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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evidências qualitativas sobre o acompanhamento por doulas no trabalho de parto e no parto]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this study was to conduct a metasynthesis of evidence of the work of doulas assisting women in labor and during childbirth. Articles between 2000 and 2009 were located in the Medline, PubMed, SciELO, and Lilacs databases using the key search words: doulas, gestation, labor, and alternative therapy. Seven articles were selected for the study and four categories were created: the support provided by doulas; the birth mother's experiences; professional relationship: and opinions and experiences of professionals. The doulas offered physical, emotional, spiritual and social support. Experiments showed that the professionals stimulated the mother/child relationship, oriented towards successful breastfeeding, and contributed to the prevention of post-partum depression. Controversy was observed among professionals regarding acceptance of the role of the doula as a member of the obstetrics team. The doula's care was considered innovative, calming, encouraging, and attended all the needs of the pregnant woman. The conclusion is that qualitative studies on the work of doulas are recent, incipient, but revealing as to the important possibility of humanizing labor and childbirth.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Acompanhantes de pacientes]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>TEMAS LIVRES</b> FREE THEMES</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Evid&ecirc;ncias   qualitativas sobre o acompanhamento por doulas  no trabalho   de parto e no parto</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Qualitative   evidence of monitoring by doulas during   labor and childbirth</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Raimunda   Magalh&atilde;es da Silva<sup>I</sup>;  Nelson   Filice de Barros<sup>II</sup>;  Herla   Maria Furtado Jorge<sup>I</sup>;  Laura   Pinto Torres de Melo<sup>I</sup>;  Antonio   Rodrigues Ferreira Junior<sup>II</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><sup>I</sup>Programa   de&nbsp;P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva, Universidade de   Fortaleza. Av. Washington Soares 1321, Edson Queiroz. 60811-341&nbsp; Fortaleza&nbsp; CE. <a href="mailto:rmsilva@unifor.br">rmsilva@unifor.br</a><br />   <sup>II</sup>Programa   de&nbsp;P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de Coletiva, Universidade de   Campinas (Unicamp)</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Objetivou-se   elaborar uma metass&iacute;ntese com as evid&ecirc;ncias sobre o trabalho das doulas no   acompanhamento &agrave;s mulheres em trabalho de parto e de parto. Realizou-se um   levantamento nas bases de dados Medline, PubMed, SciELO, Lilacs, usando os   descritores doulas, gesta&ccedil;&atilde;o, trabalho de parto, parto e terapia alternativa,   no per&iacute;odo de 2000 a 2009. Foram selecionados sete artigos e destes emergiram   quatro categorias: suporte proporcionado por doulas; experi&ecirc;ncias das   parturientes; relacionamento profissional; e opini&otilde;es e experi&ecirc;ncias dos   profissionais.&nbsp; Os principais suportes estavam relacionados aos aspectos   f&iacute;sico, emocional, espiritual e social. As experi&ecirc;ncias evidenciaram que as   doulas estimulam a rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e e filho, orientam para uma amamenta&ccedil;&atilde;o   bem-sucedida e contribuem para prevenir a depress&atilde;o p&oacute;s-parto. Observou-se   controv&eacute;rsia entre os profissionais quanto &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o deste novo membro na equipe   obst&eacute;trica, e destacou-se o cuidado como inovador, que acalma, encoraja e supre   as necessidades da gestante. Concluiu-se que os estudos qualitativos sobre este   tema s&atilde;o recentes, incipientes, mas reveladores de uma importante possibilidade   para a humaniza&ccedil;&atilde;o do trabalho de parte e parto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Palavras-chave: </b><i>Acompanhantes   de pacientes, Parto humanizado, Pesquisa qualitativa, Trabalho de parto</i></font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">The objective of this study was to conduct a   metasynthesis of evidence of the work of doulas assisting women in labor and   during childbirth. Articles between 2000 and 2009 were located in the Medline,   PubMed, SciELO, and Lilacs databases using the key search words: doulas,   gestation, labor, and alternative therapy. Seven articles were selected for the   study and four categories were created: the support provided by doulas; the   birth mother's experiences; professional relationship: and opinions and   experiences of professionals. The doulas offered physical, emotional, spiritual   and social support. Experiments showed that the professionals stimulated the   mother/child relationship, oriented towards successful breastfeeding, and   contributed to the prevention of post-partum depression. Controversy was   observed among professionals regarding acceptance of the role of the doula as a   member of the obstetrics team. The doula's care was considered innovative,   calming, encouraging, and attended all the needs of the pregnant woman. The   conclusion is that qualitative studies on the work of doulas are recent,   incipient, but revealing as to the important possibility of humanizing labor   and childbirth.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Key words:&nbsp; </b><i>Patient companions a.k.a. doulas, Humanized birth,   Qualitative research, Labor and childbirth</i></font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A   hist&oacute;ria do parto passou por uma s&eacute;rie de modifica&ccedil;&otilde;es ao longo dos s&eacute;culos,   implicando, entre outras coisas, a substitui&ccedil;&atilde;o do parto do &acirc;mbito domiciliar,   no qual a parturiente era assistida por parteiras ou por uma mulher de sua   confian&ccedil;a, para o hospital, onde fica afastada dos seus componentes familiares   e, muitas vezes, sozinha<sup>1</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para ancorar a humaniza&ccedil;&atilde;o na maternidade, foi sancionada a   Lei nº. 11.108, que preconiza a presen&ccedil;a de um acompanhante junto &agrave; parturiente   durante toda a transi&ccedil;&atilde;o do parto<sup>2</sup>.  Com esta   regulamenta&ccedil;&atilde;o, observa-se que a aten&ccedil;&atilde;o obst&eacute;trica experimente um per&iacute;odo de   transi&ccedil;&atilde;o entre o emprego dos aparatos tecnol&oacute;gicos e cien&shy;t&iacute;ficos, que   possivelmente beneficiam a assist&ecirc;ncia de qualidade &agrave; mulher, e o   reconhecimento de que a assist&ecirc;ncia &agrave; parturiente envolve n&atilde;o s&oacute; os aspectos   f&iacute;sicos, como tamb&eacute;m o psicol&oacute;gico, o social, o espiritual e o emocional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de implementa   pol&iacute;ticas que incentivam o parto natural, a presen&ccedil;a do acompanhante, a   adapta&ccedil;&atilde;o ao ambiente hospitalar e a continuidade do cuidado da parturiente no   decurso de toda a viv&ecirc;ncia do parto, com a perspectiva de que variados agentes   assegurem o cuidado integral. Com efeito, a mulher poder&aacute; escolher um   profissional, o companheiro ou um familiar, amiga, parteiras, enfermeiras e,   acrescentam-se, as doulas, para lhe dar suporte durante o trabalho de parto e   no parto<sup>3</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A palavra doula tem origem grega e significa "escrava".   Naquela cultura, ela assistia a mulher em casa ap&oacute;s o parto, auxiliando no   cuidado com o beb&ecirc; e em seus afazeres dom&eacute;sticos. Atualmente, a doula interage   com a mulher durante o per&iacute;odo perinatal, tanto na gravidez, no parto como   durante a amamenta&ccedil;&atilde;o<sup>4</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A doula passou a ser reconhecida nos Estados Unidos em 1976,   quando Dana Raphael descreveu a experi&ecirc;ncia de uma mulher que assistiu o   trabalho de parto, o parto e a amamenta&ccedil;&atilde;o de outra mulher<sup>5</sup>. De 1980   em diante, as doulas ganharam popularidade, quando mulheres angustiadas com as   altas taxas de cesarianas passaram a convid&aacute;-las para instruir no seu parto,   providenciando suporte no trabalho de parto, apoio nas suas decis&otilde;es e   ajudando-as a evitar procedimentos que as conduzissem a essa cirurgia<sup>6</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para a Associa&ccedil;&atilde;o de Doulas da Am&eacute;rica do Norte (DONA), a   doula &eacute; considerada uma mulher treinada e experiente em prestar apoio, com   capacidade de fornecer cont&iacute;nuo suporte f&iacute;sico, emocional e informativo durante   o trabalho de parto e nascimento, mediante o treinamento pela associa&ccedil;&atilde;o DONA,   a qual reporta um crescimento exponencial de certificados conferidos, passando   de 31, em 1994, para 2.639, em 2009. Al&eacute;m disso, o n&uacute;mero de associados passou   de 750 para 6.994 no mesmo per&iacute;odo, o que demonstra a exist&ecirc;ncia de mercado de   trabalho e a valoriza&ccedil;&atilde;o do seu papel na assist&ecirc;ncia &agrave; parturiente<sup>7</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No Brasil, existem cursos para a forma&ccedil;&atilde;o de doulas   profissionais ou volunt&aacute;rias. As entidades "Doulas do Brasil" e a "Associa&ccedil;&atilde;o   Nacional de Doulas (ANDO)" s&atilde;o exemplos de locais que fornecem certificados e   t&ecirc;m cadastro. Atualmente, existem 201 certificadas pelo curso de forma&ccedil;&atilde;o de   "Educadora perinatal", residentes em diversos estados do Pa&iacute;s<sup>8</sup>,   capazes de atuar em diferentes modalidades, podendo exercer um acompanhamento   volunt&aacute;rio no servi&ccedil;o, ou serem contratadas com   remunera&ccedil;&atilde;o por mulheres que desejam receber esse suporte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos internacionais do tipo metan&aacute;lise apontaram os   benef&iacute;cios do suporte da doula, demonstrando que as mulheres acompanhadas   aumentam duas vezes a chance de ter parto vaginal, comparadas ao grupo que n&atilde;o   recebeu este suporte, al&eacute;m de apresentarem melhoria no p&oacute;s-parto, avaliados por   meio de caracter&iacute;sticas f&iacute;sicas e emocionais<sup>9</sup>. Outro estudo   mencionou que a presen&ccedil;a cont&iacute;nua desse g&ecirc;nero feminino reduziu significativamente   o uso de analgesia, ocitocina, f&oacute;rceps e cesariana<sup>10</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Estudos com abordagem qualitativa sobre doulas e o   reconhecimento de seu papel junto &agrave;s parturientes ainda s&atilde;o incipientes no   Brasil e pesquisas desta natureza tornam-se importantes por suprir lacunas de   conhecimento e identificar a relev&acirc;ncia da sua participa&ccedil;&atilde;o nas equipes   obst&eacute;tricas. Com esse fato questionou-se sobre: quais as pesquisas qualitativas   que evidenciam a participa&ccedil;&atilde;o das doulas junto &agrave;s mulheres em trabalho de   parto? Quais as experi&ecirc;ncias vivenciadas pelas doulas, profissionais e   parturientes? Para tanto, realizou-se uma revis&atilde;o na literatura a fim de   identificar estudos qualitativos e constituir uma metass&iacute;ntese com as   evid&ecirc;ncias sobre o trabalho das doulas no acompanhamento &agrave;s mulheres em   trabalho de parto e no parto. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Trata-se   de uma metass&iacute;ntese, a qual se originou na Sociologia e que permite utilizar   dados de outros estudos qualitativos, referentes a um mesmo assunto ou a temas   correlatos<sup>11</sup>, para fazer uma leitura cr&iacute;tica e interpretativa dos   resultados, com base em rigor metodol&oacute;gico<sup>12</sup>. Assim, esse m&eacute;todo   leva em conta as similaridades e as diferen&ccedil;as na linguagem, em conceitos, nas   imagens e nas ideias em torno da experi&ecirc;ncia em estudo, para ampliar as   possibilidades interpretativas dos resultados e formular narrativas amplas ou   teorias gerais<sup>13</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A elabora&ccedil;&atilde;o de uma metass&iacute;ntese consiste: na sele&ccedil;&atilde;o dos   dados com base na sua relev&acirc;ncia para responder a uma quest&atilde;o espec&iacute;fica; na   descri&ccedil;&atilde;o coerente e integrada de determinados fen&ocirc;menos ou eventos com   caracter&iacute;stica qualitativa; na integra&ccedil;&atilde;o dos dados; em elaborar uma nova   interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados, com infer&ecirc;ncia derivada dos artigos selecionados   para compor o estudo; na an&aacute;lise do pesquisador sobre a interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados   prim&aacute;rios; e constitui&ccedil;&atilde;o de novas interpreta&ccedil;&otilde;es<sup>11</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para este artigo, fez-se, nos meses de junho a   agosto de 2010, um levantamento de publica&ccedil;&otilde;es sobre doula nas bases de dados   Medline, PubMed, SciELO, Lilacs, nos anos de 2000 a 2009.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foram buscados os descritores "doulas",   "gesta&ccedil;&atilde;o", "trabalho de parto", "parto", "terapia alternativa", havendo-se   identificado 36 publica&ccedil;&otilde;es com abordagem qualitativa e quantitativa, sendo   seis nacionais e 30 internacionais. Destas, ap&oacute;s leitura dos resumos, foram   pin&ccedil;ados dez publica&ccedil;&otilde;es que usavam a metodologia qualitativa, os quais   compuseram a amostra deste estudo. De posse dos dez resumos, optou-se por   crit&eacute;rio de inclus&atilde;o das publica&ccedil;&otilde;es: ser artigo com abordagem qualitativa   publicado em peri&oacute;dico, estar acess&iacute;vel &agrave; leitura completa do texto e elucidar   a participa&ccedil;&atilde;o da doula. Com este crit&eacute;rio, inclu&iacute;ram-se sete publica&ccedil;&otilde;es e   tr&ecirc;s foram exclu&iacute;das &#150; uma por se tratar de uma tese e duas por n&atilde;o estarem   dispon&iacute;veis na &iacute;ntegra para leitura. Os sete artigos (quatro em ingl&ecirc;s e tr&ecirc;s   em portugu&ecirc;s) foram organizados em um quadro contendo o nome dos autores, o ano   e local da publica&ccedil;&atilde;o, o objeto de estudo, o n&uacute;cleo de sentido e os resultados   (<a href="/img/revistas/csc/v17n10/a26qua01.jpg">Quadro 1</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o intuito de buscar outros estudos   realizou-se um levantamento na base Google acad&ecirc;mico e encontrou-se sete   artigos, uma disserta&ccedil;&atilde;o e dois trabalhos de conclus&atilde;o de curso. Dos artigos,   dois n&atilde;o estavam dispon&iacute;veis na &iacute;ntegra e os cinco apresentavam resultados   semelhantes aos identificados anteriormente, portanto optamos por considerar   aqueles que constavam nas bases de indexa&ccedil;&atilde;o oficiais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para proceder &agrave; metass&iacute;ntese, realizaram-se   compara&ccedil;&otilde;es constantes dos dados, an&aacute;lise taxon&ocirc;mica e reciprocidade dos   conceitos<sup>13</sup>. Para organizar e analisar os achados   empregou-se a an&aacute;lise de conte&uacute;do, usando as fases da pr&eacute;-an&aacute;lise, explora&ccedil;&atilde;o   do material, tratamento e interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados<sup>14</sup>. Com a   converg&ecirc;ncia dos achados, emergiram quatro categorias de an&aacute;lise: (i) suporte   proporcionado pelas doulas<sup>1,3,4,15-18</sup>; (ii) experi&ecirc;ncias das   parturientes que receberam o suporte da doula<sup>1,16-18</sup>; (iii)   relacionamento profissional<sup>3,4,15,16</sup>; e, (iv) opini&otilde;es e   experi&ecirc;ncias dos profissionais<sup>3,4,16</sup> (Estas cita&ccedil;&otilde;es referem-se aos   sete artigos utilizados no estudo para compor a metass&iacute;ntese). </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Resultados e discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com a leitura exaustiva do material, elaborou-se   uma s&iacute;ntese mostrando a import&acirc;ncia da participa&ccedil;&atilde;o das doulas junto &agrave;s   gr&aacute;vidas e parturientes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Santos e   Nunes<sup>3</sup> entrevistaram 16 profissionais de Enfermagem do Instituto de   Perinatologia da Bahia, que haviam tido contato com as doulas, com o objetivo   de descrever a ideia da sua participa&ccedil;&atilde;o na assist&ecirc;ncia &agrave; mulher no trabalho de   parto. O estudo revelou que muitos enfermeiros est&atilde;o despreparados para atuar   como part&iacute;cipes na implementa&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica preconizada para a aten&ccedil;&atilde;o &agrave;   mulher no contexto das maternidades. Este fato evidenciou a necessidade de   a&ccedil;&otilde;es educativas com a equipe de Enfermagem, propiciando discuss&otilde;es que superem   os limites de atua&ccedil;&atilde;o das doulas no cen&aacute;rio pesquisado. As referidas autoras   organizaram os dados em quatro categorias: (a) caracteriza&ccedil;&atilde;o do grupo estudado   &#150; 16 profissionais da sa&uacute;de do sexo feminino com idade entre 40 e 57 anos com   experi&ecirc;ncia em trabalho de parto; (b) da ideia &agrave; realidade da iniciativa   "doulas na sala de parto" &#150; a ideia de implanta&ccedil;&atilde;o das doulas na sala de parto   surgiu da diretoria do hospital mesmo encontrando dificuldades na equipe   multiprofissional desde a inser&ccedil;&atilde;o &agrave; execu&ccedil;&atilde;o do projeto; (c) facilidades com a   presen&ccedil;a das doulas &#150; foi mencionado que elas desempenhavam importante papel,   providenciando o conforto materno, tranquilidade, redu&ccedil;&atilde;o da ansiedade e   mantinham um elo entre profissionais e pacientes, fazendo com que rompesse o   medo e fosse conduzido um parto tranquilo; (d) dificuldades com a presen&ccedil;a da   doula &#150; para os profissionais, a presen&ccedil;a de novos sujeitos na sala de parto   resultou em rea&ccedil;&otilde;es positivas e negativas. N&atilde;o houve intera&ccedil;&atilde;o com a equipe de   enfermagem nem com os demais profissionais que atuavam no centro obst&eacute;trico. A   falta de incentivo financeiro da institui&ccedil;&atilde;o foi evidenciada por doulas como   geradoras de dificuldades, tais como a pouca clareza do seu papel e a   diminui&ccedil;&atilde;o da participa&ccedil;&atilde;o deste membro na equipe, em virtude de que muitas   tentavam conseguir um v&iacute;nculo empregat&iacute;cio na institui&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s um per&iacute;odo de   voluntariado, o que n&atilde;o estava previsto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Le&atilde;o e   Oliveira<sup>4</sup> caracterizaram o perfil de nove doulas e sua fun&ccedil;&atilde;o. As   entrevistas foram conduzidas pela Comiss&atilde;o de Sa&uacute;de da Mulher do Movimento de   Sa&uacute;de da Zona Leste de um hospital paulista que tinha um grupo de doulas e   preconizava o parto natural. Esse estudo apresentou um novo membro que pode   compor a equipe de sa&uacute;de na assist&ecirc;ncia ao parto e nascimento, podendo   desempenhar uma fun&ccedil;&atilde;o importante no pr&eacute;-natal e puerp&eacute;rio, e ainda atuar junto   &agrave; equipe na vigil&acirc;ncia dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Com os resultados, organizaram   tr&ecirc;s categorias: (a)  caracteriza&ccedil;&atilde;o do grupo estudado &#150; mulheres, maioria   com o ensino fundamental incompleto, com idade entre 26 anos e 71 anos, com   experi&ecirc;ncia com a maternidade e realizando trabalho volunt&aacute;rio;   (b) justificativas referidas pelas doulas para desenvolver sua atividade &#150;   observou-se que a maioria iniciou esse trabalho por convite de outra doula e   por ter vivenciado negativamente o pr&oacute;prio parto. Das nove entrevistadas, sete   relataram n&atilde;o ter acompanhado nenhuma parturiente antes de exercer esse papel e   que ingressaram no hospital a convite para participar de reuni&otilde;es, treinamentos   e capacita&ccedil;&otilde;es; (c) atividades que as doulas referiram desenvolver com as   parturientes &#150; os achados evidenciaram uma diferen&ccedil;a entre o papel da doula no   exterior que realiza a assist&ecirc;ncia junto &agrave; equipe, e no Brasil, presta   assist&ecirc;ncia direta com a parturiente. Al&eacute;m disso, foram mencionadas as   seguintes atividades: conversar com a parturiente com o objetivo de acalmar,   relaxar, orientar ou compartilhar experi&ecirc;ncias, o acompanhamento ao banho,   proporcionar suporte emocional, conforto f&iacute;sico,   informa&ccedil;&otilde;es, apoio &agrave;s decis&otilde;es e apoio ao parceiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Rodrigues   e Siqueira<sup>1</sup> desenvolveram reflex&otilde;es sobre os poss&iacute;veis efeitos   ben&eacute;ficos de uma escuta responsiva &agrave; verbaliza&ccedil;&atilde;o da dor, medos e seus   correlatos na cena do parto. O estudo foi realizado em uma maternidade do   Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, na cidade de S&atilde;o Paulo, com 20 parturientes que   realizaram partos por via vaginal, e sete doulas. Os autores conclu&iacute;ram que as   rela&ccedil;&otilde;es interpessoais no molde do acompanhamento cont&iacute;nuo foram capazes de   produzir efeitos favor&aacute;veis &agrave;s viv&ecirc;ncias do estresse materno, considerando-a   como tecnologia apropriada no campo do cuidado. Os resultados respaldaram as   seguintes categorias: (a) caracteriza&ccedil;&atilde;o do grupo estudado &#150; as   participantes possu&iacute;am ensino m&eacute;dio incompleto, com faixa et&aacute;ria de 15 a 36   anos e a maioria era de prim&iacute;paras; (b) os dizeres sobre si (subjetividade   autorreferida das parturientes) &#150; percept&iacute;veis em todos os depoimentos, estavam   relatos de que a dor era intensa, insuport&aacute;vel, traum&aacute;tica, horr&iacute;vel e inesquec&iacute;vel.   Referiram, tamb&eacute;m, muitas vezes a sensa&ccedil;&atilde;o de exaust&atilde;o, desfalecimento, de n&atilde;o   ter mais for&ccedil;as no momento expulsivo e o medo da morte tanto de si como do   filho; (c) os dizeres sobre a presen&ccedil;a do outro (intersubjetividade) &#150;   ficou atrelado que o acompanhamento por doula foi referido positivamente,   possibilitando sensa&ccedil;&otilde;es de seguran&ccedil;a, confian&ccedil;a, relaxamento e calma. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Schroeder   e Bell<sup>16</sup> objetivaram implementar e ampliar um programa-piloto com o   suporte de doulas no trabalho de parto de gr&aacute;vidas encarceradas em Washington.   Os resultados obtidos no estudo constataram que o suporte pode ajudar   positivamente no momento do parto e no cuidado integral na sa&uacute;de, bem como o   apoio relacional, pode ser um passo para interromper o ciclo de v&iacute;cios, neglig&ecirc;ncia,   viol&ecirc;ncia, priva&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica e eventual perda das crian&ccedil;as. A parceria do   cuidado entre a enfermeira de sa&uacute;de p&uacute;blica, as doulas e as mulheres pode   promover a sa&uacute;de comunit&aacute;ria e o suporte de servi&ccedil;o, pois elas podem se reunir   em prol do benef&iacute;cio da fam&iacute;lia e da sociedade como um todo. Agruparam os   resultados em categorias: (a) caracteriza&ccedil;&atilde;o do grupo estudado &#150; entrevistaram   14 mulheres encarceradas e 13 delas relataram quest&otilde;es relativas &agrave; pobreza,   ra&ccedil;a negra, baixo n&iacute;vel de escolaridade, tabagismo, alcoolismo, drogadi&ccedil;&atilde;o e   oito n&atilde;o fizeram o pr&eacute;-natal; (b) satisfa&ccedil;&atilde;o com o projeto das doulas &#150; as 14   entrevistadas se mostraram completamente satisfeitas com o servi&ccedil;o e a   indicavam para outras mulheres do mundo; (c) gravidez e nascimento em cust&oacute;dia &#150;   revelaram as doulas como pessoas de extrema import&acirc;ncia na sua experi&ecirc;ncia do   parto; (d) separa&ccedil;&atilde;o de beb&ecirc;s, perdas e luto &#150; as entrevistadas voltaram ao   c&aacute;rcere uma semana ap&oacute;s o parto e nesse momento vivenciaram a separa&ccedil;&atilde;o dos   filhos de maneira triste, ansiosa, com sangramento, edemas e extravasamento de   leite; (e) planos para a liberdade e esperan&ccedil;as para o futuro &#150; mesmo com   depress&atilde;o e ansiedade, as encarceradas planejavam o futuro, como ter um   apartamento, os filhos, terminar o ensino m&eacute;dio, um emprego e tamb&eacute;m fazer um   tratamento adicional, participando de grupo de alco&oacute;licos an&ocirc;nimos; (f)   recomenda&ccedil;&otilde;es para mudan&ccedil;as &#150; ap&oacute;s a inser&ccedil;&atilde;o e o reconhecimento do programa,   outras a&ccedil;&otilde;es foram sugeridas tais como: intervir com as gr&aacute;vidas encarceradas e   suas crian&ccedil;as; fazer o pr&eacute;-natal na cadeia; reintegrar a mulher &agrave; comunidade;   implantar um servi&ccedil;o de sa&uacute;de mental; criar um programa de tratamento de &aacute;lcool   e drogas; e colocar outras mulheres para ajudar as gr&aacute;vidas enquanto est&atilde;o   encarceradas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os   autores Papagni e Bucker<sup>15</sup> desenvolveram um estudo qualitativo para   examinar a percep&ccedil;&atilde;o das parturientes quanto ao n&iacute;vel de aceita&ccedil;&atilde;o das doulas   por enfermeiras. O estudo refletiu sobre as possibilidades de enfermeiras n&atilde;o   perceberem que suas atividades podem ser negativas em algumas situa&ccedil;&otilde;es e   que o papel da doula &eacute; preencher a lacuna na assist&ecirc;ncia, mediante o suporte   emocional que os enfermeiros n&atilde;o oferecem a todas as mulheres. Outra reflex&atilde;o   do artigo sugere que os pap&eacute;is de cada membro da equipe s&atilde;o diferenciados,   podendo trabalhar em conjunto para proporcionar &agrave;s mulheres um parto seguro e   gratificante, de forma que a a&ccedil;&atilde;o da doula possa aumentar a satisfa&ccedil;&atilde;o da   paciente e facilitar o desempenho do enfermeiro. Enviaram 11 question&aacute;rios e   obtiveram retorno de nove e, destes resultados, emergiram as categorias: (a)   caracteriza&ccedil;&atilde;o do grupo estudado &#150; parturientes brancas, com idade entre 21 e   40 anos, cinco prim&iacute;paras, quatro mult&iacute;paras que deram &agrave; luz com assist&ecirc;ncia da   doula no hospital norte central de Alabama &#150; Estados Unidos; (b) medidas de   suporte providenciado durante o trabalho de parto &#150; v&aacute;rios destes suportes   beneficiaram os aspectos f&iacute;sico e psicossocial; (c) percep&ccedil;&otilde;es das parturientes   sobre as atitudes das enfermeiras &#150; a maioria referiu que o trabalho da doula   ajudou a desenvolver melhor as obriga&ccedil;&otilde;es das enfermeiras, mas mostram, tamb&eacute;m,   o ressentimento, a animosidade e a dificuldade de intera&ccedil;&atilde;o das duas   categorias; (d) conselho das parturientes para doulas e enfermeiras trabalharem   juntas &#150; as enfermeiras deveriam sentir-se encorajadas com a presen&ccedil;a da doula   e n&atilde;o amea&ccedil;adas, pois elas estavam l&aacute; para providenciar conforto e suporte para   a m&atilde;e. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Kayne et   al.<sup>18</sup> desenvolveram uma metan&aacute;lise com tr&ecirc;s estudos realizados na   Guatemala, Estados Unidos e Botsuana, com o objetivo de avaliar os efeitos do   suporte da doula no trabalho de parto. No estudo realizado na Guatemala   participaram 40 mulheres, sendo 20 no grupo caso-controle e 20 no experimental.   Nos Estados Unidos, participaram 412 mulheres nul&iacute;paras com dilata&ccedil;&atilde;o de 3 a 4   cm, das quais 212 pertenciam ao grupo ao qual foi prestado o suporte e 200   &agrave;quele somente observado. Em Botsuana, participaram 109 primigestas em trabalho   de parto n&atilde;o complicado, distribu&iacute;das aleatoriamente em um grupo controle e em um   experimental. Os resultados apontaram que o suporte no trabalho de parto n&atilde;o &eacute;   novo e que as mulheres continuam precisando de seguran&ccedil;a, aceita&ccedil;&atilde;o e   liberdade. A presen&ccedil;a de uma companhia apoiadora durante o trabalho de parto &eacute;   apresentada como resposta positiva a esta necessidade. Tamb&eacute;m enfocaram que os   hospitais precisam implementar o programa de doulas, ou fazer ajustes, para que   esse cuidado seja providenciado durante o trabalho de parto. Os autores   organizaram os dados nas tem&aacute;ticas: (a) doulas e suas t&eacute;cnicas de suporte &#150;   evidenciou-se o emocional, o conselho e a informa&ccedil;&atilde;o, as medidas de conforto   f&iacute;sico, a assist&ecirc;ncia realizada e o apoio nas decis&otilde;es; (b) benef&iacute;cios no   p&oacute;s-parto &#150; percebeu-se melhora nos resultados p&oacute;s-parto e neonatal, especialmente,   na rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e e filho, amamenta&ccedil;&atilde;o bem-sucedida e diminui&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia de   depress&atilde;o p&oacute;s-parto; (c) treinamento e certifica&ccedil;&atilde;o das doulas &#150; s&atilde;o   convidadas a assistir &agrave;s aulas de parto e lacta&ccedil;&atilde;o, monitoradas por v&aacute;rias   organiza&ccedil;&otilde;es que exploram as experi&ecirc;ncias individuais e focalizam na provis&atilde;o   de suporte f&iacute;sico e emocional, como tamb&eacute;m nos princ&iacute;pios b&aacute;sicos da gravidez,   inf&acirc;ncia e p&oacute;s-parto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ginger<sup>17</sup> descreveu e explorou as percep&ccedil;&otilde;es de adolescentes gr&aacute;vidas e rec&eacute;m-paridas de   baixa renda que receberam apoio de doulas comunit&aacute;rias, recrutadas e treinadas   na comunidade. Estas implementaram modelos integrais de cuidados maternais,   incluindo suporte psicossocial apropriado, em especial para aquelas   parturientes com as condi&ccedil;&otilde;es sociais pouco adequadas. As percep&ccedil;&otilde;es foram   organizadas da seguinte forma: (a) caracteriza&ccedil;&atilde;o do grupo estudado &#150; foram   entrevistadas 12 gestantes e 12 rec&eacute;m-m&atilde;es com idade entre 14 a 18 anos sobre o   suporte social da doula; (b) caracter&iacute;stica do suporte &#150; todas as participantes   identificaram o suporte da comunidade onde a doula reside, o suporte para as   suas necessidades b&aacute;sicas de pr&eacute;-natal, parto, cont&iacute;nuo apoio emocional e   f&iacute;sico durante o trabalho de parto e nascimento; (c) o papel social das doulas   &#150; s&atilde;o da mesma etnia das parturientes e vivem dentro da comunidade,   providenciam cuidados baseados nos relacionamentos, servem como modelos   positivos e foram designadas como participantes de suporte prim&aacute;rio durante a   gravidez, o parto e o nascimento. Seu suporte foi altamente apreciado e   considerado como expe&shy;ri&ecirc;ncia positiva de vida, que ajudam na provis&atilde;o de   recursos tang&iacute;veis e intang&iacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Fazendo-se   uma leitura interpretativa dos resultados encontrados nos sete artigos em   estudo, pode-se organizar e agrupar dados que correspondem aos temas a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em   rela&ccedil;&atilde;o ao <i>suporte proporcionado por doulas</i>,   observou-se um conjunto de a&ccedil;&otilde;es positivas exercidas durante a assist&ecirc;ncia ao   parto. A <a href="/img/revistas/csc/v17n10/a26fig01.jpg">Figura 1</a> mostra o diagrama formado por diferentes a&ccedil;&otilde;es de suporte   desenvolvidas por doulas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Dentre as   diversas pr&aacute;ticas desenvolvidas por estas mulheres, estavam identificados seis   tipos de suporte: I. F&iacute;sico &#150; inclui t&eacute;cnicas de respira&ccedil;&atilde;o, posicionamento,   caminhada, compressas quentes ou frias e movimentos corporais. II. Social &#150;   relaciona o respeito com o familiar e a equipe multiprofissional, favorece   ambiente tranquilo, mant&eacute;m o foco e o interesse na parturiente, demonstra   tranquilidade, seguran&ccedil;a e carinho. III. Emocional &#150; diminui o medo, a   ansiedade, promove encorajamento, contato f&iacute;sico e visual, conversa sincera e   transparente, valoriza as atitudes e os comportamentos. IV. De Informa&ccedil;&atilde;o &#150;   oferece orienta&ccedil;&otilde;es sobre interven&ccedil;&otilde;es obst&eacute;tricas, posicionamento adequado,   esclarece os termos t&eacute;cnicos e tira as d&uacute;vidas, fornece informa&ccedil;&otilde;es para familiares   e equipe multiprofissional. V. De Apoio &agrave;s Decis&otilde;es &#150; enseja espa&ccedil;os para   perguntas, respeito &agrave;s escolhas, &agrave;s queixas, aos sentimentos, &agrave;s lamenta&ccedil;&otilde;es e   responde com objetividade<sup>15,16,18</sup>. VI. De Pr&aacute;ticas Alternativas e   Complementares &#150; aceita as posi&ccedil;&otilde;es confort&aacute;veis escolhidas pela parturiente,   realiza massagens de conforto, t&eacute;cnicas de al&iacute;vio da dor, ensina a movimentar o   corpo com aparatos (bola, cavalinho, escada de Ling), promove a benqueren&ccedil;a,   relaxamento f&iacute;sico e mental, oferece ch&aacute;s de ervas medicinais, homeopatia,   musicoterapia, cromoterapia, hidroterapia, medita&ccedil;&atilde;o, ora&ccedil;&otilde;es e bendi&ccedil;&atilde;o<sup>1,3,4</sup>. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">No que   diz respeito &agrave; <i>experi&ecirc;ncia das parturientes</i> que   receberam o suporte da doula, tr&ecirc;s dos artigos estudados identificaram   experi&ecirc;ncias positivas e significativas quanto &agrave; assist&ecirc;ncia recebida. As   parturientes evidenciaram que elas estimulam a rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e e filho, orientam   para uma amamenta&ccedil;&atilde;o bem-sucedida e contribuem para prevenir a depress&atilde;o   p&oacute;s-parto<sup>1,16,17</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Em   trabalho de Rodrigues e Siqueira<sup>1</sup>, as pacientes relataram com   frequ&ecirc;ncia a sensa&ccedil;&atilde;o de muito sofrimento durante o momento expulsivo e que a   presen&ccedil;a da doula na sala de parto desenvolveu um processo relacional   favor&aacute;vel. A comunica&ccedil;&atilde;o significativa e a presen&ccedil;a constante destas fizeram o   diferencial no atendimento &agrave;s parturientes que as compararam com uma "m&atilde;e",   "anjo" e "fada". A aten&ccedil;&atilde;o intensiva e a perman&ecirc;ncia constante significaram uma   assist&ecirc;ncia muito boa e importante naquele momento de "agonia" e "sofrimento". </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Schroeder   e Bell<sup>16</sup> descreveram o mecanismo do parto   das mulheres encarceradas como sendo uma experi&ecirc;ncia estressante, insegura, com   desconforto, expostas a material t&oacute;xico de limpeza, fome constante e sem   condi&ccedil;&otilde;es adequadas. A presen&ccedil;a da doula ajudou a ter uma experi&ecirc;ncia positiva   e todas as parturientes as consideraram como importantes, pois foi a &uacute;nica   pessoa que permaneceu junto em todo o processo do nascimento. As mulheres   prisioneiras acrescentaram que: <i>Eu teria ficado assustada se     estivesse sozinha. Ela me ajudou a ter experi&ecirc;ncia positiva mesmo eu estando em     cust&oacute;dia. A doula me deu cont&iacute;nuo suporte e valoriza&ccedil;&atilde;o. Me fez sentir bem de     todas as formas. Gostei porque elas ficaram sempre ao meu lado. Ela segurava na     minha m&atilde;o e dizia que estava tudo bem.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Ginger<sup>17</sup> verificou que o modelo de cuidado baseado na comunidade   sugere benef&iacute;cios adicionais com apoio da doula. As parturientes relataram que   esse apoio <i>providencia um suporte f&iacute;sico e emocional durante a gesta&ccedil;&atilde;o,     trabalho de parto e parto, nascimento e amamenta&ccedil;&atilde;o.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Destaca-se no estudo realizado por Rodrigues e   Siqueira<sup>1</sup>, em uma maternidade, o fato de que a doula transmitia   seguran&ccedil;a, confian&ccedil;a, relaxamento e calma &agrave; parturiente, o que converge com os   resultados encontrados por Schroeder e Bell<sup>16</sup>. Esses autores   desenvolveram um <i>programa-piloto, </i>no qual   identificaram um excelente suporte, que transmitia calma e encorajamento e   supria as necessidades das parturientes. Esses achados indicaram que a atua&ccedil;&atilde;o   desse g&ecirc;nero feminino &eacute; relevante e significante para a mulher, antes, durante   e ap&oacute;s o parto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Constataram-se diverg&ecirc;ncias do papel da doula no   Brasil e no exterior. As pr&aacute;ticas realizadas no Brasil correspondem &agrave;   assist&ecirc;ncia direta &agrave; parturiente, enquanto, no exterior, as doulas s&atilde;o   valorizadas e reconhecidas, tanto no suporte oferecido, como na mudan&ccedil;a de   paradigmas pol&iacute;ticos, sociais, &eacute;ticos e espirituais em rela&ccedil;&atilde;o ao cuidado da   mulher que se prepara para o nascimento do filho. Deve-se considerar que a   assist&ecirc;ncia da doula ainda n&atilde;o est&aacute; presente na Classifica&ccedil;&atilde;o Brasileira de   Ocupa&ccedil;&otilde;es (CBO)<sup>19</sup>, denotando dificuldades para a inser&ccedil;&atilde;o na equipe   de sa&uacute;de das cuidadora das mulheres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Sumariamente, destaca-se o fato de que a presen&ccedil;a   de mulheres preparadas e treinadas para esta a&ccedil;&atilde;o significativa, durante o   trabalho de parto e o parto, protege as parturientes de experi&ecirc;ncias como as   relatadas por Moura e Silva<sup>20</sup>, na d&eacute;cada de 1980, e Hotimsky e   Schraiber<sup>21</sup>, nos anos de 2000: </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">&#91;...&#93;<i> na fase do parto, entrei em p&acirc;nico, tomada por   sentimento de medo, inseguran&ccedil;a e dores que poderiam ter sido aliviadas.   Reivindiquei, insistentemente, a presen&ccedil;a da minha m&atilde;e, que nos corredores   externos da maternidade, em companhia do meu marido, escutava meus gritos com   pedidos de socorro e de solidariedade. Mas essa atitude t&atilde;o simples, me fora negada</i><sup>20</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><i>S&atilde;o regras do hospital; a lei do acompanhante n&atilde;o   vigora; o acompanhante &eacute; desnecess&aacute;rio; n&atilde;o &eacute; permitida a presen&ccedil;a do   acompanhante masculino; s&oacute; pode ficar se for ces&aacute;rea</i><sup>21</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">O <i>relacionamento dos profissionais com as doulas</i> denotou controv&eacute;rsias quanto   &agrave; aceita&ccedil;&atilde;o do seu papel junto &agrave; equipe. Santos e Nunes<sup>3</sup> apontaram   que a rejei&ccedil;&atilde;o dos profissionais da equipe obst&eacute;trica pode n&atilde;o estar   relacionada com a presen&ccedil;a em si, mas &agrave; dificuldade em aceitar um novo membro &agrave;   equipe n&atilde;o havendo nenhuma participa&ccedil;&atilde;o desde a decis&atilde;o at&eacute; a inser&ccedil;&atilde;o das   doulas. Os profissionais de Enfermagem, no entanto, reconhecem a import&acirc;ncia da   presen&ccedil;a desta cuidadora na sala de parto, que proporciona suporte emocional   permanente, clareza no di&aacute;logo, orienta&ccedil;&otilde;es e informa&ccedil;&otilde;es oferecidas: <i>quando a paciente est&aacute; com     aquela dor, elas explicam, ajudam a fazer for&ccedil;a, ensinam como fazer. </i>Assim, essa contribui&ccedil;&atilde;o &eacute;   vista como facilidade para a equipe profissional, de forma que todos os   profissionais se beneficiam da ajuda prestada por doulas, desde a realiza&ccedil;&atilde;o de   procedimentos simples &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de necessidades e riscos. </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Le&atilde;o e Oliveira<sup>4</sup> mencionaram   o fato de que as doulas antes de iniciar suas atividades no hospital   participavam de reuni&otilde;es, com o intuito de entros&aacute;-las com os demais   profissionais e promover a integra&ccedil;&atilde;o com a equipe assistencial. Essa atitude   valoriza o apoio prestado &agrave; parturiente e aos seus componentes familiares.   Esses encontros possibilitam esclarecer as fun&ccedil;&otilde;es da doula e da enfermeira,   pois a primeira pode conhecer sonhos, medos e desejos da parturiente, enquanto   a segunda conhece os procedimentos, as rotinas e os protocolos do hospital;   sobretudo, porque a demanda em centros obst&eacute;tricos &eacute; t&atilde;o intensa que o tempo   dedicado pela enfermeira para prover apoio &agrave; parturiente n&atilde;o chega a 10%,   demonstrando a necessidade e a import&acirc;ncia da assist&ecirc;ncia cont&iacute;nua oferecida   pela doula.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Papagni e   Bucker<sup>15</sup> relataram algumas barreiras dos   enfermeiros quanto ao suporte das doulas, especificando pessoal insuficiente,   ambiente f&iacute;sico inadequado, atitude negativa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; equipe de cuidado e   falta de apoio &agrave; gest&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Gilliland<sup>6</sup> observou, contudo, que, "para doulas e enfermeiros trabalharem juntos como uma   equipe, no objetivo de fornecer o melhor poss&iacute;vel e cuidar da paciente durante   o parto &eacute; preciso desenvolver uma rela&ccedil;&atilde;o baseada no respeito m&uacute;tuo". A tens&atilde;o   que poder&aacute; surgir entre esses profissionais pode ser nociva &agrave; sa&uacute;de emocional e   produzir efeitos f&iacute;sicos para a parturiente e o feto, de forma que a doula e a   enfermeira precisam aceitar e respeitar o papel de cada profissional de sa&uacute;de.   Os enfermeiros devem reconhecer que a fun&ccedil;&atilde;o da doula &eacute; importante e poder&aacute;   aumentar a satisfa&ccedil;&atilde;o da paciente e facilitar o pr&oacute;prio papel, pois as   atribui&ccedil;&otilde;es de cada membro da equipe s&atilde;o diferentes e, se trabalhadas em   conjunto, proporcionam &agrave;s mulheres um parto seguro e gratificante. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As   doulas, mesmo sem v&iacute;nculo institucional, suprem uma lacuna de profissionais nas   maternidades e domic&iacute;lios e beneficiam a mulher gr&aacute;vida, a fam&iacute;lia e a   institui&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Foi not&oacute;rio nos artigos o fato de que enfermeiros   devem ser incentivados a participar de <i>workshops</i> para receber conhecimento sobre o trabalho da   doula e desenvolver o relacionamento m&uacute;tuo, sobretudo, pelo desconhecimento dos   princ&iacute;pios da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de, em seu <i>Guia de Assist&ecirc;ncia ao     Parto Normal</i>,   para a implementa&ccedil;&atilde;o do trabalho de doulas nas equipes de obstetr&iacute;cia<sup>22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observou-se que os benef&iacute;cios do suporte da doula   foram mencionados tanto por parturientes quanto por profissionais que   vivenciaram o servi&ccedil;o. As gestantes identificaram o fato de que o suporte   ajudou na provis&atilde;o de recursos<sup>17</sup> e as enfermeiras reconheceram que a   presen&ccedil;a da doula as libera para realizar suas atividades administrativas com   maior aptid&atilde;o, bem como atender outras pacientes que necessitem de informa&ccedil;&otilde;es   no trabalho de parto e no parto, inclusive, sobre o uso de m&eacute;todos n&atilde;o invasivos   e n&atilde;o farmacol&oacute;gicos de alivio da dor<sup>7,22</sup>. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Quanto &agrave;s <i>opini&otilde;es   e experi&ecirc;ncias dos profissionais</i> em rela&ccedil;&atilde;o ao suporte da doula,   Schroeder e Bell<sup>16</sup> identificaram o fato de que elas foram   reconhecidas pela equipe obst&eacute;trica com distin&ccedil;&atilde;o pelo excelente suporte   garantido &agrave;s gestantes. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Esta   opini&atilde;o foi ressaltada por Le&atilde;o e Oliveira<sup>4</sup> como<i> uma     atividade inovadora e recente no Brasil</i>, por desempenhar <i>uma fun&ccedil;&atilde;o       importante na assist&ecirc;ncia ao pr&eacute;-natal, puerp&eacute;rio, amamenta&ccedil;&atilde;o e pode atuar       junto &agrave; equipe na vigil&acirc;ncia do servi&ccedil;o de sa&uacute;de prestado a comunidade. </i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Para   exemplificar a import&acirc;ncia desse desempenho, Santos e Nunes<sup>3 </sup>citaram   depoimentos de profissionais, reconhecendo que <i>as doulas     contribuem com a assist&ecirc;ncia porque elas est&atilde;o ali pr&oacute;ximas da paciente, elas     conseguem at&eacute; visualizar alguma situa&ccedil;&atilde;o que a gente de repente n&atilde;o est&aacute; no     momento para ver e elas sinalizam. </i>Embora esses autores tenham   observado que <i>o trabalho da doula &eacute; superimportante</i> alguns   profissionais demonstraram dificuldades quanto a sua inser&ccedil;&atilde;o no cuidado com as   mulheres em institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e at&eacute; mesmo a aceita&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a de   acompanhante em maternidade, indo de encontro &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es da Pol&iacute;tica de   Humaniza&ccedil;&atilde;o no parto<sup>23</sup> e da Pol&iacute;tica de Aten&ccedil;&atilde;o Integral a Sa&uacute;de da   Mulher<sup>24</sup>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Com o   surgimento desse novo suporte na assist&ecirc;ncia ao parto, configurado nos estudos   em an&aacute;lise, indaga-se sobre o porqu&ecirc; das limita&ccedil;&otilde;es institucionais   relativamente &agrave; atua&ccedil;&atilde;o da doula nos espa&ccedil;os que recebem as gestantes no   momento singular da vida &#150; o parto e o nascimento. Ante o   aceite das parturientes em receber o acompanhamento constante no per&iacute;odo do   parto, questiona-se sobre as limita&ccedil;&otilde;es, as fragilidades e as facilidades dos   profissionais e dos servi&ccedil;os para aceitar e inserir um novo membro na equipe obst&eacute;trica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Considera&ccedil;&otilde;es finais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A metass&iacute;ntese elaborada com sete pesquisas   qualitativas cumpriu o objetivo de produzir evid&ecirc;ncias sobre a import&acirc;ncia, a   possibilidade e as vantagens para as parturientes que receberam o suporte das   doulas em maternidades ou em outros espa&ccedil;os de assist&ecirc;ncia &agrave; mulher em trabalho   de parto e parto. A presen&ccedil;a de doulas junto &agrave;s mulheres &eacute; objeto de   investiga&ccedil;&atilde;o em diferentes pa&iacute;ses, contudo os estudos qualitativos sobre o tema   s&atilde;o recentes e incipientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Constatou-se que a defini&ccedil;&atilde;o de doula &eacute;   semelhante na literatura, como sendo a mulher que d&aacute; suporte f&iacute;sico, emocional,   social e espiritual, fornecendo tamb&eacute;m orienta&ccedil;&otilde;es &agrave;s parturientes durante o   trabalho de parto, parto e p&oacute;s- parto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As caracter&iacute;sticas satisfat&oacute;rias do trabalho das   doulas foram expressas por parturientes, pelos membros da equipe   multiprofissional e pelas pr&oacute;prias doulas. Essa multiplicidade de informa&ccedil;&otilde;es,   com considera&ccedil;&otilde;es positivas conduziu a se reconhecer o suporte da doula &agrave;   parturiente como favor&aacute;vel e significativo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Observou-se que muito precisa ser feito para que   o papel da doula seja reconhecido e validado em diferentes segmentos da   sociedade. No Brasil, a presen&ccedil;a de doulas &eacute; restrita nas maternidades, mesmo   que estas trabalhem de forma volunt&aacute;ria ou contratada pela parturiente. Ainda   existe resist&ecirc;ncia, por parte de alguns profissionais, com a presen&ccedil;a de mais   uma pessoa para acompanhar, assistir e dar suporte durante o processo de parir. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As mulheres, lentamente, est&atilde;o assumindo novas   formas de atua&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o de recursos formais e informais relativos ao   parto, e as institui&ccedil;&otilde;es raramente identificam esse apelo para abertura de   caminhos para outros tipos de trabalho na sociedade. Assim, reafirma-se a   necessidade de as institui&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de modificarem suas pr&aacute;ticas rotineiras,   tradicionais, rela&ccedil;&otilde;es de poder e de trabalho, com o objetivo de facilitar e   aprimorar o desenvolvimento de a&ccedil;&otilde;es ben&eacute;ficas e cuidadosas com as pessoas em   situa&ccedil;&atilde;o de estresse, de incertezas e com dificuldade de tomar decis&otilde;es   assertivas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Os estudos de metass&iacute;ntese representam escassez   de publica&ccedil;&otilde;es nacionais na &aacute;rea de estudo, no que diz respeito &agrave;s compara&ccedil;&otilde;es   dos achados que visualizem a rela&ccedil;&atilde;o profissional, gestante e doula; estudos   que criem possibilidades para formula&ccedil;&atilde;o de novos pressupostos, paradigmas e   pol&iacute;ticas p&uacute;blicas no acompanhamento integral, humanizado e articulado &agrave;   gestante. Assim, conclui-se que h&aacute; necessidade de maior incremento nas   pesquisas para diversificar as experi&ecirc;ncias, criar est&iacute;mulos e motiva&ccedil;&otilde;es para   essa fun&ccedil;&atilde;o inovadora do suporte prestado pela doula e a recep&ccedil;&atilde;o dessa pr&aacute;tica   pelos profissionais no acompanhamento perinatal durante e ap&oacute;s o parto. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">A presen&ccedil;a de um acompanhante, seja membro da fam&iacute;lia,   estranho, amigo, ou mesmo um profissional que acompanhe a mulher no pr&eacute;-parto e   no parto, diminui significativamente o sofrimento da parturiente, as dores e o   uso de procedimentos desnecess&aacute;rios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">As limita&ccedil;&otilde;es desta pesquisa se inserem no contexto do   reduzido n&uacute;mero de publica&ccedil;&otilde;es com abordagem qualitativa sobre doula e na   indisponibilidade de outras refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas que n&atilde;o constem nos   bancos oficiais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Colaboradores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">RM Silva e NF Barros   contribu&iacute;ram para concep&ccedil;&atilde;o da ideia, reda&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise cr&iacute;tica do artigo. HMF   Jorge, LPT Melo e AR Ferreira J&uacute;nior participaram da coleta de dados,   organiza&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lise dos dados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Agradecemos   a CAPES-PROCAD-UNICAMP-UNIFOR pelo apoio financeiro e parceria em pesquisa. RM   Silva e NF Barros s&atilde;o bolsistas de produtividade em pesquisa do Conselho   Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">1. Rodrigues AV, Siqueira AF.   Sobre as dores e temores do parto: dimens&otilde;es de uma escuta. <i>Rev. Bras. Sa&uacute;de Matern     Infantil</i> 2008; 8(2):179-186.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644758&pid=S1413-8123201200100002600001&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">2. Brasil. Lei nº 11.108, de   08 de abril de 2005. Altera a Lei n. 8.080, de 19 de setembro de 1990, para   garantir &agrave;s parturientes o direito &agrave; presen&ccedil;a de acompanhante durante o   trabalho de parto, parto e p&oacute;s-parto imediato, no &acirc;mbito do Sistema &Uacute;nico de   Sa&uacute;de &#150; SUS. <i>Di&aacute;rio     Oficial da Rep&uacute;blica</i> 2005; 8 abr.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644760&pid=S1413-8123201200100002600002&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">3. Santos DS, Nunes IM.   Doulas na Assist&ecirc;ncia ao Parto: Concep&ccedil;&atilde;o de Profissionais de Enfermagem. <i>Esc Anna Nery Rev     Enfermagem</i> 2009; 13(3):582-589.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644762&pid=S1413-8123201200100002600003&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">4. Le&atilde;o VM, Oliveira SMJV. O   Papel da Doula na Assist&ecirc;ncia a Parturiente. <i>Reme. Rev. Mim. Enferm </i>2005; 10(1):24-29.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644764&pid=S1413-8123201200100002600004&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">5. Klaus M, Kennel J,   Berkowitz G, Klaus P. Maternal assistance and support in labor: father, nurse,   midwife, or doula. <i>Clinical Consultations in Obstetrices and     Gynecology</i>.   1992; 4(4):211-217.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644766&pid=S1413-8123201200100002600005&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">6. Gilliland AL. Beyond   holding hands: the modern role of professional doula. <i>J Obstet Gynecol     Neonatal Nurs </i>2002; 31(6):762-769.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644768&pid=S1413-8123201200100002600006&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">7. Doulas of North America.   &#91;site da internet&#93; 2010 &#91;acessado 2010 abr 19&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.dona.org" target="_blank">http://www.dona.org</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644770&pid=S1413-8123201200100002600007&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">8. Doulas no Brasil. &#91;site da   internet&#93; 2010 &#91;acessado 2010 abr 18&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.doulas.com.br" target="_blank">http://www.doulas.com.br</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644772&pid=S1413-8123201200100002600008&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">9. Lumley J,   Austin MP, Creina M. Intervening to reduce depression after birth: a   systematic review of the randomized trials. <i>Int J Technol Assess Health     Care</i> 2004; 20(2):128-144.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644774&pid=S1413-8123201200100002600009&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">10. ScottK D, Berkowitz G, Klaus M. A comparison of   intermittent and continuous support during labor: a meta-analysis. <i>Am     J Obstet Gynecol </i>1999; 180(5): 1054-1059.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644776&pid=S1413-8123201200100002600010&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">11. Zimmer L. Qualitative   meta-synthesis: a question of dialoging with texts. <i>J Adv Nurs</i> 2006;   53(3):311-318.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644778&pid=S1413-8123201200100002600011&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">12. Spadacio C, Castellanos   MEP, Barros NF, Alegre SM, Tovey P, Broom A. Medicinas Alternativas e   Complementares: uma metass&iacute;ntese. <i>Cad Saude Publica </i>2010; 26(1):7-13.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644780&pid=S1413-8123201200100002600012&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">13. Sandelowski M, Barroso J. <i>Sandbar Digital   Library Project</i>. Qualitative metasummary method. Chapel Hill (USA):   University of North Carolina at Chapel Hill School of Nursing. &#91;site na   internet&#93; 2004 &#91;aces&shy;sado 2008 fev 21&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://sonweb.unc.edu" target="_blank">http://sonweb.unc.edu</a>.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644782&pid=S1413-8123201200100002600013&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">14. Bardin L. <i>An&aacute;lise de Conte&uacute;do</i>. Lisboa: Edi&ccedil;&otilde;es 70; 2008.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644784&pid=S1413-8123201200100002600014&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">15. Papagni K, Bucker E. Doula   Support and Attitudes of Intrapartum Nurses: A Qualitative Study From The   Patient's Perspective. <i>J Perinat Educ </i>2006; 15(1): 53-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644786&pid=S1413-8123201200100002600015&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">16. Schroeder C,   Bell J. Doula Birth Support for Incarcerated Pregnant Women. <i>Public Health     Nurs</i> 2005; 22(1):53-58.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644788&pid=S1413-8123201200100002600016&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">17. Ginger B.   Perceptions of Social Support from Pregnant and Parenting Teens Using   Community-Based Doulas. <i>J Perinat Educ</i> 2005; 14(3):15-22.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644790&pid=S1413-8123201200100002600017&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">18. Kayne MA,   Greulinch MB, Albers L. Doulas. An Alternative Yet Complementary Addition to   Care During Childbirth. <i>Clin Obstet Gynecol </i>2001; 44(4): 692-703.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644792&pid=S1413-8123201200100002600018&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">19. Classifica&ccedil;&atilde;o Brasileira de Ocupa&ccedil;&otilde;es. &#91;site na internet&#93;   2011 &#91;acessado 2011 maio 5&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/home.jsf" target="_blank">http://www.mtecbo.gov.br/cbosite/pages/home.jsf</a></font>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644794&pid=S1413-8123201200100002600019&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">20. Moura ERF, Silva RM.   Assist&ecirc;ncia humanizada ao parto a partir de uma hist&oacute;ria de vida t&oacute;pica. <i>Acta Paul. Enf</i> 2004; 17(2):141-147.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644795&pid=S1413-8123201200100002600020&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">21. Hotimsky SN, Schraiber LB.   Humaniza&ccedil;&atilde;o no contexto da forma&ccedil;&atilde;o em obstetr&iacute;cia.<i> Cien Saude Colet</i> 2005; 10(3):639-649.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644797&pid=S1413-8123201200100002600021&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">22. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da   Sa&uacute;de (OMS). <i>Assist&ecirc;ncia     ao parto normal</i>:   um guia pr&aacute;tico. Genebra: OMS; 1996.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644799&pid=S1413-8123201200100002600022&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">23. Brasil. Minist&eacute;rio da   Sa&uacute;de (MS). <i>Parto,     aborto e puerp&eacute;rio</i>:   Assist&ecirc;ncia Humanizada &agrave; Mulher<i>. </i>Bras&iacute;lia: MS; 2001.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644801&pid=S1413-8123201200100002600023&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">24. Brasil. Minist&eacute;rio da   Sa&uacute;de (MS). <i>Pol&iacute;tica     Nacional de Aten&ccedil;&atilde;o Integral &agrave; Sa&uacute;de da Mulher</i>: princ&iacute;pios e diretrizes<i>. </i>Bras&iacute;lia: MS; 2004.    &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;[&#160;<a href="javascript:void(0);" onclick="javascript: window.open('/scielo.php?script=sci_nlinks&ref=1644803&pid=S1413-8123201200100002600024&lng=','','width=640,height=500,resizable=yes,scrollbars=1,menubar=yes,');">Links</a>&#160;]<!-- end-ref --> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif">Artigo   apresentado em   20/04/2011<br />   Aprovado em 03/06/2011<br />   Vers&atilde;o final apresentada   em 02/07/2011</font></p>      ]]></body><back>
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