualdade de g&ecirc;nero<sup>15</sup>. Como parte desses obst&aacute;culos,   a meu ver, situa-se o pouco desenvolvimento da distin&ccedil;&atilde;o entre a pol&iacute;tica de   sa&uacute;de e as pr&aacute;ticas dos profissionais, tornando a circula&ccedil;&atilde;o entre essas   inst&acirc;ncias mais dif&iacute;cil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A emerg&ecirc;ncia do planejamento e da gest&atilde;o em sa&uacute;de como   instrumento de mudan&ccedil;a social foi um dos produtos da politiza&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de a   partir da estrutura&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de Coletiva<sup>25</sup>, abrindo definitivo   di&aacute;logo entre a pol&iacute;tica e a organiza&ccedil;&atilde;o das redes de servi&ccedil;os e do sistema de   sa&uacute;de. Neste movimento, por&eacute;m, perdeu-se de vista a problem&aacute;tica da distin&ccedil;&atilde;o e   com isso a reflex&atilde;o em torno &agrave; capacidade de mudan&ccedil;as articuladas. N&atilde;o   obstante, &eacute; ineg&aacute;vel a import&acirc;ncia hist&oacute;rica da Sa&uacute;de Coletiva<sup>1</sup>, que   j&aacute; bem estabelecida como campo, deve, como movimento social politizador, sempre   permanecer atuante e revisitar criticamente suas pr&oacute;prias conquistas. Ilustro   com duas situa&ccedil;&otilde;es em que as conquistas no plano jur&iacute;dico-pol&iacute;tico com   enunciados de leis e normas que s&atilde;o grandes suportes para a equidade de g&ecirc;nero,   n&atilde;o foram suficientes para inscrever na pr&aacute;tica profissional a mesma refer&ecirc;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Temos a lei que garante o aborto legal, em casos de estupros   e a lei Maria da Penha que tipifica e apena atos de viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. Como   as pr&aacute;ticas profissionais se disp&otilde;em relativamente a essas duas normas legais e   das quais j&aacute; se derivaram normas t&eacute;cnicas especificamente voltadas &agrave; preven&ccedil;&atilde;o   das viol&ecirc;ncias e &agrave; recupera&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas em ambos os casos? Os profissionais   ampliaram seu interesse e seu acolhimento a essas situa&ccedil;&otilde;es? N&atilde;o me parece, e   para nenhuma das duas situa&ccedil;&otilde;es, pois embora servi&ccedil;os tenham sido efetivamente   planejados e implantados, observando-se movimentos de amplia&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m de   retra&ccedil;&atilde;o das redes, h&aacute; estudos que mostram n&atilde;o s&oacute; dificuldades na realiza&ccedil;&atilde;o da   lei no plano das pr&aacute;ticas profissionais, como ao rev&eacute;s um desempenho baseado em   cren&ccedil;as, julgamentos morais e bases religiosas de cunho estritamente pessoal,   mas tudo recoberto pela autoridade t&eacute;cnico-cient&iacute;fica que d&aacute; legitimidade, hoje   em dia, &agrave; autoridade profissional em sa&uacute;de<sup>34,35</sup>. &Eacute;, pois, necess&aacute;rio   ampliar o conhecimento sobre os obst&aacute;culos &agrave; politiza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>G&ecirc;nero: invisibilidades  quanto a necessidades de sa&uacute;de  nas pr&aacute;ticas profissionais </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tornar vis&iacute;vel a desigualdade de g&ecirc;nero &eacute; a politiza&ccedil;&atilde;o da   interven&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnico-cient&iacute;fica que est&aacute; na base da a&ccedil;&atilde;o profissional, o que tem   sido feito pelos estudos sobre a <i>invisibilidade</i> de suas   quest&otilde;es nas pr&aacute;ticas profissionais<sup>18,19,36</sup>. Tal invisibilidade &eacute;   fruto da redu&ccedil;&atilde;o biom&eacute;dica do corpo como a &uacute;nica aproxima&ccedil;&atilde;o das necessidades   tida como v&aacute;lida para os profissionais. Assim, quest&otilde;es de g&ecirc;nero somente se   inscrevem nas pr&aacute;ticas de sa&uacute;de se este modo de proceder for criticado, em suas   diversas dimens&otilde;es. Uma delas, a mais geral e valorizada, assenta-se nos <i>&ecirc;xitos     t&eacute;cnicos</i> pr&oacute;prios a essa redu&ccedil;&atilde;o, cuja alternativa cr&iacute;tica seria   recobri-los por <i>sucessos pr&aacute;ticos,</i> correspondendo estes &agrave; situa&ccedil;&atilde;o que leva em conta os aspectos contingentes do   contexto pr&aacute;tico em que ocorrer&aacute; a interven&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica. Desse modo, sem   prescindir das boas solu&ccedil;&otilde;es origin&aacute;rias do saber cient&iacute;fico-tecnol&oacute;gico, o   melhor desempenho profissional estaria representado pelo sucesso pr&aacute;tico como a   forma de viver o &ecirc;xito t&eacute;cnico<sup>33</sup>. Se essa mudan&ccedil;a de perspectiva   t&eacute;cnica n&atilde;o &eacute; realizada, a visibilidade que se d&aacute; a g&ecirc;nero corre o risco de   constituir um<i> esvaziamento &eacute;tico-pol&iacute;tico do conceito</i><sup>17</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Tal &eacute; o poder da cultura profissional vigente, para se ter   uma primeira no&ccedil;&atilde;o das dificuldades em realizar no &acirc;mbito das pr&aacute;ticas   profissionais uma reforma compat&iacute;vel com as pol&iacute;ticas de sa&uacute;de pautadas na   maior equidade de g&ecirc;nero. Outras dimens&otilde;es mais, contudo, devem ser   consideradas, para ampliar nossa compreens&atilde;o acerca dessas pr&aacute;ticas, para o que   devo examinar as ra&iacute;zes dessa cultura profissional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Necessidades sociais sempre representam a interconex&atilde;o entre   o social e o individual, pois s&atilde;o o reconhecimento individual de carecimentos   que se d&atilde;o na vida em sociedade<sup>16</sup>. Mas se o carecimento produz o desconforto   (ou o sofrimento) frente &agrave; percep&ccedil;&atilde;o de que 'algo falta' ou 'algo n&atilde;o vai bem'   para seguir o modo usual de vida, j&aacute; o movimento que faz com que os indiv&iacute;duos   se dirijam a algum servi&ccedil;o e demandem respostas pauta-se na identifica&ccedil;&atilde;o de   servi&ccedil;os existentes socialmente e que, desde suas hist&oacute;ricas configura&ccedil;&otilde;es   produtivas (como oferta de respostas a necessidades determinadas), mostram-se   bem sucedidos. Por isso, ofertas existentes historicamente exitosas suscitam   esse movimento de demanda por parte dos indiv&iacute;duos; demanda que s&oacute; &eacute;   "espont&acirc;nea" no movimento do sujeito que busca o servi&ccedil;o, mas sendo uma busca sempre   s&oacute;cio-historicamente determinada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A demanda espont&acirc;nea por melhor sa&uacute;de ocorre na repara&ccedil;&atilde;o dos   danos para seguir vivendo a vida usual, na preven&ccedil;&atilde;o destes ou na promo&ccedil;&atilde;o da   sa&uacute;de (o que n&atilde;o j&aacute; n&atilde;o figura t&atilde;o claro quanto os danos), dando-se em todas essas   situa&ccedil;&otilde;es pela busca de atendimentos em servi&ccedil;os m&eacute;dicos. Isto porque h&aacute; o   reconhecimento hist&oacute;rico de que estes servi&ccedil;os &eacute; que ser&atilde;o os fornecedores das   melhores respostas a essas necessidades de reparar ou evitar os danos, em raz&atilde;o   da hegemonia s&oacute;cio-historica da <i>linguagem das doen&ccedil;as</i><sup>15,19</sup>, a qual, <i>medicalizadora     dos carecimentos</i>, apaga suas origens na vida social e em fun&ccedil;&atilde;o   desta, da&iacute; as desigualdades sociais tamb&eacute;m nos danos e na pior sa&uacute;de: <i>A     medicaliza&ccedil;&atilde;o &eacute; uma marca s&oacute;cio-hist&oacute;rica que apaga a socialidade da doen&ccedil;a e     da medicina, reduzindo-as a quest&otilde;es biom&eacute;dicas e impedindo que sejam     enunciados carecimentos que n&atilde;o encontram possibilidade discursiva nessa     linguagem</i><sup>15</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Haver&aacute;, nesse sentido, obst&aacute;culos para se reconhecer direitos   humanos e sociais nas demandas dos usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os, assim como reconhecer   que zelar por direitos &eacute; parte da compet&ecirc;ncia profissional e que a&ccedil;&otilde;es que os   realizem em uma aten&ccedil;&atilde;o mais integral devem estar inclu&iacute;das em suas pr&aacute;ticas.   Essa aus&ecirc;ncia de quest&otilde;es quanto &agrave; qualidade da assist&ecirc;ncia em termos dos   direitos n&atilde;o diz respeito apenas a G&ecirc;nero, mas tamb&eacute;m ao pr&oacute;prio SUS. Pode-se   nesses termos dizer que os profissionais <i>estranham a aten&ccedil;&atilde;o integral</i>:   estranhamento aqui entendido no sentido de estarem alienados das marcas sociais   de suas pr&aacute;ticas. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Algumas vezes, os profissionais percebem que h&aacute; quest&otilde;es de   direitos. Ilustro com as viol&ecirc;ncias dom&eacute;sticas, situa&ccedil;&atilde;o em que j&aacute; se mostrou   que os profissionais percebem a mulher em situa&ccedil;&atilde;o de viol&ecirc;ncia e entendem as   repercuss&otilde;es sobre suas demandas. Alguns tamb&eacute;m creem que a viol&ecirc;ncia n&atilde;o &eacute; um   bom comportamento, dando import&acirc;ncia &agrave; preserva&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos. Mas   acreditam que a interven&ccedil;&atilde;o nessas situa&ccedil;&otilde;es deveria, preferencialmente, caber   ou &agrave; pr&oacute;pria mulher, ou ao governo que representa a sociedade em geral, ou,   quando relacionam direitos ao acesso a benef&iacute;cios sociais (como aposentadorias   ou aux&iacute;lio-doen&ccedil;a), encaminham os casos &agrave; assist&ecirc;ncia social. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para os profissionais tudo se passa como se eles n&atilde;o tivessem   uma medida profissional a ser praticada e os problemas ligados aos direitos n&atilde;o   deveriam interferir sobre suas <i>boas pr&aacute;ticas</i>. Chamo   aten&ccedil;&atilde;o a essa no&ccedil;&atilde;o de boa pr&aacute;tica<sup>19,33</sup>, pois a ela os   profissionais associam uma abordagem igualit&aacute;ria (eticamente n&atilde;o desigual) com   base nos referentes biom&eacute;dicos, pois estes seriam os mesmos para todo e   qualquer indiv&iacute;duo; boa pr&aacute;tica significa, portanto, uma <i>neutralidade   &eacute;tico-pol&iacute;tica</i>, que &eacute; bem representada pela abordagem   biom&eacute;dica. Tal neutralidade n&atilde;o ocorreria, segundo suas opini&otilde;es, se em suas   pr&aacute;ticas exercerem a&ccedil;&otilde;es e manifesta&ccedil;&otilde;es em prol de direitos, mesmo em termos   daqueles legalmente j&aacute; definidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Aparentemente curioso, por outro lado, mas respondendo &agrave;   forma conflituosa de reproduzir a sociedade em suas pr&aacute;ticas, ao ser o sucesso   hist&oacute;rico da biomedicina tamb&eacute;m calcado na <i>autonomia t&eacute;cnica das     pr&aacute;ticas profissionais</i>, essas pr&aacute;ticas se veem permeadas por a&ccedil;&otilde;es de   cunho pessoal<sup>25</sup>. N&atilde;o &eacute; incomum, assim, em situa&ccedil;&otilde;es assistenciais   particulares, encontrarmos orienta&ccedil;&otilde;es e aconselhamentos dos profissionais em <i>'escape'</i> &agrave;s   regras biom&eacute;dicas. S&atilde;o atua&ccedil;&otilde;es de ordem moral, com ra&iacute;zes nos valores e   cren&ccedil;as individuais e pessoais (religiosas, est&eacute;ticas, etc.). Essa   permeabilidade da a&ccedil;&atilde;o profissional d&aacute;-se por seu car&aacute;ter de <i>t&eacute;cnica     moral dependente</i>, qualidade de rela&ccedil;&atilde;o intersubjetiva que   historicamente marca a pr&aacute;tica do m&eacute;dico e se estende pelas profiss&otilde;es da sa&uacute;de<sup>25</sup>.   Representa, de um lado, a depend&ecirc;ncia da t&eacute;cnica relativamente &agrave; rela&ccedil;&atilde;o   interpessoal que se forma nas consultas entre o profissional e seu paciente; a   t&eacute;cnica &eacute; assim dependente de uma dada &eacute;tica de intera&ccedil;&atilde;o, que pode   deslocar-se, como nos dias atuais, a uma intera&ccedil;&atilde;o mediada pelas tecnologias.   De outro lado, representa uma rela&ccedil;&atilde;o de car&aacute;ter interpessoal sempre recoberta   pela qualidade t&eacute;cnico-cientifica, de que resulta ao profissional culturalmente   uma autoridade moral com base em sua autoridade cient&iacute;fica. Alguns estudos em   g&ecirc;nero e sa&uacute;de<sup>15,18,34,35</sup> t&ecirc;m apontado para essa mescla entre a   autoridade cientifica e a autoridade moral dos profissionais quando abordam   situa&ccedil;&otilde;es de aborto, viol&ecirc;ncia sexual, sexualidade e prefer&ecirc;ncias sexuais,   inclusive situa&ccedil;&otilde;es em que cren&ccedil;as religiosas dos profissionais d&atilde;o base a   decis&otilde;es cl&iacute;nicas e s&atilde;o seguidas pelos usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os como orienta&ccedil;&otilde;es   profissionais t&eacute;cnico-cient&iacute;ficas<sup>15,34</sup>.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Obviamente que n&atilde;o trago tais quest&otilde;es para apontar que os   profissionais n&atilde;o podem ter cren&ccedil;as pessoais, mas para chamar a aten&ccedil;&atilde;o que   gestores e formuladores de pol&iacute;ticas devem levar em conta essas caracter&iacute;sticas   da pr&aacute;tica profissional em sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Outra especificidade do sucesso hist&oacute;rico das pr&aacute;ticas   profissionais no campo da sa&uacute;de e que tamb&eacute;m representa uma (re)produ&ccedil;&atilde;o   ampliada das conquistas da profiss&atilde;o m&eacute;dica, diz respeito &agrave; <i>consulta     individual</i> como o servi&ccedil;o que representa a boa pr&aacute;tica profissional.   Suas ra&iacute;zes s&atilde;o dadas pela individualiza&ccedil;&atilde;o do adoecer (de base biom&eacute;dica e da   qual decorre a pr&oacute;pria no&ccedil;&atilde;o de risco epidemiol&oacute;gico e de comportamento de   risco nas pr&aacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o) e, principalmente, pela individualiza&ccedil;&atilde;o do   tratamento (dos cuidados). Esta caracter&iacute;stica gera a <i>aten&ccedil;&atilde;o     como uma s&eacute;rie de consultas individuais</i>. Esta valoriza&ccedil;&atilde;o do individual   conflita com quest&otilde;es de ordem mais social ou coletiva, como s&atilde;o as   perspectivas das pol&iacute;ticas e dos direitos. Desta individualiza&ccedil;&atilde;o radical,   ademais, decorre a no&ccedil;&atilde;o de <i>caso</i>, que refere o doente na   linguagem m&eacute;dica e com o qual se d&aacute; todo o compromisso e responsabilidade do   profissional. Isto quer dizer que o profissional toma decis&otilde;es assistenciais   relativas ao caso e sua responsabilidade social, como profissional, parece a   ele que se esgotaria e se limitaria a&iacute;, ao caso. N&atilde;o v&ecirc;, assim, sua interven&ccedil;&atilde;o   como tendo tamb&eacute;m poss&iacute;veis impactos para al&eacute;m do caso, no sentido de   repercuss&otilde;es para coletivos, ou qualquer agrupamento humano (a fam&iacute;lia, etnias,   territ&oacute;rios, a sociedade).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Uma terceira ordem de especificidades quanto &agrave;s pr&aacute;ticas   profissionais a ser lembrada est&aacute; na raiz hist&oacute;rica m&aacute;gico-religiosa da pr&aacute;tica   dos m&eacute;dicos e sua correlata representa&ccedil;&atilde;o de uma <i>pr&aacute;tica     salvadora</i>, construindo a imagem social de desempenhos sempre   subordinados a uma &eacute;tica da salva&ccedil;&atilde;o. O deslocamento da medicina para as   ci&ecirc;ncias e as tecnologias muda o centro da cren&ccedil;a, mas mant&eacute;m o imagin&aacute;rio de   rela&ccedil;&otilde;es entre m&eacute;dico e paciente ligado a essa &eacute;tica, que por isso n&atilde;o se   apresenta como intera&ccedil;&atilde;o entre sujeitos iguais, do ponto de vista moral e   &eacute;tico. Antes, o profissional &eacute; tido menos como agente t&eacute;cnico-cient&iacute;fico e mais   como um doador, um portador de algum dom ou voca&ccedil;&atilde;o quase sacerdotal em servir   aos outros, atribuindo-se a seu comportamento e desempenho profissionais um   car&aacute;ter altru&iacute;sta, caritativo e totalmente pessoal, o que tamb&eacute;m conflita com   os referentes das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas baseadas em direitos de cidadania e   direitos humanos. Devo observar aqui o conflito entre este simb&oacute;lico e aquele   decorrente do fato de ser cada vez mais o profissional, hoje em dia, um agente   do tecnol&oacute;gico, o que do ponto de vista pr&aacute;tico tem sido resolvido no cotidiano   dos servi&ccedil;os com uma esp&eacute;cie de cis&atilde;o na pr&aacute;tica profissional: para as quest&otilde;es   bem redut&iacute;veis ao biom&eacute;dico, esta pr&aacute;tica opera pelos procedimentos   automatizados dos protocolos program&aacute;ticos, cl&iacute;nicos ou sanit&aacute;rios; para   aquelas quest&otilde;es que n&atilde;o s&atilde;o bem redut&iacute;veis ao biom&eacute;dico, como as muitas   quest&otilde;es socioculturais, entre elas as de g&ecirc;nero, o profissional apela para   seus ju&iacute;zos morais pessoais. Eis porque, exatamente nas dimens&otilde;es de sua   pr&aacute;tica em que as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas gostariam que se inscrevessem de forma cr&iacute;tica   uma aten&ccedil;&atilde;o diversa, buscando realizar direitos e maior equidade de g&ecirc;nero, s&atilde;o   os espa&ccedil;os nos quais est&atilde;o inscritas as tradi&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Consoante com as tradi&ccedil;&otilde;es no modo como s&atilde;o vistos homens e   mulheres, os homens s&atilde;o antes de tudo os trabalhadores na produ&ccedil;&atilde;o social, cujo   corpo, adoecido, deve ser com muita rapidez restaurado, em especial em sua   for&ccedil;a f&iacute;sica, em seu vigor de trabalhador. J&aacute; no caso das mulheres, &eacute; no espa&ccedil;o   dom&eacute;stico, tendo filhos, mantendo e cuidando da fam&iacute;lia, que as pr&aacute;ticas profissionais   as veem, reduzidas aqui ao corpo reprodutor e agente das atividades de cuidar,   para o que a medicaliza&ccedil;&atilde;o produziu diversos dispositivos disciplinares e   medidas assistenciais capazes de realiz&aacute;-los. Por isso, o campo da sa&uacute;de   desenvolveu, com primazia e acesso preferencial, aos homens, os servi&ccedil;os de   sa&uacute;de do trabalhador e de urg&ecirc;ncias/emerg&ecirc;ncias cl&iacute;nico-cir&uacute;rgicas; e &agrave;s   mulheres, os que se voltaram a disciplinar o corpo sexual, a zelar pelo corpo   reprodutivo e a educar quanto aos cuidados da fam&iacute;lia, como os de higiene e   aten&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal, os de desenvolvimento das crian&ccedil;as, como os de   puericulturas, ra&iacute;zes ambos da aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria em sa&uacute;de ou das unidades   b&aacute;sicas do sistema. Assim, mesmo quando preocupados com cuidados preventivos   para os homens, os profissionais apelam &agrave;s mulheres e quando h&aacute; homens em   servi&ccedil;os de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, parece-lhes que devem ser atendidos com maior   urg&ecirc;ncia, pois teriam que voltar ao trabalho, ou estranham que possam cuidar de   seus filhos, que tenham sofrimentos mentais ou que queiram acompanhar o   pr&eacute;-natal e partos de suas parceiras. Al&eacute;m disso, o fato de que as medidas de   recupera&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de sexual dos homens tenham sido realocadas em   unidades de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria, gera grande desconforto aos profissionais, que   muitas vezes as abordam tendo a mulher como o intermedi&aacute;rio de suas rela&ccedil;&otilde;es   com os homens, ou crendo que um tradicional especialista da sa&uacute;de dos homens &#150;   o urologista &#150; deveria inserir-se nesse tipo de atendimento<sup>15,20,36</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em s&iacute;ntese, as pr&aacute;ticas profissionais constituem uma esfera   de quest&otilde;es particulares relativamente &agrave;s pol&iacute;ticas de sa&uacute;de, e embora se   conectem com estas, demandam outras abordagens para que as necessidades de   sa&uacute;de sejam tratadas dentro de uma perspectiva cr&iacute;tica como pretende a pol&iacute;tica   da aten&ccedil;&atilde;o integral. &Eacute; preciso pensar elementos pr&oacute;prios dessa esfera, e nisto   elementos de car&aacute;ter tecnol&oacute;gico, vale dizer, ligados &agrave; produ&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia   e dos cuidados e que n&atilde;o se deve confundir com tecnicismo. S&atilde;o antes inscri&ccedil;&otilde;es   que buscam se aproximar das necessidades e respond&ecirc;-las na &oacute;tica da valoriza&ccedil;&atilde;o   igualit&aacute;ria de mulheres e homens nos contextos dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, buscando   reordenar o que a tradi&ccedil;&atilde;o biom&eacute;dica e de g&ecirc;nero construiu. Isto n&atilde;o est&aacute;   pronto como desconstru&ccedil;&atilde;o dessa constru&ccedil;&atilde;o anterior. S&oacute; pode a cada vez ser   pensado em termos das aberturas promovidas pelos conflitos, pelas rachaduras e   tens&otilde;es impressas cotidianamente na (re)produ&ccedil;&atilde;o dessas tradi&ccedil;&otilde;es, cujos   porta-vozes ser&atilde;o os homens e mulheres usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os. Ser&aacute; na abertura   &agrave; diversidade de suas exist&ecirc;ncias como homens e mulheres que os profissionais   podem identificar quais carecimentos est&atilde;o sendo apagados ou transformados em   necessidades reduzidas. Os gestores e formuladores de pol&iacute;ticas deveriam   incentiv&aacute;-los e objetivamente apoi&aacute;-los nesta dire&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Paim JS. <i>Reforma Sanit&aacute;ria Brasileira</i>.   Contribui&ccedil;&atilde;o para a compreens&atilde;o cr&iacute;tica. Salvador, Rio de Janeiro: Edufba, Ed   Fiocruz; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649568&pid=S1413-8123201200100001300001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Cecilio LCO. As necessidades de sa&uacute;de como conceito   estruturante na luta pela integralidade e eq&uuml;idade na aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. In:   Pinheiro R, Mattos RA, organizadores. <i>Os sentidos da integralidade na     aten&ccedil;&atilde;o e no cuidado &agrave; sa&uacute;de</i>. Rio de Janeiro: IMS/UERJ; 2001. p.   113-126.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649570&pid=S1413-8123201200100001300002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Paim JS. <i>Desafios para a Sa&uacute;de Coletiva no s&eacute;culo XXI</i>.   Salvador: EDUFBA; 2007.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649572&pid=S1413-8123201200100001300003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Stotz EN. Os desafios para o SUS e a Educa&ccedil;&atilde;o Popular: uma   an&aacute;lise baseada na dial&eacute;tica da satisfa&ccedil;&atilde;o das necessidades de sa&uacute;de. In: Rocha   CMF, Santos L, Bilibio LFS, Ceccim RB, Feuerwerker LMC, Pinto HA,   organizadores. <i>Rev SUS Brasil: cadernos de textos</i>.   Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004. p. 284-299.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649574&pid=S1413-8123201200100001300004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Schraiber LB. <i>Educa&ccedil;&atilde;o M&eacute;dica e Capitalismo</i>. S&atilde;o   Paulo, Rio de Janeiro: Hucitec, Abrasco; 1989.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649576&pid=S1413-8123201200100001300005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Carvalho YM, Ceccim RB. Forma&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de:   aprendizados com a Sa&uacute;de Coletiva. In: Campos GWS, Minayo MCS, Akerman M,   Drumond-Junior M, Carvalho YM, organizadores. <i>Tratado de Sa&uacute;de Coletiva</i>. 2ª   Edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro: Hucitec, Ed. Fiocruz; 2008. p. 137-170.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649578&pid=S1413-8123201200100001300006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Campos CMS, Mishima SM. Necessidades de sa&uacute;de pela voz da   sociedade civil e do Estado. <i>Cad Saude Publica</i> 2005;   2(4):1260-1268.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649580&pid=S1413-8123201200100001300007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Trad LAB. Necessidades de sa&uacute;de: desafios (que persistem) no   plano conceitual e da sua operacionaliza&ccedil;&atilde;o nos servi&ccedil;os sanit&aacute;rios. In:   Pinheiro R, Silva Junior AG, organizadores. <i>Projeto Integralidade em     Sa&uacute;de - 10 anos</i>: por uma sociedade cuidadora. Rio de Janeiro:   Cepesc, IMS, UERJ, Abrasco; 2010. p. 39-54.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649582&pid=S1413-8123201200100001300008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Campos CMS, Bataieiro MO. Necessidades de sa&uacute;de: uma analise   da produ&ccedil;&atilde;o cientifica brasileira de 1990 a 2004. <i>Interface     Comun Sa&uacute;de Educ</i> 2007; 11(23):605-618.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649584&pid=S1413-8123201200100001300009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. Barros DG, Chiesa AM Autonomia e necessidades de sa&uacute;de na   sistematiza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia de enfermagem no olhar da sa&uacute;de coletiva. <i>Rev Esc     Enferm USP</i> 2007; 41(Nº Esp.):793-798.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649586&pid=S1413-8123201200100001300010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Figueiredo WS. <i>Masculinidades e Cuidado</i>:   diversidade e necessidades de sa&uacute;de dos homens na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &#91;tese&#93;. S&atilde;o   Paulo: Faculdade de Medicina USP; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649588&pid=S1413-8123201200100001300011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Vaitsman J. Sa&uacute;de, Cultura e Necessidades. In: Fleury S,   organizadora. <i>Sa&uacute;de Coletiva? </i>Questionando a Onipot&ecirc;ncia   do Social. Rio de Janeiro: Relume-Du&shy;mar&aacute;; 1992. p. 157-173.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649590&pid=S1413-8123201200100001300012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Schraiber LB, Mendes-Gon&ccedil;alves RB. Necessidades de Sa&uacute;de e   Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria. In: Schraiber LB, Nemes MIB, Mendes-Gon&ccedil;alves RB,   organizadores. <i>Sa&uacute;de do Adulto</i>: Programas e A&ccedil;&otilde;es na   Unidade B&aacute;sica. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 1996. p. 29-47.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649592&pid=S1413-8123201200100001300013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Ayres JRCM. Organiza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de: modelos   e pr&aacute;ticas. <i>Sa&uacute;de e Sociedade</i> 2009; 18(Supl. 2):11-23.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649594&pid=S1413-8123201200100001300014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Schraiber LB, Figueiredo WS, Gomes R, Couto MT, Pinheiro TF,   Barbosa RM, Silva GSN, Valen&ccedil;a OAA. Necessidades de sa&uacute;de e masculinidades:   aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria no cuidado aos homens. <i>Cad Saude Publica</i> 2010;   26(5):961-970.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649596&pid=S1413-8123201200100001300015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Mendes-Gon&ccedil;alves RB. <i>Pr&aacute;ticas de sa&uacute;de</i>:   processo de trabalho e necessidades. S&atilde;o Paulo: Cadernos CEFOR; 1992.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649598&pid=S1413-8123201200100001300016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> (S&eacute;rie   Textos nº 1)</font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Ara&uacute;jo MF, Schraiber LB, Cohen DD. Penetra&ccedil;&atilde;o da perspectiva   de g&ecirc;nero e an&aacute;lise cr&iacute;tica do desenvolvimento do conceito na produ&ccedil;&atilde;o   cient&iacute;fica da Sa&uacute;de Coletiva. <i>Interface Comun Sa&uacute;de Educ</i> 2011;   15(38):805-818.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649600&pid=S1413-8123201200100001300017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Villela W, Monteiro S, organizadoras. <i>G&ecirc;nero e   sa&uacute;de</i>:   Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia em quest&atilde;o. Rio de Janeiro: Abrasco, UNFPA; 2005.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649602&pid=S1413-8123201200100001300018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Schraiber LB, d'Oliveira AFPL, Portella AP, Oliveira EM.   Viol&ecirc;ncia de g&ecirc;nero no campo da Sa&uacute;de Coletiva: conquistas e desafios. <i>Cien Saude     Colet</i> 2009; 14(4):1019-1027.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649604&pid=S1413-8123201200100001300019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Gomes R, organizador. <i>Sa&uacute;de do Homem em Debate</i>. Rio de   Janeiro: Editora Fiocruz; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649606&pid=S1413-8123201200100001300020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Bourdieu P. <i>Raz&otilde;es Pr&aacute;ticas</i>. Sobre a   teoria da a&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Papirus; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649608&pid=S1413-8123201200100001300021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Lefebvre H. <i>A Re-produ&ccedil;&atilde;o das Rela&ccedil;&otilde;es de   Produ&ccedil;&atilde;o.</i> Porto: Publica&ccedil;&otilde;es Escorpi&atilde;o; 1973.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649610&pid=S1413-8123201200100001300022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Couto MT, Schraiber LB. Homens, sa&uacute;de e viol&ecirc;ncia: novas   quest&otilde;es de g&ecirc;nero no campo da sa&uacute;de coletiva In: Minayo MCS, organizadora. <i>Cr&iacute;ticas e     atuantes</i>: ci&ecirc;ncias sociais e humanas em sa&uacute;de na Am&eacute;rica Latina. Rio   de Janeiro: Editora Fiocruz; 2005. p. 687-706.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649612&pid=S1413-8123201200100001300023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Paim JS, Almeida Filho N. <i>A crise da Sa&uacute;de P&uacute;blica e   a utopia da Sa&uacute;de Coletiva</i>. Salvador: Casa da Qualidade Editora; 2000.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649614&pid=S1413-8123201200100001300024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">25. Schraiber LB. Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e planejamento nas pr&aacute;ticas   de sa&uacute;de. <i>Sa&uacute;de em Debate</i> 1995; 47:28-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649616&pid=S1413-8123201200100001300025&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">26. Schraiber LB. Programa&ccedil;&atilde;o Hoje: a for&ccedil;a do debate. In:   Schraiber LB, organizadora. <i>Programa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de hoje</i>. 2ª   Edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 1993. p. 11-35.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649618&pid=S1413-8123201200100001300026&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">27. Cohn A. Pol&iacute;ticas e sa&uacute;de: implica&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas. In: Campos   GWS, Minayo MCS, Akerman M, Drumond-Junior M, Carvalho YM, organizadores. <i>Tratado de     Sa&uacute;de Coletiva</i>. 2ª Edi&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro: Ed.   Hucitec, Ed Fiocruz; 2008. p.219-46.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649620&pid=S1413-8123201200100001300027&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">28. Donnangelo MCF. Sa&uacute;de e Sociedade. In: Donnangelo MCF,   Pereira L, organizadores. <i>Sa&uacute;de e Sociedade</i>. S&atilde;o   Paulo: Livraria Duas Cidades; 1976. p. 9-94.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649622&pid=S1413-8123201200100001300028&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">29. Rivera FJU. Planejamento de Sa&uacute;de. In: Pereira IB, Lima JCF,   organizadores. <i>Dicion&aacute;rio da educa&ccedil;&atilde;o profissional em sa&uacute;de</i>. 2ª   Edi&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro: EPSJV; 2009. p.312-17.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649624&pid=S1413-8123201200100001300029&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">30. Vieira M. Recursos Humanos em Sa&uacute;de. In Pereira IB, Lima JCF,   organizadores. Dicion&aacute;rio da educa&ccedil;&atilde;o profissional em sa&uacute;de. 2ª Edi&ccedil;&atilde;o. Rio de   Janeiro: EPSJV; 2009. p.343-347.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649626&pid=S1413-8123201200100001300030&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">31. Ayres JRCM. O cuidado, os modos de ser (do) humano e as   pr&aacute;ticas de sa&uacute;de. <i>Sa&uacute;de e Sociedade</i> 2004;   13(3):16-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649628&pid=S1413-8123201200100001300031&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">32. Campos GSW. A media&ccedil;&atilde;o entre conhecimento e pr&aacute;ticas sociais:   a racionalidade da tecnologia leve, da pr&aacute;xis e da arte. <i>Cien Saude     Colet</i> 2011; 16(7):3033- 3040.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649630&pid=S1413-8123201200100001300032&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">33. Schraiber LB. Quando o "&ecirc;xito t&eacute;cnico" se recobre de "sucesso   pr&aacute;tico": o sujeito e os valores no agir profissional em sa&uacute;de. <i>Cien Saude     Colet</i> 2011; 16(7): 3041-3042.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649632&pid=S1413-8123201200100001300033&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">34. Castro R, G&oacute;mez AL. <i>Poder m&eacute;dico y ciudadan&iacute;a</i>: el   conflicto social de los profesionales de la salud con los derechos   reproductivos en Am&eacute;rica Latina. 1ª Edi&ccedil;&atilde;o. Montevideo: Universidad de la   Rep&uacute;blica; 2010.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649634&pid=S1413-8123201200100001300034&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">35. Villela VW, Barbosa RM. <i>Aborto, sa&uacute;de e cidadania</i>. S&atilde;o   Paulo: Ed Unesp; 2011.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649636&pid=S1413-8123201200100001300035&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">36. Couto MT, Pinheiro TF, Valen&ccedil;a OAA, Barbosa RM, Silva GSN,   Gomes R, Schraiber LB, Figueiredo WS. O homem na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de:   discutindo (in)visibilidade a partir da perspectiva de g&ecirc;nero. <i>Interface     Comun Sa&uacute;de Educ</i> 2010; 14(33): 257-270.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1649638&pid=S1413-8123201200100001300036&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
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